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Universidade Federal Fluminense

Instituto de Matem´ atica e Estat´ıstica
Departamento de Matem´ atica Aplicada
C´alculo III-A –M´ odulo 3
Aula 5 – Aplica¸c˜oes da Integrais Duplas
Objetivo
• Estudar algumas aplica¸c˜oes f´ısicas como massa, centro de massa e momento de in´ercia.
1. Massa
Seja D ⊂ R
2
, uma regi˜ao compacta, representando uma lˆamina plana delgada. Suponhamos que a
fun¸c˜ao cont´ınua e positiva δ : D ⊂ R
2
→R representa a densidade superficial de massa (massa por
unidade de ´area).
D
R
R
ij
(x

i
, y

j
)
Considerando-se n
2
subretˆangulos R
ij
de algum retˆangulo R que cont´em D e uma escolha
_
x

i
, y

j
_
∈ R
ij
, observamos que a soma
n

j=1
n

i=1
δ
_
x

i
, y

j
_
∆A
´e uma aproxima¸ c˜ao da massa M de D, onde δ
_
x

i
, y

j
_
= 0 se
_
x

i
, y

j
_
/ ∈ D. Logo, ´e razo´avel definir
a massa M de D com
M =
__
D
δ(x, y) dxdy .
C´ alculo III-A M´ odulo 3 2
OBS.: Se δ(x, y) for constante e igual a k, ent˜ao a massa M ser´a igual
a kA(D). Neste caso, dizemos que a lˆamina D ´e homogˆenea.
2. Centro de Massa
a) Seja um sistema finito de part´ıculas P
1
= (x
1
, y
1
), P
2
= (x
2
, y
2
), · · · , P
n
= (x
n
, y
n
), com massas
m
i
, i = 1, · · · , n, respectivamente. Lembrando da F´ısica que os momentos de massa desse sistema,
em rela¸ c˜ao aos eixos x e y, s˜ao definidos por:
M
x
=
n

i=1
m
i
y
i
e M
y
=
n

i=1
m
i
x
i
.
O centro de massa do sistema ´e o ponto (x, y), que se comporta como se a massa total M =
n

i=1
m
i
do sistema estivesse concentrada nesse ponto. Logo,
Mx = My e My = Mx
ou
x =
M
y
M
=
n

i=1
m
i
x
i
n

i=1
m
i
e y =
M
x
M
=
n

i=1
m
i
y
i
n

i=1
m
i
.
b) Se considerarmos no lugar de um sistema finito de part´ıculas, uma lˆamina plana D, com densidade
superficial de massa dada por uma fun¸c˜ao cont´ınua e positiva δ(x, y), fazemos uma parti¸ c˜ao de algum
retˆangulo R contendo D, obtendo subretˆangulos R
ij
. Escolhemos
_
x

