1º CURSO DE PÓS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO: SAÚDE MENTAL EM UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS

Elaborado por: Sidónio Faria

FUNCHAL JULHO, 2009

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM S.JOSÉ DE CLUNY
1º CURSO DE PÓS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO: Saúde Mental em Unidade de Cuidados Intensivos

Disciplina: Ensino Clínico III Professor: Enfermeiro Eduardo Lemos

Elaborado por: Sidónio Faria nº 1251

FUNCHAL JULHO DE 2009

ÍNDICE

0 – INTRODUÇÃO........................................................................................... 03 1 – SAÚDE MENTAL EM UNIDADES DE CUIDADOS INTENSIVOS...... 04 2 – ESTRUTURA E ORGÂNICA DA UTIC................................................... 08 3 – OBJECTIVOS DO PROJECTO ................................................................ 10 4 – ACTIVIDADES PLANEADAS E DESENVOLVIDAS ............................ 11 5 – REFLEXÃO CRÍTICA .............................................................................. 22 6 – CONCLUSÃO............................................................................................. 23 7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................... 24 ANEXOS ........................................................................................................... 25 Anexo I – Convite à Formação “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos” ........................................................................................ 27 Anexo II – Sessão Formativa: “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos”......................................................................................................... 29 Anexo III – Convite à Formação “Transmissão de Más Notícias” ................. 35 Anexo IV – Sessão Formativa: “Transmissão de Más Notícias”..................... 37

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Anexo V – Convite à Formação “A Saúde Mental dos Enfermeiros” ............ 44 Anexo VI – Sessão Formativa: “A Saúde Mental dos Enfermeiros” .............. 46 Anexo VII – Escala de Stress Profissional dos Enfermeiros ........................... 54 Anexo VIII – Guião da Entrevista a realizar aos Enfermeiros Especialista Em saúde Mental .............................................................................................. 58

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0 - INTRODUÇÃO

Na sequência da frequência do 1º Curso de Pós Licenciatura em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria a decorrer na Escola Superior de Enfermagem S. José de Cluny e no âmbito da disciplina Estágio III, de cariz opcional, julguei pertinente a realização desta prática clínica na Unidade de Tratamento Intensivo da Cardiologia (UTIC), como uma estratégia válida com vista ao atingir dos objectivos por mim delineados na disciplina de “Projectos e Desenvolvimento Profissional”, nomeadamente na minha área de opção que contemplou o projecto “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos”. Este relatório tem por objectivos: dar a conhecer a Unidade onde realizei este estágio; dar a conhecer as actividades por mim desenvolvidas neste contexto de intervenção do enfermeiro especialista de Saúde Mental e Psiquiatria – saúde em situação crítica; realizar análise crítica das intervenções programadas e realizadas com vista a uma maior consciencialização da importância das intervenções na área da saúde mental nestes ambientes terapêuticos. Ao longo deste relatório começarei por um breve contextualização do tema de projecto, apresentarei a Unidade UTIC, e terminarei com a descrição e análise crítica das actividades programadas e desenvolvidas.

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locais onde é dada extrema atenção a pessoas em falência orgânica e multiorgânica. para a construção de processos de saúde que vão de encontro às expectativas de todos os intervenientes. As unidades de cuidados intensivos são para Novoa e Valderram (2008). estes profissionais têm de lidar com utentes e famílias em sofrimento. São necessárias medidas que previnam. J. familiares e profissionais. têm de lidar consigo próprias e com os restantes parceiros da equipa no controlo e gestão de emoções e sentimentos resultantes do somatório de todos estes factores. que mobilizam recursos tecnológicos de elevada complexidade e que exigem por parte dos seus profissionais muito trabalho técnico minucioso e permanente concentração. Segundo esta mesma autora. maior responsável pela morbilidade e absentismo entre os profissionais que trabalham nestas unidades. e que Hewitt. a situação de elevada dependência a que estão 5 . todo este quadro pode ser resultante de múltiplos factores: o medo sentido por estes doentes. que na realidade traduz-se por distúrbios psicoafectivos com alterações no humor (depressão) e sintomatologia psicótica. A saúde mental dos intervenientes é posta à prova todos os dias. promovam e recuperem a saúde mental de todos os intervenientes neste cenário. na realidade quem trabalha em unidades de tratamento crítico está sujeito a stress que levado ao extremo resulta em fenómeno de burnout.SAÚDE MENTAL EM UNIDADES DE CUIDADOS INTENSIVOS As unidades de cuidados intensivos são locais onde predominam os procedimentos técnicos em prol das necessidades imediatas de estabilização e manutenção das funções vitais. O enfermeiro especialista de saúde mental será aquele profissional que poderá contribuir com a utilização das suas competências.1. como o Síndrome dos Cuidados Intensivos. As intervenções dirigidas ao utente da UCI. (2001) descreve na sua Revisão da literatura. Ambiente altamente gerador de ansiedade e stress para doentes. estão ligadas a um fenómeno estudado pela primeira vez na década de 1950-1960. para além de todas aquelas resultantes da prestação directa de cuidados mais ou menos técnicos característicos deste tipo de serviço. com a morte muitas vezes em situações trágicas inesperadas. Para além destes aspectos.

já que pode evoluir nos indivíduos sobreviventes para Stress Pós-Traumático. 1996). cuidados pouco humanizados. as dificuldades sentidas na comunicação verbal provocadas pela presença do tubo orotraqueal o que causa insegurança. mas que se persistir para além dos três meses então estamos perante uma situação que se tornou crónica. é uma resposta adaptativa ao stress. No estudo que desenvolveu entre outras questões pretendeu saber que percentagem de utentes desenvolveu PSTD um mês após alta da UCI. Uma outra situação encontrada na bibliografia consultada. o ambiente que envolve uma unidade de tratamento crítico (a iluminação e os ruídos). Todres et al. falta de objectivos. depressão) durante meses após a sua saída da UCI. Estes autores consideram que se a sintomatologia persiste durante um mês estamos perante um episódio agudo. 2000). por exemplo. J. sudação. o segurar na mão nos procedimentos e técnicas invasivas mais traumatizantes. desmotivação. 1988. simpatia. o que virá a seguir. Midazolan e Benzodiazepinas podem induzir alucinações sexuais (Dundee et al. estando associada a medo. então a presença do enfermeiro será associada a dor e sofrimento. taquipneia. 6 . o falar com o doente mesmo estando sedado explicando o que se vai fazer. insegurança. K et al (2008). a atitude do enfermeiro cuidador primará pelo relacionamento empático. elevados níveis de ansiedade. acompanhada por manifestações psicossomáticas tais como taquicardia. pelo uso do toque terapêutico.. a falta de noite e dia.sujeitos. deste modo. (2001). ligada a memórias desagradáveis e traumatizantes. 1991). Um outro factor considerado por esta autora será o uso de determinado tipo de drogas com propriedades alucinogénicas. tendo concluído que 13% dos participantes apresentaram sintomatologia. Na perspectiva de Hewitt. se o enfermeiro só toca no doente quando tem de prestar cuidados mais técnicos e invasivos. despersonalização e sentimentos de frustração (Clarke. Todos estes procedimentos transmitem ao outro que o enfermeiro está focado nele e não nos ruídos que o circundam (Weiss. o toque mesmo com o doente sedado e curarizado é sentido (Verity. perturbações do sono. as intervenções de enfermagem deverão de ir de encontro às causas deste fenómeno. podendo levar à inactividade. 1990). que para Wallen. Bergbom-Engberg & Haljamae. foi o Stress PósTraumático (PSTD). é um fenómeno que resulta num distúrbio da ansiedade. que podem apresentar sintomatologia (pesadelos. flashs de memórias desagradáveis. Este sindrome necessita de intervenção por parte do enfermeiro. situações de depressão profundas. 1985.

Numa perspectiva sistémica.A família é de facto a unidade básica da nossa sociedade. a família terá que ser considerada no tratamento e recuperação do familiar doente. vive luto antecipado e o enfermeiro terá de considerar este aspecto quando acolhe a mesma. sociais e espirituais que prestam ao doente terão de prestar aos familiares. família e profissionais). O enfermeiro terá que transmitir informação e disponibilizar-se. o estabelecer da relação interpessoal terapêutica e a informação como estratégias que auxiliam no estabelecer do coping familiar. segundo o estudo realizado por Vila & Rossi (2002). é a instituição social com efeito mais marcante sobre todos os seus membros. a família é muito mais que a soma das partes. ela também tem de ser respeitada e cuidada. o estabelecer de uma relação interpessoal com a família será o primeiro passo e para isso o enfermeiro terá que ser um bom observador. A família deve ser vista como o indivíduo. terá de estar atento a emoções e sentimentos e permitir a sua livre expressão. Na bibliografia consultada. os enfermeiros precisam de arranjar espaço para discutir estas situações e integrar o assunto “família” nas suas formações. sem que este interesse o prejudique). Em situação de doença. todos os acontecimentos que afectam um dos seus membros afectarão sem dúvida os restantes e o funcionamento da mesma. a comunicação. O papel da família é fundamental durante as diversas fases dos cuidados de saúde dos seus membros. acompanhar e apoiar. também ela necessita de cuidados para que o sistema familiar melhor possa recuperar seja qual for o desfecho do familiar afectado pela doença. Para estes autores. tratamento e reabilitação. as intervenções dirigidas aos familiares dos doentes em tratamento numa UCI privilegiam de um modo geral. emocionais. são unidades altamente geradoras de stress para todos os intervenientes (doentes. Segundo a autora. As UCIs. ele terá que se comprometer emocionalmente (capacidade para transcender-se a si mesmo e interessar-se por outra pessoa. a equipa de enfermagem está provavelmente mais sujeita a stress que qualquer outra do hospital pois tem de lidar de forma mais envolvida com doentes e seus familiares e em simultâneo com as suas próprias emoções e 7 . Os cuidados de enfermagem devem ser centrados no indivíduo e não na doença. dando-se a oportunidade de dialogar e esclarecimento de dúvidas. ela poderá ser um importante aliado para a prevenção. e os mesmos cuidados físicos. Esta autora entende que a humanização dos cuidados passará também pela presença dos familiares junto do doente. Esta relação deve ser estabelecida tão precocemente possível. No estudo realizado por Silveira et al (2005). Num primeiro momento a família estará mais fragilizada dada a possibilidade e risco de morte.

