J.J.

Benítez

Ovnis: S.O.S. À HUMANIDADE
A Insólita Experiência De Um Jornalista Espanhol No Peru
Fotografias do Fernando MUGICA GOÑI. Desenhos e gráficos do Alberto TORREGROSA. Primeira edição: Março, 1979.

ÍNDICE
Nota do Autor 6 I. A Notícia 8 II. Assim é o «IPR1» 10 III. Nada Foi Casual 13 IV. Sim, OXALC, Sou De Ganimedes 15 V. Um OVNI Sobre o Chilca 17 VI. Segunda Prova: 40 Testemunhas 19 VII. Os «Guias»21 VIII. A «Missão Ramo» 24 IX. São Gigantes 29 X. Três a Quatro «Avistamentos» ao mês 32 XI. Os Russos Pisaram primeiro na Lua 35 XII. OVNIS no fundo do mar 40 XIII. Duras Provas 44 XIV. Os «Xendras» e o «Conselho dos 24 Maiores» XV. O Profundo 50 XVI. A Catástrofe 54 XVII. Uma Carta Reveladora 58

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XVIII. A Vida em Ganimedes» e «APU» 62 XIX. «Ganimedes»: Três Dias de Viagem 66 XXI. O «Avistamento» 78 EPÍLOGO: Dois Dias Sem Poder Dormir 87 Segundo nossos antigos textos budistas, uma galáxia está formada por um bilhão de sistemas... E milhões de galáxias formam uma supergalaxia... E assim, a reunião de um bilhão de supergalaxias se conhece com o nome de supergalaxia número um... Agora: um bilhão de supergalaxias número um formam uma supergalaxia número dois e um bilhão de supergalaxias número dois fazem a número três... E, conforme se lê nos textos sagrados, as supergalaxias número três são tantas no Universo que não se podem contar... (Dalai Lama). A Raquel, que acreditou em meu trabalho no primeiro instante. E eu acredito que, à larga, mereceu a pena para que víssemos nossa esfera azul, em meio de nenhum sítio e tão pequena que alguém terá que cuidá-la... (Astronauta Abatam)

NOTA DO AUTOR
Sei que muitos se escandalizarão pelo que aqui se diz. Sei que outros se burlarão. Entretanto, este relato —no fundo— só foi escrito para aqueles cuja mente não perdeu a juventude. Para os que, em definitivo, já aprenderam a vibrar com o leve farfalhar das pétalas dos lírios ou com o estrondo mudo das estrelas. Só de um fato posso responder. E isto quero assentá-lo com firmeza. Só digo, da aparição no céu de que outras sete pessoas e eu qualificamos como OVNIS. Só disto, e não é pouco... Não posso responder do resto das afirmações que me fizeram os membros do chamado «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias» («IPRI»).

E não posso fazê-lo porque —como profissional do jornalismo— só me inclino ante o que vêem meus olhos. Em suma: não disponho de provas que demonstrem a definitiva autenticidade de várias afirmações. E bem que eu gostaria de as ter, posto que a beleza e profundidade de dito relato tocam sempre o fundo de cada espírito. Ao menos, dos mais sensíveis... Que cada leitor, portanto, tire suas próprias conclusões. Foi como se um cavalo me tivesse golpeado no ventre. Saltei quase para trás e ao me voltar vi entre as nuvens uma luz branca. Tão intensa que formava uma auréola... E eram nove horas e quinze minutos da noite. A hora fixada pelos extraterrestres para sua aparição sobre o deserto peruano de Chilca! Mas meus olhos —desencaixados— seguiam fixos naquele disco de luz branca. “Como era possível? —repetia-me mentalmente—. Como era possível que assim, de uma forma tão singela, estivéssemos ante um óvni”? Mas antes que alguém do grupo pudesse reagir, aquele disco deslumbrante lançou sobre a terra um raio de luz branca e todos ficamos boquiabertos. Atônitos. Confundidos... E eu, que tinha ido com os membros do «IPRI» até os Areais de Chilca empapado de dúvidas e ceticismo, senti ao longo de minhas costas um calafrio... E é que aqueles discos de luz branca como jamais tinha visto, eram, efetivamente, duas naves... E tudo —segundo meu relógio— pôde durar cinco minutos...

I. A NOTÍCIA
Ao final do mês de agosto de 1974 uma notícia procedente do Peru causou assombro entre todos aqueles que, de algum jeito, interessam-se pela vida no Universo. Heis aqui o texto, difundido pela Agência de notícias: «Lima (F). — Cinco membros do Instituto Peruano de Relações Interplanetárias estabeleceram contato com um ovni procedente de Ganimedes», o maior dos satélites naturais de Júpiter, revelou ontem a F o presidente da dita Instituição, Carlos Paz García.

. só havia uma forma de esclarecer tão formidável incógnita. permanecendo ali até na quinta-feira. os periódicos espanhóis vão adotando frente ao tema da vida no universo uma postura cada dia mais séria e consciente. Assim. »Paz García assinalou que o grupo indicado vem estando em contato com os extraterrestres há oito meses. «Calisto». 22 de agosto. Nosso próprio país foi e segue sendo constante cenário destas aparições. «Orion». altiplano situado a 90 km de Lima e a uma altura de 4200 m. a GAZETA DO NORTE —periódico ao que pertenço— decidiu me enviar ao Peru. Os meios de difusão. encolheram os ombros ou se limitaram a sorrir burlonamente. Direta. recolhi para os leitores de meu periódico as opiniões. eu apostaria que quase a totalidade dos que então leram a notícia se expuseram sequer fugazmente a possibilidade de que «aquilo» fora realidade. Material que está sendo analisado atualmente por membros do "IPRI".Os integrantes do "IPRI" partiram na segunda-feira da semana passada para o Marcahuasi. «Extraterrestres em contato direto com um grupo de pessoas concretas”? Em realidade. O objetivo era um e concreto: investigar e recolher uma informação de primeira mão. ao longo de duas semanas. como é habitual nestes casos de avistamentos de ovnis. «Ganimedes». Mas agora. Pois bem. Por sorte.. Há muito poucos anos os casos de avistamentos e aterrissagens de ovnis se repetem a milhares pelo mundo. Outros. compreenderam que a vida é uma realidade quase monótona no cosmos. no fundo do coração. Exaustiva. trazendo importante material de gravação e fotografias. poucas horas depois da notícia se espalhar pelo mundo. assegurou Paz García. experiências e arrepiantes afirmações do grupo de peruanos que afirma estar em contato telepático com seres de mundos como «Apu». em definitivo. deixou perplexos a muitos. Entretanto.” A notícia. como digo. a notícia procedente do Peru devia romper todos os esquemas que sobre o tema ovni se trancaram nas revistas e livros especializados.. «Atlas». etc.

domésticas ou simples funcionários públicos— expuseram o porquê de seu contato com extraterrestres. qual seu nível mental e físico? O que é e o que representa o que os membros do «IPRI» denominam «Confederação de Planetas da Galáxia»? O que revelaram aos distintos grupos que — assim dizem — se movem já em todo mundo e que. quem são estes seres do espaço? Qual é sua origem. ELES SABEM E TÊM PRESSA POR NOS AJUDAR”. Quer dizer. para esse Deus ou Amor que enche todos e cada um dos átomos do . Mas.? Todas estas perguntas e outras muitas me foram respondidas com amplitude pelos membros do «IPRI». com dezenas de provas físicas e ante numerosas testemunhas —. Como já afirmei quando escrevi uma síntese desta desconcertante notícia. passo a passo. a uma missão programada há 100 anos e que os mesmos extraterrestres denominaram «Missão RAMO». igual ao do Peru. estão em comunicação com os seres do espaço? O que é a «Missão RAMO»? Como são seus mundos e suas cidades. Porque a comunicação — segundo eles — não tem nada de casual. escandalizarão-se ao ler as afirmações dos membros do «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias».. simplesmente. estes estudiosos da Exobiología — desde engenheiros a universitários.. inclusive.. Obedece. Ante meu assombro. Sei que o que aqui se diz não tocará fundo naqueles que só sabem olhar para si mesmos. a sensacional aventura. os peruanos me resumiram assim sua incrível experiência: “UMA FORMIDÁVEL CATÁSTROFE ASSOLARÁ A TERRA MUITO EM BREVE. em sua capacidade de elevação para o cosmos. sua sociedade e seu conceito de Deus. conforme me concretizaram os membros do «IPRI». Depois de oito meses de contato telepático com os seres do espaço — ratificado.Uns 30 membros do «IPRI» foi me narrando. sem compreender que a grandeza do homem está. precisamente. E posso lhes assegurar que as respostas — recolhidas em duas semanas de gravações magnetofônicas — foram assustadoras.. sei que muitas pessoas sentirão saudades e.

agora. no formidável susto e na visão dos aparelhos ou —com muita sorte— de alguns de seus tripulantes.É possível — nos havia dito— que só se trate de uma hipótese. O que queriam? por que tinham eleito o Peru para estas comunicações? O que podia ter de certo em tudo aquilo?» Recordei enquanto viajava para o continente sulamericano que... o grande ufólogo sevilhano: . Fernando Múgica—.” E não sei bem por que se cruzaram em minha mente algumas das palavras de dom Manuel Ursina. mas acredito que esta nova casuística dos ovnis. em anteriores reportagens em outros países — e em junto de meu grande companheiro de venturas e desventuras. «. «Quem eram em realidade estes seres do espaço? — repetia-me uma e outra vez—. encontrava-me já voando sobre o Atlântico. Acredito que está chegando o momento do primeiro e maciço contato com os tripulantes dessas naves de outros mundos.. rumo a Lima. com suas descaradas e repetidas aparições.» E esta comunicação tem lugar mediante um processo telepático! Não conseguia compreender. Mas tudo ficava sempre nisso.. Dava-lhe voltas e voltas à notícia.. .. As dúvidas — não me cansarei de repeti-lo— foram ganhando terreno em minha mente. E as interrogações aconteciam em meu cérebro..Seres de outros mundos estão em contato com vários membros do "IPRI" há meses.Universo. sempre tínhamos tropeçado com casos muito parecidos entre si: testemunhas de todas as idades e níveis culturais e profissionais que nas mais diversas circunstâncias tinham observado e inclusive foram «perseguidos» por ovnis ou estranhas naves. tudo resultava distinto. Entretanto.. obedece a algo mais que a um azar.. nublando minha já incerta fé naqueles extraterrestres. “Seres de outros mundos — repicava a notícia em minha cabeça — estão em contato com vários membros do "IPRI". Um Deus ou «Profundo» —como o chamam os extraterrestres— do que precisamente procedemos todos. E é curioso. Mas não adiantemos acontecimentos. Poucas horas depois de que a notícia se propagasse pela Espanha..

foi administrada e empreendida em questão de horas. Para eles. com a única finalidade de lhes conhecer e conhecer suas fantásticas revelações. que classe de gente integrava o chamado «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias» ou «IPRI». redator da dita agência no Peru. realmente. ASSIM É O “IPRI” Às poucas horas de aterrissar na brumosa cidade de Lima chegava em frente ao número 402 da rua Junín. Mas. a chegada de um jornalista espanhol.. Trata-se. de uma casa de uma só planta orientada para o próximo oceano Pacífico. Uma de minhas maiores preocupações ao estabelecer contato com os membros do «IPRI» foi sem lugar a dúvidas chegar a conhecer em profundidade a todos aqueles que asseguravam estar em contato com seres do espaço. segundo minhas referências. Desejávamos atar todos os cabos. estudiosos e pessoas dignas de crédito? Enrique Valls me respondeu: — Assim é. E perguntamos ao Enrique Valls. lhes analisar na medida de minhas possibilidades. — São... supôs uma surpresa. eu.. como digo. me esqueci de apontar algo importante. não isenta tampouco — ao menos em um princípio — de certo receio..» Não obstante.. Queria lhes observa. confessaram-me ter . II. tinha sua sede oficial o «IPRI». encarregava-me de estabelecer comunicação Telefônica com a Agência F em Lima. tal e qual afirmam. que têm que existir milhões e milhões de astros habitados na imensidão do firmamento. Lembro-me que dias depois. em efeito. minhas dúvidas cresceram e cresceram. como digo. São cientistas que estão reconhecidos pelo Ministério de Educação do Peru e pertencem a um sem-fim de sociedades de todo o mundo. Aquilo esclareceu muitas dúvidas e a viagem. no distrito limenho de Ravina. A mais elementar prudência — fruto já de outras experiências— assim me exigia isso. Ali. quando eu tinha ganho sua confiança. pessoalmente. Horas depois de aparecer a notícia nos teletipos de meu periódico.»A gente está tomando consciência de que a vida não é um luxo da Natureza.

presidente e fundador do «IPRI». E os poucos que o tinham feito enfocaram sempre os artigos ou reportagens com mais sarcasmo e brincadeira que objetividade. Tampouco como jornalista tive excessivas facilidades. Exobiología.tido sérias dúvidas sobre minha verdadeira profissão. E era lógico. Hoje o integram mais de 200 membros das mais variadas profissões. universitários e numerosos funcionários. O senhor Paz — conforme pude averiguar— desempenha na atualidade um alto cargo no Ministério de Educação. Astronáutica e tudo aqueles ramos que têm alguma vinculação com o universo. Um salão que se destina a conferências e reuniões e em cujas paredes apareciam muitas fotografias de ovnis. catedráticos. astrônomos. de nosso Sistema solar e dos astronautas na conquista da Lua. Era decisivo que soubesse aguardar. O senhor Paz me tinha recebido em um dos salões do «IPRI». A Imprensa do Peru apenas tinha se interessado pelo tema. em Lima. E é homem estudioso e derrubado há muitos anos na investigação e conhecimento dos ovnis. inclusive. —O «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias» —me expôs — foi baseado em 31 de janeiro de 1955. em minha mente.Quando se fundou o Instituto —tinha prosseguido dom Carlos Paz— ainda não tinha sido feito o primeiro foguete ... o que verdadeiramente interessava eram as perguntas relacionadas com o «contato» entre membros de seu Instituto e os citados extraterrestres de “Ganimedes” e «Apu». Há engenheiros. Porque. foi o encarregado de me desenhar o primeiro e básico esquema do chamado Instituto. médicos... — . que soubesse escutar e observar. tão fundamental era um conhecimento exato dos membros do «IPRI» como das experiências propriamente ditas do mencionado grupo. Como digo. tendo suspeitado. arquitetos.. esperei. Com este não muito reconfortante panorama iniciei as conversações que me tinham levado a Lima.. Entretanto. E enquanto o senhor Paz seguia me detalhando os pormenores do «IPRI» tive que fazer verdadeiros esforços para não lhe interromper. Dom Carlos Paz García. Tempo teria que perguntar sobre o que com tanta força saltava em meu cérebro. que era membro da CIA.

Em realidade.espacial. Hoje. Entretanto . nem todo mundo pode pertencer ao «IPRI». explicou-me por que: — Nosso desejo seria reunir o máximo de entusiastas destes temas do espaço ou das investigações arqueológicas. condicições para a Vida em nosso Sistema solar. «Federação Pan-americana de Estudos Científicos e Filosóficos de Vida Extraterrestre». da qual somos representantes para toda a América do Sul. é seu Instituto um organismo oficial? O senhor Paz me mostrou um sem-fim de documentos. E. etc. com palavras precisas e cortantes. «Frente Unida de Investigadores» do Brasil e «Sociedade de Parapsicología Latino-americana». etc. Paleontologia. ao longo dos sucessivos dias que permaneci em Lima e no transcurso dos quais assisti a diversas conferências sobre temas como a Arqueologia no Peru.. «Intercontinental UFO Research and Analystic Network (ICUFON). Por outro lado. nossos objetivos eram já o estudo das possibilidades da vida em outros astros. como você poderá comprovar se assim o deseja. a radioastronomía. — Mas — perguntei ao presidente do «IPRI»—. entretanto. tive a grande fortuna de fazer amizade com outros membros do «IPRI» cujas ilusões e estudos tinham sido encaminhados por atalhos tão diametralmente opostos aos ovnis como os da Paleontologia. com sede em Buenos Aires e da que sou vice-presidente. Parapsicología. Criaram-se Seções de Arqueologia.. Exobiología. Naquele tempo já consideramos a possibilidade de viagens extraterrestres mediante o estudo. Pude comprovar este último aspecto. O presidente. a astrofísica e outras ciências. O «IPRI» está reconhecido pelo Ministério de Educação do Peru e associado às seguintes organizações internacionais: Federação Internacional de Astronáutica». E particularizou: —É óbvio que sim. também de Buenos Aires. desenvolvimento e difusão da técnica astronáutica. Astronáutica. de Nova Iorque. nos valendo da contribuição da astronomia. o «IPRI» abrange também outros ramos de saber. com sede em Paris e da que somos membro votante.

precisamente. três dos membros do grupo que afirma estar em comunicação com os seres do espaço foram relatar suas últimas experiências no altiplano do Marcahuasi. assim como de numeroso público. Todas nossas comunicações — que em um princípio foram simplesmente telepáticas — foram confirmando-se . inclusive.. Desde aquele instante. Mas assim é. que se dispunha a assistir a uma conferência em que. E decidi conhecer e analisar as palavras dos três membros do Instituto..— e a fim de conservar e acrescentar a qualidade de nossos estudos —.. etc. militares.Nossa experiência no Marcahuasi —tinham começado— foi um pouco a culminação de toda uma etapa que durou oito largos meses. asseguram estar em contato telepático com extraterrestres. universitários.. «Ganimedes». ao cabo de oito meses. . e ao longo das duas semanas de que dispus para falar com todos eles.000 metros de altura. uma espécie de meseta a mais de 4. três dos membros que. conforme averiguaria depois. assim como ao engenheiro Eduardo Elias. formavam já o grupo que afirma estar em contato com os seres de Apu. na hora de aceitar novos associados. «Orion». exigia um determinado grau de treinamento: o contato físico com estes seres. tanto por separado como em grupo. E ali tive a oportunidade de conhecer o Carlos e Sixto Paz Wells. em que um total de seis pessoas —todos membros do «IPRI»— tinham vivido uma apaixonante aventura.. Ali havia estudantes.. iniciou-se em minha mente uma rigorosa análise de suas palavras e ações. vemo-nos obrigados a sustentar um rigoroso sistema de seleção. Mas os três membros citados — os irmãos Paz Wells e o engenheiro — foram iniciar seu bate-papo. Oito meses de preparação intensiva para algo que. como dizia. um pouco em representação dos quase quarenta peruanos que.. lógicamente. . Mas nosso bate-papo ficou interrompido ante a presença no salão de diversos membros do «IPRI».Sabemos que resulta estranho e difícil de compreender.. Porque ia ter a oportunidade — em boa parte provocada por mim— de conversar com esta seção do «IPRI». profissionais dos mais diversos ramos e. Observei as pessoas que assistiam à conferência.

Isto me ia permitir conhecer. por último. convidaram-me para conhecer outro dos assustadores mistérios com que a gente pode tropeçar-se no Peru: as famosas pedras gravadas de leoa. Mas digo que tive muita sorte porque os irmãos Paz Wells —Sixto e Carlos —. Em realidade poucas horas depois ia ter a oportunidade — ao longo de dois dias de viagem pelo deserto do Ocucaje — de conhecer de lábios destes mesmos membros do grupo todos os pormenores de tão fascinante experiência. Minha confusão. O deserto do Ocucaje — a 300 km ao sul de Lima — se converte em um areal gelado quando chega a noite. Depois com a descida dos ditos ovnis — embora nós já não os chamemos assim — e. decidiram também envolver-se na pequena expedição. Aquele frio intenso nos tinha obrigado a nos estreitar ao máximo em torno dos lenhos chisporroteantes. do planeta "Apu" e de outros astros. Uma atrás de outra. onde atualmente se estão extraindo as pedras. com o fim de conhecer as célebres pedras gravadas... . Acredito que tive muita sorte. dois destes — Ernesto Aisa e Tiberio Petro Leão —. de um bom número de detalhes relativos à missão que me tinha levado até o Peru. III. "Ganimedes". NADA FOI CASUAL — Nada disto foi casual. ao longo de dois dias através do chamado deserto. Nosso contato telepático com os seres do planeta «Apu» ou com os das colônias levantadas nos três grandes satélites de Júpiter foi previsto e programado pelos mesmos seres do espaço. Porque às poucas horas de celebrar minha primeira entrevista com o presidente e alguns dos sócios do «IPRI».sucessivamente. pertencentes à Seção ou Departamento de Arqueologia. E com tal intenção viajei com eles até a zona do Ocucaje. interesse e perplexidade cresceram como resultado daquele bate-papo. preferi não seguir com a citada conferência. a quem eu acabava quase de conhecer na sede do «IPRI». com a presença em terra de seus tripulantes: os habitantes do satélite natural do Júpiter. Entretanto. Primeiro com o avistamento de naves e discos.

.. Nós não somos os primeiros. E todos.. Estados Unidos e. E sempre permaneceu em uma linha de constante investigação dos «objetos voadores não identificados». Ásia. que também se dedicam ao estudo dos ovnis. mantém contatos com outras associações e sociedades do mundo inteiro.. Temos conhecimento da existência de outros grupos idênticos na Europa.. A naturalidade. Como sabiam os colombianos. a princípio. durante horas. para que nós —se assim o desejávamos— fizéssemos parte também dos numerosos grupos que. como é possível. Nada aconteceu ao acaso. vamos por partes. — Mas. igual a eles. é obvio. E continuou: — . já existem muitos grupos similares por todo mundo. não houve nada de particular que vários membros de outra associação colombiana chegassem até a sede do «IPRI» e se interessassem por nossos objetivos. a «técnica».. Muitas pessoas nos perguntam isso. como lhe dizemos. Havia algo que me deixava perplexo.. permanecemos mudos. aqui também. Sixto removeu os troncos e depois de avivar as chamas ocultou de novo os braços sob seu grande poncho. Mas aqueles amigos eram portadores de algo muito mais valioso. — O «IPRI» — e acredito que nosso pai já lhe detalhou— nasceu faz anos.. nada disto foi casual — prosseguiu Sixto. — Mas.? — Interrompi. Sixto e Charlie responderam a várias das muitas perguntas que se atropelavam em meu cérebro. — Não. movem-se já por todo mundo.. escutando o que — a primeira vista — tinha mais de fantástico e misterioso que de real. enquanto comíamos em silêncio um suculento lanche de café e pesco. Por que precisamente nós? Por que os extraterrestres se puseram em contato conosco? Só poderíamos te dar uma resposta: tudo estava previsto e programado. O «IPRI». a pasmosa naturalidade com que aqueles universitários — igual ao resto dos membros do «IPRI» com os que tinha conversado e conversaria . em definitivo.? Charlie se adiantou: — É que. Por isso..Aqueles colombianos estavam já em comunicação com os extraterrestres e quiseram mostrar o «sistema».E aquela primeira noite.

.... mas quando chegaram os do grupo da Colômbia. como acontece em quase todos os casos. É preciso admitir que não estamos sozinhos no Universo. qualquer um pode conseguir essa comunicação. Nós.. — Estes grupos —acrescentou Sixto— formam como uma formidável cadeia.. O Universo — pensei —. não poderíamos sonhar jamais consegui-lo.!” . Sempre se deve possuir uma condição básica. — Então. Uma nova ronda de café nos deu tempo a refletir sobre aquelas bonitas palavras dos irmãos Paz Wells. embora. Elementar. todo o necessário para que esta comunicação telepática entre os seres do Ganimedes ou «Apu» se realize corre por conta dos extraterrestres. não teríamos sabido como.. sustentam comunicação telepática com eles. É necessário partir de uma crença absoluta na vida inteligente e desenvolvida fora de nosso planeta. Segui pensando. por nossos próprios meios. — Qualquer um não — responderam com firmeza —.. um convencimento total de que eles existem.. que profundo mistério.. — São eles — sublinhou Carlos Paz —. E mais. Acredito que passaram alguns minutos quietos que só o passar do vento sobre as arestas afiadas das dunas se mesclou com o chiado vermelho das chamas. Não compreendi então seu receio....dias depois — me relatavam suas experiências e conhecimentos relativos a estas comunicações com os extraterrestres.? Sixto e Carlos me observaram uns segundos.. «O que era em realidade a "comunicação telepática"?» Por mais que lhe dava voltas em minha cabeça não conseguia sequer me aproximar da idéia. Todos. — Nós tampouco sabíamos nada sobre telepatia. Eles fazem o esforço. nós nem sequer suspeitávamos que fora possível semelhante comunicação telepática.. sua prudência. No «IPRI» começaram a dar algumas aulas e noções sobre a Parapsicología... Eles nos motivam. Todo o esforço. Todos têm a mesma missão. Não entendia e assim o fiz ver aos irmãos Paz Wells. entretanto. não se conheçam entre si. É preciso uma fé.. Se antes de tudo isto nos tivessem pedido que nos puséssemos em contato telepático com outra pessoa.

. Acredito que. — Em 22 de janeiro.. E num total de quatro membros do «IPRI» nos encerramos em uma habitação. tinham-nos informado sobre a «técnica» ou sistema a seguir para obter essa comunicação. — E o que ocorreu? — Perguntei com impaciência. tratou de relaxar sua mente. Era algo assim como o caminho para «sincronizar» sua «onda». «Tomamos papel e lápis e cada um. . meu braço começou a mover-se.. nervosos. às oito da tarde... Nossos amigos. dispostos a seguir ao pé da letra as indicações do grupo da Colômbia. O que esperávamos então.. como tinham obtido eles sua comunicação com os seres do espaço? Qual era a «técnica» —se é que podemos empregar esta palavra — para conseguir tal contato? IV. SOU DE GANIMEDES — Foi um problema de decisão. em silêncio. Sua missão — conforme me explicariam depois — era precisamente esta: difundir ao máximo a notícia. apesar da fé cega que tínhamos na existência dos extraterrestres e da vida no universo. OXALCU. Era preciso sentir-se tranqüilo.Mas aquela noite ia ser longa e pródiga em revelações. decidimo-nos. A «técnica» era singela. Sixto e Carlos se sentiam felizes.? Quem falava desta vez era Sixto. pois. Cada um. E as perguntas voltaram a encher o deserto peruano. SIM. aquilo nos deu um pouco de medo. Porque.. Falar com o maior número possível de pessoas sobre a existência dos extraterrestres. Sem querer nos havíamos posto tensos.. apesar de tudo.. E terá que voltar a começar uma e outra vez.. de repente. Tinham-nos explicado que para «procurar o contato» — ao menos a primeira vez— nossas mentes deviam centrar-se na idéia mais altruísta e plena de amor de que fôssemos capazes. nosso braço — totalmente relaxado — lhes serve para comprovar nosso grau de receptibilidade. a dos seres do espaço. os colombianos. Este último ponto é importante porque a princípio. concentrou seu espírito nessa idéia e relaxou ao mesmo tempo o braço com o que habitualmente se escreve. Até que. se estabelecer a comunicação. e ante a surpresa de todos.

Estava seguro. quando meus nervos pareciam um vulcão a ponto de saltar. O que era «aquilo»? O que estava passando? —. Estávamos assustados e contentes ao mesmo tempo. PERGUNTEM. E ao cabo de alguns segundos.. muito lentamente. nervosismo.. Senti temor. Os círculos incontrolados começaram a converter-se em toscas e grandes letras... Nem tampouco fomos peritos na Parapsicologia.. depois de alguns minutos em que minha mão continuou passeando sobre a folha de papel.. todos observamos algo mais. OXALCU SOU DE GANIMEDES". aquele movimento de meu braço...Aqueles círculos — prosseguiu Sixto —. emoção. Meu irmão se deteve. não obedecia a minha vontade.. — Naturalmente.E Sixto riscou no ar umas linhas sem sentido. passaram muitos dias até que tivéssemos a certeza de que.. Olhamo-nos todos e nos interrogamos com o olhar. . idênticas às que surgiram naquela noite sobre a folha de papel na sede do «IPRI». Eu não o tinha inventado.. Foi então seu irmão Carlos quem continuou: — Todos deixamos nossas canetas e seguimos em silêncio os garranchos e estranhos círculos que.. ASSIM O CHAMAM VOCÊS. Então.. — Assim pensaram na probabilidade de que tudo fora produto da sugestão.. Sixto cursa Direito e Carlos se preparava para a especialidade de Paleontologia. E mais. Para que. Já não voltamos a tomar a caneta e o papel. «Aquilo» não era meu. Senti como me suavam as mãos e a alegria foi tomando conta de meu ser.. efetivamente. Nenhum tinha conhecimentos de telepatia. Animado por todos voltei a tomar a caneta e uma nova folha de papel e tratei de relaxar meu braço.. Tanto Sixto como Carlos Paz Wells — não sei se já falei — são universitários. a comunicação era real. Era lógico que as dúvidas se apoderaram de nós. todos — com os olhos arregalados pela surpresa — pudemos ler: “EU.. Queria saber por que ocorria «aquilo». E passamos horas inteiras discutindo entre nós sobre a possibilidade de que tudo fora certo ou de que —como opinavam outros — se tratasse de uma autosugestão. tinham começado a nascer da mão de Sixto..

. passado algum tempo e depois do término de nossas comunicações. Eles são os que a sustentam e. não acredito que resulte fácil. a procurar a comunicação mediante esse singelo processo de concentração e relaxamento... E responderam com firmeza: — Não sei por que todo mundo se empenha sempre em complicar as coisas. nada disto é casual ou gratuito. Mas. os seres do espaço. como admitir e compreender um contato telepático com extraterrestres? — Já lhe falamos isso antes. Neste caso. insistimos... Se já deve ser um sério problema estabelecer comunicação telepática entre duas pessoas. Pedimos uma confirmação. podíamos solicitar o que eles chamavam «provas físicas». Nos limitamos a desejar.— Alguém — insisti — poderia lhes dizer que ali. Somos quatro universitários que tínhamos fé cega na existência de seres inteligentes extraterrestres e que tratávamos de experimentar um «sistema» de comunicação.. inclusive. proporcionado por outro grupo que afirma estar. Ao menos. E isso foi o que fizemos. E todo isso por algo.. naquele primeiro «contato telepático» pôde influir ou intervir uma dessas pessoas que os parapsicólogos chamam médium. todo o esforço fazem eles. Porque. — E como chegaram à certeza de que aquela «mensagem» era real? — Os membros do grupo que nos tinham ensinado nos avisaram também com antecedência de que. anulam ou rechaçam. é complicada. Entre nós não havia nem há médiums ou peritos na Parapsicología. como lhe assinalávamos. Eles são os que aceitam em definitiva a comunicação. Por uma decisiva razão. uma ratificação física de que todo aquilo era . — A telepatia. Sixto e Carlos se zangaram. Eles são os que nos motivam. em contato com estes seres do espaço. Exige uma preparação e umas condições naturais muito especiais. precisamente. E antes de que desaparecesse o último rescaldo interroguei de novo aos irmãos Paz Wells. por sua vez. Havia algo que me dava voltas no cérebro.. nós não sabíamos nada de telepatia.

de que «eles» existiam. — Assim é — respondeu Charlie —. e depois de um copioso café da manhã. nosso nervosismo ia aumento conforme os relógios se aproximavam das nove da noite. todas membros do «IPRI». Passaram os dias e vimos com surpresa como o contato telepático se ia generalizando entre aqueles que previamente selecionávamos. às nove da noite. O caminho pelas colinas vulcânicas do Ocucaje ia ser comprido e a busca das pedras gravadas.. V. pertencentes a outra muito remota civilização. E chegou o dia em que nos decidimos a pedir essa prova física. À essa hora.. ao sul de Lima. de sugestão ou fantasia.. E não sei o que pôde influir mais: se o frio dos areais ou o suspense que os irmãos Paz Wells tinham deixado em nossos corações. permitia-nos um diálogo quase constante. íamos assistir a algo maravilhoso. que criam na existência de vida no universo. Porque nem todos podem sequer compreender. solicitando de Sixto e Charlie Paz que prosseguissem com sua narração. UM OVNI SOBRE O CHILCA Naquela primeira noite no deserto de Ocucaje ninguém conseguiu dormir direito ... absolutamente vital.certo. Ali devíamos acudir porque ali. algo.. E pouco a pouco. Era preciso sair daquela angustiosa duvida. Como compreenderão.. E assinalaram em 7 de fevereiro.. o grupo se foi alargando. E em 7 de fevereiro —duas ou três horas antes do previsto por nossos «guias»— acudimos a Chilca um total de 12 pessoas. eles iriam nos proporcionar uma prova física.. — Se não me engano — comentei —. enfim. Tiberio e «Tito» se adiantaram a meus próprios pensamentos. É vital. E os «guias» nos responderam que sim. a primeira «prova física» teve lugar 16 dias depois de se iniciarem as comunicações telepáticas. precisamente. com os primeiros raios daquele sol de inverno. que não se tratava... em um lugar denominado «Areais da Chilca». Assim.. — E não sabiam do que se tratava? .

