Redes sociais e Educação Superior: um relato sobre assimilação e descoberta Tereza Elisabete F.

Penedo Resumo: A formação em Licenciatura em uma Instituição de Ensino Superior publica, tanto quanto a formação que ocorre em Instituições Privadas, devem valorizar as experiências vivenciadas online e acumuladas, pelos alunos, como fator que atualiza o uso da tecnologia entre gerações. O ensino virtual com adultos envolve uma abordagem pedagógica que deve ser foco da atenção dos gestores em cursos EaD. A autonomia e criatividade do aluno envolvido em um processo experimental, que ocorre ao ser autor da sua própria pratica devem ser mobilizadas através de uma Literacia digital em situações que proporcionem, com o aprendizado adquirido, uma continuidade após a formação deste futuro profissional da Educação para o sec. XXI. Com a ampliação das Redes Sociais surge mais uma opção no setor educativo como espaço que agrega pessoas, como também para fruição social, conexões e exercício da cultura da partilha de conhecimentos e experiências. Educação Superior, EaD, Redes Sociais. A FORMACAO DE ADULTOS EM LICENCIATURA A Educação a Distancia constitui-se um importante e eficaz instrumento de democratização do acesso à Educação e atende a uma população considerável em busca de uma habilitação em nível superior. Fichmann (2009, p.174) em seu artigo A Educação formal básica /fundamental e a EaD, faz menção ao Pro Licenciatura ofertado pelo MEC, gratuitamente, para professores da escola publica, com ate mais de 140 mil vagas em 2009. O Projeto do Prolicen quanto a formação de professores na Educação Básica, modalidade EaD semi presencial, indica, entre outros objetivos, um posicionamento ou a concepção de um Orientador Acadêmico (tutor) como sujeito que deve atuar de modo inovador quanto aos aspectos que envolvem a noção de tempo, espaço e método. O tempo, na modalidade de ensino EAD, traz a possibilidade de garantir respeito às diversidades e singularidades de grupos e/ou indivíduos. Nesse sentido é fundamental o papel de ligação deste profissional com as particularidades que envolvem a diversidade regional encontrada em cada Pólo. A experiência, a ser relatada envolve inicialmente o Moodle -(modular object oriented dynamic learning) como Ambiente virtual de Aprendizagem, com o seu código modificado em função das aplicações propostas por profissionais, onde raramente um tutor tem acesso ou possibilidade de interceder neste espaço virtual, por não saber ou por não poder, o que significa aceitar com displicência e complacência resignada a proposta oferecida ou procurar meios de reverter esta situação. A experiência de ensino, vivenciada nestes últimos três anos nesta plataforma, quando