NARRATIVA ESTÉTICO-PEDAGÓGICA JARDINS DE HELENA: UM DIÁLOGO ENTRE ARTE CONTEMPORÂNEA E A MEMÓRIA ANTIPOFFIANA

Marilene Oliveira Almeida - Mestranda em Educação pela linha de pesquisa: Psicologia Psicanálise e Educação, Faculdade de Educação, UFMG. Ana Maria do Espírito Santo Oliveira - Especialista em Arte Educação/UEMG - Professora de Arte Educação do Curso de Pedagogia do Instituto Superior de educação Anísio Teixeira/Fundação Helena Antipoff Universidade Federal de Minas Gerais Fundação Helena Antipoff

Resumo: Este texto relata uma experiência estético-pedagógica realizada no XXIX Encontro Anual Helena Antipoff, na Fundação Helena Antipoff/Ibirité, MG, cujos objetivos eram o de vivência em arte e de reflexão acerca da prática docente e o ensino de Arte. Apresenta uma reflexão sobre a arte na formação de professores, baseada nas contribuições sócio-culturais de Lev Vigotski, a partir de seu livro Psicologia da Arte, em diálogo com a arte contemporânea e a memória educacional de Helena Antipoff. Buscou-se como proposta conceitual a construção de uma instalação, a partir da idéia de se “plantar” um jardim com flores artificiais confeccionadas com resíduos recicláveis, como caixas Tetra Pack, e memórias de Helena Antipoff, trazidas em forma de frases deixadas pela educadora que aludissem aos seus ideais educacionais. Como abordagem metodológica fundamentou-se na proposta triangular de Ana Mae Barbosa para o desenvolvimento do trabalho. Buscou-se na história da arte, por meio do uso do vídeo “Isto é Arte?” de Celso Favaretto, argumentos para o debate pedagógico entorno do ensino da Arte, já que a maioria do grupo constituia-se de licenciandos dos cursos de Pedagogia, Ciências Biológicas e Letras. A reflexão e a vivência em arte experimentada na oficina, pelo viés da memória e da arte contemporânea, comprovou-se importante no sentido de que suscitou aos envolvidos a seguinte questão: como as memórias de Helena Antipoff aliada aos conceitos de arte contemporânea podem constituir-se proposições e ainda mediar abordagens metodológicas de ensino da arte na formação de professores? O pensamento vigotskinano: “a arte é o social em nós” colabora para pensarmos a importante tarefa do professor de viabilizar o “ato criador” nas escolas. PALAVRAS-CHAVE: Ensino de arte; Arte contemporânea; Helena Antipoff.

1. INTRODUÇÀO

Na intenção de discutir o ensino de arte na formação de professores, o texto apresenta o relato de uma experiência estético-pedagógica sob o enfoque da arte contemporânea e da memória educacional de Helena Antipoff realizada nos cursos de licenciatura do Instituto Superior de Educação Anísio Teixeira, da Fundação Helena Antipoff/Ibirité- MG em diálogo com as contribuições sócio-culturais de Lev Vigotski sobre a arte, baseadas em seu livro Psicologia da Arte.

O ensino de Arte nas escolas vem sofrendo intensas transformações desde que se tornou obrigatório, pela reforma educacional de 1971, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) - Lei n.5.692/71. Na nova LDBN 9394/96 de 1996, a Arte passa a compor o currículo escolar obrigatório como disciplina e não mais Educação Artística, elencada nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs - em quatro campos: artes visuais, dança, música e teatro. Entretanto, embora a legislação aponte a obrigatoriedade do ensino de Arte na educação básica, não exige que o profissional, para atuar nas séries iniciais, seja habilitado, o que justifica sobremaneira a discussão do tema no curso de Pedagogia, já que as licenciandas deverão atuar também como professoras de Arte. Desse modo, discutir o ensino de arte é um importante mecanismo para despertar a consciência pedagógica nesse campo que exige do professor criatividade metodológica e pesquisa sobre o vasto campo da área, quer seja especialista ou não na disciplina referida e a percepção da dimensão cultural da arte e do público com o qual irá trabalhar. Concordando com Vigotski (1999, p.315) quando afirma que “a arte é o social em nós”, esse texto vem apontar para a constatação de que a dimensão social das expressões artísticas das diversas culturas é reveladora das diferentes relações entre os indivíduos na sociedade. Assim, o conhecimento em arte, e em conseqüência o ensino de Arte, pode abrir possibilidades aos educandos de conhecer a si e de melhor compreender o mundo a sua volta. Nesse sentido, o estudo apresenta-se como uma proposta estético-pedagógica de reflexão na formação de licenciandos, sob o enfoque das idéias de Vigotski sobre a psicologia da arte em diálogo com a arte contemporânea e as memórias educacionais de Helena Antipoff, personagem importante de nossa história da educação.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1.

