17/5/2010

Professor:

Leonardo De Bona Becker (Sala I-203)

Aula 2

Elemento de origem natural

Grande variabilidade de características

Necessidade de classificação

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17/5/2010

Resistência: Tensão máxima que o solo pode suportar sem sofrer ruptura; Deformabilidade/Compressibilidade: Característica de sofrer variações de forma e/ou volume quando submetido a acréscimos de tensão; Permeabilidade : Capacidade de um material poroso (como solo) ou fraturado (como rocha) de permitir a passagem de fluidos (água).

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C.Pinto.17/5/2010 Tração Praticamente nula Compressão não-confinada Pouca ou nenhuma Cisalhamento Garante a estabilidade Ensaio de cisalhamento direto “Curso Básico de Mecânica dos Solos” . S. 3 .

4 .17/5/2010 Tamanho do Orifício Carga Velocidade de Drenagem Permeabilidade do Solo Velocidade de Deformação Orifício O valor do adensamento é função da carga aplicada.

2 – Força atua sobre o pistão. 4 – O sistema entra em equilíbrio novamente.pistão 1 – Situação de equilíbrio. 5 . que encolhe. Lei de Darcy: Q=kiA Q = Vazão k= Coeficiente de Permeabilidade i = Gradiente Hidráulico = h/L A = Área da Seção Transversal “Curso Básico de Mecânica dos Solos” . S.17/5/2010 Analogia Cilindro com água – mola . C.Pinto. 3 – O excesso de carga na água (poropressão) gera um fluxo ascendente. A água sai pelo orifício para dissipar esse excesso de poropressão transferindo a carga para a mola. Carga é suportada inteiramente pela água.

C.17/5/2010 Temperatura do fluido Normalização para k à 25°C k25 k é função de Granulometria ↑ Tamanho dos grãos. S.Pinto. ↑ Dimensão dos vazios Índice de Vazios do solo Tipo de Solo Argilas Siltes Areias Argilosas Areias Finas Areias Médias Areias Grossas K (m/s) < 10-9 10-6 a 10-9 10-7 10-5 10-4 10-3 “Curso Básico de Mecânica dos Solos” . 6 .

06 0.0 2.002 Classificação Pedregulho Areia Grossa Areia Média Areia Fina Silte Solos Finos Argila Solos Granulares Ensaio Peneiramento Sedimentação 7 .2 0.6 à 0.2 à 0.6 0.002 < 0.06 à 0.0 à 0.17/5/2010 Quanto a: Tamanho dos Grãos Arranjo Estrutural Origem Formação Classificação segundo a ABNT Tamanho dos Grãos (mm) 60 à 2.

pedras de mão (6 a 20cm).17/5/2010 Segundo a ABNT: Grosseiros: blocos de rocha (>1m). pedregulhos e areias Finos: siltes e argilas. matacões (20cm a 1m). PEDREGULHO AREIA SILTE ARGILA (formato lamelar) <0.002mm 8 .

17/5/2010 Peneiras diversas Agitador de peneiras Controle de freqüência 9 .

17/5/2010 10 .

17/5/2010 Fofas Areias Compactas Moles Argilas Rijas FOFA COMPACTA 11 .

apresenta granulometria heterogênea e anisotropia em função da rocha mãe. estruturas reliquiares.17/5/2010 Solos Residuais Solos Transportados Solos Orgânicos Solos Lateríticos • Definição: Solo originado da decomposição da rocha mãe e que não sofreu transporte. • Ocorrência: principalmente em locais onde a velocidade de intemperização é maior que a velocidade de erosão (regiões tropicais). encontrando-se. • Características: Pode guardar características da rocha mãe (quando jovem) como cor. xistosidade. sobre ela. portanto. Além disso. Pode ser Jovem ou Maduro. textura. 12 .

17/5/2010 Figura: Ian Schumman Figura: IPT 13 .

BR 101 Bandamento Juntas 14 .17/5/2010 Solo Residual de Gnaisse. BR 101 Bandamento Juntas Veios Solo Residual de Gnaisse.

Exercem grande influência nas • Resistência. • Solos residuais de rochas ígneas e metamórficas costumam apresentar resistência elevada e baixa compressibilidade • Solos residuais de rochas sedimentares e metamórficas costumam apresentar planos de fraqueza (em função da foliação ou estratificação) • Possuem anisotropia e heterogeneidade marcantes quando são jovens em função das estruturas reliquiares e dos diferentes graus de intemperismo de ponto a ponto 15 . permeabilidade e deformabilidade em função da rocha mãe e do estado de alteração.17/5/2010 Dique de Basalto em Granito • Estruturas reliquiares propriedades do solo.