i
, y

j
_
∈ R
ij
. Logo, a massa de
R
ij
pode ser aproximada por δ
_
x

i
, y

j
_
∆A, onde δ
_
x

i
, y

j
_
= 0 se δ
_
x

i
, y

j
_
/ ∈ D. Ent˜ao
M
x

n

i,j=1
y

j
δ
_
x

i
, y

j
_
∆A e M
y

n

i,j=1
x

i
δ
_
x

i
, y

j
_
∆A.
Logo, definimos M
x
e M
y
por
M
x
=
__
D
yδ (x, y) dA e M
y
=
__
D
xδ (x, y) dA.
O centro de massa (x, y) da lˆamina D ´e definido por
x =
__
D
xδ (x, y) dA
M
e y =
__
D
yδ (x, y) dA
M
.
UFF IME - GMA
C´ alculo III-A M´ odulo 3 3
OBS.: Se δ(x, y) = k, k constante, o ponto (x, y) ´e dito centroide e
temos as seguintes f´ormulas
x =
__
D
xdxdy
__
D
dxdy
e y =
__
D
y dxdy
__
D
dxdy
.
3. Momento de In´ercia
O momento de in´ercia de uma lˆamina D em rela¸ c˜ao a um eixo E ´e dado por
I
E
=
__
D
r
2
(x, y)δ(x, y) dxdy
onde r(x, y) ´e a distˆancia de (x, y) ao eixo E.
Assim, os momentos de in´ercia de D em rela¸ c˜ao aos eixos x e y, respectivamente, s˜ao dados por
I
x
=
__
D
y
2
δ(x, y) dxdy e I
y
=
__
D
x
2
δ(x, y) dxdy .
O momento de in´ercia polar em rela¸ c˜ao `a origem ´e dado por
I
0
=
__
D
(x
2
+ y
2
) δ(x, y) dxdy = I
x
+ I
y
.
Exemplo 1
Determine o centro de massa e o momento de in´ercia em rela¸ c˜ao ao eixo x, da regi˜ao D, limitada
por x = y
2
e x −y = 2, sendo δ(x, y) = 3.
Solu¸ c˜ao:
As curvas se interceptam quando y
2
−y −2 = 0, logo y = −1, y = 2. Assim, o esbo¸co de D ´e:
UFF IME - GMA
C´ alculo III-A M´ odulo 3 4
x
y
D
x = 2 + y
x = y
2
(1, −1)
−1
−2
2
2 4
(4, 2)
Descrevemos D como tipo II : D = {(x, y); −1 ≤ y ≤ 2 , y
2
≤ x ≤ 2 + y}. A massa de D ´e:
M =
__
D
δ(x, y) dA =
__
D
3 dA = 3
_
2
−1
_
2+y
y
2
dxdy = 3
_
2
−1
(2 + y −y
2
) dy
= 3
_
2y +
y
2
2

y
3
3
_
2
−1
= 3
__
4 + 2 −
8
3
_

_
−2 +
1
2
+
1
3

=
27
2
.
O centro de massa (x, y) ´e dado por
x =
__
D
xδ (x, y) dA
M
, y =
__
D
yδ (x, y) dA
M
.
C´alculo de
__
D
xδ(x, y) dA:
__
D
xδ(x, y) dA = 3
_
2
−1
_
2+y
y
2
xdxdy = 3
_
2
−1
_
x
2
2
_
2+y
y
2
dy =
3
2
_
2
−1
_
4 + 4y + y
2
−y
4
_
dy
=
3
2
_
4y + 2y
2
+
y
3
3

y
5
5
_
2
−1
=
3
2
__
8 + 8 +
8
3

32
5
_

_
−4 + 2 −
1
3
+
1
5

=
3
2
×
72
5
=
108
5
.
C´alculo de
__
D
yδ(x, y) dA:
UFF IME - GMA
C´ alculo III-A M´ odulo 3 5
__
D
yδ(x, y) dA = 3
_
2
−1
_
2+y
y
2
y dxdy = 3
_
2
−1
y
_
2 + y −y
2
_
dy = 3
_
2
−1
_
2y + y
2
−y
3
_
dy
= 3
_
y
2
+
y
3
3

y
4
4
_
2
−1
= 3
__
4 +
8
3
−4
_

_
1 −
1
3

1
4

=
27
4
.
Logo,
x =
108
5
27
2
=
8
5
, y =
27
4
27
2
=
1
2
.
Assim, o centro de massa (x, y) est´a localizado em
_
8
5
,
1
2
_
.
O momento de in´ercia em rela¸ c˜ao ao eixo x ´e:
I
x
=
__
D
y
2
δ(x, y) dA = 3
__
D
y
2
dA = 3
_
2
−1
_
2+y
y
2
y
2
dxdy = 3
_
2
−1
y
2
_
2 + y −y
2
_
dy
= 3
_
2
−1
_
2y
2
+ y
3
−y
4
_
dy
= 3
_
2y
3
3
+
y
4
4