má utilização de habilidades médicas e a falta de reconhecimento dos profissionais por parte das chefias de enfermagem. a sobrecarga de trabalho. ocupa um espaço fundamental nas nossas vidas. a morte eminente. a incerteza. o ambiente de crise. 2000). tensão. A saúde mental. pelo predomínio das técnicas sobre as relações. deste modo urge a intervenção com medidas que previnam. o tão desejado objectivo da melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados cada vez mais presente nas nossas vidas. não havendo saúde sem saúde mental. Uma equipa stressada falha na humanização pela superficialidade com que presta cuidados. pela falta de comunicação. pelo afastamento que impõe. pouco envolvimento nas relações com os utentes e seus familiares bem como entre os parceiros da equipa. 8 . promovam e restabeleçam a saúde mental dos utentes internados em UCI. o centro dos cuidados. Esta humanização só será conseguida se os profissionais de enfermagem se humanizarem para humanizar as suas práticas (Silva. fadiga física e emocional o que implicará.conflitos num ambiente onde se identifica como principais fontes de stress o predomínio do inesperado. falta de segurança na prestação de cuidados. numa alusão à importância de uma equipa gozar de boa saúde para que cumpra com aquilo que é esperado de si. cuidar em cuidados intensivos de forma humanizada. dos seus familiares e dos cuidadores da equipa garantindo assim. parceiros médicos e familiares. Todas estas fontes de stress. pelos cuidados centrados na doença e nas técnicas e essencialmente medicocênctricos em detrimento do doente que deveria ser sim. levam a manifestações no seio da equipa relacionadas com ansiedade. Por todos estes motivos os autores sugerem que para cuidar é preciso ser cuidado.

para além destas cinco camas uma unidade anexa para realização de técnicas de introdução de pace-maker e para a realização de exames auxiliares de diagnóstico mais invasivos como a eco cardíaca trans-esofágica.ESTRUTURA E ORGÂNICA DA UTIC A Unidade de Tratamento Intensivo da Cardiologia (UTIC). sendo chefiada pela Enfermeira Dalila Freitas. sendo que um deles é o Enfermeiro João Victor Fernandes. são transferidos para a enfermaria na cardiologia. é constituída por dois enfermeiros de reabilitação. Está directamente interligada com o serviço mãe bem como com a unidade de Hemodinâmica do Hospital Central do Funchal também incluída na Cardiologia.2 . O dia-a-dia na UTIC. meu orientador nesta prática clínica. sendo que uma delas está destacada na Unidade de Hemodinâmica e dois enfermeiros especialista em Saúde Mental e Psiquiatria. Em relação à categoria profissional desta equipa. Tem ainda. está situada no terceiro piso do Hospital Central do Funchal no Serviço da Cardiologia. Exige por parte dos enfermeiros na UTIC. É coordenador desta unidade o médico Jorge Araújo. Esta unidade é constituída por cinco camas individualizadas por separadores tipo box que acolhem doentes de todos os serviços da unidade hospitalar em situação de falência cardíaca aguda bem como os pós operatórios da cirurgia cardio-toracica. numa média de idades de 36 anos e com uma média de tempo de exercício profissional de 12 anos. muita vigilância e atenção e conhecimentos acerca de 9 . esta unidade representa uma mais valia importante no tratamento de situações potencialmente regressíveis. continuando alguns deles com telemetria que é visualizada e acompanhada na UTIC numa consola central que permite a visualização de todos os traçados ligados à mesma. A equipa de enfermagem é constituída por trinta enfermeiros. Provida de alta tecnologia. onde a vigilância apertada auxiliada pelos recursos tecnológicos é um importante contributo na luta diária contra o fim que se retarda vezes sem conta. caracteriza-se por muitas entradas e saídas de doentes que uma vez compensados. três enfermeiras especialista em médico-cirúrgica.

bem como aos que são submetidos a tratamento na hemodinâmica e aos que fazem terapêutica anticoagulante. alarmes de bombas e seringas perfusoras. É um ambiente que se caracteriza pelos ruídos dos aparelhos. verifiquei por parte destes uma maior sensibilidade em relação à questão do acolhimento dos doentes e familiares neste ambiente. utilizando a metodologia CIPE na definição de diagnósticos e intervenções de enfermagem. seus familiares e nalguns profissionais. o estar disponível para escutar as angústias inerentes à situação crítica de saúde. a gestão de conflitos marcada pelo envolver e não pelo excluir. de monitores. num ambiente de tolerância. uma de cada vez). num momento está tudo bem no outro tudo ao contrário exigindo por parte da equipa rapidez na actuação daquela situação que desencadeou a mobilização da equipa mas sem descurar a vigilância e o cuidado dos outros doentes. Foi acolhido por toda equipa multidisciplinar de forma muito acolhedora fazendo-me sentir poucos dias depois que já fazia parte desta equipa. Em relação à preocupação da equipa na formação e informação dos doentes e seus familiares. 10 . Para além destes folhetos informativos é entregue aos familiares um guia de acolhimento num primeiro contacto com os mesmos. O horário das visitas está organizado em dois períodos. cuidados a ter e sinais de alerta para situações que possam surgir. família e equipa. uma de cada vez) e o segundo das 19 às 20 (entram duas visitas. o primeiro das 16 às 17h (entram quatro vistas. verifiquei o bom ambiente que promovem nas suas equipas. algo que considero fundamental no meu exercício profissional. denotando-se que por trás está um enfermeiro de saúde mental e marcando a diferença. O mesmo sucede aos doentes que foram vítimas de enfarte agudo do miocárdio. verifica-se que a cada doente submetido a uma colocação de pacemaker é-lhe entregue um manual de boas práticas.interpretação de traçados de ECG. respeito. É um ambiente gerador de ansiedades e stress facilmente observável nos olhos dos doentes. onde é explicado o procedimento a que foi sujeito. Em relação aos colegas especialista de Saúde Mental e em especial do meu orientador. A equipa de enfermagem exerce segundo o método do enfermeiro responsável. reinando a boa disposição entre todos. Caracteriza-se também pelo imprevisível. Verifiquei com agrado que também têm as mesmas ideias em relação ao atender na área do utente.

Assim serão objectivos deste projecto: Aprofundar conhecimentos sobre a intervenção do enfermeiro especialista de saúde mental em contexto de saúde crítica nas diferentes áreas de intervenção (utentes. Conhecer as actividades desenvolvidas pelos enfermeiros especialistas de saúde mental a exercer nestes contextos de cuidados intensivos na nossa realidade regional e se possível nacional. familiares. família e equipa de enfermagem. os enfermeiros deverão de cuidar de si para melhor cuidar dos outros. Desenvolver intervenções promotoras de saúde mental a nível dos utentes. equipa de enfermagem). 11 .OBJECTIVOS DO PROJECTO A realização desta prática clínica surge como uma estratégia para o atingir dos objectivos por mim definidos no projecto “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos”. Estes vão de encontro à melhoria contínua dos cuidados de enfermagem que deverá de atender ao cuidado humanizado (não só ao utente internado nas UCIs mas também aos seu familiares). e ao cuidado de si próprios.3 .

livros. Frequentar fóruns de discussão na Internet que abordem esta temática ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS Consulta de bibliografia. partir das experiências de outros que já traçaram 12 . constitui um alicerce sólidos do conhecimento.ACTIVIDADES PLANEADAS E DESENVOLVIDAS As actividades planeadas são estratégias por mim encontradas para a concretização dos objectivos a atingir. livros – Esta actividade iniciou-se muito antes da prática clínica. bases de dados electrónicas. familiares. constituiu uma mais valia importante na conceptualização do projecto bem como uma importante ferramenta que forneceu bases científicas às minhas intervenções neste contexto de prática clínica. ACTIVIDADES PLANEADAS Consulta de bibliografia. sites. bases de dados electrónicas. deste modo passarei a enunciar para cada objectivo as actividades que foram planeadas e desenvolvidas no decorrer desta prática clínica de opção. tendo sido importante a pesquisa efectuada no âmbito da realização da revisão sistemática da literatura que pela consulta de bases de dados electrónicas. Sair da prática empírica e englobar os conceitos teóricos fundamentados por trabalhos científicos já experenciados por outros colegas e publicados em revistas científicas. equipa de enfermagem). Objectivo: Aprofundar conhecimentos sobre a intervenção do enfermeiro especialista de saúde mental em contexto de saúde crítica nas diferentes áreas de intervenção (utentes.4 . revistas de investigação e de trabalhos publicados em sites na Internet. sites.

é ter a vantagem de não começar do zero. disponível em: http://www.msg82338# msg82338 13 .org. Deste modo em jeito de complemento passo a expor alguns dos diálogos extraídos do forumenfermagem.org/forum/index. englobando o conhecimento de outros na melhoria contínua das nossas intervenções.forumenfermagem. tendo sido importante verificar que este é um assunto que carece de maior sensibilização aos colegas. Saúde Mental em Cuidados Intensivos é algo que ainda é novidade a nível nacional. notando-se que as pessoas ainda não manifestam muito a sua opinião em relação a esta temática por ainda não estarem habituados a pensar para além dos cuidados técnicos e imediatos que habitualmente são realçados numa unidade de tratamento intensivo. Frequentar fóruns de discussão na Internet que abordem esta temática – A este nível tive a oportunidade de introduzir este assunto no maior fórum português de enfermeiros.um percurso.php?topic=1276. no www.forumenfermagem.

senti o sofrimento. o mesmo não se podendo dizer do colega especialista e chefe da Unidade de Cuidados 14 . Verifiquei também que por parte dos colegas existe um grande à vontade e confiança neste especialista nos diversos pedidos de auxílio relativos à gestão de situações difíceis no campo das emoções. agitação. Em todas estas situações tentei dar também o meu contributo pondo no terreno a empatia. as suas intervenções marcam a diferença dos demais pelas competências acrescidas na área da relação. mas também a esperança. nas situações decorrentes daquelas fases de aceitação da doença crónica. nas situações de humor deprimido. o aconselhamento tendo em conta o emponderamento. utentes e familiares parecem até que adivinham que estão perante um enfermeiro de saúde mental. ACTIVIDADES PLANEADAS Observação activa e participativa. Entrevista a colegas que exerçam em unidades de tratamento intensivo a nível regional e se possível a nível nacional – A este nível foi possível entrevistar os dois colegas especialistas de Saúde Mental da UTIC. no pedido de aconselhamento para lidar com situações de desorientação tempo espacial. os meus conhecimentos frescos sobre estas temáticas. As pessoas. na gestão do sofrimento. colocando questões e problemas que na realidade deveriam ser colocados a este enfermeiro.Objectivo: Conhecer as actividades desenvolvidas pelos enfermeiros especialistas de saúde mental a exercer nestes contextos de cuidados intensivos na nossa realidade regional e se possível nacional. ansiedade. notei que se sentiam apoiados. escutei angustias. Entrevista a colegas que exerçam em unidades de tratamento intensivo a nível regional e se possível a nível nacional. na gestão de conflitos latentes. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS Observação activa e participativa – Ao longo destas quatro semanas de estágio tive a oportunidade de observar e participar nas actividades do colega especialista neste contexto de saúde. da comunicação. na transmissão de notícias causadoras de angústia e dor. o apoio.

