You are on page 1of 17

Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Electrónica de Automação e Comando

1ºAno

Electricidade e Electrónica

U
R x I

MÓDULO Nº 1 – Corrente Contínua

Ano Lectivo: 2007/2008

Professor

Jorge Novo

1/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Planificação
Duração: 30 Horas
1. Apresentação
Este módulo tem carácter teórico-prático, por isso deverá decorrer em ambiente laboratorial de forma
a permitir aos Alunos verificarem e confirmarem experimentalmente os fenómenos eléctricos
analisados na parte teórica de corrente contínua.

2. Objectivos de Aprendizagem

• Identificar simbologia e grandezas de um circuito eléctrico.

• Enunciar e aplicar a lei de OHM.

• Identificar noções de medida e métodos de medida.

• Utilizar racionalmente os campos de medida de um aparelho de medida.

• Utilizar correctamente os aparelhos de medida.

• Identificar as várias associações de resistências.

• Identificar as grandezas energia e potência eléctrica e respectivas unidades SI e práticas.

• Relacionar as grandezas características de um gerador em vazio e em carga.

3. Âmbito dos Conteúdos
• As grandezas mais importantes do circuito eléctrico.
• A lei de OHM.
• A lei de JOULE.
• Os aparelhos e técnicas de medida.

4. Método e Avaliação 
Serão realizadas 6 aulas práticas de 180 minutos e 6 aulas teóricas de 90 minutos. O conteúdo dos
trabalhos abrange as matérias das aulas teóricas. Prevêem-se duas aulas para avaliações. 
A avaliação do módulo reflecte as duas componentes do ensino praticado, sendo caracterizada pela
seguinte expressão:
Nota final = 0,6 x Nota teste + 0,4 x Nota Trab. Práticos
A nota dos trabalhos práticos será a média aritmética dos trabalhos, reflectindo o desenvolvimento dos
respectivos trabalhos com os seguintes parâmetros com igual valor:
1 - Conhecimentos para a execução do trabalho ; 2 - Desempenho na execução ;
3 - Interesse / Comportamento ; 4 - Relatório do trabalho

2/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

1 - Introdução
Como já do conhecimento geral nesta fase da aprendizagem, os átomos são constituídos por um núcleo
com protões (carga positiva) e neutrões e uma nuvem electrónica constituída por electrões (cargas negativas)
que circulam em orbitas definidas conforme o tipo de átomos. Nalguns, os electrões facilmente abandonam o
átomo para se deslocarem para outro átomo contíguo.

Por fricção podemos fazer com que os electrões se transfiram
de um material para outro ficando com excesso de cargas.

Se friccionarmos uma barra de vidro esta perde electrões, e
Se for de ebonite capta electrões podendo afastar ou atrair um
Pêndulo leve.

Podemos verificar que cargas com o mesmo sinal repelem-se e
Cargas de sinal contrário atraem-se.

Ao unirmos por meio de um condutor um material ++++ - - --
carregado negativamente, isto é com excesso
de electrões com outro carregado positivamente ,
isto é com falta de electrões existe o deslocamento de ++++ -----
electrões para ocuparem o lugar nos átomos onde existe
a sua falta . Existe assim movimento de electrões no
sentido de (- ) para (+ ).
A este movimento orientado de electrões dá –se o nome de Intensidade de Corrente Eléctrica , representa-se
por uma seta nos circuitos tem como símbolo a letra I.

O sentido real da dos electrões é deslocarem-se dos potenciais negativos para os potenciais
positivos. Contudo, porque historicamente se considerava o contrário o sentido utilizado para análise
de circuitos é o sentido convencional que é do (+) para o ( -)

Um material carregado electricamente diz-se que tem um potencial
eléctrico, o qual pode ser positivo ou negativo

O potencial de A é Superior ao potencial de B
Pois tem mais cargas eléctricas em A ----------- -------
A B

------------ -------

3/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Podemos assim dizer que existe uma diferença de potencial de potencial A para B, ou seja uma tensão
eléctrica que se representa pela letra U ou V e se mede em Volt [V].