. como era aquele ovni? — Todos coincidimos depois. quando desapareceu. mas de uma luminosidade fora de todo o conhecido. Era a confirmação de nossa comunicação telepática! — O que sentiram? Medo. Seu brilho. Era uma nave! E todos começamos a falar atropeladamente. a saltar. Era como se toda a nave irradiasse uma luminosidade tremenda.. Tiberio.» Ali assistiríamos a «algo». — Tinham aparecido à hora exata e no lugar que nos assinalaram previamente. pudemos distinguir através de meia dúzia de janelas as figuras de uns seres que pareciam nos observar..? .Era como um sonho! —apontou Sixto —. que tinha forma de «hambúrguer». aproximadamente.. Era um disco — prosseguiu Sixto — de dimensões não muito grandes. na folha onde apareceu a comunicação que confirmava a prova não se detalhava nada mais. tinha aparecido um disco reluzente.. sobre nossas cabeças. Ali.. Branca. A noite era fechada e durante os quinze minutos que. a gritar.Não. «Tito» e eu tínhamos detido nosso trabalho. O resto de nossas entrevistas e conversações — para meu assombro — discorriam em um tom de naturalidade que sempre me surpreendeu..À hora exata — nove em ponto da noite — ficamos aniquilados.. E aguardamos em silêncio as palavras do Charlie. permaneceu ante nossos olhos. — E bem. — .. Deteve-se a uns vinte metros do chão e a uns oitenta do lugar onde nos encontrávamos. sua luminosidade eram tais que nos custou tempo acostumar nossos olhos a sua presença.. como dizemos. nervosismo. o que mais nos chamou a atenção foi sua luz.... Seu diâmetro não superaria os 15 metros e. «Devíamos ir aos chamados areais da Chilca —dizia o "contato" — o dia tal e a tal hora.. Só nestes instantes — quando os membros do «IPRI» me relatavam as formas ou características dos ovnis que iam aparecendo nas sucessivas provas físicas ou confirmações — notava neles uma chama de entusiasmo... Muito intenso. de excitação.... — . — Mas.

Não podemos descer mais porque vocês não estão preparados ainda... nós tínhamos decidido antes de acudir a Chilca que cada uma das comunicações que se produziram naquele lugar deveríamos as escrever depois e individualmente. Embora não o criam. desapareceu sem fazer o menor ruído. E todos ficamos como tolos. a fim de as comentar e as comparar posteriormente. posto que eu jamais tinha tido a sorte de me tropeçar com um ovni. não todos. E a nave.. lógicamente não podia compreender.... E lhes perguntamos o que era «aquilo» e por que não desciam. E assim foi como ficamos surpresos. transcorridos uns quinze minutos. Toda nossa surpresa. Não estão preparados.... Esperem novas provas e novas comunicações.. devemos protegê-los contra suas próprias emoções.. Porque todas as comunicações que se estabeleceram diziam o mesmo. Este sistema — de não comentar nada enquanto se produz a prova física e escrevê-lo posteriormente para compararmos deu sempre um resultado estremecedor. Vertiginosamente. Todos estabeleceram contato telepático quando apareceu a nave? — Não. — Alguns não puderam dormir vários dias — comentou Carlos sorridente —. A resposta foi esta: Esta é uma nave de exploração e está tripulada por habitantes do satélite que vocês chamam "Ganimedes" e que nós designamos "Morle". se nenhum tinha feito comentário algum? Tiberio. Porque tudo era certo! Compreende? Não. Como podia ser que os cinco ou seis que naqueles minutos conseguiram estabelecer comunicação telepática com os «guias» pudessem coincidir depois na hora de escrever as comunicações. todo o susto que nos tinha feito saltar o coração no peito se foi convertendo em alegria. Ernesto e eu nos olhamos em silêncio e prosseguimos com os picos e pás.. — E o que fizeram vocês? — Ali mesmo —e posto que assim nos tinham especificado isso os «guias» — estabeleceram contato telepático. A uma velocidade que nenhum aparelho terrestre poderia conseguir. tratando de encontrar a cada golpe sobre o . Precisamente para «atar todos os cabos».. Era incrível! — Há algo que não entendo.— Sentimo-nos felizes..

no melhor dos casos. E pedimos outra confirmação física. Assim. foi geral. inclusive. E ante nossa surpresa. a Chilca começaram a duvidar. Sixto e Charlie me comentaram: — Mas nossos problemas não terminaram com a aparição daquela nave sobre os areais da Chilca. enfim.. nos vimos obrigados a solicitar uma nova prova física. . que teria lugar em 9 de fevereiro e nos mesmos areais. Com o entardecer — e depois de uma infrutífera jornada de busca —. dom Carlos Paz García. ao menos de momento. — Dizíamos — prosseguiu Sixto Paz — que nem todos os membros do «IPRI» se mostraram de acordo com o que lhes tínhamos contado.. muitos dos restantes sócios não nos acreditaram. VI. Mas nenhum nem outro assunto foram ter resposta. ao retornar a Lima. quando.. E a polêmica cresceu. A incredulidade.. Mas esta vez — sublinhou Sixto — foram 40 pessoas. por vítimas de alguma sugestão coletiva. SEGUNDA PROVA: 40 TESTEMUNHAS As afirmações dos irmãos Paz Wells pude as ratificar algum tempo depois. A maioria pensou que o avistamento do ovni na Chilca era alguma brincadeira. E chamei o Tiberio e ao Tito —que andavam ocupados com os planos de escavação — para que escutassem aquilo. ao retornar e contar o acontecido.chão vulcânico uma pedra lavrada e — por que não?— uma explicação a todo o assunto dos ovnis. Mas Tiberio Petro Leão e Tito Aisa tinham deixado os planos que nos servissem para a busca das célebres pedras gravadas de leoa e se aproximaram até nós. os «guias» nos manifestaram que sim. Fiquei perplexo... Embora todos os que tinham ido ao lugar do avistamento eram membros do «IPRI». Alguns dos que nos tinham acompanhado. Tomaram por loucos ou brincalhões ou. consegui me entrevistar de novo com o presidente e fundador do «IPRI».

dom Carlos Paz García. dedicados. uma vez mais. Conforme pude averiguar posteriormente. catedráticos. Mas chegou nove de fevereiro. a 80 km ao sul da capital peruana. como acredito que já apontei em outra ocasião. foi preciso manobrar com cautela. administrativos. Mas a maioria — curiosa e desejosa de chegar a alguma conclusão — aceitou.Os «guias» nos tinham comunicado. E assim o fizemos. Alguns. E um total de quarenta membros do «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias» — com seu presidente. etc. através da psicografía. — concordaram em algo: Aquilo foi simplesmente assombroso. Também consegui me entrevistar por separado com alguns. . Paleontologia. inclusive. muitos dos que formavam esse grupo integravam outras seções ou departamentos do «IPRI». inclusive. funcionários públicos. E na tarde de nove de fevereiro. ajudou-nos extraordinariamente. Que nos deixássemos guiar uma vez ali e que não acudisse um número excessivo de pessoas. Alguns recearam tanto que... Embora a zona estivesse afastada da própria estrada e de todo núcleo urbano. indo ao lugar. negaram-se. À noite. universitários. E todos — militares. naquele ensolarado entardecer no deserto do Ocucaje: — . à cabeça — se dirigiu aos areais da Chilca. Falamos com os membros do «IPRI» que se mostraram mais incrédulos e lhes convidamos a viajar conosco até os areais. a fim de não levantar a menor suspeita entre qualquer pastor ou camponês que pudesse encontrar com o numeroso grupo. Mas heis aqui a narração dos irmãos Paz Wells. a bordo de numerosos «carros». etc. ao estudo de temas tão distintos dos ovnis e da Exobiología como poderia ser a Arqueologia.. tomamos a estrada Pan-americana. dos que tinham formado parte do primeiro avistamento ou prova física voltaram atrás e deixaram a comunicação. Astronáutica.. que a nova prova teria lugar na Chilca.— Quantos formavam parte naquela época do grupo que mantinha «comunicações» com os extraterrestres? — Não passava de uma dúzia.

E essa é sua perdição. assinalando para o céu. — Aos poucos minutos — se não me recordo mal às oito e pouco da noite —. Tiberio. Ali estavam. E assim o fizemos.! E eram seis discos! Durante três horas.. — Lembro — interveio Charlie — que a noite era estrelada. Às vezes se mantinham fixos. o grupo se incrementou com novos membros do «IPRI». ao retornar a Lima. Em outras ocasiões ficavam em formação para voltar a baixar até cem ou duzentos metros do chão. Mas o mais maravilhoso era sua capacidade de giro. várias..Ao chegar à zona onde tínhamos assistido dois dias antes ao primeiro avistamento de uma nave. tive ocasião de conversar de novo com o presidente do «IPRI».. senhor Paz. imóveis. dom Carlos Paz.. E o céu nos chamou a atenção por estar limpo. E lhe fiz uma só pergunta: — O que ocorreu. O ser humano — nos explicaram então — necessita de maravilhas para convencer-se. — Recordam como eram? — Todos brilhavam muito. E suas formas eram discoidais. Mas só vamos referir a uma em particular.? .... vários dos membros do «IPRI» deram um salto e começaram a gritar. Como podia ser? Foi um maravilhoso «passeio» de discos. Suas mudanças bruscas de direção — pensávamos — deveriam destroçar a seus tripulantes. os quarenta puderam contemplar estupefatos como os seis ovnis evoluíam sobre nossas cabeças... detivemo-nos e voltamos a nos comunicar telepáticamente. já que quer só o que lhe pareça aceitável. Os «guias» nos pediram que esperássemos ali mesmo.. Tito e eu ficamos uma vez mais pensativos.. em nove de fevereiro do presente ano? — Refere-se você à prova física da Chilca. Não tivemos que aguardar muito. Toda uma demonstração. Desde esse dia. — Houve alguma «manifestação» concreta dos extraterrestres durante aquele «passeio» de ovnis? — Sim. Horas depois.. Nenhum dos pressente tinha conhecido nada igual.

Minhas conversações com os universitários. Mas o mais surpreendente é que nenhum deles — apesar de que procurei que minhas entrevistas fossem em separado — contradisse as explicações de outros. para mim. Entretanto.. Depois.? Não me pareceu lógico! Eu tinha visto naves em outras ocasiões. o daquela noite de 9 de fevereiro — programado com horas de antecipação — me deixou gelado. tenho que lhe esclarecer que eu não pertenço ao grupo que afirma estar em contato com os seres do Apu e «Ganimedes». — Olhe. muitos .. Mas.. Mas minhas perguntas estavam só começando.. O que quer que lhe diga. senhor jornalista.. fundamentalmente. A resposta do presidente do «IPRI» terminou por me deixar confuso. o que eram as psicografias? Conforme foi passando o tempo — e fundamentalmente como resultado dos dois primeiros avistamentos de naves —. expuseram-me — ao igual a ao resto dos associados— o avistamento que tinha tido lugar em 7 de fevereiro. VII. francamente. não lhe dei maior crédito nem atenção.. e que pertencem ao dito grupo. quando vários dos membros do «IPRI».. acreditei de pés juntos na firmeza e autenticidade desses contatos telepáticos.. mas sim por outras razões que não vêm ao caso.Assenti com a cabeça. Mas sempre de forma casual. que era o mais difícil de compreender. E os seguintes dias foram abundantes em surpresas. Ao menos. Pois bem. integravam a seção ou grupo em «contato» com estes seres do espaço eram sempre ratificadas com as comunicações psicográficas que guardavam. militares. E não porque eu não o deseje. OS «GUIAS» Tudo que me tinham relatado os irmãos Paz Wells naqueles dois dias no deserto do Ocucaje foi ratificado e ampliado nos dias sucessivos pelo resto do grupo que assegura estar em contato com os extraterrestres. engenheiros e funcionários públicos que.

. Para mim resultou sempre um quase absoluto mistério. geralmente as relemos e meditamos sobre elas... fruto do que os membros do «IPRI» qualificavam como «contato» entre eles e seus «guias». quando os sócios do «IPRI» que procuravam a comunicação com os extraterrestres de Ganimedes ou Apu tomavam papel e lápis e —sempre sob as indicações de outros membros já avançados no tema — relaxavam seus braços e concentravam a mente na idéia mais altruísta ou elevada de que fossem capazes. Nelas. quase a totalidade tinham sido registradas com letras de imprensa. Em realidade. E solicitaram serem ensinados na «técnica». no sistema. É a única razão das psicografias. E podemos te assegurar que são bonitas e baseada na verdade. Entretanto. os membros do grupo transcreviam o que lhes ditavam telepáticamente os «professores» ou «guias» do espaço. E o círculo se foi alargando.. Bastava acreditar neles. . Apesar de minha boa vontade e do empenho que pus em compreendê-lo. surge em nosso cérebro. da comunicação. os extraterrestres. As psicografias em questão apareciam sempre escritas à mão. Era então.. minha mente não conseguia entender. quase todos — segundo testemunho dos próprios interessados — obtiveram logo «seu» contato com os «guias». da forma mais simples. Bastava desejar e procurar o contato.. Nós vamos escrevendo conforme surgem para não esquecermos os ensinamentos dessa guias. desejando ao mesmo tempo a conexão com os «guias». uma vez que termine a comunicação. Depois. os membros do «IPRI» o explicavam de uma forma realmente clara: — Essa comunicação telepática é como uma voz ou como uma sucessão de imagens que. E ao longo daquelas duas semanas em Lima pude ver e ler centenas destas comunicações psicografadas. — Era simples — me repetiam uma e outra vez os membros do «IPRI» —.dos membros que integram outros departamentos do «IPRI» se sentiram interessados pelo sensacional fenômeno. nesses momentos iniciais. E se mal me recordo.

Possivelmente o primeiro que me chamou poderosamente a atenção neste capítulo dos contatos telepáticos foi a presença do que os sócios do «IPRI» denominavam «guias» ou «professores».. a resposta a nossas perguntas é tão rápida que não nos dá tempo sequer de terminar de escrever a pergunta. E heis aqui um dos capítulos mais incríveis. meu trabalho de investigação e de coleta de dados teria sido seriamente prejudicado. Do contrário. os trinta ou quarenta membros do «IPRI» que formavam o grupo em primeiro de setembro de 1974 tinham reunindo centenas de comunicações. transcrevendo-a seguidamente na folha de papel. Quem eram estes «guias»? Que papel desempenhavam? A resposta do «IPRI» foi esta: «Os "guias" ou "professores" são extraterrestres cuja missão consiste em nos proporcionar ensinamentos e nos guiar — como a mesma palavra o expressa— na "Missão RAMO” . Porque todas aquelas comunicações — ao menos as que eu pude ler — encerravam profundos conhecimentos filosóficos. como digo. desta forma tão aparentemente pouco complicada. Não pude descobrir contradição alguma.. previamente formuladas pelos peruanos. O sistema para formular as perguntas resultava igualmente simples. Cada membro do «IPRI» que assegura estar em contato com os extraterrestres escreve sua pergunta e espera a resposta ou comunicação telepática. Desde que o «contato» começasse a «funcionar» em janeiro deste mesmo ano. o número de perguntas que os membros do «IPRI» asseguram terem feito aos seres do espaço foi tal que me vi obrigado no primeiro momento a seguir uma rigorosa ordem de prioridade. pois. — Muitas vezes — me explicavam os membros do «IPRI» —. E. os membros do «IPRI» tinham formulado aos extraterrestres centenas de perguntas da mais variada índole.Assim. que respondiam a outras tantas perguntas. Como o leitor compreenderá. Vamos. surpreendeu-me comprovar que a essência das várias respostas ou comunicações era sempre a mesma. muitos dos temas apareciam repetidos em comunicações distintas. por partes. Como é natural.

E é com ele com quem. quando uma pessoa consegue estabelecer sua comunicação telepática com os extraterrestres. etc... É que para nós resultaria impossível pronunciálos. É algo assim como sua «apresentação» oficial ao novo membro. Conforme se vão produzindo novos contatos aparecem também novos «guias». Esta.. o caso de Sixto Paz Wells quando.. Daí que. . PERGUNTEM. «Oxalc».» Pois bem.. por exemplo.. «Xanxa». Eles. até o momento — e depois de oito meses de contato com os seres do espaço — o número de «guias» que se manifestaram através da comunicação telepática era já elevado.Cada um de nós tem seu "guia" ou "professor".. foi uma das primeiras perguntas que — a nível individual e coletivo— lhes formularam os membros do «IPRI» aos seres do Apu e «Ganimedes»: «por que estavam ali?» «por que aquela comunicação telepática?” A resposta — chave no desenvolvimento de todo este assunto — foi tão direta como estremecedora: Uma grande catástrofe destruirá muito em breve a civilização que hoje cobre a Terra.. «Zordax». «Qulba».. de acordo com isto. orientam-nos e respondem nossas perguntas. «Godar». — Em realidade — me explicaram os membros do «IPRI»— estes nomes correspondem ao som aproximado de sua verdadeira denominação. «Xandon».. «Andar». «Gexo»... normalmente aparece sempre nas psicografias o nome do dito «guia». os "guias". Lembro que me citaram nomes como «Antar Sherart» — que deve ser algo assim como o «comandante» da frota de naves —. não saibamos com certeza quantos extraterrestres participam da «Missão RAMO». Recordem. viu com assombro como sua mão riscava umas enormes e toscas letras que diziam: «EU. «Senyan» ou o «guia» encarregado de «abrir e fechar» os «contatos telepáticos» com o resto dos «guias». estabelece-se o contato telepático. E acodem também às provas físicas. e conforme me relataram os sócios do «IPRI». precisamente. na noite de 22 de janeiro. «Kandor». Segundo os membros do grupo. se mel me recordo. Nós sabemos e estamos aqui para levar a cabo a "Missão RAMO". SOU DO GANIMEDES. OXALC. em realidade.

Os seres do espaço .. como ia levar a cabo esta «Missão RAMO»? Quem estava se encarregando da mesma? Heis aqui as respostas que os membros do «IPRI» deram às minhas perguntas. Mas.. E a «Missão RAMO» — programada e planejada pela «Confederação de Mundos da Galáxia» há 100 anos — tem por objetivo evitar que «as sagradas raízes de nossa Humanidade desapareçam para sempre.. O fato de que os extraterrestres estejam atualmente em contato com centenas de pessoas em todo mundo obedece a um único fim: tratar de tirar da Terra ao maior número possível de pessoas.era o que asseguravam os membros do «IPRI» — tinham chegado à Terra em missão de paz e resgate. É este.. Estas são as palavras textuais dos seres do espaço. — Mas. — Nossos «guias» especificaram que o homem de hoje vai direto para sua própria autodestruição. «Confederação de Mundos da Galáxia».. E as perguntas dos peruanos — quase sem querer — se foram encadeando. em definitivo. reunindo um importante volume de comunicações em torno de dita missão. Meu cérebro não tinha tempo material de assimilar e necessitava de numerosas pausas para não me perder em semelhante labirinto de novas palavras e conceitos. E os «guias» iniciaram através das comunicações uma explicação e um desenvolvimento sistemáticos do que era e supunha a mencionada «Missão RAMO». o motivo pelo que decidiram ficar em contato com numerosos grupos que já se estendem pelo mundo. Só assim — dizem eles — poderemos salvar à espécie humana.. Nada se deixou ao acaso..? — perguntei alarmado. Mas..». . «Catástrofe». o que era tudo aquilo? «Missão RAMO».. A “MISSÃO RAMO” Acredito que uma pessoa mais sensível não teria podido conciliar o sono em muitos dias.. como uma destruição. VIII. Algo parecia claro.Os membros do «IPRI» — conforme me testemunharam repetidas vezes — ficaram perplexos.

” — E por que querem evitar que o homem desapareça? Os membros do «IPRI» se olharam.. A Terra está a bordo de um cataclismo termonuclear que não deixará pedra sobre pedra. — E dizem que a «Missão RAMO» foi programada já por eles faz 100 anos. Agora está acontecendo o mesmo.. — Mas. todas essas civilizações se auto-destruíram. — O que faria você se tivesse um irmão menor e o visse que está constantemente jogando com fogo? Os extraterrestres encarregados da «Missão RAMO» se movem em um plano mental. Uma catástrofe que provocará o próprio homem. Todas aquelas comunicações telepáticas — me insistiram uma vez mais — tinham uma justificativa.. não consigo compreender a «missão». Mas vamos ao fato. Como compreender então seu sentido do Amor e da Entrega? Deveríamos ser como eles para entender. Quer dizer. as tremendas afirmações dos membros do «IPRI» só obtiveram que minhas dúvidas sobre a autenticidade de seus contatos com extraterrestres aumentassem. a .Entretanto.. nenhuma. Entretanto — e em todos esses processos—. Nosso mundo — e eles sabem — se viu envolto sempre em um processo idêntico e repetido de autodestruição. as civilizações obtiveram metas tecnológicas muito elevadas.. espiritual e tecnológico muito superior ao nosso. «A Terra —me expuseram os sócios do "IPRI" — está ameaçada por uma tremenda destruição.. Que provas tinha eu em realidade de tudo o que me tinham narrado? Simplesmente.. o nível espiritual não foi nunca parecido com o desenvolvimento técnico. E uma atrás de outra. Há milhões de anos.. Os seres do espaço sabem e querem evitar que a raça humana desapareça do Universo.? — Isso é o que nos comunicaram. — Os «24 Maiores» que velam e dirigem a «Confederação de Mundos» de nossa Galáxia programaram faz já 100 anos esta missão de resgate de um máximo de seres da espécie humana. Obedeciam ao que os próprios seres do espaço tinham batizado como «Missão RAMO». uma operação de resgate.

fim de que «aquilo que foi criado pelo Profundo não seja apagado da face do Cosmos». E nós, tal e como já sabemos, fomos criados Por Deus ou pelo «Profundo», como eles denominam à Força que dirige e sustenta todo o criado. Então, este é o momento em que a «Missão RAMO» iniciou sua fase de desenvolvimento e execução. Como? Em primeiro lugar, mentalizando e dando a conhecer ao mundo inteiro o fato evidente da presença dos extraterrestres. Os ovnis, como vocês os chamam, não são já tais «objetos volantes não identificados», a não ser naves siderais tripuladas por seres de outros planetas e astros. Este ponto é importante. É preciso que todas as pessoas saibam da existência dos extraterrestres, de suas naves e de sua missão na Terra. — E já se está efetuando esse «resgate»? — Milhares de famílias inteiras saem cada ano de nosso mundo para outros astros da galáxia ou de nosso próprio Sistema solar. Há anos, milhares de pessoas — sempre, voluntariamente — abandonam a Terra sem deixar rastro, sendo localizadas em mundos como «Apu», «Ganimedes», «Atlas», «Calisto», etcétera. São tirados fisicamente com suas naves e transportados a esses planetas... Sabemos que é difícil de entender e de acreditar, mas assim é, posto que assim nos revelaram isso. — E o que fazem nesses mundos? Como vivem? — Os «guias» nos detalharam que todos eles são preparados e ensinados no mundo do espírito e da matéria, a fim de obter uma superação que os converta em «semente» de uma raça humana nova, distinta, superior, mais generosa e sábia. E quando a Terra — a que eles chamam o «planeta do círculo vicioso» volte a ser habitável, essas pessoas que um dia foram tiradas de nosso mundo — ou seus descendentes — retornarão e iniciarão uma nova era, liberta já das constantes ameaças de autodestruição. E, ao igual aos extraterrestres que agora tratam de nos ajudar, esses novos «seres humanos» estarão em condições de emprestar sua ajuda a outras civilizações que — igual à nossa hoje — também precisam da Verdade. Será, enfim, o início de toda uma nova e prometedora Era...

— Sabe-se quantas pessoas foram já tiradas de nosso mundo? — Só nos disseram que milhares... — E essa catástrofe, está perto? — Tão próxima — nos comunicaram os «guias» — que não fica tempo sequer para voltar o rosto. Por isso eles têm pressa. Querem que o mundo inteiro se mentalize. Que todos os homens se precavenham do grande engano em que se move nossa civilização. Mas — segundo os «guias» — já resulta pouco menos que impossível... Para evitar a catástrofe, o homem deveria trocar seu sentido da moral. Deveria amar a seus semelhantes, mais, inclusive, que a si mesmo. Deveria olhar aos mais humildes e esquecer seus egoísmos. Deveria amar, simplesmente... — Mas como, não é possível? — Já não. A civilização esqueceu o espírito e galopa sobre uma técnica que nem sequer aprendeu a dominar... Para evitar a autodestruição da atual civilização terrestre seria preciso que todos os seres humanos formassem uma autêntica família. Em realidade — pensei enquanto trocava outra das cintas magnetofônicas —, essa catástrofe a que aludem os extraterrestres é algo que se baseia já no rarefeito ambiente do mundo... Basta dar uma olhada cada dia às primeiras páginas dos periódicos para intuir uma gigantesca autodestruição... — Mas — prossegui —, se eles, os seres do espaço, sabem tudo isto, por que não evitam tal destruição? Por que não descem com suas naves nas mais importantes cidades do planeta e expõem suas intenções? — É impossível. Proíbe-o a «Confederação de Mundos da Galáxia». Quase me tinha esquecido da citada «Confederação»... Mas os membros do «IPRI» responderam ampliadamente a todas as minhas perguntas. — Eles nos explicaram repetidas vezes que em nossa galáxia, no que chamamos «Via Láctea», há milhões de astros habitados. Milhões! E muitos destes, por seres inteligentes e muito superiores, inclusive, ao homem.

Em realidade — me disse mesmo—, esta afirmação tampouco é extraordinária. Nossos cientistas chegaram a conclusões similares através de simples cálculos de probabilidades. Hoje — segundo a Ciência — nossa galáxia reúne mais de 100 milhões de sóis. Quantos desses sóis disporão de sistemas planetários semelhantes ao nosso? É obvio, milhões...” Mas os membros do «IPRI» continuaram. — ...Esses milhões de planetas habitados de nossa galáxia estão unidos ou «confederados» há milhões de anos no que poderíamos traduzir como «Confederação de Mundos». Segundo os «guias», na atualidade, a dita «Confederação» está formada por uns 80 de 100, aproximadamente, dos mundos habitados por seres superiores a nós. O resto — também formado por raças superiores à humana — não está integrado na «Confederação de Planetas». Por distintas razões, não desejaram essa união... Pois bem, como lhe dizíamos, a «Confederação» — por experiências anteriores — tem uma norma estabelecida que deve ser cumprida fielmente por todos os planetas. Inclusive, pelos que não pertencem à «Confederação». «Nenhum mundo poderá intervir diretamente sobre outro que possua uma raça inferior.” E é lógico. O contrário suporia um desequilíbrio, uma falta de auto-determinação, de liberdade... — Mas, e se essa raça vai auto-destruir-se? — Tampouco. A lei em questão proíbe, inclusive, a intervenção direta. Mas sim podem atuar indiretamente. E este é nosso caso. Eles foram observando toda a história da Terra como a raça humana ascendia tecnologicamente e se auto-destruía. Agora, os «24 Maiores» decidiram que esta seja a última guerra da espécie humana. Muitos estão sendo tirados do mundo, a fim de perpetuar a espécie e — o que é mais importante — de transformá-la em uma raça mais generosa e elevada. Através de grupos que se estendem já por todo mundo, os seres do Apu, «Ganimedes», «Atlas», etc., estão preparando o caminho para todos esses que deverão ser tirados do planeta e postos em lugar seguro... — E quais são esses mundos e para onde estão sendo transladados tantos milhares de seres humanos?

E assim o fiz saber aos membros do «IPRI». — Há muitas coisas no Sistema solar — me responderam — que nos surpreenderão conforme o homem vá as descobrindo.— Geralmente escolhem planetas onde as condições ambientais. como no caso do Apu.. Manifestaram-nos que o número de planetas que integram o Sistema solar não é de nove. com efeito. Ao Calisto». Em Júpiter. Mas sim em seus três satélites interiores. além disto há «colônias» em satélites de Júpiter e Saturno. de gravidade. Eu não era perito em Astronomia. Vênus. sejam muito similares a da Terra. Como «Ganimedes». eles o designam com o nome da Aneta. como sempre tínhamos acreditado. — E o que ocorre então no resto do Sistema solar? Também há vida? — Eles nos revelaram que sim. Eles. não há vida. «Caliste» e «Europa». «Calonia» ou «planeta de busca de perfeição ou capacitação». Mas há outros que só são «colônias». não os chamam como nós. É algo assim como um depósito ou base militar da Confederação. Também em alguns dos satélites de Saturno foram estabelecidas algumas destas «colônias». E mais. Marte. satélites naturais de Júpiter. Minhas dúvidas cresceram uma vez mais. mas sim de doze. E a Europa». e que nós chamamos «Io»... por certo. etc. Por último. A Ganimedes o denominam «Morle» ou «planeta de perfeição». mas nos poucos livros que li sobre a dita matéria que tinham chegado em minhas mãos sempre se assegurava que em nosso Sistema solar resultava pouco menos que impossível a existência de vida superior e inteligente. — E por que não nos quiseram revelar ainda o nome desse planeta onde asseguram há vida? . Alguns são planetas onde a vida é natural e própria do astro. «Anatia» ou «planeta de cultivos vegetais e coisas belas de criação». a Terra e outro planeta que não nos quiseram revelar ainda possuem vida natural própria. Alguns destes seres com os que estamos em contato telepático são precisamente de um destes satélites de Júpiter: de Ganimedes. ao quarto satélite interior de Júpiter.

— Porque — segundo os extraterrestres — está começando a desenvolver-se e o homem poderia intervir, anulando sua essência... — Vamos por partes. Como é possível que exista vida em Vênus, se os astrofísicos afirmaram que sua proximidade ao Sol — sua distância é de 108 milhões de quilômetros — faz incompatível o desenvolvimento de qualquer sistema de vida...? — Ninguém pode conhecer realmente um astro até que não o tenha explorado. E este é o caso de Vênus, Marte e do resto de nossos planetas irmãos. Vênus — conforme nos explicaram — está protegido por um formidável «colchão» de nuvens, muito superior ao nosso, que serve de «filtro» e «escudo» à grande exposição solar. Nessas densas capas de nuvens — e especialmente na de ozônio — as temperaturas se elevam, pelo visto, a mais de 400 graus centígrados. Entretanto, na superfície do planeta, a temperatura é muito inferior e adequada para o desenvolvimento da vida. E outro tanto acontece com Marte, o chamado «planeta vermelho». — Marte? As sondas espaciais enviadas por russos e norteamericanos não parecem indicar o mesmo... — Se um planeta estivesse habitado por uma ou várias raças superiores e soubessem da existência de outras civilizações inferiores em outro planeta, que postura adotariam ante a presença de sondas espaciais procedentes do dito mundo inferior? Este é o caso de Marte, onde — conforme nos comunicaram os «guias» — existem duas raças distintas. Uma pertence à «Confederação de Mundos». A outra não. Mas ambas estão supertecnificadas. E ambas nos visitam desde tempos muito remotos. — E como são? — Bom, os habitantes de Marte foram vistos em muitas ocasiões em todo o tempo do mundo. São de pequena estatura. Geralmente seu tamanho oscila entre os 0,80 cm e 1,20 mt. Suas cabeças são um tanto desproporcionadas em relação com o resto do corpo, e seus olhos, muito avultados e «saltados».

