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Carta de Atenas
DE NOvENBRO DE 1933
Assembleia do C!AN
C!AN - Congresso !nternacional de Arquitetura Noderna

Primeira Parte - Generalidades
A Cidade e sua Região
a) A Cidade é só uma parte de um conjunto econömico, social e político que
constitui a região.
Raramente a unidade administrativa coincide com a unidade geografica, ou seja, com a
regiao. O recorte territorial administrativo das cidades pode ter sido arbitrario desde o inicio ou
pode ter vindo a sê-lo posteriormente, quando, em decorrência de seu crescimento, a aglomeraçao
principal uniu-se a outras comunidades e depois as englobou. Esse recorte artificial se opoe a uma
boa gestao do novo conjunto. De fato, certas comunidades suburbanas puderam adquirir
inopinadamente um valor imprevisivel, positivo ou negativo, seja tornando-se sede de residências
luxuosas, seja acolhendo centros industriais dinamicos, seja reunindo miseraveis populaçoes
operarias.
Os limites administrativos aço que compartimentam o complexo urbano tornam-se entao
paralisantes. Uma aglomeraçao constitui o nucleo vital de uma extensao geografica cujo limite e
constituido pela zona de influência de uma outra aglomeraçao. Suas condiçoes vitais sao
determinadas pelas vias de comunicaçao que asseguram suas trocas e ligam-se intimamente a sua
zona particular. Só se pode enfrentar um problema de urbanismo referenciando-se constantemente
aos elementos constitutivos da regiao e, principalmente, a sua geografia, chamada a desempenhar
um papel determinante nessa questao: linhas de divisao de aguas, morros vizinhos desenhando um
contorno natural confirmado pelas vias de circulaçao, naturalmente inscritas no solo. Nenhuma
atuaçao, pode ser considerada se nao se liga ao destino harmonioso da regiao. O plano da cidade e
só um dos elementos do todo constituido pelo plano regional.




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b) Justapostos ao econömico, ao social e ao político, os valores de ordem
psicológica e fisiológica próprios ao ser humano introduzem no debate preocupações de
ordem individual e de ordem coletiva. A vida só se desenvolve na medida em que são
conciliados os dois princípios contraditórios que regem a personalidade humana: o
individual e o coletivo.
!solado, o homem sente-se desarmado; por isso liga-se espontaneamente a um grupo.
Entregue somente a suas forças, ele nada construiria alem de sua choça e levaria, na insegurança,
uma vida submetida a perigos e a fadigas agravados por todas as angustias da solidao.
!ncorporado ao grupo, ele sente pesar sobre si o constrangimento de disciplinas inevitaveis, mas,
em troca, fica protegido em certa medida contra a violência, a doença, a fome: pode aspirar a
melhorar sua moradia e satisfazer tambem sua profunda necessidade de vida social. Transformado
em elemento constitutivo de uma sociedade que o mantem, ele colabora direta ou indiretamente
nas mil atividades que asseguram sua vida fisica e desenvolvem sua vida espiritual.
Suas iniciativas tornam-se mais frutiferas, e sua liberdade, melhor defendida, só se detem
onde ameace a de outrem. Se os empreendimentos do grupo sao sabios, a vida do individuo e
ampliada e enobrecida. Se a preguiça, a estupidez e o egoismo o assolam, o grupo, enfraquecido e
entregue a desordem, só traz a cada um de seus membros rivalidades, rancor e desencanto. Um
plano e sabio quando permite uma colaboraçao frutifera, propiciando ao maximo a liberdade
individual. !rradiaçao da pessoa no quadro do civismo.
c) Essas constantes psicológicas e biológicas sofrerão a influência do meio:
situação geográfica e topográfica, situação econömica e política. Primeiramente, da
situação geográfica e topográfica, o caráter dos elementos água e terra, da natureza.
do solo, do clima.
A geografia e a topografia desempenham um papel consideravel no destino dos homens.
Nao se pode esquecer jamais que o sol comanda, impondo sua lei a todo empreendimento cujo
objetivo seja a salvaguarda do ser humano. Planicies, colinas e montanhas contribuem tambem
para modelar uma sensibilidade e colinas e determinar uma mentalidade. Se o montanhês desce
voluntariamente para a planicie, o homem da planicie raramente sobe os vales e dificilmente
transpoe os desfiladeiros. Foram os cumes dos montes que delimitaram as areas de aglomeraçao
onde, pouco a pouco, reunidos por costumes e usos comuns, os homens se constituiram em
povoaçoes.
A proporçao dos elementos agua e terra, quer atue na superficie, opondo as regioes
lacustres ou fluviais as extensoes de estepes, quer se expresse em densidade, produzindo aqui
gordos pastos e, ali, pantanos ou desertos, conforma, ela tambem, atitudes mentais que se




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inscreverao nos empreendimentos e encontrarao sua expressao na casa, na aldeia ou na cidade.
Conforme a incidência do sol na curva meridiana, as estaçoes se contrapoem brutalmente ou se
sucedem em passagens imperceptiveis e, ainda que em sua esfericidade continua, de parcela em
parcela, a Terra nao experimente ruptura, surgem inumeras combinaçoes, cada uma das quais com
seus caracteres particulares. Enfim as raças, com suas religioes ou suas filosofias variadas,
multiplicam a diversidade dos empreendimentos e cada uma propoe seu modo de ver e sua razao
de viver pessoais.
d) Em segundo lugar, da situação econömica. Os recursos da região, contatos
naturais ou artificiais com o exterior...
A situaçao econömica, riqueza ou pobreza, e uma das grandes forças da vida, determinando-
lhe o movimento na direçao do progresso ou da regressao. Ela desempenha o papel de um motor
que, de acordo com a força de sua pulsaçoes, introduz a, prodigalidade, aconselha a prudência ou
impoe a sobriedade; ela condiciona as variaçoes que traçam a história da aldeia, da cidade ou do
pais. A cidade cercada por uma regiao coberta de cultivos tem seu abastecimento assegurado.
quela que dispoe de um subsolo precioso se enriquece com materias que lhe servirao como
moeda de troca, sobretudo se ela e dotada de uma rede de circulaçao suficientemente abundante
para permitir-lhe entrar em contato util com seus vizinhos próximos ou distantes. A tensao da
engrenagem econömica, embora dependa em parte de circunstancias invariaveis, pode ser
modificada a cada momento pelo aparecimento de forças imprevistas, que o acaso ou a iniciativa
humana podem tornar produtivas ou deixar inoperantes. Nem as riquezas latentes, que e preciso
querer explorar, nem a energia individual têm carater absoluto. Tudo e movimento, e o econömico,
afinal, e sempre um valor momentaneo.
e) Em terceiro lugar, da situação política, sistema administrativo.
Fenömeno mais variavel do que qualquer outro, sinal da vitalidade do pais, expressao de
uma sabedoria que atinge seu apogeu ou ja toca seu declinio. Se a politica e de natureza
essencialmente variavel, seu, fruto, o sistema administrativo, possui uma estabilidade natural que
lhe permite, ao longo do tempo, uma permanência maior e nao autoriza modificaçoes muito
freqüentes.
Expressao da dinamica politica, sua duraçao e assegurada por sua própria natureza e pela
própria força das coisas. É um sistema que, dentro de limites bastante rigidos, rege uniformemente
o território e a sociedade, impoe-lhes seus regulamentos e, atuando regularmente sobre todos os
meios de comando, determina modalidades uniformes de açao em todo o pais. Esse quadro
econömico e politico, cujo valor embora tenha sido confirmado pelo uso durante um certo periodo,
pode ser alterado a qualquer instante em uma de suas partes, ou em seu conjunto. Algumas vezes,




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basta uma descoberta cientifica para provocar uma ruptura de equilibrio, para fazer surgir a
incompatibilidade entre o sistema administrativo de ontem e as imperiosas realidades de hoje. Pode
ocorrer que algumas comunidades, que souberam renovar seu quadro particular, sejam afixidas
pelo quadro geral do pais. Este ultimo pode, por sua vez, sofrer diretamente a investida das
grandes correntes mundiais. Nao ha quadro administrativo que possa pretender a imutabilidade.
f) No decorrer da História, circunstâncias particulares determinaram as
características da cidade: defesa militar, descobertas científicas, administrações
sucessivas, desenvolvimento progressivo das comunicações e dos meios de transporte
{rotas terrestres, fluviais e marítimas, ferroviárias e aéreas).
A história esta inscrita no traçado e na arquitetura das cidades. Aquilo que deles subsiste
forma o fio condutor que, juntamente com os textos e os documentos graficos, permite a
representaçao de imagens sucessivas do passado. Os motivos que deram origem as cidades foram
de natureza diversa. Por vezes era o valor defensivo. E o alto de um rochedo ou a curva de um rio
viam nascer um pequeno burgo fortificado. As vezes, era o cruzamento de duas rotas, unia cabeça
de ponte ou uma baia do litoral que determinava a localizaçao do primeiro estabelecimento.
A cidade era de formato incerto, mais freqüentemente em circulo ou semicirculo. Quando era
uma cidade de colonizaçao, organizavam-na como um acampamento, com eixos de angulos retos e
cercada de paliçadas retilineas. Tudo nela era ordenado segundo a proporçao, a hierarquia e a
conveniência. Os caminhos partiam dos portoes da muralha e estendiam-se obliquamente na
direçao de alvos distantes. Podemos encontrar ainda no desenho das cidades o primeiro nucleo
compacto do burgo, as muralhas sucessivas e o traçado dos caminhos divergentes. As pessoas ai
se aglomeravam e encontravam, conforme o grau de civilizaçao, uma dose variavel de bem-estar.
Aqui, regras profundamente humanas ditavam a escolha dos dispositivos; ali, constrangimentos
arbitrarios davam origem a injustiças flagrantes. Sobreveio a era do maquinismo. A uma medida
milenar, que se poderia crer imutavel, a velocidade do passo humano, somou-se uma medida em
plena evoluçao, a velocidade dos veiculos mecanicos.
g) As razões que presidem o desenvolvimento das cidades estão, portanto,
submetidas a mudanças contínuas.
Aumento ou reduçao de uma populaçao, prosperidade ou decadência da cidade, demoliçao
de muralhas que se tornaram asfixiantes, novos meios de transporte ampliando a zona de trocas,
beneficios ou maleficios de uma politica escolhida ou suportada, aparecimento do maquinismo,
tudo e movimento. A medida que o tempo passa, os valores indubitavelmente se inscrevem no
patrimönio de um grupo, seja ele cidade, pais ou humanidade; a vetustez, nao obstante, atinge um
dia todo conjunto de construçoes ou de caminhos.




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A morte atinge tanto as obras como os seres. Quem fara a discriminaçao entre aquilo que
deve subsistir e aquilo que deve desaparecer? O espirito da cidade formou-se no decorrer dos
anos; simples construçoes adquiriram um valor eterno na medida em que simbolizam a alma
coletiva; constituem o arcabouço de uma tradiçao que, sem querer limitar a amplitude dos
progressos futuros, condiciona a formaçao do individuo, assim como o clima, a regiao, a raça, o
costume. Por ser uma pequena patria, a cidade comporta um valor moral que pesa e que lhe esta
indissoluvelmente ligado.
h) O advento da era da máquina provocou imensas perturbações no
comportamento dos homens, em sua distribuição sobre a terra, em. seus
empreendimentos, movimento desenfreado de concentração nas cidades a favor das
velocidades mecânicas, evolução brutal e universal sem precedentes na História. O caos
entrou nas cidades.
O emprego da maquina subverteu condiçoes de trabalho. Rompeu um equilibrio milenar,
aplicando um golpe fatal no artesanato, esvaziando o campo, entupindo as cidades e, ao desprezar
harmonias seculares, perturbando as relaçoes naturais que existiam entre a casa e o locais de
trabalho. Um ritmo furioso associado a uma precariedade desencorajante desorganiza as condiçoes
de vida, opondo-se ao ajuste das necessidades fundamentais. As moradias abrigam mal as familias,
corrompem sua vida intima, e o desconhecimento das necessidades vitais, tanto fisicas quanto
morais, traz seus frutos envenenados: doença, decadência, revolta. O mal e universal, expresso,
nas cidades, por um congestionamento que as encurrala na desordem e, no campo, pelo abandono
de numerosas terras.
Segunda Parte - Estado Atual Crítico das Cidades
Habitação - Observações
a) No interior do núcleo histórico das cidades, assim como em determinadas
zonas de expansão industrial do século XIX, a população é muito densa {chega a mil e
até mil e quinhentos habitantes por hectare).
A densidade, relaçao entre as cifras da populaçao, e a superficie que ela ocupa, pode ser
totalmente modificada pela altura dos edificios. Ate entao, porem, a tecnica de construçao tinha
limitado a altura das casas a aproximadamente seis pavimentos. A densidade admissivel para as
construçoes dessa natureza e de 2S0 a 300 habitantes por hectare. Quando essa densidade atinge,
como em varios bairros, 600, 800 e ate 1000 habitantes, tem-se o cortiço, caracterizado pelos
seguintes sinais:
a) !nsuficiência de superficie habitavel por pessoa;




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b) Nediocridade das aberturas para o exterior;
c) Ausência de sol (orientaçao para o norte ou conseqüência da sombra projetada na rua
ou no patio);
d) vetustez e presença permanente de germes mórbidos (tuberculose);
e) Ausência ou insuficiência de instalaçoes sanitarias;
f) Promiscuidade proveniente das disposiçoes internas da moradia, da ma orientaçao do
imóvel, da presença de vizinhanças desagradaveis.
O nucleo das cidades antigas, cerceado pelas muralhas militares, era em geral cheio de
construçoes comprimidas e privadas de espaço. Nas, em compensaçao, ultrapassada a porta da
muralha, os espaços verdes eram imediatamente acessiveis, dando as proximidades um ar de
qualidade. Ao longo dos seculos, foram sendo acrescentados aneis urbanos, substituindo a
vegetaçao pela pedra e destruindo as superficies verdes, pulmoes da cidade. Nessas condiçoes, as
altas densidades significam o mal-estar e a doença em estado permanente.
b) Nos setores urbanos congestionados, as condições de habitação são nefastas
pela falta de espaço suficiente destinado à moradia, pela falta de superfícies verdes
disponíveis, pela falta, enfim, de conservação das construções {exploração baseada na
especulação). Estado de coisas ainda agravado pela presença de uma população com
padrão de vida muito baixo, incapaz de adotar, por si mesma, medidas defensivas {a
mortalidade atinge até vinte por cento).
É o estado interior da moradia que constitui o cortiço, cuja miseria, entretanto, e prolongada
no exterior pela estreiteza das ruas sombrias e total falta de espaços verdes, criadores de oxigênio
e que seriam tao propicios aos folguedos das crianças. A despesa comprometida numa construçao
erguida ha seculos foi amortizada ha muito tempo; tolera-se, todavia que aquele que a explora
possa considera-la ainda, sob forma de moradia, uma mercadoria negociavel. Ainda que seu valor
de habitabilidade seja nulo, ela continua a fornecer, impunemente e as expensas da especie, uma
renda importante. Condenar-se-ia um açougueiro que vendesse carne podre, mas a legislaçao
permite impor habitaçoes podres as populaçoes pobres. Para o enriquecimento de alguns egoistas,
tolera-se que uma mortalidade assustadora e todo tipo de doenças façam pesar sobre a
coletividade uma carga esmagadora.