Numa Unidade de Cuidados Intensivos. passo a expor: Entrevista ao Enfermeiro José Carlos Teixeira. com um tempo de exercício profissional de 27 anos e especialista na UTIC à 13 anos e ao Enfermeiro João Victor Fernandes com 21 anos de exercício profissional e especialista na UTIC à 13 anos 1 . 15 .Intensivos 2 do Hospital de Santo António do Porto. respeito. que numa fase inicial tinha-se manifestado muito disponível mas que infelizmente não me respondeu à minhas tentativas de contacto telefónico nem ao e-mail enviado solicitando a entrevista que passo a expor: Em relação às entrevistas desenvolvidas aos colegas da UTIC. e simpatia. Promover um relacionamento empático. Prestar cuidados de enfermagem ao doente centrados numa visão holística e não na patologia. usar o toque terapêutico. honestidade. que papeis poderá desempenhar o enfermeiro especialista de Saúde Mental e Psiquiatria? Estabelecer uma relação de inter ajuda com toda a equipa transdisciplinar. tratando a pessoa com dignidade. consideração.

procurando reduzir os medos. Proporcionar formação na equipa sobre comunicação e relação 4. 2 . Supervisão Clínica. Dialogar com os familiares/pessoa significativa. musicoterapia.Que futuro prevê na evolução dos cuidados de enfermagem com a presença de projectos que previnam a doença e promovam a saúde mental dos intervenientes nestes contextos de saúde em situação crítica? Sem dúvida uma melhoria significativa na qualidade dos cuidados.Proporcionar ambiente terapêutico – luminosidade. Proporcionar presença dos familiares. ansiedades.Acha que o enfermeiro ESMP.Em que domínios. incidir as suas intervenções? Dialogar com os clientes frequentemente para orientá-los. poderá ser uma espécie de "team manager" no que toca à gestão e monitorização do stress profissional no seio da equipa multidisciplinar? Será aceite por todos os intervenientes? O enfermeiro de SMP. sonorização. temperatura. permitindo a transmissão de informação. familiares e membros da equipa. 16 . poderá o enfermeiro especialista de SMP. família e na equipa? Apoio aos utentes.Que intervenções destacaria a nível do utente. todos ficamos a ganhar com este projectos. Comunicação terapêutica facilitando a relação enfermeiro/doente. Conhecer estilos de coping familiar. se todos os intervenientes forem portadores de uma boa saúde mental. é o elemento da equipa com mais capacidades e conhecimentos na gestão de ansiedade e stress 5 . relaxamento. Na equipa com intervenções que promovam a saúde mental 3 .

o Proporcionar dinâmica de grupo que promova o bem-estar na equipa. ACTIVIDADES PLANEADAS Acompanhar e colaborar com o enfermeiro especialista de saúde mental nas suas intervenções dirigidas aos utentes. Síndrome dos Cuidados Intensivos e Stress Pós Traumático. o Ter em conta que a família é parte integrante do indivíduo com doença. o Falar muito com os doentes. Intervir a nível da equipa de enfermagem o Ministrar formação em serviço sobre saúde Mental dos Enfermeiros. o Proporcionar técnicas de comunicação em utentes impossibilitados de se exprimir verbalmente. Transmissão de más notícias. familiares e equipa de enfermagem. o Fazer intervenções Psicoeducativa adaptadas às necessidades de intervenção. o Transmitir informações segundo técnica de transmissão de notícias. família e equipa de enfermagem. orientar frequentemente no tempo e no espaço mesmo que estejam sedados. Intervir a nível do utente o Despiste precoce de sinais da síndrome dos cuidados intensivos. o Transmitir informações segundo técnica de transmissão de notícias. o Ter atenção em relação à luminosidade e ruídos na unidade. Intervir a nível da família o Estabelecer relação interpessoal tendo por base a empatia. 17 . simpatia e confiança. o Informar e explicar os procedimentos que se irão seguir. o Prevenção e despiste de potenciais situações de Stress Pós Traumático – encaminhamento no pós alta para a comunidade ou técnico especializado na área da psiquiatria.Objectivo: Desenvolver intervenções promotoras de saúde mental a nível dos utentes. o Toque terapêutico em especial nas técnicas mais invasivas e dolorosas.

Foi gratificante sentir que proporcionei alguma ajuda a esta pessoa. do quanto já tinha sido feliz. verbalizando que já só lhe restava morrer. que no último anos de curso de um momento para outros se vê impossibilitada de terminar o curso por via de uma doença crónica auto imune. das possibilidades que ainda teria de ter uma vida um pouco melhor se acedesse no tratamento de angioplastia. a primeira uma jovem de 23 anos que se encontrava a terminar o seu curso de licenciatura. dos projectos que tinha e que agora teria de alterar em função das suas limitações físicas. segundo os colegas nas passagens de turno. A segunda situação tem a ver com um utente idoso acometido por doença isquémica do miocárdio. ela tinha muita necessidades de falar da sua vida e da sua doença. a este senhor escutei activamente. com uma família também ela difícil. família e na equipa de enfermagem – A nível da intervenção no utente. apercebi-me do medo que sentia. proporcionei expressão livre de sentimentos. inicialmente recusando e finalmente aceitando. aconselhei e ajudei a redefinir projecto de vida. familiares e equipa de enfermagem – A este nível julgo ter tido a oportunidade de intervir quer com o colega quer a nível individual e por iniciativa minha em diversas situações das quais destaco três situações a estes três níveis – utente. em situação de vida em risco. relataria duas situações. informei acerca da sua situação de saúde.o Aplicação de uma escala de monitorização de stress à equipa de enfermagem e comunicação dos resultados ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS Acompanhar e colaborar com o enfermeiro especialista de saúde mental nas suas intervenções dirigidas aos utentes. doente difícil. também ele muito ansioso. deixei-o verbalizar as suas preocupações. tendo um final feliz já que a sessão na 18 . apoiei. tendo realizado duas consultas de enfermagem com esta utente e tendo ficado agradavelmente surpreendido com as potencialidades desta jovem na forma de lidar com esta doença. deste modo disponibilizei-me para iniciar relação terapêutica ao nível da relação de ajuda. extremamente limitativa dado que a nível respiratório ficou com sequelas que lhe retiraram-lhe autonomia e qualidade de vida. no decurso destes encontros proporcionei escuta activa.

o toque no ombro confere importância aos nossos actos e reforça a confiança no enfermeiro. tendo tido o cuidado de acolhê-las de forma empática. ao apoio com escuta activa e nalguns casos com administração terapêutica após comunicar ao médico de serviço a situação em causa. Ainda em relação a esta actividade e a nível dos familiares. recebi por diversas vezes primeiras visitas. disponibilizei-me muitas vezes para ajudar e penso ter promovido o bem-estar com uma atitude de apoio. Intervenções a nível do utente – Para além das diversas intervenções individuais. o toque terapêutico é um instrumento que representa uma mais valia nos procedimentos mais dolorosos e geradores de stress e ansiedade. duas delas já descritas no ponto anterior. destacaria e em consonância com as intervenções planeadas. o despiste precoce de sinais do síndrome dos cuidados intensivos a fim de evitar situações de stress pós traumáticos.hemodinâmica decorreu sem complicações e no fim foi um obrigado por parte deste senhor que valeu a pena ouvir. não chegando nenhuma das ocorrências a ser algo para além do esporádico. A nível da equipa acompanhei o colega nas suas intervenções como chefe de equipa. a este nível verifiquei que o segurar na mão. Procurei sempre a este nível o bom relacionamento com todos os colegas. Acompanhei uma senhora muito ansiosa à unidade de hemodinâmica. o seu objectivos e dos riscos a que estaria sujeita na 19 . Ainda a nível das intervenções realizadas ao utente internado na UTIC. da gestão de conflitos e da relação como fundamentais na promoção de um bom ambiente de trabalho. simpática. boa disposição e humor nestas quatro semanas. colaborei no exame a pedido do médico que intervencionou. ao longo destas quatro semanas foi um foco da minha atenção tendo verificado algumas situações de desorientação passíveis de levar a este síndrome mas prontamente resolvidas com a necessária orientação em relação ao tempo e ao espaço. previamente expliquei à utente o procedimento que se iria realizar. apercebi-me da importância da comunicação. proporcionando informação acerca do ambiente que iriam encontrar bem como informações sobre o seu familiar em tratamento tentando sempre tranquilizar as famílias e procurando sempre registar as suas reacções e confissões à entrada neste ambiente.

