UNIMAR - UNIVERSIDADE DE MARÍLIA

FEAT – FACULDADE DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E TECNOLOGIA

TOPOGRAFIA I e II
ANOTAÇÕES DE AULA

Prof. CARLOS EDUARDO TROCCOLI PASTANA
e-mail: pastana@projeta.com.br telefone: 3422-4244 REVISADA e AMPLIADA EM 2010-1 CORREÇÕES E SUGESTÕES

ÍNDICE
CAPÍTULO 1 ............................................................................................................ 1
1. – CONCEITOS FUNDAMENTAIS: ...................................................................................................................... 1 1.1. DIFERENÇA ENTRE GEODÉSIA E TOPOGRAFIA:.................................................................................... 2 1.2. TOPOGRAFIA:............................................................................................................................................... 4
1.2.1 LIMITES DE APLICAÇÃO DA TOPOGRAFIA:..................................................................................................... 4 1.2.2. - DIVISÕES DA TOPOGRAFIA:...................................................................................................................... 8
1.2.2.1. TOPOMETRIA:...................................................................................................................................... 8

1.2.2.2. TOPOLOGIA ou GEOMOFOGENIA:....................................................................................................... 10 1.2.2.3. TAQUEOMETRIA: ............................................................................................................................... 10 1.2.2.4. FOTOGRAMETRIA: ............................................................................................................................. 10 1.2.2.5. GONIOMETRIA: .................................................................................................................................. 11

1.2.3. TEORIA DOS ERROS EM TOPOGRAFIA:........................................................................................................ 12
1.2.3.1. ERROS SISTEMÁTICOS: ....................................................................................................................... 12 1.2.3.2. ERROS ACIDENTAIS:........................................................................................................................... 13 1.2.3.3. ENGANOS PESSOAIS:.......................................................................................................................... 13

1.2.4. CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS: ..................................................................................................... 13 1.2.5. NOÇÃO DE ESCALA: .................................................................................................................................. 14 1.2.6. PRECISÃO GRÁFICA ................................................................................................................................... 16 1.2.7. EXERCÍCIOS: .............................................................................................................................................. 17

1.2.5.1. MODOS DE EXPRESSAR AS ESCALA:.................................................................................................... 15

CAPÍTULO 2 .......................................................................................................... 19
2. TRIANGULAÇÃO E TRIGONOMETRIA: .......................................................................................................... 19 2.1 TRIANGULAÇÃO: ........................................................................................................................................ 19 2.2. CÁLCULO DA ÁREA DE UM TRIÂNCULO QUALQUER, CONHECENDO-SE APENAS AS MEDIDAS DOS LADOS. ........................................................................................................................................................ 21 2.3. EXERCÍCIOS................................................................................................................................................. 25 2.4. TRIGONOMETRIA: ..................................................................................................................................... 25
2.4.1. CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO:..................................................................................................................... 26 2.4.2 VALORES QUE AS FUNÇÕES PODEM ASSUMIR:............................................................................................. 27 2.4.3. – RELAÇÃO ENTRE O CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO E UM TRIÂNGULO QUALQUER:....................................... 27

2.5 – TABELA PRÁTICA DAS FUNÇÕES NO TRIÂNGULO RETÂNGULO .................................................. 28 2.6 - RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NUM TRIÂNGULO QUALQUER: ................................................ 29
2.6.1 - Lei dos Co-senos .................................................................................................................................... 29 2.6.2 - Lei dos Senos: ......................................................................................................................................... 30

2.7 - EXERCÍCIOS: ............................................................................................................................................. 31

CAPÍTULO 3 .......................................................................................................... 33
3 – RUMOS E AZIMUTES: ...................................................................................................................................... 33 3.1 – INTRODUÇÃO:.......................................................................................................................................... 33 3.2 – DEFINIÇÃO DE RUMO, AZIMUTE, DEFLEXÃO, ÂNGULO HORÁRIO E ANTI-HORÁRIO, INTERNOS E EXTERNOS: ................................................................................................................................... 34 i

3.2.1 – RUMO:..................................................................................................................................................... 34 3.2.2 – AZIMUTE:................................................................................................................................................. 35 3.2.3 – DEFLEXÕES: ............................................................................................................................................. 37 3.2.4 – ÂNGULOS HORÁRIOS (À DIREITA) e ANTI-HORÁRIOS (À ESQUERDA): ....................................................... 38
3.2.3.1 – CÁLCULO DOS AZIMUTES SENDO DADOS AS DEFLEXÕES: ................................................................. 37

3.2.4.1 – CÁLCULO DOS AZIMUTES SENDO DADOS OS ÂNGULOS HORIZONTAIS À DIREITA: ............................ 41

3.3 - EXERCÍCIOS: ............................................................................................................................................. 42

CAPÍTULO 4 .......................................................................................................... 45
4. MEDIDAS ANGULARES, LINEARES E ÁGRÁRIAS ......................................................................................... 45 4.1 – INTRODUÇÃO........................................................................................................................................... 45 4.2 – MEDIDAS ANGULARES............................................................................................................................ 45
4.2.1 - ÂNGULO.................................................................................................................................................. 45
4.2.1.1 - ÂNGULO PLANO............................................................................................................................... 46 4.2.1.2 - ÂNGULO DIEDRO ............................................................................................................................. 46 4.2.1.4 - ÂNGULO ESFÉRICO........................................................................................................................... 47 4.2.2.1. SEXAGESIMAL .................................................................................................................................... 47 4.2.2.3. RADIANO:.......................................................................................................................................... 48 4.2.1.3 - ÂNGULO TRIEDRO ........................................................................................................................... 47

4.2.2 - UNIDADES DE MEDIDAS ANGULARES........................................................................................................ 47
4.2.2.2. CENTESIMAL (GRADO) ....................................................................................................................... 48

4.2.3. CONVERSÃO DE UNIDADES:....................................................................................................................... 48

4.2.3.1. CONVERSÃO DE GRAUS EM GRADO.................................................................................................... 48

4.2.3.2. CONVERSÃO DE GRADOS EM GRAUS .................................................................................................. 49 4.2.3.3. CONVERSÃO DE GRAUS EM RADIANOS............................................................................................... 50 4.2.3.4. CONVERSÃO DE RADIANOS EM GRAUS............................................................................................... 50

4.2.4 – EXERCÍCIOS: ............................................................................................................................................ 50

4.3 - MEDIDAS LINEARES: ............................................................................................................................... 51 4.4 - MEDIDAS AGRÁRIAS:.............................................................................................................................. 53
4.4.1 - DEFINIÇÕES E ORIGENS DAS PRINCIPAIS UNIDADES DE MEDIDAS:............................................................. 54
4.4.1.1 - HECTARE: ........................................................................................................................................ 54 4.4.1.2 - ARE: ................................................................................................................................................ 54 4.4.1.3 - CENTIARE: ....................................................................................................................................... 54 4.4.1.4 - ACRE: .............................................................................................................................................. 54 4.4.1.5 - CINQÜENTA:.................................................................................................................................... 54 4.4.1.6 - COLÔNIA: ........................................................................................................................................ 54 4.4.1.8 - MORGO: .......................................................................................................................................... 55 4.4.1.9 - QUARTA: ......................................................................................................................................... 55 4.4.1.10 - TAREFA: ........................................................................................................................................ 55 4.4.1.11 - ALQUEIRE GEOMÉTRICO:................................................................................................................ 55 4.4.1.12 - ALQUEIRE PAULISTA:...................................................................................................................... 55 4.4.1.7 - DATA DE TERRAS:............................................................................................................................ 54

4.4.2 - UNIDADE LEGAIS NO BRASIL: ................................................................................................................... 57

CAPÍTULO 5 .......................................................................................................... 59
5. MEDIÇÕES DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS:................................................................................................ 59 5.1. MEDIÇÃO DIRETA DE DISTÂNCIA HORIZONTAL:.............................................................................. 59
5.1.1. MEDIÇÃO COM DIASTÍMETRO.................................................................................................................... 61 5.1.2. MEDIÇÃO DIRETA DE ALINHAMENTO RETO ENTRE 2 PONTOS VISÍVEIS ENTRE SI:........................................ 63 5.1.3. MEDIÇÃO DIRETA DE ALINHAMENTO RETO ENTRE 2 PONTOS NÃO VISÍVEIS ENTRE SI:................................ 64

ii

5.3. MEDIÇÃO ELETRÔNICA DE DISTÂNCIA HORIZONTAL:.................................................................... 66

5.2. MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIA HORIZONTAL:.......................................................................... 65

5.4. ERROS DE AFERIÇÃO DO DIASTIMETRO:............................................................................................. 66

5.5. EXERCÍCIOS................................................................................................................................................. 67

CAPÍTULO 6 .......................................................................................................... 69
6 – LEVANTAMENTOS REGULARES .................................................................................................................... 69 6.1 – LEVANTAMENTO REGULAR A TEODOLITO E TRENA ...................................................................... 69
6.2.1. – INSTRUMENTOS ...................................................................................................................................... 71 6.2.2. – ACESSÓRIOS ........................................................................................................................................... 73

6.2 – INSTRUMENTOS E ACESSÓRIOS NECESSÁRIOS PARA UM LEVANTAMENTO REGULAR .......... 71 6.3 – MEDIDAS DE ÂNGULOS COM O TEODOLITO .................................................................................... 73

6.3.1. – MEDIDA SIMPLES..................................................................................................................................... 74 6.3.2. – ÂNGULO DUPLO ou MEDIDA DUPLA DO ÂNGULO .................................................................................... 75 6.3.3. – FECHAMENTO EM 360º ........................................................................................................................... 76 6.3.4. – REPETIÇÃO ............................................................................................................................................. 78 6.3.5. – REITERAÇÃO........................................................................................................................................... 79 6.5.1. – CLASSIFICAÇÃO QUANTO À NATUREZA (TIPOS)....................................................................................... 80
6.5.1.1. – POLIGONAL ABERTA........................................................................................................................ 80 6.5.1.3. – POLIGONAL SECUNDÁRIA, ENQUADRADA OU AMARRADA ............................................................... 82 6.5.1.2. – POLIGONAL FECHADA ..................................................................................................................... 81

6.5 – POLIGONAL ............................................................................................................................................... 80

6.6 – COORDENADAS CARTESIANAS E POLARES....................................................................................... 83
6.6.1. – COORDENADAS CARTESIANAS ................................................................................................................ 83 6.6.2. – COORDENADAS POLARES........................................................................................................................ 83

6.7 – COORDENADAS RETANGULARES ........................................................................................................ 84 6.8 – COORDENADAS RELATIVAS E ABSOLUTAS....................................................................................... 85
6.9.1. – ORIENTAÇÃO ENTRE DOIS PONTOS DADOS POR COORDENADAS ............................................................ 87 6.9.2. – DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS DADOS POR COORDENADAS ................................................................ 88

6.9 – CONVERSÃO DE COORDENADAS CARTESIANAS A POLARES ....................................................... 87

CAPÍTULO 7 .......................................................................................................... 89
7 – SEQÜÊNCIA DE CÁLCULOS DE UMA POLIGONAL REGULAR ................................................................ 89 7.1 – DETERMINAÇÃO DO ERRO DE FECHAMENTO ANGULAR (EFA) .................................................... 91 7.2 – DETERMINAÇÕES DOS AZIMUTES ....................................................................................................... 93 7.4 – CÁLCULO DAS COORDENADAS PARCIAIS (X,Y) ................................................................................ 94 7.3 – TABELA DE CAMPO ................................................................................................................................. 94 7.5 – CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR ABSOLUTO (EF) .................................................. 96 7.7 – DISTRIBUIÇÃO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR ....................................................................... 98

7.6 – CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR RELATIVO (M) ..................................................... 97 7.8 – DETERMINAÇÃO DO PONTO MAIS A OESTE (W) E MAIS AO SUL (S) .......................................... 100

7.9 – DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS TOTAIS ............................................................................. 101
7.9.1. – DETERMINAÇÃO DAS ABCISSAS (X)........................................................................................................ 101 7.9.2. – DETERMINAÇÃO DAS ORDENADAS (Y)................................................................................................... 102 7.10.1. – DEDUÇÃO DA FÓRMULA ..................................................................................................................... 103 7.10.2. – CÁLCULO DA ÁREA ............................................................................................................................. 104

7.10 – CÁLCULO DA ÁREA DO POLÍGONO ................................................................................................ 102

iii

7.11 – DETERMINAÇÕES DAS DISTÂNCIAS E AZIMUTES (OU RUMOS) CORRIGIDOS ...................... 105

7.11.1. – DETERMINAÇÕES DAS DISTÂNCIAS ..................................................................................................... 105 7.11.2. – DETERMINAÇÕES DOS RUMOE E AZIMUTES ......................................................................................... 107 7.11.3. – CROQUI A GLEBA. ............................................................................................................................... 110 7.12.1. – PROCEDIMENTOS PARA O DESENHO ................................................................................................... 111

7.12 – DESENHO TOPOGRÁFICO POR COORDENADAS ......................................................................... 111 7.13 – ROTEIRO DO MEMORIAL DESCRITIVO ........................................................................................... 112 7.14 – TABELAS ................................................................................................................................................ 113
7.14.1. – TABELA DE COORDENADAS PARCIAIS.................................................................................................. 113 7.14.2. – TABELA DE COORDENADAS PARCIAIS CORRIGIDAS ............................................................................. 113 7.14.3. – TABELA DE COORDENADAS TOTAIS .................................................................................................... 114

7.15 – EXERCÍCIOS........................................................................................................................................... 114

CAPÍTULO 8 ........................................................................................................ 121
8 – MAGNETISMO TERRESTRE........................................................................................................................... 121 8.1 - DECLINAÇÃO MAGNÉTICA: ................................................................................................................ 121
8.1.1. – GEOGRÁFICA ........................................................................................................................................ 121 8.1.2. – SECULAR............................................................................................................................................... 122

8.2 - AVIVENTAÇÃO DE RUMOS:................................................................................................................ 124

CAPÍTULO 9 ........................................................................................................ 133
9 – ALTIMETRIA .................................................................................................................................................... 133 9.1 – NIVELAMENTO GEOMÉTRICO – INTRODUÇÃO ............................................................................. 133
9.1.1. – APARELHOS NECESSÁRIOS .................................................................................................................... 134
9.1.1.1. – NÍVEL TOPOGRÁFICO .................................................................................................................... 134 9.1.1.2. – MIRA ESTADIMÉTRICA ................................................................................................................... 134 9.1.1.3. – LEITURAS NA MIRA ESTADIMÉTRICA .............................................................................................. 135

9.2 – DETERMINAÇÃO DA COTA DE UM PONTO.................................................................................... 137
9.2.1. – DEFINIÇÕES E CÁLCULOS ...................................................................................................................... 139
9.2.1.1. – PLANO DE COLIMAÇÃO (PC) ou ALTURA DO INSTRUMENTO (AI) .................................................... 139 9.2.1.2. – VISADA À RÉ ................................................................................................................................. 139 9.2.1.3. – VISADA À VANTE .......................................................................................................................... 140 9.2.1.4. – PONTO INTERMEDIÁRIO ................................................................................................................ 140 9.2.1.5. – PONTO AUXILIAR .......................................................................................................................... 140

9.3 – CÁLCULO DA PLANILHA DE UM NIVELAMENTO GEOMÉTRICO: .............................................. 141

9.3.1. – DADOS DE CAMPO E CÁLCULOS............................................................................................................ 141 9.3.2. – PRECISÃO PARA O NIVELAMENTO GEOMÉTRICO .................................................................................... 143 9.3.1.1. – CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO VERTICAL (Efv) .................................................................... 143 9.3.1.2. – CÁLCULO DO ERRO VERTICAL MÉDIO (ev) ..................................................................................... 144 9.3.3. – CÁLCULOS DAS COTAS COMPENSADAS................................................................................................. 145

9.3.1.3. – PRECISÃO PARA O NIVELAMENTO GEOMÉTRICO ............................................................................ 144

9.4 – EXERCÍCIOS............................................................................................................................................. 148

CAPÍTULO 10 ..................................................................................................... 151
10 – TAQUEOMETRIA OU ESTADIMETRIA...................................................................................................... 151 10.1 – PRINCIPIOS GERAIS DA TAQUEOMETRIA ..................................................................................... 152
10.1.1. – DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA HORIZONTAL................................................................................ 152 10.1.2. – DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA INCLINADA................................................................................... 153

iv

2........................................................................................................................2........................3 – PRINCIPAIS ACIDENTES DO TERRENO E SUA REPRESENTAÇÃO ............................... 168 11................................................. 169 11................................................................................ – PLANO HORIZONAL SEM IMPOR UMA COTA FINAL.......2.............................................................................................................................................................................................................. 176 12..........................3........................2 – DETERMINAÇÃO DA COTA DE UM PONTO ............................................5. – HIPÓTESE 2 – DIVIDIR A ÁRES EM DUAS ÁREAS IGUAIS TRAÇANDO UMA PARALELA À LINHA 1-7........................ 159 11...5.......................1 – INTERPOLAÇÃO GRÁFICA ................................... 194 CAPÍTULO 13 ..................................................... 199 CAPÍTULO 14 .............. 163 11..........................4 – INCLINAÇÃO DO TERRENO........2........................6 – ELABORAÇÃO DE UM PERFIL DO TERRENO ..................................... 214 13.......3.. – DIVISOR DE ÁGUA OU LINHA DE CUMEADA . 156 10..................3.. 201 13............................................................ 155 10..................... – DETERMINAÇÕES DAS DISTÂNCIAS E AZIMUTES (OU RUMOS) A PARTIR DAS COORDENADAS TOTAIS. 206 13.......................5 – DELIMITAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA ASSOCIADA A UMA SEÇÃO DE UMA LINHA DE ÁGUA .............5............ ...3....................... 175 12 – TERRAPLANAGEM .............................5 – PROBLEMAS BÁSICOS COM CURVAS DE NÍVEL ............................................................2 – DETERMINAÇÃO DE UM PONTO SITUADO ENTRE DUAS CURVAS DE NÍVEL .... 181 12.......3.................. – HIPÓTESE 1 – DIVIDIR A ÁRES EM DUAS ÁREAS IGUAIS PARTINDO DE UM PONTO...............................1.............................. – MÉTODO DAS SEÇÕES...............4....... 171 11................................................. – MORRO.............................1.....3........................................4 – TRAÇAR LINHA COM DECLIVE CONSTANTE ........................................................2.........................4................ 169 11................3..................2 – CONDIÇÕES QUE AS CURVAS DE NÍVEL DEVEM REUNIR:.... 166 11...........3 – DETERMINAÇÃO DE UM PONTO QUE NÃO ESTÁ SITUADO ENTRE DUAS CURVAS DE NÍVEL ............................................ – HIPÓTESE 3 – DIVIDIR A ÁRES EM TRÊS (3) ÁREAS IGUAIS TRAÇANDO UMA PARALELA À LINHA 1-2.................................1..................................... – VALE...................... ...............................................................................................................................1........................................3........................................................................60 m............. – MÉTODO DOS PESOS...... 156 CAPÍTULO 11 .................................1 – GENERALIDADES....................................... 169 11.............. DECLIVIDADE OU INTERVALO .....5.. 177 12..................1 – LINHA DE MAIOR DECLIVE QUE PASSA POR UM PONTO ......................................................................... 175 12............................ – COVA.................................. 164 11........................................................................................................... 160 11........................................................................................ 178 12........................2 – INTERPOLAÇÃO ANALÍTICA .................................. SEM IMPOR COTA DETERMINADA......... 175 12........5.. COLINA OU ELEVAÇÃO....................................... 173 CAPÍTULO 12 ..3 – EXERCÍCIOS .......2.. – PLANO INCLINADO................................................ 191 12...... DEPRESSÃO OU BACIA......................... 199 13...2 – DETERMINAÇÃO DA COTA MÉDIA – MÉTODO DAS SEÇÕES E MÉTODO DOS PESOS .....................2 – DESENVOLVIMENTO DE UM EXERCÍCIO COMPLETO.................... 186 12.................................... 159 11.2............................................................5............... COM COTA FIXA PARA UM PONTO............ 229 v ..... ........3...................................................................... – DISTÂNCIA VERTICAL.........2................................... 198 13 – DIVISÕES DE ÁREAS..............4. 159 11 – CURVAS DE NÍVEL...................................................... 163 11........................................5.................................................. 165 11.1 – GENERALIDADES......5.............................................................2.... 173 11.................10............................................... – PLANO HORIZONAL COM COTA FINAL IGUAL A 3...... 172 11............... 198 13.........2.2.......... 229 14 – LOCAÇÕES DE OBRAS........................................................................... 198 13.......2.......................................... – PLANO INCLINADO NOS DOIS SENTIDOS.3...................... 169 11.............................1 – GENERALIDADES..................................................................................2.................................................................................................................1..... 182 12..............3 – PROJETO ELUCIDATIVO DAS DIVERSAS SITUAÇÕES EM TERRAPLENAGEM............................ 170 11..3.......

... 245 14................2...................................... – LOCAÇÃO DE TÚNEOS POR TRIANGULAÇÃO ...........................................................................................................2... 240 14............................................................................................................................................... 244 14................................... – PROCEDIMENTO ....................................2 – LOCAÇÃO DE RESIDÊNCIAS E SOBRADOS .................... 231 14................. 243 14.............. – LOCAÇÃO DE TÚNEOS POR POLIGONAL ......................................1.....................4 – LOCAÇÃO DE TÚNEOS..........3 – LOCAÇÃO DE PRÉDIOS ..1.......................... 239 14............................................................................. 229 14................ 245 vi ......................................14..........3......................5 – LOCAÇÃO DE EIXOS DE PONTES................................................................................1 – GENERALIDADES.................................1...4....................... 230 14....................... – PROCEDIMENTO .................................................................4.....................................................................................

Mensuração terá um sentido amplo. a palavra Mensuração significa o ato de medir ou de mensurar. deparamos freqüentemente com situações nas quais é necessário determinar as posições relativas de pontos sobre a superfície. Carlos Eduardo T. Primeiramente.CAPÍTULO 1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS 1. onde designará a área de conhecimento humano que agrupa as ciências e as técnicas de medições. da palavra mensuratione. é importante o conhecimento do significado da palavra Mensuração. Pastana 1 . cartas ou perfis. mapas. – CONCEITOS FUNDAMENTAIS: No nosso dia a dia. simplesmente. Na maioria das vezes. do tratamento e da representação dos valores medidos. tal como apresentado acima. partes da Mensuração. Segundo o dicionário do Aurélio. é Estas palavras apresentam um significado um pouco restrito e fazem. não é de uso corrente entre os profissionais da área em nosso país. ♦ Topografia ♦ Cartografia ♦ Hidrografia ♦ Fotogrametria Topografia Prof. Mensuração é de origem latina. Etimologicamente. Apresenta-se a seguir algumas ciências e técnicas que fazem parte da Mensuração: ♦ Geodésia freqüente o uso das palavras Agrimensura. bem como suas representações através de plantas. Geodésia ou até mesmo Topografia. O uso do termo Mensuração.

vales. porém. A aplicação da Geodésia nos levantamento topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno. aproximadamente igual a 6. dividir) é uma ciência que tem por finalidade a Terra. tornando-se necessário recorrer à TOPOGRAFIA. DIFERENÇA ENTRE GEODÉSIA E TOPOGRAFIA: A Topografia está inserida na Geodésia. É a parte da MENSURAÇÃO que tem por objetivo e estudo da forma e dimensão da terra. Levando em consideração a forma da Terra.). de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. 1. Topografia Prof. enquanto a Topografia se limita a descrição de área restritas da determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes que não permitem o desprezo da curvatura da Terra. supostamente prolongada por sob os continentes e normal em todos os seus pontos à direção da gravidade.O objetivo do nosso curso e a de realizar-se uma representação gráfica. rios. a superfície terrestre pode ser considerada como a superfície de nível médio dos mares.1. é possível considerá-la regular em face da reduzida dimensão destes acidentes em relação ao raio da Terra. dos limites de uma propriedade com suas divisões internas e os detalhes que estão no seu interior (cercas. a Geodésia desenvolve as soluções para transformar a superfície do elipsóide em uma superfície plana como a das cartas. edificações. espigões etc. superfície esta denominada de GEÓIDE. áreas cultivadas. A GEODÉSIA (do grego daiein. Nestas condições. a Geodésia se preocupa com a forma e dimensões da superfície terrestre. benfeitorias em geral. uma vez que a máxima depressão ou elevação é inferior a 10 km. em plantas. Apesar da superfície terrestre ser bastante irregular. desprezível ante a extensão do raio médio da Terra. córregos. em primeira aproximação. Carlos Eduardo T.371 km. utilizam métodos e instrumentos semelhantes. formada de depressões e elevações. Pastana 2 .

1 – Elipsóide Terrestre (Adaptado de Jelinek.Tendo em vista a impossibilidade de ser determinada a equação analítica representativa desta superfície.1).388 m b = 6. Ritter – Material Didático) PS Elipsóide internacional de referência: a = 6.912 m A = 1/297 R = (2a + b)/3 = 6.356. a geodésia apoiada na trigonometria esférica e a topografia. A. admite a superfície terrestre como plana.220 m Assim sendo. o que corresponde a desprezar a curvatura da Terra.378. a GEODÉSIA1 e a TOPOGRAFIA têm os mesmos objetivos. que é definido por: SEMI-EIXO MAIOR = a ACHATAMENTO: A = (a – b) / a PN elipsóide de revolução girando em torno do seu eixo menor. Pastana 3 . No nosso curso não nos aprofundaremos no estudo da GEODÉSIA. dito ELIPSÓIDE b a Figura 1. que considera trechos de dimensões limitadas. diferindo nos fundamentos matemáticos em que se baseiam. na trigonometria plana. Carlos Eduardo T. 1 É sob este conceito de forma da Terra que a GEODÉSIA trabalha nos estudos que exigem maior rigor matemático. Topografia Prof. A TOPOGRAFIA por sua vez. adotou-se como forma da Terra a de um TERRESTRE (figura 1.371.

Logo. tangente a geóide. descrever.2): 2 Não sendo a crosta terrestre uma superfície plana. não só os limites desta superfície. denominada Superfície Topográfica. representada através de uma Projeção Ortogonal Cotada. uma vez que todas as medidas são realizadas partindo do princípio da Terra ser plana. Sendo assim. bem como todas as suas particularidades naturais ou artificiais. num ponto central à área a ser levantada. Pastana 4 . a descrição exata e minuciosa Etimologicamente. cometendo assim um erro. à direção da gravidade. portanto.2. onde topos indica de um lugar. adotando-se esta hipótese do plano topográficos do terreno serão projetados sobre o referido plano.1. ou seja. a adoção da hipótese do plano topográfico implica na substituição do arco a pela tangente. Topografia Prof. denominado de erro de esfericidade. plano este onde são projetados todos os acidentes do terreno. Carlos Eduardo T. Significa. 1979).1): t = R × tg ∝ (1. isto é. A esta projeção ou imagem figurada do terreno dá-se o nome de PLANTA ou PLANO TOPOGRÁFICO2. a topografia supõe um plano horizontal. TOPOGRAFIA: lugar e graphen. a palavra TOPOGRAFIA é de origem grega. sem levar em conta a curvatura resultante da esfericidade terrestre.1 LIMITES DE APLICAÇÃO DA TOPOGRAFIA: A hipótese do plano topográfico exige certa restrição no que se refere à extensão da área a ser levantada. serão projetada sobre um plano considerado horizontal. não considerando a sua curvatura. 1987).1) E o arco pode ser calculado pela expressão (1. Isto equivale dizer que. (ESPARTEL. A tangente pode ser calculada pela expressão (1. 1. Deste modo. (DOMINGUES. podemos definir classicamente a TOPOGRAFIA como sendo a ciência que estuda a representação detalhada de uma superfície terrestre.2. Esta superfície plana é chamada de PLANO TOPOGRÁFICO e é um plano perpendicular a direção vertical do lugar.

830. pode-se dizer que para medidas de distâncias muito pequenas.1 apresenta os valores da tangente e do arco em função do ângulo central.006 0. Carlos Eduardo T.371. VALORES DE α 5’ 10’ 15’ 30’ 1º 1.000 1:354.194.908 55.798.927 166.463 111.418. Paulo – Notas de Aula de Topografia) Figura 1.412 11.000 1:39.800 1:4. Pastana 5 .292 38.266.488 27.597. aproximadamente 6.176 1.266.875 111. seus valores medidos sobre a superfície esférica serão aproximadamente iguais àqueles medidos sobre um plano (Figura 1.2) Se levarmos em consideração o raio da terra.300 9. para um arco próximo de 10 km.598. Topografia Prof.732 55.2) (Adaptado de Segantine.1 – Erro de Esfericidade absoluto e relativo Teoricamente chegou-se a conclusão que o efeito da curvatura da terra nos levantamentos planimétricos. o erro de esfericidade é de aproximadamente 6mm (0.506 9.532.792. neste caso.540 27.390 Tabela 1.052 0.a= π × R× ∝ 180 o (1.006m).206.00 km.000 1:158.000 1:9.2 – Limites do Plano Topográfico A tabela 1.244 18.250 18.5º TANGENTE t (m) ARCO a (m) ERRO ABSOLUTO DE ESFERICIDADE (m) 0.116 ERRO RELATIVO DE ESFERICIDADE APROXIMADO 1:1. apresentando.532.219 166.798.

erro este que pode ser totalmente desprezível em Topografia.001).Para levantamentos de grande precisão. Assim.133/94 – Execução de Levantamento Topográfico. Topografia Prof. e podem estender-se indefinidamente. 5. . Uma ponte ou um túnel Uma barragem ou uma usina hidrelétrica. representando uma estreita faixa da superfície terrestre. Arquitetura e Urbanismo. Uma grande indústria ou uma edificação Um conjunto habitacional. De uma forma ou de outra. o qual se indica a adoção do raio do campo topográfico dos métodos topográficos. Uma linha de transmissão de força ou telecomunicações. Acima destes limites não se recomenda o emprego • • • • • • 6 . Alguns autores consideram o limite de 50 km. Sem medo de cometer exageros. da ABNT. etc. 2. a partir da origem do levantamento. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. – Nos casos de levantamentos para estudos de construção de estradas. a um círculo de aproximadamente 50 km de raio.000. da Norma). considera um plano de projeção limitado a 80 km (item 3. Pastana da ordem de 25 a 30 km. deve-se dividir a área em triângulos com área menor que 40 km2 e os seus lados não devem exceder 10 km. – Para serviços de normal precisão. Carlos Eduardo T. linha de transmissão de energia elétrica. aceitam-se levantamentos que apresentem uma precisão relativa da ordem de 1:200. conclui-se: 1. onde o comprimento excede em muito a largura. pode-se afirmar que a Topografia pode encaixar-se dentro de todas as atividades da Engenharia. 4. Na prática.40-d. A Norma NBR 13..000. é tida como básica para os estudos necessários para a construção de: Uma via (rodovia ou ferrovia).um erro relativo aproximado da ordem de um milionésimo (0. 3. Geologia. pode-se limitar a área cuja planta pode-se levantar. isto é.

após estudo e projeto.3 – Distâncias horizontais e verticais B Topografia Prof. Figura 1. quando. Carlos Eduardo T. DN = diferença de nível. desejar-se alterá-lo. Linha de metrô ou aeroportos. As grandezas medidas num levantamento topográfico podem ser: a) lineares e b) angulares. ainda. pela modernização do instrumental pertinente. Pastana 7 . O uso e a aplicação da Topografia nos diferentes ramos de atividades têm sido incrementados. a) As grandezas lineares são principalmente: ● ● Distâncias horizontais. iniciar a perfuração com a certeza de perfurar apenas um túnel e não dois (por um erro de direção).3) são determinadas pelas equações (1. É possível. paisagismo ou reflorestamento. Distribuição de água e rede de esgoto de uma cidade. Perfuração de minas. As distâncias horizontais e verticais (figura 1. num terreno natural. 6. Permite estimar o volume de terra a ser escavado (nos cortes) ou a ser acrescentado (nos aterros).3) e (1.4): A DH i DN i DH = distância horizontal. dentre outras razões. uma vez que fornece as direções exatas a seguir. Distâncias verticais ou diferença de nível. Irrigações e drenagens. aliada à introdução da informática nas medições e nos cálculos de praxe.• • • • • Planejamento urbano. de um túnel simultaneamente de ambos os lados de uma montanha.

2.4 – Divisões da Topografia Terrestre ou Fototopografia Aérea ou Aerofotogrametria 1. quer seja no plano horizontal ou no plano vertical.2. objetivando definir o posicionamento relativo dos pontos Por sua vez. A topometria pode alcançar o seu objetivo mediante três procedimentos distintos: 3 Ponto topográfico é qualquer ponto do terreno que contribui para a definição das medidas lineares ou angulares.4) zenitais ou verticais. b) As grandezas angulares são: ângulos azimutais ou horizontais e ângulos 1. portanto. Pastana 8 .) a topometria estuda os processos clássicos de medida de distância. Encarrega-se. TOPOMETRIA: Segundo (Cordini. topográficos3. Carlos Eduardo T.2. J.DIVISÕES DA TOPOGRAFIA: A TOPOGRAFIA pode se dividir em cinco partes principais (figura 1. a topometria se divide em: planimetria e altimetria.4): TOPOMETRIA Planimetria ou Placometria Altimetria ou Hipsometria TOPOLOGIA OU GEOMORFOGENIA TOPOGRAFIA TAQUEOMETRIA FOTOGRAMETRIA GONIOMETRIA Figura 1. ângulos e diferença de nível. . da medida das grandezas lineares e angulares.1. Topografia Prof.DH = AB × cos i DN = AB × seni (1.2.3) (1.

efetuando medidas de referência: altimetria. [São levantamentos topográficos Efetuando medidas de ângulos. Carlos Eduardo T. levando em consideração o relevo. B. as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. as medidas. bem como suas denominados planialtimétricos]. ou A – Planimetria ou Placometria: Na Planimetria. fotografias tomadas de pontos do terreno: fotogrametria terrestre. tanto lineares como angulares. são efetuadas em planos horizontais.• Efetuando medidas de grandezas angulares e lineares em relação a um plano horizontal de referência: planimetria. e a conseqüente determinação de Consiste em obter ângulos azimutais e distâncias horizontais. determinando assim as posições relativas dos pontos topográficos. Pastana 9 . incluindo-se a medida de ângulos A altimetria estuda e estabelece os procedimentos e métodos de medida de 4 Na Agricultura as maiorias das plantas desenvolvem-se procurando o centro da Terra. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas Topografia Prof. não se coordenadas planas (X. distâncias e diferenças de nível sobre sobre fotografias tomadas a partir de aeronaves: aerofotogrametria. obtendo-se ângulos e distâncias horizontais. – Altimetria ou Hipsometria: distâncias verticais ou diferenças de nível.Y) de pontos de interesse. • respectivas alturas – taqueometria. Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas praticamente. • grandezas angulares e lineares em relação a um plano vertical de Efetuando conjuntamente medidas de grandezas angulares e lineares em relação aos planos horizontais e verticais. O mesmo acontece com as Edificações. o que faz com que a área utilizada seja a projeção horizontal. Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. na Agricultura ou nas Edificações4.

Os trabalhos da altimetria juntado a planimetria dão origem às plantas planialtimétricas.. pela resolução de triângulos retângulos.2. montanhas. 1.2. A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível.2. TAQUEOMETRIA: A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno. Pastana 10 .2. em conjunto com a planta planialtimétrica. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. A operação topográfica que visa o levantamento de dados altimétricos é o nivelamento.4. vantagens em relação aos métodos topométricos. A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados. Atualmente vem sendo muito utilizada a técnica de representação do relevo através dos DTM: Digital Terrain Models. o que facilita 1.verticais. A altimetria isoladamente da origem ao perfil. relevo em perspectiva. já que os levantamentos são 1. instalados convenientemente em pontos do Topografia Prof. É a parte da topografia que trata das medidas indiretas das distâncias horizontais e verticais. paralelos com o terreno a representar. por exemplo: morros. vales. tem por objetivo de estudo das formas exteriores do terreno (relevo) e as leis que regem a sua formação. que são as interseções obtidas por planos eqüidistantes.3. complemento indispensável à Topometria. etc. FOTOGRAMETRIA: A Fotogrametria Terrestre é aquela que é realizada por aparelhos chamados fototeodolitos (fotogrâmetros).2.2. sobre o qual oferece reais realizados com maior rapidez e economia. Carlos Eduardo T.2. Por esta técnica é possível visualizar o sobremaneira a análise do problema de interesse. TOPOLOGIA ou GEOMOFOGENIA: A Topologia.

Carlos Eduardo T. Topografia Prof. NADIR Figura 1. Emprega aparelhagens moderníssimas.ZENITAL → . Atualmente está sendo substituída pelas fotos de satélites. Mira Z N HORIZONTAL Z = ÂNGULO ZENITAL.5 – Esquema do Ângulo Zenital e Nadiral. A Aerofotogrametria é o método de levantamento utilizado para grandes glebas de aperfeiçoadas.5. fornecendo fotografias orientadas da superfície da Terra.terreno que fornecem fotografias orientadas (fotogramas). e cada vez mais 1.2. Os ângulos verticais podem ser: .2. a origem do ângulo vertical é no zênite (figura 1. Origem no nadir. acopladas em aviões. N = ÂNGULO NADIRAL. que podem ser de dois tipos: eixos verticais e inclinados. que permitem levantar com precisão suficiente os detalhes do terreno. Terra.NADIRAL → ZENITE Origem no zênite. É a parte da topografia que trata da medição do ângulo azimutal (horizontal) e Atualmente os fabricantes de teodolitos estão produzindo somente teodolitos com ângulos verticais zenitais. Pastana 11 . isto é. GONIOMETRIA: do ângulo vertical (perpendicular ao plano topográfico).5).

3. a prática revela que essas medidas ou observações nunca são absolutamente concordantes. Pastana 12 . TEORIA DOS ERROS EM TOPOGRAFIA: Segundo (Correa. Se considerarmos uma dessas medidas ou observações como valor exato da grandeza que se está a medir. Os erros podem ser classificados em duas grandes categorias: sistemáticos e acidentais. • Força de puxar. considerando-se a mesma grandeza medida. comete-se erro. • Curvatura da corrente ou trena. Os erros constantes ou sistemáticos: • Devidos à temperatura.) 5. Os erros sistemáticos apresentam sempre o mesmo sinal. mesmo equipamento e mesmo operador.Topografia Aplicada à Engenharia Civil 2007 / 9ª Edição / Departamento de Geodésia – IG/UFRGS Topografia Prof.3.2.2. Iran. C.1. de um ângulo ou de uma diferença de nível as condições exteriores e pelo observador. quais podem ser afetadas de erros ocasionados pelos aparelhos. o qual é obtido Todas as grandezas que nos interessam são medidas ou observadas por intermédio de nossos sentidos e com o auxílio de instrumentos. Este erro poderá ser eliminado quando sua causa for definida. • Erros de graduação ou retificação errada. se necessário calcular o valor mais provável da grandeza. 1. tornaatravés dos resultados das observações efetuadas. 5 Iran Carlos Stalliviere Corrêa . todas as observações topográficas se reduzem na medida de uma distância. pelas Procura-se eliminar algumas das causas dos erros e reduzir os valores dos que restam. ERROS SISTEMÁTICOS: São os erros que aparecem numa medida com absoluta constância ou variando segundo uma lei determinada. Carlos Eduardo T.1. que poderá ser positivo ou negativo. mas como não é possível fazê-los desaparecer completamente. Efetuando-se uma série de medidas de uma mesma grandeza. S.

para que se possa corrigir.2. • Visadas num ponto errado. Os erros acidentais: • Imperfeição da vista ou de outros defeitos que tornam impossíveis • Leituras exatas. ERROS ACIDENTAIS: São os erros devidos às ações simultâneas e independentes de causas diversas e desconhecidas.3. 1.2. Topografia Prof. por exemplo: • Erro de leitura na mira ou no vernier. ENGANOS PESSOAIS: Os enganos tem origem na mente do observador. • Variação no instrumento.1.3. ora valor negativo para a mesma situação. Poderão apresentar ora valor positivo. • Pequenas mudanças de temperatura durante a mesma operação. • Dos erros encontrados.2.2. ao tempo disponível e ao custo permissível.3. Pastana 13 . • Do método empregado e do conhecimento dos limites permissíveis Neste caso. A ciência se conforma com estes erros e institui métodos para escolher o valor mais representativo da série de grandeza medida. a escolha de métodos estará sempre ligada à precisão exigida pela finalidade a que se destina o trabalho em questão. • Uso de parafusos errados.4. Carlos Eduardo T. Na prática. é necessário que o trabalho seja bem conduzido e bem sistematizado. a escolha de métodos e instrumentos depende: • Do grau de precisão de cada instrumento. • Erro de contagem do número de treinadas. 1. CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS: Na realização de um trabalho.

se considera conveniente ressaltar. Unidades medidas no terreno (objeto).2. determinar o erro mais tranqüilizador que se pode cometer a respeito do valor conveniente. Escala corresponde à relação constante entre as distâncias medidas no terreno (objeto – o) e sua representação no papel (imagem – i). uma vez que se reconhece ser impossível tornar as medidas isentas de erros. segundo o qual sempre se possa estabelecer o valor mais Pela simplificação dos assuntos abordados no nosso curso. Esta relação é dada pela fórmula: E= Onde: i o (1. não entraremos em detalhes quanto aos métodos que nos fornece o erro mais tranqüilizador. sendo esta última à preferida.A Teoria dos Erros tem por finalidade estabelecer um método seguro e aceitável de uma grandeza.3) E= o = i = Unidades que devem ser colocadas no papel para representar (imagem). apesar de simples. Escala ou razão escolhida.3) relaciona a dimensão do desenho no papel (imagem – i) com o seu tamanho real no terreno (objeto – o).5. Ela pode se apresentar na forma de fração ou de proporção: 1/100 ou 1:100. Além disso. A equação (1. Carlos Eduardo T. a teoria dos erros se preocupa em de uma determinada grandeza que se mede. Pastana 14 . NOÇÃO DE ESCALA: Na execução de trabalhos topográficos podem-se encontrar alguns problemas relativos à escala. utilizar o Método dos Mínimos Quadrados ou um outro métodos que atenda os objetivos. Se necessário em seus trabalhos profissionais. Topografia Prof. 1.

