índice
34

16

12

Redes de CLPs – Parte 2 Sensores – Guia Prático Acoplamento por impedância comum Transformadores de Baixa Tensão SIS - Sistemas Instrumentados de Segurança – Parte 5 Análise Espectral Sensor Hall – A Tecnologia dos Posicionadores Inteligentes Uso de entradas e saídas remotas em Profibus-PA Profibus – Tempo de Barramento

16
21

38

24 30

34 38
44 48
Índice de Anunciantes: GoIndustry .......................... 09 Mecânica 2012 .......... Capa 02 Mectrol .............................. 11 Festo .......................... Capa 03 PHM .............................. 23 Cognex ........................ Capa 04 Nova Saber ......................... 47

Editorial Notícias

03 05

4

//notícias
A HMS libera a Netbiter
A HMS garante aos seus clientes o acesso gratuito ao serviço de controle remoto Netbiter Argos, agora disponível em nove línguas.
A solução de controle remoto Netbiter®, baseada em nuvem, permite aos usuários monitorarem e controlarem o equipamento de campo, tais como geradores de energia, turbinas eólicas, tanques e outras aplicações através de um computador fixo, portátil ou smartphone. A HMS disponibiliza agora o centro de dados online, Netbiter Argos (www.netbiter.net), sob a forma de um serviço gratuito. Ao conectar um gateway de comunicação Netbiter ao equipamento de campo pretendido, é possível aceder imediatamente ao Netbiter Argos, visualizar todos os parâmetros da instalação de campo e controlá-lo à distância. Além disso, a partir de março de 2012, o Netbiter Argos estará disponível em nove línguas: alemão, italiano, francês, espanhol, português, chinês e japonês. As versões inglesa e sueca já estavam disponíveis anteriormente.

O modelo HL770 série 7A equipado com caçamba reforçada de 3,7 m3.

Carregadeiras Hyundai modelo HL770 série 7A, da BMC
A máquina possui painel de controle digital, cabine ampla e confortável projetada em 3-D, construída sob o padrão ROPS/FOPS e avançado centro de monitoramento das funções
A BMC acaba de anunciar a entrada do modelo HL770 série 7A na linha de pás carregadeiras Hyundai. O equipamento amplia e reforça a atuação da brasileira nos segmentos da mineração, indústria extrativa e, na construção, em serviços de terraplanagem. A pá carregadeira HL770 série 7A tem o sistema de braços tipo “Z bar” para maior força de desagregação. Equipada com caçamba reforçada de 3,7 m³, com design avançado e ideal para movimentação de toneladas de materiais, oferece alta produtividade com economia, graças ao econômico motor do equipamento, considerado amigo do ambiente pela baixa emissão de poluente e nível de ruído. “Introduzimos a carregadeira HL770 série 7A na nossa linha de produtos para atender à demanda de clientes que buscam máquinas modernas adequadas às necessidades do mercado brasileiro e que ofereçam baixo custo de operação em serviços dos mais diferentes tipos e portes”, garante José Couto, gerente de treinamento da BMC.

Uma utilização cada vez mais fácil
É com muita satisfação que oferecemos aos nossos clientes acesso gratuito ao Netbiter Argos,” diz Henrik Arleving, Diretor da Linha de Produtos, Gestão Remota na HMS. “Este é mais um passo para facilitar a utilização da gestão remota aos usuários. Esta nova possibilidade permitirá não apenas poupar custos de subscrição aos usuários, mas também proporcionar uma conexão mais rápida. O serviço de nuvem gratuito e o apoio linguístico mais abrangente torna o Netbiter único no mercado.”

Como funciona o Netbiter
O Netbiter é um pacote completo de controle remoto composto de três elementos principais: O primeiro é a forma física: um gateway Netbiter anexado ao equipamento remoto que envia e recebe dados. O segundo é o centro de dados Netbiter Argos que recolhe e guarda os dados do equipamento de campo. Este centro de dados garante um armazenamento seguro da informação e permite aos usuários obterem estatísticas e relatórios relativos ao desempenho dos seus serviços. O terceiro é o acesso seguro a dados por meio de um computador fixo, portátil ou smartphone, onde os usuários podem verificar o estado dos seus dispositivos e monitorizar e controlar o equipamento num painel gráfico. Para mais informações, visite www.netbiter. com e experimente a interface Web Netbiter Argos através de uma conta de demonstração.

Os três elementos da solução Netbiter: gateways de conectividade, alojamento seguro e interface Web.

Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual

5

nova linha de Rebolos Especiais e uma nova linha de máscara de proteção individual da marca 3M Speedglass. estamos trazendo ao mercado brasileiro Pinos-Guia de Ferrite. Esse produto oferece mais segurança e está em conformidade com a norma ISO13849-1. Novidades das empresas Automotion. Mantém a segurança de todos os eixos verticais. • Acessórios e Insumos para máquinas de solda. • Dispositivos para Solda. Acionamento e Controlador de Posicionamento Digital em um único e compacto produto.//notícias As novas tecnologias na indústria serão apresentadas na Feira da Mecânica Atuadores eletromecânicos Exlar. até 2013. com foco na eliminação de desperdício e a correta alocação dos investimentos. para tornos. monofásicos e trifásicos. a empresa prevê um crescimento de 35% na unidade de negócios Soluções Industriais. um processo de otimização das atividades. A estrela da linha é a Tritex II™ Series. o que assegura uma operação livre de manutenção por toda a vida útil da unidade. em relação à média de mercado. nova linha de CNC Mitsubishi M700V/M70V.25 kW a 11 kW. freio Mayr Topstop para eixos verticais são exemplos dos lançamentos que serão apresentados. Com sua mecânica agregada. Os produtos são equipados com módulos baseados nos protocolos CANopen e Modbus. duas analógicas. os tamanhos menores não precisam de ventoinha. os produtos seguem a norma IEC 60034:30 e podem ser identificados com o selo Procel. Novos motores elétricos e inversores de frequência. que substituem os atuais pinos de cerâmica. têm nove entradas digitais. que apresentam alto custo e baixa resistência. oferecendo uma solução completa e compacta. 6 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . Neugart do Brasil e Rdrive Também apresentaremos a linha de atuadores eletromecânicos lineares e rotativos Exlar. montados em um corpo compacto e totalmente selado para aplicações em quaisquer ambientes. hobbing machines. Compatível com grande número de servo motores/interfaces utilizados no mercado. que orientam até mesmo programadores inexperientes na configuração. Além disso. Até 2013. entre outras. Na linha Mayr. da Bonfiglioli do Brasil Os inversores de frequência Agile e Active permitem fazer um diagnóstico completo do desempenho de motores ou redutores de velocidade. a inovação do Mineral Cubitron II. destaque para o freio Topstop para eixos verticais. quatro saídas digitais. instalação mais rápida e corte térmico otimizado. misturadoras e máquinas de processamento. redutores planetários Neugart. a série Tritex II™ elimina o uso de Fusos de Esfera ou outros mecanismos de redução . como linhas de corte. • Controladores de Solda. alta velocidade e alta precisão de usinagem de moldes e/ou fresamento e controle de interpolação simultânea de 5 eixos. O grupo Bonfiglioli diz que implementará. que evita a ocorrência de soldagem de porca invertida . Todos os modelos apresentam uma entrada de backup de 24 V. e uma analógica. A série oferece potência de até 1500 watts. Destaques da 3M A 3M lançará. Além da eficiência energética. é de fácil aplicação para retrofit de sistemas antigos. os inversores Agile e Active têm baixo custo de instalação e operação devido ao fornecimento de funções pré-programadas prontas para uso. Entre outras vantagens. Confira outros produtos que estarão em exposição no estande da ConAn: • Máquinas de Solda por resistência. um filtro EMI. Da linha Mitsubishi CNC. bem como uma função de “Safe torque off”. Sistema para Verificação de Porcas (SVP). Certificados pelo INMETRO. novidades em máquinas pneumáticas. Os atuadores combinam um servomotor AC brushless com um atuador rotativo ou linear multifuso. A série foi projetada para cobrir faixas de potência de 0. a tecnologia dos motores BE e ME destaca-se pelo tamanho compacto. laminadores. traremos o novo CNC M700V/ M70VCNC especialmente desenvolvido para Máquinas de Alta Velocidade. também. 230 V e 400 V.todos os controles de posicionamento e potência estão incorporados em sua própria estrutura. incluindo um relé. além de um ciclo de vida capaz de garantir maior longevidade. mesmo com motor não instalado. acionamentos inteligentes RDrive. para tornos com múltiplos eixos e com sistemas múltiplos.da ConAn Alem do SVP. inclusive. Para centros de usinagem de alta precisão . Já os motores elétricos BE e ME podem ser usados principalmente em transportadores horizontais e verticais.

Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 7 . como chegar. incluindo eletrônica de consumo. Ele discute as principais tendências da indústria: • Otimização de organizações de teste: As organizações estão elevando a engenharia de teste à posição de um ativo estratégico que lhes proporciona vantagens competitivas. • Filtrar expositores por categoria de produto. Novo relatório sobre o mercado de testes automatizados para 2012 A National Instruments lançou o relatório Automated Test Outlook. “A Mecânica na palma da sua mão.br/A-Feira/Aplicativo-Mobile/ para baixar. interno no PC. software e E/S. medicina e comunicações.mecanica. O relatório detalha tendências que afetam numerosas indústrias. spindle servo drive e spindle servo motor. • Obter informações sobre novos produtos. computação. que oferece as conclusões das pesquisas feitas pela empresa sobre as mais recentes tecnologias e metodologias de teste e medição. Acesse www.com. • Medições e simulação no fluxo do projeto: Combinando modelos sofisticados com medições do mundo real. está levando as vantagens da interface externa às novas topologias de sistema.” O NI PXIe-1082 e seus relatórios. O 2012 Automated Test Outlook é baseado em informações fornecidas por pesquisadores da universidade e indústria. Entre as atividades do Test Leadership Council estão reuniões de liderança. • Traçar uma rota de um expositor a outro na planta do evento. Com os pontos de vista apresentados no relatório. semicondutores. engenheiros e gerentes podem aproveitar as mais modernas estratégias e melhores práticas para otimizar qualquer organização de teste.ni. fresadoras. com ele você pode: • Navegar pela lista de expositores. baixe o Aplicativo Mecânica Mobile®. • Acessar o Facebook. • Portabilidade dos algoritmos de medição: Novas ferramentas tornam possível desenvolver a PI (propriedade intelectual) de medição uma vez e implementá-la em uma ampla diversidade de elementos de processamento. criado pela National Instruments para transmitir as melhores práticas obtidas com nosso trabalho com milhares de clientes de diversas indústrias ao redor do globo. O NI Test Leadership Council facilita a discussão entre os líderes do setor de teste sobre questões empresariais e técnicas. • Fazer seu credenciamento. O relatório 2012 está organizado em cinco categorias: estratégia empresarial. O Automated Test Outlook é parte do NI Test Leadership Council. arquiteturas. fóruns e pesquisas com usuários. aeroespacial e defesa. • Fazer a contagem regressiva para o check-in no evento. • Saber mais sobre o evento. centros de usinagem e mandrilhadoras). E isso é apenas uma amostra do que você vai encontrar no maior evento do setor industrial Para estar por dentro de muitas outras informações da feira. A Farex apresentará uma máquina de curvar tubos CNC e Prensa Dobradeira CNC. sendo que toda linha conta com CLP Siemens e IHM Touch para maior interatividade. visite www. inteligência empresarial e análises por comitês especializados de clientes. o relatório oferece uma abrangente amostra das próximas tendências relativas aos desafios empresariais e técnicos da área de teste e medição. • Proliferação de dispositivos móveis: A realidade de “um smartphone em cada bolso e um tablet em cada bolsa” está mudando a maneira como os sistemas de teste são controlados e monitorados. • Conferir as fotos do evento diariamente. Chiller.com/ato. Termorregulador. Tendo esses dados como base. A Makino irá expor o Centro de Usinagem Horizontal e Eletroerosão a fio. onde estacionar. • Interfaces PCI Express externas: Esse barramento de alta velocidade e baixa latência. automotiva. Servo drive. servo motor. A Refrisat apresentará no evento a unidade de Água Gelada. atualização e reforma de máquinas CNC (tornos. elas aumentam a qualidade e reduzem o tempo de desenvolvimento de seus produtos. dicas de visitação. contatos entre profissionais da área e trocas de informações tecnológicas.//notícias Outras grandes novidades A GSK apresentará no evento a automatização. Para ler o relatório 2012 Automated Test Outlook.

explica Marc Wilhelm. e então diferencia seus tipos. muitas vezes. Graças à mais alta resolução de 5 megapixels. Isto serve como uma verificação adicional do resultado da leitura. muito úteis para o projeto. e é assim que as peças necessárias no processo de produção são atualizadas no sistema logístico. o novo sistema possui diversas vantagens. pudemos utilizar o laboratório do Stemmer Imaging para conduzir testes preliminares sobre os possíveis componentes de processamento de imagem e já os selecionar em grande extensão. Em colaboração com o processador de imagem especializado Stemmer Imaging. Isto ainda hoje é implementado. e então lê as informações inseridas no sistema de logística”. mas concebível. na forma de funcionários lendo laboriosamente os códigos com scanners portáteis. no entanto. Sem “clandestinos” Em adição à gravação dos códigos.//notícias Sistema de visão In-Sight 5605 permite identificação de código superrápida. deu agora mais um importante passo adiante. tipo e conteúdo A Continental. “O código na extremidade inferior da pilha na bandeja serve como mestre de forma que toda a pilha possa ser identificada. na Continental Alemanha O conceito de “rastreabilidade” está agora firmemente estabelecido na indústria de fornecimento automotivo. a medição confiável da altura exclui essa vulnerabilidade de segurança improvável. Estas zonas de borda são precisamente o que era necessário para identificar o código antes de lê-lo. que aprofundou ainda mais nosso conhecimento de processamento de imagem. Complexidade requer controle Essa produção e rede de abastecimento altamente distribuídas requerem um controle preciso e confiável de inspeção. “Se. cobrem distâncias muito longas em sua vida produtiva e formam base importante da logística interna. haveria o risco de que 8 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 .” Encontrando o desafio Além das diferentes cores das várias bandejas. na minha opinião. In-Sight ® 5605. Os códigos de barras 2-D ou os códigos matriciais atribuem às bandejas suas identidades singulares. o sistema de visão lê e reconhece os códigos em pilhas altas com diferentes números de bandejas dentro de alguns milissegundos. a medida da altura da pilha é também realizada. apresentou um desafio-chave que teve de ser superado pelos peritos em processamento de imagens da Stemmer Imaging. afirma Wilhelm. As bandejas padronizadas. o fato de as zonas de borda à esquerda e à direita dos códigos de barras serem muitas vezes demasiado pequenas. é necessário que a localização de um lote de peças individuais seja rastreável em todos os momentos. descrevendo o processo na estação onde implantou como gerente do projeto com sua equipe de desenvolvimento. portanto. em Frankfurt. Para alcançar este objetivo. “Durante a fase de projeto. uma coisa do passado para a Continental. usando equipamento emprestado. Segundo ele. às vezes. de acordo com Wilhelm: “O Stemmer Image nos deu um forte suporte no desenvolvimento do software e também realizou um curso perto do final do projeto. não é então necessário ler todos os códigos individualmente de novo. Localização. A obtenção de todos os componentes necessários de uma única fonte e ser capaz de utilizar ampla gama de serviços de nosso parceiro foram. Comparado ao antigo escaneador manual. que atualizam a localização da bandeja de transporte. é preciso proporcionar unidades de inspeção a intervalos regulares e também nas interfaces críticas. Códigos duplicados ou não escaneados são. outra bandeja não codificada passasse como clandestina”. por exemplo. checar a extremidade inferior já é o suficiente. o sistema de visão localiza até onze códigos na pilha. sejam eles códigos de barras ou códigos matriz 2-D. A especificação final foi então determinada por nós no local. da Continental. foi ainda mais longe. o sistema de visão detectasse apenas um único código. Em um ponto de inspeção abaixo. Alemanha.” Parceiro útil Wilhelm enfatiza a boa cooperação com o Stemmer Imaging. em Frankfurt. Centenas de milhares de bandejas de transporte desempenham um papel chave no sistema de transporte interno na fábrica da Continental. a antiga entrada manual de códigos de barras foi automatizada com o sistema de visão inteligente de alta resolução da Cognex. “Primeiro. Para garantir a logística segura. move a maioria de seus componentes sobre essas bandejas de transporte. um fornecedor internacional do setor automotivo.” A cooperação com antecedência. A Continental. que oferece uma grande ajuda no planejamento e implantação do sistema. O processo se torna significantemente mais veloz e elimina o potencial de erros no trabalho manual.