Há milhares de casos por todo mundo de testemunhas que viram a estes extraterrestres, em suas diversas tarefas de investigação, recolhimento de minerais, vegetais, etc. — E os de Vênus? — Com esses não tivemos contato. Desconhecemos realmente qual é seu aspecto e formas físicas, embora nos têm dito que são também parecidos conosco. Aquilo era desconcertante. Porque — tal e como me contavam os membros do «IPRI» — os casos de aparições de «humanóides» nos distintos países do mundo foram muitos. Lembro, por exemplo, as centenas de testemunhas que ao longo de 1954 deram conta nas distintas delegacias francesas da presença em vales, campinas, pomares, rios, estradas, linhas férreas, etc., de numerosos «homenzinhos» que se dedicavam a extrair vegetais ou porções de terra que logo carregavam em suas estranhas naves ou discos. Em nosso próprio país se deram numerosos casos de testemunhas que asseguram ter visto estes «humanóides». Não faz muito, o ufólogo dom Manuel Ursina nos punha sobre a pista de outro caso realmente singular e da qual foi testemunha única, um velho guarda de um melonar da localidade sevilhana do Aznalcollar. Aquele bom homem ficou mudo de terror quando, em um entardecer de 1971, viu pousar sobre a campina uma grande nave portadora e que o velho — em sua ingenuidade — comparou muito graficamente com os «viajantes» ou grandes ônibus de linha que fazem os diversos percursos da província. Do dito «viajante» — que não devia ser outra coisa que uma nave portadora — saíram entre 40 e 50 «homenzinhos» que, lógicamente, puseram em fuga ao apavorado velho. Mas, como digo, os testemunhos neste sentido seriam tantos que nos obrigaria a entrar em terrenos distintos aos que atualmente nos ocupam. Agora, entretanto, o caso era distinto. Porque estes extraterrestres — segundo os membros do «IPRI» — eram muito distintos. De onde procediam? Onde estavam situados seus respectivos mundos?

IX. SÃO GIGANTES
Os membros do «IPRI» me tinham indicado desde o começo — virtualmente desde minha primeira entrevista com eles — que os extraterrestres com os quais tinham comunicação telepática procediam, fundamentalmente, de dois astros: «Apu» e «Ganimedes». O primeiro — segundo os membros do «IPRI»— é um planeta de condições relativamente parecidas com as de nosso mundo e situado no sistema planetário da estrela ou sol «Alfa B», na constelação do Centauro. Sua distância à Terra — ou melhor dizendo, a nosso Sistema solar — é de 4,3 anos luz. (Como se sabe, um ano-luz equivale à distância que percorre a luz durante um ano, tendo em conta que o dito raio luminoso se move no espaço a 300.000 km por segundo.) Quanto ao segundo mundo — «Ganimedes»—, resulta muito mais familiar para os astrônomos. Trata-se do maior satélite natural do planeta Júpiter e sua distância até a Terra oscila ao redor dos 620 milhões de quilômetros. — Entretanto — me assinalaram os membros do «IPRI» —, os seres que formam parte da «Missão RAMO» pertencem também a outros planetas. Nós só temos conhecimento direto dos extraterrestres do Apu e «Ganimedes» porque nossos contatos foram programados com tais seres. Mas sabemos, por exemplo, que também outros habitantes de Orion, «Atlas», «Caliste», «Europa», etc., formam parte da mesma missão. — Não sou um astrônomo, mas tenho lido que a maior parte dos 12 satélites naturais de Júpiter deveria estar sob uma capa permanente de gelo, como conseqüência de sua tremenda distância ao Sol. Como pode ser então que «Ganimedes» tenha vida? — Já lhe dissemos que nossas surpresas serão grandes conforme vamos conhecendo o Sistema solar. Entretanto, e conforme pudemos comprovar alguns de nós — através de «viagens» que nos permitiu fazer em forma de projeção — não há tais capas de gelo em Ganimedes. Ao contrário.

Os de Ganimedes são mais baixos. a versão dos membros do «IPRI». Nesse lugar — conforme nos comunicaram — existia outro planeta que sofreu um grande cataclismo. a estes extraterrestres. Seus cabelos são de cor branca platino e geralmente compridos. E bem.80 metros. que aspecto têm? — Depende.— Segundo essa teoria — apontou outro dos membros do «IPRI»—. — Vocês afirmam — prossegui — que chegastes a ver. Algo que resultava estranho do primeiro momento. Algo tinha ficado em meu cérebro. beneficiando-se fundamentalmente da energia dos numerosos vulcões que existem no satélite. não me estenderei agora neste apaixonante tema das «viagens em projeção». em síntese. Estes procedem do planeta «Orion» e também do astro que até faz alguns milhares de anos existiu na órbita do que hoje se denominou «cinturão de asteróides». Pois bem. suas alturas seguem sendo superiores às do homem normal.90 metro. Geralmente medem 1.. inclusive. posto que seu grande interesse bem merece que lhes dedique um novo e completo capítulo. que asseguram estar em comunicação com os extraterrestres. São enormes! Mas sua forma física é similar à nossa. Os homens do planeta «Apu» são os mais altos. Esta era. Seus olhos e sobrancelhas são também ligeiramente distintos dos nossos. em . Alcançam entre os 2. E um dos lugares escolhidos — onde fundaram uma nova «colônia» — foi o satélite «Ganimedes». como explicar o fato de que o planeta Marte. que se encontra mais afastado que a Terra do Sol. Os seres do Apu os têm mais «puxados». O que era «aquilo» das «viagens em projeção»? É que alguns dos membros do «IPRI» tinham «viajado» já até esses mundos? Entretanto. Ali criaram suas cidades e conseguiram dominar as forças internas do astro. Apenas se diferem em alguns detalhes.50 e os 2. a civilização que o habitava — mais avançada que a nossa — se deu conta da gravidade do problema e procurou com tempo outros astros próximos para onde poderiam transladar-se. só disponha de um pólo? Nós estamos mais perto do astro rei e temos dois. Mas seus cabelos são loiros e compridos até a cintura. Não obstante. Também seu queixo é mais pontudo..

A esta terceira estrela a chamou Próxima Centauri.relação com a posição do Apu e «Ganimedes» neste rincão do Cosmos a que chamamos «Via Láctea». que é de 4. A primeira das estrelas é muito semelhante ao Sol no que respeita à luminosidade intrínseca. como digo. Em tal sistema triplo de estrelas se encontra localizado — segundo os membros do «IPRI »— o planeta «Apu». Por termo médio. Isso significava que existia um terceiro astro naquele sistema gravitacional. O sistema — em sua totalidade— se aproxima do Sol a uma velocidade de 36 quilômetros por segundo. magnitude se movia com a mesma velocidade e direção que a «binária». (trata-se de uma "anã vermelha" que figura entre quão variáveis ocasionalmente experimentam breves aumentos de luminosidade). Quanto a Ganimedes. Mas. é 23 vezes a distância da Terra ao Sol. entretanto. Suas duas estrelas mais brilhantes —"Alfa" e "Beta"— apontam para a chamada Cruz do Sul.3 anoluz. a opinião dos astrofísicos em relação com estes mesmos astros? Heis aqui os poucos dados sobre a constelação Centauro e sobre o satélite joviano «Ganimedes» que consegui reunir: A Constelação do Centauro — segundo a Astronomia atual — está situada no firmamento no hemisfério sul. pelo contrário. os conhecimentos da Astrofísica tampouco são excessivos. por ser a mais próxima ao Sol e à Terra. Ambos os componentes. Em 1915 descobriu-se que outra estrela de 1ª. . qual é. são muito resplandecentes. O fato de que ambas as estrelas girem ao redor de seu centro comum de massas em órbitas muito alargadas faz que as separações respectivas variem sensivelmente durante os períodos de revolução de 80 anos. massa e espectro. embora separado do principal no firmamento por mais de 2 graus a distância de Centauro ao Sol. "Alfa" do Centauro constitui um dos sistemas binários primeiro conhecidos. com cujos habitantes afirmam sustentar comunicação telepática. Por ela atravessa uma franja larga e resplandecente da "Via Láctea".

um envoltório refrigerante desta classe poderia constituir um manto protetor que conservasse a temperatura em sua superfície. em definitivo. Possui um diâmetro de 600 km e gravita em torno de Júpiter a uma distância de 1071000 km. precisamente. É provável que a troposfera se alargue até os 320 km. Há também outro feito importante. E a totalidade geral alaranjada do satélite pudesse dever-se à absorção. todos os peritos parecem coincidir em um ponto realmente básico: «Ganimedes» é um corpo cujas proporções resultam idôneas para conter um envoltório protetor. Sua coloração — de um forte castanho escuro — poderia ser devida a uma grande absorção atmosférica. "Ganimedes" apresenta certa semelhança ao planeta Marte. Observado telescópicamente. Entretanto. . Com uma proporção de anidrido carbônico na mescla. Mas as «provas físicas» ainda não tinham terminado naquela noite de nove de fevereiro. Como em Marte."Ganimedes" é um dos 12 satélites de Júpiter. E todos sabemos que esse. cambiantes de tamanho.. como acontece no planeta Marte. Trata-se de um astro cujo tamanho deve ser similar ao do planeta Mercúrio e duas vezes. O tempo. cabe deduzir que este satélite é capaz de reter uma atmosfera que poderia estenderse a grandes alturas sem perder muito quanto a sua densidade. virtualmente. Em definitiva. é um passo fundamental para que possa existir a vida. nos mostrará a Verdade. e possuindo condições físicas de massa e densidade suficientemente importantes. motivada por um lado pela presença de Júpiter com seu grande poder refletivo e a distância própria de Ganimedes — mais de 620 milhões de quilômetros da Terra — os astrônomos não conseguem ficar de acordo quanto à estrutura e constituição de tal astro. Sendo seu diâmetro intermediário entre o deste planeta e Mercúrio. e dada a grande dificuldade de sua observação. do oxigênio pelas rochas da superfície. no satélite joviano se apreciam umas zonas de manchas brancas. ao da Lua.. Seu período de revolução em torno do gigante é de 7 dias. 3 horas e 42 minutos.

os «guias» não nos pediam fé cega. foi aumentando. Meu afã por assimilar e conhecer o máximo de detalhes em torno desta apaixonante reportagem me obrigava quase constantemente a saltar de um tema a outro. E. E um após o outro. com as «confirmações físicas» dos passados dias 7 e 9 de fevereiro. É por isso. com suas evoluções.. E tudo isso levou quase seis meses. Os membros do «IPRI» com os que me encontrava em contato diário durante minhas estadias em Lima não se contentaram.. — Porque todas as nossas comunicações coincidiam no básico. como lhe dizíamos.Ficavam outras muitas e espetaculares confirmações. com suas formas. Muito ao contrário... em benefício da espontaneidade e em prejuízo. como apontava no capítulo anterior. Dois.. E sabe por que? Encolhi os ombros. X. quase todos os que ingressavam no flamejante grupo foram dominando a técnica da comunicação telepática.. por isso possivelmente o leitor aprecie alguns «saltos» na narração desta desconcertante aventura. insisto. Mas não nos arredamos. Como teríamos reagido qualquer de nós se nos tivéssemos encontrado em semelhantes circunstâncias? O grupo. Foi preciso familiarizar-se com elas. aquelas «provas físicas» —como eles as chamavam já familiarmente — tinham sido como o mel nos lábios. possivelmente. com sua muito potente luminosidade. E era realmente lógico. Mas as dúvidas e os problemas não nos esqueceram em nenhum instante. de uma ordem mais estrita. Não havia contradições. conseguindo seu correspondente contato com novos ou já conhecidos «guias».. TRÊS A QUATRO «AVISTAMEMTOS» AO MÊS Passou muito tempo até que as naves —ao fim— se decidiram a aterrissar. sobretudo.. No princípio tivemos que lutar contra as dúvidas próprias e contra as incompreensões dos outros. três e até quatro vezes por mês acudíamos juntos .

. eleito sempre pela totalidade do novo grupo ou seção. E o «chefe» ou «responsável» por cada uma das seções do grupo realizava o contato.. — E por que? — perguntei. Conforme o grupo foi adquirindo peso e volume — conseqüência lógica depois de propagar-se por todo o Peru a notícia das confirmações físicas — o elevado número de membros fez necessária — conforme me explicaram os próprios membros do «IPRI» — uma subdivisão em seções ou grupos menores. empregado em um colégio de Lima — saiu para outra das salas da sede do «IPRI».aos lugares que eles nos assinalavam previamente e assistíamos a maravilhosas confirmações físicas de tudo o que estávamos fazendo. Conforme nos revelaram em outras ocasiões. — E essas confirmações dos contatos físicos. obtendo assim o lugar. Em primeiro lugar. e a especificação do dia. a cargo de cada qual foi eleito um responsável ou enlace comum ante os «guias». — Desta forma — seguiram me contando — os problemas ficavam reduzidos e a «Missão RAMO» podia desenvolver-se com mais facilidade. — Esse lugar foi eleito pelos «guias» do primeiro momento. Quer dizer. sempre perguntávamos a data do próximo avistamento. em efeito. procuram que as provas físicas as realizem aquelas naves que . Em oitenta por cento das «confirmações» que pude consultar se citava o mesmo lugar: os «areais da Chilca». parece que há três motivos fundamentais. Que mais podíamos pedir? — Como se desenvolveram essas sucessivas provas físicas? — Como lhe dizemos. lugar e pessoas que podiam assistir às diversas provas. o nome do «guia» — que quase sempre encabeçava as comunicações —. dia. sempre procuram que seus avistamentos coincidam com as coordenadas que esse dia e a essa hora concretas devem seguir algumas de suas naves. retornando aos poucos minutos com várias destas «confirmações» psicografadas. hora e pessoas que podiam ir à prova. E um dos membros do «IPRI» — acredito recordar que Francisco Tippe Orei. hora. E nelas pude ler. eram sempre por escrito? — São sempre por escrito.

.. E evoluíam sobre nossas cabeças ou. os seres do espaço nos especificaram que quase sempre procuram lugares onde exista um alto índice de magnetismo natural. A curiosidade tinha entrado já de cheio em meu coração. a fim de manter comunicação prévia com eles e de seguir as instruções ou provas individuais ou coletivas às que freqüentemente nos submetiam. — Magnetismo natural. — Mas. E. E sempre à hora exata. Naquele instante me fiz um firme propósito: viajar aos citados «areais da Chilca». ao mesmo tempo. — Mas.necessariamente têm que estar nos lugares na data e hora indicadas. E o mesmo ocorre quando tratam de aproximar-se de determinados pontos do planeta. Nós chegávamos sempre uma ou duas horas antes. por que não pousavam em terra? — Perguntamos-lhes muitas vezes sobre isto e sempre obtivemos a mesma resposta: Tenham paciência. permaneciam fixas e imóveis durante minutos.. encontra-se na trajetória que seguem os discos cuja base se encontra ao sul da costa peruana. Apareciam sozinhas ou em formação. No princípio. como lhe dizemos. os «guias» nos foram citando nos areais da Chilca a razão de três ou quatro vezes por mês.. Chilca — conforme parece — reúne essas condições. .. Em segundo lugar.. se nos fixarmos bem. Chilca. Não poderiam controlar suas emoções. Vocês não estão preparados. Mas há uma terceira razão. Geralmente apareciam de noite... eram simples avistamentos de naves.? — Seus aparelhos — como já lhe detalharemos mais adiante — aproveitam o magnetismo dos astros para deslocar-se no espaço. que não exista um grave transtorno de deslocamento para nós. simplesmente. Os "guias" procuram sempre que os lugares escolhidos sejam zonas separadas da civilização. como foram todos estes avistamentos de ovnis? — Cronologicamente — e a partir daqueles inesquecíveis 7 e 9 de fevereiro—.

como são?. assinalando às naves. — Mas. Todos tinham sido vistos e. fotografados pelo grupo. quando nossos amigos. E todos —conforme me acabavam de manifestar os membros do «IPRI»— correspondiam a naves da «Confederação de Mundos».— Acredito que tinham razão — interveio Sixto Paz —. assim é. XI. os extraterrestres. começaram a aterrissar e sair de suas naves.. que formas têm esses aparelhos? Outro dos membros do «IPRI» abriu uma pasta e extraiu dela uma série de desenhos e fotografias.. Nelas pude ver até seis ou sete tipos distintos de ovnis. E acrescentou: — Assim são as naves que vimos até o momento. permanecendo imóveis. decidiram-se a pousar suas naves sobre a Chilca. Descobrimo-lo alguns meses depois.. Em realidade.. e sempre depois de nos haver avisado telepáticamente. Isso. a alegria.. — E dizem que. — Sim. também os viram fisicamente? Os membros do «IPRI» sorriram. ao fim. Quando chegávamos ao lugar e víamos surgir as naves.. Uma vez mais fiquei atônito.. E não esperamos que acredite.. a emoção nos fazia saltar o coração como se tivesse um motor.? Só alguns meses depois — lá para abril ou maio — algumas das naves.. . OS RUSSOS PISARAM PRIMEIRO NA LUA Carlos Paz Wells me mostrou uma dezena de fotografias e desenhos.. foi o que me confirmaram. nossa missão agora se apóia em difundir ao máximo o que estamos vivendo. E esse contato físico com eles foi parte também desses oito largos meses de preparação. inclusive. O que teria sido de nós se aqueles aparelhos tivessem aterrissado junto ao grupo.. começaram a situar-se a uns dez ou quinze metros do chão.. ao menos. Nós não sabíamos então que essa era outra das formas de «tomar terra» daqueles aparelhos. Mas. Alguns dos membros — especialmente os que iam pela primeira vez à «prova física» — começavam a saltar e a gritar.

Pertencia a Ganimedes. Não insisti. é obvio. Têm uma curiosa forma de «salsicha». permanecendo suspensa a uns cinco ou dez metros do chão.. nos areais. um tanto curvada. — O tamanho deste tipo de nave — a que dedicam ao controle dos «xendras»— é muito maior. pudemos ver também as naves que empregam para controlar os «xendras». Depois. — Não nos demos conta —continuou o jovem— porque quase todas as naves que conhecemos têm duas formas de «aterrissar»: uma. Tinha forma de «lentilha» e seu diâmetro podia oscilar entre os 10 e 15 metros.. tocando materialmente a terra.. embora possam ser tripuladas indistintamente por habitantes do Apu. conforme pude comprovar. Calculamos que superará os 40 metros de longitude. por volta de abril e maio..E lhes pedi que me descrevessem cada uma das naves. os membros do grupo foram às já habituais confirmações físicas. E foi o que ocorreu quando. Em outras . com o passar das semanas. — E que características tinham as naves? — A primeira que «aterrissou» ante nós —embora fosse em suspensão — era idêntica à nave que vimos pela primeira vez em 7 de fevereiro. Carlos procurou a nave que apareceu naquele «avistamento» e que. Mas não nos pergunte agora o que são os «xendras». — Pousaram em terra? — Estas sim. — Em realidade — começou Carlos Paz—. ficavam sobre o chão. como em outros modelos. E continuaram com a descrição das distintas naves. Era tal que não podíamos olhar fixamente. a primeira vez que uma das naves «aterrissou» na Chilca não nos demos conta. Simplesmente.. e a outra. Em cada uma delas — conforme nos explicaram — podem viajar entre 12 e 18 tripulantes. Imaginei que teriam alguma razão em particular para deixar o tema dos «xendras» para mais adiante.. era muito similar à primeira que viram em 7 de fevereiro. — O que mais nos chamou a atenção destas naves —prosseguiu outro dos membros do «IPRI»— foi também sua extraordinária luminosidade. Lhe detalharemos isso quando chegar o momento. E não dispunham de suportes ou pés.

Em realidade. fazendo possíveis as projeções dos «xendras». — Qual pode ser seu diâmetro? — Entre 20 e 25 metros. Estes últimos são maiores e cada uma das naves pode dispor de um ou dois pisos. Como se se tratasse de algo transparente. cada planeta da «Confederação» tem suas próprias naves. A luz é sempre tal que os contornos ficam muito esfumados. Mas. Mas sabemos que há muitos outros tipos de aparelhos. Esfumavam-se. como lhe dizemos.. São as naves mais luminosas que conhecemos. . A primeira é de forma lenticular.. que pertencem ao planeta "Apu". — Um de nossos problemas principais na hora de verificar as medições ou de captar os detalhes das naves — interrompeu Sixto Paz — é que essa intensa luminosidade — comum a quase todas as naves — não permitia visualizar os contornos. Quando pousam em terra desce delas algo assim como uma rampa. como digo. Conforme pudemos comprovar pessoalmente. não estamos seguros das dimensões. E por ali entram e saem seus tripulantes. Nós conhecemos estes tipos de naves e outras duas. asseguravam que correspondia às naves que poderíamos chamar «controladoras de xendras».ocasiões — e isto já não pudemos comprová-lo — permanecem imóveis no céu. E os membros do «IPRI» assinalaram a zona central e superior do desenho que tinham realizado e que. em cada uma destas astronaves podem viajar entre oito e cinqüenta seres. — E estas outras? — Essas naves correspondem ao Ganimedes e ao planeta «Apu». E acredito que jamais nenhum de nós — apontou Juan Acervo — conseguiu as ver com detalhe. estas naves — que são tripuladas por membros do Apu ou «Ganimedes»— despedem uma luz branca por seus extremos. Quando se elevam. Nós conhecemos os modelos do Apu e «Ganimedes» porque são estes os mundos que se ocupam nesta parte da missão. Também pudemos ver que em sua parte superior existe uma espécie de cúpula de um material distinto.

E sabemos também de outras astronaves que não pertencem à Confederação. ante o imediato de uma grande catástrofe. — Certamente.. Tanto no que se refira a naves como a tripulantes. eles dispõem de sistemas de controle para que em nenhum destes planetas qualificados como «inferiores» — e entre os quais nos encontramos. Isso é o que sabemos. De todas as formas. possa produzir uma interferência. a agressão ou destruição dos habitantes de tais mundos catalogados como em «vias de evolução inicial».. embora não formem parte ativa da «Confederação de Mundos». Como poder entender isto se nós não passamos dos 80 anos de vida? Não sabemos com certeza.. — Quer dizer. E essa proibição alcança a todos os mundos habitados da Galáxia. como lhe comentamos em outras ocasiões.. por parte de naves que não estão associadas e que «trabalham» por sua conta. proíbe categoricamente a intervenção direta em planetas de nível mental ou tecnológico inferior. — Eles se chamam deste modo nossos «irmãos maiores». há naves que não pertencem à «Confederação» e que.. Estão proibidas — conforme nos detalharam os «guias» — as aparições maciças em grandes núcleos urbanos. segundo isto. que estamos perfeitamente «controlados». visitam-nos. E desde tempos remotos. entretanto. Embora em realidade estejamos vigiados e controlados não temos . A existência da Vida no universo — e concretamente em nossa pequena galáxia — é muito anterior à aparição da raça nativa de nosso mundo. — Então. E agora estão intervindo de novo. mas acreditamos que muitas das civilizações que povoaram a Terra antes de nós foram ajudadas de alguma forma por estes seres da «Confederação». A «Confederação». embora não pertençam a tal organismo? — É óbvio. é óbvio. que já tinham conhecimento faz milhares de anos de nossa existência. embora sempre entram na Terra sob o controle daquela. — A «Confederação de Planetas» vigia à totalidade das naves.. Também estão proibidas as «investigações» não programadas pela «Confederação» com seres dessas espécies inferiores e.

Somos nós. os próprios homens. Aquilo — seguiram nos contando os homens de Apu — lhes causou surpresa e finalmente horror. — E o que foi que ocorreu? — É difícil de acreditar. depois de comunicar à Terra tão sensacional achado. E o que observaram ali lhes encheu de pavor. Um dos soviéticos descobriu nas proximidades onde tinham alunissado algo assim como umas instalações ou edificações que.nada que temer. . Essa — conforme nos manifestaram os «guias» — foi uma das razões básicas que impulsionaram aos astronautas russos a descer sobre a chamada face oculta.. O caso é que alguns meses antes que os astronautas norteamericanos alunissassem. chamados soviéticos. decidiram aproximarse das instalações. na verdade. sim.. E fiquei assombrado: Vocês devem saber — começava a comunicação — que os primeiros a pisar no satélite natural de seu planeta não foram os que pertencem à nação chamada os Estados Unidos. E seguiram aproximando-se até que um deles acreditou ver mover-se algo entre as edificações. E ambos. os que estamos destruindo ao homem.. dois astronautas soviéticos o tinham obtido já e na cara oculta do satélite.. foram seus atuais competidores. E o fizeram nessa zona porque todos os observatórios do mundo — e é óbvio os da URSS — tinham perseverança e infinidade de dados em relação com estranhas luminosidades que tinham ido registrando-se desde fazia séculos na superfície da Lua. pareciam abandonadas. — Esta comunicação procede de nossos «guias» e nela nos esclarecem quem foram os primeiros que pisaram na Lua e o que foi o que aconteceu lá.. E sorriram uma vez mais ao ver a surpresa e a incredulidade em meu rosto. E disparou sua arma.. aparentemente... Os membros do «IPRI» me observaram de novo. entretanto. ao menos por sua parte. Os primeiros. mas mais difícil nos parecia a própria visão das naves e. quarenta pessoas foram já testemunhas de sua existência. Um dos membros do «IPRI» interveio para me ler outra comunicação.

Tenho em minhas mãos um artigo que Sam Pepper publicou no semanário National Bulletin. temos certeza de que os astronautas norte-americanos também conhecem a existência das antigas instalações da «Confederação». — Mas. A verdadeira intenção dos norte-americanos era destruir as instalações. ao retornar a Espanha. atualmente em desuso. A maioria dos leitores recordará aquela histórica alunissagem da «Apolo 11». os lançamentos realizados por distintos «Apolos» de pequenas bombas nucleares contra a superfície da Lua não tinham a única finalidade de medir os possíveis movimentos telúricos do satélite. retornando com seus companheiros à Terra. em 29 de setembro de 1969 e no que aparece — para surpresa de todos — a conversação sustentada entre Armstrong e Aldrin em sua volta ao módulo lunar. descobri em várias e prestigiosas publicações nacionais o texto íntegro das conversações sustentadas pelos astronautas Neil Armstrong e Aldrin com a base de Houston. E. cujas posições conheciam de antemão. Estas afirmações — que indubitavelmente soavam a fantasia para qualquer mente normal — deixaram-se muito mais perplexo quando. Um rádio-amador tinha captado a onda com a que transmitia o «Command Module Rádio Columbia» e deste modo conseguiu cobrir e encher os dois minutos de atraso que o controle de Houston estabelecia antes de enviar as mensagens da . Entretanto. em julho de 1969. Mas poucos sabem possivelmente que durante tal viagem ocorreram coisas que não foram comunicadas oficialmente. algum dos disparos ricocheteou no astronauta. aos cuidados da manutenção das instalações. e que tinham sido censuradas pela Nasa. segundo os «guias». O segundo — tomado de pânico— conseguiu fugir e retornar ao módulo que orbitava a Lua. Muito ao contrário. que morreu. suprimindo um total de dois minutos da gravação original. de Montreal. Aparentemente. como não foi revelado tudo isto? — Possivelmente pelos mesmos motivos pelos quais outros governos do mundo sustentam em rigoroso segredo as informações e testemunhos sobre ovnis.Tratava-se — segundo os «guias» — de uma das máquinas ou robôs que permanecem na base.

em Houston. o que é? É o que quero saber! . até agora era uma desfiguração ótica do terreno.Houston.. Estas pequenas coisas são gigantescas. .A. e A. Estão alinhadas na outra borda da cratera. o que. Controle de comando. . repitam! . Mas quem tem fabricado semelhantes astronaves pode certamente vir e tirá-los amanhã mesmo do chão. essas malditas câmaras filmaram.. e A. estamos aqui os três. Não. Nos deixem sondar esta órbita e a casa. Os espelhos. Captastes algo? .H.H. O que. os espelhos. OH.H.A. . Mudança e fora.. Deus. . Minhas mãos tremem tão forte que não posso fazer nada. aqui. O que é.H..A. Digo que havia outras astronaves. Ordem de controle: repitam o último relatório! . Este sensacional diálogo entre dois dos mais destacados astronautas e a base de controle. ruídos. sob a superfície. Controle chamando «o Apolo 11». mas vimos uns visitantes. . foi ratificado. Esses dois minutos de «demora» davam tempo à Nasa para censurar a mensagem original recebida e para emitir novamente aquilo que tinham gravado em videotape e consideravam apto para ser divulgado ao mundo inteiro. . Sim. interferências..H. O que há ali? (Desfigurado. ninguém vai acreditar! . Filmar? Céus.H. Mas heis aqui o texto íntegro de tal conversação: . sim. e A. que diabos está ocorrendo aí? O que lhes passa. e A. os espelhos estão em seu lugar. meninos? . Repitam. Colocaram? . diabos.. são enormes.) Emissão interrompida. e A. não.Lua às estações de televisão.. Muitos rádio-amadores confirmariam posteriormente a notícia publicada pelo senhor Pepper. É 625 aos 5. Estão já a caminho? O que há com essa animação dos ovnis? Mudança. Estão ali. controle de comando. e A. e A. como .A.. três disparos dos pires ou do que for podem ter quebrado o filme...A.A. Estão na Lua e nos observam.A. Aterrissaram aí.Armstrong e Aldrin. .. observando os instrumentos.. Não tinha nenhum filme à mão (desfigurado).H. Relé automático conectado. Roger... . Estiveram aqui um momento.

escrevia também em dezembro de 1969 em seu artigo «Os desconhecidos da Lua»: Várias percepções dos astronautas de "Apolo 11” e "12" indicam que em um tempo não determinado com exatidão aterrissaram outros seres não terrestres. a tripulação da «Apolo» comunicava a Houston: .K.Lembro que naquela noite me encontrava em uma das salas da estação de seguimento do Robledo da Chávela. às 14 horas e 18 minutos.!" Aquilo significava. tomadas pelo "Apolo 11". podemo-lo ver através de nossas janelas quando o ângulo da nave é de 35 graus. Mas também em nosso país houve testemunhas diretas de tal diálogo.. O que pode ser? E aproximadamente às 10 horas e 25 minutos tinha lugar a seguinte conversação entre os astronautas e a base de controle: . indubitavelmente. prêmio Nobel de Física e presidente da Comissão americana de Energia Atômica.. Em 15 de novembro de 1969. O. . O que pode ser? . O.Desde ontem nos acompanha outro objeto voador. um momento.. E em um determinado momento da transmissão.Houston. Semanas mais tarde — e quando conversava em Madrid com um piloto e popular apresentador de Televisão Espanhola — sobre o referido e «censurado» diálogo. O doutor Glenn Seaborg. E Houston não estava interessado em que se desse a conhecer."Apolo 12".” Mas os testemunhos em relação com este misterioso capítulo das viagens «Apolo» à Lua não terminam aí. Retornamos a nossa prancheta de desenho. por outros rádio-amadores que conseguiram captar a onda do «Columbia».. Ao sair pude escutar Armstrong que dizia: “Um momento.K.digo. Possivelmente aterrissaram ali anteriormente outras astronaves que utilizaram a lua como estação de enlace. Umas fotos que não se publicaram até a data. que tinha acontecido algo importante. ordenaram-nos que abandonássemos a sala. demonstram em diversos lugares da Lua pisadas muito claras. cujos contornos são extraordinariamente precisos. Com o passar do vôo do «Apolo 12» ocorreram igualmente «coisas muito estranhas». comentou-me: .

as apavorantes revelações dos membros do «IPRI» podem ser completadas e reforçadas com outro achado não menos intrigante e destacado que me ia ser exposto por um engenheiro peruano de Pesca. Entretanto. mas.A. a mais de um pé por segundo. seriam tantos e tão amplos. Acredito que essa "tabela" se afastou com grande rapidez. OVNIS NO FUNDO DO MAR Quando os extraterrestres nos autorizaram.5 revoluções por segundo ou.Um dos objetos.K. . estes reveladores diálogos entre Houston e os astronautas norte-americanos para nos fazer uma idéia do férreo segredo que adotaram os governos em relação com o tema ovni. Mas os testemunhos dos astronautas sobre a presença de ovnis na Lua e. Os revestimentos SLA devem estar a uns trezentos metros de vocês.. Um engenheiro que não tinha vinculação alguma com tais membros do «IPRI». seja o que seja.. é obvio. é tremendamente difícil dizer que diabos era. ao menos.Gordon. Como não temos nem idéia de como desapareceram ou como poderia ser sua órbita. sem dúvida alguma. A "Missão RAMO" — assim nos tinham especificado isso com claridade os "guias" — devia ser difundida. como parecia. Conrad interrompeu a conversação e disse: . XII. E prosseguiu o diálogo entre Houston e a nave: . justamente quando demos a volta vi uma destas "pranchas" à grande altura sair de nossa proximidade. O objeto é muito luminoso e roda. Tal como vemos estas coisas de baixo. Dick lhes dirá para que estrela se dirige. Sua rotação é de 1.H.A. . Mas essa . em nosso mundo. Suponhamos que era pacífica. acaba de sair de sua órbita e se afasta de nós a grande velocidade. simplesmente.. Neste momento. Por Deus.H. Basta. . as pranchas de revestimento SLA não receberam suficiente DELTA V (aproximadamente um pé por segundo) ao separar-se. que nos veríamos obrigados uma vez mais a nos desviar do caminho que agora nos ocupa. demos a conhecer a notícia. O. Poderia ser. emite sinais neste intervalo.