001 m 1 cm (desenho) 1m 2m 2. etc.000 1/500.20 m 0.000 m 5.5) A expressão (1.000 EQUIVALÊNCIA 1 km (terreno) 10 m 5m 4m 2m 1m 0.1. – Escala Numérica Apresenta-se na forma fracionária. Deste modo. ESCALA 1/100 1/200 1/250 1/500 1/1000 1/2000 1/1250 1/2500 1/5000 1/10. onde M é denominado de módulo da escala. 1 i = M o (1.80 m 0.000 m EMPREGO Detalhes de edifícios.5) permite estimar a medida real de um terreno a partir do conhecimento da escala da planta e sua respectiva medida.5 m 25 m 50 m 100 m 500 m 1. um título. A tabela 1.005 m 0.01 m 0. Carlos Eduardo T. com o seu respectivo emprego.40 m 0.10 m 0.02 m 0. cartográficas e geográficas. ou seja.002 m 0. podemos fazer a seguinte operação: E= daí. Fonte Espartel (1.000 m 10.5 m 5m 10 m 20 m 12. Planta de fazenda Planta de uma vila Planta de uma propriedade. Topografia Prof. MODOS DE EXPRESSAR AS ESCALA: a.A escala é representada por uma fração do tipo 1/M. as principais escalas para plantas e cartas topográficas. 1. possuindo um numerador e um denominador.987).4) o=i×M (1. Pastana 15 .2. planta cadastral Antigo cadastro Planta pequena cidade Planta de grande propriedade Carta de diversos países Carta de grandes países Carta aeronáutica Carta reduzida (grande carta interNacional do mundo) Tabela 1.000 1/1.000 m 2. por ordem decrescente de valores. Terraplenagem.000.5.50 m 0.000 1/50.000 1/200.2 – Principais tipos de escalas e suas respectivas aplicações.2 apresenta um resumo.000 1/100.

6) A título de exemplo. b. (Adaptado BAITELLI / WESCHENFELDER) Vantagens da escala gráfica: (a) (b) obtenção rápida e direta de medidas sobre mapas. É correntemente admitido que o ser humano normal não distingue um segmento de um ponto se este tiver comprimento menor ou igual a 0.2. conhecendo a escala do desenho. PRECISÃO GRÁFICA Denomina-se de precisão gráfica de uma escala como sendo a menor grandeza susceptível de ser representada num desenho.• • • 1 (em desuso).000 (pouco uso).10m = 10cm e2 = 0.0002 × M erros gráficos: (1. através desta escala. 1 : 20. Topografia Prof. – Escala Gráfica Mostra a proporção entre as dimensões reais e as do mapa através de um gráfico (figura 1.0002 × 500 = 0. nas escala 1/500. 1.6 – Escalas Gráficas. 6 Deste modo. 1/1000 e 1/2000. Pastana 16 .40m = 40cm 6 António Pestana – Elementos de Topografia – Volume 1 – 2006. Figura 1. 20. cópias reduzidas ou ampliadas por processos fotocopiadores.6.0002 × 1000 = 0.000 (mais usada).0002 × 2000 = 0.6.2 mm.6).20m = 20cm e3 = 0. temos os seguintes • • • e1 = 0. Carlos Eduardo T. pode-se calcular o erro admissível nas operações gráficas através da equação 1.000 1 20. Este valor denomina-se limite de percepção visual. e = 0.

Carlos Eduardo T. Assim.erro de precisão.7. não aparecerão no desenho.2. qual será o seu valor em cm ? 2) – A distância entre 2 pontos na planta é de 80 cm.3): FORMATO DO PAPEL A0 A1 A2 A3 A4 LINHA DE CORTE (mm) X 841 594 420 297 210 Y 1189 841 594 420 297 MARGEM (mm) 10 10 10 10 5 Independentemente do formato. 20 cm e 40 cm. as seguintes dimensões (Tabela 1. as dimensões do papel devem ser suficientes para conte-lo. a NB-8/1969 recomenda um espaçamento de 25 mm na margem esquerda do papel. qual o seu valor no terreno ? 3) – A distância entre 2 pontos na planta é de 820 mm. qual será a escala da planta ? Topografia Prof. representar detalhes de dimensões inferiores a 10 cm. Neste sentido. não terão representação gráfica. portanto. para uma escala de 1:250. Tabela 1. Logo. nas escala 1/500. Pastana 17 . pode-se concluir que as dimensões que tiverem valores menores que o Na elaboração do desenho. e. sabendo-se que no terreno esses pontos estão distantes de 615 m. 1/1000 e 1/2000 não podemos respectivamente.3 – Dimensões do papel 1. EXERCÍCIOS: 1) – Para representar no papel uma linha reta que no terreno mede 45 m usando a escala de 1:50. a ABNT recomenda em suas normas para desenho (NB8/1969).

.

Carlos Eduardo T. com trena de aço. portanto. • A medição deve ser feita.1 TRIANGULAÇÃO: Sabe-se que o triângulo é uma figura geométrica que se torna totalmente determinada quando se conhecem seus três lados: não há necessidade de conhecer os ângulos. • Os detalhes devem ser amarrados a. se necessário. triângulos secundários. • Procurar determinar triângulos acutângulos. Pastana 19 . tomar-se alguns cuidados para que não haja acumulação de erros a saber: • Deve-se ter a preocupação de estabelecer triângulos principais. • Observar que a base do triângulo deverá estar na linha. TRIANGULAÇÃO E TRIGONOMETRIA: 2. Para levantamentos com medidas exclusivamente lineares os triângulos constituirão a amarração do levantamento. • Deve-se medir cada uma das retas que constituem os lados de todos os triângulos. tendo como vértice o ponto do detalhe.CAPÍTULO 2 TRIANGULAÇÃO E TRIGONOMETRIA 2. Topografia Prof. Deve-se. • Ao medir-se uma linha os detalhes que a margeiam serão mela amarrados. de preferência.

1). AG. Figura 2. GC. CD. neste caso proceder Figura 2. BC. Pastana → AGE. a diagonal ficará quase como indicado.2 PROCEDIMENTO (Figura 2.1 Medição esquemática de lotes urbanos. a saber: . Topografia Prof.Para medição de um pequeno lote urbano irregular: (Figura 2. por usar apenas medidas lineares. FA. EG.3 – Procedimentos para medições de pequenas propriedades.2). AE. A solução do triângulo. 1) Triângulos principais 3) Medir todos os lados 2) Triângulos secundários → ABC. ACE. DE. coincidente com os lados e a precisão será prejudicada. → AB. 20 . (Figura 2.com sucesso em grande quantidade de pequenos problemas. EFA. EF. Carlos Eduardo T. EC. EGC.3) Figura 2. pode ser aplicada Medir os quatro lados e pelo menos uma das duas diagonais (BD) ou (AC) Caso o lote possuir muito fundo e pouca largura. CDE.

Geômetra e engenheiro grego.C. Pastana 21 .5) a ser utilizado na demonstração8: 7 Heron (também escrito como Hero e Herão) de Alexandria (10 d.) foi um sábio do começo da era cristã.C. permite o cálculo da área de um triângulo utilizando-se apenas das medidas de seus lados. Carlos Eduardo T. Topografia Prof.2. CONHECENDO-SE APENAS AS MEDIDAS DOS LADOS.com. 8 Demonstração da fórmula de Heron obtida em: www. 2. professor Caju. 5) Observar processo correto de amarração da construção “M” na linha EG Figura 2. Heron esteve ativo em torno do ano 62.tutorbrasil. Também conhecido como fórmula de Heron7. . É especialmente conhecido pela fórmula que leva seu nome e se aplica ao cálculo da área do triângulo.4) Amarrar a construção “M” na linha EG (secundária) (Figura 2. Consideremos a figura do triângulo genérico (figura 2. CÁLCULO DA ÁREA DE UM TRIÂNCULO QUALQUER.70 d.br.4).4 – Amarrações.

B c a . vamos aplicar Pitágoras no triângulo AHB para encontrar o comprimento de AH . aplica-se a Lei dos Co-senos relativo ao ângulo Â: a 2 = b 2 + c 2 − 2bc cos  Substituindo o valor de cos  : c2 − h2 a = b + c − 2bc c 2 2 2 a 2 = b 2 + c 2 − 2b c 2 − h 2 Isolando o valor de h2 2b c 2 − h 2 = b 2 + c 2 − a 2 b2 + c2 − a2 c −h = 2b 2 2 Topografia Prof. . Para isso. A H b C Figura 2. Carlos Eduardo T.O primeiro passo é encontrar o valor de cos  . Pastana 22 . – Agora. utilizando o triângulo ABC.5 – Triângulo genérico 1. . c 2 = h 2 + ( AH ) 2 ( AH ) 2 = c 2 − h 2 AH = c 2 − h 2 Assim: cos  = c2 − h2 c 2.

Pastana 23 .1). temos: 2 2 ⎛ 2 2 2 2 ⎛ b2 + c2 − a 2 ⎞ ⎞ 2 ⎜c − ⎜ ⎟ 2 2 2⎛ b + c − a ⎞ ⎟ b × ⎟ ⎟ ⎟ b c −b ⎜ ⎜ ⎜ ⎟ ⎜ 2b ⎠ ⎠ ⎝ 2b 2 ⎝ ⎠ ⎝ A = = 4 4 A = 2 b c −b 2 2 2 (b 2 + c2 − a2 4b 2 ) 2 4 4b 2c 2 − b 2 + c 2 − a 2 = 16 ( ) 2 A 2 (2bc )2 − (b 2 + c 2 − a 2 )2 = 16 diferença de dois quadrados. que é: Aplicando 2 2 a fórmula da x − y = ( x + y) × ( x − y) A 2 [2bc − (b = 2 2 + c 2 − a 2 × 2bc + b 2 + c 2 − a 2 16 )] [ ( )] A 2 [− (b = A − 2bc + c 2 + a 2 × b 2 + 2bc + c 2 − a 2 16 ) ] [( ) ] 2 [a = 2 − (b − c ) × (b + c ) − a 2 16 2 2 ][ ] Topografia Prof. sabemos que: A= Substituindo b×h b2 × h2 ⇒ A2 = 2 4 h2 pelo valor da expressão (2. Carlos Eduardo T.⎛ b2 + c2 − a2 ⎞ ⎟ h = c −⎜ ⎜ ⎟ 2b ⎝ ⎠ 2 2 2 (2.1) Mas.

Novamente a diferença entre quadrados: A2 = [a − (b − c )]⋅ [a + b − c] ⋅ [b + c − a ] ⋅ [a + b + c ] 16 A2 = [a − b + c] ⋅ [a + b − c] ⋅ [b + c − a ] ⋅ [a + b + c ] 16 A2 = [a − b + c] ⋅ [a + b − c ] ⋅ [b + c − a ] ⋅ [a + b + c] 2 2 2 2 a+b+c que é o semi-perímetro.2) Onde: A é a área de um triângulo qualquer. Topografia Prof. b e c são os lados de um triângulo qualquer.a) ⋅ (p . 2 a. p= a+b+c é o semi-perímetro. Pastana 24 . Carlos Eduardo T.c) (2. temos: 2 Fazendo aparecer p = A2 = [a + b + c − 2b] ⋅ [a + b + c − 2c] ⋅ [a + b + c − 2a ] ⋅ [a + b + c] 2 2 2 2 ⎡a + b + c ⎤ ⎡a + b + c ⎤ ⎡a + b + c ⎤ ⎡a + b + c⎤ − b⎥ ⋅ ⎢ − c⎥ ⋅ ⎢ − a⎥ ⋅ ⎢ A2 = ⎢ ⎥ 2 2 2 2 ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ A = p ⋅ (p .b) ⋅ (p .

6a. Qual é a área desse terreno? 4 – Para o desenho representado na figura 2. Figura 2.4. e principalmente nas resoluções de problemas Topografia Prof. 2 – Calcule a área do terreno cuja forma e dimensões estão representadas pela figura 2.6a – Cálculo de Área de um triângulo qualquer. 2.6b. EXERCÍCIOS 1 – Aplicando a fórmula de Heron. 10 8m m 13 m Figura 2.3. TRIGONOMETRIA: Aplica-se extensivamente a trigonometria na busca de soluções de problemas topográficos. 6 m e 8 m. de engenharia e astronomia. Pastana 25 . calcule a área da região triangular limitada pelo triângulo cujos lados medem 4 m. 3 – Um terreno tem a forma triangular e as medidas dos seus lados são: 17 m. calcular a área. Carlos Eduardo T.6b – Poligonal dividida em triângulos. 15 m e 8 m.2.

destinado a determinar as funções valores angulares (Figura 2.7 – Ciclo Trigonométrico No ciclo trigonométrico temos: OI = = = = = = cos tg ∝ ∝ ∝ ∝ OJ AE BF OG OH sen cotg ∝ sec cosec ∝ Topografia Prof.4.2. CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO: É um círculo de raio adotado igual a 1 (um).1.7). trigonométricas e os valores por eles assumidos quando se toma os respectivos H Cossecante B Cotangente Tangente F J Seno E C O α I G A Secante Cosseno D Figura 2. Carlos Eduardo T. Pastana 26 .

4. Carlos Eduardo T.4.8. temos: y E G C α A B F D x Figura 2.2.8 – Relação entre o círculo trigonométrico e um triângulo qualquer ∆ABC ≈ ∆ADE AD DE AE AD DE AE = = ∴ = = AC AB BC 1 cos α senα Topografia Prof.2 VALORES QUE AS FUNÇÕES PODEM ASSUMIR: FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS Co-seno Seno Tangente Co-tangente Secante Co/secante VALORES -1 a +1 -∞ a + ∞ -∞ a + ∞ -∞ a -1 e +1 a +∞ -∞ a -1 e +1 a +∞ -1 a +1 2.3. – RELAÇÃO ENTRE O CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO E UM TRIÂNGULO QUALQUER: Analisando a figura 2. Pastana 27 .

Pastana 28 .9 – Funções no triângulo retângulo Conclui-se. Carlos Eduardo T.5 – TABELA PRÁTICA DAS FUNÇÕES NO TRIÂNGULO RETÂNGULO Seja o triângulo com os vértices ABC e os respectivos lados a.Conclui-se que: senα = cateto.oposto hipotenusa cateto. α. que: a sen α = c b cos α = c a tgα = b b cot gα = a a = c × senα b = c × cos α a = b × tgα b = a × cot gα a sen α b c= cosα a b= tgα b a= cot gα c= Topografia Prof. adjacente hipotenusa (2. o lado b é oposto ao ângulo β. e o lado c é B c a β C α b A Figura 2. b.9).4) 2.3) cosα = (2. c. (Figura 2. O lado a é oposto ao ângulo oposto ao ângulo γ.

não retângulo.7).5) em (2.9) que traduz a lei dos co-senos em funções dos lados e do ângulo Â.Lei dos Co-senos “Num triângulo qualquer.1 .6) (2.RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NUM TRIÂNGULO QUALQUER: 2.9) 29 .cos A Topografia Prof. o quadrado de um lado. a 2 = b 2 + c 2 − 2bc. Carlos Eduardo T. menos duas vezes o produto desses pelo coseno do ângulo por eles formado”.5) ∆CHB ⎯⎯⎯⎯ → a 2 = (c − n) 2 + h 2 = c 2 − 2cn + n 2 + h 2 ⎯ Substituindo (2.7) (2. temos a expressão (2.10).6): No (2. é igual a soma dos quadrados dos outro dois lados.2.6.10 – Lei dos Co-senos ∆AHC ⎯⎯⎯⎯ → b 2 = n 2 + h 2 ⎯ PITÁ GORAS PITAGORAS (2. conhecendo-se os outros dois lados e o ângulo oposto a este lado. Demonstração: Tomemos em triângulo qualquer (Figura 2. Pastana (2.6 .8) na equação (2. onde se procura calcular um lado.8) △AHC temos: a 2 = c 2 − 2cn + b 2 n = b × cos A Substituindo a equação (2. C b a h n A Por Pitágoras no Por Pitágoras no H c B △AHC: △CHB: Figura 2.

10) (2. as expressões (2.6.11 – Lei dos senos B sen A = hc ⎯ hc = sen A × b ⎯→ b hc ⎯ hc = sen B × a ⎯→ a sen B = Logo: sen A× b = sen B× a Portanto: a b = sen A sen B Topografia Prof. Demonstração: C b a hc A c Figura 2.Analogamente. Carlos Eduardo T.11) “Num triângulo qualquer (Figura 2.cos C 2. o produto da divisão de um lado pelo seno do ângulo oposto a este lado é igual ao produto da divisão de qualquer dos outros dois lados pelos respectivos senos dos ângulos opostos”.11).2 .11) traduz a lei dos co-senos em funções dos lados e dos ângulos B e C respectivamente: b 2 = a 2 + c 2 − 2ac. Pastana (2.12) 30 .10) e (2.cos B c 2 = a 2 + b 2 − 2ab.Lei dos Senos: (2.

β= 60º. um ângulo de 26º28’55”.14) que traduz a lei dos senos: a b c = = sen A sen B sen C (2. 3 – Qual é a altura de uma chaminé cuja sombra se espalha por 20 metros quando o sol está a uma altura de 60 grados em relação ao horizonte.60 m. Calcule a medida da projeção ortogonal de AB sobre “r”. Carlos Eduardo T. conhecendo uma ζ=38º30’.14) 2.74 m.7 .EXERCÍCIOS: 1 – Na observação de um triângulo que servirá de apoio para um levantamento. Calcular o comprimento do lado AB. Pastana 31 . C=54º26’46”.00 m e os ângulos (medidos) α= 40º. 2 – Um segmento AB de 5.sen A = sen C = Logo: hb ⎯ → hb = sen A × c ⎯ c hb ⎯ → hb = sen C × a ⎯ a sen A × c = sen C × a Portanto: a c = sen A sen C (2. forma com a reta “r”.12) e (2. Topografia Prof. δ=70º30’. base CD (medida) = 150. lado BC=100.13) De (2. 4 – Calcular a distância entre dois pontos inacessíveis A e B. obtiveram-se os seguintes valores: A = 51º16’39”.13) tiramos a expressão (2. B=74º16’35”.

α= 74º18’. A RIO B D C Topografia Prof.A B D C 5 – Para determinar a largura AB de um rio. Pastana 32 . mediu-se: CD – 85. β= 56º20’. Carlos Eduardo T. ζ= 18º56’.00m.

Orientação: 45° Extensão: 20.Topografia 1) Figura 3. Pastana 20 BÚSSOLA m UA O L 33 .1 – Orientação de um segmento Sentido: de A para B.1 – INTRODUÇÃO: Um alinhamento topográfico é um segmento de reta materializado por dois pontos nos seus extremos. Carlos Eduardo T.1): NM GNÉ TICO B VI S NORT E MA 45 A OBSERVADOR (Adaptado de Jelinek. Ritter . sentido e orientação (figura 3. Topografia Prof.00 metros. Tem extensão.CAPÍTULO 3 RUMOS e AZIMUTES 3 – RUMOS E AZIMUTES: 3. A.

1 – RUMO: Rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. no sentido ou 0g a 100g. não teremos bem caracterizada a posição relativa da linha. Orientação: 45°. o rumo obtido é chamado rumo magnético. AZIMUTE. Podemos dizer que o RAB = 45º NE. rumo é 45o00’ (menor ângulo horizontal formado pela linha A-B e a direção Observando a figura 3. Uma vez que esta poderá ser localizada de quatro maneiras diferentes em relação a direção NORTE/SUL.1 será: Sentido: de A para B. formado entre a direção NORTE/SUL e a linha.2. Extensão: 20. medindo a partir do NORTE ou do SUL9. concluiremos que: ● ● ● ● A-1 A-2 A-3 A-4 = = = = 36o NE 46o SE 28o SW 62o NW. Topografia Prof. portanto o menor ângulo. para o Leste (E). e quando usamos o meridiano verdadeiro. pois esta poderá ser entendida como sendo NE.00 metros. que representa o rumo da linha AB será medido a partir do Norte (N) no sentido horário. Pastana 34 .2 – DEFINIÇÃO DE RUMO. ÂNGULO HORÁRIO e ANTI-HORÁRIO. Portanto. NW. será necessário indicar qual o quadrante. são rumos vantes.1.3. e se dissermos simplesmente que seu N/S). horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0o a 90º Se tomarmos para exemplo da figura 3. DEFLEXÃO. Para o exemplo da figura 3.2. SE ou SW. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro. Carlos Eduardo T. INTERNOS e EXTERNOS: 3. 9 Quando tomamos como referência a meridiano magnético.

10 Usualmente.2 – AZIMUTE: Azimute10 é o ângulo horizontal formado entre a direção Norte/Sul e o alinhamento em questão. o azimute pode ser medido do NORTE ou do SUL no sentido horário (à direita) ou no sentido anti-horário (à esquerda). 3. Observamos que o RUMO RÉ de uma linha é igual ao valor numérico do RUMO VANTE. Pastana 35 .N N 1 62 4 O 36 36 O O W A E 46 3 28 O O 2 S Figura 3..2. situado em quadrante oposto. no sentido horário (à direita). Topografia Prof. quando não for expressamente afirmado o contrário.2 – Rumos de uma linha Já os rumos das linhas: ● ● ● ● 1-A 2-A 3-A 4-A = = = = 36o SW 46o NW 28o NE 62o SE. são rumos à ré. podendo variar de 0º a 360º ou 400 g. Carlos Eduardo T. Numa definição mais ampla. o AZIMUTE será sempre à direita (sentido horário) do NORTE. É medido a partir do Norte.

1 Az A−1 = 36º00´ Az A−2 = 180º00´– 46º00´ Az A−3 = 180º00´+28º00´ Az A−4 = 360º00´-62º00´ = = = 134o00´ 203o 00´ 298o00´ Na figura 3. Carlos Eduardo T.4 – Relação entre Azimute vante e Azimute ré Topografia Prof. Pastana 36 . Portanto os AZIMUTES VANTES das linhas: ● ● ● ● RÉ.2 com os AZIMUTES.4 observamos que a relação entre AZIMUTE À VANTE e o AZIMUTE À AZIMUTE À RÉ (1-2) = AZIMUTE À VANTE (1-2) ± 180o N N 258 20’ 78 20’ O O (3.3 – Azimutes. estaremos relacionando os rumos da figura 3. N AzA-1 1 AzA-2 4 62 O 36 O W AzA-4 46 A O E AzA-3 3 28 O 2 S Figura 3.Na figura 3. é dado pela expressão 3.3.1) VANT E 2 N RÉ 1 78 20’ O 3 Figura 3.

Pastana (3. Varia de 0° a 180° e necessita da indicação da direita (sentido horário) ou da esquerda (sentido anti-horário) (figura 3.3 – DEFLEXÕES: Deflexão é o ângulo formado entre o prolongamento do alinhamento anterior e o alinhamento que segue.3) 37 . Carlos Eduardo T.2) (3.6. indicar o quadrante.5 – Deflexão à direita. N AZ2-3 N AZ1-2 78 20’ O AZ1-2 78 20’ O A LONG PR O A 1 -2 LIN H ME N T O DA N VAN TE 2 Dd RÉ 1 DEFLEXÃO À DIREITA (HORÁRIO) 3 Figura 3. Quando transformamos de Azimute para Rumo não podemos esquecer de 3.2. pode-se afirmar: Az2-3 = Az1-2 + Dd2-3 Az3-4 = Az2-3 .2.1 – CÁLCULO DOS AZIMUTES SENDO DADOS AS DEFLEXÕES: Observando a figura 3. 3.Conversão entre RUMOS e AZIMUTE: QUADRANTE NE SE SW NW → → → → FÓRMULA RUMO = AZIMUTE(*) RUMO = 180o – AZIMUTE RUMO = AZIMUTE – 180o RUMO = 360o – AZIMUTE (*) NOTA: Valor numérico do Rumo será igual ao valor numérico do Azimute.5).3.De3-4 Topografia Prof.

7) são os aparelhos utilizados para medições de ângulos entre dois alinhamentos e os respectivos Rumos ou Azimutes que estes Topografia Prof. IMPORTANTE: Quando.2.3) determina-se: Az2-3 = 59º20’20” + 55º30’25” = 114º50’45” 114º50’45” – 89º35’40” = 25º15’05” Az3-4 = somar a este valor 360º. deve-se 3. Carlos Eduardo T. Dd e De = Deflexões à direita e à esquerda 1-2 ha lin da to en am ng olo N 4 Az2-3 N Az1-2 pr Az3-4 N 1 2 Dd N 3 De pr ol on ga m en to Az2-3 da lin h a 23 Figura 3. no cálculo do azimute.2) e (3. Pastana 38 . Se o valor resultar negativo.4 – ÂNGULOS HORÁRIOS (À DIREITA) ESQUERDA): e ANTI-HORÁRIOS (À Teodolitos (figura 3. resultar um valor superior a 360°.6 – Deflexão à direita e à esquerda Exemplo: Dados: Az1-2 = 59º20’20” Dd = 55º30’25” De = 89º35’40” Calcular Az2-3 = ? Az3-4 = ? Utilizando as equações (3.Onde: Az = azimute das linhas. deve-se subtrair deste valor 360º.

Os teodolitos.7 – Teodolito Na figura 3. Pastana 39 . Observa-se a linha visada 1-2 (medido a partir do Norte). Na leitura observa-se um ângulo de 34º 00’ 00”. Figura 3.8 – Graduação de um Teodolito Topografia Prof.8 observa-se o esquema de graduação de um teodolito. Carlos Eduardo T. Podemos então afirmar que: Rumo da linha 1 -2: Azimute da linha 1-2: R1-2 = 34º00’00” NE Az1-2 = 34º00’00” N 2 Agulha L in ha de vis t a W E 1 S Figura 3. No exemplo a AGULHA (ou DEFLETOMETRO) está coincidindo com o zero da graduação.alinhamentos fazem com a direção N/S. em sua maioria são fabricados para medição de ângulo no sentido horário (à direita).

∧ soltando o parafuso particular (que trava a graduação e movimenta somente a Como é sabido que a graduação é no sentido horário. Carlos Eduardo T.Va n te 5 6 E S Figura 3. conforme indicado na figura 3.9.R é Agulha Lin ha 6-7 Vis . Pastana 40 . ∧ 7 rio orá H N g Ân ulo W Ei x od aL Lin ha u 5-6 neta Vis . Faz com que o zero da graduação coincida com o eixo da luneta. luneta) e visa ao ponto “7” (à vante). obtido da subtração entre 360º00’00” e 97º00’00”. O operador estaciona o Teodolito sobre o ponto “6”. Visa ao ponto “5” (visada à ré). faz-se a leitura do ângulo 5 − 6 − 7 no sentido horário.9 – Medição de um Ângulo Horário (leitura direta) e Ângulo Anti-Horário (a ser calculada).9 observamos o esquema para medição de um Ângulo Horário (à direita) e um Ângulo Anti-Horário (à esquerda). Portanto: O ângulo horário 5 − 6 − 7 será de 97º00’ 00” Já o ângulo à anti-horário será 283º00’00”. Topografia Prof.Na figura 3.

Carlos Eduardo T.3. Pastana 41 . Az8-7 é o Azimute ré do Az7-8. Os ângulos internos foram medidos da estaca vante para a estaca ré.4. Onde: An no sentido horário para (3.10 – Cálculo de Azimutes pelos ângulos à direita (Adaptado de Baitelli/Weschenfelder .1 – CÁLCULO DOS AZIMUTES SENDO DADOS OS ÂNGULOS HORIZONTAIS À DIREITA: A figura 3.2.10: Calcular: Sabe-se que: An = 212°26'39" Az7-6 = ? Az8-7 = 74°36'12" Azn = Azn-1 +An ±180º A validade da fórmula (3. De uma análise mais detalhada conclui-se que: • • • • A poligonal foi percorrida no sentido horário. Figura 3. O azimute a ser calculado.4) Azn An = azimute do alinhamento = azimute do alinhamento anterior = ângulo horizontal (sentido horário) Azn-1 Topografia Prof.4) dá-se quando se adota o caminhamento proposto. O azimute dado. Az7-6 é o Azimute ré do Az6-7.10 apresenta um trecho de uma poligonal com 8 vértices.Topografia Aplicada à Agronomia) Exemplo: Dados da figura 3.

Pastana 42 .Portanto Az7-6 = 74°36'12" + 212°26'39" ± 180° Az7-6 = 287°02'51" .EXERCÍCIOS: 1) . 3. calcular: . Se o valor resultar negativo. no cálculo do azimute.11.Os ângulos de deflexões para cada vértice. Carlos Eduardo T. deve-se subtrair deste valor 360º.Os ângulos à direita e a esquerda para cada vértice. Topografia Prof. resultar um valor superior a 360°.Operações com rumos e azimutes: Para o croqui da figura 3.180° Az7-6 = 107°02'51" IMPORTANTE: Quando.Transformação de rumos em azimutes: LINHA 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-8 8-9 9-10 10-11 11-12 12-13 RUMO 42o15’20”NW 00o15’30”SW 89o40’40”SE 10o15’40”SE 89o40’10”NE 00o10’20”NE 12o00’20”NW 15o05’20”SW 00o50’30”NW 89o40’20”NW 12o35’20”SE 07o05’10”SE AZIMUTE 2) . .3 .Os azimutes e rumos vantes e rés das linhas. . deve-se somar a este valor 360º.

no sentido horário. medido com sentido à direita. Pastana 43 . LINHA AB BC CD DE EF RUMO 31o10’NW 12o50’SW 00o15’SE 88o50’NE 00o10’NE AZIMUTE VANTE RÉ 4) . Desenhar os esquemas para cada linha.11 – Poligonal aberta 3) .N N 120 20’ 7 O O 2 N N 148 40’ 38 O 3 00’ N 6 O 4 148 50’ N 37 1 O N 65 20’ O 40’ 5 Figura 3.Completar a tabela abaixo: LINHA A-B B-C C-D D-E E-F F-G 40o 02’ 02”NE 18o 47’ 35o 20’ 35”SE 10o18’45”NW RUMO VANTE RÉ AZIMUTE VANTE 332o12’ RÉ Topografia Prof.Dados os rumos vante das linha da tabela abaixo. encontrar os azimutes a vante e a ré. Carlos Eduardo T.O azimute à direita de CD é 189o30’ e o rumo de ED é 08o10’SE. isto é. Calcular o ângulo CDE. 5) .

Carlos Eduardo T.22’45” 349º20’56” 28º40’00” 180º00’00” 201º19’38” 270º47’42” 159º00’23” 159º00’23” 7) .6) .Calcular os rumos e determinar o erro de fechamento angular do polígono pelos rumos calculados e pela somatória dos ângulos internos. Pastana 44 .Transformar rumo em azimute ou vice-versa: 23º40’32” SE 45º50’45” SW 58º20’20” SW 34º50’15” NW 49º56’33”NW 36º29’48”SE 39º47’13”SW 23º40’32” SE 45º50’45” SW 58º20’20” SW 34º50’15” NW 49º56’33”NW 349º20’56” 28º40’00” 180º00’00” 201º19’38” 270º47’42” 349º20’56” 159º00’23” 336º. ESTACA PONTO VISADO 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 3 4 5 6 7 8 9 10 11 1 2 ÂNGULO À DIREITA 86o 07’ 175o 10’ 143o 58’ 108o 45’ 247o 12’ 78o 53’ 121o 08’ 267o 33’ 88o 13’ 82o 47’ 220o 11’ RUMO CALCULADO 15o 32’NE 10 11 Topografia Prof. Desenhar o esquema para cada ponto.

adições e subtrações. MEDIDAS ANGULARES. recordaremos apenas as do sistema universal. Topografia Prof. e. 4. b) ângulo diedro. lineares e unidades de áreas utilizadas. Para tanto.ÂNGULO É o trecho de plano do horizonte compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). suas conversões. LINEARES e ÁGRÁRIAS 4. fez-se um apanhado da origem e utilização de diversas unidades de áreas utilizadas no Brasil nos seus diversos Estados. d) ângulo esférico. Pastana 45 . uma recordação das operações fundamentais entre ângulos.CAPÍTULO 4 MEDIDAS ANGULARES.2 – MEDIDAS ANGULARES 4.1 . Quanto as unidade de medidas. Para as unidades de áreas agrárias.1 – INTRODUÇÃO Para o perfeito entendimento de TOPOGRAFIA.2. seus múltiplos e divisões. LINEARES e AGRÁRIAS 4. Carlos Eduardo T. este capítulo tem como objetivo. c) ângulo triedro. Os ângulos podem ser: a) ângulo plano. faz-se necessário um estudo das unidades de medidas angulares.

Os ângulos planos podem ser: • • • Ângulo reto: tem os lados perpendiculares entre si.4. Ângulo obtuso: mede mais que um ângulo reto. Ângulo agudo: mede menos que um ângulo reto. Mede 90o ou 100 grados. Os ângulos medidos neste plano são chamados de PLANO VERTICAL Os ângulos medidos neste plano são denominados de ângulos verticais.1).ÂNGULO PLANO É o ângulo sobre uma superfície plana que pode ser horizontal ou vertical (Figura 4. Pastana 46 . Carlos Eduardo T.1 . 4.2 .1 – Ângulo diedro Topografia Prof.2. PLANO HORIZONTAL ângulos azimutais.1.ÂNGULO DIEDRO É o ângulo formado pela interseção de duas faces.2. Plano Vertical (PV) V V N Zenital Plano Horizontal de Referência (PHR) N Azimute Figura 4.1.

Para interseção de mais de três faces denomina-se ângulo sólido.4.2 . sendo cada parte de 1o (um grau. 4.UNIDADES DE MEDIDAS ANGULARES Para tanto se utiliza o “TEODOLITO TOPOGRÁFICO”. As unidades de medidas angulares são: Tal aparelho consta • • • Sexagesimal. Cada minuto está dividido em 60 partes iguais. Radianos.2. o sistema adotado é o sexagesimal. Centesimal (grados). sendo que cada parte corresponde a um ângulo de 1” (um segundo). onde cada parte corresponde a um ângulo de 1’ (um minuto). SEXAGESIMAL No Brasil. um aparelho para medidas exclusivamente de ângulos horizontais e vértices.4 . Este conjunto é adaptado a um tripé e estacionado sobre o vértice do ângulo que se deseja medir. no qual a circunferência está dividida em 360 partes iguais. 4.2. que constitui a unidade do sistema sexagesimal).2.2.ÂNGULO ESFÉRICO É o ângulo medido sobre uma superfície esférica. basicamente de um círculo graduado acoplado a uma luneta telescópica. presente nos cálculos GEODÉSICOS.ÂNGULO TRIEDRO É o ângulo formado pela interseção de três faces.3 . NOTAÇÃO: grau minutos segundos ( o) (‘) (“) Topografia Prof.1. 4. Cada grau está dividido em 60 partes iguais.1. Carlos Eduardo T. Pastana 47 .1. após ser nivelado.2.

A aplicação prática desta unidade de medida angular. porém no sistema centesimal.1) Topografia Prof. Cada grado está dividido em 100 partes iguais. cada parte corresponde a 1 centígrado.12” 36.Os segundos ( “ ) admitem partes fracionárias.2.2. CONVERSÃO DE UNIDADES: 4.3. onde 1 radiano corresponde a um ângulo. dá-se principalmente na medida de ângulos pequenos. 1 centésimo de grados ou 1 minuto centesimal.12 21. EXEMPLO: 12o 12o 12o 16 ‘ 16 ‘ 16 ‘ 36. 17’44.3.2832 rd).2. o grado é composta de uma parte inteira e uma parte fracionária que pode ser: EXEMPLO: 21.125” → → → =1 = 12 = 125 Décimo de segundos Centésimos de segundos Milésimos de segundos 4.1 21.125 → → → =1 = 12 = 125 Décimo de grados Centésimos de grados Milésimos de grados 4. Portanto. Carlos Eduardo T. no sistema sexagesimal. onde cada parte corresponde a 1 decimiligrado ou milésimos de grado. RADIANO: Chama-se de radiano.3.8”. a 57o 4. CONVERSÃO DE GRAUS EM GRADO Xg 400g → → 360o Yo Portanto: 400 g × Y o X = 360 o o (4. Pastana 48 . a circunferência está dividida em 400 partes iguais.1. Cada centígrado está dividido em 100 partes iguais.2.2.2. ao ângulo central que corresponde a um arco de comprimento igual ao raio. CENTESIMAL (GRADO) Na unidade centesimal. A circunferência está dividida em rd (6. cada parte correspondendo a 1g (um grado).1“ 36.2.

6225 3. Resolução: . Resolução: . adiciona-se os segundos e divide-se o resultado por 3.600 e obtêm a parte decimal.Cálculo do valor em grados: g 400 g × 62.5805 g Y = = 62.3.Passagem do sistema decimal para o sistema sexagesimal: 62. .Passagem do sistema sexagesimal para o sistema decimal: Multiplica-se os minutos por 60. Pastana 49 .Exemplo: Converter 62o 37’21” em grados.241 = 2. Topografia Prof.220 2.2.600 Daí: 62o 37’21” = 62.Cálculo do valor em grados: o 360 o × 65.2.6225o.6225o X = = 69. Carlos Eduardo T.2) Exemplo: Converter 65.5805 g o 360 4.6225o g 400 . CONVERSÃO DE GRADOS EM GRAUS 400g → Xg Portanto: 360o → Yo 360 o × X g Y = 400 g o (4.5805 grados em graus. 37 x 60 2.220 + 21 = 2.241 = 0.6225o.

Multiplica-se a parte fracionária por 60 para obter-se os minutos. Multiplica-se novamente a parte fracionária por 60 para obter-se os segundos. 0,6225 x 60 0,35 x 60 Portanto: = 37,35’ (37 equivale aos minutos). = 21” = 62o 37’21”.

62,6225o

4.2.3.3. CONVERSÃO DE GRAUS EM RADIANOS
180o → Yo Portanto:

π rad →

Z rad

Z rad
Exemplo: Converter 150o em radianos. Resolução:

Y o × π rad = 180 o

(4.3)

Z rad

150 o × π rad 5 = = π rad 6 180 o

4.2.3.4. CONVERSÃO DE RADIANOS EM GRAUS
π rad
Z rad → Portanto:


Yo

180o

Y =
o

180 o × Z rad

π rad

(4.4)

4 π em graus. 3 rad Resolução:

Exemplo:

Converter

Yo =
4.2.4 – EXERCÍCIOS:

4 180 o × π rad 3

π rad

= 240 o

Faça as seguintes transformações:
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1 – Transforme para grados e radianos: a) 36o ; b) 10º; c) 234º; d) 50º. 2 – Transforme em graus sexagesimais: a) 56 grados; b) 75 grados; c) 3 rad. 3 – 1 rd em graus e em grados; 4 – 45gr 58 em graus e em radianos; 6 – 23o 16’ em radianos; 5 – 37gr 426 em graus e em radianos; 7 – 54o 45’ 58” em grados; 8 – π / 4 rd em grados; 9 – 88gr 8888 em graus e em radianos.

4.3 - MEDIDAS LINEARES:
A unidade padrão para medida linear é o metro que corresponde a uma parcela de 1/40.000.000 do meridiano da terra. Atualmente o metro é definido como a quantidade de 1.650.763,73 comprimentos de onda, no vácuo da transição não perturbada 2p10 - 5d5 do Kr86. O sistema métrico decimal foi criado no Brasil, a partir de 1.874.. No entanto, ainda hoje, são usados as medidas do antigo sistema metrológico em muitos estados brasileiros, conforme TABELA 4.1: SISTEMA ANTIGO 1 linha 1 polegada 1 palmo 1 vara 1 braça 1 corda 1 quadra 1 polegada inglesa 1 pé inglês 1 jarda VALOR 10 pontos 12 linhas 8 polegadas 5 palmos 2 varas 15 braças 4 cordas 12 polegadas inglesas 3 pés ingleses SISTEMA MÉTRICO 0,002291 m 0,0275 m 0,22 m 1,10 m 2,20 m 33,00 m 132,00 m 0,0254 m 0,30476 m 0,91438 m
(continua)

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SISTEMA ANTIGO 1 pé português 1 côvado 1 passo geométrico 1 toesa 1 quadra Uruguai 1 quadra brasileira 1 milha brasileira 1 milha terrestre 1 milha métrica 1 milha marítima 1 légua métrica 1 légua marítima 1 légua brasileira

VALOR 12 polegadas 2 pés 5 pés 3 côvados 50 braças 60 braças 1.000 braças 1.760 jardas 833,33 braças 841,75 braças 2.500 braças 2525,25 braças 3.000 braças

SISTEMA MÉTRICO 0,33 m 0,66 m 1,65 m 1.98 m 110,00 m 132,00 2.200,00 m 1.609,31 m 1.833,33 m 1.851,85 m 5.500,00 m 5.555,55 m 6.600,00 m

TABELA 4.1 – Unidades de Medidas Lineares

Por ser simples de se trabalhar, o sistema métrico tende, em breve, a ser usado pela totalidade dos países.

Possui os seus múltiplos e submúltiplos.