No período nocturno tive o cuidado de diminuir a intensidade da iluminação e o ruído dos alarmes. Procurei sempre comunicar com todos os doentes. como o caso de uma senhora que ao vir visitar o marido. procurei desde o primeiro momento estabelecer regras de comunicação no sentido de diminuir a ansiedade resultante do facto de não se poderem exprimir facilmente. procurou dar a conhecer à equipa a minha 20 . Intervenções a nível da família – A este nível. expectativas e verifiquei algumas situações que merecem ser comentadas. tive sempre em conta que a família é parte integrante do indivíduo com doença. no sentido de estabelecer ritmos de sono e repouso e de promover a orientação no tempo e no espaço. Alguns familiares referiram que o tempo de visita deveria ser maior e nalguns casos com a concordância do enfermeiro orientador permiti que algumas visitas permanecessem mais tempo na hora da visita. Fiz diversas intervenções psicoeducativas em função das questões colocadas e necessidades por mim detectadas na área do conhecimento/desconhecimento de aspectos relacionados com a doença. procurei fazer um levantamento das suas necessidades. Na transmissão de informação tive em conta a técnica de transmissão de notícias. expliquei procedimentos antes de os realizar. tendo-me socorrido dos conhecimentos adquiridos na transmissão de informação. emoções. verbalizou que o ambiente da unidade era intimidante mas que ao mesmo tempo sentia-se mais segura pelo facto do marido estar internado neste serviço. mesmo aqueles sob efeito de medicação sedativa. realizado a 30 de Junho de 2009. Intervenções a nível da equipa de enfermagem – As intervenções na equipa primaram pela adesão da equipa de forma proactiva nos três momentos formativos proporcionados ao longo destas quatro semanas de prática clínica: O primeiro momento. Acolhi sempre de forma empática e simpática. procurando seguir a seis fases do protocolo de SPIKES. “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos”. procurando informar de modo a incutir confiança na equipa de saúde. Em todos os familiares que acolhi. Nos utentes ventilados e por isso impossibilitados de comunicar verbalmente. uns mais complexos outro nem por isso.medida em que a senhora tinha dúvidas.

que não leva mais de 10 min a preencher e que é fiável nas considerações que nos permite chegar. realizado a 7 de Julho de 2009. para este fim apliquei um questionário de stress aos enfermeiros do serviço. foi a Escala de Stress Profissional dos Enfermeiros. “Comunicação de Más Notícias”. O segundo momento. teve por objectivos. uma escala que avalia o stress na dimensão física (carga de trabalho). É constituída por 34 itens.área de opção de modo a integrar a equipa nos meus objectivos de estágio. A escala utilizada. reforçar a importância da manutenção da saúde mental. correspondendo este score a um valor máximo de score. Uma escala muito fácil de preencher. A sua aplicação nesta unidade permite aferir que o valor mais alto atingido foi no iten 21. seguida da psicológica com um score de 38.58 e finalmente o domínio social com um score de 33. “ver um doente em sofrimento” contemplado na dimensão psicológica. sensibilizar para as áreas em que se poderá intervir na promoção da saúde mental neste ambientes de saúde em situação crítica. “A Saúde Mental dos Enfermeiros”. podendo ter uma pontuação mínima de 34 de score correspondendo este valor à total ausência de stress e uma pontuação máxima de 136. procurou sensibilizar a equipa para importância de se transmitir as más notícias de forma uniformizada e sistematizada. tendo comunicado os resultados à equipa no dia 14 de Julho de 2009. realizado a 14 de Julho de 2009. De destacar que os itens da dimensão psicológica que atingem scores mais elevados estão relacionados com 21 .33 de score. reflectir sobre factores de risco e factores protectores e proporcionar dinâmica de grupo no intuito de promover o bem estar e o bom relacionamento no seio da equipa. Com este instrumento. procurou de igual modo reforçar as competências e habilidades na área de transmissão de más notícias. contudo a dimensão com um score médio mais elevado é a física (carga de trabalho) com 44. O terceiro momento formativo. traduzida. na dimensão psicológica e na dimensão social (as interacções). o enfermeiro de saúde mental tem a oportunidade de identificar as fontes de maior stress naquela unidade onde exerce e planear intervenções adaptadas ao grupo ou mesmo a nível individual. Ainda a nível da equipa procurei fazer o diagnóstico de stress da equipa de cardiologia.3. validada e adaptada à população portuguesa por Santos & Teixeira (2008).

o que realça a parte humana do cuidar. Passo agora a expor os principais resultados da aplicação desta escala: 22 .sofrimento dos doentes.

como foi importante a minha presença para relembrarem aspectos que apesar de não esquecidos encontravamse adormecidos. A partir da segunda semana de estágio iniciei as minhas intervenções aos três níveis por mim defendidos e apoiados pelos dois especialistas de saúde mental da UTIC: utentes. necessitam falar das suas angústias. Foi gratificante sentir que a equipa aceitou e recebeu bem estas novidades. Na primeira semana de estágio procurei conhecer dinâmica e funcionamento da equipa.5 . integrar-me no grupo. No fim de cada semana de estágio. De igual modo gratificante foi os colegas da Saúde mental terem verbalizado. receios. tendo sido muito importante a forma como fui orientado pelo enfermeiro João Victor que desde o primeiro momento deixou-me à vontade e facultou-me meios para a execução das actividades programadas. foi o desenterrar de projectos e sonhos adormecidos já á algum tempo. a definição de objectivos e a programação de actividades para o atingir desses objectivos.REFLEXÃO CRÍTICA Considero que a este nível. realizei balanço semanal tal como tinha programado no projecto que serviu de base à realização desta prática clínica. Este estágio proporcionou-me a possibilidade de experenciar estratégias que futuramente poderei utilizar nesta área de intervenção. algo que não foi difícil pela receptividade que tive ter ultrapassado as minhas expectativas. famílias e na equipa. Orientei esta prática clínica de acordo com o que previ no projecto. no meu exercício se for caso disso nestes contextos de saúde em situação crítica. 23 . Futuramente será uma mais valia. foi como que um” campo de testes” onde ensaiei a delineação do projecto. medos e ansiedades. tendo mesmo verbalizado na pessoa da chefe do serviço na última sessão formativa que a minha presença foi uma mais valia importante naquele serviço. Destacaria que tanto utentes como seus familiares manifestam muita vontade de acompanhamento. que as actividades planeadas corresponderam às que foram desenvolvidas em prática clínica. Disponibilizei-lhe o meu projecto tendo-me dão um parecer que me deixou agradado e com a sensação de estar a realizar algo válido em prol da saúde mental. não havendo “derrapanços” entre o que seria expectável e o preconizado.

com os doentes e seus familiares. algo que nos permite avançar na qualidade dos cuidados prestados. a supervisão clínica. com as chefias.6 . Uma prática fundamentada é algo que é essencial para a enfermagem. Como caberá ao enfermeiro especialista a supervisão das práticas. As práticas clínicas são importantes instrumentos de consolidação de conhecimentos adquiridos em contextos teóricos. o papel de pivot da equipa na articulação com outros técnicos. a escuta activa. a promoção de grupos de discussão. promoção e recuperação da saúde mental. o culto das boas relações entre pares. com outros serviços. saber ser e saber fazer são condições de suma importância e que englobam todos estes processos. o reforço positivo. O enfermeiro especialista poderá fazer a diferença numa unidade de terapia intensiva se conseguir incutir na equipa os cuidados de enfermagem centrados na pessoa e para a pessoa. a gestão do stress e burnout. deste modo e nestes contextos específicos onde todo um trabalho técnico alicerçado pelo Know-How das técnicas e procedimentos tem de ser sustentado e complementado por pela preocupação em manter um bom relacionamento entre todos os intervenientes neste processo. 24 . a responsabilidade da formação do serviço ou pelo menos de colaborar com quem a tem.CONCLUSÃO Chegados a esta fase resta-me um balanço final. Saber. a sua valorização. Gostaria de realçar que cabe ao enfermeiro especialista tomar a iniciativa para que seja elaborado um plano de intervenção nestas unidades na prevenção. o apoio. Promoção da saúde mental e prevenção da doença passa pela comunicação e relação rumo a uma maior humanização dos cuidados. daquilo que considero ter ganho com a realização deste estágio. é um meio que nos permite avançar de forma segura e firme. o acompanhamento sistemático da equipa.

et al (2006). 46-54 Maciel. 19. vol. vol. vol.23. The Authors. et al (2006). Acta Paulista de Enfermagem. (2002). Needs of families with a relative in a critical care unit in Hong Kong. Posttraumatic Stress Disorder and the Intensive Care Unit Patient. Journal of Clinical Nursing. M. British Journal of Medical Psychology. F. Dimensions of Critical Care Nursing. J.11. M. Bennun. 185-193 Hewitt. Theoretical model of coping among relatives of patients in intensive care units: a simultaneous concept analysis. Journal Compilation Blackwell Publishing Ltd. M. Journal of Clinical Nursing. Dimensions of Critical Care Nursing. 463-471 Lee. Ferrareze. vol.7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Baxter. (2004). Souza. et al (1999). et al (2006).9. (2001). 575-584 Johansson. 668-677. (2006). vol. Psycho-affective disorder in intensive care units: a review.19. Reported Stressors and Ways of Coping Utilized by Intensive Care Unit Nurses.9.(2000). 369-377 Biley. Journal of Clinical Nursing.25. Acta Paulista de Enfermagem. vol. A. M. vol. vol. I. Acompanhante de Adulto na UTI: Uma visão do Paciente. Percepção do stress entre enfermeiros que actuam em Terapia Intensiva. 310-315 Hays. 145-150. I. I. 139-143 25 . Intensive care unit syndrome: A consideration of psychological interventions.74. The effects on patient well-being of music listening as a nursing intervention: a review of literature.

et al (2007). vol. & Teixeira. vol. 10. vol. vol. Acta Paulista de Enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 59. Texto Contexto Enfermagem. 152-156 Vila. Necessidades de familiares de pacientes internados em unidade de cuidados intensivos. V. et al (2008). Lazer . S. 125-130 Verdon. Intensive Care Medicine. (2007). (2006). Revista Brasileira de Enfermagem. M. & Valderrama. K. The Nursing Stress Scale: Desenvolvimento da Versão Portuguesa da Escala. Nursing Economics. L. et al (2008). Uma tentativa de humanizar a relação da equipe de Enfermagem com a família de pacientes internados na UTI.17. (2006). B. L. 29-40 Santos. 14. 75-83 Salomé.34. & Rossi. K. vol. G. 37-43 Milliken.Maruiti. O significado cultural do cuidado humanizado em unidade de terapia intensiva: Muito falado e pouco vivido. M. (1999).19. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 30. R et al (2005). Revista Investigação em enfermagem. 599-612 Pereira M.25. (2002).Um Caminho para Aliviar as Tensões No Ambiente de Trabalho em Uti: Uma Concepção da Equipe de Enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem. American Journal of Critical Care. 137-144 Wallen. 294-299 Santos. vol. The Role of the Psychologist in an Intensive Care Unit. T. Symptoms of Acute Posttraumatic Stress Disorder after Intensive Care. et al (2007).T. vol. 534-545 26 . Vol. vol. (2008). The Impact of Stress Management on Nurse Productivity and Retention.5. & Bueno. 203-210 Novoa. Universidade de Psychologia de Bogotá. & Galdeano. M. vol. Burnout in a surgical ICU team.5. 61-66 Silveira. O ser profissional de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Percepção dos profissionais de saúde sobre a comunicação com os familiares de pacientes em UTIs. Z. Nº18.