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c) O crescimento da cidade devora progressivamente as superfícies verdes
limítrofes, sobre as quais se debruçavam as sucessivas muralhas. Esse afastamento
cada vez maior dos elementos naturais aumenta proporcionalmente a desordem
higiênica.
Quanto mais a cidade cresce, menos as "condiçoes naturais" sao nela respeitadas. Por
"condiçoes naturais" entende-se a presença, em proporçao suficiente, de certos elementos
indispensaveis aos seres vivos: sol, espaço, vegetaçao. Uma expansao sem controle privou as
cidades desses alimentos fundamentais, de ordem tanto psicológica quanto fisiológica. O individuo
que perde contato com a natureza e diminuido e paga caro, com a doença e a decadência, uma
ruptura que enfraquece seu corpo e arruina sua sensibilidade, corrompida pelas alegrias ilusórias
da cidade. Nessa ordem de ideias, a medida foi ultrapassada no decorrer dos ultimos cem anos, e
essa nao e a causa menor da penuria pela qual o mundo se encontra presentemente oprimido.
d) As construções destinadas à habitação são distribuídas pela superfície da
cidade em contradição com os requisitos da higiene.
O primeiro dever do urbanismo e pör-se de acordo com as necessidades fundamentais dos
homens. A saude de cada um depende, em grande parte, de sua submissao as "condiçoes
naturais". O sol, que comanda todo crescimento, deveria penetrar no interior de cada moradia,
para espalhar seus raios, sem os quais a vida se estiola. O ar, cuja qualidade e assegurada pela
presença da vegetaçao, deveria ser puro, livre da poeira em suspensao e dos gases nocivos. O
espaço, enfim, deveria ser distribuido com liberalidade. Nao nos esqueçamos de que a sensaçao de
espaço e de ordem psicofisiológica e que a estreiteza das ruas e o estrangulamento dos patios
criam uma atmosfera tao insalubre para o corpo quanto deprimente para o espirito. O +
o
Congresso
C!AN, realizado em Atenas, chegou ao seguinte postulado: o sol, a vegetaçao, o espaço sao as três
materias-primas do urbanismo. A adesao a esse postulado permite julgar as coisas existentes e
apreciar as novas propostas de um ponto de vista verdadeiramente humano.
e) Os bairros mais densos se localizam nas zonas menos favorecidas {encontas
mal orientadas, setores invadidos por nevoeiros, por gases industriais passíveis de
inundações etc).
Nenhuma legislaçao interveio ainda para fixar as condiçoes habitaçao moderna, que devem
nao somente assegurar a proteçao da pessoa humana mas tambem dar-lhe meios para um
aperfeiçoamento crescente. Assim, o solo urbano, os bairros residenciais as moradias sao
distribuidos segundo a circunstancia, ao sabor dos interesses mais inesperados e, as vezes, mais
baixos. Um geömetra municipal nao hesitara em traçar uma rua que privara de sol milhares de
casas. Certos edis, infelizmente, acharao natural destinar a instalaçao de um bairro operario uma




S

zona ate entao negligenciada porque as nevoas a invadem, porque a umidade e excessiva ou
porque os mosquitos nela pululam. Ele considerara que uma encosta voltada para o norte, que, em
decorrência de sua orientaçao, nunca atraiu ninguem, que um terreno envenenado pela fuligem,
pela fumaça de carvao, pelos gases, deleterios de alguma industria, as vezes ruidosa, sera sempre
bom o bastante para acomodar as populaçoes desenraizadas e sem vinculos sólidos, a que
chamamos de mao-de-obra comum.
f) As construções arejadas {habitações ricas) ocupam as zonas favorecidas, ao
abrigo dos ventos hostis, com vista e espaços graciosos dando para perspectivas
paisagísticas, lagos, mar, montes, etc... e com uma insolação abundante.
As zonas favorecidas sao geralmente ocupadas pelas habitaçoes de luxo; provase assim que
as aspiraçoes instintivas do homem o induzem, sempre que seus recursos lhe permitem, a procurar
condiçoes de vida e uma qualidade de bem estar cujas raizes se encontram na própria natureza.
g) Essa distribuição parcial da habitação é sancionada pelo uso e por disposições
edílicas que se consideram justificadas: o zoneamento.
O zoneamento e a operaçao feita sobre um plano de cidade com o objetivo de atribuir a cada
funçao e a cada individuo seu justo lugar. Ele tem por base a discriminaçao necessaria entre as
diversas atividades humanas, cada uma das quais reclama seu espaço particular: locais de
habitaçao, centros industriais ou comerciais, salas ou terrenos destinados ao lazer. Nas se a força
das coisas diferencia a habitaçao rica da habitaçao modesta, nao se tem o direito de transgredir
regras que deveriam ser sagradas, reservando só para alguns favorecidos da sorte o beneficio das
condiçoes necessarias para uma vida sadia e ordenada. É urgente e necessario modificar certos
usos. É preciso tornar acessivel para todos, por meio de uma legislaçao implacavel, uma certa
qualidade de bem-estar, independente de qualquer questao de dinheiro. É preciso impedir, para
sempre, por uma rigorosa regulamentaçao urbana, que familias inteiras sejam privadas de luz, de
ar e de espaço.
h) As construções edificadas ao longo das vias de ao redor dos cruzamentos são
prejudiciais à habitação: barulhos, poeiras e gases nocivos.
Se se quiser levar em consideraçao esta interdiçao, atribuir-se-a, doravante, zonas
independentes a habitaçao e a circulaçao. A casa, entao nao estara mais unida a rua por sua
calçada. A habitaçao se erguera em seu meio próprio, onde gozara de sol, de ar puro e de silêncio.
A circulaçao se desdobrara por meio de vias de percurso lento para o uso de pedestres, e de vias
de percurso rapido para o uso de veiculos. Cada uma dessas vias desempenhara sua funçao, só se
aproximando ocasionalmente da habitaçao.




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h) O alinhamento tradicional das habitações à beira das ruas só garante insolação
a uma parcela mínima das moradias.
O alinhamento tradicional dos imóveis ao longo das ruas acarreta urna disposiçao obrigatória
do volume construido. Ao serem cortadas, ruas paralelas ou obliquas desenham superficies
quadradas ou retangulares, trapezoidais ou triangulares, de capacidades diversas que, uma vez
edificadas, constituem os "blocos". A necessidade de iluminar o centro desses blocos engendra
patios internos de dimensoes variadas. As regulamentaçoes edilicias deixam, infelizmente, aqueles
que buscam o lucro, a liberdade de restringir esses patios a dimensoes verdadeiramente
escandalosas. Chega-se entao a este triste resultado: uma fachada em quatro, seja ela voltada
para a rua ou para o patio, esta orientada para o norte e nao conhece o sol, enquanto as outras
três, em consequência da estreiteza das ruas, dos patios e da sombra projetada disso resultante,
sao tambem parcialmente privadas de sol. A analise revela que nas cidades, a proporçao de
fachadas nao ensolaradas varia entre a metade e três quarto total. Em certos casos, essa
proporçao e ainda mais desastrosa.
i) É arbitrária a distribuição das construções de uso coletivo dependente da
habitação.
A moradia abriga a familia, funçao que constitui por si só todo um programa e coloca um
problema cuja soluçao - que outrora ja foi, por vezes, feliz - esta hoje entregue, em geral, ao
acaso. Nas a familia reclama ainda a presença de instituiçoes que, fora da moradia e em suas
proximidades, sejam seus verdadeiros prolongamentos. Sao elas: centros de abastecimento,
serviços medicos, creches, jardins de infancia, escolas, as quais se somarao organizaçoes
intelectuais e esportivas destinadas a proparcionar aos adolescentes a possibilidade de trabalhos ou
de jogos adequados a satisfaçao das aspiraçoes próprias dessa idade e, para completar, os
"equipamentos de saude", as areas próprias a cultura fisica e ao esporte cotidiano de cada um. O
beneficio dessas instituiçoes coletivas e evidentes, mas sua necessidade e ainda mal compreendida
pela massa. Sua realizaçao esta apenas esboçada, da maneira mais fragmentaria e desvinculada
das necessidades gerais das habitaçoes,
j) As escolas, muito particularmente, não raro estão situadas nas vias de
circulação e muito afastadas das habitações.
As escolas, limitando-se o julgamento a seu programa e a sua disposiçao arquitetönica, estao
em geral mal situadas no interior do complexo urbano. Nuito longe da moradia, elas colocam a
criança em contato com os perigos da rua. Alem disso, e freqüente que nelas só se dispense a
instruçao propriamente dita, e a criança, antes dos seis anos, ou o adolescente, depois dos treze,
sao regularmente privados de organizaçoes pre ou pós-escolares que responderiam as




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necessidades mais imperiosas de sua idade. O estado atual e a distribuiçao do dominio edificado
prestam-se mal as inovaçoes por meio das quais a infancia e a juventude seriam nao somente
protegidas de inumeros perigos, mas, ainda, colocadas nas unicas condiçoes que permitem uma
formaçao seria, capaz de lhes assegurar, ao lado da instruçao, um pleno desenvolvimento, tanto
fisico quanto moral.
l) Os subúrbios estão organizados sem plano e sem ligação normal com a cidade.
Os suburbios sao descendentes degenerados dos arrabaldes. O burgo era outrora uma
unidade organizada no interior de uma muralha militar. O falso burgo contiguo a ele pelo lado de
fora, construido ao longo de uma via de acesso desprovido de proteçao, era o escoadouro da
populaçao excedente que, bom ou mau grado, devia acomodar-se em sua insegurança. Quando a
criaçao de uma nova muralha encerrava um dia o falso burgo, com seu trecho de via, no seio da
cidade, ocorria uma primeira alteraçao na regra normal dos traçados. A era do maquinismo e
caracterizado pelo suburbio, area sem traçado definido, onde sao jogados todos os residuos, onde
se arriscam todas as tentativas, onde se instalam em geral os artesanatos mais modestos, com as
industrias julgadas de antemao provisórias, algumas das quais, porem, conhecerao um crescimento
gigantesco. O suburbio e o simbolo, ao mesmo tempo, do fracasso e da tentativa. É uma especie
de onda batendo nos muros da cidade. No decorrer dos seculos X!X e XX, essa onda tornou-se
mare, e depois inundaçao. Ela comprometeu seriamente o destino da cidade e suas possibilidades
de crescer conforme uma regra. Sede de uma populaçao incerta, destinada a suportar inumeras
miserias, caldo de cultura de revoltas, o suburbio e com freqüência, dez vezes, cem vezes, mais
extenso do que a cidade. Desse suburbio doente, onde a funçao distancia-tempo suscita uma dificil
questao que continua sem soluçao, alguns procuram fazer cidades-jardins. Paraisos ilusórios,
soluçao irracional. O suburbio e um erro urbanistico, disseminado por todo o universo e levado a
suas conseqüências extremas na America. Ele se constitui em um dos grandes males do seculo.
m) Procurou-se incorporar os subúrbios ao domínio administrativivo.
Nuito tarde! O suburbio foi incorporado tardiamente ao dominio administrativo. A legislaçao
imprevidente deixou que se estabelecessem, em toda sua extensao, direitos de propriedade por ela
declarados imprescritiveis. O proprietario de um terreno vago onde tenha surgido algum barraco,
galpao ou oficina nao pode ser desapropriado sem inumeras dificuldades. Sua densidade
populacional e muito baixa e o solo dificilmente explorado; entretanto, a cidade e obrigada a prover
a area dos suburbios dos serviços necessarios: vias publicas, canalizaçao, meios transporte rapidos,
policia, iluminaçao e limpeza publica serviços hospitalares ou escolares, etc. É chocante a
desproporçao entre as despesas ruinosas causadas por tantas obrigaçoes e a pequena contribuiçao
que pode dar uma populaçao dispersa. Quando a administraçao intervem para corrigir a situaçao,




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choca-se com obstaculos insuperaveis e se arruina em vao. É antes do nascimento dos suburbios
que a administraçao deve apro riar-se da gestao do solo que, cerca a cidade para assegurar-lhe os
meios para um desenvolvimento harmonioso.
n) Freqüentemente os subúrbios nada mais são do que uma aglomeração de
barracos onde a infra-estrutura indispensável dificilmente é rentável.
Casinhas mal construidas, barracos de madeira, galpoes onde se misturam bem ou mal os
materiais mais imprevistos, dominio dos pobres diabos que oscilam nos turbilhoes de uma vida sem
disciplina, eis o suburbio! Sua feiura e sua tristeza sao a vergonha da cidade que ele circunda. Sua
miseria, que obriga a malbaratar o dinheiro publico sem a contraparte de recursos fiscais
suficientes, e uma carga sufocante para a coletividade. Os suburbios sao a sórdida antecamara das
cidades; enganchados as grandes vias de acesso por suas ruelas, a circulaçao ai se torna perigosa;
vistos de aviao, expoe aos olhos menos avisados a desordem e a incoerência de sua distribuiçao;
cortados por ferrovias, eles sao, para o viajante atraido pela reputaçao da cidade, uma penosa
desilusao!
É preciso exigir!
Doravante os bairros habitacionais devem ocupar no espaço urbano as melhores
localizaçoes, aproveitando-se a topografia, observando-se o clima, dispondo-se da insolaçao mais
favoravel e de superficies verdes adequadas.
As cidades, tal como existem hoje, estao construidas em condiçoes contrarias ao bem publico
e privado. A história mostra que sua criaçao e seu desenvolvimento obedeceram a razoes
profundas, superpostas ao longo do tempo, e que elas nao apenas cresceram, mas freqüentemente
se renovaram no decorrer dos seculos, e sobre o mesmo solo. A era da maquina, ao modificar
brutalmente determinadas condiçoes centenarias, levou-as ao caos. Nossa tarefa atual e arranca-
las de sua desordem por meio de planos nos quais sera previsto o escalonamento dos
empreendimentos ao longo do tempo. O problema da moradia, da habitaçao, prevalece sobre
todos. Os melhores locais da cidade devem-lhe ser reservados; e se eles foram devastados pela
indiferença ou pela concupiscência, tudo deve ser feito para recupera-los. Nuitos fatores concorrem
para a quantidade da moradia. É preciso buscar ao mesmo tempo as mais belas paisagens, o ar
mais saudavel, levando em consideraçao os ventos e a neblina, os declives melhor expostos, e,
enfim, utilizar as superficies verdes existentes, cria-las, se nao existem, ou recupera-las, se foram
destruidas.