Com a inovadora tecnologia igualmente comprovada do In-Sight 5605 e do PatMax da Cognex e com o apoio de peritos de processamento de imagens da Puchheim. explica Christian Berg. segundo Wilhelm. Assim. sem fazer uso de valores específicos em tons de cinza. que liderou o projeto em nome da Stemmer Imaging. a Stemmer Imaging usou a tecnologia PatMax® da Cognex. mesmo nas piores condições”. O resultado é uma melhoria significativa na capacidade de localização e de precisão. é pioneiro de uma cadeia logística segura e veloz que. o projeto-piloto da Continental. a Stemmer Imaging obteve sucesso na leitura de códigos anteriormente ilegíveis. e depois busca por formas semelhantes na imagem.//notícias Sistema de visão In-sight 5605. da área de vendas de soluções de processamento de imagem. Para solucionar esta tarefa. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 9 . em breve também poderá ser implementada de forma semelhante em outras aplicações de logística em Frankfurt. mesmo com diferentes ângulos. “O PatMax captura a geometria do código com a ajuda de várias curvas de contorno que não estão vinculadas a qualquer grade de pixels. em Frankfurt. tamanhos e sombra”. “O PatMax utiliza uma tecnologia sofisticada para o padrão geométrico correspondente para ser capaz de localizar peças de forma confiável e precisa.

Isso permite que os eletricistas de instalações. Os novos modelos têm até 32 GB (8 GB padrão) de memória. Cada um pode monitorar os sistemas com até dez parâmetros de qualidade de energia em uma única tela e pode gravar até 150 parâmetros em 4 fases simultaneamente. Ambos os modelos estarão disponíveis desde janeiro de 2012. apenas especialistas podiam calcular o quanto de energia havia sido desperdiçado devido a problemas com a qualidade de energia. uma “captura rápida “ do sinal que exibe formas de onda de meio ciclo RMS de tensão e corrente com todos os detalhes para que os técnicos e engenheiros de manutenção de motor e gerador possam medir a interação durante as operações de chaveamento. Com a nova e patenteada função Unified Power do 430 série II. O Fluke 430 série II calcula monetariamente custos do desperdício de energia. Ambos modelos são totalmente compatíveis com a norma internacional IEC 61000-4-30 e rigorosos padrões Classe-A. permitindo que o operador veja quanto de eletricidade o inversor consome e se ele está operando de forma eficiente. de acordo com a norma EN50160. da Série 430 II. e introduzindo a estrutura tarifária de serviços públicos. a função “Unified Power” na Série 430 II foi desenvolvida em cooperação entre Fluke Corporation e engenheiros-cientistas da Universidade de Valência.br O mais famoso Analisador está ainda melhor Há tempos o mais popular Analisador de Qualidade de Energia de três fases no mercado com exibição simultânea de diversos parâmetros e infinidade de recursos. mas o processo requerido de medição estava além do alcance da maior parte dos eletricistas. fornecendo a justificação ROI para mitigar a distorção de qualidade de energia e quantificar custos. técnicos de serviços em campo e consultores de energia podem automaticamente determinar o quanto de energia está sendo desperdiçado e calcular exatamente quais são os gastos extras de energia com uma única ferramenta. bem como melhorias de hardware. O modelo 435 inclui a função “Power Wave”. Novas Funções de medição: Unified Power. principal ferramenta com algoritmo patenteado para reduzir desperdício de energia e melhorar o desempenho e duração de equipamentos eletromecânicos. software e firmware. efetuem medições com uma ferramenta para diagnosticar perfis de carga e evitar falhas em motores e inversores durante o comissionamento e fases de start ups. Enquanto os novos equipamentos consomem menos energia em instalações individuais. cabo USB. sondas de corrente. engenheiros eletricistas. Power Wave A partir de um primeiro algoritmo desenvolvido por Vicente Leon e Joaquín Montañana como uma extensão do padrão IEEE 1459. eletricistas. aumentando o desperdício de energia devido aos harmônicos e reduzindo o total de economia de energia. Os Analisadores de Qualidade de Energia Fluke 430 série II permitem que as plantas verifiquem o impacto de eficiência energética. carregador de bateria. Inverter Efficiency. Anteriormente.//notícias Fluke apresenta os Analisadores de Qualidade de Energia Trifásicos 430 série II A Fluke Corporation apresenta o Analisador de Qualidade de Energia Trifásico Fluke 430 série II. turbinas eólicas e fontes de alimentação. e estão com classificação de segurança 600 V CAT V CAT III IV/1000. prestadores de serviço e empreiteiras do setor elétrico. em aplicações de eletrônica de potência  e sistemas de iluminação até controles de motores e HVAC. e software PowerLog. bateria tipo Li-Íon com até 10 horas de operação por carga.com. mede simultaneamente  a entrada e a saída de potência de inversores em sistemas solares. Os modelos 430 da Série II incluem uma maleta de transporte. o 430 Series II apresenta três novos modelos de funções de medição. visite: www. Para mais informações. A função marca a primeira vez que qualquer ferramenta de teste tem a capacidade de automaticamente quantificar o desperdício de energia por harmônicos e desequilíbrio. eles aumentam o nível de distúrbios na rede elétrica e na maior parte dos sistemas elétricos. concessionárias de energia podiam calcular o custo. técnicos de concessionárias de energia. A resolução da tela e a bateria estão ainda melhores e o software que acompanha foi redesenhado para dar aos usuários mais opções para analisar a qualidade e o consumo de energia. o usuário pode até mesmo calcular o custo monetário da energia desperdiçada. 10 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . A função “Inverter Efficiency”. As medições permitem aos operadores ajustarem as configurações ou fazerem uma substituição de uma unidade defeituosa. cabos de teste com clipes. um cartão de memória SD de fácil troca/substituição e conectividade USB para aumentar a capacidade de registro de energia e rápido download de dados.fluke.

Este novo conversor inteligente possui todas as caraterísticas já comprovadas da série. Os motores de bombas. Tal como os modelos da série já comprovados. o SK 540E. bem como controle vetorial da corrente sem sensor e um gerenciador de freio integrado para operação regenerativa e identificação automática de parâmetros do motor conectado. permitindo assim economia de custo considerável. O novo conversor SK 540E da NORD DRIVESYSTEMS com controlador incorporado permite aos usuários programarem livremente funções relacionadas com acionamentos. O SK 540E realiza até tarefas sofisticadas sem um CLP externo. mas suporta uma maior variedade de unidades do que os modelos anteriores e a programação livre e conveniente de funções relacionadas com acionamentos. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 11 . o SK 540E proporciona a função de segurança “Safe Torque Off”. em conformidade com a norma IEC 61131. consegue controlar motores síncronos e integra uma nova interface universal para encoder na recuperação de energia. que lhes permitem reagir diretamente às taxas de vazão flutuantes. Graças ao seu microprocessador de elevado desempenho.//notícias Gerenciamento de tarefas relacionadas ao acionamento sem controlador externo Para aplicações de acionamento dinâmico e funcionalidades complexas. por exemplo. o novo modelo de conversor também é adequado para processos de corte com alta velocidade em trabalhos de torneamento e fresagem. a NORD DRIVESYSTEMS apresenta um novo modelo de conversor para painel. Analisador de qualidade de energia trifásico 430 série II. podem ser atualizados com funções de monitoração e funções de curva caraterística.

Esta vertente permite somente um único “mestre” e vários “escravos”. Pode ser utilizada uma fonte de alimentação auxiliar de acordo com necessidades de alimentação extra para módulos de I/O ou outro equipamento específico. utilizando um cabo único. transdutores de energia. O meio físico é o RS-232 ou RS-485 em conjunto com o protocolo “mestre”-”escravo”. O “mestre” tem a função de gateway. 12 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . atuadores de válvulas. com os dispositivos de entrada e saída de dados. apresentamos a rede AS-Interface (ou AS-i) para mostrar a interconectividade dos sensores descritos em diversos processos fabris e descrevemos também a rede Ethernet TCP/IP (industrial).automação CLPs Nesta 2ª parte deste artigo. RS-485 e Ethernet (figura 2). podendo noutras variantes. tais como RS-232. transmitindo e recebendo informações das redes de nível superior. Profibus. capaz de transmitir dados e alimentação simultaneamente. Atendendo aos diferentes meios físicos.pereira@gmail. aparecer nos níveis superiores como é o caso do Modbus TCP/IP. provou ser bastante confiável.as. entre outros. O objetivo é ligar entre si. controladores de processo. saiba mais Redes de CLPs . Meio físico O protocolo Modbus permite uma fácil implementação de comunicações em vários tipos de arquiteturas de rede. tal como Modbus. Podem ser utilizados vários meios físicos.º Filipe Alexandre de Sousa Pereira. Redes de Parte 2 Modbus O Modbus é um dos protocolos mais antigos e mais utilizados em redes de automação. Schneider Electric Exemplo da topologia Um exemplo que ilustra a aplicabilidade do AS-i é apresentado na figura 1. instrumentos eletrônicos inteligentes como relés de proteção. O sistema AS-Interface utiliza o princípio de um cabo comum.com AS-Interface Esta tecnologia foi desenvolvida como uma alternativa de baixo custo em relação às redes de cabos convencionais e. Engº Filipe Pereira filipe. através do qual os sensores e atuadores se ligam ao cabo AS Interface. onde se podem ligar todos os elementos periféricos. O elemento básico do AS-Interface é um “chip” “escravo”. sensores e atuadores de diversos fabricantes. É um tipo de rede que normalmente aparece no nível de Campo/Processo.parte 1 Mecatrônica Atual 54 Redes de Comunicação: Instalação de CLP na Indústria Mecatrônica Atual 51 Como melhorar o desempenho de Sistemas Baseados em CLP? Saber Eletrônica 453 Apontamentos de Eng. após vários anos de utilização em diversos setores industriais. podemos dividir o protocolo Modbus em três vertentes: • MODBUS é usado para comunicação entre CLPs e destes.

controle de acesso ao meio por HDLC (High Level Data Link Control). ou então limitam-se a executar as ações pedidas pelo “mestre”.automação • MODBUS TCP/IP é usado para comunicação entre sistemas de supervisão e CLPs. máximo de 19200 bits/s. arrancadores suaves de motores. sendo que no MODBUS PADRÃO e no MODBUS PLUS a topologia usada é em barramento e no MODBUS TCP/IP a topologia é em estrela. os “escravos” respondem à solicitação do “mestre”. O protocolo Modbus é encapsulado no protocolo TCP/IP e transmitido através de redes padrão Ethernet com controle de acesso ao meio por CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection). Se uma resposta fôr requerida. O “mestre” pode dirigir-se individualmente aos “escravos”. Words. respectivamente camada física. • MODBUS PLUS (é propriedade da Schneider e não pertence à comunidade Modbus-Ida): é usado para comunicação de CLPs entre si. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 13 . • Aplicação (nível 7): definiram-se neste nível as funções de leitura e escrita de variáveis (bits. F3. Modelo de Comunicação A aproximação Modbus ao modelo OSI (Open Systems Interconnection) aparece ao nível das camadas 1. inserindo nas mensagens o endereço 00. F2. módulos de E/S. Permite utilizar vários “mestres” e vários “escravos”. Aproximação do protocolo MODBUS a pilha OSI. A Topologia de rede também difere consoante a vertente. ligação e aplicação (figura 3): • Nível físico (nível 1): Par trançado. a iniciativa do envio de mensagens está restringida ao “mestre”. F1. Controle de erros por CRC16 (Modo RTU). diagnóstico e estatísticas de ocorrência da rede. interfaces homem-máquina. RS-232/ RS-485/Anel de corrente. Exemplo de aplicação AS-I. entre outros. Permite também a utilização de vários ““mestre”s” e vários “escravos”. • Ligação de dados (nível 2): Acesso à rede por mecanismo tipo “mestre”/”escravo”. ou difundir mensagens dirigidas a todos os “escravos” (Broadcast). O meio físico é o RS485 com taxas de transmissão de 1 Mbps. Num método de acesso tipo “mestre”/”escravo”. 2 e 7. Arquitetura de rede com diversas variantes do protocolo Modbus. E/S).

nomeadamente em cobre ou fibra óptica. Meio Físico A Ethernet Industrial é semelhante à Ethernet comum. respeitando índices de proteção mecânica adequados a aplicações industriais. Exemplo de uma aplicação em vários perfis Modbus. • Routers: é um equipamento com duas ou mais interfaces para duas ou mais redes. um “mestre” pode passar a “escravo” e um “escravo” a “mestre”. mas noutros tipos de rede. O protocolo Modbus é baseado num modelo de comunicação “mestre”. Trama de transmissão Modbus RTU. É de salientar que uma rede Ethernet industrial. • Switches: fazem um encaminhamento inteligente das mensagens. F6. mas apenas àquela onde estará o receptor da mensagem. Os demais dispositivos da rede (“escravos”) respondem. que interliga sistemas de automação. para que posteriormente seja possível perceber a aplicação prática. onde nos níveis de gestão e supervisão é usado o protocolo modbus TCP/IP no meio físico Ethernet e nos níveis inferiores de sensores/actuadores é usado o modbus RTU/ASCII usando como meio físico o RS-485. separar domínios de F5. baixo custo e a comunicação com os PCs tornou a Ethernet atrativa para aplicações industriais. não deve ser utilizada para outros fins. O Formato das tramas pode ser: Modo ASCII ou Modo RTU (figura 4 e 5). mais robusta em termos de componentes e testes. dividindo a rede em domínios de colisão. Trama de transmissão Modbus ASCII. • Gateway: é uma porta de ligação entre diferentes sistemas. não consegue fazer o transporte de um pacote IP de uma rede para outra). Existem duas normas para MODBUS: • RTU (Remote Terminal Unit) (o mais utilizado e de melhor desempenho): Caracteres codificados com 8 bits + 1 bit de paridade • ASCll (American Standard Code for Information Interchange): Caracteres codificados em 7 bits + 1 bit de paridade. ou seja. um equipamento intermédio geralmente destinado a interligar redes. de forma a garantir a sua eficiência na transferência de dados entre CLPs. apenas será feita uma breve referência 14 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . isto é. disponibilizando os dados requisitados pelo “mestre” ou executando uma ação por ele comandada. filtrando as mensagens pelo seu endereço IP. F4. Exemplo da topologia No exemplo ilustrado na figura 6 encontra-se uma rede com diferentes vertentes de Modbus. o “mestre” e os “escravos” não podem alternar de funções. Ethernet TCP/IP A popularidade. Atendendo a extensão do protocolo Ethernet. Os “escravos” não podem dialogar simultaneamente e o polling é feito pelo utilizador. Um router pode também ser um host (designa-se de host um computador com uma ou mais redes interligadas e que não tem a capacidade de fazer routing. embora não simultaneamente. mas desenhada para utilização em fábrica. ou equipamentos • Ethernet: Podem também servir para aumentar a distância máxima do segmento (funciona como repetidor. garantir a máxima segurança e para não sobrecarregar o meio físico. Interligam diferentes LANs. Geralmente o “mestre” é um sistema de supervisão ou um CLP de gama alta e os “escravos” são CLPs de gama igual ou inferior a do “mestre”. Este tipo de rede pode ser utilizado em qualquer caso prático que exija redes entre CLPs e sistemas de supervisão. o que vai permitir reduzir o tráfego na rede geral. o “mestre” envia uma ordem e espera uma resposta. A ligação entre equipamentos pode ser feita através de diversos meios físicos.”escravo”. o “mestre”. desempenho. Não retransmite as mensagens a todas as portas. pode iniciar transações denominadas queries. onde um único dispositivo. como redes de informática ou sistemas de videovigilância. ou seja.automação a este protocolo. Um hub recebe qualquer sinal e o retransmite a todas as portas. um dispositivo pode assumir ambas as funções. amplificando o sinal). Para estruturar uma rede Ethernet são utilizados diversos componentes: • Hubs: são empregados para interligar 2 ou mais segmentos. Quando se utiliza uma comunicação série. O funcionamento é simples.