Helena antipoff: perspectivas de uma proposta de ensino de arte

Helena Antipoff, psicóloga e professora russa, veio para Minas Gerais, em 1929, atuar na Escola de Aperfeiçoamento, sob a iniciativa do governo Antônio Carlos para implementar mudanças no ensino básico e na formação de professores, fundamentadas na Reforma Francisco Campos, iniciada em 1927. Essa Escola de Formação de Professores, localizada em Belo Horizonte, era parte desse projeto de reforma educacional que acontecia em todo o país. O trabalho da educadora estendeu-se para a educação popular quando fundou em Ibirité, Mg, a Fazenda do Rosário, na década de 1940, dando início a uma experiência ímpar de inovações pedagógicas e de inclusão social. Seu empreendimento educacional dedicou-se aos “excepcionais”, os abaixo da faixa da normalidade, nome dado por ela aos considerados “retardados”; aos “bem-dotados”; considerados acima da normalidade, à formação de professores rurais, criando a Escola Normal Rural e tinha especial preocupação com a comunidade local, rural ainda naquela época.

Repensar a arte e a vivência em arte na formação dos professores hoje, nos faz rever a perspectiva de Helena Antipoff em relação ao ensino de arte. Antipoff acreditava na escola rural como meio de fixar o homem do campo e melhorar as suas condições de vida, portanto apostava na qualidade da formação do professor. Para a psicóloga russa, o homem do campo poderia encontrar no artesanato fonte de renda e de aproveitando da matéria-prima local. Valorizava o “fazer com as mãos” na aliança com as atividades intelectuais, considerava a arte a via de acesso ao seu projeto de melhoria das condições de vida da comunidade rosariana. Para isso encarregou-se de trazer para a fazenda muitos artesãos e artistas professores a fim de promover uma “educação em arte” como processo de formação tanto dos alunos como dos professores. A educadora trabalhou pela inclusão da arte na educação quer seja na formação dos “excepcionais”, considerados infradotados, na formação dos professores, da criança dita normal e também na dita “supranormal”, também denominados “bem-dotados”. Trabalhou ativamente até o fim de sua vida, inclusive criando a Associação Associação Milton Campos para Desenvolvimento e Assistência de Vocações de Bem Dotados – ADAV, em 1972, entidade em prol do desenvolvimento das potencialidades dos jovens talentosos, projeto que privilegiou fortemente a presença da arte na formação humana (ANTIPOFF, C., 2010).

2.2.

Contribuições de Vigotski para a discussão do ensino de arte na contemporaneidade

Para Vigotski (1999), arte é fenômeno humano, é o resultado da relação do homem com o mundo físico, social e cultural, seja de forma direta ou mediata, é a via de construção e manifestação das diversas formas com que pode apresentar-se como integrante do seu meio social. De acordo com Paulo Bezerra que prefacia Psicologia da Arte, edição brasileira de Vigotski (1999, XVII.): “Essa dialética do individual e do social em arte leva-o a concluir que o sentimento representado na arte não se torna social mas individual na medida em que a pessoa que frui a arte converte-se em indivíduo sem deixar de ser social”. De acordo com Monteiro (2010, p.51), para Vigotski:
as artes não poderiam ser explicadas tendo como referência a vida privada; pelo contrário, a compreensão exige uma interpretação que envolve a esfera da vida social. Sua crítica se volta para a psicologia empírica e experimental, que concebe a mentalidade humana isolada de seu processo histórico cultural. Seus estudos demonstraram um entendimento do homem como um ser que tem como base a dimensão biológica e sobre ela se imbricam as dimensões socioculturais e históricas no processo de formação do indivíduo.