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o) A determinação dos setores habitacionais deve ser ditada por razões de
higiene.
As leis de higiene universalmente reconhecidas fazem uma grave acusaçao contra as
condiçoes sanitarias das cidades. Nao basta, porem, formular um diagnóstico e nem sequer
encontrar uma soluçao; e preciso, ainda, que ela seja imposta pelas autoridades responsaveis.
Bairros inteiros deveriam ser condenados em nome da saude publica. Alguns, fruto de uma
especulaçao prematura, só merecem a picareta; outros, em funçao das memórias históricas ou dos
elementos de valor artistico que contêm, deverao ser parcialmente respeitados; ha modos de
preservar o que merece ser preservado, destruindo implacavelmente aquilo que constitui um
perigo. Nao basta sanear a moradia, mas e preciso, ainda, criar e administrar seus prolongamentos
exteriores, locais de educaçao fisica e espaços diversos para esporte, inserindo, antecipadamente,
no plano geral, as areas que lhes serao reservadas.
p) Densidades razoáveis devem ser impostas, de acordo com as formas de
habitação postas pela própria natureza do terreno.
As densidades populacionais de uma cidade devem ser ditadas pelas autoridades. Elas
poderao variar segundo a destinaçao do solo urbano e resultar, de acordo com seu indice, numa
cidade ou muito extensa ou concentrada sobre si mesma. Fixar as densidades urbanas e realizar
um ato de gestao pleno de conseqüências. Quando surgiu a era da maquina, as cidades se
desenvolveram sem controle e sem freio. A displicência e a unica explicaçao valida para esse
crescimento desmesurado e absolutamente irracional, que e uma das causas de seus males. Tanto
para nascer como para crescer, as cidades têm razoes particulares, que devem ser estudadas e que
levarao a previsoes que abarquem um certo espaço de tempo: cinqüenta anos, por exemplo.
Poder-se-a pressupor uma certa cifra de populaçao. Sera necessario aloja-la, sabendo-se em que
area util, prever qual "tempo-distancia" sera seu quinhao cotidiano, fixar a superficie e a
capacidade necessarias a realizaçao desse programa de cinqüenta anos. Quando a cifra da
populaçao e as dimensoes do terreno sao fixadas, a "densidade" e determinada.
q) Um número mínimo de horas de insolação deve ser fixado para cada moradia.
A ciência, estudando as radiaçoes solares, detectou aquelas que sao indispensaveis a saude
humana e tambem aquelas que, em certos casos, poderiam ser-lhe nocivas. O sol e o senhor da
vida. A medicina demonstrou que a tuberculose se instala onde o sol nao penetra; ela exige que o
individuo seja recolocado, tanto quanto possivel, nas "condiçoes naturais". O sol deve penetrar em
toda moradia algumas horas por dia, mesmo durante a estaçao menos favorecida. A sociedade nao
tolerara mais que familias inteiras sejam privadas de sol e, assim, condenadas ao definhamento.
Todo projeto de casa no qual um unico alojamento seja orientado exclusivamente para o norte, ou




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privado de sol devido as sombras projetadas, sera rigorosamente condenado. É preciso exigir dos
construtores uma planta demonstrado que no solsticio de inverno o sol penetrara em cada moradia,
no minimo 2 horas por dia. Na falta disso sera negada a autorizaçao para construir. !ntroduzir o sol
e o novo e o mais imperioso dever do arquiteto.
r) O alinhamento das habitações ao longo das vias de comunicação deve ser
proibido.
As vias de comunicaçao, isto e, as ruas das nossas cidades, têm finalidades dispares. Elas
recebem as mais variadas cargas e devem servir tanto para a caminhada dos pedestres, quanto
para o transito, interrompido por paradas intermitentes, de veiculos rapidos de transporte coletivo,
önibus ou bondes, ou para aquele ainda mais rapido, dos caminhoes ou dos automóveis
particulares. As calçadas, criadas no tempo dos cavalos e só após a introduçao dos coches, para
evitar os atropelamentos, sao um remedio irrisório desde que as velocidades mecanicas
introduziram nas ruas uma verdadeira ameaça de morte. A cidade atual abre as inumeraveis portas
de suas casas para essa ameaça e suas inumeraveis janelas para os ruidos, as poeiras e os gases
nocivos, resultantes de uma intensa circulaçao mecanica. Esse estado de coisas exige uma
modificaçao radical: as velocidades do pedestre, +km horarios, e as velocidades, mecanicas, S0 a
100km horarios, devem ser separadas. As habitaçoes serao afastadas das velocidades mecanicas, a
serem canalizadas para um leito particular, enquanto o pedestre dispora de caminhos diretos ou de
caminhos de passeio para ele reservados.
s) Os modernos recursos técnicos devem ser levados em conta para erguer
construções elevadas.
Cada epoca utilizou em suas construçoes a tecnica que lhe era imposta por seus recursos
particulares. Ate o seculo X!X, a arte de construir casas só conhecia paredes constituidas de
pedras, tijolos ou tabiques de madeira e tetos constituidos por vigas de madeira. No seculo X!X, um
periodo intermediario fez uso dos ferros perfilados, depois vieram, enfim, no seculo XX, as
construçoes homogêneas, todas em aço ou cimento armado. Antes dessa inovaçao absolutamente
revolucionaria na história da construçao de casas, os construtores nao podiam erguer um imóvel
que ultrapassasse seis pavimentos. O presente nao e mais tao limitado. As construçoes atingem
sessenta e cinco pavimentos ou mais. Resta determinar, por um exame criterioso dos problemas
urbanos, a altura que mais convem a cada caso particular. No que concerne a habitaçao, as razoes
que postulam a favor de uma determinada decisao sao: a escolha da vista mais agradavel, a busca
do ar mais puro e da insolaçao mais completa, enfim, a possibilidade de criar nas proximidades
imediatas da moradia instalaçoes coletivas, areas escolares, centros de assistência, terrenos para




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jogos, que serao seus prolongamentos. Apenas construçoes de uma certa altura poderao satisfazer
a contento essas legitimas exigências.
t) As construções elevadas erguidas a grande distância umas das outras devem
liberar o solo para amplas superfícies verdes.
É preciso, ainda, que elas estejam situadas as distancias bem grandes umas das outras, caso
contrario sua altura, longe de construir um melhoramento, só agravaria o mal existente; e o grave
erro cometido nas cidades das duas Americas. A construçao de uma cidade nao pode ser
abandonada, sem programa, a iniciativa privada. A densidade de sua populaçao deve ser elevada o
bastante para validar a organizaçao das instalaçoes coletivas, que serao os prolongamentos da
moradia. Uma vez fixada essa densidade, sera admitida uma cifra de populaçao presumivel, que
permita calcular a superficie reservada a cidade. Decidir sobre a maneira como o solo sera
ocupado, estabelecer a relaçao entre a superficie construida e aquela deixada livre ou plantada,
dividir o terreno necessario tanto para as moradias particulares quanto para seus diversos
prolongamentos, fixar uma superficie para a cidade que nao podera ser ultrapassada durante um
periodo determinado, constituir essa grave operaçao, da qual a autoridade esta incumbida: a
promulgaçao do "estatuto do solo". Assim se construira a cidade daqui para diante com toda
segurança e, dentro dos limites das regras estabelecidas por esse, estatuto, sera dada toda a
liberdade a iniciativa privada e a imaginaçao do artista.
Lazer - Observações
a) As superfícies livres são, em geral, insuficientes.
Existem, ainda, superficies livres no interior de algumas cidades. Elas sao a sobrevivência,
miraculosa em nossa epoca, de reservas constituidas no passado: parques rodeando residências
principescas, jardins adjacentes a casas burguesas, passeios sombreados ocupando a area de uma
muralha militar derrubada. Os dois ultimos seculos consumiram com voracidade essas reservas,
autênticos pulmoes da cidade, cobrindo-os de imóveis, colocando alvenaria no lugar da relva e das
arvores. Outrora os espaços livres nao tinham outra razao de ser que o deleite de alguns
privilegiados. Nao interviera ainda o ponto de vista social, que da hoje um sentido novo a sua
destinaçao. Eles podem ser os prolongamentos diretos ou indiretos da moradia; diretos, se cercam
a própria habitaçao, indiretos, se estao concentrados em algumas grandes superficies, nao tao
próximas. Em ambos os casos, sua destinaçao sera a mesma: acolher as atividades coletivas da
juventude, propiciar um espaço favoravel as distraçoes, aos passeios ou aos jogos das horas de
lazer.




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b) Quando as superfícies livres têm uma extensão suficiente, não raro estão mal
destinadas e, por isso, são pouco utilizáveis pela massa dos habitantes.
Quando as cidades modernas possuem algumas superficies livres e de uma extensao
suficiente, tais areas estao situadas ou na periferia ou no coraçao de uma zona residencial
particularmente luxuosa. No primeiro caso, distantes dos locais de habitaçao popular, elas só
servirao aos citadinos no domingo e nao terao influência alguma sobre a vida cotidiana, que
continuara a se desenrolar em condiçoes deploraveis. No segundo, elas serao, de fato, proibidas as
multidoes, sendo sua funçao reduzida ao embelezamento, sem que desempenhem seu papel de
prolongamentos uteis da moradia. Seja como for, o grave problema da higiene popular
permanecem ainda sem melhoria.
A situaçao excêntrica das superficies livres nao se presta a melhoria das condiçoes de
habitaçao nas zonas congestionadas da cidade.
O urbanismo e chamado para conceber as regras necessarias a assegurar aos citadinos as
condiçoes de vida que salvaguardem nao somente sua saude fisica mas, tambem, sua saude moral
e a alegria de viver delas decorrente. As horas dê trabalho, em geral muscular e nervosamente
extenuantes, devem ser seguidas, a cada dia, por um numero suficiente de horas livres. Essas
horas livres, que o maquinismo infalivelmente ampliara, serao consagradas a uma reconfortante
permanência no seio de elementos naturais. A manutençao ou a criaçao de espaços livres sao,
portanto, uma necessidade e constituem uma questao de saude publica para a especie. Esse e um
tema que constitui parte integrante dos postulados do urbanismo e ao qual os edis deveriam ser
obrigados a dedicar toda a sua atençao. Justa proporçao entre volumes edificados e espaços livres,
eis a unica fórmula que resolve o problema da habitaçao.
As raras instalaçoes esportivas, para serem colocadas nas proximidades dos usuarios, eram
em geral instaladas provisoriamente: em terrenos destinados a receber futuros bairros residências
ou industriais. Precariedade e transtornos incessantes.
Algumas associaçoes esportivas, desejosas de utilizar seu lazer semanal, encontraram na
periferia das cidades um abrigo provisório; mas sua existência, nao oficialmente reconhecidas e, em
geral, das mais precarias. Pode-se classificar as horas livres ou de lazer em três categorias:
cotidianas, semanais ou anuais. As horas de liberdade cotidiana devem ser passadas nas
proximidades da moradia. As horas de liberdade semanal permitem a saida da cidade e os
deslocamentos regionais. As horas de liberdade anual, isto e, as ferias, permitem verdadeiras
viagens, fora da cidade e da regiao. O problema assim exposto implica a criaçao de reservas
verdes:
a) Ao redor das moradias;




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b) na regiao;
c) no pais.
Os terrenos que poderiam ser destinados ao lazer semanal estao freqüentemente mal
articulados a cidade.
Uma vez escolhidos os locais situados nos arredores imediatos da cidade e próprios para se
tomarem centros uteis de lazer semanal, colocar-se-a o problema dos transportes de massa. Esse
problema deve ser considerado desde o instante em que se esboça o plano da regiao; ele implica o
estudo de diversos meios de transporte possiveis: estradas, ferrovias ou rios.
É preciso exigir
Doravante todo bairro residencial deve compreender a superficie verde necessaria a
organizaçao racional dos jogos e esportes das crianças, dos adolescentes e dos adultos.
Esta decisao só tera resultado se estiver sustentada por uma verdadeira legislaçao: o
"estatuto do solo". Esse estatuto tera a diversidade correspondente as necessidades a satisfazer.
Assim, a densidade da populaçao ou a porcentagem de superficie livre e de superficie edificada
poderao variar segundo as funçoes, os locais ou os climas. Os volumes edificados serao
intimamente amalgamados as superficies verdes que os cercam. As zonas edificadas e as zonas
plantadas serao distribuidas levando-se em consideraçao um tempo razoavel para ir de umas as
outras. De qualquer modo, a textura do tecido urbano devera mudar; as aglomeraçoes tenderao a
tornar-se cidades verdes. Contrariamente ao que ocorre nas cidades-jardins, as superficies verdes
nao serao compartimentadas em pequenos elementos de uso privado, mas consagradas ao
desenvolvimento das diversas atividades comuns que formam o prolongamento da moradia. O
cultivo de hortas, cuja utilidade constitui, de fato, o principal argumento a favor das cidades
jardins, podera muito bem ser levado em consideraçao aqui; uma porcentagem do solo disponivel
lhe sera destinada, dividida em multiplas parcelas individuais; mas certos empreendimentos
coletivos, como a aragem eventual e a irrigaçao ou a rega, poderao aliviar os encargos e aumentar
o rendimento.
Os quarteiroes insalubres devem ser demolidos e substituidos por superficies verdes: os
bairros limitrofes serao saneados.
Um conhecimento elementar das principais noçoes de higiene basta para discernir os cortiços
e discriminar os quarteiroes notoriamente insalubres. Estes quarteiroes deverao ser demolidos.
Dever-se-a aproveitar essa ocasiao para substitui-los por parques que serao, pelo menos nos
bairros limitrofes, o primeiro passo no caminho do saneamento. Pode acontecer, todavia, que
alguns desses quarteiroes ocupem um local particularmente conveniente a construçao de certos




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edificios indispensaveis a vida da cidade. Nesse caso, um urbanismo inteligente, sabera dar-lhes a
destinaçao que o plano geral da regiao e o da cidade tenham antecipadamente considerado a mais
util.
As novas superficies verdes devem servir a objetivos claramente definidos: acolher jardins de
infancia, escolas, centros juvenis ou todas as construçoes de uso comunitario ligadas intimamente a
habitaçao.
As superficies verdes, que se tera intimamente amalgamado aos volumes construidos e
inserido nos setores habitacionais, nao por funçao unica o de embelezamento da cidade. Elas
deverao, antes de mais nada, ter um papel util, e as instalaçoes de carater coletivo ocuparao seus
gramados: creches, organizaçoes pre ou pós-escolares, circulos juvenis, centros de entretenimento
intelectual ou de cultura fisica, salas de leitura ou de jogos, pistas de corrida ou piscina ao ar livre.
Elas serao o prolongamento da habitaçao e, como tal, deverao estar o subordinadas ao estatuto do
solo.
As horas livres semanais devem transcorrer em locais adequadamente preparados: parques,
florestas, areas de esporte, estadios, praias, etc...
Nada ou quase nada foi ainda previsto para o lazer semanal. Na regiao que cerca a cidade,
amplos espaços deverao ser reservados e organizados, e o acesso a eles devera ser assegurado por
meios de transporte suficientemente numerosos e cömodos. Nao se trata mais de simples gramado
cercando a casa, com uma ou outra arvore plantada, mas de verdadeiros prados, de bosques, de
praias naturais ou artificiais constituindo uma imensa reserva cuidadosamente protegida,
oferecendo mil oportunidades de atividades saudaveis ou de entretenimento util ao habitante da
cidade. Toda cidade possui em sua periferia locais capazes de corresponder a esse programa e que
atraves de uma organizaçao bem estudada dos meios de transporte, tornar-se-ao facilmente
acessiveis.
c) Parques, áreas de esporte, estádios, praias, etc...
Deve ser estabelecido um programa de entretenimento abrangendo atividades de todo tipo:
o passeio, solitario ou coletivo, em meio a beleza dos lugares; os esportes de toda natureza: tênis,
basquete, futebol, nataçao, atletismo; os espetaculos, concertos, teatros ao ar livre, jogos de
quadra e torneios diversos. Enfim, sao previstos equipamentos precisos: meios de transporte que
demandem uma organizaçao racional; locais para alojamento, hoteis, albergues ou acampamentos
e, enfim, nao menos importante, um abastecimento de agua potavel e viveres, que devera ser
cuidadosamente assegurado em toda parte.
Os elementos existentes devem ser considerados: rios, florestas, morros, montanhas, vales,
lago, mar, etc.