Os «ecogramas» em questão — segundo as explicações do engenheiro — eram o resultado da utilização dos aparelhos . Aqueles «ecogramas» — segundo palavras do próprio engenheiro de Pesca — tinham detectado a presença de quatro ovnis — neste caso. desde finais de agosto de 1974.. «objetos submarinos não identificados» — frente à população peruana do Lambayeque. encontrava-se uma que ia também a surpreender a quantos conheceram as declarações dos peruanos. têm algumas de suas bases na costa peruana. heis aqui algo importante.. Mas..autorização para fazer públicos nossos contatos telepáticos com os seres do Apu e "Ganimedes" demorou sete meses para chegar. Assim me confirmaria isso um destes técnicos em pesca de «arrasto» — o senhor Belevan—. A. Estas manifestações dos membros do «IPRI» que afirmam estar em comunicação com os extraterrestres chegou aos ouvidos dos citados engenheiros peruanos pouco antes de que eu pisasse no Peru. — Eu mesmo me encontrava naquela ocasião a bordo do pesqueiro Roncal. Ali se ocultam e ali trabalham em investigações submarinas. pertencente à companhia «Norpesca S.. e com cujos tripulantes estamos em contato. Entre os que leram ou escutaram várias manifestações havia um grupo de engenheiros de Pesca que ficaram altamente confundidos. ao tempo que punha em minhas mãos uns documentos que — sem dúvida nenhuma — eu qualificaria de definitivos. Concretamente.» — indicou o engenheiro ao tempo que assinalava seu nome. Cinco «ecogramas» obtidos — conforme constava no próprio documento — em 1969 e em uma das zonas apontadas em agosto de 1974 pelos membros do «IPRI». senhor Belevan — que não tinha vinculação alguma com o «IPRI»—. escrito por ele mesmo na parte superior esquerda de um dos «ecogramas».A frota de naves da Confederação de Planetas. no norte do país.. E entre as impressionantes afirmações que o grupo do «IPRI» começou a difundir.. com efeito. Porque o engenheiro em Pesca. ao norte e sul. tinha estendido sobre sua mesa de despacho cinco «ecogramas» reveladores. .

Este tipo de instrumento — encarregado de detectar os bancos de peixes — é utilizado na atualidade pela maioria dos pesqueiros do mundo inteiro. encontravam-se em repouso vários destes ovnis aos que — anos depois — fariam alusão direta os membros do «Instituo Peruano de Relações Interplanetárias».São milhares de naves — me haviam dito dias antes no "IPRI" — as que se movem em nosso planeta. por último. o Roncal detectou o que parece parte de um ovni gigantesco. foi enorme. o fundo do mar.. Lambayeque e outras populações — nos asseguraram que existem duas destas bases. afundado entre 28 e 36 braças. Mas estes. . Todas elas foram registradas pela «ecosonda» que nos serve para localizar os bancos de pescado. — No presente «ecograma» — seguiu explicando Belevan— podem apreciar-se perfeitamente várias partes. E nas águas de nossa costa — à altura de Tombe. acabam de me enviar dos arquivos da empresa o terceiro ovni — embora possivelmente se trate de duas naves em lugar de uma —. Em uma destas partes do «ecograma».. ao que parece. como você pode ver. o engenheiro peruano tinha tido a grande fortuna de navegar por águas onde. Este quinto «ecograma» — efetuado também por mim a bordo do Roncal— revela tão somente. Leoa. Duas bases que dirige ou comanda "Antar Sherart". E.. Chilca. pousados sobre o fundo do mar. ao descobrir agora a existência dos citados «ecogramas». permanecem imóveis entre duas águas. Quanto mais analisava os citados «ecogramas» — que o leitor poderá encontrar reproduzidos ao longo destas mesmas páginas — mais claros apareciam ante meus olhos os contornos dos ovnis. e como simples comparação. Não saía de meu assombro. Em um segundo «ecograma».denominados «ecosonda» e que formam parte do instrumental requerido hoje nas tarefas de pesca.. A maior parte pertence à "Confederação". Pois bem. o aparelho eletrônico desenhou fielmente o contorno de dois ovnis. a presença de um «navio». localizado ou localizados em outros «ecogramas». fundamentalmente de «anchova». ao contrário que os ovnis anteriores. . Minha surpresa. portanto. E ao lado.

E neste caso concreto ocorreu assim. Em primeiro lugar devo lhe dizer que o fato de que os ovnis suspensos entre duas águas sejam de um tamanho claramente inferior ao dos que aparecem pousados no fundo do mar se deve. Resulta realmente difícil pensar em uma trucagem. Nós. — Eu diria que definitivo. quer dizer. o tamanho do objeto captado pelo raio catódico da «ecosonda» será igualmente menor. Muitos de nós — e não falamos dos patrões e tripulantes dos pesqueiros — os vimos entrar e sair... das águas. . Uma braça inglesa. em efeito. como sabe. inclusive. Tratávamos de pescar em um pendente suave e a 35 braças. os engenheiros de Pesca. tínhamos discutido muitas vezes sobre tais «objetos submarinos não identificados». que aparecem suspensos? — Recordo-me que o navio levava uma velocidade de «arrasto». Isto significa que o «objeto submerso não identificado» devia ter um diâmetro aproximado de 18 a 20 metros. Explico-me. Os «ecogramas» foram registrados em distintos momentos do dia e a velocidades igualmente diferentes. Como podiam saber os membros do «IPRI» a existência de várias «bases» se estes «ecogramas» permaneceram até agora nos arquivos da companhia? É obvio — e esta é a opinião de quantos técnicos na matéria analisaram e analisaram as fotocópias dos «ecogramas».72 metros. atualmente nos arquivos de La Gazeta do Norte — os citados documentos parecem autênticos. ou os ovnis. E sempre tínhamos chegado à conclusão de que. A maior velocidade do pesqueiro. E o curioso é que estes «ecogramas» foram obtidos em 1969. Examinemos os «ecogramas».. É uma prova irrefutável da existência dos ovnis.— Mas este é um documento excepcional! — comentei ao engenheiro. — E a que profundidade calcula você que podia encontrar o ovni. — Mas continuemos — comentou o senhor Belevan —.. simplesmente. equivale a 1. tratavase de naves ou discos voadores. a um fenômeno puramente físico e de que resulta diretamente responsável o casco de navio. muito antes que os membros do «IPRI» lançassem suas afirmações sobre a existência das «bases» submarinas.

sempre cabe a possibilidade de equivocar-se. segundo os engenheiros eletrônicos com que consultei. . — E como podem vocês estarem tão seguros disto? — Bom. repito. outra prova. — . não ocorre o mesmo quando o ovni está detido. nos «ecogramas». mas «passa» materialmente sobre eles. nós pensamos que pode tratar do mesmo ovni. Pois bem. radares ou ecosondas não podem captar um ovni em movimento. Conforme pude comprovar naqueles dias. sem assinalá-los com a mesma força ou intensidade que quando «se choca» com o fundo. Agora bem. os membros do «IPRI» identificaram como veículos siderais das civilizações do Apu e «Ganimedes». eu me pergunto quantas vezes teremos navegado em zonas onde se deslizam estas naves.. Mas há algo ainda mais interessante — prosseguiu —. aí tem você.. E o engenheiro assinalou uma franja que se estirava muito perto da superfície e sempre paralela a esta. a forma dos ovnis detectados nos «ecogramas» correspondia a das naves típicas. Isto nos obrigou a utilizar a «ecosonda» numerosas vezes. capta os objetos que possam encontrar-se entre duas águas. Foi realmente uma sorte que aquele dia os peixes não aparecessem por nenhum lado. além do já dito. Por isso se explica que nós tenhamos podido registrá-los nos «ecogramas».. posto que a «ecosonda» o captou poucos minutos depois e na mesma zona —. quando parte para o fundo. Entretanto. denominadas por muitos peritos em ovnis de «revolução discoidal» e que. obtendo assim — e sem querer— este excepcional testemunho. o «objeto» aparece a uma profundidade um tanto maior. já que o campo magnético que emite ou desenvolve a nave ao girar seu «disco» de sustentação.Você se perguntará — continuou o engenheiro — por que os ovnis do fundo do oceano aparecem mais completos e maciços que os suspensos entre duas águas. mas. como lhe digo. sem conseguilas captar em nossos aparelhos eletrônicos...No segundo «ecograma» — e. Depois de consultar com vários peritos na matéria me inteirei que os raios catódicos que procedem de sonares. parece ser que o eco. desvia ou anula tal raio catódico.. e posteriormente na Espanha.

o mar alcança entre 90 e 100 braças de profundidade. permanecendo imóvel algo mais de 20 minutos. a fim de submetê-los a uma exaustiva análise. — Descreveu o patrão o ovni? — interrompi ao engenheiro. Porque o mesmo engenheiro. tinha sido originado por um ovni que meu amigo e os tripulantes viram sair das águas poucos segundos depois. Mas havia mais. Porque há muitos mais. — Sempre no mesmo lugar? . — Sim. Naquela zona. a umas duas milhas e meia da embarcação. e correspondia — assombre-se! — à forma que aparece nestes «ecogramas». O lugar exato por onde emergiu o ovni — segundo meu amigo Prado — foi a 27 milhas da ilha de Lobos.— É pescado. O inesperado e inexplicável fluxo que sacudiu a embarcação. A seguir subiu em diagonal a uma velocidade impressionante. possivelmente por volta das sete da manhã. Quer dizer. Nestes momentos estou tratando de reunir o maior número possível. Aquele objeto tomou altura e se deteve à uns 60 metros da superfície. e com um mar em calma quando. o mesmo lugar onde outros patrões de lanchas detectaram também «objetos voadores não identificados». Este é o caso. de meu amigo Pablo Prado Segura. Sua forma era discoidal e com uma espécie de «antena» na parte superior. Um banco de peixes. observaram um estranho redemoinho que terminou por formar uma onda de uns três metros. Navegava — conforme me contou — muito cedo. por exemplo. foram testemunhas — e não poucas vezes — das entradas e saídas de tais ovnis nas águas do Pacífico. senhor Belevan. Sei por outros engenheiros e patrões de pesca que nessas mesmas zonas do Lambayeque se detectaram outros ovnis e também a base de «ecogramas». Mas lhe estou falando de uma só série de «ecogramas». assim como outros pescadores peruanos. desaparecendo ante os atônitos olhos dos pescadores. — Alguns dos patrões dos pesqueiros — apontou Belevan — chegaram a divisar aos próprios ovnis. que opera na companhia «Frescomar». Se tivesse existido o campo magnético os peixes teriam desaparecido do lugar.

E os testemunhos neste sentido não são realmente poucos. Há também outro fenômeno interessante que constitui — a julgar pelas coincidências de opiniões dos que viram entrar ou sair das águas tais aparelhos — toda uma constante. E você poderá me perguntar por que precisamente em zonas onde o mar reúne esse índice de salinidade. Os ovnis.. Quase sempre onde a temperatura oscila entre os 27 e 29 graus e onde o índice de salinidade chega aos 34 ou 35 por 100.. E o consultamos com vários oceanógrafos. sim. por alguma razão desconhecida. Pois bem: ante nosso assombro. Você pode comprovar que tal departamento do Lambayeque é o que alcança um maior índice de pureza em suas explorações Salinas. facilitam a sustentação ou movimento de várias naves nos recursos oceânicos. — Essas «bases» oceânicas — me responderam os membros do «IPRI»— não se encontram só nas costas peruanas. estes especialistas nos confessaram que eles tinham detectado igualmente a entrada e saída de ovnis do fundo das águas e que sempre se produziu tal fenômeno no único lugar das costas peruanas onde o mar registra uns 34 ou 35 por 100 de salinidade: ou seja. Mas não podemos estar seguros. Possivelmente esse maior índice de salinidade. Nosso mesmo golfo do Cádiz foi cenário — em muitos casos — de ovnis que aparecem e desaparecem súbitamente entre as águas. frente às costas do Lambayeque. assim como a elevada temperatura das águas. igual à maioria dos que tenho conhecimento. Estas afirmações do engenheiro peruano me fizeram recordar a cada vez mais estendida teoria de que os recursos dos oceanos constituem. sacudindo às vezes as embarcações e assustando sempre a seus tripulantes. nos chamou também a atenção.— Até agora. obtiveram-se nesse lugar do Pacífico. Há em muitos oceanos. Por que os ovnis escolhem então esta zona para mergulhar? A verdade é que o ignoramos. . E especialmente na Antártida. desde Deus sabe quando. E estes «ecogramas». mergulham e emergem formando um ângulo de 90 graus com a superfície do mar. o melhor refúgio ou «base» para estas naves procedentes de outros mundos.

E posso lhe dizer algo mais. o Roncal teve que esperar 23 dias para que pudessem lhe fazer a revisão e a pintura do casco. Não faz muito. os membros do «IPRI» nada tinham feito a não ser começar seu fantástico relato. Tenham paciência. não se precavesse de que tinha ante sua proa todo um enorme obstáculo? Mas a magnífica prova dos «ecogramas» não ia ser minha última surpresa neste tema dos ovnis. Mas nunca conseguimos. que dispõe dos mais perfeitos instrumentos eletrônicos de sonar. Em realidade. para cá.. A resposta dos seres do Apu e «Ganimedes» era sempre a mesma: Não estão preparados. amigo. XIII... E foi preciso um duro «treinamento». E escolhem o fundo dos mares porque sempre resulta o lugar mais seguro e inexpugnável. Os governos — e entre eles o meu — têm perfeito conhecimento do fato. Quando perguntamos ao oficial como se produziu o acidente nos disse que não podia falar. Mas havia algo que não entendia.. — Fazia tempo que tínhamos decidido a pedir aos «guias» que aparecessem ante nós. . Tinha todo o tanque de proa e as duas salas de torpedos de bombordo destroçados. como é que os navios de guerra ou a aviação não os detectaram? — Esse é um engano.Quase todas estas plataformas ou «ninhos» de naves pertencem à «Confederação de Planetas da Galáxia». Como podia explicar-se que um moderno submarino... etc. senhor Belevan: — Se esses ovnis se encontrarem tão próximos à costa peruana — ao que parece sobre a mesma plataforma continental —. E assim o expus de novo ao engenheiro. DURAS PROVAS O primeiro sábado de julho — se mal me recordo — foi um dia importante para os membros do «IPRI». Suas emoções lhes trairiam. Em algumas destas «bases» — conforme nos comunicaram os «guias» — trabalham também na experimentação e cultivo das algas e plâncton. radar. porque tinha chegado um submarino da Armada em atracação de emergência. no dique seco de Lima..

Sem mais companhia que os batimentos do coração acelerados de nossos assustados corações. quando. víamo-nos submetidos a situações que era preciso dominar o medo... como digo. — Sempre sozinhos? — Absolutamente.. Tínhamos chegado a outro ponto culminante: a primeira aparição dos extraterrestres a vários dos componentes do grupo que asseguram estar em contato com aqueles. E sumidos na mais absoluta escuridão permanecíamos ali por tempo indefinido. etc. — Entretanto — adiantaram —.. Antes que se produzissem as confirmações físicas. Às vezes. E em lugares sempre afastados. . Era absolutamente necessário que submetessem a um «treinamento» quase brutal. Durante vários meses fomos submetidos a duras provas. ao fim. Compreendemo-lo pouco depois. Aquele primeiro sábado de julho. Mas. e de forma individual. E sempre — era possivelmente o mais lógico — durante as noites.A esta minha nova entrevista com vários dos membros do «IPRI» assistiu esta vez dom Eduardo Elias. — E no que consistiam essas provas? — Geralmente. antes de que se produziram os avistamentos ou aterrissagens das naves. o caminho não foi singelo. a solidão. os «guias» nos pediam que submetêssemos nosso espírito a determinadas provas. cada um de nós era «conduzido» ou guiado mentalmente pelos «professores» até lugares desconhecidos para nós. Nosso maior desejo era ver de perto a nossos «guias».. E foi ele quem dirigiu a conversação. desumano. Essa era uma condição essencial. Nós sabíamos que ia ocorrer algo. a escuridão. eles nos fizeram ver com claridade. E só pensávamos no grande momento. através das sucessivas comunicações. Feroz.. Sabíamos porque outros membros do grupo tinham passado já em anteriores ocasiões por isso. ia ser inesquecível para os membros do «IPRI». apresentaramse ante nós. Perguntei o porquê dessas provas. engenheiro peruano de 42 anos de idade. — Ao princípio — me responderam — nós tampouco conseguíamos entender.

E ficava de novo o terrível silêncio e a solidão. inclusive.. — Houve membros do grupo — que sentiram em meio daquela escuridão e solidão absolutas como se umas mãos invisíveis lhes empurrassem para diante. E a prova não se fazia esperar.. Tudo. resultava hostil. E de novo devíamos esperar. nada. E quando se revolviam com os cabelos arrepiados pelo pânico. Era nosso medo ao desconhecido.. Porque sempre esses minutos densos sem que nada ocorresse eram os piores. Os minutos pareciam alargar-se. conforme nos expuseram os «guias». desejando encontrar a origem daquilo. Esse medo instintivo que converte ao homem em um ser irracional quando sabe que se enfrenta com algo que desconhece. esperávamos a pé firme. Esperar algo desconhecido. Alguns. inclusive.E o medo era quase sempre mal dominado por todos. era um «treinamento» de tudo necessário para saber dominar nossas emoções e sentimentos naquele definitivo instante em que eles se .. Só nosso desejo de chegar a vencer nossos próprios temores e a dominar a vontade nos animava a seguir naquelas angustiosas provas. Mas as vozes se foram. E os calafrios percorriam nosso corpo até o couro cabeludo quando a menor brisa removia a areia ou as folhas secas da escassa maleza. Mas.. até o mesmo silêncio da Natureza. Este. a maioria. até que recebêssemos a ordem de retornar com o grupo. apertando os dentes e os punhos quando sentiam que o medo começava a deslizar-se por nossas costas. carregado de estranhos presságios. só encontravam a espessa escuridão. ruídos sob nossos pés ou reveladoras «correntes» de ar que ninguém conseguia saber de onde procediam.. Esperar. E era preciso continuar ali. Acredito que esta é a palavra — falou Eduardo Elias —. Mas eram murmúrios ininteligíveis. Às vezes — e no meio do negro deserto — sentíamos vozes apagadas e cada vez mais próximas. E olhávamos assustados e suarentos para todas partes.. e penso que como fruto do que já sabíamos. era preciso agüentar.. Angustiosas situações pelas que tivemos que passar todos e em distintas ocasiões. Esperar novas vozes. voltavam atrás e escapavam à carreira do lugar onde tinham sido conduzidos pelos «guias».

tal e como me leram os membros do «IPRI» em uma das muitas comunicações facilitadas pelos extraterrestes. — . quando naquele entardecer de julho. Os «xendras» foram nossa primeira oportunidade para estabelecer contato visual — finalmente — com nossos «guias». Como se produziu em realidade? — Era já o entardecer — continuaram —. Assim. Mas eu desejaria centrar o presente capítulo em algo muito mais apaixonem e que me tinha sido apontado anteriormente pelos membros do «IPRI» com os que conversava: a primeira aparição dos seres do espaço. observamos junto a uma das colinas uma daquelas luminosas e estranhas «borbulhas» de vários metros de diâmetro. E. Algo na verdade importante.apresentassem ante nós. cuja importância do ponto de vista do estudo dos ovnis é considerável e bem merece uma mais ampla exposição. enquanto tratava de pensar o que tinha ocorrido. O grupo. tinha ido ao deserto e à hora indicada. inclusive. e . Através de comunicações anteriores os «guias» nos tinham posto em antecedentes do que eles mesmos chamaram «xendras» ou «portas luminosas» no espaço. Basta dizer agora — e como mera orientação para o leitor — que os «xendras». a outros planetas.. são «projeções luminosas levadas a cabo desde naves em vôo ou em terra». Ao penetrar em várias «borbulhas» luminosas. E quando caminhávamos em uma determinada direção seguindo a pauta dada pelos «guias»—. os membros do «IPRI» puderam «transladar-se» — sempre de forma imaterial — ao interior das naves ou.. todos intuímos que estávamos a ponto de conhecer algo mais.Vamos ao deserto como tantas vezes. Entretanto.. Detive-me e. como outras muitas vezes. descobri a poucos metros de onde eu me encontrava. não me estenderei neste capítulo na descrição dos aludidos «xendras». — Não poderia explicar como —interveio o jovem em questão — mas sei que me vi como a várias centenas de metros por diante do grupo. como lhe dizemos.. observamos que Sixto Paz tinha desaparecido do grupo. nós não soubemos entendê-lo de todo até que eles não estivessem frente ao grupo. E chegou aquele primeiro sábado de julho de 1974.

mas não sei bem por que — me pus em comunicação com «o Oxalc».. tratava-se. Era mais afiado . Logo pensei que podia ser sua aparência de bondade. E vestia uma espécie de túnica blanef.junto à base de uma das pequenas colinas. algo havia naquela figura que foi tranqüilizando. conforme compreendi depois.. parecia real. algo assim como um semicírculo de luz de uns três ou quatro metros de diâmetro. — Mas. de uma imagem de um dos extraterrestres. see aproxime — me disse mentalmente meu «guia» —... muito ampla. invadiu-me um medo profundo. como era aquela figura? — O que mais me chamou a atenção é que não era de carne e osso. de uma projeção.. Fez-me gestos para que me aproximasse. embora conhecia o dos «xendras». cegadora.. A luminosidade me impedia de definir. E fui me aproximando. O que devia fazer? — Vem. meu «guia»! Mas. apesar de sua intensa luminosidade. Tropeçando. Pouco a pouco. — Se aproxime — voltei a escutar em meu cérebro —. Estava sozinho e.. Senti temor. Sentia vontade de correr e procurar os outros. Eu voltei a olhar atrás. Seus olhos e sobrancelhas eram oblíquos. E mais separados que nos orientais. Também seu queixo era pequeno. apesar das muitas provas a que tinha sido submetido. Com dois metros.. apesar de meus enormes desejos por chegar a conhecer os extraterrestres. Eu apenas se lhe chegava ao peito. E nesse instante vi sair daquela espécie de «borbulha» luminosa a figura de um ser muito alto e que também despendia uma estranha luminosidade. O cabelo era comprido e de uma cor esbranquiçada ou loira. Sou «Oxalc». não sabia o que ia ocorrer e por que me tinha adiantado a outros.. E sem saber como nem por que entrei naquela luz branca.. Era «Oxalc».. É preciso que passe a prova do «xendra». Era muito alto.. seu permanente sorriso. meu «guia». Era muito brilhante e similar ao que poucos minutos antes tínhamos descoberto ao começar a caminhar. mas seguia sem ver o grupo. E apesar de todos os ensinamentos... Mas. Nem sequer lhes ouvia.

» Em outras palavras — prosseguiu Sixto —. o que havia detrás destes singulares fenômenos luminosos? O que viu. Os «guias». — Isto é um «xendra» — comentou —. Nela se via uma paisagem montanhosa. Aquele ia ser o começo de toda uma série de novas experiências. — Mas possivelmente você pergunta o que entendem os seres do espaço por um «xendra».. e ao redor de uma das colinas.que o humano. ao vê-lo agora. uma mancha esbranquiçada em forma de semicírculo. prudentemente. E todos. Não vi nada que o distinguisse fundamentalmente da espécie humana. pensando que se tratava de um ovni. que demônios eram um «xendra»? Um dos peruanos me estendeu uma revista argentina —acredito que 2. O fotógrafo — não sabemos como — se encontrava muito perto deste «xendra» e disparou sua máquina. Isso foi o que vi e isso foi o que todos vimos durante aquelas semanas de julho. queriam nos preparar assim para o definitivo contato físico e direto. Quando nós solicitamos uma resposta concreta. a não ser seu extraordinário tamanho. durante várias semanas. Mas. algo assim como uma projeção luminosa. Nós. Em uma ocasião foi fotografado na Argentina. geralmente provocada por uma ou várias . o que foi o que sentiu Sixto Paz e os que posteriormente penetraram também nas «borbulhas» luminosas? E Sixto se dispôs a me contar isso. OS «XENDRAS» E O «CONSELHO DOS 24 MAIORES» — Entrar em um «xendra» é como penetrar em um «corredor» onde a única coisa que pode apreciar é luz.. os «guias» nos responderam: «Os "xendras" podem considerar-se como orifícios interdimensionais criados em forma artificial e que obedecem a mecanismos de ação vibratória. «passamos» os «xendras». XIV. Interroguei ao resto do grupo que acompanhava a Sixto Paz em nossa conversação e todos respaldaram as palavras do jovem. Mas. mas ninguém soube do que se tratava. identificamo-lo no mesmo instante.001— e me assinalou uma fotografia.

entre outras coisas. e este respondeu: — O «passar pelo xendra» tem vários objetivos. Neles receberão um ensino superior. como podem.naves que permanecem a pouca distância do lugar. Interroguei ao Oxalc».. E perguntei mais confundido que antes: — Mas. — . Refiro às astronaves com forma de «salsicha» e que podem pousar em terra sem necessidade de suporte algum. estes seres gozam também desde que nascem de um sexto sentido que lhes permite. tratando de imaginar um daqueles «orifícios interdimensionales». Para eles. Não podemos esquecer que sua tecnologia vai milhares de anos por diante da nossa.. — Para estas operações — assinalou outro dos membros do «IPRI» — escolhem umas naves muito concretas e que acredito já lhe detalhamos em outra ocasião. Aquele no que — pela primeira vez — um membro do «IPRI» conseguia penetrar em um «xendra». E meu medo se transformou em uma sensação de descanso e felicidade. Além disso. pela calma. Mas. separar com absoluta normalidade seu «corpo vital» — formado por ondas eletromagnéticas — do chamado corpo físico visível..? — Para eles resulta singelo. em relação com a missão. portanto.. Dentro do «xendra» não havia nada. não resulta penoso projetar suas imagens ou as de outros corpos ou seres ali onde o desejem. Só luz. sinceramente. não pude sustentar a imagem por muito tempo. Uma luminosidade branca constante que me confundiu. e que permite o «traslado» — para empregar uma palavra comparativa — de nossa imagem a qualquer outro lugar. Em outros . Fiquei pensativo. e devido a seu alto nível mental. Foi como trocar o desassossego e o terror pela paz. Voltei-me para o Sixto Paz e lhe pedi para que continuasse seu relato inicial.Foi emocionante — afirmou Sixto —. Todo o medo e a surpresa que estava sentindo durante segundos desapareceram no mesmo instante em que — sempre em companhia de meu «guia»— entrei naquele comprido e cegador corredor luminoso.

Aquelas afirmações de Sixto Paz se apresentavam em minha mente tão apaixonantes como fantásticas. E nos familiarizamos com as imagens de alguns dos «guias» e pudemos «passar» em projeção a suas naves e.momentos lhes abrirá o caminho das naves ou de planetas que interessa conheça. E estes conduziram ao resto ao interior de cada um dos «xendras» que os «guias» tinham especificado. Rosita Paz. — No princípio — continuou Sixto Paz— fomos ensinados aos poucos. Foi lindo! .. embora agora já não têm o mesmo caráter de prova. David Rodríguez Reaño. Agora os empregam para uma ampliação de nossos conhecimentos. apesar de meus graves duvida. um total de 12 pessoas do grupo foram ensinadas no «passo dos xendras».. Oscar González. Adolfo Perret e Carlos e Sixto Paz Wells puderam conhecer assim. Marinha Torre. Mas. — Houve uma ocasião —assinalou outro dos membros do grupo — em que chegamos a contemplar até três «xendras» juntos. Durante as quatro semanas de julho. mediante o «passo aos xendras». assim como para a revisão da marcha da «Missão RAMO». — E seguiram produzindo-se novos «passos a xendras»? — Sim.. E assim foi. Enrique Betancurt. Não nos pergunte seu significado porque nós tampouco conseguimos interpretá-lo. as cidades. decidi continuar. quatro de nós foram projetados a dois de seus mundos: «Apu» e «Ganimedes». Alejandro Orei Tippe. segundo ajuste de referências de estruturas fisiológicas positivas». as sociedades e a forma de viver dos habitantes do Ganimedes» e «Apu». Guillermo Duffo. e no caso concreto de Acervo e os irmãos Paz Wells os mundos.Juan Acervo. Porque nem todos os «xendras» são iguais.. Os que utilizam para o «passo» às naves diferem dos empregados na «projeção» aos planetas. A estes últimos os denominam «xendra IV» e os definem como «um passo intergaláctico não dimensional específico. Eduardo Elias. Limitamo-nos a te dar a definição que eles mesmos nos proporcionaram. inclusive. E o grupo prosseguiu: — . o interior de seus discos.

Não eram formas humanas. por chamá-los em uma linguagem terrestre.. Possivelmente não tivesse sido possível se os extraterrestres atribuídos para resgatar à raça humana tivessem disposto de esquemas físicos diferentes ao nosso.. Mas. Eram 24 seres. OH Deus!. Eles tinham sido designados para velar. estavam sentados ao longo de uma espécie de mesa. Mas suas formas eram muito distintas às de nossos «guias». Mas outros milhares e milhões de seres igualmente inteligentes não são assim. E eu pude vê-lo naquele «Conselho» dos chamados «24 Maiores ou Mentores». E ao retornar a Lima todos refletimos sobre a sabedoria e prudência de quem tinha programado a «Missão RAMO». E sem saber como. Seu grau de perfeição e sabedoria é tal que foram escolhidos pela totalidade dos milhões de mundos para tal encargo. . Acredito que de não ter sido pela total e misteriosa bondade que irradiavam me teria desacordado. e agora que lembra. Eram os 24 anciões ou sábios. conforme soube por Oxalc. Eram os «24 Maiores ou Mentores». que dirigem na atualidade a «Confederação de Planetas da Galáxia». Os «guias» nos explicaram muitas vezes que a vida não é igual no Cosmos. Era também um lugar muito iluminado no que havia 24 seres. posto que os «guias» designados para tal cometido eram de formas similares às nossas. não eram seres como «Oxalc» ou como os homens. este me indicou que ia assistir a algo importante.. muito distintos entre si.. vi-me em outro lugar que não era o «corredor» luminoso do «xendra»... o que ocorreu aquele primeiro sábado de julho com o resto do grupo que não entrou no «xendra»? — Uma vez no interior — continuou novamente Sixto — e depois de sustentar uma conversação telepática com meu «guia». Nós estamos apoiados em uns sistemas concretos e que nossos cientistas qualificaram acertadamente como o sistema da proteína da água. E entre aqueles 24 Maiores ou Mentores havia um —conforme soube depois que forma parte da «colônia» existente no Ganimedes». dirigir e planejar o desenvolvimento dos planetas que se movem neste rincão do Universo.— Por certo.