Anexo I – Convite à Formação: “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos” 27 .

Sidónio Faria UTIC Junho2009 .30h na Sala de Formação Enf.SAÚDE MENTAL EM UNIDADES DE TRATAMENTO INTENSIVO 30 de Junho de 2009 Às 13.

Anexo II – Sessão Formativa: “Saúde Mental em Unidades de Cuidados Intensivos” 29 .

eminentes ou estabelecidas e em que o objectivo primordial é suportar e recuperar estas funções vitais de modo a criar condições para tratar a doença subjacente e. Mobilizam recursos tecnológicos de elevada complexidade. consigo próprios e com os restantes parceiros da equipa => controle e gestão de emoções e sentimentos. familiares e profissionais. Lidar com utentes e familiares em sofrimento. promovam e recuperem a saúde mental de todos os intervenientes neste cenário. diagnóstico e tratamento de situações de doença aguda potencialmente reversíveis. 2008) CONTEXTUALIZAÇÃO CONTEXTUALIZAÇ As unidades de cuidados intensivos são locais onde predominam os procedimentos técnicos em prol das necessidades imediatas de estabilização e manutenção das funções vitais. M.UTIC Elaborado por: Sidónio Faria FUNCHAL JUNHO DE 2009 SUMÁRIO Contextualização Áreas de Intervenção na promoção da Saúde Mental em UTIs Intervenções no âmbito da Saúde Mental CONTEXTUALIZAÇÃO CONTEXTUALIZAÇ Extrema atenção a pessoas em falência orgânica.CURSO DE PÓS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA OBJECTIVOS Dar a conhecer à equipa o Projecto: “Saúde Mental em Unidades de Tratamento Intensivo” Sensibilizar para as áreas de intervenção na promoção da Saúde Mental dos intervenientes. et al . com a morte. (Ferrareze. 2008) . proporcionar oportunidades para uma vida com qualidade. permanente atenção e concentração. por essa via. A saúde mental dos intervenientes é posta à prova todos os dias. Stress => Burnout => Morbilidade e Absentismo (Novoa & Valderram. São necessárias medidas que previnam. 2008) As UTIs As UTIs CONTEXTUALIZAÇÃO CONTEXTUALIZAÇ As UTIs têm por missão: a prevenção. Exigem muito trabalho técnico minucioso. (Maull. SAÚDE MENTAL SAÚ EM UNIDADES DE TRATAMENTO INTENSIVO ENSINO CLÍNICO III Cardiologia . Ambiente altamente gerador de ansiedade e stress para doentes. em doentes que apresentam falência de uma ou mais funções vitais.

Proporcionar visita à unidade aos doentes que em tratamento de PSTD sigam um plano cognitivo-comportamental. Proporcionar presença assídua dos familiares. é a instituição social com efeito mais marcante sobre todos os seus membros – um = todos = um PTSD Medo. 2002) . síndrome de cuidados intensivos. situação de saúde. ambiente. o tão desejado objectivo da melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados cada vez mais presente nas nossas vidas. parceiros médicos e familiares. resultando na criação de protocolos ou normas de actuação nestas áreas. Diminuir intensidade da luz e reduzir volume dos alarmes nos turnos da noite. Prestar cuidados de enfermagem centrados no utente e não na doença. a incerteza. 2008) ÁREAS DE INTERVENÇÃO INTERVENÇ UTIs EQUIPA FAMÍLIA UTENTES ÁREAS DE INTERVENÇÃO INTERVENÇ ÁREAS DE INTERVENÇÃO INTERVENÇ UTENTES FAMÍLIA SÍNDROME DOS CUIDADOS INTENSIVOS – Distúrbio psicoafectivo – com alterações do humor e sintomatologia psicótica É a Unidade Básica da nossa sociedade. (Vila & Rossi. ocupa um espaço fundamental nas nossas vidas. relação e comunicação. informação Expectativas.CONTEXTUALIZAÇÃO CONTEXTUALIZAÇ A saúde mental. Informar e explicar os procedimentos que se irão seguir. orientar frequentemente no tempo e no espaço mesmo que estejam sedados e curarizados. Implementar supervisão clínica. Atribuir a cada enfermeiro um doente e no máximo dois. (Faria in Revisão Sistemática da Literatura . Encaminhar doentes em risco de (PSTD) para comunidade ou consulta de psiquiatria. Proporcionar formação em serviço com conteúdos sobre. a morte eminente. Proporcionar visita à unidade aos doentes que farão cirurgia programada e que farão pósoperatório na UTI. pessoa significativa. stress pós-traumático (PSTD). ansiedade ÁREAS DE INTERVENÇÃO INTERVENÇ EQUIPA QUE INTERVENÇÕES? INTERVENÇ Intervenções no doente internado na UTI Intervenç Promover relacionamento empático e simpatia. A equipa de enfermagem está provavelmente mais sujeita a stress que qualquer outra do hospital pois tem de lidar de forma mais envolvida com doentes e seus familiares e em simultâneo com as suas próprias emoções e conflitos num ambiente onde se identifica como principais fontes de stress o predomínio do inesperado. não havendo saúde sem saúde mental. a sobrecarga de trabalho. o ambiente de crise. promovam e restabeleçam a saúde mental dos utentes internados em UTIs. Proporcionar toque terapêutico (o toque mesmo com sedação e curarização é sentido) Segurar na mão nos procedimentos mais invasivos e dolorosos. Proporcionar musicoterapia e relaxamento. deste modo urge a intervenção com medidas que previnam. dos seus familiares e dos cuidadores da equipa garantindo assim. Falar muito com os doentes. flexibilizando os horários de visita ou mesmo proporcionando acompanhante pelo menos durante o período diurno. má utilização de habilidades médicas e a falta de reconhecimento dos profissionais por parte das chefias de enfermagem. Proporcionar treino à equipa de enfermagem para observação e despiste precoce de sinais e sintomas do síndrome dos cuidados intensivos.

enquanto ainda possui mecanismos de defesa. I. Bennun. 145150. Journal of Clinical Nursing. Proporcionar pausas aos indivíduos que aparentem estar mais stressados ou após uma situação emocionalmente difícil. ter em conta que a família é parte integrante do indivíduo com doença. Dimensions of Critical Care Nursing. o acolhimento é fundamental. Prestar cuidados de enfermagem centrados no indivíduo e não na doença. (2002). Uniformizar o processo de transmissão de informação pela elaboração de protocolos. 668-677.19. Dimensions of Critical Care Nursing. 369-377 Biley. Utilizar reforço positivo sempre que oportuno por parte das chefias como estratégia para motivar os seus profissionais. The effects on patient well-being of music listening as a nursing intervention: a review of literature. F. Promover recreação e lazer extra trabalho no grupo que constitui a equipa. utilizando férias ou folgas em atraso como estratégia. M. vol. Estabelecer relação interpessoal tendo por base a empatia. vol. vol. Respeitar pausas para café e refeições. et al (2006). Proporcionar formação e treino em comunicação e relação de ajuda.23. Promover estratégias de coping. Posttraumatic Stress Disorder and the Intensive Care Unit Patient. Percepção do stress entre enfermeiros que actuam em Terapia Intensiva. 310-315 Hays. Apurar necessidades da família pela utilização de instrumento de medida. et al (2006).(2000). Promover atitude positiva no seio da equipa poderá traduzir-se em esperança para a família. vol. Apoiar psicologicamente desde o momento inicial.9. Reported Stressors and Ways of Coping Utilized by Intensive Care Unit Nurses. Afastar o profissional mais vulnerável. British Journal of Medical Psychology.QUE INTERVENÇÕES? INTERVENÇ Intervenções na família do doente internado na UTI QUE INTERVENÇÕES? INTERVENÇ Intervenções na equipa de enfermagem da UTI Sensibilizar equipa para a importância da prevenção de stress e burnout com formação em serviço e extra serviço. Psycho-affective disorder in intensive care units: a review. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRÁ Baxter. Acta Paulista de Enfermagem. Proporcionar formação na equipa sobre comunicação e relação da equipa com os familiares de doentes internados em UCI. J. Possibilitar a presença na equipa de um profissional que proporcionasse apoio a nível individual ou em grupo. (2001).25. Envolver família no processo de cuidados. Criar grupos de ajuda nas famílias de doentes internados em UCI. Fazer intervenções psicoeducativas. fomentando a criação de laços de amizade e espírito de grupo e camaradagem. Journal of Clinical Nursing. Flexibilizar os períodos de visita.74. Monitorizar de forma sistemática o stress na equipa com aplicação de escalas e actuando sobre os indivíduos com níveis mais elevados com medidas adaptadas às alterações que já apresenta. 575-584 MUITO OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO ATENÇ . Ferrareze. 185-193 Hewitt. (2004).11. A. Conhecer o estilo de coping da família e planear intervenções em função dele. Intensive care unit syndrome: A consideration of psychological interventions. vol. vol. Instruir os membros da equipa para o relaxamento e proporcionar por cada turno pelo menos cinco minutos para o efeito. M. Aproveitar as reuniões de equipa para actividades pré-reunião que promovam o bem-estar e o riso. guidelines de transmissão de notícias. simpatia e confiança.

Anexo III – Convite à Formação “Transmissão de Más Notícias” 35 .

30h na Sala de Formação Enf. Sidónio Faria UTIC Julho2009 .TRANSMISSÃO DE MÁS NOTÍCIAS 07 de Julho de 2009 Às 13.

Anexo IV – Sessão Formativa: “Transmissão de Más Notícias” 37 .

