You are on page 1of 126

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE ENGENHARIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CONSTRUÇÃO CIVIL










ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO AGREGADO
GRAÚDO DE DIFERENTES ORIGENS
MINERALÓGICAS NAS PROPRIEDADES
MECÂNICAS DO CONCRETO








Miguel Fernando Schettini Alhadas







Belo Horizonte

2008

ii
Miguel Fernando Schettini Alhadas




ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO AGREGADO GRAÚDO
DE DIFERENTES ORIGENS MINERALÓGICAS NAS
PROPRIEDADES MECÂNICAS DO CONCRETO



Dissertação apresentada ao Curso de Pós–
Graduação em Construção Civil da Escola de
Engenharia da Universidade Federal de Minas
Gerais, como requisito parcial à obtenção do
título de Mestre em Construção Civil.

Área de Concentração: Materiais de
Construção Civil

Linha de Pesquisa: Materiais Cimentícios

Orientador: Prof. Dr. José Márcio Fonseca
Calixto






Belo Horizonte
Escola de Engenharia da UFMG
2008
iii
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE ENGENHARIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CONSTRUÇÃO CIVIL

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO AGREGADO GRAÚDO DE
DIFERENTES ORIGENS MINERALÓGICAS NAS PROPRIEDADES
MECÂNICAS DO CONCRETO
Miguel Fernando Schettini Alhadas

Dissertação apresentada ao Curso de Pós–
Graduação em Construção Civil da Escola de
Engenharia da Universidade Federal de Minas
Gerais, como requisito parcial à obtenção do
título de Mestre em Construção Civil.
Comissão Examinadora:

________________________________
Prof. Dr. José Márcio Fonseca Calixto
DEES/ UFMG – (Orientador)

______________________________
Prof. Dr. Adriano de Paula e Silva
DEMC/ UFMG –

_______________________________
Prof. Dr. Weber Guadagnin Morávia
CEFET-MG

________________________________
Engª. Maria Cecília Novaes Firmo Ferreira
CEMIG- Companhia Energética de Minas Gerais
Belo Horizonte, 29 de Setembro de 2008.
iv

DEDICATÓRIA

















Este trabalho é orgulhosamente
dedicado aos meus filhos Bernardo e Arthur.

v
AGRADECIMENTOS

Este trabalho é fruto de muita luta e perseverança e sem a presença positiva de várias
pessoas não teria êxito. Assim, agradeço a todos que colaboraram para que o título de
Mestre em Construção Civil fosse alcançado.

Aos meus pais e irmãos, que sempre me incentivaram nos estudos.

À especial atenção do Professor José Márcio Fonseca Calixto, pela sabedoria, atenção e
apoio.

Ao Engenheiro Tibiriçá Gomes de Mendonça da CEMIG, pela autorização para
utilização do Laboratório de Solos da CEMIG.

Ao Engenheiro Cléber José de Carvalho da CEMIG, pela atenção dispensada na
preparação do laboratório para realização dos ensaios.

Ao Roberto, à Priscila e toda a equipe de laboratoristas da CEMIG, os quais
colaboraram de forma imprescindível.

À Engenheira Maria Cecília Novaes Firmo Ferreira da CEMIG, cujas orientações
foram fundamentais para o enriquecimento deste trabalho.

Ao Professor Paulo Brandão, da Escola de Engenharia de Minas da UFMG, pela
análise dos agregados.

Ao Geraldo Evaristo Silva, Laboratorista do Departamento de Estruturas da UFMG,
pela dedicação, zelo e comprometimento, que em muito contribuíram para o
desenvolvimento deste trabalho.

Ao Walner Rogério de Mendonça, Gerente de obras do TJMG pela costumeira
compreensão nos momentos necessários, em meio às atribulações da obra.

vi
Aos Engenheiros Antonio Ribeiro Martins, Belmiro Marques, Sérgio Agra e Vinícius
Lott, bem como ao grupo de motoristas do TJMG, que se prontificaram a trazer das
obras, o material necessário para o desenvolvimento deste trabalho.

A todos os colegas de trabalho do TJMG, em especial Ana Paula, Beatriz, Lílian, Paulo
Mourthé e Sérgio Alves, que contribuíram com sugestões, críticas e incentivo.

Às Empresas CIMA Engenharia, TOPUS - Construções Civis Ltda.,UNI
ENGENHARIA, pela cooperação na cessão do material necessário (brita) para
realização dos ensaios.

A Cimentos Holcim, em especial aos Engenheiros Flávio Renato Pereira Capuruço e
Marcelo Singulani, pela cessão dos materiais necessários (cimento areia, brita e
aditivo) para a realização dos ensaios.

Aos colegas de Mestrado.

À Cristiane Faquineli, pela colaboração na execução dos ensaios de laboratório.

A todos os funcionários do Departamento de Materiais de Construção, que
contribuíram pelo zelo nas instalações. Agradecimento especial a Ivonete, pela presteza
e educação no trato com os alunos.

Aos professores do Departamento de Materiais de Construção que lutaram para a
implantação do curso de Mestrado em Construção Civil e pelo compromisso na
formação cultural dos alunos do curso de Mestrado, sabedores da responsabilidade que
é ensinar.

Aos professores da graduação da UFJF, formadores dos primeiros passos na minha
carreia de engenheiro.

A Deus e sua equipe, em especial ao meu anjo da guarda por tudo que representam na
minha existência.
vii



















“...Não queremos
aprender o que sabemos...”
“Infinita HighWay -Engenheiros do Hawai


“Não busco discípulos para
comunicar-lhes saberes. Os saberes
estão soltos por aí, para quem quiser.
Busco discípulos para neles plantar
minhas esperanças.”

ALVES, Rubens; Entre a Ciência e a
Sapiência- Edições Loyola, São Paulo-SP,
Brasil 2004

viii


SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS............................................................................................... xiii

LISTA DE FIGURAS................................................................................................ xv

LISTA DE ABREVIAÇÕES, SÍMBOLOS E SIGLAS.......................................... xx

RESUMO.................................................................................................................... xxi

ABSTRACT................................................................................................................ xxii

1. INTRODUÇÃO...................................................................................................... 23

1.1. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES....................................................... 23

1.2. JUSTIFICATIVA DO ESTUDO................................................................. 24

1.3. OBJETIVO DO ESTUDO............................................................................. 25

1.4. APRESENTAÇÃO DO TRABALHO.......................................................... 26

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.............................................................................. 27

2.1. INTRODUÇÃO............................................................................................... 27

2.2. FATORES QUE INFLUEM NA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
DO CONCRETO................
28

2.2.1. Características e Proporções dos Materiais Constituintes........... 29

2.2.1.1- Relação Água- Cimento.............................................................. 29

2.2.1.2 - Finura e Tipo de Cimento........................................................... 31

2.2.1.3 - Forma, Textura e Dimensão Máxima do Agregado................... 34

2.2.1.4 - Natureza do Agregado.............................................................. 38

2.2.1.5 - Granulometria do Agregado....................................................... 40

2.2.1.6 - Aditivos Químicos...................................................................... 40

2.2.1.7 - Adições Minerais........................................................................ 41

ix
2.2.1.8 - Relação Agregado-Cimento........................................................ 42

2.2.2 - Condições de Cura........................................................................... 43

2.2.3 - Parâmetros de Ensaio....................................................................... 44

2.3 FATORES QUE AFETAM O MÓDULO DE ELASTICIDADE DO
CONCRETO...............................................................................................................
46

2.3.1 - Características e Proporções dos Materiais.................................... 49

2.3.1.1 - Relação Água-Cimento............................................................... 49

2.3.1.2 - Consumo de Cimento................................................................. 49

2.3.1.3 - Aditivos Químicos...................................................................... 52

2.3.1.4 - Adições Minerais........................................................................ 52

2.3.1.5 - Dimensão Máxima do Agregado................................................ 53

2.3.1.6 - Fração Volumétrica do Agregado Graúdo.................................. 54

2.3.1.7 - Porosidade e Módulo de Elasticidade do Agregado................... 55

2.3.1.8 - Natureza do Agregado................................................................ 56

2.3.2 - Condições de Cura........................................................................... 56

2.3.3 - Parâmetros do Ensaio........................................................................ 57

2.3.3.1 - Umidade do Corpo de Prova...................................................... 57

2.3.3.2 - Velocidade de Carregamento...................................................... 57

2.3.3.3 - Tensão......................................................................................... 57

2.4 - EXPRESSÕES PARA AVALIAÇÃO DO MÓDULO DE
DEFORMAÇÃO........................................................................................................
57

3. PROGRAMA EXPERIMENTAL........................................................................ 59

3.1. INTRODUÇÃO............................................................................................... 59

3.2. MATERIAIS CONSTITUINTES DE CONCRETO.................................. 60

3.2.1. Cimento.................................................................................................. 60

3.2.2. Agregado miúdo.................................................................................... 61
x

3.2.3. Agregado graúdo.................................................................................... 63

3.2.3.1. Agregado de calcário da região de Belo Horizonte....................... 63

3.2.3.2. Agregado de calcário da região de Montes Claros......................... 65

3.2.3.3. Agregado de gnaisse da região de Guaxupé.................................. 66

3.2.3.4. Agregado de gnaisse da região de Passos...................................... 67

3.2.3.5. Agregado de gnaisse da região de Patos de Minas........................ 69

3.2.3.6. Agregado de gnaisse da região de Uberlândia............................... 70

3.2.4. Aditivo.................................................................................................. 71

3.2.5. Água...................................................................................................... 71

3.3. DOSAGEM DO CONCRETO...................................................................... 71

3.4. FABRICAÇÃO DO CONCRETO............................................................... 74

3.5. MOLDAGEM DOS CORPOS DE PROVA................................................ 75

3.6. CURA DO CONCRETO................................................................................ 75

3.7. ENSAIO DO CONCRETO ENDURECIDO............................................... 75

3.7.1. Ensaio de resistência à compressão.................................................... 76

3.7.2. Ensaio para determinação do módulo de deformação..................... 77

4. ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS.................................... 79

4.1 INTRODUÇÃO............................................................................................... 79

4.2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS.............................. 79

4.2.1 Agregados Graúdos de Calcário............................................................ 79

4.2.1.1 Resistência à compressão................................................................. 80

4.2.1.2 Módulo de deformação.................................................................... 81

4.2.2 Agregados Graúdos de Gnaisse............................................................. 82

xi
4.2.2.1 Resistência à compressão................................................................. 83

4.2.2.2 Módulo de deformação.................................................................... 85

4.2.3 Agregados Graúdos de Basalto................................................................ 86

4.2.3.1 Resistência à compressão................................................................... 86

4.2.3.2 Módulo de deformação...................................................................... 87

4.2.4 Agregados Graúdos de Dolomito............................................................. 88

4.2.4.1 Resistência à compressão................................................................... 88

4.2.4.2 Módulo de deformação...................................................................... 89

4.3 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE CONCRETOS FABRICADOS
COM AGREGADOS DE DIFERENTES ORIGENS
MINERALÓGICAS....................................................................................
90

4.3.1 Resistência à compressão........................................................................ 91

4.3.2 – Módulo de deformação........................................................................ 92

4.4 ANÁLISE COMPARATIVA DOS RESULTADOS COM
PRESCRIÇÕES DE DIVERSAS
NORMAS......................................................................................................
93

4.4.1.Avaliação do ganho de resistência à compressão ao longo do tempo
conforme NBR 6118...................................................................................................
93

4.4.2 Análise comparativa do módulo de deformação com a equação
prescrita pela NBR 6118..............................................................................
94

4.4.3. ACI 318................................................................................................... 99
xii

4.4.4. EUROCODE 2:2004.............................................................................. 100

4.4.5 CEB 1990.................................................................................................. 103

4.4.6.Avaliação do ganho de módulo de deformação ao longo do tempo
conforme CEB 1990..................................................................................................
106

5.0 CONCLUSÕES E SUGESTÕES........................................................................ 108

5.1 - INTRODUÇÃO.............................................................................................. 108

5.2 - CONCLUSÕES............................................................................................. 109

5.3 SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS............................................... 110

6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................. 111

Anexo I........................................................................................................................ 116


xiii
LISTA DE TABELAS

TABELA 2.1.-Resistência relativa aproximada do concreto segundo o tipo de
cimento - MEHTA e MONTEIRO (1993)................................................................
34

TABELA 2.2.-Correspondência entre classificação dos cimentos segundo a
ASTM e a ABNT........................................................................................................
35

TABELA 2.3.-Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre a
resistência à compressão do concreto PEREIRA NETO e DJANIKIAN
(1996)...........................................................................................................................
37

TABELA 2.4.-Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre o
módulo de elasticidade do concreto - PEREIRA NETO E DJANIKIAN
(1996)...........................................................................................................................
54

TABELA 2.5.-Expressões para estimar o módulo de deformação do concreto
(E
cs
e f
c
em MPa)........................................................................................................
58

TABELA 3.1.-Caracterização física do cimento CPIII-40 RS............................... 60

TABELA 3.2.-Caracterização química do cimento CPIII-40 RS.......................... 61

TABELA 3.3.-Caracterização do agregado miúdo................................................. 62

TABELA 3.4.-Caracterização do agregado de calcário da região de Belo
Horizonte.....................................................................................................................
64

TABELA 3.5.-Caracterização do agregado de calcário da região de Montes
Claros..........................................................................................................................
66

TABELA 3.6.-Caracterização do agregado de gnaisse da região de
Guaxupé......................................................................................................................
67

TABELA 3.7.-Caracterização do agregado de gnaisse da região de
Passos...........................................................................................................................
68

TABELA 3.8.-Caracterização do agregado de dolomito da região de Patos de
Minas...........................................................................................................................
70

TABELA 3.9.-Caracterização do agregado de basalto da região de
Uberlândia..................................................................................................................
71

TABELA 3.10.-Características do aditivo............................................................... 72

TABELA 3.11.-Nomenclatura e dosagens dos traços de concreto........................ 75

xiv
TABELA 4.1 - Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos
fabricados com agregados de calcário......................................................................
82


TABELA 4.2– Resultados do ensaio de módulo de deformação dos concretos
fabricados com agregados de calcário......................................................................
83


TABELA 4.3 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos
fabricados com agregados de gnaisse.......................................................................
85


TABELA 4.4 – Resultados do ensaio de módulo de deformação dos concretos
fabricados com agregados de gnaisse.......................................................................
87


TABELA 4.5 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do concreto
fabricado com agregado de basalto..........................................................................
88


TABELA 4.6 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do concreto
fabricado com agregado de basalto..........................................................................
90


TABELA 4.7 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do concreto
fabricado com agregado de dolomito.......................................................................
91


TABELA 4.8 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do concreto
fabricado com agregado de dolomito.......................................................................
92


TABELA 4.9 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos
fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas............................
93


TABELA 4.10 - Resultados do ensaio de resistência à compressão dos
concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas...........
95


TABELA 4.11 – Valores do índice de correção a
1
..................................................
99
xv
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 2.1. Fatores que afetam a resistência à compressão – MEHTA e
MONTEIRO (1997)................................................................................................
30

FIGURA 2.2. Influência do adensamento na relação fc versus a/c –
NEVILLE (1997)....................................................................................................
31

FIGURA 2.3 - Influência da relação a/c na resistência à compressão do
concreto, segundo MEHTA e MONTEIRO (1993).............................................
32

FIGURA 2.4 - Influência da superfície especifica do cimento sobre a
resistência do concreto - NEVILLE (1997)..........................................................
33

FIGURA 2.5 – Influência do tipo de cimento (classificação ASTM) sobre a
resistência do concreto em função da idade - NEVILLE (1997).......................
34

FIGURA 2.6 – Influência da dimensão máxima do agregado sobre a
resistência do concreto - MEHTA e MONTEIRO (1993)..................................
37

FIGURA 2.7 - Influência da dimensão máxima do agregado sobre a
resistência do concreto - EVANGELISTA (2002)...............................................
38

FIGURA 2.8- Influência do tipo de agregado sobre a resistência dos
concretos, EVANGELHISTA (2002)...................................................................
40

FIGURA 2.9- Relação entre a resistência à compressão e o volume de
agregado para concretos com a/c constante e igual a 0,5 - NEVILLE
(1997)........................................................................................................................
43

FIGURA 2.10- Influência do tipo e do tempo de cura sobre a resistência do
concreto - MEHTA e MONTEIRO (1993)...........................................................
44

FIGURA 2.11- Comportamento típico tensão-deformação da pasta de
cimento, agregado e concreto - NEVILLE (1997)...............................................
47

FIGURA 2.12- Resumo dos fatores que afetam o valor do módulo de
deformação do concreto.........................................................................................
49

FIGURA 2.13- Influência da relação água-cimento sobre o módulo de
elasticidade MELO NETO e HELENE (2002)....................................................
50

FIGURA 2.14 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de
elasticidade de concretos com relação água-cimento constantes - MELO
NETO e HELENE (2002)......................................................................................
51

xvi

FIGURA 2.15 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de
elasticidade de concretos com abatimento do tronco de cone constante
MELO NETO e HELENE (2002).........................................................................
51

FIGURA 2.16 – Módulo de deformação para os concretos das classes 20, 30,
35 e 40 para os três diferentes tipos de materiais cimentícios............................
53

FIGURA 2.17 - Influência do teor de agregado sobre o módulo de
elasticidade do concreto MELO NETO e HELENE (2002)...............................
55

FIGURA 2.18- Influência do teor de agregado sobre o módulo de
elasticidade do concreto MELO NETO e HELENE (2002)...............................
55

FIGURA 3.1 - Ensaio de massa específica da areia........................................ 61

FIGURA 3.2- Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado miúdo segundo as Normas ABNT........................................................
62

FIGURA 3.3 - Ensaio de absorção do agregado de calcário da região de Belo
Horizonte.................................................................................................................
63

FIGURA 3.4 - Ensaio de massa específica do agregado de calcário da região
de Belo Horizonte...................................................................................................
64

FIGURA 3.5 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte, segundo as Normas ABNT..
65

FIGURA 3.6 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado graúdo de calcário de Montes Claros, segundo as Normas ABNT...
66

FIGURA 3.7 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado graúdo de gnaisse de Guaxupé, segundo as Normas ABNT..............
67

FIGURA 3.8 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado graúdo de gnaisse de Passos, segundo as Normas ABNT..................
69

FIGURA 3.9 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado graúdo de dolomito de Patos de Minas, segundo as Normas ABNT
70

FIGURA 3.10 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do
agregado graúdo de basalto de Uberlândia, segundo as Normas ABNT..........
71

FIGURA 3.11– Prensa utilizada nos ensaios do concreto endurecido.............. 77

FIGURA 3.12 – Equipamentos utilizados nos ensaios do concreto
endurecido...............................................................................................................
77

FIGURA 3.13 – Equipamento utilizado no ensaio de módulo de deformação.
79
xvii

FIGURA 4.1 - Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de calcário............................................
82

FIGURA 4.2 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de calcário...........................................
84

FIGURA 4.3 - Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de gnaisse.............................................
85

FIGURA 4.4 – Gráfico comparativo dos resultados obtidos no presente
estudo com os alcançados por NUNES (2005)....................................................
86


FIGURA 4.5 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de gnaisse.............................................
87


FIGURA 4.6 - Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de basalto............................................
89


FIGURA 4.7 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de basalto............................................
90


FIGURA 4.8 – Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo
para os concretos fabricados com agregados de dolomito..................................
91


FIGURA 4.9 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para
os concretos fabricados com agregados de dolomito..........................................
92


FIGURA 4.10 – Comparação da resistência à compressão entre concretos
fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas........................
94


FIGURA 4.11 – Comparação do módulo de deformação entre concretos
fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas........................
95


FIGURA 4.12 - Avaliação comparativa da evolução da resistência à
compressão .............................................................................................................
97
xviii


FIGURA 4.13 – Análise comparativa dos resultados estudados com a
equação prescrita pela NBR 6118.........................................................................
98


FIGURA 4.14- Análise comparativa dos resultados dos concretos com
agregados de calcário em relação à equação 4.3 prescrita pelo IBRACON.....
100


FIGURA 4.15- Análise comparativa dos resultados do concreto com
agregado de basalto em relação à equação 4.3 prescrita pelo IBRACON........
101


FIGURA 4.16- Análise comparativa dos resultados do concreto com
agregado de dolomito em relação à equação 4.3 prescrita pelo IBRACON.....
102


FIGURA 4.17- Gráfico comparativo entre o estudo realizado, a equação 4.2
da NBR 6118 e resultados de ensaios realizados nos laboratório de Furnas....
103


FIGURA 4.18 – Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
do ACI 318 .............................................................................................................
104


FIGURA 4.19 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
do EUROCODE 2 para concretos com agregado de calcário e dolomito.........
105


FIGURA 4.20 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
do EUROCODE 2 para concretos com agregado de gnaisse.............................
106


FIGURA 4.21 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
do EUROCODE 2 para concretos com agregado de basalto.............................
107


FIGURA 4.22 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
Do CEB para concretos com agregado de calcário e dolomito..........................
108


FIGURA 4.23 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
do CEB para concretos com agregado de gnaisse...............................................
109
xix


FIGURA 4.24 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação
do CEB para concretos com agregado de basalto...............................................
110


FIGURA 4.25 - Avaliação comparativa da evolução do módulo de
Deformação.............................................................................................................
112






xx
LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS

ABCP........... Associação Brasileira de Cimento Portland
ABNT........... Associação Brasileira de Normas Técnicas
a /c................ fator água cimento
ACI............... American Concrete Institute
ASTM……... American Society for Testing and Materials (USA)
CP…………. Cimento Portland
CP-RS........... Cimento Portland Resistente a sulfatos
CEB.............. Coité Euro-International Du Beton
CEMIG......... Companhia Energética de Minas Gerais
DRX.............
.
Difração de Raio x
EAF..............
Escória de Alto-forno
EUROCODE
European Standard
E
cs
.................
Módulo de Deformação Secante
εc..................
Deformação Específica
f
cj
..................
Resistência à compressão do concreto na idade j dias
f
ck
.................
Resistência característica à compressão
GPa...............
GigaPascal
MPa..............
MegaPascal
MEV.............
Microscopia Eletrônica de Varredura
NBR.............
Norma Brasileira Regulamentada
TJMG...........
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
s....................
Coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento
t.....................
Tempo
σ...................
tensão
#....................
Abertura nominal de peneira
UFMG..........
Universidade Federal de Minas Gerais
ZT.................
Zona de transição

xxi
RESUMO

O principal objetivo do estudo foi avaliar a influência do agregado graúdo de diferentes
origens mineralógicas nas propriedades mecânicas do concreto: resistência à compressão e
módulo de deformação. Para isto foram produzidos concretos com quatro tipos de
agregados: calcário, gnaisse, dolomito e basalto, perfazendo um total de seis amostras
obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais: duas amostras de agregado de calcário
(Belo Horizonte e Montes Claros), duas amostras de agregado de gnaisse (Passos e
Guaxupé), uma amostra de agregado de basalto (Uberlândia) e uma amostra de agregado
de dolomito (Patos de Minas). No estudo foi utilizado um único lote de cimento do tipo CP
III – 40 RS, areia artificial quartzosa e um mesmo aditivo plastificante. Os concretos
analisados foram especificados segundo a classe de agressividade II da NBR 6118:2003
que prescreve concreto com resistência característica à compressão (f
ck
) mínima de 25,0
MPa e uma relação água/cimento ≤ 0,60. As propriedades mecânicas dos diversos
concretos foram avaliadas nas idades de 3, 7, 14, 21 e 28 dias após a fabricação. Os
resultados indicam um desempenho melhor dos concretos produzidos com agregado
graúdo de dolomita e basalto. Uma boa correlação foi obtida entre os valores medidos do
módulo de deformação para os diferentes concretos com os valores calculados pelas
expressões sugeridas pela NBR 6118, ACI 318, EUROCODE 2 e CEB 1990.



Palavras-chave: concreto, agregado graúdo de diferentes mineralogias, propriedades
mecânicas
xxii
ABSTRACT

The goal of this study is to present the effects of the different types of coarse aggregate on
the mechanical properties of concrete: compressive strength and secant modulus of
elasticity (MOE). Limestone, gneiss, dolomite and basalt were used as coarse aggregates.
These aggregates came from six different regions in the state of Minas Gerais. ABNT type
CP III RS cement and natural sand, as fine aggregate, were employed in the fabrication of
the concrete. The concrete mix proportion was based on environmental class II of NBR
6118: minimum characteristic compressive strength equal to 25 MPa and water cement
ratio ≤ 0.60. The mechanical properties were evaluated 3, 7, 14, 21 and 28 days after
casting the concrete. The test results indicate expressively the better performance of the
concretes fabricated with dolomite and basalt aggregates. Good correlation was achieved
between the measured MOE values for the different concretes with the values calculated
employing expressions in terms of the compressive strength suggested by NBR 6118, ACI
318, EUROCODE 2 and CEB 1990.

Keywords: concrete, different types of coarse aggregates, mechanical properties



23
1. INTRODUÇÃO


1.1 – CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

O concreto tem sido o material estrutural mais utilizado no Brasil nestes últimos cinqüenta
anos. A razão deste fato está associada às grandes vantagens do material de onde se
destacam: a economia em relação aos outros materiais estruturais, a adaptação do material
a qualquer tipo de forma permitindo total liberdade à concepção arquitetônica e sua
facilidade de execução.

A realidade da engenharia é hoje muito diferente de 20 ou 30 anos atrás. A necessidade de
adaptações tanto econômicas quanto exigências dos usuários, que passaram a contar com o
Código de Defesa do Consumidor, como aliado às constantes reclamações, devido às
patologias nas estruturas de concreto, fizeram com que alternativas técnicas fossem criadas
de forma a solucionar tais acontecimentos.

A preocupação mundial com o desenvolvimento sustentável tem imposto restrições ao uso
de matérias primas não renováveis. Este fato tem reflexo importante nas estruturas de
concreto visto que o cimento é composto de materiais não renováveis e que sua produção
consome níveis elevados de energia. Além disso, os agregados empregados no concreto
são também materiais não renováveis, o que tem levado o mundo à produção e ao uso mais
racional do concreto, que passa pela incorporação de materiais alternativos na fabricação
do cimento e do concreto propriamente dito, bem como pelo aumento da durabilidade (vida
útil) das estruturas de concreto.

O alto custo de energia e a preocupação mundial com o desenvolvimento sustentável
fizeram com que a indústria de cimento no Brasil promovesse, nos últimos anos, mudanças
nas composições dos cimentos. Essas mudanças incluem alterações no teor das adições
minerais usuais (escória de alto forno, cinza volante, pozolana, sílica ativa). Essas
alterações nos cimentos por sua vez, provocam mudanças significativas na cinética das
reações de hidratação do concreto e por conseqüência, alterações no comportamento e na
durabilidade das estruturas de concreto armado.
24

No quesito durabilidade, a preocupação também se tornou bastante evidente,
principalmente com a entrada em vigor da nova Norma Brasileira NBR 6118 (2003),
relativa a projetos de estruturas de concreto, aumentando os cobrimentos de armadura,
como forma de proteção à corrosão e também com a redução da relação água/cimento
(a/c). Não só no Brasil este item foi considerado. Também Europa e América do Norte
contabilizaram seus custos de manutenção em estruturas de concreto em um passado
recente e concluíram pela adoção de novos procedimentos tecnológicos centrados em
durabilidade.

O desempenho das estruturas de concreto armado depende, entretanto, tanto da qualidade
obtida na fase de concepção estrutural, quanto na de execução propriamente dita. Os
avanços obtidos na Engenharia de Estruturas com o emprego maciço de ferramentas
computacionais têm permitido aos engenheiros projetar estruturas mais esbeltas com maior
arrojo arquitetônico, fato este favorecido pela facilidade de adequação plástica associada
ao material, trazendo ganhos funcionais e econômicos ao processo. Os construtores, por
sua vez, visando otimizar a execução da obra, buscam constantemente o melhor
aproveitamento de seus recursos, assim como a redução dos prazos estabelecidos. Isso vem
fazendo com que as estruturas sejam submetidas a carregamento cada vez maiores em
idades cada vez menores. Esse novo cenário traz para o mesmo patamar de importância, ao
lado das já consagradas questões envolvendo a resistência e a durabilidade do concreto, a
necessidade de um estudo mais criterioso acerca de seu módulo de deformação.


1.2 – JUSTIFICATIVA DO ESTUDO

Com a entrada em vigor das Normas NBR 14931 (2003) – “Execução de estruturas de
concreto – Procedimento” e NBR 12655 (2006) – “Concreto de cimento Portland –
Preparo, controle e recebimento – Procedimento”, a especificação do concreto para as
obras de construção civil deixou de ser apenas baseado na resistência característica à
compressão, no abatimento do tronco de cone e na relação água cimento, passando então a
ser analisado o módulo de deformação do material. Não que módulo seja uma novidade
25
para estudo do concreto, mas passou a ser um balizador da qualidade do material e dos
prazos para retirada das fôrmas e do escoramento, ou seja, para a aceitação da estrutura.


1.3 – OBJETIVO DO ESTUDO

Com base neste cenário, o objetivo desta pesquisa é desenvolver um estudo sobre a
influência de agregados graúdos de diferentes origens mineralógicas nas propriedades
mecânicas do concreto. Concretos com diferentes tipos de agregados graúdos foram
fabricados e analisados em diversas idades durante a fase de hidratação do cimento. O fato
do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) possuir obras em praticamente
todas as regiões de Minas Gerais permitiu a coleta dos diferentes tipos de agregados
graúdos. O módulo de deformação secante e a resistência à compressão são as
propriedades avaliadas para verificação do comportamento estrutural. Apresenta-se
também um estudo da correlação entre os valores de módulo de deformação obtidos
experimentalmente com equações sugeridas por diferentes normas técnicas. A análise
destas propriedades permitirá a obtenção de parâmetros mais realistas tanto para o projeto
e a execução de estruturas novas de concreto como também para a recuperação de
edificações existentes de modo a prolongar sua vida útil.

26

1.4 – APRESENTAÇÃO DO TRABALHO

Além desse primeiro capítulo referente à introdução, o trabalho consta de mais 4 capítulos.
O Capítulo 2 contem uma revisão bibliográfica, a qual descreve principalmente a
influência do agregado graúdo nas propriedades mecânicas do concreto em particular na
resistência à compressão e no módulo de deformação. São apresentados estudos de autores
acerca dos diversos fatores que contribuem para modificar de forma significativa os
valores de resistência e módulo, tais como na relação água-cimento. É feita também uma
análise comparativa das expressões que avaliam o módulo de deformação. No capítulo 3
são apresentadas as análises dos materiais utilizados para fabricação do concreto. Foram
realizados trabalhos de caracterização dos agregados graúdo e miúdo, como granulometria,
massa específica, material pulverulento, entre outros. Os resultados da análise física e
química do cimento CP III-RS 40 utilizado são também mostrados. Com base nesta
caracterização são descritos os traços dos diferentes concretos analisados, bem como as
metodologias empregadas na realização dos ensaios de resistência à compressão e de
módulo de deformação. Os resultados dos ensaios e sua respectiva análise constam do
capítulo 4. No capítulo 5 são apresentadas as conclusões deste trabalho e sugestões para
investigações futuras.
27
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA


2.1 - INTRODUÇÃO

A seleção dos materiais apropriados e a dosagem são, sem dúvida, passos importantes para
produzir um concreto que atenda as especificações de resistência e durabilidade na
estrutura. Desde os primeiros momentos após a mistura dos elementos constituintes,
cimento, areia, água e brita, iniciam-se reações químicas, principalmente entre a água e o
cimento, com grande liberação de energia. Esta matriz, como hoje é conhecida, é
considerada a fase mais importante do concreto, pelo comprometimento que ela pode
causar, se for manipulada de forma despretensiosa, na resistência mecânica do concreto nas
primeiras idades e também na durabilidade. O termo primeiras idades abrange apenas um
insignificante intervalo de tempo (os dois primeiros dias após a produção) no total da
expectativa de vida útil do concreto (MEHTA e MONTEIRO 1994).

Dentro deste período, numerosas operações serão executadas com o concreto, como, por
exemplo, transporte, adensamento, lançamento em fôrmas, cura e desmoldagem. Estas
operações, caso não sejam executadas com certos critérios, poderão “exigir” do concreto,
ações para o qual ele ainda não está preparado, levando conseqüentemente a uma possível
alteração de suas propriedades. Um exemplo seria a execução de uma cura ineficiente,
acarretando micro-fissuras e até mesmo, trincas no concreto, fato este bastante comum,
mas comprometedor na durabilidade da estrutura.

Considerando que grande parte do volume de concreto é ocupado pelos agregados, é de se
considerar que suas propriedades físicas e químicas vão interferir significativamente nas
propriedades do concreto.

Antes tido como um material inerte, o agregado passou a ser visto não só como um
componente do concreto, mas sim um elemento capaz de influenciar o desempenho do
concreto. Assim, quando esta influência passou a ser conhecida cuidou-se melhor da
28
seleção dos agregados, sempre levando em consideração o ambiente de inserção da
estrutura de concreto que estará sendo produzida (NETO 2005).

De inerte então, o agregado passou a assumir importância econômica, devido ao custo
menor e alcançou a excelência ao atribuir vantagens técnicas consideráveis ao concreto,
que passou a ter maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do que a pasta de
cimento pura (NEVILLE-1997).

Problemas técnicos e econômicos decorrentes da seleção inadequada dos agregados
demonstraram a necessidade de uma melhor compreensão do papel dos agregados na
resistência mecânica, na durabilidade e também na estabilidade dimensional do concreto.

Verificou-se também que muitas propriedades do concreto são influenciadas pelas
características dos agregados, tais como: porosidade, composição granulométrica, absorção
d’água, estabilidade, forma e textura superficial dos grãos, resistência mecânica, módulo
de deformação e substâncias deletérias presentes.


2.2 - FATORES QUE INFLUEM NA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
DO CONCRETO

As características físicas como, tamanho, forma, textura e granulometria, que também
estão associadas à modificação do valor da relação água/cimento (a/c), afetam o
comportamento elástico e mecânico do concreto.

Segundo NUNES (2005), a resistência do agregado normalmente não é um fator
determinante da resistência do concreto convencional, porque, a exceção dos concretos
leves e de alta resistência, os agregados são bem mais resistentes que a matriz e a zona de
transição do concreto.
29

Dentre os fatores mais influentes, diretamente envolvidos com o presente estudo destacam-
se:
a - Características e proporções dos materiais constituintes
• Relação água-cimento
• Finura e tipo de cimento
• Forma, textura, dimensão máxima do agregado
• Natureza do agregado graúdo
• Granulometria do agregado
• Aditivos químicos
• Adições minerais
• Relação agregado – cimento
b – Condições de cura
• Duração
• Umidade do ambiente de cura
• Temperatura de cura
c – Parâmetros de ensaio
• Dimensões do corpo de prova
• Capeamento dos corpos de prova
• Umidade do corpo de prova
• Temperatura de ensaio e velocidade de carregamento.

Um quadro esquemático destes fatores, de acordo com e MEHTA E MONTEIRO (1994)
está mostrada na figura 2.1.


2.2.1 – Características e proporções dos materiais constituintes

2.2.1.1- Relação água-cimento

Na prática da engenharia, considera-se que a resistência de um concreto a uma certa idade,
curado em água a uma temperatura estabelecida, depende de apenas dois fatores: a relação
água/cimento (a/c) e o grau de adensamento (NEVILLE 1997). Neville ressalta ainda que a
30
relação a/c determina a porosidade da pasta de cimento endurecida em qualquer estágio da
hidratação.































Figura 2.1- Fatores que afetam a resistência à compressão - MEHTA e MONTEIRO
(1994)

De acordo com a lei de Abrams, a resistência de um concreto, plenamente adensado, é
inversamente proporcional à relação água/cimento (a/c), ou seja:
c a
c
K
K
f
/
2
1
= == = , (2.1)
onde K
1
e K
2
são constantes empíricas.