17/5/2010 Tipo Agente transportador Vento Eólico Aluvionar Água Coluvionar Gravidade • Granulometria: depende da velocidade da água no local de deposição: • no leito dos corpos d’água: material mais grosseiro próximo às cabeceiras.) • nas várzeas: material fino. material mais fino próximo à foz e em locais de águas tranqüilas (mares. lagos etc. • Perfis aluvionares: devido à mudança de posição do curso dos rios e às variações do nível dos oceanos ao longo do tempo (geológico) os perfis aluvionares costumam intercalar camadas de solos finos e grosseiros 16 .

17/5/2010 17 .

São João da Barra.17/5/2010 Meandros de um rio do Pantanal/MS Braço morto Foto de Satélite. RJ 18 .

17/5/2010 Solo argiloso estratificado em escavação .: Praias) 19 .Rio Grande/RS Velocidade do Vento Tamanho dos grãos transportados Segregação Solos uniformes (Ex.

como soterramento de casas e assoreamento de canais de navegação. Foto: “Decifrando a Terra” 20 .17/5/2010 Dunas Estacionárias • O desenvolvimento da vegetação na duna. • Estratificação acompanha o perfil da duna Foto: “Decifrando a Terra” Dunas Migratórias • Altera paisagens. mesmo ângulo de sotavento (regido pelo ângulo de atrito da areia). a umidade (através da tensão superficial da água) e obstáculos internos garantem que a duna permaneça estacionária. cursos de rios e pode causar inconvenientes. • Estratificação constante ao longo do perfil da duna.

RS Foto: “Decifrando a Terra” 21 . RN Foto: “Decifrando a Terra” Restinga da Lagoa dos Patos.17/5/2010 Natal.

condições de deposição (afeta o índice de vazios. mais deformáveis e menos permeáveis) . maior a resistência e menor a deformabilidade) 22 . permeabilidade e deformabilidade são função de: . quanto menor o índice de vazios. deformabilidade e permeabilidade) • Resistência. maior a resistência e menor a deformabilidade) .história de tensões (quanto maiores as tensões a que o solo foi submetido. RS Arenito em Torres. Portanto. RS • Estratificação Planos de fraqueza e de permeabilidade aumentada (anisotropias de resistência. menor o índice de vazios.granulometria (solos mais finos tendem a ser menos resistentes.17/5/2010 Arenito em Taquara.

bandamentos ou xistosidades em direções erráticas etc • Ocorrência localizada no pé de encostas • Quando recentes podem ser confundidos com o solo residual que lhes deu origem • COLÚVIO: predominância de solo • TÁLUS: predominância de matacões e/ou blocos de rocha 23 .17/5/2010 • São transportados exclusivamente por gravidade escorregamerntos de terra/rocha em virtude de • Podem ser identificados por mudança de declividade da encosta. linhas de pedras.

17/5/2010 TÁLUS COLÚVIO Colúvio Matacões Solo Residual Foto: Willy Lacerda 24 .

menos resistentes e mais deformáveis que o solo residual que lhes deu origem (devido ao processo de ruptura) • Devido a maior porosidade/permeabilidade e à posição no pé da encosta.17/5/2010 Colúvio Linha de Pedras Foto: Helio do Prado • O processo de ruptura e transporte por gravidade aumenta os vazios do solo e afeta sua estrutura (cimentações/foliações) • São mais porosos. freqüentemente encontram-se saturados • Podem esconder superfícies internas de ruptura 25 . mais permeáveis.

aumento da permeabilidade. devido a infiltração de água rica em óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio ● Localizam-se nas camadas mais superficiais do terreno ● Cor avermelhada ● Presença de óxidos e hidróxidos cimentação entre os grãos e Argilominerais em grumos ● Lixiviação da sílica da porosidade aumento ● Típicos de Regiões tropicais No estado natural: ●Cimentação efeito de aumento de resistência e diminuição da compressibilidade ●Lixiviação efeito de aumento da porosidade.17/5/2010 Aterro na Rodovia BR 116 ● Formam-se a partir de outros solos. diminuição de resistência e aumento da compressibilidade Depois de compactados: ● Resistência elevada ● Compressibilidade baixa ● Permeabilidade baixa 26 .

17/5/2010 ● Material orgânico decomposto misturado com minerais ● Cor escura (devido à presença de matéria orgânica em decomposição) ● Eventualmente mau cheiro ● Fibroso ● Granulometria fina Efeitos da presença de matéria orgânica: ● Alta/altíssima compressibilidade/deformabilidade ● Baixa/baixíssima resistência 27 .

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