E nesse sentido, as ideias de Vigotski sobre a pedagogia da arte provocam-nos, pois, “ensinar o ato criador da arte é impossível; entretanto isto não significa, em absoluto, que o educador não pode contribuir para a sua formação e manifestação” (VIGOTSKI, 1999, p.325). Pensar a formação de professores, especialmente para o ensino de Arte nas séries iniciais, também é pensar o professor como esse ser histórico-cultural que ensina seres históricoculturais. Buscar parâmetros teóricos que revelem formas de refletir sobre o ensino de Arte pode suscitar importante debate para formação de licenciandos que vão atuar neste ensino. Debates baseados nos ensinamentos de Helena Antipoff sobre a educação, sobretudo sobre o

ensino de arte, na perspectiva histórico-cultural de Vigotski no que se refere aos preceitos pedagógicos, aliados a proposições de experiências em arte, especialmente em arte contemporânea. Nesse sentido, reforçar ainda mais a idéia de ensino de arte como experimentação e vivência, dando às crianças a oportunidade de conhecer e expressar simbolicamente o mundo social que as cerca. A formação do professor para atuar no ensino de Arte carece de discussões sobre a psicologia da arte, de considerar os educandos seres sociais, com histórias particulares, com aprendizados anteriores aos escolares, com desejos e expectativas singulares. Nessa perspectiva, a experiência de se “vivenciar arte” em um curso de licenciatura se faz importante instrumento de reflexão da importância de se considerar, nas aulas de Arte, esses elementos que compõem cada indivíduo para além dos conteúdos e práticas a serem implementadas.

2.3.

A oficina de arte como possibilidade de reflexão na formação de professores

A oficina de arte “Jardins de Helena” foi realizada no XXIX Encontro Anual Helena Antipoff/Educação Inclusiva: História e Atualidade, em março de 2011, na Fundação Helena Antipoff/Ibirité, MG. Buscou discutir com os participantes, a maioria alunos dos cursos de Pedagogia, Letras e Ciências Biológicas do Instituto Superior de Educação Anísio Teixeira/FHA, alguns conceitos que usualmente nomeiam as expressões artísticas desenvolvidas a partir da década de 1960 como instalação1, performance2, happening3 e também a dimensão “estética”4 da arte contemporânea.

1

Uma instalação (krafts) é uma manifestação artística onde a obra é composta de elementos organizados em um ambiente . A disposição de elementos no espaço tem a intenção de criar uma relação com o espectador. É uma obra de arte que só "existe" na hora da exposição, é montada na hora, e após isto é desmontada, sendo que de lembrança da mesma só ficam fotos e recordações.

2

A art performance ou performance artística é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que assim como o happening - pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda (dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século passado.

3

O happening (do inglês, acontecimento) é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características dasartes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaniedade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.

4

Estética (do grego αισθητική ou aisthésis: percepção, sensação) é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções pelos fenômenos estéticos, bem como: as diferentes formas de arte e da técnica artística; a idéia de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. Por outro

A oficina teve como proposta conceitual a construção de uma instalação, a partir da idéia de se “plantar” um jardim com flores artificiais confeccionadas com resíduos recicláveis, caixas Tetra Pack e memórias de Helena Antipoff, trazidas em forma de frases deixadas pela educadora que aludissem aos seus ideais educacionais. Como abordagem metodológica fundamentou-se na proposta triangular de Ana Mae Barbosa para o desenvolvimento do trabalho, onde estiveram presentes o “fazer”, o “fruir” e o “contextualizar”. O fazer englobou todo o processo de montagem da instalação, desde os dias anteriores ao evento, vividos nas aulas de arte do curso de Pedagogia, para construírem-se as noventa flores de caixas TP e no decorrer do processo de montagem da instalação, ocorrido no encontro Helena Antipoff. Envolveu ainda o trazer as flores da sala de aula para o gramado, no dia da instalação dos “jardins”, cantando-se a música folclórica predileta de Helena Antipoff, “Alecrim Dourado”, uma oportunidade de se vivenciar uma performance. Contemplou também a marcação do espaço do gramado para compor o “designer do jardim”, em forma da letra “h”; o “plantio simbólico” das flores, com a inserção das “essências”, os cheiros (perfumes) e as frases dos pensamentos e ideais educacionais de Helena Antipoff transcritos em tiras acrílicas transparentes, envolvidas nas pétalas das flores. O fruir, fez parte desse fazer, o tempo todo, envolvendo os sentidos, visão, tato, audição, a vivência da performance, da montagem da instalação em todos os seus processos e movimentos. O contextualizar envolveu a própria história da arte, onde empregamos o vídeo como recurso pedagógico para situar o surgimento das manifestações artísticas contemporâneas e para suscitar o debate em torno das ideias inovadoras e atuais ainda de Helena Antipoff sobre a educação e sobre ensino de arte. O desenvolvimento do debate pedagógico se deu por meio do uso do vídeo “Isto é Arte?” de Celso Favaretto, divulgado para os participantes no dia da montagem da instalação, na sala de Arte para o curso de Pedagogia, onde colhemos argumentos para o diálogo entorno de “que ensino da Arte queremos propor para nossos alunos nas escolas que estamos atuando?” O debate iniciou-se com discussões do que hoje consideramos arte, após a exposição do vídeo com a provocação já no título. Buscou-se no conteúdo exposto pelo filósofo alguns elementos para uma discussão em que o percurso da arte e suas transformações, principalmente a partir da década de 1960, pudessem ser melhor compreendidos. A arte contemporânea, envolvida em seus vários conceitos, traz para a reflexão empreendida na proposta da oficina, uma nova forma de sentir/pensar/fazer arte. Discutiu-se com o grupo como trazer novas formas de ensino de Arte para as escolas que pudessem propiciar aos alunos experiências enriquecedoras de sentir, de pensar, de fazer, de conhecer arte. A “instalação” foi construída pelo grupo, fundamentada nas discussões sobre o próprio conceito do que seria essa manifestação e como construí-la, associando ao debate as memórias e ensinamentos deixados para a educação, por Helena Antipoff. A perspectiva histórico-cultural de Vigotski concebe o desenvolvimento humano a partir das interações sociais que os sujeitos estabelecem ao longo da vida, a relação ensino aprendizagem se constitui nessas interações, o que eleva a sala de aula um privilegiado locus de sistematização de conhecimentos. Assim, o professor pode configurar o ensino de arte como precioso meio de difusão de interações e descobertas, um processo dinâmico de construção de conhecimento, onde todos terão possibilidade de falar, levantar suas hipóteses e nas negociações, chegar a conclusões que ajudem o aluno a se perceber parte de um processo.
lado, a estética também pode ocupar-se do sublime, ou da privação da beleza, ou seja, o que pode ser considerado feio, ou até mesmo ridículo.