RESISTÊNCIA DO CONCRETO
Parâmetros do corpo
de prova

Dimensões
Geometria
Estado de umidade
Parâmetros de
Carregamento

Tipo de tensão
Velocidade de aplicação
de Tensão
Porosidade do
Agregado
Porosidade da Matriz

Relação água-cimento
Aditivos Minerais
Grau de Hidratação
Tempo de cura, temperatura,
umidade
Teor de ar
Ar aprisionado
Ar incorporado
Porosidade da Zona de Transição
Relação água-cimento
Aditivos Minerais
Características de Exudação
Distribuição Granulométrica do Agregado
Dimensão máxima e Geometria
Grau de Compactação
Grau de Hidratação
Tempo de cura, Temperatura, Umidade
Interação química entre agregado e a pasta
de cimento
Resistência das
Fases Componentes
31
Segundo GILKEY (1961) apud NEVILLE (1997), para um dado cimento e agregados
aceitáveis, a resistência que pode ser obtida com uma mistura trabalhável, adequadamente
lançada, de cimento, agregados e água (em iguais condições de mistura, cura e ensaio), é
influenciado por:
a- relação entre o cimento e a água de mistura;
b- relação entre o cimento e o agregado;
c- granulometria, textura superficial, forma, resistência e rigidez das partículas
de agregado;
d- tamanho máximo do agregado.

A figura 2.2, retirada de NEVILLE (1993), mostra que a relação entre f
c
e a/c, depende do
adensamento do concreto. Para concretos plenamente adensados, f
c
aumenta à medida que
a/c diminui como ilustra a figura 2.3.



Figura 2.2 - Influência do adensamento na relação f
c
versus a/c - NEVILLE (1997).
32

2.2.1.2- Finura e tipo de cimento

A finura e a distribuição granulométrica do cimento, segundo NEVILLE (1997) apud
KIHARA e CENTURIONE (2005), têm importância vital para o comportamento reológico
e desempenho mecânico do concreto. A velocidade de hidratação e o crescimento rápido
da resistência dependem da finura das partículas do cimento, conforme mostra a figura 2.4.

O processo de hidratação do cimento inicia-se pela superfície das partículas e, assim, a área
específica do material assume a qualidade de um importante parâmetro desse processo.
Quanto mais fino estiver o cimento, maior será a velocidade de hidratação. Portanto,
segundo ODLER (1991), apud KIHARA e CENTURIONE (2005), para o
desenvolvimento rápido da resistência mecânica do concreto são necessários um grau de
finura elevado do cimento.


Figura-2.3 - Influência da relação a/c na resistência à compressão do concreto,
segundo MEHTA e MONTEIRO (1994).
33


Figura 2.4 - Influência da superfície especifica do cimento sobre a resistência do
concreto - NEVILLE (1997)

A tabela 2.1, retirada de MEHTA e MONTEIRO (1994), apresenta a relação percentual de
resistência à compressão de concretos fabricados com diferentes tipos de cimento,
classificados de acordo com as normas da ASTM. A figura 2.5 ilustra graficamente estas
relações. Pode se ver da figura a influência do tipo de cimento, principalmente para as
idades mais baixas. A correspondência entre a classificação dos cimentos segundo as
normas da ASTM com a das normas da ABNT está apresentada na Tabela 2.2.
34

Tabela 2.1 - Resistência relativa aproximada do concreto segundo o tipo de cimento -
MEHTA e MONTEIRO (1994)
Tipo de cimento
portland
(segundo
ASTM)
Natureza
Resistência à compressão
(percentual em relação ao tipo I)
1 dia 7 dias 28 dias 90 dias
I Normal ou de uso comum 100 100 100 100
II
Calor de hidratação
moderado e moderada
resistência a sulfatos
75 85 90 100
III Alta resistência inicial 190 120 110 100
IV Baixo calor de hidratação 55 65 75 100
V Resistente a sulfatos 65 75 85 100



Figura 2.5 – Influencia do tipo de cimento (classificação ASTM) sobre a resistência do
concreto em função da idade - NEVILLE (1997)





35

Tabela 2.2- Correspondência entre classificação dos cimentos segundo a ASTM e a
ABNT


2.2.1.3 - Forma, textura e dimensão máxima do agregado

A forma do agregado se refere à sua geometria tridimensional. NEVILLE (1997) revela
que como é difícil representar corpos tridimensionalmente irregulares, é mais conveniente
definir certas características geométricas desses corpos, tais como alongamento,
achatamento, cubicidade e esfericidade. A textura superficial do agregado tem influência
sobre sua aderência com a pasta de cimento.

Tanto a forma quanto a textura do agregado exercem forte influência sobre a resistência a
compressão do concreto principalmente nas primeiras idades. Segundo NEVILLE (1997),
o efeito da forma e da textura é mais significativo em concretos de alta resistência. Ao
mantermos a mesma mineralogia do agregado, os concretos com agregado de superfície
36
mais rugosa, tendem a apresentar maior resistência que os concretos com agregado de
superfície mais lisa.

O aumento da dimensão máxima do agregado, para uma mesma mineralogia, pode ter dois
efeitos opostos sobre a resistência do concreto. Utilizando o mesmo teor de cimento e
mesma consistência do concreto, as misturas do concreto com agregados maiores requerem
menos água de amassamento do que aquelas que contem agregados menores. (NUNES
2005). Por outro lado agregados maiores apresentam área superficial proporcionalmente
menor o que por sua vez geram maiores tensões na zona de transição pasta-agregado. Por
isso, concretos fabricados com agregados maiores, tendem a apresentar zonas de transição
mais fracas, com mais microfissuras e, portanto, menor resistência, como ilustra figura 2.6.

A tabela 2.3 apresenta os resultados da pesquisa realizada por PEREIRA NETO E
DJANIKIAN (1996). O estudo compara a resistência do concreto fabricado com diferentes
tipos de agregado, porém com mesma dimensão máxima dos mesmos. O teor de cimento
empregado foi de 550 kg/m
3
. Pode-se observar que o aumento do tamanho do agregado
nem sempre leva a uma diminuição da resistência do concreto.

Segundo EVANGELISTA (2002), mantendo-se a mesma proporção volumétrica dos
agregados graúdos e água, o mesmo tipo de cimento e o mesmo abatimento de tronco de
cone, utilizando-se agregados britados de gnaisse com dimensões máximas de 19 mm e 9,5
mm, observou-se que não houve influência significativa das dimensões máximas do
agregado usado na resistência à compressão dos concretos. Apenas nas situações onde o
concreto apresentava menor valor a/c é que se observaram maiores diferenças na
resistência do concreto conforme ilustra a figura 2.7. Na figura, as séries M
1
e M
2

correspondem a concretos com agregados de dimensão máxima igual a 19 mm e a 9,5 mm
respectivamente.




37



Figura 2.6 – Influência da dimensão máxima do agregado sobre a resistência
do concreto - MEHTA e MONTEIRO (1994).

Tabela 2.3- Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre a resistência
à compressão do concreto - PEREIRA NETO E DJANIKIAN (1996)

Natureza do
agregado
Idade

(dias)
Resistência à compressão

(MPa)
9,5 mm 19 mm 25 mm
Granito 75,33 72,35 69,97
Gnaisse 69,88 71,95 72,17
Diabásio 73,42 73,09 62,15
Cálcario
14 dias

75,24 75,25 75,07
Granito 76,54 86,32 85,54
Gnaisse 86,05 88,91 75,45
Diabásio 81,67 84,69 83,80
Cálcario
28 dias

87,93 87,86 75,34
Granito 90,90 92,40 94,60
Gnaisse 99,70 96,50 98,74
Diabásio 91,70 90,20 86,20
Cálcario
56 dias

103,70 103,70 92,00
38

Figura 2.7 - Influência da dimensão máxima do agregado sobre a resistência do
concreto - EVANGELISTA (2002).


39
2.2.1.4 – Natureza do agregado

FRANKILN AND KING (1971), apud NEVILLE (1997), investigaram concretos com o
mesmo traço, variando somente a natureza do agregado. Estes autores verificaram que,
para relações a/c abaixo de 0,4, a resistência à compressão do concreto fabricado com
agregados britados foi maior que agregados de seixo rolado. Por outro lado, quando
relação a/c crescia, essa diferença diminuía, sendo que para a/c igual a 0,65 nenhuma
diferença entre as resistências foi observada.

De acordo com GONÇALVES et al (1994), agregados com resistências maiores
proporcionam concretos com maiores valores de resistência à compressão.

EVANGELHISTA (2002) desenvolveu um estudo sobre a influência do tipo de agregado
graúdo sobre a resistência à compressão. No estudo foram utilizados agregados do tipo
gnaisse (M1), traquito (M3) e argila expandida (M5). Com base em análises estatísticas, a
autora concluiu que, exceto para a argila expandida, os agregados não tiveram influência
significativa na resistência à compressão, como mostra a figura 2.8.


2.2.1.5 – Granulometria do agregado

A mudança na granulometria do agregado poderá influenciar a resistência à compressão se
houver uma alteração na consistência da mistura, desde que se mantenha a mesma relação
água cimento. Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994), agregados que não tem uma
grande deficiência ou excesso de qualquer tamanho de partícula, em especial, produzem
misturas de concreto mais trabalháveis e econômicas. Partículas maiores tendem a produzir
mais microfissuras na zona de transição entre o agregado graúdo e a pasta de cimento.

NEVILLE (1997) enfatiza que, além dos requisitos físicos, não se deve esquecer o aspecto
econômico, ou seja, o concreto deve ser produzido com materiais que possam ser
produzidos com baixo custo. Neville indica que os principais fatores que determinam a
viabilidade econômica do agregado são: sua área superficial, visto que influencia a
40
quantidade de água necessária para molhagem completa dos sólidos, o volume relativo
ocupado pelo agregado, a trabalhabilidade da mistura, e a tendência de segregação.

Figura 2.8- Influência do tipo de agregado sobre a resistência dos concretos,
EVANGELHISTA (2002)

41
2.2.1.6 – Aditivos químicos

De acordo com BAUER et al (1994), define-se aditivo químico como um produto não
indispensável à composição e finalidade do concreto, e que em quantidades de até 5% em
relação á massa de cimento faz aparecer ou reforça certas características do concreto.

A razão para o uso cada vez maior de aditivos, segundo NEVILLE (1997), está na
capacidade dos mesmos em proporcionar ao concreto consideráveis melhorias físicas e
econômicas. Essas melhorias incluem o uso em condições nas quais seria difícil ou até
impossível usar concreto sem aditivos.

Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994), para um dado fator água/cimento, a presença de
aditivo redutor de água no concreto, geralmente tem influência positiva sobre a taxa de
hidratação do cimento e no desenvolvimento da resistência a baixas idades. Contudo os
aditivos de um modo geral não são capazes de afetar a resistência em idades avançadas, a
não ser que a velocidade de desenvolvimento da resistência a baixas idades seja reduzida.


2.2.1.7 – Adições minerais

O uso de adições minerais na construção civil é anterior à invenção do cimento.
Atualmente, as adições minerais normalmente utilizadas são resíduos provenientes de
outras indústrias.

A escória de alto-forno (EAF) é um material predominantemente vítreo proveniente,
sobretudo, do processo de produção do ferro gusa, contendo principalmente silicatos e
sílico-aluminatos de cálcio amorfos. É obtida pela combinação da ganga (impurezas) dos
minérios dos metais com fundentes apropriados e cinzas do carvão utilizado. Não é por
conseqüência, objeto de qualquer fabricação especial, sendo sempre um subproduto de
outras fabricações.

A adição de escória de alto-forno tem segundo NEVILLE (1997), efeitos benéficos no
concreto desde o estado fresco. Neste, ela proporciona uma melhor trabalhabilidade e um
42
menor desprendimento de calor, já que é mais baixo o valor da temperatura de pico da
mistura. No estado endurecido ela propicia a formação de uma microestrutura mais densa
da pasta de cimento hidratada, que por sua vez, melhora a resistência do material ao longo
do tempo. Ela traz também grandes vantagens para a durabilidade do concreto, como por
exemplo, a eliminação do risco da reação álcali-agregado.

Diversos estudos vêm sendo feitos para se avaliar o impacto da adição de diferentes
percentuais de EAF nas propriedades mecânicas do concreto. Segundo NEVILLE (1997),
evoluções muito boas da resistência foram observadas em concretos com 50% a 75% de
EAF, num teor total de material cimentício entre 300 kg/m³ e 420 kg/m³.

ONER e AKYUZ (2007) verificaram que a resistência à compressão de concretos
fabricados com adições de EAF aumenta até um determinado teor de adição, reduzindo a
partir desse ponto. Os melhores resultados foram obtidos a partir de uma substituição de 55
e 59% da massa de cimento Portland por EAF.

A incorporação de EAF ao concreto, não altera significativamente as relações conhecidas
entre a resistência à compressão e resistência à tração na flexão, ou entre a resistência à
compressão e o módulo de elasticidade.


2.2.1.8 – Relação agregado/cimento

Estudos da influência do teor de agregado sobre a resistência do concreto com uma dada
qualidade de pasta de cimento mostram que, quando o volume de agregado, como fração
do volume total, aumenta de 0 a 20 %, nota-se um decréscimo gradual da resistência à
compressão; porém entre 40 e 80 % esta resistência aumenta (figura 2.9). A razão para este
fato, segundo NEVILLE (1997), não está bem esclarecida, mas observa-se a mesma
tendência com vários valores da relação água/cimento.

43

Figura 2.9- Relação entre a resistência à compressão e o volume de agregado para
concretos com a/c constante e igual a 0,5 - NEVILLE (1997).


2.2.2- Condições de cura

Cura é o conjunto de medidas com o objetivo de evitar a perda de água pelo concreto, água
essa necessária para o processo de hidratação do cimento. Portanto, o objetivo da cura é
manter o concreto saturado, ou o mais próximo possível de saturado, até que os espaços da
pasta de cimento fresca, inicialmente preenchidos com água, tenham sido preenchidos
pelos produtos da hidratação do cimento até uma condição desejável. A temperatura,
duração e a umidade influem na cura do concreto e, conseqüentemente na sua resistência.

Segundo NEVILLE (1997), para se obter um bom concreto, o lançamento de uma mistura
adequada deve ser seguido pela cura em ambiente apropriado durante as primeiras fases do
endurecimento.

O tempo de cura só é benéfico sobre a resistência do concreto, quando a cura for realizada
em ambiente úmido. Curas intermitentes podem tornar os capilares descontínuos e na
44
retomada desta, a água poderia não conseguir penetrar no interior do concreto e não
haveria prosseguimento da hidratação.

De acordo com MEHTA e MONTEIRO (1994), o tempo e as condições de cura têm
influencia decisiva sobre a resistência à compressão como mostra a figura 2.10. Para um
dado concreto, quanto maior o período de cura úmida maior a resistência, figura 2.10.

Figura 2.10- Influência do tipo e do tempo de cura sobre a resistência do concreto -
MEHTA e MONTEIRO (1994)


2.2.3- Parâmetros de ensaio

Vários são os parâmetros de ensaio que influenciam a resistência à compressão, tais como
dimensões e tipo do corpo de prova, capeamento do corpo-de-prova, velocidade de
carregamento, temperatura e umidade. Por isso, o ensaio de resistência à compressão deve
seguir procedimentos padronizados.

Antes da realização dos ensaios, deve-se fazer uma aferição do diâmetro do corpo de prova
e o mesmo deve ser mantido em cura úmida até a data do ensaio.
45
No Brasil, para a realização dos ensaios de resistência à compressão são utilizados corpos
de prova cilíndricos que mantêm a relação altura do corpo-de-prova igual a duas vezes
diâmetro do mesmo. Para concretos com uma resistência à compressão mais elevada
utilizam-se corpos de prova com dimensões menores, devido à capacidade das prensas.
Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994), mantendo-se a razão altura-diâmetro igual a 2, a
resistência diminui à medida que o diâmetro do corpo de prova aumenta,

O capeamento com material adequado não prejudica a resistência e reduz a dispersão dos
resultados em relação à obtida com corpos de prova não capeados. Diversos materiais
podem ser usados no capeamento, mas é essencial que a camada seja de pequena espessura
e que o material de capeamento não seja menos resistente do que o concreto ensaiado.
Usualmente enxofre é o material empregado no capeamento de corpos-de-prova de
concreto.

A velocidade de aplicação de carga tem um efeito considerável sobre a resistência do
concreto obtida no ensaio: quanto menor a velocidade de aplicação, menor a resistência.
Por isso, a NBR 5739:2007 estabelece que após o corpo-de-prova ser centralizado na
prensa ele deve ser carregado continuamente, com velocidade de carregamento de 0,3
MPa/s a 0,8 MPa/s até sua ruptura.

A umidade do corpo de prova e a temperatura no momento do ensaio também influenciam
os resultados de resistência. Quando os corpos de prova são ensaiados em condições secas,
eles apresentam valores maiores de resistência que os ensaiados em condições úmidas.
Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994), essa diferença pode variar de 15%.

A NBR 6118 (2003) apresenta uma equação para avaliação da resistência à compressão do
concreto ao longo do tempo. A equação é dada por:
46
dias c cj
f
t
s f
28
} ]
28
1 [ . { exp − −− − = == = , (2.2)
onde:
f
cj
= resistência à compressão do concreto na idade de j dias;
f
c 28 dias
= resistência à compressão do concreto na idade de 28 dias;
s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento;
s = 0,20 para cimento CP V ARI;
s = 0,25 para cimento CP I e CP II;
s = 0,38 para cimento CP III e CP IV;
t = idade do concreto em dias.


2.3- FATORES QUE INFLUEM NO MÓDULO DE DEFORMAÇÃO
DO CONCRETO

GUIMARÃES et al (2002) afirmam que estruturas bem dimensionadas, fabricadas com
concretos bem dosados e executados, normalmente são peças resistentes e duráveis. Mas,
apesar de todos esses cuidados, ao se executar elementos fletidos de grandes dimensões,
não raro surgem os problemas das deformações excessivas, os quais podem comprometer a
estabilidade das peças, colocando em risco os seus usuários ou causando efeitos visuais e
psicológicos indesejáveis.

Segundo MELO NETO e HELENE (2002), a grande maioria dos projetos estruturais são
feitos com base na resistência característica à compressão do concreto (f
ck
), sem levar em
conta as propriedades de deformação do material utilizado, entre outros parâmetros que
expressem as condições dos estados limites de serviço.

Para CUNHA (2000), o módulo de elasticidade de um material sólido qualquer, está
relacionado com a inclinação da tangente ao diagrama tensão deformação (σ σσ σ
c
- ε εε ε
c
), desse
material em um ponto qualquer desse diagrama.

A explicação para a influência do agregado no valor do módulo, para concretos
considerados normais, está na análise do diagrama tensão versus deformação dos diferentes
elementos que compõem o concreto, como mostra a figura 2.11. Enquanto o agregado e a
47
pasta de cimento apresentam relação tensão-deformação praticamente linear, o concreto,
não apresenta esta mesma relação, mas uma curvatura. Esta não linearidade, de acordo com
NEVILLE (1997), deve-se à presença da zona de transição entre o agregado e a pasta de
cimento, que possui vazios, concentração de cristais de hidróxido de cálcio e microfissuras,
fatores esses que afetam o módulo de deformação.

Em materiais heterogêneos como o concreto, os fatores que exercem as maiores influencias
sobre o comportamento elástico do compósito, são o módulo de deformação dos materiais
constituintes, suas massas específicas e a zona de transição agregado-pasta (MEHTA e
MONTEIRO 1994).


Figura 2.11- Comportamento típico tensão-deformação da pasta de cimento,
agregado e concreto - NEVILLE (1997).

O módulo de deformação do agregado e seu conteúdo volumétrico dentro da pasta de
concreto determinam o respectivo valor do módulo de deformação. Sabemos que, uma boa
graduação dos agregados proporciona menores espessuras nas zonas de transição, devido
ao melhor espalhamento dos espaços, tanto pelos agregados bem graduados como pela
pasta de cimento.

48
Ao relacionarmos a porosidade como característica mais importante do agregado, com
relação ao módulo de deformação, podemos pressupor que ao utilizarmos agregados mais
densos, com alto módulo de deformação, teremos como resultado, concretos com módulo
de deformação maior.

A rigor, a influência do agregado no valor do módulo, só poderá ser percebida em idades
mais avançadas, pois nas primeiras idades, a pasta é que exercerá grande influência sobre o
módulo. Com o tempo, a pasta ganha resistência e os esforços são transferidos para os
agregados.

Dentre os fatores mais influentes, diretamente relacionados com o presente estudo,
destacam-se:

a) Características e proporções dos materiais
- Relação água-cimento
- Consumo de cimento (tipo/ finura)
- Aditivos químicos
- Adições minerais
- Dimensão do agregado
- Fração volumétrica do agregado
- Porosidade e módulo de elasticidade do agregado
- Natureza do agregado
b) Condições de cura
c) Parâmetros de ensaio
- Umidade do corpo de prova
- Velocidade de carregamento
- Tensão



Um quadro ilustrativo destes fatores está mostrado na figura 2.12.

49



















Figura 2.12- Resumo dos fatores que afetam o valor do módulo de deformação do
concreto.

2.3.1 – Características e proporções dos materiais constituintes

2.3.1.1 - Relação água/cimento

Podemos considerar que a relação água - cimento (a/c) é um dos principais fatores que
afeta também o módulo de deformação. Assim, como na resistência à compressão, o
aumento na relação água-cimento diminui o valor do módulo de deformação; por outro
lado, a redução no fator a/c proporciona maiores valores de módulo. A figura 2.13, retirada
de MELO NETO e HELENE (2002), ilustra este fato.


Estado de
umidade da
amostra e
condições de
carregamento
Módulo de
Elasticidade
da Matriz
Pasta de
Cimento
Porosidade e
composição
da Zona de
Transição
Módulo de
Elasticidad
e do
Agregado


Fração
Volumétrica

Porosidade

Porosidade

Parâmetros de
Ensaio

Matriz Pasta
de Cimento

Zona de
Transição
Agregado
MÓDULO DE DEFORMAÇÃO DO CONCRETO
50

Figura 2.13- Influência da relação água-cimento sobre o módulo de elasticidade
MELO NETO e HELENE (2002).


2.3.1.2 - Consumo de cimento

O consumo de cimento influencia o módulo de duas formas distintas. Mantendo-se a
relação água-cimento constante, e aumentando-se o consumo de cimento, o módulo de
deformação diminui. A explicação segundo NUNES (2005) é dada pela redução do teor de
agregados que, nesses concretos, tem módulo de elasticidade maior do que a pasta de
cimento. Por outro lado, mantendo-se agora o abatimento constante, porém com aumento
do consumo de cimento, o módulo de deformação aumenta, pois temos então uma
diminuição da relação água-cimento. As figuras 2.14 e 2.15, retiradas de MELO NETO E
HELENE (2002), apresentam a influência do consumo de cimento considerando as duas
situações acima.

51
2.3.1.3 - Aditivos químicos

Segundo NUNES (2005), os aditivos que levam à diminuição da porosidade da pasta de
cimento acarretam aumento do módulo da pasta de cimento. Porém os aditivos
incorporadores de ar têm influência negativa sobre o módulo de deformação.



Figura 2.14 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de elasticidade de
concretos com relação água-cimento constantes - MELO NETO e HELENE (2002).



Figura 2.15 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de elasticidade de
concretos com abatimento do tronco de cone constante - MELO NETO e HELENE
(2002).

52
2.3.1.4 - Adições minerais

NUNES (2005) ressalta que diversos pesquisadores constataram que a adição de sílica
ativa e aditivos químicos na produção de diversos tipos de concretos, resultou no aumento
da módulo de deformação.

Segundo NEVILLE (1997), a incorporação de escória de alto forno ao concreto não altera
significativamente as relações conhecidas entre a resistência à compressão e o módulo de
deformação.

CANESSO et al. (2005) apresentam resultados de estudos realizados em concretos dosados
com adições de escória granulada de alto-forno em diversos teores mostrando que o
módulo de elasticidade dinâmico não acompanha de forma monotônica a variação da
resistência.

COSTA JUNIOR et al. (2006) observaram que um aumento do teor de EAF, para algumas
classes de resistência estudadas, produziu aumentos nos valores do módulo de deformação.
Os concretos das classes C30, C35 e C40 não apresentam diferenças significativas nesta
propriedade, mostrando que nestas classes de resistência o aumento do teor de escória de
alto-forno não proporciona melhoria do Módulo de deformação. Porém, para os concretos
de classe de resistência C20 com menor teor de escória, verificou-se aumento no valor do
módulo de deformação (figura 2.16).

53

Figura 2.16 – Módulo de deformação para os concretos das classes 20, 30, 35 e 40
para os três diferentes tipos de materiais cimentícios.


2.3.1.5 - Dimensão máxima do agregado

Com relação à dimensão máxima do agregado, um estudo de BARBOSA et al (1999)
empregando agregados graúdos de basalto com dimensão máxima de 19,5 mm revelou
valores de módulo de elasticidade maiores do que os com agregados de dimensão máxima
de 9,5mm, em todas as idades. Por outro lado, PEREIRA NETO e DJANIKIAN (1996)
não chegaram ao mesmo resultado, conforme mostra a tabela 2.4.
54
Tabela 2.4- Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre o módulo de
elasticidade do concreto - PEREIRA NETO E DJANIKIAN (1996)
Natureza do
agregado
Idade

(dias)
Módulo de elasticidade

(GPa)
9,5 mm 19 mm 25 mm
Granito 31,92 31,45 31,19
Gnaisse 32,15 33,68 -
Basalto 39,21 39,06 38,51
Diabásio 32,57 36,01 38,36
Cálcario
14 dias

- 37,46 38,39
Granito 31,85 33,19 32,88
Gnaisse 34,62 35,46 39,06
Basalto 40,94 40,06 42,78
Diabásio 35,37 37,53 39,31
Cálcario
28 dias

- 38,89 39,92
Granito 32,89 34,28 34,78
Gnaisse 35,37 37,60 39,73
Basalto 43,14 43,96 43,11
Diabásio 37,90 39,76 41,39
Cálcario
56 dias

- 44,29 42,04


2.3.1.6 – Fração volumétrica do agregado graúdo

Segundo MELO NETO e HELENE (2002), aumentando-se o teor de agregado para um
concreto com abatimento constante, ocorreu uma diminuição do valor do módulo de
deformação. Segundo os autores, o aumento do teor de agregados, para um mesmo valor
de abatimento, leva a um aumento da relação água-cimento, o que por sua vez, proporciona
uma pasta com menor resistência e conseqüentemente um módulo menor conforme ilustra
a figura 2.17. Porém, mantendo-se a relação água-cimento constante, observou-se um
aumento no valor do módulo, conforme mostra a figura 2.18.
55


Figura 2.17 - Influência do teor de agregado sobre o módulo de elasticidade do
concreto MELO NETO e HELENE (2002)


Figura 2.18- Influência do teor de agregado sobre o módulo de elasticidade do
concreto MELO NETO e HELENE (2002)


2.3.1.7 – Porosidade e módulo de elasticidade do agregado

A porosidade do agregado determina a sua rigidez, que por sua vez, controla a capacidade
do agregado de restringir deformações da matriz da pasta de cimento. Segundo MEHTA e
MONTEIRO (1994), esta é a característica mais importante do agregado graúdo que afeta
o módulo de deformação do concreto. Segundo estes pesquisadores, desde que se
56
mantenham constantes todas as demais características do concreto, aumentando-se o valor
do módulo de elasticidade do agregado aumenta-se também o valor do módulo de
deformação do concreto.


2.3.1.8 – Natureza do agregado

Tratando-se da natureza do agregado, objetivo principal do nosso estudo, alguns
pesquisadores estudaram concretos com diferentes tipos de agregados. BARBOSA et al
(1999) analisaram concretos com dois tipos de agregados (basalto e calcário), sendo que o
módulo de elasticidade apresentou resultados semelhantes para os dois tipos. Utilizando
agregados de traquito e de gnaisse, FREITAS et al (2001), não observaram influências do
tipo de agregado no valor do módulo de elasticidade do concreto nas diferentes idades.

SILVA (1997) ensaiou concretos de alta resistência com agregado do tipo calcário,
granulito e seixo rolado. Os resultados mostraram maiores valores de módulo para o
concreto com agregado calcário. Os menores valores obtidos foram para o seixo rolado.

O estudo de PEREIRA NETO e DJANIKIAN (1996) empregando agregados de granito,
gnaisse, basalto, diabásio e calcário, mostra que os maiores valores de módulo de
elasticidade do concreto foram encontrado com agregados de basalto, conforme ilustra a
Tabela 2.4.


2.3.2- Condições de cura

Estudos mostram que a cura influencia a resistência à compressão e o módulo de
elasticidade; porém esta influência pode não ser da mesma ordem de grandeza para as duas
propriedades. DAL MOLIN e MONTEIRO, apud SILVEIRA (2000), verificaram que a
cura em ambiente de laboratório levou a uma redução do módulo de deformação em
relação à cura úmida, sendo este efeito aumentado com a evolução da idade, independente
da resistência do concreto ou do teor de adição.
57
2.3.2- Parâmetros de ensaio

2.3.3.1 – Umidade do corpo-de-prova

Os corpos de prova ensaiados em condição úmida apresentam, segundo MEHTA e
MONTEIRO (1994), valores de módulo de deformação aproximadamente 15% maiores
que os corpos de prova testados em condições secas.


2.3.3.2 – Velocidade de carregamento

Da mesma maneira que para a resistência à compressão, um aumento na velocidade de
carregamento em um ensaio leva também a um aumento no valor do módulo de
deformação. Por isso as normas de ensaio especificam uma taxa de incremento de tensão
ou de deformação durante a realização dos ensaios.


2.3.3.3 – Tensão

O módulo de deformação que não seja o tangente na origem diminui com aumento da
tensão, devendo ser especificada a tensão a que ele se refere.


2.4 – EXPRESSÕES PARA AVALIAÇÃO DO MÓDULO DE
DEFORMAÇÃO

Existem várias expressões no meio técnico para determinação do módulo de deformação
do concreto. Estas expressões seguem duas abordagens: teórica e empírica. As relações
empíricas são as mais comumente empregadas e por isso serão as apresentadas neste item.

Várias fórmulas empíricas têm sido sugeridas para estimar o módulo de deformação
secante. Estas expressões são ou só função da resistência à compressão ou desta grandeza e
58
da massa específica do concreto ou do tipo de agregado do concreto. Em geral estas
fórmulas são do tipo (
β ββ β
α αα α
c
f ), sendo comumente β ββ β igual a 1/2 ou 1/3, mas outros valores de
β ββ β e de fórmulas foram propostos. A tabela 2.5 apresenta algumas destas expressões para
estimar o módulo de deformação.

Tabela 2.5- Expressões para estimar o módulo de deformação do concreto
(E
cs
e f
c
em MPa)
Autor Expressão Observações
NBR 6118:2003
ck cs
f E 4760 = == =
MPa f
ck
50 ≤ ≤≤ ≤
EUROCODE 2:
2004
3 , 0
10
22000
| || |
| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |


\ \\ \
| || |
= == =
cm
e cs
f
E α αα α
módulo secante para 0,4
cm
f
MPa f f
cm cm
8 + ++ + = == =
α αα α
e
é função do tipo de agregado (0,7 a
1,2)
ACI 318: 2005
'
4700
c cs
f E = == =
módulo secante para 0,45
'
c
f
CEB FIP MC 90
3
1
10
18275
| || |
| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |


\ \\ \
| || |
= == =
cm
cs
f
E
β ββ β
α αα α
MPa f f
cm cm
8 + ++ + = == =
α αα α
β ββ β
é função do tipo de agregado (0,7 a
1,2)

O código modelo do CEB (1990) apresenta uma equação para avaliação do módulo de
elasticidade do concreto ao longo do tempo. A equação é dada por:
dias c cj
E
t
s E
28
2 / 1
28
1 exp
) )) )
` `` `
¹ ¹¹ ¹
¹ ¹¹ ¹
´ ´´ ´
¦ ¦¦ ¦
( (( (
¸ ¸¸ ¸
( (( (

¸ ¸¸ ¸

| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
− −− − = == = , (2.3)
onde:
E
cj
= módulo de deformação do concreto na idade de j dias;
E
c 28 dias
= módulo de deformação do concreto na idade de 28 dias;
s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento;
s = 0,20 para cimento CP V ARI;
s = 0,25 para cimento CP I e CP II;
s = 0,38 para cimento CP III e CP IV;
t = idade do concreto em dias.


59
3. PROGRAMA EXPERIMENTAL


3.1 - INTRODUÇÃO

Foi realizado um estudo experimental com o objetivo de investigar as propriedades do
concreto, a saber: resistência à compressão e módulo de deformação secante em diferentes
idades, variando apenas a origem mineralógica do agregado graúdo. Foram escolhidos
quatro tipos de agregados, calcário, gnaisse, basalto e dolomito, perfazendo um total de
seis amostras obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais: duas amostras de
agregado de calcário (Belo Horizonte e Montes Claros), duas amostras de agregado de
gnaisse (Passos e Guaxupé), uma amostra de agregado de basalto (Uberlândia) e uma
amostra de agregado de dolomito (Patos de Minas). Os demais materiais empregados
foram sempre os mesmos: a areia artificial quartzosa da região metropolitana de Belo
Horizonte, e cimento Portland CP-III 40 RS fabricado pela Holcim.

Os concretos analisados foram especificados segundo as classes de agressividade
ambiental prescritas pela NBR 6118:2003. Segundo esta norma, “a agressividade do meio
ambiente está relacionada às ações físicas e químicas que atuam sobre as estruturas de
concreto, independentemente das ações mecânicas, das variações volumétricas de origem
térmica, da retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas de
concreto”. A classe escolhida é a classe de agressividade II e para ela o concreto deve ter
uma resistência característica à compressão (f
ck
) mínima de 25,0 MPa e uma relação
água/cimento ≤ 0,60. Estes foram os parâmetros básicos utilizados na produção dos
diferentes concretos.

Os concretos foram fabricados com agregados graúdos das diversas cidades, seguindo os
procedimentos técnicos normativos. Para cada amostra, o concreto estudado foi produzido
de uma única betonada.
Apresenta-se a seguir a caracterização dos materiais empregados na produção dos diversos
concretos, a metodologia de dosagem e de fabricação do concreto e moldagem dos corpos-
60
de-prova, bem como os procedimentos de ensaio para avaliação da resistência à
compressão e do módulo de deformação, de acordo com as normas brasileiras vigentes.


3.2- MATERIAIS CONSTITUINTES DO CONCRETO

3.2.1- Cimento

Um único tipo de cimento foi utilizado na produção dos diversos concretos: cimento
Portland CP-III 40 RS, fabricado pela Holcim Cimentos. A escolha do cimento CP III se
deve ao fato dele ser o tipo mais utilizado no Estado de Minas Gerais. Um único lote deste
cimento foi empregado na fabricação dos concretos. As tabelas 3.1 e 3.2 apresentam as
características químicas e físicas do cimento, fornecidas pelo fabricante do mesmo, Holcim
Cimentos.

Tabela 3.1 - Caracterização física do cimento CP III – 40 RS
PROPRIEDADES FÍSICAS CP III-40- RS Limites Norma
Massa Específica (g/cm³) 2,96 - NM 23/01
Resíduo na peneira 200 mm (%) NI ≤ 8 NBR 11579
Finura
Área específica (cm²/g) 4380 - NBR 7224
Início de pega 185 > 60 NM 65/03 Tempo de
pega (min)
Fim de pega 240 < 7200 NM 65/03
Água de consistência – pasta (%) 27,6 - NM43/03
1 dia 11,4 - NBR 7215
3 dias 28,9 > 12 NBR 7215
7 dias 40,5 >23 NBR 7215
Resistência à
compressão
(MPa)
28 dias 53,2 >40 NBR 7215
61

Tabela 3.2 - Caracterização química do cimento CP III – 40 RS
COMPOSIÇÃO QUÍMICA (%) CP III-40 RS Limites Norma
Óxido de Cálcio (CaO) 53,31 - NBR 5742
Dióxido de Silício (SiO
2
) 26,38 - NBR 5742
Óxido de Alumínio (Al
2
O
3
) 8,87 - NBR 5742
Óxido de Magnésio (MgO) 3,20 - NBR 5742
Trióxido de enxofre (SO
3
) 2,18 <4,0 NBR 5745
Óxido de Ferro (Fe
2
O
3
) 2,02 - NBR 5742
Resíduo insolúvel 0,59 <1,5 NBR 5744
Perda ao fogo 0,45 - NBR 5743
Óxido de Cálcio Livre (CaO) - <0,25 NM 12

3.2.2 - Agregado miúdo

A areia empregada em todos os concretos é de origem artificial quartzosa, comumente
utilizada na região metropolitana de Belo Horizonte. Também no caso da areia, um único
lote foi usado para todo o estudo. A figura 3.1 ilustra um dos ensaios realizados para
caracterização da areia; a tabela 3.3 e a figura 3.2 apresentam os resultados destes ensaios.