Tensão = Diferença de Potencial  unidade – Volt [ V ]

Exemplos: Células foto-voltaicas – 10 a 20 mV
Bateria de automóvel - 12 V
Rede de alimentação Eléctrica – 230 V
Linhas de energia de média tensão 15 a 30 KV
Linhas de Alta Tensão – 240 KV a 1 MV

----------- - - - - -
Quando ligamos dois materiais com diferentes potenciais
por meio de um condutor vai existir passagem de electrões
de um lado para o outro através do condutor . ----------- - - - - -

A este movimento orientado de cargas eléctricas (electrões) chamamos Intensidade de corrente eléctrica,
ou mais abreviadamente por corrente eléctrica e representa-se pela letra I e a unidade correspondente ao
número de cargas que se desloca por unidade de tempo é o Ampere [ A ]

( Nota 1: A carga do electrão é : e = 1,6 x10 -19 )
( Nota 2: Considera-se o potencial da terra zero Volt, e designa-se por Terra )
(Nota 3: Considera-se o potencial de referência zero como a massa , o qual pode ou não ser igual à terra)

(nota 4 : múltiplos e submúltiplos de 10 )
Giga ( G ) Mega ( M ) Kilo ( K ) unidade mili (m ) micro ( µ) nano ( n )

109 106 103 1 10-3 10-6 10-9

RESISTÊNCIAS
A corrente eléctrica não circula do mesmo modo em todos os materiais. Assim, dependendo do material a
movimentação dos electrões é diferenciada.
Existem materiais que se deixam atravessar facilmente pela corrente eléctrica e são denominados por
condutores, e outros que oferecem mais oposição à sua passagem e são denominados por resistências.
Os materiais com elevada resistência são os isoladores.
Assim temos:

Resistência - Oposição à passagem da corrente

Esta grandeza representa-se por R, tem o símbolo , e mede-se em OHM [ Ω ]

4/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

A resistência dum condutor metálico depende de três factores: Comprimento , Secção ou área e material de
que é constituída.

Isto é : R=ρ.L/s
Em que R - Resistência [Ω ]
ρ – Resistividade (característica do material [Ω.mm2/m]
L – Comprimento [m]
S – Área [ m2 ]

Assim: - Quanto maior for o comprimento maior a resistência
- Quanto maior for a resistividade maior a resistência
- Quanto menor a área maior a resistência

Resistividades específicas:
[Ω.mm2/m ] Material Resistividade
Prata 0,016
Zinco 0,061
Cobre 0,017
Alumínio 0,030
Ferro doce 0,130
Mercúrio 0,950
Carvão 60

Exercícios:
1 – Pretende-se construir uma resistência de 5 Ω com fio de uma liga metálica chamada Constantan que tem
uma resistividade de 0,49 [Ω.mm2/m ], com 0,2 mm2 de diâmetro. Qual o comprimento de fio necessário ?

2 – Uma lâmpada incandescente tem um filamento de Tunguesténio de 70 mm de comprimento e 0,075 mm de
diâmetro. Qual a sua resistência?

3 – Qual a resistência de um condutor de cobre de 1,5 mm2 de secção (utilizado nos circuitos de iluminação)
com 1 km?

4 – Repita o exercício anterior para condutor de 2,5 mm2 (utilizado nas tomadas)

5/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Tipos de resistências fixas: resistências aglomeradas (de grafite), resistências de camada ou película (de carvão
ou liga metálica) e resistências bobinadas (de fio de liga de metais: cobre-níquel ou cobre-magnésio), e outras
como as Termistores (resistências térmicas) PTC ou NTC , as LDR Light Deppendent Resistor , as VDR
Voltage Deppendent Resistor

Funções que podem ser desempenhadas por resistências num circuito: limitadores de corrente, divisores de
tensão, atenuação, filtragem, polarização, carga, etc
As resistências normais encontram-se identificadas por cores do seguinte modo:

Cor 1º e 2º algarismo Multiplicador Tolerância
Preto 0 x1
Castanho 1 x10
Vermelho 2 x100
Laranja 3 x1000
Amarelo 4 x10 000
Verde 5 x100 000
Azul 6 x1 000 000
Violeta 7 x10 000 000
Cinzento 8 -----
Branco 9 -----
Dourado ----- x0,1 (*) ± 5%
Prateado ----- x0,01 (*) ± 10%
Sem cor ----- ----- ± 20%

Potência de dissipação das resistências

Sempre que uma corrente passa através de uma resistência produz-se calor (perda de energia) que terá de ser
dissipado para o exterior, para que a resistência não sobreaqueça e queime.
A potência máxima de dissipação das resistências varia segundo o seu tamanho

As resistências aglomeradas fabricam-se para 1/8W, 1/4W, 1/2W,
1W, 2W e 3W de dissipação.
As resistências de camada de carvão fabricam-se para 1/10W ou 1/8W,
1/4W, 1/3W, 1/2W, 2/3W, 1W, 1,5W e 2W.
As resistências de camada metálica fabricam-se normalmente
para 1/4W e 1/2W.
As resistências bobinadas fabricam-se desde 1W a
várias centenas ou milhares de Watt

6/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Potências de dissipação mais usuais das resistências

Lei de Ohm
Quando uma resistência é atravessada por uma corrente eléctrica esta provoca uma queda de potencial ou
tensão que é proporcional à corrente que passa por ela.
Portanto: A intensidade de corrente ( I ) depende do valor da tensão aplicada ( V ) e do valor da própria
resistência.

