Ano 1 | #004 | Dezembro 2008 www.projetofedora.

org

A inovação continua
Softwares educacionais
Números e equações são com o Maxima e o GeoGebra

Fedora à la carte
Saiba como criar um Fedora que é a sua cara

Um quarteto fantástico
Linux+Apache+MySQL+PHP=LAMP

Segurança redobrada
Entenda como funciona o SELinux

Os 5 primeiros anos do Fedora — confira no editorial de Augusto Campos

Atribuição - Uso não-comercial - Compartilhamento pela mesma licença 2.5 Brasil

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Editorial
Fedora 10: rememorando os primeiros 5 anos
Por escrever diariamente sobre Linux e código aberto, tive o privilégio de acompanhar com atenção a trajetória do Fedora desde seu anúncio inicial: uma surpreendente notícia, recebida com cautela e até alguma rejeição por parte da comunidade. Se você não acompanhou aqueles dias de setembro de 2003, vou fazer uma breve retrospectiva. Naquela época a Red Hat mantinha duas distribuições distintas: o Red Hat Linux (até hoje tenho saudades da minha instalação original do Red Hat Linux 4.2, que usei por mais de um ano) e o Red Hat Enterprise Linux, mais recente e dedicado com mais ênfase aos usuários corporativos. Em paralelo, existia um projeto chamado Fedora Linux (fedora — em minúsculas — também é o nome do estilo de chapéu usado na logomarca clássica da Red Hat, mostrando o chamado shadowman com um fedora vermelho), hospedado no endereço fedora.us e dedicado a prover pacotes montados por voluntários para enriquecer extra-oficialmente o conjunto de softwares disponíveis para instalação facilitada nas distribuições da Red Hat.

EXPEDIENTE

Diretor Geral Henrique Junior Editor Chefe Túlio Macedo Editor Rodrigo Menezes Editor de Notícias Eunir Augusto Reis Gonzaga Diagramação e Arte Hélio Ferreira e Ana Paula Camelo Revisão Alan Porto, Eunir Augusto, Luiz A. Machado, Hernandez Piras, Polliana Cristina, Jefferson Paradello

Subitamente (e no BR-Linux a notícia saiu em 22 de setembro de 2003: http://br-linux.org/noticias/001023.html), a Red Hat surpreendeu a todos, com um anúncio mudando completamente a topografia do terreno já bem conhecido. O Red Hat Linux seria imediatamente descontinuado, e o humilde Fedora Linux passaria a ser uma distribuição completa, comunitária e patrocinada pela Red Hat (proprietária da marca registrada Fedora, inclusive), com a missão adicional de prover desenvolvimento tecnológico que pudesse ser incorporado à linha Enterprise da empresa. O Fedora Core 1 foi lançado já em novembro de 2003, baseado no finado Red Hat Linux 9 e trazendo o GNOME 2.4, KDE 3.1.4 e Linux 2.4.19. Posteriormente o Fedora Linux foi absorvido pelo Projeto Fedora, que cresceu e se desenvolveu na forma de uma comunidade ativa e inovadora, progressivamente aberta e concretamente produtiva, com lançamentos periódicos e de qualidade homogênea. Até a versão 6, o produto principal lançado pelo projeto Fedora recebia o nome de Fedora Core. A partir da versão 7, a distribuição passou a se chamar simplesmente de Fedora, e os repositórios Core (da Red Hat) e Extras (da comunidade) se fundiram. A Red Hat, fundadora oficial e detentora da marca, permanece a principal patrocinadora e também a responsável legal, já que o Fedora não tem personalidade jurídica separada. Mas a participação da comunidade é intensa, por intermédio de uma ampla estrutura de subprojetos (como Documentation, Marketing e Artwork), eventos e atuação dos embaixadores nomeados. Quem deseja participar ativamente do projeto pode até escolher áreas de atuação bastante específicas, como usabilidade, educação, astronomia ou triagem de bugs. Mas nem todos os entusiastas precisam participar do desenvolvimento, pois a interação e integração no momento da instalação e uso do software já é suficiente para que muitos se sintam entusiastas participantes e colaboradores do projeto. O Fedora está completando seus primeiros 5 anos e lançando sua décima edição, e tem muito mais (anos e versões!) vindo pela frente. E estaremos por aqui para acompanhar! Augusto Campos augusto@br-linux.org

Índice Edição 004

Fedora News
Notícias 05 07 09 11 13 21 27 32 38 48 57 61 64 66

Opinião
Eu relato. Tu relatas?

Perguntas & Respostas
O Duli responde as dúvidas dos leitores

Eventos
PyConBrasil 2008

Capa
Fedora 10

Educação
Maxima e GeoGebra

Redes
Servidor LAMP

Segurança
Reforce a segurança com SELinux

Jogos
Urban Terror

Tutorial
Como criar o seu Fedora Shell Script: 4ª aula

Wiki Fedora
Compartilhe a sua conexão

Comunidade
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Fedora News
Red Hat libera código da Red Hat Network
A Red Hat anunciou a liberação do código fonte de sua Red Hat Network (RHN), criando desta forma um novo projeto chamado Spacewalk, o qual poderá ser suportado por usuários de Fedora e CentOs. De forma paralela, Spacewalk funcionará como um projeto livre que permite facilidade de administração, atualização, controle de pacotes, entre outros, para distribuições Linux ou qualquer projeto de software livre.
http://www.redhat.com/spacewalk

Eunir Augusto dos Reis

Projeto Fedora Brasil está levantando doações para compra de duplicadora/impressosa de mídias
Visando a difusão do Fedora e a expansão da quantidade de mídias distribuídas a cada versão do Fedora em território nacional, o Projeto Fedora Brasil criou uma campanha de doação para levantar fundos para a compra de uma impressora e duplicadora de CDs/DVDs. Esta impressora/duplicadora será utilizada para gravação e impressão de mídias que serão distribuídas em eventos, grupos regionais e para aquelas pessoas que desejam instalar/testar o Fedora e não têm acesso a banda larga. A meta do projeto é atingir a quantia de R$6.000 para a compra do equipamento, para isso, contamos com a sua ajuda em doações e na difusão da campanha.

STF inicia a adoção de Software Livre
O Supremo Tribunal Federal criou recentemente o Núcleo de Software Livre e Padrões Abertos para estudar quais softwares, hoje com licenças proprietárias, podem ser substituídos por outros de código aberto.
http://teseu.wordpress.com/2008/07/16/o-primeiropasso-para-um-mundo-maior/

Doar é fácil, basta efetuar o depósito/transferência para a conta do Banco do Brasil especificada no site e enviar o comprovante de deposito. Para estimular as doações, o projeto criou alguns benefícios para pessoas físicas e instituições. As pessoas que doarem, receberão as proximas versões do Fedora gratuitamente pelo correio e as empresas, terão direito a publicar um banner no site entre 1 e 3 meses em um espaço rotativo na página inicial do projeto de acordo com o valor da doação. A lista completa de doadores e doações estão sendo listadas na página do Projeto Fedora Brasil e serão mantidas no site após o termino da campanha. Visite o site da campanha para doar e ver as doações recebidas: http://www.projetofedora.org/node/79

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Fedora News
OpenOffice 3.0 atinge 3 milhões de downloads em sua primeira semana
O OpenOffice 3.0 foi baixado mais de 3 milhões de vezes em sua primeira semana, com cerca de 80% dos downloads vindo de usuários do Windows, afirmou o grupo nesta segunda-feira (20/10). O lançamento com sucesso do pacote de código aberto aconteceu mesmo com seus servidores ficando temporariamente fora do ar pela alta demanda durante a semana passada. Apenas 221 mil downloads por usuários do Linux foram registrados, levando John McCreesh, chefe de marketing do OpenOffice, a sugerir que 90% dos usuários de Linux recebem tradicionalmente as atualizações do pacote direto do desenvolvedor da distribuição.

Eunir Augusto dos Reis

Wiki Fedora volta ao ar e convida usuários para recadastramento
Os mantenedores da WIKI Fedora pedem desculpas aos usuários e contribuintes e informam que ela já está no ar novamente. Problemas causados por uma falha de segurança no portal da WIKI provocaram uma sobrecarga nos bancos de dados, ocasionando a suspensão dos serviços até que a falha fosse sanada e medidas preventivas que reforçaram a segurança fossem tomadas. Como parte dessas mudanças e, de certa forma, aproveitando o embalo, estaremos migrando os sites para um novo host, com mais espaço e velocidade, assim como novas e mais enérgicas medidas de segurança estão sendo tomadas para tentar proteger os sites de futuros ataques. Ainda em decorrência desse aumento de segurança, os mantenedores da WIKI Fedora, reconhecem o inconveniente e se desculpam, mas solicitam aos contribuintes que refaçam seus cadastros no novo domínio http://fedora.wiki.br . De agora em diante, apenas usuários com endereço de e-mail confirmado terão permissão de edição. As dúvidas e sugestões dos usuários podem ser enviadas para: webmaster@fedora.wiki.br

Apple patenteia Dock depois de quase 10 anos
Após nove anos, a Apple finalmente obteve o registro da patente da chamada Dock, a barra de atalhos e tarefas presente em seu sistema operacional, o Mac OS X. O registro foi pedido em 20 de dezembro de 1999. Segundo o site MacNN, a patente abrange posicionamento de ícones e cursores, além do efeito de ampliação obtido quando o mouse é passado sobre um ícone. (…) Isso pode revelar-se uma má notícia para softwares de terceiros inspirados na invenção, como os programas ObjectDock, RocketDock e Avant Windows Navigator.
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Opinião Igor Pires Soares

Eu relato. Tu relatas?
Uma das maiores vantagens da utilização dos softwares de código aberto nos mais diversos ambientes é que os usuários, de qualquer nível de experiência, podem interferir ou ao menos opinar no processo de desenvolvimento. Isso é bastante visível para os programadores. Se há algo que não funciona no programa favorito de um programador ele abre o código fonte, descobre onde está o erro, faz a correção, recompila o programa para que ele funcione corretamente, diz aos desenvolvedores que havia um problema e relata como ele foi corrigido. Entretanto, pouquíssimos usuários tem essa capacidade e principalmente tempo de fazer esse tipo de operação. Essas intervenções podem ser altamente complexas e demandar um grau elevado de conhecimento de programação. Além disso, por mais fácil que seja a correção do erro, pode ser que até o programador mais hábil do mundo não tenha tempo para corrigir os erros dos programas que utiliza no seu dia-a-dia. O que tem que ficar claro aqui é que estamos falando apenas de programas de código aberto, já que qualquer interação entre os softwares proprietários e seus usuários passa longe da alteração de trechos de código. O que muitas pessoas não sabem é que há uma maneira simples de colaborar com a correção dos erros existentes em programas de código aberto, seja você um programador ou um usuário novato. Tanto os programas proprietários como os livres implementam um envio automático de informações de erro para os desenvolvedores. Você já deve ter se deparado com uma janela que lhe pede permissão para enviar um registros de travamento para os responsáveis pelo programa. Essa é uma abordagem interessante e particularmente simples, inclusive ela vem sendo usada até no Kernel do Linux através do Kerneloops, mas não é a esse tipo de abordagem que eu me refiro na coluna desta edição. Para quem não conhece, eu gostaria de apresentar o Bugzilla [1], que é um programa para o relato de erros via Internet. Vários projetos de software livre possuem o seu

Igor Pires Soares é colaborador do Projeto Fedora Brasil desde 2006. Cursa Sistemas de Informação da UFMG e ainda encontra tempo para coordenar o time de tradução de interfaces do Fedora.

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Opinião Igor Pires Soares
próprio Bugzilla, no qual seus usuários podem se cadastrar, selecionar um módulo e explicitar quais problemas eles estão enfrentando. O Bugzilla da Red Hat [2] atende a maioria dos módulos do Fedora. Desde o X.org até o OpenOffice.org, passando pelo GNOME, que por sinal, tem o seu próprio Bugzilla [3]. Nesse sistema, você pode relatar erros de qualquer tipo, como travamentos, funcionalidades que não fazem o que deveriam e até traduções erradas. Os erros relatados no Bugzilla são vinculados aos mantenedores dos programas, que têm acesso imediato ao relatório e podem trabalhar em conjunto com o usuário para tentar solucionar o problema. Claro que quanto mais experiente o usuário, mais objetivamente ele poderá ajudar e ser ajudado, mas usuários iniciantes não só podem, como devem relatar seus erros. O máximo que vai acontecer é o mantenedor pedir mais informações sobre o que está acontecendo. É aí que entra uma barreira crucial: o idioma. Como vocês perceberam, a maioria dos Bugzillas usa o inglês como idioma padrão. Mesmo que a interface fosse traduzida, os comentários só poderiam ser entendidos pelos mantenedores se fossem escritos no idioma deles. A minha opinião é que isso não deve ser um obstáculo. No Projeto Fedora Brasil deveríamos ter alguém que exclusivamente tratasse dos

01 — Red Hat Bugzilla - Bug 438284

erros encontrados por usuários brasileiros e reportasse-os ao Bugzilla da Red Hat. No momento, não há nenhum voluntário para o ‘cargo’, mas fica aí a idéia. Caso alguém queira tocá-la para frente, eu me prontifico a ajudar, como uma extensão do Projeto de Tradução do Fedora. Se há algum erro que vive lhe incomodando e você realmente acha que ele é importante para os outros usuários, então relateo. Se você não souber Inglês ou tiver dúvidas ao usar o Bugzilla, deixe uma mensagem no fórum do Projeto Fedora Brasil. Eu tenho certeza que algum dos embaixadores se prontificará a te ajudar também, relatando o erro no Bugzilla para você. Outra função importante do Bugzilla é que ele pode ser usado para ver se alguém está enfrentando o mesmo problema que você e é bom que isso seja verificado antes de relatar o

seu erro, pois ele pode ficar duplicado. Vou dar um exemplo, eu tinha sérios problemas com o PulseAudio. Na maioria das vezes ele iniciava normalmente junto com o GNOME, mas algumas vezes isso simplesmente não acontecia, me deixando sem som. Eu fui então até o Bugzilla do Fedora e achei o bug de número 438284 [4] veja em 01, que era exatamente o que eu estava procurando. Pois bem, eu deixei o meu comentário e recentemente o problema veio corrigido através de uma atualização. É justamente esse tipo de abordagem que faz o código aberto avançar cada dia mais, com a participação de todos, sejam eles desenvolvedores ou não.
[1] http://www.Bugzilla.org/ [2] https://Bugzilla.redhat.com/ [3] http://Bugzilla.gnome.org/ [4] https://Bugzilla.redhat.com /show_bug.cgi?id=438284