1S

Graças ao aperfeiçoamento dos meios mecanicos de transporte, a questao da distancia nao
desempenha mais, no caso, um papel preponderante. Nais vale escolher bem, ainda que se tenha
que procurar um pouco mais longe. Trata-se nao só de preservar as belezas naturais ainda
intactas, mas tambem de reparar as agressoes que algumas delas tenham sofrido; enfim, que a
industria do homem crie, em parte, sitios e paisagens que correspondam ao programa. Esse e um
outro problema social muito importante, cuja responsabilidade esta nas maos dos edis: encontrar
uma contrapartida para o trabalho estafante da semana, tornar o dia de repouso verdadeiramente
revitalizante para a saude fisica e moral, nao mais abandonar a populaçao as multiplas desgraças
da rua. Uma destinaçao fecunda das horas livres forjara uma saude e um coraçao para os
habitantes das cidades.
Trabalho - Observações
Os locais de trabalho nao estao mais dispostos racionalmente no complexo urbano: industria,
artesanato, negócios, administraçao, comercio.
Outrora, a moradia e a oficina, unidas por vinculos estreitos e permanentes, estavam
situadas uma perto da outra. A expansao inesperada do maquinismo rompeu essas condiçoes de
harmonia, em menos de um seculo, ela transformou a fisionomia das cidades, quebrou as tradiçoes
seculares do artesanato e deu origem a uma nova mao-de-obra anönima e instavel. O
desenvolvimento industrial depende essencialmente dos meios de abastecimento de materias-
primas e das facilidades de escoamento dos produtos manufaturados. Foi, portanto, ao longo das
vias ferreas introduzidas pelo seculo X!X, e as margens das vias fluviais, cujo trafego a navegaçao a
vapor multiplicava, a que as industrias verdadeiramente se precipitaram. Nas, aproveitando as
disponibilidades imediatas de habitaçoes e de abastecimento das cidades existentes, os fundadores
das industrias instalaram suas empresas na cidade ou em seus arredores, a despeito do mal que
disso poderia resultar. !mplantadas no coraçao dos bairros habitacionais, as fabricas ai espalham
suas poeiras e seus ruidos. !nstaladas na periferia e longe desses bairros, elas condenam os
trabalhadores a percorrer diariamente longas distancias em condiçoes cansativas de pressa e de
agitaçao, fazendo-os perder inutilmente uma parte de suas horas de lazer. A ruptura com a antiga
organizaçao do trabalho criou uma desordem indizivel e colocou um problema para o qual, ate o
presente, só foram dadas soluçoes paliativas. Derivou disso o grande mal da epoca atual:
nomadismo das populaçoes operarias.




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a) A ligação entre a habitação e os locais de trabalho não é mais normal: ela
impõe percursos desmesurados.
Desde entao foram rompidas as relaçoes normais entre essas duas funçoes essenciais da
vida: habitar, trabalhar. Os arrabaldes se enchem de oficinas e manufaturas e a grande industria,
que continua seu desenvolvimento sem limites, e empurrada para fora, para os suburbios. Saturada
a cidade, sem poder acolher novos habitantes, fez-se surgir apressadamente cidades suburbanas,
vastos e compactos blocos de caixotes para alugar ou loteamentos interminaveis. A mao-de-obra
intercambiavel, que absolutamente nao esta ligada por um vinculo estavel a industria, suporta de
manha, a tarde e a noite, no verao e no inverno, a perpetua movimentaçao e a deprimente
confusao dos transportes coletivos. Horas inteiras se dissolvem nesses deslocamentos
desordenados.
b) As horas de pico dos transportes acusam um estado crítico.
Os transportes coletivos, trens de suburbio, önibus e metrös só funcionam verdadeiramente
em quatro momentos do dia. Nas horas de pico, a agitaçao e frenetica, e os usuarios pagam caro,
de seu próprio bolso, uma organizaçao que lhes proporciona, diariamente, horas de sacolejo
somadas as fadigas do trabalho. A exploraçao desses transportes e ao mesmo tempo minuciosa e
cara; sendo a cota dos passageiros insuficiente para cobrir sua despesa, eles se tomam um pesado
encargo publico. Para remediar semelhante estado de coisas foram sustentadas teses
contraditórias: fazer viver os transportes ou fazer viver bem os usuarios dos transportes? É preciso
escolher! Umas supoem a reduçao e as outras o aumento do diametro das cidades.
Pela falta de qualquer programa - crescimento descontrolado das cidades, ausência de
previsoes, especulaçao com os terrenos, etc - a industria se instala ao acaso, nao obedecendo a
regra alguma.
O solo das cidades e o das regioes vizinhas pertencem quase inteiramente a particulares. A
própria industria esta nas maos de sociedades privadas, sujeitas a todo tipo de crises e cuja
situaçao e as vezes instavel. Nada foi feito para submeter o surto industrial a regras lógicas; ao
contrario, tudo foi deixado a improvisaçao que, se as vezes favorece o individuo, sempre oprime a
coletividade.
Nas cidades, os escritórios se concentraram em centros de negócios. Os centros de negócio,
instalado nos locais privilegiados da cidade, dotados da mais completa circulaçao, sao logo presa da
especulaçao. Como sao negócios privados, falta organizaçao propicia para seu desenvolvimento
natural.
O desenvolvimento industrial tem por corolario o aumento dos negócios, administraçao
privada e comercio. Nada, nesse dominio, foi seriamente medido e previsto. É preciso comprar e




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vender, estabelecer contatos entre a fabrica ou a oficina, o fornecedor e o cliente. Estas transaçoes
precisam de escritórios. Esses escritórios sao locais que requerem uma instalaçao particularizada,
sensivel, indispensavel ao andamento dos negócios. Tais equipamentos, isoladamente, sao caros.
Tudo aconselha um agrupamento, que asseguraria a cada um deles as melhores condiçoes de
funcionamento: circulaçao desembaraçada, comunicaçoes faceis com o exterior, iluminaçao,
silêncio, boa qualidade do ar, instalaçoes de aquecimento e de refrigeraçao, centros postal e
telefönico, radio etc.
As distancias entre os locais de trabalho e os locais de habitaçao devem ser reduzidas ao
minimo.
!sto supoe uma nova distribuiçao, conforme um plano cuidadosamente elaborado, de todos
os lugares destinados ao trabalho. A concentraçao das industrias em aneis em tomo das grandes
cidades pode ter sido, para certas empresas, uma fonte de prosperidade, mas e preciso denunciar
as deploraveis condiçoes de vida que disso resultaram para a massa. Essa disposiçao arbitraria
criou uma promiscuidade insuportavel. A duraçao das idas e vindas nao tem relaçao com a
trajetória cotidiana do sol. As industrias devem ser transferidas para locais de passagem das
materias-primas, ao longo das grandes vias fluviais, terrestres ou ferreas. Um lugar de passagem e
um elemento linear. As cidades industriais, ao inves de serem concêntricas, tornar-se-ao, portanto,
lineares.
Os setores industriais devem ser independentes dos setores habitacionais e separados uns
dos outros por uma zona de vegetaçao.
A cidade industrial se estendera ao longo do canal, estrada ou via ferrea ou, melhor ainda,
dessas três vias conjugadas. Tornando-se linear e nao mais anelar, ela podera alinhar, a medida
em que se desenvolve, seu próprio setor habitacional, que lhe sera paralelo. Uma zona verde
separara este ultimo das construçoes industriais. A moradia inserida desde entao em pleno campo,
estara completamente protegida dos ruidos e das poeiras, mantendo-se a uma proximidade que
suprimira os longos trajetos diarios; ela voltara a ser um organismo familiar normal. As "condiçoes
naturais" assim reencontradas contribuirao para fazer cessar o nomadismo das populaçoes
operarias. Três tipos de habitaçao estarao disponiveis para escolha dos habitantes: a casa
individual da cidade-jardim, a casa individual acoplada a uma pequena exploraçao rural e, enfim, o
imóvel coletivo provido de todos os serviços necessarios ao bem-estar de seus ocupantes.
As zonas industriais devem ser contiguas a estrada de ferro, ao canal e a rodovia.
A velocidade inteiramente nova dos transportes mecanicos, que utilizam a rodovia, a
ferrovia, o rio ou o canal, exige a criaçao de novas vias ou a transformaçao das ja existentes. É um




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programa de coordenaçao que deve levar em conta a nova distribuiçao dos estabelecimentos
industriais e das moradias operarias que os acompanham.
O artesanato, intimamente ligado a vida urbana, da qual procede diretamente, deve poder
ocupar locais claramente designados no interior da cidade.
O artesanato, por sua natureza, difere da industria e requer disposiçoes apropriadas. Ele
emana diretamente do potencial acumulado nos centros urbanos. O artesanato de livros, joalheria,
costura ou moda encontra na concentraçao intelectual da cidade a excitaçao criadora que lhe e
necessaria. Sao atividades essencialmente urbanas e, portanto, os locais de trabalho, poderao ficar
situados nos pontos mais intensos da cidade.
Ao centro de negócios, consagrado a administraçao privada ou publica, deve ser garantida
boa comunicaçao, tanto com os bairros habitacionais quanto com as industrias ou artesanato
instalados na cidade ou em suas proximidades.
Os negócios assumiram uma importancia tao grande que a escolha da localizaçao que lhes
sera reservada exige um estudo muito particular. O centro de negócios deve encontrar-se na
confluência das vias de circulaçao que servem ao mesmo tempo os setores de habitaçao, os setores
de industria e de artesanato, as administraçoes publicas, alguns hoteis e diversas (estaçoes
ferroviaria, rodoviaria, maritima, aerea).
Circulação - Observações
A rede atual das vias urbanas e um conjunto de ramificaçoes desenvolvidas em torno das
grandes vias de comunicaçao. Na Europa, essas ultimas remontam a um tempo bem anterior a
idade media, ou as vezes ate mesmo a antiguidade.
Certas cidades militares ou de colonizaçao beneficiaram-se, desde o seu nascimento, de um
plano deliberado. Primeiro foi traçada uma muralha de forma regular; nessa muralha terminavam
as grandes vias de comunicaçao. A disposiçao interna tinha uma util regularidade. Outras cidades,
mais numerosas, nasceram na intersecçao de duas grandes rotas que atravessavam a regiao ou no
ponto de cruzamento de varios caminhos radiais que partiam de um centro comum. Essas vias de
comunicaçao estao intimamente ligadas a topografia da regiao, que freqüentemente lhes impoe um
traçado sinuoso. As primeiras casas se instalaram a beira delas; assim tiveram origem as ruas
principais a partir das quais vieram ramificar-se, no decorrer do crescimento da cidade, arterias
secundarias cada vez mais numerosas. As vias principais sempre foram filhas da geografia; muitas
delas puderam ser corrigidas ou retificadas, mas sempre conservarao sua determinaçao
fundamental.




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As grandes vias de comunicaçao foram, concebidas para receber pedestres ou coches; hoje
elas nao correspondem aos meios de transporte mecanicos.
As cidades antigas eram, por razoes de segurança, cercadas por muralhas. Nao podiam,
portanto, estender-se proporcionalmente ao crescimento de sua populaçao. Era preciso agir com
economia para fazer o terreno render o maximo de superficie habitavel. É isso que explica sua
disposiçao em ruas e ruelas estreitas que permitiam servir ao maior numero possivel de portas de
habitaçao. Alem disso, essa organizaçao das cidades teve como conseqüência o sistema de blocos
edificados a prumo sobre a rua, de onde eles recebiam luz, e perfurados, com a mesma finalidade,
por patios internos. Nas tarde, quando as muralhas fortificadas foram sendo afastadas, ruas e
ruelas foram prolongadas em avenidas e alamedas alem do primeiro nucleo, que conservava sua
estrutura primitiva. Esse sistema de construçao, que nao corresponde mais, ha muito tempo, a
nenhuma necessidade, tem ainda hoje força de lei. É sempre o bloco edificado, subproduto direto
da rede viaria. Suas fachadas dao para ruas ou para patios internos mais ou menos estreitos. A
rede circulatória que o contem tem dimensoes e intersecçoes multiplas. Prevista para outros
tempos, essa rede nao pöde adaptar-se as novas velocidades dos veiculos mecanicos.
O dimensionamento das ruas, desde entao inadequado, se opoe a utilizaçao das novas
velocidades mecanicas e a expansao regular da cidade.
O problema e criado pela impossibilidade de conciliar as velocidades naturais, do pedestre ou
do cavalo, com as velocidades mecanicas dos automóveis, bondes, caminhoes ou önibus. Sua
mistura e fonte de mil conflitos. O pedestre circula em uma insegurança perpetua, enquanto os
veiculos mecanicos, obrigados a frear com freqüência, ficam paralisados, o que nao os impede de
serem um perigo permanente de morte.
As distancias entre os cruzamentos das ruas sao muito pequenas.
Para atingir sua marcha normal, os veiculos mecanicos precisam do arranque e da aceleraçao
gradual. A freada nao pode intervir brutalmente sem causar um desgaste rapido de suas principais
órgaos. Dever-se-ia, portanto, prever uma unidade de extensao razoavel entre o local do arranque
e aquele em que a freada torna-se necessaria. Os cruzamentos das ruas atuais, situados a 100, S0,
20, ou mesmo 10 metros de distancia uns dos outros, nao convêm a boa progressao dos veiculos
mecanicos. Espaços de 200 a +00 metros deveriam separa-los.
A largura das ruas e insuficiente. Procurar alarga-las e quase sempre uma operaçao onerosa
e, alem disso, inoperante.
Nao ha uma largura-tipo uniforme para as ruas. Tudo depende de seu trafego, em numero e
natureza dos veiculos. As antigas vias principais, impostas desde o inicio da cidade pela topografia
e pela geografia, e que formam o tronco da inumeravel ramificaçao de ruas, conservaram quase