Figura 3.1 - Ensaio de massa específica da areia



62
Tabela 3.3 – Caracterização do agregado miúdo
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (kg/dm³) 2,5 - NM 52
Massa unitária (kg/dm³) 1,41 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 4,8 - NM 248
Módulo de Finura 2,73 - NM 248
Material pulverulento (%) 6,16 < 7,0% NBR 7219
Teor de argila 0,89% < 1,5% NBR 7218

Figura 3.2- Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado
miúdo.

Com dimensão máxima característica de 4,8 mm e módulo de finura igual a 2,73 (NBR
7211:2005), esta areia é classificada comercialmente como sendo uma areia média.
Observa-se também que a areia utilizada satisfaz todos os critérios normativos relativos a
teor de material pulverulento e teor de argila.

0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
6,3 4,8 2,4 1,2 0,6 0,3 0,15 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado miúdo do
estudo
63
3.2.3- Agregado graúdo

Para o estudo, foram escolhidos quatro tipos de agregados, calcário, gnaisse, dolomito e
basalto, perfazendo um total de seis amostras obtidas de seis cidades do Estado de Minas
Gerais. Nos itens subseqüentes apresenta-se a caracterização dos agregados graúdos
utilizados.

3.2.3.1- Agregado de calcário da região de Belo Horizonte

As figuras 3.3 e 3.4 ilustram os ensaios realizados para caracterização do agregado de
calcário encontrado na região de Belo Horizonte; a tabela 3.4 e a figura 3.5 apresentam os
resultados destes ensaios.

Figura 3.3 - Ensaio de absorção do agregado de calcário da região de Belo Horizonte

64

Figura 3.4 - Ensaio de massa específica do calcário da região de Belo Horizonte

Tabela 3.4 - Caracterização do agregado de calcário da região de Belo Horizonte
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (kg/dm³) 2,56 - NM 52
Massa unitária (kg/dm³) 1,46 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 25 - NM 248
Módulo de Finura 7,11 - NM 248
Absorção (%) 0,4 - NBR 9777
Teor de argila (%) 0,89 < 3,0% NBR 7218
Material pulverulento (%) 0,61 < 1,0% NBR 7219

65
Figura 3.5 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado
graúdo de calcário de Belo Horizonte.

Com dimensão máxima característica de 25 mm e módulo de finura igual a 7,11 (NBR
7211:2005), esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1. A
massa unitária de 1,46 kg/dm
3
faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.

3.2.3.2- Agregado de calcário da região de Montes Claros

A tabela 3.5 e a figura 3.6 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do
agregado de calcário da região de Montes Claros.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
25,4 19,1 9,5 6,3 4,8 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
66
Tabela 3.5 - Caracterização do agregado de calcário da região de Montes Claros
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (kg/dm³) 2,65 - NM 52
Massa unitária (kg/dm³) 1,49 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 19 - NM 248
Módulo de Finura 6,88 - NM 248
Absorção (%) 0,18 - NBR 9777
Teor de argila (%) 0,02 < 3,0% NBR 7218
Material pulverulento (%) 1,05 < 1,0% NBR 7219

Figura 3.6 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado
graúdo de calcário de Montes Claros.

Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6,87 (NBR
7211:2005), esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1. A
massa unitária de 1,49 kg/dm
3
faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.

0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
25,4 19,1 9,5 6,3 4,8 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
67
3.2.3.3- Agregado de gnaisse da região de Guaxupé

A tabela 3.6 e a figura 3.7 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do
agregado de gnaisse da região de Guaxupé.

Tabela 3.6 - Caracterização do agregado de gnaisse da região de Guaxupé
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (kg/dm³) 2,80 - NM 52
Massa unitária (kg/dm³) 1,50 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 19 - NM 248
Módulo de Finura 6,90 - NM 248
Absorção (%) 0,25 - NBR 9777
Teor de argila (%) 0,12 <3,0% NBR 7218
Material pulverulento (%) 0,30 < 1,0% NBR 7219



Figura 3.7 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado de gnaisse
de Guaxupé.













Figura 3.7 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado
graúdo de gnaisse de Guaxupé.

Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
25,4 19,1 9,5 6,3 4,8 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
68

Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6,90 (NBR
7211:2005), esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1. A
massa unitária de 1,50 kg/dm
3
faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.

3.2.3.4- Agregado de gnaisse da região de Passos

A tabela 3.7 e a figura 3.8 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do
agregado de gnaisse da região de Passos.

Tabela 3.7 - Caracterização do agregado de gnaisse da região de Passos
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (kg/dm³) 2,64 - NM 52
Massa unitária (kg/dm³) 1,46 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 19 - NM 248
Módulo de Finura 6,93 - NM 248
Absorção (%) 0,19 - NBR 9777
Teor de argila (%) 0,05 < 3,0% NBR 7218
Material pulverulento (%) 0,32 < 1,0% NBR 7219

69
Figura 3.8 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado
graúdo de gnaisse de Passos.

Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6,93 (NBR
7211:2005), esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1. A
massa unitária de 1,46 kg/dm
3
faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.

3.2.3.5- Agregado de dolomito da região de Patos de Minas

A tabela 3.8 e a figura 3.9 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do
agregado de dolomito da região de Patos de Minas.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
25,4 19,1 9,5 6,3 4,8 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
70

Tabela 3.8 - Caracterização do agregado de dolomito da região de Patos de Minas
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (Kg/dm³) 2,70 - NM 52
Massa unitária (Kg/dm³) 1,48 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 19 - NM 248
Módulo de Finura 6,98 - NM 248
Absorção (%) 0,10 - NBR 9777
Teor de argila (%) 1,18 < 3,0% NBR 7218
Material pulverulento (%) 0,28 < 1,0% NBR 7219

Figura 3.9 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado
graúdo de dolomito de Patos de Minas.

Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6,98 (NBR
7211:2005), esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1. A
massa unitária de 1,48 kg/dm
3
faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.




0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
25,4 19,1 9,5 6,3 4,8 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
71
3.2.3.6- Agregado de basalto da região de Uberlândia

A tabela 3.9 e a figura 3.10 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do
agregado de basalto da região de Uberlândia.
Tabela 3.9 - Caracterização do agregado de basalto da região de Uberlândia
Ensaio
Resultados
Obtidos
Valores
Permitidos
Norma
Massa específica (kg/dm³) 2,84 - NM 52
Massa unitária (kg/dm³) 1,50 - NBR 7251
Dimensão máxima (mm) 25 - NM 248
Módulo de Finura 7,01 - NM 248
Absorção (%) 0,33 - NBR 9777
Teor de argila (%) 0,05 < 3,0% NBR 7218
Material pulverulento (%) 0,94 < 1,0% NBR 7219


Figura 3.10 - Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado de
basalto de Uberlândia.

Com dimensão máxima característica de 25 mm e módulo de finura igual a 7,01 (NBR
7211:2005), esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1. A
massa unitária de 1,50 kg/dm
3
faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
25,4 19,1 9,5 6,3 4,8 Prato
Peneiras (mm)
%

R
e
t
i
d
a

A
c
u
m
u
l
a
d
a
Limites ABNT
Agregado graúdo do
estudo
72

3.2.4- Aditivo

O aditivo utilizado, a base de lignina sulfonada, foi o Mastermix 330 N, aditivo
plastificante polifuncional de pega normal. As características fornecidas pelo fabricante
são mostradas na tabela 3.10.
Tabela 3.10 – Características do aditivo
Característica Valor do Lote
Aspecto líquido
Densidade (g/cm
3
) 1,085 a 1,125 g/cm
3
pH 7 a 9
Base Química Lignina sulfonada
Sólidos (%) 25,5 a 27,5
Cor Castanho escuro


3.2.5- Água

A água utilizada foi fornecida pela concessionária local (COPASA), apresentando-se
dentro dos limites normais de potabilidade.


3.3 – DOSAGEM DO CONCRETO

Como dito anteriormente, os concretos analisados foram especificados segundo as classes
de agressividade ambiental prescritas pela NBR 6118:2003. A classe escolhida foi a classe
de agressividade II e para ela o concreto deve ter uma resistência característica à
compressão (f
ck
) mínima de 25,0 MPa e uma relação água/cimento ≤ 0,60. Estes foram os
parâmetros básicos utilizados na produção dos diferentes concretos.

Como ponto de partida para a dosagem dos concretos, utilizou-se um traço, para concreto
bombeável, comumente empregado por uma concreteira da região de Belo Horizonte,
usando-se os materiais (cimento CPIII 40 RS, agregado de calcário, areia artificial
quartzosa e aditivo) que efetivamente fizeram parte do estudo. Este traço preliminar tinha a
73
seguinte proporção em peso: 1: 2,646: 3,263 (cimento: areia: brita); consumo de cimento
de 308 Kg/m
3
e relação água/cimento igual a 0,60. Para garantir a sua bombeabilidade
empregou-se o aditivo plastificante e retardador Mastermix 330 N na proporção de 2,5
litros/m
3
. Este traço foi fabricado com o objetivo de certificar a dosagem, de testar a
metodologia de produção do concreto, bem como de realização dos ensaios, verificando-se
inclusive o atendimento da resistência característica à compressão especificada aos 28 dias.
Com esta dosagem, o valor de resistência característica obtido foi plenamente satisfeito.

Como o objetivo principal do trabalho é a verificação da influencia dos diferentes tipos de
agregados graúdos no módulo de deformação do concreto, procurou-se manter as dosagens
dos concretos fabricados com os outros tipos de agregados, o mais próximo possível do
traço com agregado de calcário de Belo Horizonte. Para atingir este fim, foi mantido
constante o módulo de finura do traço. Desta forma, a sistemática adotada foi:


- Cálculo do “m” para a proporção de dosagem: 1: m : a/c
91 , 5 263 , 3 646 , 2 = == = + ++ + = == = m
Quantidade de agregado miúdo
Kg 308 . 646 , 2= == =
Kg 815 308 . 646 , 2 = == = = == =
Quantidade de agregado graúdo Kg 1005 308 . 263 , 3 = == = = == =
Proporção de agregado miúdo
% 75 , 44 100 .
91 , 5
646 , 2
= == = | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =

Proporção de agregado graúdo
% 25 , 55 100 .
91 , 5
263 , 3
= == = | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =

Proporção do traço: 1 : 5,91 : 0,60
- Módulo de Finura (MF) do traço
MF
( (( ( ) )) )
gráudo agr miúdo agr
MF x graúdo agr MF x miúdo agr
. .
. % ) . % ( + ++ + = == =

Com os valores do módulo de finura do agregado miúdo igual a 2,73 (tabela 3.3) e
do agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte igual a 7,11 (tabela 3.4) temos:
MF
( (( ( ) )) ) 15 , 5 11 , 7 5525 , 0 ) 73 , 2 4475 , 0 ( = == = + ++ + = == = x x


74
Com este valor constante para o módulo de finura de todos os traços, as demais dosagens
foram ajustadas, corrigindo-se apenas os quantitativos do agregado miúdo e do agregado
graúdo. Como exemplo, para o agregado graúdo de basalto da região de Uberlândia, a
proporção do traço foi determinada da seguinte forma:

5,15
( (( ( ) )) ) [ [[ [ ] ]] ] 01 , 7 x miúdo . agr % 1 ) 73 , 2 x miúdo . agr (% − −− − + ++ + = == =

Percentual de agregado miúdo = 43,46 %
Percentual de agregado graúdo = 56,54 %
Proporção de agregado miúdo
568 , 2 91 , 5 .
100
46 , 43
= == = | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =

Proporção de agregado graúdo
341 , 3 91 , 5 .
100
54 , 56
= == = | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =

Quantidade de agregado miúdo
Kg 308 .568 ,2= == =
Kg 791 308 . 568 , 2 = == = = == =
Quantidade de agregado graúdo
Kg 308 .341 ,3= == =
Kg 1029 308 . 341 , 3 = == = = == =

Com base nesta sistemática, a tabela 3.11 apresenta as características básicas dos traços
dos concretos fabricados e analisados. A denominação de cada traço é função da
resistência característica (C25), seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (CA, para
calcário, GN, para gnaisse, BA para basalto e DO para dolomito) e da região de origem do
mesmo: BHZ para Belo Horizonte, MCL para Montes Claros, PAS para Passos, PAT para
Patos de Minas, GUA para Guaxupé e UBER para Uberlândia. As proporções dos
componentes estão em peso e seguem o formato cimento: areia: brita.
75
Tabela 3.11 – Nomenclatura e dosagens dos traços de concreto
Denominação
do traço
Tipo de
agregado
graúdo
Consumo
de Cimento
(Kg/m
3
)
Fator
a/c
Aditivo

( l/ m
3
)
Proporção
C25-CA-BHZ calcário 308 0,60 2,5 1 : 2,646 : 3,263
C25-CA-MCL calcário 308 0,60 2,5 1 : 2,441 : 3,416
C25-GN-PAS gnaisse 308 0,60 2,5 1 : 2,483 : 3,377
C25-GN-GUA gnaisse 308 0,60 2,5 1 : 2,464 : 3,407
C25-DO-PAT dolomito 308 0,60 2,5 1 : 2,523 : 3,328
C25-BA-UBER basalto 308 0,60 2,5 1 : 2,568 : 3,341

3.4 – FABRICAÇÃO DO CONCRETO

Em função do teor de absorção de todos os agregados graúdos estudados ser muito baixo,
não se adotou o procedimento de imergir esses agregados em água por pelo menos 24
horas antes da mistura do concreto.

Antes da pesagem dos materiais para a fabricação de cada traço, o teor de umidade da areia
foi avaliado e com este valor corrigiu-se a quantidade de água da mistura. Em seguida foi
feita a pesagem de todos os materiais (cimento, areia, agregado graúdo e água) em uma
balança eletrônica com precisão de 0,01 Kg. A quantidade de aditivo foi sempre medida
em um béquer graduado. Para cada traço analisado, foram fabricados aproximadamente
100 litros de concreto.

A mistura dos materiais foi feita em betoneira BCKQ com capacidade de 320 litros,
adotando-se a seguinte seqüência:
1- Adição do agregado graúdo e com a betoneira em funcionamento, colocação de
metade da água de amassamento;
2- Adição do agregado miúdo e mistura dos materiais por aproximadamente 1 minuto,
adicionando-se em seguida 40% da água de amassamento;
3- Colocação do cimento e mistura dos materiais por aproximadamente 1 minuto;
4- Com a betoneira ainda em funcionamento, colocava-se o aditivo dissolvido no
restante da água de amassamento e continuava-se a mistura por mais 5 minutos.

76
Uma parte da mistura era, em seguida, retirada para realização do ensaio de abatimento, do
tronco de cone, conforme as prescrições da NBR 7223:1998. Após a determinação do
abatimento, o material utilizado foi inserido novamente na betoneira e misturado por mais
2 minutos.

3.5 – MOLDAGEM DOS CORPOS DE PROVA

Para a execução dos ensaios foram utilizados corpos-de-prova cilíndricos com dimensões
10 x 20 cm. Para cada traço foram moldados 50 corpos-de-prova. O adensamento do
concreto foi feito de forma manual, em duas camadas e 12 golpes por camada, conforme a
NBR 5738:2004. O acabamento da face superior dos corpos-de-prova foi feito por
alisamento da superfície. Em seguida o concreto foi coberto com sacos de linhagem
bastante umedecidos por 72 horas.


3.6 – CURA DO CONCRETO

Os corpos de prova permaneceram umedecidos por três dias, sendo então desformados,
identificados e levados à câmara úmida, onde permaneceram até a data dos respectivos
ensaios. De lá, saíram para serem capeados com pasta de enxofre para uniformização da
sua superfície.

3.7 – ENSAIOS DO CONCRETO ENDURECIDO

Os ensaios de resistência à compressão e módulo de deformação secante a uma tensão
indicada foram realizados nas idades de 3, 7, 14, 21, 28 dias após a fabricação do concreto.
Utilizou-se para estes ensaios uma máquina de ensaio modelo HD com capacidade de 2000
kN (figuras 3.11 e 3.12), fabricada pela Contenco Indústria e Comércio Ltda. Esta prensa
foi calibrada pelo Centro Tecnológico de Minas Gerais - CETEC, certificado
número120623, de 18 de fevereiro de 2008; ela está localizada no Laboratório de Concreto
da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG.

77

Figura 3.11 – Prensa utilizada nos ensaios do concreto endurecido

Figura 3.12 – Equipamentos utilizados nos ensaios do concreto endurecido

3.7.1- Ensaio de resistência à compressão

Os ensaios de resistência à compressão em corpos cilíndricos de 10 x 20 cm foram
realizados de acordo com a NBR 5739: 1994. Para cada idade foram utilizados 6 corpos-
de-prova. Destes, três foram inicialmente ensaiados e calculados a média dos resultados
para determinação da tensão σ σσ σ
n
= 0,4 f
c
para a realização do ensaio de módulo de
78
deformação a uma tensão indicada. Após a realização dos ensaios de determinação do
módulo de deformação, cada corpo-de-prova foi levado à ruptura.

Foi adotada, como resistência à compressão do concreto a média aritmética dos valores
obtidos para os seis corpos-de-prova ensaiados em cada idade. Quando estes seis valores
apresentaram um coeficiente de variação maior que 10%, foi excluído o valor inferior, por
ser este o que mais se afastou da média. Após esta exclusão, os cálculos foram refeitos para
verificar se o coeficiente de variação estava abaixo de 10%. Dos 30 corpos-de-prova
analisados não foi necessário a retirada de nenhum dos valores obtidos.

3.7.2- Ensaio para determinação do módulo de deformação

Para o ensaio do módulo de deformação, de acordo com a NBR 8522:2003, são necessários
5 corpos de prova cilíndricos, com 150 mm de diâmetro (d) e 300 mm de altura (L) ou que
atenda à condição L/d = 2, sendo que o diâmetro deva ser no mínimo 4 vezes o tamanho
máximo do agregado graúdo. Dentre esses corpos-de-prova, em no mínimo dois, deve ser
avaliada a resistência à compressão (de acordo com o que define a NBR 5739:2007), a fim
de se determinar a carga a ser aplicada no ensaio do módulo de deformação. Neste estudo
foram empregados três corpos-de-prova para a determinação do nível de tensão a ser
aplicado.

Os corpos-de-prova foram centralizados na prensa e os medidores de deformação foram
fixados de forma que os pontos de medição ficassem eqüidistantes dos extremos do corpo
de prova. A base de medida das deformações deve ser no mínimo igual a 2/3 do diâmetro
do corpo de prova e no máximo igual a esse diâmetro.

79


Figura 3.13 – Equipamento utilizado no ensaio de módulo de deformação.

Durante a determinação do módulo de deformação secante, após o posicionamento dos
corpos-de-prova, foi feita, uma compatibilização da deformação das bases de medida. Esta
compatibilização consistiu em aplicar uma carga de até, no máximo, 20 % da carga
prevista para ruptura do concreto e verificar as deformações registradas pelos medidores.
Caso a diferença entre as deformações lidas nesses medidores fosse maior que 20 % da
maior das leituras feitas, descarregava-se o corpo-de-prova e ajustava-se de girando o
corpo-de-prova. Este procedimento foi ser repetido até que a diferença entre as
deformações lidas não fosse maior que 20 % da maior deformação. Terminada esta etapa
da compatibilização das deformações, aplicava-se um carregamento crescente à velocidade
(0,25 ± 0,05) MPa/s com pausa de 60 segundos nas tensões de 0,5 MPa e σ σσ σ
n
para leitura
das respectivas deformações em no máximo 30 segundos.

Após o término das leituras de força e deformação, os corpos- de- prova foram carregados
até sua ruptura. Se a resistência efetiva à compressão do corpo-de-prova diferisse da
resistência medida anteriormente em mais de 20%, os resultados deste corpo-de-prova
eram descartados.
80

O módulo de deformação secante, E
cs
, a uma tensão indicada, em gigapascals, é dado pela
equação abaixo:
3
10 .
− −− −
− −− −
− −− −
= == =
a n
a n
cs
E
ε εε ε ε εε ε
σ σσ σ σ σσ σ
, (Equação 3.1)
onde
σ σσ σ
n
é a tensão maior, em MPa;
σ σσ σ
a
é a tensão básica, igual a 0,5 MPa;
ε εε ε
n
é a deformação específica média correspondente à tensão maior σ σσ σ
n
; e
ε εε ε
a
é a deformação específica média correspondente à tensão básica σ σσ σ
a
.

Neste estudo a tensão maior considerada foi de 40 % da resistência efetiva do concreto
determinada em cada idade de ensaio.
81
4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS


4.1 - INTRODUÇÃO

O propósito do presente capítulo é apresentar e analisar os resultados dos ensaios das
propriedades mecânicas dos diversos concretos fabricados. Primeiramente foram
analisados os resultados de resistência à compressão e módulo de deformação secante dos
concretos produzidos com agregados de mesma origem mineralógica: calcário (Belo
Horizonte e Montes Claros), gnaisse (Passos e Guaxupé), basalto (Uberlândia) e dolomito
(Patos de Minas). Em seguida é feito um estudo comparativo dos valores medidos das
propriedades dos concretos fabricados com agregados de diferentes mineralogias. Ao final
foi apresentada uma análise comparativa dos resultados obtidos em relação às prescrições
normativas (NBR 6118/2003, ACI 318/2005, EUROCODE 2/2004 e CEB 1990) quanto a
resistência à compressão e módulo de deformação, bem como às equações que relacionam
estas duas propriedades.


4.2 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.2.1 – Agregados Graúdos de Calcário

A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com
agregados graúdos de calcário são analisados neste item. Esses agregados são provenientes
de Belo Horizonte e Montes Claros.
A denominação de cada traço é função da resistência característica (C25), seguida do tipo
de agregado graúdo utilizado (CA), para calcário e da região de origem do mesmo: BHZ
para Belo Horizonte e MCL para Montes Claros.




82
4.2.1.1 – Resistência à compressão

A tabela 4.1 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à
compressão, que podem ser visualizados na figura 4.1.

Tabela 4.1 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos
concretos fabricados com agregados de calcário.
Resistência à Compressão (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-CA-BHZ
f
cm
1
13,0 26,9 32,4 32,9 34,6


σ σσ σ
sd
2

0,42 1,82 1,52 2,47 1,59

C25-CA-MCL
f
cm
13,5 26,1 27,7 34,2 33,9


σ σσ σ
sd

1,11 1,15 2,29 1,11 1,87

1
– Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s)
2
– Desvio padrão (6 cp’s)

0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
R
e
s
i
s
t
ê
n
c
i
a

à

c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
M
P
a
)
C25-CA-BHZ
C25-CA-MCL

Figura 4.1 - Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os
concretos fabricados com agregados de calcário.
83
Os valores encontrados para a resistência característica à compressão especificada de 25
MPa foi plenamente satisfeita. Se utilizarmos a relação
sd cm ck
65 , 1 f f σ σσ σ − −− − = == = para a idade
de 28 dias, os valores obtidos são iguais a 32,0 MPa e 30,8 MPa para Belo Horizonte e
Montes Claros respectivamente.

A análise dos resultados revelou valores de resistência à compressão e de desvio padrão
muito próximos entre os concretos com agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte e
Montes Claros. A exceção foi a idade de 14 dias onde esta última apresentou valor
significativamente menor. Estes resultados indicam que não houve diferença na resistência
à compressão dos concretos produzidos com agregados de calcário empregados
independentemente de sua procedência: Belo Horizonte ou Montes Claros.

4.2.1.2 – Módulo de deformação

A tabela 4.2 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de
deformação, que podem ser visualizados na figura 4.2.

Tabela 4.2 – Resultados do ensaio de módulo de deformação dos
concretos fabricados com agregados de calcário.
Módulo de Deformação (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-CA-BHZ
E
csm
1
20164 28396 32510 32710 34374


σ σσ σ
2

1376 1522 2416 2038 1252

C25-CA-MCL
E
csm
22081 31932 35148 36716 37288


σ σσ σ
2

897 60 1878 886 370

1
– Valor médio do módulo de deformação (3 cp’s)
2
– Desvio padrão (3 cp’s)


84
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
M
ó
d
u
l
o

d
e

D
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
C25-CA-BHZ
C25-CA-MCL

Figura 4.2 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos
fabricados com agregados de calcário.

Podemos observar que o concreto produzido com agregado de calcário de Montes Claros
apresentou módulo de deformação 10% maior, em média, com relação ao concreto com
agregado de calcário de Belo Horizonte. Esses resultados revelam que houve diferença no
módulo de deformação para os concretos produzidos com agregados de calcário. Esta
diferença pode ser explicada pelo menor tamanho (dimensão máxima de 19 mm) e pela
melhor distribuição granulométrica, dentro dos limites da norma NBR 7211, do agregado
de calcário de Montes Claros. É importante frisar que quanto menor o tamanho do
agregado, maior será sua área superficial, tendo como conseqüência uma melhor
distribuição das tensões na zona de transição pasta-agregado.

4.2.2 – Agregados Graúdos de Gnaisse

A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com
agregados graúdos de gnaisse são analisados neste item. Esses agregados são provenientes
de Passos e Guaxupé. A denominação de cada traço é função da resistência característica
(C25), seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (GN), para gnaisse e da região de
origem do mesmo: PAS para Passos e GUA para Guaxupé.
85

4.2.2.1 – Resistência à compressão
A tabela 4.3 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à
compressão que podem ser visualizados na figura 4.3.

Tabela 4.3 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos
concretos fabricados com agregados de gnaisse.
Resistência à Compressão (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-GN-PAS
f
cm
1
9,8 24,4 31,4 33,2 32,9


σ σσ σ
sd
2

0,82 1,33 2,20 2,46 2,78

C25-GN-GUA
f
cm
8,8 25,8 34,6 35,6 39,7


σ σσ σ
sd

0,62 2,03 2,29 2,29 2,96

1
– Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s)
2
– Desvio padrão (6 cp’s)

0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
0 7 14 21 28 35
Idade(dias)
R
e
s
i
s
t
ê
n
c
i
a

à

c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
M
P
a
)
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA

Figura 4.3 - Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os
concretos fabricados com agregados de gnaisse.

Para os valores encontrados, a resistência característica à compressão especificada em 25
MPa, foi plenamente satisfeita. Ao utilizarmos a relação
sd cm ck
65 , 1 f f σ σσ σ − −− − = == = para a
86
idade de 28 dias, os valores obtidos são iguais a 28,3 MPa e 34,8 MPa para Passos e
Guaxupé, respectivamente.
Analisando os resultados, podemos observar que o concreto com agregado graúdo de
gnaisse de Guaxupé foi o que apresentou a maior resistência à compressão. O concreto
com agregado de Passos apresentou a menor resistência em todas as idades, exceto aos 3
dias. Aos 28 dias, o concreto com agregado de Guaxupé apresentou valor
significativamente maior em relação ao de Passos.

Analisando concretos com agregados de gnaisse, cimento CP III 40 RS (consumo de 308
Kg/m³) e fator a/c 0,60, NUNES (2005) chegou a resultados muito próximos dos
encontrados neste estudo. A figura 4.4 ilustra esta comparação.

0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
R
e
s
i
s
t
ê
n
c
i
a

à

c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
M
P
a
)
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA
NUNES GRUPO A
NUNES GRUPO C

Figura 4.4 – Gráfico comparativo dos resultados obtidos no presente estudo com os
encontrados por NUNES (2005).


87
4.2.2.2 – Módulo de deformação

A tabela 4.4 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de
deformação, que podem ser visualizados na figura 4.5.

Tabela 4.4 – Resultados do ensaio de módulo de deformação dos
concretos fabricados com agregados de gnaisse.
Módulo de Deformação (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-GN-PAS
E
csm
1
17775 26232 28598 28891 31581


σ σσ σ
2

1046 873 543 913 2458

C25-GN-GUA E
csm
1
17510 28738 32057 33545 35710


σ σσ σ
2

640 2729 1502 319 1610

1
– Valor médio do módulo de deformação (3 cp’s)
2
– Desvio padrão (3 cp’s)




0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
M
ó
d
u
l
o

d
e

D
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA

Figura 4.5 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos
fabricados com agregados de gnaisse.
88

Os valores obtidos para o módulo de deformação para os concretos com agregados de
Guaxupé, a exemplo dos resultados de ensaios de resistência à compressão, foram maiores
em relação ao concreto com agregado de Passos. Esses resultados demonstram que houve
diferença no módulo de deformação para concretos produzidos com agregados de gnaisse.
Apesar desses agregados apresentarem curvas granulométricas muito parecidas, mesmo
tamanho máximo, mesmo módulo de finura e mesma mineralogia, eles têm procedência
distinta o que por sua vez pode levar a diferentes valores de propriedades mecânicas da
rocha da qual eles foram obtidos. Esta diferença nas propriedades da rocha de origem pode
ser a causa dos valores distintos de módulo de deformação encontrados no concreto. Em
estudos realizados no Laboratório de Furnas (1997), diferenças de até 60% foram
encontradas no módulo de elasticidade de rochas de gnaisse de diferentes procedências.

4.2.3 – Agregados Graúdos de Basalto

A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com
agregados graúdos de basalto são analisados neste item. Esse agregado é proveniente de
Uberlândia. A denominação do traço é função da resistência característica (C25), seguida
do tipo de agregado graúdo utilizado (BA), para basalto e da região de origem do mesmo:
UBER para Uberlândia.

4.2.3.1 – Resistência à compressão

A tabela 4.5 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à
compressão que podem ser visualizados na figura 4.6
Tabela 4.5 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do
concreto fabricado com agregado de basalto.
Resistência à Compressão (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-BA-UBER
f
cm
1
14,3 25,0 30,6 32,7 32,6


σ σσ σ
sd
2

0,55 0,41 1,91 1,86 1,80

1
– Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s)
2
– Desvio padrão (6 cp’s)

89

0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
R
e
s
i
s
t
ê
n
c
i
a

à

c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
M
P
a
)
C25-BA-UBER

Figura 4.6 - Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os
concretos fabricados com agregados de basalto.

Para os valores encontrados, a resistência característica à compressão especificada em 25
MPa foi plenamente satisfeita. Ao utilizarmos a relação
sd cm ck
65 , 1 f f σ σσ σ − −− − = == = para a
idade de 28 dias, os valores obtidos são iguais a 29,7 MPa.

4.2.3.2 – Módulo de deformação

A tabela 4.6 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de
deformação, que podem ser visualizados na figura 4.7.







90
Tabela 4.6 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do
concreto fabricado com agregado de basalto.
Módulo de Deformação (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-BA-UBER
E
csm
1
22944 33536 36698 39457 39918


σ σσ σ
2

1524 554 1382 577 809

1
– Valor médio do módulo de deformação(3 cp’s)
2
– Desvio padrão(3 cp’s)

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
C25-BA-UBER

Figura 4.7 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos
fabricados com agregados de basalto.

4.2.4 – Agregados Graúdos de Dolomito

A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com
agregados graúdos de dolomito são analisados neste item. Esse agregado é proveniente de
Patos de Minas. A denominação do traço é função da resistência característica (C25),
seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (DO), para dolomito e da região de origem
do mesmo: PAT para Patos de Minas.


91
4.2.4.1 – Resistência à compressão

A tabela 4.7 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à
compressão que podem ser visualizados na figura 4.8.

Tabela 4.7 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do
concreto fabricado com agregado de dolomito.
Resistência à Compressão (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-DO-PAT
f
cm
1
12,4 28,8 38,6 38,7 39,4


σ σσ σ
sd
2

0,48 2,05 1,72 3,19 2,30

1
– Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s)
2
– Desvio padrão (6 cp’s)

0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
R
e
s
i
s
t
ê
n
c
i
a

à

c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
M
P
a
)
C25-DO-PAT

Figura 4.8 – Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os
concretos fabricados com agregados de dolomito

Para os valores encontrados, a resistência característica à compressão especificada em 25
Mpa, foi plenamente satisfeita. Ao utilizarmos a relação
sd cm ck
65 , 1 f f σ σσ σ − −− − = == = para a
idade de 28 dias, os valores obtidos são iguais a 35,6 Mpa.

92
4.2.4.2 – Módulo de deformação

A tabela 4.8 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de
deformação, que podem ser visualizados na figura 4.9.

Tabela 4.8 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do
concreto fabricado com agregado de dolomito.
Módulo de Deformação (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-DO-PAT
E
csm
1
26287 34979 38612 39488 39925


σ σσ σ
2

970 776 3025 4207 3865

1
– Valor médio do módulo de deformação (3 cp’s)
2
– Desvio padrão (3 cp’s)

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
C25-DO-PAT

Figura 4.9 - Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos
fabricados com agregados de dolomito



93
4.3–ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE CONCRETOS FABRICADOS
COM AGREGADOS DE DIFERENTES ORIGENS
MINERALÓGICAS

Neste item faz-se a análise dos resultados obtidos para resistência à compressão e módulo
de deformação dos concretos fabricados com os diferentes tipos de agregados utilizados.
Foram utilizados para a comparação os agregados: calcário (Belo Horizonte), gnaisse
(Guaxupé), basalto (Uberlândia) e dolomito (Patos de Minas). A denominação empregada
segue o padrão exposto no item anterior.

4.3.1 – Resistência à compressão

A tabela 4.9 apresenta os resultados encontrados que podem ser visualizados na figura
4.10.

Tabela 4.9 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos
fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas
Resistência à Compressão (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-CA-BHZ
f
cm
13,0 26,9 32,4 32,9 34,6
C25-GN-GUA
f
cm
8,8 25,8 34,6 35,6 39,7
C25 –DO-PAT
f
cm
12,4 28,8 38,6 38,7 39,4
C25-BA-UBER
f
cm
14,3 25,0 30,6 32,7 32,6

94
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
35,00
40,00
45,00
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
R
e
s
i
s
t
ê
n
c
i
a

à

c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
M
P
a
)
C25-CA-BHZ
C25-BA-UBER
C25-DO-PAT
C25-GN-GUA

Figura 4.10 – Comparação da resistência à compressão entre concretos fabricados
com agregados de diferentes origens mineralógicas

A análise da tabela 4.9 e figura 4.10 revelam que houve influência do agregado na
resistência à compressão dos concretos. Os resultados demonstram que, assim como no
estudo de NUNES (2005), as menores diferenças entre as resistências dos concretos
ocorreram na idade de 7 dias. Após esta idade, o concreto produzido com agregado de
dolomito apresentou as maiores resistências, exceto aos 28 dias, quando os resultados
ficaram praticamente iguais ao concreto com agregado de gnaisse de Guaxupé.
95
4.3.2 – Módulo de deformação

A tabela 4.10 apresenta os resultados encontrados que podem ser visualizados na figura
4.11.
Tabela 4.10 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos
concretos fabricados com agregados de diferentes origens
mineralógicas
Módulo de Deformação (MPa)
Traço
3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias
C25-CA-BHZ
E
csm
20164 28396 32510 32710 34374
C25-GN-GUA
E
csm
17510 28738 32057 33545 35510
C25-DO-PAT
E
csm
26287 34979 38612 39488 39925
C25-BA-UBER
E
csm
22944 33536 36698 39457 39918

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 7 14 21 28 35
Idade(dias)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
C25-CA-BHZ
C25-BA-UBER
C25-DO-PAT
C25-GN-GUA

Figura 4.11 – Comparação do módulo de deformação entre concretos fabricados com
agregados de diferentes origens mineralógicas

A análise dos resultados mostra que houve influência do tipo de agregado no valor do
módulo de deformação. Os concretos com agregados de basalto e dolomito apresentaram
os maiores valores de módulo em relação aos concretos produzidos com agregado de
96
calcário e gnaisse. Os resultados ainda mostram que aos 7 dias de idade, o módulo de
deformação do concreto atingiu em média 83% do valor aos 28 dias.