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Perguntas & Respostas

O Duli responde as dúvidas dos leitores
Por Luís Felipe B. Marzagão

Como criar um repositório para o Fedora
Baixei o DVD e o CD do Fedora 9, só que o DVD não está bom para instalar, por isso instalei pelo CD, queria usar o DVD como repositório, como faço para adicioná-lo. Em outras palavras, como posso criar um repositório local de RPMs?
Resposta: Quanto ao problema com o DVD, você rodou o teste de sanidade da mídia gravada, logo no início da instalação (media check)? É estranho o DVD não conseguir ser instalado mas o LiveCD sim, já que são essencialmente construídos pelos mesmos pacotes. Pode ter havido algum problema durante a gravação da imagem ISO do DVD na sua mídia. Em todos os casos, a sua pergunta é muito boa. Muitas pessoas querem montar um repositório local, seja para puxar os pacotes dos programas diretamente de uma mídia (DVD ou CD), seja para acrescentar seus próprios pacotes RPMs ou até mesmo para sincronizar os repositórios oficiais e passar a usá-los de forma local. A única observação quanto a usar os pacotes diretamente do CD ou DVD original do Fedora é que muito provalemente a essa altura os pacotes neles contidos já estejam totalmente obsoletos, haja vista que a cada semana muitos updates são elaborados para os pacotes. Portanto, o ideal mesmo, salvo uma necessidade específica, é sempre instalar os
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programas por meio dos repositórios oficiais, via internet. Mãos à obra. Antes de mais nada, copie todos os RPMs que você deseja colocar à disposição em um repositório local para uma pasta qualquer no seu disco rídigo, por exemplo /home/usuario/localrepo/. Instale o programa createrepo, por meio do Adicionar e Remover Programas, pelo Yumex ou mesmo pela linha de comando:
# yum install -y createrepo

Crie as informações dos pacotes RPMs contidos na pasta, com o seguinte comando:
$ createrepo /home/usuario/localrepo/

Agora só falta ‘ensinar’ o yum a procurar os RPMs também nesse repositório local. Crie um arquivo chamado, por exemplo, local.repo nas pasta /etc/yum.repos.d/ com o seguinte conteúdo (você precisará poderes de root para fazer isso):
[localrepo] name=Repositorio Local baseurl=file:///home/usuario/localrepo/ enabled=1 gpgcheck=0

A palavra entre colchetes [ ] é o nome do repositório para o yum. A expressão contida em name é o nome que aparecerá na tela. O caminho de baseurl é justamente a indicação do local onde estão os RPMs. A opção enabled liga ou desliga o repositório. 1 é ativado e 0 (zero) é desativado. Por fim, a opção gpgcheck indica se o yum deve ou não verificar a assinatura GPG dos pacotes antes de instalá-

P&R O Duli responde
los. Como você estará copiando programas da mídia oficial do Fedora, não há, em tese, por que desconfiar dos pacotes, mas cuidado com essa opção! ;-) Pronto. Agora, sempre que você usar o yum (seja pela linha de comando ou via um gerenciador gráfico), o repositório local criado será consultado. Contudo, como os RPMs devem estar desatualizados em relação àqueles contidos nos repositórios oficiais (consultados via internet), o yum dará preferência para o RPM mais atualizado. Ou seja, de nada adianta pretender instalar um RPM do repositório local se houver o mesmo RPM mais atualizado no repositório oficial do Fedora. O yum baixará o RPM do repositório oficial. Assim, caso queira instalar apenas o RPM local, desative o repositório oficial do Fedora. Para tanto, edite os arquivos /etc/yum.repos.d/fedora-updates.repo e /etc/yum.repos.d/fedora-updates-newkey.repo e mude a opção enable para 0 (zero). Ou então, de forma não permanente, a cada vez que for executar o yum, utilize a opção --disablerepo= updates,updates-newkey, por exemplo:
yum --disablerepo=updates,updates-\ newkey install meupacote

fazer uma atualização, para que eu possa guardá-los num CD/DVD, já que a minha conexão com a Internet é lenta.
Resposta: O arquivo de configuração do yum é o /etc/yum.conf. Aqui está um modelo típico:
[main] cachedir=/var/cache/yum keepcache=0 debuglevel=2 logfile=/var/log/yum.log exactarch=1 obsoletes=1 gpgcheck=1 plugins=1 installonly_limit=3

Note a opção keepcache. Essa opção diz ao yum se ele deve guardar ou não os RPMs baixados para se fazer uma atualização. Se estiver ajustada para 1, os arquivos serão guardados, mesmo que após a atualização você remova o pacote do seu sistema. Se estiver ajustada para 0 (zero), então os arquivos RPMs baixados não serão guardados. Quanto à localização, os RPMs ficarão em /var/cache/yum. Você pode copiá-los para um CD/DVD e depois usá-los em um repositório local, conforme já exibido na resposta anterior. Abraços!

Abraços!

Atualizei o Fedora. Onde estão os pacotes que baixei?
Sou novo por aqui e também na utilização do Fedora. Mantenho a minha instalação sempre atualizada porém uma vez perdi o HD... Gostaria de saber onde ficam os pacotes após
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Luís Felipe B. Marzagão, mais conhecido como Duli, é fanático por Fedora. É autor do easyLife e passa boa parte do tempo respondendo às mensagens nos fóruns.

Eventos PyConBrasil 2008

A cobra fumou
A quarta edição do evento foi um sucesso
Por Alan Porto

O que é Python ?
Python é uma linguagem de programação de alto nível interpretada, interativa, orientada a objetos e robusta. Um dos maiores atrativos de Python, é que, por ser uma linguagem com uma curva de aprendizado muito pequena, ela acaba tornando o desenvolvimento prazeroso e divertido.

▪ Introdução ao Python (Luciano Ramalho). ▪ Coding Dojo Python (Hugo Corbucci). ▪ Introdução ao Django (Luciano Ramalho).

A cada ano a PyConBrasil fica melhor. Desta vez a 4ª Edição aconteceu no Rio de Janeiro que recebeu a comunidade Python de braços abertos. Nos dias 18, 19 e 20 de Setembro de 2008, o Rio de Janeiro recebeu a comunidade Python de braços abertos para a maior conferência realizada no país. O evento está em sua quarta edição, tendo sido organizado anteriormente nos seguintes locais: Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na Interlegis de Brasília e na SOCIESC de Joinville. Neste ano o espaço foi cedido pela Universidade Veiga de Almeida (UVA). Logo no primeiro dia, por sinal um dia muito chuvoso, havia inúmeros voluntários espalhados por todo o campus da universidade orientando os participantes que chegavam de todo o Brasil.

As palestras
As palestras foram excelentes, todos os palestrantes estavam muito bem. Um ponto-chave que gostaria de destacar aqui foi que muitos palestrantes mostravam suas aplicações rodando-as e só depois abriam o código-fonte e o comentavam. Para quem é programador não tem nada de mais nisso, mas para quem estava lá e era iniciante isso ajudou muito, por mostrar que é possível criar excelentes programas com pouco código. Na verdade esse é o sonho de qualquer programador, criar um programa bom sem precisar escrever muitas linhas de código. Um dos momentos mais aguardados foi a palestra do Bruce Eckel. Para quem não o conhece, Bruce é o autor dos livros Thinking in Java e Thinking in C++. Agora adivinhem o tema da palestra? O tema foi Why I love Python,

Os participantes
Havia muitas pessoas no evento, se comparado às edições anteriores. Isso mostra que a linguagem ganha novos adeptos a cada dia. No horário dos intervalos, os corredores da Universidade se abarrotavam de participantes de diversas etnias, com inúmeros sotaques e conhecimentos diferentes. Mas o assunto todos tinham em comum: Python! Havia também mini-aulas com duração de três horas voltadas para iniciantes na linguagem, o que mostra o respeito que a comunidade tem por aqueles que ainda estão engatinhando na linguagem. As mini-aulas foram:

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Eventos PyConBrasil 2008
traduzindo para o português, Porque eu amo Python. Bruce fez uma comparação entre Python e uma linguagem muito utilizada no mercado, mostrando os pontos negativos e positivos das duas linguagens. Depois falou sobre o poder da linguagem e o quanto é divertido desenvolver com Python. Sua palestra levou 1 hora e 20 minutos para terminar e foi encerrada com uma chuva de aplausos: simplesmente fantástico! Tivemos também a presença do Alexandre Limi, criador do Plone. (Plone é um sistema de gerenciamento de conteúdo, vulgo CMS, escrito em Python). Alexandre Limi discursou sobre as diferenças entre versões do Plone, como ganhar dinheiro com o Plone, como funciona a Plone Foundation. Resumindo, foram 01h20minutos de mel para os ouvidos. Para quem não dominava o idioma inglês, havia 200 kits à disposição dos participantes, compostos por rádio e fone. Era só ligar o aparelho, colocar o fone e pronto: tudo traduzido para o Português. Tivemos também a presença do Roberto Ierusalimchy, criador da linguagem Lua, uma linguagem cem por cento tupiniquim. Na palestra, o Roberto Ierusalimchy contou como nasceu a linguagem, sua evolução, versões. Além disso ele mostrou como diversas empresas vêm utilizando Lua para diferentes finalidades.

Havia Fedora por lá?
Infelizmente não. Mas a grata surpresa foi ver que a maioria dos participantes tinham outras distro GNU/Linux, instaladas em seus notebooks. Um dos patrocinadores do evento, SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), montou um posto com vários computadores com internet, com todos aqueles aplicativos domésticos que já conhecemos, tudo isso de graça para o pessoal da comunidade ver seus e-mails ou desenvolver outras tarefas nos horários de intervalo do evento. Só não descobri a distro que rodavam nas estações de trabalho do posto, mas tenho certeza de que não era Fedora. Quem sabe na próxima: fica a dica para o pessoal do SERPRO.

Conclusão
Sinceramente, a conclusão maior que fica é a troca de experiências, a amizade e o respeito que existe entre os membros da comunidade. Quem não conhecia, foi para a PyConBrasil com uma dúvida: O que eu posso fazer com Python? No fim do evento, a dúvida era: Quais das opções que irei escolher para fazer com Python?

Agradecimentos
Quero parabenizar todos da comunidade Python pelo excelente evento, seus organizadores, a Universidade e todos envolvidos, a cidade do Rio de Janeiro e, principalmente, a comunidade Fedora por ceder o espaço. Agradeço também ao Bruno e sua família pela recepção.

Mercado de trabalho para Pythonicos
O mercado de trabalho está muito aquecido para quem programa em Python. Durante o evento os próprios participantes falaram o quanto era complicado encontrar profissionais qualificados. Portanto, há vagas sim para desenvolvedores. O grande trunfo da linguagem é ter uma curva de aprendizado simples. Assim, você pode tornar-se um bom programador em pouco tempo, se comparado com as linguagem mais utilizadas no mercado.

Referências

[1] Pythonbrasil Site da Comunidade Brasileira de Python com artigos, tutoriais e informações sobre a linguagem em português. www.pythonbrasil.com.br [2] Python Site oficial da linguagem Python, onde você poderá fazer o download. Há pacotes disponíveis para Linux/Unix, Mac e Windows. www.python.org [3] PyConBrasil Site oficial do evento. É possível ver os vídeos das edições anteriores já que as palestras são gravadas. http://pyconbrasil.com.br

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Fedora 10: inovando como sempre!
O Fedora se mantêm como a distribuição mais inovadora do mercado
Por Rodrigo Menezes

A nova versão do Fedora 10 tem colocado os aficionados do sistema em um estado caótico. Mais limpa, mais rápida, mais sólida, mais bonita. Essas são algumas das diversas mudanças no sistema. Uma grande parte das solicitações dos usuários foram atendidas na nova versão. Entre elas está uma integração aprimorada com o hardware, fazendo o sistema mais confiável e confortável para novos usuários. Muitos problemas com as placas wireless foram corrigidos, e junto com eles vieram novas funções como o compartilhamento de redes, melhor suporte às redes 3g via celular e uso das funções de controle remoto para notebooks e máquinas com controles de infravermelho.

Capa Fedora 10
Novas aplicações
Inicialização melhor e mais rápida
Nessa nova versão temos diversas melhorias no processo de inicialização. Logo na primeira tela, os usuários irão verificar que não existe mais a tela de splash do Grub, salvando um tempo de boot precioso e com isso se tira um pouco as piscadas na tela, deixando o processo mais bonito. Para qualquer usuário que quiser acionar o menu, simplesmente pressione os botões para cima ou para baixo durante a inicialização que o menu irá aparecer. Seguido do Grub, pode-se verificar que o RHGB não está mais sendo utilizado. Ele foi substituído por uma nova aplicação, Plymouth (01), que usa um modesetting novo do kernel, fazendo com que o processo não fique piscando e seja processado mais rapidamente. Novamente a inicialização ficou mais bonita. Também foi habilitado o readhead e um sistema de boot paralelo para usar o Upstart, melhorando e muito o tempo de inicialização.
01 — O Plymouth em ação

02 — O Gnome é a interface gráfica padrão

Gnome 2.24
O Gnome (02) é a interface gráfica padrão do Fedora. Muitos usuários reclamam que a aplicação não recebe muitas melhorias, não recebe novas funcionalidades, mas para os aficionados pelo Gnome, só o pensamento em mudar de interface dá arrepios. Para

03 — Informações sobre o Projeto Fedora

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Capa Fedora 10
explicar todas as funcionalidade do Gnome precisaríamos de um artigo inteiro, então vamos falar somente das principais funcionalidades, ferramentas e mudanças. Pra começar, o Pidgin foi aposentado, entrou no lugar dele o poderoso Empathy (04). Como todos mensageiros no Linux, ele integra as redes MSN, Jabber, Gmail, ICQ entre outros.

05 — Navegador de arquivos do Gnome

04 — Mensageiro Empathy

O Gnome, além de tudo, fornece uma gama de ferramentas bem construídas como o Ekiga para videoconferência e novas ferramentas de gerenciamento de tempo. Mas acredito que a maior alteração na interface seja a experiência do usuário com o uso do navegador de arquivos (05): o sistema pode apresentar os diretórios em formato de preview, lista e detalhado, além de contar agora com a navegação através de abas, fazendo com que o padrão de navegação web possa ser aplicado enquanto se navega em pastas locais

06 — Customização dos painéis do Gnome

Adição de Deskbars trazem uma novidade para o usuário doméstico, com a possibilidade de baixar e criar as suas próprias deskbars. O Gnome se diferencia e muito

dos outros ambientes por sua barra dupla, a equipe de desenvolvimento quis aproveitar essa experiência e trazer mais aplicações às barras.

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Capa Fedora 10
As notas de versão do Gnome 2.24 fornecem uma gama de informações sobre novas funcionalidades e aplicações, vale a pena uma visita ao site: http://library.gnome.org/misc/ release-notes/2.24/

KDE 4.1.2
Para quem estava usando o Gnome por muito tempo e voltou ao KDE, só tenho uma frase para lhes dizer, o sistema ficou lindo! A barra única no canto inferior é muito bem estilizada, a disposição dos aplicativos abertos na barra dá uma sensação boa de controle, mesmo com ela cheia. Além disso, o novo KDE vem com uma infinidade de novas funcionalidades que tomariam um artigo inteiro para serem descritos. Um adendo: entre as novas funções, o que realmente impressiona é o suporte a widgets direto pelo KDE, sem a necessidade de aplicações externas, e as funções de animação da interface pelo software, sem a necessidade de programas como o compiz que é utilizado pelo Gnome. Nessa nova versão, o KDE fortificou uma função que até a Microsoft está tentando colocar para os seus usuários, a barra de busca por aplicação (07). Basta abrir o menu e digitar o que quer fazer, e o KDE já lhe mostra todas as aplicações instaladas que fazem a função, cabe ao usuário escolher qual ele prefere.