COMO TRANSMITIR PROTOCOLO DE SPIKES Carta dos Direitos e Deveres dos Utentes O doente tem direito a ser informado sobre a sua situação de saúde: O doente tem direito a ser informado sobre a sua situação de saúde. se não houver prejuízo para terceiros ou se a lei o determinar.CONCEITOS Aquela informação que drástica e negativamente altera a perspectiva do cliente em relação ao seu futuro. (Buckman. devendo indicar quem deve receber a informação em seu lugar. Elaborado por: Sidónio Faria FUNCHAL JULHO DE 2009 SUMÁRIO MÁS NOTÍCIAS – CONCEITOS A IMPORTANCIA DA TRANSMISSÃO DE MÁS NOTÍCIAS OBSTÁCULOS À TRANSMISSÃO DE MÁS NOTÍCIAS MÁS NOTÍCIAS . em linguagem simples e respeitando a sua sensibilidade. MÁS NOTÍCIAS . Reforçar competências e habilidades da Equipa de Enfermagem na área da Comunicação de Más Notícias. o doente pode preferir não ser informado do seu estado de saúde.UTIC Partilhar conhecimentos. Os trabalhadores dos serviços de saúde estão obrigados ao segredo profissional.OBJECTIVOS CURSO DE PÓS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA TRANSMISSÃO DE MÁS MÁ NOTÍCIAS NOTÍ ENSINO CLÍNICO III Cardiologia . de modo claro. 1992) . O doente tem direito à confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que Ihe respeitam: A situação clínica do doente só pode ser revelada com o seu consentimento.

Gerir a informação que é dada. Por outro lado se for muito pouco técnica poderá levar à falta de confiança no profissional ou equipa OBSTÁCULOS À TRANSMISSÃO OBSTÁ DE MÁS NOTÍCIAS MÁ NOTÍ OBSTÁCULOS OBSTÁ À TRANSMISSÃO DE MÁS NOTÍCIAS MÁ NOTÍ Medo dos Profissionais Assumir as responsabilidades pela doença em si doenç OBSTÁCULOS À TRANSMISSÃO OBSTÁ DE MÁS NOTÍCIAS MÁ NOTÍ De ser Culpabilizado Pessoal da doença e da doenç morte MEDO DOS Do desconhecido e do que não se aprendeu OBSTÁCULOS À TRANSMISSÃO OBSTÁ DE MÁS NOTÍCIAS MÁ NOTÍ De não saber todas as respostas PROFISSIONAIS Assumir as responsabilidades pela Exercer controlo doença em si sobre a informação Protecção ç Protec ão (imagem intocável do bom profissional) Aceitar a responsabilidade de remissão (promessas de melhoria) De expressar emoções emoç De desencadear uma reacção reacç . assim como a uma insegurança na sua relação com o profissional de saúde. 2004) A IMPORTANCIA DA TRANSMISSÃO DE MÁS NOTÍCIAS – ASPECTOS A CONSIDERAR Informações devem ser dadas em função das necessidades. é desinformação e factor gerador de stress. Informação excessivamente técnica não é informação. angustia. Transmitir uma má notícia requer uma informação compreensiva. O papel do enfermeiro não está em alterar os estilos de coping de cada um mas sim reforçar defesas saudáveis e adaptativas. Informações que resultam num défice cognitivo. persistindo depois de algum tempo após a comunicação da informação.MÁS NOTÍCIAS . Dar tempo à adaptação à nova situação. precisa e cuidadosa.CONCEITOS A IMPORTANCIA DA TRANSMISSÃO DE MÁS NOTÍCIAS – ASPECTOS A CONSIDERAR Dar más notícias poderá ser um momento altamente gerador de Stress Requer perícia. (Fallowfield. Dar a informação ao doente. tacto. bom senso. objectiva. excesso de informação é mau. A forma como o profissional dialoga e comunica com o utente tem por vezes mais importância que o próprio conteúdo da mensagem. comportamental e emocional na pessoa que recebe as notícias. (de acordo com as suas necessidades) pode ajudar a diminuir o seu isolamento e medos e a mobilizar os seus recursos e capacidades de enfrentar a situação. A ausência de informação ou a comunicação deficiente conduz a um sentimento de insegurança em relação à doença e ao prognóstico.

cultura .Raça . status económico. Escuta. Perceber o que o doente está a sentir e a pensar.. Descobrir o que o doente quer saber (Invitation) Quer saber exactamente o que se está a passar ou não? Diferentes pessoas tratam a informação de maneira diferente: . Sentar. Esperanç Próximo encontro Pró Preparação Preparaç do ambiente 1 Settings PROTOCOLO DE SPIKES 1. etnia. Resumir a situação conhecida até ao presente.MÁS NOTÍCIAS – COMO AS NOTÍ TRANSMITIR ? Tem sido difícil aceitar a ideia de que algo supostamente intuitivo como a comunicação possa ou deva ser sujeito a aprendizagem ou treino (Buckman. Conseguir o ambiente correcto.. Usar o contacto físico adequado. O conteúdo emocional Avaliar a capacidade de compreender as más notícias Planear outro encontro se não está preparado PROTOCOLO DE SPIKES 3. As apresentações. 1998) MÁS NOTÍCIAS – COMO AS NOTÍ TRANSMITIR ? Abordagem de Buckman Protocolo de SPIKES 6 Summary Síntese. existem princípios que permitem que as más notícias possam ser dadas de uma forma sensível e de modo que o destinatário as compreenda (Faulkner et al. 2000) Não existem palavras certas. Descobrir o que o doente já sabe (Perception) Avaliar o que o doente já sabe: O que é que já foi dito ao doente. religião . idade e nível de desenvolvimento. Reconhecer. Negociar a agenda. emoç Tempo para reagir. 2002) É sempre uma tarefa difícil e que exige diplomacia (Barroso. O que o doente expressa de conhecimentos. e respeitar as preferências do doente . familiar (companhia?) e com privacidade e sem interrupções (o que vai ser dito?). Qual é o seu entendimento da sua doença (explicação do que lhe está a suceder). C.(Settings) 2 Perception O que sabe? O que foi dito? Emoções? Emoç Ambiente favorável. 5 Emotions Responder às emoções. A maneira como o doente fala. Plano seguimento Esperança. Não verbal PROTOCOLO DE SPIKES 4 Knowledge 3 Invitation O que quer saber? Respeitar preferências Partilhar a informação informaç PROTOCOLO DE SPIKES 2.

. Contextualizar a informação à vivência do doente.. Ouvir calmamente e atentamente. Estar atento à compreensão e aos sentimentos do doente.negociação 12 .(ninguém consegue reter toda a informação). Encorajar as descrições dos sentimentos. horas. PROTOCOLO DE SPIKES 4. fazer pausas frequentes .. Partilhar a informação (Knowledge) • Repetir a informação importante frequentemente.medo e ansiedade 5. utilizar o silêncio e a comunicação não – verbal • Diga-o..choque 3.humor 11.) PROTOCOLO DE SPIKES 5. (pode haver período de transição. depois pare.. Resposta empática Empatia Identificar a emoção que o doente está a vivenciar. PROTOCOLO DE SPIKES 4. Responder de um modo que demonstre que se consegue fazer uma ligação entre a causa e a emoção Reacções dos doentes 1. Evitar o monólogo .raiva e critica negativa 6. Recordar ao doente de que as suas reacções são normais.. em pequenas porções.lágrimas 9. Responder às emoções com empatia (Emotions) Estar preparado para explosão de grande variedade de emoções fortes. promover o diálogo. de maneira simples e honesta .negação 4. Iniciar a comunicação ao nível da compreensão anteriormente demonstrada. • Verificar a velocidade da comunicação.culpa 7.pergunta com resposta difícil . Dar tempo para reagir.desespero /depressão 8. Partilhar a informação (Knowledge) Oferecer a informação básica . Evitar a imprecisão e a confusão.alívio 10 ... dias.) “Receio que as notícias não são as melhores…” “Sabe a situação estava muito complicada…” Não minimizar a gravidade.PROTOCOLO DE SPIKES 4. Partilhar a informação (Knowledge) Dar o primeiro aviso de que informação difícil vai ser comunicada (tiro de aviso.descrença 2. Use comunicação não – verbal. Identificar a causa dessa emoção. Evitar a linguagem demasiado técnica.

F. Plano de Seguimento (Summary) Ter materiais escritos disponíveis Elaborar um plano de seguimento (problemas a resolver!). Oferecer ao doente a oportunidade de levantar novas questões. Ofereça um lenço. Revista Portuguesa de Clínica Geral. Fallowfield. enfatizar a qualidade de vida. and difficult news in medicine. Repita as novidades nos próximos encontros REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRÁ Buckman.dor . Identificar fontes de apoio para o doente. raiva . 6. Aproxime-se da pessoa ou no mínimo não se afaste. Dar esperança temperada com realismo. (2003). Lancet. Coimbra: Formasau . M. Communicaring sad.19. bod. R. frustração . Não entre em pânico durante o relato. Apontamentos fornecidos na disciplina de enfermagem – Comunicação de Más Notícias. Fique com a pessoa até ela estar mais calma... Envolver família e amigos. 4043 Pereira. Dar informação para contacto. Figueiredo. medo . Plano de Seguimento (Summary) Resumir os assuntos abordados. Faça escuta activa Reafirme que não abandonará a pessoa Lágrimas Chorar não é uma emoção . tristeza . Pode ser um sintoma de sentimentos diversos: receio .312-319. (2008).(2008). 6. Transmissão de Más Notícias. . V. 363. é um sintoma. Oferecer ao doente a possibilidade de contar a outros.L. Tente identificar qual a emoção.& Jenkius. Leal. desespero. How to break bad news – a guide for health care professionals. marcar o próximo encontro. Comunicação de más noticias e gestão do luto. Rever e explicar os planos para o futuro. vol. Criar uma aliança com o doente. Baltimore: Johns Hopkins University Press. (2004). Toque na pessoa.Raiva / Crítica Negativa Raiva Difusa Contra a doença Contra a perda de controlo e impotência Contra a perda de Potencial Contra as leis da Natureza Raiva Focalizada Contra si Próprio Contra os Amigos e Família Contra os Médicos e Enfermeiros Contra as “ Forças Exteriores “ Contra Deus Desespero / Depressão Não prometa o que não pode cumprir Dê-lhe oportunidade de traduzir o desespero. R (1992).

