COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA DICA 1 – A expressão competência tributária é utilizada para designar a titularidade plena que certa pessoa tem

sobre certo tributo. Logo, reflete o domínio tributário, a propriedade perfeita sobre certos tributos. Nessa linha de pensamento, “ter competência tributária” significa ser titular de certos tributos, tendo permissão e possibilidade de exercer todas as faculdades inerentes a esse domínio fiscal, quais seja, as faculdades de instituir, legislar, fiscalizar e arrecadar os tributos, prerrogativas as quais apelidamos capacidades. Logo, ter COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA significa ter a TITULARIDADE PLENA sobre certos tributos, podendo exercer as quatro CAPACIDADES INERENTES A ESSA TITULARIDADE. Nesse propósito, fiquem atentos, pois no ordenamento jurídico somente quatro pessoas são titulares de COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA, já que somente existem quatro pessoas aptas a legislar. Por assim ser, somente a UNIÃO, os ESTADOS, o DISTRITO FEDERAL e os MUNICÍPIOS possuem COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA, e ninguém mais! DICA 2 – Apesar de só serem competentes os quatro entes federativos, existem outras pessoas importantes em favor das quais se permitiu gozarem de arrecadação tributária própria. Pessoas que não são entes federativos, não se confundem com a União e nem com os demais entes que integram a organização infra-estruturante político-administrativa do Estado. Mas são pessoas importantes em favor das quais se quis reconhecer o direito de arrecadarem tributos e terem uma certa autonomia orçamentária. É assim com os Conselhos Profissionais (Ex. Conselho de Medicina; Conselho de Odontologia; etc), com o INSS, com o Fundo Nacional do Desenvolvimento Educacional – FNDE, com algumas entidades do Sistema ‘S’ (Ex: SESI, SESC, SEBRAE), dentre outras pessoas importantes. Essas pessoas não tem titularidade plena sobre os tributos que arrecadam, já que não têm capacidade legislativa, e assim sendo, não podem legislar sobre esses tributos que arrecadam e sequer puderam instituí-los. Apesar, o ordenamento jurídico, entendendo a importância diferenciada que essas pessoas representam para a sociedade e para o próprio Estado Central, optou por quebrar a regra de que somente os entes federativos dotados de competência tributária poderiam arrecadar tributos e permitiu que essas pessoas arrecadem certas contribuições especiais que algumas pessoas da sociedade se obrigam a pagar. Nesse desiderato, surge o apelido que demonstra que essas pessoas formam um fisco paralelo, ao lado dos entes do Estado Central, e por isso chamadas de entidades parafiscais. Logo, as contribuições especiais que se pagam a esse “fisco paralelo” são apelidadas contribuições parafiscais. Tenham atenção na prova, pois essas entidades parafiscais são sujeitos ativos nas relações tributárias e arrecadam tributos para si mesmas, podendo gozar e fruir de arrecadação tributária em interesse próprio. Apesar, não possuem competência tributária, já que a expressão competência designa algo maior do que o que elas realmente têm. Somente os entes federativos possuem competência! O que as entidades parafiscais possuem é apenas o rol de duas das capacidades inerentes à competência, quais sejam, as capacidades tributárias de fiscalizar e arrecadar! Por isso pegou a expressão que as entidades parafiscais possuem CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA. Por fim, registro a vocês que podem ser credores nas relações tributárias tanto os entes federativos dotados de competência tributária como as entidades parafiscais dotadas de capacidade tributária ativa! DICA 3 – A competência tributária como titularidade plena que certo ente federativo tem sobre certos tributos, é outorgada pela Constituição e se caracteriza pela absoluta INDELEGABILIDADE. Nenhum ente federativo pode contrariar a vontade constituinte e pretender modificar as competências tributárias nos termos em que foram instituídas pela Constituição. Nenhum ente é tão autônomo ao ponto de poder afrontar a vontade soberana do povo constituinte e pretender alterar as repartições das titularidades tributárias. Logo, se algum ente fizer uma lei própria determinando o abandono de sua titularidade sobre certo tributo, ou, alegando que transferiu essa titularidade para outro ente, tal lei será NULA, plenamente INCONSTITUCIONAL, já que a nenhum ente assiste o direito de delegar suas competências tributárias. Para se modificar uma competência tributária, somente em virtude de Emenda Constitucional e, ainda assim, desde que isso não implique em afronta à cláusula federativa, já que os artigos que, juntos,

