Engenharia electromecânica 2º ano - 2012

Fenómeno de cavitação em bombas, causas e soluções
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Indice


























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Fenómeno de cavitação em bombas, causas e soluções
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Prefácio
Para que todos os elementos ou equipamentos tenham uma longa vida útil,
precisam de várias operações de manutenção. Manutenção esta que é indispensáveis
mas não a única opção para manter um determinado equipamento em funcionamento
pois existem factores que devem ser previamente analisados.
O tema deste trabalho de investigação é o fenómeno de cavitação em bombas,
suas causas e soluções.
Para que não sejam necessárias várias operações de manutenção, correctivas
principalmente são indispensáveis as observações de várias medidas no momento que
antecede a montagem do conjunto desde o ponto de sucção até a zona de chegada do
fluido.
O presente trabalho, contem apenas princípios básicos no que toca a cavitação
em bombas, por isso, no final deste resumimos algumas referências bibliográficas que
serão úteis a aqueles que queiram aperfeiçoar seus conhecimentos a cerca do tema já
referido tal como também poderão adquirir bases sustentáveis que lhes permitirão dar
sequência a este tema que apenas começamos.















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Introdução
Antes de começarmos a falar de cavitação é necessário ter um conhecimento
básico sobre um dos principais elementos onde se dá a cavitação, o elemento o qual
faremos estudo sobre cavitação é a bomba.
Definição de Bombas:
São máquinas hidráulicas que transferem energia ao fluido com a finalidade de
transportá-los de um ponto ao outro.
Classificação das bombas:
As bombas são classificadas basicamente em dois tipos: hidrostáticas e
hidrodinâmicas.


















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Bombas hidrostáticas
São bombas de deslocamento positivo, que fornecem determinada quantidade de
fluido a cada rotação ou ciclo.
São bombas utilizadas para transmitir força hidráulica em um equipamento industrial.
Exemplos:
Fig.1-Bomba de êmbolo


Onde:
1 - Válvula de Admissão
2 - Válvula de Descarga
3 - Movimento de Aspiração
4 - Movimento de Descarga

Fig.2-Bombas rotativas de engrenagens Fig.3-Bombas rotativas de lóbulos




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Fig.4-Bombas rotativas de palheta


Bombas hidrostáticas produzem fluxo de forma pulsativa, porém sem variação
de pressão no sistema.

Bombas hidrodinâmicas
São bombas de deslocamento não positivo, usadas para transferir fluidos e cuja
única resistência é a criada pelo peso do fluido e pelo atrito. Essas bombas raramente
são usadas em sistemas hidráulicos, porque seu poder de deslocamento reduz quando
aumenta a resistência e também é possível bloquear completamente o seu recalque em
pleno regime de funcionamento da bomba. As bombas centrífugas são bombas
hidrodinâmicas.
Bombas Centrífugas:
São as mais utilizadas pela indústria em geral. Quaisquer processos que exigem
movimentação de fluidos, essa movimentação são feitos geralmente por uma bomba
centrífuga. São classificadas de acordo com sua configuração mecânica, tipos de
rotores, montagem e quantidades de estágios, etc., que não aprofundaremos pois não é o
tema principal mas é de salientar que a cavitação dá-se mais em bombas
hidrodinâmicas, e tomaremos como exemplo uma bomba centrífuga.