y
5
5
_
2
−1
= 3
__
16
3
+ 4 −
32
5
_

_

2
3
+
1
4
+
1
5

=
189
20
.
Aula 6 – Simetria em Integral Dupla
Objetivo
• Explorar simetrias em integrais duplas.
Simetria em Integral Dupla
1) Seja D ⊂ R
2
, sim´etrica em rela¸ c˜ao ao eixo y e f(x, y) ´ımpar na vari´avel x, isto ´e,
f(−x, y) = −f(x, y). Ent˜ao,
__
D
f(x, y) dxdy = 0. Com efeito, como D tem simetria em rela¸ c˜ao
ao eixo y, observamos que D est´a limitada `a direita pela curva x = x(y) e `a esquerda pela curva
UFF IME - GMA
C´ alculo III-A M´ odulo 3 6
x
y
c
d
D
x = −x(y)
x = x(y)
x = −x(y). Supondo que a proje¸ c˜ao de D sobre o eixo y seja o intervalo [c, d], temos o seguinte
esbo¸co para D:
Ent˜ao,
__
D
f(x, y) dxdy =
_
d
c
_
_
x(y)
−x(y)
f(x, y) dx
_
. ¸¸ .
= 0 (∗)
dy =
_
d
c
0 dy = 0 .
(∗) Aqui, usamos um fato do C´alculo II:
_
a
−a
g(x) dx = 0 se g(x) ´e uma fun¸c˜ao ´ımpar .
2) Analogamente, se D tem simetria em rela¸ c˜ao ao eixo x e f(x, y) ´e ´ımpar na vari´avel y,
ent˜ao
__
D
f(x, y) dxdy = 0. Veja o esbo¸co para D na figura que se segue.
x
y
a
b
D
y = −y(x)
y = y(x)
Exemplo 1
Calcule
I =
__
D
_
xy
6
+ (x
4
+ y
4
) sen y + 1
_
dxdy ,
onde D ´e o disco x
2
+ y
2
≤ a
2
, (a > 0).
Solu¸ c˜ao:
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C´ alculo III-A M´ odulo 3 7
Por propriedade da integral dupla, temos que
I =
__
D
xy
6
dxdy
. ¸¸ .
I
1
+
__
D
(x
4
+ y
4
) sen y dxdy
. ¸¸ .
I
2
+
__
D
dxdy
. ¸¸ .
I
3
.
• Como f(x, y) = xy
6
´e ´ımpar na vari´avel x e D tem simetria em rela¸ c˜ao ao eixo y, ent˜ao
I
1
= 0.
• Como g(x, y) = (x
4
+ y
4
) sen y ´e ´ımpar na vari´avel y e D tem simetria em rela¸ c˜ao ao eixo x,
ent˜ao I
2
= 0.
• Como
__
D
dxdy = A(D), ent˜ao I
3
= πa
2
. Logo,
I = 0 + 0 + πa
2
= πa
2
.
RECOMENDAC¸
˜
AO
Nas integrais duplas, busque as si-
metrias e as fun¸c˜oes ´ımpares. N˜ao
calcule cegamente!!!
OBS.:
1. Se a densidade δ(x, y) ´e uma fun¸c˜ao par na vari´avel x (isto ´e,
δ(−x, y) = δ(x, y)), ent˜ao xδ(x, y) ´e ´ımpar na vari´avel x. Se D
tem simetria em rela¸ c˜ao ao eixo y, ent˜ao
__
D
xδ(x, y) dxdy = 0
e, portanto, x = 0.
Analogamente, se δ(x, y) ´e uma fun¸c˜ao par na vari´avel y e se D
tem simetria em rela¸ c˜ao ao eixo x, ent˜ao y = 0.
2. Se D ´e uma lˆamina homogˆenea e tem simetria em rela¸ c˜ao ao
eixo y, ent˜ao x = 0.
Analogamente, se D ´e homogˆenea e tem simetria em rela¸ c˜ao ao
eixo x, ent˜ao y = 0.
Exemplo 2
Uma lˆamina delgada D ocupa a regi˜ao x
2
+ y
2
≤ 1, y ≥ 0, de modo que a densidade em qualquer
ponto ´e proporcional `a distˆancia do ponto `a origem. Determine
a) a massa M de D;
b) o centro de massa.
Solu¸ c˜ao:
O esbo¸co de D ´e:
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C´ alculo III-A M´ odulo 3 8
x
y
D
−1 1
1
Como a distˆancia de (x, y) `a origem ´e
_
x
2
+ y
2
ent˜ao a densidade ´e dada por
δ(x, y) = k
_
x
2
+ y
2
onde k ´e uma constante.
a) Como M =
__
D
δ(x, y) dxdy, ent˜ao M = k
__
D
_
x
2
+ y
2
dxdy. Passando para coordenadas
polares, temos:
_
¸
¸
_
¸
¸
_
x = r cos θ
y = r sen θ
dxdy = rdrdθ
x
2
+ y
2
= r
2
.
Al´em disso, D