observada criticamente demonstra o apropriar-se de muitos colegas, e quem sabe dos alunos, um cansaço deste ambiente do curso, adicionandose aí a insipidez, o sem sabor do Moodle já que havia, da nossa parte, o conhecimento da dinâmica impressa em blogs, wikis e Facebook. Esta experiência foi pautada em uma reflexão sistematizada sobre o vivido dos alunos e que sem duvida abrange o “balaio cultural” que envolve os diferentes sujeitos em seu contexto de vida e experiências acumuladas. Um AVA, por excelência, deve ser o principal agente congregador dos processos de aprendizagem e formação em EaD. Neste ambiente os debates de conteúdo são estabelecidos como prioridade e envolvem diferentes tipos de abordagem pedagógica. Pretende-se uma articulação entre objetos de aprendizagem e unidades curriculares, mas a intervenção no real, como no caso do Estagio Supervisionado, em Licenciatura em EaD, mobiliza o novo e possíveis metamorfoses, como romper com as praticas curriculares já estabelecidas (a priori) no presencial e no virtual . Segundo Sacristan (2000, p.16), poderemos observar o currículo como uma pratica que se expressa em comportamentos práticos diversos. A criatividade, a flexibilidade das praticas dos sujeitos em formação deve ser potencializada em estratégias pedagógicas diferenciadas, onde o exercício da Docência se ancora em mediações individualizadas e coletivas. A ação de construir e reconstruir o conhecimento ocorre durante todo o percurso e sem duvida que os currículos poderão se tornar mais flexíveis através de novas experiências. Sabedora de que o conhecimento tecnológico dos alunos apresentava-se como preso ao que era gerenciado na web 1.0 (uma passividade do aluno, embora a participação envolva chat, e-mail, fóruns, envio de arquivos) e apesar de que muitos professores apresentavam-se em web conferências, vídeos, com uma relativa constância, o ato de romper com o estabelecido na plataforma era uma tentativa a ser considerada já que como professora-tutora em direção a uma verdadeira mediação do conhecimento se fazia necessário investir tempo para formalizar uma ideia, que foi apresentada em inicio de 2012, aos alunos, ou seja, a utilização da web2.0 (blogs, redes sociais) de onde poderiam surgir a autonomia e a criatividade do aluno. Ou seja, o momento foi o de oferecer a oportunidade de assimilação e descobertas em uma rede social com uma visão diferenciada (a posteriori). Valente e Mattar (2007, p.67) assinalam que mudanças radicais e a possibilidade de aprendizagem rápida em ambientes formais e não formais, que torna todo um cenário imprevisível na Educação, alem de apresentar o sintoma Av. Luiz Manoel Veloso, 264 – 402 Jardim da Penha Vitoria ES 29040060