JUNIOR et al (2002) estudaram concretos fabricados com fator a/c entre 0,35 e 0,70 e
cinco tipos de agregados (diâmetro máximo de 19 mm): calcário, micaxisto, granulito,
basalto e seixo. Estes autores observaram que o concreto dosado com agregado de basalto
apresentou os maiores valores de módulo de deformação, em comparação com concretos
produzidos com os demais agregados.


4.4 – ANÁLISE COMPARATIVA DOS RESULTADOS COM
PRESCRIÇÕES DE DIVERSAS NORMAS

4.4.1- Avaliação do ganho de resistência à compressão ao longo do tempo
conforme NBR 6118

A NBR 6118 (2003) apresenta no item 12.3.3 uma equação para estimativa da resistência à
compressão do concreto ao longo do tempo. Esta equação é dada por:
dias c cj
f
t
s f
28
} ]
28
1 [ . { exp − −− − = == = (Equação
4.1)
onde:
f
cj
= resistência à compressão do concreto na idade de j dias;
f
c 28 dias
= resistência à compressão do concreto na idade de 28 dias;
s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento:
s = 0,20 para cimento CP V ARI;
s = 0,25 para cimento CP I e CP II;
s = 0,38 para cimento CP III e CP IV; e
t = idade do concreto em dias.

A figura 4.12 ilustra a análise comparativa desta equação com os resultados obtidos neste
estudo. Utilizou-se para o parâmetro s da equação o valor de 0,38 correspondente ao
cimento CP III.
97

De um modo geral, os valores de f
cmj
/f
cm
se mantiveram um pouco maiores que os
estimados pela equação da NBR 6118, exceto na idade de três dias. Portanto, os resultados
demonstram boa aproximação à curva da norma brasileira. Vale ressaltar que a idade de
três dias correspondeu à data de desforma dos corpos-de-prova.

0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
0 7 14 21 28 35
Idade (dias)
f
c
/
f
c
2
8
d
i
a
s
Equação4.1
C25-CA-BHZ
C25-C**-PAT
C25-CA-MCL
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA
C25-BA-UBER

Figura 4.12 - Avaliação comparativa da evolução da resistência à compressão


4.4.2 - Análise comparativa do módulo de deformação com a equação
prescrita pela NBR 6118

A NBR 6118/2003 apresenta uma expressão para avaliação do módulo de deformação em
função da resistência à compressão. A equação é dada por:
ck cs
f E 5600 * 85 , 0 = . (Equação 4.2)

Os valores calculados por esta expressão foram comparados com os obtidos neste estudo.
A figura 4.13 representa os valores obtidos na comparação dos valores dos módulos de
deformação com os diferentes tipos de agregados.
98

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50 60
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.2
C25-CA-MCL
C25-DO-PAT
C25-GN-PAS
C25-BA-UBER
C25-CA-BHZ
C25-GN-GUA

Figura 4.13 – Análise comparativa dos resultados estudados com a equação prescrita
pela NBR 6118

Conforme podemos observar no gráfico, a equação da NBR 6118 é conservativa em
relação aos resultados obtidos, sendo, portanto, segura. Todos os valores medidos são
maiores que os previstos pela equação normativa. As maiores diferenças são para o basalto
de Uberlândia e o dolomito de Patos de Minas.

As causas mais prováveis que expliquem este fato podem estar no uso da escória de alto-
forno presente no cimento CP III-RS utilizado, bem como na finura do cimento de 4380
cm²/g. O percentual de escória, que chega à aproximadamente 70% tem forte influência no
valor do módulo de deformação, como também constatado em estudos de NUNES (2006).
Segundo DAL MOLIN (2005), o uso de adições como a escória de alto forno aumenta a
densidade da mistura com preenchimento dos vazios pelas minúsculas partículas. Isto
influencia a cinética da hidratação e os tipos de produtos de hidratação formados, ou seja, a
adição restringe os espaços nos quais os produtos de hidratação podem crescer, gerando
um grande número de pequenos cristais ao invés de poucos cristais de grande tamanho. O
somatório de todos os efeitos promove uma melhora significativa da zona de transição,
refletindo num aumento de desempenho do concreto sob o ponto de vista tanto mecânico
como de durabilidade.
99

A Prática Recomendada do IBRACON (2004) sugere uma correção na equação do módulo
de deformação da NBR 6118 para se levar em conta a consistência do concreto no estado
fresco e a influência dos diferentes tipos de agregado. A equação sugerida é:
2 / 1
2 1
fck * 5600 * 85 , 0 * a * a ci = == = Ε ΕΕ Ε , ( Equação 4.3)
onde:
a
1
é o índice de correção do módulo do concreto em função da natureza do
agregado; e
a
2
é o índice de correção do módulo do concreto em função da consistência do
concreto. Neste caso foi adotado o valor de 1,0 correspondente à consistência
plástica.

A Tabela 4.11 apresenta os valores do índice de correção a
1
.
Tabela 4.11 – Valores do índice de correção a
1
.
Natureza do agregado graúdo a
1

Basalto, diabásio e calcário sedimentar denso 1,1 a 1,2
Granito e gnaisse 1,0
Calcário metamórfico e metasedimento 0,9
Arenito 0,7

A figura 4.14 mostra a análise comparativa da equação 4.3 em relação aos concretos
fabricados com agregados de calcário. O valor de a
1
empregado foi de 1,1, visto que os
agregados de calcário utilizados para o estudo são calcários do tipo sedimentar denso.
100
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.3
C25-CA-MCL
C25-CA-BHZ

Figura 4.14- Análise comparativa dos resultados dos concretos com agregados de
calcário em relação à equação 4.3 prescrita pelo IBRACON.

A análise da figura mostra que o concreto produzido com agregado de calcário da região
de Belo Horizonte apresentou um comportamento mais próximo ao sugerido pela equação
4.3 do que o concreto com agregado de calcário de Montes Claros. Para este concreto, a
equação proposta se mostra mais conservativa.
Para os concretos produzidos com agregado de gnaisse, o fator de correção a
1
é igual a 1,0,
o que por sua vez, não acarreta correções na equação da NBR 6118/2003. O estudo
comparativo (vide figura 4.13) revela que a equação normativa é segura em relação aos
resultados obtidos. O concreto produzido com agregado de gnaisse de Passos é o que mais
se aproximou da curva da norma.

A figura 4.15 mostra a análise comparativa da equação 4.3 em relação ao concreto
fabricado com agregados de basalto. O valor de a
1
empregado foi de 1,2. Também para o
concreto produzido com agregado de basalto, pode-se observar que a equação normativa é
segura estimando valores inferiores aos obtidos nos ensaios.
101
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.3
C25-BA-UBER

Figura 4.15- Análise comparativa dos resultados do concreto com agregado de basalto
em relação à equação 4.3 prescrita pelo IBRACON.

A figura 4.16 mostra a análise comparativa da equação 4.3 em relação ao concreto
fabricado com agregados de dolomito. Os agregados de dolomito não estão relacionados na
tabela de classificação do IBRACON, mas segundo a norma Britânica BS 812: Parte
1:1975, o agregado dolomito é do grupo calcário: portanto, será usado o valor de 1,1 para o
índice a
1
.
102

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50 60
Resistência à compressão(MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.3
C25-DO-PAT

Figura 4.16- Análise comparativa dos resultados do concreto com agregado de
dolomito em relação à equação 4.3 prescrita pelo IBRACON.

Também para o concreto produzido com agregado de dolomito, pode-se observar que a
equação normativa é segura estimando valores inferiores aos obtidos nos ensaios.

A figura 4.17 apresenta um gráfico de resultados de ensaios realizados no laboratório de
Furnas (1997) em concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas.
A curva superior representa agregados com diâmetro máximo de 19 mm e a curva inferior
representa agregados com diâmetro máximo de 38 mm. Os ensaios de módulo de
deformação foram feitos com extensômetro mecânico. Na figura, mostra-se também a
equação 4.2 da NBR 6118/2003, bem como os resultados obtidos neste estudo.

103
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
50000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.2
C25-CA-MCL
C25-DO-PAT
C25-GN-PAS
C25-BA-UBER
C25-CA-BHZ
C25-GN-GUA
FURNAS Dmax38mm
FURNAS Dmax 19mm

Figura 4.17- Gráfico comparativo entre o estudo realizado, a equação 4.2 da NBR
6118 e resultados de ensaios realizados nos laboratório de Furnas.

A análise da figura revela que os resultados obtidos no presente estudo estão dentro da
mesma faixa encontrada nos ensaios realizados no laboratório de Furnas. Para ambos os
resultados a equação normativa pode ser considerada segura.


4.4.3 – ACI 318

A norma americana ACI 318/2005 também prescreve uma expressão para avaliação do
módulo de deformação em função da resistência à compressão. A equação é dada por:

fc Ecs 700 . 4 = (Equação 4.4)
Os valores calculados por esta expressão foram comparados com os obtidos neste estudo.
A figura 4.18 apresenta esta análise comparativa.

104
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.4
C25-CA-BHZ
C25-DO-PAT
C25-CA-MCL
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA
C25-BA-UBER

Figura 4.18 – Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do ACI 318

Ao analisarmos os resultados de acordo com a norma do ACI 318, também podemos
observar que os valores obtidos são superiores aos estimados pela equação normativa.
Portanto a equação da norma ACI 318 é conservativa, vindo em favor da segurança nos
procedimentos de cálculos, no caso dos concretos estudados.

4.4.4.- EUROCODE 2:2004

O EUROCODE prescreve expressão para avaliação do módulo de deformação em função
da resistência à compressão, dado pela equação:

3 , 0
10
22000
| || |
| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |


\ \\ \
| || |
= == =
cm
e cs
f
E α αα α , (Equação 4.5)
onde:
f
cm
é a resistência média à compressão do concreto igual a ; 8 MPa f
ck
+
α αα α
e
é o fator de correção em função do tipo de agregado:
α αα α
e
= 0,9 para calcário;
α αα α
e
= 1,0 para quartzito, gnaisse e granito; e
α αα α
e
= 1,2 para basalto.

Os valores calculados por esta expressão foram comparados com os obtidos neste estudo
considerando os diferentes tipos de agregados. A figura 4.19 apresenta a comparação dos
105
valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de calcário de Belo
Horizonte e Montes Claros e os valores prescritos pela equação do EUROCODE 2.
Apresenta-se na figura também os resultados de módulo do concreto fabricado com
dolomito de Patos de Minas.

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50 60
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.5
C25-CA-BHZ
C25-CA-MCL
C25-DO-PAT

Figura 4.19 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do
EUROCODE 2 para concretos com agregado de calcário e dolomito

A figura 4.19 mostra que o concreto produzido com agregado de calcário da região de Belo
Horizonte apresentou um comportamento mais próximo ao sugerido pela equação do que o
concreto com agregado de calcário de Montes Claros, assim como aconteceu na
comparação com a equação 4.3 proposta pelo IBRACON. Para o concreto produzido com
agregado de dolomito da região de Patos de Minas, inserido aqui por pertencer ao grupo
calcário, a equação do EUROCODE se mostra ainda mais conservativa. Portanto, pode-se
concluir que a equação normativa é segura em relação aos resultados obtidos.

A figura 4.20 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos
concretos com agregados de gnaisse de Passos e Guaxupé e os valores prescritos pela
equação do EUROCODE 2.

106
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.5
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA

Figura 4.20 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do
EUROCODE 2 para concretos com agregado de gnaisse

Na figura podemos observar que os resultados dos concretos produzidos com agregados de
gnaisse de Passos e Guaxupé ficaram próximos à equação normativa do EUROCODE 2.
Para Passos, a equação superestima os valores medidos de módulo correspondentes a
resistências mais elevadas (em idades > 21 dias). Para o concreto produzido com agregado
de Guaxupé, a equação se mostra conservativa também no caso de resistências mais altas
(em idades ≥ 21 dias).

A figura 4.21 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos
concretos com agregados de basalto de Uberlândia e os valores calculados com a equação
do EUROCODE 2.

107
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

D
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.5
C25-BA-UBER

Figura 4.21 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do
EUROCODE 2 para concretos com agregado de basalto

Para o concreto produzido com agregado de Uberlândia, a equação se mostra conservativa
para resistências à compressão mais elevadas (em idades ≥ 21 dias). Portanto, a partir desta
idade, a equação pode ser considerada segura em relação aos valores obtidos nos ensaios.

4.4.5 - CEB 1990

O Código Modelo CEB (1990) também prescreve uma expressão para avaliação do
módulo de deformação estático secante em função da resistência à compressão. A equação
é dada por:
108

3
1
10
18275
| || |
| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |


\ \\ \
| || |
= == =
cm
cs
f
E
β ββ β
α αα α , (Equação 4.6)
onde:
f
cm
é a resistência média à compressão do concreto igual a ; 8 MPa f
ck
+
α αα α
β ββ β
é o fator de correção em função do tipo de agregado:
α αα α
β ββ β
= 0,9 para calcário;
α αα α
β ββ β
= 1,0 para quartzito, gnaisse e granito;
α αα α
β ββ β
= 1,2 para basalto e calcário denso.


Os valores calculados por esta expressão são comparados com os obtidos neste estudo
considerando os diferentes tipos de agregados. A figura 4.22 apresenta a comparação dos
valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de calcário de Belo
Horizonte e Montes Claros e os valores prescritos pela equação do CEB 1990. Apresenta-
se na figura também os resultados de módulo do concreto fabricado com dolomito de Patos
de Minas, visto ser este agregado da família do calcário. O valor de α αα α
β ββ β

empregado foi de
1,2, visto que os agregados de calcário utilizados para o estudo são calcários do tipo
sedimentar denso.

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.6
C25-CA-BHZ
C25-CA-MCL
C25-DO-PAT

Figura 4.22 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para
concretos com agregado de calcário e dolomito

109
Na figura, podemos observar que o concreto produzido com agregado de calcário da região
de Belo Horizonte foi o que mais se aproximou da curva proposta pela CEB 1990. A
análise global dos resultados indica que os valores previstos pela expressão do CEB são
conservativos em relação aos valores medidos nos ensaios com concreto utilizando
agregados de Montes Claros. Para o concreto produzido com agregado de dolomito de
Patos de Minas, a equação também se mostra também conservativa.

A figura 4.23 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos
concretos com agregados de gnaisse de Passos e Guaxupé e os valores prescritos pela
equação do CEB 1990.

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
0 10 20 30 40 50
Resistência à compressão (MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

d
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
M
P
a
)
Equação 4.6
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA

Figura 4.23 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para
concretos com agregado de gnaisse

Na figura, podemos observar que a expressão do CEB subestima os valores do módulo de
deformação dos concretos produzidos com agregados de gnaisse, independentemente de
sua região de origem. A exceção foi para os resultados obtidos na idade de 3 dias. Neste
caso, pode-se concluir também que a equação é segura.

110
A figura 4.24 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos
concretos com agregados de basalto de Uberlândia com os valores previstos pela equação
do CEB 1990.
Para o concreto produzido com agregado de Uberlândia, a equação se mostra conservativa
a partir dos 7 dias podendo então ser considerada segura em relação aos valores obtidos
nos ensaios.

0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
0 10 20 30 40
Resistência à Compressão(MPa)
M
ó
d
u
l
o

d
e

D
e
f
o
r
m
a
ç
ã
o

(
G
P
a
)
Equação 4.6
C25-BA-UBER

Figura 4.24 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para
concretos com agregado de basalto
111

4.4.6 Avaliação do ganho de módulo de deformação ao longo do tempo
conforme CEB 1990

O CEB (1990) apresenta uma equação para estimativa do módulo de deformação do
concreto ao longo do tempo. Esta equação é dada por:

dias c cj
E
t
s E
28
2 / 1
28
1 exp
) )) )
` `` `
¹ ¹¹ ¹
¹ ¹¹ ¹
´ ´´ ´
¦ ¦¦ ¦
( (( (
¸ ¸¸ ¸
( (( (

¸ ¸¸ ¸

| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
− −− − = == = , (Equação 4.7)
onde:
E
cj
= módulo de deformação do concreto na idade de j dias;
E
c 28 dias
= módulo de deformação do concreto na idade de 28 dias;
s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento;
s = 0,20 para cimento CP V ARI;
s = 0,25 para cimento CP I e CP II;
s = 0,38 para cimento CP III e CP IV;
t = idade do concreto em dias.

A figura 4.25 ilustra a análise comparativa desta equação com os resultados obtidos neste
estudo. Utilizou-se para o parâmetro s da equação o valor de 0,38 correspondente ao
cimento CP III.
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
0 5 10 15 20 25 30
Idade (dias)
E
c
/
E
c
2
8
d
i
a
s
Equação 4.7
C25-CA-BHZ
C25-DO-PAT
C25-CA-MCL
C25-GN-PAS
C25-GN-GUA
C25-BA-UBER

Figura 4.25 - Avaliação comparativa da evolução do módulo de deformação
112

De um modo geral, os valores da relação E
cj
/E
c
foram ligeiramente maiores que os
estimados pela equação do CEB 1990, demonstrando que a formulação normativa foi
adequada, para os concretos estudados, na avaliação dos valores de módulo ao longo do
tempo.

113

5 CONCLUSÕES E SUGESTÕES


5.1 - INTRODUÇÃO

O principal objetivo do estudo foi avaliar a influência do agregado graúdo de diferentes
origens mineralógicas nas propriedades mecânicas do concreto: resistência à compressão e
módulo de deformação. Para isto foram produzidos concretos com quatro tipos de
agregados: calcário, gnaisse, dolomito e basalto, perfazendo um total de seis amostras
obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais: duas amostras de agregado de calcário
(Belo Horizonte e Montes Claros), duas amostras de agregado de gnaisse (Passos e
Guaxupé), uma amostra de agregado de basalto (Uberlândia) e uma amostra de agregado
de dolomito (Patos de Minas). Para que observássemos a influência do agregado graúdo,
foi utilizado um único lote de cimento do tipo CP III – 40 RS, areia artificial do tipo
quartzosa da região metropolitana de Belo Horizonte e um mesmo aditivo plastificante. Os
concretos analisados foram especificados segundo as classes de agressividade ambiental
prescritas pela NBR 6118:2003. A classe escolhida é a classe de agressividade II e para ela
o concreto deve ter uma resistência característica à compressão (fck) mínima de 25,0 MPa
e uma relação água/cimento ≤ 0,60. Estes foram os parâmetros básicos utilizados na
produção dos diferentes concretos. As propriedades mecânicas dos diversos concretos
foram avaliadas nas idades de 3, 7, 14, 21 e 28 dias após a fabricação.


114
5.2 – CONCLUSÕES

As conclusões descritas neste capítulo estão intimamente ligadas às características dos
concretos estudados. Com base nos resultados e análises apresentados no capítulo IV, as
seguintes conclusões podem ser feitas:
• Para os concretos dosados com agregados graúdos de calcário das regiões de Belo
Horizonte e Montes Claros foram encontrados valores bem próximos para
resistência à compressão, mas não para módulo de deformação. O menor
diâmetro máximo do agregado de Montes Claros e sua melhor distribuição
granulométrica, permitindo uma melhor distribuição das tensões na zona de
transição pasta-agregado, são os fatores que explicam a diferença do módulo.
• Os concretos dosados com agregado graúdo de gnaisse das regiões de Guaxupé e
Passos apresentaram valores de resistência à compressão bem próximos exceto
aos 28 dias. Por outro lado, os valores de módulo de deformação apresentaram
diferenças significativas.Este resultado pode ser devido às diferentes
propriedades da rocha mãe da qual os agregados foram obtidos.
• O concreto dosado com agregado graúdo de dolomito da região de Patos de
Minas (MG) foi o que apresentou maiores valores de resistência à compressão e
juntamente com o concreto dosado com agregado graúdo de basalto da região
de Uberlândia maiores valores de módulo de deformação.
• Os resultados obtidos mostram que o agregado graúdo exerceu influência
significativa tanto na resistência à compressão quanto no módulo de
deformação dos concretos estudados.
• A analise comparativa dos valores medidos do módulo de deformação com as
equações normativas da NBR 6118, do ACI 318, EUROCODE 2 e do CEB
1990 revela que estas são seguras e conservativas, estimando valores menores
que os medidos para os concretos estudados.
• A proposta do IBRACON, de índices de correção do módulo de deformação do
concreto em função da natureza do agregado melhorou a aproximação dos
resultados com a curva normativa NBR 6118 para os concretos dosados com
agregados de calcário, basalto e dolomito.
115
Com base nestas conclusões, devemos exigir para as obras, ensaios prévios dos materiais
(cimento, areia e brita) que serão utilizados, definindo junto a laboratório idôneo a
dosagem mais adequada para a referida obra, bem como, os valores das propriedades
(resistência à compressão e módulo de deformação) nas diversas idades. Durante a
execução, deve-se exigir também um processo de cura eficiente.


5.3 – SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS

Para as pesquisas que estão por iniciar, sugerem-se estudos similares com outros tipos e
classes de cimento, outros tipos de agregados graúdos e outras faixas de resistência à
compressão. Recomenda-se nestes estudos, uma caracterização melhor das adições
(escória, sílica ativa) e das propriedades mecânicas (resistência e módulo da rocha mãe) e
da atividade pozolânica dos agregados graúdos. Recomenda-se ainda uma avaliação da
microestrutura do concreto, principalmente na interface pasta agregado.

116
6 – REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. (2005). ACI 318R-95 – Building Code
Requirements For Structural Concrete (ACI 318-05) and Commentary (ACI 318R-05)

_______.“NBRNM-12– Cimento Portland – Análise Química- Determinação do
Óxido de Cálcio Livre”, Rio de Janeiro, 2004.

_______.“NBRNM 18-Cimento Portland - Análise química - Determinação de perda
ao fogo”, Rio de Janeiro, 2004.

_______. “NBRNM-23 –Cimento Portland e outros Materiais em Pó-Determinação da
Massa Específica”, Rio de Janeiro, 2001.

_______. “NBR NM 30 –Agregado miúdo- Determinação da absorção de água”, Rio
de Janeiro, 2001.

_______. “NBR NM 43 - Determinação da pasta de consistência normal”, Rio de
Janeiro, 2003.

_______. “NBR NM 46 – Agregados - Determinação do material fino que passa
através da peneira 75 micrometro, por lavagem”, Rio de Janeiro, 2003.

_______. “NBRNM 52 –Agregado Miúdo- Determinação da Massa Específica e
Massa Específica Aparente”, Rio de Janeiro, 2003.

_______. “NBRNM 65– Cimento Portland- Determinação do Tempo de Pega”, Rio de
Janeiro, 2003.

_______. “NBRNM67- Concreto - Determinação da consistência pelo abatimento do
tronco de cone”, Rio de Janeiro, 1998.

_______. “NBRNM76- Cimento Portland - Determinação da finura pelo método de
permeabilidade ao ar (Método de Blaine)”, Rio de Janeiro, 1998.
117

_______. “NBRNM 248 – Agregados – Determinação da Composição
Granulométrica”, Rio de Janeiro, 2003.

_______.“NBR 5738 – Concreto – Procedimentos para moldagem e cura de Corpos-
de-prova”, Rio de Janeiro, 2004.

_______. “NBR 5739 – Concreto- Ensaio de compressão de corpos de prova
cilíndricos”, Rio de Janeiro, 2003.

_______. “NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto- Procedimento”, Rio de
Janeiro, 2003.

_______. “NBR 7211 – Agregado para Concreto”, Rio de Janeiro, 1983.

_______. “NBR 7215– Cimento Portland- Determinação da Resistência à
compressão”, Rio de Janeiro, 1996.

_______. “NBR 7218 – Agregados – Determinação do teor de argila m torrões e
materiais friáveis”, Rio de Janeiro, 1987.

_______. “NBR 7251– Agregados em estado solto– Determinação da massa unitária”,
Rio de Janeiro, 1982.

_______.“NBR 8522 –Concreto- Determinação dos módulos estáticos de elasticidade e
de deformação e da curva tensão-deformação”, Rio de Janeiro, 2003.

_______.“NBR 11579- Cimento Portland – Determinação da finura por meio da
peneira 75 micrômetros (número 200)”, Rio de Janeiro, 1991.

_______. “NBR 12655 – Concreto- Preparo, controle e recebimento”, Rio de Janeiro,
1996.

118
_______. “NBR 14931– “Execução de estruturas de concreto – Procedimento”, Rio de
Janeiro, 2003.

BARBOSA, M. P.; et al, “A Influência do Tipo de Agregado Graúdo nos Módulos de
Elasticidade e na Resistência a Tração dos Concretos de Elevado Desempenho”, 41º
Congresso Brasileiro de Concreto, IBRACON, Salvador-BA, agosto 99.

BAUER, L.A.F., “Materiais de Construção 1” 5ª Edição – Ed. LTC, Rio e Janeiro, 1994.

CANESSO,F.A.C.,BELUCO,J.A.,GOMES,.M.,AGUILAR,M.T.P.,CETLIN,P.R.,“A
influência da Adição da Escória granulada de Alto Forno nas Propriedades
Mecânicas do Concreto”, 47 º Congresso Brasileiro de Concreto, IBRACON, Recife-Pe,
setembro 2005.

COSTA JUNIOR, M.P.,SILVA, M.G., BOURGUIGNON,K.M.B.G.,
PINHEIRO,S.M.M.,SOUZA,F.L.S.,ZONDONADE,E.,COELHO,M.A.M.,MORIMOTO,T
.,
“Influência de altos teores de escória de alto-forno em concreto: avaliação das
propriedades físicas e mecânicas”, 48 º Congresso Brasileiro de Concreto, IBRACON,
Rio de Janeiro-RJ, setembro 2006.


CUNHA, J.C.da, “Módulo de Elasticidade do Concreto” – Informador das Construções,
Ed.1424, Belo Horizonte - MG, julho 2000


DAL MOLIN, D. C. C., “Adições Minerais para concreto Estrutural” - Concreto:
Ensino, Pesquisa e Realizações”- IBRACON, 2005, São Paulo


EVANGELHISTA, A.C.J. “Avaliação da Resistência do concreto usando diferentes
ensaios não destrutivos”, Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação de Engenharia
– Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, Rio de Janeiro, junho 2002.

EUROCODE-European Standard – Design of concrete structures-Part 1-1:General
rules and rules of buildings

FARIAS,M.M; PALMEIRA,E.M, “Agregados para construção Civil” – Materiais de
Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de Materiais”- Volume 1, 1
Edição,São Paulo, 2007.

FREITAS, L. B.; JÚDICE, F, M. S.; CARNEIRO, L. A. V.; EVANGELISTA, A. C.
J.;SHEHATA, L. C. D., 2001 “Avaliação do Módulo de Elasticidade de Concretos de
Alto Desempenho com Diferentes Idades”, 43º Congresso Brasileiro de Concreto,
IBRACON, Foz do Iguaçu, Agosto.


119
FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS, ”Concretos massa, estrutural, projetado e
compactado com rolo” –Ensaios e Propriedades– Ed. Pini, São Paulo, 1997

GONCALVES, J. R., ALMEIDA, I.R., SHEHATA, L. C. D.,, “Influência do Tipo de
Agregado Graúdo nas Propriedades do Concreto de Alta Resistência”, Anais, 36ª
Reibrac – Instituto Brasileiro do Concreto, Porto Alegre-RS, Setembro1994, pp.339-352.

GUIMARÃES,L.E.; SANTOS,D.R.;FIGUEIREDO,E.J.P., “ Avaliação do Módulo de
Deformação do concreto em diferentes idades e com diferentes relações
água/cimento” Revista “A construção em Goiás” outubro de 2002.

IBRACON- “Comentários Técnicos e Exemplos de Aplicação da NB-1” Comitê
Técnico Concreto Estrutural.

JUNIOR, P. F.; OLIVEIRA, J.S.P.; PEREIRA, P.C.; COSTA, A.C.M.; PRADO, P.P.F.;
CARASEK, H., “Influencia dos Agregados Graúdos do Estado de Goiás no Módulo de
Deformação do concreto”– disponível em
http://casodepericia.wordpress.com/2008/04/15/influencia-dos-gregados-no-
modulo-de-deformacao-do-concreto/ .Consulta realizada às 21:00 horas do dia
28/08/2008.

KIHARA, Y; CENTURIONE, S.L., “O cimento Portland- Concreto: Ensino, Pesquisa e
Realizações”- IBRACON, 2005, São Paulo

MAGALHÃES, A.G., “Caracterização e Análise macro e micro estrutural de
concretos fabricados com cimentos contendo escória de alto-forno” – Tese de
Doutorado, Departamento de Engenharia de Estruturas – Universidade Federal de Minas
Gerais, Brasil, 2007.


MEHTA, P. K.; e MONTEIRO, P.J.M. “Concreto: Estrutura, Propriedades e
Materiais” – 1ª Edição – Ed. Pini, São Paulo, 1994.


MELO NETO A. A.; HELENE, Paulo R. L., 2002, “Módulo de Elasticidade: Dosagem e
Avaliação de Modelos de Previsão do Módulo de Elasticidade de Concretos”, 44º
Congresso Brasileiro de Concreto, IBRACON, Belo Horizonte-MG, agosto.

NETO, C.S., “Agregados para concreto”, Concreto: Ensino, Pesquisa e Realizações”-
IBRACON, 2005, São Paulo

NEVILLE, A. M. , “Propriedades do Concreto” – 2ª Edição – Ed. Pini, São Paulo, 1997.

NUNES, F.W.G.,“Resistência e Módulo de Elasticidade de Concretos Usados no Rio
de Janeiro” – Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação de Engenharia –
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, 2005.

ONER e AKYUZ (2007) “An Experimental study on optimum usage of GGBS for the
compressive strength of concrete” Turkey 2007 pp. 505-514.
120

PEREIRA NETO, P. M., DJANIKIAN, J. G., 1996, “A influência do Tipo de Agregado e
da Dimensão Máxima Característica nos Módulos de Elasticidade do Concreto de
Alto Desempenho”, Revista IBRACON nº 12, São Paulo-SP, Abril.

SILVA, E. F.,“Concreto de Alto Desempenho: Estudo de Propriedades Mecânicas”,
Dissertação de Mestrado, Departamento e Engenharia Civil,Universidade de Brasília,
166p-1997.

SILVEIRA, R. L. Et al, “Mechanical Properties and Durability of High-Performance
Concrete”, Proceedings of 2nd CANMET/ACI – International Conference – High
Performance Concrete, Performance and Quality of Concrete Structures, Gramado, Brasil,
1999 pp. 655-670.

SILVEIRA, R.L. “Concreto de Alto Desempenho: Propriedades Mecânicas e
Durabilidade” - Dissertação de Mestrado, Departamento de Engenharia de Estruturas –
Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil, 2000.


121
ANEXO A – Resultados dos Ensaios



Tabela A.1- Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os
concretos produzidos com agregado de calcário de Belo Horizonte
Concreto com calcário de Belo Horizonte
Resistência à
compressão
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 12,62 25,57 32,30 30,02 35,49
CP 2 12,85 24,86 31,25 31,56 31,69
CP 3 12,82 25,65 31,80 35,51 34,43
CP 4 12,83 27,56 34,80 31,27 35,11
CP 5 13,79 28,19 30,66 36,19 34,36
CP 6 13,17 29,55 33,43 33,10 36,34
Valor médio 13,0 26,9 32,4 32,9 34,6
Desvio padrão 0,42 1,82 1,52 2,47 1,59
Coef. de Var. (%) 3,21 6,77 4,70 7,49 4,61


Tabela A.2- Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos
produzidos com agregado de calcário de Belo Horizonte
Concreto com calcário de Belo Horizonte
Módulo de
Deformação
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 19669 29302 34991 30389 33979
CP 2 21719 29247 32373 34207 33367
CP 3 19102 26640 30166 33534 35776
Valor médio 20164 28396 32510 32710 34374
Desvio padrão 1376,4 1521,5 2415,5 2038,1 1252,2
Coef. de Var. (%) 6,8 5,4 7,4 6,2 3,6

122
Tabela A.3- Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os
concretos produzidos com agregado de calcário de Montes Claros
Concreto com calcário de Montes Claros
Resistência à
compressão
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 13,29 25,76 28,51 33,06 34,43
CP 2 13,41 27,10 24,24 36,05 34,70
CP 3 13,83 23,96 26,44 34,59 31,48
CP 4 15,09 26,45 29,09 33,76 36,29
CP 5 13,59 26,96 30,85 33,17 34,67
CP 6 11,65 26,27 27,36 34,34 31,82
Valor médio
13,5 26,1 27,7 34,2 33,9
Desvio padrão
1,11 1,15 2,29 1,11 1,87
Coef. de Var. (%)
8,20 4,39 8,24 3,25 5,50


Tabela A.4- Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos
produzidos com agregado de calcário de Montes Claros
Concreto com calcário de Montes Claros
Módulo de
Deformação
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 21180 31979 33964 35700 37480
CP 2 22089 31953 37313 37122 37523
CP 3 22973 31865 34166 37326 36861
Valor médio
22081 31932 35148 36716 37288
Desvio padrão
896,7 60,0 1877,9 885,6 370,4
Coef. de Var. (%)
4,1 0,2 5,3 2,4 1,0

123


Tabela A.5- Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os
concretos produzidos com agregado de gnaisse de Passos
Concreto com gnaisse de Passos
Resistência à
compressão
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 10,52 22,30 32,83 29,25 33,60
CP 2 9,35 23,79 31,07 35,53 27,40
CP 3 8,50 23,87 27,15 31,22 33,88
CP 4 10,74 26,04 32,72 34,67 34,30
CP 5 9,65 25,38 32,77 35,02 33,22
CP 6 10,01 24,73 32,00 33,24 35,14
Valor médio
9,8 24,4 31,4 33,2 32,9
Desvio padrão
0,82 1,33 2,20 2,46 2,78
Coef. de Var. (%)
8,35 5,44 7,00 7,43 8,46


Tabela A.6- Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos
produzidos com agregado de gnaisse de Passos
Concreto com gnaisse de Passos
Módulo de
Deformação
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 17894 27124 28527 28950 28980
CP 2 16675 25379 29173 29772 31899
CP 3 18756 26194 28094 27950 33865
Valor médio
17775 26232 28598 28891 31581
Desvio padrão
1045,8 873,3 543,0 912,8 2457,7
Coef. de Var. (%)
5,9 3,3 1,9 3,2 7,8

124


Tabela A.7- Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os
concretos produzidos com agregado de gnaisse de Guaxupé
Concreto com gnaisse de Guaxupé
Resistência à
compressão
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 7,80 28,25 34,15 33,96 35,98
CP 2 8,41 24,96 33,48 37,46 36,12
CP 3 9,33 27,47 37,88 37,75 40,57
CP 4 9,23 26,88 36,60 32,85 43,18
CP 5 9,34 23,61 31,48 37,72 41,25
CP 6 8,92 23,51 34,01 33,74 41,12
Valor médio
8,8 25,8 34,6 35,6 39,7
Desvio padrão
0,62 2,03 2,29 2,29 2,96
Coef. de Var. (%)
7,02 7,89 6,62 6,44 7,47


Tabela A.8- Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos
produzidos com agregado de gnaisse de Guaxupé
Concreto com gnaisse de Guaxupé
Módulo de
Deformação
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 17246 25873 30383 33490 36920
CP 2 17043 31306 33286 33889 33882
CP 3 18240 29035 32500 33257 36328
Valor médio
17510 28738 32057 33545 35710
Desvio padrão
640,5 2728,7 1501,5 319,2 1610,3
Coef. de Var. (%)
3,7 9,5 4,7 1,0 4,5

125


Tabela A.9- Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os
concretos produzidos com agregado de dolomito de Patos de Minas
Concreto com dolomito de Patos de Minas
Resistência à
compressão
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 12,19 27,41 39,34 42,77 37,57
CP 2 11,74 26,36 39,20 41,14 40,57
CP 3 12,05 30,91 36,44 37,89 35,78
CP 4 12,85 31,24 37,58 39,46 41,31
CP 5 12,79 29,49 41,32 33,60 41,61
CP 6 12,85 27,31 37,71 37,58 39,46
Valor médio
12,4 28,8 38,6 38,7 39,4
Desvio padrão
0,48 2,05 1,72 3,19 2,30
Coef. de Var. (%)
3,88 7,11 4,46 8,24 5,83


Tabela A.10- Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os
concretos produzidos com agregado de dolomito de Patos de Minas
Concreto com dolomito de Patos de Minas
Módulo de
Deformação
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 25555 34114 35977 34709 38414
CP 2 25918 35617 41915 42631 44317
CP 3 27388 35205 37945 41124 37043
Valor médio
26287 34979 38612 39488 39925
Desvio padrão
970,8 776,5 3024,7 4206,9 3865,3
Coef. de Var. (%)
3,7 2,2 7,8 10,7 9,7

126



Tabela A.11- Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os
concretos produzidos com agregado de basalto de Uberlândia
Concreto com basalto de Uberlândia
Resistência à
compressão
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 13,71 25,28 29,49 31,85 34,18
CP 2 14,60 24,94 30,43 32,82 31,08
CP 3 13,71 24,65 28,15 35,29 31,00
CP 4 14,84 25,25 30,19 32,64 34,94
CP 5 14,00 25,49 31,43 29,72 31,01
CP 6 14,86 24,43 33,80 33,68 33,54
Valor médio
14,3 25,0 30,6 32,7 32,6
Desvio padrão
0,55 0,41 1,91 1,86 1,80
Coef. de Var. (%)
3,82 1,63 6,26 5,70 5,53


Tabela A.12- Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os
concretos produzidos com agregado de basalto de Uberlândia
Concreto com basalto de Uberlândia
Módulo de
Deformação
(MPa)
3 dias


7 dias


14 dias


21 dias


28 dias


CP 1 24403 34099 36673 39486 39461
CP 2 21363 33518 38092 40020 39441
CP 3 23065 32992 35328 38867 40853
Valor médio
22944 33536 36698 39457 39918
Desvio padrão
1523,8 554,1 1382,1 577,1 809,3
Coef. de Var. (%)
6,6 1,7 3,8 1,5 2,0

ii

Miguel Fernando Schettini Alhadas

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO AGREGADO GRAÚDO DE DIFERENTES ORIGENS MINERALÓGICAS NAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DO CONCRETO

Dissertação apresentada ao Curso de Pós– Graduação em Construção Civil da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Construção Civil. Área de Concentração: Materiais de

Construção Civil Linha de Pesquisa: Materiais Cimentícios Orientador: Prof. Dr. José Márcio Fonseca Calixto

Belo Horizonte Escola de Engenharia da UFMG 2008

iii

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CONSTRUÇÃO CIVIL ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO AGREGADO GRAÚDO DE DIFERENTES ORIGENS MINERALÓGICAS NAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DO CONCRETO Miguel Fernando Schettini Alhadas
Dissertação apresentada ao Curso de Pós– Graduação em Construção Civil da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Construção Civil. Comissão Examinadora: ________________________________ Prof. Dr. José Márcio Fonseca Calixto DEES/ UFMG – (Orientador) ______________________________ Prof. Dr. Adriano de Paula e Silva DEMC/ UFMG – _______________________________ Prof. Dr. Weber Guadagnin Morávia CEFET-MG ________________________________ Engª. Maria Cecília Novaes Firmo Ferreira CEMIG- Companhia Energética de Minas Gerais Belo Horizonte, 29 de Setembro de 2008.