07 — O KDE permite busca por aplicação

Eclipse 3.4
Atualizado o sistema para o Eclipse 3.4 (Ganymede). As novidades dessa versão são uma série de correções de bugs, uso do framework Equinox/p2 que atualiza o último gerenciador de atualizações, além de possuir um front-end mais simples de ser utilizado. No JDT, foi adicionado o suporte a processadores de mais de um núcleo, permitindo que o sistema compile códigos Java mais rápido em um futuro próximo. Adicionado também um plugin chamado de Spy, que fornece uma ferramenta para desenvolvedores determinarem quais plugins suportam as classes que eles desejam trabalhar. Mais informações: https://fedoraproject.org/wiki/ Features/Eclipse34

RPM 4.6
Atualizado para a nova versão do gerenciamento de pacotes RPM. Essa versão é a primeira em anos a sofrer muitas mudanças e sair um pouco da confusão que era a base 4.4.x. Mais informações: https://fedoraproject.org/wiki/ Features/RPM4.6

Amarok 1.94
Um player de música inigualável, o Amarok (08) tem se destacado por seu estilo bonito, funcionalidade espetacular e facilidade de uso. Basta indicar onde estão suas pastas de arquivos que o programa monta uma listagem dos arquivos, lista de execução e apresenta informações na tela. Além disso, a aplicação busca nos repositórios da Amazon.com as capas dos discos

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Capa Fedora 10
procurados, e em nossos testes, até capas de CDs nacionais foram encontradas sem problemas, quando o nome estava correto. Caso não queira que o Amarok ocupe espaço na sua barra de aplicativos, feche o programa no X e o mesmo vai continuar sendo executado, mantendo somente o ícone na bandeja.

BrOffice.org 3.0
Devido ao trabalho do Projeto Fedora junto ao core do Fedora Project, o BrOffice.org 3.0 agora está disponível através dos repositórios extras. Para ter o programa é só fazer a instalação do Fedora sem o OpenOffice e executar um simples comando yum install broffice*, toda a suíte será instalada para você. O download precisa de acesso à internet, tem o tamanho de 130 MB e também pode ser feito pelo adicionar/remover programas (09).

08 — A nova interface do Amarok

Sugar Desktop
Agora não é mais preciso de um OLPC XO para ter o Sugar (10) rodando, o Projeto Fedora integrou o ambiente gráfico com todas as aplicações no sistema. Agora além de contar com os famosos KDE e Gnome, o usuário pode instalar o Sugar e disponibilizar para os seus filhos todos os aplicativos do ambiente gráfico. https://fedoraproject.org/wiki/ Features/Sugar

09 — O BrOffice.org 3.0 está disponível no Fedora 10

10 — Sugar desktop

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Novas aplicações inclusas NetBeans 6.1
https://fedoraproject.org/wiki/ Features/NetBeans

Gstreamer
Agora o Gstreamer inclui suporte para wmv. Ao procurar executar algum vídeo do tipo wmv, o programa já informa que existe o codec e mostra como fazer a instalação, tudo em RPM (11). https://fedoraproject.org/wiki/ Features/GStreamer_dependen cies_in_RPM

11 — Agora ficou mais fácil a instalação de codecs

Melhorias nas funções do sistema
RPM Fusion
O Fedora sempre recebeu muitas crítidas por não prover programas proprietários e códigos patenteados em suas mídias, e já estamos muito familiarizados com os motivos. No passado, para ter acesso a essas funções extras éramos obrigados a instalar programas de configuração como o easylife (www.easylife project.org) ou instalar diversos repositórios para termos acesso a esses pacotes.Nesta nova versão do sistema foi criado o RPMFusion, que é uma junção dos maiores repositórios de programas do Fedora em um site só. Agora, para o usuário que quiser algo fora dos repositórios iniciais, somente a adição de um novo repositório poderá fornecer um novo mundo de aplicações para o

12 — Configuração de impressoras agora é mais intuitivo

seu sistema. Para conhecer mais o novo repositório, acesso o site do RPM Fusion: www.rpmfusion.org.

Impressão aprimorada
Em versões mais antigas do sistema, praticamente todas impressoras e drivers que faltavam podiam ser instaladas automaticamente, sem a intervenção dos usuários. Nesta versão do sistema, o controle de aplicações de impressora, o system-configprinter, foi remodelado e

simplificado. Agora, o programa é mais intuitivo, não pedindo mais a senha de root para sua operação, possui ícones e símbolos do estado atual da impressora, permite o acesso aos usuários nos trabalhos executados, e proporcionaram uma nova modelagem nos textos explicativos (12).

Melhorias no suporte a Webcam
https://fedoraproject.org/wiki/ Features/BetterWebcamSupport

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Uso do infra-vermelho para controlar aparelhos por IR (controle remoto)
Notebooks e desktops que possuem o controle IRC podem se apoderar desse recurso para controlar equipamentos eletrônicos como televisores, DVDs, entre outros (13). https://fedoraproject.org/wiki/ Features/BetterLIRCSupport notebook, pode compartilhar a sua conexão com todo o resto de sua rede. Com essas novas modalidades de rede, ajuda-se muito usuários de notebooks e desktops em casa. Não é mais necessário configurar um roteador na rede, tudo agora pode ser feito pela sua máquina. https://fedoraproject.org/wiki/ Features/ConnectionSharing No link abaixo existe um vídeo da Red Hat Magazine mostrando a utilização do recurso em dois notebooks, simplesmente impressionante. http://www.redhatmagazine. com/2008/10/16/video-fedora10-connection-sharing/

Integração com o Bugzilla
O sistema detecta falhas em aplicações, armazena o log dos erros e já envia tudo para o Bugzilla, site de controle de bugs da Red Hat/Fedora. Com isso não é mais necessário pegar os dados dos erros, entrar no site, criar uma conta e postar as falhas. O Projeto acredita que isso tornará o software cada vez mais perfeito, eliminando todos os erros que possam aparecer. https://fedoraproject.org/wiki/ Features/SaveToBugzilla

Compartilhamento de rede
Pela primeira vez o Fedora possui suporte ao compartilhamento de rede pelo NetworkManager. Com isso, se você possui uma conexão 3G ou um modem no seu

Kit de Primeiros Socorros
Adicionado na versão anterior e aprimorado nesta, o First Aid Kit é uma ferramenta automatizada para recuperação de sistemas que traz, além de processos de recuperação mais comuns, uma ferramenta para recuperação completa da máquina. Quando falamos em recuperação, estamos falando de scripts de inicialização, grub, processos, entre outros. Mais informações: https://fedoraproject.org/wiki/ Features/FirstAidKit

Novas funções dos sistema
Glitch Free Audio
O servidor de som PulseAudio foi reescrito para usar um agendamento de áudio baseado em um timer ao invés da tradicional interrupção.

13 — Controle de aparelhos por IR

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Capa Fedora 10
Essa funcionalidade é utilizada em outros sistemas como o Apple CoreAudio e o Windows Vista e possui uma série de vantagens como redução do consumo de energia, configuração de latência por aplicação, entre outros.

Auditoria de Segurança
Adicionado o sectool, uma ferramenta de segurança para auditoria e detecção de intrusão. https://fedoraproject.org/wiki/ Features/SecurityAudit

que acredito ser o mais bonito já montado para o Fedora. Ao usuário novato em Linux, o Fedora como sempre sai na frente com as ferramentas de configuração automatizadas; ao índio velho de guerra, o software continua sendo uma suite estável de pacotes, com muitas novidades e os habituais arquivos de configuração. Vale muito a pena conferir! Para realizar o download da nova distribuição, acesse: http://www.projetofedora.org/ Download

Infra-estrutura AMQP
A função desse serviço é fazer uma construção fácil, escalonável e interoperante de aplicações de alta performance. Na prática, significa fazer o gerenciamento do libvirt o mais simples possível fazendo a gravação de dados de máquinas virtuais mais fácil e rápido, considerando gravação local ou através de rede.

Adicionado mais caminhos no PATH
Uma grande reclamação de usuários tem como resultado uma alteração implantada. Agora os caminhos que não estavam inclusos no PATH de usuários normais estão disponíveis para todos. Comandos como ifconfig, entre outros, agora estão de volta no shell de todos usuários. Caminhos adicionados: /usr/local/sbin:/usr/sbin:/sbin https://fedoraproject.org/wiki/ Features/SbinSanity

Driver de entrada (input) Evdev
Alterado o driver padrão do X.Org, melhorias nos acessos de IO e à interface gráfica.

Conclusão
Pra quem tinha problemas com o Fedora 9, vale muito a pena utilizar a nova versão do sistema. Logicamente muitos sistemas se beneficiaram e muito com a adição de suporte a novas placas wireless no kernel, menus de acessibilidade das novas versões de KDE e Gnome, mas o Fedora como sempre inova e faz a experiência do usuário ficar cada vez melhor. Integração com o BrOffice.org, aplicações ilimitadas e eficientes, repositório central são algumas das novas funcionalidades que simplesmente impressionam, além é claro do novo visual

Módulos do Kernel configurados para Gráficos
Com as atualizações do kernel, várias melhorias vieram junto. Uma delas é a inicialização dos drivers DDX do servidor X para o kernel. Com isso houve uma melhora de performance e acesso. É interessante dizer que o Fedora agora aposentou o xorg.conf, não presente mais nessa versão. Para configurar o seu ambiente use systemconfig-display. https://fedoraproject.org/wiki/ Features/KernelModesetting

Rodrigo Menezes é Bel em Ciência da Computação pela Unipar, pósgraduado em Telecomunicações pela PUCPR. É Analista de Suporte e Analista de Infraestrutura de TI. Já contribuiu para o Technet Brasil, Red Hat, Fedora e CentOS.

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Educação Maxima e GeoGebra

Equações e números
Existem boas opções em software educacionais livres
Por Marcelo Massao Osava

Muito se tem falado sobre a utilização da informática nas escolas como forma de apoio aos processos pedagógicos. Em algumas situações a escola se prepara muito bem em termos de estrutura física adquirindo bons computadores, dispondo de espaços físicos adequados, boa estrutura e tudo mais que um bom projeto necessita para ter êxito. Porém muitas vezes depois de tudo devidamente preparado vem a pergunta que deveria ter sido feita antes de tudo: Como iremos trabalhar com isso agora? Como os professores e alunos poderão tirar proveito da utilização dos computadores de maneria eficiente e produtiva? Devem existir algumas respostas diferentes para estas perguntas, mas uma é certa: analise, escolha e utilize softwares livres educacionais! Atualmente existem centenas de softwares educacionais que ainda não são conhecidos e tão pouco explorados pela maioria das escolas que dispõem de um laboratório de informática. O objetivo deste artigo é demonstrar a instalação e algumas funções básicas de dois softwares

livres voltados para o ensino da Matemática e Geometria: Maxima e Geogebra. Mãos a obra!

Maxima
O Maxima é um software livre de computação algébrica que assemelha-se ao Matlab ou ao Mathematica. É um sistema para manipulação de símbolos e expressões matemáticas, passando por integradas, transformações de Laplace, matrizes, vetores, sistemas de equações, etc., podendo ser trabalhado tanto em 2D quanto em 3D. É um descendente direto do software de computação algébrica Macsyma, desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos anos 60.

Instalando
O pacote do Maxima possui aproximadamente 43MB e é possível realizar a instalação no Fedora de duas maneiras: baixando os arquivos necessários em http://maxima.sourceforge.net ou abrindo um terminal e utilizar o comando (01):
# yum install maxima

Terminada a instalação, já é

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Educação Maxima e GeoGebra
possível utilizar o software, porém em modo texto. Para que seja possível utilizar o Maxima através de uma interface gráfica basta fazer o download do pacote maximaxmaxima-5.15.0-1.centos4. i386.rpm em http://matematica.sourceforge.net, e logo depois acessar o diretório onde foi baixado o arquivo e digitar:
# rpm -ivh maxima-\ xmaxima-5.15.0-1.\ centos4.i386.rpm

Pronto! Agora o Maxima pode ser utilizado também em modo gráfico.

01 — Instalando o Maxima com o yum

Iniciando
Após instalado, podemos iniciar o Maxima de duas maneiras. A primeira forma é digitar o comando abaixo em um terminal :
# maxima

Deste modo o software será inicializado somente em modo texto. Se desejar utilizar a interface gráfica (02) basta digitar:
# xmaxima

Primeiros passos
Embora o objetivo deste artigo não seja demonstrar um passo a passo para a utilização do Maxima, é interessante que sejam apresentadas ao menos algumas operações. Iremos utilizá-lo por meio da interface gráfica. Utilizando, por exemplo, o comando solve (x^2-6*x+8=0),
02 — Iniciando o Maxima no modo gráfico

podemos resolver uma equação do segundo grau tal que (x²-6x+8=0) (03). Para realizar uma fatoração, podemos digitar o comando factor e entre parênteses

inserir o número a ser fatorado: factor (12) Podemos ainda calcular matrizes: a: matrix ([2,1,3],[5,0,1],[1,1,-1]) veja em (04).

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Educação Maxima e GeoGebra
Plotando um gráfico
Através do Maxima também é possível a plotagem de gráficos sejam em 2d ou 3d: plot3d(sin(x^2+y^2)/(x^2+y^2), [x,-5,5],[y,-5,5],[grid,45,45]) veja em (05). Na internet iremos encontrar bons manuais que demonstram como utilizar de maneira eficiente e produtiva o Maxima, explorando os seus muitos recursos.

GeoGebra
O GeoGebra é um software livre de matemática dinâmica criado por Markus Hohenwarter, multiplataforma, desenvolvido com o objetivo de ser utilizado em sala de aula, e reúne geometria, álgebra e cálculo. Com ele é possível trabalhar com todas as ferramentas que um software de geometria dinâmica dispõe, como por exemplo, segmentos, pontos, retas, etc.. Para o seu perfeito funcionamento é necessário que o Java esteja instalado em seu sistema. O software pode ser iniciado de duas maneiras: a primeira sendo executado diretamente pela web através do link disponibilizado no site http://www.geogebra.org ou então fazendo o download dos arquivos e realizando a instalação local. Abordaremos as duas formas de utilização do GeoGebra. Apenas reforçando que em ambas as formas é necessário o Java presente no sistema.