´e dado por:
D

:
_
0 ≤ r ≤ 1
0 ≤ θ ≤ π
.
Ent˜ao,
M = k
__
D

r · r drdθ = k
__
D

r
2
drdθ = k
_
1
0
r
2
_
π
0
dθdr = kπ
_
1
0
r
2
dr =

3
u.m.
b) Como δ(x, y) ´e uma fun¸c˜ao par e D tem simetria em rela¸ c˜ao ao eixo y, ent˜ao x = 0. Sabemos
que
y =
__
D
yδ(x, y) dxdy
M
,
UFF IME - GMA
C´ alculo III-A M´ odulo 3 9
onde __
D
yδ(x, y) dxdy = k
__
D
y
_
x
2
+ y
2
dxdy
= k
__
D

r sen θ · r · r drdθ
= k
__
D

r
3
sen θ drdθ
= k
_
1
0
r
3
_
π
0
sen θ dθdr
= k
_
−cos θ
¸
π
0
_
1
0
r
3
dr
= 2k
_
r
4
4
¸
1
0
=
k
2
.
Logo,
y =
k
2

3
=
3

.
Portanto, o centro de massa est´a localizado em
_
0,
3

_
.
Exerc´ıcio 1: Calcule a massa total M, o centro da massa (x, y) de uma lˆamina triangular, com
v´ertices (0, 0), (1, 0) e (0, 2) se a fun¸c˜ao densidade ´e δ(x, y) = 1 + 3x + y.
Exerc´ıcio 2: A densidade em qualquer ponto de uma lˆamina semicircular ´e proporcional `a distˆancia
do centro do c´ırculo. Determine o centro de massa da lˆamina.
Exerc´ıcio 3: Determine os momentos de in´ercia I
x
, I
y
e I
0
do disco homogˆeneo D, com densidade
δ(x, y) = δ, centro na origem e raio a.
Exerc´ıcio 4: Uma lˆamina delgada tem a forma da regi˜ao D, que ´e interior `a circunferˆencia
(x − 2)
2
+ y
2
= 4 e exterior `a circunferˆencia x
2
+ y
2
= 4. Calcule a massa da lˆamina se a
densidade ´e dada por δ(x, y, z) = (x
2
+ y
2
)
−1/2
.
Exerc´ıcio 5: Uma placa fina est´a limitada pela circunferˆencia x
2
+y
2
= a
2
e tem densidade δ(x, y) =
=
a
2
a
2
+ x
2
+ y
2
. Mostre que o seu momento de in´ercia polar ´e dado por I
0
= Ma
2
_
1 −ln 2
ln 2
_
, onde
M ´e a sua massa.
Exerc´ıcio 6: Uma lˆamina tem a forma semicircular x
2
+ y
2
≤ a
2
, com y ≥ 0. A densidade ´e
diretamente proporcional `a distˆancia do eixo x. Ache o momento de in´ercia em rela¸ c˜ao ao eixo x.
UFF IME - GMA
C´ alculo III-A M´ odulo 3 10
Exerc´ıcio 7: Uma lˆamina tem a forma de um triˆangulo retˆangulo is´osceles, com lados iguais de
comprimento a. Ache a massa, se a densidade em um ponto P ´e diretamente proporcional ao
quadrado da distˆancia de P ao v´ertice oposto `a hipotenusa.
UFF IME - GMA

