A

Branca de Neve

e

os

Sete

Anões

“Branca de Neve, a madrasta e o espelho” Revista “Educadores de Infância” Novembro 2007 Adaptação: Mª Teresa Guardado Moreira (2008) Software “InVento” (Cnotinfor, Lda)

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Esta

é

uma

história

da

Branca de Neve.

A

princesa

que

vivia

num

reino famoso

pelos

seus

bosques,

os

seus rios e

as

suas

belas mulheres.

Branca de Neve

era

muito

formosa,

e

também

o

era

sua

madrasta,

a

Rainha

do

lugar.

2

3

Todas

as

manhãs, a

Rainha

perguntava

ao

seu

espelho

mágico

qual era

a mais

bela

de

todas as

mulheres,

e

o

espelho

respondia:

-

Sois

vós,

senhora

minha.

Tudo esteve

bem

até

ao

dia

em

que

o

espelho

lhe

respondeu:

-

A mais

bela

é

Branca de Neve.

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Furiosa

a

Rainha

ordenou

a

um

caçador

que

levasse

a

Princesa

para

o

bosque:

-

Mata-a

e

traz-me

o

seu

coração

neste

cofre! -

disse

a

madrasta

que,

ao contrário

de

outras

madrastas

boas

era

bem

sanguinária.

O

caçador

(bastante

bom, contrariamente

aos

outros

caçadores)

deixou

partir Branca de Neve

-

Não

voltes,

porque

a

tua

vida

correrá

perigo!

-

e disse-lhe

como

chegar

até

à

casa de

uns

anõezinhos

que

trabalhavam

no

bosque.
6

O

caçador

enganou

a

rainha

levando-lhe

o

coração

de

um

búfalo,

e

seguiu

o

seu

caminho.

A

princesa

e

os

sete

anõezinhos

do

bosque

puseram-se

de

acordo

em

viver

juntos

e

assim

nasceu

uma

grande

amizade.

7

A

rainha

andava

feliz,

até

que

se

lembrou

do

seu

espelho

e

perguntou-lhe:

-

Quem

é

agora

a mais

bela

de

todo

o

reino?

-

Branca de Neve

-

insistiu

o

espelho.

-

Mas

está morta!

-

Está

viva,

em

casa dos

anõezinhos,

minha

Rainha.

A

rancorosa

madrasta

disse:

-

Agora

é

uma

questão

pessoal!

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E

foi

a

casa dos

anõezinhos

disfarçada

de

doce

velhinha,

para

acabar,

ela mesma,

com

a

princesa.

Bateu à porta

quando

Branca de Neve

estava

só,

conversou

animadamente

com

ela,

deu-lhe

a

provar

uma

maçã;

à

primeira

dentada,

Branca de Neve

ficou

pálida

e

caiu

como

morta,

pois

a

maçã estava

enfeitiçada.

-

Vamos

ver

o que

diz

agora

o

espelho!

-

riu

a

madrasta,

regressando

ao

seu

palácio.
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Os

sete

anõezinhos

deixaram

a

Branca de Neve

estendida

numa

caixa de

cristal,

na

margem

do

caminho,

para

que

os

animais

do

bosque

e

os

viajantes

se

despedissem

dela.

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Um

príncipe,

que

passava

no

seu

cavalo,

desmontou

para

observar

a

beleza

de

Branca de Neve

e

chorando,

comovido,

quis beijá-la

para

se

despedir.

Como

se

sabe, o

amor pode

derrotar

a

morte:

o

beijo do

príncipe

desfez

o

feitiço

e

Branca de Neve

voltou

a

respirar,

a

mover-se

e

a

rir

como

antes.

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Todos

os

habitantes

do

bosque

celebraram

o

milagre

e,

em

pouco

tempo,

Branca de Neve

e

o

príncipe

casaram-se

para

que

este

conto tivesse

um

final

feliz.

E

o que aconteceu

com

a

rainha?

Dizem

que

pouco

a

pouco,

começou

a

ser

menos cruel

e

mais

alegre,

e

que

tinha uma

renovada

beleza

desde

o

momento

em

que

deixou

de

se

preocupar

com

o

espelho.

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