03 — Resolvendo uma equação do 2º grau com o Maxima

04 — Cálculo de matriz com o Maxima

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Acessando via WebStart
Uma das maneiras de utilizar o GeoGebra é acessar o site http://www.geogebra.org, clicar na opção Webstart e na próxima tela no botão GeoGebra WebStart (06). Ao clicar no botão GeoGebra será solicitado para escolher um programa que possa abrir o arquivo geogebra.jnlp. Como citado anteriormente, se o Java estiver corretamente instalado, o próprio sistema irá apontar a execução do arquivo para JavaWS. Veja em (07) na página seguinte. Ao clicar em OK será iniciado o download de três arquivos: geogebra.jar, geogebra_properties.jar e geogebra_export.jar. No primeiro acesso este processo pode demorar um pouco, mas a partir do segundo irá tornarse bem mais rápido. Terminado o download dos arquivos o GeoGebra é automaticamente inicializado e pronto para uso. A vantagem deste tipo de utilização é o fato de podermos utilizar o GeoGebra em qualquer local e máquina (desde que o Java esteja instalado, é claro). A desvantagem fica por conta da obrigatoriedade de estar conectado à internet sempre que for utilizar o software (pensemos em escolas, por exemplo, que não dispõem de acesso a internet). Veja o GeoGebra em funcionamento em (08) na próxima página.

05 — Plotando gráficos

06 — Acessando o GeoGebra via web

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Educação Maxima e Geogebra
Instalando os arquivos
Outra maneira de utilizar o GeoGebra é realizando a sua instalação local, fazendo o download do arquivo GeoGebra_3_0_0_0.bin (aproximadamente 11MB) pelo site http://www.geogebra.org. Após realizado o download, deve-se abrir um terminal e antes de iniciar a instalação do arquivo baixado devemos alterar as permissões de acesso ao mesmo, acessando o diretório onde foi realizado o download :
# chmod u+x\ GeoGebra_3_0_0_0.bin
07 — Rodando o GeoGebra via web

Agora sim podemos iniciar a instalação:
# ./Geogebra_3_0_0_0.bin

A instalação é bem simples, passando por questões corriqueiras tais como o tipo de instalação (Typical, Minimal ou Custom) e o local padrão dos arquivos (09). Após o término da instalação, para iniciarmos o Geogebra ainda no terminal devemos digitar:
# cd /opt/Geogebra # ./geogebra

Iniciando
A tela principal do Geogebra é divida em duas partes: algébrica (esquerda) e geométrica (direita). No entanto, a janela algébrica pode ser fechada, e caso seja necessário pode ser exibida de volta clicando em
08 — O GeoGeobra em funcionamento

Exibir>Janela de Álgebra. A seguir um exemplo de como podemos resolver um sistema de equações lineares com duas variáveis.

Em primeiro lugar devemos inserir os valores da equação utilizando o campo de Entrada:
g : 3x + 4y = 12 h : y = 2x – 8 S = Interseção[g, h]

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Educação Maxima e GeoGebra
Com as entradas acima teremos o resultado mostrado em (10). O GeoGebra pode ser considerado um software ideal para aulas de geometria, pois foi desenvolvido exatamente para ser utilizado em sala de aula, proporcionando para os professores a oportunidade de tornarem suas aulas de matemática mais dinâmicas.

Conclusão
O Maxima e o GeoGebra são softwares bem simples de serem utilizados, porém no caso específico de sua aplicação em sala de aula é necessário que os professores se familiarizem com o ambiente e as diversas funcionalidades dos sistemas. Softwares proprietários similares custam quantias muitas vezes fora da realidade de uma escola, porém, por meio da utilização dos softwares analisados acima é possível um mesmo rendimento (ou maior) de modo que qualquer escola possa utilizá-los, ou seja, é perfeitamente possível a montagem de um laboratório de informática para atender as mais diversas disciplinas utilizando somente software livre.

09 — Instalação do GeoGebra

10 — Resolvendo uma equação com o GeoGebra MARCELO M. OSAVA é Bel em Sistemas de Informação. Educador do Projeto de Inclusão Digital da Prefeitura Municipal de Silva Jardim- RJ.

Referências

www.geogebra.org http://maxima.sourceforge.net/docum entation.html www.wikipedia.org Revista Fedora Brasil www.projetofedora.org

Redes Servidor LAMP

Quarteto fantástico
Estabilidade e segurança para rodar aplicativos web
Por Eunir Augusto Reis Gonzaga

Apache

Iniciando a série de artigos referentes a configuração de servidores web, vamos partir do Servidor LAMP, que significa Linux+Apache +MySQL+PHP. Os passos apresentados aqui podem ser aplicados nas distribuições: Fedora/CentOS/RedHat. Com o avanço do conceito Web 2.0, temos a valorização das páginas web dinâmicas e aplicativos via Internet. A grande maioria dos gestores de conteúdo trabalham sobre esse formato, sendo crucial para quaisquer desenvolvedores web ter um servidor LAMP instalado em seu hardware.

Por ser um dos servidores web mais antigos do mundo, o Apache é sem dúvida um dos mais seguros e estáveis. Duas características que chamam a atenção a seu respeito: ele permite hospedar vários sites em um mesmo servidor (virtual hosts), além de permitir que se adicione diversos módulos, expandindo e customizando os recursos de acordo com sua necessidade. O uso de virtual hosts é importantíssimo para economizar recursos, pois torna possivel definir os limites das taxas de transferência de dados (bandwidtch), fazendo com que apenas o site que gaste toda a banda fique indisponível, sem prejudicar o funcionamento dos demais. No Fedora, no CentOS e, obviamente, no Red Hat não temos mais o Apache 1.3. A versão do Apache disponível para estas distribuições é a 2.x. Para instalar o Apache 2 e suas dependências você precisa instalar o pacote httpd (01) através do comando:
# yum -y install httpd

01 — Instalando o pacote httpd

ativar o serviço httpd durante o boot. Para isso digite, no terminal:
# service httpd start

Este comando ativa o serviço, mas não cria os atalhos que permitem sua inicialização automática. Para isso você precisa usar o comando chkconfig, no seguinte formato:
# chkconfig httpd on

Agora precisamos reiniciar o servidor, com o comando:
# service httpd restart

Após a instalação, você precisa configurar o seu sistema operacional para
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Abra seu navegador de internet e acesse o endereço: http://127.1.1.1/. Se for visualizada uma página com o texto Fedora Core Test Page, isto significa que a instalação do Apache foi realizada com sucesso e que podemos prosseguir com nossa instalação (02).

Redes Servidor LAMP
É importante entender o funcionamento do Apache antes de seguir os próximos passos. A única função do Apache é entregar aos clientes páginas html e arquivos similares. Tudo que não resumir-se a isto será feito através dos módulos apropriados. Por exemplo, uma página PHP é repassada do Apache para o módulo encarregado de processá-la, chamado mod_php. Se não for preciso acessar bancos de dados, esse módulo interpretará a página e a devolverá ao cliente. Caso contrário, outro módulo, denominado php5-mysql permitirá ao interpretador php acessar o banco de dados desejado. Os problemas de segurança são, na maioria das vezes, provenientes dos gestores de contéudo (CMS). Não posso deixar de mencionar que toda a configuração é feita no arquivo /etc/httpd/conf.d/httpd.conf e que todos os módulos são ativados por meio de arquivos localizados na pasta /etc/httpd/conf.d/. O servidor carregará todos os arquivos com extensão .conf que estiverem nesta pasta. Outro detalhe importante diz respeito ao usuário padrão do Apache. Este usuário chamase apache, com recursos limitados. Sua função é impedir que invasores tenham acesso ao root e prejudiquem o funcionamento do seu sistema operacional.

02 — Teste da instalação do Apache

PHP

Para instalar o suporte a PHP, você precisa de apenas dois comandos; o primeiro servirá para instalar o suporte a PHP; o segundo fará com que o serviço httpd seja reinicializado, permitindo assim que as novas configurações entrem em vigor:
# yum -y install php # service httpd restart

será ativado automaticamente, através do arquivo gerado, denominado /etc/httpd/conf.d/php.conf. Mas a comunicabilidade do suporte a PHP com o servidor MySQL não estará ainda ativa por padrão. Para que isto ocorra, precisamos usar o seguinte comando, via terminal (03):
# yum -y install php-\ mysql

Lembra-se do mod_php mencionado acima? Ele está incluso neste pacote php e

Após a instalação, precisamos verificar se o suporte está realmente ativo. Para tanto, crie

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Redes Servidor LAMP
um arquivo chamado info.php. O conteúdo deste arquivo resume-se a: <?php phpinfo( ); ?>. Salve este arquivo na pasta /var/www/html e, no seu navegador de internet, acesse o endereço: http://127.1.1.1/. Se tudo der certo, você verá uma página exibindo os módulos ativos e a configuração do PHP (04). Não se esqueça de remover este arquivo, para a segurança do seu servidor.

MySQL

Temos vários bancos de dados, alguns mais seguros, outros mais rápidos. Hoje em dia o MySQL é extremamente popular, seguindo os avanços e melhorias do Postgree. Em nosso artigo vamos configurar o MySQL, sendo possível aplicar aos demais o mesmos princípio. O primeiro passo é instalar o Servidor MySQL através do comando (05):
# yum -y install mysql\ mysql-server

03 — Instalando o pacote php-mysql

É interessante complementar essa etapa instalando um cliente para acesso e modificações de dados, e sua interface gráfica, usando:
# yum -y install mysql-\ client mysql-navigator

Agora precisamos fazer com que o servidor seja inicializado ao ligar o computador. Para isso segue o comando:
# chkconfig mysqld on

04 — Módulos ativos

Agora vem a etapa mais importante da instalação.
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Redes Servidor LAMP
Negligenciar o próximo comando causa muita dor de cabeça em quem configura servidores LAMP nas distribuições baseadas em pacotes .rpm. Antes de ativar o Servidor MySQL precisamos criar duas bases de dados: mysql (armazena as configurações de seu servidor e de seus usuários) e test (que é usada para fazer testes no seu servidor). Mas não se preocupe, toda essa configuração é feita através do comando mysql_install_db, da seguinte forma (06):
# mysql_install_db
05 — Instalando o servidor MySQL

Agora sim vamos ao passo seguinte, que é ativar o Servidor MySQL:
# service mysqld start

O usuário padrão do seu Servidor MySQL chama-se root, cuja senha é inexistente. Caso queira modificar a senha, basta digitar o comando abaixo, substituindo a palavra ‘novasenha’ pela de sua preferência:
# mysqladmin -u root\ password novasenha

Mais uma etapa concluída na configuração de nosso Servidor LAMP. Vamos agora fazer com que o Servidor Apache, com módulos de interpretação de PHP e Servidor de Bancos de Dados MySQL se comuniquem, permitindo assim a plena utilização e instalação de quaisquer sistemas CMS de gestão de contéudo.

06 — Criando base de dados

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Redes Servidor LAMP
PhpMyAdmin
O PhpMyAdmin é sem dúvida uma ferramenta que facilita bastante na manutenção do Servidor MySQL. Fácil de instalar e de operar, para obtêlo use o comando (07):
# yum -y install\ phpmyadmin

Para acessar o PhpMyAdmin abra seu navegador de Internet e acesse o endereço: http://127.1.1.1/phpmyadmin/. O usuário e senha são os mesmos definidos por você no Servidor MySQL. O PhpMyAdmin oferece muitas facilidades no que tange a manutenção do Servidor MySQL. Dentre elas, podemos destacar o ajuste de permissões dos usuários, a criação de bancos de dados, a importação e exportação dos mesmos e, principalmente, as ferramentas de backups, que permitem a você preservar a integridade das informações de seus sítios eletrônicos.

07 — Instalando o PhpMyAdmin

Referências

http://www.phpmyadmin.net http://www.apache.org http://www.php.net http://www.mysql.com

Eunir Augusto Reis Gonzaga é graduando em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia. Embaixador do Fedora, trabalha como Gestor de TI e desenvolve pesquisa científica em educação à distância.

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Segurança SELinux

Reforço na segurança
Nenhum sistema é tão seguro que não possa ser melhorado
Por Luiz Augusto Machado da Silva

Como funciona a segurança
Normalmente, a segurança do Linux é implementada pelos administradores única e exclusivamente nos serviços de rede, através de firewalls e enjaulamentos com o chroot. O problema maior ocorre quando uma pessoa autorizada ou até mesmo nãoautorizada obtém acesso à máquina como usuário comum e consegue produzir danos que poderiam ser evitados se adotada uma política de segurança melhor elaborada. Incluem-se nessas políticas de segurança aqueles hábitos muito comentados de evitar, quando possível, executar processos como usuário root, de analisar detalhadamente quais poderiam ser as conseqüências ao definir permissões setuid e setgid, de remover pacotes e serviços que poderiam eventualmente trazer riscos à integridade do sistema, de remover usuários que não serão utilizados, etc... Existem dois modelos de controle de acesso cuja compreensão é indispensável para tornar claro o estudo do SELinux: são eles o DAC e

Muitos dos administradores de sistemas GNU/Linux pecam ao pensar que estão seguros de ataques e vulnerabilidades. Essa é uma das linhas de raciocínio que levam ao grande número de invasões nos sistemas de código aberto. Neste artigo abordaremos a importância da revisão nas políticas de segurança em ambientes Linux, especificamente da distribuição Fedora. Utilizaremos a ferramenta SELinux para a implementação da segurança.

MAC. O DAC ( Discretionary Access Control) ou Controle de Acesso Discricionário é um controle de acesso muito conhecido, mas que, em contrapartida, apresenta alguns pontos fracos. Foi com o objetivo de superar estes pontos fracos do DAC que foi desenvolvido o MAC (Mandatory Access Control), que poderemos chamar de Controle de Acesso Mandatório. O Controle de Acesso Discricionário é o controle utilizado por variantes do Unix incluindo o Linux - além dos Windows NT, 2000, 2003 e XP. A maior característica do Controle de Acesso Discricionário é a atribuição de um dono para determinado objeto. Dessa forma, o dono será o responsável pela concessão de permissões a outros usuários. O problema do DAC é que ele não consegue diferenciar um usuário de um processo. Com isto, quando, por exemplo, um usuário A executa o processo X, os atributos de A são herdados por X de tal modo que, realizando um usuário B o mesmíssimo processo X, X poderá realizar operações

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Segurança SELinux
como se fosse o usuário B e com as mesmas permissões deste último. Outro problema de segurança do DAC é a possibilidade de um usuário que seja o proprietário de um arquivo, acidentalmente, permitir que outros usuários tenham acesso às suas informações. No DCA existem dois tipos de usuários: o usuário comum, com suas restrições básicas, e o Administrador, que tem toda liberdade para fazer o que quiser. Com o Controle de Acesso Mandatório nós teremos maior controle das políticas de segurança. O usuário não será dono de nenhum objeto e todas as restrições/permissões só poderão ser editadas pelo administrador. Com o MAC, poderemos gerenciar não só as permissões dos usuários, mas também, as de todos os processos, diretórios, sockets, sistema de arquivos e inodes. Além disso, nossos processos rodarão sobre o Sandbox, que é um mecanismo de segurança utilizado para restringir algumas ações que o programa pode realizar: seria uma espécie de enjaulamento. Resumindo: O SELinux é incorporado ao kernel do Linux para a implementação flexível do Controle de Acesso Mandatório (MAC). Algumas distribuições ainda não dispõem do SELinux, mas nós, utilizadores do Fedora, a temos desde a versão Fedora Core 2.