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sempre um trafego intenso. Elas sao geralmente muito estreitas, mas seu alargamento nao e
sempre uma soluçao facil e nem sequer eficaz. É preciso que o problema seja retomado bem mais
de cima.
Diante das velocidades mecanicas, a malha das ruas apresenta-se irracional, faltando
precisao, flexibilidade, diversidade e adequaçao.
A circulaçao moderna e uma operaçao das mais complexas. As vias destinadas a multiplos
usos devem permitir, ao mesmo tempo: aos automóveis, ir de um extremo a outro; aos pedestres,
ir de um extremo a outro; aos önibus e bondes, percorrer itinerarios prescritos; aos caminhoes, ir
dos centros de abastecimento a locais de distribuiçao infinitamente variados; a determinados
veiculos, atravessar a cidade em simples transito. Cada uma dessas atividades exigiria uma pista
particular, condicionada para satisfazer necessidades claramente e caracterizadas. É, portanto,
preciso dedicar-se a um estudo profundo da questao, considerar seu estado atual e procurar
soluçoes que respondam de fato a necessidades estritamente definidas.
Traçados de natureza suntuaria, buscando objetivos representativos, puderam ou podem
constituir pesados entraves a circulaçao.
Aquilo que era admissivel e ate mesmo admiravel no tempo dos pedestres e dos coches pode
ter-se tomado, atualmente, uma fonte de problemas constantes. Certas avenidas concebidas para
assegurar uma perspectiva monumental coroada por um monumento ou um edificio, sao, no
presente, uma causa de engarrafamento, de atraso, e, as vezes, de perigo. Essas composiçoes de
ordem arquitetönica deveriam ser preservadas da invasao de veiculos mecanicos, para os quais nao
foram feitas e a cuja velocidade nunca poderao ser adaptadas. A circulaçao tornou-se hoje uma
funçao primordial da vida urbana. Ela pede um programa cuidadosamente estudado, que saiba
prever tudo o que e preciso para regularizar os fluxos, criar os escoadouros indispensaveis e
chegar, assim, a suprimir os engarrafamentos e o mal-estar constante de que sao a causa.
Em inumeros casos, a rede das vias ferreas tornou-se, por ocasiao da extensao da cidade,
um grave obstaculo a urbanizaçao. Ela isola os bairros habitacionais, privando-os de contatos uteis
com os elementos vitais da cidade.
Tambem aqui o tempo andou muito depressa. As estradas de ferro foram construidas antes
da prodigiosa expansao industrial que elas mesmas provocaram. Ao penetrarem nas cidades, elas
seccionam arbitrariamente zonas inteiras. A estrada de ferro e uma via que nao se atravessa; ela
isola uns dos outros setores que, tendo-se coberto pouco a pouco de habitaçoes, viram-se privados
de contatos para eles indispensaveis. Em certas cidades, a situaçao e grave para a economia geral
e o urbanismo e chamado para considerar o remanejamento e o deslocamento de certas redes, de
modo a fazê-las inserir-se na harmonia de um plano geral.




24

Devem ser feitas analises uteis, com base em estatisticas rigorosas do conjunto da
circulaçao na cidade e sua regiao, trabalho que revelara os leitos de circulaçao e a qualidade de
seus traficos.
A circulaçao e uma funçao vital cujo estado atual deve ser expresso em graficos. As causas
determinantes e os efeitos de suas diferentes intensidades aparecerao entao claramente e sera
mais facil discernir os pontos criticos. Somente uma visao clara da situaçao permitira realizar dois
progressos indispensaveis: dar a cada uma das vias de circulaçao uma destinaçao precisa, que sera
receber seja os pedestres, seja os automóveis, seja as cargas pesadas ou os veiculos em transito;
dar depois a essas vias, de acordo com a funçao para a qual forem destinadas, dimensoes e
caracteristicas especiais: natureza do leito, largura da calçada, locais e natureza dos cruzamentos
ou das interligaçoes.
As vias de circulaçao devem ser classificadas conforme sua natureza, e construidas em
funçao dos veiculos e de suas velocidades.
A rua unica, legada pelos seculos, recebia outrora pedestres e cavaleiros indistintamente e só
no final do seculo Xv!!! o emprego generalizado de coches provocou a criaçao das calçadas. No
seculo XX, abateu-se como um cataclisma a massa de veiculos mecanicos - bicicletas, motocicletas,
automóveis, caminhoes, bondes - com suas velocidades inesperadas. O crescimento fulminante de
algumas cidades como Nova York por exemplo, provocou um fluxo inimaginavel de veiculos em
certos pontos determinados. Ja e tempo de remediar, por meio de medidas apropriadas, uma
situaçao que caminha para ao desastre. A primeira medida util seria separar radicalmente, nas
arterias congestionadas, o caminho dos pedestres e o dos veiculos mecanicos. A segunda, dar as
cargas pesadas um leito de circulaçao particular. A terceira, considerar, para a grande circulaçao,
vias de transito independentes das vias usuais, destinadas somente a pequena circulaçao.
Os cruzamentos de trafego interno serao organizados em circulaçao continua por meio de
mudanças de niveis.
Os veiculos em transito nao deveriam ser submetidos ao regime de paradas obrigatórias a
cada cruzamento, que torna inutilmente lento seu percurso. Nudanças de nivel, em cada via
transversal, sao o melhor meio de assegurar-lhes uma marcha continua. Nas grandes vias de
circulaçao e a distancias calculadas para obter o melhor rendimento, serao estabelecidas
interligaçoes unindo-as as vias destinadas a circulaçao miuda.
O pedestre deve poder seguir caminhos diferentes do automóvel
!sso constituiria uma reforma fundamental da circulaçao nas cidades. Nao haveria nada mais
sensato nem que abrisse uma era de urbanismo mais nova e mais fertil. Essa exigência




25

concernente a circulaçao pode ser considerada tao rigorosa quanto aquela que, no dominio da
habitaçao, condena toda orientaçao da moradia para o norte.
As ruas devem ser diferenciadas de acordo com suas destinaçoes: ruas de residências, ruas
de passeio, ruas de transito, vias principais.
As ruas, ao inves de serem liberadas a tudo e a todos, deverao, conforme sua categoria, ter
regimes diferentes. As ruas residenciais e as areas destinadas aos usos coletivos exigem uma
atmosfera particular. Para permitir as moradias e a seus "prolongamentos" usufruir da calma e da
paz que lhes sao necessarias, os veiculos mecanicos serao canalizados para circuitos especiais. As
avenidas de transito nao terao nenhum contato com as ruas de circulaçao miuda, salvo nos pontos
de interligaçao. As grandes vias principais que estao relacionadas a todo o conjunto da regiao
afirmarao, naturalmente, sua prioridade. Nas serao tambem levadas em consideraçao as ruas de
passeio, nas quais, sendo rigorosamente imposta uma velocidade reduzida a todos os tipos de
veiculos, sua mistura com os pedestres nao oferecera mais inconvenientes.
As zonas de vegetaçao devem isolar, em principio, os leitos de grande circulaçao.
Sendo as vias de transito ou de grande circulaçao bem diferenciadas das vias de circulaçao
miuda, nao terao nenhuma razao para se aproximarem das construçoes publicas ou privadas. Sera
bom que elas sejam ladeadas por espessas cortinas de vegetaçao.
Patrimönio Histórico das Cidades
Os valores arquitetönicos devem ser salvaguardados (edificios isolados ou conjuntos
urbanos).
A vida de uma cidade e um acontecimento continuo, que se manifesta ao longo dos seculos
por obras materiais, traçados ou construçoes que lhe conferem sua personalidade própria e dos
quais emana pouco a pouco a sua alma. Sao testemunhos preciosos do passado que serao
respeitados, a principio por seu valor histórico ou sentimental, depois, porque alguns trazem uma
virtude plastica na qual se incorporou o mais alto grau de intensidade do gênio humano. Eles fazem
parte do patrimönio humano, e aqueles que os detêm ou sao encarregados de sua proteçao, têm a
responsabilidade e a obrigaçao de fazer tudo o que e licito para transmitir intacta para os seculos
futuros essa nobre herança.
Serao salvaguardados se constituem a expressao de uma cultura anterior e se correspondem
a um interesse geral...
A morte, que nao poupa nenhum ser vivo, atinge tambem as obras dos homens. É
necessario saber reconhecer e discriminar nos testemunhos do passado aquelas que ainda estao
bem vivas. Nem tudo que e passado tem, por definiçao, direito a perenidade; convem escolher com




26

sabedoria o que deve ser respeitado. Se os interesses da cidade sao lesados pela persistência de
determinadas presenças insignes, majestosas, de uma era ja encerrada, sera procurada a soluçao
capaz de conciliar dois pontos de vista opostos: nos casos em que se esteja diante de construçoes
repetidas em numerosos exemplares, algumas serao conservadas a titulo de documentario, as
outras demolidas; em outros casos podera ser isolada a unica parte que constitua uma lembrança
ou um valor real; o resto sera modificado de maneira util. Enfim, em certos excepcionais, podera
ser aventada a transplantaçao de elementos incömodos por sua situaçao, mas que merecem ser
conservados por seu alto significado estetico ou histórico.
Se sua conservaçao nao acarreta o sacrificio de populaçoes mantidas em condiçoes
insalubres...
Um culto estrito do passado nao pode levar a desconhecer as regras da justiça social.
Espiritos mais ciosos do estetismo do que da solidariedade militam a favor da conservaçao de
certos velhos bairros pitorescos, sem se preocupar com a miseria, a promiscuidade e a doença que
eles abrigam. É assumir uma grave responsabilidade. O problema deve ser estudado e pode as
vezes ser resolvido por uma soluçao engenhosa; mas, em nenhum caso, o culto do pitoresco e da
história deve ter primazia sobre a salubridade da moradia da qual dependem tao estreitamente o
bem-estar e a saude moral do individuo.
Se e possivel remediar sua presença prejudicial com medidas radicais: por exemplo, o
destino de elementos vitais de circulaçao ou mesmo o deslocamento de centros considerados ate
entao imutaveis.
O crescimento excepcional de uma cidade pode criar uma situaçao perigosa, levando a um
impasse do qual só se saira mediante alguns sacrificios. O obstaculo só podera ser suprimido pela
demoliçao. Nas, quando esta medida acarreta a destruiçao de verdadeiros valores arquitetönicos,
históricos ou espirituais, mais vale, sem duvida, procurar uma outra soluçao. Ao inves de suprimir o
obstaculo a circulaçao desviar-se-a a própria circulaçao ou, se as condiçoes o permitirem impor-se-
lhe-a uma passagem sob um tunel. Enfim, pode-se tambem deslocar um centro de atividade
intensa e, transplantando-o para outra parte, mudar inteiramente o regime circulatório da zona
congestionada. A imaginaçao, a invençao e os recursos tecnicos devem combinar-se para chegar a
desfazer os nós que parecem mais inextrincaveis.
A destruiçao de cortiços ao redor dos monumentos históricos dara a ocasiao para criar
superficies verdes.
É possivel que, em certos casos, a demoliçao de casas insalubres e de cortiços ao redor de
algum monumento de valor histórico destrua uma ambiência secular. É uma coisa lamentavel mas
inevitavel. Aproveitar-se-a a situaçao para introduzir superficies verdes. Os vestigios do passado




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mergulharao em uma ambiência nova, inesperada talvez, mas certamente toleravel, e da qual, em
todo caso, os bairros vizinhos se beneficiarao amplamente.
O emprego de estilos do passado, sob pretextos esteticos, nas construçoes novas erigidas
nas zonas históricas, têm conseqüências nefastas. A manutençao de tais usos ou a introduçao de
tais iniciativas nao serao toleradas de forma alguma.
Tais metodos sao contrarios a grande liçao da história. Nunca foi constatado um retrocesso,
nunca o homem voltou sobre seus passos. As obras-primas do passado nos mostram que cada
geraçao teve sua maneira de pensar, suas concepçoes, sua estetica, recorrendo, como trampolim
para sua imaginaçao, a totalidade de recursos tecnicos de sua epoca. Copiar servilmente o passado
e condenar-se a mentira, e erigir o "falso" como principio, pois as antigas condiçoes de trabalho
nao poderiam ser reconstituidas e a aplicaçao da tecnica moderna a um ideal ultrapassado sempre
leva a um simulacro desprovido de qualquer vida. Nisturando o "falso" ao "verdadeiro", longe de se
alcançar uma impressao de conjunto e dar a sensaçao de pureza de estilo, chega-se somente a
uma reconstituiçao ficticia, capaz apenas de desacreditar os testemunhos autênticos, que mais se
tinha empenho em preservar.
Terceira Parte - Conclusões
Pontos de doutrina
A maioria das cidades estudadas oferece hoje a imagem do caos. Essa cidades nao
correspondem, de modo algum a sua destinaçao, que seria satisfazer as necessidades, primordiais,
biológicas e psicológicas de sua populaçao.
Trinta e três cidades foram analisadas, por ocasiao do Congresso de Atenas, por diligência
dos grupos nacionais dos Congressos !nternacionais de Arquitetura Noderna: Amsterda, Atenas,
Bruxelas, Baltimore, Bandoeng, Budapeste, Berlim, Barcelona, Charieroi, Colönia, Como, Dalat,
Detroit, Dessau, Frankfurt, Genebra, Gênova, Haia, Los Angeles, Litoria, Londres, Nadri, Oslo, Paris,
Praga, Roma, Roterda, Estocolmo, Utrecht, verona,varsóvia, Zagreb e Zurique. Elas ilustram a
história da raça branca sob os mais diversos climas e latitudes. Todas testemunham o mesmo
fenömeno: a desordem instituida pelo maquinismo em uma situaçao que comportava ate entao
uma relativa harmonia; e tambem a ausência de qualquer esforço serio de adaptaçao. Em todas
essas cidades o homem e molestado. Tudo que o cerca sufoca-o e esmaga-o. Nada do que e
necessario a sua saude fisica e moral foi salvaguardado ou organizado. Uma crise-de humanidade
assola as grandes cidades e repercute em toda a extensao dos territórios. A cidade nao
corresponde mais a sua funçao, que e a de abrigar os homens, e abriga-los bem.