o resultado será uma colisão dentro do meio físico. Se dois nós em diferentes localizações tentam enviar dados ao mesmo tempo. Exemplo de uma aplicação usando Ethernet. MA Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 15 . Muitos sistemas F7. que pertençam ao mesmo grupo. • Foundation Fieldbus High Speed Ethernet. níveis de aplicação para Ethernet TCP/IP. evitando ter de gerir os endereços de cada equipamento individualmente. modificar a sua configuração e ver os alarmes em caso de falha. A Telemecanique utiliza este serviço para implementar o serviço FDR “Faulty Device Replacement”. numa rede Ethernet. Presentemente. Se existir essa colisão. Existem regras para evitar conflitos na rede e proteger a integridade dos dados.Este serviço é utilizado para transmitir páginas Web entre um servidor e um browser.Utiliza o BOOTP/DHCP. reconfiguração e inicialização automática do sistema. determinar se deve transmitir nesse instante.Este serviço permite gerir de forma simples os equipamentos de uma rede. com precisão na ordem dos milissegundos para uma LAN (Local Area Network) e das dezenas de milissegundos para uma WAN (Wide Area Network).Este serviço serve para transmissão de e-mail. Modelo de comunicação Ethernet é uma rede em que o acesso ao meio é feito através do método CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access/Collision Detection). sem necessidade de programação especial.Este serviço é utilizado para gerir as trocas com E/S (entradas/saídas) distribuídas.Este serviço é utilizado para atribuir automaticamente endereços IP a equipamentos numa rede.O Modbus TCP/ IP. • NTP “Network Time Protocol” Serviço utilizado para sincronizar relógios de alguns equipamentos de rede. cujas especificações podem ser encontradas em www. Permite a utilização de anéis redundância com equipamento específico. as mensagens são destruídas e a cada nó é atribuído um período de espera até voltar a tentar a emissão da mensagem de novo. Reconhecido mundialmente. Existem alguns serviços universais em Ethernet.org. É um protocolo totalmente livre. Um nó pode “escutar” a rede para ver se outro nó está transmitindo e. utilizam este serviço para troca de fichários entre equipamentos.Tecnologia usada nos componentes Windows que lhes permite comunicar de modo transparente. dos quais descrevemos alguns a seguir: • HTTP “Hipertext Transfer Protocol” . • IO Scanning . • FDR “Faulty Device Replacement” . É utilizado para enviar mensagens entre um emissor e um receptor via servidor de mail SMTP. • Global Data .modbus-ida. Algumas organizações desenvolveram. os mais conhecidos são: • Modbus/TCP (Modbus sobre TCP/ IP). É o protocolo de maior difusão Ethernet no meio industrial.Este serviço permite uma transferência básica de fichários. onde existe uma estação de trabalho supervisionando o sistema e uma console que permite a alteração de alguns parâmetros por parte de um operador. assim. • COM/DCOM “Distributed Component Object Model” . • Modbus TCP/IP . • DHCP “Dynamic Host Configuration Protocol” . Permite que um equipamento com falha seja substituído por um novo. Atente para a figura 7. É utilizado para sincronizar aplicações remotas. O HTTP é utilizado na Web desde 1990. Esta é a tecnologia utilizada no servidor de dados OPC. • FTP “File Transfer Protocol” . • SNMP “Simple Network Management Protocol” . Permite ao gestor da rede ver o estado da rede e equipamentos. para substituição de um equipamento automaticamente. ou mesmo traduzir protocolos. a partir dos seus protocolos. foi-lhe atribuído um porto específico de serviço Ethernet: 502. Uma gateway é também um host e pode ser um router. sem necessidade de intervenção manual. • EtherNet/IP (ControlNet/DeviceNet sobre TCP/IP). com o objetivo de simplificar a manutenção dos equipamentos em Ethernet. permite encapsular as tramas Modbus na Ethernet.Este serviço assegura trocas de dados em tempo real entre os diversos equipamentos. através de um único sistema. garantindo a sua detecção. sendo hoje já um protocolo normalizado. ou partilhar uma base de dados comum entre diversas aplicações distribuídas. O número máximo de equipamentos por rede (LAN) é de 1024 (ao utilizar um router pode criar novas redes). Exemplo de Aplicação Este exemplo consiste de 3 CLPs ligados em rede usando o protocolo Modbus TCP/ IP. • SMTP “Simple Mail Transfer Protocol” .automação colisão. • Profinet (Profibus sobre Ethernet).

Analógicos ou proporcionais São informações em forma de um sinal elétrico proporcional à grandeza medida (figura 3). Dizemos que é um transdutor quando ele converte energia luminosa em energia elétrica. que podem ser interpretados como 0 ou 1 (figura 2). detectam todos os tipos de materiais. podendo esta ser analógica ou digital. Exemplos de atuadores: válvulas. Capacitivos – São sensores que trabalham com o princípio da capacitância. Indutivos – São sensores que trabalham com um campo eletromagnético. Fotoelétricos – São sensores que trabalham com emissão e recepção de luz. portanto detectam apenas materiais ferromagnéticos. Sensor: Fornece informação de entrada no nosso sistema a partir do mundo externo. Capacitivo. Atuador: Executa ações de saída para o mundo externo. é o caso das células fotovoltaicas. solenoides. temos sensores propriamente ditos que convertem luz numa variação de uma grandeza elétrica qualquer como corrente ou resistência. 16 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . Entendendo sensores Digitais ou discretos Assume apenas dois valores de saída ao longo do tempo. Um sensor fotoelétrico pode ser tanto um transdutor quanto um sensor propriamente dito. Existem vários tipos e modelos de sensores que variam conforme o objeto-alvo de sensoriamento. Por outro lado. Fotoelétrico e Ultrassônico Engº Filipe Pereira saiba mais Sensores na Automação Industrial Mecatrônica Atual 54 CLPs e Sensores Mecatrônica Atual 51 Sensores Mecatrônica Atual 4 Transdutor: Dispositivo que converte uma forma de energia ou quantidade física noutra. que são os seguintes: Indutivo.automação Sensores Guia prático Neste artigo apresentamos quatro dos principais tipos de sensores que são utilizados na detecção de objetos (metálicos e/ou não metálicos). relés. cilindros. detectam todos os tipos de materiais. Ultrassônicos – São sensores que operam com a emissão e reflexão de um feixe Tipos de sensores Os sensores podem ser classificados de acordo a saída do sinal. motores. Esse é o caso do LDR e dos fotodiodos (figura 1).

A indutância varia com a proximidade de materiais ferromagnéticos. Banda de segurança de um sensor com 10mm de alcance. A saída comuta quando este feixe é refletido ou interrompido pelo material a ser detectado. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 17 . Como esta distância depende do material. permanece ligado até que o objeto se mova para o ponto mais distante (OFF point). Vantagens da detecção indutiva: • Muito boa resistência aos ambientes industriais. Representação gráfica do sinal análogico. Histerese: A histerese pode ser traduzida como um atraso que tem como objetivo evitar falsas comutações na saída. F8. reduzindo a amplitude da oscilação. Representação gráfica do sinal digital. Distância sensora: É a distância entre a face sensora e o objeto a ser detectado (figura 4). • Não possui contato físico com o objeto. • Velocidade elevada. usa-se um alvo-padrão (figura 6).automação de ondas acústicas. LDR. este efeito propicia ao sensor uma banda de segurança entre o ligar (ON point) e o desligar (OFF point). • Maior vida útil. F6. F5. • Aparelhos estáticos: sem peças em movimento no seu interior. Princípios de funcionamento Observe a figura 8. se o objeto estiver movendo-se em direção ao sensor. Com este parâmetro podemos definir a maior distância a que podemos deixar o sensor do objeto a ser detectado. Funcionamento do sensor indutivo. Assim. Sensor Indutivo. Uma vez ligado (ON point). F1. esta queda se dá devido a indução de correntes parasitas no objeto metálico. deve deslocar-se para o ponto mais próximo para ligá-lo. F3. F7. independentemente do número de manobras. Sensores indutivos Tem como elemento sensor uma bobina que gera um campo eletromagnético de alta frequência (figura 7). Utilização de objeto metálico como referência da distância sensora máxima do sensor. Terminologia Face sensora: A face sensora é o lado do sensor que detecta o objeto. F4. Distância entre a face sensora e o objeto a ser detectado. Alvo-padrão: Os fabricantes especificam nos catálogos a distância sensora nominal. O oscilador fornece energia à bobina que produz um campo eletromagnético que perderá força (amplitude) quando um objeto metálico se aproximar da face sensora. F2. As ilustrações na figura 5 são para um sensor com as seguintes características: distância sensora (SN) de 10 mm e histerese (H) de ± 20%. que é a máxima distância na qual o objeto será detectado.

Os sensores capacitivos operam baseados no princípio da capacidade eletrostática de maneira similar às placas de um capacitor. São constituídos por dois circuitos eletrônicos. assim como produtos dentro de recipientes não metálicos. mais este aumenta a capacitância. A capacitância do circuito com a ponta de compensação é determinada pelo tamanho do alvo. F13. causando a oscilação do circuito do eletrodo e mantém esta oscilação enquanto o alvo estiver dentro do campo.Os leds e os fotossensores emitem e captam luz numa grande área. Sensor Capacitivo.automação F9. Aplicações Os sensores capacitivos podem detectar objetos metálicos e não metálicos. da mesma forma que os capacitivos. Princípio de funcionamento Detectam a mudança da quantidade de luz que é refletida ou bloqueada pelo objeto a ser detectado (figura 14). Um sensor capacitivo pode detectar quase qualquer tipo de objeto. Os sensores capacitivos são mais sensíveis à flutuação da temperatura e da umidade do que são os sensores indutivos. responsável pela recepção desta mesma luz. Estes sensores são usados geralmente na indústria de alimentos e para verificar os níveis de fluidos e sólidos dentro de tanques. Os sensores fotoelétricos. porém com uma distância sensora bem maior. Aplicação do sensor indutivo em uma esteira elétrica. Veja a figura 13. F11. o elemento sensor é um capacitor cuja capacitância varia com a aproximação de qualquer material. a sua constante dielétrica e a distância até a ponta. tal qual os sensores indutivos. Um campo elétrico é produzido entre o alvo e o sensor. o circuito de saída fornece um sinal para. Funcionamento do sensor capacitivo. As lentes Sensores capacitivos São sensores capazes de detectar a aproximação de objetos sem a necessidade de contato físico. F10. maior a capacitância. Aplicações A principal aplicação é a detecção de objetos metálicos.em geral. A entrada do alvo (objeto) no campo eletrostático perturba o equilíbrio da corrente do circuito do sensor. F12. Neste caso. Quanto maior o tamanho e a constante dielétrica de um alvo. conforme a quantidade de luz recebida.são componentes eletrônicos que alteram a intensidade da corrente que conduzem. Como a amplitude da oscilação aumenta. são leds infravermelhos ou visíveis. Tamanho do alvo. responsável pela emissão/ modulação da luz e o receptor. Sensor de luz . e o circuito de detecção responde mudando o estado do sensor (ligando-o). um CLP (Controlador Lógico Programável). porém com princípio de funcionamento baseado na variação da capacitância (figura 11). a sua constante dielétrica e a distância até a ponta. O oscilador e o eletrodo produzem um campo eletrostático. pois o campo emitido é eletromagnético (figura 9 e 10). o oscilador está inativo. Sensores fotoelétricos Princípio de funcionamento Observe a figura 12. sendo: o transmissor. Aplicação do sensor indutivo em um torno mecânico. 18 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . há um aumento da tensão do circuito do oscilador. Na ausência de um alvo. por exemplo. Quando uma mudança considerável é detectada. O sensor fotoelétrico é composto basicamente de: Fonte de luz . O circuito de disparo detecta as alterações na amplitude da oscilação. Quanto menor a distância entre a ponta e o alvo. O alvo (objeto a ser detectado) age como uma segunda placa do capacitor. detectam qualquer material. Lentes .

Ondas sonoras de alta frequência emitidas e recebidas por sensores ultrassônicos.automação F14. Funcionamento de sensores fotoelétricos. Aplicação de sensores fotoelétricos. Três principais modos de detecção. F17. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 19 . F16. E: Emissor R: Receptor F15.

o que causaria a sua destruição. As tensões induzidas podem possuir energia suficiente para danificar os sensores (figura 20). F20. Os módulos de entrada do CLP (Controlador Lógico Programável) limitam a corrente a níveis aceitáveis. Evite que os cabos dos sensores utilizem os mesmos tubos dos circuitos de potência.as. Funcionamento O princípio de funcionamento dos sensores ultrassônicos está baseado na emissão de uma onda sonora de alta frequência. F18. Os fabricantes disponibilizam sensores capazes de trabalhar com tensões de 12 a 250 V. 20 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . etc (figura 18 e 19). o intervalo de tempo medido entre o impulso sonoro emitido e o eco do mesmo. e na medição do tempo levado para a recepção do eco produzido quando esta onda se choca com um objeto capaz de refletir o som. identificando as cores dos fios antes de instalar o sensor. • Alguns materiais como espumas. Eles emitem pulsos ultrassônicos ciclicamente. como qualquer outro dispositivo eletrônico. Por sua vez. A figura 16 mostra 2 tipos de aplicações de sensores fotoelétricos. Quando um objeto reflete estes pulsos.pt/users/fasp. então. Ligação elétrica dos sensores Observar os esquemas de ligação elétrica. e convertem a energia elétrica em energia acústica e vice-versa. medição de densidades. deve-se evitar que os cabos dos sen- sores utilizem os mesmos tubos dos circuitos de potência. esses são os 3 principais modos de detecção.site e e-mail pessoal: www. Nos sensores com saída a relé as saídas não são eletrônicas. MA Eng. tais como contatores e relés devem ser bem especificadas porque a corrente de ligação ou de corte podem danificar o sensor.esds1 filipe.se o nível de luz detectado for suficiente. Conclusão Com o que foi visto no artigo. Os transdutores ultrassônicos dispõem de cristais piezoelétricos que têm uma ressonância a uma frequência desejada. presença de pessoas. pois a resistência do filamento frio provoca uma corrente de pico que pode danificar o sensor. evitando principalmente que a saída do sensor seja ligada à rede elétrica. Saídas dos sensores Os sensores com saídas discretas possuem saídas com transistores. e estes podem ser NPN ou PNP. O relé possui contratos. o eco resultante é recebido e convertido num sinal elétrico (figura 17). isso faz com que o alcance da detecção seja maior. As cargas indutivas. Algumas vantagens e desvantagens dos sensores ultrassônicos são: • Existe uma zona morta próxima da face sensora. A detecção do eco incidente depende de sua intensidade e esta da distância entre o objeto e o sensor ultrassônico. Saída . poderá causar danos irreparáveis ao sensor. tecidos e borrachas são difíceis de detectar. pois absorvem o som. É crucial que a corrente esteja limitada a um nível que o sensor possa suportar. Sensor ultrassônico para medição de tamanho. mas sim mecânicas. pois se for feita de forma inadequada. incluindo: medidas de diâmetro de rolos. Alimentação dos sensores Um sensor.º Filipe Pereira é Diretor do Curso de Electrônica. Sensores ultrassônicos Os sensores ultrassônicos trabalham emitindo e recebendo sinais sonoros de alta frequência e. isto é. acreditamos ter mostrado ao leitor algumas importantes aplicações do uso de sensores. A principal vantagem sobre os eletrônicos está em poder trabalhar com correntes mais altas. • Possui um custo mais elevado que os sensores referidos anteriormente. Modos de detecção Veja a figura 15. F19. portanto inaudíveis ao homem. requer cuidado com a alimentação. Sancho I .Departamento Electrotecnica -. Sensor ultrossônico para medição de diâmetro. o sensor liga ou desliga a saída. Conforme as recomendações das normas técnicas.com Aplicações Os sensores ultrassônicos podem ser utilizados para os mais diversos fins. sensores com saídas de relé podem suportar correntes mais elevadas (tipicamente 3 ampères). alternada ou contínua.prof2000. detecção de quebra de fios.automação são utilizadas para estreitar essa área. Automação e Computadores da Escola Secundária D. Os sensores ultrassônicos funcionam medindo o tempo de propagação do eco. normalmente abertos (NA) e normalmente fechados (NF). o que nos disponibiliza uma independência quanto à tensão da carga. Considerações para a instalação de sensores A consideração principal na instalação elétrica de sensores é o limite da corrente elétrica aplicável.pereira@gmail. A corrente de saída (carga) deve ser limitada para a maioria dos sensores a uma corrente de saída bastante pequena. Não se devem utilizar lâmpadas de incandescência com os sensores. bem como sobre os cuidados a serem tomados na sua instalação. O limite da saída fica geralmente entre 50 e 200 miliampères.

sabereletronica. onde a EMI é muito frequente em função do maior uso de máquinas (máquinas de soldas. equipamentos de comunicação móvel. aparelhos de micro-ondas. Controlar o ruído em sistemas de automação é vital.br/ secoes/leitura_verbete/152 convivência de equipamentos em diversas tecnologias diferentes somada à inadequação das instalações facilita a emissão de energia eletromagnética e. chaves. com isto. é comum que se tenha problemas de compatibilidade eletromagnética. Tudo isto pode provocar alterações causando sobretensão. aquecedores. ignições automotivas. Qualquer ambiente industrial contém ruído elétrico em fontes. prevalecem sempre. acionamentos de relés. Este artigo provê informações e dicas sobre a minimização do efeito de acoplamento por impedância. lâmpadas fluorescentes.energia Acoplamento A energia eletromagnética nas instalações pode interferir na operação de equipamentos eletrônicos. etc. br/secoes/leitura/807 Acoplamento – Enciclopédia Portal Saber Eletrônica www. em caso de dúvida. incluindo linhas de energia AC. subtensão. descargas atmosféricas e mesmo nas descargas eletrostáticas entre pessoas e equipamentos. Controlar o ruído em sistemas de automação é vital. César Cassiolato por impedância comum Como minimizar seus efeitos em instalações industriais A saiba mais Dicas de Blindagem e Aterramento Mecatrônica Atual 53 Instalações Fieldbus: Acoplamentos Capacitivo e Indutivo Saber Eletrônica 456 Acoplamento elástico sem folga www. máquinas e estações. etc. A EMI é a energia que causa resposta indesejável a qualquer equipamento e que pode ser gerada por centelhamento nas escovas de motores. porque ele pode se tornar um problema sério mesmo nos melhores instrumentos e hardware de aquisição de dados e atuação. Para obter mais informações sobre a energia EMI e como minimizá-la.com. disjuntores.com. sinais de rádio. Isto é muito comum nas indústrias e fábricas. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 21 . chaveamento de circuitos de potência. Este artigo provê informações e dicas sobre a minimização do efeito de acoplamento por impedância comum e vale sempre a pena lembrar das regulamentações locais que. picos e transientes. porque ele pode se tornar um problema sério mesmo nos melhores instrumentos e hardware de aquisição de dados e atuação. veja o artigo “Dicas de blindagem e aterramento” na Mecatrônica Atual 53. por exemplo) e motores (CCMs) e em redes digitais e de computadores próximas a essas áreas. em acionamentos de cargas indutivas e resistivas. o que em uma rede de comunicação pode ter seus impactos.mecatronicaatual.