♦ - SUBMÚLTIPLOS:
DECÍMETRO CENTÍMETROS MILÍMETROS Corresponde a décima parte do metro (0,10 m ou 1 dm) Corresponde a centésima parte do metro (0,01 m ou 1 cm) Corresponde a milésima parte do metro (0,001 m ou 1 mm)

♦ - MÚLTIPLOS:
DECÂMETRO HECTÔMETRO QUILOMETRO Corresponde a 10 vezes o metro (10 m ou 1 dam) Corresponde a 100 vezes o metro (100 m ou 1 hm) Corresponde a 1000 vezes o metro (1000 m ou 1 km)

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EXEMPLOS:
2,432 m 2,045 m 3,002 m 5,058 dam 5,23 dam 5,4258 km 0,5 m 0,01 m 0,004 m 0,0052 m = 2 metros, 4 decímetros, 3 centímetros e 2 milímetros = 2 metros, 4 centímetros e 5 milímetros = 3 metros e 2 milímetros = 50 metros (5 decâmetros), 5 decímetros e oito centímetros = 52 metros (5 decâmetros), 3 decímetros = 5 quilômetros, 4 hectômetro, 2 decâmetro, 5 metros e 8 decímetros = 5 decímetros = 1 centímetro = 4 milímetros = 5 milímetros e 2 décimos de milímetros

4.4 - MEDIDAS AGRÁRIAS:
As unidades de medidas de superfície são:

• •

Metro quadrado

m2 .

Are: corresponde a superfície de um quadrado de 10 metros de
lado ou seja 100 m2. É muito usado o múltiplo destas unidades, o HECTARE (100 vezes o ares) que equivale a 10.000 m2 e corresponde à superfície de um quadrado de 100 metros de lado. A conversão de um número qualquer de m2 para hectare (ha.) basta dividi-lo por 10.000 e separá-lo a partir da direita, em casas de algarismo, assim:

Dividindo por 10.000 tem-se: 127,8493 hectares. Assim, temos: 1 hectare (ha) 1 are (a) 1 centiare (ca) Portanto: 127,8493 hectares, corresponde a: 127 hectares 84 ares 93 centiares.
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Área = 1.278.493 m2

= 10.000,00 m2 = = 100,00 m2 1,00 m2

(quadrado de 100 x 100 m) (quadrado de 10 x 10 m) (quadrado de 1 x 1 m)

53

4.4.1 - DEFINIÇÕES E ORIGENS DAS PRINCIPAIS UNIDADES DE MEDIDAS: 4.4.1.1 - HECTARE:
Medida agrária do SISTEMA MÉTRICO DECIMAL que equivale a superfície de um quadrado de 100 metros de lado ou 10.000 m2.

4.4.1.2 - ARE:
Medida agrária do SISTEMA MÉTRICO DECIMAL que quadrado de 10 metros de lado ou 100 m2. a superfície de um

4.4.1.3 - CENTIARE:
É a centésima parte do are ou seja, 1 m2.

4.4.1.4 - ACRE:
Medida de superfície empregada na Inglaterra e nos Estados Unidos. Equivale a 4.046,80 m2.

4.4.1.5 - CINQÜENTA:
Unidade agrária empregada na Paraíba e a área de 50 x 50 braças, também chamada de quarta no Rio Grande do Norte. Equivale a 12.100,00 m2.

4.4.1.6 - COLÔNIA:
Unidade de superfície agrária usada no Espírito Santo equivalente a 5 alqueires geométricos. Equivale a 242.000,00 m2.

4.4.1.7 - DATA DE TERRAS:
Designação antiga de área geralmente retangular, caracterizada pela metragem de testada e de fundo. Exemplo: uma data de 800 com meia légua, exprime uma área de 800 braças de testadas por 1.500 braças de fundo, equivalente a 6.600.000,00 m2. Em Minas Gerais, São Paulo e Paraná a data varia de 20 a 22 m por 40 a 44 metros.

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QUARTA: Unidade agrária empregada no Rio Grande do sul.4.MORGO: Unidade de superfície empregado no estado de Santa Catarina. sul de Minas Gerais. que contém 48. Como exemplo podemos citar o ALQUEIRE que ora é paulista com 2.050. ora é mineiro com 4. o perito topa ainda com as medidas de litros e de quartas ou então de tarefas.930. Aparece em dimensões muito variáveis.400.4.356. ou o alqueirão do nordeste mineiro com 19. Carlos Eduardo T.00 m2.1.00 m2. utilizada no estado de São Paulo. edição número 02 de agosto/setembro de 1. ou 3. publicação da REVISTA “A MIRA”. equivalente à área de 50 x 100 braças.990 tem-se: “Muitas vezes o perito se encontra diante de medidas agrária diversas e fica na dúvida qual será sua correspondência no sistema métrico.84 ha. equivalente a 0.ALQUEIRE GEOMÉTRICO: Unidade agrária. 4. equivalente a 4. 4. Segundo artigo do Engenheiro Orlando Andrade Resende.4.9 . Na Paraíba recebe a designação de cinqüenta. No ano de 1.4.00 m2 ou seja 4 hectares e 84 ares comportando 80 litros de planta. 4.36 ha. No Paraná a quarta vale 50 x 25 braças.42 ha.1. equivalente a 12. por um homem ou grupo de homens.100. utilizada no estado de Minas Gerais. equivalente à área de 100 x 100 braças. em recenseamento feito o Brasil foram Topografia Prof.25 hectares ou seja um quadrado de 50.00 m2 ou seja 2 hectares e 42 ares comportando 40 litros de planta. iguais a 6.4 ou 3.00 m2. 4.1.12 . Pastana 55 .1. desde 7x7 braças até 50x50 braças. Além disto. Na Bahia corresponde a superfície de um quadrado de 30 braças de lado.4.4.00 metros de lado. equivalente à área de 50 x 50 braças.0250 ha.TAREFA: É a área de terra que corresponde a um determinado trabalho agrícola que se deve realizar em determinado limite de tempo. que contém 24.200.8 . A confusão é grande.1. No âmbito fiscal se encontra o alqueire de 3. chamado alqueire de planta.6 ha..ALQUEIRE PAULISTA: Unidade agrária.10 .11 .

Assim o alqueire de 50 litros de planta de milho corresponde a dez tarefas. Cada tarefa corresponde a 25 braças em quadra ou seja 55 x 55 metros. Em milho. na maioria das vezes não fora medidos: foram simplesmente calculados por “Louvados”. Também na medida da terra prevaleceu o nome de “quarta” à área que levasse sua medida em plantio.200. a área foi medida em braças ou em varas e daí surgiu a expressão de alqueire de tantas braças em quadra. A dificuldade da construção de um recipiente que contivesse a quantidade de grãos de “um alqueire” fez com que fosse construído um recipiente menor e daí surgiu a “quarta” ou seja a quarta parte do alqueire. 3. 4. 70.medição de grãos. 64 kg. etc. Os colonos portugueses sempre usaram o alqueire como medida de volume e o terreno que. De maneira geral. 5 ou 8. Como o milho era plantado em covas distantes um das outras a medida de um cabo de enxada. a área para se planta um alqueire de semente variava muito. Além da diversidade das medidas. 50. Diante disto. o comum é que temos os terrenos. Neste Topografia Prof. depende também do tamanho do cabo da enxada pois este varia com a estatura do lavrador. o milho.36 hectares. O alqueirão do nordeste de Minas Gerais mede 200 x 200 braças e que dá 19. a 32 kg.84 hectares.250/50 = 605 m2. Pastana 56 . o número de grãos por cova. 40 kg. no plantio. contém 80 litros e mede 100 braças em quadra. O denominado alqueire mineiro de 4. vamos aqui. 56 kg. tem a área de 30. estas medidas correspondem. etc. em Minas Gerais a medida mais comum do alqueire correspondia a 50 litros e o seu plantio feito em 10 tarefas. 60. pois temos sacos de 40.00 m2 ou 2. O chamado alqueire paulista de 40 litros corresponde à área de 40 x 605 m = 24.250 m2 ou 3. “Seis alqueires fazem um saco e sessenta um maio”(conforme o dicionário crítico e etimológico da língua portuguesa). tentar uma explicação de origem da medida. ou 320 litros. coubesse aquela medida era chamado de “terreno de um alqueire”. o litro.42 hectares e equivale a 100 x 50 braças. Da mesma maneiro. ALQUEIRE é uma palavra que provêm do árabe “alqueire” .0250 hectares e o litro corresponde a 30.025 m2. Plantado o terreno com a cultura mais usual na época. 80 litros.“medida de um saco” deriva do verbo “cala” .medir . Carlos Eduardo T. iguais a 3. A diferença na medida real do alqueire provém de vários fatores: Primeiramente o tamanho do saco.encontrados 19 tamanhos de alqueire como medida agrária. 48 kg. Em primeiro lugar porque o número de sementes por litro depende de ser a mesma graúda ou miúda.

4.UNIDADE LEGAIS NO BRASIL: UNIDADE Metro metro quadrado metro cúbico Quilograma Grama Litro Mililitro Quilômetro Quilômetro por hora Hora Minuto Segundo graus Celsius Kelvin Hertz Newton Pascal Watt Ampére Volt Condela SÍMBOLO m m2 m3 kg g l ml km km/h h min s oC UNIDADE comprimento área volume massa massa volume volume comprimento velocidade tempo tempo tempo temperatura temperatura termodinâmica freqüência força pressão potência Corrente elétrica Tensão elétrica intensidade de luz K Hz N Pa W A V Cd Topografia Prof. Carlos Eduardo T. as terras de várzeas não são vistas e o louvado faz o seu cálculo pelo andar do cavalo de um lado para outro em um tempo por ele calculado e.2 . Quando o terreno é montanhoso ele o vê de todos os lados. Pastana 57 . o comum é o terreno apresentar-se menor que a realidade”. o “prático” vai calculando o terreno que ele enxerga de perto. neste caso. em partes. por litros. fazendo a soma ao final para se chegar ao total da área. daí o crescimento da medida.4.trabalho.

Pastana 58 .Topografia Prof. Carlos Eduardo T.

Carlos Eduardo T. MEDIÇÕES DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS: da distância horizontal entre esses dois pontos. • Medidas indiretas: uma medida é considerada ‘indireta’ no caso da obtenção do comprimento de um alinhamento através de medida de outras grandezas com ele relacionada matematicamente. se for aplicado no terreno ao longo do alinhamento. • Medidas eletrônicas: é o caso do comprimento de um alinhamento ser obtido através de instrumento que utilizam o comprimento de onda do espectro eletromagnético ou através de dados emitidos por satélites. ou seja. 5. o comprimento de um alinhamento pode ser obtido através de: A medida da distância entre dois pontos. onde os mais conhecidos são: Topografia Prof. Pastana 59 . MEDIÇÃO DIRETA DE DISTÂNCIA HORIZONTAL: Para a medição direta de distâncias utilizamos o diastímetro.1. Na Mensuração. 5. corresponde à medida • Medidas diretas: uma medida é considerada ‘direta’ se o instrumento usado na medida apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento.CAPÍTULO 5 MEDIÇÕES DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS. em Topografia.

Com o aparecimento das fitas (trenas) de fibras sintéticas muito mais leves. em função da variação de temperatura. permitem precisão da ordem de 1 mm em 100 m até 1 mm em Topografia Prof. embora a precisão seja um pouco menor. responsabilidade. Podem ocasionar pequenos erros. no elo correspondente. Têm peso próprio da corrente ocasiona (catenária). À manopla fixa- • Trenas de aço: são fitas graduadas em centímetros enroladas no interior de uma caixa circular através de manivela. práticas e precisas. recomenda-se untá-las com vaselina ou óleo. pois contêm manoplas as quais permitem a extensão com força suficiente para eliminar a curvatura que o se a um pedaço de barra com rosca que permite pequenas comprimentos de 20 metros. Pastana 60 . principalmente para principalmente na medida de detalhes. Podem enferrujar-se rapidamente. • Trenas de fibra de vidro: fabricadas com material sintético. A primeira e última barra são diferentes. existe pendurado um pingente circular de latão onde está gravado o número campo. correções no comprimento total da corrente. qualidades que a fazem prática para ser usada no De metro em metro. Cada barra com elo de cada lado mede 20 centímetros. indicada pelo fabricante. Carlos Eduardo T. Seus comprimentos variam de 20 ou 30 metros. tensão de tração superior à portanto a necessidade de limpá-las com querosene e a seguir. • Fio de invar: são feitas de uma liga de aço e níquel (36%). facilmente corrigidos matematicamente. Recomendadas para serviços medidas secundárias de pouca onde não se necessita de grande precisão. não necessitam dos mesmos cuidados das trenas de aço. equivalente à distância da origem ao elo. o seu emprego atual é limitado.• Cadeia de agrimensor: tem grande facilidade de articulação e rusticidade.

São de madeira (2. são pontiagudas na extremidade inferior. ou seja. Topografia Prof.5x2.000 m.1.3. a cada 50 cm. na • Fichas: são peças de ferro. com 2 m de altura. Seu uso dá-se apenas em bases geodésicas. Pastana segura a trena na parte de trás da mesma. com cerca de 40 cm de altura.5 cm). aquele que segura o “zero” 61 . As fichas destinam-se à marcação de um ponto sobre o solo. deve-se utilizar também um jogo de onze fichas (hastes metálicas de 50 cm de comprimento com formato próprio para serem fincadas no chão) e deve-se proceder da seguinte maneira no campo: Destacam-se dois auxiliares para segurar a trena sendo chamados de trena vante o auxiliar que vai puxando a trena na frente e trena ré o auxiliar que da trena. em duas cores contrastantes (vermelho e brando) e tendo extremidade inferior um ponteiro para facilitar a fixação no terreno. de seção circular. pintadas. para cravação no solo e.1. • Para efetuar uma medição. com aproximadamente 25 cm e apontados de um dos lados. utilizam-se ainda como acessórios que têm como finalidade a materialização do ponto topográfico no terreno. com diâmetro de ¼” ou 3/16”. MEDIÇÃO COM DIASTÍMETRO Procedimento para medida de distância com trena: Além da trena. • Piquetes ou estacas: tem como finalidade principal de materializar o ponto da poligonal do levantamento topográfico. de seção circular.1. são eles: ACESSÓRIOS: • Balizas: são peças. geralmente de ferro ou alumínio. Carlos Eduardo T.3. na extremidade superior.1. por curto período. alem do diastímetro. 5. É um acessório indispensável para quaisquer trabalhos topográficos.

comprimento da trena = 30 metros.Toda trenada deve ser feita com a trena esticada ao máximo próxima da trena de comprimento igual a 30 metros: horizontal. Até este ponto foram medidos no caso do exemplo 300 metros. a trena ré deixa em poder pelo comprimento da trena final. . Portando. Carlos Eduardo T. para cada trenada efetuado. fincada a última ficha e multiplica o número de fichas que estão multiplicado pelo comprimento da trena mais a fração inicial de Topografia Prof. trena lida na medida final. • Portanto. supondo tratar-se de uma • No ponto de partida (zero metros) deve-se deixar uma ficha fincada ao lado do marco zero. o comprimento medido será o número de fichas anotado pelo trena vante. A medida é feita da seguinte maneira. • Ao dar a trenada. . • Depois de 10 trenadas. No caso do comprimento do alinhamento ser menor que 200 metros. quando se chegar ao finas da linha. as ficha são devolvidas ao trena vante que anota a passagem das mesmas e inicia novamente o processo a partir da 11a ficha que ainda se encontra cravada no terreno. ou seja: . Pastana 62 .comprimento medido = 10 x 30 = 300 metros. haverá uma ficha na mão do trena ré.fichas na mão do trena ré = 10 = número de trenadas. • A trena ré sai então da posição inicial recolhendo a ficha que lá houvera sido fincada e caminha até a posição que se encontra cravada a outra ficha. o trena vante finca uma outra ficha na posição exata da medida efetuada.

20 m = 88. Após de marcado o primeiro ponto intermediário. As balizas devem permanecer na vertical. Este é o caso mais fácil. mede-se a própria distância AB11. Portanto.20 m. a distância total será 3 x 20. para determinar AB.00 m + 8.20 m.1. Na medição exemplificada na figura 5.. No exemplo. crava uma outra O operador situado em A deve ver sobrepostas todas as balizas intermediárias até a última. foi medido três (3) vezes a trena inteira. enquanto as medidas com a trena sempre na horizontal.1. mediu-se a distância entre os pontos A e B com uma trena de 20 m. para se conhecer a distância AB. etc. mede-se qualquer outra reta e determinados ângulos que permitem o cálculo por trigonometria. até chegar ao princípio do alinhamento. terceiro. um ajudante munido de uma outra baliza vai avançando em direção de B para A até uma determinada distância. aplicando-o sucessivamente até o final.. O método direto pode ser utilizado percorrendo-se a linha com qualquer tipo de diastímetro.00 m + 2 x 10. MEDIÇÃO DIRETA DE ALINHAMENTO RETO ENTRE 2 PONTOS VISÍVEIS ENTRE SI: Dizemos que se emprega o método direto quando. baliza C. exemplificado na figura 5. onde. seguindo as indicações do realizar é demarcar os pontos extremos A e B do alinhamento com uma baliza. Topografia Prof. verificando-se a verticalidade. Carlos Eduardo T.2. 11 É método indireto quando. Pastana 63 . duas (2) vezes medidas de 10 metros (devido ao relevo) e uma distância fracionada de 8. operador que se encontra uns 2 metros atrás da baliza A.5. A primeira operação a A seguir. precede-se à mesma operação para o segundo.1.

precisamos traçar previamente o seu 5. A seguir o ajudante que colocou a baliza em B dirige-se para onde possa ver a baliza em A. MEDIÇÃO DIRETA DE ALINHAMENTO RETO ENTRE 2 PONTOS NÃO VISÍVEIS ENTRE SI: Se A e B são os extremos do alinhamento que queremos estabelecer e entre eles há um obstáculo que impede que se vejam um ao outro. do diastímetro. uma vez que as medições dos comprimentos dos alinhamentos são feitas segundo um plano horizontal. Ritter – Material Didático) Em TOPOGRAFIA. os alinhamentos são representados graficamente através de suas projeções num plano horizontal.1 – Medição direta de distância – de “A” enxerga-se “B” (Adaptado de Jelinek. visando B (deve visar-se para o pé da baliza para evitar erro devido à possível falta de verticalidade da baliza).3.Figura 5. Consegue-se um alinhamento mais perfeito estacionando um teodolito em A. um ponto C’ que esteja mais próximo do alinhamento AB e de Topografia Prof. Carlos Eduardo T. Pastana 64 .1. Quando a distância entre os pontos extremos AB são maiores que o comprimento alinhamento. o procedimento a seguir para traçar o alinhamento é o seguinte: • • Coloca-se uma baliza em cada um dos extremos A e B. A.

estando D no alinhamento AC e C no alinhamento DB.• do alinhamento AC’ (seguindo as indicações do ajudante situado em C’). Este assunto será detalhado em capítulos futuros. estas operações sucessivamente. A taqueometria. compreende a obtenção indireta da distância horizontal e diferença de nível. ou seja. portanto. A medida indireta das distâncias é baseada na resolução de triângulos isósceles ou retângulos. • Repetindo pontos D”. o operador colocado em D’ dá indicações ao que está situado em C’. até que chega a um ponto D’ de onde possa ver a baliza situada em B. MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIA HORIZONTAL: O processo de medida é indireto quando a distância é obtida em função da medida de outras grandezas. uma série de operações que constituem um processo rápido e econômico para Topografia Prof. “metren” (medição). as esquinas de dois edifícios. que ambos os pontos estejam no alinhamento AB. até o colocar num ponto C” alinhado em D’ e B. não havendo. do grego “takhys” (rápido). O operador que colocou a baliza A dirige-se para C’ sem sair • A seguir. até chegar a dois pontos D e C. Carlos Eduardo T.2. C’”. como por exemplo. Pastana 65 . Podemos utilizar este mesmo procedimento quando queremos traçar um alinhamento entre dois pontos inacessíveis ou nos quais não se possa colocar um operador. cada vez mais próxima do alinhamento AB. necessidade de percorrer a distância. obtêm-se os 5.

usa-se uma “REGRA DE TRÊS INVERSA”. que recebeu O aparecimento dos DEs facilitaram muito a medição de distâncias. nas seguintes classes: • • • Microondas.5 µm. já que Em geral se prefere a correção analítica. aumentar a qualidade das medidas. com comprimento de onda médio de 0. A precisão das medidas de distâncias O princípio de funcionamento de um distanciômetro eletrônico é baseado na medida da diferença de fase.94 µm. o resultado estará quanto maior for à trena. Ondas eletromagnéticas usadas na medida precisa de distâncias. graças ao cientista sueco E. com comprimento de onda entre 1 e 10 cm. com comprimento de onda entre 0. corrigindo os valores obtidos. errado. O primeiro distanciômetro eletrônico surgiu em 1943.3.5. descobrimos depois que a trena utilizada não tem o comprimento que deveria ter. menos vezes ela caberá na distância a medir. Bergstran. e Infravermelho. que projetou o primeiro DE.4. em usar normalmente a corrente. Carlos Eduardo T. além de saltou da ordem do milímetro para décimos de milímetros.1) Topografia Prof. Consiste lr = onde: c × lm ln (5. Pastana 66 . ERROS DE AFERIÇÃO DO DIASTIMETRO: Quando medimos a distância entre dois pontos.72 e 0. por ser mais rápida e exata. MEDIÇÃO ELETRÔNICA DE DISTÂNCIA HORIZONTAL: O distanciômetro eletrônico (DE) é o instrumento utilizado na medição eletrônica de distâncias. 5. a medida de tempo que uma onda eletromagnética leva para percorrer duas vezes a distância entre o aparelho receptor e um refletor instalado em outro extremo. Luz visível. Para a correção analítica. de acordo com o seu comprimento de onda. o nome de Geodimiter NASM-2. isto é.

15 metros.34 Resolução para a linha 1-2. Corrigir o comprimento 13-14.37 DISTÂNCIA CORRIGIDA 32. Carlos Eduardo T.94 metros. O comprimento nominal da corrente é 20 metros.A linha A-B medida com uma trena que media de 20. 3 .95 metros. ln = 20.42. resultou 83.00.06 metros. c = 19. = comprimento da trena é o valor encontrado ao compará-la com uma trena correta. Sabemos que: lm = 32.04 76.lr c = comprimento real da linha.A linha 13-14 medida com uma corrente de agrimensor de 19.As distâncias seguintes foram medidas nominalmente com uma trena de 20 metros. que se verificou ter só 19.00 2 . resultou 92.42 = 32.10 49.33 91.95 × 32. Pastana 67 . Qual o comprimento real da linha ? Topografia Prof.12 metros. Corrigir. EXERCÍCIOS 1 .42 129.34 20. LINHA 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 DISTÂNCIA MEDIDA 32.71 38.5. ln = comprimento nominal da trena represento o valor que ele deveria ter. 5. lm = comprimento medido com a trena não aferida. Portanto: lr = 19.95.

Topografia Prof. Pastana 68 . Carlos Eduardo T.

que definirão. As operações de campo constam de medições de distâncias horizontais com a trena (medição direta). cujas forma. Para a orientação do levantamento e posterior desenho da planta. no desenho. por meio de cálculos trigonométricos (medição indireta) ou eletronicamente e ângulos horizontais com o teodolito. bem como o cálculo das coordenadas dos pontos levantados. que propiciem resultados satisfatórios.1 – LEVANTAMENTO REGULAR A TEODOLITO E TRENA Segundo (CORDINI. surgirá uma terceira 69 . Topografia Prof. Pastana topográficos levantados. assim. é necessária a determinação da meridiana verdadeira ou magnética.CAPÍTULO 6 LEVANTAMENTOS REGULARES 6 – LEVANTAMENTOS REGULARES 6. dimensão e disposição dos detalhes deverão ser representadas fielmente em planta. Esses elementos são as coordenadas (X.) desenvolver o levantamento topográfico de uma região requer a precisa determinação dos elementos necessários e suficientes ao desenho de sua planta. Em altimetria. as posições planimétricas dos pontos coordenada: a cota ou altitude (h). para posterior desenho da planta.Y) dos diversos pontos de interesse. J. a representação tridimensional (planialtimétrica) do ponto. possibilitando. A utilização de métodos de levantamento e instrumentos de medida apropriados. é fator que deve ser observado na execução do levantamento de uma determinada área de terreno. Carlos Eduardo T. atendendo aos objetivos do trabalho. No escritório é efetuado o ajustamento analítico de todas as medidas.

devem ser cuidadosamente anotados em caderneta apropriada e no croqui do levantamento. providenciar junto ao proprietário a abertura de picadas e a limpeza das divisas e finalmente desenhar um croqui da área. bem como daqueles que permitirão representar o relevo. para tal. Nesta fase. deverão ainda ser tomadas as seguintes providências: dispor de piquetes e estacas em quantidade suficiente. organizar a equipe de campo (balizeiros. este ponto deverá estar isento de qualquer influência magnética local. no campo. Nos levantamentos normais de Topografia. percorre-se todo o contorno até o fechamento da o uso de poligonais fechadas. recomenda-se necessários à comprovação dos cálculos e à verificação dos erros admissíveis. Reconhecimento da área: o profissional responsável pelos trabalhos • de partida. Carlos Eduardo T. foiceiros e um encarregado do transporte do instrumento). são três as fases a serem • percorre a área a ser levantada escolhendo os principais vértices da poligonal de apoio e define o ponto de partida do levantamento. Todas as medidas de distâncias e ângulos. individual. a posição dos pontos notáveis que irão definir em planta a planimetria do terreno. bem como o nome dos proprietários de terrenos confrontantes. Neste ponto inicial será determinada a meridiana magnética e. utilizando-se teodolito com bússola acoplada. porque estas fornecem os elementos Levantamento da poligonal de apoio: esta fase tem início no ponto poligonal. A existência de detalhes importantes exige o desenho de croqui dimensão. Pastana 70 . garantindo a correta caracterização de sua forma e Topografia Prof. que servirá para as anotações de campo e auxiliará os trabalhos de escritório.É de suma importância determinar. cumpridas: Para bem se conduzir um levantamento topográfico. Determina-se a meridiana magnética no ponto de partida.

• EIXOS: Os eixos do teodolito são: horizontal. Carlos Eduardo T. necessita-se dos seguintes instrumentos e acessórios: 6.2 – INSTRUMENTOS E ACESSÓRIOS NECESSÁRIOS PARA UM LEVANTAMENTO REGULAR Para a execução de um bom levantamento regular.2. quando não.1 pode-se observar o Esquema de um Teodolito padrão repetidor com os parafusos de ajustes com as seguintes funções: Teodolitos: Utilizado na leitura de rumos ou azimutes magnéticos. giratório e suporte dos elementos de • LUNETA: Constituída por ocular. ângulos • LIMBO: Parte do teodolito onde se efetua a medição dos ângulos horizontais e verticais.• Levantamento dos detalhes: é a fase de fechamento dos trabalhos de campo.1. amarram-se os detalhes diretamente aos vértices da poligonal principal. ou. – INSTRUMENTOS horizontais horários (ou anti-horários. Os levantamentos dos detalhes deverão ser acompanhados de croqui (desenho à mão livre do levantamento) e os dados obtidos devem ser anotados em caderneta de campo. • PARAFUSOS CALANTES: Para centralizar as bolhas de ar dos níveis. 6. Quando necessário. vertical. Gira em torno de um eixo vertical. objetiva e retículos. Dispositivo • ALIDADE: visualização. focalizante e são perpendiculares entre si. lançam-se poligonais auxiliares a partir de um dos vértices da poligonal de apoio para a amarração dos detalhes. Pastana 71 . local. dependendo do fabricante) e ângulos verticais (utilizados para medição indireta de distâncias). para que o eixo principal do aparelho coincida com a vertical do • PARAFUSOS DE FIXAÇÃO: Fixa o movimento em torno dos eixos. Na figura 6. Topografia Prof.

• NONIOS OU VERNIERS: Possuem escalas para leituras mais precisas. • BÚSSOLA: Indicação do Norte Magnético. (Adaptado de Baitelli/Weschenfelder .1 – Esquema de um Teodolito Topografia Prof. • TRIPÉ: Três pernas de altura regulável para apoio do teodolito. • NÍVEIS DE BOLHA: Servem para indicar a verticalidade do aparelho. Carlos Eduardo T. Pastana 72 .Topografia Aplicada à Agronomia) Figura 6. • PARAFUSOS DE FOCALIZAÇÃO: Para a focalização precisa dos pontos.

Pastana 73 . até 50 m. tendo nos metros inteiros uma chapinha com o número. sendo mais comuns as de 20 e 30 m. pode enferrujar-se rapidamente. limpá-la com querosene e besuntá-la com vaselina. Apesar de apresentar boa precisão nas medidas. a trena de aço é muito pouco prática no uso comum. apenas o primeiro e o último decímetro são milimetrados. descobertos munidos de um cabo de madeira. Ocorrem em comprimentos Fita de aço: são também trenas de aço. Trena de aço: é uma fita de aço graduada em centímetros. o que as torna intensamente utilizadas.3 – MEDIDAS DE ÂNGULOS COM O TEODOLITO O ângulo medido deverá ser verificado em campo. para medidas de maior precisão. e não pode ser arrastada pelo solo.2.6. a parte intermediária é marcada a cada 50 cm. Carlos Eduardo T. São mais rústicas que as trenas. pois gastará a gravação dos números e dos traços que constituem sua marcação. Topografia Prof. parte-se facilmente. • Fechamento em 360º. Trena plástica: são fitas plásticas reforçadas com fibra de vidro. Pode sofrer influência da variação de temperatura (dilatação e contração do aço). necessitando ao final de cada dia de trabalho. – ACESSÓRIOS de uma caixa através de uma manivela. São normalmente práticas e apresentam uma precisão razoável. permitindo serem arrastadas pelo solo sem maiores prejuízos. Em hipótese alguma se admite a leitura isolada de um ângulo sem a respectiva verificação. Geralmente o primeiro decímetro é variados. Tem diversos comprimentos. enrolada no interior milimetrado. nos levantamentos topográficos são empregados 5 processos de medição de ângulos horizontais: • Medida simples (utilizado como apoio para a medição do ângulo duplo) • Ângulo duplo. porém são enroladas em círculos ponta. Não são gravadas de ponta a 6. sendo que as mais utilizadas são as de 20 ou 30 m.2. Em geral.

exatamente.• Repetição. Pastana 74 . 6. 2) Soltar os parafusos dos movimentos da alidade e do limbo. Carlos Eduardo T. Considerando-se a Figura 6. visar o ponto 4 (visada à ré) com o auxílio da alça de mira e fixar o movimento da alidade.2 – Medição de ângulo simples Procedimento: 1) Instalar e nivelar o teodolito no ponto 5. 5-4 e 5-6. usando o parafuso micrométrico do movimento do limbo. zero a zero. 6) Fazer a colimação perfeita do ponto 4 com o parafuso micrométrico do movimento da alidade. 4) Acertar. pois o valor do ângulo é medido uma única vez.Topografia Aplicada à Agronomia) Figura 6. 5) Girar a alidade. • Reiteração.1. 3) Acertar.2. – MEDIDA SIMPLES É o processo mais simples de medição de um ângulo. Topografia Prof. aproximadamente. o zero do vernier e o do limbo horizontal e fixar o parafuso de movimento do limbo.3. seja medir o ângulo a entre dois alinhamentos (Adaptado de Baitelli/Weschenfelder .

fixando-se então. 9) Fixar o parafuso do movimento do limbo e fazer a leitura do ângulo a.2. 8) Fixar o parafuso do movimento da alidade e fazer a colimação perfeita do ponto 6 com o auxílio do parafuso micrométrico.3 – Medição dupla do ângulo Procedimento: 10) Depois de obter a leitura do ângulo a. – ÂNGULO DUPLO ou MEDIDA DUPLA DO ÂNGULO O procedimento e o mesmo efetuado na medição simples. Topografia Prof. 13) Soltam-se os parafusos dos movimentos da alidade e do limbo e torna-se a visar o ponto 6. Pastana 75 .Topografia Aplicada à Agronomia) Figura 6. 11) Visa-se novamente o ponto 4 e fixa-se o movimento da alidade. solta-se o parafuso do movimento da alidade e mantém-se fixo o parafuso do movimento do limbo. 12) Faz-se a perfeita colimação com o parafuso micrométrico. Carlos Eduardo T. 6. o movimento da alidade.7) Soltar os parafusos de movimento do limbo e da alidade e visar o ponto 6.3. A realização da medida de ângulos horizontais é sempre feita no sentido horário. ou seja. 14) Faz-se a colimação perfeita do ponto 6 com o parafuso micrométrico e então fixa-se o limbo. com acréscimo: (Adaptado de Baitelli/Weschenfelder . do item 1 ao 9. da esquerda para a direita. com a alça de mira.

8) Fixar o parafuso do movimento da alidade e fazer a colimação perfeita do ponto 3 com o auxílio do parafuso micrométrico.3.4 – Fechamento em 360º . 3) Acertar.15) O ângulo lido no limbo representa o duplo valor do ângulo procurado = 2α. Topografia Prof. zero a zero. 1 α 3 2 β Figura 6. 2) Soltar os parafusos dos movimentos da alidade e do limbo.3. 9) Fixar o parafuso do movimento do limbo e fazer a leitura lendo-se o ângulo α. usando o parafuso micrométrico do movimento do limbo. movimento da alidade. Carlos Eduardo T. podendo haver apenas o erro de precisão do instrumento. Procedimento: 1) Instalar e nivelar o teodolito no ponto 2. 6. o zero do vernier e o do limbo horizontal e fixar o parafuso de movimento do limbo. 7) Soltar os parafusos de movimento do limbo e da alidade e visar o ponto 3 (visada à vante).4). – FECHAMENTO EM 360º Consiste em medir o ângulo horário e o seu respectivo replemento (Figura 6. com a alça de mira. Pastana 6) Fazer a colimação perfeita do ponto 1 com o parafuso micrométrico do 76 . 4) Acertar. 5) Girar a alidade. aproximadamente. visar o ponto 1 (visada à ré) com o auxílio da alça de mira e fixar o movimento da alidade. exatamente.

Topografia Prof. O ângulo compensado será: α = α + erro Onde 1 2 (6.436 DISTÂNCIA HORIZONTAL CROQUI superior a 360o. Pastana Calculando-se: 77 . e medindo o ângulo horário até o ponto “1”. 12) Considerando que o erro foi cometido nas duas leitura pode-se obter o ângulo compensado da seguinte forma: • Subtraindo do ângulo α metade do erro se a soma de (α + β) for • Somando-se ao ângulo α metade do erro se a soma de (α + β) for Exemplo: E RÉ PV 2 1 3 ANGULO LIDO FECHAMENTO MÉDIA 123o 18’ 16” 236o 41’ 40” 123o 18’ 18” 35. a soma fica bem próximo de 360o.2) erro = 360o − (α + β ) erro = 360o . lendo-se o ângulo β. (replemento). α + β = 359o 59’ 56” Para um instrumento que permite uma leitura direta de 6” o erro pode ser admitido.359o 59’ 56” = 4”. agora com o aparelho zerado em “3” (vante). inferior a 360o. 11) A soma de α + β teoricamente deve ser 360o. α β = 123o 18’ 16” = 236o 41’ 40” (ângulo à direita). No entanto devido a erros alheios a vontade do operador. α = 123o 18’ 16” + 2” = 123o 18’ 18”. Carlos Eduardo T.1) (6.10) Repetir a operação.

Carlos Eduardo T.. L3. Procede-se da mesma maneira (figura 6..L1 α3 = L3 – L2 α4 = L4 – L3 … αn = Ln .5 – Repetições Chamando-se as leituras de L0.. resultantes das imperfeições do processo de gravação do círculo graduado.3. n ângulo duplo e continua-se..L1. ao prever uma série de medições do ângulo pela utilização de regiões sucessivas do limbo graduado.. ter-se-á para cada ângulo: α1 = L1 – L0 α2 = L2 . + αn n = L n − L0 n Topografia (6.3) Prof. Este processo ameniza estes erros. L2. Ln. Ln-1.6.5) como foi explicado na medição do repetições são o ideal). Pastana 78 .4... – REPETIÇÃO O processo da repetição para a medida de ângulos horizontais admite a existência de erros de graduação do limbo..Ln-1 Sendo α= α1 + α 2 + α 3 + α 4 + . repetindo-se sucessivamente a operação (5 4 1 Ln-1 L3 L2 3 2 1 3 Ln L1 L0 L1 L2 L3 L4 2 (Somente é possível a execução com aparelho repetidor) Figura 6.

na posição direta da luneta (PD) e posteriormente na posição inversa da mesma (PI).6. no sentido horário e em referir-se todas as direções observadas a uma dentre estas direções. o arco de reiteração será: do eixo horizontal. a segunda reiteração a partir de 45º. Para eliminar prováveis erros de excentricidade do eixo óptico ou erro de inclinação direta (PD) e posição inversa (PI) da luneta. O método a ser aplicado consiste em observar todas as direções a partir da estação. escolhida como origem ou referência. primeiramente. Para a determinação do arco de reiterações a ser aplicado na medida dos ângulos.4) Estabelecido o arco de reiteração.) 12 a medida de ângulos pelo método da reiteração consiste em medir cada ângulo em partes diferentes do limbo. atenuando assim prováveis erros que possam ocorrer na graduação dos limbos.Departamento de Geodésia – IG/UFRGS - 2007 / 9ª Edição.3. (6. vamos aplicar a esse método a leitura do ângulo na posição 180 o 180 o arco ⋅ de ⋅ reiteração = = = 45 o n 4 de afastamento entre cada uma das 4 série de medidas de ângulos. As leituras são efetuadas.Topografia Aplicada à Engenharia Civil . Supondo que se deseje efetuar 4 reiterações. 12 Iran Carlos Stalliviere Corrêa . IRAN C.5. é necessário se estabelecer o número de reiterações (n) pretendido. – REITERAÇÃO Segundo (CORRÊA. uma após outra. a terceira a partir de 90º e a quarta a partir de 135º como pode ser visto no quadro abaixo. este indicará o valor correspondente ao arco A primeira reiteração partirá com a marcação do limbo em 0º. Pastana 79 . Carlos Eduardo T.S. Topografia Prof.

OZÓRIO F.1.). 6. uma poligonal aberta (figura 6. quando leitura da posição direta (PD) de 180º. Carlos Eduardo T. – CLASSIFICAÇÃO QUANTO À NATUREZA (TIPOS) 6.1. diretamente o valor lido. 6. ou reiterador.5.Se o aparelho não apresentar nenhum erro sistemático e considerando que o operador não cometa erro acidental. 13 Apoiada quer dizer um alinhamento em que se conhece a sua medida e/ou orientação. a leitura a ser observada no limbo. Ângulo ⋅ médio = PD + PI − 180 o 2 (6. podemos aplicar essa poligonal é usada para o levantamento de canais. Neste tipo de poligonal não há condições de se verificar a precisão (rigor) das medidas lineares e angulares. isto é. redes elétricas. Topografia Prof. adutoras. Nos serviços. que para executar a medida de um ângulo pelo processo da reiteração utiliza-se um teodolito geodésico. Pode estar apoiada13 ou não na partida ou na chegada. Pastana 80 . da inversão da luneta para a leitura na posição inversa (PI). DE C.1. dentre outros sem muita importância global. Os teodolitos topográficos são repetidores. deverá diferir da A leitura da posição inversa (PI) não deve ser ajustada no limbo e sim anotar O ângulo final a ser utilizado será a média entre a leitura da posição direta (PD) e da posição inversa (PI). com precisão. saber quanto foi o erro angular ou linear.5 – POLIGONAL É um conjunto de alinhamentos consecutivos constituído de ângulos e distâncias. estradas. – POLIGONAL ABERTA Segundo (NETO. não podendo ser utilizados para a medição de um ângulo pelo processo da reiteração.6) é aquela em que o ponto de partida não coincide com o de chegada.5.5) Convém salientar.

1. tem-se as medições dos ângulos externos (à direita).SENAI) Figura 6. ou seja.7a e 6.N N N Az 1-2 Ang. Hor. Carlos Eduardo T. – POLIGONAL FECHADA É aquela em que o ponto de partida coincide com o de chegada. 4 N Ang. Hor.5.2.Hor 4 Figura 6. Conjuntos habitacionais. Pastana 81 .Hor 3 3 1 CAMINHAMENTO SENTIDO HORÁRIO 4 5 Âng. perímetros irrigáveis (figuras 6.EXTERNO o (6.6 – Poligonal Aberta 6.Hor 2 . usucapião. 3 4 1 (Partida) 2 N 3 5 (Chegada) (Adaptado Ozório Florêncio de C. portanto: ∑ ∠externos = (n + 2) × 180 Âng. levantamentos de áreas.6) N 2 Az1-2 Âng. podem-se determinar os erros cometidos e compará-los com erros admissíveis (tolerância). Pode estar apoiada ou não (partida). utiliza-se para projetos de loteamentos. Neto . Para Caminhamento no Sentido Horário.Hor 5 Âng. Hor.Hor 1 Âng. 2 Ang. Nos trabalhos de campo. Nessa poligonal há condições de se verificar o rigor/precisão das medidas angulares e lineares.7a – Poligonal Fechada Topografia Prof.7b).

HORÁRIO 2 E33 E14 1 POLIGONAL SECUNDÁRIA Figura 6. Pastana 82 .Hor 2 INTERNO 3 Figura 6. HORÁRIO E32 (X32 .Hor 3 2 Âng. POLIGONAL PRINCIPAL ÂNG. Carlos Eduardo T. porém são conhecidos elementos numéricos de posicionamento (coordenadas e orientação em relação à direção norte) na partida e na chegada. HORÁRIO ÂNG. portanto: ∑ ∠ int ernos = (n − 2) × 180 o (6.Hor 5 Âng.7) Onde: n = número de lados ou de vértices.Y 15) ÂNG.Hor 4 CAMINHAMENTO SENTIDO ANTI-HORÁRIO 4 Âng. tem-se as medições dos ângulos internos (à direita). N 5 Az1-2 1 Âng.Hor 1 Âng. – POLIGONAL SECUNDÁRIA.1. HORÁRIO ÂNG. Neste tipo de poligonal há condições de se verificar o rigor/precisão nas medidas de distâncias e de orientação (azimute/rumo).3.7b – Poligonal Fechada 6.5. Portanto ela é uma poligonal bi-apoiada. ENQUADRADA OU AMARRADA É aquela em que o ponto de partida não coincide com o de chegada.Y 32) E15 (X 15.Para Caminhamento no Sentido Anti-Horário.8 – Poligonal Secundária Topografia Prof.