2S

Esta situaçao revela, desde o começo da era do maquinismo, o crescimento incessante dos
interesses privados.
A base desse lamentavel estado de coisas esta na preeminência das iniciativas privadas
inspiradas pelo interesse pessoal pelo atrativo do ganho. Nenhuma autoridade consciente da
natureza e da importancia do movimento do maquinismo interveio, ate o presente, para evitar os
danos pelos quais ninguem pode ser efetivamente responsabilizado. As empresas estiveram,
durante cem anos, entregues ao acaso. A construçao de habitaçoes ou de fabricas, a organizaçao
das rodovias, hidrovias ou ferrovias, tudo se multiplicou numa pressa e numa violência individual,
da qual estavam excluidos qualquer plano preconcebido e qualquer reflexao previa. Hoje, o mal
esta feito. As cidades sao desumanas, e da ferocidade de alguns interesses privados nasceu a
infelicidade de inumeras pessoas.
A violência dos interesses privados provoca um desastroso desequilibrio entre o impeto das
forças econömicas, de um lado, e, de outro, a fraqueza do controle administrativo e a impotente
solidariedade social.
O sentimento de responsabilidade administrativa e o da solidariedade social sao derrotados
diariamente pela força viva e incessantemente renovada do interesse privado. Essas diversas fontes
de energia estao em perpetua contradiçao, e, quando uma ataca, a outra se defende. Nessa luta,
infelizmente desigual, o interesse privado triunfa o mais das vezes, assegurando o sucesso dos
mais fortes em detrimento dos fracos. Nas, do próprio excesso do mal surge, as vezes, o bem; e a
imensa desordem material e moral da cidade moderna tera talvez como resultado fazer surgir enfim
o estatuto da cidade, que, apoiado em uma forte responsabilidade administrativa, instaurara as
regras indispensaveis a proteçao da saude e da dignidade humana.
Embora as cidades esteja em estado de permanente transformaçao, seu desenvolvimento e
conduzido sem precisao nem controle e sem que sejam levados em consideraçao os principios do
urbanismo contemporaneo atualizados aos meios tecnicos qualificados.
Os principios do urbanismo moderno foram produzidos pelo trabalho de inumeros tecnicos:
tecnicos da arte de construir, tecnicos de saude, tecnicos da organizaçao social. Eles foram objeto
de artigos, livros, congressos, debates publicos ou privados. Nas e preciso fazer com que sejam
admitidos pelos órgaos administrativos encarregados de velar pelo destino das cidades e que, nao
raro, sao hostis as grandes transformaçoes propostas por esses dados novos. É necessario, antes
de mais nada, que a autoridade seja esclarecida e, depois, que ela aja. Clarividência e energia
podem vir a restaurar a situaçao comprometida.
A cidade deve assegurar, nos planos espiritual e material, a liberdade individual e o beneficio
da açao coletiva.




29

Liberdade individual e açao coletiva sao os dois polos entre os quais se desenrola o jogo da
vida. Todo empreendimento cujo objetivo e a melhoria do destino humano deve levar em
consideraçao esses dois fatores. Se ele nao chega a satisfazer suas exigências, frequentemente
contraditórias, condena-se a um inevitavel fracasso. É impossivel, em todo caso, coordena-los de
maneira harmoniosa se nao se elabora, de antemao, um programa cuidadosamente estudado e que
nada deixe ao acaso.
O dimensionamento de todas as coisas no dispositivo urbano só pode ser regido pela escala
humana.
A medida natural do homem deve servir de base a todas as escalas que estarao relacionadas
a vida e as diversas funçoes do ser. Escala das medidas, que se aplicarao as superficies ou as
distancias; escala das distancias, que serao consideradas em sua relaçao com o ritmo natural do
homem; escala dos horarios, que devem ser determinados considerando-se o trajeto cotidiano do
sol.
As chaves do urbanismo estao nas quatro funçoes: habitar, trabalhar, recrear-se (nas horas
livres), circular.
O urbanismo exprime a maneira de ser de uma epoca. Ate agora, ele só atacou um unico
problema, o da circulaçao. Ele se contentou em abrir avenidas ou traçar ruas, constituindo assim
quarteiroes edificados cuja destinaçao e abandonada a aventura das iniciativas privadas. Essa e
uma visao estreita e insuficiente da missao que lhe esta destinada. O urbanismo tem quatro
funçoes principais, que sao: primeiramente, assegurar aos homens moradias saudaveis, isto e,
locais onde o espaço, o ar puro e o sol, essas três, condiçoes essenciais da natureza, lhe sejam
largamente asseguradas; em segundo lugar, organizar os locais de trabalho, de tal modo que, ao
inves de serem uma sujeiçao penosa, eles retomem seu carater de atividade humana natural; em
terceiro lugar, prever as instalaçoes necessarias a boa utilizaçao das horas livres, tornando-as
beneficas e fecundas; em quarto lugar, estabelecer o contato entre essas diversas organizaçoes
mediante uma rede circulatória que assegure as trocas, respeitando as prerrogativas de cada uma.
Essas quatro funçoes, que sao as quatro chaves do urbanismo, cobrem um dominio imenso, sendo
o urbanismo a conseqüência de uma maneira de pensar levada a vida publica por uma tecnica de
açao.
Os planos determinarao a estrutura de cada um dos setores atribuidos as quatro funçoes-
chave, e eles fixarao suas respectivas localizaçoes no conjunto.
Desde o congresso dos C!AN, em Atenas, as quatro funçoes-chave do urbanismo
reivindicam, para manifestar-se em toda a sua plenitude e trazer ordem e classificaçao as
condiçoes habituais de vida, trabalho e cultura, disposiçoes particulares que ofereçam a cada uma




30

delas as condiçoes mais favoraveis ao desenvolvimento de sua atividade própria. O urbanismo,
levando em consideraçao essa necessidade, transformara o aspecto das cidades, rompera a
opressao esmagadora de usos que perderam sua razao de ser e abrira aos criadores um campo de
açao inesgotavel. Cada uma das funçoes-chave tera sua autonomia, apoiada nos dados fornecidos
pelo clima, pela topografia, pelos costumes; elas serao consideradas entidades as quais serao
atribuidos territórios e locais para cujo equipamento e instalaçao serao acionados todos os
prodigiosos recursos das tecnicas modernas. Nessa distribuiçao, serao consideradas as
necessidades vitais do individuo e nao o interesse ou o lucro de um grupo particular. O urbanismo
deve assegurar a liberdade individual e, ao mesmo tempo, favorecer e se aproveitar dos beneficios
da açao coletiva.
O ciclo das funçoes cotidianas - habitar, trabalhar, recrear-se (recuperaçao) - sera
regulamentado pelo urbanismo dentro da mais rigorosa economia de tempo, sendo a habitaçao
considerada o próprio centro das preocupaçoes urbanisticas e o ponto de articulaçao de todas as
medidas.
O desejo de reintroduzir na vida cotidiana as condiçoes naturais parece, a primeira vista,
aconselhar uma maior extensao horizontal das cidades; mas a necessidade de regulamentar as
diversas atividades segundo a duraçao do trajeto solar se opoe a essa concepçao, cujo
inconveniente e impor distancias que nao têm relaçao com o tempo disponivel. É a habitaçao que
esta no centro das preocupaçoes do urbanista e o jogo das distancias sera regulamentado de
acordo com a sua posiçao no planejamento, em conformidade com a jornada solar de vinte e
quatro horas, que ritma a atividades dos homens e da a justa medida a todos os seus
empreendimentos.
As novas velocidades mecanicas convulsionaram o meio urbano, instaurando o perigo
permanente, provocando o engarrafamento e a paralisia dos transportes, comprometendo a
higiene.
Os veiculos mecanicos deveriam ser agentes liberadores e, por sua velocidade, trazer um
ganho apreciavel de tempo. Nas sua acumulaçao e concentraçao em certos pontos tomaram-se, a
um só tempo, uma dificuldade para a circulaçao e a ocasiao de perigos permanentes. Alem disso,
eles introduziram na vida citadina inumeros fatores prejudiciais a saude. Seus gases de combustao
difundidos no ar sao nocivos aos pulmoes e seu barulho determina no homem um estado de
nervosismo permanente. Essas velocidades, doravante utilizaveis, despertam a tentaçao de evasao
cotidiana, para longe, na natureza, difundem o gosto por uma mobilidade sem freio nem medida e
favorecem modos de vida que deslocando a familia, perturbam profundamente a estabilidade da




31

sociedade. Elas condenam os homens a passar horas cansativas em todo tipo de veiculos e a
perder, pouco a pouco, a pratica da mais saudavel e natural de todas as funçoes: a caminhada.
O principio da circulaçao urbana e suburbana deve ser revisto. Deve ser feita uma
classificaçao das velocidades disponiveis. A reforma do zoneamento, harmonizando as funçoes-
chave da cidade, criara entre elas vinculos naturais para cujo fortalecimento sera prevista uma rede
racional de grandes arterias.
O zoneamento, levando em consideraçao as funçoes-chave - habitar, trabalhar, recrear-se -
ordenara o território urbano. A circulaçao, esta quarta funçao, só deve ter um objetivo; estabelecer
uma comunicaçao proveitosa entre as outras três. Sao inevitaveis grandes transformaçoes. A
cidade e sua regiao devem ser munidas de uma rede exatamente proporcional aos usos e aos fins,
e que constituira a tecnica moderna da circulaçao. Sera preciso classificar e diferenciar os meios de
transporte e estabelecer para cada um deles um leito adequado a própria natureza dos veiculos
utilizados. A circulaçao assim regulamentada torna-se uma funçao regular e que nao impoe
nenhum incömodo a estrutura da habitaçao ou a dos locais de trabalho.
O urbanismo e uma ciência de três dimensoes e nao apenas de duas. É fazendo intervir o
elemento altura que sera dada uma soluçao para as circulaçoes modernas, assim como para os
lazeres, mediante a exploraçao dos espaços livres assim criados.
As funçoes-chave habitar, trabalhar e recrear-se desenvolvem-se no interior de volumes
edificados submetidos a três imperiosas necessidades: espaço suficiente, sol e aeraçao. Esses
volumes nao dependem apenas do solo e de suas duas dimensoes, mas sobretudo de uma terceira,
a altura. É levando em o consideraçao a altura que o urbanismo recuperara os terrenos livres
necessarios as comunicaçoes e os espaços uteis ao lazer. É preciso distinguir as funçoes
sedentarias, que se desenvolvem no interior de volumes - onde a terceira dimensao desempenha o
papel mais importante - das funçoes de circulaçao, as quais, utilizando apenas duas dimensoes,
estao ligadas ao solo, para as quais a altura só intervem excepcionalmente e em pequena escala,
no caso, por exemplo, de mudanças de nivel destinadas a regularizar certos fluxos intensos de
veiculos.
A cidade deve ser estudada no conjunto de sua regiao de influência. Um plano de regiao
substituira o simples pla no municipal. O limite da aglomeraçao sera funçao do raio de sua açao
econömica.
Os dados de um problema de urbanismo sao fornecidos pelo conjunto das atividades que se
desenvolvem nao somente na cidade, mas em toda a regiao da qual ela e o centro. A razao de ser
da cidade dever ser procurada e expressada em cifras que permitirao prever, para o futuro, as
etapas de um desenvolvimento plausivel. O mesmo trabalho aplicado as aglomeraçoes que fixarao




32

para cada cidade envolvida por sua regiao um carater e um destino próprios. Assim, cada uma
tomara seu lugar e sua classificaçao na economia geral do pais. Resultara disso uma delimitaçao
clara dos limites da regiao. Este e o urbanismo total, capaz de levar o equilibrio a regiao e ao pais.
A cidade, definida desde entao como uma unidade funcional, devera crescer
harmoniosamente em cada uma de suas partes, dispondo de espaços e ligaçoes onde poderao se
inscrever equilibradamente as etapas de seu desenvolvimento.
A cidade adquirira o carater de uma empresa estudada de antemao e submetida ao rigor de
um planejamento geral. Sabias previsoes terao esboçado seu futuro, descrito seu carater, previsto
a amplitude de seus desenvolvimentos e limitado, previamente, seu excesso. Subordinada as
necessidades da regiao, destinada a enquadrar as quatro funçoes-chave, a cidade nao sera mais o
resultado desordenado de iniciativas acidentais. Seu desenvolvimento, ao inves de produzir uma
catastrofe, sera um coroarnento. E o crescimento das cifras de sua populaçao nao conduzira mais a
essa confusao desumana que e um dos fiagelos das grandes cidades.
É da mais urgente necessidade que cada cidade estabeleça seu programa, promulgando leis
que permitam sua realizaçao.
O acaso cedera diante da previsao, o programa sucedera a improvisaçao. Cada caso sera
inscrito no planejamento regional; os terrenos serao aferidos e atribuidos a diversas atividades:
clara ordenaçao no empreendimento que sera iniciado a partir de amanha e continuado, pouco a
pouco, por etapas sucessivas. A lei fixara o "estatuto do solo", dotando cada funçao-chave dos
meios de melhor se exprimir, de se instalar nos terrenos mais favoraveis e a distancias mais
proveitosas. Ela deve prever tambem a proteçao e a guarda das extensoes que serao ocupadas um
dia. Ela tera o direito de autorizar - ou de proibir -, e favorecera todas as inicativas adequadamente
planejadas, mas velara para que elas se insiram no planejamento geral e sejam sempre
subordinadas aos interesses coletivos, que constituem o bem publico.
O programa deve ser elaborado com base em analises rigorosas, feitas por especialistas. Ele
deve prever as etapas no tempo e no espaço. Deve reunir em um acordo fecundo os recursos
naturais do sitio, a topografia do conjunto, os dados econömicos, as necessidades sociológicas, os
valores espirituais.
A obra nao sera mais limitada ao plano precario do geömetra que projeta, a revelia dos
suburbios, os blocos de imóveis na poeira dos loteamentos. Ela sera uma verdadeira criaçao
biológica, compreendendo órgaos claramente definidos, capazes de desempenhar com perfeiçao
suas funçoes essenciais. Os recursos do solo serao analisados e as limitaçoes a quais ele se obriga,
reconhecidas; a ambiência geral, estudada e os valores naturais, hierarquizados. Os grandes leitos
de circulaçao serao confirmados e instalados no lugar adequado, e a natureza de seu equipamento




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fixada segundo o uso para o qual serao destinados. Uma curva de crescimento exprimira o futuro
econömico previsto para cidade. Regras inviolaveis assegurarao aos habitantes o bem-estar da
moradia, a facilidade do trabalho, o feliz emprego das horas livres. A alma das cidades sera
animada pela clareza do planejamento.
Para o arquiteto, ocupado aqui com as tarefas do urbanismo, o instrumento de medida sera
a escala humana.
A arquitetura, após a derrota, desses ultimos cem anos, deve ser recolocada a serviço do
homem. Ela deve deixar as pompas estereis, debruçar-se sobre o individuo e criar-lhe, para sua
felicidade, as organizaçoes que estarao a volta, tornando mais faceis todos os gestos de sua vida.
Quem podera tomar as medidas necessarias para levar a bom termo essa tarefa, senao o arquiteto,
que possui o perfeito conhecimento do homem, que abandonou os grafismos ilusórios, e que, pela
justa adaptaçao dos meios aos fins propostos, criara uma ordem que tem em si sua própria poesia?
O numero inicial do urbanismo e uma celula habitacional (uma moradia) e sua inserçao num
grupo formando uma unidade habitacional de proporçoes adequadas.
Se a celula e o elemento biológico primordial, a casa, quer dizer, o abrigo de uma familia,
constitui a celula social. A construçao dessa casa, ha mais de um seculo submetida aos jogos
brutais da especulaçao, deve torna-se uma empresa humana. A casa e o nucleo inicial do
urbanismo. Ela protege o crescimento do homem, abriga as alegrias e as dores de sua vida
cotidiana. Se ela deve conhecer interiormente o sol e o ar puro, deve, alem disso, prolongar-se no
exterior em diversas instalaçoes comunitarias. Para que seja mais facil dotar as moradias dos
serviços comuns destinados a realizar comodamente o abastecimento, a educaçao, a assistência
medica ou a utilizaçao dos lazeres, sera preciso reuni-las em "unidades habitacionais" de
proporçoes adequadas.
É a dessa unidade-moradia que se estabelecerao no espaço urbano as relaçoes entre a
habitaçao, os locais de trabalho e as instalaçoes consagradas as horas livres.
A primeira das funçoes que deve atrair a atençao do urbanismo e habitar e... habitar bem. É
preciso tambem trabalhar, e fazê-lo em condiçoes que requerem uma seria revisao dos usos
atualmente em vigor. Os escritórios, as oficinas, as fabricas devem ser dotados de instalaçoes
capazes de assegurar o bem-estar necessario ao desempenho desta segunda funçao. Enfim, nao se
pode negligenciar a terceira, que e recrear-se, cultivar o corpo e o espirito. E o urbanista devera
prever os sitios e os locais propicios.
Para realizar essa grande tarefa e indispensavel utilizar os recursos da tecnica moderna. Esta
com a ajuda de seus especialistas, respaldara a arte de construir com todas as garantias da ciência
e a enriquecera com as invençoes e os recursos da epoca.