.iv DEDICATÓRIA Este trabalho é orgulhosamente dedicado aos meus filhos Bernardo e Arthur.

Laboratorista do Departamento de Estruturas da UFMG. que em muito contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho. pela dedicação. À especial atenção do Professor José Márcio Fonseca Calixto. zelo e comprometimento. em meio às atribulações da obra. atenção e apoio. Ao Engenheiro Cléber José de Carvalho da CEMIG. Ao Walner Rogério de Mendonça. À Engenheira Maria Cecília Novaes Firmo Ferreira da CEMIG. Ao Professor Paulo Brandão. à Priscila e toda a equipe de laboratoristas da CEMIG. cujas orientações foram fundamentais para o enriquecimento deste trabalho. . agradeço a todos que colaboraram para que o título de Mestre em Construção Civil fosse alcançado. Gerente de obras do TJMG pela costumeira compreensão nos momentos necessários. Aos meus pais e irmãos. pela análise dos agregados. pela autorização para utilização do Laboratório de Solos da CEMIG. pela sabedoria.v AGRADECIMENTOS Este trabalho é fruto de muita luta e perseverança e sem a presença positiva de várias pessoas não teria êxito. Assim. que sempre me incentivaram nos estudos. Ao Geraldo Evaristo Silva. da Escola de Engenharia de Minas da UFMG. Ao Engenheiro Tibiriçá Gomes de Mendonça da CEMIG. os quais colaboraram de forma imprescindível. Ao Roberto. pela atenção dispensada na preparação do laboratório para realização dos ensaios.

que contribuíram pelo zelo nas instalações. TOPUS Construções Civis Ltda. A Cimentos Holcim.UNI ENGENHARIA. em especial ao meu anjo da guarda por tudo que representam na minha existência. Belmiro Marques. À Cristiane Faquineli. Aos professores da graduação da UFJF. A todos os funcionários do Departamento de Materiais de Construção. Aos colegas de Mestrado. A todos os colegas de trabalho do TJMG. A Deus e sua equipe. Agradecimento especial a Ivonete. pela presteza e educação no trato com os alunos. em especial Ana Paula. pela colaboração na execução dos ensaios de laboratório. que contribuíram com sugestões. Aos professores do Departamento de Materiais de Construção que lutaram para a implantação do curso de Mestrado em Construção Civil e pelo compromisso na formação cultural dos alunos do curso de Mestrado. em especial aos Engenheiros Flávio Renato Pereira Capuruço e Marcelo Singulani. que se prontificaram a trazer das obras.vi Aos Engenheiros Antonio Ribeiro Martins. formadores dos primeiros passos na minha carreia de engenheiro. críticas e incentivo. sabedores da responsabilidade que é ensinar. pela cessão dos materiais necessários (cimento areia. bem como ao grupo de motoristas do TJMG. o material necessário para o desenvolvimento deste trabalho. Às Empresas CIMA Engenharia. Beatriz. Sérgio Agra e Vinícius Lott. brita e aditivo) para a realização dos ensaios. .. Lílian. Paulo Mourthé e Sérgio Alves. pela cooperação na cessão do material necessário (brita) para realização dos ensaios.

” ALVES.. para quem quiser. Brasil 2004 .vii “. São Paulo-SP. Entre a Ciência e a Sapiência. Rubens.” queremos “Infinita HighWay -Engenheiros do Hawai “Não busco discípulos para comunicar-lhes saberes. Busco discípulos para neles plantar minhas esperanças.. Os saberes estão soltos por aí.Não aprender o que sabemos...Edições Loyola.

.................. 2....................viii SUMÁRIO LISTA DE TABELAS........ 2.............1..........................................1................... RESUMO............................. 1...................... 2......6 .................4 ..............................................2 ......................... ABSTRACT.................1.............................................. 2......................... LISTA DE ABREVIAÇÕES..... 1................2...................................2...............Adições Minerais........................2.........................2...1................Finura e Tipo de Cimento...... INTRODUÇÃO.............................2..................1.................................................. 2........................................ INTRODUÇÃO.............. 1.......1.................Relação Água........................ CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES........................1..........................................................................................................3..................4....................... 2.....................................5 ....................... 1........ Características e Proporções dos Materiais Constituintes............2......................2........... SÍMBOLOS E SIGLAS.................1............. 2.......Forma... 2........... APRESENTAÇÃO DO TRABALHO.............. OBJETIVO DO ESTUDO............... FATORES QUE INFLUEM NA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO................................................................................................... 1........Aditivos Químicos....................Cimento............................. LISTA DE FIGURAS...............Granulometria do Agregado. Textura e Dimensão Máxima do Agregado.7 ............. 2.............3 ..................... xiii xv xx xxi xxii 23 23 24 25 26 27 27 28 29 29 31 34 38 2.................1..... 2..............Natureza do Agregado............................................ JUSTIFICATIVA DO ESTUDO... 40 40 41 ...................1............................1....... REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.....2........2..................2.................

....................................... 2...3....................4 .1............2..............3........... 2......................... 2....Natureza do Agregado..3.....................................3.............2 .................................2............... 2.........EXPRESSÕES PARA AVALIAÇÃO DO MÓDULO DE DEFORMAÇÃO...........7 ...........8 .....6 ........................ 2......ix 2....Aditivos Químicos.......3 FATORES QUE AFETAM O MÓDULO DE ELASTICIDADE DO CONCRETO..1..1 ...........................3.................................................................1 ............. 3.....................1.................Relação Água-Cimento..... Cimento. 2............Fração Volumétrica do Agregado Graúdo... 2................ 2.....................3..............1.3 .Consumo de Cimento........................................ 2........ 3......................................................... INTRODUÇÃO...................................3 ..........3 .......................................2 ...........................2...............................2... 2.. Agregado miúdo............2 ............ PROGRAMA EXPERIMENTAL................2.............Tensão........................3 ......1........ 3....2 ..... MATERIAIS CONSTITUINTES DE CONCRETO........1..........3.......3..... 3....................................................................2..................2.Relação Agregado-Cimento................... 2.....3.......Características e Proporções dos Materiais.........1.....Parâmetros do Ensaio.............Condições de Cura..............................................1 ........ 42 43 44 46 49 49 49 52 52 53 54 55 56 56 57 57 57 57 57 59 59 60 60 61 ................. 2...............Velocidade de Carregamento.......................... 2......................................................... 3.... 2....3............................ 2........ 2.....................1....5 ...Porosidade e Módulo de Elasticidade do Agregado.................3...........1............ 2.......................................Parâmetros de Ensaio..............1.Condições de Cura.....3.......Adições Minerais.....1......3......................8 ...................................................................................3.................3..............Umidade do Corpo de Prova..........3................................... 2.............3.4 .................................................................Dimensão Máxima do Agregado.....................

..............3.. 3................................2........2............... 4............2.................................. 63 63 65 66 67 69 70 71 71 71 74 75 75 75 76 77 79 79 79 79 80 81 82 .........7.........................................................2.................. Aditivo............3.......4.........................3.... Agregado de calcário da região de Belo Horizonte.......... 3.2....................................... 3.3................. 4...........................1.... 3..........3........................................ 3.........5.....5........ Agregado de gnaisse da região de Uberlândia...2.........................................2 Agregados Graúdos de Gnaisse..................... Agregado graúdo.........1........ Agregado de gnaisse da região de Passos................ Agregado de calcário da região de Montes Claros...... FABRICAÇÃO DO CONCRETO...........1... MOLDAGEM DOS CORPOS DE PROVA.....................4.......3................2....................5...................... 3........................6...............2...........4.........2 Módulo de deformação........ Agregado de gnaisse da região de Guaxupé.....1 Resistência à compressão.......... 3...... 4.............. 3.....................................................................1 INTRODUÇÃO... 3........................... Ensaio de resistência à compressão.... 3..............3.................................. 4...... DOSAGEM DO CONCRETO................ 3....2......................... ENSAIO DO CONCRETO ENDURECIDO............. 3...........2........7.............2.....1 Agregados Graúdos de Calcário..2........... 3..................................................... 4...................... 3..........x 3.......................1................ ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS..2........... 4...... 4.......... Água.............2...... Ensaio para determinação do módulo de deformação..................................................7..3................................ Agregado de gnaisse da região de Patos de Minas.....................3.................. CURA DO CONCRETO.......6..........2.....2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS.. 3........

.....................1 Resistência à compressão.....2 – Módulo de deformação............Avaliação do ganho de resistência à compressão ao longo do tempo conforme NBR 6118..3.................................................................3..........4.2....................... 4...........................2............... ACI 318......................... 4.....2............1 Resistência à compressão...................3 Agregados Graúdos de Basalto.................................... 4............................. 99 94 93 ......... 4.............1......... 4..................4.....4.......................3 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE CONCRETOS FABRICADOS COM AGREGADOS DE DIFERENTES ORIGENS MINERALÓGICAS.....2...................................2............ 4............................................4 Agregados Graúdos de Dolomito........................................................................2 Módulo de deformação.......2...........................1 Resistência à compressão................... 4.4........................................3.............2..........................................................2.................... 4.............................2 Módulo de deformação...............3.................. 4................................4........... 4....................xi 4......................2 Análise comparativa do módulo de deformação com a equação prescrita pela NBR 6118............................................................2................................................ 4.............................2......................................................... 4................................. 4.........1 Resistência à compressão.........................4 ANÁLISE COMPARATIVA DOS DE RESULTADOS COM 83 85 86 86 87 88 88 89 90 91 92 93 PRESCRIÇÕES DIVERSAS NORMAS..... 4................2 Módulo de deformação...3......

...........Avaliação do ganho de módulo de deformação ao longo do tempo conforme CEB 1990..............................INTRODUÇÃO..............6................................. 4.................CONCLUSÕES.... 100 103 106 108 108 109 110 111 116 .......................4....... 5............... 4......................................................................................................................................1 ................................................................0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................................................4.................. 5.................................................. 5............... 6.........................................................................3 SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS.....................................................................................5 CEB 1990................. 5..4... Anexo I....................xii 4.2 ...0 CONCLUSÕES E SUGESTÕES.................4...... EUROCODE 2:2004...............

...........................................MEHTA e MONTEIRO (1993)...................................................... TABELA 3...3.............................................................-Expressões para estimar o módulo de deformação do concreto (Ecs e fc em MPa).........8...................5...................-Caracterização do agregado de calcário da região de Belo Horizonte......-Resistência relativa aproximada do concreto segundo o tipo de cimento .......... TABELA 2................................................-Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre a resistência à compressão do concreto PEREIRA NETO e DJANIKIAN (1996)................................................................4........................................................................11............................... TABELA 3.......... 34 35 37 54 58 60 61 62 64 66 67 68 70 71 72 75 ................................................-Nomenclatura e dosagens dos traços de concreto........ TABELA 3.........4.......-Caracterização do agregado de dolomito da região de Patos de Minas..........................2................. TABELA 3............................................................................-Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto .... TABELA 3........-Caracterização do agregado miúdo...................-Caracterização do agregado de gnaisse da região de Guaxupé............... TABELA 2.1.........................................................2.............................................-Caracterização química do cimento CPIII-40 RS.........................................10.................................... TABELA 3.........................................-Correspondência entre classificação dos cimentos segundo a ASTM e a ABNT...............9.............-Caracterização do agregado de gnaisse da região de Passos..........................1................................xiii LISTA DE TABELAS TABELA 2........................................ TABELA 3...........7.........................5.......................................................-Características do aditivo........................... TABELA 3....................PEREIRA NETO E DJANIKIAN (1996).......6............................................... TABELA 2...................... TABELA 3......................... TABELA 2...........-Caracterização do agregado de basalto da região de Uberlândia...................................... TABELA 3...................... TABELA 3.......................-Caracterização física do cimento CPIII-40 RS.............................................................................-Caracterização do agregado de calcário da região de Montes Claros..........3..........

.....................5 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do concreto fabricado com agregado de basalto..............10 ........... 95 TABELA 4......................2– Resultados do ensaio de módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados de calcário........ 82 TABELA 4................................................xiv TABELA 4.........................................................11 – Valores do índice de correção a1...Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas................ 92 TABELA 4.....4 – Resultados do ensaio de módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados de gnaisse............................... 87 TABELA 4.......................................... 83 TABELA 4......... 93 TABELA 4..........................................8 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do concreto fabricado com agregado de dolomito..........Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de calcário............... 91 TABELA 4............6 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do concreto fabricado com agregado de basalto..........................3 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de gnaisse...........................................9 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas......................................................................................................................1 ................................. 85 TABELA 4...7 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do concreto fabricado com agregado de dolomito..................... 90 TABELA 4................................... 88 TABELA 4......................... 99 .....

..... FIGURA 2.... agregado e concreto ....... FIGURA 2................................... FIGURA 2................................................................................. FIGURA 2.........5 – Influência do tipo de cimento (classificação ASTM) sobre a resistência do concreto em função da idade ......12.................3 ..............................................EVANGELISTA (2002)............1..............Resumo dos fatores que afetam o valor do módulo de deformação do concreto.9.......6 – Influência da dimensão máxima do agregado sobre a resistência do concreto ......................................... FIGURA 2...............14 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de elasticidade de concretos com relação água-cimento constantes .......NEVILLE (1997)..................MEHTA e MONTEIRO (1993)...........................NEVILLE (1997)........Influência da superfície especifica do cimento sobre a resistência do concreto ... FIGURA 2.......................................................MELO NETO e HELENE (2002)....................2.........8.....11...... FIGURA 2..13.................Influência da relação a/c na resistência à compressão do concreto...................................Influência da dimensão máxima do agregado sobre a resistência do concreto ............ FIGURA 2....................MEHTA e MONTEIRO (1993).....Influência do tipo e do tempo de cura sobre a resistência do concreto ................................ EVANGELHISTA (2002)......................................................Influência da relação água-cimento sobre o módulo de elasticidade MELO NETO e HELENE (2002)............ Fatores que afetam a resistência à compressão – MEHTA e MONTEIRO (1997)........... FIGURA 2...Influência do tipo de agregado sobre a resistência dos concretos........Relação entre a resistência à compressão e o volume de agregado para concretos com a/c constante e igual a 0. 30 31 32 33 34 37 38 40 43 44 47 49 50 51 ..xv LISTA DE FIGURAS FIGURA 2........ segundo MEHTA e MONTEIRO (1993). FIGURA 2.........NEVILLE (1997).......10.......NEVILLE (1997)........ FIGURA 2.................................................. Influência do adensamento na relação fc versus a/c – NEVILLE (1997).......Comportamento típico tensão-deformação da pasta de cimento.................................................. FIGURA 2....................................5 ....................7 ............... FIGURA 2..................................................................4 .....

..... segundo as Normas ABNT FIGURA 3............xvi FIGURA 2... FIGURA 3...... FIGURA 3............ FIGURA 2...... 30...... 35 e 40 para os três diferentes tipos de materiais cimentícios................... FIGURA 3..........Influência do teor de agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto MELO NETO e HELENE (2002)................9 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de dolomito de Patos de Minas.........................3 .............................6 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de calcário de Montes Claros..................... FIGURA 3. FIGURA 3.......... FIGURA 3.....................5 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte...... FIGURA 2....17 ............11– Prensa utilizada nos ensaios do concreto endurecido....13 – Equipamento utilizado no ensaio de módulo de deformação........................ 51 53 55 55 61 62 63 64 65 66 67 69 70 71 77 77 79 .........................10 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de basalto de Uberlândia.Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado miúdo segundo as Normas ABNT............. segundo as Normas ABNT..................7 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de gnaisse de Guaxupé.....12 – Equipamentos utilizados nos ensaios do concreto endurecido......Ensaio de massa específica da areia... segundo as Normas ABNT.......................... segundo as Normas ABNT.1 ................Influência do teor de agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto MELO NETO e HELENE (2002)... FIGURA 3....................................................... segundo as Normas ABNT..2. FIGURA 3.18... segundo as Normas ABNT................8 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de gnaisse de Passos.........................15 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de elasticidade de concretos com abatimento do tronco de cone constante MELO NETO e HELENE (2002)..............Ensaio de massa específica do agregado de calcário da região de Belo Horizonte.....16 – Módulo de deformação para os concretos das classes 20...........................................4 ...................................... FIGURA 3.... FIGURA 3..... FIGURA 3........................................................ FIGURA 2......Ensaio de absorção do agregado de calcário da região de Belo Horizonte................. FIGURA 3................

....2 .........7 ........ FIGURA 4........................ FIGURA 4....................12 ............................................. 82 84 85 86 87 89 90 91 92 94 95 97 ......Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de gnaisse.. FIGURA 4............. FIGURA 4..........................Avaliação comparativa da evolução da resistência à compressão .........................9 .................. FIGURA 4...6 .....................................................8 – Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de dolomito................................................Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de calcário...........xvii FIGURA 4.......................................10 – Comparação da resistência à compressão entre concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas........................4 – Gráfico comparativo dos resultados obtidos no presente estudo com os alcançados por NUNES (2005).......................Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de basalto............................ FIGURA 4................... FIGURA 4. FIGURA 4.Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de basalto........... FIGURA 4..............Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de dolomito.................Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de gnaisse.................5 .3 .............1 ....................11 – Comparação do módulo de deformação entre concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas................. FIGURA 4...... FIGURA 4...Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de calcário..

.......3 prescrita pelo IBRACON.23 ..... FIGURA 4.. FIGURA 4.............. FIGURA 4.................3 prescrita pelo IBRACON.................................... FIGURA 4.....Análise comparativa dos resultados do concreto com agregado de basalto em relação à equação 4..............Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do EUROCODE 2 para concretos com agregado de calcário e dolomito.......3 prescrita pelo IBRACON........................20 .........14..Gráfico comparativo entre o estudo realizado.......... FIGURA 4............. FIGURA 4......13 – Análise comparativa dos resultados estudados com a equação prescrita pela NBR 6118.......Análise comparativa dos resultados dos concretos com agregados de calcário em relação à equação 4......18 – Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do ACI 318 .... FIGURA 4.... a equação 4.............Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do EUROCODE 2 para concretos com agregado de gnaisse....................Análise comparativa dos resultados do concreto com agregado de dolomito em relação à equação 4.........xviii FIGURA 4.2 da NBR 6118 e resultados de ensaios realizados nos laboratório de Furnas...15..........................19 ...........21 ... 98 100 101 102 103 104 105 106 107 108 FIGURA 4................16.. FIGURA 4..............Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para concretos com agregado de gnaisse..........22 .....Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação Do CEB para concretos com agregado de calcário e dolomito............ 109 ......Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do EUROCODE 2 para concretos com agregado de basalto........ FIGURA 4..17................

....................................................Avaliação comparativa da evolução do módulo de Deformação........25 ..................24 ..................Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para concretos com agregado de basalto.......................... 110 FIGURA 4..xix FIGURA 4............................... 112 ......

............... Zona de transição ...................................... American Society for Testing and Materials (USA) CP…………............................ Associação Brasileira de Cimento Portland fator água cimento ABNT.................. Cimento Portland Resistente a sulfatos CEB........................xx LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS ABCP.. American Concrete Institute ASTM……...... EAF..................... Módulo de Deformação Secante Deformação Específica Resistência à compressão do concreto na idade j dias Resistência característica à compressão GPa....... εc............ Difração de Raio x ... Associação Brasileira de Normas Técnicas ACI............ fck....... Universidade Federal de Minas Gerais ZT....... Abertura nominal de peneira UFMG. Cimento Portland CP-RS.............. Escória de Alto-forno EUROCODE European Standard Ecs........ Norma Brasileira Regulamentada TJMG. Coité Euro-International Du Beton CEMIG........................... Companhia Energética de Minas Gerais DRX................... fcj.... Microscopia Eletrônica de Varredura NBR................ Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento tensão t...... a /c..................................... s..... Tempo σ.... MegaPascal MEV........... #...... GigaPascal MPa....

EUROCODE 2 e CEB 1990. perfazendo um total de seis amostras obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais: duas amostras de agregado de calcário (Belo Horizonte e Montes Claros). 7. agregado graúdo de diferentes mineralogias. 21 e 28 dias após a fabricação. Para isto foram produzidos concretos com quatro tipos de agregados: calcário. No estudo foi utilizado um único lote de cimento do tipo CP III – 40 RS. Os resultados indicam um desempenho melhor dos concretos produzidos com agregado graúdo de dolomita e basalto. 14. propriedades mecânicas .xxi RESUMO O principal objetivo do estudo foi avaliar a influência do agregado graúdo de diferentes origens mineralógicas nas propriedades mecânicas do concreto: resistência à compressão e módulo de deformação. Os concretos analisados foram especificados segundo a classe de agressividade II da NBR 6118:2003 que prescreve concreto com resistência característica à compressão (fck) mínima de 25. gnaisse. As propriedades mecânicas dos diversos concretos foram avaliadas nas idades de 3. Palavras-chave: concreto. dolomito e basalto. duas amostras de agregado de gnaisse (Passos e Guaxupé).0 MPa e uma relação água/cimento ≤ 0. areia artificial quartzosa e um mesmo aditivo plastificante.60. ACI 318. uma amostra de agregado de basalto (Uberlândia) e uma amostra de agregado de dolomito (Patos de Minas). Uma boa correlação foi obtida entre os valores medidos do módulo de deformação para os diferentes concretos com os valores calculados pelas expressões sugeridas pela NBR 6118.

xxii ABSTRACT The goal of this study is to present the effects of the different types of coarse aggregate on the mechanical properties of concrete: compressive strength and secant modulus of elasticity (MOE). The concrete mix proportion was based on environmental class II of NBR 6118: minimum characteristic compressive strength equal to 25 MPa and water cement ratio ≤ 0. The test results indicate expressively the better performance of the concretes fabricated with dolomite and basalt aggregates. Limestone. ACI 318. gneiss. different types of coarse aggregates. Keywords: concrete. These aggregates came from six different regions in the state of Minas Gerais. dolomite and basalt were used as coarse aggregates. 21 and 28 days after casting the concrete. mechanical properties . ABNT type CP III RS cement and natural sand. as fine aggregate. The mechanical properties were evaluated 3. EUROCODE 2 and CEB 1990. were employed in the fabrication of the concrete. Good correlation was achieved between the measured MOE values for the different concretes with the values calculated employing expressions in terms of the compressive strength suggested by NBR 6118. 7. 14.60.

a adaptação do material a qualquer tipo de forma permitindo total liberdade à concepção arquitetônica e sua facilidade de execução. os agregados empregados no concreto são também materiais não renováveis. A realidade da engenharia é hoje muito diferente de 20 ou 30 anos atrás. devido às patologias nas estruturas de concreto. mudanças nas composições dos cimentos. A razão deste fato está associada às grandes vantagens do material de onde se destacam: a economia em relação aos outros materiais estruturais. cinza volante. que passaram a contar com o Código de Defesa do Consumidor. Essas mudanças incluem alterações no teor das adições minerais usuais (escória de alto forno. . A necessidade de adaptações tanto econômicas quanto exigências dos usuários. como aliado às constantes reclamações.23 1. sílica ativa). o que tem levado o mundo à produção e ao uso mais racional do concreto. nos últimos anos.1 – CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES O concreto tem sido o material estrutural mais utilizado no Brasil nestes últimos cinqüenta anos. A preocupação mundial com o desenvolvimento sustentável tem imposto restrições ao uso de matérias primas não renováveis. Essas alterações nos cimentos por sua vez. provocam mudanças significativas na cinética das reações de hidratação do concreto e por conseqüência. bem como pelo aumento da durabilidade (vida útil) das estruturas de concreto. fizeram com que alternativas técnicas fossem criadas de forma a solucionar tais acontecimentos. Este fato tem reflexo importante nas estruturas de concreto visto que o cimento é composto de materiais não renováveis e que sua produção consome níveis elevados de energia. O alto custo de energia e a preocupação mundial com o desenvolvimento sustentável fizeram com que a indústria de cimento no Brasil promovesse. pozolana. alterações no comportamento e na durabilidade das estruturas de concreto armado. Além disso. INTRODUÇÃO 1. que passa pela incorporação de materiais alternativos na fabricação do cimento e do concreto propriamente dito.

Isso vem fazendo com que as estruturas sejam submetidas a carregamento cada vez maiores em idades cada vez menores. passando então a ser analisado o módulo de deformação do material. Os construtores. Também Europa e América do Norte contabilizaram seus custos de manutenção em estruturas de concreto em um passado recente e concluíram pela adoção de novos procedimentos tecnológicos centrados em durabilidade. O desempenho das estruturas de concreto armado depende. Não que módulo seja uma novidade . Não só no Brasil este item foi considerado. por sua vez. relativa a projetos de estruturas de concreto. trazendo ganhos funcionais e econômicos ao processo. fato este favorecido pela facilidade de adequação plástica associada ao material. a preocupação também se tornou bastante evidente. Esse novo cenário traz para o mesmo patamar de importância. a especificação do concreto para as obras de construção civil deixou de ser apenas baseado na resistência característica à compressão. a necessidade de um estudo mais criterioso acerca de seu módulo de deformação. como forma de proteção à corrosão e também com a redução da relação água/cimento (a/c). no abatimento do tronco de cone e na relação água cimento. buscam constantemente o melhor aproveitamento de seus recursos.2 – JUSTIFICATIVA DO ESTUDO Com a entrada em vigor das Normas NBR 14931 (2003) – “Execução de estruturas de concreto – Procedimento” e NBR 12655 (2006) – “Concreto de cimento Portland – Preparo. principalmente com a entrada em vigor da nova Norma Brasileira NBR 6118 (2003). tanto da qualidade obtida na fase de concepção estrutural. aumentando os cobrimentos de armadura. quanto na de execução propriamente dita. visando otimizar a execução da obra. Os avanços obtidos na Engenharia de Estruturas com o emprego maciço de ferramentas computacionais têm permitido aos engenheiros projetar estruturas mais esbeltas com maior arrojo arquitetônico. assim como a redução dos prazos estabelecidos. ao lado das já consagradas questões envolvendo a resistência e a durabilidade do concreto.24 No quesito durabilidade. entretanto. controle e recebimento – Procedimento”. 1.

Concretos com diferentes tipos de agregados graúdos foram fabricados e analisados em diversas idades durante a fase de hidratação do cimento. 1. o objetivo desta pesquisa é desenvolver um estudo sobre a influência de agregados graúdos de diferentes origens mineralógicas nas propriedades mecânicas do concreto. Apresenta-se também um estudo da correlação entre os valores de módulo de deformação obtidos experimentalmente com equações sugeridas por diferentes normas técnicas. A análise destas propriedades permitirá a obtenção de parâmetros mais realistas tanto para o projeto e a execução de estruturas novas de concreto como também para a recuperação de edificações existentes de modo a prolongar sua vida útil.25 para estudo do concreto. ou seja. mas passou a ser um balizador da qualidade do material e dos prazos para retirada das fôrmas e do escoramento. . O fato do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) possuir obras em praticamente todas as regiões de Minas Gerais permitiu a coleta dos diferentes tipos de agregados graúdos. para a aceitação da estrutura. O módulo de deformação secante e a resistência à compressão são as propriedades avaliadas para verificação do comportamento estrutural.3 – OBJETIVO DO ESTUDO Com base neste cenário.

entre outros. . É feita também uma análise comparativa das expressões que avaliam o módulo de deformação. São apresentados estudos de autores acerca dos diversos fatores que contribuem para modificar de forma significativa os valores de resistência e módulo. No capítulo 5 são apresentadas as conclusões deste trabalho e sugestões para investigações futuras. Os resultados dos ensaios e sua respectiva análise constam do capítulo 4.26 1. massa específica. como granulometria. bem como as metodologias empregadas na realização dos ensaios de resistência à compressão e de módulo de deformação.4 – APRESENTAÇÃO DO TRABALHO Além desse primeiro capítulo referente à introdução. material pulverulento. No capítulo 3 são apresentadas as análises dos materiais utilizados para fabricação do concreto. o trabalho consta de mais 4 capítulos. Foram realizados trabalhos de caracterização dos agregados graúdo e miúdo. O Capítulo 2 contem uma revisão bibliográfica. tais como na relação água-cimento. Com base nesta caracterização são descritos os traços dos diferentes concretos analisados. a qual descreve principalmente a influência do agregado graúdo nas propriedades mecânicas do concreto em particular na resistência à compressão e no módulo de deformação. Os resultados da análise física e química do cimento CP III-RS 40 utilizado são também mostrados.

na resistência mecânica do concreto nas primeiras idades e também na durabilidade. é considerada a fase mais importante do concreto. caso não sejam executadas com certos critérios. Estas operações. Antes tido como um material inerte.1 . poderão “exigir” do concreto. acarretando micro-fissuras e até mesmo. principalmente entre a água e o cimento. como. Um exemplo seria a execução de uma cura ineficiente. Esta matriz. fato este bastante comum. levando conseqüentemente a uma possível alteração de suas propriedades. ações para o qual ele ainda não está preparado. iniciam-se reações químicas. com grande liberação de energia. mas comprometedor na durabilidade da estrutura.INTRODUÇÃO A seleção dos materiais apropriados e a dosagem são. transporte. quando esta influência passou a ser conhecida cuidou-se melhor da . O termo primeiras idades abrange apenas um insignificante intervalo de tempo (os dois primeiros dias após a produção) no total da expectativa de vida útil do concreto (MEHTA e MONTEIRO 1994). sem dúvida. como hoje é conhecida. se for manipulada de forma despretensiosa. o agregado passou a ser visto não só como um componente do concreto. mas sim um elemento capaz de influenciar o desempenho do concreto. adensamento. por exemplo. areia. lançamento em fôrmas. Dentro deste período. pelo comprometimento que ela pode causar. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. passos importantes para produzir um concreto que atenda as especificações de resistência e durabilidade na estrutura. cura e desmoldagem. Assim. trincas no concreto. Considerando que grande parte do volume de concreto é ocupado pelos agregados. numerosas operações serão executadas com o concreto. cimento. Desde os primeiros momentos após a mistura dos elementos constituintes.27 2. é de se considerar que suas propriedades físicas e químicas vão interferir significativamente nas propriedades do concreto. água e brita.

28 seleção dos agregados. estabilidade.FATORES QUE INFLUEM NA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO As características físicas como. que também estão associadas à modificação do valor da relação água/cimento (a/c). porque. tais como: porosidade. os agregados são bem mais resistentes que a matriz e a zona de transição do concreto. Problemas técnicos e econômicos decorrentes da seleção inadequada dos agregados demonstraram a necessidade de uma melhor compreensão do papel dos agregados na resistência mecânica. Verificou-se também que muitas propriedades do concreto são influenciadas pelas características dos agregados. a resistência do agregado normalmente não é um fator determinante da resistência do concreto convencional. módulo de deformação e substâncias deletérias presentes. forma. o agregado passou a assumir importância econômica. . que passou a ter maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do que a pasta de cimento pura (NEVILLE-1997).2 . 2. Segundo NUNES (2005). devido ao custo menor e alcançou a excelência ao atribuir vantagens técnicas consideráveis ao concreto. a exceção dos concretos leves e de alta resistência. De inerte então. forma e textura superficial dos grãos. afetam o comportamento elástico e mecânico do concreto. sempre levando em consideração o ambiente de inserção da estrutura de concreto que estará sendo produzida (NETO 2005). resistência mecânica. na durabilidade e também na estabilidade dimensional do concreto. composição granulométrica. absorção d’água. tamanho. textura e granulometria.

2. Um quadro esquemático destes fatores.1.1 – Características e proporções dos materiais constituintes 2.2. curado em água a uma temperatura estabelecida. textura.1.Características e proporções dos materiais constituintes • Relação água-cimento • Finura e tipo de cimento • Forma. dimensão máxima do agregado • Natureza do agregado graúdo • Granulometria do agregado • Aditivos químicos • Adições minerais • Relação agregado – cimento b – Condições de cura • Duração • Umidade do ambiente de cura • Temperatura de cura c – Parâmetros de ensaio • Dimensões do corpo de prova • Capeamento dos corpos de prova • Umidade do corpo de prova • Temperatura de ensaio e velocidade de carregamento. de acordo com e MEHTA E MONTEIRO (1994) está mostrada na figura 2.1.Relação água-cimento Na prática da engenharia.29 Dentre os fatores mais influentes. Neville ressalta ainda que a . diretamente envolvidos com o presente estudo destacamse: a . considera-se que a resistência de um concreto a uma certa idade.2. depende de apenas dois fatores: a relação água/cimento (a/c) e o grau de adensamento (NEVILLE 1997).