Políticas de Segurança
No desenvolvimento do SELinux foram criados quatro tipos diferentes de políticas: targeted, strict, MLS e MCS . Durante a primeira incorporação do SELinux com o Fedora (na época o Fedora Core 2), muitos, com a intenção de tornar o sistema mais seguro, ativaram a política strict e com isto ocorreram várias reclamações e questionamentos por parte de alguns administradores, que haviam ativado o serviço e não estavam conseguindo fazer com que nenhum outro aplicativo funcionasse. Isso aconteceu porque a política strict realiza restrições totais aos usuários. Utilizando esta política, o administrador terá que realizar todas as permissões uma a uma, o que faz com que esse tipo de política se torne muito complexa para a maioria dos ambientes de sistemas que utilizamos hoje. Como a experiência com o modo strict não tinha sido das melhores, resolveram definir o que realmente era necessário para que pudessem prover segurança sem realizar restrições tão rigorosas. Foi partindo desse questionamento que criaram o targeted. O targeted veio no Fedora Core 3 com cerca de 10 domínios e, entre esses domínios, um que se chamava unconfined. Os objetos que ficavam neste domínio não

sofriam nenhuma restrição do SELinux. Apenas alguns deles eram configurados — como o httpd — enquanto que outros ficavam dentro do domínio unconfined, unicamente sob o Controle de Acesso Discricionário. O tipo de política targeted foi evoluindo ao ponto de que hoje podemos encontrar vários objetos pré-configurados, aumentando significativamente o número de objetos seguros. A partir da versão 8 do Fedora, o modo strict passou a não fazer mais parte do SELinux. O MLS e o MCS foram tipos de políticas desenvolvidas especificamente para servidores e serviços; por enquanto, nós não detalharemos estas políticas. A implementação de um Controle de Acesso Mandatório pode ser muito complexa e é por isso que o SELinux trabalha com o RBAC (Role-Based Acess Control) ou Controle de Acesso Baseado em Papéis. Isto faz com que o trabalho do administrador seja bem mais simples: nós poderemos criar vários papéis e definir o acesso que cada papel terá aos objetos, realizando, assim, uma vinculação dos usuários aos papeis que serão por eles desempenhados.

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Segurança SELinux
Contexto de Segurança
É chamado de contexto de segurança no SELinux um conjunto de atributos que são associados aos objetos do sistema: usuário, papel, tipo e nível de segurança.
$ id uid=500(luizmachado)\ gid=500(luizmachado)\ grupos=500(luizmachado)\ context=unconfined\ u:unconfined\ r:unconfined t:s0-\ s0:c0.c1023 # ps auxZ | grep slapd unconfined_u:system_r:\ slapd_t:s0 ldap 3210\ 0.0 0.4 16892 4320\ ? Ssl 12:24 0:00 /usr/sbin/slapd -h\ ldap:/// -u ldap $ ps auZ | grep sshd system_u:system_r:sshd_t\ :s0-s0:c0.c1023 root\ 1997 0.0 0.1 7208 1064\ ? Ss 12;07 0:00\ /usr/sbin/sshd $ ls -l --context\ /etc/passwd -rw-r--r-root root system u:object r:etc t:s0 /etc/passd $ ls -l --context\ arquivo.txt -rw-rw-r-luizmachado\ luizmachado unconfined u:object\ r:user home t:s0\ arquivo.txt

O primeiro campo no contexto de segurança do SELinux é o usuário (Users). Em um sistema comum nós podemos diferenciar três grupos distintos: os usuários comuns, que são aqueles utilizados para efetuar o logon e realizar tarefas de trabalho, como editar documentos, navegar na internet, etc. Usuários que são utilizados somente para a inicialização de serviços — comumente chamados de usuários do sistema — e também existe o usuário administrador, que é chamado de root. Esses três tipos de usuário são por padrão cadastrados pelo SELinux como user_u, system_u e root, respectivamente. Como mencionei anteriormente, após os problemas com o modo strict foi criado um grupo chamado unconfined e nós podemos ver na imagem acima um exemplo de como ficam os atributos de um arquivo dentro deste domínio. Por convenção os usuários terão a terminação _u, com exceção do usuário root. Para evitar confusões entre usuários do sistema com os usuários do contexto de segurança, vamos chamar os usuários do SELinux de SEUsers. O segundo campo no contexto de segurança é o papel (Roles). A função deste componente é agrupar processos no contexto de segurança; este é o campo principal para trabalhar com Controle de Acesso Baseado

em Papeis (RBAC). Como o campo Roles é utilizado somente para a definição de processos, sempre que for um arquivo, este campo terá o valor object_r (por convenção este campo terá a terminação _r). Nas saídas dos comandos acima podemos visualizar as diferenças entre o campo Roles do processo sshd e do processo slapd. O terceiro campo do contexto de segurança é o tipo (Type), que pode ser chamado de domínio. Este é um dos campos mais importantes do SELinux, sendo responsável pela definição de qual sujeito tem acesso a tal objeto. Podemos dizer que qualquer coisa que tenha o mesmo tipo terá as mesmas restrições de acesso. São os tipos (Types) que fixam os parâmetros para o funcionamento dos Sandboxes, que são os responsáveis pelas restrições de processo e também pela impossibilidade de que processos usurpem os privilégios dos usuários. Por convenção, este componente utilizará a terminação _t. O último campo e não menos importante é o Nível de Segurança (Multilevel SecurityMLS). Este componente foi suportado somente a partir da versão Fedora Core 4, sendo utilizado para a implementação de segurança a informações que são rotuladas como sigilosas ou confidenciais. Com a utilização do MLS é possível estabelecer restrições

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Segurança SELinux
na interação de domínios (Types) que trabalhem em níveis diferentes. Quando não é aplicado o MLS, nós dizemos que o arquivo esta trabalhando em SystemLow e isto pode ser identificado observando o valor s0.

Controle de Acesso Mandatório continua na ativa
Os dois mecanismos de Controle de Acesso funcionam de forma individual, por exemplo, se algum usuário não tiver permissão para visualizar determinado arquivo pelo Controle de Acesso Discricionário o acesso será negado e nem mesmo chegará a ser realizado o controle pelo Controle de Acesso Mandatório. Voltando os nossos olhos ao Fedora Sulphur, existem três formas de descobrirmos qual é o tipo de segurança que estamos utilizando: uma delas ocorre por meio da linha de comando, a outra através do SELinux Management. Por linha de comando, basta nós visualizarmos o arquivo /etc/selinux/config ou executarmos o comando sestatus como super-usuário:
# sestatus SELinux status: SELinuxfs mount: Current mode: Mode from config file: Policy version: Policy from config file:

01 — Conteúdo do arquivo /etc/selinux/config

02 — Acessando SELinux Management

enabled /selinux enforcing enforcing 23 targeted

Se preferir, use o modo gráfico — SELinux Management — (02) nesta página e (03) na seguinte. Caso tenha dificuldade em encontrar o SELinux Management pode-se executálo através do comando systemconfig-selinux.

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Segurança SELinux
Através das imagens, vocês podem notar a diferença entre cada uma das formas de obter informações sobre o tipo de politica adotada pelo SELinux. Neste ponto nós começaremos a definir o caminho que trilharemos para a configuração. Sem dificuldades, podemos observar que existe outro item que não conhecemos. Anteriormente, vimos quais eram os tipos de politicas (strict, targeted e MLS) e agora nós discutiremos sobre os modos de politica, que são três: Permissive, Enforcing e Disable. No modo Enforcing o kernel irá rejeitar todas as solicitações que contrariarem as políticas de permissões do SELinux e as registrará em logs na forma de AVC (Access Vector Cache). O AVC é um componente do sistema operacional utilizado para minimizar a sobrecarga de desempenho, fornecendo o cache de acesso a decisões. É importante saber que através do modo Enforcing todas as rejeições, mesmo que sejam repetitivas, serão registradas como AVC, a menos que a politica em questão tenha sido explicitamente configurada para não auditar. No modo Permissivel o kernel reportará as solicitações em AVC que contrariarem as politicas de permissões, não realizando, porém, nenhuma restrição, enquanto que a geração de AVCs será

03 — SELinux Management

04 — Conteúdo do arquivo /var/log/audit/audit.log

05 — Saída do comando audit2why para /var/log/audit/audit.log

realizada somente na primeira vez em que o houver uma solicitação fora das politicas. No modo Disable o kernel suspenderá a rotulação que é feita nos arquivos — são essas rotulações que são responsáveis pelo controle de segurança feito com o SELinux —, ficando, assim, suspenso o controle de acesso com o SELinux. Mantenham o modo de segurança como Enforcing.

No Fedora as mensagens do AVC ficam armazenadas no arquivo /var/log/audit/audit.log e o seu formato é (04). Como podem ver, fica um pouco complicado entender o que é o quê neste arquivo, mas a solução desse problema é um comando chamado audit2why. Vejam (05) como fica organizada a saída do comando:
#audit2why <\ /var/log/audit/audit.log

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Segurança SELinux
Dessa forma ficou bem mais fácil compreender o que o AVC está notificando e, se você achou a diferença muito grande, então experimente executar a ferramenta (06). Isto é fantástico! Além de mostrar de forma organizada cada mensagem com detalhes riquíssimos, ainda nos mostra de que forma nós poderemos permitir o acesso (07). O serviço setroubleshoot precisa estar ativo, caso contrário será mostrado uma mensagem de alerta no rodapé do Troubleshooter. Caso tenha problemas com a conexão do setroubleshoot execute o comando:
#/etc/init.d/setrouble\ shoot restart

06 — SELinux Troubleshoot

A principio nós realizaremos apenas o trabalho de adicionar as exceções e isso é feito de forma simples. Primeiro é necessário observarmos o que a mensagem do setroubleshoot nos diz. É claro que é muito importante que você conheça o ambiente para que possa analisar criticamente cada um dos serviços que devem sofrer restrições do SELinux e, consequentemente, permitir o acesso somente àqueles que realmente forem necessários. Caso ocorra algum problema na utilização de algum serviço nós simplesmente executaremos o comando que o setroubleshoot nos indicar na parte Permitir o Acesso.

07 — Janela do programa SELinux Troubleshoot

Não é brincadeira, é isso mesmo! É claro que esta operação não nos permitirá ter segurança sobre todos os nossos serviços. Ainda!. Mas, desse modo, no mínimo, seremos notificados, o que acabará nos obrigando a permitir aquilo que ainda não foi rotulado como seguro.

Cabe a você analisar o que é ou não seguro.
Luiz Augusto Machado é Administrador de Redes e trabalha na implementação de soluções livres na rede do SENAC-TO. É Embaixador do Fedora.

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Jogos Urban Terror

Real e divertido

Quem disse que não existem boas opções em games de ação para Linux?
Por Cristiano Furtado

Urban Terror é uma excelente modificação para Quake 3 que cria um jogo completamente diferente do Quake, com armas, models e níveis muito loucos e ação. O nível do mod é impressionante. Para se ter uma idéia, quando você recarrega uma arma, por exemplo, aparece sua mão tirando o cartucho da arma e colocando outra. Existem vários modos de jogo, entre eles: Capture the Flag, Capture and Hold, Team Deathmatch e Free for All. Urban Terror pode ser descrito um atirador tático de Hollywood. É realismo baseado na medida certa (ambientes, armas, jogador, modelos), mas também vai pelo lema ‘divertido sobre realismo’. O Game não passa de 720 MB e consegue superar Counter Strike em muita coisa, sendo totalmente livre e gratuito.

Configuração necessária

• CPU: Pentium 4 1.2GHz ou superior. • RAM: 256MB (512MB recomendável). • VID: NVidia ou ATI card com 128MB RAM (256MB ou superior irá melhorar a qualidade gráfica). • HDD: 50GB, lembrando que o espaço ocupado pelo game, aumentará na medida que forem feitas as atualizações e downloads de novas fases.

Players

Temos dois times, os Vermelhos e Azuis. Seja qual for o time escolhido, o que vale é a diversão.

Instalando Urban Terror

Como Urban Terror faz parte do repositório oficial do Fedora, não haverá nenhum problema em instala-lo.

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Jogos Urban Terror
Para quem usa KDE, clique em Iniciar > Aplicativos > Administração > Adicionar/Remover Programas. Peça para procurar por urbanterror, após encontrar, pressione o botão Aplicar (01).

01 — Instalação do game no KDE

Quando o sistema lhe perguntar se deseja instalar os pacotes adicionais clique em Instalar (02).

02 — Instalação de pacotes adicionais

Será solicitada a senha de Administrador. Digite a senha para dar continuidade na instalação do jogo e depois clique em Authenticate (03).

03 — Autenticação para instalar os pacotes

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Jogos Urban Terror
Pronto, o jogo está instalado. Clique em Fechar em vez de Run (04).

04 — O jogo está instalado

Para rodar o game vá ao menu Iniciar > Aplicativos > Jogos > Urban Terror (05).

05 — Rodando o jogo após a instalação

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Jogos Urban Terror
Quando clicar no ícone do Urban Terror, abrirá (06). Esse é o Autodownloader que serve para baixar o jogo diretamente dos servidores oficiais do game. Clique em Accept.

06 — Autodowloader

Em seguida começará o download do game (07). Relaxe, dependendo da sua conexão pode ser que demore horas. Pronto! Depois de baixar o jogo aparecerá a mensagem (08). Clique em Start para iniciar o jogo.

07 — Baixando o jogo

08 — Fim do download do jogo

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Jogos Urban Terror
Após carregar o game, insira seu nome ou apelido para iniciar e clique em Continue. Veja em (09).

09 — Início do jogo

Tela Pricipal

Na tela principal temos as opções: • Play online — Essa opção dará acesso para jogar online com outras pessoas, inclusive com o usuários que estejam jogando o game em plataforma Windows. • Setup — Para mudanças nas configurações de atalhos do teclado, mouse, vídeo, som e etc... • Start server — Para criação de um servidor em seu micro. • Demos — Para ver demos dos jogos. Para que você possa ver os demos baixe-os e salve-os na pasta /home/Seu Usuário/.q3a/q3ut4/demos. • Quit — Para sair do jogo.

10 — Tela principal do game

Modos de Jogo
Team Survivor
Similar ao Counter-Strike, neste modo os jogadores são separados por time, nascendo cada time em um local aleatório do mapa. O jogo é dividido em rounds de normalmente 3 minutos. O objetivo é eliminar todos

jogadores do time adversário até esgotar o tempo. Se o tempo do round acabar antes de um time ser eliminado, a equipe com menos baixas ganha, se os números de baixas forem iguais, os times empatam. Esse modo de jogo requer bons conhecimentos do mapa para saber onde o outro time pode ter nascido, lembrando assim por onde os inimigos podem vir. Ter um bom som ou

usar fones de ouvido é recomendado para quando sobram poucos jogadores no round. Ajudam, por exemplo, a saber de onde podem estar vindo tiros ou até ouvir os passos de um inimigo se aproximando. Esse mod é o mais jogado entre os brasileiros.