34

A era do maquinismo introduziu tecnicas novas, que sao uma das causas da desordem e da
confusao das cidades. É a ela, no entanto, que e preciso pedir a soluçao do problema. As modernas
tecnicas de construçao instituiram novos metodos, trouxeram novas facilidades, permitiram novas
dimensoes. Elas abrem verdadeiramente um novo ciclo na história da arquitetura. As novas
construçoes serao nao somente de uma amplitude, mas, ainda, de uma complexidade
desconhecidas ate aqui. Para realizar a tarefa multipla que lhe e imposta, o arquiteto devera
associar-se a numerosos especialistas em todas as etapas do empreendimento.
A marcha dos acontecimentos sera profundamente influenciada pelos fatores politicos,
sociais e econömicos...
Nao basta que a necessidade do estatuto do solo e de certos principios de construçao seja
admitida. É preciso, ainda, para passar da teoria aos atos, o concurso dos seguintes fatores: um
poder politico tal como se o deseja, clarividente, convicto, decidido a realizar as melhores condiçoes
de vida, elaboradas e expressas nos planos; uma populaçao esclarecida para compreender, desejar,
reivindicar aquilo que os especialistas planejaram para ela; uma situaçao econömica que permita
empreender e prosseguir os trabalhos, alguns dos quais serao consideraveis. Pode ser, todavia, que
mesmo em uma epoca em que tudo caiu ao nivel mais baixo, em que as condiçoes, politicas,
sociais e econömicas sao as mais desfavoraveis, a necessidade de construir abrigos decentes
apareça de repente como uma imperiosa obrigaçao, e que ela venha dar ao politico, ao social e ao
econömico o objetivo e o programa coerentes que justamente lhes faltavam.
E nao e aqui que a arquitetura intervira em ultima instancia.
A arquitetura preside aos destinos da cidade. Ela ordena a estrutura da moradia, celula
essencial do tecido urbano, cuja salubridade, alegria, harmonia sao subordinadas as suas decisoes.
Ela reune as moradias em unidades habitacionais, cujo êxito dependera da justeza de seus
calculos. Ela reserva, de antemao, os espaços livres em meio aos quais se erguerao os volumes
edificados, em porporçoes harmoniosas. Ela organiza os prolongamentos da moradia, os locais de
trabalho, as areas consagradas ao entretenimento. Ela estabelece a rede de circulaçao que colocara
em contato as diversas zonas. A arquitetura e responsavel pelo bem-estar e pela beleza da cidade.
É ela que se encarrega de sua criaçao ou de sua melhoria, e e ela que esta incumbida da escolha e
da distribuiçao dos diferentes elementos, cuja feliz proporçao constituira uma obra harmoniosa e
duradoura. A arquitetura e chave de tudo.
A escala dos trabalhos a empreender com urgência para a organizaçao das cidades, de outro
lado, o estado infinitamente parcelado da propriedade fundiaria sao duas realidades antagönicas.
Devem ser empreendidos, sem demora, trabalhos de importancia capital, uma vez que todas
as cidades do mundo, antigas ou modernas, revelam os mesmos vicios advindos das mesmas




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causas. Nas nenhuma obra fragmentaria deve ser empreendida se ela nao se insere no contexto da
cidade e no da regiao, tais como eles terao sido previstos por um amplo estudo e um grande plano
de conjunto. Esse plano, forçosamente, contera partes cuja realizaçao podera ser imediata e
outras, cuja execuçao devera ser remetida para datas indeterminadas. !numeras parcelas fundiarias
deverao ser expropriadas e serao objeto de transaçoes. Entao, sera preciso temer o jogo sórdido
da especulaçao, que tao freqüentemente esmaga no berço os grandes empreendimentos animados
pela preocupaçao com o bem publico. O problema da propriedade do solo e de sua possivel
requisiçao se coloca nas cidades, em sua periferia, e se estende ate a zona, mais ou menos ampla
que constitui sua regiao.
A perigosa contradiçao aqui constatada sustica uma das questoes mais perigosas da epoca: a
urgência de regulamentar, por um meio legal, a disposiçao de todo o solo util para equilibrar as
necessidades vitais dos individuos em plena harmonia com as necessidades coletivas.
Ha anos que as empresas de equipamento, em todos os pontos do mundo, batem contra o
estatuto petrificado da propriedade privada. O solo - território do pais - deve tornar-se disponivel a
qualquer momento, e por seu justo valor, avaliado antes do estudo dos projetos. O solo deve ser
mobilizavel quando se trata do interesse geral. !numeros inconvenientes se abateram sobre os
povos que nao souberam medir com exatidao a amplitude das transformaçoes tecnicas e suas
formidaveis repercussoes sobre a vida publica e privada. A ausência do urbanismo e a causa da
anarquia que reina na organizaçao das cidades, no equipamento das industrias. Por se ignorarem
as regras, o campo se esvaziou, as cidades se encheram muito alem do razoavel, as concentraçoes
industriais se fizeram ao acaso, as moradias operarias tornaram-se cortiços. Nada foi previsto para
a salvaguarda do homem. O resultado e catasuófico e e quase uniforme todos os paises. É o fruto
amargo de cem anos de maquinismo sem direçao.
O interesse privado sera subordinado ao interesse coletivo.
Entregue a si mesmo, o homem e rapidamente esmagado pelas dificuldades de todo o tipo,
que deve superar. Pelo contrario, se esta submetido a muitas obrigaçoes coletivas, sua
personalidade resulta sufocada. O direito individual e o direito coletivo devem, portanto, sustentar-
se, reforçar-se mutuamente e reunir tudo aquilo que comportam de infinitamente construtivo. O
direito individual nao tem relaçao com o vulgar interesse privado. Este, que satisfaz a uma minoria
condenando o resto da massa social a uma vida mediocre, merece severas restriçoes. Ele deve ser,
em todas as partes, subordinado ao interesse coletivo, tendo cada individuo acesso as alegrias
fundamentais: o bem-estar do lar, a beleza da cidade.




36

Notas - Sobre os Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna

1928 - Fundaçao dos Ciam Em 1928 um grupo de arquitetos modernos se reunia na Suiça, no
castelo de La Sarraz vaud, graças a generosa hospitalidade de Nadame Helene de Nandrot. Depois
de ter examinado, a partir de um programa elaborado em Paris, o problema colocado pela arte de
edificar, firmaram um ponto de vista sólido e decidiram reunir-se para colocar a arquitetura diante
de suas verdadeiras tarefas. Assim foram fundados os Congressos !nternacionais de Arquitetura
Noderna, os C!AN.
Declaração de La Sarraz
Os arquitetos abaixo assinados, representantes dos grupos nacionais de arquitetos
modernos, afirmam sua unidade de pontos de vista sobre as concepçoes fundamentais da
arquitetura e sobre suas obrigaçoes profissionais. !nsistem particularmente no fato de que construir
e uma atividade elementar do homem, ligada intimamente a evoluçao da vida. O destino da
arquitetura e o de exprimir o espirito de uma epoca. Eles afirmam hoje a necessidade de uma
concepçao nova da arquitetura que satisfaça as exigências materiais, sentimentais e espirituais da
vida presente. Conscientes das perturbaçoes profundas causadas pelo maquinismo, reconheceram
que a transformaçao da estrutura social e da ordem econömica acarreta fatalmente uma
transformaçao correspondente do fenömeno arquitetönico. Eles estao reunidos com a intençao de
pesquisar a harmonizaçao dos elementos presentes no mundo moderno e de recolocar a
arquitetura em seu verdadeiro plano, que e de ordem econömica e sociológica e inteiramente a
serviço da pessoa humana. É assim que a arquitetura escapara da dominaçao esterilizante das
academias. Firmes nesta convicçao, eles declaram associar-se para realizar suas aspiraçoes.
Economia Geral
O equipamento de um pais reclama a intima vincularao da arquitetura com a economia geral.
A noçao de "rendimentos", introduzida como axioma da vida moderna, nao implica absolutamente
o lucro comercia1 maximo, mas uma produçao suficiente para satisfazer plenamente as
necessidades humanas. O verdadeiro rendimento sera o fruto de uma racionalizaçao e de uma
normatizaçao (aplicada com flexibilidade tanto nos projetos arquitetönicos como nos metodos
industriais de execuçao). Urge que a arquitetura, ao inves de recorrer quase que exclusivamente a
um artesanato anêmico, sirva-se tambem dos imensos recursos que lhe oferece a tecnica industrial,
mesmo quando uma tal decisao conduza a realizaçoes muito diferentes daquelas que fizeram a
glória das epocas passadas.




37

Urbanismo
O urbanismo e a administraçao dos lugares e dos locais diversos que devem abrigar o
desenvolvimento da vida material, sentimental e espiritual em todas as suas manifestaçoes,
individuais ou coletivas. Ele envolve tanto as aglomeraçoes urbanas quanto os agrupamentos
rurais. O urbanismo nao poderia mais estar exclusivamente subordinado as regras de um estetismo
gratuito. Por sua essência, ele e de ordem funcional. As três funçoes fundamentais pela realizaçao
das quais o urbanismo deve velar sao: 1º habitar; 2º trabalhar; 3º recrear-se. Seus objetivos sao:
a) a ocupaçao do solo;
b) a organizaçao da circulaçao;
c) a legislaçao.
As três funçoes fundamentais acima indicadas nao sao favorecidas pelo estado atual das
aglomeraçoes. As relaçoes entre os diversos locais que lhes sao destinados devem ser recalculadas
de maneira a determinar uma justa proporçao entre volumes edificados e espaços livres. O
problema da circulaçao e o da densidade devem ser reconsiderados. O parcelamento desordenado
do solo, fruto de partilhas, de vendas e da especulaçao, deve ser substituido por uma economia
territorial de reagrupamento. Este reagrupamento, base de todo urbanismo capaz de responder as
necessidades presentes, assegurara aos proprietarios e a comunidade a justa distribuiçao das mais-
valias resultantes dos trabalhos de interesse comum.
A Arquitetura e a opinião pública
É indispensavel que os arquitetos exerçam uma influência sobre a opiniao publica e a façam
conhecer os meios e os recursos da nova arquitetura. O ensino acadêmico perverteu o gosto
publico, e nao raro os problemas autênticos da habitaçao sequer sao levantados. A opiniao publica
esta mal informada e os usuarios, em geral, só sabem formular muito mal seus desejos em materia
de moradia. Alem disso, essa moradia tem estado ha muito tempo excluida das preocupaçoes
maiores do arquiteto. Um punhado de verdades elementares, ensinadas na escola primaria, poderia
constituir o fundamento de uma educaçao domestica. Esse ensino resultaria na formaçao de
geraçoes possuidoras de uma concepçao saudavel da moradia. Essas geraçoes. futura clientela do
arquiteto, seriam capazes de lhe impor a soluçao do problema da habitaçao, por tanto tempo
negligenciado.
A Arquitetura e o Estado
Os arquitetos, tendo a firme vontade de trabalhar no interesse verdadeiro da sociedade
moderna, consideram que as academias, conservadoras do passado, negligenciando o problema da




3S

moradia em beneficio de uma arquitetura puramente suntuaria, entravam o progresso social. Por
sua apropriaçao do ensino, elas viciam desde a origem a vocaçao do arquiteto e, pela quase
exclusividade que têm dos cargos do Estado, elas se opoem a penetraçao do novo espirito, o unico
que poderia vivificar e renovar a arte de edificar.
Objetivos do CIAM
Os objetivos dos C!AN sao: formular o problema arquitetönico contemporaneo; apresentar a
ideia arquitetönica moderna; fazer essa ideia penetrar nos circulos tecnicos, econömicos e sociais;
zelar pela soluçao do problema da arquitetura.
Os Congressos do CIAM
Desde o momento de sua fundaçao, os C!AN avançaram pelo caminho das realizaçoes
praticas: trabalhos coletivos, discussoes, resoluçoes, publicaçoes. Os congressos C!AN, que sempre
foram assembleias de trabalho, escolheram sucessivamente diferentes paises para se reunir. A cada
vez, eles provocaram, nos centros profissionais e na opiniao publica, uma agitaçao fecunda, uma
animaçao, um despertar. 1928 - 1º Congresso, La Sarraz, Fundaçao dos C!AN.
1929 - 2º Congresso, Frankfurt (Alemanha), Estudo da moradia minima.
1930 - 3º Congresso, Bruxelas, Estudo do loteamento racional.
1933 - +º Congresso, Atenas, Analise de 33 cidades. Elaboraçao da Carta do Urbanismo.
1937 - Sº Congresso, Paris, Estudo do problema moradia e lazer.
19+7 - 6º Congresso, Bridgwater, Reafirmaçao dos objetivos dos C!AN.
19+9 - 7º Congresso, Bergamo, Execuçao da Carta de Atenas, nascimento da grille C!AN de
urbanismo.
19S1 - 8º Congresso, Hoddesdon, Estudo do centro, do coraçao das cidades.
19S3 - 9º Congresso, Aix-en-Provence, Estudo do habitat humano.
19S6 - 10º Congresso, Dubrovnik, Estudo do habitat humano.