disruptivo, apresenta para muitos a complexidade. Ainda com estes autores (p.147), encontramos no item que faz referencia aos Ambientes Pessoais de Aprendizagem (APA), que ambientes virtuais fechados, citando o Moodle, seriam ilhas isoladas e onde o conceito que rege um APA destaca a participação do indivíduo na organização do seu próprio aprendizado, que poderá ser continuo e que surge de variadas fontes, principalmente escolhendo-as ao seu livre arbítrio, superando o binômio de consumidores e produtores. Seria uma questão de transposição conceitual, a de consumidores e produtores, na medida em que encontro (tradução pessoal) que, "Estudantes economicamente desfavorecidos, muitas vezes usam o computador para uma mediação e uso de competências básicas, aprender a fazer o que o computador diz, enquanto que os alunos mais favorecidos o utilizam para aprender a programação de aplicativos e ferramentas, ou aprender a dizer ao computador o que fazer". Toward Digital Equity: Bridging the Divide in Education.( GUHLIN, 2011) Sabemos que a tecnologia e a escrita devem ser consideradas como instrumentos de emancipação e libertação, já que uma alfabetização poderosa difere de uma alfabetização domesticadora, com pretensa docilidade. Torres e Fialho (2009, p.460) em Educação a Distancia: Passado, Presente e Futuro indicam que a Autonomia e o exercício da autonomia está coerente com o ideal de Educação alternativa e significaria, entre outras coisas, educar para a incerteza, educar para a significação, educar para se apropriar da historia e da cultura. Em nosso caso, o conceito de Conhecimento aplicado ao uso das Redes Sociais, no contexto destes alunos marcados por experiências sensíveis em cada processo pessoal de aprendizagem, via tecnologia e EaD, aconteceu após três anos de uso da plataforma citada. Foi necessário este período de espera cuidadosa para que em Dezembro de 2011 houvesse, não uma ruptura embora fosse uma ruptura, a coragem de enfrentar o risco de envolver atividades extra plataforma Moodle, com a criação de um blog coletivo onde o papel do professor –tutor seria o de mediador das postagens. O adiamento, desta ação, ocorreu devido ao péssimo nível de escrita dos alunos e as dificuldades de manuseio das próprias ferramentas tecnológicas utilizadas para o curso EaD. Privilegiamos aqui, neste relato de experiência, a profissão docente no aspecto do SER professor em sua individualidade e subjetividade, com as diferentes historias de vida dos componentes de um grupo de alunos e a preparação para uma atuação profissional diferenciada, que segundo Pimenta (2000) envolve a profissão docente e que são: a experiência, o conhecimento e os saberes pedagógicos e já que a Educação constrói relacionamentos humanos, atualizamos no contemporâneo, com o advento das Redes Sociais, um novo momento passível de uma exploração no Prolicen. A popularidade das redes sociais no cotidiano de estudantes universitários pode ser aparente tendo em vista à tendência de generalizarmos o seu uso. A opção de facilitar a abordagem dos futuros professores nas redes sociais possibilitaria um envolvimento geracional através da tecnologia e onde esta interatividade ofertada nas Redes Sociais mobilizaria a todos, mas onde muitas vezes ocorrem sem um entendimento mais profundo daquilo que se faz e dos resultados a serem obtidos, em conexões e ampliação de contatos profissionais, já que a capacidade de criar contatos sólidos se torna cada vez mais importante para o desenvolvimento tanto pessoal, como profissional e acadêmico e o savoir faire que envolve a autonomia de se tornar professor. O CONTEXTO DA EXPERIENCIA O relato que apresento não tem como base uma relação de amor e ódio entre a Educação e as Redes Sociais, mas sim, uma efetiva convivência, que se apresenta entre a assimilação de novos conhecimentos, a partir da Literacia Digital e descobertas a serem gerenciadas por alunos universitários componentes de um dos Pólos do Prolicen, sob a tutela de uma IES. Repetimos que a gênese da idéia aconteceu na plataforma, causada por subutilização dos espaços disponíveis, como também por causa da rotina de entrada no AVA com objetivo único de postar atividades que constavam no cronograma. Teles (2009, p. 72) em seu artigo A Aprendizagem por E-learning nos fala que a plataforma muda a noção do espaço geográfico e que o tempo se estabelece alem do relógio. Porem acrescento que esta apresentação não é significativa de que a existência de um lugar especifico a ser frequentado virtualmente não possa substituir as paredes existentes no presencial, e que os meandros a serem percorridos entra as atividades não aparentem ser espécies de corredores entre as salas. Um AVA pode ser encarado como facilitador mas contem a sua parcela de controlador, e as Redes sociais imprimem novos hábitos comunicativos.