Isto é a lei de Ohm U=RxI
Ou I = U / R ; ou R = U / I

U
R x I

7/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Exercícios :

Para os circuitos da figuras calcular os valores em falta.
1-

2-

3-

4-

8/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
As resistências podem ser associadas em série ou em paralelo ou mista

ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE

Ligando as resistências como se representa na figura seguinte estas ficam ligadas em série e a queda de tensão
total é igual à soma das quedas de tensão em cada uma delas.

A corrente que atravessa as resistências é sempre a mesma.

Será fácil entender que a oposição à corrente total é a soma das oposições de cada uma das resistências ou seja

Rtotal = R1 + R2 +R3 + …… Rn

Ou tal como seria de esperar a resistência total de resistências ligadas em série é igual à soma das resistências

RESISTÊNCIAS EM PARALELO

Ligando os terminais das resistências entre eles tal como se representa na figura, efectua-se a ligação em
paralelo.

9/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Neste caso a tensão é igual em todas as resistências.

A corrente I divide-se em I1, I2 e I3. isto é

I = I1 + I2 + I3
ou seja a lei dos nós :

A soma das correntes que entram num nó é igual à soma das correntes que saem do nó

Como: I1= U/R1 ; I2 =U/R2 ; I3 = U/R3 e I = U /Rtotal

Então dividindo por U obtém-se a expressão para resistências em paralelo.

1 / Rtotal = 1/ R1 + 1/ R2 + 1/ R3 +… 1/Rn

No caso particular de duas resistências iguais em paralelo o valor da resistência total é equivalente ao valor de
metade de uma delas.

Ex. R//R  Rtotal = R/2

Exercícios:
Calcule a resistência equivalente dos circuito a seguir representados.

1- 2

10/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

3–
4-

5- 6–

7–

8 – Considerando o stock de resistências seguinte escolha associações de resistências de modo a construir os
valores pedidos.

a) R = 1061 Ω Quant. Valor
b) R = 16.6 K Ω 2 10 Ω
c) R = 26.7 K Ω 5 22 Ω
d) R = 600 Ω 5 100 Ω
e) R = 7.2 K Ω 3 1KΩ
5 2.2 K Ω
5 10 K Ω
1 33 K Ω
2 47 K

11/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

CONDENSADORES
Constituição e funcionamento:

O condensador é um dispositivo eléctrico constituído por duas placas condutoras paralelas que se chamam
armaduras e estão separadas por um material isolante chamado dieléctrico.

Representa-se esquematicamente pelo símbolo com a letra C que representa a capacidade, medida em
farad [ F ] .

. Os eléctrodos são em geral folhas de alumínio coladas sobre o dieléctrico, ou simplesmente um banho de
prata depositado sobre a superfície do mesmo. Os condensadores de mica são vulgarmente encapsulados num
invólucro de plástico moldado, o que confere resistência mecânica ao componente e isola os eléctrodos do
contacto com o exterior. É comum os condensadores de mica existirem em gamas compreendidas entre o
picofarad e as dezenas de nanofarad.
Os condensadores de película consistem em pilhas de folhas de material dieléctrico intercaladas por eléctrodos
metálicos
Os condensadores cerâmicos são construídos a partir da deposição ou colagem de um metal bom condutor
sobre uma cerâmica de elevada constante dieléctrica
Os condensadores electrolíticos baseiam o seu princípio de funcionamento na criação de um dieléctrico de
espessura micrométrica directamente na superfície de contacto entre dois materiais condutores. Por exemplo,
os condensadores electrolíticos de alumínio líquido são construídos a partir de um conjunto de folhas de
alumínio enroladas e intercaladas com um papel fino, absorvente e banhado num electrólito
Os condensadores electrolíticos são componentes cujos terminais são geralmente polarizados, isto é têm
polaridade.

Ao ligarmos o circuito da figura
a corrente passa pela resistência, ou seja os electrões
vão circular até carregar a armadura.
As armaduras vão acunular ou carrega cargas eléctricas

No início do carregamento a corrente é elevada,
mas depois vai diminuindo tal como se representa na
representação temporal da figura seguinte.

12/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Uc
U

Curva de carga do condensador tempo

Se retirarmos o condensador e ligarmos em paralelo com uma resistência este vai descarregar as cargas
acumuladas . Não se deve “Shuntar” os terminais pois a descarga instantânea danifica o condensador.