– COORDENADAS POLARES (coincidente ou não com os eixos cartesianos) que passa por ele. – COORDENADAS CARTESIANAS Se tivermos um ponto “A” num plano topográfico (horizontal).9) e os segundos as polares (Figura 6. “x” ou Eixos das Abscissas. é chamado de Eixo “N”.2. Leste (E). constituem as coordenadas polares do ponto “A” e medem-se diretamente no terreno. qualquer Se tivermos um ponto “O” no plano e uma direção de referência “OY” outro ponto “A” do plano é determinado pelo ângulo que a direção “OA” forma ângulo “α“ e a distância “d”. a sua situação neste plano pode ser determinada pelos valores “Xa” e “Ya” ou pelo ângulo “α“ e a distância “d”. (N). Topografia Prof. Carlos Eduardo T. Pastana 83 .6.10). constituindo os primeiros as coordenadas retangulares (cartesianas) (Figura 6. N (norte) ORDENADAS Y O eixo horizontal indica as medidas positivas a partir de um ponto zero para O eixo vertical indica as medidas positivas a partir de um ponto zero para Norte X A DI ST ÂN CI A Y α Y X O X ABCISSAS Figura 6. com a referência e a distância “d” existente entre “O” e “A”. “y” ou Eixos das Ordenadas.1.6.6 – COORDENADAS CARTESIANAS E POLARES 6. é chamado de Eixo “E”.6.9 – Coordenadas Cartesianas E (leste) 6. estes dois valores.

Pastana 84 . Ao ponto “O”.7 – COORDENADAS RETANGULARES Se tivermos um sistema cartesiano (eixos perpendiculares num plano). QUADRANTE X = (-) Y = (-) Figura 6. N 1o.11 – Coordenadas Retangulares Topografia Prof. e também centro de irradiação. “A” do mesmo é determinado pelas suas projeções “Xa” e “Ya” sobre os eixos. conforme figura 6.10 – Coordenadas Polares 6. e à direção de referência Figura 6. chama-se pólo. QUADRANTE X = (-) Y = (+) yA X A(x A. sendo A origem “O” divide ambos os eixos em dois segmentos. QUADRANTE X = (+) Y = (-) E 3o. QUADRANTE X = (+) Y = (+) 2o. e os eixos dividem o plano em quatro (4) quadrantes.N (norte) Y A EIXO POLAR α DI ST ÂN CI A X O E (leste) “eixo polar”.11. Carlos Eduardo T.y A) α Y d Y X O xA 4o. qualquer ponto “Xa” a abscissa e “Ya” a ordenada.

6) 6. obtêm-se somando absolutas de “C” representam-se por “Xc” e “Yc” (Figura 6.5) e (6. mas o levantamento de um ponto com o “C” tem de ser feito a partir de um ponto “B” cujas coordenadas tenham sido previamente calculadas. N (norte) para achar as de “C” temos de agir do seguinte modo: Supõe-se traçado por “B” um algebricamente às absolutas de “B” às relativas de “C” em relação a “B”. denominada absolutas.6): ∆X O− A = d × senα ∆YO− A = d × cosα (6. Carlos Eduardo T. Calculam-se as coordenadas denominadas parciais ou relativas de “C”.12).Do triângulo OAyA deduz-se as fórmulas que nos servem para calcular as coordenadas retangulares ou cartesianas de um ponto do plano. As coordenadas de “C” em relação a “A”.5) (6. num levantamento topográfico não se pode fazer o levantamento de todos os pontos a partir de uma só estação. Mas sistema de eixos paralelos ao geral que passa por “A”.8 – COORDENADAS RELATIVAS E ABSOLUTAS Normalmente. Pastana 85 . Calcula-se primeiramente as coordenadas do ponto “B” aplicadas a esses eixos. em relação a “B”.12 – Coordenadas Relativa e Absolutas Topografia Prof. em função das polares correspondentes: Para o cálculo das projeções nos eixos x e y da linha O-A utilizamos as fórmulas (6. As coordenadas Y Y C ∆y ∆x BC BC d BC X B dB A ∆y AB O AB OBC E (leste) A ∆x AB X Figura 6.

00 × 0. 64.279).000 + 100.604 m ∆YAB = YB − YA = d × cos Az AB YB − 0. YC).279 m Portanto.Onde: OAB = 50o OBC = 330o dAB = 100. 3) Cálculo da coordenada cartesiana do ponto C (XC. partindo do ponto B cujas coordenadas foram calculadas acima. X C − 76.604 m Topografia Prof.00 × 0. Pastana 86 . Das fórmulas (6.000 + 100.00 × sen(50o 00'00") X B = 0.000 = 100.76604 = 76.00 × (−0.64279 = 64. Resolução: 1) Dos dados fornecidos pode-se afirmar: O Azimute da linha A-B = 50º00’00” O Azimute da linha B-C = 330º00’00” sistema cartesiano. pois o ponto A está na origem do ∆X AB = X B − X A = d × senAz AB X B − 0. Carlos Eduardo T. dBC = 42.604 + 50.00 × cos(50o 00'00") YB = 0.604 = 50.50000) X C = 51.00 metros.5) e (6.6) determina-se: As coordenadas do ponto A (0.000).604 . 2) Cálculo da coordenada cartesiana do ponto B (XB.00 × sen(330 o 00'00" ) X C = 76.00 metros.000 .000 = 100. 0. YB). o ponto B terá as coordenadas: B (76.

deve-se utilizar sempre o rumo da linha (Figura 6. pela fórmula 6. para evitar confusões. N (norte) (90 .RUMO) Y O ∆x AB B (XB. calcular a orientação da reta que os une e a distância reduzida que os separa.13 – Orientação entre dois pontos dados por coordenadas O valor numérico do rumo é obtido. YB) dAB RUMO ∆y AB E (leste) A (XA. o ponto C terá as coordenadas: B (51. observando-se a figura 6. YA) X Figura 6.9: Topografia Prof.00 × cos(330o 00'00" ) YC = 64.1. – ORIENTAÇÃO ENTRE DOIS PONTOS DADOS POR COORDENADAS Como norma geral.00 × (0. Carlos Eduardo T.604 . em valor absoluto. 6.279 + 50. 6.86603) YC = 107.7.580).9 – CONVERSÃO DE COORDENADAS CARTESIANAS A POLARES Freqüentemente surge um topografia o problema de.279 = 50.13).580 m Portanto. 107.9. dados dois pontos pelas suas coordenadas cartesianas. Pastana 87 .YC − 64.

tg (rumo) = Onde ∆X AB ∆YAB (6.2. QUADRANTE = NE SE SW NW Azimute = Rumo Azimute = 180º .7) rumo = rumo da linha ∆X AB = X B − X A ∆YAB = YB − YA Portanto: rumo = arctg = ∆X AB ∆YAB (6.9.Rumo Azimute = 180º + Rumo Azimute = 360º . QUADRANTE = 4o.8) O valor obtido nos fornece apenas o valor numérico do rumo.1 – Relação entre Rumo e Azimute 6. QUADRANTE = 3o. Pastana 88 . Para se obter o quadrante. • – DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS DADOS POR COORDENADAS LEI DOS SENOS: d AB ∆X AB ∆Y AB = = 1 sen(rumo) sen(90 o − rumo) • LEI DOS COSSENOS (PITÁGORAS). Carlos Eduardo T.1 que apresenta também a conversão de rumo para azimute: ∆X > 0 ∆X > 0 ∆X < 0 ∆X < 0 ∆Y > 0 ∆Y < 0 ∆Y < 0 ∆Y > 0 1o. QUADRANTE = 2o.9) (6.7 que se encontra resumida na Tabela 6. deve-se verificar a figura 6.10) Topografia Prof. 2 2 d AB = ∆X AB + ∆Y AB (6.Rumo Tabela 6.

CÁLCULO DA ÁREA DO POLÍGONO. DISTRIBUIÇÃO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR. TABELA DE CAMPO. MEMORIAL DESCRITIVO: Topografia Prof. DETERMINAÇÕES DOS AZIMUTES. A partir do levantamento de campo. DETERMINAÇÕES DAS COORDENADAS TOTAIS. composto dos ângulos à direita (sentido horário. descreve-se os passos necessários para a compensação da planilha. tomou-se um exemplo onde foram efetuados os diversos passos necessários para o cálculo de uma planilha completa. composto de: • • • • • • • • • • • DETERMINAÇÃO DO ERRO DE FECHAMENTO ANGULAR (Efa). Os passos necessários são descritos neste capítulo. azimute (magnético ou verdadeiro) da linha inicial e distância entre os pontos. Carlos Eduardo T. CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR ABSOLUTO (Ef). DETERMINAÇÕES DOS PONTOS MAIS A OESTE (W) E MAIS AO SUL (S). CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR RELATIVO (M).CAPÍTULO 7 SEQÜÊNCIA DE CÁLCULOS DE UMA POLIGONAL REGULAR 7 – SEQÜÊNCIA DE CÁLCULOS DE UMA POLIGONAL REGULAR Para a demonstração da seqüência de cálculos de uma poligonal regular pelo método do caminhamento. Pastana 89 . CÁLCULOS DAS COORDENADAS PARCIAIS (x. y).

50 OPERADOR: OBSERVAÇÕES: Planilha 7.10 439.75 607. NOTAS: (1) (2) (3) PONTOS DE RÉ PARA VANTE NO SENTIDO HORÁRIO. Carlos Eduardo T. determinar a área da poligonal e desenhar a área.1.60 702. ANGULO HORIZONTAL À DIREITA ÂNGULO 7 1 2 3 4 5 6 7 2 1 3 2 4 3 5 4 6 5 7 6 1 125o 19’ 00” 250o 38’ 20” 125o 19’ 10” INSTRUMENTO UTILIZADO: 59o 19’ 20” 211o 49’ 00” 74o 42’ 40” 198o 11’ 00” 60o 50’ 00” 169o 49’ 20” 118o 38’ 50” 63o 37’ 50” 149o 25’ 20” 36o 22’ 20” 121o 39’ 50” 339o 38’ 50” 59o 19’ 25” 211o 48’ 55” 74o 42’ 40” 198o 11’ 10” 60o 49’ 55” 169o 49’ 25” 40o 10’ 00” 878.90 611.EXEMPLIFICANDO: Para o levantamento dado pela Planilha 7. efetuar os cálculos necessários. DADOS DE CAMPO: SERVIÇO: FAZENDA: (1) EST. Topografia Prof. Para L0 = 0o ⇒ α1 = L1 PONTOS ONDE ESTACIONAMOS O TEODOLITO. determinar as coordenadas totais ou de Gauss. LEITURA DO ÂNGULO SIMPLES (α1 = L1 − L0 ). PROPRIETÁRIO: (2) (3) SIMPLES (4) DOBRADO (5) MÉDIO (6) AZIMUTE (m) (7) DISTÂNCIA P.V.1 – Planilha de Campo pelo Método do Ângulo Dobrado.95 894. Pastana 90 .65 385.

COLUNA DAS DISTÂNCIAS. fazse uma verificação do fechamento angular.Para ângulos internos (Ai): ∑ A = 180 ( n − 2) i o (7. ÂNGULOS HORÁRIOS MÉDIOS 59o 19’ 25” 211o 48’ 55” 74o 42’ 40” 198o 11’ 10” 60o 49’ 55” 169o 49’ 25” 125o 19’ 10” 900o 00’ 40” Os valores teóricos são dados pelas fórmulas (7. têm-se ângulos internos à direita.(4) (5) (6) (7) LEITURA DO ÂNGULO DOBRADO (α 2 = L2 − L1 ). onde n = 7.1) b . 7.Para ângulos externos (Ae): ∑A e = 180o ( n + 2) (7. ∑A i = 180 o (7 − 2) = 900 o 00'00" Topografia Prof.1) e (7. Carlos Eduardo T.2) Onde: n = número de vértices da poligonal Para o exemplo. Pastana 91 .1 – DETERMINAÇÃO DO ERRO DE FECHAMENTO ANGULAR (Efa) Após a leitura dos ângulos à direita da poligonal (internos ou externo). DETERMINAÇÃO DO ÂNGULO HORIZONTAL MÉDIO (α = COLUNA DOS AZIMUTES OU RUMOS. α1 + α 2 2 ).2): a .

1 2 3 4 5 6 7 ÂNG.3) (7.4) quando o ângulo medido é externo: Efa = ∑ ACAMPO − ∑ Ai Efa = ∑ ACAMPO − ∑ Ae ou (7.Sabe-se que o erro de fechamento angular (Efa) e dado pela fórmula (7. Corrigindo-se os ângulos onde indicado na tabela a seguir.5).5) m = 20” (precisão angular do aparelho). À DIREITA 59o 19’ 25” 211o 48’ 55” 74o 42’ 40” 198o 11’ 10” 60o 49’ 55” 169o 49’ 25” 125o 19’ 10” CORREÇÃO (*) .4) Portanto: Efa = 900 o 00'40"−900o 00'00" = 40" Como o aparelho utilizado no levantamento é da marca TOP CON com precisão angular de 20”. n = 7 (número de vértices da poligonal). DIREITA CORRIGIDO 59o 19’ 20” 211o 48’ 40” 74o 42’ 40” 198o 11’ 10” 60o 49’ 40” 169o 49’ 20” 125o 19’ 10” ∑ 900o 00’ 40” -40” 900o 00’ 00” (*) DISTRIBUIÇÃO ALEATÓRIA.3) quando o ângulo medido é interno. tem-se que o erro de fechamento angular admissível é dado pela fórmula (7. Topografia Prof. ou pela fórmula (7. Pastana 92 . tem-se: EST. DeveComo Efa < se voltar para o campo e determinar onde está o erro de fechamento angular. Se o Efa > Efa o levantamento NÃO SATISFAZ o fechamento angular. Carlos Eduardo T. Portanto: IMPORTANTE: Efa = m n = 20" 7 ≅ 53" Efa o levantamento satisfaz o fechamento angular. Efa = m n onde (7.5” -15” 0” 0” -15” -5” 0” ÂNG.

7. Pastana 93 . Azn = Azn-1 +An ±180º Parte-se do azimute da linha 1-2. Az1-2=40º 10’00”. obtendo-se os respectivos azimutes das linha.2 – DETERMINAÇÕES DOS AZIMUTES Para o cálculo dos azimutes a partir dos ângulos à direita.4) Para obter-se o azimute do alinhamento 2-3. Carlos Eduardo T.4) demonstrada no Capítulo 3. procede-se utilizando-se a fórmula (3. A seguir demonstra-se os cálculos: AZIMUTE Ângulo 2 AZIMUTE Ângulo 3 1-2 + 2-3 + + AZIMUTE Ângulo 4 AZIMUTE 3-4 + 40o 211o 180o 71o 74o 180o 360o 198o 10’ 48’ 00’ 42’ 58’ 00” 40” 00” 40” 40” (3) (4) (1) (2) -33o 00’ 00’ 11’ 41’ 18’ 40” 00” 00” 20” 326o 180o 344o 180o 225o 180o 215o 180o 160o 59o 180o 40o 125o 169o 00’ 52’ 00’ 49’ 10” 00” 30” 00” (5) Ângulo 5 AZIMUTE Ângulo 6 AZIMUTE Ângulo 7 AZIMUTE Ângulo 1 AZIMUTE 4-5 + 5-6 + 60o 49’ 42’ 40” 10” (6) 00’ 31’ 19’ 00’ 19’ 50’ 20” 00” 30” (7) 6-7 + 10” 00” 40” (8) 7-1 + 1-2 20” (9) 00’ 10’ 00” 00” Topografia Prof. Procede-se assim para cada vértice do polígono. soma-se ao azimute de 1-2 o ângulo a direita no ponto 2 e subtrai-se 180º . (3.

Carlos Eduardo T. Ângulo à direita em 5. calcula-se para cada alinhamento as suas coordenadas relativas a um sistema cartesiano local localizado no primeiro ponto do alinhamento (Figura 7.y) Utilizando-se o conceito de coordenadas polares. Como o azimute negativo.50 4. 7. soma-se 360o.NOTAS (1) (2) (3) Ângulo à direita em 2.95 894. prepara-se a tabela com os alinhamentos. Portanto: LINHA AZIMUTE DISTÂNCIA E(+) COORDENADAS PARCIAIS W(-) N(+) X Y S(-) 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-1 SOMA 40o 10’ 00” 71o 58’ 40” 326o 41’ 20” 344o 52’ 30” 225o 42’ 10” 215o 31’ 30” 160o 50’ 40” 878. Ângulo à direita em 6.75 607. Ângulo à direita em 3.3 – TABELA DE CAMPO Com os dados obtidos.1). seus azimutes (ou rumos) e distâncias para seqüências dos cálculos analíticos. (4) (5) (6) (7) (8) (9) Ângulo à direita em 4. Portanto.4 – CÁLCULO DAS COORDENADAS PARCIAIS (x.45 7.10 439. Ângulo à direita em 1. Azimute inicial medido no campo. para o alinhamento 1-2 tem-se: Topografia Prof.65 385.60 702. Ângulo à direita em 7.90 611.520. Pastana 94 .

10 × sen ⋅ ( 40 O10'00" ) X 2 = 566.10 m Az1-2 = 40º10’00” Cálculos: ∆X 1− 2 = X 2 − X 1 = L1− 2 × sen ⋅ ( Az1− 2 ) X 2 − 0.10 × cos⋅ (40 O10'00" ) Y2 = 671.000 = 878.N (norte) ORDENADAS Y X 1-2 2 Y1-2 L1 -2 Y1-2 Az 1-2 ABCISSAS X 1 X 1-2 E (leste) Figura 7.7) Linha 1-2 Dados: L1-2 = 878.1 em função do sinal: Topografia Prof.386 m ∆Y1− 2 = Y2 − Y1 = L1− 2 × cos⋅ ( Az1− 2 ) Y2 − 0.019 m IMPORTANTE: Para os cálculos das coordenadas parciais. adota-se as coordenadas dos pontos de partida igual a zero. Pastana 95 .1 – Cálculo das Coordenadas Parciais Tem-se que: ∆X 1− 2 = L1− 2 × sen ⋅ ( Az1− 2 ) ∆Y1− 2 = L1− 2 × cos⋅ ( Az1− 2 ) (7.6) (7. O valor calculado em função do Azimute será distribuído na tabela 7. Carlos Eduardo T.000 = 878.

205 372.546 498. anda-se 1.sen( Az n −n +1 ) > 0. partindo da estaca “1”.206 1. A diferença obtida é uma distância de 0.090 355.885 100. (Figura 7.45 293.000 →Coordenada Parcial Y → N(+) • Para cos( Az n − n +1 ) < 0. recebendo o Analogamente para os valores Y obtemos o valor do ERRO EM Y (ey) igual a 0.206 metros.277.2). não atingindo a estaca de origem (“1”).006 587.387 Y S(-) 326o 344o 225o 215o 160o 424.617 566.728 metros deste nome de ERRO EM X (ex).579 X COORDENADAS PARCIAIS W(-) N(+) 671.000 →Coordenada Parcial X → E(+) • Para sen( Az n − n +1 ) < 0. Pastana 96 . Analogamente para todos os alinhamento obtém-se a tabela 7.1: LINHA 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-1 SOMA AZIMUTE 40o 71o 10’ 00” 58’ 40” 41’ 20” 52’ 30” 42’ 10” 31’ 30” 50’ 40” DISTÂNCIA E(+) 878. ponto.50 4.019 136.5 – CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR ABSOLUTO (Ef) A soma dos valores X para leste (E) resultou 1. Carlos Eduardo T.520.277.767.043 844.65 385. Logo: Topografia Prof.60 702.206 metros.1 – Cálculo das Coordenadas Parciais 7. Isto significa que.945 metros.032 385. a distribuição dar-se-á pelos quadrantes.000 →Coordenada Parcial Y → S(-) • Para Se utilizar-se dos valores dos rumos para o cálculo das Coordenadas Parciais.10 439.934 metros.934 metros para leste (E) e retorna-se para oeste (W) apenas 1.516 1.766.90 611. cujo valor é denominado de erro cometido no eixo X.562 Tabela 7.277.000 →Coordenada Parcial X → W(-) • Para cos( Az n − n +1 ) > 0.386 418.277.277.95 894. enquanto que a soma dos valores X para oeste (W) foi de 1.973 1.277.652 435.934 1.75 607.

206 = 0.9) ey = 1766.7282 + 0. será necessário determinar-se o Erro de Fechamento Linear (P).945 m Com os valores ex e ey.Y e x = 0. conforme relacionado a seguir: Relativo (M).728m 1’ X ey =0. ex = ∑ E − ∑W ∑N −∑S (7. por PITÁGORAS. Este erro é a comparação do erro absoluto (Ef) com o perímetro Ef 1.9452 = 1.934 − 1277 .11) Topografia Prof.728 m • Erro em y: ey = (7.562 = 0.2 – Cálculo do Erro de Fechamento Linear Absoluto (Ef). calculamos o erro de fechamento linear absoluto (Ef). Portanto: Ef = ex 2 + ey 2 Ef = 0.945m Ef 1 (ponto origem) • Erro em x: Figura 7.00 m Portanto: → → M= P Ef P M (7.10) 7. Carlos Eduardo T.193 m (7.6 – CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR RELATIVO (M) Para que ter-se uma idéia da precisão do levantamento topográfico realizado. Pastana 97 .8) ex = 1277 .617 − 1767 .

789 Ef = 1.000. C x1−2 ex = ∆X 1−2 ∑ x Onde: Cx1−2 = ∆X 1−2 = É a correção que deve ser feita na abscissa do lado 1-2. os erros de fechamento linear relativo são pequenos.7 – DISTRIBUIÇÃO DO ERRO DE FECHAMENTO LINEAR Quando o erro é superior ao limite aceitável. conforme fórmulas 7.520. 7. Já o segundo leva em consideração o perímetro da poligonal.789 . Ou seja: Portanto: ∑x = ∑ x = ∑ E + ∑W . Para poligonais levantadas com bússola. É o erro em x. quer seja para leste (E) ou para ex = oeste (W). a tolerância de erro de fechamento linear relativo é de 1:1. a tolerância é em geral maior. o erro foi de 1. com a corrente de agrimensor.193 m O erro relativo cometido foi de 1:3. ficando em torno de 1:10. Para estações totais. ou seja. porém.13. Quando. conforme definido nos termos da proporção a seguir. É a abscissa do lado 1-2. ou seja 1:500.Para o exemplo: Logo: P = 4. Estudaremos neste curso apenas o primeiro método. O primeiro as correções devem serem feitas nas abscissas (ou ordenadas) dos lados em função das somatórias das projeções nos eixos das abscissas (ou ordenadas). Pastana 98 .12 e 7.789 metros de perímetro. Topografia Prof.45 m M ≅ 3. o erro é aceitável. Quando se faz levantamentos de poligonais com medidas obtidas com diastímetro (trena de aço ou corrente) e medidas de ângulos com trânsito (aparelhos capazes de ler até um minuto sexagesimal). Carlos Eduardo T. ainda assim. Dois sistemas podem ser utilizados. é necessário distribuir este erro. pois não podemos prosseguir no cálculo do polígono enquanto ele não fechar.00 metro para cada 3. só resta o recurso de refazer o trabalho total ou parcialmente. É a soma de todas as abscissas.000.

652 × Cx5-6 = 435. 0.555.617 +0.945 3534.226.555. = 0.516 × 0.728 2.029. 0.114 -0.579 293.277.110.161 -0. = 0.006 × Cy3-4 = 587.546 × Cy6-7 = 498.555. Topografia Prof.652 435. = 0. Pastana 99 . Ou seja: ∆Y1− 2 = ey = ∑y = ∑ y = ∑N + ∑S .945 3534.945 3534.140 0. 0.885 × Cx4-5 = 100.114.161. É a soma de todas as ordenadas.157 +0.119.277.728 2.387 424. = 0.100 S(-) Cy 566.179 +0.124 +0. temos: ex × ∆X 1− 2 x ∑ ey × ∆Y1−2 y ∑ (7.110 +0.387 × Cy5-6 = 424.019 136. = 0.945 3534. quer seja para norte (N) ou para sul (S).179 .084.767.555. Cy1-2 = 671.019 × Cy2-3 = 136.140 0.090 355.555.090 × Cx6-7 = 355.473 -0.124.119 385.C x1− 2 = Analogamente para o eixo y.157.945 3534.555.728 2.364 1.179 .084 -0. É o erro em y.579 × Cx7-1 = 293.006 +0.140 0.133 -0. = 0. 0.100.043 844. = 0.728 2. 0.206 Cálculos: Cx1-2 = 566.140 0. = 0.562 -0.179 .728 2.140 0.029 +0.101.032 587.133. 0.101 +0. É a ordenada do lado 1-2.205 × Cy4-5 = 372.179 .386 418.032 × Cx3-4 = 385.546 498.386 × Cx2-3 = 418. = 0.973 1.140 0.555.973 × 0.226 -0.13) É a correção que deve ser feita na ordenada do lado 1-2.728 2.036 +0.140 = 0.472 Cy +0.205 372. Carlos Eduardo T.364 1. = 0.179 .043 × Cy7-1 = 844. Para o exemplo tem-se: Coordenadas parciais Linha E(+) 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-1 Soma X Cx -0.728 2.179 .945 3534.945 3534.179.766. = 0.179 .12) C y1−2 = Onde: C y1−2 = (7.516 1.885 100.036. = 0.934 Y W(-) Cx N(+) 671. = 0.

570 1.198 + 136.355.000 Y + 671.394.602 + 372.000 0.747 .680 + 293.225 417.497.432 Topografia Prof.680 X W(-) N(+) 671.042 + 807.240 + 587.100. Adotando-se como origem provisória o ponto 1.995 + 598.138 .248 .277.432 0.432 + 1.362 372. é vantajoso que conheçamos qual de suas estacas é a que está mais a OESTE (W) e mais ao SUL (S).198 136.747 1.424.844.293. Coordenadas parciais corrigidas Linha E(+) 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-1 Soma 293.089 566.214 + 62.042 587.225 + 566.198 .432 497.143 .767.995 100.000 + 566.767.487 424.362 + 1. Com isso todas as coordenadas totais estarão no primeiro quadrante.089 .910 844. atribuí-se a esta estaca o valor igual a zero.342. Pastana 100 .8 – DETERMINAÇÃO DO PONTO MAIS A OESTE (W) E MAIS AO SUL (S) Tanto para o cálculo da área de um polígono como para desenhá-lo. Carlos Eduardo T.681 + 497.570 1.767.089 Y S(-) 7.487 + 1.435.747 0.432 1.385.000 + 671.681 435.913 385.913 + 984.Determinação das coordenadas parciais corrigidas. Portanto: ESTACA 1 2 3 4 5 6 7 1 X 0.657 .910 + 844.225 + 417.462 .214 355.277.

o menor valor (- 7.1. nessa acumulação algébrica.681 + 790.277. Carlos Eduardo T.435. porque apresentou.385.680 . Pastana 101 .225 + 859.355. ESTACA 7 Coordenada X da Linha 7-1 1 Coordenada X da Linha 1-2 2 Coordenada X da Linha 2-3 3 Coordenada X da Linha 3-4 4 Coordenada X da Linha 4-5 5 Coordenada X da Linha 5-6 6 Coordenada X da Linha 6-7 7 X 0. tomando-se um ponto qualquer como origem.432). O ponto mais a oeste (+W) é a estaca “7”.432 + 566.432 + 293.000 Topografia Prof.000 + 293.575 . porem.995 + 891.293. 7. Já o ponto mais ao sul (+S) é a estaca “1”.680 0.657 + 417.9. por ser o menor valor (0.000).894 .9 – DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS TOTAIS As coordenadas totais são as acumulações algébricas das coordenadas parciais.100. – DETERMINAÇÃO DAS ABCISSAS (X) As abscissas totais são as acumulações algébricas das abscissas parciais. a partir do ponto mais ao oeste.913 + 1.214 + 355.570 . usa-se o ponto mais a oeste e mais ao sul como tal.

desenvolveremos apenas o mais utilizado. a partir do ponto mais ao sul.342. Carlos Eduardo T.487 + 1.042 + 807.394.2.240 1.767.424.497.844.680 0.657 1.657 844.570 891.198 807.747 7.089 1.432 859. ou seja.894 355.9.747 0.7.575 790.240 + 587.198 + 136. ESTACA 1 2 3 4 5 6 7 1 Y 0.000 Portanto: ESTACA 1 2 3 4 5 6 7 COORDENADAS TOTAIS X 293.602 1.000 671.089 .657 .362 + 1.198 + 671.000 Y 0.277.10 – CÁLCULO DA ÁREA DO POLÍGONO Entre os diversos processos geométricos e trigonométricos de cálculo de área de polígonos. – DETERMINAÇÃO DAS ORDENADAS (Y) As ordenadas totais são as acumulações algébricas das ordenadas parciais. o Topografia Prof. Pastana 102 .342.602 + 372.394.747 .767.432 + 1.910 + 844.000 + 671.

– DEDUÇÃO DA FÓRMULA abscissas totais dos pontos. 5-E. 4-D. 4’-4. Y N 5’ X5 5 4’ 6’ X6 6 X 4 4 Y 5 Y6 7=7’ 3’ X X3 3 2 2’ 2 Y 4 Y7 Y3 Y 2 1’ G X 1 X 1=A F E B D C Figura 7. 2’-2.10. Carlos Eduardo T. 6-F e Na (Figura 7. 5’-5. 3’-3. Pastana 103 . 7.3 – Cálculo da Área da Poligonal Topografia Prof. 3-C. 6’-6 e 7’-7 são as 7-G são as ordenadas totais dos mesmos pontos. também chamado de coordenadas dos vértices ou de Gauss.processo das coordenadas totais.3).1. 2-B. e as distâncias 1-A. as distância 1’-1.

657 = 844.7’ ..000 POSITIVOS 293. Carlos Eduardo T.767.1’ Mas as áreas parciais são dadas pela fórmula: área 1’.680x 0.432 859.6.3.089 = 1.área 5’.277.657 844.570x 891.089 1.área 6’.432x 859..40 1061899.767.240 1.área 7’.000 = 671.240 = 1. NEGATIVOS 2 COORDENADAS TOTAIS X Y PRODUTOS NEGATIVOS 7.657x 1.610.342.570x 891.240 = 1.50 3.000 671.894x 355.5.657 1.657 = 844.3.5’ .4.1.Área do polígono: A = área 1’.4.80 SOMATÓRIO 5.394. Pastana 104 .767.575x 790.40 628518.43 719715.198 = 807.453.80 Topografia Prof.432 0.61 0.894 355.6.277. POSITIVOS − ∑ PRODUTOS .000x 293.70 1575492.3’ + área 3’.14) X 2 + X1 X + X2 X4 + X3 × ( Y2 − Y1 ) + 3 × ( Y3 − Y 2 ) + × ( Y 4 − Y3 ) 2 2 2 X + X4 X6 + X5 X7 + X6 X + X7 + 5 × ( Y5 − Y 4 ) + × ( Y 6 − Y5 ) + × ( Y7 − Y6 ) + 1 × ( Y1 − Y 7 ) 2 2 2 2 A= Efetuando-se os produtos: 2 A = ( X 2 Y 2 − X 2 Y1 + X 1 Y 2 − X 1 Y1 ) + ( X 3 Y 3 − X 3 Y 2 + X 2 Y 3 − X 2 Y 2 ) + ( X 4 Y 4 − X 4 Y3 + X 3 Y 4 − X 3 Y3 ) + ( X 5 Y5 − X 5 Y 4 + X 4 Y5 − X 4 Y 4 ) + ( X 6 Y 6 − X 6 Y5 + X 5 Y 6 − X 5 Y5 ) + ( X 7 Y 7 − X 7 Y 6 + X 6 Y 7 − X 6 Y6 ) + ( X 1 Y1 − X 1 Y 7 + X 7 Y1 − X 7 Y 7 ) Simplificando e agrupando os termos positivos de um lado e os negativos de outro: Ou: 2A = ( X1Y2 + X2Y3 + X3Y4 + X4Y5 + X5Y6 + X6Y7 + X7Y ) −( X2Y + X3Y2 + X4Y3 + X5Y4 + X6Y5 + X7Y6 + X1Y7 ) 1 1 A= Ou: ∑ X Y −∑ X i=1 i i+1 i=1 n n i+1 i Y 2 para X n+1 = X1 e Yn+1 = Y1.4’ + área 4’.6’ .000 = 196950.894x 355.000x 671.593.277.747 = 0. – CÁLCULO DA ÁREA EST.2’ = Analogamente: X 2 + X1 × ( Y2 − Y1 ) 2 (7.000 293.198 807.1.575 790.342.10.747 0. A= ∑ PRODUSTOS .22 0.089 = 1.680 0.602 = 1.747 = 0.97 693949. 1 2 3 4 5 6 7 1 293.198 = 807.2.342.1.7.40 300459.00 859.575x 790.570 891.680x 0.2.657x 1.394.5.394.7.2.2.432x 0.556.00 857502.52 1781701.00 247875.602 = 1.2’ + área 2’.00 1102982.602 1.

Coordenadas Totais 7.593.11.929.570 891.432 859.767.894 355.2) (13.11 – DETERMINAÇÕES DAS DISTÂNCIAS E AZIMUTES (OU RUMOS) CORRIGIDOS Partindo da tabela de Coordenadas Totais apresentada na tabela 7.342.1) ∆X = X n+1 − X n ∆Y = Yn+1 − Yn • Cálculos: Distância 1-2 X1 = 293. Pastana 105 .000 671.50 − 3556.602 1.089 1. – DETERMINAÇÕES DAS DISTÂNCIAS • Distâncias: d1−2 = ∆X 2 + ∆Y 2 Onde: (13. Ou 42.657 1.240 1. 5.680 0. Carlos Eduardo T. 7.394.575 790.Logo: A= . = 1026.198 807.2 .610.80 .43 alqueires paulista.000 Y 0.3) Topografia Prof.6929 hectares.90 m2 2 Ou 102.453.657 844.2.1.432 Y1 = 0 (13.277.747 Tabela 7. não podemos esquecer que os seguintes cálculos já foram realizados: ESTACA 1 2 3 4 5 6 7 COORDENADAS TOTAIS X 293.

747 ∆Y = -497.60 ∆Y = 587.57 ∆X= 417.68 Y6 = 1.657 ∆X= 566.394.66 Y7 = 844.26m Topografia Prof.277. Pastana 106 .432 d 2−3 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 439.747 X1 = 293.681 Y4 = 1.767.487 d1−2 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 878.90m Distância 4-5 Distância 7-1 X7 = 0 Y7 = 844.840m d 6−7 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 611.225 Y2 = 671.432 ∆X = 293.747 Y1 = 0 ∆Y = -844.042 d 4−5 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 385.767. Carlos Eduardo T.214 Y5 = 1.394.342.24 Y4 = 1.362 d 5−6 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 607.91 d 3−4 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 702.66 ∆Y = -424.575 X5 = 790.57 X4 = 891.894 ∆X = -100.50m Distância 3-4 X3 = 1.24 ∆Y= 136.432 d 7 −1 = ∆X 2 + ∆Y 2 = 894.60 Y5 = 1.575 ∆X = -385.91m Distância 6-7 X6 = 355.68 ∆X = -435.198 X4 = 891.995 Y3 = 807.85m Distância 5-6 X5 = 790.894 X6 = 355.342.09 ∆Y = 372.198 Y3 = 807.13m Distância 2-3 X2 = 859.657 X3 = 1.68 X7 = 0 ∆X = -355.198 ∆Y= 671.X2 = 859.277.913 Y2 = 671.09 Y6 = 1.

198 α1−2 = arctg Como 566.198 ∆Y R1-2 = 40º 09’ 04” NE ∆X > 0 e ∆Y > 0 ⎯TABELA⋅13.2.7.042 Topografia Prof.4) Para determinação do Rumo ou Azimute de cada linha utilizar o procedimento resumido na tabela 7.15109698º 671.2 → ⎯⎯⎯ ⎯ Az1-2 = 40º 09’ 04” Rumo ou Azimute 2-3 X2 = 859.277.11.3.3 – Determinação de Rumos ou Azimutes Rumo ou Azimute 1-2 X1 = 293. Carlos Eduardo T.24 ∆Y= 136.225 ∆Y = 671. ∆X ∆X > 0 ∆X > 0 ∆X < 0 ∆X < 0 ∆Y ∆Y > 0 ∆Y < 0 ∆Y < 0 ∆Y > 0 Quadrante NE SE SW NW R = αNE R = α SE R = αSW R = α NW Rumo Az = α Az = 180 o − α Az = 180o + α Az = 360o − α Azimute Tabela 7.432 X2 = 859.198 Y3 = 807.198 ∆X= 566.225 ∆X = arctg = 40.657 Y1 = 0 Y2 = 671.57 ∆X= 417. – DETERMINAÇÕES DOS RUMOE E AZIMUTES • Rumos e Azimutes: α = arctg ∆X ∆Y (13.913 Y2 = 671. Pastana 107 .657 X3 = 1.

2 → ⎯⎯⎯ ⎯ Az3-4 = 326º 41’ 18” Rumo ou Azimute 4-5 X4 = 891.α 2−3 = arctg Como ∆X 417.362 α 3−4 = arctg Como ∆X − 385. Carlos Eduardo T.767.394.681 Y4 = 1.12527419º ∆Y 372.60 ∆Y= 587. Pastana 108 .894 X6 = 355.432 Topografia Prof.96852807º ∆Y 136.362 R3-4 = 33º 18’ 42” NW ∆X < 0 e ∆Y > 0 ⎯TABELA⋅13.66 ∆Y= -424.09 Y6 = 1.31160212º ∆Y 587.214 Y5 = 1.767.995 Y3 = 807.09 ∆Y= 372.681 = arctg = -15.394.042 R2-3 = 71º 58’ 07” NE ∆X > 0 e ∆Y > 0 ⎯TABELA⋅13.2 → ⎯⎯⎯ ⎯ Az2-3 = 71º 58’ 07” Rumo ou Azimute 3-4 X3 = 1.894 ∆X= -100.995 = arctg = -33.575 X5 = 790.68 ∆X= -435.342.913 = arctg = 71.2 → ⎯⎯⎯ ⎯ Az4-5 = 344º 52’ 29” Rumo ou Azimute 5-6 X5 = 790.57 X4 = 891.24 Y4 = 1.487 R4-5 = 15º 07’ 31” NW ∆X < 0 e ∆Y > 0 ⎯TABELA⋅13.60 Y5 = 1.277.487 α 4−5 = arctg Como ∆X − 100.575 ∆X= -385.

910 e ∆X < 0 ∆Y < 0 ⎯TABELA⋅13. Pastana 109 .747 α 7−1 = arctg Como ∆X 293.680 = arctg = 35.2 → ⎯⎯⎯ ⎯ R6-7 Az6-7 = 35º 32’ 24” SW = 215º 32’ 24” Rumo ou Azimute 7-1 X7 = 0 X1 = 293.66 Y7 = 844.84 385.432 Y7 = 844.747 Y1 = 0 ∆Y= -844. Rumos e Azimutes corrigidos.53996363º ∆Y − 497.432 ∆X= 293.13 439.747 e ∆X > 0 ∆Y < 0 ⎯TABELA⋅13.90 894.2 → ⎯⎯⎯ ⎯ R7-1 Az7-1 = 19º 09’ 19” SE = 160º 50’ 41” Portanto: Linha 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-1 Distância (m) 878.α 5−6 = arctg Como ∆X − 435.68 X7 = 0.432 e ∆X < 0 ∆Y < 0 ⎯TABELA⋅13.71858731º ∆Y − 424. Carlos Eduardo T.4 – Distância.214 = arctg = 45.432 = arctg = -19.85 607. Topografia Prof.15522319º ∆Y − 844.91 α 6−7 = arctg Como ∆X − 355.68 Y6 = 1.91 611.50 702.26 Rumo Corrigido 40º 09’ 04” NE 71º 58’ 07” NE 33º 18’ 42” NW 15º 07’ 31” NW 45º 43’ 07” SW 35º 32’ 24” SW 19º 09’ 19” SE Azimute Corrigido 40º 09’ 04” 71º 58’ 07” 326º 41’ 18” 344º 52’ 29” 225º 43’ 07” 215º 32’ 24” 160º 50’ 41” TABELA 7.747 ∆Y= -497.342.00 ∆X= -355.2 → ⎯⎯⎯ ⎯ R5-6 Az5-6 = 45º 43’ 07” SW = 225º 43’ 07” Rumo ou Azimute 6-7 X6 = 355.

ou 42.8 70 SW 61 ” NE 8’ 07 71 5 SW 50 m 439.Observando-se as distâncias e Azimutes da Tabela 7.8 385 NE 7” ’0 43 m 45 7.3. ”N 13 E m 1 FIGURA 7. – CROQUI A GLEBA. Carlos Eduardo T. 3 NW o 19” 09’ 19 m SE . W ”N 42 8’ o 1 4m 33 SE 2.4 notaefetuadas.1 e o da Tabela 7.4 – Croqui da Área. N 5 NW o ’ 31” 5 07 5 m SE 1 . paulista.4.91 W 60 S 6 o 4 35 o 32 ’2 1.26 894 2 87 04 8.9 4” 0m NE 7 ÁREA = 102. Pastana 110 . SW 40 o 09 ’ o Topografia Prof.43 alq.6929 ha. se a existência de pequenas variações que são provenientes das correções 7.11. Após todos os cálculos tem-se o croqui apresentado na figura 7.