OBRIGADO Pela Vossa Atenção .

Anexo V – Convite à Formação “A Saúde Mental dos Enfermeiros” 44 .

Sidónio Faria UTIC Julho 2009 .30h na Sala de Formação Enf.A Saúde Mental dos Enfermeiros 14 de Julho de 2009 Às 13.

Anexo VI – Sessão Formativa: “A Saúde Mental dos Enfermeiros” 46 .

os professores. Crescimento. Reflectir acerca de factores protectores.solucionar problemas – obter satisfação com a vida (Stuart & Laraia.CONCEITOS Estado de bem-estar geralmente associado a felicidade. (Parlamento Europeu. 2001) SAÚDE MENTAL . Proporcionar dinâmica de grupo que promova o bem estar na equipa. Reflectir sobre factores de risco. satisfação. Saúde/Saúde Mental/Saúde A UE convida os Estados-Membros a promoverem a consciencialização para a importância da boa saúde mental. sentimentos de conquista. os prestadores de cuidados – Aliados nesta Missão.CONCEITOS Para haver Saúde Mental é fundamental: Atitudes positivas em relação a si mesmo – a aceitação e o conhecimento de si mesmo. Autonomia – autodeterminação.CURSO DE PÓS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA OBJECTIVOS Reforçar a importância da manutenção da Saúde Mental. o equilíbrio entre dependência e independência. bem como grupos alvo tais como os pais. em particular entre os profissionais do sector da saúde. contentamento. a atitude positiva perante a vida (Stuart & Laraia. stress e burnout Promoção da saúde mental – que intervenções? Apresentação dos resultados da aplicação da escala de stress Dinâmica de grupo SAÚDE MENTAL SAÚ A saúde mental e o bem-estar estão no centro da qualidade de vida do indivíduo e da sociedade. os prestadores de serviços sociais e judiciais. A SAÚDE MENTAL SAÚ DOS ENFERMEIROS ENSINO CLÍNICO III Cardiologia . optimismo ou esperança.UTIC Sidónio Faria FUNCHAL JULHO DE 2009 SUMÁRIO Saúde Mental Ameaças à Saúde Mental Factores que provocam ansiedade. 2008) SAÚDE MENTAL . desenvolvimento e auto-realização. Domínio sobre o ambiente – o seu papel na sociedade – lidar com o mundo . Integração – equilíbrio entre o que é expressado e o que é reprimido. Percepção da realidade – ser capaz de mudar as suas percepções à luz de novas informações. liberdade. o patronato. 2001) .

Competências na vida pessoal. Resolver e/ou gerir os seus próprios conflitos internos. 2008) AMEAÇAS À SAÚDE MENTAL DOS ENFERMEIROS A ti enfermeiro Gente que cuida de Gente Amado. Capacidades de comunicação e relacionamento interpessoal. tolerado Esquecido no tempo da bonança bonanç Querido no tempo de sofrimento A ti enfermeiro Que suportas a dor No olhar de um doente Que ris.SAÚDE MENTAL . A ti enfermeiro que mitigas A alma e o corpo de quem geme As dores de ser simples mortal A ti enfermeiro que enalteces O sentido da vida A dignidade humana Esquecendo que também és gente. Que abafas a mágoa de seres gente má INIMIGO PUBLICO Nº 1 Nº DA SAÚDE MENTAL SAÚ ANSIEDADE STRESS BURNOUT A ti enfermeiro que vagueias Velando na calada da noite Aqueles que confiam em ti Em noite infindas. outras instituições. emocional e familiar. a minha homenagem (Liliana Maciel. Auto-eficácia – capacidade para se adaptar à diferentes realidades e contextos de vida.CONCEITOS Um estado de bem-estar subjectivo Processo Dinâmico. criticado Desejado. Que abafas a mágoa de seres gente má A ti enfermeiro que vagueias Velando na calada da noite Aqueles que confiam em ti Em noite infindas. 2006) AMEAÇAS À SAÚDE MENTAL A ti enfermeiro Gente que cuida de gente Amado. intelectual. sofridas Lutando contra a morte e o tempo. trabalho. (OMS. Auto-realização profissional.Pivot EFEITOS DA TRÍADE EFEITOS DA TRÍADE TRÍ DEPRESSÃO DESINTERESSE DESEMPENHO PROFISSIONAL? Lidar com o sofrimento dos outros e com o seu. criticado Desejado. Participar construtivamente com o meio ambiente – Família. profissional e social. tolerado Esquecido no tempo da bonança bonanç Querido no tempo de sofrimento A ti enfermeiro Que suportas a dor No olhar de um doente Que ris. (Sequeira. quando queres chorar Que amansas o teu coração coraç Quando te apetece gritar. Gerir as suas emoções e o envolvimento Desgaste das suas defesas psicológicas – o seu coping MORBILIDADE DISTURBIOS DO SONO ABSENTISMO TENSÃO NAS RELAÇÕES RELAÇ O desgaste físico da profissão O lidar com o sofrimento na luta contra a possibilidade de morte Corresponder às expectativas que têm de nós – a responsabilidade e confiança O Apoio psicológico e espiritual e os cuidados físicos DESMOTIVAÇÃO DESMOTIVAÇ HIPERTENSÃO ÚLCERAS GÁSTRICAS FADIGA CRÓNICA CRÓ PALPITAÇÕES PALPITAÇ ALCOÓL EM ALCOÓ EXCESSO As exigências éticas da profissão Cuidar do outro e cuidando muito pouco de si FUMO EM EXCESSO CEFALEIAS SEDATIVOS HIPNÓTICOS HIPNÓ . també A ti. quando queres chorar Que amansas o teu coração coraç Quando te apetece gritar. a minha homenagem Exigências do Cuidar Holístico Pessoa – Dimensões: Bio-Psico-Social-Espiritual Cuidados Centrados na individualidade de cada um Reconhecimento – Descartável ? – Bombons . A ti enfermeiro que mitigas A alma e o corpo de quem geme As dores de ser simples mortal A ti enfermeiro que enalteces O sentido da vida A dignidade humana Esquecendo que também és gente. 2001) SAÚDE MENTAL .CONCEITOS É a capacidade que o indivíduo tem para: Estabelecer relações ajustadas com os outros. també A ti. sofridas Lutando contra a morte e o tempo. Capacidades de autonomia e escolha de um projecto de vida. Investir em relações sociais.

Prescrições médicas aparentemente inapropriadas para o tratamento do utente. A morte de um doente com quem se desenvolveu uma relação de proximidade. tal como trabalho administrativo. Ver um doente em sofrimento Sentir falta de preparação para apoiar o utente e a família nas suas necessidades emocionais. Falta de oportunidade para partilhar experiências e sentimentos com outros membros da equipa do serviço. Sentir-se impotente quando um doente não melhora com os tratamentos. na eminência de morrer ou morre. Não ter resposta adequada para uma questão colocada pelo utente ou seu familiar. 2008) Avaria Informática. Falta de tempo para dar apoio emocional ao utente. proximidade da morte. Ausência de um médico perante uma situação que careça cuidados médico ou de emergência. Falta de oportunidade para exprimir com outros colegas da equipa os sentimentos negativos sobre o utente. Dúvidas em relação ao funcionamento de determinado equipamento . Informação inadequada fornecida pelo médico em relação à situação clínica do utente. lentidão do sistema. Alterações inesperadas no horário e no plano de trabalho. Conversar com um utente sobre a possibilidade. Não saber o que deve ser dito ao utente e à sua família acerca do seu estado e tratamento.FACTORES QUE SEGUNDO OS ENFERMEIROS PODERÃO AFECTAR A SUA SAÚDE MENTAL AMBIENTE FÍSICO CARGA DE TRABALHO AMBIENTE FÍSICO AMEAÇAS AMEAÇ À AMBIENTE SAÚDE MENTAL DESENVOLVIMENTO SAÚ DA PROFISSÃO AMBIENTE PSICOLÓGICO PSICOLÓ AMBIENTE SOCIAL (Santos & Teixeira. A morte de um doente. Falta de tempo para executar todas actividades de enfermagem. Falta de pessoal para cobrir de forma adequada as necessidades do serviço AMBIENTE PSICOLÓGICO PSICOLÓ A MORTE E O MORRER AMBIENTE PSICOLÓGICO PSICOLÓ Preparação Preparaç Inadequada para lidar com as necessidades emocionais dos doentes e seus familiares Executar procedimentos que os utentes sentem como dolorosos. AMBIENTE PSICOLÓGICO PSICOLÓ Falta de apoio dos colegas AMBIENTE PSICOLÓGICO PSICOLÓ Incerteza quanto aos tratamentos Falta de oportunidade para falar abertamente com outros membros da equipa acerca dos problemas do serviço. Demasiadas tarefas fora do estrito âmbito profissional. A ausência de um médico quando alguém está mal.