1. (2. plenamente adensado. RESISTÊNCIA DO CONCRETO Parâmetros do corpo de prova Dimensões Geometria Estado de umidade Resistência das Fases Componentes Parâmetros de Carregamento Tipo de tensão Velocidade de aplicação de Tensão Porosidade do Agregado Porosidade da Matriz Relação água-cimento Aditivos Minerais Grau de Hidratação Tempo de cura.Fatores que afetam a resistência à compressão . Temperatura. K1 a K2 / c . umidade Teor de ar Ar aprisionado Ar incorporado Porosidade da Zona de Transição Relação água-cimento Aditivos Minerais Características de Exudação Distribuição Granulométrica do Agregado Dimensão máxima e Geometria Grau de Compactação Grau de Hidratação Tempo de cura. temperatura. ou seja: fc = onde K1 e K2 são constantes empíricas.1) .MEHTA e MONTEIRO (1994) De acordo com a lei de Abrams. a resistência de um concreto. é inversamente proporcional à relação água/cimento (a/c).30 relação a/c determina a porosidade da pasta de cimento endurecida em qualquer estágio da hidratação. Umidade Interação química entre agregado e a pasta de cimento Figura 2.

resistência e rigidez das partículas de agregado.2 . b. adequadamente lançada.31 Segundo GILKEY (1961) apud NEVILLE (1997).3. retirada de NEVILLE (1993). Figura 2. a resistência que pode ser obtida com uma mistura trabalhável. A figura 2. textura superficial.NEVILLE (1997).Influência do adensamento na relação fc versus a/c . forma.relação entre o cimento e a água de mistura. cura e ensaio). . d.granulometria. de cimento. mostra que a relação entre fc e a/c. fc aumenta à medida que a/c diminui como ilustra a figura 2. depende do adensamento do concreto. c. Para concretos plenamente adensados.relação entre o cimento e o agregado. agregados e água (em iguais condições de mistura.tamanho máximo do agregado. é influenciado por: a. para um dado cimento e agregados aceitáveis.2.

maior será a velocidade de hidratação. Figura-2. . apud KIHARA e CENTURIONE (2005).32 2.Influência da relação a/c na resistência à compressão do concreto. segundo MEHTA e MONTEIRO (1994). Quanto mais fino estiver o cimento.2. têm importância vital para o comportamento reológico e desempenho mecânico do concreto. segundo ODLER (1991). A velocidade de hidratação e o crescimento rápido da resistência dependem da finura das partículas do cimento. O processo de hidratação do cimento inicia-se pela superfície das partículas e. assim.3 . conforme mostra a figura 2. Portanto.1.Finura e tipo de cimento A finura e a distribuição granulométrica do cimento. para o desenvolvimento rápido da resistência mecânica do concreto são necessários um grau de finura elevado do cimento.4.2. segundo NEVILLE (1997) apud KIHARA e CENTURIONE (2005). a área específica do material assume a qualidade de um importante parâmetro desse processo.

NEVILLE (1997) A tabela 2.33 Figura 2. retirada de MEHTA e MONTEIRO (1994). .4 .2. principalmente para as idades mais baixas. Pode se ver da figura a influência do tipo de cimento. classificados de acordo com as normas da ASTM.5 ilustra graficamente estas relações. A correspondência entre a classificação dos cimentos segundo as normas da ASTM com a das normas da ABNT está apresentada na Tabela 2.1.Influência da superfície especifica do cimento sobre a resistência do concreto . apresenta a relação percentual de resistência à compressão de concretos fabricados com diferentes tipos de cimento. A figura 2.

34 Tabela 2.NEVILLE (1997) .1 .Resistência relativa aproximada do concreto segundo o tipo de cimento MEHTA e MONTEIRO (1994) Tipo de cimento portland (segundo ASTM) I II III IV V Natureza Resistência à compressão (percentual em relação ao tipo I) 1 dia 7 dias 100 28 dias 100 90 dias 100 Normal ou de uso comum Calor de hidratação moderado e moderada resistência a sulfatos Alta resistência inicial Baixo calor de hidratação Resistente a sulfatos 100 75 190 55 65 85 120 65 75 90 110 75 85 100 100 100 100 Figura 2.5 – Influencia do tipo de cimento (classificação ASTM) sobre a resistência do concreto em função da idade .

os concretos com agregado de superfície . achatamento.3 .2.Correspondência entre classificação dos cimentos segundo a ASTM e a ABNT 2. NEVILLE (1997) revela que como é difícil representar corpos tridimensionalmente irregulares. cubicidade e esfericidade. o efeito da forma e da textura é mais significativo em concretos de alta resistência. Ao mantermos a mesma mineralogia do agregado. Tanto a forma quanto a textura do agregado exercem forte influência sobre a resistência a compressão do concreto principalmente nas primeiras idades.1. Segundo NEVILLE (1997).2.Forma. textura e dimensão máxima do agregado A forma do agregado se refere à sua geometria tridimensional. é mais conveniente definir certas características geométricas desses corpos. A textura superficial do agregado tem influência sobre sua aderência com a pasta de cimento. tais como alongamento.35 Tabela 2.

portanto. (NUNES 2005). Utilizando o mesmo teor de cimento e mesma consistência do concreto. . para uma mesma mineralogia. Na figura.36 mais rugosa. observou-se que não houve influência significativa das dimensões máximas do agregado usado na resistência à compressão dos concretos. O aumento da dimensão máxima do agregado.5 mm respectivamente.3 apresenta os resultados da pesquisa realizada por PEREIRA NETO E DJANIKIAN (1996). A tabela 2. as séries M1 e M2 correspondem a concretos com agregados de dimensão máxima igual a 19 mm e a 9. pode ter dois efeitos opostos sobre a resistência do concreto. O estudo compara a resistência do concreto fabricado com diferentes tipos de agregado. menor resistência.5 mm. Apenas nas situações onde o concreto apresentava menor valor a/c é que se observaram maiores diferenças na resistência do concreto conforme ilustra a figura 2. Pode-se observar que o aumento do tamanho do agregado nem sempre leva a uma diminuição da resistência do concreto. mantendo-se a mesma proporção volumétrica dos agregados graúdos e água. O teor de cimento empregado foi de 550 kg/m3. tendem a apresentar maior resistência que os concretos com agregado de superfície mais lisa.7. porém com mesma dimensão máxima dos mesmos. concretos fabricados com agregados maiores. utilizando-se agregados britados de gnaisse com dimensões máximas de 19 mm e 9. o mesmo tipo de cimento e o mesmo abatimento de tronco de cone. com mais microfissuras e. Por isso. Por outro lado agregados maiores apresentam área superficial proporcionalmente menor o que por sua vez geram maiores tensões na zona de transição pasta-agregado. como ilustra figura 2. Segundo EVANGELISTA (2002).6. tendem a apresentar zonas de transição mais fracas. as misturas do concreto com agregados maiores requerem menos água de amassamento do que aquelas que contem agregados menores.

93 90.45 83.90 56 dias 99.95 73.35 71.00 .60 98.50 90.33 14 dias 69.69 87.37 Figura 2.5 mm 75.17 62.09 75.34 94.Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre a resistência à compressão do concreto .91 84. Tabela 2.54 75.70 Resistência à compressão (MPa) 19 mm 72.6 – Influência da dimensão máxima do agregado sobre a resistência do concreto .67 87.70 103.15 75.40 96.MEHTA e MONTEIRO (1994).32 88.05 81.20 103.97 72.88 73.07 85.25 86.3.70 91.80 75.54 28 dias 86.PEREIRA NETO E DJANIKIAN (1996) Idade (dias) 9.86 92.70 Natureza do agregado Granito Gnaisse Diabásio Cálcario Granito Gnaisse Diabásio Cálcario Granito Gnaisse Diabásio Cálcario 25 mm 69.24 76.74 86.42 75.20 92.

EVANGELISTA (2002).Influência da dimensão máxima do agregado sobre a resistência do concreto .38 Figura 2. .7 .

além dos requisitos físicos. ou seja. traquito (M3) e argila expandida (M5).4. produzem misturas de concreto mais trabalháveis e econômicas.65 nenhuma diferença entre as resistências foi observada. No estudo foram utilizados agregados do tipo gnaisse (M1).2. De acordo com GONÇALVES et al (1994). não se deve esquecer o aspecto econômico. os agregados não tiveram influência significativa na resistência à compressão.4 – Natureza do agregado FRANKILN AND KING (1971). Estes autores verificaram que. apud NEVILLE (1997). visto que influencia a . sendo que para a/c igual a 0. agregados com resistências maiores proporcionam concretos com maiores valores de resistência à compressão. a resistência à compressão do concreto fabricado com agregados britados foi maior que agregados de seixo rolado. 2.1.5 – Granulometria do agregado A mudança na granulometria do agregado poderá influenciar a resistência à compressão se houver uma alteração na consistência da mistura. Por outro lado. como mostra a figura 2. quando relação a/c crescia. Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994). para relações a/c abaixo de 0. investigaram concretos com o mesmo traço. agregados que não tem uma grande deficiência ou excesso de qualquer tamanho de partícula.39 2. em especial.1. o concreto deve ser produzido com materiais que possam ser produzidos com baixo custo.2. NEVILLE (1997) enfatiza que. a autora concluiu que. desde que se mantenha a mesma relação água cimento. essa diferença diminuía. EVANGELHISTA (2002) desenvolveu um estudo sobre a influência do tipo de agregado graúdo sobre a resistência à compressão.8. exceto para a argila expandida. variando somente a natureza do agregado. Partículas maiores tendem a produzir mais microfissuras na zona de transição entre o agregado graúdo e a pasta de cimento. Neville indica que os principais fatores que determinam a viabilidade econômica do agregado são: sua área superficial. Com base em análises estatísticas.

40 quantidade de água necessária para molhagem completa dos sólidos. o volume relativo ocupado pelo agregado.8. a trabalhabilidade da mistura. EVANGELHISTA (2002) . Figura 2. e a tendência de segregação.Influência do tipo de agregado sobre a resistência dos concretos.

Neste. a presença de aditivo redutor de água no concreto. Essas melhorias incluem o uso em condições nas quais seria difícil ou até impossível usar concreto sem aditivos. sendo sempre um subproduto de outras fabricações.2. sobretudo. a não ser que a velocidade de desenvolvimento da resistência a baixas idades seja reduzida.2. as adições minerais normalmente utilizadas são resíduos provenientes de outras indústrias. do processo de produção do ferro gusa. A escória de alto-forno (EAF) é um material predominantemente vítreo proveniente. objeto de qualquer fabricação especial.6 – Aditivos químicos De acordo com BAUER et al (1994). 2. geralmente tem influência positiva sobre a taxa de hidratação do cimento e no desenvolvimento da resistência a baixas idades.1.7 – Adições minerais O uso de adições minerais na construção civil é anterior à invenção do cimento.1. define-se aditivo químico como um produto não indispensável à composição e finalidade do concreto. segundo NEVILLE (1997). A razão para o uso cada vez maior de aditivos. Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994). efeitos benéficos no concreto desde o estado fresco. A adição de escória de alto-forno tem segundo NEVILLE (1997). e que em quantidades de até 5% em relação á massa de cimento faz aparecer ou reforça certas características do concreto. para um dado fator água/cimento. Atualmente. está na capacidade dos mesmos em proporcionar ao concreto consideráveis melhorias físicas e econômicas. Contudo os aditivos de um modo geral não são capazes de afetar a resistência em idades avançadas.41 2. Não é por conseqüência. contendo principalmente silicatos e sílico-aluminatos de cálcio amorfos. É obtida pela combinação da ganga (impurezas) dos minérios dos metais com fundentes apropriados e cinzas do carvão utilizado. ela proporciona uma melhor trabalhabilidade e um .

ONER e AKYUZ (2007) verificaram que a resistência à compressão de concretos fabricados com adições de EAF aumenta até um determinado teor de adição. A incorporação de EAF ao concreto.8 – Relação agregado/cimento Estudos da influência do teor de agregado sobre a resistência do concreto com uma dada qualidade de pasta de cimento mostram que. Os melhores resultados foram obtidos a partir de uma substituição de 55 e 59% da massa de cimento Portland por EAF. 2.2.1. nota-se um decréscimo gradual da resistência à compressão. melhora a resistência do material ao longo do tempo. mas observa-se a mesma tendência com vários valores da relação água/cimento. como fração do volume total. reduzindo a partir desse ponto. que por sua vez. No estado endurecido ela propicia a formação de uma microestrutura mais densa da pasta de cimento hidratada. Segundo NEVILLE (1997). A razão para este fato. já que é mais baixo o valor da temperatura de pico da mistura. a eliminação do risco da reação álcali-agregado. aumenta de 0 a 20 %. porém entre 40 e 80 % esta resistência aumenta (figura 2. evoluções muito boas da resistência foram observadas em concretos com 50% a 75% de EAF. num teor total de material cimentício entre 300 kg/m³ e 420 kg/m³. como por exemplo.42 menor desprendimento de calor. não está bem esclarecida. quando o volume de agregado. . ou entre a resistência à compressão e o módulo de elasticidade.9). não altera significativamente as relações conhecidas entre a resistência à compressão e resistência à tração na flexão. Ela traz também grandes vantagens para a durabilidade do concreto. Diversos estudos vêm sendo feitos para se avaliar o impacto da adição de diferentes percentuais de EAF nas propriedades mecânicas do concreto. segundo NEVILLE (1997).

Condições de cura Cura é o conjunto de medidas com o objetivo de evitar a perda de água pelo concreto.NEVILLE (1997).5 . Curas intermitentes podem tornar os capilares descontínuos e na .2. 2. o objetivo da cura é manter o concreto saturado. até que os espaços da pasta de cimento fresca.Relação entre a resistência à compressão e o volume de agregado para concretos com a/c constante e igual a 0. duração e a umidade influem na cura do concreto e.43 Figura 2. para se obter um bom concreto. tenham sido preenchidos pelos produtos da hidratação do cimento até uma condição desejável. água essa necessária para o processo de hidratação do cimento. Portanto. o lançamento de uma mistura adequada deve ser seguido pela cura em ambiente apropriado durante as primeiras fases do endurecimento. A temperatura. conseqüentemente na sua resistência. quando a cura for realizada em ambiente úmido.2. O tempo de cura só é benéfico sobre a resistência do concreto. ou o mais próximo possível de saturado.9. inicialmente preenchidos com água. Segundo NEVILLE (1997).

Figura 2. capeamento do corpo-de-prova. quanto maior o período de cura úmida maior a resistência. .10. o ensaio de resistência à compressão deve seguir procedimentos padronizados. De acordo com MEHTA e MONTEIRO (1994). temperatura e umidade.10. velocidade de carregamento. Para um dado concreto. o tempo e as condições de cura têm influencia decisiva sobre a resistência à compressão como mostra a figura 2.Influência do tipo e do tempo de cura sobre a resistência do concreto MEHTA e MONTEIRO (1994) 2.3.44 retomada desta. figura 2.Parâmetros de ensaio Vários são os parâmetros de ensaio que influenciam a resistência à compressão. a água poderia não conseguir penetrar no interior do concreto e não haveria prosseguimento da hidratação. deve-se fazer uma aferição do diâmetro do corpo de prova e o mesmo deve ser mantido em cura úmida até a data do ensaio. tais como dimensões e tipo do corpo de prova. Por isso. Antes da realização dos ensaios.2.10.

Quando os corpos de prova são ensaiados em condições secas. para a realização dos ensaios de resistência à compressão são utilizados corpos de prova cilíndricos que mantêm a relação altura do corpo-de-prova igual a duas vezes diâmetro do mesmo. Usualmente enxofre é o material empregado no capeamento de corpos-de-prova de concreto. eles apresentam valores maiores de resistência que os ensaiados em condições úmidas. A equação é dada por: . com velocidade de carregamento de 0. A NBR 6118 (2003) apresenta uma equação para avaliação da resistência à compressão do concreto ao longo do tempo. Diversos materiais podem ser usados no capeamento. menor a resistência. mas é essencial que a camada seja de pequena espessura e que o material de capeamento não seja menos resistente do que o concreto ensaiado. A umidade do corpo de prova e a temperatura no momento do ensaio também influenciam os resultados de resistência. a NBR 5739:2007 estabelece que após o corpo-de-prova ser centralizado na prensa ele deve ser carregado continuamente. a resistência diminui à medida que o diâmetro do corpo de prova aumenta.8 MPa/s até sua ruptura. Para concretos com uma resistência à compressão mais elevada utilizam-se corpos de prova com dimensões menores. O capeamento com material adequado não prejudica a resistência e reduz a dispersão dos resultados em relação à obtida com corpos de prova não capeados. A velocidade de aplicação de carga tem um efeito considerável sobre a resistência do concreto obtida no ensaio: quanto menor a velocidade de aplicação. mantendo-se a razão altura-diâmetro igual a 2. Por isso. essa diferença pode variar de 15%.3 MPa/s a 0.45 No Brasil. Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994). Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994). devido à capacidade das prensas.

20 para cimento CP V ARI. sem levar em conta as propriedades de deformação do material utilizado. s = 0.2) onde: fcj = resistência à compressão do concreto na idade de j dias. normalmente são peças resistentes e duráveis.38 para cimento CP III e CP IV.3. colocando em risco os seus usuários ou causando efeitos visuais e psicológicos indesejáveis. A explicação para a influência do agregado no valor do módulo. para concretos considerados normais. entre outros parâmetros que expressem as condições dos estados limites de serviço. os quais podem comprometer a estabilidade das peças.εc). Para CUNHA (2000). desse material em um ponto qualquer desse diagrama. está relacionado com a inclinação da tangente ao diagrama tensão deformação (σc . 2. s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento. ao se executar elementos fletidos de grandes dimensões. t = idade do concreto em dias. s = 0. apesar de todos esses cuidados.FATORES QUE INFLUEM NO MÓDULO DE DEFORMAÇÃO DO CONCRETO GUIMARÃES et al (2002) afirmam que estruturas bem dimensionadas.46 fcj = exp { s . está na análise do diagrama tensão versus deformação dos diferentes elementos que compõem o concreto. o módulo de elasticidade de um material sólido qualquer.11. Mas. s = 0. fabricadas com concretos bem dosados e executados. a grande maioria dos projetos estruturais são feitos com base na resistência característica à compressão do concreto (fck). como mostra a figura 2. (2. não raro surgem os problemas das deformações excessivas. [ 1 − 28 t ] } fc 28dias . Segundo MELO NETO e HELENE (2002). Enquanto o agregado e a . fc 28 dias = resistência à compressão do concreto na idade de 28 dias.25 para cimento CP I e CP II.

agregado e concreto . Em materiais heterogêneos como o concreto. O módulo de deformação do agregado e seu conteúdo volumétrico dentro da pasta de concreto determinam o respectivo valor do módulo de deformação.47 pasta de cimento apresentam relação tensão-deformação praticamente linear. de acordo com NEVILLE (1997). . não apresenta esta mesma relação. mas uma curvatura.NEVILLE (1997). deve-se à presença da zona de transição entre o agregado e a pasta de cimento. Figura 2.Comportamento típico tensão-deformação da pasta de cimento. são o módulo de deformação dos materiais constituintes. Esta não linearidade. suas massas específicas e a zona de transição agregado-pasta (MEHTA e MONTEIRO 1994). uma boa graduação dos agregados proporciona menores espessuras nas zonas de transição. devido ao melhor espalhamento dos espaços. os fatores que exercem as maiores influencias sobre o comportamento elástico do compósito. tanto pelos agregados bem graduados como pela pasta de cimento. concentração de cristais de hidróxido de cálcio e microfissuras. fatores esses que afetam o módulo de deformação. Sabemos que. o concreto. que possui vazios.11.

Natureza do agregado b) Condições de cura c) Parâmetros de ensaio . pois nas primeiras idades. com alto módulo de deformação. só poderá ser percebida em idades mais avançadas. a influência do agregado no valor do módulo.48 Ao relacionarmos a porosidade como característica mais importante do agregado.Consumo de cimento (tipo/ finura) .Dimensão do agregado . Com o tempo.Velocidade de carregamento . destacam-se: a) Características e proporções dos materiais . A rigor.Aditivos químicos .Tensão Um quadro ilustrativo destes fatores está mostrado na figura 2. com relação ao módulo de deformação. podemos pressupor que ao utilizarmos agregados mais densos.Porosidade e módulo de elasticidade do agregado . Dentre os fatores mais influentes.Umidade do corpo de prova . teremos como resultado. .Fração volumétrica do agregado .Adições minerais . a pasta ganha resistência e os esforços são transferidos para os agregados. diretamente relacionados com o presente estudo.12. concretos com módulo de deformação maior.Relação água-cimento . a pasta é que exercerá grande influência sobre o módulo.

12.Resumo dos fatores que afetam o valor do módulo de deformação do concreto.1 – Características e proporções dos materiais constituintes 2.3. a redução no fator a/c proporciona maiores valores de módulo. retirada de MELO NETO e HELENE (2002).3.1. como na resistência à compressão. o aumento na relação água-cimento diminui o valor do módulo de deformação.cimento (a/c) é um dos principais fatores que afeta também o módulo de deformação.Relação água/cimento Podemos considerar que a relação água .1 .49 MÓDULO DE DEFORMAÇÃO DO CONCRETO Estado de umidade da amostra e condições de carregamento Módulo de Elasticidade da Matriz Pasta de Cimento Porosidade e composição da Zona de Transição Módulo de Elasticidad e do Agregado Fração Volumétrica Porosidade Porosidade Agregado Parâmetros de Ensaio Matriz Pasta de Cimento Zona de Transição Figura 2.13. 2. ilustra este fato. . Assim. A figura 2. por outro lado.

14 e 2. . nesses concretos. o módulo de deformação aumenta. mantendo-se agora o abatimento constante. apresentam a influência do consumo de cimento considerando as duas situações acima. e aumentando-se o consumo de cimento. o módulo de deformação diminui.13. retiradas de MELO NETO E HELENE (2002).2 .Consumo de cimento O consumo de cimento influencia o módulo de duas formas distintas. As figuras 2. Mantendo-se a relação água-cimento constante.15.1. tem módulo de elasticidade maior do que a pasta de cimento.50 Figura 2. 2.3.Influência da relação água-cimento sobre o módulo de elasticidade MELO NETO e HELENE (2002). Por outro lado. A explicação segundo NUNES (2005) é dada pela redução do teor de agregados que. porém com aumento do consumo de cimento. pois temos então uma diminuição da relação água-cimento.

os aditivos que levam à diminuição da porosidade da pasta de cimento acarretam aumento do módulo da pasta de cimento.3.3 . Porém os aditivos incorporadores de ar têm influência negativa sobre o módulo de deformação.51 2.MELO NETO e HELENE (2002). Figura 2.Aditivos químicos Segundo NUNES (2005). Figura 2.15 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de elasticidade de concretos com abatimento do tronco de cone constante . .MELO NETO e HELENE (2002).14 – Influência do consumo de cimento sobre o módulo de elasticidade de concretos com relação água-cimento constantes .1.

para algumas classes de resistência estudadas. (2005) apresentam resultados de estudos realizados em concretos dosados com adições de escória granulada de alto-forno em diversos teores mostrando que o módulo de elasticidade dinâmico não acompanha de forma monotônica a variação da resistência. a incorporação de escória de alto forno ao concreto não altera significativamente as relações conhecidas entre a resistência à compressão e o módulo de deformação. C35 e C40 não apresentam diferenças significativas nesta propriedade.Adições minerais NUNES (2005) ressalta que diversos pesquisadores constataram que a adição de sílica ativa e aditivos químicos na produção de diversos tipos de concretos. CANESSO et al. Segundo NEVILLE (1997). mostrando que nestas classes de resistência o aumento do teor de escória de alto-forno não proporciona melhoria do Módulo de deformação. para os concretos de classe de resistência C20 com menor teor de escória. COSTA JUNIOR et al. resultou no aumento da módulo de deformação. .16). produziu aumentos nos valores do módulo de deformação.52 2. verificou-se aumento no valor do módulo de deformação (figura 2.1. Os concretos das classes C30. Porém. (2006) observaram que um aumento do teor de EAF.4 .3.

Dimensão máxima do agregado Com relação à dimensão máxima do agregado.3. 30.5mm. 2. em todas as idades. .16 – Módulo de deformação para os concretos das classes 20.4.5 . Por outro lado. um estudo de BARBOSA et al (1999) empregando agregados graúdos de basalto com dimensão máxima de 19. 35 e 40 para os três diferentes tipos de materiais cimentícios.5 mm revelou valores de módulo de elasticidade maiores do que os com agregados de dimensão máxima de 9. conforme mostra a tabela 2.1. PEREIRA NETO e DJANIKIAN (1996) não chegaram ao mesmo resultado.53 Figura 2.

62 40.73 43.39 32.96 39.01 37.45 33.92 34.88 39.68 39. leva a um aumento da relação água-cimento.89 34.PEREIRA NETO E DJANIKIAN (1996) Natureza do agregado Granito Gnaisse Basalto Diabásio Cálcario Granito Gnaisse Basalto Diabásio Cálcario Granito Gnaisse Basalto Diabásio Cálcario 56 dias 28 dias 14 dias Idade (dias) 9.85 34.78 39.57 31.37 32.37 43. para um mesmo valor de abatimento.06 36.21 32.3.39 42.94 35. conforme mostra a figura 2.46 40.18.90 Módulo de elasticidade (GPa) 19 mm 31.51 38.06 42.78 39. Porém. mantendo-se a relação água-cimento constante.36 38.14 37.76 44.46 33.54 Tabela 2.17. proporciona uma pasta com menor resistência e conseqüentemente um módulo menor conforme ilustra a figura 2.60 43.89 35.04 2.06 37.19 38. o que por sua vez. ocorreu uma diminuição do valor do módulo de deformação.6 – Fração volumétrica do agregado graúdo Segundo MELO NETO e HELENE (2002).5 mm 31.4.11 41.92 32.15 39.19 35. o aumento do teor de agregados.28 37.29 25 mm 31. observou-se um aumento no valor do módulo.1. Segundo os autores. .31 39.Influência da dimensão máxima e do tipo do agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto .53 38. aumentando-se o teor de agregado para um concreto com abatimento constante.

Segundo estes pesquisadores.18.17 . desde que se .7 – Porosidade e módulo de elasticidade do agregado A porosidade do agregado determina a sua rigidez. que por sua vez. controla a capacidade do agregado de restringir deformações da matriz da pasta de cimento.55 Figura 2.3.Influência do teor de agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto MELO NETO e HELENE (2002) 2. Segundo MEHTA e MONTEIRO (1994).Influência do teor de agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto MELO NETO e HELENE (2002) Figura 2.1. esta é a característica mais importante do agregado graúdo que afeta o módulo de deformação do concreto.

sendo que o módulo de elasticidade apresentou resultados semelhantes para os dois tipos.2. DAL MOLIN e MONTEIRO. gnaisse. Utilizando agregados de traquito e de gnaisse. apud SILVEIRA (2000). independente da resistência do concreto ou do teor de adição. sendo este efeito aumentado com a evolução da idade. granulito e seixo rolado.1. não observaram influências do tipo de agregado no valor do módulo de elasticidade do concreto nas diferentes idades. FREITAS et al (2001). O estudo de PEREIRA NETO e DJANIKIAN (1996) empregando agregados de granito. . aumentando-se o valor do módulo de elasticidade do agregado aumenta-se também o valor do módulo de deformação do concreto.4. alguns pesquisadores estudaram concretos com diferentes tipos de agregados.56 mantenham constantes todas as demais características do concreto. mostra que os maiores valores de módulo de elasticidade do concreto foram encontrado com agregados de basalto. conforme ilustra a Tabela 2. porém esta influência pode não ser da mesma ordem de grandeza para as duas propriedades.3. diabásio e calcário. objetivo principal do nosso estudo. Os resultados mostraram maiores valores de módulo para o concreto com agregado calcário. verificaram que a cura em ambiente de laboratório levou a uma redução do módulo de deformação em relação à cura úmida.Condições de cura Estudos mostram que a cura influencia a resistência à compressão e o módulo de elasticidade. BARBOSA et al (1999) analisaram concretos com dois tipos de agregados (basalto e calcário). basalto. 2. 2.8 – Natureza do agregado Tratando-se da natureza do agregado. Os menores valores obtidos foram para o seixo rolado. SILVA (1997) ensaiou concretos de alta resistência com agregado do tipo calcário.3.

3. Por isso as normas de ensaio especificam uma taxa de incremento de tensão ou de deformação durante a realização dos ensaios. 2.2 – Velocidade de carregamento Da mesma maneira que para a resistência à compressão.3. valores de módulo de deformação aproximadamente 15% maiores que os corpos de prova testados em condições secas.4 – EXPRESSÕES PARA AVALIAÇÃO DO MÓDULO DE DEFORMAÇÃO Existem várias expressões no meio técnico para determinação do módulo de deformação do concreto.3. um aumento na velocidade de carregamento em um ensaio leva também a um aumento no valor do módulo de deformação. segundo MEHTA e MONTEIRO (1994).2. 2.3.1 – Umidade do corpo-de-prova Os corpos de prova ensaiados em condição úmida apresentam.57 2. Várias fórmulas empíricas têm sido sugeridas para estimar o módulo de deformação secante.Parâmetros de ensaio 2.3. Estas expressões são ou só função da resistência à compressão ou desta grandeza e . Estas expressões seguem duas abordagens: teórica e empírica.3. As relações empíricas são as mais comumente empregadas e por isso serão as apresentadas neste item.3. 2.3 – Tensão O módulo de deformação que não seja o tangente na origem diminui com aumento da tensão. devendo ser especificada a tensão a que ele se refere.

38 para cimento CP III e CP IV. (2. t = idade do concreto em dias. sendo comumente β igual a 1/2 ou 1/3.5 apresenta algumas destas expressões para estimar o módulo de deformação. Tabela 2. A tabela 2. s = 0.7 a 1.3) onde: Ecj = módulo de deformação do concreto na idade de j dias.2) O código modelo do CEB (1990) apresenta uma equação para avaliação do módulo de elasticidade do concreto ao longo do tempo. s = 0.45 f c ACI 318: 2005 E cs = 4700 ' fc 1 CEB FIP MC 90  f  3 E cs = α β 18275  cm   10    f cm = f cm + 8 MPa αβ é função do tipo de agregado (0.58 da massa específica do concreto ou do tipo de agregado do concreto. Em geral estas fórmulas são do tipo ( α f cβ ).4 f cm f cm = f cm + 8 MPa EUROCODE 2: 2004  f  E cs = α e 22000  cm   10    αe é função do tipo de agregado (0.20 para cimento CP V ARI. . Ec 28 dias = módulo de deformação do concreto na idade de 28 dias. s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento.2) ' módulo secante para 0. A equação é dada por:   E cj = exp  s  1 −     28    t     1/ 2 E c 28 dias . mas outros valores de β e de fórmulas foram propostos. 3 Observações f ck ≤ 50 MPa módulo secante para 0.25 para cimento CP I e CP II.5.7 a 1.Expressões para estimar o módulo de deformação do concreto (Ecs e fc em MPa) Autor NBR 6118:2003 Expressão E cs = 4760 f ck 0. s = 0.

independentemente das ações mecânicas. Os demais materiais empregados foram sempre os mesmos: a areia artificial quartzosa da região metropolitana de Belo Horizonte. uma amostra de agregado de basalto (Uberlândia) e uma amostra de agregado de dolomito (Patos de Minas). Estes foram os parâmetros básicos utilizados na produção dos diferentes concretos. A classe escolhida é a classe de agressividade II e para ela o concreto deve ter uma resistência característica à compressão (fck) mínima de 25. a metodologia de dosagem e de fabricação do concreto e moldagem dos corpos- . Segundo esta norma. Os concretos analisados foram especificados segundo as classes de agressividade ambiental prescritas pela NBR 6118:2003. calcário. Para cada amostra. Foram escolhidos quatro tipos de agregados. duas amostras de agregado de gnaisse (Passos e Guaxupé). e cimento Portland CP-III 40 RS fabricado pela Holcim. Os concretos foram fabricados com agregados graúdos das diversas cidades. basalto e dolomito.INTRODUÇÃO Foi realizado um estudo experimental com o objetivo de investigar as propriedades do concreto.60. a saber: resistência à compressão e módulo de deformação secante em diferentes idades. “a agressividade do meio ambiente está relacionada às ações físicas e químicas que atuam sobre as estruturas de concreto. perfazendo um total de seis amostras obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais: duas amostras de agregado de calcário (Belo Horizonte e Montes Claros). gnaisse. Apresenta-se a seguir a caracterização dos materiais empregados na produção dos diversos concretos. seguindo os procedimentos técnicos normativos. das variações volumétricas de origem térmica. o concreto estudado foi produzido de uma única betonada.0 MPa e uma relação água/cimento ≤ 0. variando apenas a origem mineralógica do agregado graúdo. da retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas de concreto”.1 .59 3. PROGRAMA EXPERIMENTAL 3.

3.1 . de acordo com as normas brasileiras vigentes.1. A escolha do cimento CP III se deve ao fato dele ser o tipo mais utilizado no Estado de Minas Gerais.RS 2.2 Limites ≤8 > 60 < 7200 > 12 >23 >40 Norma NM 23/01 NBR 11579 NBR 7224 NM 65/03 NM 65/03 NM43/03 NBR 7215 NBR 7215 NBR 7215 NBR 7215 .MATERIAIS CONSTITUINTES DO CONCRETO 3.2.2.1 e 3. Tabela 3. Um único lote deste cimento foi empregado na fabricação dos concretos. fabricado pela Holcim Cimentos.Cimento Um único tipo de cimento foi utilizado na produção dos diversos concretos: cimento Portland CP-III 40 RS.6 11.5 53.60 de-prova. Holcim Cimentos. bem como os procedimentos de ensaio para avaliação da resistência à compressão e do módulo de deformação. As tabelas 3.9 40.96 NI 4380 185 240 27.Caracterização física do cimento CP III – 40 RS PROPRIEDADES FÍSICAS Massa Específica (g/cm³) Resíduo na peneira 200 mm (%) Finura Área específica (cm²/g) Início de pega Fim de pega Água de consistência – pasta (%) 1 dia Resistência à 3 dias compressão 7 dias (MPa) 28 dias Tempo de pega (min) CP III-40. fornecidas pelo fabricante do mesmo.2 apresentam as características químicas e físicas do cimento.4 28.

A figura 3.59 0.45 Limites <4.1 ilustra um dos ensaios realizados para caracterização da areia.31 26. Também no caso da areia.2 apresentam os resultados destes ensaios.5 - <0.02 0. um único lote foi usado para todo o estudo.61 Tabela 3.3 e a figura 3.18 2.Caracterização química do cimento CP III – 40 RS COMPOSIÇÃO QUÍMICA (%) Óxido de Cálcio (CaO) Dióxido de Silício (SiO2) Óxido de Alumínio (Al2O3) Óxido de Magnésio (MgO) Trióxido de enxofre (SO3) Óxido de Ferro (Fe2O3) Resíduo insolúvel Perda ao fogo Óxido de Cálcio Livre (CaO) CP III-40 RS 53.0 <1. Figura 3.87 3. a tabela 3.Agregado miúdo A areia empregada em todos os concretos é de origem artificial quartzosa.20 2.2.2 . comumente utilizada na região metropolitana de Belo Horizonte.2 .Ensaio de massa específica da areia .25 Norma NBR 5742 NBR 5742 NBR 5742 NBR 5742 NBR 5745 NBR 5742 NBR 5744 NBR 5743 NM 12 3.1 .38 8.

5% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 7219 NBR 7218 0 10 20 % Retida Acumulada 30 40 50 60 70 80 90 100 Prato 0.3 Agregado miúdo do estudo Limites ABNT Peneiras (m m ) Figura 3.16 0.0% < 1.8 mm e módulo de finura igual a 2.6 1. esta areia é classificada comercialmente como sendo uma areia média.Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado miúdo.62 Tabela 3.2.2 2.73 6. .41 4.8 6.8 2.4 4.89% Valores Permitidos < 7. Observa-se também que a areia utilizada satisfaz todos os critérios normativos relativos a teor de material pulverulento e teor de argila. Com dimensão máxima característica de 4.73 (NBR 7211:2005).15 0.3 0.5 1.3 – Caracterização do agregado miúdo Ensaio Massa específica (kg/dm³) Massa unitária (kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Material pulverulento (%) Teor de argila Resultados Obtidos 2.