Se as correntes são grandes o suficiente. • Jitter (ruído de fase). filtros e amplificadores diferenciais podem controlar o ruído na maioria das medições. As principais fontes de interferências são: • Acoplamento capacitivo (interação de campos elétricos entre condutores).energia • Flutuação de tensão. Veja a figura 1. No entanto. Quando vários circuitos compartilham um fio-terra. • RF conduzidas e radiadas. A redução da EMI irá minimizar os custos iniciais e futuros problemas de funcionamento em qualquer sistema. fios trançados. dispositivos e técnicas simples. resistor. Pode ser via um fio. Atente para a figura 4. A ligação à terra em série é muito comum porque é simples e econômica. o caminho de aterramento comum de dois sistemas. Acoplamento por impedância comum (ou condutivo) É o acoplamento por transferência de energia elétrica tendo-se contato físico através de um meio condutor. a imunidade completa não é possível. F2. Eles contêm amplificadores de alta energia de comutação que podem gerar EMI significativa nas frequências de 10 MHz a 300 MHz. Os sinais podem variar basicamente devido a: 22 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . aterramento e blindagem contribuem significativamente nesta minimização. Os inversores de frequência contêm circuitos de comutação que podem gerar interferência eletromagnética (EMI). • Condução através de impedância comum (aterramento): Ocorre quando as correntes de duas áreas diferentes passam por uma mesma impedância. contato com a carcaça. Veremos neste artigo o acoplamento por impedância comum. Aterramento e impedância comum. • Campos Eletrostáticos. os métodos média de sinais. devido à impedância comum entre os circuitos. F1. aterramento. Observe as figuras 2 e 3. fiação. as correntes de um circuito (que fluem através da impedância finita da linha de base comum) podem provocar variações no potencial de terra dos demais circuitos. Enquanto a maioria dos fabricantes toma os devidos cuidados em termos de projetos para minimizar este efeito. O acoplamento condutivo vai além do espectro de frequências e inclui o DC. O ruído é provocado pela resistência existente e comum ao sinal e ao retorno. este é o aterramento que proporciona um terra sujo. • Reflexões. Vários tipos de acoplamento gerando ruído em instalações industriais. Felizmente. O nível de perturbação depende das variações de corrente (di/dt) e da indutância de acoplamento mútuo). etc. linha de transmissão. tais como a utilização de métodos de aterramento adequado. blindagem. • Harmônicas de corrente. • Atenuações. • Crosstalk. • Campos Magnéticos. • Transitórios (condução ou radiação). Por exemplo. as variações do potencial de terra podem causar sérias perturbações nas operações de todos os circuitos ligados ao terra comum de sinal. Certamente existe potencial de que este ruído de comutação possa gerar intermitências em equipamentos em suas proximidades. ou um terminal comum. em contraste com os acoplamentos indutivo e capacitivo. • Acoplamento indutivo (acompanhadas por um campo magnético. Algumas técnicas então de layout. A interferência acontece entre as linhas de sinal e o terra.

Sempre que possível. Recomenda-se que anualmente se tenha ações preventivas de manutenção. Medidas para reduzir o efeito do acoplamento condutivo entre cabos: • Separe as alimentações e os retornos de aterramentos. as normas. confiabilidade e baixa impedância (deve-se garantir que não haja contaminação e corrosão). Aterramento e conexões adequadas. Conclusão Todo projeto de automação deve levar em conta os padrões para garantir níveis de sinais adequados. mantendo as frequências altas em seus circuitos. MA Este artigo não substitui a NBR 5410. correntes comutadas e sinais com transientes. • Minimize caminhos comuns. Impedância comum. F4. É comum usar um capacitor de bypass entre a fonte. especialmente de alta corrente. . assim como a segurança exigida pela aplicação. F5. Em caso de discrepância ou dúvida. O efeito pode ser eliminado ou minimizado pela quebra de loops de terra (se houver) e proporcionando-se retornos ao terra. verificando cada conexão ao sistema de aterramento. Aterramento em série resultando em acoplamento condutivo. os padrões IEC 61158 e IEC 61784. os padrões IEC 61158 e IEC 61784 e nem os perfis e guias técnicos do PROFIBUS.F3. • Use planos de baixa impedância para fontes DCs e seus retornos. assim como as práticas de segurança de cada área. perfis. consulte a EN50170 para as regulamentações físicas. Veja a figura 5. guias técnicos e manuais de fabricantes prevalecem. • Em caminhos comuns use sempre que possível a menor resistência (para altas correntes) e a mais baixa indutância (para altas di/dt’s). onde deve-se assegurar a qualidade de cada conexão em relação à robustez. evitando-se o acoplamento condutivo. a NBR 5418. • Este tipo de ruído acoplado existe porque os condutores têm impedância finita.

Notem que. abordaremos os conceitos fundamentais desse dispositivo através de aplicações práticas em campo. Alexandre Capelli Tipos de Transformadores Quando falamos em baixa tensão podemos encontrar. a tensão induzida por uma espira (ou uma bobina) é proporcional à variação de fluxo magnético pelo tempo. Para transformadores de baixa frequência o núcleo é feito de uma 24 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . a indução eletromagnética (conforme vimos pela Lei de Faraday) ocorre apenas para campos alternados (ou oscilantes). Isso pode ser comprovado na prática se aproximarmos um ímã de uma espira.energia Transformadores de Baixa Tensão O transformador de potencial é um dos componentes elétricos mais comuns em uma máquina (ou instalação) industrial.com. temos que a tensão induzida em uma bobina pode ser expressa por: saiba mais Conheça os transformadores. Fisicamente falando. A figura 2 mostra uma representação esquemática do transformador. No momento da aproximação. isto é. Transformador de potencial O transformador de potencial. o TP (transformador de potencial) pode aumentar a amplitude de uma tensão.sabereletronica. costumam confundir o técnico ou engenheiro de aplicação.br/ secoes/leitura/694 onde: e(t) = tensão elétrica dØ = variação de fluxo dt magnético pelo tempo Caso haja mais de uma espira. Através do fenômeno de indução eletromagnética. procuramos dar uma atenção especial sobre as potências (ativa. O elemento “facilitador” da transferência de energia do enrolamento primário para o secundário é o núcleo. Essa. somente aparecerá com um campo magnético “variante” (figura 1). que. temos dois enrolamentos (bobinas): o primário (entrada da tensão). então. caso o ímã esteja parado em relação a ela (dt = ¥). conforme veremos mais adiante. basicamente. Além disso. como o próprio nome diz. é um dispositivo que opera com tensões elétricas. Por sua vez.com. teremos uma tensão. Segundo esse princípio o transformador somente poderá operar com tensões alternadas ou. não teremos tensão alguma. no mínimo.mecatronicaatual. e o secundário (saída). reduzi-la. não há contato elétrico entre os enrolamentos. reativa e real). então: onde: N = número de espiras. Esse elemento funciona como um “amplificador” do campo eletromagnético. Neste artigo. Porém. Por ela. relés e solenóides Mecatrônica Fácil 41 Trabalhando com Transformadores www.br/ secoes/leitura/674 Transformadores Piezoelétricos www. pulsantes. ou apenas isolá-la. e auto-transformador. transformador de corrente. nesse exemplo. três tipos de transformadores: transformador de potencial. portanto. frequentemente. A “energia” passa de um para o outro através da indução eletromagnética. O princípio de “indução eletromagnética” é regido pela Lei de Faraday. ou no distanciamento do campo magnético.

Autotransformador. Para fins de cálculos. F2. Notem que no secundário temos uma carga R. sua desvantagem é a falta de isolação entre a rede e a carga. podemos analisar o transformador de potencial (TP) de duas formas: transformador ideal e real. temos: F5. ligação física entre o enrolamento primário e o secundário. para altas frequências o núcleo é feito de ferrite. Em um transformador a bobina está envolta em um núcleo magnético.energia liga próxima ao aço chamada “aço-silício” e. F1. e a corrente i(t) = Imáx . A figura 3 ilustra um exemplo. Uma vez que o núcleo tem seção transversal de área S. mantém constante a corrente dentro do secundário. pode ser utilizada para o controle ou medição. dependendo do tipo. Modelo eletromagnético do transformador. por sua vez. Autotransformador O autotransformador é um transformador cujos enrolamentos primário e secundário têm certo número de espiras em comum. Bobina ideal. A função dessa carga é converter a corrente secundária em uma tensão de referência. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 25 . sen (wt . onde o enrolamento primário do TC está monitorando a corrente do motor. independentemente das variações da resistência deste circuito e da tensão no circuito primário. uma tensão alternada produzirá um campo magnético dado pela lei de Ampère. uma das aplicações mais comuns do TC é na instrumentação. primário e secundário formam um único enrolamento. Porém. ou. mas também pelo contato físico entre as bobinas. Um exemplo muito popular de autotransformador é a bobina de ignição de motores de combustão interna antigos (aqueles com platinado e distribuidor).90°). sen wt. em “baixa tensão”. Essa técnica permite que possamos extrair maior potência do dispositivo em um tamanho menor do que se ele fosse um transformador convencional (com os enrolamentos isolados). isto é. Transformador de corrente utilizado em instrumentação. segundo a figura 5. a equação final do fluxo. Transformador de corrente (TC) Transformador de corrente é aquele que. Indução eletromagnética. cuja densidade de fluxo é dada por: F4. Considerando essa tensão como alternada senoidal temos V(t) = Vmáx . conforme veremos mais adiante. então. Transformador Ideal e Real Agora que já temos uma breve ideia sobre o funcionamento e os tipos de transformador. onde: b = densidade de fluxo m = constante de material H = indutância de enrolamento (bobina). em função do núcleo. Essa tensão. A figura 4 apresenta um exemplo de “autotrafo”. será: Transformador ideal Uma bobina ideal (sem componentes parasitas resistivos ou capacitivos) sujeita a Substituindo b (t). Como o autotransformador possui uma ligação física entre os enrolamentos. vamos voltar ao foco principal deste artigo: o transformador de potencial (tensão). Em eletrônica. a transferência de energia entre eles não ocorre somente por indução eletromagnética. dentro de limites pré-estabelecidos. F3.

A tensão induzida será: Para o enrolamento primário temos: E para o secundário: Portanto: Considerando o dispositivo como ideal. Transformador com núcleo "C". a força magnetomotriz resultante deve ser nula (sem perdas). Transformador real Quando desenvolvemos aplicações em baixa tensão (e corrente) podemos dimensionar nosso transformador utilizando as fórmulas anteriores. em geral. Seção transversal retangular x circular. cujas tensões de entrada e saída são.energia F8. portanto: Ø = Ømáx . a potência consumida no circuito primário deve ser igual a do secundário pois. Considerando o transformador como ideal. P1 = P2 (potência no primário igual à do secundário) Vamos a dois exemplos numéricos: 1) Determine o número de espiras do primário de um transformador que possui 300 espiras no secundário. Assim: Finalmente. F9. fica: 26 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . Exemplo de construção de um "trafo" trifásico. O fluxo gerado no enrolamento primário causará outro de mesma natureza no secundário.90°) fluxo em fase com a corrente. Simplificando a expressão acima. isto é. Cabe lembrar que o transformador. Perdas em um transformador REAL F7. apresenta um rendimento superior a 85%. onde: Ø = fluxo m = constante de material do núcleo N = número de espiras S = área de seção transversal do núcleo L = comprimento da bobina i = corrente nominal da bobina. F6. chegamos à equação fundamental dos transformadores de potencial: 2) Calcule as correntes primária e secundária do exemplo anterior sabendo que há uma carga de 600 W no enrolamento secundário. sen (wt . não existe perda. respectivamente: 120 V e 12 V. considerando-o ideal. sendo igual.

e não uma sobre a outra. Transformadores de alta frequência Os transformadores utilizados em alta frequência apresentam algumas características construtivas diferentes dos “trafos” convencionais. A figura 9 ilustra um exemplo desse componente que. • Estrela-Delta com tap (YD). é menor que E2. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 27 . A técnica de utilizar fios “retangulares” diminui as perdas. colocando um fator de segurança de 15% já compensamos as perdas do dispositivo real. e elevada permeabilidade (capacidade de “conduzir” o campo magnético) em alta frequência (acima de 20 kHz).). • Estrela-Delta (YD) e. O modo como interligamos essas bobinas (enrolamentos) é o que chamamos de configuração ou “fechamento” do transformador. que pode ser representado por DD. portanto. por ser trifásico. além do isolamento entre lâminas. Todos esses “componentes parasitas” provocam perda de potência. Outra técnica é construir o núcleo com as lâminas de aço isoladas umas das outras com verniz especial. então. as bobinas estão alocadas mecanicamente em extremos opostos. a tensão de linha (entre fase e neutro) é igual a tensão de fase (entre fase e fase). O transformador trifásico é construído com três carretéis. em parte. um total de seis bobinas. Essa técnica minimiza as perdas pelo efeito pelicular. O modelo real de transformador. nos postes de distribuição. por calor e barulho (pequeno “zumbido” típico de transformadores). por exemplo). etc. Nesse caso. exibido na figura 8. As principais perdas em um transformador são devidas a três fontes: resistência elétrica das bobinas. o núcleo é feito de ferrite e não de aço laminado (ou silício). A figura 7 mostra o núcleo de um transformador onde o fio de enrolamento tem seção transversal retangular. Transformador de alta frequência. isto é. duas delas são as mais comuns: seção transversal do fio de enrolamento em geometria retangular e construção de núcleo com lâminas isoladas. • Estrela-Estrela (YY). com resistividade aproximada de 100 kW/ cm. Mesmo assim. disponível para a carga. • Delta-Estrela (DY). Cabe lembrar que isso é válido apenas para baixas frequências (rede elétrica. visto que isso pode auxiliar o leitor na diagnose de falhas. não é o ideal. As resistências ôhmicas das bobinas acrescentam ao trafo componentes resistivos (R1 e R 2). Com essa separação mecânica entre enrolamentos. não é homogêneo. Para a entrada de máquinas. O que deveria ser convertido em potência elétrica é desperdiçado. áreas vazias entre espiras. O motivo dessa técnica. pode ser visto na figura 6. e é muito utilizada quando necessitamos de altos rendimentos. e corrente para a magnetização do enrolamento primário. Podemos observar que com o fio retangular quase não há espaços vazios entre uma espira e outra.energia Isso quer dizer que. Já com fio circular existem vários “gaps”. o que gera dispersão nas bobinas (X1 e X 2). por sua vez. e cada um deles abriga dois enrolamentos (circuito primário e secundário). em comparação com um de seção circular convencional. evita o surgimento das correntes parasitas de Foucault. Além disso. pois parte dela é perdida em R 2 e X 2. será analisado ainda neste artigo. Transformador Trifásico Os transformadores trifásicos são empregados. Um exemplo desse tipo de núcleo é o núcleo tipo “C”. visto que não possui neutro. Podemos notar que. tem Delta-Delta A figura 10 apresenta o esquema Delta-Delta. e uma das suas desvantagens é o desequilíbrio das tensões segundo a variação da carga em cada fase. vamos fazer um breve estudo desse dispositivo e suas configurações principais. mesmo sem carga no secundário. Existem várias técnicas para minimizar esses efeitos indesejados. porém. O ferrite apresenta densidade de campo magnético não saturável. as bobinas são enroladas com fio “litz”. Notem que a tensão V2. Outra diferença é o fio utilizado no transformador para alta frequência. o enrolamento primário consome uma pequena corrente para iniciar o processo de indução (Rm e Xm). Outra vantagem do ferrite é a sua grande resistividade em relação aos materiais metálicos. Esse fio é formado por vários condutores isolados entre si. sendo a soma de todas as seções transversais adequadas à corrente e frequência de trabalho. O ferrite. bem como correntes parasitas (Foucault). Esse sistema ainda pode ser encontrado em algumas máquinas e instalações. podemos obter um melhor rendimento. Como podemos notar na foto abaixo. porém. em altas potências (cabines primárias. correntes parasitas de Foucault (que ocorrem no núcleo). chamada de isolação galvânica. algumas máquinas utilizam esses “trafos” nas suas respectivas entradas de energia. Assim temos uma redução considerável das correntes parasitas de Foucault. vale a pena fazer uma análise física do transformador real. temos cinco configurações mais comuns: • Delta-Delta (DD). normalmente. o que não acontece com o aço laminado de trafo comum. O fluxo magnético. Entretanto.