Bomb

Quase igual ao Team Survivor, o Bomb mode tem a diferença

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Jogos Urban Terror
de que o time vermelho terá um jogador, que a cada round receberá uma bomba para ser implantada no território do time azul. Se a bomba for armada e explodir o time vermelho ganha o round, em contrapartida, o time azul pode desarmá-la a tempo e ganhar. Outra diferença do modo Team Survivor está em que alguns mapas ficam maiores em Bomb mode, dando assim, mais oportunidades para armar a bomba. secundárias (secondary) e pistolas (sidearm). Para pegar mais itens, você pode deixar de pegar uma arma secundária ou granadas. Quando se dropa a arma primária, é permitido pegar outra arma também primária ou outra secundária. O jogo permite que você use 2 armas secundárias. Uma arma secundária só pode ser trocada por outra arma secundária. Quando você é atingido em um lugar do corpo desprotegido como os braços ou as pernas o jogador começa a sangrar, e no caso das pernas a mancar também. O sangramento tira a vida do jogador gradualmente até ele usar bandagens. Os jogadores podem usar bandagens entre si, podendo recuperar até 50% da vida, o que pode chegar a 90% com o uso de Medkits.

Capture The Flag

Escalada

Walljumping

Nesse modo de jogo, há duas bandeiras e dois times. Sem rounds, o objetivo do Capture the flag (também conhecido como CTF) é roubar a bandeira inimiga e trazer para o lugar que a sua bandeira está. Ganha o time com mais capturas.

Os jogadores podem se agarrar nas bordas das paredes e subi-las. Útil para criar novas rotas.

Stamina e Sprinting

Free For All

O modo padrão de jogo do Quake 3 Arena, em que você é livre no mapa junto com outros jogadores. Ganha quem fizer mais frags.

Team Deathmatch

Igual ao Free for all, mas com times.

No Urban Terror você tem um limite de stamina, uma barra que diminui quando você pula ou usa sprint. O sprint é uma corrida usando stamina, correndo mais rápido que o normal e diminuindo drasticamente a precisão do tiro. A barra de stamina é a mesma barra da vida do jogador, ou seja, quanto menos vida você tiver mais o jogador irá se cansar.

O Walljumping faz com que você literalmente pule na parede. Uma técnica avançada, usada para atingir locais inacessíveis, enfrentar obstáculos através do mapa ou até improvisar na hora da ação. É muito poderosa na mão daqueles que dominam o Trickjump, técnica avançada do Quake 3.

Armas

Faca — Ksnife Sidearms: Beretta 92FS Desert Eagle Shotguns (Secondary): Franchi SPAS-12 Shotun Sub-Machine Guns: HKUMP45 HKMP5K Lança Granada (Primary): HK 69 Machine Guns (Primary): ColtM4/1A Carbine HK G36 Snipers (Primary): RemingtonSR-8 HK PSG-1 Granadas: HE(HighExplosive) e de Fumaça.

Strafe Jumping

Especificações
Sistema de armas e itens
Diferente do Counter-Strike, que você compra as armas com dinheiro, no Urban Terror só há um limite de 5 itens. As armas são separadas como primárias (primary),

Técnica de Pulo usada em todos os jogos baseados no Quake, consiste em pular segurando o botão de strafe para um lado ou outro, ganhando assim velocidade extra no movimento.

Bandagens e sangramento

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Jogos Urban Terror
Itens
• Colete de kevlar • Capacete • Silenciador • Mira à Laser • Medkit • Munição extra • Óculos de Visão noturna (TAC Googles)

Melhores combinações de armas

• Iniciantes: LR-300 , UMP 45, DE, Kevlar, HE • Intermediários: G36, MP5, DE, Kevlar HE • Avançados / Rusher : M4 , UMP45, DE, Kevlar, Helmet • Avançados Sniper: SR-8, UMP45, DE, Kevlar e HE
11 — Players em ação

12 — Players em ação

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Jogos Urban Terror
Mapas para Urban Terror

Como em qualquer bom jogo de ação sempre é bom ter mapas novos para jogar nos melhores servidores. Servidores que se respeitam sempre deixam bons mapas e não somente aqueles mapas padrões. Mapas indicados pelo grupo do urtbr: • Uptown (13) • TurnPike (14) • Casa (15) • Abbey (16) • Mandolin (17) Mais Mapas http://mapas.urtbr.com.br/arquiv os/index.html
13 — Mapa Uptown

14 — Mapa TurnPike

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Jogos Urban Terror

Dicas Casa 15 — Mapa

16 — Mapa Abbey

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Jogos Urban Terror

17 — Mapa Mandolin

Dicas

• Melhores servidores quake3.jogos.uol.com.br:27962 jaburu.terra.com.br:27970

• Para ativar o konsole digite ~

• Ampliar seu campo de visão: \ut_fov 110 • Relógio dentro do jogo: \cl_drawclock 1 • Todos os comandos de rádio: http://www.urtbr.com.br/forum/index.php/topic,1 8.0.html • Aumentar os FPS: Setup > System > Max Frames\ Seconds • Personalizar suas mensagens: Usar os números de 0 a 9. Exemplo: /bind b ut_radio 3 3 ^7Preciso de medico! /bind b - comando para atribuir o radio à tecla b ut_radio 3 3 - originalmente em ingles: I need a medic! ^7 - cor branca Preciso de medico! - frase modificada • Fórum sobre Urban Terror http://forum.urtbr.com.br
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Agradecimentos

Slack e o seu clan Developers Team

Referências

http://pt.wikipedia.org http://www.urtbr.com.br http://www.urbanterror.net (site oficial)

Cristiano Furtado é gerente de TI e consultor de Software Livre. Estuda Engenharia da Computação na Faculdade Areal em Salvador. Embaixador Fedora, responde pelo Fedora Educação.

Tutorial O Fedora do seu jeito

Fedora à la carte
O Fedora permite criar imagens de maneira simples e fácil
Por Igor Pires Soares

Instalando os pacotes necessários
Primeiramente, vamos precisar instalar o programa que faz a mágica acontecer com suas dependências. Para isso vamos utilizar o PackageKit, que pode ser acessado no menu do GNOME em Sistema > Administração > Adicionar/Remover Programas. Busque pelo programa Revisor, como mostrado em 01. Esse é o aplicativo gráfico que utilizaremos para criar a nossa imagem personalizada do Fedora. Uma das dependências dele é o pacote livecd-tools, que possui um conjunto de ferramentas em modo texto que também servem para o mesmo

propósito. Abordaremos essa última modalidade mais tarde.

Criação da imagem com o Revisor
Colocando as engrenagens para funcionar
Para executar o Revisor, vá em Aplicações > Ferramentas do Sistema > Revisor. É possível que você receba uma mensagem pedindo para que o SELinux seja alterado para o modo permissivo. Para fazer isso, acesse Sistema > Administração > SELinux Management e altere o item Current Enforcing Mode para Permissive. Isso deixará o SELinux num estado em que ele somente vai informar sobre

Neste artigo você vai aprender a criar uma imagem personalizada do Fedora. Serão escolhidos os programas e configurações desejadas para que você tenha o Fedora do jeito que você quiser. Ao final do processo, será gerada uma imagem ISO que poderá ser gravada em CD, DVD ou instalada no seu pendrive.

01 — Instalação do programa Revisor

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Tutorial O Fedora do seu jeito
o que seria bloqueado. É possível que você receba essas mensagens durante a composição da imagem, mas não se preocupe, isso é completamente normal. Feito isso, inicie o Revisor novamente e você será apresentado à tela inicial do programa (02). Clique em Iniciar para começar o processo.

Escolha das opções iniciais
Na próxima tela (03) você escolherá o tipo de mídia para o qual a imagem será criada. Você pode escolher entre mídia de instalação em DVD e/ou CD, além de uma mídia live que também pode ser um DVD ou CD (Mídia Live Ótica) ou um pendrive (Mídia Live USB). Para efeito de exemplo, vamos escolher aqui a Mídia Live Ótica, o que não nos impede de depois gravarmos a imagem no pendrive. Na tela seguinte (04) vamos escolher a configuração que queremos para a nossa imagem. Vamos optar por criar uma imagem do Fedora 9 para arquiteturas de base i386. Na próxima tela (05) você poderá selecionar um arquivo kickstart para obter um conjunto de configurações para a sua imagem. Arquivos kickstart possuem informações para a composição da imagem e são muito úteis em várias situações. Nesse caso, vamos basear nossa imagem no Live CD Fedora Desktop. O pacote

02 — Tela inicial do Revisor

03 — Escolha o tipo de mídia

livecd-tools instalado como dependência do Revisor já possui o arquivo kickstart dele. Clique em Abrir e selecione o

arquivo livecd-fedora-9desktop.ks, que está no diretório /usr/share/livecd-tools/ em Sistema de Arquivos. Mais

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Tutorial O Fedora do seu jeito
tarde, abordaremos como trabalhar diretamente com os arquivos kickstart. Ainda nessa tela, selecione as opções: ▪ Utilizar repositórios configurados no kickstart, ▪ Utilizar o manifesto do pacote dos dados do kickstart, ▪ Personalizar o manifesto do pacote definido nos dados do kickstart ▪ Personalizar/Revisar detalhes sobre localização, usuários/senhas, segurança/ autenticação, rede e Xorg.

Seleção dos programas
O próximo passo (06) consiste na seleção dos programas desejados. Poderão ser escolhidos os mais variados pacotes dos repositórios do Fedora. Você poderá selecionar o ambiente de trabalho de sua preferência, suas aplicações de escritório e internet favoritas. O GNOME, KDE, SUGAR e XFCE podem ser selecionados individualmente ou em conjunto, mas tenha em mente que quanto mais pacotes você selecionar maior a imagem ficará e mais pacotes terão que ser baixados. Note que além da seleção por categoria também é possível escolher os pacotes através de uma lista ou pesquisa. Ao clicar em cada item da categoria, você pode escolher os pacotes opcionais. Isso lhe dará um controle mais preciso da seleção de programas. Assim você pode escolher
04 — Escolha a arquitetura

05 — Selecione o arquivo kickstart

pacotes que vão além do padrão de cada categoria. Depois de finalizada a seleção dos pacotes, clique em

Avançar para que o Revisor verifique se todas as dependências estão satisfeitas. Dependendo do

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Tutorial O Fedora do seu jeito
número de pacotes e da velocidade da sua conexão isso pode demorar um pouco.

Configuração Básica
Agora vamos realizar as configurações para atender às nossas necessidades. Na tela ilustrada em (07), podemos escolher o idioma, teclado, fuso-horário e a senha de root para sobrescrever as opções do arquivo kickstart, que normalmente vêm no padrão americano. Na próxima tela você poderá adicionar parâmetros personalizados ao kernel. Normalmente isso não é necessário, mas em máquinas que travam ao iniciar o processo de instalação ou não reconhecem o HD é preciso passar alguns parâmetros como apci=off ou pci=nomsi. As próxima três telas são, na ordem: configuração de rede, de autenticação e firewall. Em condições normais nenhuma delas precisa ter suas configurações padrões alteradas. Na tela de configuração do X Window System (08) — na próxima página — você pode selecionar a resolução desejada e marcar para que ele inicie com o sistema. Dessa forma teremos o modo gráfico iniciado por padrão. A próxima tela (09) — que pode ser vista na página seguinte — é relativa à conta de usuário. Forneça suas informações pessoais e clique em Avançar.

06 — Selecione os pacotes

07 — Configuração básica

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Tutorial O Fedora do seu jeito
Processo de composição da imagem
Nesse ponto (10) — veja na página seguinte — não é mais necessária nenhuma intervenção por parte do usuário. Basta agora deixar o Revisor trabalhar para você. Ele baixará os pacotes necessários da internet, os instalará na sua imagem e criará o arquivo ISO. Por fim, você verá a tela de conclusão (11) indicando que o processo foi executado com sucesso. Por padrão, a imagem fica disponível no diretório /srv/revisor. Pronto, agora você tem um Fedora feito para você e por você.

08 — Configure o X Window System

Criação da imagem com o livecd-creator e personalização de arquivos kickstart
Primeiros passos
Antes de começarmos o processo de criação da nossa imagem, vamos aprender sobre a estrutura de um arquivo kickstart. Vamos tomar como exemplo o mesmo arquivo que utilizamos para criar a imagem com o Revisor. Ao abrir o arquivo /usr/share/livecd-tools/livecdfedora-9-desktop.ks, a primeira instrução com a qual nos deparamos é a linha %include livecd-fedora-9-basedesktop.ks. Isso nos diz que estamos importando os dados do arquivo livecd-fedora-9base-desktop.ks. Para quem

09 — Informe seus dados pessoais

está acostumado com linguagens de programação, esse tipo de inclusão é bastante comum. Temos que ressaltar aqui que as

configurações do arquivo incluído podem ser sobrescritas pelo arquivo que faz a inclusão. Por exemplo, as configurações do kickstart

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Tutorial O Fedora do seu jeito
livecd-fedora-9-basedesktop.ks podem ser substituídas pelas que estão no livecd-fedora-9-desktop.ks. Também como nas linguagens de programação, os comentários deixam o código mais legível e inteligível para todo mundo. Para adicionar um comentário, basta colocar um sustenido (#) na frente da frase. A próxima linha a ser notada é a que tem escrito %packages. Ela diz ao analisador do kickstart que depois dela, começa a definição dos pacotes que a imagem deve possuir. Todas as instruções do kickstart como a %packages são delimitadas por outra instrução chamada %end. Portanto, ao iniciar a seção %packages não se esqueça de colocar no fim um %end. Note que em nosso arquivo de exemplo há um %end no fim da seção que define os pacotes. Além da definição por pacotes é possível definir quais serão os grupos a serem instalados. Esses grupos são os mesmos que você vê na instalação do Fedora quando personaliza a sua seleção de pacotes. Para incluir um grupo basta colocar um @ antes do nome, como em @games e @graphics. Ao colocar esses grupos no seu arquivo kickstart tenha em mente que apenas os pacotes padrões dentro de cada grupo serão incluídos na sua imagem final. Caso você queira incluir pacotes adicionais, coloque o

10 — Construa a sua mídia

11 — Seu Fedora está pronto

nome deles individualmente dentro da seção %package. Note que dentro do arquivo livecd-fedora-9-desktop.ks há

várias inclusões de grupos relacionados à suporte de idiomas. Esses grupos foram colocados lá para que o