e estou falando da Contribuição de Iluminação Pública – CIP. 148 e 149 da CRFB/88. o que se faz. ajuizar execuções e nem usufruir da arrecadação. Apenas transfere a outra pessoa o EXERCÍCIO de duas das CAPACIDADES TRIBUTÁRIAS inerentes ao domínio fiscal. os sete ordinários que sobraram (II. guardem essa informação preciosa: a competência tributária é indelegável. quanto aos IMPOSTOS. podendo ser revogadas as delegações a qualquer tempo! DICA 5 – Quanto às distribuições das competências entre os entes federativos. o DF e os Municípios deverão instituir CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA sobre seus SERVIDORES PÚBLICOS para o custeio dos benefícios previdenciários do regime especial de previdência do art. 145ª 162 da CRFB/88 e mais alguns artigos esparsos.2) os chamados impostos residuais. também de competência exclusiva da União (art. NÃO DELEGA SUA COMPETÊNCIA. de competência exclusiva da União (art. não há problemas nisso!) não poderá aplicar autos de infração. 212. dentro de alguns limites. Em tais situações. No art. IE.149-A. Logo. CRFB/88). transitoriamente. com Casas Lotéricas.3) por fim. já que age em nome e no interesse do delegante. o que gostaria de deixar muito bem frisado é a característica da INDELEGABILIDADE DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA! DICA 4 – Não obstante a indelegabilidade da competência tributária. o que se pode fazer.II). e aqui falamos dos tributos especiais. o ITBI e o ISS (art. Nesse tema específico. bem como que aos Estados e ao DF cabem o ITCD. IOF. ITR. lícita e habitual a prática da DELEGAÇÃO DE CAPACIDADE TRIBUTÁRIA DE FISCALIZAÇÃO E ARRECADAÇÃO.§5º. CRFB/88). todos os demais impostos. é o caso das taxas e contribuições de melhoria. por exemplo. em regra. pelo contrário. 195. Aqui. IPI. O macete que quero dar a vocês é o seguinte: a) duas das cinco espécies tributárias são de competência comum. Para as provas de vocês. que os entes possam celebrar acordos com terceiros.149.154. IGF – todos no art. entretanto. e que é de competência dos Municípios e do Distrito Federal. o ICMS e o IPVA (art. Bancos e demais Instituições Financeiras. mas duas das quatro capacidades que dela emanam podem ser delegadas.§1º está a primeira exceção e lá fica previsto que os Estados.156. b) outras duas das cinco espécies são de competência exclusiva da União. IR.§1º e do art. que veio substituir a velha e inconstitucional Taxa de Iluminação Pública – TIP. c) Por fim. Portanto. o ente federativo titular do tributo não deixa de ser competente. 155 e 156).estampam as fixações constitucionais das competências tributárias de cada um e de todos os entes federativos denotam uma grande cláusula pétrea tentacular. frise-se. 40 da CRFB/88. .149.153) bem como os residuais e os extraordinários de guerra são da União. a segunda exceção à exclusividade da União na instituição dos tributos especiais está no art. pois o delegatário (que pode inclusive ser um particular. ou seja. 177. existem três tipos de impostos no Sistema Tributário: c. os chamados impostos extraordinários de guerra (IEG’s). rogo a vocês ESPECIAL C-U-I-D-A-D-O pois existem DUAS EXCEÇÕES à exclusividade da União. TODO O RESTO É DA UNIÃO. fora do STN.§4º. nada obsta. c. que se agregaram à clássica teoria tri-partida (impostos. todos os quatro entes podem instituir. incluso na Carta pela EC 39/02. inclusive particulares. e ambas são relativas ao mundo das CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS. 239 e 240).154. compreendido nos arts.155. para que colaborem no procedimento arrecadatório dos tributos de sua competência.I). e então falamos dos empréstimos compulsórios e contribuições especiais. dentro de limites e. previstos nos arts. não perde a titularidade sobre seu tributo. se o aluno perceber que os Municípios utilizam apenas três impostos. c. também chamados de impostos de competência privativa de cada ente (arts. o IPTU. Nesse diapasão. etc. O macete que sempre dou a meus alunos é o seguinte: aprendam a visualizar os três impostos ordinários dos Municípios e os três dos Estados/DF. taxas e contribuições de melhoria). Concessionárias de Serviço Público. que fixam competências sobre contribuições especiais (Ex: é o caso dos arts. importante conhecer o Sistema Tributário Nacional. quero falar do art.1) os impostos ordinários. 153. é comum se indagar em provas de concursos sobre qual ente tem a competência para instituir determinado tributo.149-A.