área) é A-2. de forma que os pontos não caiam fora do papel. • Fazer um reticulado (quadriculado) de lado igual a 10 cm. em X e em Y. deve-se observar que a direção Norte é referente ao eixo y. A-3. • Com a escala definida. ou seja. O desenho por coordenadas garantirá uma melhor 7. escolhida a escala do mesmo e define-se o tamanho do papel (A-4. através das coordenadas (topográficas ou UTM). das transferidor e escalímetro. O. abscissa e uma ordenada.F. determinar a variação de cada quadrícula em metros (10 cm é igual a quantos metros?). • As quadrículas devem ser referenciadas e denominadas por valores Topografia Prof.Y) ou (E. de posse dos cálculos das coordenadas (X. desenhar com precisão na realização do mesmo. devem-se seguir alguns procedimentos para a realização do desenho. – PROCEDIMENTOS PARA O DESENHO • De acordo com o tamanho do levantamento (extensão. Para o cadastro pode ser optativo.7.12. poligonais (vértices-estações) e cadastro (pontos levantados ocorrências físicas). Pastana 111 .N).1. inteiros e ficam na parte inferior/superior e direita/esquerda do desenho.12 – DESENHO TOPOGRÁFICO POR COORDENADAS Segundo (NETO. As coordenadas são marcadas como num sistema cartesiano (plano).) consiste em desenhar os elementos calculados e resultantes da caderneta. A-1 e A-0). • Devem-se observar as maiores e menores coordenadas. segundo orientação dos eixos cartesianos x e y. Carlos Eduardo T. Então.

Carlos Eduardo T. ares. que deverá mencionar: ♦. Pastana 112 . Município e Estado onde se encontra a área levantada. Distrito. e se os rumos ou azimutes são magnéticos ou verdadeiros. ♦. mudanças de direção na passagem de um lado para o outro (para direita ou para a esquerda).As deflexões.13 – ROTEIRO DO MEMORIAL DESCRITIVO Para o Memorial Descritivo de uma propriedade rural.A caracterização de cada lado: Topografia Prof.O sentido em que vai ser percorrido (horário ou anti-horário). ♦. ♦. centiares) e facultativamente em alqueires ou outra unidade de medida local. • A posição de um de seus vértices em relação a um ponto notório das vizinhanças. devemos relacionar as seguintes informações: • O nome da propriedade e do Bairro. ♦.Se as medidas (rumos ou azimutes e distâncias) são exatas ou aproximadas. obrigatoriamente em unidades métricas (hectares.N 3 2 4 5 1 SELO Figura 7. • Sua área. isto é.5 – Desenho 7.O ponto onde tem início. • A descrição do seu perímetro.

.. vale.pelos nomes dos confrontantes.2.pelo agente divisório (cerca.1.pelo comprimento dos lados.pelo seu rumo ou azimute (magnético ou verdadeiro). – TABELA DE COORDENADAS PARCIAIS CORRIGIDAS COORDENADAS PARCIAIS CORRIGIDAS LINHA E(+) x W(-) N(+) y S(-) SOMA Topografia Prof. .14 – TABELAS 7.14.. – TABELA DE COORDENADAS PARCIAIS COORDENADAS PARCIAIS LINHA E(+) Cx X W(-) Cx N(+) Cy y S(-) Cy SOMA 7. . . córregos.)..por outras menções esclarecedoras.14. 7. Carlos Eduardo T. . Pastana 113 .

419 Cx X W(-) Cx N(+) 25.14.7. Pastana mensurou o terreno a partir de um teodolito com precisão de 10”? Justifique 114 .15 – EXERCÍCIOS EXERCÍCIO 1 Sendo conhecidas e fornecidas as coordenadas parciais de uma poligonal.596 Cy Y S(-) Cy EXERCÍCIO 2 A caderneta abaixo descrita é fruto da mensuração de uma granja no interior de Estado de São Paulo. Se você fosso o dono da granja aceitaria os resultados apresentados. bem como as coordenadas gerais do vértice 1 (N= 235.958 42.749).957 37. Carlos Eduardo T. Pede-se calcular as coordenadas corrigidas da poligonal.922 20.271 30. as distâncias e o perímetro.3. pede-se calcular: a) Os azimutes.587 14. o erro de fechamento linear e a área da granja. uma vez que o topógrafo sua resposta.006 18.511 30. LINHA E(+) 1-2 2-3 3-4 4-5 5-1 SOMA 18. – TABELA DE COORDENADAS TOTAIS ESTACA X COORDENADAS TOTAIS Y 7. c) As coordenadas gerais dos demais vértices. Topografia Prof.918 e E=104. b) O erro linear e o erro relativo de fechamento.353 37.

cujos dados são dispostos abaixo: Linha AB BC CD Comprimento (m) Azimute 527.538. Calcule a informação requerida. NA = 415.235 Obs. Se houver.608 864.880 m.LINHAS 1-2 2-3 3-4 4-5 5-1 AZIMUTES 260o 29’ 30” 213o 04’00” 146o 13’ 15” 87o 58’ 15” 0o 27’ 00” DISTÂNCIAS (em cintas de 20 m) 34.493 33. Carlos Eduardo T.464 x 20.: A linha 1-2 tem a seguinte distância: 34.183. Linha AB BC CD Comprimento (m) Azimute 1025.0 9º06’ 925.496 Ângulo externo B = 279º11’49” Ângulo externo C = 322º59’37” Calcular as coordenadas de B e C sabendo que as de A são: EA = 112. verificando se devidas modificações para as coordenadas intermediárias.190 de A. Pastana 115 . Deve-se calcular a poligonal saindo das coordenadas há erros de fechamento nas direções E e N.0 261º41’ 1087. apresentando os resultados a seguir. para as de B.28 m.0 282º22’ DE 1250.934 28.625 54. e em seguida C.464 25. para finalmente fechar em A.00 = 689. dever ser aferidas as Topografia Prof.0 71º31’ EXERCÍCIO 4 Considere uma poligonal de três lados ABC. m. EXERCÍCIO 3 Numa poligonal aberta caminhou-se de A a E com o intuito de se obter o comprimento e o azimute da linha que não pode ser determinada diretamente.120 81º14’45” 774.

05 Distância (m) 20.EXERCÍCIO 5 AB é um muro circular de uma barragem de irrigação (figura 7. Pastana 116 .6 EXERCÍCIO 6 Deseja-se construir um túnel em linha reta entre os pontos 27 e 31. Carlos Eduardo T. mediu-se uma poligonal aberta partindo dos pontos 24 e 25 de coordenadas conhecidas. Topografia Prof. Calcule qual deve ser o ângulo de partida em relação à direção 2728 e a distância que se deve para alcançar o ponto 31.65 9.000 m.90 foram ligados por uma poligonal A1234B.10 12. Para tanto.000 m e cota = 10. Atribuíram-se as coordenadas EA = Figura 7. NA = 10.10 18.25 m ao ponto A. Esses pontos 10.6). Calcular a distância AB (em linha reta) a partir dos dados apresentados a seguir: CADERNETA DE CAMPO Estação 1 1 2 2 3 3 4 4 Ponto Visado A 2 1 3 2 4 3 B Ângulo Horizontal 0º00’00” 113º18’36” 0º00’00” 194º37’30” 0º00’00” 198º48’36” 0º00’00” 114º18’00” 27.

662m 25: E=7.2359º 0.CADERNETA DE CAMPO Estação 25 26 27 28 29 30 31 Ponto Visado 24 26 25 27 26 28 27 29 28 30 29 31 30 32 Ângulo Horizontal 0.242m EXERCÍCIO 7 (*) 1) Calcular o erro de fechamento angular da poligonal e verificar se é tolerável.0000º 236.457m N=4.928.0000º 187.3110º 0.0000º 135.2212º 0. N=4.410 Distância (m) Coordenadas: 24: E=7.311 131.0000º” 147.274m .2936º 0.675.0000º 162. .570. calcular a área da mesma.4736º” 0. Topografia Prof. Pastana 117 .0000º” 189. ESTAÇÃO 1 2 3 4 5 0 PONTO VISADO 0 1 3 2 3 5 4 5 1 53º 46’ 00” 0 88º 43’ 00” 178º 50’ 00” 4 114º 28’ 00” 202º 04’ 00” 2 ÂNGULO LIDO 82º 07’ 00” EXERCÍCIO 8 (*) A partir das coordenadas dos vértices da poligonal.2245º 0.362 159.877.914 102.4650º 311.155 127.061 138.394 79. Carlos Eduardo T.0000º 195.

10 XS = -24. Valor do ângulo interno no vértice R Topografia Prof.67 a.18 Calcule: a.92 X4 = -123.81 YS = -10. Azimute do alinhamento MN c.71 XN = -40.52 Calcule: YN = -19.03 YQ = -5. Comprimento dos alinhamentos SR e RQ c.47 Y3 = 67.60 YR = -22. Carlos Eduardo T.23 EXERCÍCIO 10 (*) Conhecidas as coordenadas dos vértices de um alinhamento MN: XM = 15. Rumo do alinhamento MN b.69 Y4 = 61. Rumo e azimute dos alinhamentos SR e RQ b. Comprimento do alinhamento MN d.ESTAÇÃO 1 2 3 4 5 6 COORDENADAS TOTAIS LONGITUDE (X) LATITUDE (Y) 0 6 7 16 11 3 0 2 -3 7 14 8 EXERCÍCIO 9 (*) Calcular o comprimento e o azimute do lado 3-4 de uma poligonal aberta da qual é conhecido o valor das coordenadas totais dos vértices 3 e 4: X3 = 351. Projeção dos alinhamentos SR e RQ d.06 YM = 10. Pastana 118 .35 Dadas as coordenadas de três vértices de uma poligonal: XR = -4. Projeção do alinhamento MN sobre o eixo dos x e y EXERCÍCIO 11 (*) XQ = -27.

irradiações). c)Determinar se houve erro linear.EXERCÍCIO 12 (**) Em uma poligonal ABCDE.000. EXERCÍCIO 13 (***) A partir dos dados e da Caderneta de levantamento Topográfico Planimétrico abaixo.000)metros Topografia Prof. e)calcular o azimute do alinhamento EA. estação AB=53. e corrigir esses erros.00m e YA=10. d)Determinar as coordenadas finais dos pontos levantados (Poligonal e a)Determinar se houve erro angular. e os ângulos entre os alinhamentos: também. b)calcular as projeções naturais dos alinhamentos. de BCD=147°30’ Adotar para e a CDE=81°40’. foram lidos o Azimute inicial do alinhamento AB=158°30’. d)calcular a extensão do alinhamento EA. extensão DE=63. Coordenadas A (10. “A”. Solicita-se: a)calcular os azimutes de todos os alinhamentos. 10. suas magnitudes.00m.80m. levantada pelo método do caminhamento.05m a e ABC=120°55’. seguintes cada alinhamento: coordenadas retangulares absolutas: XA=10. CD=76. Registrou-se as BC=60. b)Calcular os azimutes dos alinhamentos.000 . seu valor e corrigir os ângulos do Dados: Rumo AB= 21º 30’ 00” NW. c)calcular as coordenadas retangulares absolutas dos demais vértices dessa poligonal. Pede-se: levantamento.10m.00m. Carlos Eduardo T.000. O caminhamento foi efetuado no sentido anti-horário (Caminhamento a direita). Pastana 119 .

Estação
A B C D E

PV
E B A C B D C E D A

Âng.horário
0 137 0 64 0 142 0 80 0 116 00 07 00 24 00 07 00 03 00 20 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00

Dist.(est)

Âng.corr.

Azimute

15+6,10 31+6,55 16+17,20 19+2,60 251+12,45

EXERCÍCIO 14 (***) Determinar a área formada pelos vértices da poligonal A,B,C, D. Caso não tenha conseguido responder o item d da questão 01, criar coordenadas hipotéticas para os vértices e determinar a área compreendida entre os vértices A,B,C, D e E. EXERCÍCIO 15 (***) A Partir dos dados de campo abaixo, demonstrar matematicamente e/ou calcular as coordenadas as coordenadas do ponto 2 (X2; Y2).
(*) Exercícios propostos pela Profa. Andréa Jelinek curso de Topografia I da UFRGS Aplicada à Engenharia Civil – UFRGS. (**) Exercícios propostos pelo Prof. Iran Carlos Stalliviere Corrêa - Curso de Topografia

(***) Exercícios propostos pelo Prof. Carlos Augusto Uchoa da Silva – Topografia - U.F.Ceará

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CAPÍTULO 8 MAGNETISMO TERRESTRE
8 – MAGNETISMO TERRESTRE
8.1 - DECLINAÇÃO MAGNÉTICA:
A direção para onde aponta a agulha imantada varia no correr dos tempos. Para estudar essa variação, escolheu-se como linha de comparação o meridiano geográfico que passa pelo eixo vertical de rotação da agulha. O ângulo formado entre os dois meridianos, geográfico e magnético, chama-se declinação magnética, que é ocidental quando contada do meridiano geográfico para oeste (W), e oriental quando contada para leste (E). A declinação magnética é sempre medida na ponta NORTE e sempre do NORTE VERDADEIRO (NV) para o NORTE MAGNÉTICA (NM). Inverter qualquer sentido é errado. Até o momento, quando falamos em rumos ou azimutes não especificamos a sua referência, a partir do Norte Verdadeiro (NV) ou Norte Magnético (NM). Quando o rumo é medido a partir da direção NORTE/SUL Verdadeiro ou geográfica, o rumo é verdadeiro (RV); quando medido a partir da direção NORTE/SUL magnética, o rumo é magnético. As variações de declinação podem ser assim discriminadas:

8.1.1. – GEOGRÁFICA
A declinação varia com a posição geográfica do lugar que é observada. O lugar geométrico dos pontos da superfície terrestre que tem o mesmo valor de declinação magnética (DM) para certa data considerada, recebe o nome de

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LINHAS ISOGÔNICAS. As mesmas têm direção aproximada NORTE/SUL, ou seja, a DM varia em função da longitude considerada.

Para o Brasil a DM varia de -21,5o p/ W na região nordeste até + 3o p/ E no Estado do Acre. A linha do mapa isogônico que liga os pontos de declinação magnética nula, ou seja, o NM coincide com o NV recebe no nome de LINHA AGÔNICA.

8.1.2. – SECULAR
No decorrer dos séculos, o norte magnético desloca-se para oeste e depois para leste. Observou-se na França em Paris, que em 1580 a declinação magnética era de 9o oriental (E); diminuiu, sucessivamente, até ser nulo em 1.663; daí por diante passou a ser ocidental (W). Caminhou para o ocidente até 1.814, atingindo o valor de 22o30’ voltando novamente para Leste (E). Existem outras variações que afetam a declinação, todas elas, porém, de valor numérico muito reduzido, sendo levadas em conta em trabalhos de grande precisão: - VARIAÇÕES DIURNAS: Seguem uma determinada lei, apresentando valores bem sensíveis. Atinge os maiores valores em julho e dezembro, por ocasião dos solstícios, verificando-se que o maior valor é obtido em junho. Há declinações magnéticas diferentes para diferentes horas do dia. Essas diferenças são muito reduzidas sendo que as maiores atingem cerda de 3’, porém, na maior parte dos casos, não alcançam um minuto. - VARIAÇÕES LOCAIS: São perturbações da declinação, motivadas por circunstâncias locais, tais como a presença de minérios de ferro (magnetita, eligisto), linhas de transmissão e por alguns vegetais (pau d’alho). - VARIAÇÕES ACIDENTAIS: São provocadas por tempestades magnéticas, em decorrência de manchas solares.

No Brasil imprimem-se os Anuários do Observatório Nacional. A carta isogônica

que anexamos é do ano de 1990,00, isto é, de primeiro de janeiro de 1.991. O
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sinal negativo significa que a declinação magnética é para oeste (W) e o sinal positivo para leste (E).

Existe também uma carta denominada MAPA ISOPÓRICO que é o lugar geométrico dos pontos de superfície da terra que tem a mesma variação de agulha imantada. declinação magnética, ou seja, mesma velocidade anual de deslocamento da

Vejamos os exemplos: EXEMPLO 1 A declinação magnética (DM) é de 10o para oeste (W). Qual o rumo magnético (RM) da linha AB. RESOLUÇÃO: a) A figura 8.1 mostra o esquema proposto no exercício. Pede-se observar que o RMAB=45º00’+10º00’=55º00’.
NM NV B

O rumo verdadeiro de AB = 45o 00’ NE.

55

O

45 10
O

O

A

Figura 8.1

EXEMPLO 2

De um mapa isogônico determinou-se que a DM de certo local para certa data era de -14o. Do mapa isopórico tirou-se que para o mesmo local a variação da DM era -10o 30’ para a mesma data. Interpretar estes valores.

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RESOLUÇÃO:

b)- ∆DM = -10o 30’ significa ∆DM = 10o 30’ para oeste (W)
NM 1 = Norte Magnético numa na data 1. NM 2 = Norte Magnético após um ano da data inicial

a)- DM = - 14o significa DM = 14o para oeste (W).

NM 2

NM1
10’30”

NV

14

O

Figura 8.2

Portanto, com a ajuda dos mapas isogônicos e isopóricos podemos determinar a DM e a variação da DM e, qualquer lugar e numa determinada data. Por esta razão, a DM deve sempre que possível figurar nas plantas, nas quais, OBRIGATORIAMENTE deverá constar a DATA em que foi feita a medição, para que se possa, desta forma, desde que se conheça a DM, a variação anual e a data do levantamento, determinar-se o Rumo ou Azimute Magnético de uma determinar o Azimute Verdadeiro da linha considerada. linha em outra data qualquer. Também se utilizando estes valores podemos

8.2 - AVIVENTAÇÃO DE RUMOS:
É a operação que se faz para determinar em data mais recente, os rumos dos alinhamentos de um levantamento feito em data anterior. Para tanto devemos utilizar informações sobre a DM e a variação da DM extraídas dos mapas isogônicos e isopóricos respectivamente.

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Observar que os mapas são de 1o. de outubro de 1. RESOLUÇÃO: a) Localizar num mapa geográfico o ponto (A) da linha (A-B) e determinar as suas coordenadas geográficas: Para o ponto (A) tem-se: . Pastana 125 . b) .996. Para o caso do exemplo teríamos a seguinte situação no mapa (Figura 8.A planta apresenta o rumo verdadeiro e deseja-se aviventar o magnético. conhecendo-se a declinação magnética em determinada data e a variação anual. d) . locando-o assim nos dois mapas. locado no mapa isogônico.973. traçar uma linha que seja aproximadamente perpendicular às linhas isogônicas mais próximas.A planta apresenta rumos magnéticos em uma data qualquer e para diferentes.3): Topografia Prof. várias situações podem ocorrer. conhecendo-se a declinação magnética em uma data qualquer e a variação anual.Longitude = .966 (1965. c) Determinar por interpolação gráfica a DM do ponto (A) no mapa isogônico da seguinte maneira: c.Latitude = 40o 30’ WG. Determinar o Rumo Magnético desta mesma linha em 1o. sendo que se dispõe da declinação magnética (DM).O Rumo Magnético (RM) de uma linha (A-B) era igual a 35o 20’ NW em 1o. 05o 00’ S. de abril de 1. Carlos Eduardo T. b) Interpolar as coordenadas geográficas do ponto (A) nos mapas isogônicos e de janeiro de 1. isopóricos.00).Na prática. aviventá-los. tais como: a) . dispõe-se de valores de declinações magnéticas em épocas c) .1) Pelo ponto (A).A planta apresenta rumos magnéticos e deseja-se calcular o rumo verdadeiro. EXERCÍCIOS: 1) .A planta apresenta rumos magnéticos e deseja-se calcular o rumo verdadeiro.

-18 O -19 O -20 O -21 O A Figura 8. Carlos Eduardo T.2) Divide-se este alinhamento em 10 partes iguais (Figura 8.3 c.00).966 (1.4 c.965.4). de janeiro de 1. concluímos que a DM do ponto (A) em 1o. -18 O -19 O -20 O -21 O 4 1 A 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Figura 8. data do mapa utilizado era igual a: Topografia Prof. Pastana 126 . teremos: DM ( A) = ⋅ − 19 o − 4 × 60' = ⋅ − 19 o 24' 10 Como o sinal é negativo.3) Como o ponto (A) está na 4a. parte do segmento.

DM ( A) = 19 o 24' para ⋅ Oeste ⋅ (W ) ⋅ em ⋅1.5 Portanto. em 1o. conforme demonstrado na Figura 8.6’ A 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Figura 8. a variação da DM será: ∆DM ( A) = −6'−7 × 60" = −6'42" 10 O sinal negativo implica que a variação é para Oeste (W).7’ . passamos aos cálculos definitivos.8’ . ou seja. Carlos Eduardo T. Pastana 127 .5: isopórico da mesma maneira que se fez para obtenção da DM no mapa .00 d) Determinar por interpolação a variação da DM no ponto (A) no mapa isogônico. Resumos dos dados: Topografia Prof.965.966 (1.00) a agulha imantada da bússola no ponto (A) ∆DM = 6'42"⋅ para ⋅ Oeste ⋅ (W ) / ano e) Com os dados fornecidos pelo problema e com os dados coletados nos mapas magnéticos. de apresentava um deslocamento de (6’ 42”) para Oeste (W) por ano.965. Portanto: janeiro de 1.

75) até (1.25) à Oeste do NM (1.00). (1.6 Desenhamos o NM (1.75) porque em 1.995.50 anos. Carlos Eduardo T.975. basta determinarmos o ângulo (α) para solucionarmos o problema: g) Determinação do ângulo (α): De (1.75). Topografia Prof.25) teremos uma diferença de: (1. Pastana 128 .995.965.25).972.995.972.25 .RM(A-B) RM(A-B) DM(A)= = = ∆DM(A) = 19 o 24’ / W (1. Logo. logo o NM (1.75) RM (1965.995.00) RV 2 30’ 45” O 19 24’ O B RM (A-B) 35 20’ O A Figura 8.995.25) só pode estar também a Oeste do NM (1. f) Esquematizando graficamente os dados relacionados no item anterior: RM (1995.75).1.00).75 = 22.972. (1.25) RM (1972.00 a variação da DM era para oeste.972.965. 6’42” W/ano ? 35o 20’ NW (1.965.

igual a 01o 30’ para E e pela isopórica correspondente.952. Achar o rumo magnético da linha em 1o.Como a variação da DM em (A) é de 6’42” para W/ano.953. foi 35o 20’ NW em 1o. a variação anual da DM = 6’ para W/ano. teremos a variação total neste intervalo de tempo igual a: α = 22. igual a 12o 08’ para W.Declinação Magnética (DM) em 1o de janeiro de 1.Declinação Magnética (DM) em 1o de janeiro de 1.Declinação Magnética (DM) em 1o de janeiro de 1. de outubro de 1. b) O rumo magnético de 1-2 e. 129 .25) será: RM ( A− B ) = (35o 20') − (2 o 30' 45 = 32 o 49'15" NW ") EXERCÍCIO 1: O rumo magnético de uma linha AB foi 56o 20’SE em 1o.956. igual a 12o 50’ para W. EXERCÍCIO 2: O rumo magnético de uma linha CD foi 73o 10’W em 1o.951.50 anos x (6’ 42”)/ano = 2o 30’45” Portanto: α = 2o 30’45” h) Portanto o Rumo (A-B) em (1. Determinar o rumo verdadeiro (RV) da linha. de outubro de 1. 1o.958. Carlos Eduardo T. Pastana O rumo magnético de uma linha 1-2. Dados: . Pelos mapas isogônico e isopórico achamos: Topografia Prof. EXERCÍCIO 3: Determinar: a) O rumo verdadeiro da linha.962. .958. de junho de 1. de julho de 1. Dados: .995.954. de abril de 1.

8 02 abr a 07 mai . ..6o 40’W. Variação anual da DM = 6’ para E. Sabe-se que a utilizando-se a fórmula (7..00 EXERCÍCIO 5: Calcular para Jataí (GO) a inclinação (IN) para a data de 17/Abril/1991.910.4 13 dez a 31 dez 1. = Curva Isopórica (valor interpolado).. 1....907. equivalente a 42o 18’ SW.1.1) pode-se calcular a inclinação: IN = Cic + [( A + Fa ) × Cip ] (7. de janeiro de 1. = Fração do Ano.. Para o cálculo da fração do ano utilizamos a tabela 7..6 20 jan e 24 fev .. verificamos que em São Paulo a declinação magnética teve os seguinte valores: Em 1.......... Pastana 130 .1 – FRAÇÃO DO ANO (FONTE IBGE-DIRETORIA DE GEOCIÊNCIAS) EXERCÍCIO 6 (*): Topografia Prof. = Ano de Observação – 1990 (MAPA MAGNÉTICO DO BRASIL)...2 01 out a 06 nov ..20 Em 1.9 08 mai a 13 jun ... Utilização do Mapa Magnético do Brasil fornecido pelo IBGE.. era em 1o de julho de Consultando o anuário do Observatório Nacional do Rio de Janeiro...3 07 nov a 12 dez .....955 = 11o 50’ para W..... .0 20 jul a 25 ago . FRAÇÃO DO ANO 01 jan a 19 jan ..5 FRAÇÃO DO ANO TABELA 7...904. EXERCÍCIO 4: O rumo magnético de uma linha na cidade de São Paulo..1 26 ago a 30 set .7 25 fev a 01 abr .0 14 jun a 19 jul .... Pede-se o rumo verdadeiro da mesma linha..5o 23’W.. Carlos Eduardo T.DM em 1o..... = Curva Isóclina ou Isogônica (valor interpolado)..1) Onde: IN Cic Cip A Fa = Inclinação.......

sabendo-se que a declinação magnética local é de 8º11’W. calcular o rumo verdadeiro do alinhamento e os Reaviventar para o ano de 1973. o seu rumo verdadeiro. EXERCÍCIO 9 (*): O rumo verdadeiro de um alinhamento é de 80015’NW. e que neste período a declinação cresceu continuamente para W. EXERCÍCIO 8 (*): O rumo magnético de um alinhamento era 45015’SE em 1947. calcule o rumo magnético em 1977. Sabendo-se que a declinação magnética em 1945 era 1040’E e a variação anual é de 8’E. um rumo magnético de 25º30’NW. calcule o azimute magnético. demarcado em 1931. sabendo-se que o valor da declinação magnética era de 10º02’W. EXERCÍCIO 7 (*): O rumo magnético de um alinhamento é de 84º30’SW. calcule o rumo verdadeiro. Sabendo-se que declinação magnética atual é de 13000’W e a variação anual é de 11’W. para o local é de 0º10’. Sabe-se que a declinação magnética local para o ano de 1990 é de 13012’W e a variação anual da declinação é de 6’W. 32010’NW. para 1996 e calcule. O valor atual da declinação magnética do local é de 15º30’W. Sendo a declinação azimutes verdadeiro e magnético. Sabe-se que a variação média anual da declinação magnética.O rumo verdadeiro de um alinhamento é 4º35’NW. EXERCÍCIO 12 (*): magnética local de 13º30’E. EXERCÍCIO 10 (*): Reaviventar o rumo magnético de um alinhamento. Andréa Jelinek curso de Topografia I da UFRGS Topografia Prof. Pastana 131 . (*) Exercícios propostos pela Profa. medido em 1968. também. EXERCÍCIO 11 (*): Reaviventar o rumo magnético de 25º27’NW ocorrido em 1940. Carlos Eduardo T.

.

M). ele. Se forem referidas à superfície de nível arbitrária. recebe o nome de PLANO DATUM ou PLANO ORIGEM.1). são chamadas de COTAS.1 – NIVELAMENTO GEOMÉTRICO – INTRODUÇÃO Trata-se de um levantamento altimétrico com o objetivo básico de determinar COTAS ou ALTITUDES de pontos sobre uma superfície qualquer. Pastana 133 .M. acima ou abaixo do Nível Médio das Marés (N. Quando as distâncias verticais são referidas à superfície média dos mares (NÍVEL VERDADEIRO) são chamadas de ALTITUDES. o plano. (Figura 9. Carlos Eduardo T. (NÍVEL APARENTE) Quando este PHR é definido pelo nível médio das mares. ATMOSFÉRICA NOS Topografia Prof. O Nível Médio dos Mares coincide com a superfície GEOIDAL.CAPÍTULO 9 ALTIMETRIA 9 – ALTIMETRIA 9. INFLUÊNCIA DA FORMA DA TERRA E REFRAÇÃO NIVELAMENTOS – será visto no nivelamento Trigonométrico e não faz parte de nosso curso.

A COTA (A) PLANO HORIZONTAL DE REFERÊNCIA NÍVEL MÉDIO DAS MARES ALTITUDE (A) Figura 9. graduada de centímetro em centímetro. A mira é graduada de forma especial que permite a sua leitura mesmo que se possa ver apenas uma pequena parcela do seu comprimento. em lugar de ser feita com traços como numa escala Topografia Prof. Carlos Eduardo T.1.00 metros de altura. sendo este conjunto instalado sobre um tripé.1 – Cotas e Altitudes 9. a separação de centímetro em centímetro. por esta razão. – APARELHOS NECESSÁRIOS 9.2. Pastana 134 . – NÍVEL TOPOGRÁFICO É um aparelho que consta de uma luneta telescópica com um ou dois níveis de bolha.1.2).1.1.1. destinada a ser lida através da luneta do aparelho.2 – Nível Topográfico 9. – MIRA ESTADIMÉTRICA É uma peça com 4.1.1. Figura 9. A característica principal do NÍVEL é o fato do mesmo possuir movimento de giro somente em torno de seu eixo principal (figura 9.

Carlos Eduardo T.4 – Indicação de metros de uma mira estadimétrico Topografia Prof. – LEITURAS NA MIRA ESTADIMÉTRICA A menor célula gráfica de uma mira estadimétrica é o cm.alumínio ou PVC. decímetros.3 – Mira Estadimétrica 9.comum de desenho.3. são numeradas de dm em dm. graduada em metros. centímetro (cm) e milímetro (mm). Pastana 135 . é feita com faixas. uma branca e outra preta. Sempre se lê 4 dígitos : metro (m).3) (Régua de madeira. Figura 9. sendo que os metros são indicados por pontos ou números romanos. cada uma delas com a largura de um centímetro.1. centímetros e milímetros) Figura 9.1. decímetro (dm). isto aumenta a visibilidade (figura 9.

conforme figura 9.L.5.4. 3. III. J. Figura 9.9).O primeiro número.6.8) e a preta centímetro ímpar (1. conforme figura 9. dm (decímetro).5. e por pontos vermelhos (um. Representam a divisão do metro em dez partes iguais. Carlos Eduardo T. e é feita por aproximação. O quarto número.4. 4.5 – Indicação da leitura de milímetros de uma mira estadimétrico. 7. significa centímetro par (0.7. três ou quatro). (branca/preta). O segundo número. para mais ou para menos. II. 9. (Adaptado – Silva.2. posicionadas no início de cada metro correspondente. cm (centímetro). dois. mm (milímetro): é identificado pela divisão do centímetro correspondente em dez partes iguais. é identificado pelos algarismos arábicos 1. é identificado na mira por algarismos romanos (ou barras verticais) – I. 8. conforme figura9.Barbosa – UFRGS – Instituto de Geociências) Portanto.. O terceiro número. Deve-se atentar para não cometer um erro de leitura maior que dois milímetros. . 1 m = 10 dm. conforme figura 9. m (metro). Onde a divisão branca.2. é identificado pela divisão do decímetro correspondente em dez partes iguais. lê-se: Topografia Prof.3.5..5. Pastana 136 .

que representa três Compara-se o resultado: FM × 2 = 3.642 = 7. Para um nivelamento geométrico com boa precisão. Pastana 137 . quatro. que representa três mil. dois. nove.667 × 2 = 7.667 m. Topografia Prof. seis. a tolerância é dada pela fórmula 9.692 m. • Para o Fio Inferior (FI) = três.6 – Determinação da Cota de um ponto. seiscentos e noventa e dois milímetros = 3. um.2 – DETERMINAÇÃO DA COTA DE UM PONTO Seja a figura 9.6: PLANO DE COLIMAÇÃO OU ALTURA DO INSTRUMENTO LA (A) LB (B) COTA DO PLANO DE COLIMAÇÃO PLANO HORIZONTAL DE REFERÊNCIA Figura 9.692 + 3.334 m FS + FI = 3. Carlos Eduardo T. seis.1. que representa três mil. é importante a sua interpretação prévia para fazer a leitura corretamente.642m seiscentos e sessenta e sete milímetros = 3.334 m (FS + FI) ÷ 2 = FM ± 1mm IMPORTANTE: Devido à existência de vários modelos de Mira. seiscentos e quarenta e um milímetros = 3. seis. mil. • Para o Fio Superior (FS) = três. sete.1) 9. seis. ( FS + FI ) = FM ± 1mm 2 (9.• Para o Fio Médio (FM) = três.

do qual se deseja determinar a cota (Figura 9. Mira Mira PLANO DE COLIMAÇÃO de Nível .6 conclui-se que: A igualdade ( COTAA + L A = COTAB + LB ) representa o desnível entre o plano de colimação e o plano horizontal de referência. e uma outra leitura tomada na mira estacionada agora sobre o (A) RN A LA LB (B) AI COTA (B) = ? COTA (A) COTA = 0. chamamos de Referência ponto (LB). Carlos Eduardo T. Cota do ponto “B” = Deseja-se determinar.7).7 – Determinação da Cota de um ponto.Cota da ponto “A” = Adotada ou conhecida. Da figura 9. Pastana 138 . Portanto: COTAB = COTAA + LA − LB (9. Uma leitura (LA) estado a mira colocada sobre o ponto de cota conhecida ou adotada (o qual. Topografia Prof.RN). basta fazermos duas leituras sobre a mira.00 m PLANO HORIZONTAL DE REFERÊNCIA Figura 9.2) O desnível geométrico entre “A” e “B” será: DA−B = COTAA − COTAB = LA − LB (9. se desejarmos determinar a cota de um ponto “B” qualquer.3) Portanto.

564 m Portanto: (9. – VISADA À RÉ Pode ser feita para frente.1. a rigor.2.1. ou para os lados. Visada a ré é aquela que é feita para um ponto de cota ou altitude conhecida.5) 139 .697 m LA = 1.564 m 9.2. para trás.564 = 11.000 + 1. aquele que contém a linha de vista do nível.1. portanto não é a direção da visada que faz com que ela seja a ré.000 m.000 m LB = 3. que não é a altura do próprio aparelho (tripé).2. Carlos Eduardo T.1. conclui-se: O ponto (A) é a Referência de Nível (RN) e apresenta cota de 10. Observar.4) AI = 10. portanto.4): COTAB = AI − LB Topografia Prof. com a finalidade de determinarmos a Cota do Plano de Colimação (PC) ou Altura do Instrumento (AI). isto é. – PLANO DE COLIMAÇÃO (PC) ou ALTURA DO INSTRUMENTO (AI) É a distância vertical entre dois (2) planos horizontais: o de cota zero (PHR) e o plano do aparelho.564 m 9. e sim a cota da sua linha de vista (Plano de Colimação).2) e (9. Pastana (9. altura do instrumento (AI) é a cota do aparelho.7 com as informações fornecidas. – DEFINIÇÕES E CÁLCULOS 9.2. Para o cálculo das demais cotas utiliza-se uma derivação formada pelas fórmulas (9. AI = COTA RN + VISADA RÉ = COTA RN + L A Observando a figura 9.Seja: Cota (A) = 10. e sim sua finalidade. A VISADARÉ = LA = 1.

Assim como o 9. 9.3. A diferenciação é que a visada à vante de mudança influencia a cota final.Onde LB é a VISADA À VANTE Portanto: COTAB = 11. As visadas à vante podem ser de mudança ou • VISADA À VANTE INTERMEDIÁRIA: Assim como a visada a vante de mudança. chamamos visada a vante àquela que é feita com o intuito de se determinar a cota do intermediária: ponto onde está a mira.5.697 = 7.2.564 − 3.1. Carlos Eduardo T. quando a mudança do aparelho for obrigatória devido às condições desfavoráveis do relevo que não permitem visar o próximo ponto.2. • VISADA À VANTE DE MUDANÇA: A visada à vante de mudança vem a receber posteriormente uma visada à ré porque o instrumento mudou de posição. um erro praticado na visada a vante intermediária afeta apenas a cota do ponto visado (o erro morre aí).4.1. na visada à vante intermediária. Ela é determinada para auxiliar na continuidade do nivelamento.867 m 9. a cota do ponto intermediário interessa ao projeto. – VISADA À VANTE Também não depende da direção e sem do seu objetivo. mudança.1. Afeta apenas a cota do ponto visado. Por isto. o ponto não receberá uma visada à ré. com o objetivo de se determinar a cota do mesmo. serve para a determinação da cota do ponto onde está a mira. Topografia Prof. a diferença é que.2. – PONTO INTERMEDIÁRIO É um ponto sobre o qual se toma somente a leitura da visada a vante de Ponto de Mudança. – PONTO AUXILIAR Trata-se também de um ponto de mudança mas com uma diferença fundamental: sua cota não interessa ao projeto. Pastana 140 .

934 2. – DADOS DE CAMPO E CÁLCULOS Dados de Campo Nivelamento – RNA = 10.820 3.749 A 0. 1.301 (III ) 3.volta Topografia Prof. Carlos Eduardo T.9 – Contranivelamento Geométrico .686 3.990 Cota (A) B Cota (B) C Cota (C ) AI-(I) D AI-(II) E Plano de Referência F G Figura 9.ida Contranivelamento (IV) 0.501 (II) 2.8 – Nivelamento Geométrico .3 – CÁLCULO DA PLANILHA DE UM NIVELAMENTO GEOMÉTRICO: 9.725 (I) 3.00 metros.000 Piquetes a cada 20.458 B C D AI-(III) E Plano de Referência F G Figura 9.1. Pastana 141 .3.9.867 A AI-(IV) 0.833 2.034 3.

867 10.990 = 4. onde conclui-se o nivelamento.071m.00 Fórmulas: Para o cálculo da Altura do Instrumento: Para o cálculo da cota de um ponto: AI = COTA RN + VISADA RÉ COTAB = AI − LB Adotado a cota do ponto (A) = RN = 10.725 3.034 = 6.914 DISTÂNCIA AO RN 0.820 B C (II) 0.749 2. mudou-se o aparelho para a posição (II) 2) Aparelho estacionado na posição (II): AI II = 8.095 m.218 4.218 m. COTAD = 8.00 60.501 2.904 − 2.653 CONTRA-NIVELAMENTO G (III) 3.833 = 8.00 20.000 Cálculos – Nivelamento: 1) Aparelho estacionado na posição (I): AI I = 10.235 8.00 80.749 = 8. que é a cota do Plano de Colimação (PC) ou Altura do Instrumento (AI) na posição (I).501 = 6.914 m.004 200. COTAC = 11.Tabela – NIVELAMENTO e CONTRA-NIVELAMENTO GEOMÉTRICO VISADA ALTURA DO À RÉ INSTRUMENTO NIVELAMENTO A (I) 1.725 = 8.904 − 2.325 PONTO VISADA A VANTE INTERM. COTAG = 8.301 0.990 7.00 240. Pastana 142 .00 4. Após a leitura à vante ao ponto “C”.820 m.686 3.820 − 3.870 m.00 100.071 6. MUDANÇA COTA (m) RN = 10.000 + 1. COTAE = 8.686 = 5.870 5.034 3. Carlos Eduardo T.095 8.00 40.820 11.403 m.934 1.914 0.071 + 0.071 10.938 A SOMA 6. COTAF = 8.820 = 11.458 8. COTAB = 11.833 8.904 D E F G SOMA 2.904 − 3.820 − 3.000 3.372 C (IV) 2.739 8.904 − 3.904 m.403 6.00 120. Topografia Prof.

7) Topografia Prof.6) COTAG = 10.3) Prova de cálculo para o nivelamento: É utilizada para se verificar se não houve erros na efetuação dos cálculos.914 m.914 m.301 = 8. 5) Aparelho estacionado na posição (IV): AI IV = 8.372 − 0.004 m.3. que é a cota do ponto (A) após o contranivelamento.6. Carlos Eduardo T.938 m.325 − 1.458 = 8. COTAC = 8. C f = Cota ao fechar o Nivelamento Geométrico (9.938 − 0.914 + 3.071 m.4 = 10. 9.739 = 4. – CÁLCULO DO ERRO DE FECHAMENTO VERTICAL (Efv) Para o cálculo do erro de fechamento vertical.3.1. Efv = Ci − C f Onde: Ci = Cota do Rno (adotada ou conhecida). usase a fórmula 9. que é igual a cota calculada na tabela para o ponto (A) Conclui-se que não houve erro de cálculo no contranivelamento.914 + 6. utiliza-se a fórmula (9.653 − 7. que é igual a cota calculada na tabela para o ponto (G) Conclui-se que não houve erro de cálculo no nivelamento. – PRECISÃO PARA O NIVELAMENTO GEOMÉTRICO 9. 4) Aparelho estacionado na posição (III): AI III = 4.000 + 2. COTAA = 10. Pastana 143 .1.235 = 10.004 m.93.867 = 10. RÉ − ∑ VVM (9. 6) Prova de cálculo para o contranivelamento: COTA A = 4. COTA final = COTAinicial + ∑ V . Cálculos – Contranivelamento: Partindo da cota calculada para o ponto G = 4.2.7).071 + 2.372 m.

8) onde: Efv = Erro de fechamento vertical. Em função disto. concluiu-se que o erro por quilometro (ev) cometido no nivelamento será: • Para Poligonal Fechada: ev = Efv P (9. em metros. não considerando os enganos acidentais.004 m 9.004 = 0. Visadas até 150 metros. – PRECISÃO PARA O NIVELAMENTO GEOMÉTRICO • NIVELAMENTO APROXIMADO É o que se faz nos levantamentos de investigação.000 − 10.2.024 ≤ ev 〈 0.096 • NIVELAMENTO COMUM m km (9.3. ev = erro vertical em m/km. tornando-se necessário portanto que se conheça o afastamento de cada um dos seus pontos ao Rno. • Para Poligonal Aberta: ev = Efv 2L (9. em km. Portanto: 0. em metros.3. Carlos Eduardo T.9) Onde: Efv = Erro de fechamento vertical. Topografia Prof. 9. leituras até milímetros. ev = erro vertical em m/km. até centímetros.3. – CÁLCULO DO ERRO VERTICAL MÉDIO (ev) Na prática demonstrou-se que o erro de fechamento vertical (Efv) cometido é função inclusive da distância nivelada. em km. Pastana 144 . 2L = comprimento total do nivelamento e contranivelamento.1. leituras na mira.1.Para o exemplo: Efv = 10. a partir do Rno. a partir do Rno (perímetro).10) Maioria dos trabalhos de engenharia. P = comprimento total nivelado. Visadas até 300 metros.