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E F QD UHJLmR QR SDtV 2V WHUUHQRV TXH SRGHULDP VHU GHVWLQDGRV DR OD]HU VHPDQDO HVWmR IUHTHQWHPHQWH PDO DUWLFXODGRV j FLGDGH 8PD YH] HVFROKLGRV RV ORFDLV VLWXDGRV QRV DUUHGRUHV LPHGLDWRV GD FLGDGH H SUySULRV SDUD VH WRPDUHP FHQWURV ~WHLV GH OD]HU VHPDQDO FRORFDU VH i R SUREOHPD GRV WUDQVSRUWHV GH PDVVD (VVH SUREOHPD GHYH VHU FRQVLGHUDGR GHVGH R LQVWDQWH HP TXH VH HVERoD R SODQR GD UHJLmR HOH LPSOLFD R HVWXGR GH GLYHUVRV PHLRV GH WUDQVSRUWH SRVVtYHLV HVWUDGDV IHUURYLDV RX ULRV e SUHFLVR H[LJLU 'RUDYDQWH WRGR EDLUUR UHVLGHQFLDO GHYH FRPSUHHQGHU D VXSHUItFLH YHUGH QHFHVViULD j RUJDQL]DomR UDFLRQDO GRV MRJRV H HVSRUWHV GDV FULDQoDV GRV DGROHVFHQWHV H GRV DGXOWRV (VWD GHFLVmR Vy WHUi UHVXOWDGR VH HVWLYHU VXVWHQWDGD SRU XPD YHUGDGHLUD OHJLVODomR R HVWDWXWR GR VROR (VVH HVWDWXWR WHUi D GLYHUVLGDGH FRUUHVSRQGHQWH jV QHFHVVLGDGHV D VDWLVID]HU RV ORFDLV RX RV FOLPDV 2V YROXPHV HGLILFDGRV VHUmR $VVLP D GHQVLGDGH GD SRSXODomR RX D SRUFHQWDJHP GH VXSHUItFLH OLYUH H GH VXSHUItFLH HGLILFDGD SRGHUmR YDULDU VHJXQGR DV IXQo}HV LQWLPDPHQWH DPDOJDPDGRV jV VXSHUItFLHV YHUGHV TXH RV FHUFDP $V ]RQDV HGLILFDGDV H DV ]RQDV SODQWDGDV VHUmR GLVWULEXtGDV OHYDQGR VH HP FRQVLGHUDomR XP WHPSR UD]RiYHO SDUD LU GH XPDV jV RXWUDV 'H TXDOTXHU PRGR D WH[WXUD GR WHFLGR XUEDQR GHYHUi PXGDU DV DJORPHUDo}HV WHQGHUmR D WRUQDU VH FLGDGHV YHUGHV &RQWUDULDPHQWH DR TXH RFRUUH QDV FLGDGHV MDUGLQV DV VXSHUItFLHV YHUGHV QmR VHUmR FRPSDUWLPHQWDGDV HP SHTXHQRV HOHPHQWRV GH XVR SULYDGR PDV FRQVDJUDGDV DR GHVHQYROYLPHQWR GDV GLYHUVDV DWLYLGDGHV FRPXQV TXH IRUPDP R SURORQJDPHQWR GD PRUDGLD 2 FXOWLYR GH KRUWDV FXMD XWLOLGDGH FRQVWLWXL GH IDWR R SULQFLSDO DUJXPHQWR D IDYRU GDV FLGDGHV MDUGLQV SRGHUi PXLWR EHP VHU OHYDGR HP FRQVLGHUDomR DTXL XPD SRUFHQWDJHP GR VROR GLVSRQtYHO OKH VHUi GHVWLQDGD GLYLGLGD HP P~OWLSODV SDUFHODV LQGLYLGXDLV R UHQGLPHQWR 2V TXDUWHLU}HV LQVDOXEUHV GHYHP VHU GHPROLGRV H VXEVWLWXtGRV SRU VXSHUItFLHV YHUGHV RV EDLUURV OLPtWURIHV VHUmR VDQHDGRV 8P FRQKHFLPHQWR HOHPHQWDU GDV SULQFLSDLV QRo}HV GH KLJLHQH EDVWD SDUD GLVFHUQLU RV FRUWLoRV H GLVFULPLQDU RV TXDUWHLU}HV QRWRULDPHQWH LQVDOXEUHV (VWHV TXDUWHLU}HV GHYHUmR VHU GHPROLGRV 'HYHU VH i DSURYHLWDU HVVD RFDVLmR SDUD VXEVWLWXt ORV SRU SDUTXHV TXH VHUmR SHOR PHQRV QRV EDLUURV OLPtWURIHV R SULPHLUR SDVVR QR FDPLQKR GR VDQHDPHQWR 3RGH DFRQWHFHU WRGDYLD TXH DOJXQV GHVVHV TXDUWHLU}HV RFXSHP XP ORFDO SDUWLFXODUPHQWH FRQYHQLHQWH j FRQVWUXomR GH FHUWRV PDV FHUWRV HPSUHHQGLPHQWRV FROHWLYRV FRPR D DUDJHP HYHQWXDO H D LUULJDomR RX D UHJD SRGHUmR DOLYLDU RV HQFDUJRV H DXPHQWDU .

HGLItFLRV LQGLVSHQViYHLV j YLGD GD FLGDGH 1HVVH FDVR XP XUEDQLVPR LQWHOLJHQWH VDEHUi GDU OKHV D GHVWLQDomR TXH R SODQR JHUDO GD UHJLmR H R GD FLGDGH WHQKDP DQWHFLSDGDPHQWH FRQVLGHUDGR D PDLV ~WLO $V QRYDV VXSHUItFLHV YHUGHV GHYHP VHUYLU D REMHWLYRV FODUDPHQWH GHILQLGRV DFROKHU MDUGLQV GH LQIkQFLD HVFRODV FHQWURV MXYHQLV RX WRGDV DV FRQVWUXo}HV GH XVR FRPXQLWiULR OLJDGDV LQWLPDPHQWH j KDELWDomR $V VXSHUItFLHV YHUGHV TXH VH WHUi LQWLPDPHQWH DPDOJDPDGR DRV YROXPHV FRQVWUXtGRV H LQVHULGR QRV VHWRUHV KDELWDFLRQDLV QmR SRU IXQomR ~QLFD R GH HPEHOH]DPHQWR GD FLGDGH (ODV GHYHUmR DQWHV GH PDLV QDGD WHU XP SDSHO ~WLO H DV LQVWDODo}HV GH FDUiWHU FROHWLYR RFXSDUmR VHXV JUDPDGRV FUHFKHV RUJDQL]Do}HV SUp RX SyV HVFRODUHV FtUFXORV MXYHQLV FHQWURV GH HQWUHWHQLPHQWR LQWHOHFWXDO RX GH FXOWXUD ItVLFD VDODV GH OHLWXUD RX GH MRJRV SLVWDV GH FRUULGD RX SLVFLQD DR DU OLYUH (ODV VHUmR R SURORQJDPHQWR GD KDELWDomR H FRPR WDO GHYHUmR HVWDU R VXERUGLQDGDV DR HVWDWXWR GR VROR $V KRUDV OLYUHV VHPDQDLV GHYHP WUDQVFRUUHU HP ORFDLV DGHTXDGDPHQWH SUHSDUDGRV SDUTXHV IORUHVWDV iUHDV GH HVSRUWH HVWiGLRV SUDLDV HWF 1DGD RX TXDVH QDGD IRL DLQGD SUHYLVWR SDUD R OD]HU VHPDQDO 1D UHJLmR TXH FHUFD D FLGDGH DPSORV HVSDoRV GHYHUmR VHU UHVHUYDGRV H RUJDQL]DGRV H R DFHVVR D HOHV GHYHUi VHU DVVHJXUDGR SRU PHLRV GH WUDQVSRUWH VXILFLHQWHPHQWH QXPHURVRV H F{PRGRV 1mR VH WUDWD PDLV GH VLPSOHV JUDPDGR FHUFDQGR D FDVD FRP XPD RX RXWUD iUYRUH SODQWDGD PDV GH YHUGDGHLURV SUDGRV GH ERVTXHV GH SUDLDV QDWXUDLV RX DUWLILFLDLV FRQVWLWXLQGR XPD LPHQVD UHVHUYD FXLGDGRVDPHQWH SURWHJLGD RIHUHFHQGR PLO RSRUWXQLGDGHV GH DWLYLGDGHV VDXGiYHLV RX GH HQWUHWHQLPHQWR ~WLO DR KDELWDQWH GD FLGDGH 7RGD FLGDGH SRVVXL HP VXD SHULIHULD ORFDLV FDSD]HV GH FRUUHVSRQGHU D HVVH SURJUDPD H TXH DWUDYpV GH XPD RUJDQL]DomR EHP HVWXGDGD GRV PHLRV GH WUDQVSRUWH WRUQDU VH mR IDFLOPHQWH DFHVVtYHLV F 3DUTXHV iUHDV GH HVSRUWH HVWiGLRV SUDLDV HWF 'HYH VHU HVWDEHOHFLGR XP SURJUDPD GH HQWUHWHQLPHQWR DEUDQJHQGR DWLYLGDGHV GH WRGR WLSR R SDVVHLR VROLWiULR RX FROHWLYR HP PHLR j EHOH]D GRV OXJDUHV RV HVSRUWHV GH WRGD QDWXUH]D WrQLV EDVTXHWH IXWHERO QDWDomR DWOHWLVPR RV HVSHWiFXORV FRQFHUWRV WHDWURV DR DU OLYUH MRJRV GH TXDGUD H WRUQHLRV GLYHUVRV (QILP VmR SUHYLVWRV HTXLSDPHQWRV SUHFLVRV PHLRV GH WUDQVSRUWH TXH GHPDQGHP XPD RUJDQL]DomR UDFLRQDO ORFDLV SDUD DORMDPHQWR KRWpLV DOEHUJXHV RX DFDPSDPHQWRV H HQILP QmR PHQRV LPSRUWDQWH XP DEDVWHFLPHQWR GH iJXD SRWiYHO H YtYHUHV TXH GHYHUi VHU FXLGDGRVDPHQWH DVVHJXUDGR HP WRGD SDUWH 2V HOHPHQWRV H[LVWHQWHV GHYHP VHU FRQVLGHUDGRV ULRV IORUHVWDV PRUURV PRQWDQKDV YDOHV ODJR PDU HWF .

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IL[DGD VHJXQGR R XVR SDUD R TXDO VHUmR GHVWLQDGRV 8PD FXUYD GH FUHVFLPHQWR H[SULPLUi R IXWXUR HFRQ{PLFR SUHYLVWR SDUD FLGDGH 5HJUDV LQYLROiYHLV DVVHJXUDUmR DRV KDELWDQWHV R EHP HVWDU GD PRUDGLD D IDFLOLGDGH GR WUDEDOKR R IHOL] HPSUHJR GDV KRUDV OLYUHV $ DOPD GDV FLGDGHV VHUi DQLPDGD SHOD FODUH]D GR SODQHMDPHQWR 3DUD R DUTXLWHWR RFXSDGR DTXL FRP DV WDUHIDV GR XUEDQLVPR R LQVWUXPHQWR GH PHGLGD VHUi D HVFDOD KXPDQD $ DUTXLWHWXUD DSyV D GHUURWD GHVVHV ~OWLPRV FHP DQRV GHYH VHU UHFRORFDGD D VHUYLoR GR KRPHP (OD GHYH GHL[DU DV SRPSDV HVWpUHLV GHEUXoDU VH VREUH R LQGLYtGXR H FULDU OKH SDUD VXD IHOLFLGDGH DV RUJDQL]Do}HV TXH HVWDUmR j YROWD WRUQDQGR PDLV IiFHLV WRGRV RV JHVWRV GH VXD YLGD 4XHP SRGHUi WRPDU DV PHGLGDV QHFHVViULDV SDUD OHYDU D ERP WHUPR HVVD WDUHID VHQmR R DUTXLWHWR TXH SRVVXL R SHUIHLWR FRQKHFLPHQWR GR KRPHP TXH DEDQGRQRX RV JUDILVPRV LOXVyULRV H TXH SHOD MXVWD DGDSWDomR GRV PHLRV DRV ILQV SURSRVWRV FULDUi XPD RUGHP TXH WHP HP VL VXD SUySULD SRHVLD" 2 Q~PHUR LQLFLDO GR XUEDQLVPR p XPD FpOXOD KDELWDFLRQDO XPD PRUDGLD H VXD LQVHUomR QXP JUXSR IRUPDQGR XPD XQLGDGH KDELWDFLRQDO GH SURSRUo}HV DGHTXDGDV 6H D FpOXOD p R HOHPHQWR ELROyJLFR SULPRUGLDO D FDVD TXHU GL]HU R DEULJR GH XPD IDPtOLD FRQVWLWXL D FpOXOD VRFLDO $ FRQVWUXomR GHVVD FDVD Ki PDLV GH XP VpFXOR VXEPHWLGD DRV MRJRV EUXWDLV GD HVSHFXODomR GHYH WRUQD VH XPD HPSUHVD KXPDQD $ FDVD p R Q~FOHR LQLFLDO GR XUEDQLVPR (OD SURWHJH R FUHVFLPHQWR GR KRPHP DEULJD DV DOHJULDV H DV GRUHV GH VXD YLGD FRWLGLDQD 6H HOD GHYH FRQKHFHU LQWHULRUPHQWH R VRO H R DU SXUR GHYH DOpP GLVVR SURORQJDU VH QR H[WHULRU HP GLYHUVDV LQVWDODo}HV FRPXQLWiULDV 3DUD TXH VHMD PDLV IiFLO GRWDU DV PRUDGLDV GRV VHUYLoRV FRPXQV GHVWLQDGRV D UHDOL]DU FRPRGDPHQWH R DEDVWHFLPHQWR D HGXFDomR D DVVLVWrQFLD PpGLFD RX D XWLOL]DomR GRV OD]HUHV SURSRUo}HV DGHTXDGDV e D GHVVD XQLGDGH PRUDGLD TXH VH HVWDEHOHFHUmR QR HVSDoR XUEDQR DV UHODo}HV HQWUH D KDELWDomR RV ORFDLV GH WUDEDOKR H DV LQVWDODo}HV FRQVDJUDGDV jV KRUDV OLYUHV $ SULPHLUD GDV IXQo}HV TXH GHYH DWUDLU D DWHQomR GR XUEDQLVPR p KDELWDU H KDELWDU EHP e VHUi SUHFLVR UHXQL ODV HP XQLGDGHV KDELWDFLRQDLV GH SUHFLVR WDPEpP WUDEDOKDU H ID]r OR HP FRQGLo}HV TXH UHTXHUHP XPD VpULD UHYLVmR GRV XVRV DWXDOPHQWH HP YLJRU 2V HVFULWyULRV DV RILFLQDV DV IiEULFDV GHYHP VHU GRWDGRV GH LQVWDODo}HV FDSD]HV GH DVVHJXUDU R EHP HVWDU QHFHVViULR DR GHVHPSHQKR GHVWD VHJXQGD IXQomR (QILP QmR VH SRGH QHJOLJHQFLDU D WHUFHLUD TXH p UHFUHDU VH FXOWLYDU R FRUSR H R HVStULWR ( R XUEDQLVWD GHYHUi SUHYHU RV VtWLRV H RV ORFDLV SURStFLRV 3DUD UHDOL]DU HVVD JUDQGH WDUHID p LQGLVSHQViYHO XWLOL]DU RV UHFXUVRV GD WpFQLFD PRGHUQD (VWD FRP D DMXGD GH VHXV HVSHFLDOLVWDV UHVSDOGDUi D DUWH GH FRQVWUXLU FRP WRGDV DV JDUDQWLDV GD FLrQFLD H D HQULTXHFHUi FRP DV LQYHQo}HV H RV UHFXUVRV GD pSRFD .

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