3. dolomito e basalto.3 e 3.2. calcário.5 apresentam os resultados destes ensaios. perfazendo um total de seis amostras obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais.2.1.Agregado de calcário da região de Belo Horizonte As figuras 3.3. Nos itens subseqüentes apresenta-se a caracterização dos agregados graúdos utilizados.63 3.4 ilustram os ensaios realizados para caracterização do agregado de calcário encontrado na região de Belo Horizonte.3 .Ensaio de absorção do agregado de calcário da região de Belo Horizonte . Figura 3. gnaisse. foram escolhidos quatro tipos de agregados.4 e a figura 3.3. a tabela 3.Agregado graúdo Para o estudo.

4 .Ensaio de massa específica do calcário da região de Belo Horizonte Tabela 3.64 Figura 3.11 0.0% < 1.4 0.Caracterização do agregado de calcário da região de Belo Horizonte Ensaio Massa específica (kg/dm³) Massa unitária (kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Absorção (%) Teor de argila (%) Material pulverulento (%) Resultados Obtidos 2.0% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 9777 NBR 7218 NBR 7219 .89 0.56 1.46 25 7.4 .61 Valores Permitidos < 3.

2.65 0 10 20 30 % Retida Acumulada 40 50 60 70 80 90 100 Prato Limites ABNT Agregado graúdo do estudo 4.3. 3.Agregado de calcário da região de Montes Claros A tabela 3.46 kg/dm3 faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.3 Peneiras (m m) 9.8 6.11 (NBR 7211:2005).2. .5 19.5 e a figura 3. Com dimensão máxima característica de 25 mm e módulo de finura igual a 7.5 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte.1 25. esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1.6 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do agregado de calcário da região de Montes Claros. A massa unitária de 1.4 Figura 3.

0% < 1.02 1.3 Peneiras (m m ) 9.4 Figura 3. esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1.5 19.1 25.65 1. Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6.8 6.05 Valores Permitidos < 3.5 .88 0. A massa unitária de 1.18 0.6 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de calcário de Montes Claros.66 Tabela 3.0% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 9777 NBR 7218 NBR 7219 0 10 20 30 % Retida Acumulada 40 50 60 70 80 90 100 Prato Limites ABNT Agregado graúdo do estudo 4.49 kg/dm3 faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.Caracterização do agregado de calcário da região de Montes Claros Ensaio Massa específica (kg/dm³) Massa unitária (kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Absorção (%) Teor de argila (%) Material pulverulento (%) Resultados Obtidos 2.49 19 6. .87 (NBR 7211:2005).

3 Peneiras (m m ) 9.50 19 6.0% < 1.7 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do agregado de gnaisse da região de Guaxupé.3.90 0.12 0. Tabela 3.7 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado de gnaisse Limites ABNT de Guaxupé.Agregado de gnaisse da região de Guaxupé A tabela 3.25 0.6 e a figura 3.3.Caracterização do agregado de gnaisse da região de Guaxupé Ensaio Massa específica (kg/dm³) Massa unitária (kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Absorção (%) Teor de argila (%) Material pulverulento (%) Resultados Obtidos 2.0% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 9777 NBR 7218 NBR 7219 0 10 20 30 % Retida Acumulada 40 50 60 70 80 90 100 Prato Figura 3.7 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de gnaisse de Guaxupé. Limites ABNT Agregado graúdo do estudo Agregado graúdo do estudo 4.80 1.1 25.67 3.8 6. .2.4 Figura 3.5 19.30 Valores Permitidos <3.6 .

19 0.93 0.68 Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6.05 0.46 19 6.7 .3.64 1. A massa unitária de 1.50 kg/dm3 faz com que seja classificado como normal quanto ao peso. Tabela 3.0% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 9777 NBR 7218 NBR 7219 . 3.Agregado de gnaisse da região de Passos A tabela 3.Caracterização do agregado de gnaisse da região de Passos Ensaio Massa específica (kg/dm³) Massa unitária (kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Absorção (%) Teor de argila (%) Material pulverulento (%) Resultados Obtidos 2.7 e a figura 3.2.8 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do agregado de gnaisse da região de Passos.90 (NBR 7211:2005).0% < 1.4. esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1.32 Valores Permitidos < 3.

46 kg/dm3 faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.3 Peneiras (m m) 9.3.8 6. .69 0 10 20 30 % Retida Acumulada 40 50 60 70 80 90 100 Prato Limites ABNT Agregado graúdo do estudo 4. A massa unitária de 1.9 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do agregado de dolomito da região de Patos de Minas.4 Figura 3.93 (NBR 7211:2005).5. esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1.8 e a figura 3.5 19.8 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de gnaisse de Passos.2. Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6.Agregado de dolomito da região de Patos de Minas A tabela 3. 3.1 25.

5 19. Com dimensão máxima característica de 19 mm e módulo de finura igual a 6. .Caracterização do agregado de dolomito da região de Patos de Minas Ensaio Massa específica (Kg/dm³) Massa unitária (Kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Absorção (%) Teor de argila (%) Material pulverulento (%) Resultados Obtidos 2. esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1.3 Peneiras (m m ) 9.70 1.0% < 1.0% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 9777 NBR 7218 NBR 7219 0 10 Limites ABNT 20 30 % Retida Acumulada 40 50 60 70 80 90 100 Prato Agregado graúdo do estudo 4.48 19 6.10 1.28 Valores Permitidos < 3. A massa unitária de 1.70 Tabela 3.18 0.48 kg/dm3 faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.98 0.1 25.98 (NBR 7211:2005).8 6.9 – Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado graúdo de dolomito de Patos de Minas.4 Figura 3.8 .

Tabela 3. Com dimensão máxima característica de 25 mm e módulo de finura igual a 7.71 3.9 e a figura 3.9 .5 19. .33 0. A massa unitária de 1.Caracterização do agregado de basalto da região de Uberlândia Ensaio Massa específica (kg/dm³) Massa unitária (kg/dm³) Dimensão máxima (mm) Módulo de Finura Absorção (%) Teor de argila (%) Material pulverulento (%) Resultados Obtidos 2.Agregado de basalto da região de Uberlândia A tabela 3.6.84 1.50 25 7.4 Figura 3.8 6.0% Norma NM 52 NBR 7251 NM 248 NM 248 NBR 9777 NBR 7218 NBR 7219 0 10 20 Limites ABNT 30 % Retida Acumulada 40 50 60 70 80 90 100 Prato Agregado graúdo do estudo 4.Resultado do ensaio de caracterização granulométrica do agregado de basalto de Uberlândia.0% < 1.2.3.50 kg/dm3 faz com que seja classificado como normal quanto ao peso.94 Valores Permitidos < 3.10 .01 (NBR 7211:2005).1 25.3 Peneiras (m m ) 9.01 0. esse agregado é classificado comercialmente como sendo uma brita 1.10 apresentam os resultados dos ensaios de caracterização do agregado de basalto da região de Uberlândia.05 0.

60.2. As características fornecidas pelo fabricante são mostradas na tabela 3. aditivo plastificante polifuncional de pega normal.2.Aditivo O aditivo utilizado. areia artificial quartzosa e aditivo) que efetivamente fizeram parte do estudo. usando-se os materiais (cimento CPIII 40 RS. apresentando-se dentro dos limites normais de potabilidade. Estes foram os parâmetros básicos utilizados na produção dos diferentes concretos.3 – DOSAGEM DO CONCRETO Como dito anteriormente.0 MPa e uma relação água/cimento ≤ 0. para concreto bombeável. Tabela 3.10 – Características do aditivo Característica Aspecto Densidade (g/cm3) pH Base Química Sólidos (%) Cor Valor do Lote líquido 1.5 a 27. comumente empregado por uma concreteira da região de Belo Horizonte.Água A água utilizada foi fornecida pela concessionária local (COPASA).5. Como ponto de partida para a dosagem dos concretos. os concretos analisados foram especificados segundo as classes de agressividade ambiental prescritas pela NBR 6118:2003.72 3. a base de lignina sulfonada. utilizou-se um traço. A classe escolhida foi a classe de agressividade II e para ela o concreto deve ter uma resistência característica à compressão (fck) mínima de 25.085 a 1. foi o Mastermix 330 N.125 g/cm3 7a9 Lignina sulfonada 25. 3.4.10.5 Castanho escuro 3. Este traço preliminar tinha a . agregado de calcário.

de testar a metodologia de produção do concreto.= 308 Kg = Quantidade de agregado miúdo646 .263 = 5.4475 x 2. a sistemática adotada foi: . 308 = 815 Kg Quantidade de agregado graúdo = 3. .646: 3. Para garantir a sua bombeabilidade empregou-se o aditivo plastificante e retardador Mastermix 330 N na proporção de 2.5525 x 7.25% Proporção de agregado graúdo =  5. o mais próximo possível do traço com agregado de calcário de Belo Horizonte.263 (cimento: areia: brita). gráudo ( ) Com os valores do módulo de finura do agregado miúdo igual a 2.263  . 100 = 44.Cálculo do “m” para a proporção de dosagem: 1: m : a/c m = 2.11) = 5. miúdo x MFagr . o valor de resistência característica obtido foi plenamente satisfeito.73 seguinte proporção em peso: 1: 2.Módulo de Finura (MF) do traço MF = ( % agr .73) + ( 0. graúdo x MFagr .15 . procurou-se manter as dosagens dos concretos fabricados com os outros tipos de agregados.91    Proporção do traço: 1 : 5.60 .646  . verificando-se inclusive o atendimento da resistência característica à compressão especificada aos 28 dias.miúdo ) + % agr . Com esta dosagem. foi mantido constante o módulo de finura do traço.73 (tabela 3.91 : 0.91 2 2 . 100 = 55.5 litros/m3.263 . Este traço foi fabricado com o objetivo de certificar a dosagem. Como o objetivo principal do trabalho é a verificação da influencia dos diferentes tipos de agregados graúdos no módulo de deformação do concreto.4) temos: MF = (0. bem como de realização dos ensaios.3) e do agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte igual a 7.11 (tabela 3. Para atingir este fim. 308 = 1005 Kg  2.91     3.646 . consumo de cimento de 308 Kg/m3 e relação água/cimento igual a 0.646 + 3.75% Proporção de agregado miúdo =  5. Desta forma.60.

568 . 308 = 791 Kg .74 Com este valor constante para o módulo de finura de todos os traços.341 Proporção de agregado graúdo =  100    2 . 5.91 = 2. 3 3 . GN.341 . a proporção do traço foi determinada da seguinte forma: 5. As proporções dos componentes estão em peso e seguem o formato cimento: areia: brita.91 = 3. Como exemplo. A denominação de cada traço é função da resistência característica (C25).568 Proporção de agregado miúdo =  100     56. para o agregado graúdo de basalto da região de Uberlândia.46 % Percentual de agregado graúdo = 56.73 ) + [(1 − % agr . 308 = 1029 Kg Com base nesta sistemática.=41 Kg = Quantidade de agregado graúdo 308 .01] Percentual de agregado miúdo = 43.15 = (% agr . para gnaisse. para calcário. a tabela 3. as demais dosagens foram ajustadas.46  .54  . MCL para Montes Claros.11 apresenta as características básicas dos traços dos concretos fabricados e analisados. miúdo ) x 7 . PAS para Passos. 5 2 . 5.54 %  43. PAT para Patos de Minas. corrigindo-se apenas os quantitativos do agregado miúdo e do agregado graúdo. miúdo x 2 . seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (CA.=68 Kg = Quantidade de agregado miúdo 308 . BA para basalto e DO para dolomito) e da região de origem do mesmo: BHZ para Belo Horizonte. . GUA para Guaxupé e UBER para Uberlândia.

60 0.5 2.60 0. adotando-se a seguinte seqüência: 1.01 Kg. colocação de metade da água de amassamento. areia.523 : 3.341 3. Antes da pesagem dos materiais para a fabricação de cada traço.407 1 : 2.416 1 : 2.Com a betoneira ainda em funcionamento. colocava-se o aditivo dissolvido no restante da água de amassamento e continuava-se a mistura por mais 5 minutos. 4. . adicionando-se em seguida 40% da água de amassamento.4 – FABRICAÇÃO DO CONCRETO Em função do teor de absorção de todos os agregados graúdos estudados ser muito baixo. não se adotou o procedimento de imergir esses agregados em água por pelo menos 24 horas antes da mistura do concreto.Adição do agregado graúdo e com a betoneira em funcionamento. agregado graúdo e água) em uma balança eletrônica com precisão de 0.464 : 3.5 2.11 – Nomenclatura e dosagens dos traços de concreto Denominação do traço C25-CA-BHZ C25-CA-MCL C25-GN-PAS C25-GN-GUA C25-DO-PAT C25-BA-UBER Tipo de agregado graúdo calcário calcário gnaisse gnaisse dolomito basalto Consumo de Cimento (Kg/m3) 308 308 308 308 308 308 Fator a/c 0.5 2.60 0.483 : 3. foram fabricados aproximadamente 100 litros de concreto.377 1 : 2.646 : 3.5 Proporção 1 : 2. Em seguida foi feita a pesagem de todos os materiais (cimento.568 : 3.328 1 : 2. o teor de umidade da areia foi avaliado e com este valor corrigiu-se a quantidade de água da mistura. A quantidade de aditivo foi sempre medida em um béquer graduado.263 1 : 2. A mistura dos materiais foi feita em betoneira BCKQ com capacidade de 320 litros. 2.Colocação do cimento e mistura dos materiais por aproximadamente 1 minuto.60 0. 3.60 Aditivo ( l/ m3 ) 2.Adição do agregado miúdo e mistura dos materiais por aproximadamente 1 minuto.75 Tabela 3.5 2.60 0.5 2. Para cada traço analisado.441 : 3.

O adensamento do concreto foi feito de forma manual. Esta prensa foi calibrada pelo Centro Tecnológico de Minas Gerais . sendo então desformados. certificado número120623. O acabamento da face superior dos corpos-de-prova foi feito por alisamento da superfície. Após a determinação do abatimento. Para cada traço foram moldados 50 corpos-de-prova.5 – MOLDAGEM DOS CORPOS DE PROVA Para a execução dos ensaios foram utilizados corpos-de-prova cilíndricos com dimensões 10 x 20 cm.76 Uma parte da mistura era. 21. em seguida. retirada para realização do ensaio de abatimento. identificados e levados à câmara úmida. 14. De lá.6 – CURA DO CONCRETO Os corpos de prova permaneceram umedecidos por três dias. conforme a NBR 5738:2004.CETEC. fabricada pela Contenco Indústria e Comércio Ltda. do tronco de cone. saíram para serem capeados com pasta de enxofre para uniformização da sua superfície. de 18 de fevereiro de 2008. 3. 3. Utilizou-se para estes ensaios uma máquina de ensaio modelo HD com capacidade de 2000 kN (figuras 3. onde permaneceram até a data dos respectivos ensaios. Em seguida o concreto foi coberto com sacos de linhagem bastante umedecidos por 72 horas. em duas camadas e 12 golpes por camada. 7. o material utilizado foi inserido novamente na betoneira e misturado por mais 2 minutos. . ela está localizada no Laboratório de Concreto da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG. 28 dias após a fabricação do concreto. conforme as prescrições da NBR 7223:1998.7 – ENSAIOS DO CONCRETO ENDURECIDO Os ensaios de resistência à compressão e módulo de deformação secante a uma tensão indicada foram realizados nas idades de 3. 3.12).11 e 3.

11 – Prensa utilizada nos ensaios do concreto endurecido Figura 3.1.4 fc para a realização do ensaio de módulo de .12 – Equipamentos utilizados nos ensaios do concreto endurecido 3.77 Figura 3.Ensaio de resistência à compressão Os ensaios de resistência à compressão em corpos cilíndricos de 10 x 20 cm foram realizados de acordo com a NBR 5739: 1994.7. Destes. três foram inicialmente ensaiados e calculados a média dos resultados para determinação da tensão σn = 0. Para cada idade foram utilizados 6 corposde-prova.

78

deformação a uma tensão indicada. Após a realização dos ensaios de determinação do módulo de deformação, cada corpo-de-prova foi levado à ruptura. Foi adotada, como resistência à compressão do concreto a média aritmética dos valores obtidos para os seis corpos-de-prova ensaiados em cada idade. Quando estes seis valores apresentaram um coeficiente de variação maior que 10%, foi excluído o valor inferior, por ser este o que mais se afastou da média. Após esta exclusão, os cálculos foram refeitos para verificar se o coeficiente de variação estava abaixo de 10%. Dos 30 corpos-de-prova analisados não foi necessário a retirada de nenhum dos valores obtidos.

3.7.2- Ensaio para determinação do módulo de deformação
Para o ensaio do módulo de deformação, de acordo com a NBR 8522:2003, são necessários 5 corpos de prova cilíndricos, com 150 mm de diâmetro (d) e 300 mm de altura (L) ou que atenda à condição L/d = 2, sendo que o diâmetro deva ser no mínimo 4 vezes o tamanho máximo do agregado graúdo. Dentre esses corpos-de-prova, em no mínimo dois, deve ser avaliada a resistência à compressão (de acordo com o que define a NBR 5739:2007), a fim de se determinar a carga a ser aplicada no ensaio do módulo de deformação. Neste estudo foram empregados três corpos-de-prova para a determinação do nível de tensão a ser aplicado. Os corpos-de-prova foram centralizados na prensa e os medidores de deformação foram fixados de forma que os pontos de medição ficassem eqüidistantes dos extremos do corpo de prova. A base de medida das deformações deve ser no mínimo igual a 2/3 do diâmetro do corpo de prova e no máximo igual a esse diâmetro.

79

Figura 3.13 – Equipamento utilizado no ensaio de módulo de deformação.

Durante a determinação do módulo de deformação secante, após o posicionamento dos corpos-de-prova, foi feita, uma compatibilização da deformação das bases de medida. Esta compatibilização consistiu em aplicar uma carga de até, no máximo, 20 % da carga prevista para ruptura do concreto e verificar as deformações registradas pelos medidores. Caso a diferença entre as deformações lidas nesses medidores fosse maior que 20 % da maior das leituras feitas, descarregava-se o corpo-de-prova e ajustava-se de girando o corpo-de-prova. Este procedimento foi ser repetido até que a diferença entre as deformações lidas não fosse maior que 20 % da maior deformação. Terminada esta etapa da compatibilização das deformações, aplicava-se um carregamento crescente à velocidade (0,25 ± 0,05) MPa/s com pausa de 60 segundos nas tensões de 0,5 MPa e das respectivas deformações em no máximo 30 segundos. Após o término das leituras de força e deformação, os corpos- de- prova foram carregados até sua ruptura. Se a resistência efetiva à compressão do corpo-de-prova diferisse da resistência medida anteriormente em mais de 20%, os resultados deste corpo-de-prova eram descartados.

σn para leitura

80

O módulo de deformação secante, Ecs, a uma tensão indicada, em gigapascals, é dado pela equação abaixo:

E cs =
onde

σn − σa . 10 − 3 , εn − εa

(Equação 3.1)

σn é a tensão maior, em MPa; σa é a tensão básica, igual a 0,5 MPa; εn é a deformação específica média correspondente à tensão maior σn; e εa é a deformação específica média correspondente à tensão básica σa.
Neste estudo a tensão maior considerada foi de 40 % da resistência efetiva do concreto determinada em cada idade de ensaio.

Primeiramente foram analisados os resultados de resistência à compressão e módulo de deformação secante dos concretos produzidos com agregados de mesma origem mineralógica: calcário (Belo Horizonte e Montes Claros). bem como às equações que relacionam estas duas propriedades. 4.INTRODUÇÃO O propósito do presente capítulo é apresentar e analisar os resultados dos ensaios das propriedades mecânicas dos diversos concretos fabricados.81 4. basalto (Uberlândia) e dolomito (Patos de Minas). Em seguida é feito um estudo comparativo dos valores medidos das propriedades dos concretos fabricados com agregados de diferentes mineralogias.2 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 4. ACI 318/2005. A denominação de cada traço é função da resistência característica (C25). seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (CA). . Ao final foi apresentada uma análise comparativa dos resultados obtidos em relação às prescrições normativas (NBR 6118/2003. para calcário e da região de origem do mesmo: BHZ para Belo Horizonte e MCL para Montes Claros. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.2. EUROCODE 2/2004 e CEB 1990) quanto a resistência à compressão e módulo de deformação.1 . Esses agregados são provenientes de Belo Horizonte e Montes Claros.1 – Agregados Graúdos de Calcário A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados graúdos de calcário são analisados neste item. gnaisse (Passos e Guaxupé).

0 20.82 26.0 0.9 1.Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de calcário.0 5.7 2.0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-CA-BHZ C25-CA-MCL Figura 4.82 4.1 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à compressão.2 1. Tabela 4.47 34.0 10. .1.4 1.0 25.1 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de calcário.0 15.59 33.9 1. que podem ser visualizados na figura 4.2.0 0.87 fcm 1 13.11 σsd 2 C25-CA-MCL fcm σsd 1 – Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s) 2 – Desvio padrão (6 cp’s) 40.15 14 dias 32.6 1.1 1.1.1 .52 27.9 2.1 – Resistência à compressão A tabela 4.0 30. Traço C25-CA-BHZ Resistência à Compressão (MPa) 3 dias 7 dias 26.42 13.11 28 dias 34.29 21 dias 32.0 Resistência à compressão (MPa) 35.5 1.

83 Os valores encontrados para a resistência característica à compressão especificada de 25 MPa foi plenamente satisfeita.2 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de deformação.2.1. Se utilizarmos a relação f ck = f cm − 1 . Traço 3 dias C25-CA-BHZ Módulo de Deformação (MPa) 7 dias 28396 1522 31932 60 14 dias 32510 2416 35148 1878 21 dias 32710 2038 36716 886 28 dias 34374 1252 37288 370 Ecsm1 20164 1376 22081 897 σ2 C25-CA-MCL Ecsm σ2 1 – Valor médio do módulo de deformação (3 cp’s) 2 – Desvio padrão (3 cp’s) . que podem ser visualizados na figura 4.2.2 – Módulo de deformação A tabela 4. os valores obtidos são iguais a 32. A análise dos resultados revelou valores de resistência à compressão e de desvio padrão muito próximos entre os concretos com agregado graúdo de calcário de Belo Horizonte e Montes Claros. Tabela 4. A exceção foi a idade de 14 dias onde esta última apresentou valor significativamente menor.8 MPa para Belo Horizonte e Montes Claros respectivamente.0 MPa e 30.2 – Resultados do ensaio de módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados de calcário.65 σ sd para a idade de 28 dias. 4. Estes resultados indicam que não houve diferença na resistência à compressão dos concretos produzidos com agregados de calcário empregados independentemente de sua procedência: Belo Horizonte ou Montes Claros.

do agregado de calcário de Montes Claros. maior será sua área superficial. É importante frisar que quanto menor o tamanho do agregado. seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (GN).84 40000 M ó d u lo d e D e fo rm aç ão (M P a ) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-CA-BHZ C25-CA-MCL Figura 4. A denominação de cada traço é função da resistência característica (C25).2. para gnaisse e da região de origem do mesmo: PAS para Passos e GUA para Guaxupé. Esses resultados revelam que houve diferença no módulo de deformação para os concretos produzidos com agregados de calcário. Podemos observar que o concreto produzido com agregado de calcário de Montes Claros apresentou módulo de deformação 10% maior. .2 – Agregados Graúdos de Gnaisse A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados graúdos de gnaisse são analisados neste item.2 . com relação ao concreto com agregado de calcário de Belo Horizonte. 4.Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de calcário. em média. Esta diferença pode ser explicada pelo menor tamanho (dimensão máxima de 19 mm) e pela melhor distribuição granulométrica. Esses agregados são provenientes de Passos e Guaxupé. tendo como conseqüência uma melhor distribuição das tensões na zona de transição pasta-agregado. dentro dos limites da norma NBR 7211.

0 25.29 28 dias 32.1 – Resistência à compressão A tabela 4. Para os valores encontrados.4 1.0 10.8 0.0 5.65 σ sd para a .46 35.7 2.4 2.3 .0 0.03 14 dias 31.0 0 7 14 21 28 35 Idade(dias) C25-GN-PAS C25-GN-GUA Figura 4. Tabela 4.78 39.0 30.3 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à compressão que podem ser visualizados na figura 4.0 Resistência à compressão (MPa) 40.3 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de gnaisse. foi plenamente satisfeita. a resistência característica à compressão especificada em 25 MPa.0 35. Traço C25-GN-PAS Resistência à Compressão (MPa) 3 dias 7 dias 24.6 2.2.62 σsd 2 C25-GN-GUA fcm σsd 1 – Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s) 2 – Desvio padrão (6 cp’s) 45.96 fcm 1 9. Ao utilizarmos a relação f ck = f cm − 1 .8 0.29 21 dias 33.6 2.Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de gnaisse.3.0 15.9 2.8 2.85 4.0 20.82 8.2.20 34.2 2.33 25.

exceto aos 3 dias.0 Resistência à compressão (MPa) 40. o concreto com agregado de Guaxupé apresentou valor significativamente maior em relação ao de Passos. NUNES (2005) chegou a resultados muito próximos dos encontrados neste estudo.0 30. 45. O concreto com agregado de Passos apresentou a menor resistência em todas as idades.8 MPa para Passos e Guaxupé.86 idade de 28 dias. . Analisando os resultados.0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-GN-PAS C25-GN-GUA NUNES GRUPO A NUNES GRUPO C Figura 4. Aos 28 dias.0 20.60. respectivamente. A figura 4.3 MPa e 34. cimento CP III 40 RS (consumo de 308 Kg/m³) e fator a/c 0.0 15.0 5.4 ilustra esta comparação. Analisando concretos com agregados de gnaisse. podemos observar que o concreto com agregado graúdo de gnaisse de Guaxupé foi o que apresentou a maior resistência à compressão. os valores obtidos são iguais a 28.4 – Gráfico comparativo dos resultados obtidos no presente estudo com os encontrados por NUNES (2005).0 0.0 10.0 25.0 35.

Tabela 4.4 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de deformação.5. .87 4.5 .2.2.Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de gnaisse. que podem ser visualizados na figura 4. Traço 3 dias C25-GN-PAS Módulo de Deformação (MPa) 7 dias 26232 873 28738 2729 14 dias 28598 543 32057 1502 21 dias 28891 913 33545 319 28 dias 31581 2458 35710 1610 1 Ecsm 17775 1046 17510 640 σ2 C25-GN-GUA Ecsm1 σ2 1 – Valor médio do módulo de deformação (3 cp’s) 2 – Desvio padrão (3 cp’s) 40000 35000 Módulo de Deformação (MPa) 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-GN-PAS C25-GN-GUA Figura 4.4 – Resultados do ensaio de módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados de gnaisse.2 – Módulo de deformação A tabela 4.

0 0.55 σsd 2 1 – Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s) 2 – Desvio padrão (6 cp’s) .3. Em estudos realizados no Laboratório de Furnas (1997). foram maiores em relação ao concreto com agregado de Passos.3 0.2. mesmo módulo de finura e mesma mineralogia. seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (BA).6 1.86 28 dias 32.5 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do concreto fabricado com agregado de basalto. Traço C25-BA-UBER Resistência à Compressão (MPa) 3 dias 7 dias 25.91 21 dias 32. 4. eles têm procedência distinta o que por sua vez pode levar a diferentes valores de propriedades mecânicas da rocha da qual eles foram obtidos. Esta diferença nas propriedades da rocha de origem pode ser a causa dos valores distintos de módulo de deformação encontrados no concreto.80 fcm1 14. Esse agregado é proveniente de Uberlândia. Esses resultados demonstram que houve diferença no módulo de deformação para concretos produzidos com agregados de gnaisse. Apesar desses agregados apresentarem curvas granulométricas muito parecidas. mesmo tamanho máximo. diferenças de até 60% foram encontradas no módulo de elasticidade de rochas de gnaisse de diferentes procedências.7 1. A denominação do traço é função da resistência característica (C25). para basalto e da região de origem do mesmo: UBER para Uberlândia. 4.41 14 dias 30.6 Tabela 4.3 – Agregados Graúdos de Basalto A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados graúdos de basalto são analisados neste item.88 Os valores obtidos para o módulo de deformação para os concretos com agregados de Guaxupé.1 – Resistência à compressão A tabela 4.2.6 1.5 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à compressão que podem ser visualizados na figura 4. a exemplo dos resultados de ensaios de resistência à compressão.

Ao utilizarmos a relação f ck = f cm − 1 . para a 4.0 20.0 C25-BA-UBER 15.2 – Módulo de deformação A tabela 4.2.89 35.0 5.7.0 0.0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) Figura 4.3. os valores obtidos são iguais a 29. que podem ser visualizados na figura 4. a resistência característica à compressão especificada em 25 MPa foi plenamente satisfeita.0 10. Para os valores encontrados.6 . .7 MPa.6 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de deformação.Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de basalto.0 25.65 σ sd idade de 28 dias.0 R esistên c ia à co m p re ssã o (M P a) 30.

Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de basalto. 4.6 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do concreto fabricado com agregado de basalto.4 – Agregados Graúdos de Dolomito A resistência à compressão e o módulo de deformação dos concretos fabricados com agregados graúdos de dolomito são analisados neste item.7 . Esse agregado é proveniente de Patos de Minas. seguida do tipo de agregado graúdo utilizado (DO). Traço 3 dias C25-BA-UBER Módulo de Deformação (MPa) 7 dias 33536 554 14 dias 36698 1382 21 dias 39457 577 28 dias 39918 809 Ecsm1 22944 1524 σ2 1 – Valor médio do módulo de deformação(3 cp’s) 2 – Desvio padrão(3 cp’s) 45000 M ó d u lo d e d efo rm aç ão (M P a) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-BA-UBER Figura 4. . A denominação do traço é função da resistência característica (C25).2.90 Tabela 4. para dolomito e da região de origem do mesmo: PAT para Patos de Minas.

7 – Resultados do ensaio de resistência à compressão do concreto fabricado com agregado de dolomito.1 – Resistência à compressão A tabela 4.8 2.6 1.72 21 dias 38.0 20.48 σsd 2 1 – Valor médio da resistência à compressão (6 cp’s) 2 – Desvio padrão (6 cp’s) 45. os valores obtidos são iguais a 35.8.19 28 dias 39.4 2.0 25.0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-DO-PAT Figura 4.8 – Evolução da resistência à compressão ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de dolomito Para os valores encontrados.7 3.4 0.0 0.0 15. Tabela 4. foi plenamente satisfeita.65 σ sd idade de 28 dias.30 fcm 1 12.7 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de resistência à compressão que podem ser visualizados na figura 4. a resistência característica à compressão especificada em 25 Mpa. para a .05 14 dias 38. Traço C25-DO-PAT Resistência à Compressão (MPa) 3 dias 7 dias 28.0 30.0 10.0 5.4.0 R esistên c ia à co m p re ssã o (M P a) 40.6 Mpa.2. Ao utilizarmos a relação f ck = f cm − 1 .0 35.91 4.

que podem ser visualizados na figura 4.8 apresenta os resultados encontrados para os ensaios de módulo de deformação.2.9 .2 – Módulo de deformação A tabela 4. Tabela 4.4.92 4. Traço 3 dias C25-DO-PAT Módulo de Deformação (MPa) 7 dias 34979 776 14 dias 38612 3025 21 dias 39488 4207 28 dias 39925 3865 1 Ecsm 26287 970 σ2 1 – Valor médio do módulo de deformação (3 cp’s) 2 – Desvio padrão (3 cp’s) 45000 M ó d u lo d e d efo rm aç ão (M P a) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-DO-PAT Figura 4.9.Evolução do módulo de deformação ao longo do tempo para os concretos fabricados com agregados de dolomito .8 – Resultados do ensaio de módulo de deformação do concreto fabricado com agregado de dolomito.

6 21 dias 32.3–ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE CONCRETOS FABRICADOS COM AGREGADOS DE DIFERENTES ORIGENS MINERALÓGICAS Neste item faz-se a análise dos resultados obtidos para resistência à compressão e módulo de deformação dos concretos fabricados com os diferentes tipos de agregados utilizados.0 8.9 25.9 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas Traço C25-CA-BHZ C25-GN-GUA C25 –DO-PAT C25-BA-UBER Resistência à Compressão (MPa) 3 dias 7 dias 26.1 – Resistência à compressão A tabela 4.6 38.9 35.3.0 14 dias 32.8 12.6 38.7 28 dias 34.7 39. basalto (Uberlândia) e dolomito (Patos de Minas).4 34.3 .6 fcm fcm fcm fcm 13. 4. A denominação empregada segue o padrão exposto no item anterior. Tabela 4. Foram utilizados para a comparação os agregados: calcário (Belo Horizonte).6 30.9 apresenta os resultados encontrados que podem ser visualizados na figura 4.8 28.4 32.6 39.4 14.7 32. gnaisse (Guaxupé).10.93 4.8 25.

Após esta idade. quando os resultados ficaram praticamente iguais ao concreto com agregado de gnaisse de Guaxupé.00 25.00 35.9 e figura 4.00 5.00 10. o concreto produzido com agregado de dolomito apresentou as maiores resistências.94 45. assim como no estudo de NUNES (2005).00 15. as menores diferenças entre as resistências dos concretos ocorreram na idade de 7 dias. exceto aos 28 dias. Os resultados demonstram que. .00 R esistên c ia à co m p re ssã o (M P a) 40.00 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-CA-BHZ C25-BA-UBER C25-DO-PAT C25-GN-GUA Figura 4.00 30.10 – Comparação da resistência à compressão entre concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas A análise da tabela 4.00 0.10 revelam que houve influência do agregado na resistência à compressão dos concretos.00 20.

95 4.3.2 – Módulo de deformação A tabela 4. Os concretos com agregados de basalto e dolomito apresentaram os maiores valores de módulo em relação aos concretos produzidos com agregado de .11 – Comparação do módulo de deformação entre concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas A análise dos resultados mostra que houve influência do tipo de agregado no valor do módulo de deformação.10 – Resultados do ensaio de resistência à compressão dos concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas Traço C25-CA-BHZ C25-GN-GUA C25-DO-PAT C25-BA-UBER Módulo de Deformação (MPa) 3 dias 7 dias 28396 28738 34979 33536 14 dias 32510 32057 38612 36698 21 dias 32710 33545 39488 39457 28 dias 34374 35510 39925 39918 Ecsm Ecsm Ecsm Ecsm 20164 17510 26287 22944 45000 40000 M ódulo de deform ação (M P a) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 7 14 21 28 35 Idade(dias) C25-CA-BHZ C25-BA-UBER C25-DO-PAT C25-GN-GUA Figura 4.10 apresenta os resultados encontrados que podem ser visualizados na figura 4. Tabela 4.11.

e t = idade do concreto em dias. Utilizou-se para o parâmetro s da equação o valor de 0.4 – ANÁLISE COMPARATIVA DOS RESULTADOS COM PRESCRIÇÕES DE DIVERSAS NORMAS 4. 4. A figura 4.38 para cimento CP III e CP IV. . basalto e seixo. o módulo de deformação do concreto atingiu em média 83% do valor aos 28 dias.4.3 uma equação para estimativa da resistência à compressão do concreto ao longo do tempo. Estes autores observaram que o concreto dosado com agregado de basalto apresentou os maiores valores de módulo de deformação.96 calcário e gnaisse.Avaliação do ganho de resistência à compressão ao longo do tempo conforme NBR 6118 A NBR 6118 (2003) apresenta no item 12.12 ilustra a análise comparativa desta equação com os resultados obtidos neste estudo.1. s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento: s = 0. fc 28 dias = resistência à compressão do concreto na idade de 28 dias.3. s = 0. [ 1 − 28 t ] } fc 28dias (Equação 4.35 e 0.38 correspondente ao cimento CP III.70 e cinco tipos de agregados (diâmetro máximo de 19 mm): calcário. s = 0. JUNIOR et al (2002) estudaram concretos fabricados com fator a/c entre 0.25 para cimento CP I e CP II. Esta equação é dada por: fcj = exp { s .20 para cimento CP V ARI. granulito. em comparação com concretos produzidos com os demais agregados. micaxisto. Os resultados ainda mostram que aos 7 dias de idade.1) onde: fcj = resistência à compressão do concreto na idade de j dias.