porém. Mas para que utilizá-lo nessa configuração? Duas são as finalidades para utilizarmos o transformador isolador: como filtro ou limitador de potência. F12. F10. ou até 630 VCA.energia Voltando um pouco à figura 9 podemos notar que o transformador trifásico utilizado como exemplo é do tipo “núcleo envolvido”. onde o núcleo é externo ao carretel. F11. uma vez que o trafo isolador não pode induzir sinais nessa faixa de frequên- Delta-Estrela Essa é a configuração mais comum no ambiente industrial. pode ser “elevador” ou “abaixador” de tensão. No exemplo. Normalmente. Aplicações As duas aplicações mais comuns de transformadores na indústria são: compatibilizador de tensão e isolador. Sistema YY. contudo. utilizamos esse tipo de configuração onde a tensão de entrada é mais baixa (perdas causadas por consumidores intermediários). Compatibilizador de tensão O transformador. F15. geralmente. não garante boa estabilidade. Isso significa que o valor da tensão que entra é igual ao que sai. a tensão de linha é (colocar símbolo de raiz) 3 vezes a tensão de fase (figura 11). Estrela – Delta com tap A configuração YD (figura 14) utiliza um artifício para criar uma referência. Essa referência provém do tap (derivação) central de um enrolamento do secundário em D. Existe. pois o secundário tem o ponto central aterrado (figura 12). Esse “fechamento” apresenta um melhor equilíbrio das tensões de saída. É aí que utilizamos o “trafo” como compatibilizador de tensão. conforme já vimos neste artigo. ele é abaixador. o secundário não tem referência e. as quais atravessam os carretéis das bobinas dos enrolamentos. o transformador de núcleo envolvente. o fechamento YD é utilizado onde a tensão de entrada da concessionária está acima do normal da máquina. Algumas redes trifásicas podem apresentar tensões de 380 VCA. No DY. Como já abordamos anteriormente. o transformador convencional para baixas frequências (núcleo de aço laminado e fios de cobre) não pode transportar energia entre seus enrolamentos em altas frequências. Transformador isolador. e sendo menor que 1 é elevador. 28 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . devendo ser abaixada (consumidor localizado no início da linha de distribuição). Sistema Y∆ com tap. Caso n1/n2 seja maior do que 1. porém. por exemplo. na mesma planta. visto que o neutro serve como referência no enrolamento secundário. F13. por outro é conveniente. Estrela-Estrela O fechamento YY. Se isso é um fator limitante por um lado. embora incomum. Estrela-Delta Ao contrário do anterior. e que eles podem ocupar o espectro de frequências que atinge vários kHz. Isolador O transformador isolador possui a relação n1/n2 igual a 1. Sistema Y∆. também apresenta boa estabilidade de tensão. Sabemos que as frequências harmônicas da senoide fundamental (60 Hz) constituem uma das principais fontes de ruídos elétricos prejudiciais no ambiente industrial. abaixando 380 VCA para 220 VCA (naquela máquina). Ora. 440 VCA. Nesse tipo de “trafo” o núcleo é constituído por colunas interligadas por “jugos”. que funcione com 220 VCA. Essa técnica possibilita tensões menores do que as fases. Sistema ∆Y: tensão de linha é igual a 3 fase. Vide figura 13. cuja aparência assemelha-se ao trafo monofásico. podemos ter a necessidade de ligar uma máquina. Sistema ∆∆: tensão de fase=tensão de linha. Isso só depende da relação entre espiras n1/n2. F14.

Conclusão A “sinergia” entre eletrotécnica e eletrônica tem aumentado muito nos últimos tempos.br (produtos) www. Quando isolamos uma carga da rede via “trafo”. e rendimento. e é expressa em VA (volt x ampère).comel.sp. por exemplo. embora com potência aparente menor. Notem que o transformador tem a potência real de 2200 W. Esse parâmetro é diretamente proporcional ao tamanho de núcleo e bitola dos cabos dos enrolamentos. esse parâmetro refere-se ao secundário.8 kVA (ou 800 VA) com cosØ = 0. e saída para a carga. Esse fenômeno é fácil de ser entendido. ê Pot nci aA en par te ( VA) Ø Potência Real (W) F16.br (cursos) Tensões Quanto às tensões não há segredo. Rendimento O rendimento é o fator que mostra as perdas do dispositivo. todo ruído gerado pela carga não é “jogado” para a rede. de acordo com a figura 15. regulação. Segundo a mesma filosofia. expressa em VAr (volt x ampère reativo) não realiza trabalho.com. fator de potência. O cosØ é o que chamamos de fator de potência. esse valor atingiria vários kA. pois com a diminuição de Ø temos uma redução da potência reativa e. todo ruído gerado no seu primário não é levado à carga. consequentemente. e a tensão com carga no mesmo enrolamento. Caso a mesma carga estivesse ligada diretamente a rede. basta definir as amplitudes segundo entrada da rede. não devemos esquecer que a potência útil para a carga é a “potência real”. O fabricante “A” produz um transformador de 1 kVA com cosØ = 0. qualquer problema com essa carga (um curto-circuito. Imaginem.7 = 700 W Trafo B Potência Real = 800 VA . que a potência aparente é a maior de todas. A potência ativa fornecida pelo componente é sempre menor que a recebida por ele (perdas por calor. Normalmente. um maior valor do seu cosseno.). Vamos aos cálculos: Trafo A Potência Real = 1000 VA . Fator de potência O fator de potência. não podemos saber sua potência real.7. portanto. e os danos causados seriam bem maiores. por exemplo. basicamente. refere-se à potência aparente do dispositivo. 0. MA Abaixo seguem alguns sites interessantes sobre transformadores: www.kimarki. ou cosØ. Outra razão para se utilizar o transformador isolador é a segurança.energia cias. Quanto maior ele for. na prática. Para convertermos uma na outra. temos que a potência real é igual ao produto da potência aparente pelo cosseno do ângulo formado entre elas (Ø). Dessa forma. possui maior potência útil. barulho.ind. Potência Reativa (VAr) Vamos a um exemplo prático: Imaginem que tenhamos uma máquina qualquer isolada da rede. definir cinco parâmetros: potência nominal. portanto. Potência real [W] = Potência aparente [VA] x cosØ. e é expresso em uma porcentagem da tensão em vazio e com carga. nem toda ela pode ser convertida em energia para carga. hoje. A potência reativa.Esse fator também é expresso em porcentagem e. em geral. Embora a potência de um transformador seja expressa em VA (aparente). A recíproca é verdadeira. Chamamos essa isolação de “isolação galvânica”. Dimensionando o Transformador Para dimensionar um transformador necessitamos. sempre ultrapassa 85%. exigindo do técnico ou engenheiro (seja ele de desenvolvimento ou aplicação) um conhecimento cada vez maior de ambos os campos. funciona como um filtro. tensões.senai. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 29 . ou seja. magnetização do enrolamento primário. o transformador isolador aumenta a segurança para o usuário da máquina. etc. Fatores e técnicas. antes restritos a uma ou outra área. “misturam-se”. que tenhamos dois fabricantes “A” e “B”.br www. um transformador de 1000 VA (ou 1 kVA) e não informa seu cosØ. Quando um fabricante mostra. um curto-circuito no lado da carga poderá atingir um valor máximo de 10 A. dada em watts.9 = 720 W O transformador do fabricante B. Por trigonometria. 0. basta aplicarmos o conceito de triângulo das potências: Notem pela figura 16. por exemplo) terá sua magnitude limitada na potência do transformador. porém. Triângulo das potências. O fabricante “B” produz um transformador com 0. não é útil à carga. menor será a diferença entre a potência real e a aparente. conforme já foi dito. é um valor que expressa o valor da diferença entre a potência real (útil) e a aparente. Potência nominal A potência nominal. O transformador isolador.9. Regulação A regulação é a diferença aritmética entre a tensão em vazio em um enrolamento.

Confiabilidade nos Sistemas de Medições e Sistemas Instrumentados de Segurança. mesmo em caso de falha. João Aurélio V. Harry Cheddie. César Cassiolato Manual LD400-SIS SIS . Rodriguez.Safety instrumented systems for the process industry sector . O objetivo principal é se evitar acidentes dentro e fora das fábricas. 2003-01 Safety Instrumented Systems Verification: Practical Probabilistic Calculation.ferramentas SIS Uma visão prática Parte 5 Sistemas Instrumentados de Segurança Os Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) são utilizados para monitorar a condição de valores e parâmetros de uma planta dentro dos limites operacionais e. explosões. Sistema de intertravamento de segurança. e dispositivos programáveis para qualquer tipo de indústria. • Falhas de causas comuns. Esteves. “Functional safety . das quais as 4 primeiras são mandatórias e as 3 restantes servem de guias de orientação: 30 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . César Cassiolato Mecatrônica Atual 51 . e o segundo é que instrumentos e alarmes envolvidos com segurança sejam operados com confiabilidade e eficiência. Os Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) são os sistemas responsáveis pela segurança operacional e que garantem a parada de emergência dentro dos limites considerados seguros. Deve-se ter de forma clara que nenhum sistema é totalmente imune a falhas e sempre deve proporcionar. system.. definitions. como incêndios. clause 11. Marcos. eletrônicos. Durante muitos anos os sistemas de segurança foram projetados de acordo com os padrões alemães (DIN V VDE 0801 e DIN V 19250) que foram bem aceitos durante anos pela comunidade mundial de segurança e que culminou com os esforços para um padrão mundial.Parte 1 a 4. proteção da produção e da propriedade e mais do que isto. Vale lembrar ainda que o primeiro conceito em relação à legislação de segurança é garantir que todos os sistemas sejam instalados e operados de forma segura. uma condição segura. evitar riscos de vidas ou danos à saúde pessoal e impactos catastróficos para a comunidade.Part 1: Framework. Os produtos certificados de acordo com a IEC 61508 devem tratar basicamente 3 tipos de falhas: • Falhas de hardware randômicas. • Falhas sistemáticas. danos aos equipamentos. a IEC 61508. quando houver condições de riscos. 2003. que serve hoje de guarda-chuva em seguranças operacionais envolvendo sistemas elétricos. Goble. ou na condição de shutdown saiba mais IEC 61508. Maciel. Marcello. sempre que a operação ultrapassar estes limites. devem gerar alarmes e colocar a planta em uma condição segura. A IEC 61508 é dividida em 7 partes. hardware and software requirements”. Este padrão cobre todos os sistemas de segurança que têm natureza eletromecânica. César Cassiolato Mecatrônica Atual 53 A César Cassiolato s condições de segurança devem ser sempre seguidas e adotadas em plantas e as melhores práticas operacionais e de instalação são deveres dos empregadores e empregados.53 Manual LD400-SIS. “Functional safety of electrical/electronic/programmable electronic safety-related systems”. William M. IEC 61511-1.

Certamente é muito difícil evitar na fase de projeto que um dispositivo destes venha a ser bypassado no futuro. isto é. Recentemente vários padrões sobre o desenvolvimento. • Part 1: General requirements. onde estão incluídos os CLPs. por si só não garante absolutamente nenhuma melhoria de confiabilidade e segurança de operação. • Part 4: Definitions and abbreviations. esta desinformação leva os usuários a acreditarem que têm um sistema de controle seguro certificado. líquidos e gases. Na prática. mas através de um projeto criterioso e que atenda melhor às necessidades operacionais do usuário do sistema de segurança. levando à compra de equipamentos mais caros. vemos em muitas aplicações a especificação de equipamentos com certificação SIL para serem utilizados em sistemas de controle sem função de segurança. sistemas microprocessados. mas na verdade eles possuem um controlador com funções de segurança certificado. onde já citamos a IEC 61508 (indústrias em geral) e vale citar também a IEC 61511. F2.SIL 1. onde e qual grau de redundância é mais adequado para cada caso. alguns detalhes sobre o Processo de Verificação de SIF. Além disso. SIF . • Part 2: Requirements for E/E/PE safety-related systems. sensores e atuadores inteligentes. ou durante uma manutenção. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 31 . microcomputadores e conceitos de software. O grau de complexidade de SIS depende muito do processo considerado. sofisticados ou mesmo certificados. sistemas de controle distribuído. SIF . é necessário: • Entender as falhas em modo comum. caldeiras e fornos são exemplos típicos de equipamentos que exigem sistemas de intertravamento de segurança cuidadosamente projetados e implementados. hoje já se pode projetar sistemas eficientes e seguros com custos adequados a esta função. Este padrão trata sistematicamente todas as atividades do ciclo de vida de um SIS (Sistema Instrumentado de Segurança) e é voltado para a performance exigida do sistema. que se capacitem e adquiram o conhecimento de como determinar a performance exigida pelos sistemas de segurança.SIL 2. etc. quando. na realidade. é possível eliminar ou reduzir consideravelmente o número de bypasses não autorizados. processadores e elementos finais projetados com a finalidade de provocar a parada sempre que houver limites seguros sendo ultrapassados (por exemplo. tolerantes à falha e/ou de falha segura. voltada as indústrias de processamento contínuo. uma vez atingido o nível de SIL (Nível de Integridade de Segurança) desejável. Comumente vemos acidentes relacionados a dispositivos de segurança bypassados pela operação. Aquecedores. Exemplos típicos de sistemas de segurança: • Sistema de Shutdown de Emergência (ESD). A IEC 61508 busca potencializar as melhorias dos PES (Programmable Electronic Safety. serão aplicados em funções de controle de processo em que a certificação SIL não traz os benefícios esperados. Com o crescimento do uso e aplicações com equipamentos e instrumentação digitais. • Sistema de Shutdown de Segurança (SSD). dificultando inclusive a utilização e operação dos equipamentos. Através do uso e aplicação de técnicas com circuitos de lógica fixas ou programáveis. • Part 5: Examples of methods for the determination of safety integrity levels. Além disso. A operação segura em um SIS é composta de sensores. • Sistema de intertravamento de Segurança.ferramentas F1. projeto e manutenção de SIS foram elaborados. como. como preveni-las e mais do que isto. deve-se ter em mente toda a questão do ciclo de vida de um SIS. quando comparado com tecnologias tradicionais. • Sistema de Fogo e Gás. • Part 3: Software requirements. O mero uso de equipamentos modernos. Além do mais. é de extrema importância aos profissionais envolvidos em projetos ou no cotidiano da instrumentação.) de forma a uniformizar os conceitos envolvidos. desenvolvidos para funções de segurança onde. Acredita-se também que exista no mercado desinformação. • Part 7: Overview of techniques and measures. • Definir o nível de manutenção preventiva adequado para cada aplicação. variáveis de processos como pressão e temperatura acima dos limites de alarme muito alto) ou mesmo impedir o funcionamento em condições não favoráveis às condições seguras de operação. saber quais os tipos de falhas seguras e não seguras são possíveis em um determinado sistema. o nível de redundância e o intervalo de teste ficam a critério de quem especificou o sistema. Nesta quinta e última parte veremos um pouco sobre as soluções típicas de SIF e um exemplo de aplicação. colunas de craqueamento. exceto quando o sistema é implantado com critérios e conhecimento das vantagens e das limitações inerentes a cada tipo de tecnologia disponível. Vimos na quarta parte. que tenham o domínio das ferramentas de cálculos e as taxas de riscos que se encontram dentro de limites aceitáveis. programadores lógicos. • Part 6: Guidelines on the application of IEC 61508-2 and IEC 61508-3. reatores. O funcionamento adequado de um SIS requer condições de desempenho e diagnósticos superiores aos sistemas convencionais.