Dificuldade no acesso a determinado tipo de formação. Receber críticas de um superior hierárquico especialmente na presença de outros. Desacordo em relação ao tratamento de um utente. ignorância. ambiente de aprendizagem positivo favorecedor da auto-estima. Negaç projecção.REFORÇO ESTRATÉ REFORÇ AUTO-ESTIMA AUTO- INFORMAÇÃO INFORMAÇ AUTO-CONCEITO AUTO- FORMAÇÃO FORMAÇ Na formação inicial – cursos deverão ser virados para a auto-afirmação. Ser mobilizado para outro serviço para suprir falta de pessoal. Supervisão Clínica. AMBIENTE PROFISSIONAL DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ COMO LIDAM COM OS AGENTES STRESSORES??? MECANISMOS DE COPING Centrados no Problema Esforços directos para lidar Esforç com o problema: A negociação negociaç O confronto O aconselhamento Reconhecimento profissional por parte da população abaixo das expectativas.Política da organização e não política do serviço A ou B por iniciativa do enfermeiro X ou Y . auto-conceito. supressão. CONSTRUTIVOS ANSIEDADE Com enfoque Cognitivo Compreender o significado: Comparação. Desconhecimento de aspectos ético-legais que têm a ver com a profissão: estatutos da OE. Dificuldade em trabalhar com alguém em particular. Disciplinas gestão stress. Código Deontológico – Autonomia. Tomar uma decisão em relação ao tratamento de um utente que possa colidir com a do outro profissional. Conflito entre técnicos. Reconhecimento profissional dos parceiros da equipa aquém do que seria esperado. Organizações de Saúde deveriam implementar sistemas de gestão de stress profissional . Ser escalado para trabalhar estando de folga contra a sua vontade. autonomia. Comparaç desvalorização do objecto desvalorizaç desejado. projecç DESTRUTIVOS PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ ESTRATÉGIAS . Conflito com um superior hierárquico. Receio de cometer erros ao tratar de um utente. Com enfoque na emoção emoç Moderação do Moderaç sofrimento emocional: Negação. Atitude dos intervenientes proactiva. Incerteza e expectativas quanto ao futuro da profissão. REPE. metodologia de resolução de problemas.AMBIENTE SOCIAL CONFLITOS AMBIENTE SOCIAL CONFLITOS Ser criticado.

utilizando férias ou folgas em atraso como estratégia. Aproveitar as reuniões de equipa para actividades pré-reunião que promovam o bem-estar e o riso. Justiça equitativa. Garantir que todos se sentem envolvidos nos objectivos e actividades do serviço. fomentando a criação de laços de amizade e espírito de grupo e camaradagem. O RESPEITO. Fomentar a transparência. Espaço para desabafo – diário. de apoio PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ PLANO DE INTERVENÇÃO QUE TENHA EM CONTA: A formação em serviço e/ou extra serviço – Profissionais mais seguros Prevenção de stress e burnout: Estratégias de coping. a verdade.PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ Os gestores que se preocupam com a gestão do stress no seio da equipa. Monitorizar de forma sistemática o stress na equipa com aplicação de escalas e actuando sobre os indivíduos com níveis mais elevados com medidas adaptadas às alterações que já apresenta. estão a contribuir para a qualidade de vida dos seus elementos e consequentemente a investir em qualidade de cuidados. A possibilidade de afastar o profissional mais vulnerável. Será fundamental: A AMIZADE. Relações interpessoais. PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ PLANO DE INTERVENÇÃO QUE TENHA EM CONTA: Respeito pelas pausas para café e refeições. PLANO DE INTERVENÇÃO QUE TENHA EM CONTA: A presença na equipa de um profissional que proporcione apoio a nível individual ou em grupo. Promover recreação e lazer extra trabalho no grupo que constitui a equipa. enquanto ainda possui mecanismos de defesa. Proporcionar pausas aos indivíduos que aparentem estar mais stressados ou após uma situação emocionalmente difícil. forum. esclarecer situações. Conhecer muito bem a Equipa. chat. Delegar responsabilidades e monitorizar o retorno. PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL PROMOÇ SAÚ QUE INTERVENÇÕES????? INTERVENÇ PLANO DE INTERVENÇÃO QUE TENHA EM CONTA: A Instrução dos membros da equipa acerca do relaxamento e proporcionar por cada turno um período de pelo menos cinco minutos para o efeito. Momentos reservados para falar de questões relacionadas com aspectos gerais e particulares do serviço e de cada um. Formação e treino em comunicação e relação de ajuda. blog. O INTERESSE O reforço positivo motiva. não deixar nada por resolver.… E AGORA…? . Atitude de escuta. Gestão de conflitos.

3 Ambiente Social I 37.2 Média 33.285 II 38.4 II 29.58 Ambiente Psicológico “VER UM DOENTE EM SOFRIMENTO” SOFRIMENTO” Ambiente Físico Carga de Trabalho Q1 37 Q25 38 Q27 42 Q28 48 Q30 50 Q34 51 Média 44.66 Média 36 Média 37.3 .666 III 36 IV 37.58 Ambiente Social Conflitos com outros enfermeiros e chefes Q5 33 Q20 20 Q22 24 Q24 41 Q29 28 Média 29.4 II 29.4 M édia 38.N Questionários 19 % 63 APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS DA APRESENTAÇ APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO APLICAÇ QUESTIONÁ STRESS Idade Idade Mínima 22 Idade Máxima 54 Média 36 Masculino Sexo 7 % Feminino % 37 12 63 Mínimo T.2 Ambiente Social I 37.4 N Escalados na UTIC 12 % Ambiente Psicológico Preparação Inadequada 63 Ambiente Psicológico Ambiente Psicológico Falta de apoio dos colegas Q17 38 Q16 33 Q32 34 Q33 43 Incerteza quanto aos Tratamentos Q26 32 Escala Valor Máximo Iten 21 54 I 42.666 III 36 IV 37. Exercício (Anos) 0 Máximo 32 Média 12.2 Média 33.33 Ambiente Psicológico A Morte e o Morrer Q3 46 Q4 44 Q6 36 Q15 38 Q7 37 Q8 44 Q12 37 Q18 42 Q11 38 Q31 40 Q13 35 Q23 36 Q21 54 Média 42.28 Média 38.4 Média 38.33 Ambiente Social Conflitos com os médicos Q2 35 Q9 33 Q10 42 Q14 37 Q19 40 Média 37.285 II 38.4 Ambiente Psicológico I 42.76316 Ambiente Físico Carga de Trabalho Q1 37 Q25 38 Q27 42 Q28 48 Q30 50 Q34 51 Média 44.

Apontamentos fornecidos na disciplina de Psicologia – Stress.DINÃMICA DE GRUPO E AGORA…? ESCREVER NO PAPEL QUE SE ENCONTRA NAS COSTAS DO COLEGA UMA PALAVRA OU PEQUENA FRASE QUE DEFINA ESSA PESSOA NA SUA OPINIÃO. Enfermagem Psiquiátrica – Princípios e Prática. M. & Bueno. M. Revista Investigação em enfermagem. & Laraia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRÁ MUITO OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO ATENÇ RESTO DE DIA FELIZ Gonçalves. (1999). Porto Alegre: Arimed. The Nursing Stress Scale: Desenvolvimento da Versão Portuguesa da Escala. Doença Mental. Santos. . S. G. (2008). Nº18.1). 29-40 Stuart. (2008). (2008). Lazer . vol. burnout e mobing. Saúde Mental. Revista Latino-Americana de Enfermagem.5. (2008). Z.6ªed (vol. & Teixeira. Apontamentos fornecidos na disciplina de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria – Saúde. L.Um Caminho para Aliviar as Tensões No Ambiente de Trabalho: Uma Concepção da Equipe de Enfermagem. CADA UM TEM QUE DAR A SUA OPINIÃO EM RELAÇÃO A TODOS. Pereira M. T. 75-83 Pocinho.

Anexo VII – Escala de Stress Profissional dos Enfermeiros 54 .

Falta de pessoal para cobrir de forma adequada as necessidades do serviço Nunca 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Ocasionalmente Frequentemente Muito Freqent. Demasiadas tarefas fora do estrito âmbito profissional. Alterações inesperadas no horário e no plano de trabalho 26. Conversar com o doente sobre a proximidade da morte 7. tal como trabalho administrativo 28. Ser mobilizado para outro serviço para suprir falta de pessoal 21. Informação inadequada fornecida pelo médico em relação à situação clínica do doente 18. Ser criticado por um médico 3. Prescrições médicas aparentemente inapropriadas pra o tramento de um doente 27. Desacordo em relação ao tratamento de um doente 15. Dificuldades em trabalhar com um enfermeiro (ou enfermeiros). Não saber o que deve ser dito ao doente e à sua família acerca do seu tratmento 33. em particular de outro serviço 23. do mesmo serviço 30. Conflito com um médico 10. Sentir falta de preparação para apoiar a família nas suas necessidades emocionais 16. Ausência de um médico durante uma situação de emergência médica 32. Sentir falta de preparação para dar apoio às necessidades emocionais do doente 24. Dificuldade em trabalhar com um enfermeiro (ou enfermeiros) em particular. Ausência do médico quando um doente morre 14. A morte de um doente 9. junto de outros membros da equipa. Ver um doente em sofrimento 22. Executar procedimentos que os doentes sentem como dolorosos 4. Sentir-se impotente quando um doente não melhora com os tratamentos 5. Dúvidas em relação ao funcionamento de determinado equipamento especializado 34. Falta de oportunidade para partilhar experiências e sentimentos com outros membros da equipa do serviço 12. Receio de cometer erros ao tratar de um doente 11. Não ter resposta adequada a uma questão colocada pelo doente 19. A morte de um doente com quem se desenvolveu uma relação de proximidade 13. Falta de tempo para executar todas as actividades de enfermagem 31. Tomar uma decisão no que diz respeito ao tratamento do doente 20. Falta de oportunidade para falar abertamente com outros membros da equipa acerca dos problemas do serviço 8. Receber críticas de um superior hierárquico 25. Conflito com um superior hierárquico 6. 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 . Falta de tempo para dar apoio emocional ao doente 29. Avaria Informática 2. os sentimentos negativos sobre o doente 17.ESCALA DE STRESS PROFISSIONAL DOS ENFERMEIROS 1. Falta de oportunidade para exprimir.

Anexo VIII – Guião da Entrevista a realizar aos Enfermeiros Especialista Em saúde Mental 58 .

Numa Unidade de Cuidados Intensivos.1º Curso de Pós – Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria Guião de Entrevista a realizar aos Especialistas de Saúde Mental Nome: Tempo de exercício profissional: Tempo de exercício como especialista na UTIC________ 1 . que papeis poderá desempenhar o enfermeiro especialista de Saúde Mental e Psiquiatria? 2 . família e na equipa? Sidónio Faria.Em que domínios. incidir as suas intervenções? 3 . poderá o enfermeiro especialista de SMP.Que intervenções destacaria a nível do utente. nº 1251 .

Acha que o enfermeiro ESMP. poderá ser uma espécie de "team manager" no que toca à gestão e monitorização do stress profissional no seio da equipa multidisciplinar? Será aceite por todos os intervenientes? 5 .Que futuro prevê na evolução dos cuidados de enfermagem com a presença de projectos que previnam a doença e promovam a saúde mental dos intervenientes nestes contextos de saúde em situação crítica? Sidónio Faria. nº 1251 .1º Curso de Pós – Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria 4.