4 0.6 0.Análise comparativa do módulo de deformação com a equação prescrita pela NBR 6118 A NBR 6118/2003 apresenta uma expressão para avaliação do módulo de deformação em função da resistência à compressão.13 representa os valores obtidos na comparação dos valores dos módulos de deformação com os diferentes tipos de agregados.4. os resultados demonstram boa aproximação à curva da norma brasileira.Avaliação comparativa da evolução da resistência à compressão 4.2 1 Equação4.2 .8 fc/fc28dias 0.85 * 5600 f ck . 1. exceto na idade de três dias. .2 0 0 7 14 21 28 35 Idade (dias) C25-CA-BHZ C25-C**-PAT C25-CA-MCL C25-GN-PAS C25-GN-GUA C25-BA-UBER Figura 4.12 . os valores de fcmj/fcm se mantiveram um pouco maiores que os estimados pela equação da NBR 6118.2) Os valores calculados por esta expressão foram comparados com os obtidos neste estudo. A equação é dada por: Ecs = 0. Vale ressaltar que a idade de três dias correspondeu à data de desforma dos corpos-de-prova. Portanto. A figura 4.97 De um modo geral.1 0. (Equação 4.

segura. a equação da NBR 6118 é conservativa em relação aos resultados obtidos. sendo. O percentual de escória. O somatório de todos os efeitos promove uma melhora significativa da zona de transição. As maiores diferenças são para o basalto de Uberlândia e o dolomito de Patos de Minas. ou seja. . portanto. refletindo num aumento de desempenho do concreto sob o ponto de vista tanto mecânico como de durabilidade.2 C25-CA-MCL C25-DO-PAT C25-GN-PAS C25-BA-UBER C25-CA-BHZ C25-GN-GUA Figura 4. como também constatado em estudos de NUNES (2006). bem como na finura do cimento de 4380 cm²/g. Segundo DAL MOLIN (2005). que chega à aproximadamente 70% tem forte influência no valor do módulo de deformação.98 45000 40000 Módulo de deform ação (MPa) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 Resistência à compressão (MPa) Equação 4. Isto influencia a cinética da hidratação e os tipos de produtos de hidratação formados. As causas mais prováveis que expliquem este fato podem estar no uso da escória de altoforno presente no cimento CP III-RS utilizado. a adição restringe os espaços nos quais os produtos de hidratação podem crescer.13 – Análise comparativa dos resultados estudados com a equação prescrita pela NBR 6118 Conforme podemos observar no gráfico. Todos os valores medidos são maiores que os previstos pela equação normativa. gerando um grande número de pequenos cristais ao invés de poucos cristais de grande tamanho. o uso de adições como a escória de alto forno aumenta a densidade da mistura com preenchimento dos vazios pelas minúsculas partículas.

Natureza do agregado graúdo Basalto.99 A Prática Recomendada do IBRACON (2004) sugere uma correção na equação do módulo de deformação da NBR 6118 para se levar em conta a consistência do concreto no estado fresco e a influência dos diferentes tipos de agregado. O valor de a1 empregado foi de 1. Neste caso foi adotado o valor de 1.0 correspondente à consistência plástica. Tabela 4.0 0.11 – Valores do índice de correção a1.7 A figura 4. onde: a1 é o ( Equação 4.14 mostra a análise comparativa da equação 4.2 1.3 em relação aos concretos fabricados com agregados de calcário. e a2 é o índice de correção do módulo do concreto em função da consistência do concreto. . visto que os agregados de calcário utilizados para o estudo são calcários do tipo sedimentar denso. diabásio e calcário sedimentar denso Granito e gnaisse Calcário metamórfico e metasedimento Arenito a1 1.1 a 1.85 * 5600 * fck 1 / 2 .3) índice de correção do módulo do concreto em função da natureza do agregado.9 0.11 apresenta os valores do índice de correção a1.1. A Tabela 4. A equação sugerida é: Εci = a 1 * a 2 * 0 .

não acarreta correções na equação da NBR 6118/2003.2. Para este concreto. A análise da figura mostra que o concreto produzido com agregado de calcário da região de Belo Horizonte apresentou um comportamento mais próximo ao sugerido pela equação 4.100 40000 35000 Módulo de deformação (MPa) 30000 25000 Equação 4.15 mostra a análise comparativa da equação 4.3 prescrita pelo IBRACON.14. o fator de correção a1 é igual a 1.0.13) revela que a equação normativa é segura em relação aos resultados obtidos. Para os concretos produzidos com agregado de gnaisse. A figura 4. O valor de a1 empregado foi de 1. a equação proposta se mostra mais conservativa. O estudo comparativo (vide figura 4.3 em relação ao concreto fabricado com agregados de basalto. Também para o concreto produzido com agregado de basalto. O concreto produzido com agregado de gnaisse de Passos é o que mais se aproximou da curva da norma.3 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (MPa) C25-CA-MCL C25-CA-BHZ Figura 4. .3 do que o concreto com agregado de calcário de Montes Claros. o que por sua vez. pode-se observar que a equação normativa é segura estimando valores inferiores aos obtidos nos ensaios.Análise comparativa dos resultados dos concretos com agregados de calcário em relação à equação 4.

o agregado dolomito é do grupo calcário: portanto. será usado o valor de 1.3 C25-BA-UBER Figura 4.1 para o índice a1. A figura 4.3 prescrita pelo IBRACON. Os agregados de dolomito não estão relacionados na tabela de classificação do IBRACON.15. mas segundo a norma Britânica BS 812: Parte 1:1975.16 mostra a análise comparativa da equação 4. .3 em relação ao concreto fabricado com agregados de dolomito.101 45000 40000 Módulo de deformação (MPa) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (MPa) Equação 4.Análise comparativa dos resultados do concreto com agregado de basalto em relação à equação 4.

A curva superior representa agregados com diâmetro máximo de 19 mm e a curva inferior representa agregados com diâmetro máximo de 38 mm. bem como os resultados obtidos neste estudo. Na figura. Também para o concreto produzido com agregado de dolomito. A figura 4. pode-se observar que a equação normativa é segura estimando valores inferiores aos obtidos nos ensaios.17 apresenta um gráfico de resultados de ensaios realizados no laboratório de Furnas (1997) em concretos fabricados com agregados de diferentes origens mineralógicas.2 da NBR 6118/2003.3 prescrita pelo IBRACON.Análise comparativa dos resultados do concreto com agregado de dolomito em relação à equação 4.16. Os ensaios de módulo de deformação foram feitos com extensômetro mecânico. mostra-se também a equação 4. .3 C25-DO-PAT Figura 4.102 45000 M ó d u lo d e d efo rm aç ão (M P a) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 Resistência à compressão(MPa) Equação 4.

Gráfico comparativo entre o estudo realizado.3 – ACI 318 A norma americana ACI 318/2005 também prescreve uma expressão para avaliação do módulo de deformação em função da resistência à compressão.700 fc (Equação 4. a equação 4. A análise da figura revela que os resultados obtidos no presente estudo estão dentro da mesma faixa encontrada nos ensaios realizados no laboratório de Furnas. .2 da NBR 6118 e resultados de ensaios realizados nos laboratório de Furnas.17. 4. Para ambos os resultados a equação normativa pode ser considerada segura.4.103 50000 45000 Módulo de deformação (MPa) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (MPa) Equação 4. A figura 4.2 C25-CA-MCL C25-DO-PAT C25-GN-PAS C25-BA-UBER C25-CA-BHZ C25-GN-GUA FURNAS Dmax38mm FURNAS Dmax 19mm Figura 4. A equação é dada por: Ecs = 4.18 apresenta esta análise comparativa.4) Os valores calculados por esta expressão foram comparados com os obtidos neste estudo.

Portanto a equação da norma ACI 318 é conservativa. e αe = 1. também podemos observar que os valores obtidos são superiores aos estimados pela equação normativa.5) onde: fcm é a resistência média à compressão do concreto igual a f ck + 8 MPa . αe = 1.104 45000 M ó d u lo d e d efo rm ação (M P a) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (MPa) Equação 4.4.2 para basalto. A figura 4. αe é o fator de correção em função do tipo de agregado: αe = 0.9 para calcário. dado pela equação:  f  E cs = α e 22000  cm   10    0.4 C25-CA-BHZ C25-DO-PAT C25-CA-MCL C25-GN-PAS C25-GN-GUA C25-BA-UBER Figura 4.18 – Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do ACI 318 Ao analisarmos os resultados de acordo com a norma do ACI 318. gnaisse e granito.. (Equação 4. 4. no caso dos concretos estudados. 3 .19 apresenta a comparação dos . vindo em favor da segurança nos procedimentos de cálculos.EUROCODE 2:2004 O EUROCODE prescreve expressão para avaliação do módulo de deformação em função da resistência à compressão.0 para quartzito. Os valores calculados por esta expressão foram comparados com os obtidos neste estudo considerando os diferentes tipos de agregados.4.

45000 M ó d u lo d e d e fo rm ação (M Pa) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 Resistência à compressão (MPa) Equação 4.19 mostra que o concreto produzido com agregado de calcário da região de Belo Horizonte apresentou um comportamento mais próximo ao sugerido pela equação do que o concreto com agregado de calcário de Montes Claros. inserido aqui por pertencer ao grupo calcário.3 proposta pelo IBRACON.20 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de gnaisse de Passos e Guaxupé e os valores prescritos pela equação do EUROCODE 2. pode-se concluir que a equação normativa é segura em relação aos resultados obtidos. . Apresenta-se na figura também os resultados de módulo do concreto fabricado com dolomito de Patos de Minas. A figura 4. Para o concreto produzido com agregado de dolomito da região de Patos de Minas.5 C25-CA-BHZ C25-CA-MCL C25-DO-PAT Figura 4.19 . assim como aconteceu na comparação com a equação 4.Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do EUROCODE 2 para concretos com agregado de calcário e dolomito A figura 4.105 valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de calcário de Belo Horizonte e Montes Claros e os valores prescritos pela equação do EUROCODE 2. Portanto. a equação do EUROCODE se mostra ainda mais conservativa.

106

40000 35000 Módulo de deformação (MPa) 30000 25000 Equação 4.5 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (M Pa) C25-GN-PAS C25-GN-GUA

Figura 4.20 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do EUROCODE 2 para concretos com agregado de gnaisse

Na figura podemos observar que os resultados dos concretos produzidos com agregados de gnaisse de Passos e Guaxupé ficaram próximos à equação normativa do EUROCODE 2. Para Passos, a equação superestima os valores medidos de módulo correspondentes a resistências mais elevadas (em idades > 21 dias). Para o concreto produzido com agregado de Guaxupé, a equação se mostra conservativa também no caso de resistências mais altas (em idades ≥ 21 dias). A figura 4.21 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de basalto de Uberlândia e os valores calculados com a equação do EUROCODE 2.

107

45000 Módulo de Deformação (MPa) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (MPa) Equação 4.5 C25-BA-UBER

Figura 4.21 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do EUROCODE 2 para concretos com agregado de basalto

Para o concreto produzido com agregado de Uberlândia, a equação se mostra conservativa para resistências à compressão mais elevadas (em idades ≥ 21 dias). Portanto, a partir desta idade, a equação pode ser considerada segura em relação aos valores obtidos nos ensaios.

4.4.5 - CEB 1990
O Código Modelo CEB (1990) também prescreve uma expressão para avaliação do módulo de deformação estático secante em função da resistência à compressão. A equação é dada por:

108

 f  3 E cs = α β 18275  cm  ,  10   

1

(Equação 4.6)

onde:
fcm é a resistência média à compressão do concreto igual a f ck + 8 MPa ; αβ é o fator de correção em função do tipo de agregado: αβ = 0,9 para calcário; αβ = 1,0 para quartzito, gnaisse e granito; αβ = 1,2 para basalto e calcário denso.

Os valores calculados por esta expressão são comparados com os obtidos neste estudo considerando os diferentes tipos de agregados. A figura 4.22 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de calcário de Belo Horizonte e Montes Claros e os valores prescritos pela equação do CEB 1990. Apresentase na figura também os resultados de módulo do concreto fabricado com dolomito de Patos de Minas, visto ser este agregado da família do calcário. O valor de αβ empregado foi de 1,2, visto que os agregados de calcário utilizados para o estudo são calcários do tipo sedimentar denso.

45000 M ódu lo de defo rmação (M Pa) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (MPa) Equação 4.6 C25-CA-BHZ C25-CA-MCL C25-DO-PAT

Figura 4.22 - Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para concretos com agregado de calcário e dolomito

podemos observar que a expressão do CEB subestima os valores do módulo de deformação dos concretos produzidos com agregados de gnaisse.109 Na figura. Para o concreto produzido com agregado de dolomito de Patos de Minas. 40000 35000 Módulo de deformação (MPa) 30000 25000 Equação 4. A análise global dos resultados indica que os valores previstos pela expressão do CEB são conservativos em relação aos valores medidos nos ensaios com concreto utilizando agregados de Montes Claros. . A figura 4. A exceção foi para os resultados obtidos na idade de 3 dias. Neste caso. a equação também se mostra também conservativa. podemos observar que o concreto produzido com agregado de calcário da região de Belo Horizonte foi o que mais se aproximou da curva proposta pela CEB 1990.23 . pode-se concluir também que a equação é segura.Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para concretos com agregado de gnaisse Na figura.23 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de gnaisse de Passos e Guaxupé e os valores prescritos pela equação do CEB 1990.6 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 Resistência à compressão (M Pa) C25-GN-PAS C25-GN-GUA Figura 4. independentemente de sua região de origem.

110 A figura 4. 45000 Módulo de Deformação (GPa) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 10 20 30 40 Resistência à Compressão(MPa) Equação 4. Para o concreto produzido com agregado de Uberlândia.24 . a equação se mostra conservativa a partir dos 7 dias podendo então ser considerada segura em relação aos valores obtidos nos ensaios.6 C25-BA-UBER Figura 4.Análise comparativa dos resultados obtidos com a equação do CEB para concretos com agregado de basalto .24 apresenta a comparação dos valores dos módulos de deformação dos concretos com agregados de basalto de Uberlândia com os valores previstos pela equação do CEB 1990.

25 .25 ilustra a análise comparativa desta equação com os resultados obtidos neste estudo.4.2 0 0 5 10 15 Idade (dias) 20 25 30 Figura 4.Avaliação comparativa da evolução do módulo de deformação .7 0.8 Ec/Ec28dias C25-CA-BHZ C25-DO-PAT 0.7) onde: Ecj = módulo de deformação do concreto na idade de j dias.4 C25-GN-GUA C25-BA-UBER 0. s = 0.38 para cimento CP III e CP IV. Utilizou-se para o parâmetro s da equação o valor de 0. Ec 28 dias = módulo de deformação do concreto na idade de 28 dias. (Equação 4. s = coeficiente de crescimento da resistência em função do tipo de cimento.20 para cimento CP V ARI.38 correspondente ao cimento CP III.111 4. t = idade do concreto em dias.25 para cimento CP I e CP II. Esta equação é dada por:  E cj = exp     s 1 −   28    t     1/ 2 E c 28 dias .6 Avaliação do ganho de módulo de deformação ao longo do tempo conforme CEB 1990 O CEB (1990) apresenta uma equação para estimativa do módulo de deformação do concreto ao longo do tempo. A figura 4.2 1 Equação 4. s = 0. s = 0. 1.6 C25-CA-MCL C25-GN-PAS 0.

.112 De um modo geral. para os concretos estudados. demonstrando que a formulação normativa foi adequada. na avaliação dos valores de módulo ao longo do tempo. os valores da relação Ecj/Ec foram ligeiramente maiores que os estimados pela equação do CEB 1990.

areia artificial do tipo quartzosa da região metropolitana de Belo Horizonte e um mesmo aditivo plastificante. Estes foram os parâmetros básicos utilizados na produção dos diferentes concretos.60.INTRODUÇÃO O principal objetivo do estudo foi avaliar a influência do agregado graúdo de diferentes origens mineralógicas nas propriedades mecânicas do concreto: resistência à compressão e módulo de deformação. foi utilizado um único lote de cimento do tipo CP III – 40 RS. 14. Para isto foram produzidos concretos com quatro tipos de agregados: calcário. duas amostras de agregado de gnaisse (Passos e Guaxupé). Os concretos analisados foram especificados segundo as classes de agressividade ambiental prescritas pela NBR 6118:2003. uma amostra de agregado de basalto (Uberlândia) e uma amostra de agregado de dolomito (Patos de Minas). A classe escolhida é a classe de agressividade II e para ela o concreto deve ter uma resistência característica à compressão (fck) mínima de 25. As propriedades mecânicas dos diversos concretos foram avaliadas nas idades de 3. perfazendo um total de seis amostras obtidas de seis cidades do Estado de Minas Gerais: duas amostras de agregado de calcário (Belo Horizonte e Montes Claros).113 5 CONCLUSÕES E SUGESTÕES 5. 21 e 28 dias após a fabricação. Para que observássemos a influência do agregado graúdo. gnaisse. 7.0 MPa e uma relação água/cimento ≤ 0.1 . . dolomito e basalto.

• A proposta do IBRACON.Este resultado pode ser devido às diferentes propriedades da rocha mãe da qual os agregados foram obtidos. O menor diâmetro máximo do agregado de Montes Claros e sua melhor distribuição granulométrica. mas não para módulo de deformação. EUROCODE 2 e do CEB 1990 revela que estas são seguras e conservativas.114 5. • Os resultados obtidos mostram que o agregado graúdo exerceu influência significativa tanto na resistência à compressão quanto no módulo de deformação dos concretos estudados. os valores de módulo de deformação apresentaram diferenças significativas. estimando valores menores que os medidos para os concretos estudados.2 – CONCLUSÕES As conclusões descritas neste capítulo estão intimamente ligadas às características dos concretos estudados. • A analise comparativa dos valores medidos do módulo de deformação com as equações normativas da NBR 6118. • Os concretos dosados com agregado graúdo de gnaisse das regiões de Guaxupé e Passos apresentaram valores de resistência à compressão bem próximos exceto aos 28 dias. as seguintes conclusões podem ser feitas: • Para os concretos dosados com agregados graúdos de calcário das regiões de Belo Horizonte e Montes Claros foram encontrados valores bem próximos para resistência à compressão. do ACI 318. Por outro lado. • O concreto dosado com agregado graúdo de dolomito da região de Patos de Minas (MG) foi o que apresentou maiores valores de resistência à compressão e juntamente com o concreto dosado com agregado graúdo de basalto da região de Uberlândia maiores valores de módulo de deformação. . são os fatores que explicam a diferença do módulo. Com base nos resultados e análises apresentados no capítulo IV. basalto e dolomito. de índices de correção do módulo de deformação do concreto em função da natureza do agregado melhorou a aproximação dos resultados com a curva normativa NBR 6118 para os concretos dosados com agregados de calcário. permitindo uma melhor distribuição das tensões na zona de transição pasta-agregado.

115

Com base nestas conclusões, devemos exigir para as obras, ensaios prévios dos materiais (cimento, areia e brita) que serão utilizados, definindo junto a laboratório idôneo a dosagem mais adequada para a referida obra, bem como, os valores das propriedades (resistência à compressão e módulo de deformação) nas diversas idades. Durante a execução, deve-se exigir também um processo de cura eficiente.

5.3 – SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS
Para as pesquisas que estão por iniciar, sugerem-se estudos similares com outros tipos e classes de cimento, outros tipos de agregados graúdos e outras faixas de resistência à compressão. Recomenda-se nestes estudos, uma caracterização melhor das adições (escória, sílica ativa) e das propriedades mecânicas (resistência e módulo da rocha mãe) e da atividade pozolânica dos agregados graúdos. Recomenda-se ainda uma avaliação da microestrutura do concreto, principalmente na interface pasta agregado.

116

6 – REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. (2005). ACI 318R-95 – Building Code Requirements For Structural Concrete (ACI 318-05) and Commentary (ACI 318R-05) _______.“NBRNM-12– Cimento Portland – Análise Química- Determinação do Óxido de Cálcio Livre”, Rio de Janeiro, 2004. _______.“NBRNM 18-Cimento Portland - Análise química - Determinação de perda ao fogo”, Rio de Janeiro, 2004. _______. “NBRNM-23 –Cimento Portland e outros Materiais em Pó-Determinação da Massa Específica”, Rio de Janeiro, 2001. _______. “NBR NM 30 –Agregado miúdo- Determinação da absorção de água”, Rio

de Janeiro, 2001.
_______. “NBR NM 43 - Determinação da pasta de consistência normal”, Rio de

Janeiro, 2003.
_______. “NBR NM 46 – Agregados - Determinação do material fino que passa através da peneira 75 micrometro, por lavagem”, Rio de Janeiro, 2003. _______. “NBRNM 52 –Agregado Miúdo- Determinação da Massa Específica e Massa Específica Aparente”, Rio de Janeiro, 2003. _______. “NBRNM 65– Cimento Portland- Determinação do Tempo de Pega”, Rio de

Janeiro, 2003.
_______. “NBRNM67- Concreto - Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone”, Rio de Janeiro, 1998. _______. “NBRNM76- Cimento Portland - Determinação da finura pelo método de permeabilidade ao ar (Método de Blaine)”, Rio de Janeiro, 1998.

117

_______.

“NBRNM

248

Agregados

Determinação

da

Composição

Granulométrica”, Rio de Janeiro, 2003. _______.“NBR 5738 – Concreto – Procedimentos para moldagem e cura de Corposde-prova”, Rio de Janeiro, 2004. _______. “NBR 5739 – Concreto- Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos”, Rio de Janeiro, 2003. _______. “NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto- Procedimento”, Rio de

Janeiro, 2003.
_______. “NBR 7211 – Agregado para Concreto”, Rio de Janeiro, 1983. _______. “NBR 7215– Cimento Portland- Determinação da Resistência à compressão”, Rio de Janeiro, 1996. _______. “NBR 7218 – Agregados – Determinação do teor de argila m torrões e materiais friáveis”, Rio de Janeiro, 1987. _______. “NBR 7251– Agregados em estado solto– Determinação da massa unitária”,

Rio de Janeiro, 1982.
_______.“NBR 8522 –Concreto- Determinação dos módulos estáticos de elasticidade e de deformação e da curva tensão-deformação”, Rio de Janeiro, 2003. _______.“NBR 11579- Cimento Portland – Determinação da finura por meio da peneira 75 micrômetros (número 200)”, Rio de Janeiro, 1991. _______. “NBR 12655 – Concreto- Preparo, controle e recebimento”, Rio de Janeiro,

1996.

BELUCO.. COSTA JUNIOR.B. Programa de Pós-Graduação de Engenharia – Universidade Federal do Rio de Janeiro.P.M.S.T . 2001 “Avaliação do Módulo de Elasticidade de Concretos de Alto Desempenho com Diferentes Idades”. Agosto.IBRACON. D. 2005. Ed. S. B. EVANGELISTA. 1994.R. “Materiais de Construção 1” 5ª Edição – Ed.M.CETLIN. C. IBRACON.SHEHATA..E. 43º Congresso Brasileiro de Concreto.GOMES. 47 º Congresso Brasileiro de Concreto.. BARBOSA. A. BOURGUIGNON. São Paulo EVANGELHISTA. M.. L. Rio de Janeiro-RJ.G. “Módulo de Elasticidade do Concreto” – Informador das Construções..AGUILAR. JÚDICE. junho 2002.J.P. P. et al. “Agregados para construção Civil” – Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de Materiais”. Rio de Janeiro. 2007.M..F.K. J.A.C..MORIMOTO. Brasil.1424.ZONDONADE. IBRACON. “Adições Minerais para concreto Estrutural” . C. . setembro 2005.C.. 2003. L.M. IBRACON.F.SILVA.SOUZA.E. CARNEIRO. L.118 _______.A. M.. 1 Edição... julho 2000 DAL MOLIN.J.. BAUER.G. Rio de Janeiro... 41º Congresso Brasileiro de Concreto. LTC. “NBR 14931– “Execução de estruturas de concreto – Procedimento”.. IBRACON.A.. “Avaliação da Resistência do concreto usando diferentes ensaios não destrutivos”. A.M.. setembro 2006.São Paulo. agosto 99. L..T. CUNHA. D. “A Influência do Tipo de Agregado Graúdo nos Módulos de Elasticidade e na Resistência a Tração dos Concretos de Elevado Desempenho”. Foz do Iguaçu.M.S.Volume 1. A.P.M. C. J. M.C. C.A. PINHEIRO. “Influência de altos teores de escória de alto-forno em concreto: avaliação das propriedades físicas e mecânicas”.F. EUROCODE-European Standard – Design of concrete structures-Part 1-1:General rules and rules of buildings FARIAS.MG.M.M.. F.. Tese de Doutorado. CANESSO.da..L. Belo Horizonte . Pesquisa e Realizações”.“A influência da Adição da Escória granulada de Alto Forno nas Propriedades Mecânicas do Concreto”. FREITAS.. V. M. Recife-Pe. PALMEIRA.M.Concreto: Ensino.COELHO. 48 º Congresso Brasileiro de Concreto. Rio e Janeiro. Salvador-BA.

D. Pini.C.wordpress. SANTOS. Belo Horizonte-MG. A. projetado e compactado com rolo” –Ensaios e Propriedades– Ed. R. 44º Congresso Brasileiro de Concreto.R. agosto. 2002. . J. P.L.“Comentários Técnicos e Exemplos de Aplicação da NB-1” Comitê Técnico Concreto Estrutural. 505-514. Paulo R. Pesquisa e Realizações”IBRACON. NUNES. São Paulo MAGALHÃES. “Propriedades do Concreto” – 2ª Edição – Ed.. A. pp. SHEHATA.. 2005. “Agregados para concreto”. P. HELENE.. “Concreto: Estrutura. 2005.G. Setembro1994.. K. IBRACON.. Brasil. “Módulo de Elasticidade: Dosagem e Avaliação de Modelos de Previsão do Módulo de Elasticidade de Concretos”. L... ALMEIDA.S. F... CENTURIONE.. Departamento de Engenharia de Estruturas – Universidade Federal de Minas Gerais. A. NETO. P. Propriedades e Materiais” – 1ª Edição – Ed.J. 1997 GONCALVES. Pesquisa e Realizações”. . Porto Alegre-RS. ”Concretos massa.Consulta realizada às 21:00 horas do dia 28/08/2008. PRADO. GUIMARÃES. Y.D. São Paulo. ONER e AKYUZ (2007) “An Experimental study on optimum usage of GGBS for the compressive strength of concrete” Turkey 2007 pp.. CARASEK. P.Concreto: Ensino. Pini.. S. 1997.. São Paulo. “O cimento Portland. OLIVEIRA. I. “ Avaliação do Módulo de Deformação do concreto em diferentes idades e com diferentes relações água/cimento” Revista “A construção em Goiás” outubro de 2002. Programa de Pós-Graduação de Engenharia – Universidade Federal do Rio de Janeiro. 36ª Reibrac – Instituto Brasileiro do Concreto. KIHARA. P.“Resistência e Módulo de Elasticidade de Concretos Usados no Rio de Janeiro” – Dissertação de Mestrado. JUNIOR.... 2005.E.. L. M. Brasil.S.R. MEHTA. 2007. MELO NETO A. “Caracterização e Análise macro e micro estrutural de concretos fabricados com cimentos contendo escória de alto-forno” – Tese de Doutorado.P.M. H.P.E.IBRACON.C.P. e MONTEIRO.J.F. Pini.FIGUEIREDO. “Influencia dos Agregados Graúdos do Estado de Goiás no Módulo de Deformação do concreto”– disponível em http://casodepericia.. Concreto: Ensino. C. Anais.339-352.L. A. J.com/2008/04/15/influencia-dos-gregados-nomodulo-de-deformacao-do-concreto/ . estrutural.. 1994.M. São Paulo. “Influência do Tipo de Agregado Graúdo nas Propriedades do Concreto de Alta Resistência”. F. São Paulo NEVILLE.W. IBRACON. COSTA. PEREIRA.119 FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS..G. C.

Abril. Et al..L. Departamento e Engenharia Civil. São Paulo-SP.. F. 166p-1997. DJANIKIAN. J. Brasil.Universidade de Brasília. 1999 pp. E. L. M. R. Brasil. Gramado. “Concreto de Alto Desempenho: Propriedades Mecânicas e Durabilidade” . G. “A influência do Tipo de Agregado e da Dimensão Máxima Característica nos Módulos de Elasticidade do Concreto de Alto Desempenho”. R. Proceedings of 2nd CANMET/ACI – International Conference – High Performance Concrete. P.. Departamento de Engenharia de Estruturas – Universidade Federal de Minas Gerais. Performance and Quality of Concrete Structures. 2000. 1996.120 PEREIRA NETO. Revista IBRACON nº 12. Dissertação de Mestrado. SILVEIRA. “Mechanical Properties and Durability of High-Performance Concrete”. SILVEIRA.“Concreto de Alto Desempenho: Estudo de Propriedades Mecânicas”. SILVA. 655-670.Dissertação de Mestrado. .

19 33.80 34.51 31.1.11 34.79 13.86 25.02 31.69 34.36 36.21 25.65 27. de Var.56 28.82 6.62 12.47 7.70 30. (%) Concreto com calcário de Belo Horizonte 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 12.66 33.4 6.55 26.80 30.5 7.83 13.9 2.4 32710 2038.0 0.4 32510 2415.82 12.6 .49 35.49 31.Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os concretos produzidos com agregado de calcário de Belo Horizonte Resistência à compressão (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 CP 4 CP 5 CP 6 Valor médio Desvio padrão Coef.52 4.17 13.2 28 dias 33979 33367 35776 34374 1252.1 6.25 31.43 32.5 5.43 35.30 31. (%) 20164 1376.77 32.42 3.59 4. de Var.Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos produzidos com agregado de calcário de Belo Horizonte Concreto com calcário de Belo Horizonte Módulo de 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias Deformação (MPa) CP 1 19669 29302 34991 30389 CP 2 21719 29247 32373 34207 CP 3 19102 26640 30166 33534 Valor médio Desvio padrão Coef.2.19 29.2 3.6 1.27 36.10 32.4 1.8 28396 1521.9 1.85 12.34 34.121 ANEXO A – Resultados dos Ensaios Tabela A.57 24.61 Tabela A.56 35.

9 1.09 33.17 CP 6 11.2 1.9 5.39 27.65 26.27 27.20 26.06 CP 2 13.6 2.82 33.2 33964 37313 34166 35148 1877.1 31979 31953 31865 31932 60.122 Tabela A.15 4.96 26.0 .48 36.7 4.5 1. de Var. (%) Concreto com calcário de Montes Claros 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 21180 22089 22973 22081 896.29 34.70 31.59 CP 4 15.96 30.34 Valor médio Desvio padrão Coef.4.44 34.3 35700 37122 37326 36716 885.11 8.4 1.Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos produzidos com agregado de calcário de Montes Claros Módulo de Deformação (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 Valor médio Desvio padrão Coef.29 8.3.85 33.51 33.36 34.0 0.4 37480 37523 36861 37288 370.67 31.25 28 dias 34.83 23.41 27.10 24.76 28.7 2.87 5.11 3.24 36.09 26.43 34.05 CP 3 13.45 29.29 25. (%) 13. de Var.1 1.24 34.Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os concretos produzidos com agregado de calcário de Montes Claros Concreto com calcário de Montes Claros Resistência à 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias compressão (MPa) CP 1 13.76 CP 5 13.59 26.50 Tabela A.

53 31.00 29.4 2.67 35.87 26.8 0.82 8.3 3. de Var.79 23.72 32.24 33.07 27.46 Tabela A.7 7.8 .9 2.3 28527 29173 28094 28598 543.73 24.78 8.44 32.25 35.Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os concretos produzidos com agregado de gnaisse de Passos Resistência à compressão (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 CP 4 CP 5 CP 6 Valor médio Desvio padrão Coef.74 9.35 8.30 23.8 3.33 5.14 32.2 28980 31899 33865 31581 2457.77 32.8 5.30 33.00 31.15 32.20 7.43 33.Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos produzidos com agregado de gnaisse de Passos Módulo de Deformação (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 Valor médio Desvio padrão Coef. (%) Concreto com gnaisse de Passos 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 17894 16675 18756 17775 1045.5.35 22.4 1.9 28950 29772 27950 28891 912.50 10.52 9.0 1.02 33.123 Tabela A.65 10.22 34.83 31.01 9.60 27.38 24.2 2.46 7.6. de Var.88 34.22 35.40 33. (%) Concreto com gnaisse de Passos 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 10.9 27124 25379 26194 26232 873.04 25.

85 37. de Var.88 36.5 30383 33286 32500 32057 1501.5 .8 2.74 35.3 4.44 35.02 28.80 8.5 3.6 2.72 33.01 34.29 6.23 9.Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos produzidos com agregado de gnaisse de Guaxupé Módulo de Deformação (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 Valor médio Desvio padrão Coef.61 23.48 37.2 1.34 8.96 27. (%) Concreto com gnaisse de Guaxupé 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 7.7.12 39.8.7 33490 33889 33257 33545 319.96 7.7 25873 31306 29035 28738 2728.60 31.25 24.18 41.92 8.7 9.48 34.98 36.5 4.62 7.46 37.89 34.124 Tabela A.29 6.15 33.96 37.25 41.0 36920 33882 36328 35710 1610.88 23.7 2.8 0.03 7.33 9.47 26.57 43.6 2. (%) Concreto com gnaisse de Guaxupé 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 17246 17043 18240 17510 640. de Var.47 Tabela A.41 9.51 25.12 40.75 32.Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os concretos produzidos com agregado de gnaisse de Guaxupé Resistência à compressão (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 CP 4 CP 5 CP 6 Valor médio Desvio padrão Coef.62 33.

31 41.58 Valor médio Desvio padrão Coef.58 39.4 2.83 Tabela A.77 CP 2 11.34 42.72 4. de Var. (%) 12.7 7.19 8.44 37. de Var.24 28 dias 37.9.14 CP 3 12. (%) 26287 970.31 37.10.61 39.60 CP 6 12.91 36.8 39488 4206.7 28 dias 38414 44317 37043 39925 3865.8 2.79 29.48 3.24 37.89 CP 4 12.46 38.49 41.57 40.46 39.7 3.Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os concretos produzidos com agregado de dolomito de Patos de Minas Concreto com dolomito de Patos de Minas Resistência à 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias compressão (MPa) CP 1 12.88 28.6 1.4 0.3 9.125 Tabela A.74 26.46 CP 5 12.57 35.41 39.32 33.9 10.8 3.11 38.36 39.05 7.78 41.05 30.30 5.85 27.2 38612 3024.71 37.7 .7 34979 776.85 31.Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos produzidos com agregado de dolomito de Patos de Minas Concreto com dolomito de Patos de Minas Módulo de 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias Deformação (MPa) CP 1 25555 34114 35977 34709 CP 2 25918 35617 41915 42631 CP 3 27388 35205 37945 41124 Valor médio Desvio padrão Coef.20 41.19 27.5 2.

60 13. de Var.7 36673 38092 35328 36698 1382.7 1.1 1.80 5.11.82 25.82 35.41 1.72 33.68 32.01 33.43 25.71 14.6 34099 33518 32992 33536 554.94 24.00 14.80 30.3 2.43 28.126 Tabela A.70 34.0 .19 31.Resultados dos ensaios de resistência à compressão para os concretos produzidos com agregado de basalto de Uberlândia Resistência à compressão (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 CP 4 CP 5 CP 6 Valor médio Desvio padrão Coef.18 31.86 14.0 0.1 3. de Var.86 5.00 34.94 31.28 24.85 32.49 24.54 32.49 30.71 14.08 31. (%) Concreto com basalto de Uberlândia 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 24403 21363 23065 22944 1523.6 1.43 33.91 6.53 Tabela A.8 6.64 29.26 31.15 30.3 0.55 3.12.65 25. (%) Concreto com basalto de Uberlândia 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias 13.Resultados dos ensaios de módulo de deformação para os concretos produzidos com agregado de basalto de Uberlândia Módulo de Deformação (MPa) CP 1 CP 2 CP 3 Valor médio Desvio padrão Coef.63 29.25 25.84 14.29 32.6 1.5 39461 39441 40853 39918 809.8 39486 40020 38867 39457 577.1 1.