.Mas havia algo mais naquela «visão» do «Conselho dos 24 Maiores». em uma das granjas próximas ao povo da Rodana. como eles o designam. Quando algum tempo depois — não saberia quanto — me vi de novo no deserto. na Galáxia. recordei algo que meses antes — em outra de minhas viagens pelo sul da Espanha — tinha escutado de lábios de Ursina: — . perguntei de novo. Aquela cestinha repleta de flores e que se encontrava situada no meio do «Conselho dos 24 Maiores ou Mentores» da Galáxia era a representação que fazem os seres do espaço de Deus ou o «Profundo». por que?. o amor e a beleza. quando compreendi que a prova tinha sido concluída. o grupo se aproximou de mim e começou a me interrogar. Em metade do «Conselho» pude ver uma cestinha de flores singelas e formosas. Por que representam a Deus com uma cesta de flores? — Porque Deus — tal e como vocês o chamam:— é a simplicidade.. Todos desejavam saber o que tinha acontecido. estava cheio de sorte e de paz. E meu «guia» respondeu: — Essa é a representação do que vocês denominam Deus.. Quando chegaram os amos ao lugar descobriram aterrados uma espécie de «retângulo» de luz que se levantava imóvel sobre o chão. Naquele instante. E me chamou tanto a atenção que perguntei seu significado. Enquanto observava atentamente a fotografia que um dos membros do grupo me tinha facilitado ao começo de nosso batepapo. .. chamamos «Profundo».E aquela noite. por que tinha desaparecido de repente e por que se esfumou igualmente aquela «borbulha» luminosa. Flores que eu nunca tinha visto antes. Mas cada um ia viver por si mesmo o que eu acabava de conhecer através do «xendra». os cães do imóvel começaram a ladrar desesperadamente. mas que me emocionaram por sua beleza. tampouco sei por que. senti-me como um menino. Um Deus que enche tudo porque tudo no Universo foi criado por Ele. E onde melhor representado tudo isso que na Natureza? O «Profundo» é um Deus de amor. e que nós. — Mas. E meu espírito.

à beira do caminho a fim de apalpar nossa própria alma e ver se ainda seguia ali. não saberia lhes dizer o que. — Mas retornemos a suas «conversações telepáticas» no interior dos tais «xendras». O PROFUNDO O «Profundo». Mas. poucas. Penso que possivelmente os homens do «IPRI» tinham razão ao afirmar que todo homem — embora só tenha sido uma vez em sua vida — se perguntou realmente «o que é e o que representa Deus». conforme nos comunicaram. as naves efetuam prova de projeção em lugares apartados. Sobre o que trataram? — Não lhe poderíamos resumir isso em uma tarde. — Às vezes — responderam —. da fotografia que tem nas mãos. E que possivelmente por isso te interesse por cima de todas as demais. como digo. as palavras dos membros do «IPRI» sobre o que os extraterrestres chamam «Profundo» me fizeram baixar a guarda.. E pode ser que algumas pessoas tenham descoberto tais «xendras». no fundo. Porque foram centenas de perguntas. E terei que ser muito néscio para negar que nesses instantes de absoluta sinceridade. nem em um dia. Possivelmente tenha sido este um dos capítulos que mais me tem feito refletir.. Entretanto.E antes que me esquecesse. A guarda de um homem que — insisto — foi perdendo a fé ao mesmo ritmo que as ilusões. Por isso — penso —. nem sequer em um mês. Este foi o caso. detivemonos alguma vez. como nos reprovando do vazio e tristeza.. por exemplo. sim houve uma que todos — e de forma individual — expomos a nossos «guias». XV. — E qual é essa pergunta? — Todos. algo — tampouco sei o que — nos atende no interior. todos nos temos feito isso alguma vez a nós mesmos. Uma pergunta que. quisemos saber o que era e o que significava Deus para os extraterrestres. comentei este fato com os membros do «IPRI». . isso sim. E não saberia lhes dizer por que. Todos aqueles cuja fé nesse Deus se foi perdendo — ou possivelmente degradando? — com o passar dos anos.. em algum momento.

Igual a nós. os terrestres. É um Deus de amor. E eles — embora este tampouco é o fim da «Missão RAMO» — nos responderam: «O "profundo'' é aquilo que não se compreende e que está mais à frente em bondade e positivismo. Todos os seres inteligentes do Cosmos — tanto os mais elevados como os que ainda estamos em fases mais baixas ou primitivas — procedemos Dele.O que é Deus?. dessa Força. — Deus ou o Profundo —apontou outro dos membros do «IPRI» que assistia a nosso bate-papo — é um tudo cósmico.. Nós. — Então. através do que os extraterrestres chamaram «Planos Cósmicos» e que nós — ao longo de todas as religiões que pregam o Amor — demos em definir como «Planos Divinos». vela e dispõe. Viva-o! Era Sixto Paz Wells o que me falava. — Eles — prosseguiu Sixto Paz—. Assim nos confirmaram isso. é o grande Fazedor de quanto vive e morre a todo o largo e alto do firmamento. esse profundo. Um dos membros do «IPRI» ao que eu só poderia definir com uma única palavra: «simplicidade».” Mas não trate de compreendê-lo — insistiram muitas vezes os seres do espaço —. E nós — os que agora enchemos este planeta — justamente acabamos de descobri-lo. friamente. Só há um Deus ou Profundo. Aquelas afirmações do Sixto sobre as seres mais elevados e os que ainda estão em fases mais baixas ou primitivas quebraram muito a cabeça. E nada — tenha bem presente — nos produziu mais alegria no coração.! O Profundo vem governando e enchendo o Universo. foram criados pelo Profundo ou Deus. E essa Força — porque nem sequer nossos «guias» o conhecem ainda — é a que rege... não inventamos» a Deus! Não temos a patente nem a exclusiva. dessa Suprema Sabedoria e Amor que todo o enche e todo o sustenta. sempre.. isso é Deus.— . Essa força.. cada um dos seres do Universo.. pergunto-me muitas vezes se . que é sua obra. é que o Deus que nos ensinaram é o mesmo que o dos seres que habitam o Universo? — O «Profundo» ou a Eterna Força ou a Unidade ou a Perfeição ou Deus — nos explicaram os «guias»— é único em todo o criado. perguntamos a nossos «guias». E agora.

. nossos «guias». Nós — que fique bem claro— não tratamos de fazer adeptos. Quando os membros do «IPRI» começaram a me falar sobre o Profundo.. Cria um clima de amor. Não esperem que alguém deva descobrir o amor. Viverá mais feliz sendo útil aos que lhe rodeiam. Quanto tempo mais levaremos para entender sobre o que os extraterrestres consideram «céu» e «inferno». o de milhares de seres humanos que não deverão sucumbir ante a próxima grande catástrofe que sofrerá nossa civilização.Mas estas comunicações sobre Deus — embora tenha sido os maiores ensinamentos que nos proporcionaram os extraterrestres — não são a base nem o objetivo da «Missão RAMO». É porque devem ir à busca de vós mesmos. Assim procura a ignorância o conhecimento. «semeemos». dizem: — Qualquer doutrina. é a melhor para elevar-se se se leva com sinceridade e fé. São vocês mesmos os que devem dar-se conta de seus enganos. Seria absurdo. um resgate. Sixto Paz havia trazido até mim algumas das «comunicações» ou «ensinos» que eles asseguram lhes foram dadas pelos habitantes do Apu e «Ganimedes». como já lhe havemos dito. escrita à mão . desgraçadamente. até a menor ou inclusive a tua própria. Mas não tive a oportunidade de acariciar aquele pensamento durante muito tempo. É.. é outro. Mas isso é tudo. uma idéia se fez fixa em meu cérebro: «este grupo trata de formar uma seita religiosa». «eternidade» e morte.» Aquela — assim simplesmente —. E li: «Irmãos. Eles. simplesmente. Mas sigamos.. Porque seu fim.não terão sido as grandes responsáveis para que esta reportagem viesse à luz. O homem procura na escuridão a luz. Cada um saberá apreciar o que de bom haja nestes ensinamentos. Porque eles mesmos — ante minha surpresa — saíram ao passo de tal idéia: — ... É puramente físico. Só assim poderão procurar horizontes mais longínquos. Eles nos pediram que. Nós não queremos formar seitas ou pseudo-religiões.

o resto desses livros que outras religiões consideram «sagrados». era uma das muitas comunicações que o chamado «guia» «Godar» tinha proporcionado ao grupo. mas também o compreendeu. Como o representam? — Esse é nosso engano. estão mais perto que nós do Profundo? — Leremo-lhe o que responderam a essa pergunta concreta: “Nós também estamos na busca da Perfeição e da Verdade.” Mas ficavam muitas perguntas que formular sobre o «Profundo».. os seres do espaço. a única mensagem que move ou que deve mover a cada ser: a busca da Suprema Sabedoria ou Profundo ou Deus. dispõem também de ensinos — não necessariamente em «livros sagrados»— mas que se faz patente e claro.sobre uma ficha de cartolina.. E o único atalho para chegar a Ela é o da perfeição. ao igual à Bíblia. Porque em sua beleza e sabedoria. distintos ao nosso. Outros mundos. Acredito as haver lido nos livros sagrados. Mas não nos perguntem como é o que vocês chamam Deus porque esse caminho é comprido e nós apenas estamos começado a caminhar. — Estas coisas sobre Deus — lhes indiquei — já as conhecíamos. Por que? Porque levam uma mensagem de amor.” — Mas. um dos membros do grupo comentou a seu «guia» que aquela mensagem de Amor já tinha lido nos Evangelhos. Mas.. Porque todo ser inteligente foi criado por essa Força e a Ela tende. é considerado por eles como livros Santos. Segundo as «comunicações» recebidas. podia ler-se: «Recordem que o homem permanece no rincão da escuridão por temor a que a luz da Verdade lhe deixe ver coisas que derrubariam suas conjeturas. — E eles. acaso o cumpriu?” — O que opinam eles sobre os livros sagrados? — Todos os livros sagrados de todas as religiões que falam de amor são sagrados. em outra comunicação pertencente ao «guia» denominado «Qulba». E o «professor» lhe respondeu: «Não só o leste.. como é Deus para eles?. Em certa ocasião. E não é um trocadilho. Mais adiante. E Deus é precisamente isso: amor. em seu amor e . eles não têm mais representação de Deus que a da própria Natureza. Nossos «guias» nos hão dito que. — Assim é.

todos os testemunhos escritos da história da Humanidade recolhem em numerosas ocasiões a presença destes seres que não pertenciam a nosso mundo e que . A Bíblia. em forma de naves ou de luz ou de outras manifestações. todas as civilizações. Porque nele — igual ao resto dos livros de outras religiões da Terra — se semeou a semente da esperança e da Verdade. em efeito. «aquilo» — indubitavelmente — era a «glória de Deus». agora aparece ante os olhos como uma luz muito viva. Possivelmente nós não tínhamos compreendido muito bem muitos dos capítulos destes livros sagrados. Só ante o Conselho dos «24 Maiores ou Mentores» vimos a representação de Deus. em seus mundos não têm templos. Aquela cesta cheia de flores simples e formosas era e é para os habitantes de nossa galáxia «o Profundo». Para aquelas pessoas. é um livro santo e inspirado pelo «Profundo» ou Deus. E é que na verdade o era e o é. velam por nós desde que o homem começou a dar seus primeiros passos pelo Globo. Mas agora sim. para todos quantos puderam ver qualquer destas naves. — Então — insisti —. a «glória de Deus». Porque nossos irmãos extraterrestres estão aqui com uma missão prevista pelos que estão mais próximos ao «Profundo». E disso falam todos os livros que eles e nós consideramos sagrados. A força que. portanto. todos os homens que vivam no Amor estão no caminho da Verdade? — É que esse é o único atalho de Perfeição. Eles. E isso basta e isso lhe basta. os seres do espaço. E sabe o que é em realidade a «glória de Deus»? A força de seus enviados. faz milhares de anos. Na Bíblia e em outros testemunhos Santos — que nós começamos a descobrir agora — se manifestou então. da técnica das viagens espaciais e muito menos de uns seres que procediam de outros mundos. Cada ser — nos têm dito — leva em si ao Profundo. apareceu em multidão de ocasiões ante os aterrorizados olhos de civilizações que não podiam sequer assimilar a idéia da propulsão. Todos os povos.simplicidade está a Verdade.

nosso nível mental. precisamente. com «anjos». que sempre retrocedemos na evolução porque nosso espírito. Não compreendemos ainda que sua maravilhosa presença em nosso mundo é a mais viva e definitiva prova da Verdade que enche o Universo. Porque eles. Protejam-se de vocês mesmos. há «planos cósmicos» ou divinos? — Perfeitamente riscados pela Suprema Sabedoria. Que desenvolvamos. Não lhe repugna a idéia de outros mundos habitados. O que o Universo dá é o que o homem encontra em seu coração. o homem entende e conhece a técnica. Uma Verdade tão imensa que nos obrigará a «caminhar» durante toda uma eternidade. como lhe dizemos. que é a que sustenta e cria. mas sim de nossos próprios avós. por essa Força ou Unidade ou Deus ou como o queiramos chamar. «enviados» e. Vocês — nos explicaram eles — não conhecem a força de sua mente e de seu espírito. que é o Espírito. Vocês devem cuidar de suas mentes. Mas nós não soubemos interpretar essas manifestações dos seres do espaço na atualidade. lógicamente. E antepor — uma vez mais — essa técnica e o egoísmo e a materialidade aos valores do que realmente permanecerá. os seres do espaço. — Então. E nós — segundo os «guias — estamos alterando o equilíbrio natural previsto pelo «Profundo». Porque o conhecimento do espírito está no homem mesmo. com a «glória de Deus». milhares de anos depois... Porque eles também nos falaram que a morte e do que nos ocorrerá depois. Hoje. . O temor e o equívoco espreitam ao ser que conflito por sair. tudo o que seja do Espírito e para o Espírito. E pode imaginar e assimilar conceitos técnicos que teriam transbordado a mente — não dos egípcios ou acadios —. — Por que? — Os «guias» nos têm dito que sempre caímos. conhecemno.foram associados. não acompanha no mesmo ritmo que nossa ciência e nossa técnica. Os «guias» sabem que nossa civilização perdeu de novo o rumo da nave e tratam de nos dizer que só o Espírito seguirá vivo.

Do contrário. XVI.. E chegamos ao mês de agosto.Fiquei sumido em meus próprios pensamentos. como digo. Até o momento. E naquele primeiro sábado de agosto — nos encaminhamos ao deserto. como? — O grupo tinha recebido a confirmação para uma nova prova física. Até que à hora fixada descobrimos no céu uma única nave. voltei para a sede do «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias».. E brilhava intensamente. — Mas. só acabava de começar. A CATÁSTROFE — E chegou o grande dia. Era formoso. E este foi seu relato: — . os olhos começavam a lacrimejar. estabelecemos um contato telepático prévio. Só formosas palavras. O relato.. data em que — segundo ditos membros do «IPRI»— ia ter lugar a primeira aparição física dos extraterrestres. — Como era? — Correspondia ao tipo de astronave de dois pisos. Era similar às que já conhecíamos e que os «guias» tinham identificado como pertencentes aos habitantes do Apu. Mas minha fé — desaparecida faz já não sei quanto tempo — não pareceu estremecer-se sequer.. E ao chegar a noite. não cabia dúvida. Nós íamos ver naquele dia o fim de nossa civilização. E tão decisivo como terrível.. em que me expuseram o conceito e a idéia de Deus que têm os extraterrestres. tratava-se de palavras. Encontrava-se a mais de oitenta metros do lugar que marcou. como sempre.. Porque para nós foi histórico..Foi terrível — insistiram — porque terrível é comprovar o fim de algo que se ama. Permaneceu imóvel durante uns minutos.. Todos nos . Dias depois de haver sustentado o último bate-papo com os membros do «IPRI». E nos pediu que estivéssemos preparados porque aquela comunicação formava parte da missão e de uma forma importante. Era necessário acostumar-se a sua luz.

Sixto e o grupo fizeram uma leve pausa. que foi a única coisa que. demos um passo atrás.. quatro dos membros do grupo que contemplavam a nave se separaram do resto. — Tínhamos recebido uma comunicação — interveio Sixto Paz... E assim foi. E em seguida e em silêncio vimos aparecer por essa rampa um dos tripulantes da astronave.. E esperou na rampa. nunca matará o tempo. desceu por um de seus flancos algo assim como uma rampa. E continuaram: — Instintivamente. inclusive. Baixaram hoje? E de repente.. — E no que consistia essa comunicação? — Pediu que nos aproximássemos. de todas formas. Juan Acervo e Francisco Orei Tippe. sobressaltados pela grandiosidade de suas luzes e de suas dimensões.. nos indicando que esperássemos ali. em carne e osso! Mentalmente nos indicou que não nos assustássemos. e os quatro. imóvel e sorridente. meu irmão Charlie. era um dos extraterrestres. todas as nossas provas anteriores. que ia ser um dos quatro protagonistas daquela confirmação física —. Chegamos até dez ou vinte metros daquela enorme nave e aguardamos. E não dispunha de pés ou de nenhum outro suporte que a sustentasse sobre terra. a primeira vista. Era como se aqueles instantes de lembrança avivassem em suas mentes uma imagem que. Porque aquele não era uma projeção. Todos os nossos ensinamentos... — Como era? — Passaria dos 25 ou 30 metros de diâmetro. todo o «treinamento» e o conhecimento que. adiantamo-nos para a nave. a nave foi se aproximando do chão. tínhamos das figuras de nossos «guias» nos tinha servido de bem pouco. Tinha sido uma comunicação telepática simultânea. E ficou em terra enquanto em nossos corações começava a germinar um pressentimento. ficou em contato com o chão do deserto. Nesse momento.protegíamos a princípio com as palmas de nossas mãos ou com os braços. E pouco a pouco sentimos como . — E em silêncio — prosseguiu outra das testemunhas daquele «avistamento»—.

E sentimos na mente a mesma voz que nos tinha pedido que abandonássemos o grupo.. Ao entrar se voltaram para nós e depois continuaram frente aos painéis de comando. Mas era curioso. E seus olhos e sobrancelhas eram idênticos aos que já tínhamos visto em outras ocasiões. Entrem comigo porque há algo que devem saber.. Não havia saliências. Muito parecidas com o bronze. o tripulante daquela nave — que não era outro. Aquela indumentária correspondia ao que podemos chamar de «trajes espaciais».» Muito lentamente. E muito justo ao corpo. E a confiança foi enchendo outra vez nossos espíritos. «Antar Sherart» — nos assinalou que nos aproximássemos dele. Era brilhante e metálico.. depois de nos consultar uns aos outros com o olhar. começamos a caminhar para a rampa. tremendo. Tudo estava embutido nas paredes da nave. O cabelo era esbranquiçado e ia até os ombros. Tínhamos medo.. Usava umas botas até por debaixo dos joelhos e sua cor era amarelada. Então. — Era como se aquela intensa luz branca — acrescentou o chamado Carlos Paz — saísse das mesmas paredes da nave. conforme soubemos depois. completamente circular. Ficamos quietos. e o «comandante» nos assinalou que lhe seguíssemos. — E o que dizia aquela «voz»? — «Venham..? Qual era seu aspecto? Como vestia? — Tinha mais de dois metros e não levava túnica. Naquela sala.. Não conseguíamos compreender de onde podia sair. Mas Charlie — mais decidido — entrou e o grupo o seguiu e entramos em uma espécie de grande sala circular. .nossos corações pulsavam mais lentamente e como o suor frio de nossas mãos e de nossas costas ia desaparecendo. igualmente iluminada. — Enorme ser. Mas não vimos lâmpadas nem foco algum. Os assentos dos tripulantes eram giratórios e pareciam sair do piso. enquanto o enorme ser nos olhava fazendo sinais para que o seguíssemos. Oblíquos e mais separados que nos humanos. havia vários seres vestidos de forma muito similar a do «comandante». Antes de penetrar na nave recordo que voltamos a nos deter. como em outras ocasiões. que o próprio «comandante» da frota.

eles quase nunca empregam a linguagem para comunicar-se entre si.. Segundo a colocação das mãos sobre essas luzes — e ao que parece há até três posições distintas — se obtém um ou outro efeito. Nem sequer da «Confederação de Mundos».O «comandante» nos levou até o centro da sala e nos mostrou um aparelho — também circular — que parecia como uma pia «batismal». mas que estava junto com uma cúpula transparente. Em muitos destes seres — e concretamente nos que habitam na «colônia» do Ganimedes —. sem arestas. — E só entraram quatro nas naves? — Bom. Aquilo — nos indicou — era um dos sistemas de localização da zona por onde a nave se movia. Porque os contatos com os «guias» — e nos referimos aos . todos os detalhes de qualquer lugar apareciam naquele aparelho quando a astronave se deslocava. por exemplo. Embora. — E os tripulantes que viram naquela nave. havia também alguns membros de Ganimedes. eram todos do mesmo planeta? — Bom. sim. Chamou-nos muito a atenção o fato de que em nenhum lugar daquela nave houvesse quinas. encerradas por sua vez em outras semiesferas. Entre eles sempre empregam a telepatia. — E falavam entre eles? — Não. mediante a força e ondas que constituem dito som. Mas. Ali. conforme nos revelaram. Nessas naves — embora pertençam a um mundo concreto — trabalham em comum com outros seres.. Tudo era cilindrico. nunca. Os tripulantes ficavam em frente a seus painéis e pudemos observar como passavam suas mãos sobre umas luzes de diversas cores. não. em ocasiões posteriores. algumas dessas civilizações não formam parte da «Missão RAMO». nesse primeiro contato físico. Inclusive. também o têm feito outros membros do grupo. o que nós poderíamos chamar voz. quase todas de tipo científico. neles constitui um sétimo sentido natural. em muitas viagens lhes acompanhavam também outros seres da galáxia que têm missões muito específicas. E o empregam para a transformação da matéria. Conforme sabemos. que é o sistema mais cômodo e eficaz. Depende do que se pretenda. Toda a cartografia. Mas se ajudam.

Era o «monitor» chamado de «tempo-espaço». — O que viram? . — O que vocês vão ver agora — continuou o «comandante» — é o que vocês chamariam de futuro. O que ocorreu depois? — O «comandante» «Antar Sherart» nos mostrou uma das paredes da grande sala circular e através da comunicação telepática afirmou: — A «Missão RAMO». não compreendia. estão colaborando. — Sim.. Mas tudo ia ser detalhado e explicado..Sob o monitor de «tempo-espaço» havia um quadro de comandos. — Não pode ser — murmurei de novo —.. — Mas voltemos para interior daquela nave. — O futuro? Mas isso é impossível. para nós.. Minhas dúvidas tinham incomodado a alguns dos membros do «IPRI». em que vocês.. Todos ficamos muito alarmados. exige que vejam algo que possivelmente lhes entristecerá o espírito.contatos físicos — não foram terminadas com aquela «visita» em uma de suas astronaves. E entenderá por que os seres que vivem em níveis superiores de inteligência não podem ser medidos em conceitos terrestres. Mas não para os que pertencem a uma dimensão em que tudo tem que ser medido pelo tempo. como outros muitos grupos.. O muito próximo futuro da Terra.. — . mas que justifica o desenvolvimento de dita missão. Eles podem controlar o que nós consideramos nosso futuro porque eles estão fora da medida do tempo. Para o homem resulta «milagroso» conhecer o futuro.. Ninguém pode conhecer nem dominar o que não se produziu ainda. E pedi que seguissem com seu relato. Notei certa tensão no ambiente. Efetivamente. E o «comandante» nos mostrou uma espécie de tela ou painel enorme. — Mais adiante lhe falaremos da «dimensão» em que se movem eles. O «comandante» colocou sua mão esquerda sobre o painel e a tela se iluminou com umas imagens estranhas. Mas o futuro — tal e como nós o entendemos — está dominado por eles.

. E isso trará consigo novas convulsões no planeta. E cada geração o está acelerando com seu egoísmo. Outro dos membros do «IPRI» assinalou: — Aquelas imagens que foram surgindo no monitor me recordaram as terras áridas e cortadas do sul. que tudo se precipitará em um futuro imediato. Que o homem está preparando já sua autodestruição. E nosso planeta verá oscilar seu eixo. quando? — insisti. . ficando perpendicular ao plano da órbita. Porque esse é o único causador de todos os problemas e desgraças do homem. E vocês mesmos arruinarão sua raça e seu mundo.. Nossos corações estavam entristecidos. — Mas. E a constante ameaça de uma guerra atômica passará de repente a converter-se em um holocausto vertiginoso e sangrento. — Mas. onde só aninham os escorpiões. por que? — Porque uma destruição total e desumana está se gerando no coração do ser humano. Tudo aparecia calcinado. afastávamonos da nave em busca do resto do grupo. Mas o fim do mundo não é uma data.. Tudo será presa do egoísmo do homem. — Eles nos têm dito que em breves anos se precipitarão os acontecimentos. Não haverá cidades nem campos.— Eram imagens de um deserto. O egoísmo matou sua força espiritual. Será como caminhar pelo deserto. além disso. Solitário.. E tudo ficará demolido. Tudo isso. E desaparecerão os atuais pólos.. coincidirá com a passagem do cometa Halley.. O fim do mundo começou faz tempo.. — Nosso mundo? Mas. que influirá decisivamente na mudança de posição do eixo da Terra. O «comandante» se voltou para nós e respondeu: — Sabem.. E perguntamos mentalmente a Antar Sherart o que era aquilo. Isto será a Terra. A «visão» do futuro de nosso planeta nos afetou de tal forma que ninguém queria falar disso quando. quando será essa destruição? — O «comandante» e muitos «guias» nos explicaram através das comunicações que «nem sequer fica tempo para voltar-se para olhar». minutos depois.

Este é seu objetivo básico. ao fim. Vocês não só serão uma ajuda para seu povo. As palavras do «IPRI» — acredito que já o comentei em outra ocasião— eram claras. que seguia o desenvolvimento da história com um interesse crescente. Também serão paz de consciência. Seu ensino será completado. Vocês poderão permitir que a raça humana encontre a salvação da espécie. Seus desejos serão cheios se forem do bem. Não queremos que a missão se interprete equivocadamente. a salvação de seu espírito e de seu conhecimento. A hora chegará logo a todos. E as enumerei uma atrás de outra.. Tão limitados como terrenos. o resgate dessa parte da Humanidade expôs novas e mais árduas dúvidas. .” E ao final. como? Como estão atuando? O que fazem realmente? A pergunta tinha resposta.. Uma resposta tão surpreendente como concreta. Vocês já serão preparados. UMA CARTA REVELADORA — A «Missão RAMO» — tinham-me exposto os peruanos que afirmam estar em contato com os seres do Apu e «Ganimedes» pretende tirar da Terra uma parte da Humanidade. A Terra está ameaçada de morte. Esse é seu único fim. — Mas. O princípio do conhecimento será concretizado. Porque. Para mim. tínhamos compreendido para que nos necessitava e por que aquela pressa. — Ao retornar às nossas casas — concluíram os membros do «IPRI»— a «Missão RAMO» tinha adquirido toda sua maturidade em nossos espíritos. Por isso decidiram atuar. um nome: Godar. E li: O tempo está perto. Não nos interessam adeptos nem formar uma nova religião.destroçou suas ilusões e aniquilou seu próprio poder mental. Tão inúteis como malvados. Charlie Paz me estendeu outra de suas comunicações. XVII. Não estamos fazendo proselitismo. E nos convertemos em seres portadores de vazio. Tão materialistas como cegos. E os seres do espaço sabem.

Nos permita que lhe adiantemos algo que mais adiante lhe explicaremos com amplitude. confesso-o. Por um momento imaginei os milhares de milhões de seres que povoam a Terra. Esses homens e mulheres que saírem de nosso planeta antes da autodestruição serão acondicionados. Bem. Isso é o que eles nos revelaram. preparados e mentalizados em uma nova sabedoria.. Os seres que morrerem nessa loucura coletiva chamada guerra nuclear não desaparecerão.— Vocês afirmam que os extraterrestres estão tirando já. como eles. mas. Pergunta você. há anos... os extraterrestres se valem — entre outros meios— dessas «auras» para selecionar aqueles que devem ser resgatados do planeta e transladados a outros mundos. Há milhares de naves sobre nosso mundo. não é um tanto arbitrário e inclusive injusto que só uns poucos sejam tirados e salvos? — Eles asseguram que esses poucos e seus descendentes formarão a base da nova raça que retornará ao planeta quando os efeitos da radiatividade tenham sido eliminados pelos próprios seres da «Confederação». «construtora» também. a fim de serem preparados para o retorno. fotografada com sistemas especiais. Como podiam os extraterrestres observar a todos e cada um de seus habitantes? Minha mente. Mas. Mas prossegui. Formam parte de uma missão específica. sobre nossas cidades e campos. Os «guias» qualificaram a esses milhares de homens como «semente» de uma nova Humanidade. Uma missão da que é responsável a «Confederação de Planetas da Galáxia». Mas. Pois bem. sua personalidade. Porque isto . suas intenções. negouse a aceitar semelhante afirmação. E não estão aqui por acaso. e o resto da Humanidade?. inclusive. a milhares de pessoas.. tenha paciência. como lhe dizemos. de planetas.. E como se selecionam essas pessoas? — Todos os seres humanos dispõem de uma «aura» que assinala suas virtudes. Sua mente será desenvolvida a uma vida onde o Amor e o Espírito sejam fim e atalho. Foi. — É certo que o ser humano dispõe de uma «aura».

qual é o destino do ser humano? Os seres do espaço o conhecem? Os membros do «IPRI» guardaram silêncio. Esse novo sentido — que existe já em embrião em alguns homens — permite fundamentalmente a quem o possui captar outras formas de vida.. Nós — e como conseqüência de nosso inferior nível mental e espiritual — não conseguimos desenvolver ainda esse sentido. serão iniciados fundamentalmente no desenvolvimento do que os extraterrestres chamam o «sexto sentido».. O trabalho dos extraterrestres em relação aos humanos que foram tirados do planeta se fundamenta nisso. E se afasta do egoísmo. — Mas. — . Para chamá-lo de algum jeito. os membros do «IPRI» continuaram! — . E ao cabo de uns instantes responderam com uma voz quase entrecortada: — Está nos livros sagrados. Mas os membros do «IPRI» não pareciam dispostos a falar ainda da morte. na Bíblia: morrer para viver. capaz de «transpassar» as mais densas e sólidas matérias. Com o exercício dessas faculdades que todo homem tem. E depois de ter depositado em minha mente esta nova incógnita. E só uns poucos homens — todos esses que chamam «iluminados» ou «iniciados» — o obtiveram.pertence a um capítulo — o da morte — que bem merece uma mais extensa conversação. assim como os que constantemente são tirados pelas naves. igual com a vista ou o tato ou outros sentidos. Nascem com esse sexto sentido. o ser humano chega a compreender a profundidade de seu Espírito. Assim retornei ao tema do «sexto sentido». muito mais sutis que as que atualmente conhecemos. . mas que quase ninguém conhece. esse sexto sentido proporciona uma «clarividência». inclusive. conhecer o pensamento. de matéria e de energia. E mais adiante o compreenderia... Os extraterrestres o possuem de forma natural.Esses milhares de seres humanos que já foram transladados a mundos como «Apu» e «Ganimedes».Com esse novo sentido — prosseguiu Sixto Paz Wells — nossos «guias» podem. Os . dos simples valores da matéria e de tudo aquilo que possa obscurecer seu destino.

de novos poderes. Mas me rogou não lhe fizesse perguntas a respeito. — Dizem que já foram tirados milhares de pessoas do planeta. — E ninguém retornou? — Só sabemos de um caso. . Mas. Em geral. todos aqueles a quem propõe a saída da Terra aceitam. Posteriores averiguações me assinalariam que. O ser que possui este sentido conhece os mistérios de novas dimensões. E só depois de um período de observação — e se assim é estimado pelos chefes da Missão — levam a cabo os primeiros contatos. dita pessoa é real. Porque a Vida e a Verdade é um caminho eterno no que só conta a constante Perfeição. E se consideram ditosos por ter podido entrar no caminho da Verdade.corpos mais sólidos são transpassados por seus corpos e a matéria toda pode dobrar-se a sua vontade. Mas somos proibidos de citar seu nome. O mesmo presidente do «IPRI». Essa nova raça — preparada para o Amor e a Sabedoria — terá crescido ao mesmo tempo na técnica e na matéria e serão membros da «Confederação de Mundos» e colaborarão com os que hoje são nossos «guias» na «construção». Esse novo sentido permite e permitirá aos homens e mulheres que estão sendo tirados do planeta um conhecimento mais exato e profundo do Universo e dos Planos Cósmicos ou Divinos. — E por que quis retornar? — Tampouco podemos te responder. Um alto funcionário de um Banco de nosso país. E no momento em que a Terra tenha recuperado sua calma e os vestígios de radioatividade sejam apagados. posto que tinha prometido a essa pessoa um segredo total em relação com sua incrível aventura em Ganimedes. vigilância e sustento de novos planetas. dom Carlos Paz o ratificaria. de novas forças. como o fazem? Como é que ninguém se deu conta? — Os «guias» observam primeiro a todos aqueles cujas auras resultam positivas. E retornarão a nosso mundo quando a Terra seja de novo habitável. E seu espírito — necessariamente — se aproxima do «Profundo». em efeito. os seres do espaço prepararão o retorno e a nova Era terá começado.

E o mesmo acontece com os Raios X ou com as câmaras de raios infravermelhos. o homem e todos os seres inteligentes que o possuem podem captar e compreender até os mais sutis níveis da matéria e da energia. deixando a um lado os laços da matéria e do puro egoísmo. Quando tiverem aprendido a Amar.— Deve estar querendo perguntar como é possível que com esse sexto sentido possam se perceber forças e formas tão estranhas — comentou outro dos peruanos.. iluminados ou Santos. Próximos e longínquos. — E como nós podemos adquirir esse sexto sentido? — Só há um meio: amando na verdade a quantos lhe rodeiam. Todos sabemos que a constituição atômica e molecular dos corpos — sejam elementos ou compostos — vai adquirindo níveis cada vez mais sutis. Considerem a Verdade como um grande Dom da Vida e o Amor como a Vida mesma. Porque eles souberam penetrar no mundo da mente e do Espírito. com esse sexto sentido. Estranhos e parentes. Desejas um exemplo? Todos admitimos hoje a existência de ondas eletromagnéticas — como as da televisão. Os «guias» nos falaram muito do Amor. E nos comunicaram: — Recordem que não devem ir além do que têm em frente. Todos aqueles que são chamados lamas. etc. — No fundo resulta simples de compreender. que só puderam ser detectadas e utilizadas depois do descobrimento de aparelhos que puderam evidenciar essas variedades de ondas. Níveis que na atualidade resultam desconhecidos e inalcançáveis para a mente humana normal e corrente. — E há homens em nosso mundo que dispõem desse sexto sentido? — Assim é.—. rádio. segundo a classificação conhecida em nossa física. procurem em suas mentes a . Amigos e inimigos.. Pois bem. Assenti. Eles são Santos porque têm aberto em seus corpos e em suas mentes esse sexto sentido que lhes permite conhecer o Amor e o único meio de conhecer o «Profundo»: o desprendimento de tudo o que afogue a caridade.

Vocês serão removidos da superfície do planeta. Serão colocados em lugar seguro. E seu poder estará auxiliado por mecanismos que ele porá em jogo. E assim o fizemos. posto que só o Amor pôde nos criar e nos sustentar. E o Universo — nos têm dito os «guias»— é a maior amostra do Amor. — Mas. Se alguém tem prejudicado seu corpo físico . Pudemos desviar a onda sísmica para outra direção.. Isso é o que nos repetiram uma e outra vez os «guias».. quem sabe amar? O que é em realidade o Amor? — Todos os seres da Criação — todos os que procedemos de Deus ou do «Profundo» — levamos o Amor em nosso Espírito.Estes fatos [referia-se à autodestruição da Humanidade] sobrevirão como conseqüência dos seguintes aspectos: Aparecerá no futuro um líder político no conglomerado social dos países unidos. E seguidamente se produzirá a invasão dos continentes.Sabedoria que o «Profundo» deixou em cada coração. E a dor coletiva é um grande remédio para muitos males. como conhecedor das leis metafísicas. A isto seguirão terremotos que devastarão cidades e que nós trataremos de diminuir. Aquele grupo relatava aos membros do «IPRI» uma das comunicações de Antar Sherart. afirma estar em contato com seres do espaço. A carta estava datada em dezembro de 1972: . esse formidável holocausto termonuclear que fulminará à raça humana? Os membros do «IPRI» me mostraram uma carta procedente de um dos grupos residentes na Venezuela e que.. Mas uma pergunta atormentava desde o começo meu cérebro: Como se iniciará essa grande guerra. Somos fruto do Amor do que tudo pode.. Devem compreender que todas estas coisas são necessárias porque só na dor pode o homem irmanar-se. Vocês sabem que dias passados estávamos controlando as manifestações de um forte terremoto que se abatia sobre o Japão. E dominará as massas e regerá os destinos sociais e econômicos de outros países. Nós somos o Universo. E quero lhes dizer que a paz assinada na zona chamada Vietnam servirá de degrau imediato para o seguinte conflito bélico entre os árabes e judeus. o «comandante» de naves na Terra. como eles.

servirá para alterar um pouco essa órbita. A mudança de órbita. E sabemos. quando os planetas se coloquem em uma reta.. Ou podemos nós lhe facilitar outro corpo.! — Vejo que nessa carta se fala do «resgate» de pessoas. Os tempos não são maus. São distintos. Nós só pretendemos lhes ensinar os caminhos para que analisem. Mas isto não ocasionará distúrbios porque somos construtores de planetas.. — E o que significa a frase seguinte? «Se alguém tem prejudicado seu corpo físico poderá decidir-se a abandoná-lo.... os membros do «IPRI» me assinalaram de novo a data da mesma — dezembro de 1972 — e comentaram: — Nessa época nós não tínhamos nem idéia de tudo isto. Vocês compreendem perfeitamente. já que contamos com mecanismos técnicos específicos. Sabemos as técnicas exatas para permitir que os que ajudaram nesta Missão não sofram muito na catástrofe que assolará o planeta. posto que obedece a leis imutáveis que não podem trocar-se.pode decidir-se a abandoná-lo.» Qual significado lhe destes? — Que tem e que nós conhecemos este ano. e a carta foi transmitida pelo Antar Sherart». E o que o homem interpreta como malvado. Planejamo-lo. que acontecerá 1986-1987. Ao contrário: há leis que devem respeitar-se. com respeito ao Sol. que qualquer parte do .” — Eles dispõem de umas técnicas muito superiores às nossas. E os «guias» falavam já com este grupo de «capacitação». Não queremos que estejam pessimistas.. Uma vez concluída a leitura dessa missiva. porque assim nos revelaram isso. aproveitando a trajetória do cometa chamado com o nome de quem o descobriu.. posto que foram ensinados... Também em 1977 poderemos alterar um pouco essa órbita.. «Vocês — diz um dos parágrafos — serão removidos da Terra. em 1974: milhares de pessoas estão sendo tiradas do planeta e «postas em lugar seguro».. «treinamento» e de uma «missão».. Somos os que os cuidamos. não o é.

. — Também parece que os que tenham participado da missão serão tirados do planeta. Mas também lhe falaremos em seu momento da «regeneração» celular que existe em suas civilizações e que lhes permite não ter defeitos físicos e viver centenas de anos terrestres. Mas não se trata de uma simples imagem... quando chegou esta carta a suas mãos? — Se não recordarmos mal. Porque são muitas as incógnitas que surgem quando aparece o tema dos «xendras». .. Sixto e Carlos Paz Wells me tinham detalhado anteriormente a natureza e finalidade dessas «borbulhas» luminosas. E me repetia uma e outra vez que aquilo não podia ser normal. A VIDA EM GANIMEDES E APU Este capítulo que agora inicio — e que dedicarei à vida nos astros chamados «Ganimedes» e «Apu» — devo reconhecer que é um dos mais incompreensíveis para mim. Porque a gente é consciente durante todo o tempo que dura a projeção. — Mas. culturas e formas de vida em ambos os mundos. — Mas — perguntei uma vez mais aos irmãos Paz Wells —. A naturalidade — insisto — dos membros do «IPRI» continuava me desconcertando. Só sabemos que — mediante esses «xendras»— os homens do Apu» e «Ganimedes» podem «transportar» a imagem de um ser a qualquer lugar. XVIII.corpo físico é auto-regenerada mediante umas câmaras especiais onde se introduz o corpo lesado. ambos me descreveram também as sociedades.. em forma de projeção. como é possível viajar no espaço em forma de «imagem» ou projeção? — Os «xendras» são um produto da alta tecnologia dos habitantes do espaço.. Mundos que — segundo os membros do «IPRI»— foram visitados por eles. faz escassas semanas. Assim que os grupos da Venezuela souberam de nosso contato telepático com os «guias». E assim. partindo desses «xendras». Embora quiséssemos não poderíamos te explicar seu funcionamento.

a «colônia» do satélite de Júpiter procede em grande parte da civilização que faz milhares de anos se viu obrigada a abandonar um planeta que girava em torno do Sol e que ocupava a órbita existente entre Marte e Júpiter.Desta forma — e muito antes. Ao que parece. inclusive. pois. Hoje. vi-me em um lugar onde a Natureza era distinta. sem saber como. efetivamente. assim como por milhares de seres de nosso próprio mundo. a vida em Ganimedes e Apu. e conforme nos relataram os «guias». de ver eles fisicamente — vários de nós pudemos «viajar» a seus mundos e conhecer suas cidades e organização social. Uma vez no interior do chamado «xendra IV». pelas civilizações da «Confederação de Mundos». a do homem atual — souberam que seu mundo estava condenado a sofrer um formidável cataclismo. Mediante sua tecnologia. os restos de outro astro desaparecido. Tratei de me esquecer. do «sistema» de «transporte» ou projeção e centrei minhas perguntas neste último aspecto. minha imagem foi lançada ao espaço e. Já naquela época eles dominavam as técnicas espaciais e tinham visitado a totalidade dos planetas de nosso sistema solar. E os cientistas suspeitaram sempre que essa formidável «barreira» de gigantescas e diminutas pedras que flutuam no espaço pudesse ser. de repente. Não conhecia aquela flora. tirados há anos da Terra pelas naves da «Confederação» e que na atualidade estão sendo preparados para que sirvam de «semente» de uma nova e mais elevada Humanidade. Faz milhares de anos. inclusive. Mas a «colônia» de Ganimedes» está integrada também por outros habitantes de Orion. E os membros do «IPRI» começaram a explicar: — Eu pude chegar até o satélite «Morle» ou «Ganimedes» — começou Sixto Paz—. Mas era formosa. ajudados. como todos sabemos. é obvio. acondicionaram e prepararam o astro que podia reunir melhores condições para sustentar de novo a . nessa zona só existe um «cinturão de asteróides». os habitantes deste planeta hoje desaparecido — e cuja cultura e tecnologia resultava então muito superior.

a noite é completa no satélite.. — E como são suas cidades? — Possivelmente o fato de que a grande atividade telúrica do satélite não tenha diminuído ainda lhes empurrou a criar cidades cujos edifícios se encontram sempre meio fundos. «Morle» goza em realidade de dois «sóis»: o Sol. faz que as temperaturas do astro não resultem negativas para a vida. Por outra lado — e segundo nossas notícias —. segundo os astrônomos e cientistas. Eles dispõem de uma grande capital que chamam Cidade «Matriz» e que é a que centraliza a vida estatal e administrativa. Mediante o desenvolvimento de uma esplêndida tecnologia conseguiram manter a temperatura do satélite. Conforme pude ver — prosseguiu Sixto. A vida. uma espécie de barreira calorífica ao redor do astro que protege constantemente a seus habitantes.vida do chamado planeta «Amarelo». — Mas «Ganimedes» — interrompi — está a 770 milhões de quilômetros do Sol. Como estar seguros então do que acontece e ocorre a tantos milhões de quilômetros? «Ganimedes» ou «Morle» dispõe de uma atividade vulcânica muito intensa. As cidades foram construídas nos vales. E paulatinamente foram abandonando-o. A atmosfera é muito similar à nossa e não é precisa equipamento algum de respiração para sobreviver. Todos eles . Deveria estar sempre coberta por uma permanente capa de gelo. O subsolo do astro está sulcado igualmente por quilômetros e quilômetros de canais que transportam água quente e que evita a descida das temperaturas.. inclusive. os habitantes de Ganimedes souberam aproveitar a tremenda força energética dos vulcões. Ali a vida foi desenvolvendo-se paulatinamente. virtualmente.. junto com o aproveitamento da luz solar. que reflete a luz solar como um formidável espelho faz que o astro disponha de uns três dias completos de luz — por ambas as faces — e de outros três que. Não sabemos o que há além de nossa estratosfera. Mas. propriamente dito e Júpiter. assentando-se nos vales de Ganimedes. transformando-a em calor e potência.. seria quase impossível. criando. Como se explica isto? — Muitas vezes nos repetiram os «guias» que nossos conhecimentos do Sistema solar são virtualmente nulos.

Eles obtêm a água mediante a transformação pelo calor da neve que permanentemente está caindo sobre a superfície do satélite. Havia uma vegetação abundante e totalmente distinta da que nós conhecemos. Souberam manter os valores da alma por cima da pura matéria. de perceber os segredos e mistérios do Cosmos que faz inútil uma vigilância dos habitantes do astro. precisamente. de ver suas almas. posto que a supercivilização de Ganimedes» faz tempo que desterrou as guerras. Não observei jamais esquinas ou ângulos. o ódio. como outras raças do Universo. por sua vez. Toda essa água é recolhida e aproveitada para a distribuição pelos canais que. E algo curioso: não consegui ver um só animal. roubos e todos esses males peculiares de nosso mundo e de outros muitos planetas onde não se passou dos mais primitivos planos da evolução cósmica. Os habitantes da «colônia» os desterraram. E tampouco são muito altos. E muitas das edificações pareciam como de mármore. . entrelaçados. Este. Eles. Quando visitei uma daquelas cidades me chamou a atenção a beleza dos edifícios. a fim de evitar ao máximo os sismos. dispõem de um sexto e até de um sétimo sentido que elevou seus Espíritos a níveis sempre mais altos que suas tecnologias. Que papel poderia desempenhar a polícia ou o exército em uma sociedade onde não há possibilidade de mentir? Para que criar mecanismos policiais em um mundo onde esse sexto sentido proporciona um nível mental e moral que não pode admitir a violência ou a falta de caridade? É precisamente essa possibilidade de conhecer inclusive os pensamentos de outros. é o grande segredo de sua sabedoria e felicidade.aparecem unidos. os assassinatos. — E como é sua organização social? — Não vi policiais nem exércitos. posto que consideram sua presença como uma fonte constante de enfermidades microbianas. Tampouco há oceanos ou mares. elevam a temperatura do satélite e permitem a obtenção de novas quantidades de água. E é que tampouco os necessitam.

Seu desenvolvimento espiritual é cada dia superior porque suas vidas souberam apoiar-se na tecnologia e não ao reverso. por dinheiro. Este não existe em Ganimedes. a família — e concretamente a mãe — desempenha uma tarefa insubstituível e vital no desenvolvimento do menino. Para estes seres. a não ser à prosperidade da comunidade. como digo. mas sim serve de apóio a toda a estrutura.. Toda a vida em Ganimedes está regida por um Governo que se encarrega do planejamento. Eles compreenderam há muito tempo tempo que a felicidade mais profunda só pode encontrar-se na constante perfeição do Espírito. E a isso dedicam a maior parte de suas vidas. Durante esse tempo. Ninguém trabalha. O dinheiro não pode existir em civilizações assim porque a comunidade não vive ou trabalha para seu próprio enriquecimento material. a mãe e toda a família se encarregam da vigilância e educação do pequeno. Mas resultaria difícil de explicar. que vêem crescer com claridade as aptidões mais . Ninguém o necessita realmente.. Do momento que nasce até os sete anos. Sistemas muito distintos aos nossos facilitam esses trabalhos e trabalhos que estão sempre destinados — não ao lucro ou benefício pessoa l—. os meninos de Ganimedes são observados pelos pais.a técnica de que gozam não lhes sumiu no vazio ou no materialismo cego e desolador que se estende por exemplo em nosso mundo. — Existe também o conceito da família? — Não somente existe. Ao contrário de nossa civilização avançada . E são estes e só estes os que — mediante essa clarividência natural de que dispõem no momento de nascer — escolhem aos mais capacitados. Das mais básicas às mais caprichosas. Todas. E para isto foi preciso compreender algo essencial: que o Espírito de cada ser inteligente é eterno e que seu destino terá que buscálo unicamente na Perfeição. —Vocês — nos disseram os «guias» quando lhes perguntamos qual era seu sistema de governo — o chamariam um supersocialismo. no Universo. desenvolvimento e manutenção de seus habitantes.Todo mundo trabalha naquela ocupação que realmente deseja e para a que lhe prepara a partir do sétimo ano de sua vida. As coisas se adquirem mediante sistemas de identificação.

Eles tampouco se medem com o conceito do tempo terrestre. — Também visitaram «Apu»? — Também — respondeu Carlos Paz—. Depois deste processo. sem enfermidades.. Pude ver pequenos veículos que circulavam por entre os edifícios. mas assim é. Depois de atravessar uma série de passadiços me encontrei com uma cidade muito distinta às que conhecemos. suas vidas duram centenas de anos terrestres. — Alcançam até milhares de anos — comentou Sixto Paz—. Isto lhes permite viver muito mais tempo que nós. que as dos seres de Ganimedes. Ao finalizar essa etapa. tudo é subterrâneo. Minha estadia ali foi mais breve que a de Sixto em Ganimedes. Entretanto. Tudo era muito luminoso. Eles o chamam «regeneração celular». quando seus sistemas celulares começam a degradar-se são submetidos a tratamentos especiais em centros médicos. E os edifícios eram como grandes cilindros de um material transparente e luminoso. É incompreensível. — Mas nem todos os seres do espaço «vivem» o mesmo — atravessou outro dos membros do «IPRI» que assistia à conversação —. . que já permanecerá até o resto de seus dias protegido e sustentado pelo Governo. Ali. por exemplo. Pude chegar a uma de suas cidades mediante os «xendras». Mas não saberia dizer se realmente se tratava de uma caverna natural ou de uma construção. Conforme pude saber.. tal e como nós o entendemos. Por isso sentimos saudades. se terei que comparar.preponderantes.. são distintos. mas suas vidas são muito mais largas. Os habitantes de Apu. Eles não medem o tempo. E é que nos encontramos em um nível mental muito distinto. A luz saía por toda parte. — Vivem tanto como nós? — Não.. inclusive. Mas nunca escutei o menor ruído. o Estado se faz cargo do ensino e formação técnica do moço. muito inferior. seus organismos se encontram de novo transformados. E sempre sem defeitos físicos. Mas aquilo é distinto ao Ganimedes. Estava como construída em uma grande caverna. Não podemos esquecer que se movem em outro plano.

sólida como uma rocha. por seu interesse. Como era possível — insistia minha mente — «viajar» de projeção até outro mundo? Mas a resposta ainda não chegou. Eu espero poder retornar. «GANIMEDES»: TRÊS DIAS DE VIAGEM Ao longo de uma das reuniões no «IPRI». não sei bem o que. — Eles — concluíram os membros do «IPRI»— nos manifestaram em repetidas ocasiões que o Amor e o verdadeiro conhecimento da Verdade leva sempre a um plano e a um nível mental e espiritual no que tudo resulta distinto ao que nós conhecemos. Vocês devem percorrer o caminho. Não tive virtualmente tempo material para perguntar. a que assistiram sócios de outros Departamentos desse Instituto. XIX. — Vocês estão assistindo ao nascimento de sua verdadeira consciência — nos comunicaram — Vocês levam dentro de si a semente do «Profundo». Algo. Fazia dias que tratava de expor o árduo problema das largas distâncias nas viagens espaciais e a forma em que estes . Que provas tenho realmente de quanto me está contando? E pouco faltou — devo dizê-lo agora — para que fechasse para sempre aquela fascinante mas fantástica história. Acredito que meu traslado ao Apu serve unicamente para que conhecesse a forma de uma de suas cidades. empurrou-me a seguir. uma inconfundível sensação de irrealidade. pude assistir a uma conversa no que se expôs e discutiu um tema que. como todos os que saímos do Amor do «Profundo» e para Ele nos encaminhamos. Aquela convicção me deixou perplexo. como nós e os mais elevados... Quando retornei a meu hotel e comecei a refletir sobre o último bate-papo com os membros do «Instituto Peruano de Relações Interplanetárias» senti que sobre todas as minhas dúvidas e interrogações seguia forte.— E qual é seu sistema de vida? — Não saberia te dizer com exatidão. resisto a ignorar.

Quando em algumas ocasiões lhes perguntamos sobre isso. sim pudemos conhecer alguns detalhes... — Impossível para nós. por exemplo. encontra-se de nosso Sistema solar a 4. totalmente impraticáveis hoje por nossos aparelhos. para nossa técnica. E encontrei isso virtualmente feito quando na mencionada reunião de membros do «IPRI» alguém perguntou: — E explicaram os seres do Apu ou «Ganimedes» que sistemas empregam na propulsão de seus aparelhos? — Não nos deram excessivas explicações a respeito — comentou o engenheiro Eduardo Elias —. Suas naves são protegidas por um campo magnético. — Entretanto — apontou outro dos membros do grupo que assegura estar em contato com os extraterrestres —. permite também os giros em ângulo reto. unido a uma técnica de controle perfeccionadíssima.extraterrestres tinham podido solucioná-lo. O primeiro só é empregado para largas distâncias.. Todos os assistentes da conferência-colóquio esperamos com certa ansiedade. Eles. pela atração planetária. Acredito recordar que «Apu». Quer dizer. — Vocês não precisam saber nossos sistemas de propulsão para desenvolver a missão — nos dizem. Isso. que mantém no interior de seus aparelhos as mesmas condições de pressão. etc. que requer o organismo dos tripulantes. viajando à velocidade da luz — 300 000 quilômetros por segundo — necessitariam mais de quatro anos para chegar até nosso mundo. E isso é impossível. Temos grandes dificuldades para averiguar estas questões.3 ano-luz. — As naves dos extraterrestres — prosseguiu — são movidas por dois sistemas conjuntos de propulsão: de um lado. apesar de todo isso — intervim — as distâncias entre seus astros e a Terra são enormes. responderam: . sempre nos responderam que a «Missão RAMO» não consiste em uma «recompilação» de dados científicos e técnicos sobre suas máquinas. — Mas. quando lhes expomos esta mesma questão. E além disso. por «íones». para nosso conceito da Física e da Matéria.

. Correspondem a meteoritos ou asteróides que podiam pôr em perigo a integridade . se coincidir com a da nave. Os «guias» nos explicaram como ao longo destas viagens siderais se observam com certa freqüência —e sempre a grande distância da nave — umas «chamas» súbitas e estranhas. como se disséssemos.. — interveio outro dos membros do «IPRI» —.. Nós estamos enfocando uma técnica desconhecida com um conceito absolutamente terrestre. — Repetimos o que eles nos repetiram.. Como evitam os choque com semelhante muralha de pedras? — Dispõem de uns sistemas de detecção a muito larga distância. Mediante estes procedimentos localizam a trajetória do asteróide e. Não podia ser. eles não forçam suas máquinas. — Percorrem os quase setecentos milhões de quilômetros em três dias? — Só se empregarem a velocidade normal ou de «cruzeiro». destroem-no muitas milhas antes de chegar a ele. vamos ver. Não viajam a batente.. Não podemos nos situar em uma ordem inferior para julgar o que é superior. Fiquei pensativo.. — Se não estiver equivocado — apontou outro dos assistentes à conversa — no caminho da Terra a Ganimedes ou ao contrário. a que velocidade tem que viajar para percorrer a distância existente entre «o Ganimedes» e a Terra? — Para distâncias curtas. Empregam uma velocidade de «cruzeiro» que pode equivaler a 3 000 quilômetros por segundo.. posto que — segundo suas explicações— empregam uns três dias na viagem de Morle» à Terra e vice versa.Há um princípio em Física — arrebitei. que afirma que todo corpo submetido à velocidade da luz necessariamente aumenta sua massa. Como poder superar semelhante velocidade? .. — Mas. como é o caso deste satélite de Júpiter e nosso mundo. suas naves se verão obrigadas a atravessar o chamado «cinturão de asteróides» que se move entre as órbitas de Marte e Júpiter.— A velocidade da luz é como um caranguejo arrastando-se no espaço. Em caso de necessidade podem avançar muito mais rápido.

. pela integridade e pela normal evolução de nosso mundo. com o conseguinte perigo para a evolução natural do mundo. que velocidade empregam quando viajam a nosso mundo? — Superior a da luz. E velaram sempre pela pureza. Seus sistemas de propulsão nestas ocasiões são uma mescla da energia planetária e dos «íones». Nossa civilização não foi a única que povoou a Terra. O planeta foi habitado há milhões e milhões de anos. Eles nos revelaram isso muitas vezes. E aquela civilização se dedicou a experimentar na atmosfera. Naquela época. Foi então quando interveio a «Confederação de Planetas» e proibiu a presença dessa civilização na Terra. Os «guias» nos relataram em certa ocasião que os primeiros seres que pisaram no planeta procediam da galáxia da Andrômeda. Eles — através do «Conselho dos 24 Maiores»— conheciam há milhões de anos os «planos cósmicos» ou «divinos» a respeito da nossa civilização. Mas sempre se produziu uma inevitável . Os membros do «IPRI» pareciam resistir a ampliar detalhes sobre este particular. desconheciam o assunto. — E no caso do planeta chamado «Apu». Eles se autodenominan «construtores de planetas». Isso é tudo o que sabemos.. é obvio. — Então. nosso mundo se encontrava ainda em estado de formação. precisamente. Não sei se porque realmente sabiam algo mais ou porque. A questão é que a conversa passou a outro aspecto não menos interessante. — Conhecem os seres do espaço — tinha perguntado um dos assistentes — a origem do homem? — A raça humana não foi a primeira que habitou a Terra — começou um dos membros do grupo—. desde quando vigia nosso planeta a «Confederação»? — Eles estão sobre nosso mundo muito antes de que o homem — que esta raça nativa do «planeta celeste» — aparecesse sobre sua superfície. Aqueles seres abandonaram nosso mundo e passou um tempo muito prolongado até que surgiu a seguinte raça na Terra.de seus aparelhos e que são destruídos pelos controles eletrônicos.

— A técnica — nos têm dito — perde aqui. Seu rosto era como o Sol quando . E isto mesmo é o que agora nos acontece. E termina com a força do ser humano. o ritmo do Espírito. Mas só no material. confundida.. Mas. Uma Lei que parte do Supremo Criador ou Soma Força do Cosmos. qual é a origem do ser humano? — Só nos têm dito que o ser humano foi produto da Evolução Progressiva do Universo. Uma autodestruição que conduziu aos seres que povoavam o mundo ao desaparecimento.catástrofe. uma vez mais. Cada uma dessas raças e civilizações terminou desequilibrada. Seus pés brilhavam como bronze gentil fundido em um forno e sua voz era forte como o ruído de muitos rios. Os livros Santos do homem — nossa própria Bíblia — estão cheios de testemunhos da presença de ovnis e de «enviados» que não eram outra coisa que os «guias» e extraterrestres da galáxia.. Por isso eles decidiram atuar. E perguntou: — Mas. versículo 12: «Dava-me volta para ver de quem era a voz que me falava. E ao fazê-lo vi sete candelabros de ouro e em meio desses sete castiçais vi um que parecia filho de homem vestido com uma roupa que lhe chegava até os pés e com um cinturão de ouro à altura do peito. — Não podemos permitir que — uma vez mais — a raça humana ponha em grave perigo sua Santa raiz. E alguém se precaveu disso. indubitavelmente. E a «Confederação» foi a encarregada de velar por sua integridade. — O que significa? — Que o conhecimento de cada uma destas civilizações foi extenso e grande. Em sua mão direita tinha sete estrelas e de sua boca saía uma espada aguda de dois fios. Aprofundamos na Matéria. E terminou por auto-destruir-se. tínhamo-nos desviado do tema inicial. Esta é a missão. Os cabelos de sua cabeça eram brancos como a lã branca ou como a neve e seus olhos eram como chamas de fogo. sem saber que a Matéria é só suporte e não essência. em seu mundo. Carlos Paz tomou o Apocalipse e leu: — Eis aqui o capítulo 1. O homem do século XX empreendeu uma veloz carreira para o desastre. afogada.

. traziam a mensagem de Amor do «Profundo». A Bíblia. Terá que praticá-la para os irmãos.. E nos encontramos com esta maravilhosa surpresa. Eles. irradiam certo luminescência. e a «espada» que saía de sua boca? — Muitos dos extraterrestres que vêm pela primeira vez a nosso planeta utilizam uma espécie de máscara que lhes permite ir acondicionando-se à atmosfera da Terra. Empregam túnicas ou trajes ajustados. — Mas. A Bíblia está escrita em uma linguagem que deve ser interpretada. A Bíblia relata e descreve já aos «guias»! — Então. contém uma mensagem de Amor dado também pelos «professores» ou «guias» anteriores. enfim. A Bíblia. Cumpri-la como guia está bem. eram a «glória de Deus» que tantas vezes se repete nesses livros Santos. E usam botas de bronze. — Acredito recordar que já me falastes em outra ocasião sobre os livros sagrados. — Os testemunhos desses «enviados» ou seres do espaço nos livros sagrados — interveio outro dos membros do «IPRI» — são . Eles que. enfim. é Santa também para os extraterrestres.» Nós temos lido o Apocalipse faz muito poucos dias. A Bíblia. como o resto dos livros sagrados. em realidade. e os cabelos — no caso dos habitantes de Apu — são esbranquiçados ou platinados. Eles. segundo o trabalho que realizem nesse momento.Querem dizer pelos seres do espaço? — Em efeito. mas terá que vivê-la.. também. é uma formidável manifestação do Universo e do poder do «Profundo» ou Deus.brilha com toda sua força. mas. como já havemos dito outras vezes. conforme pudemos comprovar. Como o é qualquer livro que fale de Amor. criem que essa passagem corresponde à descrição de um dos seres do espaço? — Totalmente. E foi desta vez Sixto Paz Wells quem tomou uma das comunicações e leu: — A Bíblia é a manifestação do ensino profundo. deram eles alguma opinião concreta sobre a Bíblia? — Sim.

entre outros.” . Diante do trono havia também um mar de vidro transparente. em relação ou em possível relação com os extraterrestres e suas naves são muitos. por etapas. E.. Os «guias» nos pediram que lêssemos esses testemunhos Santos e ficamos atônitos ao comprovar que a presença dos membros da «Confederação» é contínua.depois disto olhei e vi uma porta aberta no céu e essa voz que parecia uma trompetista e que me tinha falado primeiro me disse: sobe aqui que te vou mostrar as coisas que têm que acontecer depois destas. ao redor deste trono vi outros 24 tronos nos quais estavam sentados 24 anciões vestidos de branco e com coroas de ouro nas cabeças... 40. Os testemunhos existentes na Bíblia. Quando pudemos lê-lo e ratificá-lo na Bíblia quase caímos de costas. Não podia entrar Moisés na Tenda da Reunião. Pois a nuvem de Yavé pousava de dia sobre o tabernáculo e.. inclusive. E ao redor do trono havia um arco-íris que brilhava como uma pedra de esmeralda. pude ler: “Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a Glória de Yavé encheu o tabernáculo. Nesse momento fiquei sob o poder do espírito e vi um trono colocado no céu. em efeito. partiam os filhos de Israel para suas jornadas. vimos alguns dos aqui presente. a mesma descrição que nós temos do «Conselho dos 24 Maiores ou Mentores» que rege a «Confederação de Mundos da Galáxia» e que. brilhava como fogo à vista de toda a casa de Israel durante todo o tempo de sua marcha. no curso da noite. E se a nuvem não se elevava. porque a nuvem pousou em cima e a Glória de Yavé enchia o tabernáculo. — Escutem isto — interveio outro membro do grupo enquanto sustentava em suas mãos o Apocalipse —: “. Do trono saíam relâmpagos.. Naquela mesma tarde fui a uma livraria e adquiri uma Bíblia. não ficavam em marcha até tão não se elevasse. Quando a nuvem se elevava de sobre o tabernáculo.” Sabem o que é isto? Simplesmente.constantes.. E no trono estava alguém sentado e o que estava ali sentado no trono tinha o aspecto de uma pedra brilhante de jaspe ou de cornalina. ruídos e trovões e diante do trono ardiam sete tochas de fogo que são os sete espíritos de Deus. encontrei os seguintes e apaixonantes parágrafos: No Êxodo.

”Então o Anjo de Deus que ia diante das hostes de Israel.. Por isso os testemunhos de naves e enviados são muitos na Bíblia..O que era em realidade aquela «nuvem»? Por que brilhava como fogo durante a noite? É que uma simples nuvem pode brilhar como fogo durante a escuridão ou «elevar-se» e «descer» sobre uma tenda? Em relação com outra passagem da Bíblia — relativo à passagem do mar Vermelho pelos judeus —. Ficou..” — E o mesmo aconteceu com o chamado «maná» — apontou outro dos membros do grupo. Teria sido impossível. deixando-o seco e dividindo as águas. seus carros e cavalheiros. os «guias» não podiam explicar ao povo de Moisés a verdadeira natureza do que eles tinham confundido com uma «nuvem».. os judeus estiveram protegidos e guiados por uma «nuvem» em forma de coluna — como eles a descreviam — que não era outra coisa que uma astronave pertencente à «Confederação». por meio de um robusto vento soprando. interpondo-se entre o campo dos egípcios e o campo de Israel. Os egípcios se lançaram atrás deles. — O que era em realidade o «maná»? — Os «guias» detalharam que se tratava de um alimento com um alto poder proteínico e que era transladado de uma das «colônias» do Sistema solar até outra das bases existentes em órbita a nosso . Havia escuridão. entraram atrás deles no meio do mar. empurrou ao mar. os membros do «IPRI» explicaram: — Ao longo de toda a fuga pelo deserto. ficou em movimento e se colocou atrás deles. Moisés estendeu depois sua mão sobre o mar. igualmente. e Yavé. Mas naqueles tempos. em movimento a coluna de nuvem que também foi situar-se atrás deles. Um dos parágrafos do Êxodo. assim passou a noite sem que aqueles se aproximassem dos israelitas. efetivamente diz: . Os filhos de Israel penetraram no meio do mar em seco enquanto as águas formavam como uma muralha de ambos os lados. À vigília matutina olhou Yavé da coluna de fogo e de nuvem às hostes egípcias e as desbaratou. Toda a cavalaria do Faraó. Entretanto —e de acordo com os «planos cósmicos» — aquele povo devia ser protegido.

—E lhes falaram sobre Jesus Cristo? Houve uns segundos de silêncio. Ao final do bate-papo me decidi a perguntá-lo. fina. perfeitamente programada e delimitada: tirar um máximo de seres humanos. muito mais profundo e transcendental. isto é injusto. Só podemos dizer que agora — depois de conhecer a presença dos «guias» e a existência da «Confederação» e sua vigilância ao longo da história da Terra —. a terra. Evaporada a orvalhada observaram sobre a superfície do deserto uma coisa miúda.. . E o que acontecerá com os que não sejam tirados da superfície deste velho mundo? Morreremos? A resposta a esta terrível incógnita é possivelmente a mais formosa «comunicação» que pudesse receber de homem algum.. como geada sobre. O que tinham querido dizer com isso os membros do «IPRI»? — Mas eles nos repetiram muitas vezes — insistiu Sixto Paz Wells — que não nos preocupemos excessivamente pelo que não compreendamos. concreta. Quando a viram os filhos de Israel se disseram uns aos outros: "Manhu?".. Dali se subministrava aos judeus cada dia. granulada. Tirar do planeta a uma representação da espécie humana. — Mas os testemunhos seriam muitos e muito extensos — concluíram os membros do «IPRI»—. Li a passagem em questão e entre outras coisas observei: . pois não sabiam o que era”.”Pela tarde saíram tantas codornas que cobriram o acampamento e pela manhã havia em torno dele uma capa de rocio.planeta.. Entretanto — pensei —. Sixto interveio: — Sim. também perguntamos quem era e o que significava Jesus para eles. que quer dizer "o que é isto?".. Em realidade era algo que me devorava. E ao fim. E só obtivemos uma única resposta: «Vocês não estão preparados ainda para saber quem era Jesus. mediante uma nave de carga que arrojava aquelas «bolinhas» parecidas com o pão sobre o acampamento dos filhos de Israel. Sua presença na Terra obedece agora a uma missão física. os livros Santos aparecem ante nós como algo muito mais novo e acessível.» Aquela resposta me deixou verdadeiramente intrigado..

. Estas frases — tão enigmáticas como esperançosas — pude-as ler em uma das «comunicações» que os membros do «IPRI» têm em seu poder e que asseguram foi facilitada pelos «guias». — Porque nosso corpo — me explicaram os membros do «IPRI»— não é só «carne e osso». Perguntaram o que havia depois. igual a outros mundos do Universo onde os graus de evolução são ainda primitivos. igualmente revelado — segundo o «IPRI» — pelos seres do espaço. os humanos. E estão equivocados. como uma destruição. etc. como o «astral».. Em certa ocasião. Há outras «partes» ou «corpos». — Que nosso corpo não está formado unicamente pelo que já conhecemos. vocês ignoram inclusive os distintos «corpos» ou «degraus» que integram esse corpo físico visível e que.XX. são comuns a todos os membros da espécie humana. Refiro-me à «estrutura» do que em nosso caso podemos chamar «corpo humano». podemos ver e tocar é o último na escala de densidades. Mas. Vamos falar deles. Porque os membros do «IPRI» perguntaram também o que era a morte. que não podemos ver e que muito poucos conhecem.. E eis aqui o que os extraterrestres responderam: — Vocês. como o chamado «vital» ou «etérico». apesar de tudo. dispõem de um suporte ou corpo físico de uma grande densidade. por que se diz que existe «outra vida».. um dos moços perguntou a seu «guia» como era e no que consistia realmente o corpo humano. os seres da Terra. os humanos.. o único corpo que nós. consideram a morte como um fim. necessariamente. — O que quer dizer isso? — perguntei realmente intrigado. Mas há outros. Mas vamos por partes. E os membros do «IPRI» prosseguiram: — Em realidade. Acredito que antes de passar a lhes relatar o que os membros do «IPRI» «conheciam» sobre a morte é fundamental transcrever outro ponto. A matéria que serve de apoio ao Espírito é muito elementar e pesada. por que é necessário morrer. OUTROS «CORPOS» Vocês..

Por exemplo. Mas não.O corpo «vital» ou «etérico» é uma reprodução de todos os órgãos de nosso corpo visível. E são captadas e utilizadas com instrumentos apropriados. etc. — Mas. nem mais nem menos. Mas. ninguém dúvida de sua existência. Todos sabemos que essas ondas não são visíveis. produzindo os efeitos anestésicos ou de inconsciência. algumas pessoas — muito iniciadas nestas verdades — chegaram inclusive a ver esses «corpos». vivificando assim todo o sistema celular. psíquicos ou magnéticos. Os seres do espaço. O que ocorre em realidade é que uma parte do corpo «vital» se separou momentaneamente e acidentalmente dessa zona do corpo visível. E asseguram que despedem uma sutil fosforescência. televisão. é o segredo da anestesia. a «alma» não é o que nós entendemos por tal. integrado nesse outro «corpo» mais denso e que por si só não poderia absorver a energia precisa para seu desenvolvimento. Nós não conseguimos «captar» o corpo «vital» ou «etérico». nossos «guias». fluídos e tecidos do corpo imediato inferior. Este. manifestaram-nos que o formam umas ondas muito similares às que constituem a base da rádio. é muito freqüente notar um certo adormecimento ou comichão nas pernas ou braços. que é o visível para nós. produzindo o conhecido e comentado efeito. para que serve esse «corpo»? Qual é sua finalidade? — Eles nos explicaram que permite captar e assimilar a energia cósmica e solar. o corpo vital pode ser separado do físicovisível. não é possível vê-lo com os sentidos de que dispomos. bem por meios químicos. Fica claro então que o corpo «vital» ou «etérico» tem uma dupla função: servir de «receptor» da energia cósmica e solar distribuindo-a por todos os órgãos.. atenção!. como lhe dizemos. além disso. . servindo. Entretanto. Às vezes pode notar a falta do chamado corpo «etérico» ou «vital» em algumas partes do corpo físico visível. de ponte entre o «corpo» imediato superior — e que nós chamamos «alma»— e o mais denso ou corpo físico-visível. Bem de forma parcial ou total. Geralmente dizemos que ficou dormente um pé ou uma mão.. A «separação» desse corpo etérico ou vital se obtém com relativa facilidade. Entretanto. Pois bem.

me mostrando aspectos relacionados com «o mais à frente» mas que. absolutamente necessária para o Espírito. é eterno. . Nós. Que procede de Deus ou do «Profundo» e que. o atalho do «Supremo Eu» ou «Espírito» necessita durante muito tempo desses suportes físicos ou corpos materiais que lhe permitam ir enriquecendo-se.. Uma união. como nós os chamamos — deverá começar dos níveis ou planos mais baixos e primitivos. E necessita para isso uma série de «pontes» intermediárias — mais sutis que o denso suporte físico final — que façam possível a conexão. o Espírito — o teu ou o nosso ou o de qualquer ser inteligente do Cosmos— empreende um caminho único para todos os que procedemos do «Profundo»: o da Eterna Vida. em minha opinião. Nada pode destruí-lo. Esse Espírito. Os membros do «IPRI» prosseguiram sua exposição. entretanto. quando os «guias» falaram disto. por isso. também o perguntamos. elevando-se progressivamente.Esse Espírito — continuaram — não pode vincular-se diretamente com o mundo da Matéria.. Porque ilimitada é a Sabedoria e ilimitado é o Amor. Seria impossível. E esse atalho será virtualmente eterno.. muito menos denso que os anteriores e que resulta imprescindível para a conexão entre o mundo da Matéria e o do Espírito. por outro lado. — . deverá conhecer e experimentar todas as verdades do Universo.. Os seres do Apu e «Ganimedes» manifestaram que o Espírito ou Supremo Eu é imortal. Os membros do «IPRI» compreenderam que todo aquilo era extremamente confuso e particularizaram: — Perguntar-me-á que diferença pode haver entre «alma» e Espírito. possivelmente sejam mais fáceis de compreender se primeiro completamos as «comunicações» que fazem alusão à «constituição» ou «estrutura» do corpo humano. Como lhe dizíamos.Eles nos detalharam que a «alma» ou «astral» — como o denominam também — é outro «corpo». E para isso — segundo os planos Cósmicos ou Divinos. Do instante em que é criado pela Suprema Força.

como queremos chamá-la. segundo o primitivismo dos planos ou níveis onde «apareça» o Espírito. A «alma» ou «astral» canaliza as emoções do ser humano. — Sempre identificamos a «alma» com o «Espírito». — Então. Possivelmente por isso. caso que a «alma» ou «astral» seja outro corpo. quando um homem nasce. — Eles nos têm feito ver que não é assim. Entretanto. é o caminho da Verdade que segue todo Espírito. Mas. a «alma» desempenha um papel vital.E a «alma» ou «astral» é outro destes «corpos» — imensamente mais sutis que o físico-visível — que enlaça ambos os mundos: o material e o espiritual. que é eterno. que procede do Supremo Fazedor ou da Suprema Força. . que não poderá desaparecer jamais. qual é sua missão específica e concreta? — Em todo esse conjunto de Matéria e Espírito que constitui o ser humano.» Somos eternos! — Então. A «alma» — ao servir de laço entre ambos os mundos — dirige. Mas há mais «corpos». Porque este. desejos e posições do indivíduo. os membros do «IPRI» desistiram de continuar a explicação.. Entretanto. Minha confusão havia tornado a encher meu cérebro.. Cada «corpo» ou «veículo» tem uma densidade e constituição molecular distintas e se acoplam perfeitamente entre si. dispõe já de toda essa gama de «corpos» mais e menos densos? — Isso é o que conhecemos pelos «guias». segundo os «guias». concluindo: — O ser humano dispõe de vários «corpos» — todos eles muito distintos em densidade —. posto que sua mente possivelmente não os assimilaria.. não lhe falaremos por agora dos outros «corpos». mas que servem para um único fim: permitir ao Espírito uma mais fácil e completa assimilação das verdades do Universo. assim de densos serão também os «corpos» que lhe servem de «ponte» e apoio. controla e legisla todas as emoções. Na cúspide da «pirâmide» — se é que é válida a comparação — se encontra sempre o Espírito. o essencial — ao menos para nós — é que o Espírito existe. Canaliza seus pensamentos e até suas relações com os outros seres..

conforme se vai elevando espiritualmente. Mas o caminho não termina aí. o «corpo» vital ou etérico se paralisa também e se paralisa o fornecimento de energia solar ao conjunto. Nossos «guias» sabem que nos mais elevados planos — aqueles onde o . fixar em sua «memória perpétua» as experiências e conhecimentos que assimilou nessa vida que acaba de concluir.— Mas analisemos primeiro o «passo» da morte — se adiantou outro dos membros do «IPRI»—. esses corpos ou suportes físicos são menos densos. Segundo esta nova concepção do corpo humano. Os seres do espaço nos revelaram que o Universo inteiro se rege por uma Lei da Evolução Progressiva. com o passo a níveis ou planos onde o suporte físico encontra uma perfeição superior. uma vez produzida a morte. Durante as primeiras etapas. do Amor. Uma vez liberado de todos os «corpos». Mas esse «caminho» começa em planos muito primitivos. o que é em realidade a morte? Quando esse suporte físico ou corpo visível falha e se produz o que conhecemos por «morte». o Supremo Eu ou Espírito necessita de um período que oscila entre 20 e 30 horas para desprender do corpo ou suporte visível e. o Espírito precisa de suportes ou formas físicas muito densas. E progressivamente. Todos os seres que procedem do «Profundo» devem percorrer — por chamá-lo de algum jeito — um atalho no que vão assimilando as verdades do Ser. o Espírito — livre já do mundo da Matéria — pode precisar com exatidão seu grau de perfeição. — E o que acontece com os outros «corpos» e com o Espírito? — Segundo os «guias». — Outro plano superior? — Exato. Nesse momento começa um irreversível processo de desintegração. esse Espírito ou Supremo Eu entrará em um nível ou plano mais elevado de que acaba de sair. como em nosso caso. Se o conjunto dessa nova vida significa uma aproximação total à Perfeição. Se as atuações de dito Espírito ao longo da existência que terminou foram fiéis ao mandato de Amor e Justiça que leva impresso em sua essência todo ser criado pelo «Profundo». Mais perfeitos. ao mesmo tempo. E o Espírito vai passando — conforme termina e começa outra vida ou existência — de um nível ou plano a outro.

E a ignorância. — «Inferno»? Eles acreditam no «inferno» e no «céu»? — Sim.. Têm pela frente um caminho infinito. — E como se chega a esses níveis superiores ou «céus»? — Já lhe falamos sobre isso. Só através da perfeição pessoal. o que é o inferno para os seres do espaço? — Um lugar onde o Espírito não tem consciência nem conhecimento de Deus. Santo. Para eles não existe um inferno como lugar definitivo de condenação. Nosso nível ou mundo é considerado por eles como «inferno».. segundo os «guias». Onde seu discorrer é plácido e sem temores. porque aqui. é difícil. Onde a vida. nosso planeta. em que nível ou plano nos encontramos? — Em um dos primitivos. Puro. cega. Onde sua existência transcorre na ignorância e a dor. Igual a eles. o conhecimento da Verdade é incipiente. E o Espírito existe livre.conhecimento de Deus é mais perfeito — o suporte físico desaparece. Vai contra a mesma essência do «Profundo» e contra seu sentido da Perfeição. só que o conceito de ambos os términos não é o que tantas vezes nos repetiram nas escolas e Igrejas. Quando o Espírito se vê livre do suporte ou corpo físico — quer dizer. Similar à Energia. enfim. angustiosa. Não é possível. — E o que é o «céu» então? — A aproximação da Verdade. — Então. quando falecemos —.. A Terra. O passo a níveis onde o Espírito se sente pleno do «Profundo». é um desses «infernos».. E a mentira. em suma. porque aqui o Espírito necessita de um suporte físico mais denso e pesado. Porque aqui morre antes. Porque nos repetiram muitas vezes que o caminho da Perfeição não tem fim. ele mesmo sabe e se dá conta de seu estado. Onde a dor foi banida. E o egoísmo. Onde os suportes ou formas físicas que precisa esse Espírito para seu constante desenvolvimento são mais limpos e ligeiros. Se as experiências vividas nessa existência arrojam um . — E nós. porque aqui existe a dor e a enfermidade. A essa Verdade que é ao mesmo tempo Amor e Perfeição. Como não tem fim o Amor ou a Sabedoria.

Quer dizer. Todas elas. o Espírito passará por si mesmo. E todos têm um rumo certo: o da busca da superação. Ao morrer. por chamá-lo de algum jeito... segundo os «guias». O Espírito possui — conforme nos ensinaram os seres do espaço — uma «memória perpétua». — Mas. nada mais e nada menos. Todos foram criados pela Grande Força ou Deus. a um nível superior onde voltará a «nascer».. Segundo os «guias». se todos procedermos de outros níveis ou planos. o Espírito.. Os «guias» não empregam nunca esta expressão. — Mas isto é a «reencarnação». o Espírito assimila em sua memória perpétua as vivências e ensinos da vida ou plano que concluiu. como é que não recordamos nenhuma dessas vidas passadas? — Porque nos encontramos em um nível muito primitivo. insistimos.saldo positivo. e ao longo desse espaço de 20 ou 30 horas. necessariamente. O que conta na verdade é o Espírito. segundo os extraterrestres. Porque não se volta a «nascer». necessárias para sua perfeição. o Supremo Eu. ao passar de um nível a outro — superior ou inferior —.. . pode encaixar — e de fato assim ocorre no Universo — em um corpo ou forma física distinta às anteriores. Quer dizer. Os mesmos «guias» — conforme nos comunicaram — procedem de níveis ou planos inferiores. — Não exatamente. uma memória própria que se vai formando no transcurso de todas e cada uma dessas visitas ou níveis pelos que necessariamente passa. Isso significa. segundo isto.. Para isso devem conhecer as verdades do Universo das mais ocultas raízes. — Podemos «nascer» outra vez em um lugar distinto à Terra? — Assim ocorre. que podemos voltar a «nascer» em outro mundo ou em uma época mais avançada de nosso próprio planeta. a memória perpétua não poderá encaixar no suporte ou corpo físico encarregado de sustentar o Supremo Eu. enquanto esse Espírito não entra em níveis superiores. com o mesmo suporte físico. que sim é imutável. e porque assim está escrito na Lei da Evolução Progressiva do Cosmos. E nos planos cósmicos está previsto que cada Espírito atravesse por múltiplas experiências.

Agora. O mais freqüente — segundo os «guias» — é o primeiro. Seria como tratar de colocar um lago em uma garrafa. Daí que —ao «funcionar» unicamente o cérebro físico— não recordamos nenhum dos planos ou níveis inferiores ou passados. podemos proceder de outros planetas. . — E nós. horrível.. quem sabe realmente como foi seu passado? Como pudemos viver e morrer? Só no instante em que o Espírito se move em um nível elevado — como pode ser o caso destes extraterrestres —. podemos proceder de outro plano ou mundo superior? — É obvio. os seres humanos podem proceder de níveis mais primitivos ou. a memória perpétua do ente é assimilada pelo suporte físico e o «passado» aparece claro ante o novo ser. o resultado seria desastroso. Em nosso caso — que é o que melhor conhecemos —.. piores a este. essa memória perpétua não pode ser absorvida pelo cérebro físico. Mas há também outros muitos mundos considerados como «infernos».. E o mesmo ocorre com outros muitos humanos. A Terra é um planeta considerado pelos seres da «Confederação» como «inferno». Aqui — segundo eles— retrocedem muitos seres cuja atuação ao longo de uma determinada vida ou plano não admite uma elevação. de mundos onde os suportes físicos e o Espírito estão muito por cima dos que aqui conhecemos. Nos «planos cósmicos ou divinos» está perfeitamente previsto que — a partir de determinados níveis mínimos — o Espírito pode descender. inclusive. Incluso. Se pudéssemos recordar e reviver outras histórias anteriores em um nível ou plano onde o Espírito não se encontra ainda autenticamente formado e preparado. nós.. por exemplo. os humanos. — É que muitos de nós — segundo os «guias»— não são originários da Terra. — Então. como conseqüência de sua falta de Amor. Eles sabem as origens dos que participamos da «Missão RAMO». durante nossa passagem por este mundo. E podemos te assegurar que quase todos procedemos de mundos distintos a este. — Mas isto é muito sábio e prudente — acrescentou outro dos sócios do «IPRI»—.. A vida é dura e muito afastada da Verdade.

Resulta incômodo. «potestades... são Espíritos mais ou menos próximos ao «Profundo»? — Sim. sua própria elevação pessoal. . E começará então a abrir passagem em níveis e mundos distintos.Resulta lógico que um ser criado em um plano muito primitivo — como aconteceu com os homens das cavernas — não possa evoluir e assimilar as verdades do Universo em uma simples e curta vida. é obvio. de conhecimentos. Todo isso só poderá obtê-lo em um comprido caminho. — . como lhe dizemos. Nós. E seus Espíritos.. «serafins». sua própria e progressiva aproximação ao Amor lhe permitirá seguir avançando para planos ainda mais amplos e perfeitos. Nem sequer seu suporte ou corpo físico é adequado. tem que despir-se como o guerreiro que caminha dentro de uma pesada armadura. nem sequer iniciamos a caminhada. permanecendo livre. Está submetido a enfermidades. E poderá chegar o instante em que o Espírito se veja desprovido. O homem e outros seres do Universo parecidos com ele se movem em planos inferiores. E em uma época mais avançada. por exemplo. chegaram inclusive a desprender-se de todo suporte físico. E esse Espírito voltará a nascer com um corpo mais perfeito.São os chamados «graus de perfeição no Senhor» os que permanecem mais perto do «Profundo». «arcanjos». Os «guias» se referem a esses níveis superiores do Espírito e nos comentam que também foram revelados ao ser humano através dos livros Santos. etc ». inclusive. E seu Espírito. E seguirá morrendo e nascendo. Até que um dia. Nesse comprido caminho para a Perfeição há seres que vão muito além. E se o Espírito vence os numerosos obstáculos. Um caminho que abrangerá toda uma «eternidade». esse Espírito se encontre em situação de compreender e discernir entre o Amor e o Egoísmo. mais elevados. Da Sabedoria do «Profundo» se mostrará com mais força. da roupagem da Matéria. encontra-se virtualmente a zero. Torpe. recém criado.. — Quer dizer que os chamados «anjos». puro.. Nosso Espírito. «tronos». necessitado de experiências. E necessitará de novas experiências e de novos conhecimentos.. Seus movimentos. «querubins») «dominações».

portanto. Todo ser que cai suas forças e conhecimentos em si mesmo e esquece a lei do supremo Amor fecha a si mesmo a passagem a mundos superiores. Porque somos nós mesmos. tal e como diz a Bíblia. em troca. Ao longo de seus muitos estoques ou níveis. vai subindo em sabedoria e. econômicas. E eles responderam: — Cada Ser tem o atalho marcado da Perfeição. — Mas. Porque. os caminhos para chegar a ela são tantos como as estrelas que vêem luzir em seu firmamento. Este comprido caminho — dizem — deve ser como o do estudante que. Por que uns seres viviam felizes e outros. em graus ou cursos. Porque nos «planos cósmicos» está escrito que o que só soube viver no Egoísmo e na Injustiça deverá retroceder o caminho e sofrer o que nessa existência não sofreu. Muitos de nós perguntamos aos «guias» o porquê de tantas injustiças. deverá . como o Espírito se remonta para a Sabedoria. Por isso nenhuma injustiça fica impune. aprenderá e irá aproximando-se assim à Suprema Perfeição. embora a Verdade é só uma. nosso Espírito. etc. Por que em nosso mundo se davam essas brutais diferenças sociais. Somos nós mesmos quem nos «salvamos» ou «condenamos». É assim. pouco a pouco. viam-se e se vêem sumidos na miséria. — Só sofrendo e amando — nos comunicaram eles— se compreende a Humanidade. Se o estudante não está preparado para passar a outro nível.seu sentido do que lhe rodeia e de si mesmo serão sempre mais primitivos e superficiais que naqueles outros seres cujos Espíritos gozam de suportes físicos menos densos. Eles nos puseram vários exemplos. E deve beber de todas as fontes da Verdade. quem escolhe. Mas tudo isto é necessário para o sábio e completo desenvolvimento do Supremo Eu. por que motivos se «retrocede»? — Por uma falta de Amor que impede de elevar o Espírito a planos superiores. conhecendo as mais diversas experiências. que é sua origem. Eles nos repetem que a injustiça não termina com a injustiça.

mas para poder viver. Mas... Escuta: «E havia um homem dos fariseus que se chamava Nicodemo. o decisivo. — Mas. Morrer é tão necessário e fundamental no desenvolvimento do Espírito como o oxigênio para o desenvolvimento de nossos corpos. voltando para começo de nosso bate-papo.. Indubitavelmente. O importante. a Verdade e a Vida. quantos o cumprimos na verdade? Alguém tomou naquele instante os Evangelhos e leu: — «Meu Reino não é deste mundo. príncipe dos judeus.. sabemos que vieste de Deus como mestre. que nem todos os seres que vivem em uma mesma época se despem nos mesmos níveis. que o que não nascer outra vez. inclusive..permanecer nesse plano ou curso até que sua formação e desenvolvimento assim o permitam. o maravilhoso — concluíram — é que nossos espíritos são eternos. de certo te digo. mas sempre tenderá à Perfeição e ao Amor. se não for Deus com ele. muitas explicações ao que até agora permanecia escuro em nossos corações.» Nós encontramos. —— Nos disseram os extraterrestres — também morrem. E ocorre. É imprescindível quando se dispõe de corpo ou suporte físico para elevar-se. sim. — Tudo isto — comentei — já está nos livros sagrados. pode outra vez entrar no ventre de sua mãe e nascer?» . Este veio a Jesus de noite e disse-lhe: Rabbi. Mas tudo isto é muito complexo para que possa entendê-lo em tão escasso tempo. Porque isso é a morte: um princípio constante de Vida. porque ninguém pode fazer estes sinais que você faz. Todos os que desapareçam na catástrofe nascerão à vida ali onde os «planos cósmicos» o tenham previsto. as palavras dos membros do «IPRI» soavam em meu cérebro a confusão e mistério. Nosso caminhar pelo Universo poderá ser mais ou menos infeliz.. Respondeu Jesus: De certo. o que ocorrerá com todos aqueles que não sejam resgatados e que pereçam nessa anunciada autodestruição? —Morrerão. Jamais poderão desaparecer. me sigam porque Eu sou o Caminho. não pode ver o Reino de Deus.» «lhe diz Nicodemo: Como pode o homem nascer sendo velho?. — Em efeito... ao reler a Bíblia.

como podemos explicar a existência de uma instituição chamada «Santa Inquisição»? Como explicar suas aberrações? Como entender as violências e «guerras santas» de Cardeais do período Medieval e Renascimento? Como explicar nossas atuais separações e diferenças? Como explicar tanta brutalidade. versículos 1 ao 7. por que razão não se seguiu ensinando tudo isto? — Porque o egoísmo e a escuridão entraram também na Igreja. Se a morte não significar fim ou desaparecimento. anunciada por Cristo.«Respondeu Jesus: De certo. espírito é. Mas as palavras do Jesus Cristo são categóricas. Os primeiros cristãos conheciam estas verdades. e dos posteriores. Porque. no ano 325 de nossa Era.. Daí que sua fortaleza na hora de enfrentar-se ao martírio fora grande. de certo te digo. de não ser assim. — Mas. E a partir do primeiro Concílio Ecumênico de Nicea.. O que é nascido da carne.” Isto pode lê-lo no Evangelho de São João. Eles sabiam que a morte só era a vida. carne é. e o que é nascido do Espírito. . ódio e violências como hoje se estendem pelo mundo? — Sigo sem compreender algo. e as trevas da Idade Média terminaram por apagar tão profundas verdades. Não te maravilhe do que te disse: É-lhes necessário nascer outra vez. não pode entrar no Reino de Deus. À medida que a Igreja foi aumentando seu poder terrestre e seu domínio. E a verdadeira doutrina do Salvador foi perdendo vigência. A vida para a Igreja se fez mais cômoda e livre a partir dos decretos do Constantino. por que tratam de resgatar a uma parte dessa Humanidade que asseguram será destruída? — Porque a «Confederação» deseja concluir com esta constante sucessão de catástrofes que só estão conduzindo ao desaparecimento da espécie chamada humana. que o que não nascer da água e do Espírito. O mundo inteiro foi esquecendo a Verdade do Cosmos. os cristãos foram esquecendo estas verdades cósmicas. capítulo 3. riquezas e afastamento das Ciências. foram-se estendendo os dogmas criados pelos homens. de não ter esquecido a mensagem de Amor do Enviado do «Profundo».

. Cada membro do grupo — muitos deles de elevada posição social — se comportavam em sua vida diária com grande discrição.. Mas eu então não podia compreender.. É inútil que fale com aqueles que não podem te compreender. Por isso nos recomendam não abusar do contato telepático. Tinham sido duas semanas de constante trabalho de recopilação. Lembro que nenhum deles fazia ornamento de suas experiências. Tinha procurado investigar a fundo. esta última e extensa entrevista com alguns dos membros do «IPRI» que afirmam estar em contato telepático com seres do espaço ia ser. E o tivesse variado profunda e radicalmente. — É vital que nossas «comunicações» com os «guias» — me tinham repetido em várias oportunidades — não desequilibrem nossas vidas e profissões. De entrevistas com quase a totalidade de um grupo que — pela primeira vez no mundo — se decidiu a falar publicamente sobre «suas» comunicações com seres de outros planetas. sua humildade e simplicidade pareciam crescer a cada instante. a personalidade daqueles membros do «IPRI» que pareciam mais implicados na fantástica experiência. O «AVISTAMENTO» Se mal me recordo. Mas não consegui descobri-lo.. . Neste último sentido devo reconhecer que nada do que averigüei resultava anormal ou suspeito. Cada qual fazia sua vida com absoluta e desconcertante normalidade. embora cautelosamente. Era como se «algo» tivesse variado o rumo de suas vidas. afirmavam. a última gravação que recolheria em minha reportagem e investigação sobre o tema dos Extraterrestres e o «IPRI».XXI. Mil vezes me perguntei se não haveria algum afã lucrativo atrás de todo aquilo. Durante este período em Lima tinha tratado de recolher o máximo de detalhes. em realidade.».. Muito ao contrário.. Só conversavam sobre estes temas com aqueles aos que conheciam bem. Cada um dos trinta ou quarenta peruanos que integravam aquele grupo seguia com fidelidade seus estudos ou trabalho diário.

sinceramente. . minha objetividade começou a inclinar-se perigosamente para a incredulidade. Se for tão simples e singelo. esplêndida "montagem". Entretanto.. Ao cumprir-se aquelas duas primeiras semanas de estadia no Peru. minha mente experiente passou por uma sensível mudança em relação com o tema dos «Extraterrestres». meu ceticismo foi ganhando terreno de forma assombrosa. ao sul de Lima. uma formidável e. Mas. Vários dos membros do «IPRI» que trabalham na Seção de Arqueologia me tinham posto a par de um sensacional descobrimento: as pedras gravadas de leoa. Isto só pode ser uma invenção. por que não me autorizam a lhes acompanhar a um desses «avistamentos» ou confirmação física? Os membros do «IPRI» me escutaram em silêncio e com grande seriedade.Ainda mais. isso sim. conforme aumentavam os detalhes e explicações sobre os seres do espaço e a mencionada «missão». por sua trascendência. aquele formidável e complicado amontoado de relatos acrescentou minhas dúvidas. Depois de escutar as explicações dos membros do «IPRI». depois de ler e reler minhas notas. ao fechar meu grabador.. anunciei a vários dos membros do «IPRI»: — Dentro de alguns dias retornarei a Espanha.. E ao final comentaram: — Muito bem. não posso lhes dizer que leve uma prova sólida e definitiva do que me relatastes. Seguia me entrevistando com os membros do grupo porque alguns dos cabos da reportagem se encontravam ainda soltos.. Em realidade. Já desse achado me entreguei totalmente durante os dias sucessivos.” E. Uma e outra vez me repetia sempre: Não é possível tanta fantasia. como digo. aí ficou tudo. relegou o tema dos ovnis a um segundo plano. Consultaremo-lo. Eu me esqueci virtualmente do assunto e me dediquei totalmente nos dias seguintes à elaboração de outra reportagem que. com o passar dos dias. Que provas tenho realmente? — repetia-me uma e outra vez —. Por acaso vi alguma dessas naves? Como posso acreditar em semelhante sucessão de relatos de ciência/ficção?” E lembro que uma manhã.

no distrito de Ravina. Ana María. E acredito que a explicação resultava evidente. Paco e aqueles que se considerem aptos não mais de três.Lembro que aquela segunda viagem a leoa e ao deserto do Ocucaje durou três ou quatro jornadas. Será na sábado de noite. meu espírito havia tornado a recuperar a serenidade. mas sem base. Carlos concluiu a leitura da «comunicação» e me perguntou: — O que diz agora? Supomos que estará satisfeito. mostrou-me uma folha de papel em que — escrito à mão — pude ler: «Sim. dizia o aviso que encontrei em meu hotel. Tomei a folha de papel e pedi que me lessem isso. E me aproximei uma vez mais à rua Junín. anunciaram-me algo que. A mensagem ou a comunicação tinha data de 2 de setembro de 1974. 402... Carlos. Sixto. Juan José. Mas meu silêncio não se devia à emoção. Mr apaixonei. Berta. sim. não compreendi de tudo: «Os "guias" nos comunicaram que sim. posto que havia algumas palavras que não conseguia compreender. Mito. Porque «aquilo» que Carlos Paz Wells me mostrava iludido não tinha levantado em mim o menor sopro de surpresa ou emoção.00 Pessoas: Eduardo. Contato Dia: sábado 7 Horas 7. em frente ao Pacífico. VAI HAVER CONTATO NA SÁBADO? SIM. Durante esse tempo. Ali. Por isso. Em realidade não sabia o que lhes dizer. O tema dos «guias» extraterrestres estava muito longínquo. nem muito menos. . que pode assistir ao próximo "avistamento". «Temos uma boa notícia para ti».30 em lugar Hora de contato 9. Lilian. minha estranheza foi grande. sorridente. a princípio. quando ao retornar a Lima encontrei um aviso dos membros do «IPRI». Qulba.» E Carlos Paz Wells.

e os três. E sem mais... Aquela tarde comentei o fato com outros dois membros do «IPRI» — Tito Aisa e Tiberio Petro Leão. inclusive. E não é que eu seja precisamente um cético em matéria de vida exterior e.. peritos em Arqueologia e com os que tinha conhecido o fascinante tema das pedras gravadas do Ocucaje —.. Eu tinha recebido aquela notícia — e não me cansarei de repeti-lo— com a pior das disposições. como se realmente não tivesse ocorrido nada. Espera o sábado.. procurei uma desculpa e retornei ao centro de Lima. Temos que ir de carro. Mas. .? É que não se darão conta de que tudo isto é ridículo. Como digo. Não sei se o terei mencionado ao longo deste trabalho.? É que pretendem que acredite que no próximo sábado vou ver um extraterrestre ou uma partida deles?» Carlos Paz Wells deve ter notado minha indiferença e comentou: — Não lhe pedimos que acredite em nada ainda. Em realidade não sabemos no que vai consistir a confirmação física. quase sem querer. Entretanto. mas haverá. minhas investigações e minhas deduções eram muito anteriores a esta experiência no Peru. — Sim. algo que não soube explicar me impulsionava então a duvidar. Meu interesse pelo tema. Aqui estarei. Vêem por aqui por volta das quatro da tarde. de ovnis.«Como é possível — repetia para mim mesmo — que esta farsa possa chegar tão longe. claro — respondi enquanto guardava aquela folha de caderno —. Pois bem. chegamos a uma mesma conclusão: «Tudo isto resulta excessivamente singelo para que seja certo.. daí a acreditar a pé juntos que ao cabo de quatro dias ia presenciar um «avistamento» de ovnis. mas estou convencido de que existem seres inteligentes — superiores ao homem — que visitam nosso planeta desde tempos muito remotos. assim era.» Muitas pessoas com as quais falei em minha volta a Espanha perguntaram qual foi meu estado de ânimo durante esses dias que permaneci «à espera» do sábado. absurdo. irreal. acredito que não compreendiam minha quase absoluta indiferença...

Lembro que aquela manhã a empreguei em concluir uma das conversações com o Tiberio Petro Leão. Ali se encontravam já vários dos que tinham sido «citados» na «comunicação» de 2 de setembro. Meu relógio assinalava as três e meia da tarde. ao parecer.. Alguns dos membros do «IPRI» se prepararam como se «aquilo» se tratasse de uma prova de sobrevivência no Ártico. Algo seguia me gritando no mais profundo que aquilo só podia ser uma fraude.000 pedras gravadas do doutor Cabrera Darquea encheram meu tempo e meu interesse. meu desgosto foi aumentando lenta mas concientemente.O caso é que durante primeira semana de setembro eu me dediquei por inteiro à recopilação de dados sobre o tema dos cantos rodados de leoa. disse-me mesmo. Perguntei a razão de uma indumentária tão abundante.. Conforme foram passando as horas e conforme fomos nos aproximando do lugar onde ia produzir-se o «fenômeno». Cheguei à porta da sede do «IPRI» à hora fixada. depois de recolher precipitadamente meus apontamentos e desenhos. E sem comer. esgotando assim o último vestígio de humor que. Mas chegou o sábado. e os irmãos Paz Wells me comentaram que o deserto peruano da Chilca resultava extremamente frio durante a noite. . Meu sentido comum reagiu. 7 de setembro. meus pensamentos se foram revelando. lancei-me à rua à caça do táxi. E embora só fora por educação me via obrigado a lhes seguir. Mas me tinha comprometido. colaborador do professor Cabrera Darquea e realizador dos desenhos desenvolvidos das «ideografias». Por que? Penso que havia uma razão fundamental. Desde esse instante. Ao princípio houve algo que me alarmou. «E tampouco é questão de chegar tarde a uma entrevista com os extraterrestres. Meus contatos com os membros do «IPRI» se interromperam e só as 11. Nossas discussões sobre o tema e a análise do material de que nos dispunha fizeram perder o sentido do tempo. tinha atribuído para aquele desconcertante 7 de setembro.».

Eduardo Elias. Francisco Orei Tippe — ambos os membros do grupo — e outros dois universitários — Mito e David — que iam à «prova física» em qualidade de «convidados». . aeromoça de uma conhecida agência de viagens do Peru. casado. engenheiro e membro do grupo do «IPRI» que afirma estar em comunicação com os seres do espaço. Entretanto. Os areais da Chilca se encontram ao sul de Lima. escaparam pouco a pouco daquele veículo e daquele país para meter-se de cheio no mundo de minha família e de meus amigos da Espanha... Toda minha indumentária se limitava a um par de ligeiros jerseis. que desisti. — E para onde fica Chilca? — perguntei imediatamente ao Eduardo Elias. E às quatro e meia em ponto partíamos a bordo de dois carros. um dona-de-casa que. Lima ficou atrás e eu me vi envolto no que. o engenheiro. observei nele tal naturalidade. e eu. No segundo veículo. Durante boa parte da viagem me assaltou a idéia de lhe interrogar sobre a possibilidade de uma fraude. sem querer. — Demoraremos algo mais de hora e meia. Mas já não havia tempo de retornar a Lima.. Carlos Paz Wells. do Bilbao. engenheiro.. E penso eu que foi esse mergulhar em meus pensamentos e lembranças o que me permitiu percorrer os 70 ou 80 km em um abrir e fechar de olhos.Aquilo terminou de desmoronar meu escasso otimismo. de 42 anos. ia ser a mais desconcertante aventura de minha vida. Em questão de minutos entramos na estrada Pan-americana. E meus pensamentos. tal convencimento de que íamos a uma «confirmação física». Lilian e eu. Eduardo Elias Poveda. Acredito que a pergunta não lhe teria incomodado. Em um deles. tinha assistido já — segundo suas próprias palavras — a numerosos «avistamentos» de naves. igual a Lilian. como digo. Em nosso veículo. Lilian. viajava um dos membros do grupo do «IPRI». não fazia parte do «IPRI». igual a Berta. sem lugar a dúvidas. Berta. Em realidade era meu aniversário e a melancolia desejava competir pelo visto com meu mau humor.

como pode apreciar. Além disso. Estaremos no lugar em pouco tempo. formado sem dúvida pelas já freqüentes idas e vindas dos carros do «IPRI». Uma vez abandonada a estrada Pan-americana. Eu apenas podia vislumbrar além de onde alcançava meu braço. ao sul do país. No máximo — e quase confundidos com a escuridão — algumas colinas tão cortadas como a planície. Segundo o engenheiro. Meia hora depois. formando uma crosta sólida e desolada. as seis da tarde. reúne esta condição. explicaram-nos que sempre procuram que os «avistamentos» ou confirmações físicas coincidam com as coordenadas que. sigam alguns de seus aparelhos. — Há várias razões para isso — comentou Eduardo Elias—. nesse momento. E para nós tampouco supõe um grave transtorno. Lembro que me chamou a atenção a absoluta desolação do lugar. Não vi montanhas.— Chegamos — comentou o engenheiro enquanto girava à esquerda e se introduzia com o carro por uma amarelada e breve planície —. Eram. o carro do Eduardo Elias Poveda se detinha. os «Areais da Chilca» coincidem com uma das trajetórias que habitualmente seguem as naves ao entrar ou sair de uma de suas «bases» submarinas. e com as luzes acesas. aqui não mora ninguém. os «guias». pouco mais ou menos. observei como o veículo do Carlos Paz realizava a mesma manobra. posto que se encontra muito perto de dita base submarina. Em realidade. Eles. Entretanto. o dia tinha começado a escapar por detrás do Pacífico e aquela progressiva escuridão se fez mais densa conforme o carro do engenheiro entrava nos chamados «Areais da Chilca». A escuridão foi descendo pouco a pouco sobre aquele 7 de setembro. tratava-se de um terreno vulcânico no que a areia do deserto se mesclou com numerosos restos de lava. . os veículos começaram a se embrenhar por uma espécie de atalho. conforme parece. a poucos metros. Em primeiro lugar. E Chilca. posto que o deslocamento apenas leva hora e meia. Detrás. O lugar é perfeito. aquele setor —conhecido por eles como «A Mina» — era um dos mais freqüentados pelo grupo na hora de estabelecer «contatos físicos». conforme pude observar.

Tampouco seguimos um caminho ou atalho claro. tomou várias lanternas e começou a caminhar. soou em meus ouvidos —ao menos naquela espessa escuridão— como algo sem sentido.. Acredito que caminhamos durante pouco menos de meia hora. Mas. Carlos e Eduardo Elias. Um frio penetrante.. O magnetismo facilita sua aproximação e descida.— Agora — comentou — é preciso continuar a pé. . E cada qual ficou sumido em seus próprios pensamentos. encabeçado pelo Carlos Paz Wells.. Aquele comentário. O frio começava a sentir-se lenta mas sem piedade. E ali ficaram ambos os veículos.. aquilo começava a adquirir para mim tinja verdadeiramente grotescos. entrando a seguir em outra planície onde destacava uma pedreira abandonada que. —Vocês —respondeu o engenheiro—. Carlos e Paco Orei Tippe limparam o chão com a palma da mão e se sentaram com as lanternas entre as pernas. como só pode experimentar-se nos desertos.. —E o que fazemos? —perguntou um dos universitários que nos acompanhava em qualidade de «convidado». ao parecer. formulado com a maior seriedade e naturalidade do mundo. em metade da escuridão. ascenderam um par de suaves colinas. sem pés nem cabeça. Lembrança que o grupo seguiu conversando sobre mil coisas. Só aguardar.. sempre em cabeça do pequeno grupo. nada. Em realidade. tínhamos chegado ao lugar. Nós sempre fazemos «comunicação telepática» com eles um pouco antes da hora do contato. segundo meus cálculos. —Será preciso aguardar —comentou Carlos—. Essa é outra das razões importantes para que os «guias» escolham um lugar. sem lógica. A noite havia talher por completo os areais e só a luz das lanternas denotava a presença humana em «La Mina».. Os membros do «IPRI» nos tinham comentado antes de iniciar a marcha: —«A Mina» é um lugar com um considerável magnetismo natural. O contato está anunciado para as nove. E o grupo.. não levantaria além dos oito ou dez metros do chão.

Poucos minutos depois, quase a totalidade do grupo fazia outro tanto. Mas o frio não nos ia permitir continuar naquela posição durante muito tempo. E foi preciso, conforme ia avançando a noite, começar a dar pequenos passeios e a esfregar o corpo com força, a fim de não tiritar como um frango depenado. Acredito que aquilo, precisamente, foi um dos fatores que mais acelerou meu já considerável aborrecimento. E era preciso aguardar duas largas horas para que tudo terminasse! Aquele pensamento resultava desalentador. Assim procurei me distrair de alguma forma. Não podia me afastar do lugar, posto que não saberia retornar. Nem sequer me era possível distinguir os focos dos veículos que passavam a vários quilômetros de «La Mina», através da Pan-americana. Por outra parte, como podia retornar a Lima se tinham sido os próprios membros do «IPRI» os que me tinham transladado a Chilca? Não tinha mais remedeio que esperar. Aguardar pacientemente a que o relógio marcasse as nove da noite... E voltei a me levantar daquele pedregoso e ingrato chão, tão molesto pelo frio como pelo embaraçoso da situação. «Mas, como diabos pude chegar a isto?», repetia-me sem cessar. Observei o céu e só pude ver a já familiar capa de nuvens que cobre Lima e um amplo rádio durante todos e cada um dos dias do inverno. Naquela época —setembro—, no Peru começava a sair do inverno. Um inverno que, como digo, provoca em dita zona uma permanente nebulosidade pela que tão somente se filtra —e com grandes dificuldades— a luz solar. O céu, como digo, encontrava-se aquela noite tão talher de nuvens, que durante pouco mais de meia hora os últimos raios do sol proporcionaram ao espesso «colchão» uma estranha e curiosa luminosidade. Era como se a grande «barreira» nubosa tivesse conservado aqueles últimos vestígios revestir. E o recordo porque, instintivamente, pensei em minha câmara fotográfica, que eu mesmo tinha deixado no carro por três importantes raciocine. Primeira, porque estava convencido de que era inútil, que ali não ia passar nada. O mesmo engenheiro, enquanto viajávamos para a Chilca, tinhame comentado:

—Não sinta saudades que, ao pior, não aconteça absolutamente nada. Nós passamos por muitas provas similares. Íamos aos lugares que previamente nos assinalavam e ali não aparecia nada nem ninguém... Eles o consideram como provas. E muito importantes, por certo... Aquelas palavras caíram em meu já depauperado ânimo como um jarro de água fria. E cheguei à conclusão de que «aquilo» só podia ser uma forma de «preparar» o terreno para que nossa decepção ficasse relativamente amortecida. Mas havia outras duas razões —importantes também— que me tinham impulsionado a deixar minha câmara fotográfica no carro. Segunda, a absoluta escuridão que reinava já naquelas paragens no instante de desembarcar do veículo. E terceira, a ordem, mais que rogo, dos membros do «IPRI» de que não fizesse uso das câmaras. «Ainda não é o momento», disseram-me por toda resposta. Aquela luminosidade que se desprendia do «colchão» de nuvens e que se foi apagando progressivamente me trouxe para a mente a possibilidade de que o filme —muito sensível— tivesse reagido possivelmente a tal circunstância. Mas dito pensamento naufragou pouco depois, quando o espesso e extenso tapete de nuvens perdeu também o comentado resplendor. E a noite, fechada pelos quatro custados, fez-se larga e tensa. Sentado em silencio naquele deserto, com o queixo pego aos joelhos, meus olhos permaneceram comprido tempo fixos naquele céu tão negro como falso. E tenho que reconhecer que aquela larga, paciente e involuntária observação da capa de nuvens seria de grande utilidade para minhas posteriores deduções, como resultado do que ia se produzir... Acredito que durante as duas horas largas que permanecemos em «La Mina», os oito que integrávamos o grupo falamos de tudo. Mas, foi curioso. Quase não se mencionou o tema e a razão que nos tinha levado precisamente até ali. «Seria —pensei eu depois que todos os "convidados" nos encontrávamos molestos e violentos?» longe de aumentar meu nervosismo, conforme o relógio se foi aproximando das nove da noite, sentia-me mais cansado e mal-humorado. Aquele frio resultava insuportável...

Lembrança que poucos minutos antes das nove da noite, Carlos Paz Wells nos anunciou que o «contato visual» —segundo «comunicação» recente, sustentada por ele mesmo com seu «guia»— teria lugar, exatamente, às nove e quinze. Devíamos, simplesmente, esperar. «Muito bem —me disse mesmo—. Pois esperarei... Confio que isto termine o antes possível. vou acabar gelado.” Passaram os minutos e meu olhar —penso eu que por essa curiosidade que, apesar de tudo, fica sempre no fundo da alma— começou a passear-se, uma vez mais, por aquele negro céu. Não havia possibilidade alguma de ver uma só estrela ou planeta. E muito menos, a Lua. Mas aquela minha curiosidade terminaria por esfumar-se ao pouco, quando um dos convidados tirou conversação o problema do Chile, arejado dias antes por toda a Imprensa do mundo e especialmente pela peruana. Aquilo nos fez esquecer —até certo ponto— a proximidade do momento. Lembrança que dois dos membros do «IPRI» —Carlos Paz Wells e o engenheiro— se encontravam um tanto separados de nós e em companhia —se minha memória não me trair— da Lilian. Sua distância respeito de nós não transbordaria possivelmente os trinta ou quarenta passos. por que se tinham separado do resto do grupo? A explicação era muito simples. Como conseqüência do intenso frio, todos os que formávamos parte da expedição nos víamos obrigados a nos mover e dar pequenos passeios pela zona, a fim de desentorpecer os músculos. E naquele instante —as nove e quinze em ponto da noite— deu a casualidade de que os três, Carlos, Lilian e Eduardo, encontravam-se a certa distância do resto. Não podíamos lhes ver, mas sim lhes ouvir. Mas, de repente, enquanto o grosso do grupo comentávamos as incidências do país vizinho, Chile, escutamos as vozes da Lilian, Carlos e o engenheiro, que se aproximavam de nós. —Olhem, olhem acima! —diziam-nos enquanto se aproximavam com passo rápido. Aquelas vozes atuaram sobre o resto do grupo como um fulminante. Nós não tínhamos visto ainda «aquilo» pela singela razão de que nos tinha pilhado de costas.

perfeitamente claro. Ali acima. Mas. estava negro como boca de lobo. Entretanto. mas sim mas bem em diagonal e a nossas costas.. . E durou escassos segundos. não chegou a tocar o chão. O disco de luz tinha começado a aumentar e diminuir lentamente sua luminosidade. E embora resultava pouco menos que impossível calcular a distância a que se encontrava.. Um disco cuja luz —e este foi um dos pontos que mais me impressionou— era mais intensa que qualquer dos focos que eu vi até o momento. Imóvel.! Pois estaríamos bons! É que me vou deixar enganar a estas alturas.E ao me voltar para o lugar fiquei aturdido.. como descrevê-lo? Como narrar o que nem sequer tem explicação lógica? Aquele disco permanecia fixo. Desconcertado. Instintivamente baixei os olhos para a escuridão do chão e do entorno e me comentei mesmo: «Não pode ser. tinha surto um disco luminoso. tratando de encontrar alguma «projeção» ou luminosidade que —partindo desde terra— pudesse explicar a presença daquele disco fulgurante. Mas seguia fixo e imóvel entre as nuvens. Carlos Paz e Eduardo aquilo Elias» tivesse sido visto segundos antes que por nós. Não havia «projeções».. Meus olhos ficaram novamente cravados naquilo». como projetado por algum foco muito potente. enquanto minha garganta se negava a articular palavra alguma. E sua luz branca muito intenso se propagava e esfumava por entre as nuvens. nem luzes que procedessem de terra. a meu redor. Daí que para três dos membros do grupo — Lilian. eu juraria que não era superior aos trezentos metros. Mas tudo. daquele disco reluzente saiu um raio também branco. E aos poucos segundos. Não tinha aparecido precisamente sobre nosso vertical. dentro da espessa capa de nuvens... Surpreso. formando em torno do círculo central como uma espécie de auréola.?” E com esse rápido pensamento em metade de meu desconcertado cérebro voltei inclusive o rosto a direita e esquerda.

Não sei.. Quase minuto e médio depois.Alguns dos «convidados» —recuperados da surpresa inicial— tinham começado a comentar ao resto. e a voz em grito.. «aquilo» voltou a repetir-se.. O objeto que permanecia imóvel era idêntico ao disco que tinha surto pela primeira vez. Mas esta segunda aparição duraria um pouco menos que a primeira. E enquanto o segundo objeto seguia efetuando as citadas evoluções em torno do muito luminoso disco. aquele disco muito luminoso — cujo tamanho do lugar onde nos encontrávamos. . A surpresa —profunda como ninguém pode compreender— me tinha paralisado. Era como se aqueles estranhos objetos tratassem de nos comunicar algo. Mas seus movimentos não tinham «Aquilo ordem» efetuava giros e evoluções em torno do primeiro disco de uma maneira aparentemente anárquica. seria ligeiramente inferior ao de uma lua enche— se foi apagando brandamente.. Junto ao disco que permanecia fixo e imóvel se movia outro objeto.! —comentou alguém do grupo.. em efeito. E aquela. Esta vez há dois! Assim era. ao que parecia acompanhar um segundo. algo mais de um minuto. cada um dos detalhes que todos —é obvio— estávamos contemplando. aos pouco segundos do desaparecimento do estranho objeto luminoso. desaparecendo por completo entre a espessa nebulosidade. Mas. — São dois! —gritou uma das mulheres—. este —da mesma forma que na primeira aparição— começou a aumentar e diminuir sua intensidade lumínica. foi a impressão geral. O segundo objeto seguiu evoluindo em torno do disco branco até que este —em uma daquelas mudanças de intensidade luminosa — pareceu apagar-se definitivamente. Eu não tinha tido oportunidade ainda de comentar o fato. —É como se nos fizesse sinais. até desaparecer. E ante nosso assombro —se é que ainda ficava capacidade para isso— vimos como uns metros mais abaixo em relação à primeira aparição surgia um disco similar. Segundo meus cálculos. Eu juraria que se tratava em realidade do mesmo..

Tratei de me fixar neste segundo objeto —especialmente quando passava por diante do disco luminoso— e acreditei perceber umas formas igualmente discoidais. Mas. seu brilho era muito menor.. comunicaram que não podem descender mais. Naquela nova aparição. as «intermitências» de luz foram menores. tratando de encontrar possivelmente uma razão. Todos com o rosto para o céu. brocando cada um dos centímetros de nuvens com nossos olhos. O segundo tinha desaparecido. Mas o que mais me aturdiu... Todos com o coração acelerado. Todos tínhamos ficado em silêncio. foram seus anárquicos giros em «8» e «S». só vimos um único objeto. E seguíamos com os olhos fixos naquela densa capa de nuvens. com a boca médio aberta.. Ao final. —Já não voltarão —interveio Carlos Paz Wells aos poucos minutos—. fixo e silencioso.. o disco voltou a surgir entre as nuvens e em uma nova posição.. permaneceu ante nossos desencaixados olhos por espaço do meio minuto.? . todos de uma vez e com a mesma ansiedade.? Eram naves.. Era o mesmo disco. quando acreditávamos que o «avistamiento» tinha finalizado e todos dispúnhamos a acribillar a perguntas aos três membros do «IPRI». O disco. As exclamações aumentaram. aniquilados. E ao desaparecer estes dois últimos ovnis —quando já considerávamos a possibilidade de que o «fenômeno» não voltasse a repetir-se— observei de novo meu entorno. A mesma luz. E aos escassos segundos de desaparecer estes dois «objetos volantes não identificados». acredito. Mas a maioria —acredito recordar— não tinha terminado de ouvir as palavras do Carlos. E também seu tamanho. O céu seguia absolutamente encapotado.. uma justificação para todo aquilo.. nesta terceira ocasião.. Entretanto. desaparecendo da mesma forma que o tinha feito nas ocasiões anteriores. Todos. perguntamos: —O que foi isso. como digo. ao redor do potente disco de luz branca muito puro. Mas tudo continuava normal.

é obvio. aos cinco «convidados». Mas foi um «avistamiento» muito elementar.. «Mas. Mas quiseram manifestar-se. Não sabia o que pensar. Mas. com essa naturalidade que tanto me desassossegava... Não pude dormir nas duas noites seguintes. penso. E simplesmente. porque «vocês não estão ainda preparados para ver as naves desde tão perto». Em realidade. Aquele comentário ia dirigido. não aconteceu nada. OH Deus! —repetia-me uma e outra vez—.Tudo tinha durado cinco ou seis minutos. o rotundamente inesperado «avistamiento» daqueles dois ovnis só me encheu de surpresa. Tinha ido aos areais da . E que não puderam descender mais porque a capa de nuvens estava muito baixa.?” Eram as nove e trinta minutos da noite de sete de setembro de 1974. por que dizem que não baixaram mais? —Por duas razões: primeira. Os três membros do «IPRI» sorriram ao ver nossa surpresa. não por que meu estado de ânimo tivesse ficado alterado.. Não sabia o que dizer. . comentaram: —Hoje foi um dia «monótono». a fim de ratificar o contato previamente anunciado... nossa confusão. duas naves.. efetivamente. —Não entendo —murmurei—. A verdadeira razão que me manteve em vela durante aquele tempo foi meu enraizado pragmatismo. EPÍLOGO: DOIS DIAS SEM PODER DORMIR Não poderia concluir esta reportagem sem fazer alusão aos dias que seguiram ao para mim indelével 7 de setembro. —Isso é o que eles nos comunicaram.—Manifestaram-nos —responderam os membros do grupo do «IPRI»— que eram. »E segunda —prosseguiu o engenheiro—.. Como outros muitos.. Por fortuna.. porque o «colchão» de nuvens é muito baixo e sua presença a tão escassa altura poderia ter alertado a pessoas que —embora longe daqui— possivelmente tivessem percebido a grande luminosidade dos discos.... Eles se limitaram a apresentar-se ante nós. é que pôde ser tão simples.. apareceram o suficientemente afastados como para que só pudesse ser assim. Para falar a verdade.

E. Durante as duas horas largas que esperamos em «La Mina». de que todo aquilo era irrealizável. resulta-me muito difícil de aceitar. ali acima e à hora prevista. um total de oito pessoas tínhamos presenciado um fenômeno para o que não conseguia encontrar uma explicação terrestre e lógica. com seu extremada brilhantismo. Mas o silêncio era absoluto. Meu cérebro tratou que decifrar o enigma mediante numerosos raciocínios. Mas. E não pude adivinhar o menor rastro de estrelas ou planetas. de alguma estrela ou. entretanto. da Lua? Muitíssimo menos. não achei sorte solução. filtrava-se por entre a muito espesso capa de nuvens. minutos antes de que aparecessem os ovnis. entretanto. por que? Podia tratar-se de um fenômeno meteorológico? Sinceramente.Chilca absolutamente convencido de que não ia ver nada. até o momento. recordei algo muito concreto e sintomático. Que «fenômeno meteorológico» projeta de repente um raio de luz —perfeitamente cilindrico— para terra? Podia tratar-se de um globo sonda. Suas vibrações soavam de vez em vez como a corda do arco que acaba de ser distendido. Podia tratar-se de um avião ou de um helicóptero? Rotundamente. quando ao cabo de várias horas chegávamos a Lima. Total. Nem sequer Vênus. em relação com este aspecto do ruído. Entretanto —o recordo muito bem—. aquelas vibrações dos morcegos desapareceram. o único som que chegava até nós com claridade era o produzido pelos numerosos morcegos que cruzavam a escuridão. não. tenho que reconhecer que. Como digo. Pouco depois. . inclusive. Que avião pode permanecer fixo e verificar semelhantes mudanças de luz? Que aparelho emite uma luminosidade tão potente? Se se tivesse tratado de um helicóptero teríamos escutado imediatamente o ruído e seus pilotos de situação se teriam percebido indefectiblemente entre as nuvens. durante mais de duas horas me dediquei pacientemente a contemplar o encapotado céu peruano.

embora lógicamente não posso emitir um julgamento definitivo. Mas há mais. E hei aqui a argumentação em questão: Para estes peritos na Parapsicología. eu penso que para que uma pessoa possa ser hipnotizada —como me apontaram alguns «peritos».. uns segundos. mais carregados de má fé que de desejos de esclarecer o assunto— é básico e elementar que dita pessoa se encontre em um estado de ânimo favorável a dito processo hipnótico ou de sugestão.Quanto ao globo sonda. Podia tratar-se de uma sugestão coletiva? É possível. E. Porque. outra projeção de cima abaixo? «Além disso —pensei—. que classe de médios se teriam necessitado para levar a cabo sortes aparições e evoluções? Se já resultar muito difícil obter uma projeção de abaixo acima. pois. outras pessoas chegaram a assinalar o fato de que «todo aquilo» só foi um fenomenal parapsicológico. de uma montagem técnica? Também o analisei cuidadosamente. Entretanto. crave —em minha opinião— para anular tal possibilidade de sugestão coletiva. ante minha surpresa. que digamos. como explicar o fato de que não todos observássemos o primeiro ovni ao mesmo tempo? Houve um pequeno grupo que se precaveu antes que o resto da presença daquele disco luminoso. a «explicação» me pareceu mais fantástica. . para que um desplie]gue técnico de semelhante envergadura? Nem o dinheiro nem a popularidade são os objetivos deste grupo do "IPRI* » E isto me consta. precisamente.. minha mente e meu humor não eram muito «positivos» e «manejáveis». um globo deste tipo possa produzir semelhante luminosidade. além disso. em forma de ovnis. o que pode ocorrer na hora de tratar de conseguir. É obvio —e embora tenha um profundo respeito pela Parapsicología—. Por outra parte. Mediaram. E não me cansarei de repetir que naquela noite de 7 de setembro. aqueles discos luminosos só eram em realidade «porções» de «ectoplasma» extraídas dos corpos dos que ali nos encontrávamos e lançadas ou projetadas ao céu. duvido muito de que a essa altura — umas poucas centenas de metros—. Podia tratar-se de um trucajé.

. E um profundo medo e uma profunda alegria e uma profunda angústia encheram todo meu ser… .. «convertê-los».inclusive. Se nenhuma destas explicações encaixa portanto no fenômeno que eu visse na noite de 7 de setembro. e situar a 200 ou 300 metros do chão os mencionados «ectoplasmas». além disso. a que conclusão podia chegar? Só a uma: «aquilo» eram realmente ovnis ou objetos volantes não identificados. Porque. que a própria existência dos ovnis. se muito mérito tiver —a minha fé— arrancar. em naves resplandecentes é já o cúmulo.

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