Portanto: ev 〈 0. Pastana (9. Os pontos de mudança são bem firmados. Coi = Cota original do ponto i. leituras em milímetros.120 km 9.11) Visada até 90 metros. • POLIGONAL FECHADA Cci = Coi ± ev × d o Onde: Cci = Cota compensada do ponto i.3. mira provida de bolha de nível.13).13) • POLIGONAL ABERTA: NIVELAMENTO Cc Ni = CoNi ± ev × ni • POLIGONAL ABERTA: CONTRA-NIVELAMENTO (9.3.004 m ≅ 0.017 ⇒ NIVELAMENTO COMUM 2 × 0. – CÁLCULOS DAS COTAS COMPENSADAS Para os cálculos das cotas compensadas aplicam-se as fórmulas (9. Tripé perfeitamente apoiado sobre o terreno. do = distância do ponto (i) ao RNo.14) CcCi = CoCi ± ev × ( no + L ) Topografia Prof. (9.Portanto: 0.012 ≤ ev 〈 0. Carlos Eduardo T. (9.15) 145 .12) ev = 0.024 • NIVELAMENTO MUITO BOM m km (9.14) e (9.15) para poligonal fechada ou poligonal aberta.012 Para o exemplo: m km (9.

004 × 0.004 × 0.120) = 10.120 Cc N − F = 5.040 = 8.100 = 5.120 Cc N − E = 6.004 × 0.004 × 0.000 m 2 × 0. Pastana 146 .071 − 0. L = comprimento do nivelamento.020 = 8.120 0.120) = 8.120 + 0. conforme fórmula (9.870 − 0.914 − 0.910 m 2 × 0.Onde: CcNi = Cota do ponto ( i ) compensada no nivelamento.004 × 0. no = distância do ponto ( i ) ao RNf.403 − 0.120 0. efetua-se o cálculo da cota média. Carlos Eduardo T. ni = distância do ponto ( i ) ao RNo.070 m 2 × 0.120 v 0. CcCi = Cota do ponto ( i ) compensada no contranivelamento.004 − • COTA MÉDIA Topografia Prof.120 • CONTRA-NIVELAMENTO CcC −C = 8. portanto: Cc N − B = 8. CoCi = Cota do ponto ( i ) obtida no contranivelamento.080 = 6.095 m 2 × 0.120 v CcC − A = 10.402 m 2 × 0.004 × (0.004 × 0.095 − Cc N −C = 8.218 − Cc N −G = 4.080 + 0.869 m 2 × 0. CoNi = Cota do ponto ( i ) obtida no nivelamento. Após o cálculo da cota corrigida no nivelamento e contranivelamento.120 0.216 m 2 × 0.004 × (0.068 m 2 × 0.16) No exemplo a poligonal é aberta.060 = 6.120 = 4. • COTA MÉDIA Ci final = • NIVELAMENTO CcNi + CoCi 2 (9.16).071 − Cc N − D = 6.

402 6.869 5.910 • CROQUI – NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Cotas (m) E=1/100 10 9 8 7 6 5 4 3 ESTACAS DISTÂNCIAS COTAS DH(m) A 20.00 20.10 – Croqui .Nivelamento Geométrico Prof.000 8.070 + 8.CC final = • CcN −C + CoC −C 8.00 (Adaptado – Silva.095 C 8.069 D 6.L. Carlos Eduardo T.00 20. J.00 20.095 8.00 10.869 F 5.00 4.402 E 6.069 6.Barbosa – UFRGS – Instituto de Geociências) Figura 9.000 B 8.068 = = 8. Pastana 147 .069 m 2 2 TABELA FINAL PONTO A B C D E F G COTA (m) 10.910 Topografia 20.216 G E=1/1000 20.216 4.

409 3. Calcular a cota deste ponto.604 1.438m e sobre um ponto foi lido na mira o valor de 1.000m.15m. Ai = 1. calcule as cotas dos pontos nivelados. PONTO 1 (I) 2 3 4 (II) 5 (III) 6 7 8 SOMA VISADA À RÉ 0.416 2. Estando o instrumento instalado em M.72m e a de um ponto P = 33. FM = 1. sabendo-se que a cota do ponto 1 = 50.737m. EXERCÍCIO 3 (*) Com os dados da planilha abaixo. Topografia Prof. EXERCÍCIO 2 (*) Supondo-se que a cota de um ponto M = 12. preparar a tabela de nivelamento geométrico e efetuar a prova de cálculo.752 2. resultante de um nivelamento geométrico. em determinado lugar a altura do plano de visada (Ai) foi igual a 112.780m e DHMP = 88.92m.812 1.47m.626 0.712 1.4 – EXERCÍCIOS EXERCÍCIO 1 (*) Em um nivelamento geométrico.248 2. Calcule o valor do ângulo zenital.9.000 EXERCÍCIO 4 (**) Para a figura ao lado.814 3. Pastana 148 . Carlos Eduardo T. MUDANÇA COTA (m) RN = 50.706 ALTURA DO INSTRUMENTO VISADA A VANTE INTERM.

075 3.912 Topografia Prof.628 2.327 2. efetuar os cálculos das altitudes: ESTAÇÃO – ESTACA RÉ A–1 A–2 B–2 B–3 C–3 C–4 D–4 D–5 E–5 E–6 VISADA VANTE 0. Pastana 149 .EXERCÍCIO 5 (**) Dados o croqui e a caderneta de campo de um nivelamento.459 2.757 0.676 2.266 3.495 0.780 3. Carlos Eduardo T.

.

CAPÍTULO 10 TAQUEOMETRIA 10 – TAQUEOMETRIA ou ESTADIMETRIA Do grego takhys (rápido) e metren (medição). aliado ao ângulo vertical e através de cálculos trigonométricos. o que permite a avaliação indireta das distâncias. FI). Como indicado na figura 10. o qual. a taqueometria compreende uma série de operações que constituem um processo rápido e econômico para se obter dados que permitam a representação do relevo de um terreno através de planos cotados. Com o auxílio de uma mira colocada em um determinado ponto. FIO ESTADIMÉTRICO SUPERIOR (FS) H FIO ESTADIMÉTRICO CENTRAL OU MÉDIO (FM) FIO ESTADIMÉTRICO INFERIOR (FI) FIO ESTADIMÉTRICO VERTICAL Figura 10.1 – Fios Estadimétricos Topografia Prof. Carlos Eduardo T. Pastana 151 . a estádia do teodolito é composta de: • • Três (3) fios estadimétricos horizontais (FS. fornece a distância horizontal.1. FM. Um (1) fio estadimétrico vertical. A taqueometria estuda os processos de levantamentos planialtimétricos realizados com o teodolito. Atualmente todos os teodolitos são dotados de fios estadimétricos em sua luneta. obtém-se um número gerador.

1) DH C = Distância Horizontal.10. Carlos Eduardo T. C = c + f . pode-se afirmar que: DH = C + K Onde: (10.0 cm para equipamentos com lunetas analíticas e valores que variam de 25 à 50 cm para lunetas aláticas.2 observa-se que a distância horizontal (DH) entre os pontos PQ será deduzida da relação existente entre os triângulos a’b’F e ABF . B a h b c a’ o b’ f A C K semelhantes e opostos ao vértice. somando-se com constantes de fabricação F M S DH Q DV P Figura 10. Topografia Prof.1 – PRINCIPIOS GERAIS DA TAQUEOMETRIA 10. Pastana 152 .1. dado por. que são do taqueômetro. Esta constante assume valor 0. – DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA HORIZONTAL Com os fios estadimétricos da luneta é possível efetuar leituras sobre uma mira graduada e relacioná-las com os valores constantes do instrumento. = constante de Reichembach.2.2 – Princípio da Estadimétrica. Na figura 10.1. (Distância Horizontal – Visada Horizontal) Observando a figura 10. Mediante considerações geométricas determina-se com facilidade a distância horizontal aparelho-mira.

f F c K S M Mas: = distância focal da objetiva. = Leitura do fio estadimétrico médio (FM). – DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA INCLINADA (10. tem-se: Portanto: DH = 100 × S 10. tem-se que ∆a’b’F é semelhante ao a' b' AB f = ⇒K= × AB f K a ' b' A relação (10.2.C. 1977) os taqueômetros europeus em geral não usam o engano de sinal na leitura do ângulo vertical α. Carlos Eduardo T. Portanto. O valor desta relação é. = distância do centro ótico do aparelho à objetiva... igual a 100. portanto: (10. onde: Z + α = 90 o CUIDADO: valor zero do círculo vertical para a luneta horizontal. Substituindo na fórmula 10. a situação passa a ser observada na figura 10. A. = diferença entre as leituras dos fios estadimétricos.3) f é conhecida como constante multiplicativa. S = AB = FS − FI ∆ABF. porque poderá causar Segundo (BORGES.3. no campo sempre são lidos os ângulos zenitais Topografia Prof. Preferem colocar o valor zero no zênite ou no nadir. = foco exterior à objetiva.3.4) Ao inclinar-se a luneta.2) Pela regra de semelhança de triângulos. = distância do foco à régua graduada (mira).1. a ' b' K = 100 × S normalmente. Pastana 153 .

(ou nadirais) e será necessário transformá-los conforme definido na fórmula a seguir: α = 90 o − Z ZENITE DI B B’ C c a’ a h b o f Z M S’ S F Cota do Plano de Colimação A’ A N DV Cota do ponto Q b’ DH AI Cota do ponto P Q Figura 10.5) Topografia Prof. Pastana 154 .3 – Princípio da Estadimétrica. Carlos Eduardo T. P (Distância Horizontal – Visada Inclinada) DI = C × S ' = 100 × S ' Se: B' M = BM × cos α e A' M = AM × cosα Então: S ' = S × cos α Logo: DI = 100 × S × cos α Sabes-se que do ∆oMN: DH = DI × cos α = 100 × S × cos α × cos α Portanto: DH = 100 × S × cos 2 α Ou LM (10.

7) A distância horizontal (DH) é dada pela fórmula (10. Substituindo: DV = 100 × S × cos 2 α × tgα = 100 × S × cos 2 α × DV = 100 × S × senα × cos α Mas.5).6). conclui-se que sen( 2α ) = 2 × senα × cos α .7) a seguir: Do ∆OMN tem-se: tgα = DV ⇒ DV = DH × tgα DH senα cos α (10.5) e (10. Substituindo a = b = α . da trigonometria tem-se que Portando: sen(a + b) = sena × cos b + senb × cos a . sen(2α ) 2 senα × cos α = Substituindo (10. com o resultado final indicado na fórmula (10.10) Topografia Prof. Já a formula (10. Pastana 155 . seguindo o mesmo raciocínio deduzir a fórmula para o cálculo da DV com o ângulo Zenital (Z).3).7): (10.5). A distância vertical (DV) será deduzida pela fórmula (10.6) Por intermédio da fórmula (10.6) 10.DH = 100 × S × sen 2 Z IMPORTANTE: (10.1.8) DV = 50 × S × sen(2α ) (10.9) Sugerimos. – DISTÂNCIA VERTICAL Observando a figura (10.3.8) em (10. calcula-se a distância horizontal (DH) determina-se o valor da distância horizontal (DH) utilizando-se do ângulo zenital (Z) utilizando-se do ângulo de inclinação da luneta (α). definiu-se que a distância horizontal (DH) é dada pelas fórmulas (10. Carlos Eduardo T.

principalmente nos 10.11) O valor da AI (altura do aparelho ou instrumento) é a distância vertical entre o ponto P e o ponto O. Segundo (BORGES.2 – DETERMINAÇÃO DA COTA DE UM PONTO (10.10) Verificando a figura 10.. • Ou ainda com certos taqueômetros que possuem uma barra cilíndrica no lugar do fio de prumo. que é menos preciso do levantamento por irradiação.1.C.3 pode-se relacionar a cota do ponto P com a cota do ponto Q pela fórmula (10. Na prática esse valor pode ser obtido de três formas diferentes: • Pode ser medido com uma pequena trena de bolso.11): CotaQ = Cota P + AI + DV − LM (10.3 – EXERCÍCIOS EXERCÍCIO 1 Calcular as cotas dos pontos indicados na tabela 10. colocando-a apoiada sobre a estaca do ponto P e procurando verticalizá-la o mais possível. permite a leitura da altura do aparelho (AI). • Pode ser obtido com a própria mira. esta barra. constituem o chamado nivelamento trigonométrico. Carlos Eduardo T. 1977) as cotas obtidas através de taqueometria que o nivelamento geométrico.DV = 50 × S × sen(2 Z ) 10. porém mais rápido. Pastana 156 . quando abaixada até encostar na estaca P. Topografia Prof. A.

1 – Dados de Campo de um Levantamento Taqueométrico.16 100.040 LS 1.46 88.630 2.111 1.97 89.00.69 98. 3 – O Taqueômetro foi estacionado na estaca A e irradiou visadas para dez pontos (de 1 a 10).72 -1.71 47. 2 – O valor 1.070 1. C.000 48.69 86.07 28.Estaca A/1.260 1.96 -1.28 103. Carlos Eduardo T.68 56.10 para o cálculo da DV.6 para o cálculo da DH e a fórmula 10. (Adaptado – BORGES. o ângulo vertical é zenital (Z).000 1.200 1. Pastana 157 .22 38.484 1. –Topografia . Hor.87 +7.33 73. f = 100 e a constante a ' b' serão calculadas somando-se algebricamente a cota fornecida às DN calculadas para os pontos de vante a partir da mesma estação.635 1.01 +10. Observando a tabela. 32º 12’ 46º 53’ 115º 14’ 86º 30’ 145º 24’ 120º 08’ 208º 33’ 275º 10’ 304º 58’ 320º 45’ Leituras de mira LI 1.02 87.74 -12.623 2.600 1.02 107.800 LM 1.284 2.21 Tabela 10.000 0. RESOLUÇÃO: Será realizado apenas para as linha A-1 e fornecer os resultados para os demais pontos.242 1.1977) Notas: 1 – O Taqueômetro possui as constante multiplicativa aditiva C = c + f =0.142 1.52 m é a altura do aparelho (AI).11 65.88 106.715 1.280 Zenital (Z) 86º 00’ 97º 12’ 91º 14’ 79º 38’ 82º 56’ 93º 53’ 98º 21’ 105º 14’ 81º 10’ 86º 44’ Ângulo DH DV Cota 100.500 2.92 +6.86 +6.000 1.200 1.000 0.51 110.73 107. Topografia Prof. A. portanto utilizar-se-á a fórmula 10.285 1.92 -10.000 2.665 1.722 2.278 1.09 +2.002 1.48 98.92 -10.52 Visado 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Ponto Leitura do Círc.98 43.805 1.333 1.

Estando o instrumento instalado em M.74 m Observação: O sinal.(NEGATIVO) ÂNGULO VERTICAL ZENITAL (Z) < 90º 00’ 00” + (POSITIVO) + (POSITIVO) > 90º 00’ 00” + (POSITIVO) .480 2.615 1. A cota do ponto A = 50.000 0.610 97º 47’ 101º 25’ 81º 27’ 84º 23’ Visado Ponto Leitura do Círc. conforme definido na tabela 10. positivo ou negativo de DV. FM = 1. Pastana 158 .000 EXERCÍCIO 3 Supondo-se que a cota de um ponto M = 12. calcule as distâncias horizontais. Hor.530 2. depende do valor do ângulo zenital (Z) ou do sinal do ângulo α.DH = 100 × S × sen 2 Z DH = 100 × (1.242 = 107. Leituras de mira LI LM LS Zenital (Z) Ângulo DH DV Cota 50.740 − 1.000 1.484 − 1. Topografia Prof.780m e DHMP = 88.745 1.2 – Sinais das Distâncias Horizontais e Verticais e função do ângulo vertical.72m e a de um ponto P = 33.520 + 6.700 1. Ai = 1.00m e Ai = 1.92m.740 1. Carlos Eduardo T.000) × sen(2 × 84o 00' ) = +6.484 − 1.75 1 2 3 4 1.47m. Cota1 = Cota A + AI + DV − LM Cota1 = 100.100 1.018 m EXERCÍCIO 2 Com os elementos dados na planilha abaixo.16 m DV = 50 × S × sen(2Z ) DV = 50 × (1.390 2.75m.(NEGATIVO) Tabela 10.000) × sen 2 (84o 00' ) = 48. diferenças de nível e cotas dos pontos.(NEGATIVO) + (POSITIVO) . Calcule o valor do ângulo zenital. Estaca A/1.805 2.000 + 1.15m.2 ÂNGULO VERTICAL (α) + (POSITIVO) DH DV + (POSITIVO) + (POSITIVO) .

vão nos dar aproximadamente a forma do relevo na área terreno em posições e direções diferentes. onde os ângulos. A projeção das várias interseções sobre o plano horizontal de referência (plano topográfico). pois precisaríamos de um número imenso de perfis do mesmo nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo. sendo uma forma de representação gráfica de extrema importância. naturalmente reduzidas pela escala do desenho. são dadas Topografia Prof. para termos uma visão panorâmica e Portanto. na altimetria só conta com a representação gráfica em perfil. a visão geral fica altamente prejudicada.CAPÍTULO 11 CURVAS DE NÍVEL 11 – CURVAS DE NÍVEL 11. aparecem com sua verdadeira abertura e as distância exatas.1 – GENERALIDADES Curva de nível é uma linha que liga pontos na superfície do terreno de mesma cota (altitude). Esta linha é dada pela intersecção de planos horizontais com a superfície do terreno. com planos horizontais eqüidistantes entre si. Mas o perfil só representa a altimetria de uma linha (seja reta. Carlos Eduardo T. que é a planta (projetada num plano horizontal de referência). pela projeção sobre um plano de referência adotado (para cotas) ou plano Datum (para altitudes) das interseções de superfície física considerada. no sistema que estamos estudando. Enquanto a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita. Então. curva ou quebrada) e não de uma área. Pastana 159 . as curvas de nível.

o que é um absurdo.Representação de um trecho de uma curva de nível. mas todas elas têm de ter determinadas condições.1 .levantada. A esta plano topográfico com estas curvas desenhadas em escala reduzida é que damos o nome de planta topográfica planialtimétrica. a seguir. trata-se de topografia acidentada e. que. consoante a configuração do terreno. Sendo assim.2 – CONDIÇÕES QUE AS CURVAS DE NÍVEL DEVEM REUNIR: Para completar o tema. o maior declive de um terreno 11. se estiverem muito próximas. vamos enumerar e que temos de ter em conta quando vamos desenhar o plano: • Toda curva de nível devem ser cheias (linha contínua) e ser fechada (figura 11. Topografia Prof. Pastana 160 . A interpretação do terreno. é feita pelas distâncias horizontais que separam as curvas de nível.Cota 500 e 600 para um mesmo ponto. terreno fortemente inclinado. portanto. temos de dizer que as curvas de nível podem adotar as mais diversas formas. representado por curvas de nível na planta. 600 500 Absurdo !!! Figura 11. Figura 11.2 . Curvas de nível muito afastadas umas das outras indicam que a topografia do terreno é suave. (figura 11. • Duas curvas de nível de cotas diferentes não podem cortar-se.2). de ocorre no local em que aparece a menor distância horizontal entre duas curvas de nível.1). Carlos Eduardo T. porque disto resultaria um único ponto com duas cotas diferentes.

5).• Duas curvas de nível não podem se encontrar e continuarem numa só.(Adaptado de Apostila de Topografia .E. Pastana 161 .4b Representa um terreno em plano uniformemente inclinado (Adaptado de Alberto de Campos Borges . chama-se escarpado. Quando o terreno é de rocha viva. Topografia Prof.4a Representa um terreno em curva. Lins. então anota-se o valor de sua cota sobre a própria linha (figura 11. Figura 11.) • Quando não é possível fechar-se o desenho de certa curva de nível dentro da planta por causa das dimensões do papel.3 . (figuras 11.) • Representar as curvas múltipla de 5 ou de 10 metros com traços mais fortes. Neste caso as várias curvas podem chegar a ser tangentes (figura 11.4b) Figura 11.992. porque teríamos duas curvas de nível superposta e para isto acontecer deveríamos ter um plano vertical. Caso ela se feche dentro dos limites do papel (margem).1. Carlos Eduardo T. Vemo-nos então perante uma escarpa. deve-se anotar o valor de sua cota em ambas as extremidades da curva.vol 2 .3).4a e figura 11. porém com Inclinação uniforme e intervalo = 1 metro Figura 11.E. assinalando o valor das cotas somente nestas curvas (somente curvas de cotas inteiras).

Figura 11. etc. mesmo porque. pode nessa travessia. O que é impossível é fundo do vale coincidir com a cota 37 em toda sua extensão.5 .E.) • Quando uma curva de nível atravessa uma região do levantamento em que não pode ser determinada (leito do rio. tratar-se de um vale cujo fundo ("talveg") é horizontal para esquerda e para a direita. Carlos Eduardo T. Se por um ponto da curva de nível traçarmos uma perpendicular à tangente a esse ponto. Lins. se fosse o caso.(Adaptado de Apostila de Topografia . edificações. as águas da chuva ficariam retidas e formaria um lago no local. Pela figura 11. ou seja. • Figura 11.). deixar de ser traçada ou ser figurada por linha interrompida.(Adaptado de Baitelli / Weschenfelder) • • Uma curva de nível não pode bifurcar-se. Pastana 162 .6 vemos que trata-se de um vale.E. Não existe terreno com esta forma. essa perpendicular representará até chegar a outra curva de nível a linha de maior inclinação do terreno (figura 11.6 .7) Topografia Prof.

– Interrupção brusca. Na figura. COLINA OU ELEVAÇÃO É uma pequena elevação do terreno de forma aproximadamente cônica e redonda na parte superior. recebem o nome de escarpa. Se estas ladeiras ou vertentes são Topografia Prof.3 – PRINCIPAIS ACIDENTES DO TERRENO E SUA REPRESENTAÇÃO 11.8. o terreno na secção AB terá que passar da cota 33 para a 35 sem passar pela cota 34.1. Figura 11. 11.7. Pastana 163 . • As curvas de nível nunca se interrompem bruscamente (figura 11.Figura 11. recebem o nome de ladeiras ou vertentes. – MORRO.3. – Linha de Maior Inclinação.8) Nenhuma curva de nível pode desaparecer ou aparecer repentinamente. As superfícies laterais da colina ou de qualquer outra elevação do terreno quase verticais. Carlos Eduardo T.

9. O I =10m A B PLANTA Figura 11.Representação de uma colina. Se a queremos representar de um modo análogo ao que fizemos com a colina.992. (Adaptado de Alberto de Campos Borges . apenas observando a planta.2.vol 2 . A sua Topografia Prof. DEPRESSÃO OU BACIA Ao contrário da colina. vemos que a sua representação é análoga à da colina.3. Carlos Eduardo T.) 11. com a diferença de que neste caso as curvas de maior altitude envolvem as de menos altitude. – COVA.1. porque suas curvas de nível estão mais próximas umas das outras.9. . cova representa uma depressão do terreno em relação ao que o rodeia.Na figura 11. Pastana 164 . podemos dizer que a encosta OB à direita é mais íngreme do que a encosta OA à esquerda.

10) 8. Nestas.3. envolver as altitudes menores. assim como nas bacias. Pastana 165 . – VALE Se cortarmos uma bacia por um plano perpendicular ao da figura e considerarmos qualquer das duas partes em que a dividimos.) 11. Devemos sempre ter em mente que um vale é uma superfície côncava (figura 11. então são lagoas ou charcos.2 De cr es ce nt es 10 Covão Figura 11.E.E. recebe o nome de lago. (figura 11. sem ter de se observar as altitudes das mesmas. Carlos Eduardo T. É evidente que a união de dois vales forma uma bacia. Lins. Quando a extensão de terreno ocupado é pequena. Quando existe água na cova permanentemente e ocupa uma grande extensão de terreno.10 . as curvas de nível de maior altitude tendem a Co ta s 15 Topografia Prof. (Adaptado de Apostila de Topografia .3. não confundir uma colina com uma cova.11). teremos a representação de um vale do terreno.representação é feita com linhas tracejadas. para que.Representação de uma bacia.

como nas colinas.) 11.4.11 . – DIVISOR DE ÁGUA OU LINHA DE CUMEADA Se cortarmos uma colina por um plano perpendicular. materializa a linha divisora das águas que se dirigem a ambas as vertentes ou ladeiras (figura 11. Topografia Prof. (Adaptado de Antônio Pestana – Elementos de topografia V1. Nestes. Carlos Eduardo T.2006.20 .12). vamos obter a representação de um espigão do terreno. as curvas de nível de menor altitude tendem a envolver as maiores.2.Representação de um vale. É evidente que a união de dois espigões nos dará uma colina. Pastana 166 .Figura 11. Linha de cumiada é o lugar geométrico dos pontos de altitudes mais altas. A linha resultante da união dos pontos de maior curvatura de um espigão recebe o nome de linha de cumeada.

) Na figura 11.20 . pode-se afirmar que todo terreno tem esta forma. • O intervalo entre as curvas de nível é a diferença de altitude entre • O intervalo entre as curvas de nível deve ser constante na mesma • As águas de chuva correm perpendicularmente às curvas de nível. As setas indicam as convergências das águas de chuvas superficiais ou de lençóis freáticos. menos ou mais acentuada. representação gráfica. mesmo considerando-se o intervalo de 10m. Pastana 167 . A grosso modo.Representação de um espigão ou linha de cumeada.13. Carlos Eduardo T.Figura 11. • Divisor de águas de chuva: O vértice do “V” aponta para as cotas Topografia Prof. onde pode-se ver a direita da figura o nascimento de um vale. maiores. aparecem muitas curvas de nível.12 . porque esta direção é a de maior declividade. Conclui-se que: duas curvas consecutivas. (Adaptado de Antônio Pestana – Elementos de topografia V1.2006.

• Coletor de águas de chuva: O vértice do “V” aponta para as cotas
menores.

Vale principal da região Vertente ou grota (recolhedor de águas de chuva) Linha de cumeada ou espigão (divisor de águas de chuva) Sentido de caimento das águas de chuva

Figura 11.13 - Representação de um espigão ou linha de cumeada.

11.4 – INCLINAÇÃO DO TERRENO, DECLIVIDADE OU INTERVALO
Todas estas três variáveis medem o grau de declividade de um talude, rampa ou plano qualquer.

B
(r) pa Ram

Ter

on ren

ra atu

l

DV

A DH
Figura 11.14 – Inclinação do terreno

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168

forma com a horizontal. Exemplo: 20°

A inclinação é dada em graus: É o ângulo que a inclinação do terreno

Observando a figura 11.14 pode-se afirmar que:

ˆ tgA = tgα =

DV DH

DV ˆ Inclinação ⋅ ( o ) = A = α = arctg DH

A declividade é dada em percentual;

Declividade ⋅ (%) = r = tgα =

O intervalo em cm, m ou km

DV DH

Intervalo =

DH 1 1 = ou seja, Intervalo = Declividade DV r

11.5 – PROBLEMAS BÁSICOS COM CURVAS DE NÍVEL 11.5.1 – LINHA DE MAIOR DECLIVE QUE PASSA POR UM PONTO
É a linha, de projeção horizontal reta, que tendo os seus extremos apoiados sobre curvas de nível consecutivas e passando pela projeção do ponto, tem o comprimento ( DV ) mínimo. A demonstração é imediata:

r = tan α =

DV , portanto rmax = DH min DH

11.5.2 – DETERMINAÇÃO DE UM PONTO SITUADO ENTRE DUAS CURVAS DE NÍVEL 11.5.2.1 – INTERPOLAÇÃO GRÁFICA
Na figura 11.15 têm-se os pontos de cotas conhecidas A e B, distantes entre si de 10 m.

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169

Figura 11.15 – Interpolação gráfica

Pelos pontos A e B foram traçadas duas retas paralelas, não necessariamente perpendiculares a AB. Nelas foram marcadas as distâncias 0,3 e 0,6 em qualquer escala, contanto que iguais. São os valores para chegar de 10,7 a 11 (0,3) e de 11,6 a 11 (0,6). Obtemos os pontos C e D. Traçando a reta CD, ela cruza AB em E, que é justamente o ponto de cota 11 na reta AB.

11.5.2.2 – INTERPOLAÇÃO ANALÍTICA
Seja determinar a cota do ponto A, localizado entre as curva de nível 110 e 120.

Figura 11.16 – Interpolação analítica

Traça-se a linha b-c passando por A e normal às curvas de nível. Da figura 11.16 observa-se que:

AA ' = Bb + Aa

Os triângulos semelhantes fornecem a seguinte proporção:

Aa cc ' cc ' = ⇒ Aa = × ba ba bc ' bc '
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170

Mas:

Aa =
Onde:
AA’ = Cota do ponto A (procurada) Bb = Cota do ponto b. CM = Cota Maior, no exemplo Cota c. Cm = Cota Menor, no exemplo Cota b.

CM − Cm × DAb DH

DH = Distância Horizontal entre os pontos “b” e “c” DAb = Distância entre os pontos “A” e “b”, medido horizontalmente, ou seja, projetada no plano topográfico.

Logo:

Cota A = Cm +

CM − Cm × DAb DH

(11.2)

11.5.3 – DETERMINAÇÃO DE UM PONTO QUE NÃO ESTÁ SITUADO ENTRE DUAS CURVAS DE NÍVEL
A cota é calculado por extrapolação sobre uma reta de maior declive que passa pelo ponto. Sempre que possível, esta situação deve ser evitada.

P d’ d A B

Figura 11.17 – Determinação da cota de um ponto por extrapolação

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171

Cota P = Cota A + (Cota B − Cota A ) × Cota P = Cota B + (Cota B − Cota A ) ×

d d'

(11.3) (11.4)

d − d' d'

11.5.4 – TRAÇAR LINHA COM DECLIVE CONSTANTE
No caso em que o alinhamento a traçar deva unir dois pontos dados, tais como o A e B (figura 11.18), o procedimento a seguir é o seguinte: unir A e B por meio de uma reta que vai cortar as curvas de nível entre os pontos b e d, etc.; traça-se a partir de A um segmento entre estas curvas e a curva seguinte que tenha o declive dado, procedendo como no caso anterior; de igual maneira traça-se a partir de b outro segmento na mesma zona, que vai cortar o anterior no ponto a, tendo a linha Aab e declive pedido. O mesmo se faz ente as curvas sucessivas, até chegar ao ponto B, sendo o alinhamento pedido o AabcdeB.

Figura 11.18 – Construção de um caminho de declive uniforme entre dois ponto dados (Adaptado Doméneck, F. V. – Topografia – 1985)

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172

O traçado manual deverá ter início no único ponto que. Carlos Eduardo T. 11. Cada uma destas linhas subirá a respectiva margem. Pastana 173 .11.5. vão sendo traçadas duas linhas de maior declive.19 – Delimitação de uma Bacia Hidrográfica. por uma ou mais linhas de cumeada. se sabe pertencer aos limites da bacia: a seção. A partir dela. atravessará uma zona de tergo e irá inevitavelmente terminar um cume.5. e para uma e outra margem.5 – DELIMITAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA ASSOCIADA A UMA SEÇÃO DE UMA LINHA DE ÁGUA Trata-se de delimitação de toda a região cujo escoamento superficial contribui par alimentar a linha de água desde a sua nascente até à seção considerada. à partida. denomina-se perfil do terreno a linha de corte que se obtém pela interseção de uma superfície de geratriz vertical (muito frequentemente Topografia Prof. Figura 11. A bacia será então delimitada pelas duas linhas assim traçadas e.6 – ELABORAÇÃO DE UM PERFIL DO TERRENO Em topografia. eventualmente.

20 – Elaboração de perfil do terreno B Topografia Prof. Para além dos pontos inicial e final e dos pontos de pontos de cota máxima e mínima locais.um plano vertical) com a superfície do terreno. A representação do perfil é habitualmente distorcida pela utilização de uma escala vertical maior do que a escala horizontal. deverão figurar no perfil os B 210 200 190 200 207 190 180 170 160 150 140 130 130 140 150 160 170 180 A 180 170 160 150 140 130 120 A Figura 11. Linha de corte 180 170 160 185 interseção da linha de corte com as curvas de nível. Pastana 174 . Carlos Eduardo T.

O construtor é um prático. o profissional que. seja por não dominarem o assunto.S. Segundo (CORRÊA. I. Topografia Prof. o engenheiro ou arquiteto. são fundamentais para o a realização profissional.C. Pastana 175 . fator importante para o sucesso e reconhecimento profissional. Carlos Eduardo T.1 – GENERALIDADES Para um engenheiro civil ou um arquiteto. No dia a dia trabalhando com obras residenciais tem-se percebido que muitos profissionais. dos conhecimentos de nivelamento geométrico ou Entende-se como construtor. atribuem aos construtores14 a responsabilidade pelas definições das cotas de apoios ou dentre outras. Não esquecendo que a escolha do método dependerá do tamanho da obra e do volume de terra a ser movimentado. o profissional conseguirá colocar em prática o assunto que será estudado neste capítulo e propiciar aos seus clientes economia e segurança. 2007) o método mais apropriado para o levantamento das curvas de nível do terrenos é o do nivelamento por quadriculação. durante toda sua vida aprendeu o oficio e executa com esmero as obras sem qualquer conhecimento técnico. Utilizando-se taqueométrico. seja por negligência. Com um rápido estudo e aplicação. escolherá o que for mais apropriado para cada situação. uma indústria.CAPÍTULO 12 TERRAPLANAGEM 12 – TERRAPLANAGEM 12. A área a ser terraplenada deve ser locada e em seguida quadriculada. O lado dos 14 também conhecidas como cotas de projeto de uma residência. noções e conhecimentos de terraplanagens.

quatro situações podem ocorrer: 1. Tal método é utilizado apenas para o cálculo da COTA MÉDIA. considerando-se que as cotas a serem obtidas de uma reta. Estabelecido o comprimento a ser adotado. Estabelecimento de um plano horizontal final com a imposição de uma cota pré estabelecida. Topografia Prof. Pastana 176 . Em geral as quadrículas dependerá do relevo do terreno. Para terrenos localizados em áreas urbanas pode-se utilizar quadrados com lados de 5 ou 4 metros. Em terraplenagem. Estabelecimento de um plano horizontal final sem a imposição de uma cota final pré estabelecida. 3. 12. pode ser determinada de uma forma mais rápida e prática. 30 ou 50 metros. Isto serem obtidos sejam o mais próximo da realidade. Para este caso deve-se analisar a situação real em função do projeto proposto. Carlos Eduardo T. A este método. 4. a cota obtida é a COTA MÉDIA (CM) com VOLUME DE CORTE (Vc) = VOLUME DE ATERRO (Va). 2. Dependendo da cota estabelecida pelo projeto. Estabelecimento de um plano inclinado sem a imposição da cota que este plano deverá apresentar. o terreno poderá ser objeto de CORTE ou ATERRO.quadrados tem seu comprimento estabelecido em função da extensão da área e serão as dos vértices dos quadrados. acompanhando o perfil do terreno. Trata-se de um método em que se efetua uma média ponderada das cotas dos vértices levantados no terreno original. este será padrão para toda a quadriculação. para que os resultados a podem apresentar lados com comprimento de 10. também conhecido como método da cota média. ou seja a cota para o qual o Volume de Corte (Vc) é igual ao Volume de Aterro (Va). 20.2 – DETERMINAÇÃO DA COTA MÉDIA – MÉTODO DAS SEÇÕES E MÉTODO DOS PESOS O Método dos Pesos. Os estaqueamentos para a quadriculação deverão ser o mais próximo possível da sinuosidade do terreno. através da escolha da cota de um determinado ponto. Semelhante ao Método do item 1 considerando que o VOLUME DE CORTE (Vc) = VOLUME DE ATERRO (Va). Estabelecimento de um plano inclinado impondo uma determinada cota a este.

0) + 4.0 SEÇÃO 1 Figura 12. Exemplo: Seja o levantamento planialtimétrico representado pela figura 12.0 5.0 4.0 4.00 m15: S1 = [3.0 (B) 5. Pastana 177 .0 (1) 4.4 5.Para o cálculo dos referidos volumes (Vc ou Va) serão necessários executá-los utilizando-se o MÉTODO DAS SEÇÕES. 2] × 20 = 158. Para um melhor entendimento será desenvolvido um exemplo numérico onde será explicada cada etapa para a dedução do método dos pesos. considerando cada situação descrita acima.2 5.0 1.1 . Topografia Prof.0 SEÇÃO 2 4.0 5.2 (A) 5. 20 m 20 m (2) 5. 0 ⋅ m 2 2 15 Pode-se calcular o volume acima de qualquer cota pré-estabelecida.2. – MÉTODO DAS SEÇÕES 1 – Cálculos das áreas das seções acima da cota 1..1.1.2 1.Terraplanagem 12.0 4.6 4.4 (C ) 6.6 5.6 3.0 20 m 5. calcular a cota média pelo Método das Seções e Método dos Pesos.4 6. 6 + 2 × (4. Carlos Eduardo T.

0 + = 5.0 (1) 4. Carlos Eduardo T.4 6. 0 + 178. 2 ⋅ m Área 800. 12. – MÉTODO DOS PESOS Desenvolvendo os cálculos considerando a Cota de Apoio coincidente com o RN. Cota Média pode ser considerada a distância vertical medida a partir da RN = 0.2 – Método dos Pesos Topografia Prof.0 5. 0m3 = 1. os cálculos serão executados em função de distâncias X e Y. 4) + 5.S 2 = [4.2.2. Para demonstrar a validade para o Método dos Pesos. 0m3 = = = 4.00 m.00 m: V = [158. 2 ⋅ m Área 800. 0 + 2 × (4.6 5. 0] × 20 = 3360. A Altura média é a distância vertical medida da Cota de Apoio do projeto (cálculos) até a Cota Média. não faça confusão. 0] × 20 = 178. Pastana 178 . 0 ⋅ m 3 2 3 – Cálculo da Altura Média e Cota Média: Altura média: Altmédia V 3360. 0m 2 Portanto. X X (2) 5. 0 ⋅ m 2 2 2 – Cálculo do volume acima do cota 1. 0m 2 Cota Média: Cotamédia = Cota Apoio + V 3360.2 (A) (B) Pontos com peso 1 Pontos com peso 2 (C ) Figura 12.0 Y 5.

0 m) 2 – Cálculo do Volume a partir do RN = 0. 00 m. pode-se afirmar que: Cotamédia = Cota Apoio + Mas: V Área V Área (12. Pastana 179 . Carlos Eduardo T.1 a distância é de 20. CC1 ..1 a distância é de 20.. genericamente por “n”.00 m.00 m: S1 = [C A1 + 2 × (CB1 ) + CC1 ] × Onde: X 2 e S 2 = [C A 2 + 2 × (CB 2 ) + CC 2 ] × X 2 C A1 .2): Cotamédia = Cotamédia = Mas. C A 2 .. CB1 .1 – Cálculos das áreas das seções (analiticamente) a partir do RN = 0.. onde: O número “2” no exemplo representa que tem-se 2 retângulos. ( S1 + S 2 ) 1 ×Y × 2 Área [(C A1 + 2 × (CB1 ) + CC1 ) + (C A 2 + 2 × (CB 2 ) + CC 2 ) X 1 × ×Y × 2 2 Área Área = 2 X ⋅ Y = 2 XY .2) Cota Apoio = 0. CC 2 = Cota dos vértices X = Distância (na figura 12.00 m: V= 3 – Cálculo da Cota Média: ( S1 + S 2 ) ×Y 2 (12. Pode-se concluir que: Cotamédia = Substituindo (12.1) em (12. pode-se escrever: Topografia Prof.1) Como considerou-se a Cota de Apoio = CotaRN = 0. Substituindo.0 m) Y = Espaçamento das seções (na figura 12.

A2.8 0.0 5.0 5. 0 + 0. 2 m 4× 2 Topografia Prof. Genericamente pode-se escrever: Cotamédia = Onde: ∑ P1 + ∑ P 2 + ∑ P3 + ∑ P 4 4× n (12. Desenvolvendo para o exemplo: n= 2 PESO 1 PESO 2 PESO 3 PESO 4 5.Cotamédia = [C A1 + C A 2 + 2 × (CB1 + CB 2 ) + CC1 + CC 2 )] XY × 2× 2 2 XY [C A1 + C A 2 + 2 × (CB1 + CB 2 ) + CC1 + CC 2 )] 4⋅n Cotamédia = Observar que as cotas dos pontos A1.0 0.8 + 0.4 6. 0 = 5. ∑ P 4 = Somatória das cotas que são utilizadas nos cálculos quatro (4) vezes multiplicada por 4.8 10. Pastana 180 . Carlos Eduardo T.2 20.6 5. Já as cotas dos pontos B1 e B2 são utilizados duas vezes.8 + 20. ∑ P 2 = Somatória das cotas que são utilizadas nos cálculos duas (2) vezes multiplicada por 2. ∑ P3 = Somatória das cotas que são utilizadas nos cálculos três (3) vezes multiplicada por 3.0 x1 x2 x3 x4 ∑ 20.3) ∑ P1 = Somatória das cotas que são utilizadas nos cálculos apenas uma (1) vez.0 Cotamédia = 20. n = Número de retângulos (ou quadrados) semelhantes.4 0.8 20.0 0. C1 e C2 são utilizados apenas uma vez nos cálculos.0 4.