n. Mx = My e My = Mx ou My = x= M n n i=1 mi m i xi i=1 n mi i=1 Mx = e y= M mi y i i=1 n . y). ent˜o a massa M ser´ igual a a a kA(D). s˜o definidos por: ca a n n Mx = i=1 mi yi e My = i=1 mi xi . onde δ x∗ . yj ∈ D. yj = 0 se δ x∗ . Logo. Lembrando da F´ ısica que os momentos de massa desse sistema. · · · . dizemos que a lˆmina D ´ homogˆnea. obtendo subretˆngulos Rij . a e e 2. Centro de Massa a) Seja um sistema finito de part´ ıculas P1 = (x1 . y). n O centro de massa do sistema ´ o ponto (x. Logo.: Se δ(x. em rela¸˜o aos eixos x e y. Escolhemos xi . respectivamente. P2 = (x2 . com massas mi . Neste caso.´ Calculo III-A ´ Modulo 3 2 OBS. yj ∆A . y) for constante e igual a k. fazemos uma parti¸˜o de algum ca ∗ ∗ retˆngulo R contendo D.j=1 ∗ x∗ .j=1 ∗ x∗ δ x∗ . y1 ). yj ∈ Rij . O centro de massa (x. que se comporta como se a massa total M = e do sistema estivesse concentrada nesse ponto. y) dA . · · · . y) dA e My = D D xδ (x. mi i=1 b) Se considerarmos no lugar de um sistema finito de part´ ıculas. i i yδ (x. Pn = (xn . a massa de a a ∗ ∗ ∗ ∗ Rij pode ser aproximada por δ xi . Ent˜o / a i i n n ∗ yj δ i. y2). definimos Mx e My por Mx = ∆A e My ≃ i. y) dA x= UFF D yδ (x. y) dA e y= D M M . yj i Mx ≃ Logo. uma lˆmina plana D. i = 1. yn ). com densidade a superficial de massa dada por uma fun¸˜o cont´ ca ınua e positiva δ(x. IME .GMA . y) da lˆmina D ´ definido por a e xδ (x. yj ∆A.

: Se δ(x. k constante. dxdy dxdy D D 3. Assim. o esbo¸o de D ´: c e UFF IME . y = 2. O momento de in´rcia polar em rela¸˜o ` origem ´ dado por e ca a e I0 = D (x2 + y 2 ) δ(x. sendo δ(x.´ Calculo III-A ´ Modulo 3 3 OBS. y) ´ a distˆncia de (x. y) dxdy = Ix + Iy . y) ao eixo E. logo y = −1. os momentos de in´rcia de D em rela¸˜o aos eixos x e y. y) dxdy . limitada e ca a por x = y 2 e x − y = 2. y) dxdy onde r(x. y) = k. da regi˜o D. Exemplo 1 Determine o centro de massa e o momento de in´rcia em rela¸˜o ao eixo x. respectivamente. o ponto (x. s˜o dados por e ca a Ix = D y 2 δ(x. y) ´ dito centroide e e temos as seguintes f´rmulas o x dxdy x= D y dxdy e y= D . e a Assim. y) = 3. y)δ(x.GMA . y) dxdy e Iy = D x2 δ(x. Solu¸˜o: ca As curvas se interceptam quando y 2 − y − 2 = 0. Momento de In´rcia e O momento de in´rcia de uma lˆmina D em rela¸˜o a um eixo E ´ dado por e a ca e IE = D r 2 (x.

y= D M C´lculo de a M . −1 ≤ y ≤ 2 .´ Calculo III-A ´ Modulo 3 4 y 2 x = y2 D 2 −1 −2 (1. xδ(x. A massa de D ´: e 2 2+y 2 M= D δ(x. 1 − −2 + 2 + yδ (x. y) dA: UFF IME . y) dA = D 3 dA = 3 −1 y2 dxdy = 3 −1 (2 + y − y 2) dy y2 2 y3 3 2 −1 1 3 = 3 2y + = 3 = e O centro de massa (x. y) dA: D 2 2+y 2 xδ(x. y) dA x= D 27 2 − 8 3 4+2− . y). y 2 ≤ x ≤ 2 + y}. − −4 + 2 − 1 3 + 1 5 = 108 5 C´lculo de a D yδ(x. 2) x Descrevemos D como tipo II : D = {(x. y) ´ dado por xδ (x. −1) 4 x=2+y (4.GMA . y) dA . y) dA = 3 D −1 y2 x dxdy = 3 −1 2+y x2 2 y2 dy = 3 2 2 −1 4 + 4y + y 2 − y 4 dy 2 y5 5 −1 = = = 3 2 3 2 3 2 4y + 2y 2 + 8+8+ × 72 5 8 3 y3 3 − 32 5 − .