3. RESULTADOS E AVALIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA

Archer (2001) considera que hoje poucas são as técnicas e métodos de trabalho dos artistas que possam garantir ao objeto acabado sua aceitação como arte, anteriormente classificados em duas amplas categorias: pintura e escultura. “Depois de 1960 houve uma decomposição das certezas quanto a este sistema de classificação” (Archer, 2001, p.1). O autor considera ainda que:
Quem examinar com atenção a arte dos dias atuais será confrontado com uma desconcertante profusão de estilos, formas, práticas e programas. De início, parece que, quanto mais olhamos, menos certeza podemos ter quanto àquilo que, afinal, permite que as obras sejam qualificadas como “arte”, pelo menos de um ponto de vista tradicional. Por outro lado, não parece haver mais nenhum material particular que desfrute do privilégio de ser imediatamente reconhecível como material da arte: a arte recente tem utilizado não apenas tinta, metal e pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas (ARCHER, 2001, p. IX).

Na experiência da oficina, alguns conceitos puderam ser traduzidos no fazer artístico ali configurado nas flores, na performance para se chegar ao gramado levando-se as flores e cantando-se a música preferida de Helena Antipoff, “Alecrim Dourado”, e na materialização da instalação ao se “ plantar” as flores acompanhadas das essências (cheiros) e das essências (frases) da educadora. A contextualização dos fundamentos do conceitual na trajetória da arte, da “desmaterialização” da obra de arte foi apresentada no vídeo e depois discutida e no fruir/apreciar/vivenciar arte ali envolvidos. Poetizando a guisa de discussões, a aisthesis5 foi proposta como um chamado a uma experiência estética onde os cheiros, sabores, olhares, sensações pudessem provocar novas formas de pensar a arte na formação dos futuros professores ali reunidos. Uma das provocações lançadas ao grupo foi: qual seria o som das essências (cheiros e frases) dos Jardins de Helena Antipoff “plantado” no gramado da instituição e “instalado” pelo grupo? Há que se constar que o olfato foi explorado por essências de perfume deixadas nas flores que emolduraram o caminho em forma da letra “h”desenhado pelo jardim. A avaliação do evento, considerada positiva pelos comentários dos alunos do ISEAT, citou diversas vezes a presença da arte como ponto de destaque no XXIX Encontro Anual Helena Antipoff, tivemos além da oficina “Jardins de Helena”, Oficina de Origami, Exposição de fotografias, Exposição e performances de artistas “especiais” no hall da instituição. Como demonstraram alguns comentários, a arte envolve os mais diversos “sentidos”, sejam as representações que cada um tem do que é arte ou os “sentidos” psicofisiológicos de nossa condição humana, e certamente pode promover as mais ricas interações sociais. Assim, a presença da arte, em suas diferentes amostragens, e da instalação “Jardins de Helena”, incorporada ao cenário do evento, despertou nos participantes novos olhares e indagações naquele “espaço de debates sobre educação inclusiva”.
5

Do grego "aisthesis", significa "faculdade de sentir" ou "compreensão pelos sentidos": visão, audição, tato, olfato e paladar.