5 (A) (B) (C ) (D) Figura 12. A2.6 5. Os vértices em VERDE (B2.3.2 (2) 20 m 6. E4.3. D2.3 – PROJETO ELUCIDATIVO DAS DIVERSAS SITUAÇÕES EM TERRAPLENAGEM Para o levantamento apresentado na figura 12.4 3.3 20 m 4. C2. Carlos Eduardo T. A4.4.b. B4 e C4) da figura 12. pertencem a quatro (4) quadrados. C1). D4 e D1) da figura 12.b. A3. B4.3 (1) 6. B3 e C3) também pertencem a quatro (4) quadrados.9 3.3. Na figura 12. 20 m 20 m 20 m (3) 6. Na figura 12.3. A4. pertencem a dois (2) quadrados.b. A3.. D2. os vértices em AMARELO (B1. B3 e C3) da figura 12. C1. 12. (3).b OBSERVAR QUE: Os vértices em VERMELHO (A1. D3.6 2.3.b. Na figura 12.3.8 3.5 4. (7). Os vértices em BRANCO (C2 e D3) da figura 12.4 4.5 2.3.a Cotas peso 3 Cotas peso 4 Figura 12. (7) e (9).4 . Pastana 181 . Os vértices em AMARELO (B1.Exemplificando 1 4 7 2 5 8 3 6 9 1 5 8 2 6 9 3 7 4 Cotas peso 1 Cotas peso 2 Figura 12. pertencem a três (3) quadrados.3.a. C4 e D4) também pertencem a dois (2) quadrados.3. pertencem apenas aos quadrados (1).a pertencem apenas aos quadrados (1). A2.Terraplanagem Topografia Prof. (4). os vértices em VERMELHO (A1. os vértices em VERDE (B2.b. E3.3. Já na figura 12.a. desenvolver os cálculos para cada situação prevista nos itens a seguir. (8) e (9).

Verificando a figura 12. em relação às quatro situações citadas acima. pois para uma área destas dimensões o quadriculado deveria ser no máximo de 10 metros e as cotas com precisão de centímetros.1. – PLANO HORIZONAL SEM IMPOR UMA COTA FINAL Para elucidar a metodologia aplicada na terraplenagem. 2 + 0. B1 e A2 apresentam PESO 2. Para não alongar os cálculos é que foi escolhido o lado de 20 m e as cotas com precisão de decímetros ou milímetros. Cálculos: 1) Cálculo da cota média pelo Método dos Pesos. vamos utilizar um mesmo modelo de terreno estaqueado de 20 em 20 metros. 0 = 4. 0 + 34. D2. Desenvolvendo os cálculos considerando a Cota de Apoio coincidente com o RN = 0. Topografia Prof.3. 45 m 4× 6 16 Este modelo não está de acordo com a realidade prática. O quadro abaixo apresenta os cálculos: Cotamédia = 18. No exemplo não existe vértices com PESO 3. Pastana 182 . em forma de um retângulo com dimensões de 40m x 60m.12. Já os vértices B2 e C2 apresentam PESO 4. Carlos Eduardo T. D1 e A1 apresentam PESO 1. e cujos vértices tiveram suas cotas determinadas por nivelamento geométrico com precisão decimétrica16. D3.4 conclui-se que os vértices A3. 6 + 54. C1.00 m e aplicando o Método dos Pesos para o cálculo da Cota Média. C3. Os vértices B3.

000 − 19. 45) × 20.5 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 1 Figura 12.5) X e Y = Distância até a interseção. Carlos Eduardo T. Pastana 183 . – Cálculo dos pontos de locação da curva. 091 m (5.6 (B) X1 (C ) Y1 (D) 5.).a.45 (Cota Média) Aterro 3. X = (CotaSuperior − Cotamédia ) × DH (CotaSuperior − Cotainf erior ) (12.5 Corte 4.5 − 4. (CotaSuperior − Cotamédia ) = Diferença de Nível entre a Cota Superior e a Cota Média. Seção 1: (A) 6.4) X + Y = DH Onde: (12.2) Cálculo de “X” e “Y” correspondentes aos pontos de locação da Curva de Passagem de Corte para Aterro (Cotamédia. (CotaSuperior − Cotainf erior ) = Diferença de Nível entre os extremos. 00 = 19.4 4. DH = Distância Horizontal. 4) Y1 = 20.909 m Topografia Prof.5 − 4.4. 091 = 0. Portanto: X 1 = (5.

– Cálculo dos pontos de locação da curva.b. 615 m 3) Traçado da curva de nível de passagem de Corte para Aterro (Cotamédia.(A) 6.5 Aterro 2.923 m (4.45 (Cota Média) 3.4.). X 2 = (4. 6) Y2 = 20. 077 m (A) 6. 000 − 5.4. 45) × 20.9 Corte 4.923 = 13.5 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 2 Figura 12. 45) × 20. 00 = 5.8 − 4.4 (B) X2 Y2 (C ) (D) 4. Topografia Prof. X 3 = (4.3 (B) X3 Y3 (C ) (D) 4.385 m (4. Pastana 184 .c.6 Aterro 2.8 Corte 4.5) Y3 = 20.8 − 3.9 − 4. – Cálculo dos pontos de locação da curva. Carlos Eduardo T.9 − 3.385 = 14.2 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 3 Figura 12. 00 = 6. 000 − 6.45 (Cota Média) 3.

5 19.3 (1) 6. – Desenho da curva de nível de passagem de corte para aterro. 6 − 4.94 ⋅ m 2 2 2 Topografia Prof. 02 ⋅ m 2 2 2 1 20 S1A = [(4.9 − 4.9 − 4. 45 − 4. 02 ⋅ m 2 2 2 4. 45 − 3.3 20 m 4.45 20 m (3) 6.4 4. 4) × 0.45 3.6 5.5)] × = 33.5 (A) (B) CORTE (C ) (D) ATERRO Figura 12.56 ⋅ m 2 2 2 1 20 S 2 A = [(4.385] × = 22. 45) + (4. 45)] × 20 1 + [(4. 6) × 13.923] × = 25.5 LINHA DE PASSAGEM DE CORTE PARA ATERRO 2.20 m 5.3) Seção 3: S3C = [(6.2) Seção 2: S 2C = [(6.091 4. Pastana 185 .9 6.4 4. 45 − 3.2 (2) 20 m 6. 45) + (5.6 2.923 3.56 ⋅ m 2 2 2 4.d. 45 − 2.5 − 4. Carlos Eduardo T. 45) × 6. 077] × + [(4. 45 − 4.4. 091] × = 42.1) Seção 1: S1C = [(6. 4) + (4.5 − 4. 45) + (4.8 − 4.5)] × = 10.8 3. 4 − 4. 4) Cálculo das áreas das seções 4. 45) × 5.8 − 4. 45 − 3.385 20 m 4.909] × + [(4. 6) + (4. 45)] × 20 1 + [(4.3 − 4. 45) × 19. 45)] × 20 1 + [(5.

56) + 38.80 ⋅ m3 2 20 = 1160. Topografia Prof. 45 − 3.94 Aterro (m2) 10.60 m Ainda analisando o croqui da figura 12. 02 + 2 × (33. • Calcula-se as áreas de corte e aterro para as diversas seções. Pastana 186 .56 22.94 VC = [42. Esta pequena diferença é aceita para os cálculos quando a diferença entre os Vc e Va dividido pela área do terreno estiver na casa dos milímetros. Cota 3. 45 − 2.56 38. • Calcula-se os respectivos volumes 1) Cálculo de “X” e “Y” correspondentes aos pontos de locação da Curva de Passagem de Corte para Aterro (Cota = 3.94] × 20 = 1160. 02 + 2 × (25.94] × VA = [10.80 ⋅ m3 2 Poderá existir uma pequena diferença entre os dois cálculos é devida ao arredondamento na interpolação das distâncias referentes à curva de passagem.60 m Como executado no exercício desenvolvido no item 12.94 ⋅ m 2 2 2 Seção 1 2 3 5) Cálculo dos volume Corte (m2) 42. 615] × + [(4. Carlos Eduardo T.02 25. 45 − 3. 12.56) + 22. a seqüência é a seguinte: • Primeiramente calcula-se a posição da linha de passagem de corte para aterro (no exemplo.5) × 14. a Cota de Projeto será igual a 3.3.02 33. 2)] × = 38.4.1 20 S3A = [(4.2.60 m).5) + (4. – PLANO HORIZONAL COM COTA FINAL IGUAL A 3.2.3.60 m). ou seja. o projeto solicita que a Cota Final.

000 − 17.9 − 3.6) × 20. X 1 = (4. – Cálculo dos pontos de locação da curva.000 − 20.4 − 3.778 m Y1 = 20.a.5) (A) 6.6) Y2 = 20.000 m Topografia Prof.4 (B) X2 (C ) (D) 4.222 m (4.000 m (4.5.00 = 20.5 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 1 Figura 12.9 Corte 3.9 − 3.6 (Cota Projeto) Aterro 2.000 = 0.5 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 2 Figura 12.6 3.5.4 − 3. Pastana 187 . – Cálculo dos pontos de locação da curva. X 2 = (4.5 Corte (C ) X1 (D) Y1 4.(A) 6.00 = 17.b.778 = 2.6) × 20.6 (Cota Projeto) 3.6 (B) 5. Carlos Eduardo T.4 Aterro 3.

– Cálculo dos pontos de locação da curva.5 4. – Desenho da curva de nível 3.6 3.6 5.(A) 6.6 (Cota Projeto) Aterro 2.6 3) Traçado da curva de nível 3.5) 20 m 20 m 20 m 3.9 − 3. Pastana 188 .8 Corte 3.60 m (3) 6.8 − 3.2 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 3 Figura 12.6) × 20.4 4.2 (2) 20 m 6.c.3 LINHA DE PASSAGEM DE CORTE PARA ATERRO (1) 6.8 3.3 (B) X3 (C ) Y3 (D) 4.d.4 3.9 3.5 (A) (B) CORTE (C ) (D) ATERRO Figura 12.6 2.462 = 1.00 = 18.462 m Y3 = 20. X 3 = (4.000 − 18.5.60 m 4) Cálculo das áreas das seções Topografia Prof.538 m (4. Carlos Eduardo T.5.3 20 m 4.5 2.5 3.

00) + 50.3 − 3.08] × VA = [0.6 − 2.11 + 2 × (54.88 − 371.11 ⋅ m 2 2 4.6 − 3.2) Seção 2: S 2C = [(6.5 − 3.6 − 2.000] × = 54.6)] × S 2 A = [(3.11 11.000 + [(3.6 − 3.462] × = 50.5) × 2.8 − 3.11 + 2 × (11.11 54.8 − 3.6)] × S 3 A = [(3.5) × 20.6)] × S1A = [(3.778] × = 83.00) + 15.4.9 − 3.6) + (4.08] × 20 = 2411. Pastana 189 .00 ⋅ m 3 Topografia Prof.4 − 3.00 50. Carlos Eduardo T.9 − 3.6) + (5.6 − 3.00 ⋅ m 2 2 S 3C = [(6.08 Seção 1 2 3 5) Cálculos dos volumes VC = [83.000] × 4.08 Aterro (m2) 0.2)] × = 15.5) × 1.6) × 18.6 − 3.6) + (4.88 ⋅ m3 2 VC − V A = 2411.5 − 3.6) × 20.00 15.3) Seção 3: 20 1 + [(4.08 ⋅ m 2 2 2 Corte (m2) 83.5) + (3.11 ⋅ m 2 2 2 1 = 0.00 ⋅ m 2 2 2 1 = 11.222] × 20 1 + [(5.538] × 20 1 + [(4.08 ⋅ m 2 2 2 1 20.88 = 2040.6) × 17.1) Seção 1: S1C = [(6.88 ⋅ m 3 2 20 = 371.

88 Deste total.6: VBota − fora = (Cota média − Cota projeto ) × Área ⋅ do ⋅ terreno Substituindo-se os valores: (12. Carlos Eduardo T. portanto. uma parte será utilizado no próprio terreno (Volume de Aterro = 371. No exemplo a Cota de Projeto = 3.6 m.60) × (60 × 40) = 2040. portanto.00 ⋅ m 3 Topografia Prof. Pastana 190 .88 m3).45m é maior do que Cota projeto = 3.00 m3) Dos cálculos anteriores sabe-se que a Cota Média (VC = VA deverá ser retirado do terreno (Volume VA ) é igual a 4. conclui-se que: • Se • Se • Se Cota média = Cota projeto ⇒ Não será necessário retirar terra do Cota média > Cota projeto ⇒ Será necessário retirar terra (bota-fora).60 m) será necessário cortar no terreno a quantidade de 2411. Cota média < Cota projeto ⇒ Será necessário colocar terra terreno Vc=Va (o volume será compensado).45 − 3.45 m. Analisando-se o exemplo. Projeto = 3.60m . (empréstimo). A diferença entre o VC e de Bota-Fora = 2040.Obtido os cálculos dos Volumes de Corte e Aterro pode-se observar que para a hipótese em questão. O cálculo do volume a ser retirado poderá ser efetuado através da fórmula 12. será necessário efetuar uma retirada de terra. para a cota imposta pelo projeto de arquitetura (Cota de m3. observa-se que a a Cota média = 4.6) VBota − fora = (4.

6).00 m Topografia Prof.25 2 CotaPerfil"D" = 4.45 + 0.60 = 5. (figura 12.00 m m.12.7) DNX = Desnível para X metros. conforme fórmula 12. direção ao perfil (D).40 m 100 CotaPerfil"B" = 4. Carlos Eduardo T.3. pois do CG até Perfil “C” a distância é de 10.45 + 0. determina-se as cotas dos demais perfis por uma simples Cotas dos Perfis: DN X = X × declividade(%) Onde: (12.85 191 .45 m.3. C e D.7. igual a 20. do perfil (A) em regra de três.45 − 0.45 − 0.00 m m.00 m) declividade (%) = Declividade de projeto (no exemplo = 2%) DN 20 m = 20 × 2 = 0. X = Distância entre as seções (no exemplo: A. A maneira de conseguir tal objetivo é manter a altura do plano inclinado no centro de gravidade da área àquele do plano horizontal cuja curva de passagem é de 4.60 = 3. Pastana CotaPerfil" A" = 4. – PLANO INCLINADO. B.40 = 4. SEM IMPOR COTA DETERMINADA A topografia colocará este plano numa altura tal que os volumes finais de corte e aterro sejam iguais.00 m m. pois do CG até Perfil “B” a distância é de 10. O centro de gravidade (CG) está localizado na linha 2 entre os pontos B e C. Sabendo-se que no Centro de Gravidade (CG) a cota do mesmo é de 4.05 CotaPerfil"C " = 4.65 2 m.40 = 4. pois do CG até Perfil “A” a distância é de 30. pois do CG até Perfil “D” a distância é de 30.45 m estabelecida no projeto e que o plano de declividade é de –2% .

15 × 20.50 0.9 CG 4.000 − 6.15 Aterro 0.6 5.3 4.000 m (0. (A) 6.40 4.25 3.4 4.65 5.85 m 3.85 Corte -2% (B) (C ) Y1 (D) 5.000 m Topografia Prof.65 4.8 3.85 Figura 12.45 3.55 0. Carlos Eduardo T.50 4.25 m 6.85 3.-2% (3) 6.5 4.05 m COTA 4. Pastana 192 .15 + 0.6 2.3 COTA 5.65 m COTA 4.5 (1) (A) 5.35 20 m 4.4 COTA 3.05 (B) (C ) (D) 4.60 X1 1.45 CG 4.00 = 6.2 (2) 6.25 3.35) Y1 = 20.05 20 m 20 m SEÇÃO 1 X 1 = 0.5 2.000 = 14.6. – Plano inclinado 1) Cálculo de “X” e “Y” correspondentes aos pontos de locação da Curva de Passagem de Corte para Aterro para o plano inclinado de -2% de “A” para “D”.

9 − 4.00 = 3.25)] × S1A = [(3.6 Aterro 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 2 X 2 = 0.000 − 5.35 Corte 5.05) + 2 × (5.05 -2% Y2 = 20.5) × 14.85 2.25 3. Pastana S 2C = [(6.45 2 2 1 = 2.5 1.75) Y3 = 20.69 ⋅ m 2 2 2 Topografia Prof.65 4.00 = 5.556 = 14.65 4.000] × 2.2 20 m 20 m 20 m SEÇÃO 3 X 3 = 0.45 ⋅ m 2 2 20 1 + [(4.65 Aterro 3.15 + 0.000] × = 34.444 m Y3 X3 0.15 4.25 + 0.556 m (0.3 1.05) + (4.(A) 6.9 − 4.65) + (4.4 − 5.65) 6.333 m (0.25 × 20.25 (C ) Y2 (D) 0.75 4.9 4.556] × = 16.2) Seção 2: 20 1 + [(4.8 4.65) × 5.35 2.05 -2% (B) X2 0.667 m 2) Cálculo das áreas das seções 2.25 Corte 5.65)] × 193 .65 0.15 × 20.1) Seção 1: S1C = [(6.5 3.6 − 5.4 − 4.25) × 6.85 − 3.4 1.000 − 3.4 − 4.5 − 4.25 3. Carlos Eduardo T.333 = 16.85 1.

69 14.8 − 4. COM COTA FIXA PARA UM PONTO.25 Aterro (m2) 2. Para a situação.25 − 3. também o volume de corte (VC) será igual ao voluma de aterro (VA) 12. para as rampas adotadas qual será a cota do CG e compará-la com a cota média do CG (como utilizado no exemplo 12.89 ⋅ m 3 2 20 = 820.69 30.3).667 ] × Seção 1 2 3 3) Cálculos dos volumes 1 20 + [(4.25 ⋅ m 2 2 2 S 3C = [(6.45 + 2 × (16.2)] × = 30. impõe-se que a estaca “D-3” terá cota de 4.89 ⋅ m 3 2 Quando a cota do CG for adotada igual a Cota Média.4.3 − 5.3. A rampa da estaca “1” para “3” é de -1% e a rampa da estaca “A” para “D” é de -2%.85 − 2.45 m.25 ⋅ m 2 2 2 Corte (m2) 34. Topografia Prof.45 24.25] × 20 = 820.5)] × = 24.5) + (3.5) × 16.S 2 A = [(4.333] × = 14.65) × 3.45 16. Tal procedimento fica como proposta para estudo e treinamento.6) + (3.25 − 3.444] × 2.85 − 2.6) × 14. Para chegar-se a uma conclusão se será necessário colocar ou retirar terra do terreno deve-se verificar.45 + 2 × ( 24.8 − 4. – PLANO INCLINADO NOS DOIS SENTIDOS.3.69) + 30. Pastana 194 . Outra opção é a de se desenvolver os cálculos pelo método das seções.05) + (4.25 VC = [34.25 − 3.3) Seção 3: 1 20 + [(4.69) + 14. como exemplo anterior.25 − 3.69 ⋅ m 2 2 2 20 1 + [(4.65)] × S 3 A = [(4. Carlos Eduardo T.25] × V A = [2.

80 4.90 3.6 C=0.2 2. conforme definido na figura 12.80 5.4 2.5 2.7 -2% 6.0 C=1.4 (2) 3.5 3.7.0 20 m 6.9 C=1.20 m e adotando-se as rampas do projeto.8 C=2. 3 – A estaca “D-3” tem cota fixada pelo projeto igual a 2.Dos exemplos anteriores sabe-se: 1 – A cota média é igual a 4. calcula-se a cota do CG. (figura 12.6 3.1% (menos um por cento).2 0.80 2.3 A=0.80 3.6).4 3.10 4.6 3.8 2.2% (menos dois por cento). Pastana -1% C=2.40 3.3 4.5 2.0 C=1. Topografia Prof.2 (3) 20 m 6. Carlos Eduardo T.45 m 2 – O centro de gravidade (CG) está localizado na linha 2 entre os pontos B e C. 5 – Rampa de “A” para “D” = .4 C=2. 4 – Rampa de “1” para “3” = .6 C=0.00 2.8 C=2.10 195 .70 3.90 (1) (A) 20 m 20 m 20 m (B) (C ) (D) LEGENDA Cota do Terreno C/A Cota do Projeto Figura 12.4 CG 3.20 m. Resolução: Partindo da cota da estaca “D-3” com cota igual a 2.90 3. – Plano inclinado nos dois sentidos.6 C=0.

EXERCÍCIO 3 Em uma área retangular de 60 x 80 metros. com os dados a seguir apresentados de maneira que sobrem 130m3 de terra que serão utilizados em outro aterro. e) Qual será a cota final do plano horizontal que fará sobrar 570m3 de terra.4 – EXERCÍCIOS EXERCÍCIO 1 Calcular a cota final para um plano horizontal de um terreno a ser terraplenado. A eqüidistância entre os pontos nivelados é de 10 em 10 metros. Topografia Prof. em que se deseja efetuar uma terraplenagem. obtendo-se as seguintes cotas: a) Calcular a cota final do plano horizontal que resulte em volumes de corte e aterro iguais. Calcular também os volumes de corte e aterro. c) Calcular o volume total de aterro. EXERCÍCIO 2 Um terreno de 60 x 40 metros foi quadriculado de 20 em 20 metros e nivelado geometricamente.12. de tal maneira que resulte volumes de corte e aterro iguais. d) Calcular o volume total de corte. Carlos Eduardo T. Pastana 196 . b) Desenhar a planta e traçar a curva de passagem entre a área de corte e a de aterro. pretende-se que o plano final seja inclinado de –3% na direção do perfil 1 para o perfil 5.

determinar a cota para volume de corte igual a volume de aterro.00 m Terreno onde será construído.00m Rua B 16 LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO ESCALA 0 10 20 30 40 50 60m Topografia Prof.00 m 12 Rua D 13 15 14 13 Rua C 15.00 m 15 16 65.00m 11 15. interpolando para determinar as cotas dos pontos necessários.00 m 60. Pastana 197 . Carlos Eduardo T. 10 65. onde destacado.00m Rua A 15.00 m 75. 14 120.00 m N 10 11 12 45.EXERCÍCIO 4 Para o Levantamento Planialtimétrico da abaixo.

será necessário: 1) Proceder a um levantamento exato do que vai ser o objeto de divisão. por espólio e divisão entre os herdeiros ou por loteamento da área. Para efetuar uma divisão de terras confiável. Acontecem partilhas também quando o proprietário deseja vender parte de sua propriedade.1 – GENERALIDADES Segundo (CORREA. Aqui trataremos apenas de alguns casos de divisão de terras.). abrange estudos sobre legislação de terras sempre que houver menores na partilha a ação deve ser judicial. destacando-se os diversos tipos de cultura.S. Carlos Eduardo T. a tarefa da topografia é a de medir esta linha divisória e determinar a área de cada uma das partes.C. 4) Sempre observar que as propriedades deverão ter água.CAPÍTULO 13 DIVISÕES DE ÁREAS 13 – DIVISÕES DE ÁREAS 13. I. pois o problema Topografia Prof. Pastana 198 . Se a propriedade a ser dividida seja atravessada por um córrego e que ele seja escolhido como linha divisória. 3) Avaliar financeiramente os valores de cada gleba. 2) Quando a divisão é feita através de uma linha já existente. a divisão de uma propriedade ocorre em situações diversas como por venda de parte do terreno.

não podemos esquecer que os seguintes cálculos já foram realizados: • • • • • • Determinação do Erro de Fechamento Angular (Efa) e compensá-lo. será desenvolvido um exemplo completo. (1)-(2)-(3)-(4)-(5)-(6)-(7)-(1). serão desenvolvidas várias hipóteses de divisões da área. Calcular a área adotando como poligonal de divisa as coordenadas dos pontos: Topografia Prof. – DETERMINAÇÕES DAS DISTÂNCIAS E AZIMUTES (OU RUMOS) A PARTIR DAS COORDENADAS TOTAIS.432 859.089 1. 13.240 1.680 0.1. 13.1 – Coordenadas Totais Partindo da tabela de Coordenadas Totais. Carlos Eduardo T. Pastana 199 .000 Y 0.602 1. Aproveitando o levantamento topográfico desenvolvido no Capítulo 7.Plantas existentes. cujas coordenadas totais encontra-se na tabela 13.2 – DESENVOLVIMENTO DE UM EXERCÍCIO COMPLETO. ESTACA 1 2 3 4 5 6 7 COORDENADAS TOTAIS X 293.657 1. devem ser abandonadas.394. Determinações das Coordenadas Totais adotando o ponto mais a Oeste e mais ao Sul como origem. dando lugar a novas medidas.894 355.657 844.198 807.747 TABELA 13.000 671. muitas das quais incompletas ou medidas toscamente.342.767. Relativo (M).1.277. Determinações dos Azimutes (ou rumos) compensados. Para melhor ilustrar. Erro de Fechamento Linear Absoluto (Efl) e Distribuição do Erro de Fechamento Linear Absoluto (Efl).2. Cálculos das Coordenadas Parciais.575 790.570 891.

2 6 894 E 3 2 4” ’0 09 40 o o 1 FIGURA 13. N 5 7 ’0 ”N NW o ’ 31” 5 07 SE 1 85 m 3 85. E SW 45 43 6 . SW 87 8. NW 19” 09’ 9 m SE 1 . ou 42. paulista.8 02 o 4m ’2 ”N 8’ 07 71 5 SW 50 m 439. obtendo-se o croqui apresentado na figura 13. Pastana 200 .1 – Croqui da Área.4351 alq. calcula-se as distâncias e rumos (ou azimutes) corrigidos. Carlos Eduardo T.2.6930 hectares. 13 m NE Topografia Prof. o 33 SE 61 o 1 7 . 07 91 m 6 o 4 4” NE NW 2” 32 0m 35 4 8’ SW 1.Com as coordenadas totais.1 e tabela 13. 9 7 ÁREA = 102.

Carlos Eduardo T. Pastana 201 .84 385.950.2.000 857.1654 − 1.394.432 PRODUTOS POSITIVOS 196. • CÁLCULOS DAS ÁREAS PARCIAIS: ESTACA 1 2 3 4 1 Gleba 1 . A Gleba 2 .000 Y 0 671.432 859.949.394.575 .438.602.677 0.657 1.13 439.1654 1.Linha 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-1 Distância (m) 878.50 702.2859 AGleba −1 = 2.854 SOMATÓRIO 2. partindo-se do ponto 4 (891.502. 13. Topografia Prof.672.081.429 719.3 – Distância. Rumos e Azimutes corrigidos.517 1.986.2859 2 = 343.85 607.2 dividindo a gleba total em duas (2) glebas distintas.575 293.26 Rumo Corrigido 40º 09’ 04” NE 71º 58’ 07” NE 33º 18’ 42” NW 15º 07’ 31” NW 45º 43’ 07” SW 35º 32’ 24” SW 19º 09’ 19” SE Azimute Corrigido 40º 09’ 04” 71º 58’ 07” 326º 41’ 18” 344º 52’ 29” 225º 43’ 07” 215º 32’ 24” 160º 50’ 41” TABELA 13.972 693.9397 m2.90 894. – HIPÓTESE 1 – DIVIDIR A ÁRES EM DUAS ÁREAS IGUAIS PARTINDO DE UM PONTO.60 0 NEGATIVOS 0.701.57 891.2.24 1.672.986.Oeste (W) será determinada pelos pontos: (1)(4)-(5)-(6)-(7)-(1).003 409.1.602.198 807.438. Será analisado a divisão proposta na figura 13.602) Primeiramente deve-se escolher uma linha divisória passando pelos pontos com coordenadas totais conhecidas.220.277.715.781.Leste (E) será determinada pelos pontos: (1)-(2)-(3)-(4)-(1).91 611. A área apresentada deverá ser dividida em duas (2) áreas iguais.Leste (E) – Perímetro: (1)-(2)-(3)-(4)-(1) COORDENADAS TOTAIS X 293. A Gleba 1 .

9289 m2.3473072. • CÁLCULO DA COMPLEMENTAR E COORDENADAS DO PONTO A: Analisando-se os valores obtidos para cada Gleba parcial observa-se que a Gleba 1 – (E) é menor do que a Gleba 2 – (W).847.459.66 844. 2 O croqui da figura 13.68 0 293.802 SOMATÓRIO 3.000 Y 0 1.854 1.072.382.518.8578 m2.875.342.747 0 NEGATIVOS 0. O objetivo é o de obter as duas glebas iguais.9181 m2.3714 2 = 683.1) Portanto.220.347. Para tanto.000 247.000 1.354 628.575 790. Carlos Eduardo T.376.081.767.464.899. obtendo-se a Área a acrescentar: AAcrescentar = d1−4 × h = 170.9181=1.492.979. ATotal = AGleba −1 + AGleba −2 = 343. deve-se somar à Gleba 1 – (E) a diferença de área obtida efetuandose a seguinte conta: AAcrescentar = Atotal − AGleba −1 = 513.60 1.102.894 355. deve-se calcular a área do triângulo ∆1-4-A.2076 1.216 0.081.3714 AGleba −2 = 3.9397 = =170.343.375 1.9892 m2.847.9892 m2 2 (13.2076 − 1.Oeste (W) – Perímetro: (1)-(4)-(5)-(6)-(7)-(1) ESTACA 1 4 5 6 7 1 COORDENADAS TOTAIS X 293.613 0. Pastana 202 .575.432 PRODUTOS POSITIVOS 409.09 1.9397+683.982.365 300. 2 (13.394. ou seja: A1 = A2 = Atotal =513.026.929.061.376.2) Topografia Prof.432 891.464.Gleba 2 .9289 .3 determina que a área a ser acrescentada deve ter como base a linha 1-4.979. Verifica-se que a somatória das áreas parciais totaliza o valor da área da gleba total.382.

paulista.9892 × 2 = 224.22 m senα sen42 o 22'11" (13. Portanto: h= Mas: 170. Carlos Eduardo T.4) Calculando as Coordenadas Totais do ponto de divisa A: Topografia Prof.3) senα = h d1− A ⇒ d1− A = h 224.5 SE 33 18 70 2.(w) NE ’4 o 35 61 52” 6m 7 SW GLEBA 1 .6930 hectares ou 42.(E) NE ’ 07” 1 58 SW 7 0m 439.2 – Divisões de Área.1 40 3 o m o (13. Pastana 203 .026.9 W 607 S o 6 SE 15 o W 1” N 07’ 3 5m .4351 alq.N 5 NE 7” ’0 43 m 1 45 .2 6 894 2 4” NE ’0 09 1 FIGURA 13.929.4 3 1 . NW 2” 4” NE ’2 32 0m SW 1 .8 385 4 ÁREA =1.382.517.56 = = 333.8578 m2.5 1 W 9” N o 9’ 1 9 0 m SE 1 .9 GLEBA 2 . ou 102.46 SW 87 8 .56 m 1. 8 o 4 m 12’ 23 o 7 .

657 1.950.432 m 0.246.198 807. Pastana 204 .220 × cos(340 o 50'41" ) = 184.972 693.7350 1.502.926.774 0 NEGATIVOS 0.953.246.926.429 719.6) (13.6013 AGleba −1( E ) + AAcréscimo = 2.57 891.000 Y 0 671.701.677 280.364. Topografia Prof.953.425 92. deve-se recalcular as áreas da Gleba 1 – (E) e somar-se a área acrescentada.∆X = d × sen( Az ) e ∆Y = d × cos( Az ) Portanto: (13.394.465.734.644.570 0.5) X A − X 1 = d1− A × sen( Az1− A ) YA − Y1 = d1− A × cos( Az1− A ) X1 = Y1 = d1− A = Az1− A = 293.432 + 333.60 314.220 × sen(340 o 50'41" ) = YA = 0.316.7350 − 1. • VERIFICAÇÕES: Poligonal (A)-(4)-(5)-(6)-(7)-(A): Poligonal (1)-(2)-(3)-(4)-(A)-(1): ESTACA 1 2 3 4 A 1 COORDENADAS TOTAIS X 293.277. Carlos Eduardo T.6013 2 = 513.949.000 m 333.24 1.432 859.432 PRODUTOS POSITIVOS 196.517 1.7) Calculando tem-se: X A = 293.774 m Para verificar.220 m 340º 50’ 41” (13.092 293.781.316.715.745 SOMATÓRIO 2.0669 m2.000 + 333.003 256.000 857.092 m 314.575 184.

o 8.929.6930 hectares ou 42.2 6 894 2 AACRESCENTAR ’0 4” NE A h R1-7 R1-4 α=R +R =42 22’ 11” 1-4 1-7 SW 87 N o 09 40 1 FIGURA 13. Carlos Eduardo T.(w) NE 4 8’ o 35 52” 7 SW GLEBA 1 .5 W 9” N o 9’ 1 9 0 m SE 1 .9 GLEBA 2 .4351 alq.3 – Cálculo da Área Complementar. 07 6 4 ÁREA =1.026.8578 m2. paulista.(E) m 46 33 SE 61 o 1 2 70 .84 2” m 1 7. 13 m o Topografia Prof.N 5 ” 07 91 W 1” N o 7’ 3 5 0 m SE 1 . Pastana 205 .8 5 38 5 NE m SW 45 43 6 ’ o . 23 o E 07 ” N 12’ 3 1 . ou 102. ’ 1 58 SW 7 50 m 439. NW 4” NE ’2 32 0m SW 1.

585.734.7781 − 2.342.000 155.2176 alqueires paulista.60 1.194.774 1.9329 m2.655.09 1.394.518.982.167.425 1.747 314.899.655.061.ESTACA A 4 5 6 7 A COORDENADAS TOTAIS X 184. Pastana 206 .773 SOMATÓRIO 3. o Memorial Descritivo deverá ser efetuado: • • • Memorial Descritivo da Gleba Total.2.3465 hectares ou 21.575 790.1340 m2) refere-se a aproximação matemática.167. Memorial Descritivo da Gleba 1 (E).102.767.9123 2 = 513.7781 2. Pode-se observar que matematicamente os valores das duas áreas são divergentes. • MEMORIAL DESCRITIVO: Após as conclusões dos cálculos.774 NEGATIVOS 280. Para traçar uma paralela a uma determinada linha.194.092 891. – HIPÓTESE 2 – DIVIDIR A ÁRES EM DUAS ÁREAS IGUAIS TRAÇANDO UMA PARALELA À LINHA 1-7.570 1. Topografia Prof.375 1.459.464. 13.3.613 0. A área da Gleba (E) é igual a da Gleba (W) = 51.644.575.365 300.492.585. Analisando como engenheiros afirma-se que a diferença (0. O exemplo foi realizado para uma divisão com áreas iguais para as duas glebas. Pode-se realizar calculando-se áreas menores ou maiores.510.9123 AGleba −2(W ) − AAcréscimo = 3.894 355. Memorial Descritivo da Gleba 2 (W). Carlos Eduardo T.68 0 184.000 Y 314.216 0.354 628. Primeiramente deduziremos as fórmulas para posterior aplicação direta.66 844.092 PRODUTOS POSITIVOS 256.

C NE ’ o 32 5 m 3 0 SW 11.4.Toma-se como base um trapézio formado pelas linhas 6-7.26 m 1=C R1-7 ^ 1=R +R =59 18’ 23” 1-2 1-7 7=B ^ 7=180 -(R +R )=125 18’ 17” o o 7-6 7-1 R7-1 NW 19 09’ 19” SE DBC o FIGURA 13. Pastana o (13.1 tomando-se como linha base a linha 1-7. 7-1 e 1-2 da figura 13. Da figura 13.4.9 6 R7-6 N 1=C ^ ^ N ^ 894.9) DMN − DBC = 2 2 2S × ( DMN − DBC ) h Da figura 13. Carlos Eduardo T.13 SW 87 E 6 ” 24 a1 M h ^ B-90 o S DMN 7=B ^ ^ a2 N h R1-2 90 .8) 207 . Área do trapézio formado pelos vértices (B)-(C)-(N)-(M): ( DMN + DBC ) 2S × h = S ⇒ ( DMN + DBC ) = 2 h Multiplicando os dois termos por ( DMN − DBC ) o ( DMN + DBC ) × ( DMN − DBC ) = 2S × ( DMN − DBC ) h (13.4 – Dedução da fórmula para dividir a área traçando paralela.pode-se afirmar: N 2 ”N 04 o 9’ 0 m 40 8. DMN − a1 + a2 = DBC Topografia Prof.

4 2S DMN + DBC (13.12) ˆ ˆ ( DMN − DBC ) = a1 − a 2 = − h × cot g ( B ) − (h × cot g (C )) ˆ ˆ ( DMN − DBC ) = −h × (cot g ( B ) + cot g (C )) (13.11) a2 ˆ ˆ ˆ = tg (90 o − C ) ⇒ a2 = h × tg (90 o − C ) ⇒ a2 = h × cot g (C ) h Logo: (13. a1 e a2 serão positivos.14) Desenvolvendo (13.( DMN − DBC ) = a1 − a 2 Mas: (13.16) h ˆ sen(B) a2 serão negativos. No nosso exemplo o ângulo que determina a1 é obtuso e o ângulo que determina a2 é agudo. Pastana 208 .13) em (13.8). h= Da figura 13.15) ˆ ˆ cos( B − 90 o ) = sen( B ) = DBM = h DBM (13. tanto a1 quanto Topografia Prof. Para os ângulos obtusos. 17 Se os ângulos do trapézio forem agudos.10)17 a1 ˆ ˆ ˆ = tg ( B − 90 o ) ⇒ a1 = h × tg ( B − 90 o ) ⇒ a1 = −h × cot g ( B ) h e (13. DMN − DBC = 2 2 2S ˆ ˆ × −h × (cot gB + cot gC ) h 2 2 ˆ ˆ DMN = DBC − 2 S × (cot gB + cot gC ) 2 ˆ ˆ DMN = DBC − 2 S × (cot gB + cot gC ) (13. Carlos Eduardo T.9) e desenvolvendo.13) Substituindo (13.

49 = 513468.26) ×h = × 554.26) 2 − 2 × 513.1 traçando uma paralela ao lado 1-7 de tal modo que as duas áreas sejam iguais. Será efetuada a divisão da gleba da figura 13.15).464. 2 2 DETERMINAÇÃO DE DBM UTILIZANDO A FÓRMULA (13.15) e CÁLCULO DA ÁREA • h= 2 × 253.78 m DETERMINAÇÃO DO VALOR DA DISTÂNCIA (h) UTILIZANDO A FÓRMULA (13.78 + 894.26 h = 554.464.9289 957.16) e (13. Carlos Eduardo T. utilizando-se as fórmulas (13.17) DIVIDIR A GLEBA TRAÇANDO UMA PARALELA.14). Pastana 209 .78 + 894.49 m S= • ( DMN + DBC ) (957.9608 m2. (13. Sabe-se: DBC = 894.17). DETERMINAÇÃO FÓRMULA (13.26 metros ˆ B= ˆ C= S= 125º 18’ 17” 59º 18’ 23” 513.16) Topografia Prof.9289 m2.464.h ˆ ˆ cos(90 o − C ) = sen(C ) = DCN DCN = • h ˆ sen(C ) (13.9289 × (cot g (125O18'17" ) + cot g (59 O18'23" )) DMN = 957. (13.14) DO VALOR DA DISTÂNCIA • ( DMN ) UTILIZANDO A DMN = (894.

16) No exemplo deve-se substituir a DBM = D6−7 = 611. • DETERMINAÇÃO DE DCN UTILIZANDO A FÓRMULA (13.90 × sen125o18'17" = 499.5 mostra detalhadamente o procedimento a ser adotado.C N o R6-5 DOP h2 NE N O 6=M ^ 6 = 115 07’34” o ’2 o 32 5 0m 3 SW 11.3170 m2.26 m ’0 o 09 0 4 SW . R7-6 N h1 ^ B-90 o 7=B ^ ^ 1=C R1-2 ^ ^ N 894.845.9 6 S1=460.5).17) Será utilizado a altura h1 para determinação do novo valor de DCN . D6−7 = h1 ˆ sen( B) ˆ h1 = D6−7 × sen( B) = 611. (ver figura 13.DBM = 554.44 m > 611. Pastana o 210 .37 m ” NE o 3’ 07 5 4 SW 4 5 N a1 S2 a2 2 P h2 90 .13 m 8 87 DMN 4” NE 4” D6N ^ 1=C R1-7 ^ 1=R +R =59 18’ 23” 1-2 1-7 7=B ^ 7=180 -(R +R )=125 18’ 17” o o 7-6 7-1 R7-1 NW 19 09’ 19” SE DBC o FIGURA 13.5 – Determinação da Área S2. A figura 13. Topografia Prof.90 m IMPORTANTE: Como a distância DBM é maior do que o lado 6-7. Carlos Eduardo T.49 sen(125O18'17") DBM = 679. • DETERMINAÇÃO DE h1 UTILIZANDO A FÓRMULA (13. deve-se rever os cálculos.90 m (comprimento da linha 6-7) e determinar o valor de h1 .

327. Topografia Prof.0000 Y 0 443. a diferença.751.0000 247875.870 1342.656 844.432 667.464.9347 300.747 0 NEGATIVOS 0.72 m • DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE M Para o exemplo as coordenadas do ponto M são iguais ao do ponto 6.459.883 m 443.442.845. Pastana 211 .72 m 40º 09’ 04” 667. Portanto. ou seja a área a ser obtida será S2 = 52.4705 0.1824 405.432 m X C = X1 = YC = Y1 DCN = Az1−2 = 0.1824 − 405.72 × cos(40 o 09'04" ) = • CÁLCULO DA ÁREA PARCIAL S1 (PARCIAL): Calcula-se a área parcial utilizando as coordenadas dos pontos conforme informado abaixo.37 sen(59 O18'23" ) DBM = 580.870 m X N = 293. Poligonal (1)-(N)-(6)-(7)-(1): ESTACA 1 N M=6 7 1 COORDENADAS TOTAIS X 293.883 355.7772 896. Sabe-se que a área a ser obtida é de 513.000 + 580.6119 m2.680 0 293.751.432 + 580.0000 157875.7466 0.72 × sen(40 o 09'04" ) = YN = 0. Carlos Eduardo T.3170 m2.245.619.5483 S1 = 1.DCN = 499.5483 2 = 460.327.432 PRODUTOS POSITIVOS 130.000 m 580.8017 SOMATÓRIO 1.736.9289 m2.442. • DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE N 293.