observamos que D est´ limitada ` direita pela curva x = x(y) e ` esquerda pela curva a a a UFF IME . y= 5 27 4 27 2 = 1 . Simetria em Integral Dupla 1) Seja D ⊂ R2 . o centro de massa (x. y) est´ localizado em O momento de in´rcia em rela¸˜o ao eixo x ´: e ca e Ix = D 8 1 . y) dA = 3 D y 2 dA = 3 2 −1 2+y y2 y 2 dxdy = 3 2 −1 2 y 2 2 + y − y 2 dy = 3 −1 2y 2 + y 3 − y 4 dy + y4 4 = 3 = 3 = 2y 3 3 16 3 − 2 y5 5 −1 +4− 32 5 − −2 + 3 1 4 + 1 5 189 20 .GMA . 5 2 .´ Calculo III-A ´ Modulo 3 5 2 2+y 2 yδ(x. y). isto ´. y 2 δ(x. −4 − 1− − 1 4 Logo. Com efeito. y) = −f (x. como D tem simetria em rela¸˜o ca D ao eixo y. x= 108 5 27 2 8 = . 2 a Assim. Aula 6 – Simetria em Integral Dupla Objetivo • Explorar simetrias em integrais duplas. y) ´ e ca ımpar na vari´vel x. y) dA = 3 D −1 y2 y dxdy = 3 −1 y 2 + y − y 2 dy = 3 2 −1 2y + y 2 − y 3 dy 2 y4 4 −1 1 3 = 3 y2 + = 3 = 27 4 y3 3 8 3 − 4+ . sim´trica em rela¸˜o ao eixo y e f (x. a f (x. y) dxdy = 0. a e f (−x. Ent˜o.

y) dxdy = D c −x(y) f (x. (a > 0). Veja o esbo¸o para D na figura que se segue. d]. c D y = y(x) y D a b x y = −y(x) Exemplo 1 Calcule I= D xy 6 + (x4 + y 4 ) sen y + 1 dxdy . a d x(y) d f (x. temos o seguinte ca esbo¸o para D: c Ent˜o. e Solu¸˜o: ca UFF IME .´ Calculo III-A ´ Modulo 3 6 y d D x = −x(y) c x = x(y) x x = −x(y). y) dxdy = 0. usamos um fato do C´lculo II: a a g(x) dx = 0 se g(x) ´ uma fun¸˜o ´ e ca ımpar . onde D ´ o disco x2 + y 2 ≤ a2 . a ent˜o a f (x. se D tem simetria em rela¸˜o ao eixo x e f (x. −a 2) Analogamente. Supondo que a proje¸˜o de D sobre o eixo y seja o intervalo [c.GMA . y) ´ ´ ca e ımpar na vari´vel y. y) dx dy = c = 0 (∗) 0 dy = 0 . (∗) Aqui.

y)). de modo que a densidade em qualquer a a ponto ´ proporcional ` distˆncia do ponto ` origem. • Como g(x. portanto. y) ´ ´ a e ımpar na vari´vel x. y ≥ 0. Solu¸˜o: ca O esbo¸o de D ´: c e UFF IME . se D ´ homogˆnea e tem simetria em rela¸˜o ao e e ca eixo x. D Analogamente. Se a densidade δ(x.´ Calculo III-A ´ Modulo 3 7 Por propriedade da integral dupla. busque as simetrias e as fun¸˜es ´ co ımpares. se δ(x. y) ´ uma fun¸˜o par na vari´vel x (isto ´. RECOMENDACAO ¸˜ Nas integrais duplas. b) o centro de massa. I3 • Como f (x. y) ´ uma fun¸˜o par na vari´vel y e se D e ca a tem simetria em rela¸˜o ao eixo x. ent˜o y = 0. a • Como D dxdy = A(D).: 1. Se D a tem simetria em rela¸˜o ao eixo y. y) = xy 6 ´ ´ e ımpar na vari´vel x e D tem simetria em rela¸˜o ao eixo y. y) dxdy = 0 e. N˜o a calcule cegamente!!! OBS. Logo. y) = (x4 + y 4 ) sen y ´ ´ e ımpar na vari´vel y e D tem simetria em rela¸˜o ao eixo x. ent˜o xδ(x. a ca ent˜o I2 = 0. e ca a e δ(−x.GMA . ent˜o ca a xδ(x. ent˜o y = 0. a Analogamente. temos que I= D I1 xy 6 dxdy + D (x4 + y 4 ) sen y dxdy + D I2 dxdy . Determine e a a a a) a massa M de D. ent˜o I3 = πa2 . x = 0. ca a 2. a I = 0 + 0 + πa2 = πa2 . a Exemplo 2 Uma lˆmina delgada D ocupa a regi˜o x2 + y 2 ≤ 1. y) = δ(x. ent˜o x = 0. ent˜o a ca a I1 = 0. Se D ´ uma lˆmina homogˆnea e tem simetria em rela¸˜o ao e a e ca eixo y.