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Cavitação
A cavitação pode ocorrer em maior ou menor intensidade. Quando ocorre em
pequena intensidade seus efeitos são quase imperceptíveis. Já em grande intensidade,
ocorrem vibrações que comprometem a vida dos componentes mecânicos.
Ciclos podem chegar a 25.000/s e pressões localizadas nas partes metálicas na
ordem de 1.000 atm (ou 1.000 bar ou 10.000 mca).
Sintomas da cavitação:
- Ruído Característico: A cavitação produz um ruído semelhante de “de grãos de
areia” ou “pequenas pedras”.
- Vibração Característica: O colapso produz excitações denominadas aleatórias,
que se caracterizam por excitar frequências naturais (ressonâncias).
- Alterações na performance: Dependendo da intensidade pode-se observar
variações na pressão de descarga, visto pela oscilação do Manómetro, perdendo
até mesmo a vazão.
- Oscilações nas Indicações da Corrente: É uma consequência directa das
alterações na performance, tendo em vista que a potência consumida é função da
pressão (AMT) e da Vazão, que variam em uma condição de cavitação.
Consequências da cavitação:
Os efeitos da cavitação dependem do tempo de duração, intensidade da
cavitação, propriedade do líquido e resistência do material à erosão por cavitação. As
consequências mais notórias são:
- Barulho.
- Vibração.
- Alteração das curvas características.
- Danificação ou "pitting" do material.
- Baixo rendimento da bomba.
O barulho e vibração são provocados principalmente pela instabilidade gerada
pelo colapso das bolhas.
Causas da cavitação:
As causas da cavitação estão ligadas a:
- Mau dimensionamento da linha de sucção.
- Existência de altura negativa de sucção.
- Bomba trabalhando no inicio de faixa, com baixa pressão e alta vazão.
- NPSH requerido pelo sistema.

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NPSH – Net Positive Suction Head (Energia Positiva de Sucção).
É um dos mais polémicos termos associado a bombas, porém sua compreensão é
essencial para o bom funcionamento. Assim devemos entender os conceitos de NPSH
disponível e requerido.
O NPSH disponível deve ser sempre maior que o NPSH requerido.
Quanto maior for a vazão da bomba e a altura de sucção negativa, maior será a
possibilidade da bomba cavitar em função do NPSH.

Em termos técnicos, o NPSH define-se como a altura total de sucção referida a
pressão atmosférica local existente no centro da conexão de sucção, menos a pressão de
vapor do líquido.

NPSH = (Ho - h - hs - R) - Hv

Onde:
Ho = Pressão atmosférica local , em mca (tabela 1);
h = Altura de sucção, em metros (dado da instalação);
hs = Perdas de carga no escoamento pela tubulação de sucção, em metros;
R = Perdas de carga no escoamento interno da bomba, em metros (dados do fabricante);
Hv = Pressão de vapor do fluído escoado, em metros (tabela 2);

Para que o NPSH proporcione uma sucção satisfatória à bomba, é necessário
que a pressão em qualquer ponto da linha nunca venha reduzir-se à pressão de vapor do
fluído bombeado. Isto é evitado tomando-se providências na instalação de sucção para
que a pressão realmente útil para a movimentação do fluído, seja sempre maior que a
soma das perdas de carga na tubulação com a altura de sucção, mais as perdas internas
na bomba, portanto:

Ho - Hv > hs + h + R
NPSH da bomba e NPSH da instalação:
Para que se possa estabelecer, comparar e alterar os dados da instalação, se
necessário, é usual desmembrar-se os termos da fórmula anterior, a fim de obter-se os
dois valores característicos (instalação e bomba), sendo:

Ho - Hv - h - hs = NPSHd (disponível), que é uma característica da instalação
hidráulica. É a energia que o fluído possui, num ponto imediatamente anterior ao flange
de sucção da bomba, acima da sua pressão de vapor. Esta variável deve ser calculada
por quem dimensionar o sistema, utilizando-se de coeficientes tabelados e dados da
instalação;

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R = NPSHr (requerido), é uma característica da bomba, determinada em seu
projeto de fábrica, através de cálculos e ensaios de laboratório. Tecnicamente, é a
energia necessária para vencer as perdas de carga entre a conexão de sucção da bomba e
as pás do rotor, bem como criar a velocidade desejada no fluído nestas pás. Este dado
deve ser obrigatoriamente fornecido pelo fabricante através das curvas características
das bombas (curva de NPSH);

