Parte 1 a.

Plano Plurianual (PPA): O plano plurianual estabelece os projetos e os programas de longa duração do governo, definindo objetivos e metas da ação pública para um período de quatro anos. É aprovado por lei quadrienal, sujeita a prazos e ritos diferenciados de tramitação. Tem vigência do segundo ano de um mandato presidencial até o final do primeiro ano do mandato seguinte. Também prevê a atuação do Governo, durante o período mencionado, em programas de duração continuada já instituídos ou a instituir no médio prazo. b. V. Lei Orçamentária Anual (LOA): O orçamento anual visa concretizar os objetivos e metas propostas na PPA, segundo as diretrizes estabelecidas pela LDO. A proposta da LOA compreende os três tipos distintos de orçamento da União, a saber: Orçamento Fiscal: compreende os poderes da União, os Fundos, os Órgãos, Autarquias inclusive as especiais e Fundações instituídas e mantidas pela União; abrange, também as empresas públicas e sociedades de economia mista em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e que recebam desta quaisquer recursos que não sejam provenientes de participação acionária, pagamentos de serviços prestados, transferências para aplicação em programas de financiamento. Orçamento de Seguridade Social: compreende todos os órgãos e entidades a quem compete executar ações nas áreas de saúde, previdência e assistência social, quer sejam da Administração Direta ou Indireta, bem como os fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Orçamento de Investimento das Empresas Estatais: compreende as empresas públicas e sociedades de economia mista em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. c. Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) : A LDO tem a finalidade precípua de orientar a elaboração dos orçamentos fiscal e da seguridade social e de investimento das empresas estatais. Buscar sintonizar a Lei Orçamentária Anual – LOA com as diretrizes, objetivos e metas da administração pública, estabelecidas no PPA. De acordo com o parágrafo 2º do art. 165 da CF, a LDO: o Compreenderá as metas e prioridade da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente; o o Orientará a elaboração da LOA; Disporá sobre as alterações na legislação tributária; e

d. Abaixo notícia retirada da prefeitura de São Paulo. Avaliando a tabela acima pode-se constatar que desde 2004 (exceto 2009) – a cidade consegue se enquadrar nas exigências da LRF – onde as despesas reais da cidade ficam abaixo do orçado no mesmo período. Despesas por função e Despesas por Instituição.o Estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. onde no ano de 2011. estadual ou municipal) abre mão de recolher algum tipo de imposto. Parte 2 Para realizar a segunda parte deste trabalho foi escolhida a cidade de São Paulo para avaliar se a mesma está atendendo o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Renuncia Fiscal : É quando o governo (federal. No site da prefeitura de São Paulo é disponibilizado a consulta destas informações em várias visões: Despesas por Agregado (tabela acima). . foi divulgado o lançamento do Portal da Transparência da referida cidade.

Agora existe um compromisso do governante com o orçamento e metas. Além de fixar limites para despesas com pessoal. etc. tais como: saúde. abrange Executivo. prestando contas sobre quanto e como gastam os recursos da sociedade. Estadual e Municipal). sem indicar sua fonte de receita ou sem reduzir outras despesas já existentes. Fruto da evolução da sociedade brasileira. a procura de disciplinar critérios éticos e morais no trato da coisa pública. levando com isso o ente a deixar de lado investimentos de relevo. ensejando ao nascimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. moradia. determina que sejam criadas metas para controlar receitas e despesas. segurança.onsiderações acerca da importância da Lei de Responsabilidade Fiscal Ao longo dos anos o Brasil assistiu a verdadeiros descalabros em relação às formas e critérios adotados pelos administradores públicos quanto ao trato para com o dinheiro público. educação. por meio dos seus representantes no Congresso Nacional. todos os governantes passaram a obedecer a normas e limites para administrar as finanças. . Constitui-se em um código de conduta e se destina a todos os administradores públicos do país. foi nessa linha que a sociedade fez traduzir. Legislativo e Judiciário nas três esferas de governo (Federal. e considerando os momentos históricos pelos quais passou o Brasil. A falta de controle no uso da receita pública gerou o chamado déficit público. Bem como a proibição do governante criar uma nova despesa continuada (por mais de dois anos). Após sua edição. que devem ser apresentadas e aprovadas pelo respectivo poder Legislativo. A lei de Responsabilidade Fiscal veio para mudar a história da administração pública no Brasil. seu sentimento de mudanças. Seu objetivo é único e exclusivamente melhorar a administração das contas públicas.

tal comportamento praticamente tornase impossível.A importância da Lei de Responsabilidade Fiscal configura-se no enorme avanço da forma de administrar os recursos que os contribuintes põem a disposição dos governantes. Com a Lei de Responsabilidade Fiscal. estará sujeito a penalidades. nas três esferas de governo. O setor público ao se ver fadado a dívidas só pode utilizar duas linhas de ação: permitir a volta da inflação imprimindo papel-moeda e colocando mais dinheiro em circulação. causando com isso sua desvalorização. pois todos os governantes. . devem seguir regras e limites claros para conseguir administrar as finanças de maneira transparente e equilibrada. Procedendo de maneira contrária. ou até mesmo por aventura. ou simplesmente pegando dinheiro emprestado no mercado financeiro. pagando juros escorchantes.