y) dxdy. Passando para coordenadas r cos θ r sen θ . rdrdθ r2     Al´m disso. y) dxdy y= D M . Ent˜o. Sabemos e ca ca a que yδ(x. a 1 π 1 M =k Drθ r · r drdθ = k Drθ r 2 drdθ = k 0 r2 0 dθdr = kπ 0 r 2 dr = kπ u.m. temos: D δ(x. e a) Como M = polares. y) ´ uma fun¸˜o par e D tem simetria em rela¸˜o ao eixo y. UFF IME . ent˜o x = 0. ent˜o M = k a D x2 + y 2 dxdy. y) ` origem ´ a a e x2 + y 2 ent˜o a densidade ´ dada por a e δ(x. 3 b) Como δ(x. Drθ ´ dado por: e e x= y=  dxdy =  2  x + y2 = Drθ : 0≤r≤1 0≤θ≤π .GMA .´ Calculo III-A ´ Modulo 3 8 y 1 D −1 1 x Como a distˆncia de (x. y) = k x2 + y 2 onde k ´ uma constante.

onde Exerc´ ıcio 6: Uma lˆmina tem a forma semicircular x2 + y 2 ≤ a2 . 2π = 3 Portanto. A densidade ´ a e diretamente proporcional ` distˆncia do eixo x. e a2 + x2 + y 2 . que ´ interior ` circunferˆncia a a e a e 2 2 2 2 (x − 2) + y = 4 e exterior ` circunferˆncia x + y = 4. centro na origem e raio a. 2) se a fun¸˜o densidade ´ δ(x. Exerc´ 5: Uma placa fina est´ limitada pela circunferˆncia x2 +y 2 = a2 e tem densidade δ(x. Mostre que o seu momento de in´rcia polar ´ dado por I0 = Ma2 e e 1 − ln 2 ln 2 . y) = ıcio a e = a2 M ´ a sua massa. y) dxdy = k D D y x2 + y 2 dxdy = k Drθ r sen θ · r · r drdθ = k Drθ 1 r 3 sen θ drdθ π = k 0 r 3 0 sen θ dθdr π 0 1 = k − cos θ = 2k = Logo. Exerc´ ıcio 4: Uma lˆmina delgada tem a forma da regi˜o D. o centro de massa est´ localizado em 0. com y ≥ 0. Iy e I0 do disco homogˆneo D. o centro da massa (x. Determine o centro de massa da lˆmina. e ca e Exerc´ 2: A densidade em qualquer ponto de uma lˆmina semicircular ´ proporcional ` distˆncia ıcio a e a a do centro do c´ ırculo. y) = δ. 3 . Calcule a massa da lˆmina se a a e a 2 2 −1/2 densidade ´ dada por δ(x. a Exerc´ ıcio 1: Calcule a massa total M.´ Calculo III-A ´ Modulo 3 9 onde yδ(x.GMA . y= k 2 kπ 3 k 2 r4 1 4 0 r 3 dr 0 . y) de uma lˆmina triangular. 0). a a e ca UFF IME . com densidade e e δ(x. 2π . y. Ache o momento de in´rcia em rela¸˜o ao eixo x. (1. z) = (x + y ) e . 0) e (0. com a v´rtices (0. a Exerc´ ıcio 3: Determine os momentos de in´rcia Ix . y) = 1 + 3x + y.

´ Calculo III-A ´ Modulo 3 10 Exerc´ ıcio 7: Uma lˆmina tem a forma de um triˆngulo retˆngulo is´sceles. com lados iguais de a a a o comprimento a. a e a UFF IME .GMA . se a densidade em um ponto P ´ diretamente proporcional ao e quadrado da distˆncia de P ao v´rtice oposto ` hipotenusa. Ache a massa.