Assim, para uma boa performance da bomba, deve-se sempre garantir a seguinte
situação:

NPSHd > NPSHr


EXEMPLO: Suponhamos que uma bomba de modelo hipotético Ex.1 seja
colocada para operar com 35 mca de AMT, vazão de 32,5 m3 /h, altura de sucção de 2,5
metros e perda por atrito na sucção de 1,6 mca. A altura em relação ao nível do mar
onde a mesma será instalada é de aproximadamente 600 metros, e a temperatura da água
é de 30ºC, verificaremos:
Verificação do NPSHr:

Conforme curva característica do exemplo citado, para os dados de altura (mca)
e vazão (m³/h) indicados, o NPSHr da bomba é 4,75 mca, confira a seguir.
Cálculo do NPSHd:

Sabendo-se que:

NPSHd = Ho - Hv - h - hs
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Onde:

Ho = 9,58 (tabela 1)
Hv = 0,433 (tabela 2)
h = 2,5 metros (altura sucção)
hs = 1,60 metros (perda calculada para o atrito na sucção)

Temos que:

NPSHd = 9,58 - 0,433 - 2,5 - 1,60

NPSHd = 5,04 mca

Analisando-se a curva característica abaixo, temos um NPSHr de 4,95 mca.

Fig.5- curva de vazão, altura e NPSH


Portanto: 5,04 > 4,95

Então NPSHd > NPSHr

A bomba nestas condições funcionará normalmente, porém, deve-se evitar:
- Aumento da vazão;
- Aumento do nível dinâmico da captação;
- Aumento da temperatura da água.

Havendo alteração destas variáveis, o NPSHd poderá igualar-se ou adquirir
valores inferiores ao NPSHr , ocorrendo assim a cavitação.
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Cavitação: Quando a condição NPSHd > NPSHr não é garantida pelo sistema,
ocorre o fenômeno denominado cavitação. Este fenômeno dá-se quando a pressão do
fluído na linha de sucção adquire valores inferiores ao da pressão de vapor do mesmo,
formando-se bolhas de ar, isto é, a rarefação do fluído (quebra da coluna de água)
causada pelo deslocamento das pás do rotor, natureza do escoamento e/ou pelo próprio
movimento de impulsão do fluído. Estas bolhas de ar são arrastadas pelo fluxo e
condensam-se voltando ao estado líquido bruscamente quando passam pelo interior do
rotor e alcançam zonas de alta pressão. No momento desta troca de estado, o fluído já
está em alta velocidade dentro do rotor, o que provoca ondas de pressão de tal
intensidade que superam a resistência à tração do material do rotor, podendo arrancar
partículas do corpo, das pás e das paredes da bomba, inutilizando-a com pouco tempo
de uso, por conseqüente queda de rendimento da mesma. O ruído de uma bomba
cavitando é diferente do ruído de operação normal da mesma, pois dá a impressão de
que ela está bombeando areia, pedregulhos ou outro material que cause impacto. Na
verdade, são as bolhas de ar "implodindo" dentro do rotor.
Medidas para evitar a cavitação
Para evitar-se a cavitação de uma bomba, dependendo da situação, deve-se
adoptar as seguintes providências:
- Reduzir-se a altura de sucção e o comprimento desta tubulação, aproximando-se
ao máximo a bomba da captação;
- Reduzir-se as perdas de carga na sucção, com o aumento do diâmetro dos tubos
e conexões;
- Refazer todo o cálculo do sistema e a verificação do modelo da bomba;
Quando possível, sem prejudicar a vazão e/ou a pressão final requeridas no
sistema, pode-se eliminar a cavitação trabalhando-se com registro na saída da bomba
"estrangulado", ou, alterando-se o(s) diâmetro(s) do(s) rotor(es) da bomba. Estas porém
são providências que só devem ser adotadas em último caso, pois podem alterar
substancialmente o rendimento hidráulico do conjunto.
A Pressão Atmosférica é a responsável pela entrada do fluído na sucção da
bomba. Quando a altura de sucção for superior a 8 metros (ao nível do mar), a Pressão
Atmosférica deixa de fazer efeito sobre a lâmina d'água restando tecnicamente, nestes
casos, o uso de outro tipo de bomba centrífuga, as Injetoras por exemplo.