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Tutorial O Fedora do seu jeito
usuário esteja apto a realizar a instalação pelo Live CD e ter os dicionários e pacotes de idioma instalados. Entretanto, se você quiser usar o Fedora apenas em Português e quiser mais espaço no seu Live CD, é possível retirar todos os grupos @*-support e deixar apenas o @brazilian-support. Por enquanto, só temos falado sobre a inclusão de pacotes, mas é possível realizar remoções também. Por exemplo, pode ser que um grupo incluído acima tenha um pacote que você não precise. Nesse caso, não é necessário remover o grupo inteiro, basta colocar um sinal de subtração (-) na frente do nome do pacote desejado. No nosso arquivo de exemplo há várias dessas situações, como a exclusão dos dicionários hunspell, dado pela entrada hunspell-*. Esses pacotes normalmente são instalados de acordo com o idioma selecionado, mas para economizar espaço, o autor do kickstart quis excluí-los, já que o Live CD teria que vir com todos os dicionários para que somente um ou dois fossem de fato instalados na maioria dos casos. Note que a entrada -hunspell-*, exclui não somente o pacote hunspell, mas todos os seus subpacotes. Se você quiser se certificar de que o dicionário para Português será instalado, então substitua a exclusão em questão por hunspell-pt. Não se esqueça de remover o sinal de subtração (-) e de substituir o asterisco (*) por pt. Dessa forma, serão incluídos na imagem apenas o pacote hunspell-pt e suas dependências, evitando a inclusão de outros pacotes de idioma. Agora vamos para a última parte do arquivo kickstart: a seção %post. Essa seção é particularmente interessante porque pode ser responsável por muitas personalizações que você venha a fazer na sua imagem. Essas personalizações são introduzidas através de comandos já conhecidos do próprio Linux, como num shell script. Se você já está familiarizado com ele, se sentirá em casa ao editá-la. No nosso arquivo de exemplo, o autor desabilitou o travamento da tela por inatividade através da chave do gconf. Se você usa o GNOME, o comando gconftool-2 pode ser utilizado para fazer diversas alterações no comportamento padrão do ambiente de trabalho. Outra alteração feita no arquivo livecdfedora-9-desktop.ks foi a configuração do login automático do GDM. Note que o arquivo /etc/gdm/custom.conf é editado através da diretiva %post, incluindo nele, informações sobre qual usuário será autenticado quando o tempo limite de 60 segundos for atingido. Quando terminar de editar a sua seção %post, verifique se ela tem o seu %end correspondente após o último comando de personalização. Para fechar a nossa turnê pelos arquivos kickstart, vamos dar uma olhada no arquivo que estamos incluindo para ver o que mais podemos personalizar. Ao abrir o arquivo livecd-fedora-9-basedesktop.ks você se deparará com algo um pouco diferente do arquivo anterior. Na primeira seção do arquivo base temos a definição de idioma, teclado, fuso-horário e algumas outras coisas. Tudo isso pode ser alterado e personalizado para os valores que você desejar. No entanto, logo mais vamos ver uma maneira mais correta de alterar essas configurações. Ainda nesse arquivo, você pode alterar e incluir informações sobre repositórios. Por padrão, os repositórios released e updates vêm habilitados. Isso quer dizer que a sua imagem será gerada com todas as atualizações já liberadas até o momento da composição. No mais, o restante da estrutura desse arquivo é semelhante ao do livecd-fedora-9desktop.ks. Seja cuidadoso ao alterar o arquivo base, porque ele contém configurações essenciais para o sucesso do processo de construção da sua imagem e para o bom funcionamento do sistema.

Criando o seu kickstart
Pode parecer muito cômodo alterar diretamente os arquivos que usamos de exemplo, mas mais interessante ainda é criar o seu kickstart usando outros como base. Vamos começar

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Tutorial O Fedora do seu jeito
criando uma pasta para o nosso spin, nomeando-a por Meu_spin, por exemplo. Copie para dentro dela os arquivos livecd-fedora-9-desktop.ks e livecd-fedora-9-basedesktop.ks. Agora crie um novo arquivo seguindo este modelo:
# Meu spin %include livecd-fedora\ -9-desktop.ks lang pt_BR.UTF-8 keyboard br-abnt2 timezone\ America/Sao_Paulo %packages @brazilian-support %end %post %end

os dicionários hunspell e incluir o grupo Office, a fim de obtermos o OpenOffice.org. Vejam como ficou o .ks:
# Meu spin %include livecd-fedora-\ 9-desktop.ks lang pt_BR.UTF-8 keyboard br-abnt2 timezone\ America/Sao_Paulo %packages # Suporte de idioma: @brazilian-support\ openoffice.org-langpack\ -pt_BR hunspell-pt # Aplicativos necessários: @office # Aplicativos desnecessários: -abiword -gnumeric %end %post %end

keyboard br-abnt2 timezone\ America/Sao_Paulo %packages # Suporte de idioma: @brazilian-support openoffice.org-langpack\ -pt_BR hunspell-pt # Aplicativos\ necessários: @office @java ntfs-3g ntfsprogs brasero # Aplicativos\ desnecessários: -abiword -gnumeric %end %post # Configura o nautilus\ para o modo navegador: gconftool-2 --direct\ --config-source=xml\ :readwrite:/etc/gconf\ /gconf.xml.defaults -s\ -t bool /apps/nautilus\ /preferences\ /always_use_browser true %end

Salve o novo arquivo com o nome do seu spin. Por exemplo meu_spin.ks. Ele é o arquivo a ser referenciado quando formos construir a imagem. Por hora, o nosso spin inclui o arquivo LIVECDFEDORA-9-DESKTOP.KS, define o idioma padrão para Português do Brasil, define o mapa do teclado para o padrão ABNT-2, configura o fuso-horário para o horário de Brasília e ainda inclui o suporte para o nosso idioma. Isso tudo é feito sem tocar nos arquivos que estão sendo incluídos. Todas as configurações que colocarmos aqui têm precedência sobre as que estão nos arquivos base. Agora vamos para o que interessa, que é a personalização do Live CD padrão do Fedora. Como exemplo, vamos excluir o Abiword e o Gnumeric, colocar

Esse é um exemplo simples, apenas para ilustrar o quão útil pode ser um arquivo kickstart. Mas ainda não acabamos. Que tal irmos mais longe e incluirmos programas importantes que ficaram de fora do Live CD original? Mais do que isso, porque não colocamos o Nautilus no modo navegador? Já que ninguém usa o modo original mesmo! Vamos ver como podemos fazer isso:
# Meu Spin %include livecd-fedora-\ 9-desktop.ks lang pt_BR.UTF-8

Pronto! Agora temos o nosso kickstart completo com tudo em Português por padrão e também com o OpenOffice.org com os dicionários, plugin Java, suporte a partições NTFS e gravador de CDs e DVDs Brasero. Além de tudo, quando instalarmos o nosso spin, não precisaremos mais configurar o Nautilus para o modo navegador, porque ele já estará assim por padrão.

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Tutorial O Fedora do seu jeito
Criando a imagem
Vamos ao último passo da criação do spin, o que envolve baixar e instalar os pacotes para a imagem a ser criada. Mas não se preocupe, o livecdcreator fará todos os passos automaticamente. Para executá-lo, abra o terminal, autentique-se como root através do comando su - e chame o livecd-creator da seguinte forma:
# livecd-creator --\ cache=cache-live --\ fslabel=Fedora-Spin\ –config=/home/usuario/\ teste_spin/meu_spin.ks

livecd-tools e instalá-la no seu pendrive. Um fato interessante sobre esse procedimento é que ele não é destrutivo. Isso quer dizer que você não precisa apagar os seus arquivos para dar lugar ao Fedora. Antes de tudo, verifique em qual dispositivo está o seu pendrive através do comando df -h. Geralmente esse tipo de mídia está em /dev/sdb1. De acordo com o tamanho do seu pendrive e da sua imagem, você pode definir uma camada de persistência também. Isso significa que todos os arquivos e configurações serão gravados num espaço a parte. Por exemplo, se o seu pen drive é de 2 GB e a imagem é de 1 GB, você pode designar o outro gigabyte restante para a persistência de dados. É recomendável deixar uma margem de segurança para que não haja problemas no futuro. Como exemplo, vou utilizar um dispositivo em /dev/sdb1 com 896 MB de camada de persistência. Portanto, o comando para gravar no pendrive fica assim:
# livecd-iso-to-disk\ --overlay-size-mb 896\ Fedora-Spin.iso\ /dev/sdb1

Outras interfaces
Como o Projeto Fedora não é radical, até os pobres usuários de Windows podem criar seus pendrives com o Fedora. Há um programa gráfico que facilita todo o seu trabalho, uma vez que você já tenha a imagem gerada ou caso você queira baixar uma já pronta. Esse programa é o live usbcreator, disponível em [2], tanto para o Fedora quanto para o Windows. O seu funcionamento é bastante direto e análogo ao do livecdiso-to-disk. Basta selecionar a imagem, o dispositivo de destino e o tamanho da camada de persistência. Depois é só clicar em Create Live USB para dar início ao processo de gravação.

Este é o comando que efetivamente criará o nosso spin. Ele analisará os arquivos kickstart e executará tudo de acordo com o que foi especificado lá. Os parâmetros do comando especificam, respectivamente, o diretório de cache (assim você não terá que baixar os mesmos pacotes duas vezes), o rótulo do sistema de arquivos do nosso spin e o diretório onde está o kickstart que acabamos de criar. Depois de executar o livecd-creator tudo o que você tem que fazer é esperar. Ao final, ele gerará uma imagem .ISO no diretório /root.

Referências
[1]https://fedoraproject.org/wiki/ FedoraLiveCD/USBHowTo [2]https://fedorahosted.org/ liveusb-creator

Instalando o spin no pendrive
Você pode dar vários destinos à imagem gerada. Dentre outras coisas, você pode gravá-la num DVD, testá-la numa máquina virtual ou aproveitar que você já tem as

Caso você enfrente algum problema para gravar a imagem no pendrive, visite a página [1]. Ela possui dicas para erros comuns que podem acontecer ao tentar realizar o procedimento.

Igor Pires Soares é colaborador do Projeto Fedora Brasil desde 2006. Cursa Sistemas de Informação da UFMG e ainda encontra tempo para coordenar o time de tradução de interfaces do Fedora.

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Tutorial Quarta aula de Shell Script

Introdução ao Shell Script: Aula 4
Conheça os wildcards e interaja com seus scripts
Por Henrique C. S. Junior

Wildcards
Um wildcard é um caractere que pode ser usado para substituir outro caractere ou um conjunto de caracteres. Um bom conhecimento sobre o uso de wildcards pode aumentar exponencialmente o resultado das buscas e edições executadas pelos nossos scripts, como veremos a seguir:

$ ls a*z

Procura por todos os arquivos cujo nome comece com a letra a e termine com a letra z. Não é difícil imaginar que os wildcards sirvam a uma grande variedade de comandos. O comando cp abc*, por exemplo, copia todos os arquivos que começam com abc. Já o comando rm *.bak remove todos os arquivos com extensão bak e assim por diante.

Nesta quarta aula do curso de Introdução ao Shell Script, você vai aprender sobre wildcards e começará a escrever seus scripts.

* Asterisco
O asterisco é um wildcard que poderia ser substituído pela expressão qualquer. Ele substitui qualquer caractere, em qualquer tipo de caixa (alta ou baixa) em qualquer lugar da string procurada. Por exemplo:
$ ls *.php

? Interrogação
A interrogação funciona como um contador de caracteres, de tal forma que duas interrogações, equivalem a dois caracteres e n interrogações equivalem a n caracteres. Fica fácil compreender com os seguintes exemplos:
$ ls ???

Procura, no diretório, por qualquer arquivo que tenha a extensão php.
$ ls *.*

Procura por qualquer arquivo com qualquer extensão.
$ ls a*

Lista todos os arquivos/pastas com três caracteres no nome.
$ ls ????.txt

Procura por qualquer arquivo cujo nome comece com a letra a, não importando quantas e quais sejam as letras que apareçam em seguida.
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Lista todos os arquivos/pastas com quatro caracteres no nome e com a extensão txt.
$ ls a?????

Lista todos os arquivos/pastas

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cujo nome se componha da letra a e outras cinco letras quaisquer.
$ [a-f]*

[ ] Colchetes
Os colchetes são ainda mais versáteis que o asterisco ou a interrogação, pois através deles podemos manipular listas de parâmetros.
$ [abc]*

Que listaria todos os arquivos/pastas que tenham nomes cuja letra inicial seja a ou as letras seguintes até f. Existe também a possibilidade de trabalhar com uma lista misturada a um range, como no seguinte caso:
$ ls [a-c024]

arquivo em texto plano. De nada serviria escrever nossos scripts no OpenOffice.org ou no MS Office, pois o bash não está apto a reconhecer os formatos nativos desses programas. A escolha do editor de texto fica por conta do programador, já que cada um tem o editor de sua preferência e que não faltam opções de qualidade no Linux. O Gedit, KATE e Kedit, por exemplo, são editores gráficos muito populares. Por outro lado, para quem preferir o modo texto, temos o VI/VIM, pico, nano, Emacs e muitos outros. Fica por sua conta escolher o que mais lhe agrada. Contudo, vale sempre a pena lembrar que o linuxista que trabalha com servidores não terá, muitas vezes, outra escolha senão utilizar um editor em modo texto; por esta razão, será quase obrigatório para ele adquirir algum conhecimento neste campo. No nosso caso, adotaremos o VI, mas não se esqueça: qualquer outro editor de que você mais goste terá o mesmo efeito. A vantagem do VI é que ele sempre estará presente, mesmo se tivermos o sistema numa instalação mínima ou no modo de resgate, não podendo contar com o modo gráfico ou dispondo apenas de comandos limitados. Também sou obrigado a admitir que o VI conta com alguns conceitos de edição que alguns de vocês poderão estranhar um pouco. Mas,

Lista todos os arquivos/pastas que comecem com a ou b ou c;
$ ls *[abc]

onde teríamos uma lista de arquivos/pastas cujo nome comece com as letras de a até c ou pelos números 0, 2 ou 4. Ou então, quando necessário, trabalhar com dois ranges diferentes:
$ ls [a-cx-z]*$ ls [a-\ cx-z]*

Lista todos os arquivos que terminam com a ou b ou c. Mais do que isso, os colchetes permitem que o script trabalhe com um range (ou alcance) de parâmetros. Alguns exemplos:
$ ls [0-9]*

Lista arquivos/pastas cujo nome se inicie com os números de 0 a 9. Isto mostraria todos cujos nomes comecem com o 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9.