é uma opção que ele pode exercer. nos termos autorizados pelo art. repassar 50% do produto recebido ao Município dentro do qual fica situado o imóvel rural tributado.§4º. que é o §4º.III. com a União fiscalizando. que já são de sua ordinária competência. mas. a competência residual atua como verdadeira norma tributária “em branco”. b) se são criáveis apenas por lei complementar. e somente a União.§1º da CRFB/88. após arrecadar seu montante. ao lado dos empréstimos compulsórios. DICA 7 – Fiquem ATENTOS com uma novidade inserida no Sistema Tributário por via da EC 42/03 em relação ao ITR – Imposto Territorial Rural. qualquer outra fonte de Custeio para a Seguridade Social (novas Contribuições Sociais de Seguridade Social) também não previstas expressamente no texto constitucional. através do qual avocarão para si a legitimidade para fiscalizar e cobrar o ITR e assim farão jus a ficarem com 100% da arrecadação. prevista no art. DICA 8 – Por fim. e rogo sua especial atenção para esses detalhes: a) somente por LEI COMPLEMENTAR é que se podem criar impostos residuais e contribuições de seguridade social residuais. ficará com 100% da receita. II a Carta. Ou seja. que é o art. então.§1º. previsto nos arts. aqui.DICA 6 – Fiquem mega atentos com o instituto da COMPETÊNCIA CUMULATIVA TRIBUTÁRIA. se quebra a regra de que os tributos se criam por simples lei ordinária. I e 195.33. cobrando e entregando 50% da receita ao Município. após a União cobrar. e. ficou estipulada uma norma de repartição de receita tributária. definitivos. vide expressa proibição no art.153 sofreu considerável alteração no parágrafo que regula o ITR. d) Hoje o ITR pode ser trabalhado nos dois regimes. A Constituição autorizou a UNIÃO. na previsão originária em 1988 o ITR veio como imposto ordinário da União. a contrario sensu. dentro do rol das espécies tributárias. em compensação. fica autorizado o Distrito Federal a CUMULAR os impostos MUNICIPAIS com os impostos ESTADUAIS. No mesmo sentido. são estes Municípios que cobrarão os impostos municipais. III c/c 158. A EC 42 autorizou os Municípios a O-P-T-A-R-E-M por continuarem a receber 50% da receita do ITR.155. assumirá todo o ônus administrativo de cobrar e fiscalizar. mas devendo ela. sempre importante lembrar e frisar que jamais poderão ser criados por medida provisória.158 inciso II. prestem atenção no famoso instituto da COMPETÊNCIA RESIDUAL TRIBUTÁRIA. SÓ TEMOS HOJE A COMPETÊNCIA CUMULATIVA DO DF. de . Nesses. Por essa norma especial. b) a União não delegou a competência tributária do ITR ao Município. nos termos do art. 154. esses últimos. e. Como atualmente não existem Territórios. exercerem a faculdade de chamarem a União para celebração de um Convênio. cabendo à União cumular apenas os impostos estaduais com os federais. de bandeja. se o Território for subdividido em Municípios. os tributos residuais se revelam como as seletas espécies fiscais criáveis por lei complementar. c) o direito de exercício oportunizado pela EC 42/03 é do Município e não da União.153. por lógico que. fiscalizar. é prevista competência CUMULATIVA em favor da UNIÃO nos casos de existirem eventuais TERRITÓRIOS.62. Se esses tributos residuais forem criados. a UNIÃO sempre CUMULARÁ com os seus ordinários impostos federais OS IMPOSTOS ESTADUAIS. o que em nada afeta a COMPETÊNCIA tributária que sempre foi e continua sendo da União. §4º. continuará o regime antigo. a poder criar outros impostos e outras contribuições de seguridade social. a União CUMULARÁ TAMBÉM OS MUNICIPAIS. agregar-se-ão aos impostos ordinários e às COFIN’s ordinárias. bem como. sendo lícito que a União possa inventar qualquer outro imposto além dos já autorizados expressamente na Carta. se o Território NÃO FOR DIVIDIDO EM MUNICÍPIO. Importante conhecer as limitações ao exercício dessa perigosa competência residual tributária. o tributo CONTINUA SENDO FEDERAL. arrecadar. Ou seja. Ocorre que após a EC 42 o art.147 da Carta. ou. Leiam com atenção a redação do art. além dos já previstos na própria Carta. bem como no dispositivo que cuida da repartição da receita de referido imposto. ficando como tributos permanentes. se fizer. DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO. Vocês perceberão algumas conclusões importantíssimas: a) o Município não é obrigado a fiscalizar e arrecadar o ITR. quanto aos municípios que não tiverem interesse em fazer a opção autorizada pela Emenda.