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Região principal de cavitação
Pelo que foi exposto, concluímos que a região que está susceptível à cavitação é
a sucção da bomba, pois é onde o sistema de bombeamento apresenta a menor pressão
absoluta.
Portanto o ponto crítico para a cavitação é a entrada do rotor. Nesta região a
quantidade de energia é mínima, pois o líquido ainda não recebeu nenhuma energia por
parte do rotor.
Assim, a cavitação, normalmente, inicia-se nesse ponto, em seguida, as
cavidades são conduzidas pela corrente líquida provocada pelo movimento do rotor,
alcançando regiões de pressão superior à de vapor do fluído, onde se processa a
implosão das cavidades (bolhas).



















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Conclusão
Pelo que foi exposto, podemos concluir que o bom funcionamento de uma
bomba não depende única e exclusivamente de uma boa manutenção. Depende
também de vários factores tais como as caracteristicas da bomba, altura de sucção
negativa, vazão da bomba, caracteristicas das tubulações (atrito, tipo de material,
contornos, diametro,etc.), válvulas, o tipo de fluido,etc.
A cavitação é um fenómenmo fisico que danifcica bombas, embolos e outros
elementos, é possivel evitarmos este fenómeno se observamos toda as medidas já
descritas e aconselhamos também a se refazerem os calculos depois de algum tempo de
funcionamento do conjunto, pois o desgaste e alguns outros factores podem causar
algumas variações sobre os materiais e consequentemente sobre o sistema.



















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Referencias bilbliográficas
www.google.com
www.wikipedia.com
























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Outro exemplo que demostra o cálculo de NPSH
NPSH – Net Positive Suction Head
O NPSH é um conceito oriundo da escola americana, que predominou entre os
fabricantes instalados no país e na norma da ABNT que trata de ensaios de cavitação em
bombas.
A condição Pe
abs
> P
v
é necessária mas não suficiente, pois pôr detalhes
construtivos poderá ocorrer cavitação no interior da própria máquina.
Em termos práticos, o procedimento usual para analisarmos a operação de
determinada bomba num sistema, é através do conceito de NPSH
REQ
. e NPSH
DISP.
O NPSH representa a “Energia Absoluta” no flange de sucção, acima da pressão
de vapor do fluído naquela temperatura.


γ
P
abs
He NPSH
VAPOR
÷ =



γ
P
NPSH He
V
abs
= ÷

¸
V
abs
P
He NPSH ÷ =









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NPSH Requerido (NPSH
REQ
)
Cada bomba, em função de seu tamanho, características construtivas, etc...,
necessita de uma determinada energia absoluta (acima da pressão de vapor) em seu
flange de sucção, de tal modo que a perda de carga que ocorrerá até à entrada do rotor
não seja suficiente para acarretar cavitação, quando operada naquelas condições de
vazão. A esta energia denominamos NPSH REQUERIDO.
Os fabricantes de bombas fornecem o NPSH requerido, através de uma curva NPSHreq
x VAZÃO, para cada bomba de sua linha de fabricação, conforme o padrão a baixo:


Esta curva é uma característica própria da bomba, sendo obtida
experimentalmente, através de testes de cavitação em bancadas do fabricante, com água
fria a 20
o
C.
Assim, em resumo, o NPSH requerido, representa a energia absoluta do líquido,
acima de sua pressão de vapor, necessária no flange de sucção da bomba, de tal forma
que garante a não ocorrência de cavitação na mesma.
Para definição do NPSH
REQ
de uma bomba, é utilizado como critério, a
ocorrência de uma queda de 3% na altura manométrica para uma determinada vazão.
Este critério é adoptado pelo Hydraulic Institute Standards e American Petroleum
Institute (API-610).