2 2 Somando-se a área m2) refere-se a aproximação.0094 DETERMINAÇÃO DE DMO UTILIZANDO A FÓRMULA (13.16) S2 com a área S1 tem-se 513.619.9195 m2 que está • DMO = 55.Deve-se repetir os cálculos adotando-se os seguintes valores: D6 N = 951.3066 m < 607.4654) ×h = × 55.17) DNP = 55. Topografia Prof.9289 m2).6119 × (cot g (115O 07'34" ) + cot g (59 O18'23" )) DOP = 944.13 – 580.91 m – OK. Pastana 212 .15) h2 = 2 × 52.5481 m < (878.5486 m • DETERMINAÇÃO DO VALOR DA DISTÂNCIA (h2 ) UTILIZANDO A FÓRMULA (13. A diferença encontrada (0.5055 sen(59 O18'23" ) DNP = 64.464.5055 m S2 = ( DOP + D6 N ) (944.5486 + 951. Carlos Eduardo T.6119 m2 • • RECÁLCULOS: DETERMINAÇÃO DO VALOR DA DISTÂNCIA ( DOP ) UTILIZANDO A FÓRMULA (13.6119 951. próximo da área desejada (513.619.5055 = 52.4654) 2 − 2 × 52.464. • DETERMINAÇÃO DE DNP UTILIZANDO A FÓRMULA (13.5055 sen(115O 07'34" ) DMO = 61.5486 h2 = 55.619.6025 m2.4654 + 944.14) DOP = (951.619.72) m – OK.4654 m (Calculado entre os pontos MN) ˆ 6= ˆ C= 115º 07’ 34” 59º 18’ 23” S 2 = 52.

2669 × cos(40 o 09'04" ) = • CÁLCULO DA ÁREA PARCIAL S1 + S2: Calcula-se a área da gleba apartada.6637 536.2669 × sen(40 o 09'04" ) = YP = 0.656 + 61.680 m 1342.208 m X P = 293.570 355.432 + 645.722.0000 197071.1448 492780.1731 0.486.459. Carlos Eduardo T.747 0 NEGATIVOS 0.964.0000 Y 0 493.0538 300.0000 247875.• DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE O.988.6130 0.1973 937.504 m 493.3066 m 45º 43’ 07” 399.8668 982. Poligonal (1)-(P)-(O)-(6)-(7)-(1): ESTACA 1 P O 6 7 1 COORDENADAS TOTAIS X 293.2669 m 40º 09’ 04” 709.385.8017 SOMATÓRIO 1.000 m 645.432 709.680 + 61.000 + 645.570 m 1.656 m Y6 = YM DMO = Az 6−5 = 61.680 0 293.1196 Topografia Prof. Pastana 213 .3066 × cos(45 o 43'07" ) = • DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE N 293. X 6 = X M = 355.727.208 1385.459 1342.459 m X O = 355.657.432 m X C = X1 = YC = Y1 DCP = Az1− 2 = 0.3066 × sen( 45 o 43'07" ) = YO = 1342.504 399.432 PRODUTOS POSITIVOS 144.657 844.

57 891.820.0030 1102982.9289 m2) observa-se uma diferença de (0.504 PRODUTOS POSITIVOS 476.2769 S Re manescente = • 5.385.465.0389 m2) e o valor de a aproximações.24 1.464.504 859. Pastana 214 .1196 2 = 513.793.575.217.767.5350 693.2906 857502.492.6637 SOMATÓRIO 5.254. Topografia Prof.394.7 observa-se que existirá um triângulo formado pelos pontos (2)(3)-(A) do qual se deve calcular a área e descontar da área que será obtida para a divisão proposta.464. Se compararmos o valor obtido para a divisão (513.60 1. Memorial Descritivo da Gleba paralela ao lado 7-1.701.657 1.208 NEGATIVOS 423989. Carlos Eduardo T.4682 197.575 790.S S1 + S2 = 1.820.793.3752 1.964.2769 2 = 513. Memorial Descritivo da Gleba remanescente.1448 Y 493.7200 m2.2.5365 982988.09 1.657.894 399.183.465. 13. MEMORIAL DESCRITIVO: Após as conclusões dos cálculos.727.4.949.751.1973 − 937.183.781.4289 719715.3542 706076.254.5167 1.1100 m2) referente • CÁLCULO DA ÁREA REMANESCENTE: Subtraindo-se da área total a área apartada obtêm-se: Poligonal (P)-(2)-(3)-(4)-(5)-(O)-(P): ESTACA P 2 3 4 5 O P COORDENADAS TOTAIS X 709.095.7170 − 4.459 493.208 671.570 709.198 807.277.071. Da figura 13.6771 1.7170 4. o Memorial Descritivo deverá ser efetuado: • • • Memorial Descritivo da Gleba Total. – HIPÓTESE 3 – DIVIDIR A ÁRES EM TRÊS (3) ÁREAS IGUAIS TRAÇANDO UMA PARALELA À LINHA 1-2. partida (513.0389 m2.

Carlos Eduardo T.Y2).6 – Uma reta passando por dois pontos P1 e P2 (13. Para encontrar os parâmetros a e b da reta y = ax + b basta considerar que a representa a sua inclinação e b o valor da ordenada y da reta para o qual a abscissa x é nula. Com isso teremos 2 equações e 2 parâmetros a determinar.6). Como a equação da reta nos deixa 2 parâmetros a serem determinados ( a e b ). O importante é que os pontos escolhidos estejam bem afastados.Y1) e P2(X2.18) (13. Sejam os pontos escolhidos P1(X1. ou seja.• RELEMBRANDO: Calcular primeiramente a intersecção da reta que contem os pontos 1-2 e a reta que contem os pontos 3-4. Da geometria analítica revisamos como obter as equações das retas. podemos utilizar o método da geometria analítica. tomamos 2 pontos ( x e y ) e escrevemos a equação da reta para cada um deles. sua inclinação e interseção. Pastana 215 .19) Y1 = aX 1 + b Y2 = aX 2 + b Topografia Prof. Basta resolver o sistema para obtermos a e b . e sobre a reta. Então: FIGURA 13. para evitar que pequenos erros nas suas coordenadas acarretem grandes diferenças nos cálculos dos coeficientes (figura 13.

1.432 .198 671.19) – (13. Igualando (13.8316421 Analogamente. para os pontos: (13.185390966 ⋅ x1−2 − 347.657 .602) (13. Carlos Eduardo T. 671.18): (Y2 − Y1 ) ∆Y = ( X 2 − X 1 ) ∆X (13. 807.198 − 0.22) e (13.657 − 293. 0. fazendo (13.225 m Portanto: y1−2 = 671.000) P2(859.Resolvendo o sistema. Pastana 216 .825823 m Topografia Prof.575 .20) em (13.000 = 671.394.198) ∆Y = Y2 − Y1 = 671.23) y3−4 = -1.277.432 = 566.23) e resolvendo: y = y1−2 = y3−4 e x = x1−2 = x3−4 determinaremos o x = 1144.18): Y2 − Y1 = a( X 2 − X 1 ) a= Substituindo (13.225 566.296452 No ponto de interseção ponto “A”.22) P3(1.432) 566.198 m ∆X = X 2 − X 1 = 859.240) P4(891.198 x1−2 + (0 − × 293.570 .521682923 ⋅ x3−4 + 2751.20) Y1 = ∆Y X1 + b ∆X b = Y1 − ∆Y X1 ∆X (13.21) • 3-4: Para os pontos: Mas: DETERMINAR AS EQUAÇÕES DAS RETAS FORMADAS PELOS PONTOS 1-2 e P1(293.225 y1−2 = 1.

2 2 Topografia Prof.15) e CÁLCULO DA ÁREA h= 2 × 291.825823 859.072.657 PRODUTOS POSITIVOS 693.309.1926 m S= ( DMN + DBC ) (1253.4871× (cot g (106 O 32'14" ) + cot g (59 O18'23" )) DMN = 1253.y = 1009.751.072.1693 2 = 51.657 1277.5429 SOMATÓRIO 2.929.234547 m • CÁLCULO DA ÁREA DO TRIÂNGULO S1: ESTACA 2 3 A 2 Poligonal (2)-(3)-(A)-(2): COORDENADAS TOTAIS X 859.4871 m2. Carlos Eduardo T.198 807.5167 1.649.0998 2.2804 + 1320.072. traçando-se uma paralela ao lado 1-2.751.8578 m2 = = = 342.247.072.198 NEGATIVOS 857502.4652 m2 291.3885 h = 226.9523 m2 51.2804 + 1320.8029 Y 671.722.4289 924149.240 1009.649.237.1975 867595. Pastana 217 . O exemplo solicita que a área original seja dividida em 3 partes iguais.2804 m • DETERMINAÇÃO DO VALOR DA DISTÂNCIA (h) UTILIZANDO A FÓRMULA (13.234547 671.949. a área da primeira gleba será: Áreatotal ÁreaGleba 1 ÁreaS1 (-) = 1.4652 m2.4871 m2 ÁreaComplementar • DETERMINAÇÃO FÓRMULA (13.237.1926 = 291.3885) ×h = × 226.4871 1253.3885) 2 − 2 × 291.0998 − 2.367. Portanto.404.289.1693 S1 = 2.14) DO VALOR DA DISTÂNCIA ( DMN ) UTILIZANDO A DMN = (1320.7802 768.570 1144.026.247.722.

21 63 m 09 ’0 m 425 63. Topografia Prof.1926 = 263.9528 m < 461.7 – Hipótese 3 – Primeira Gleba.0 M N 2 SW 1 ^ 40 o 87 09 8.70 1 24 m 39.1926 = 235.0425 m < 894. 32 ’2 ^ A 4” NE N m ’4 28 o 18 3 . Pastana 218 . 38 2 40 85 -4 ” NE 8’ 07 71 5 SW o 4” NE - m 44 2 3 S1=51. 17 ÁREA = 102.26 m sen(59 O18'23" ) DETERMINAÇÃO DE D A− N UTILIZANDO A FÓRMULA (13.16) D1− M = • 226.237.85 385 91 7.16) D A− N = 226.50 o .• DETERMINAÇÃO DE D1− M UTILIZANDO A FÓRMULA (13.26 .2 80 4 7 m 4. 60 m 4 NW 2” 91 .4652 m2. Carlos Eduardo T.6930 hectares.1319 m sen(106 O 32'14" ) N 5 - 6 m . o ^ o ^ A = 106 1 = 59 18´ 23” 32´ 14” 1 FIGURA 13.90 SW 5 SE 1 m 45 E ”N 07 ’ 43 o o W 1” N 07’ 3 m . ’0 13 4” m N E- 13 2 SW 0.95 3 5 23 SE 5m N -6 11 5 22 SW 35 A m 81 .89 ” NW 9 o 9’ 1 9 0 75 m SE 1 1.25 8 12 53 .

6570 1.8258 m 1009.5700 1.206.0934 249873.2345 m 235.2345 + 235.9528 × cos(326 o 41'18" ) = 1.9528 m 326º 41’ 18” XA = YA = D A− N = Az3−4 = X N = 1144.451.277.1200 293.0425 × sen(340 o 50'41" ) = YM = 0. X1 = 293.206. Topografia Prof. Carlos Eduardo T.999.0000 857502.831.6537 S GLEBA−1 = 2.3939 1.0000 Y 0.8701 m2.5684 72911.432 + 263.015.5631 SOMATÓRIO 2.4320 PRODUTOS POSITIVOS 196.4320 859.4289 819544.479 m Y1 = D1− M = Az1−7 = X M = 293.144.419 m • CÁLCULO DA ÁREA DA GLEBA 1 (1/3 DA ÁREA TOTAL) ESTACA 1 2 3 N M 1 Poligonal (1)-(2)-(3)-(N)-(M)-(1): COORDENADAS TOTAIS X 293.831.4192 248.9217 0.1980 807.9715 693.432 m 0.120 m 248.950.0425 × cos(340 o 50'41" ) = • DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE N 1.3939 − 1.242 m YN = 1009.9528 × sen(326 o 41'18" ) = 1.684. Pastana 219 .8258 + 235.999.265.284.2422 207.309.0000 671.451.5167 1.6537 2 = 342.4786 0.0425 m 340º 50’ 41” 207.684.000 + 263.015.2400 1.• DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE M.541.000 m 263.949.0000 NEGATIVOS 0.9840 252.

8940 355. Topografia Prof.1791 m para o ângulo N = 106º 32’ 14”.4786 1.4786 NEGATIVOS 252265.0144 SOMATÓRIO 4.0000 Y 248.415. O procedimento de cálculo é o seguinte: ˆ 1 – Calcula-se o valor de h para a DN-4 = 225.899.8.873.343.7088 S GLEBA−2+GLETA−3 = 4.5684 1.9217 1075613.2155 0.619.342.858.6897 − 3.603.6020 1.3752 1.575.3654 300.234.9905 m2.492.394.5584 m2) referente a aproximações. Carlos Eduardo T. Pastana 220 .343.206.3542 628518.0000 174964.309. A gleba remanescente representa 2/3 da gleba total.6897 3.7678 1.3939 m2) e o valor de • CÁLCULO DA ÁREA DA GLEBA REMANESCENTE (2/3 DA ÁREA TOTAL) ESTACA M N 4 5 6 7 M Poligonal (M)-(N)-(4)-(5)-(6)-(7)-(M): COORDENADAS TOTAIS X 207.9523 m2) observa-se uma diferença de (0.234.583.309.583.7088 2 = 684.459. • CÁLCULO DA ÁREA DA GLEBA 2 (1/3 DA ÁREA TOTAL) Repetindo-se os cálculos observados para o cálculo da Gleba 1.6130 0.partida (342.061.4192 1.767. Se compararmos o valor obtido para a divisão (342.015.6570 844.1200 PRODUTOS POSITIVOS 249.1200 1.2422 891.5750 790.2029 1102982.0000 207. os dados necessários são determinados no croqui da área apresentado na figura 13.6800 0.603.0890 1.7470 248.

682. determina-se a distância DO-4.2375 m 4 – Calcula-se a área parcial da GLEBA 2.627.611) 3 – Com as coordenadas do ponto O.9217 1075613.602.5750 124. Resposta: = DO-4 = 1.394.9523 m2 263.309.129.3365 100579. Pastana 221 .3148 S GLEBA−2− PARCIAL = 2.873.858.8536 SOMATÓRIO 2.6870 m2 ÁreaComplementar Topografia Prof.415.1200 PRODUTOS POSITIVOS 249.015.749 . Resposta: = DM-O = 251.Resposta: = h = 215.434.129.8454 1. determina-se a área complementar: ÁreaGleba 2 ÁreaS1 (-) = = = 342.602.4192 1.4786 1.189.206. 485.7678 432.1200 1.627.434.0318 m Resposta: = O = (124.7491 207. Carlos Eduardo T.997.688.4763 Y 248.2422 891.86 m 2 – Determinado o valor de h calcula-se a DM-O e as coordenadas do ponto O.0329 30.5684 1. Com o valor da área parcial da GLEBA 2.2029 173975.959.2653 m2 78.6115 248.8454 − 1.688.3148 2 = 263.6020 485.2653 m2. Poligonal (M)-(N)-(4)-(O)-(M): ESTACA M N 4 O M COORDENADAS TOTAIS X 207.4786 NEGATIVOS 252265.

ÁREA = 102,6930 hectares.

FIGURA 13.8 – Hipótese 3 – Segunda Gleba – Parcial.

Topografia
Prof. Carlos Eduardo T. Pastana

222

5 – Repetem-se os cálculos para determinar a área complementar após mudança do ângulo no ponto “4”.

6 – Repetem-se os cálculos para determinar a área complementar, perfazendo o valor inicialmente preconizado.

Dados obtidos da (figura 13.8):

DO −4
ˆ O
ˆ 4

= 1.189,2375 m = 59º 18´ 23” = 124º 43´ 25” = 78.682,6870 m2.

S Complementar

DETERMINAÇÃO DO VALOR DA DISTÂNCIA ( DPQ ) UTILIZANDO A FÓRMULA (13.14)

DPQ = (1189,2375) 2 − 2 × 78.682,6870 × (cot g (124 O 43'25" ) + cot g (59 O18'23" ))

DPQ = 1.195,7984 m

DETERMINAÇÃO DO VALOR DA DISTÂNCIA (h) UTILIZANDO A FÓRMULA (13.15) e CÁLCULO DA ÁREA

h=

2 × 78.682,6870 1189,2375 + 1195,7984
h = 65,9803 m

S=

( DPQ + DO −4 ) 2

×h =

(1195,7984 + 1189,2375) × 65,9803 = 78.682,6870 m2. 2

DETERMINAÇÃO DE DO − P UTILIZANDO A FÓRMULA (13.16)

Topografia
Prof. Carlos Eduardo T. Pastana

223

DO − P =

65,9803 = 76,7294 m < 380,1857 m sen(59 O18'23" )

DETERMINAÇÃO DE D4−Q UTILIZANDO A FÓRMULA (13.16)

D4−Q =

65,9803 = 80,2769 m < 385,85 m sen(124 O 43'25" )
1” o 7’ 3 5 0 SE 1 NW

N

5
91 7, 60 1m

6
m ,90

SW

45

NE 7” ’0 43

,573

Q

o

^ 4

4
,17 91

80,2

305

m 769

m

ÁREA = 102,6930 hectares.

m

61 1

N

5 22

19 5, 79 84

’0 4”

09 ’

09

40

-1 18 9, 23 75

SW

m 563

7

SW

40

GLEBA 1

m

9m W 60 N 7,6 ’ 42” 47 o 18 33 SE
1 7” NE 58’ 0 - 439
o

35

NE

SW

04 ”

NE

-1 25 3,2

32 ’2

o ^ o ^ 4 = 124 43´ 25”

NE -

4”

-1

o

80 4

O = 59 18´ 23”

m

m

3
,50 m SW 7

m 4,26 - 89

04 ”

^ O
SW 40

,4 303

NE

m 294 76,7

P O

2
,13 m

SGLEBA-1=342.309,8701 m2. Perímetro (1)-(2)-(3)-(N)-(M)-(1)

” NW ’ 19

09 ’

8m ,031 251

o 9 9 0 SE 1

87 8

SGLEBA-2-COMPLEMENTAR=78.682,6870 m2.
Perímetro (P)-(Q)-(5)-(6)-(7)-(P)

5m ,042 263

1

SW

M

40

N

o

09 ’

04 ”N

Cálculo parcial da área da GLEBA-2 considerada para a distância N-4. = 225,1791 m SGLEBA-2-PARCIAL=263.627,2653 m2. Perímetro (M)-(N)-(4)-(O)-(M)

E-

Topografia
Prof. Carlos Eduardo T. Pastana

224

FIGURA 13.9 – Hipótese 3 – Segunda Gleba – Área Complementar.

DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE P. X1 = 293,432 m Az1−7 = Y1 = 0,000 m
D 1− P =

340º 50’ 41”

590,8037 m

X P = 293,432 + 590,8037 × sen(340o50'41" ) =
YP = 0,000 + 590,8037 × cos(340o50'41" ) =

99,572 m 558,093 m

DETERMINAÇÃO DAS COORDENADAS DE Q 1.144,8258 m 1009,2345 m 80,2769 m

X4 = Y4 = D4 − Q =

Az4 −5 =

344º 52’ 29”

X Q = 1144,8258 + 80,2769 × sen(344o52'29" ) = 1.123,879 m YQ = 1009,2345 + 80,2769 × cos(344o52'29" ) =
1.086,730 m

CÁLCULO DA ÁREA DA GLEBA 2 (1/3 DA ÁREA TOTAL)
ESTACA
M N 4 Q P M

Poligonal (M)-(N)-(4)-(Q)-(P)-(M):
COORDENADAS TOTAIS X
207,1200 1.015,2422 891,5750 870,6283 99,5719 207,1200

PRODUTOS POSITIVOS
249.873,5684 1.415.858,7678 1.312.485,6996 485.891,1681 24.741,4902

Y
248,4786 1.206,4192 1.394,6020 1.472,0979 558,0925 248,4786

NEGATIVOS
252265,9217 1075613,2029 1214179,9878 146579,6282 115592,1376

SOMATÓRIO

3.488.850,6940

2.804.230,8782

Topografia
Prof. Carlos Eduardo T. Pastana

225

SGLEBA − 2 =

3.488.850,6940 − 2.804.230,8782 = 342.309,9079 m2. 2

Diferença de 0,0444 m2 em relação ao valor de partida (erro de aproximação).

CÁLCULO DA ÁREA DA GLEBA 3 (1/3 DA ÁREA TOTAL)
ESTACA
P Q 5 6 7 P

Poligonal (P)-(Q)-(5)-(6)-(7)-(P):
COORDENADAS TOTAIS X
99,5719 870,6283 790,8940 355,6800 0,0000 99,5719

PRODUTOS POSITIVOS
146.579,6282 1.538.477,7166 1.061.899,3654 300.459,6130 0,0000

Y
558,0925 1.472,0979 1.767,0890 1.342,6570 844,7470 558,0925

NEGATIVOS
485891,1681 1164273,4093 628518,2155 0,0000 84113,0878

SOMATÓRIO

3.047.416,3231

2.362.795,8807

SGLEBA − 3 =

3.047.416,3231 − 2.362.795,8807 = 342.310,2212 m2. 2

Diferença de 0,2689 m2 em relação ao valor de partida (erro de aproximação).

RESUMO

Após o cálculo de cada GLEBA, apresenta-se um resumo (tabela 13.2) e um croqui representado pela figura 13.10. ÁREA (m2) 342.309,8701 342.309,9079 342.310,2212 1.026.929,9992 Hectares 34,2310 34,2310 34,2310 102,6930 Álq. Paulista 14,1450 14,1450 14,1451 42,4351

GLEBA 1 2 3 SOMA

TABELA 13.2 – Quadro Resumo de Áreas

Topografia
Prof. Carlos Eduardo T. Pastana

226

Pastana W m ”N 09 o 8’ 42 1 .7 SW 35 o m .9 0 m P SG Perím LE B NW o 19” 09’ 9 12 m SE 1 7.2 he (P LE et G -8 BA ct )-(M 80 ro 78 ar ) -1 4 (1 LE = m es .13 34 )-(2 BA )-( m . 0m Topografia 227 3 .2 4 ’0 -1 31 )-( 4” 25 0 Q)SG Perím NE 3. 91 m 7 5.45 30 32 ’2 4” NE 61 1. Prof.tro 3= (P LE SW o 45 E ”N 07 3’ 4 .10 – Hipótese 3 – Croqui.5 7 305 91 7.2 )-(5 3 4” 31 )-( NE Pe SW 0 6)SG ríme -1 he (7) 40 19 LE tro G ct -(P BA 5.BA 40 o 4” 4 34 (N m NE 09 )-( 2 .66 77 33 4 SE 5 439.2 N N ÁREA = 102. 0 -6 m 31 m 5 Q 34 )-(Q BA .7 09 SW ar ) -2 (M LE ’0 98 es = ).1 22 NW 31” 07’ 5 SE 1 o 2 4 o 7” NE 58’ 0 1 SW 7 m 769 80.2 31 3)-( 1 0 N)he (M ct )-(1 ar ) es FIGURA 13.6930 hectares.76 32 SW 40 m 425 63. Carlos Eduardo T.26 894 - 63 m 3.0 2 e M G 1 6 09 ’0 A.

Pastana 228 . Carlos Eduardo T.Topografia Prof.

No levantamento. o qual consiste em um levantamento topográfico da superfície que incluirá a estrutura a ser construída. que permitirão o início da construção da obra. Pastana 229 . S) levantamentos para locação de obras podem ser de maior ou menor complexidade. no escritório. no entanto. Carlos Eduardo T. 2) Levantamento para o projeto o qual consiste na obtenção de dados de detalhamento para a confecção do projeto da obra.CAPÍTULO 14 LOCAÇÕES DE OBRAS 14 – LOCAÇÕES DE OBRAS 14. C.1 – GENERALIDADES Segundo (CORREA. calcular e desenhar. a qual consiste na determinação dos pontos. deverá ser implantado no Topografia Prof. dependendo da forma do terreno. 3) Levantamento de controle. os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto. o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para. o qual consiste em obtenção e confirmação de dados que permitam a locação da obra com grande precisão. O projeto da obra. Entretanto. quatro tipos de trabalhos topográficos se fazem necessários para a locação de obras: 1) Levantamento preliminar. I. também chamada de marcação. da importância da estrutura a ser locada e da amplitude da obra. em campo. também chamado de medição. 4) Locação da obra. Consiste na operação inversa do levantamento. Na locação.

Pastana arquitetura e estrutura. blocos. estacas ou tubulões. Basicamente a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas: 1) Sistema de coordenadas retangulares (cartesianas): melhores para locar alinhamentos. É sabido que toda a responsabilidade sobre eventuais falhas recairá sobre o engenheiro ou arquiteto responsável pela obra. O engenheiro responsável pela obra tem o dever de locar sua obra ou contratar um profissional habilitado para tal procedimento. vigas baldrames e as paredes devemos preparar a planta de das coordenadas retangulares é mais favorável. Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os elementos estruturais. Para isso. os seguintes elementos. Na grande maioria dos casos. mestre de obra ou encarregado tem realmente condições de efetuar parcialmente ou total controle na obra e efetuar uma fiscalização durante todas as etapas de execução.terreno. negligenciar esta etapa acarretará fatalmente grandes despesas no futuro. os usos destes 230 . pilares e demais profissionais. pois fornece informações necessárias e indispensáveis para o desenvolvimento de um bom projeto executivo ou estrutural. 14. Como os alinhamentos são à base do projeto. A verificação se o construtor. Carlos Eduardo T. munido dos dados do projeto. o profissional.2 – LOCAÇÃO DE RESIDÊNCIAS E SOBRADOS O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares. Devemos exigir. quando da contratação cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. irá locá-los no terreno. para facilitar os trabalhos na obra: Topografia Prof. sapatas isoladas ou corridas. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores e que estudaremos no desenvolvimento do nosso curso. Para as locações dos pilares. 2) Sistema de coordenadas polares (direção e distância): para locar pontos Um bom levantamento prévio do terreno é de fundamental importância.

Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra.1a – Implantação de um gabarito. deve contornar a área de construção. tubulões. Figura 14. dois eixos no sentido longitudinal e dois no sentido transversal. observando-se uma folga entre as • Locam-se.• Planta retangulares. 14. loca-se a posição do gabarito que paredes e o sarrafo de 1. Topografia Prof.1a e 14. (estacas.1. aleatoriamente.30 a 1.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes (Figura 14. esticam-se as linhas e verifica-se a medida das duas diagonais do retângulo. estacas ou tubulões. Carlos Eduardo T. – PROCEDIMENTO Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: • De posse da planta com os eixos. Pastana 231 . no sistema de coordenadas • Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais • Cotas de arrasamentos das sapatas. amarrando-os às divisas do terreno. de locação do gabarito.2). • Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros. pilares e vigas baldrames).2. Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero. e observando a perfeita ortogonalidade dos mesmos (Figura 14. blocos. Após tal locação.1b).

50 12.00 Frente do lote = 12.50 15.50 Tábua corrida 11.50 8.00 m RN (Referência de Nível) Meio fio Figura 14.50 1. Carlos Eduardo T.Pontaletes de eucaliptos 1.00 12.30 5.00 1.30 Gabarito 8.50 1. Topografia Prof. Pastana 232 .1b – Implantação de um gabarito.00 Área a ser construída 2.00 1.

Pastana 233 . Carlos Eduardo T.00 m 90 O A RN (Referência de Nível) Meio fio Posição 1 do teodolito: obter esquadro com o meio fio.2 – Esquadro Divisa do lote Topografia Prof. Figura 14.Medida aleatória (X) 1 3 4 Medida aleatória (Y) 4 2 B Posição 2 do teodolito: obter linha 2-2 ortogonal à linha 1-1 Di ag on al 2 1 al on ag Di 2 90 Área a ser construída Divisa do lote 1 Gabarito 3 Medida aleatória Frente do lote = 12.

vigas baldrames e paredes.3. por intermédio de um prumo levamos a vertical até o chão e nele cravamos pequenas estacas de madeira (piquetes) que deverão ser pintados com cores berrantes para a sua fácil identificação posterior. como mostra a figura 14. Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários. Carlos Eduardo T. Por exemplo. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. PREGO Ax Estaca “A” PREGO Ay PREGO Ay A PREGO Ax Retângulo formado por sarrafo corrido em todo o contorno da obra. como o cruzamento das linhas poderá estar muito acima da superfície do solo. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces do gabarito. Figura 14. blocos. iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão nos mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões. a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”.3 – Início da marcação Topografia Prof. Após a demarcação desses eixos. pilares. amarram-se a eles as respectivas estacas ou tubulões.• Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural. Pastana 234 . Porém.

900 0.76 DIVISA PASSEIO 5.05 B 2.65 1.705 2.31 N 24.800 9 10 7.32 5 L 19.14.65 1.31 0. Carlos Eduardo T.45 4.690 7 6.4).41 0.80 0.20 15.58 1.05 C 4.950 11 8.05 1.67 5 E 6.950 12 9.94 2.70 0. Projeto 2807 Concreto Folha Visto ES .325 M 20.750 1.45 PASSEIO F 9.670 3 2.705 0. • Locação dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural (folha 2 0.31 0.67 5 RUA JOÃO BERTOLOTTI D 5.00 Revisao Data Observacao FERNANDO CESAR FAVINHA RODRIGUES CARLOS EDUARDO TROCCOLI PASTANA Av.95 G 11.125 1.55 0.785 5 3. Ipiranga.45 1.600 13 10.500 7.001 Topografia Prof.SP Cliente RUA ELAINE DOS SANTOS NOME DO PROPRIETARIO RESIDÊNCIA LOCAÇÃO DOS EIXOS AUXILIARES Obra Assunto Escala Data 1:50 N.Sala 62 fone (014) 3422-4244 Marília .775 1.84 0.125 A ZERO 2.66 H 14.080 4 2.00 0. Pastana 235 .910 14 12.20 2.10 1.115 RN=100.000 8 6.20 1.60 I J 15.54 2.05 0. 85 .490 6 4.75 K 17.80 1.

5 37.Figura 14.20 P27 3tf CA=96.20 6 P15 15tf CA=96.20 VER DETALHE 1 P19 15tf CA=96.5a – Detalhe 1 BLOCO 2 ESTACAS 37.5b) (estacas.42 P21 3tf CA=96.9 149.20 P31 17tf CA=99.20 E7 4tf CA=96. 14.20 P23 7tf CA=96.20 B 10 141 141 126 125.20 8 E5 4tf CA=96. Carlos Eduardo T. Pastana 236 .5a e 14.).30 12.30 14 F E 12 4 31.5.20 P20 6tf CA=96. loca-se os elementos de fundações (figura 14. tubulões.5 37.5 P17 15tf CA=96. etc.1 150 195 2 3 5 7 8 11 13 Figura 14.5 P25 3tf CA=96.20 4 9 P18 19tf CA=96.4 – Locação dos Eixos Auxiliares – Construção Assobradada (Trabalho Profissional apresentado pela empresa Projeta Engenharia) • Após as locações dos eixos.20 20 75 C 4 P26 10tf CA=96. sapatas.5 – Locações de Estacas 37. Apresenta-se um exemplo com locação de estacas do tipo “Strauss” ou tipo Soquetão.5 Topografia Prof.20 = Cota de arrasamento da estaca 22 43 BLOCO 3 ESTACAS Figura 14.5 P14 = Número do Pilar 10tf = Carga por estaca CA=96.20 18 D P22 3tf CA=96.20 P28 7tf CA=96.20 4 P29 4tf CA=96.5 P16 13tf CA=96. Observar que cada estaca apresenta a indicação da Cota de Arrasamento. VER DETALHE 1 P14 10tf CA=96.30 E6 5tf CA=96.20 9 31.20 P30 15tf CA=96.

5b – Transferência do ponto para o terreno. Cota do respaldo do alicerce Tábua horizontal RN = Cota de Referência Terreno natural Figura 14. • Deve-se ainda.b – Transferência da Referência de Nível (RN) Topografia Prof.a – Transferência da Referência de Nível (RN) Figura 14. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas (Figura 14.6. Carlos Eduardo T.Figura 14.6a e 14. Pastana 237 .6b). transferir a cota do RN para o gabarito.6. • Calçada Prego de início Recuo Cota do gabarito Ay Prego que marca a Estaca “A” no eixo “Y”.

encarregado. com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural.50 m Terreno natural Cota do respaldo do alicerce = 0.00 m P1 P2 1.Preparar para o mestre. • Após a conclusão das locações dos eixos. Carlos Eduardo T. da vala. controlada normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura Topografia Prof. Prego que marca a Estaca “E1” Cota do gabarito = 2.60 m 238 . sem revestimento).90 m Viga Baldrame Bloco “B1” Bloco “B2” E2 E1 Viga Baldrame E1 8. importante também o controle da profundidade da vala.7). Este último par de pregos pode ser dispensado. sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce.8 mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 necessária para abertura da vala. caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura Figura 14.7 – Determinação da cota de arrasamento das estacas.0 tf CA = 90 cm Figura 14. É através de uma galga. Esta galga deve ter como referência a cota da parte • Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento.50 m E1 E2 Cota do respaldo do alicerce = 1. Pastana 2.0 tf CA = 50 cm E2 12. das vigas baldrames e paredes. A cm a largura da parede (só tijolo.30 m GALGA Cota do respaldo do alicerce = 1. máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento superior do gabarito. construtor ou operador de (Figura 14.

Cota do gabarito=2.60 m Cota do respaldo do alicerce = 1. É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para Topografia Prof.3 – LOCAÇÃO DE PRÉDIOS O processo de locação de um edifício não significa apenas sua locação no plano.50 m PREGO MAOR MARCA O EIXO DA ESTACA “E1” Gabarito 20 cm 40 cm Terreno natural Viga Baldrame Bloco Vala E1 10 tf CA = 90 cm Figura 14.8 – Marcação das vigas baldrames. Carlos Eduardo T.30 m Alvenaria de Embasamento GALGA 239 . Pastana 1. 14.

3) A solução de escoramento provisório utilizando tirantes dentro de propriedades vizinhas ou vias públicas está condicionada à respectiva autorização. SUB-SOLO 3º. sua verticalidade. = 99. – PROCEDIMENTO A figura 14. SUB-SOLO 2º. 14. tubulões ou estacas. Topografia Prof.90 = 92. acarretará grandes prejuízos. No exemplo será considerado um projeto com 4 subsolos com o seguinte quadro de cotas COTAS DE IMPLANTAÇÃO TÉRREO 1º.50 = 86. Pastana 240 .70 = 89.1.30 2) Verificar a compatibilidade da cota do RN de arquitetura e o adotado pela estrutura.9 ilustra os cuidados que se deve ter quando da construção de um prédio com vários subsolos onde será necessária a construção de escoramentos provisórios. SUB-SOLO 4º. Qualquer divergência contatar os referidos profissionais.sapatas. blocos. SUB-SOLO Cuidados: 1) A locação da obra deverá ser feita pela planta do projetista estrutural. Caso contrário a decisão de executar esta solução é de responsabilidade exclusiva da construtora / proprietária.95 = 95. entraremos diretamente no assunto. Não observar tal arrasamento fatalmente dificuldades de execução. um gasto adicional desnecessário e grandes O que diferencia a locação de um prédio com vários andares é o controle da Para tanto. mostrando como o engenheiro ou arquiteto de obra deve proceder para conseguir um bom resultado. Carlos Eduardo T.3.

9 – Cuidados para locação de um prédio. parar imediatamente e procurar a solução. Topografia Prof.4) Caso a perfuração de qualquer tirante atinja algum obstáculo. 5) Caso não haja certeza de que no prazo de 2 anos os tirantes possam nos moldes de tirantes permanentes. Pastana 241 . ser desativados. os mesmos deverão ter proteção dupla anti-corrosiva CONTENÇÃO DOS VIZINHOS Figura 14. Carlos Eduardo T.

pois serão necessários para utilizações durante a execução das lajes dos prédios. Pastana 242 . Carlos Eduardo T. devemos primeiramente transferir pilares na posição correta. conforme figura 14.10 – Projeto de um gabarito.10. estacas ou tubulões devemos escolher dois eixos em cada sentido.11) • Após a conclusão da concretagem. não coincidentes com os eixos dos pilares e denominados: eixos de no pavimento térreo. • Depois de concluída a marcação dos eixos dos pilares. amarração e controle. os eixos de amarração e controle para posteriormente locarmos os Topografia Prof. ortogonais.6) Projeto do gabarito. Estes alinhamentos devem ser bem materializados • Antes das concretagens das lajes coloca-se uma armação de aço (diâmetro 10 mm) para posterior transferência vertical dos eixos de amarração (Figura 14. Figura 14.

Pastana GABARITO EIXO 1 40 cm 243 . GABARITO P1 V1 P2 P3 P4 P5 EIXO 1 A A EIXO 3 EIXO 4 V3 V4 V5 V6 EIXO 2 V2 P6 V7 P7 P8 P9 P10 40 cm 40 cm LAJE 40 cm 60 c m FIO DE PRUMO P5 DETALHE DO ENGASTALHO CORTE A-A Figura 14.4 – LOCAÇÃO DE TÚNEOS Segundo (CORREA. I.11 – Locação de prédios. nos levantamentos topográficos para a locação de túneis. S). Carlos Eduardo T. Jamais locar o pilar que segue em função do que chega. 14. C.• Eventuais diferenças devem ser corrigidas em cada locação. os trabalhos a serem efetuados consistem na determinação e Topografia Prof.

que deverão estar amarradas a Referências de Nível (RN) e suas coordenadas estabelecidas (Figura 14. 14. Pastana 244 .12) Figura 14. Dois sistemas podem ser utilizados para a locação dos eixos de túneis: • • Por poligonação. preestabelecidos. Este processo consiste em se efetuar um reconhecimento da área e a locação inicial das estações correspondentes aos dois extremos do túnel. – LOCAÇÃO DE TÚNEOS POR POLIGONAL O sistema de locação de um eixo de túnel por poligonal pode ser aplicado em áreas de pouco relevo. Carlos Eduardo T.1. Conhecidas as coordenadas dos dois extremos do eixo a ser locado. O comprimento dos intervalos de estaqueamento dependerá Topografia Prof.12 – Locação do eixo de um túnel por poligonal. determina-se o Azimute do alinhamento e a partir deste traça-se a poligonal em campo e vai-se estaqueando o alinhamento em intervalos regulares do comprimento do eixo do túnel e da morfologia do terreno. bem como a determinação do desnível entre os dois extremos.materialização da direção do eixo nas duas frentes de serviço.4. Por triangulação. No nosso curso não será efetuado qualquer tipo de estudo a respeito.

Topografia Prof. Carlos Eduardo T. triangulação. Após o reconhecimento da área e a demarcação dos pontos extremos do eixo a ser locado. Sempre que possível.13).14. Pastana 245 . Caso contrario.13 – Locação de eixo de túnel por triangulação. 14. determina-se à localização das estações que servirão de apoio à deverá estar amarrada a RN conhecidas. a rede de triangulação a ser levantada Figura 14. – LOCAÇÃO DE TÚNEOS POR TRIANGULAÇÃO No caso de abertura de túneis em regiões acidentadas. o método de locação mais aconselhado é o da triangulação (Figura 14.4.2.5 – LOCAÇÃO DE EIXOS DE PONTES A locação de eixos de pontes é efetuada através do processo da triangulação que pode ser controlado a partir de uma ou duas bases. com o auxílio dos ângulos internos da triangulação. necessita-se medir uma base inicial e uma base de cheque final para que se possa determinar o azimute do eixo e seu respectivo comprimento.

Locação de eixo de ponte com duas bases Às vezes é recomendada a utilização de uma triangulação com ponto de apoio localizado sobre uma ilha. em uma das margens do rio. Neste caso.Locação do eixo de uma ponte Com base distante da margem Quando as condições do terreno permitirem a medida de duas bases. (Figura 14. interno.15. a locação do eixo pode ser efetuada medindo-se uma base. uma em cada margem. Figura 14.16.15 .000. Pastana 246 . de 200 a 300 metros. com erro relativo menor que 1:20.14 . Com base próxima a margem Figura 14. podemos utilizar o esquema apresentado na figura 14.Quando o vão da ponte for de pequena amplitude. como mostrado na figura 14. Carlos Eduardo T. o ponto interno está Topografia Prof.14).

Figura 14. Pastana 247 . Carlos Eduardo T.16 .Locação de eixo de ponte com ponto central de apoio Topografia Prof.

de Eng. Maria C. Paulo C. L. Topografia. R e Weschenfelder.20 – Julho de 2006 Topografia Prof. Alberto de Campos.F. Jucilei Apostila de Topografia 3- Escola de Engenharia de Lins. S.Versão 1. Iran C.G. Apostila de Topografia Básica Curso de Topografia. Carlos Eduardo T.BIBLIOGRAFIA: 1Borges. Topografia aplicada à Engenharia Civil (9ª Edição Revisada e Ampliada ) U. de Geociências – Dep. 5- Revista técnica “A MIRA” Editora e Livraria Luana 13 - Beitelli.R. – 1998.R. S. Volume 1 São Paulo. 1. - 11 - Brandalize. Ediciones Ceac. .1. Topografia – PUC/PR 4- CESP . EESC – Departamento de Transportes Notas de Aula de Topografia .S – Instituto de Geociências – Departamento de Geodésia 2- Doménech. Topografia Aplicada à Agronomia U. Francisco Valdés. do Porto . B. Andréa Ritter Apostila de Topografia 8- Pestana. de São Paulo. 10 - Cordini. Pastana 248 . Apostila de Topografia 1 Planimetria. de Geodésia 6- Segantine. Lisboa.981 Topografia.G.Companhia Energética 12 Neto. J.F. Antônio Elementos de Topografia – Inst. Ozório Florência de C. Sup. vários números.A.977 9- Corrêa.USP – 7- Jelinek. Edgard 1921 - Blücher.S – Inst.