deve a lei complementar DEFINIR O PERFIL DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS. etc. a mesma base de cálculo e o mesmo contribuinte. e nem assim caberá uso de MP no exercício da competência residual tributária.24 da CRFB/88 só se referir à União. o ISS terá o mesmo fato gerador. A importância de existir essa lei complementar definindo. DICA 9: Atenção quanto ao instituto da COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE. interferir no parcelamento das dívidas. Ou seja. em normas gerais.24 caput. Logo. é vedada a técnica de tributação CUMULATIVA. Ao elaborar as normas gerais.146.146. quanto a estes. determinando detalhadamente qual é o fato gerador. pois ele induz a erro. em qualquer Estado. UM PERFIL HOMOGÊNEO para o imposto que todos os entes terão que seguir. Reafirmando. majorar ou reduzir um tributo estadual ou municipal. Ou seja. podendo o DF legislar tanto nos tributos estaduais como municipais. o constituinte avança na mensagem e diz que se o tributo para o qual se esteja elaborando o perfil for o imposto. e. o Estado no IPVA e o Município no ISS. qual é a base de cálculo e quem é o contribuinte. Chamo atenção para a alínea ‘a’ do art. ainda que não legislem concorrentemente nas mesmas espécies tributárias. a depender de qual tenha sido o Estado ou Município que tenha legislado para lhe instituir.medidas provisórias atuarem em matéria reservada à lei complementar. evitando-se assim que tenhamos o mesmo imposto com diferentes características básicas. sendo aplicável aos tributos residuais o comando da NÃO CUMULATIVIDADE. com as normas gerais padronizadoras.146 da CRFB/88. o ICMS terá as mesmas características estruturantes. Apesar de em regra as leis nacionais que estabelecem normas gerais em matérias de competência legislativa concorrente serem simples leis ordinárias. a União recebe autorização expressa da Constituição para estabelecer as normas gerais para a legislação tributária. a mensagem desse art. em especial dos impostos. impostos residuais NÃO PODEM TER FATO GERADOR E BASE DE CÁLCULO IGUAL AOS DOS IMPOSTOS ORDINÁRIOS. já que não cita os Municípios. vale a leitura do art. tão peculiar ao ICMS e ao IPI. não pode conceder isenções. TEM QUE SER LEI COMPLEMENTAR. ensinando qual será o fato gerador. tenham cuidado com a leitura do art. Portanto. os quais. aos Estados e ao Distrito Federal. Apesar de o caput do art. a base de cálculo e o contribuinte. cada um nos tributos de sua particular competência. realmente legislam em Direito Tributário. Importante observação é a de que a lei a estabelecer normas gerais para a legislação tributária TEM QUE SER UMA LEI COMPLEMENTAR. a União. d) por fim. repitase. Pode estar eclodindo urgência e relevância. Da mesma forma. é que SE CRIA UM PADRÃO GERAL. caput e §1º. algumas matérias específicas que devem ser objeto dessa elaboração de normas gerais por lei complementar. Ainda quanto a essa competência concorrente da União para legislar na matéria estadual e municipal. Não pode.III. a Constituição cita. todos os entes realmente legislam em direito tributário. Essa é a vantagem de existir a lei complementar de normas gerais definidoras do perfil do .24. Exemplificando: a União legisla no IR. A BASE DE CÁLCULO E O CONTRIBUINTE. c) os tributos residuais foram alvo de expressa VEDAÇÃO DE CLONAGEM DE TIPO. QUANTO AOS IMPOSTOS. não pode a União legislar na matéria estadual ou municipal. Afora essa atribuição (estabelecer as normas gerais). o perfil do imposto. EM DIREITO TRIBUTÁRIO. como expressamente exigiu o constituinte no art. É o que está descrito no rol de alíneas do inciso III do art. em ambos os casos. que especializa o art. A LEI COMPLEMENTAR DE NORMAS GERAIS DEVE DEFINIR. em qualquer que seja o município brasileiro.146 da Carta. o que. ‘a’ é a de que a lei complementar defina o perfil dos tributos. por exemplo. TODOS OS QUATRO ENTES FEDERATIVOS LEGISLAM EM DIREITO TRIBUTÁRIO. não citando os Municípios. Especializando mais ainda. somente se dará por via de lei complementar.146. Exceção importante a ser observada é a de que a União pode legislar nos tributos de competência estadual e municipal. MAS APENAS PARA ESTABELECER NORMAS GERAIS. Ou seja. assim como as CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DE SEGURIDADE SOCIAL NÃO PODEM TER FATO GERADOR E BASE DE CÁLCULO SEMELHANTES AOS DAS CONTRIBUIÇÕES JÁ PREVISTAS NA CARTA. III. Ou seja. O FATO GERADOR. anistias. em rol exemplificativo.