Entre ser autômato (faço referencia a instrução rotineira que um design oferece em um AVA) e o exercício de uma autonomia (ser autor e editor) evidencia-se um hiato que deve ser preenchido com a motivação e criatividade. E neste ponto uma compreensão das diferenças entre o ensino presencial e online, com adultos e suas necessidades especificas, apresenta-se como algo envolvente. Almeida (2009, p.105) apresenta a Andragogia como conceito educacional para adultos que demandam aprender algo, passando a ter um papel ativo neste processo de aprendizagem, na perspectiva de educação continuada, apoiandose em Dewey entre outros. Assinala a autora que atuar neste contexto significa para o professor, em nosso caso tutor, abdicar do poder centralizado sobre o conhecimento e criar metodologias que propiciem o desenvolvimento da criatividade, autonomia e liberdade para selecionar diferentes contextos que mobilizem o interesse em interagir, compartilhar experiências, aprendendo a lidar com as transformações e incertezas. Amplia-se esta teoria de aprendizagem com adultos com a Heutagogia focada em aprender como aprender, sendo um processo não-linear, considerando ambientes formais (em nosso caso a Plataforma) ou não formais e informais (as Redes Sociais). As novidades surgem e encontramos a Creatagogia (criatividade e aprendizagem criativa), a Netagogia com uma pedagogia holística que tem por base a rede social e o aprendizado baseado na internet, a Pedagogia da abundancia. Encontramos também a Pedagogia Digital onde se estabelece uma forma de se aprender e trabalhar no mundo digital, com Marquis (2011) que enfatiza o procedimento de criar expectativas nos alunos com o objetivo de desenvolver o conhecimento, formas de trabalhar diferenciadas e aprender habilidades necessárias para tal. Segundo esta perspectiva os alunos, ao serem estimulados, são provocados a olhar o mundo de modo diferente. E principalmente interrompendo as rotinas instauradas no ambiente em que estudam, fugindo ao estabelecimento de hábitos, pois aceitamos por descompromisso os fatos como são e nos moldamos a eles. E essa ruptura aponta para a transliteracia. Por outro lado se mostra necessário explorar o entendimento das pequenas diferenças entre Redes Sociais, redes de aprendizagem e comunidades de pratica que são parte do mesmo continuum envolvendo diferentes graus de formalidade, ou seja, de informais a um alto grau de formalidade, com seus respectivos benefícios, barreiras e fatores de sucesso. As definições encontradas com Fontainha e Ganon-Leary (2007) são interessantes, e para estes autores uma comunidade virtual de prática (CoP) é uma rede de indivíduos que compartilham um domínio de interesse sobre o qual eles se comunicam online. Estes praticantes partilham recursos (experiências, problemas e soluções, ferramentas e metodologias) e tal comunicação resulta no avanço do conhecimento de cada participante na comunidade e contribui para o desenvolvimento deste mesmo conhecimento dentro do domínio ou área profissional de cada um. O conhecimento não ë independente da Historia, da nossa evolução e da sociabilidade, e nesta experiência escolhemos inicialmente o Blogger, como estratégia pedagógica, com a criação do que denominamos de blog coletivo devido as circunstancias de vida de cada aluno e por cuidados com a experiência, para que não ocorresse uma resistência quanto a mais uma atividade que não constava no currículo e em paralelo evitar colidir com a Coordenação na demanda dos propósitos de uma tutora. Desta forma a experiência que aqui relato nada mais ë do que um recorte, de uma experiência maior que ocorre desde fins de 2008, e tem o seu inicio em Dezembro de 2011 e com envolvimento dos alunos extra plataforma a partir de Janeiro de 2012. A experiência vem se desenvolvendo a contento em uma aprendizagem reflexiva das vivencias, o estagio supervisionado e o exercício da autonomia em conjunto com a literacia digital destes professores em formação. Se em inicio do curso EaD as dificuldades assinalavam desconhecimento do uso de um computador, em simples ações, alem das dificuldades de retorno aos hábitos de estudo e escrita, o inicio da experiência assinala outro percurso com obstáculos, as postagens mensais, o entendimento e utilização de artefatos digitalizados após contatos via chat ou celular, contatos estes que inicialmente funcionam como andaimes que são retirados gradativamente na medida do envolvimento do aluno na proposta. Por outro lado foi criado e apresentado uma rubrica para que com antecedência cada aluno avaliasse o máximo e o mínimo pretendido para cada atuação. O nosso posicionamento apreendido no decorrer dos 06 meses iniciais foi de uma mediação através de feedbacks após cada postagem para o aluno, adicionando informações e recorrendo ao currículo já vivenciado para fortalecer as bases teóricas e articulando assim a teoria e a pratica daquilo que, livremente, cada aluno escreve em suas postagens e instituindo, no final, um feedback avaliativo (audiovisual) do próprio aluno no final do período de autoria e edição. As estratégias de aprendizagem definidas em nossa experiência englobam 3 vetores –a experimentação, a vivencia e a confrontação (incluso a metamorfose para e-portfólio), mas sabedores de antemão que em nosso circulo de atuação diversos rótulos se alternam entre alunos e professores especialistas, ou seja, da existência e convivência de um misto de visitantes, imigrantes, residentes ou nativos.