Mostrando todos os arquivos/pastas cujo nome se inicie com uma das três primeiras letras do alfabeto ou com as três últimas. É muito importante ressaltar que a combinação de wildcards não é só possível, como serve também para tornar as buscas muito mais dinâmicas. O que faz o exemplo seguinte?
$ rm ???[0-9][0-9]\ [0-9]*.exe

Qual editor usar para fazer scripts?
Para escrever os scripts usamos um software chamado editor de texto. Editores de texto são programas simples, nos quais não existe a preocupação com a formatação tipográfica do texto e cujo produto é sempre um
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depois de algum tempo, o hábito tornará a edição simples e natural. Para criar um novo arquivo .sh, simplesmente digite no seu terminal:
$ vi novo_arquivo.sh

e para abrir um arquivo existente, basta digitar vi seguido do nome do arquivo a ser aberto:
$ vi arquivo_que_\ já_existe

Quando um novo arquivo é criado ou quando um arquivo já existente é aberto, o VI começa no modo de comandos. Para escrever algo (entrando no modo INSERT), basta apertar a tecla i e observar que a palavra — INSERT — aparece no canto inferior esquerdo; isto significa que você pode escrever à vontade. Para sair do modo INSERT e voltar ao modo de comandos, simplesmente pressione ESC. Então, vamos experimentar:
$ vi novo_arquivo.sh

um :q. Você também pode salvar e sair de uma vez só com um :wq. Como você viu, embora diferente, o VI é absurdamente simples.

Interagindo com seus scripts
Sim, finalmente estamos saindo do básico e chegamos ao ponto em que, se você não leu os três útimos capítulos da nossa série sobre shell, talvez fosse melhor fazer o download (http://projetofedora.org/Revista), e se preparar. O nosso último tópico do que pode ser chamado básico é a interação com o shell. Algo do tipo, ele pergunta e você responde. Para isso, usamos o comando read, cuja sintaxe é:
$ read VARIÁVEL

A primeira grande diferença que encontramos é que o VI opera em dois modos: o modo de comandos e o modo INSERT. No modo de comandos, não é possível escrever no arquivo; em vez disso, comandos de edição poderão ser aplicados, como copiar, colar, substituir trechos, fazer buscas etc. O modo INSERT é o modo de escrita, onde, literalmente, você digita o código.

E aperte i para escrever as primeiras linhas de código. Experimente isso:
#! /bin/bash echo “Finalmente! Vamos\ aos scripts!!!”

Para permitir que você se localize mais facilmente no código, uma marcação de cores chamada highlighting é ativada. Com o tempo você sentirá falta dela para realçar o seu código, já que ela ajuda a saber onde há sinais de aspas abertos, parênteses faltando e outros pequenos erros, comuns quando se está programando. No VI, salvar o seu arquivo é simples, mas para tanto é preciso que você vá ao modo de comandos. Quando terminar de escrever seu código, aperte a tecla ESC e digite :w (este :w serve para gravar as alterações feitas). Agora, para sair do VI basta

Ao usar o comando read você precisa definir em que variável a entrada de teclado será armazenada, sendo importante lembrar que, neste comando, não é preciso nem se deve colocar o $ na frente da variável, já que o próprio comando read entende que quando você diz
$ read VARIÁVEL

Você está querendo dizer
$ Leia a entrada do\ teclado e guarde em\ $VARIÁVEL

E fica esperando até que você aperte a tecla ENTER para gravar a nossa variável $VARIÁVEL no buffer do shell.

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Portanto, vamos começar com um script simples. Crie um arquivo chamado ‘read1.sh’
$ vi read1.sh

E vamos preenchê-lo com o seguinte código:
#! /bin/bash echo Olá, $USER, que\ dia da semana é hoje? read RESPOSTA echo Obrigado! Ainda\ bem que hoje é\ $RESPOSTA !

O resultado é que o script pergunta ao usuário atualmente logado no sistema qual é o dia da semana e retorna uma mensagem usando a resposta fornecida pelo usuário:
[lonely@lonely ~]$ sh\ read1.sh Olá, lonely, que dia da\ semana é hoje? domingo Obrigado! Ainda bem\ que hoje é domingo

O potencial desse nível de interatividade já é muito grande, como se pode imaginar. Em breve aprenderemos a fazer com que os scripts, além de interativos, contenham testes lógicos, se comportando de determinadas maneiras frente a certas situações. Por enquanto, já podemos fazer, por exemplo, um script que instale determinado pacote (somente funciona se executado pelo root, por isso, cuidado!):
vi pacotes.sh #! /bin/bash # Este script instala\ um pacote fornecido\ pelo usuário # Este script deve ser\ executado pelo root echo Olá, $USER, digite\ o(s) nome(s) do(s)\ pacote(s) que deseja\ instalar no seu sistema:

read PACOTES yum -y install $PACOTES

Na próxima aula começaremos scripts mais inteligentes com loops e testes lógicos. Até lá!

Henrique Junior estuda Engenharia Química. Além de tocar o projeto da Revista Fedora Brasil, participa ativamente da comunidade como Embaixador Fedora.

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WIKI Fedora Verbete selecionado

Compartilhe sua conexão
Em cinco passos aprenda a compartilhar sua conexão com a internet
Este e outros verbetes podem ser encontrados na WIKI do Fedora em http://fedora.wiki.br. Ajude a aumentar o valor da WIKI adicionando você também um verbete ou uma melhoria. Sinta-se livre para participar. Em muitos casos, o compartilhamento da conexão (que pode ser ADSL, wireless, 3G ou de qualquer outro tipo) pode ser um requisito importante para determinados ambientes de rede. Nesse tutorial compartilharemos uma conexão ADSL, mas o mesmo procedimento é válido para outros tipos de conexão, bastando, para isso, mudar o nome da interface a ser compartilhada.

Primeiro passo: entendendo as interfaces

Requisitos
• iptables • módulo iptable_nat • duas placas de rede

Configuração

Vá em Sistema > Administração > Rede ou execute o comando:
$ su Password # system-config-network

As interfaces disponíveis podem variar. No nosso caso, temos eth0, eth1 e ppp0. Partimos do princípio que o ppp0 já está configurado e que você já usava sua conexão ADSL antes. Para essa situação, vamos compartilhar o dispositivo ppp0, direcionando a conexão para o dispositivo eth1. Para um melhor entendimento, explica-se: o modem ADSL (que é o dispositivo de rede ppp0) é ligado na placa eth0, que realiza uma discagem para estabelecer a conexão. Depois de estabelecida a conexão, o dispositivo ppp0 passa a usar a porta da eth0 e é por esse motivo que eth0 é mantida desabilitada, já que não teria utilidade. A conexão recebida por ppp0 é roteada pelo iptables por meio de um NAT até a interface eth1, onde as demais máquinas podem se servir (veja em 01 na página seguinte). As vantagens de compartilhar uma conexão ADSL desse modo são claras quando é necessário realizar algum tipo

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de tratamento de gerência sobre a conexão, como um controle de banda ou uma filtragem de pacotes.

Segundo passo: preparando as interfaces

Não é preciso mexer nas configurações da interface ppp0. Normalmente, uma conexão ADSL utiliza o protocolo DHCP para obter as configurações necessárias ao seu próprio funcionamento, mas a interface eth1 precisa ser configurada corretamente para servir às outras máquinas da rede interna. Deve-se escolher uma classe de IP para a rede interna; no nosso caso, escolhemos que todas as máquinas da rede interna devem ter um IP do tipo 10.0.0.XXX e para tanto, a interface eth1 deve estar adequada para funcionar dentro desses parâmetros. Damos a eth1 o IP fixo 10.0.0.1, com a máscara de sub-rede 255.255.255.0 e o Gateway padrão em branco (se for definido um gateway aqui, este sobrescreveria o gateway da interface ppp0 e o compartilhamento não funcionaria). O passo mais importante é definir quais serão os DNS usados. É o DNS que direciona seu computador na grande rede, e sem ele você ficaria preso em sua rede interna não conseguindo navegar externamente. Para descobrir um DNS válido, com a sua conexão ppp0 ativa,

01 — Interfaces de rede presentes

02 — Pode-se configurar até três DNS

execute o seguinte comando:
$ cat /etc/resolv.conf # generated by NetworkManager, do not edit! nameserver 200.165.132.148 nameserver 200.149.55.140

Basta um DNS para que seu compartilhamento funcione. O Linux aceita até três DNS hierárquicos, o que significa que se o primeiro falhar, o

segundo assume e assim por diante. Para adicionar o DNS, selecione o dispositivo eth1 e clique na aba DNS, como mostrado em 02.

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Terceiro passo: ativando o NAT
diante. A máscara de rede não muda e permanece a mesma: 255.255.255.0. Já o gateway passa a apontar para a placa eth1, ficando portanto, 10.0.0.1. O passo mais complicado seria a configuração dos DNS. Uma confusão comum é colocar como DNS o endereço da eth1, mas isso apenas confinaria os clientes até a rede interna. Os endereços corretos, que são os da 03 — Janela de configuração do cliente da rede rede externa, são os mesmos DNS obtidos nos passos anteriores. Feito isso, touch os clientes passam a /var/lock/subsys/local compartilhar a conexão.

Embora as interfaces já estejam configuradas corretamente neste ponto, é preciso ativar o NAT para que os pacotes que cheguem na interface eth1 sejam roteados corretamente para a interface ppp0 e vice-versa. O iptables, com o auxílio do módulo iptable_nat, consegue isso facilmente com o seguinte comando:
# modprobe iptable_nat # iptables -t nat -A\ POSTROUTING -o ppp0 -j\ MASQUERADE

Ou, de uma forma mais completa:
touch /var/lock/subsys/local modprobe iptable_nat echo 1 > /proc/sys/net\ /ipv4/ip_forward iptables -t nat -A\ POSTROUTING -o ppp0 -j\ MASQUERADE

Quinto passo: compartilhamento na inicialização
Para que o compartilhamento seja carregado na inicialização, adicione ao arquivo /etc/rc.local os comandos usados para ativar o NAT. Neste exemplo, usamos o editor de texto vi:
# vi /etc/rc.local #!/bin/sh # # This script will be executed *after* all the other init scripts. # You can put your own initialization stuff in here if you don't # want to do the full Sys V style init stuff.

modprobe iptable_nat echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_f orward iptables -t nat -A POSTROUTING -o ppp0 -j MASQUERADE

Quarto passo: configurando os clientes da rede

Terminada a etapa de compartilhamento, configurar os clientes da rede para receber a conexão compartilhada é uma tarefa bem simples. Obviamente, deve-se usar IPs que estejam dentro do range da sua rede; nesse caso, escolhemos IPs do tipo 10.0.0.XXX e como o IP 10.0.0.1 está reservado ao servidor, na placa eth1, começaremos a atribuir um IP fixo a contar de 10.0.0.2 em

Uma observação final é que uma instalação nova do Fedora vem com regras de firewall que impedem o compartilhamento da conexão. É preciso limpar as regras antes que o compartilhamento realmente funcione. Para fazer isso, execute o comando:
# iptables -F

Até a próxima!

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Comunidade Fedora

Junte-se ao Fedora
Por Diego Búrigo Zacarão

Descruba seis maneiras de colaborar com o Projeto Fedora

Documentação: Escritor de Conteúdo
Você é bom em português e/ou inglês? Consegue expressar bem suas idéias e pensamentos num papel? Então este é o projeto certo para você. Dependendo do seu conhecimento técnico, você poderá até escrever documentação para o projeto a nível internacional ou simplesmente revisar as documentações já existentes. Alguns dos documentos mais importantes do Projeto Fedora estão hospedados em: http://docs.fedoraproject.org. Visite o seguinte link para mais informações: http://fedoraproject.org/wiki/pt_BR/Join#ContentWriter

Tradução: Tradutor
Caso você seja fera em inglês, ou talvez nem tão fera assim, considere dar uma ajuda ao projeto de tradução de documentação e de interfaces de programas do projeto. O projeto de tradução é uns dos mais importantes sub- projetos do Fedora e, com ele, você ganha visibilidade internacional, podendo contribuir com vários projetos open source hospedados na infra-estrutura do Projeto Fedora. Além disso, traduzindo o Fedora para o português do Brasil, você está ajudando a facilitar a disseminação do Fedora em território nacional, sobretudo com suporte a nossa língua nativa. Saiba quais módulos e idiomas estão disponíveis para tradução no Fedora em: https://translate.fedoraproject.org. Visite o seguinte link para mais informações: http://fedoraproject.org/wiki/pt_BR/Join#Translator

Arte: Designer
Você manja de Design? Tem idéias legais que poderiam tornar o Fedora mais bonito e elegante? O projeto de arte do Fedora pode ser o lugar certo pra você! Lá o pessoal é responsável por qualquer tipo de arte que envolva o projeto, que vai de banners, camisetas, web design ao tema e papel de parede da distribuição. Já imaginou aquela idéia de papel de parede que você tem, em milhares de computadores no mundo em uma versão do Fedora? Não perca tempo. Comece a interagir e aprender como funciona o projeto de arte do Fedora visitando o seguinte link: http://fedoraproject.org/wiki/pt_BR/Join#Designer
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Comunidade Fedora

Pessoa da comunidade: Embaixador
Relacionar-se com outras pessoas e fazer apresentações em público não é problema pra você? Você sabe o que é o Fedora e como o Projeto funciona? Talvez aqui esteja uma boa oportunidade para você colaborar. Os embaixadores tem a responsabilidade de fazer o marketing do Fedora, explanar informações e esclarecer dúvidas de pessoas da comunidade em geral, sobre os subprojetos e diretrizes do projeto internacional. Um embaixador deve estar sempre bem informado sobre o mundo Fedora. Geralmente é um entusiasta da distribuição e sempre tenda abordar as questões mais polêmicas do Fedora em eventos e palestras, a fim que se possa ter um esclarecimento dos assuntos e/ou fatos abordados. Você se interessou por esse sub-projeto? Então visite o seguinte link para mais informações: http://fedoraproject.org/wiki/pt_BR/Join#PeoplePerson

Desenvolvimento: Desenvolvedor do SO
Você é desenvolvedor? Sabe empacotar programas em RPM? Sabe gerar patches e relatar bugs? Então talvez você possa ser mais um colaborador do Fedora na parte de desenvolvimento. Neste sub-projeto você também poderá ajudar na triagem de bugs, para que os engenheiros do Fedora não percam tempo com erros supérfluos e, quem sabe, até empacotar ou fixar erros em alguns dos pacotes disponíveis nos repositórios do Fedora. Você usa um programa open source que não está presente nos repositórios do Fedora? Empacote o programa e submeta o mesmo para avaliação dos engenheiros através do bugzilla. Seu pacote tem tudo para ser aprovado! Saiba como ingressar no projeto de desenvolvedores em: http://fedoraproject.org/wiki/pt_BR/Join#OSDeveloper

Web: Desenvolvedor Web ou Administrador
O seu negócio é desenvolvimento sobre a Web? Sabe utilizar Python, PHP, MySQL e PostgresSQL? Você é um forte candidato a integrar o grupo de WebSites do Fedora. As pessoas que contribuem com esse projeto são responsáveis pelo desenvolvimento e administração de todos os websites oficiais do projeto internacional, que incluem a página principal do projeto, a wiki, a página de estatísticas de traduções, o sistema de contas do Fedora, entre outros. Ficou interessado? Acesse o seguinte link para mais informações: http://fedoraproject.org/wiki/pt_BR/Join#WebDeveloperAdministrator
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