O tempo de carga e de descarga do condensador é proporciona à capacidade e também à resistência, ou seja:

τ=R x C Em que : τ – Tempo de carga / descarga
R – Resistência em Ohms
C – Capacidade em Farad

Associação de condensadores em série

Na associação de condensadores em série a capacidade equivalente é dada pela expressão:

1/Ctotal = 1/ C1 + 1/C2 +…. 1/ Cn

Associação de condensadores em paralelo

Em paralelo a capacidade total é igual à soma das diversas capacidades

Ctotal = C1 + C2 + …… Cn

Nota : Ao contrário das resistências

13/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

GERADORES
A função dos geradores é transformar uma forma de energia em energia eléctrica mantendo a tensão
nos terminais.
Um gerador de corrente contínua tem 2 pólos : Um pólo positivo ( + ) e um pólo negativo ( - ).

Pilhas

As pilhas são geradores electroquímicos e são constituídos por dois metais ( ex.: cobre e zinco) e um
electrolítico (ex.: Ácido Sulfúrico).

Qundo se realiza esta experiência inicia-se
Uma reação de oxi-redução em cad um dos eléctrodos
de tal modo de ao fim de algun tempo o terminal de
cobre tem um potencial positivo em relação
ao terminal de zinco.

As pilhas secas são formadas por um cilindro de zinco metálico, que funciona como ânodo,
separado das outras espécies químicas presentes na pilha por um papel poroso. O cátodo é o
eléctrodo central. Este consiste de grafite coberto por uma camada de dióxido de manganês,
carvão em pó e uma pasta húmida contendo cloreto de amónio e cloreto de zinco. Esta pilha tem
carácter ácido, devido a presença de cloreto de amónio.

A expressão pilha seca é apenas uma designação
Comercial que foi criada há muitos anos para
diferenciar este tipo de pilha das pilhas até então
conhecidas, que utilizavam recipientes com
soluções aquosas.

14/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

As pilhas comuns param de funcionar (descarregam) e não podem ser recarregada porque cessa
seu funcionamento quando todo o dióxido de manganês é consumido.

Acumuladores

Os acumuladores diferem das pilhas pelo facto de as suas reacções serem reversíveis.
Os acumuladores caracterizam-se pela sua f.e.m. ou tensão e também pela sua energia.
As baterias são associações de pilhas de chumbo que são recarregáveis. O potencial de cada pilha
é aproximadamente 2V. Uma bateria de pilhas, que é a mais comum nos carros modernos, fornece
uma tensão de 12V.

Estas fontes de energia são caracterizadas pela sua tensão e pela sua energia, isto é
Por exemplo

U = 24 Volt ; W = 100 A. H

Dínamos

Um dínamo é um gerador de corrente não alternada por isso unidireccional. Quando se gira uma
bobina (enrolamento de condutor isolado) dentro de um campo magnético formado por exemplo por
ímanes cria-se f.e.m. (força electromotriz) induzida, isto é tensão eléctrica.
Nos dínamos de bicicletas tal como se representa a seguir é este o principio de funcionamento.

15/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

POTÊNCIA
A potência é a energia por unidade de tempo consumida ou gerada.
Assim se tivermos uma resistência ligada I
a uma fonte de tensão e se aumentarmos
a tensão, pela já conhecida lei de Ohm
a corrente também aumenta.

U↑=RxI↑

A potência é directamente proporcional à corrente e à tensão, mede-se em Watt [ W ]

P=UxI
P – Potência em Watt [ W ]
U – Tensão em Volt [ V ]
I – Corrente em Ampere [ A ]

P
U x I

Ou de outro modo como U=R.I substituído na expressão anterior também podemos ter :
P = R xI 2
Por vezes utilizam-se outras unidades como o cavalo-vapor (c.v.) ou h.p. (horse power) que
equivale a 736 watt

16/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793
Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Energia
A energia eléctrica é a potência consumida ou fornecida num determinado tempo, ou seja:

W=Pxt
W – Energia [ w.s ]
P - Potência [ W ]
T - tempo [ s ]

Muito usualmente utilizam-se múltiplos destas unidades tais como o KW.h (kilowatt x hora)

Exercicios
1 – Para o circuito da figura determine :
a) O valor da intensidade de corrente
b) A potência consumida
c) A energia consumida durante 10 minutos

2 – No circuito a figura a corrente é de 10 mA , determine:
a) O valor da resistência R
b) A potência consumida)
c) A energia consumida durante 1 dia

3 – Para o circuito da figura calcule:
a) O consumo da lâmpada L1
b) O consumo da lâmpada L2
c) A energia consumida pelas duas lâmpadas
durante 1 dia

17/17
Sociedade de Ensino Profissional, Lda
Praça Stephens, 2 - Apartado 355 - 2430-904 Marinha Grande - Telefone 244 / 56 01 93 - Fax 244 / 50 47 04 - E-mail: geral@epamg.pt
Capital Social - 5 000 € - Contribuinte: 504 491 270 – Reg. na C. R. C. da Mª. Grande sob o Nº 1793