2oo2: A principal desvantagem de um sistema de segurança único (ou seja.SIL 3 – Votação 2oo3. a taxa de demanda do SIS deve ser a taxa de falha perigosa da malha de controle. isso exige que elas sejam localizadas em três diferentes módulos. Considera-se que uma taxa de risco aceitável para tal evento é 0. Infelizmente. ou votação 1oo2 ou 2oo2 O princípio de votação 1oo2 foi desenvolvido para melhorar o desempenho de integridade de segurança de sistemas de segurança baseados em 1oo1. assumindo-se que as duas são igualmente prováveis. onde no exemplo assumiremos (tabela 1). F3. Neste exemplo. e é normalmente concebido para aplicações de segurança de baixo nível. o sistema tem a desvantagem de que a probabilidade de Simplex. Por outro lado. Duplex. Pode atingir um nível mais elevado de SIL usando-se redundância. ou votação 1oo2 ou 2oo2. da função de segurança. Para se definirem os requisitos de integridade de segurança. a taxa de demanda em relação ao SIS deve ser estimada. ou 1 chance em 100 por ano). No entanto. • Triplex. SIF . Triplex. reduz significativamente a probabilidade de falso trip. dois dos quais precisam estar OK para operar e cumprir as funções de segurança. Effects. Imediatamente resulta na perda 32 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . uma vez que ambos os canais devem falhar para que o sistema seja colcado em shutdown. A malha de controle deste exemplo pode falhar em qualquer direção. Se ocorre uma falha em um canal. que é aproximadamente três vezes maior que a dos sistemas baseados em 1oo2. ocorre um alívio de segurança. ou votação 2oo3. As três mais comuns arquiteturas são: • Simplex. A taxa de falha geral para a malha de controle pode ser estimada a partir das taxas de falhas para os componentes. A quantidade de equipamentos dependerá da confiabilidade de cada componente. definida em seu FMEDA (Failure Modes. O princípio de votação 2oo3 é melhor aplicado se houver uma separação física completa dos microprocessadores. ou votação 1oo1 (1 out of 1) O princípio de votação 1oo1 envolve um sistema de canal único. Soluções Típicas de SIF (Função Instrumentada de Segurança) Como determinar a arquitetura? A arquitetura de uma SIF é decidida pela tolerância a falha de seus componentes. este conceito não melhora a taxa de falsos trips. produzindo um odor indesejável fora da planta. and Diagnostic Analysis).Embora os sistemas mais recentes tenham um nível maior de diagnósticos. Vamos especificar um Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) que atinja estes requisitos de segurança. Pior ainda. sistemas de segurança baseados em votação 2oo3 ainda conservam a desvantagem de ter uma probabilidade de falha na demanda. ou no encerramento do processo.SIL 3. • Duplex. Pelo fato da malha de controle ativo estar sob supervisão do operador. o outro ainda é capaz de desempenhar a função de segurança.01/ ano ou menos (uma vez em cem anos. Exemplos de Arquiteturas SIL 1 (figura 1) SIL 2 (figura 2) SIL 3 (figura 3 e 4) Exemplo de Aplicação A figura 5 mostra um processo simples onde um fluido é adicionado continua e automaticamente a um vaso de processo. Se o sistema de controle falhar por uma condição de pressão muito alta. A duplicação dos canais em aplicação 2oo2. SIF . ou votação 1oo1 (1 out of 1). a probabilidade de falso trip quase duplica. Isto gera o resultado geral de (1 em 2) X (1 em 4) ou 1/8 da taxa de falhas F4.ferramentas falha na demanda é duas vezes maior do que a de um único canal. assume-se que apenas 1 falha em 4 seria repentinamente suficiente para causar uma demanda para uma condição de parada sem uma intervenção prévia do operador. ou votação 2oo3 2oo3: Nesta votação há três canais. não redundante) é que uma única falha leva imediatamente a um trip.

que ainda não atende aos requisitos de segurança. Um equipamento certificado para uso em aplicações SIL 2 ou 3 não garante. A frequência de teste do projeto deve ser especificada como parte da documentação de projeto. shutdown. A conformidade pode ser avaliada pela estimativa da indisponibilidade da malha.05 = 0. Taxa de falhas totais/ano. Portanto. são classificados como SIL.6 / 8 = 0. O equipamento ou sistema devem ser usados para servir o projeto de redução de risco. T4. ou os componentes.95 Propõe-se um SIS com ligação simples e direta para cortar a alimentação quando a pressão do sistema atinge 80% do valor de ajuste da válvula de segurança. Processo com malha básica de controle. Busca-se o aumento da disponibilidade operacional e também em termos de processos.9. A disponibilidade requerida é = 1 – 0. mas eles não são SIL em separado. De acordo com a tabela 3. Falhas / ano 0.1 Isto proporciona uma disponibilidade de 0. MA Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 33 . A tabela 4 a seguir mostra a estimativa do custo por falsos trips em indústrias de diferentes processos: Conclusão Em termos práticos. a minimização da variabilidade com consequência direta no aumento da lucratividade. necessariamente. Custos por Falsos Trips.2/ano Com uma frequência anual de teste. Seguem as taxas de falhas. FDT = ½ fT = ½ x 0. Um importante parâmetro de desempenho calculado durante a verificação de SIL é o MTTFsp: Tempo médio entre falhas devido a perturbações ou falsos trips. Níveis SIL são aplicados às funções de segurança SIFs. o que se busca é a redução de falhas e consequentemente a redução de paradas e riscos operacionais. Portanto.0083 Atingindo uma disponibilidade > 0. geral.6 Chave de pressão Válvula solenoide Válvula de bloqueio rápido Total T2. Todas estas falhas do sistema passivo não seriam diagnosticadas. Entretanto. colocadas como exemplo. Esta variável indica quantas vezes o SIS poderá sofrer um falso trip até ir à condição de F5. que deve ser usada como a taxa de demanda para uma parada. a taxa de falhas não diagnosticadas = 0.6 Transmissor de pressão Controlador I/P Válvula de controle Total T1. Com testes mensais temos. a taxa de demanda = 1. um sistema SIL 1 com testes frequentes deve prover uma disponibilidade de 0.2/ano x (1/12) ano = 0.3 0.2 1. Deve-se analisar todos os compontes da SIF.ferramentas Falhas/ano 0. Arquitetura de acordo com nível SIL – IEC 61508. Exemplos de taxa de falhas totais/ano.99 atendendo a disponibilidade de 95% requerida. e que poderiam ser consultadas para cada fabricante (tabela 2). que o sistema atenderá SIL 2 ou 3.2 0.2 0.5 0. A malha é projetada para falhar na direção segura. Diferentes suposições devem ser feitas com base no conhecimento específico do equipamento e condições.2/ano x 1 ano = 0.6 0. a disponibilidade pode ser aumentada com uma frequência maior de testes. Alguns detalhes Existe uma concepção errada muito comum de que os produtos por si só.99.6/3 = 0. assim admite-se que apenas 1 em 3 falhas seria na direção não segura. Produtos e componentes aplicáveis são em níveis SIL.2 0.2 / ano A indisponibilidade aceitável: T3. FDT = ½ x 0.

ou conduzida pela rede elétrica). Técnicas de Medição A seguir. temos duas técnicas para o estudo de cada uma delas. blindagem de cabos. sendo o de cima fabricado pela Rohde&Schwarz e o outro pela Agilent. A figura 3 ilustra como através de uma antena tipo dipolo. Precisamente. Alexandre Capelli Estudo da EMI com o Analisador de Espectro O processo de certificação de compatibilidade eletromagnética (EMC) exigido internacionalmente para os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos. como o analisador de espectro pode tornar-se uma importante ferramenta para a diagnose de problemas com EMI (Electromagnetic Interference) no ambiente industrial. saiba mais Entenda a importância desse instrumento na Automação Industrial .br/ secoes/leitura/124 Medindo sinais de baixa amplitude A capacidade do analisador para medir sinais de pequena amplitude é limitada pela geração interna de ruído do próprio instrumento.com.instrumentação Análise Espectral Vamos explorar. Notem que necessitamos de um dispositivo especial para isso. neste artigo. O analisador de espectro é um instrumento fundamental para a engenharia nessas horas. Braga www. vamos apresentar algumas técnicas que podem auxiliar o desenvolvedor a obter a melhor performance possível do instrumento nas medições em campo (chão de fábrica). nem sempre é fácil de ser obtido.com. 34 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . a entrada do atenuador e a largura de banda (RBW) são os fatores chaves que determinam o quão pequeno um sinal pode ser analisado. Braga Saber Eletrônica 400 Monitoramento de sinais em tempo real com o analisador de espectro Newton C.sabereletronica.Alexandre Capelli Mecatrônica Atual 53 Espectro espalhado – Newton C. tornam-se necessárias várias mudanças no projeto original da máquina (diminuição da frequência de PWM.sabereletronica. Isso significa que a sensibilidade para “pequenos” sinais é influenciada pelo modo como regulamos o analisador.). Braga www. etc. Visto que a EMI pode se propagar de duas formas (irradiada pelo ar. chamado LISN.br/ secoes/leitura/568 Oscilador de espectro espalhado Newton C. Muitas vezes. podemos captar a RF emitida por uma máquina. Já a figura 4 indica como podemos estudar a EMI conduzida. A figura 1 mostra como podemos visualizar em sua tela a amplitude das diversas frequências harmônicas geradas por um equipamento e na figura 2 podemos ver dois exemplares desses instrumentos. instalação de filtros. A figura 5 fornece o exemplo de um sinal de 500 kHz de baixa amplitude.

quando ativado. para que o sinal sob análise retorne à sua amplitude original. F3. O filtro RBW afeta a capacidade de medir sinais pequenos e próximos em amplitude. onde o atenuador. Captura da RF de uma máquina usando uma antena – dipolo. Quando o sinal é reamplificado. tendo em vista a presença de um outro bem maior. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 35 . Configuração dos instrumentos para estudo da EMI conduzida. Isso também pode ser facilmente visualizado na tela. Amplitudes de diversas frequências harmônicas na tela do Analisador de Espectro. reduz o nível do sinal na entrada do misturador.instrumentação F1. Aumentando a banda desse filtro. e deve ser reamplificado após o mesmo. Cabe esclarecer que o sinal é atenuado antes do misturador para evitar a distorção. o ruído também o é. Esse fenômeno pode ser observado na tela do instrumento. maior energia de ruído chega ao circuito detector. Dois exemplares de Analisadores de Espectro. F2. Um amplificador localizado na saída do misturador. Para uma sensibilidade F4. entretanto. reamplifica o sinal para que ele se mantenha com o mesmo nível da entrada.

vide figura 10. • Grave o lado da tela no traço B. uma delas é o modo de detecção. temos três modos principais: detecção por pico. • Selecione o traço A como a entrada ativa. Enquanto Quais são esses modos e qual deles é o melhor? Basicamente. são gerados devido à distorção do instrumento. consequentemente. o sinal analógico sob análise é dividido em “bins” (amostras binárias). Sinal de 500kHz de baixa amplitude. o filtro de vídeo poderá ajudar. • Finalmente. o analisador está gerando uma distorção interna. e ative a função “Marker D". O mesmo sinal da figura 6. os analisadores de espectro possuem dois ou três modos de detecção. Caso o resultado assemelhe-se à figura 9. Nessa situação. a função Marker D estiver ativa. A figura 6 mostra o sinal da figura 5 após os controles do atenuador e filtro terem sido minimizados. não há distorção interna. então. os de alta amplitude podem causar distorção e. • Programe o atenuador de entrada para 0 dBm. sendo que a escolha de um deles poderá influenciar significativamente os resultados. alterar a leitura real. Identificando as distorções internas Enquanto os sinais de baixa amplitude podem ser de difícil visualização. A figura 7 apresenta o mesmo exemplo com o filtro de vídeo ativado. após o ajuste desses controles. Caso as respostas sejam semelhantes à figura 8. Esse tipo de arquitetura permite algumas facilidades interessantes. Caso haja muito ruído presente na tela. a atenuação é necessária. aumente a atenuação de RF para 10 dB e compare a resposta no traço A em relação ao traço B.instrumentação F5. A escolha de um ou outro varia segundo a aplicação. Utilizando os recursos de traços duplos e o atenuador de RF. detecção por amostragem e detecção por pico negativo. F7. o circuito detector mede o maior nível 36 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . porém com o filtro de vídeo ativado. F6. Selecionando o melhor modo de detecção Os analisadores de espectro modernos utilizam a tecnologia digital para a aquisição de dados. Façamos uma breve análise de cada um: • Detecção por pico: Nesse caso. no caso de vários. Normalmente. basta seguirmos os passos abaixo: • Sintonize a segunda harmônica da entrada do sinal. • O analisador de espectro mostra agora o dado gravado no traço B e a medida no traço A. podemos determinar quais sinais. Para identificá-los. ambos (atenuador e filtro RBW) devem ser regulados para o mínimo valor possível. O mesmo sinal da figura 5. máxima. Nesses analisadores. o resultado na tela será a diferença entre dois sinais (tanto na amplitude como na frequência). mas com atenuador e filtro minimizados.

Para melhor compreensão desses três modos. e utilizando as técnicas corretas. de cada “bin”. Claro que a relação custo/ benefício do trabalho deve ser considerada antes do início do processo. Agora. Com as devidas ferramentas. Três modos de detecção do Analisador de Espectro positiva. não é um bom modo para sinais periódicos (senoidais. por amostragem e negativa. Conclusão Conforme vimos neste artigo.instrumentação F8. ele possui uma boa performance na separação em ruídos aleatórios e ruídos de pulso. F10. • Detecção por pico negativo: Ao contrário do primeiro modo. MA F11. porém. não existe distorção ínterna do analisador. “Bins”. porém. F9. apresenta o inconveniente de “exagerar” o valor do ruído quando a senoide não está presente. veja a figura 11. Esse modo é indicado como um bom medidor de ruídos. por exemplo). Embora esse modo comprometa um pouco a sensibilidade do analisador de espectro. a engenharia do próprio fabricante pode obter bons resultados. Essa é uma boa condição para medidas em AM e FM. Neste caso. principalmente aleatórios. • Detecção por amostragem: A detecção por amostragem mede o último nível gravado após cada “bin”. ou amostras binárias. Esse modo é indicado para medidas senoidais. o analisador de espectro gera a distorção do sinal. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 37 . nem sempre torna-se necessária a consulta externa sobre a análise da compatibilidade eletromagnética para os fabricantes de equipamentos. agora o analisador mostra o menor nível de cada “bin”.

considere um determinado material com espessura d. Ou seja. o uso da Internet. da tecnologia Fieldbus. resumidamente. César Cassiolato É saiba mais Sensor Hall diferencial Mecatrônica Atual 36 Melhore a performance dos posicionadores pneumáticos Mecatrônica Atual 32 Sensoriamento de nível de líquidos. as linhas equipotenciais ao longo do comprimento do material são inclinadas. somos testemunhas dos avanços tecnológicos com o advento dos microprocessadores. baseados no Sensor Hall que agregará vários recursos de performance e diagnósticos. somos incapazes de viver sem as facilidades e benefícios que estas áreas nos proporcionam em nossas rotinas diárias. neste artigo. as linhas equipotenciais que cruzam perpendicularmente este fluxo. Quando se tem um fluxo de corrente em um material que não está exposto a um campo magnético. são linhas retas. etc. como por exemplo no arseneto de gálio (GaAs). Hoje. Sem dúvida. Nos processos e controles industriais não é diferente. tem-se uma tensão proporcional ao campo magnético aplicado. o ângulo através do qual o fluxo de corrente é mudado pelo campo magnético é conhecido como ângulo Hall e é um parâmetro dependente do material.conectividade Sensor Hall A tecnologia dos Posicionadores Inteligentes de última geração Comentaremos. A força de Lorentz no movimento de elétrons no material é dada por: onde: q: carga do elétron B: campo magnético O produto externo indica que a força tem uma direção mutuamente perpendicular ao fluxo de corrente e ao campo magnético. sendo determinado pela mobilidade de elétron m que também determina o coeficiente de Hall R H. Este efeito é o resultado da força de Lorentz no movimento de elétrons sujeitos a um campo magnético. usando sensores de efeito Hall Saber Eletrônica 458 Sensor Hall com detecção de sentido Saber Eletrônica 418 notável o avanço da Física e da eletrônica nos últimos anos. descoberto em 1879 por Edwin Hall. uma interessante aplicação da Física no desenvolvimento de Posicionadores Inteligentes de Válvulas. de todas as áreas técnicas. e isso nos leva à tensão de Hall medida ao longo do material. Quando se tem um fluxo de corrente em um material sujeito a um campo magnético perpendicular. conduzindo uma corrente i ao longo de seu comprimento e sujeito a 38 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . Neste caso. foram as mais marcantes em desenvolvimentos. Em termos construtivos. Sensor Hall O sensor Hall recebe este nome pois é baseado no efeito Hall. O efeito Hall está presente em todos os materiais. mas sua aplicação é eficaz somente onde a mobilidade do elétron é relativamente alta.

existem inúmeras aplicações destes sensores.conectividade F1. Exemplares de Posicionador Inteligente com tecnologia de sensor Hall. O resultado destas condições é a geração de tensão conhecida como tensão de Hall. • Alta confiabilidade. desde a aplicação em servomotores em videocassetes. sensores de catracas para controle de acesso. • Repetibilidade e estabilidade. facilitando adequação a novas demandas. sensores de velocidade. O Posicionador Inteligente Este tipo de equipamento é de extrema importância em qualquer área industrial. sistema de injeção em motores automotivos. • Erros desprezíveis de linearidade. proporcionando redução de custos operacionais e de manutenção. sem contato mecânico. Princípio de construção e funcionamento do sensor Hall. garantindo a otimização e melhoria continua dos processos. reduzindo o downtime de operação. economia de tempo e melhorando a condição do processo. de baixa sensibilidade e precisão. • Prover funções avançadas de diagnose. um campo magnético B aplicado perpendicularmente à direção de sua espessura. refletindo na estabilidade dos controles. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 39 . Iremos descrever esta última aplicação no desenvolvimento de Posicionadores Inteligentes de Válvulas/Atuadores. • Erros desprezíveis com vibração. minimizando consumos e reduzindo a variabilidade dos processos. • Versatilidade. na estabilidade de qualidade. medição de corrente. controle de motores DC sem escova. etc. potência e campo magnético. assim como o curso de movimento. A tecnologia convencional de equipamentos de atuação é baseada em acoplamentos mecânicos. válvula/atuador. sensores de proximidade. Atualmente. etc. flexibilidade de uso independente do fabricante e tipo de F2. cuja magnitude é dada por: onde: R H é a constante Hall do material (figura 1). controle de posição. garantindo continuidade e segurança operacional. • Suportar altas temperaturas. trabalhando como elemento final de controle acoplado a atuadores e válvulas. simplificando instalação. operação e manutenção. com mínimos ajustes. sendo muitas vezes responsáveis por toda variabilidade do processo. com montagens e ajustes complicados. controle de rotação. • Fácil operação. É a inteligência da eletrônica e software combinada com o estado da arte em desenvolvimento mecânico. Deve atender uma série de requisitos operacionais e que com a utilização da tecnologia do sensor Hall pode-se conseguir facilmente: • Alta sensibilidade. V HALL .