3.1.

Um pouco sobre o processo de construção da instalação

3.1.2. Costura e colagem das flores em TP

3.1.3. Confecção das flores com alunas da pedagogia e montagem da instalação

3.1.4. “Plantio” das essências (frases) e essências (cheiros)

3.1.5. A instalação (no dia seguinte) com interferência de origami

3.1.6. As flores, frases, cheiros...

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experiência “Jardins de Helena” provoca-nos a refletir: como as contribuições das perspectivas educacionais de Helena Antioff poderiam trazer para nós, educadores do novo século, novas formas de reinventar a docência em Arte em consonância com o nosso tempo? Como a memória histórica, deixada pelos escritos de Helena Antipoff, planejamentos, dúvidas, inquietações, ou seja, traços deixados pela ávida pesquisadora que era, poderia nos ajudar a congregar novos conhecimentos para a atuação em Arte que possa contribuir para a nossa formação e de nossos alunos? Investigar a obra de Helena Antipoff e resgatar suas memórias, seja por ações que envolvam a arte, seja por pesquisas científicas sobre as contribuições de seu pensamento sobre o ensino de arte ou mesmo sobre o seu papel na história da arte-educação brasileira “é de extrema importância, pois necessitamos consolidar a idéia de arte como conhecimento construído histórica e socialmente, que não pode ser sonegado pelo processo de educação escolar brasileiro” (AZEVEDO, 2008, p.10). Pensar a arte e seu ensino sob a perspectiva histórico-cultural de Vigotski se faz importante caminho nesse trilhar da educação em arte e as discussões sobre o ensino de Arte nas escolas, especialmente nas séries iniciais do ensino fundamental, revela-se uma via de acesso ao grande campo chamado Arte, repleto de possibilidades...

5. REFERÊNCIAS

ANTIPOFF, Cecília Andrade. Uma Proposta Original na Educação de Bem-Dotados: ADAV – Associação Milton Campos para Desenvolvimento e Assistência De Vocações de Bem Dotados em sua primeira década de funcionamento: 1973-1983, 2010, 241 f. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010. ARCHER, Michel. Arte contemporânea: uma história concisa. Trad. Alexandre Krug. Vater Lellis Siqueira. São Paulo: Martins Fontes, 2001. CAMPOS, Regina Helena de Freitas. Helena Antipoff (1892-1974) e a Perspectiva Sociocultural em Psicologia e Educação, 2010. 269 f. Tese Professora Titular – Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010. ______. Helena Antipoff: razão e sensibilidade na psicologia e na educação. Estud. av., São Paulo, v. 17, n. 49, dez. 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010340142003000300013&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 20 maio 2011. doi: 10.1590/S010340142003000300013.

EMMERMACHER, Benedita Gomes; GUIMARÃES, Cleusa Telles; TORRES, Vicente de Oliveira. ARTE E EDUCAÇÃO, aspecto fundamental da pedagogia de Helena Antipoff. In: Boletim Mensageiro Rural. Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. Fundação Helena Antipoff: Ibirité, 1986. p.109-113 ESTÉTICA. In: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A9tica Acesso em 02/07/2011 Disponível em:

E s t é t i c a, C o g n i ç ã o e É t i c a. Disponível em: http://www.philosophy.pro.br/estetica_cognicao_etica.htm Acesso em 02/07/2011. HAPPENING. Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Happening Acesso em 02/07/2011 Disponível em:

MONTEIRO, Adriana Torres Máximo. O que a criança desenha quando desenha casa? In: Paidéia: revista do curso de pedagogia da Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde – Ano 7, no 9 (jul./dez. 2010) – Belo Horizonte: Universidade Fumec. Faculdade Ciências Humanas, Sociais e da Saúde, 2002. p. 43-58 INSTALAÇÃO(ARTE). In: Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível http://pt.wikipedia.org/wiki/Instala%C3%A7%C3%A3o_(arte) Acesso em 02/07/2011 em:

PEREIRA, Patrícia de Paula. Ensino de Arte nos Primórdios de Belo Horizonte: a contribuição de Jeanne Milde no início do século XX. In: Ensino da Arte: Memória e História. Ana Mae Barbosa (org.). São Paulo: Perspectiva, 2008. Cap. 5, p. 117-134. PERFORMANCE. In: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Performance Acesso em 02/07/2011 Disponível em:

VIGOTSKI, Lev Semenovich. Psicologia da Arte. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 1999.