Logo. a UNIÃO pode criar outros. em casos de guerra externa. vide.154. QUAIS SEJAM.146. podendo instituir e cobrar os seis impostos (IPTU. DICA 10: ORGANIZANDO AS COMPETÊNCIAS É muito comum que na prova o examinador analise se o candidato sabe quais são os tributos da competência de cada ente. art. os impostos dos Estados são o ITD. Chamo a atenção para a pegadinha famosa: A CONSTITUIÇÃO. em regra (salvo duas únicas exceções). ITBI e ISS). Quanto às alíquotas.156 (IPTU. Portanto. Contribuições Profissionais e Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE) SÃO DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DA UNIÃO.149. SALVO O IPTU. alargando esse rol. ITD.149-A do Texto Maior.§1º da Constituição. ITBI. a LC 87/96 e a LC 116/03. Vale frisar que pelas regras da competência cumulativa do art. TODOS OS DEMAIS IMPOSTOS SÃO DA UNIÃO! O DF CUMULA OS IMPOSTOS MUNICIPAIS COM OS ESTADUAIS. que cada ente institui a sua. todos os demais impostos são de competência da União. é a das Contribuições Previdenciárias dos Servidores Públicos. IPVA e ICMS QUE SÃO DOS ESTADOS. SALVO DUAS EXCEÇÕES. Ou seja. cumula os impostos municipais. IR. Suas normas gerais tem que ser4 respeitadas por todos os Estados. Além desses impostos ordinários. sob pena de violação ao art. IOF. que tem competência originária estadual. os residuais e os extraordinários de guerra) são da União. qual o macete: o candidato precisa apenas lembrar que os impostos dos Municípios são o IPTU.154. Prestem atenção. ITR e IGF).155 (ITD. ICMS e IPVA). Logo. não se submetendo a um padrão geral pré-definido na lei complementar nacional de normas gerais. DF e Municípios. respectivamente. nos termos do art. no art. ‘a’.149. ITBI e ISS. EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS E CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS SÃO DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DA UNIÃO. E o macete é apenas decorar quais são os 3 impostos ordinários de competência privativa dos Municípios (IPTU. São exemplos dessas leis complementares nacionais de normas gerais definidoras do perfil do imposto. pode ainda a União criar. POR FIM. Sete da União. não é papel da LC de Normas Gerais definir a alíquota. previstos no art. tendo sido assim autorizada a criar os chamados Impostos Residuais (art. os chamados Impostos Extraordinários de Guerra – IEG’s. E quais são as exceções? A primeira. a base de cálculo e o contribuinte.145. ICMS e IPVA) e três são dos Municípios. conforme autoriza o art. nos termos do art. De modo objetivo: o primeiro passo é saber que as taxas e contribuições de melhoria são tributos de competência comum. ICMS e IPVA). mas apenas o fato gerador. os empréstimos compulsórios (art. do art. podendo ser instituídos por todos os entes federativos. como memorizar as competências tributárias para a prova? Repetindo esse raciocínio: TAXAS E CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA SÃO DE COMPETÊNCIA COMUM DE TODOS OS ENTES.tributo.III. Existem alguns macetes. finalizando. O segundo passo é saber que. II. E AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DO SERVIDORES PÚBLICOS QUE CADA ENTE INSTITUI AS SUAS. IPI. o ICMS e o IPVA. II e III da Carta Magna. que definiram. . três são dos Estados e DF. O terceiro passo é quanto aos impostos. o legislador local terá maior flexibilidade para fixá-las. Existem 13 impostos ordinários previstos na Constituição.146. III. NÃO EXIGE QUE A LEI COMPLEMENTAR DE NORMAS GERAIS DEFINIDORA DO PERFIL DO IMPOSTO DEFINA QUAL SERÁ A SUA A-L-Í-Q-U-O-T-A.147. A CIP QUE É DOS MUNICÍPIOS E DO DF. por fim. I). IE. todos os demais impostos (os demais ordinários.148. ITBI e ISS) e os 3 impostos ordinários de competência privativa dos Estados e do Distrito Federal (ITD. OS EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS E AS CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS (Contribuições Sociais. previstos no art. CRFB) e as contribuições especiais (art. CRFB) são tributos de competência exclusiva da União.153 (II. A segunda é a Contribuição de Iluminação Pública – CIP. ISS. o DF. o perfil do ICMS e do ISS. ‘a’ da Carta Magna. qual o macete: salvo a CIP (Municípios e DF) e as Contribuições Previdenciárias cobradas dos Servidores Públicos (cada ente institui a sua). ITBI e ISS QUE SÃO DOS MUNICÍPIOS e o ITD.

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