As estratégias pedagógicas da experiência abrangem uma atuação: como autor e editor, a criação e utilização de um PLE, a liberdade de escrita englobando a reflexão e analise comparativa entre o passado, presente e futuro do sujeito da experiência e alguns critérios selecionados como diretrizes que envolvem a responsabilidade e motivação a partir das possibilidades individuais de cada um dos alunos, com o intuito não linear deste percurso, do simples para o complexo. Quanto a vivencia apontamos 3 momentos : acompanhamento do percurso com a constatação das descobertas por meio de reflexões, as experiências vivenciadas na produção de postagens e uma auto avaliação possibilitada por uma aprendizagem alem da plataforma, enfrentando as Redes sociais. Saindo do aquário, do posicionamento professoraluno-tecnologia, para aluno-tecnologia-redes sociais. A avaliação, como confrontação, do próprio aluno consigo mesmo, não poderia abranger unicamente a capacidade de reproduzir ideias, mas também produzir conhecimentos e posicionar-se criticamente em frente a situações concretas. Ao se pensar em Redes Sociais, na experiência de um curso EaD, devido a uma subdivisão em Pólos existentes, na verdade estaria ali representada uma rede de aprendizagem, caso cada aluno engendrasse a criação de blogs individuais. Mas deve-se ter cuidado com a criação e abandono que ocorrem muitas vezes, com blogs, quando eles não são alimentados corretamente transformando-se em lixos, sem conteúdo e contexto. Outra opção que se apresentou mais valida, seria a criação de blogs por Polos representativos das formações universitárias, mas produzidas por seus alunos e nunca por seus administradores. Um fato interessante ocorreu, quanto às redes sociais, que foi a entrada de alguns alunos no Facebook o que originou a abertura de uma pagina com o nome do Pólo. Entre os 2 tutores presenciais e alunos do Pólo, a maioria dos componentes acessou o FB em fins de 2011- 2012. Sabemos que uma rede social aberta apresenta e representa um cenário diferente, uma trama de fundo de tudo o que se passa, ao lado das transformações cognitivas que acontecem com os participantes. As redes sociais podem ser observadas como uma forma mais fluida de entidade social na qual os membros, com plasticidade, se juntam, saem, voltam e criam informações, através de ligações informais e não formais, em oposição a um grupo que é definido em um ambiente formal (AVA) e formado a partir de interesses comuns e intenções. Principalmente porque a aprendizagem social abrange todos os contextos apresentados: formais, não formais, e informais, incluindo os alunos em experiências de pratica profissional, via estagio. Enfim, as Redes sociais imprimem uma nova dinâmica e possibilidades de laços muito mais amplos. Desta forma pensamos o contexto em vez do conteúdo. A REPRESENTATIVIDADE DO SUJEITO: limites e potencialidades Um tema recorrente ë o de que existe uma lacuna considerável entre a aprendizagem informal (redes sociais) e a formal (AVA). Considerando como comum na aprendizagem informal utilizar as mídias sociais (YouTube, Facebook) como recurso tecnológico e cultural para expressar-se, na aprendizagem formal os alunos são obrigados a escrever e postar em forma de arquivos. O potencial das TIC para influenciar a aprendizagem formal é enorme, o que significa que seria necessário apropriar-se da dinâmica que ocorre na aprendizagem informal e trazê-la para as configurações formais, ou criar um ambiente de aprendizagem não formal. As etapas vivenciadas nesta experiência em um curso superior via EaD, podem ser consideradas como de transição e foram quatro: 1-Enfrentamento- Estar fora do mundo virtual ou vida online, que nos remete a um quase analfabetismo digital com a entrada na EaD. 2- Adaptação – Entrar na plataforma e utilizar a tecnologia para determinados fins em um ambiente formal de aprendizagem. 3- Exploração – Enfrentar por iniciativa própria as redes sociais com ambiente não formal do blog e com ambiente informal do FB, saindo da plataforma apurando conhecimentos e ampliando conexões. 4- Aplicação- Argumentar sobre a utilidade do aprendizado em sua área profissional. Outro fato importante são os suportes estabelecidos em uma aprendizagem do professor-tutor, (sem nenhum tutorial previsto com anterioridade) que são: Pedagógico: feedbacks, orientações, resumos, opiniões, referencias, citações e links. Social: comentários afetivos, com humor e exercendo a meta-reflexao.