F4. • Fácil instalação. válvulas de controle rotativa como: esfera. A pressão piloto é muito baixa e não tem capacidade de vazão. sensor de efeito Hall e circuito de controle de saída. A parte pneumática é baseada numa tecnologia muito difundida e largamente usada. A tecnologia digital usada permite a escolha de vários tipos de curva de caracterização. que fornece alto desempenho e operação segura. • Fácil ajuste e parametrização remota através de comunicação HART. sem contato físico. • Opera com atuadores lineares e rotativos de simples ou dupla ação. operação e manutenção: • Projeto compacto e modular.conectividade O posicionador inteligente de última geração para válvulas de controle linear ação simples (retorno por mola). Foundation Fieldbus ou Profibus PA ou através de ajuste local com display. As partes principais do módulo de saída são: piloto. e por isso deve ser amplificada na seção servo. 40 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . é baseado no bico-palheta. Veja alguns exemplares de Posicionadores Inteligentes na figura 2. Note que este sinal é a posição real da válvula. gaveta. uma interface simples entre o campo e a sala de controle e muitas características interessantes que consideravelmente reduzem o custo de instalação. Esquema de funcionamento do Sensor Hall no Posicionador de Válvulas. servo. etc. que é chamada pressão piloto. • Característica de vazão via software. que no estado de equilíbrio F3. Um disco piezoelétrico é usado como palheta no estágio piloto. diafragma. borboleta ou plugado com atuadores pneumáticos como: diafragma. ou ação dupla como por exemplo: globo. A palheta é defletida quando nela é aplicada uma tensão pelo circuito de controle. que é o bico-palheta e válvula carretel. pistão. A pressão piloto aplica uma força no diafragma da câmara piloto. • Baixo consumo de ar. etc. O circuito de controle recebe um sinal de setpoint digital da CPU e um sinal de realimentação proveniente do sensor de efeito HALL. • Autodiagnose. e outro diafragma menor na câmara do carretel. consagrado pelo uso no campo e no sensor de posição por efeito Hall. • Sensor de Posição sem contato mecânico. A seção servo tem um diafragma na câmara piloto. Esquema do Transdutor Pneumático. O pequeno fluxo de ar que circula pelo bico é obstruído. causando uma alteração na pressão da câmara piloto.

conectividade F5. automático ou cascata. EQ50. Assim sendo quando têm-se uma alteração de posição via posicionador. As tensões de extremos são colhidas durante o processo de autocalibração. EQ33. Tabela de 21 pontos. Veja a figura 3. EQ25. Analisando este diagrama. então. Este valor passará pelo algoritmo do bloco que analisará condições de alarmes e condições de falha segura. respectivamente. onde podemos ver que teremos a aplicação de fluxo magnético ao sensor Hall e que teremos a caracterização de posição. pode-se definir taxas de variação %/s com este setpoint agirá no elemento final.A posição real retornará ao bloco AO e via parâmetro ReadBack fechará o loop com o mestre. disponibilizando um valor de saída que chegará até o bloco transdutor. O ímã fica preso ao eixo da válvula ou atuador. Num extremo do curso terá sinal de tensão máximo caracterizando. de forma precisa e segura. de acordo com a estratégia de controle. onde se tem campo nulo. este setpoint será escrito via serviços cíclicos no parâmetro SetPoint ou RcasIn do bloco AO. a pressão do piloto aumenta ou diminui como explicado no estágio do piloto. Funções de diagnose podem ser monitoradas via sinal do sensor Hall via mestre classe 2. será igual à força que a válvula carretel aplica no diafragma menor na câmara do carretel. o que resulta numa nova posição da válvula. O único detalhe da montagem mecânica é a verificação de que a seta gravada no ímã esteja coincidindo com a seta gravada no posicionador quando a válvula estiver na metade do seu curso. O sensor Hall fica alojado e protegido internamente ao módulo transdutor. escolhendo Linear. levando-se em conta o centro dos ímãs. Estas curvas permitem que pequenas variações no setpoint façam com que a posição no elemento final seja próximo do 100%(EQ). encontrando a posição de equilíbrio conforme o setpoint vindo do mestre. quando a válvula estiver na metade do seu curso. por exemplo 100% e no outro extremo. Então. caracterizando o 0%. A figura 5 nos mostra o diagrama funcional deste posicionador para o protocolo Profibus PA. como mostra a figura 4 (representação didática de funcionamento). São os chamados “Rates”. EP33 e EP50. tais como: Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 41 . e esta mudança na pressão do piloto força a válvula para cima ou para baixo alterando a pressão da saída 1 e da saída 2 até um novo equilíbrio ser alcançado. via sinal do sensor Hall que é caracterizado durante o processo de autocalibração ou mesmo durante uma calibração de usuário (muito usada em aplicações split-range) e calcula o sinal de MV% que gerará o valor do conversor D/A que atuará em um sensor Piezo. caracterizar este valor de acordo com a curva da válvula ou atuador. o sensor Hall estará recebendo campo nulo e internamente a CPU saberá que corresponde a 50% do curso. terá sinal mínimo. Diagrama funcional do Posicionador FY303. EP25. o servo PID recebe este sinal e mais a posição real. Uma vez definida a curva de transferência. gerando a pressão nas câmeras do posicionador. pode-se ver que via CLP (mestre classe 1). onde sem a intervenção do usuário o posicionador determina as tensões de Hall correspondente aos limites físicos do curso. Dependendo do modo de operação. O usuário poderá. ou que somente grandes variações no setpoint façam com que a posição no elemento final seja próximo do 100%(EP). Sendo assim. o posicionador recebe um valor de setpoint.

o posicionador reverte a rampa para que a válvula retorne à sua posição original. O FY303 possui 1 bloco funcional AO. além dos possíveis lucros cessantes da empresa. ou seja. que é usado para determinação do Nível de Integridade Segura – SIL. O posicionador gera automaticamente uma variação em rampa do sinal de Set Point na faixa determinada pelo usuário (Off Set). através do qual pode-se estatisticamente prever com o curso da válvula o momento de se dar manutenção. Ao considerarmos o crescente interesse em Sistemas Instrumentados de Segurança – SIS. A válvula se movimenta em resposta à variação do Set Point. Pode também ser configurado ciclicamente por qualquer sistema PROFIBUS usando o arquivo GSD (Generic Station Description). Pelas telas do DTM é possível configurar não só o valor do curso parcial. ou problemas de vazão de ar. Safety Integrity Level. quando monitorados e configurados. tubulações de desvios. Um dos métodos utilizados por Posicionadores Inteligentes para fazer o PST é conhecido como método de Rampa Dinâmica. ou remotamente através do ProfibusView da Smar ou Simatic PDM da Siemens. FieldCareTM e PACTwareTM. estão disponíveis na no site Smar para serem baixados também sem custo para o usuário. Telas similares estão disponíveis também no AssetView da SMAR. ou seja. E mais: pode-se medir a velocidade de resposta da válvula. podendo diagnosticar emperramento e stress mecânico. não só com respeito a parada da planta. onde se pode acompanhar quantas vezes houve inversão de setpoint e analisando a sintonia da malha. • Um número alto de reversals significa que a sintonia não está boa e que o processo pode estar comprometido em sua variabilidade. Neste caso. Os chamados DTMs (Device Type Manager). válvulas do tipo solenoides.conectividade • Odômetro. antes que o evento emergencial acontecesse. verificar se a válvula não está emperrada ou se o atuador pneumático está sendo adequadamente pressurizado. os equipamentos adicionais são válvulas de bloqueio de atuação manual. Teste de Curso Parcial ou PST – Partial Stroke Test Dá pra imaginar os custos que envolvem testes ou manobras. o posicionador mede a posição da válvula e sua respectiva pressão de acionamento.Profibus-PA Configurando aciclicamente o FY303 Estes instrumentos podem ser configurados localmente com a ferramenta magnética. sem interferência do operador ou profissional de instrumentação. Da mesma forma. tais como AssetView da Smar. o PST já é reconhecido e influencia os cálculos referentes ao índice de Probabilidade de Falha Sob Demanda – PFD. Se o bloco AO estiver em AUTO. assim como tempos de abertura e fechamento. Bom seria se pudéssemos fazer tais testes com maior frequência e pré-programados. Se o bloco AO estiver em RCAS. Bom seria se pudéssemos ter parâmetros que nos indicassem o nível de degradação da válvula e nos permitissem fazer uma manutenção preventiva. Bom seria se os custos envolvidos fossem bem menores. • SP/READBACK/POSD.Partial Stroke Test. • Velocidade média e instantânea do deslocamento. enquanto o posicionador mede a posição da válvula através do sensor de posição sem contato mecânico. Após chegar no ponto máximo do Off Set. onde se pode acompanhar os desgastes dos batentes da válvula nas condições extremas dos limites físicos de seu curso. então o equipamento receberá o valor e status do setpoint do master classe 1 e ainda o usuário poderá escrever neste valor via master classe 2. Configuração e Parametrização do Posicionador Inteligente FY303 . baseado no sensor de Efeito Hall. E também o gráfico resultante do teste. • Strokes (batidas). mais barata e mais confiável é a adoção do Teste de Curso Parcial ou PST . • SP/READBACK/POSD/CKECKBACK. o equipamento receberá o valor e status do setpoint 42 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . O PST nada mais é do que movimentar a haste da válvula parcialmente e medir os esforços necessários a essa movimentação. • Reversals. O FY303 foi projetado para utilizar o protocolo PROFIBUS PA e pode ser configurado usando qualquer ferramenta que trabalha com DD/EDDL e também com o conceito de ferramenta FDT (Field Device Tool) e DTM (Device Type Manager). conforme sua aplicação. durante a reversão. que valor de pressão é necessário para movimentar a haste. dispositivos mecânicos de fim de curso. A figura 7 exemplifica o resultado do PST no FY303 e no FY400. Uma solução simples. Ao fim do teste. o status do setpoint deve ser sempre igual a 0x80 (“good”) e pode-se escolher as seguintes configurações: • SP. mas também a periodicidade em que o PST é executado automaticamente.com. Veja um exemplo de aplicação dos posicionadores em PROFIBUS na figura 6. • SP/CKECKBACK. • A maior e menor temperatura que foi submetido o posicionador. sem necessidade de ir até o local aonde está instalada. Usualmente. bus timing do equipamento e informações sobre a troca de dados cíclicos. atuadores e posicionadores. mas também dos equipamentos adicionais necessários para a execução de testes em válvulas. sem esquecermos da logística e do número de profissionais que se precisaria envolver na atividade. Os arquivos EDDL (Electronic Device Description Language) e DTM estão disponíveis na página da Smar na Internet: www.br. o posicionador mede pressão aplicada necessária para movimentar a haste da válvula. sem necessidade de abrir sua tampa. Probability of Failure on Demand. e a custos aceitáveis. Ou mesmo Configurando Ciclicamente o FY303 Através do arquivo GSD o mestre executa todo processo de inicialização com o equipamento e este arquivo traz detalhes de revisão de hardware e software. Ao mesmo tempo. geram uma excelente gama de “eventos diagnósticos”. O PROFIBUS PA apresenta ainda informação de qualidade e diagnóstico. drivers para configuração e visualização em estações computadorizadas com o aplicativo FDT. É com estes blocos que o mestre classe 1 executará os serviços cíclicos e o usuário deverá escolher qual a configuração. Mas o PST automático. só foi possível com o desenvolvimento do Posicionador Inteligente para Válvulas e o vasto elenco de parâmetros disponíveis que. Posicionador calcula e disponibiliza o “fator de carga” (load factor) da válvula. smar. melhorando o gerenciamento e manutenção da planta. segundo o protocolo FDT/DTM.

somente via master classe 1. onde após a detecção de uma perda de comunicação pelo equipamento escravo com o mestre. Exemplo de aplicação em Profibus. onde é dependente da aplicação. podemos ter as seguintes taxas: 45. normalmente chamado de GSD. • Acrescentar o FY303.75 kbits/s(P+F) e 12Mbits/s (P+F. deve-se escolher a taxa de comunicação.PDF. A flexibilidade. 93. • Uma vez escolhido o mestre. quando o modo for Auto e 0xc4 (IA) quando for Rcas. Veja a seguir um exemplo típico onde se tem os passos necessários à integração de um equipamento FY303 em um sistema PA: • Copiar o arquivo gsd do FY303 para o diretório de pesquisa do configurador PROFIBUS. • Copiar o arquivo bitmap do FY303 para o diretório de pesquisa do configurador PROFIBUS. • Pode-se ainda ativar a condição de watchdog. Conclusão Pudemos ver através deste artigo o ganho em tecnologia e benefícios que um posicionador baseado em tecnologia digital com sensor Hall pode proporcionar. pontos críticos do controle. o equipamento poderá ir para uma condição de falha segura. consulte o manual do FY303: www. Quando se tem o link device. Para mais detalhes. Nestas condições atentar para o valor do status do valor de setpoint que deve ser 0x80(Good). principalmente pela facilidade de montagem e operação.45 kbits/s (Siemens). F7. normalmente chamado de BMP. onde a operação precisa e segura se faz necessária. sendo o status sempre igual a 0xc4 (“IA”). preditiva e proativa.smar.conectividade F6. Lembre-se que esta escolha deve estar de acordo com o modo de operação do bloco AO. • Escolher a configuração cíclica via parametrização com o arquivo GSD. MA Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 43 . • SP/READBACK/RCASIN/RCASOUT/POSD/CHECKBACK. Como o FY303 estará em um elemento final é recomendável a configuração de um valor de falha segura. lembrando-se que quando se tem os couplers. Pode-se escolher as mesmas configurações e mais: • RCASIN/RCASOUT. • RCASIN/RCASOUT/ CKECKBACK. pode-se ter até 12Mbits/s. recursividade e geração de diagnósticos avançados facilitam as condições de manutenção preventiva. SK3). Telas de Resultados do PST.Lembrando sempre que estes equipamentos sempre estarão juntos a elementos finais. especificando seu endereço no barramento.com/PDFs/Manuals/ FY303MP.

facilitando a automação de processos em sistemas de controle A integração de sinais de I/O com as tecnologias fieldbuses estão cada vez mais frequentes.com. O artigo detalha o FRI303. Esta facilidade de desenvolvimento se deve em sua grande maioria às inovações tecnológicas dos microprocessadores e microcontroladores. atuadores.br V eremos neste artigo a aplicação do FRI303. posicionadores.conectividade Uso de entradas e saídas remotas em Profibus-PA. César Cassiolato Diretor de Marketing. que foi desenvolvido para uso em sistemas híbridos com a possibilidade de tratamento de entradas e saídas discretas. Entradas e Saídas Remotas. saiba mais Entendendo as Reflexões em Sinais Profibus Mecatrônica Atual 50 Minimizando Ruídos em Instalações PROFIBUS Mecatrônica Atual 46 Rede Profibus PA Mecatrônica Atual 18 Os avanços tecnológicos na área de microprocessadores e microcontroladores e o atual cenário das tecnologias de automação Nos últimos anos temos acompanhado que os mercados de instrumentação e automação vêm demandando equipamentos de campo (transmissores de pressão e temperatura. 44 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . Este artigo nos mostrará a integração entre estes dois mundos da automação. usando o FRI303 em Profibus-PA. Qualidade e Engenharia de Projetos e Seviços Smar Equipamentos Industriais cesarcass@smar. um equipamento de campo Profibus-PA. Mostraremos alguns detalhes do que há de mais novo em termos de desenvolvimento da tecnologia Profibus-PA para acionamento discreto em pequenas e médias aplicações com equipamentos de campos conectados diretamente ao barramento. conversores. um equipamento Profibus-PA.