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NPSH Disponível (NPSH
DISP
)
O NPSH disponível é uma característica do sistema e representa, ou define, a
quantidade de energia absoluta disponível no flange de sucção da bomba, acima da
pressão de vapor do fluído naquela temperatura.
O NPSH disponível pode ser calculado de duas formas:
- Fase de projecto
- Fase de operação

NPSH
DISP
- Fase de Projecto
O esquema abaixo representa duas situações de instalações hidráulicas, a
primeira com a bomba succionando de um reservatório cujo nível está acima da linha de
centro da bomba (bomba afogada) e a segunda com a bomba succionando de um
reservatório com cota inferior à linha de centro da bomba.


Pela definição:
γ
P
He NPSH
V
ABS DISP
÷ =

Temos que:
ABS SUC ABS
He HP Ho = ÷


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ABS SUC SUC
2
0 ATM O
He HP Z
2g
V
γ
P P
= ÷ ± +
|
|
.
|

\
| +


Então:
γ
P
HP Z
2g
V
γ
P P
NPSH
V
SUC SUC
2
O ATM O
DISP
÷ ÷ ± +
|
|
.
|

\
| +
=

E tem-se:
SUC SUC
V ATM O
DISP
HP Z
γ
P P P
NPSH ÷ ±
|
|
.
|

\
| ÷ +
= ( V
o
= 0 )


ONDE:
P
o
- pressão manométrica no reservatório de sucção.
P
ATM
- pressão atmosférica local.
P
V
- pressão de vapor do fluído à temperatura de bombeamento.
HP
SUC
- perda de carga total na sucção.
Z
SUC
- cota da superfície do nível do reservatório de sucção.

Analisando-se esta expressão do NPSH
DISP
, verificamos que para obtermos
valores elevados, devemos tomar as seguintes providências:
- Diminuir a altura geométrica de sucção negativa (-Z
SUC
), ou aumentar a altura
geométrica de sucção positiva (+Z
SUC
),
- Diminuir a perda de carga na sucção. Para tal recomenda-se:
 Utilizar tubulações curtas.
 Baixar a velocidade do fluído na sucção, aumentando-se o seu
diâmetro.
 Reduzido número de acessórios (curvas, válvulas, etc.).
 Diminuir a temperatura do fluído bombeado, para diminuir a pressão de
vapor do mesmo.




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NPSH
DISP
– Fase de Operação

Como vimos:

γ
P
He NPSH
V
ABS DISP
÷ =


γ
P
Z
2g
V
γ
P P
NPSH
V
e
2
e ATM e
DISP
÷
(
¸
(

¸

+ +
|
|
.
|

\
| +
=

E portanto:


(
¸
(

¸

+ +
|
|
.
|

\
| ÷ +
=
e
2
e V ATM e
DISP
Z
2g
V
γ
P P P
NPSH

ONDE:
P
e
- pressão na entrada da bomba, isto é, no flange de sucção (manométrica).
P
ATM
- pressão atmosférica local.
P
v
- pressão de vapor do líquido à temperatura de bombeamento.
V
e
- velocidade do fluxo na sucção da bomba (local da tomada de pressão).
Z
e
- distancia entre a linha de centro da bomba e do manômetro.



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Análise da Faixa de Operação de uma Bomba em um Sistema
Esta análise pode ser feita colocando-se num mesmo gráfico as curvas do
NPSH
REQ
e a do NPSH
DISP
.
À direita do ponto de encontro das duas curvas observa-se a zona de cavitação.



Para não ocorrer cavitação, devemos ter:

NPSH
DISP
≥ NPSH
REQ
Na prática utilizamos:

NPSH
DISP
≥ 1,20 NPSH
REQ
No mínimo:

NPSH
DISP
≥ (NPSH
REQ
+ 1,0) m