Técnico: via AVA com o chat e celular. Em nossa experiência, quanto ao movimento dos alunos encontro: Plataforma Moodle Movimentação ativa Aluno independente Ambiente formal Redes Sociais Movimentação livre Aluno autônomo Ambiente informal

Quanto ao suporte efetuado como Professora-tutora, no decorrer da experiência encontro: Tabela 2. Suporte Blogs Suporte pedagógico Suporte social e afetivo Suporte técnico Contexto do Blog como (alimentação com postagens) Ambiente não formal Quanto às desculpas dos alunos: Tabela 3. Exemplos de desculpas Blogs Não tenho nada a dizer Não escrevo bem Sou lento Não gosto de escrever Não tenho tempo Quanto às habilidades logísticas encontro: Tabela 4. Habilidades Moodle (web1.0) Downloads arquivos Localização espacial na plataforma Mensagens Chats Comentários em fóruns (declarações VS conversas) Blog Download imagens Indexação por Tags (etiquetas) Hipertexto Entender o que ë URL Processo de favoritar links Comentários em postagens FB URL Favoritar paginas (curtir) Mensagens Entender sobre privacidade Possibilidade de engajamento Posicionamento critico quanto aos movimentos sociais PLE (nuvem) eMail Youtube Slideshare Blog FB Vou abrir urgente! FB Suporte Pedagógico, em pagina criada para o grupo Suporte social e afetivo Não ocorrência de suporte técnico Cenário de Pátio escolar Ambiente informal

animal

de

estimação

Resolução de problemas e pensamento critico quanto a Educação.. Entender o <embed> html Acrescento aqui algumas considerações pessoais, que podem mudar no decorrer da experiência: A Discussão on-line no FB consiste em um fluxo de trocas relativamente desorganizadas, de improviso, que de alguma forma atinge, em benefícios e malefícios, as metas e agendas de um curso formal. No FB uma conversa facilmente acaba se ninguém a mantém. Ou seja, há um desequilíbrio no nível de compromisso. Cabendo ao professor o gerenciamento da tênue linha divisória entre o pessoal e o profissional.

Em um Blog há o incentivo em buscar a sua própria aprendizagem com tempo e oportunidade para expressar as suas próprias ideias e onde o sentido de autonomia imprime confiança e compartilha-se vivencias mobilizando o sentido de grupo. Finalizo considerando que meus alunos ainda não conhecem o Twitter, apesar da sua capacidade de difusão rápida e síntese. Em face ao andamento da experiência considero o fluxo de conversação on-line, em qualquer AVA e Redes Sociais como uma conquista dos interessados e produzidos através de um esforço coletivo já que a aprendizagem é um ato social. De qualquer forma a Cultura da partilha ainda engatinha apesar da ocorrência de uma aprendizagem extracurricular, como em uma mudança perante a vastidão das novas mídias. REFERENCIAS [1] FICHMANN, S. (2009). A Educação formal básica /fundamental e a EaD. In Litto, F., Formiga, M. (Org.) Educação a distancia: o estado da arte. (pp.172-181) São Paulo: Pearson. [2] SACRISTAN, J. O Currículo: uma reflexão sobre a pratica. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. [3] VALENTE, C.; MATTAR, J. Second Life e web2.0 na Educação. São Paulo: Novatec, 2007. [4] GUHLIN, M. I Believe I Can Write –Dangerous Literacy. Em Around the Corner-MGuhlin. Em 02 marco de 2012. Disponível em <http://www.mguhlin.org/2012/03/i-believe-i-can-write-dangerous.html> Acesso em: 02 abril de 2012. [5] TORRES, P.; FIALHO. F. (2009). Educação a Distancia: passado, presente e futuro. In Litto, F., Formiga, M. (Org.) Educação a distancia: o estado da arte. (pp.456-461) São Paulo: Pearson. [6] PIMENTA, S. Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 2000 [7] TELES, L. A aprendizagem por e-learning. In Litto, F., Formiga,M. (Org.). Educação a distancia: o estado da arte. (pp.72-80) São Paulo: Pearson. [8] ALMEIDA, M.E.(2009). As teorias principais da Andragogia e heutagogia. In Litto, F., Formiga, M. (Org.) Educação a distancia: o estado da arte. (pp.105-111) São Paulo: Pearson. [9] MARQUIS, J. Overcoming Resistance to Digital Pedagogy. Em Online Universities. Em 13 de dezembro de 2011. Disponível em < http://www.onlineuniversities.com/blog/2011/12/overcoming-resistance-to-digital-pedagogy/> Acesso em: 05 de janeiro de 2012. [10] FONTAINHA, E.; GANON-LEARY, P. Communities of Practice and virtual learning communities: benefits, barriers and successfactors. Em E-learning Europa. N 05, Setembro, 2007. Disponível em < http://www.elearningeuropa.info/files/media/media13563.pdf> Acesso em 15 de janeiro de 2012.