pode-se selecionar convenientemente os dados para se atingir os objetivos F3. mas em especial dos equipamentos de campo. Aplicação genérica com entrada e saída discretas. Através de um gerenciamento destas informações vindas do campo. Conexão Física das Saídas. disponibilidade de informações para IHMs.. os microprocessadores/ microcontroladores estão se tornando mais poderosos e mais baratos e. um equipamento de campo micro- F4. Percebe-se aqui que todas estas evoluções tecnológicas fazem com que equipamentos de campo. Da própria sala de controle pode-se ter uma visão geral do sistema e ainda com ferramentas baseadas em Internet. possam assumir funções antes inimagináveis. Tudo isso.) com alta performance. condições de autodiagnoses podem poupar custos operacionais e de manutenção. F2. etc. melhor uma planta pode ser operada e sendo assim. etc. A informação digital permite que uma sistema colete informações dos mais diversos tipos e finalidades de uma planta. A tecnologia Fieldbus é rica no fornecimento de informação. etc. os fornecedores na instrumentação vem respondendo às demandas dos usuários por mais e melhores informações em seus processos. Veremos a seguir. gerenciamento de ativos. principalmente em áreas classificadas (perigosas) ou mesmo em áreas de difícil acesso. com o advento da tecnologia Filedbus (HART. recursividade. altos níveis de segurança. proporcionar a redução de custos operacionais e de manutenção. tempos de varreduras menores. arquiteturas redundantes. pode-se transformar preciosos bits e bytes em um relacionamento lucrativo e obter também um ganho qualitativo do sistema como um todo. mais produtos pode gerar e mais lucrativa pode ser. Por outro lado. FRI303 – SMAR. não somente pertinente ao processo.conectividade F1.. Diagrama funcional do FRI303. de produção. Quanto mais informação. Profibus. confiabilidade. gerenciamento e tráfego de informação. Internet. reduzir a variabilidade dos processos. a qualquer hora e de qualquer lugar. Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 45 . etc. Desta forma. como ninguém jamais imaginou e neste sentido. controladores. geração de relatórios. com a intenção de minimizar consumos. controladores. Foundation Fieldbus). disponibilidade. alguns detalhes do FRI303. aliado à confiabilidade industrial tanto de hardware quanto de software. como o controle de contínuo e discretas. assim como garantir a otimização e melhoria contínua dos processos. direcionando as informações às pessoas e/ou departamentos corretos e agindo de maneira a melhorar os processos.

entradas discretas e acionamento discreto no campo via barramento O FRI303 permite uma fácil integração entre o Profibus-PA com entradas e saídas discretas convencionais. • Alimentação via Profibus-PA (9-32 Vdc. processado. O bloco funcional DO converte o valor de SP_D para um valor útil ao hardware. Exemplo de Aplicação: Controle de Nível os dispositivos discretos convencionais. podem ser integrados ao sistema Profibus via barramento PA. Possui os seguintes blocos funcionais DI e DO. c) 1 NF e 1 NO Entradas (2 contatos secos). onde em uma rede Profibus. caso sejam dispositivos de E/S convencionais ou Profibus. • Salvamento de dados durante shut-down. Veja a figura 2. MA 46 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . O Bloco DI utiliza um dado discreto de entrada. O FRI303 permite que entradas e saídas discretas e analógicas convencionais possam estar disponíveis à fácil configuração de estratégias de controle. Conexão Física com DOs. As malhas de controle são implementadas independentes. Suponha a situação. • Blocos Funcionais DIs e Dos. pode-se comandar duas cargas DCs ou ACs e ler duas entradas digitais. Aplicação do FRI303 em controle de nível. através do canal selecionado. etc. assim como detalhes de um equipamento microprocessado para acionamento e leitura de valores discretos.conectividade Diagrama Funcional do FRI303 A figura 3 mostra o diagrama funcional do FRI303 e a figura 4 mostra a conexão física das saídas. Veja a figura 6. usando o conceito de Blocos Funcionais e tornando o sistema homogêneo de tal forma a fazer com que estes dispositivos possam parecer como simples diapositivos em um barramento fieldbus. F5. sensores on/off. • Fácil atualização de firmware. variadores de velocidade.. FRI303. selecionado via canal e o deixa disponível para outro bloco funcional através de sua saída. Ele pode estar distribuído ao campo onde se tem Conclusão Vimos através deste artigo a importância dos avanços tecnológicos dos microprocessadores na automação e controle de processos. Observe a figura 5. consumo de corrente quiescente de 17 mA). bombas. Dispositivos discretos como por exemplo. Ao se atingir um valor determinado de nível através de um bloco de saída discreta (DO). b) 2 Contatos em relés de estado sólido Normalmente Abertos(NA). sem a necessidade de cabeamento entre estes e a sala de controle. o sinal discreto de alarme de nível é disponibilizado via entradas discretas ao FRI303 nos blocos DIs. com blocos de entrada e saídas discretas e que exemplifica os avanços na automação com a utilização de microprocessadores (figura 1). Conexão Física com o Bloco Funcional DI e DO Através de dois blocos funcionais Digital Output (DO) e dois Digital Input (DI). Características • 3 opções de saídas: a) 2 Contatos em relés de estado sólido Normalmente Fechados(NF). sendo dois de cada tipo. válvulas “on/off”. esteiras e atuadores elétricos. pode-se desligar a bomba que alimenta o tanque e também ligá-la assim que o nível seja inferior ao limite configurado. usando o FRI303. F6.

.

maior deve ser a confiabilidade e as taxas de transferência (baud rates). maior é a quantidade de informação a ser transferida. O FDL além de ser responsável pelo controle de acesso ao barramento e 48 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . calculem automaticamente os tempos envolvidos de acordo com os elementos da rede PROFIBUS. Entenda como tempos exigidos. o tempo necessário entre uma requisição de informação e sua transmissão no barramento. onde o critério dos tempos envolvidos é fundamental. etc. as ferramentas de configuração do PROFIBUS permitem que o usuário tenha acesso aos tempos envolvidos. tempo de ciclo (Bus Scan Cycle Time).conectividade Profibus Tempo de Barramento Conheça um pouco mais sobre o tempo de barramento no Protocolo de comunicação Profibus. O PROFIBUS é um protocolo baseado na passagem de token e garante transmissões em tempo real rápidas. A grande maioria das pessoas envolvidas com automação sempre quer saber o quão rápido é um protocolo. muitos fatores estão envolvidos e devem ser considerados nos tempos de mensagens. embora estas ferramentas. tais como.com. Entendendo o mecanismo MAC O mecanismo de MAC no PROFIBUS é baseado no procedimento de passagem de token usado pelas estações mestres para garantir o acesso de cada estação ao barramento e também no procedimento mestre-escravo (figura 1). e também permitem algumas vezes que se configure manualmente os tempos de acordo com o usuário. Na verdade. em sua grande maioria. tempo de transmissão e o tempo de processamento do protocolo. tais como. Os mecanismos de MAC (Controle de acesso do barramento) são implementados na camada 2 do modelo OSI e que no PROFIBUS é chamado de Fieldbus Data Link (FDL).br U saiba mais Profibus Mecatrônica Atual 44 A Rede Profibus DP Mecatrônica Atual 17 Redes da Organização Profibus Mecatrônica Atual 16 ma tendência dos sistemas distribuídos de controle de processos é a interconexão entre seus elementos de rede via rede multipontos (broadcast) ao invés do tradicional ponto a ponto. sensores e atuadores. o acesso e tempos de filas (mecanismo de MAC – Medium Access Control). maior é o tempo de resposta exigido. onde seu princípio de funcionamento garante sempre um tempo mínimo de token em cada estação. As redes industriais de comunicação fieldbus são especialmente projetadas para interconexões entre os controladores. Quanto maior o nível em termos de fluxo de mensagens. localizados nas camadas de mais baixo nível (chão de fábrica). Assim como em outros fieldbuses. muito utilizado em redes indutriais César Cassiolato cesarcass@smar. tempo de rotação de token (Token Rotation Time).

ele simplesmente não responde e depois de esperar um slot time. As seguintes tarefas são consideradas de baixa prioridade: lista de polling. o chamado slot time.5 Mbits/s à 1 • 3. Todas as relações de comunicação são baseadas entre a estação que detém o token e a estação escrava.0 Mbits/s à 4 Março/Abril 2012 :: Mecatrônica Atual 49 . então o mestre poderá executar a função de alta prioridade durante o tempo em que TTH > 0. onde um procedimento central de polling é utilizado para fazer o scan dos equipamentos de campo.6 kbits/s a 1. FMS. É comum. O número de vezes que o mestre tentará sucesso na comunicação com o escravo dependerá da taxa de comunicação. Os dados de usuário podem ser transmitidos no frame de pedido ou de resposta. Alguns fatores influenciam diretamente o TTR: o baud rate. Quando se tem múltiplos mestres. Em sistemas real-time esta característica é fundamental. Um conceito importante no PROFIBUS é o ciclo de mensagem. Existirão sempre duas filas de mensagens. Todas as estações. No PROFIBUS. o número total de I/Os durante a troca de dados. a medição do tempo de rotação do token começa e só vai terminar assim que um novo token chegar.conectividade pelo tempo de ciclo do token. TTR. o mestre enviará novamente o pedido (retry). o escravo vai ao estado de reset e com isto nenhuma troca de dados cíclica é permitida e deverá ser inicializado pelo mestre. Tarefas de baixas prioridades F1. É o tempo para se passar o token por toda a rede e retorna ao seu mestre inicial. serviços de aplicação. porém não recomendado. também enviará novamente o pedido. passagem do Token. aplicações industriais sempre requerem serviços cíclicos. que corresponde ao tempo de frame de pedido ou envio de pedido pelo mestre e a resposta ou reconhecimento pelo escravo. é positivo. Este é o tempo descarregado na configuração de cada escravo e que será usado pelo escravo para detectar falhas de comunicação. serviços de gerenciamento remotos e ciclos de mensagens que suportam mudanças dinâmicas no anel lógico (de passagem de token) quando se tem dois mestres com endereços consecutivos. uma de alta prioridade e outra de baixa prioridade. com exceção da que detém o token. se ver na prática usuários reduzindo o tempo de TTR e com isto se tem watchdog time muito pequeno. Após receber o token. Um tempo comum de TRR deve ser definido na rede PROFIBUS para todos os mestres. uma das principais funções do MAC é o controle do tempo de ciclo do token. e também o número de retries(antes de um report de erro de comunicação). O Target Token Rotation Time (TTR) é dado em bit times e normalmente é calculado pelas ferramentas de configuração. são executadas se não houver tarefas de alta prioridade pendentes. isto inclui o tempo total para cada mestre completar seu ciclo de I/O. Um parâmetro diretamente influenciado pelo TTR é o watchdog time. sendo: • 9. Veja a tabela 1. Se um escravo detecta um erro de transmissão ao receber um pedido do mestre. Da mesma forma se o mestre detectar uma falha na resposta do escravo. O PROFIBUS utiliza diferentes subconjuntos dos serviços do nível 2 em cada um de seus perfis (DP. a estação que requisitou o pedido deverá repeti-lo. resultando no chamado tempo de rotação de token real (TRR). caso contrário. Se o TRR for maior que TTR. existe uma reposta imediata ou um reconhecimento (acknowledgement). passar o token ao próximo mestre e o token retornar ao mestre inicial. Uma importante característica destes serviços é que sempre a um pedido. Esta é a unidade que é mostrada tipicamente nos arquivos GSD e nas ferramentas de configuração. PA). Algumas dicas de configuração dos tempos envolvidos no PROFIBUS Os parâmetros de barramento do PROFIBUS são comumente dados em “bit times (TBIT )”. o número de mestres. Como vimos. é responsável também pelos serviços de transmissões de dados à camada de aplicação. o que faz com que no final do tempo de barramento sempre se tem a expiração do time do escravo e sempre o escravo levará 4 ciclos para trocar dados novamente e a performance da rede fica comprometida. a diferença será negativa e o mestre deverá executar um ciclo de alta prioridade. existe uma lista de polling na camada FDL baseada em serviços do tipo SRD e CSRD.0 Mbits/s à 3 • 12. Quando uma estação recebe o token. Se a diferença for positiva. A cada falha detectada com a expiração do time. etc (figura 2).0 Mbits/s à 2 • 6. Além destes serviços. que é dado pela diferença ente o TTR e TRR. o número máximo de retries deverá ser definido em todas as estações mestres. o número de escravos com troca de dados cíclicos. Este procedimento levará pelo menos 4 ciclos de barramento. é analisado se o tempo de manutenção do token (TTH). deverão monitorar todos os pedidos e o reconhecimento ou a resposta deverá chegar com um tempo pré-definido. Note que durante o set up da rede. Comunicação Multimestre.

Existem situações onde se têm múltiplos mestres de um mesmo fabricante e ainda utilizando ferramentas deste mesmo fabricante. Na figura 2. etc. na maioria das vezes o tempo de rotação do token (TTR) é otimizado pela própria ferramenta. posicionadores. Após esgotar todos os retries. operação. que envolve o prompting telegram +TSDR + a resposta do escravo. Imagine a situação onde se tem 5 malhas de controle com 5 transmissores de pressão e 5 posicionadores de válvula.3 ms(para cada conjunto de 5 bytes de valores cíclicos). por exemplo. Nos ciclos subsequentes. Tempo de resposta no PROFIBUS PA • Tid2: quanto em tempo(µs) que o mestre espera após enviar uma mensagem e antes de enviar a próxima mensagem. ele realiza a sequência do startup novamente (4 ciclos para trocar dados novamente).conectividade Serviço Função SDA SRD SDN Send Data with Acknowledge (Envia dados com confirmação) Send and Request Data with reply (Envia e recebe dados com resposta) DP não sim CSRD Send Data with No acknowledge sim (Envia dados sem confirmação) Cyclic Send and Request Data with replyz não (Envia e recebe dados ciclicamente com resposta) T1. Serviços do PROFIBUS (nível 2). DPM2) com baixa prioridade através dos serviços acíclicos pelo DP via conexão C2. • A taxa de comunicação selecionada. Este perfil define os parâmetros dos equipamentos de campo e seu comportamento típico independente do fabricante e se aplica a transmissores de pressão. em redes onde não se tem uma comunicação íntegra devido ao nível de ruído ou devido a uma má condição de shield e de aterramento que se aumente o número de retries até que se corrija o problema. ainda temos os seguintes parâmetros importantes: • Tid1: quanto em tempo(µs) que o mestre espera se receber uma resposta. é: Por exemplo. A descrição dos bits destes bytes estão no arquivo GSD do equipamento e depende do fabricante. temperatura. o mestre marca o escravo. Conclusão Vimos através deste artigo a importância dos tempos envolvidos na tecnologia PROFIBUS e suas particularidades e compromissos com a performance do protocolo.Existe outra situação onde os mestres são de diferentes fabricantes e a ferramenta não calcula automaticamente o TTR e. • Quiet time: é o número de bit time que o mestre espera em cada transmissão. Tempo de resposta no PROFIBUS DP O tempo de reposta em um sistema PROFIBUS DP depende essencialmente dos seguintes fatores: • MaxTSDR (tempo de resposta após o qual uma estação pode responder). MA 50 Mecatrônica Atual :: Março/Abril 2012 . ou um reconhecimento. de tal forma a garantir o perfeito funcionamento da rede. porém no mercado encontramos tempos de 100 µs). A utilização de  repetidores provoca congestionamento de tráfego (atrasos crescentes nas filas) e com o objetivo de resolver esse problema. é proposto um mecanismo inovador de inserção de tempos mortos (idle time) entre transações. A utilização do PROFIBUS em dispositivos típicos e as aplicações em controle de processos estão definidas segundo o perfil PROFIBUS-PA. Parametrização do barramento. Para efeitos práticos. Teríamos um tempo de ciclo de aproximadamente 110 ms. Outra situação em que se procura aumentar este número é quando se tem mais de 9 repetidores. a 12Mbits/s podemos assumir que o tempo de ciclo de mensagem (Tmc). indicando um problema e faz o log out com dele. um mestre com 5 escravos e cada escravo com 10 bytes de entrada e 20 de saída. neste caso o que se deve fazer é para cada mestre levantar o perfeito TTR isoladamente e. Neste caso. Já os parâmetros para visualização. se somar os tempos determinados para se ter o TTR ambos os mestres ao mesmo tempo. O tempo de ciclo de barramento é obtido somando-se todos os ciclos de mensagem: Uma explicação mais detalhada sobre tempos do sistema podem ser consultadas no padrão IEC 61158. depois. a 12Mbits/s teria um Tmc aproximado de 72 µs/slave. É baseado no conceito de blocos funcionais que são padronizados de tal forma a garantir a interoperabilidade entre os equipamentos de campo. recorrendo para o efeito à utilização dos dois temporizadores Idle Time do PROFIBUS (explicados a seguir).Depende do ASIC utilizado. Os valores e status da medição. • Gap Actualization Factor: é o número de rotações do token entre solicitações para um novo mestre. se o mestre consegue sucesso. antes de começar a enviar dados. É comum. • Min_Slave_Intervall (tempo entre 2 ciclos de polling no qual um escravo pode trocar dados com outro escravo. O tempo de ciclo(Tc) aproximado pode ser calculado como: Tc ≥ 10 ms x número de equipamentos + 10 ms(serviços acíclicos mestre classe 2) + 1. Ciclicamente também se transmite uma sequência de bytes de diagnósticos. F2. assim como os valores de setpoint recebido pelos equipamentos de campo no PROFIBUS-PA são transmitidos ciclicamente com mais alta prioridade via mestre classe 1 (DPM1). onde N é o número de entradas e saídas do escravo. manutenção e diagnose são transmitidos por ferramentas de engenharia (mestre classe 2.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful