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JORNADA DE TRABALHO

O homem e a pedra. Certa vez um homem encontrou uma enorme pedra em seu caminho, e ficou pensando como poderia passar por ela. Após avaliar resolveu começar a quebrá-la, e após longo período do dia não atingiu seu objetivo – que era ver o tamanho da pedra reduzido o suficiente para seguir seu caminho - assim resolveu desistir e voltou exausto para sua casa. A pedra permaneceu no lugar. E noutro dia, outro homem encontrou a pedra, no mesmo caminho, e também tendo que continuar seu percurso, avaliou e resolveu talhar a pedra. Passadas 8 (oito) horas de trabalho, com uma parada para descansar, pensou... Vou para casa e amanhã continuo, pois hoje não tenho mais forças, criatividade e motivação. E assim foi dia-a-dia, até ele conseguir abrir uma fenda na pedra e passar. Após esse dia pensou: mais vale um pouco por dia com bons resultados, que um dia todo sem resultado algum.(Natanael do Lago) Regular o período de trabalho é algo essencial para o ser humano, seja pela ordem econômica, social ou biológica. Sua relevância é destaque no contexto mundial, e pela importância a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 destaca no artigo XXIV - Todo homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas. Fundamento Legal: Constituição Federal, CLT Capítulo II Artigos 57 a 75 e Lei 605/49 No Brasil a quem defina o período de trabalho como jornada de trabalho; outros, inclusive a Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT, preferem duração do trabalho. O fato é que de uma ou de outra forma, o empregado participa com suas funções na empresa sempre vinculado a um período de horas. O período pode ser presencial ou não-presencial. Presencial quando o empregado exerce suas funções no local, modo e hora definidos. Não-presencial quando o empregado exerce suas funções em local modo e hora não definidos. A exemplo da primeira situação é o exercício típico de um auxiliar de escritório, que tem endereço certo, função definida e horário de entrada, intervalo e saída pré-estipulados de trabalho. Para a segunda situação temos o motorista que pode não ter endereço certo e horário de entrada, intervalo e saída não definidos.

Assim, chegamos a uma diferenciação no cumprimento do trabalho, pois jornada de trabalho será o período de tempo que o empregado ficar à disposição do empregador, executando ou não sua função, mas sob sua dependência. Período de trabalho requer início e fim definidos de horário e trabalho sob a direção do empregador. A duração do trabalho, então, pode ser disposta de qualquer maneira, não se vinculando a um padrão comum aos empregadores. Essa ausência de padrão, porém, não permite ao empregador o exercício livre do período de trabalho, devendo se submeter nas normas constitucional, legal e normativas da relação trabalhista. Registra-se que na época do século XIX (1801) a jornada chegava a atingir períodos de 12 a 16 horas, mesmo entre os menores e as mulheres. Não existia nenhuma limitação, como atualmente nosso ordenamento jurídico prevê. Com a evolução da classe assalariada e a organização dos sindicatos, essas extensas horas foram combatidas, e a partir do século XX (1901) passamos a ter em diversos países (França, Inglaterra, etc.) jornada máxima de 10 (dez) horas diárias. Porém, foi na Conferência das Nações Aliadas, em Paris, que houve inspiração para estabelecer jornada de 8 horas diária ou de 48 horas semanal de trabalho. Modernamente no Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, a jornada de trabalho sofreu novas alterações. Art. 7º inciso XIII – “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”. A CF 1988 art. 7º inciso XIII e CLT art. 58, passaram a determinar que a jornada de trabalho não ultrapassasse as

8 hs DIÁRIAS e 44 hs SEMANAIS
A limitação da jornada de trabalho, atualmente vigente, não impossibilita que ela seja menor, apenas assegura um limite máximo. Embora, ainda, exista uma extensão através do regime de compensação e prorrogação das horas. Nota: Para se compor as horas trabalhadas por dia, não se deve computar o período de intervalo concedido ao empregado. Exemplo: das 8:00 às 17:00 com 1:00 hora de intervalo temos 9hs na empresa, mas 8hs de trabalho excluindo o intervalo.(CLT art. 71§2) Deve-se considerar que algumas atividades - ou por força de lei ou acordo coletivo -, possuem jornadas especiais, por exemplo: PROFISSÃO Bancários Telefonista Operadores cinematográficos Jornalista LIMITE DE HORAS DIA 6 horas 6 horas 6 horas 5 horas

Pode-se admitir que as principais características de duração de jornada podem se resumir em 8 (oito): . 30 horas por semana (x) 5 semanas (=) 150 horas por mês. um empregado que trabalha 8 (oito) horas por dia e no máximo 44 horas na semana. Devo ressaltar que a justiça aceita tal prática mediante a existência da norma coletiva e a impossibilidade da empresa em implantar outro horário.Médico Radiologista 4 horas 4 horas O empregador pode formular período de jornada no contrato de trabalho de acordo com suas necessidades. Essa jornada. ou seja. tem carga mensal de 220 HORAS A interpretação mais aceita pela jurisprudência para entendermos a formulação dessas 220 horas. Temos registrados na ordem econômica do trabalho uma jornada especial com regime de 12 x 36. É fundamental. mesmo que seja reduzida na proporção do salário e com declaração expressa do empregado. Será nulo. tais como área de saúde e segurança. 44 horas por semana (x) 5 semanas (=) 220 horas por mês. diante de um quadro necessário à redução a participação por negociação coletiva (Sindicato) e Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Assim. 40 horas por semana (x) 5 semanas (=) 200 horas por mês. todo e qualquer acordo entre as partes. tem sido adotada por diversas normas coletivas (Sindicato) e tolerada pela jurisprudência pela típica necessidade das empresas com alguns seguimentos específicos. 12 horas de trabalho e 36 horas de descanso. Importante! Não é aceito pela legislação pátria a alteração da jornada de trabalho com prejuízos ao empregado. é admitirmos um mês comercial de 5 (cinco) semanas. diarista ou mensalista. 36 horas por semana (x) 5 semanas (=) 180 horas por mês. basta não ferir a proteção da lei. a empresa sofrerá com as penalidades previstas e a possibilidade de arcar com o pagamento das horas extras. Caso não exista a norma coletiva criando este horário. Assim podemos ter empregado horista. Para todos os fins legais. admitidas pela jurisprudência e fiscalização. embora não prevista na lei.

entendendo haver um desgaste maior do organismo humano. sendo considerada um período penoso de trabalho. exemplo rural ou advogado. A exemplo dessas variantes surge o seguinte quadro: PERÍODO TEMPO REDUÇÃO Das 22:00 às 23:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Das 23:00 às 24:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Das 24:00 às 01:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Das 01:00 às 02:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Das 02:00 às 03:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Das 03:00 às 04:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Das 04:00 às 05:00 horas 1:00 h 7 minutos e 30 segundos Total 7:00 h 52. porém a legislação.30 minutos e segundos 52. criou algumas variantes em relação à hora diurna. já em outra relação de trabalho.30 minutos e segundos TEMPO EFETIVO 52. este horário sofre alteração.30 minutos e segundos 52. Foi uma forma encontrada pelo legislador para repor o desgaste biológico que enfrenta quem trabalha à noite. visando o período para descanso ou refeição.Hora Diurna: entende-se como hora diurna àquela praticada entre as 05:00 horas e 22:00 horas. Nesse caso um trabalhador só pode ter mais 1 (uma) hora acrescida à sua jornada. 73 § 2º que o horário noturno é aquele praticado entre as 22:00 horas e 05:00 horas.30 minutos e segundos 52.30 minutos e segundos 52. mas recebe 8 (oito) horas para todos os fins legais.30 minutos e segundos 52. o empregado trabalha 7 (sete) horas. Hora Noturna: A CLT preceitua no art.30 minutos e segundos Dessa forma a legislação definiu que às 7 (sete) horas noturnas trabalhadas equivalem a 8 (horas).30 minutos e segundos 52. caracterizando assim para o trabalhador urbano. . Destarte.

O Estado. um empregado trabalha das 09:00 às 18:00 horas com 1:00 hora de intervalo para repouso e alimentação. O empregado pode exercer horas extras no período noturno. Porém esse fenômeno não ocorre isolado. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO (mantida) . A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.000.200.00 [R$ 10. ele é parte de um acordo escrito préestabelecido entre o empregador e o empregado. A legislação do trabalho (CLT art. Supressão: O adicional noturno pode ser suprimido. sair após as 18:00 horas.00). Horas Extras: A expressão horas extras ou horas suplementares. se ele entrar antes das 9:00. Esse adicional é no mínimo 20% (vinte por cento) (CLT art. ou ainda. determinado como adicional noturno. cancelado.00 + R$ 2. 404). devendo ser remunerado com base nas regras das horas extras e acrescido dos 20% do adicional noturno. que por natureza da circunstância do momento requer do empregado uma disponibilidade maior de seu horário contratual. a hora noturna recebe um adicional especial. Se o empregado trabalha o mês todo no período noturno e ganha R$ 1. 73). sendo certo que alguns acordos ou convenções coletivas determinam percentual maior.000. Importante! O menor de 18 anos de idade é proibido o trabalho em horário noturno (CLT art.2003. procurou limitar esta prorrogação a . 20 e 21. caso o empregado mude o seu turno de trabalho. Súmula 265 do TST: ADICIONAL NOTURNO.00 (doze) reais (R$ 10.00 (dez) reais por hora. deixando de trabalho no período noturno e e passando a trabalhar no período diurno. visando a apuração do valor. ele receberá seu salário total acrescido do 20% (vinte por cento) do adicional noturno (R$ 1. acresceu à jornada diurna um adicional para compensar o exercício penoso nesse horário. caracteriza-se a hora extra ou hora suplementar.00 de adicional noturno = R$ 1. e tais fenômenos ocorrem quando o empregado excede na quantidade de horas contratualmente determinadas.Res.00 + R$ 200. Destarte.00 (mil) reais de salário. 121/2003.11. DJ 19. extinto. não cumprir total ou parcial o seu horário de intervalo. entendo que é impossível que algumas funções não sejam exercidas no horário noturno. O acordo de prorrogação visa atender o empregador. esse mesmo cargo no período noturno ganhará R$12.00 x 20%] de adicional noturno). 59) visando garantir proteção ao empregado e não deixar o limite do tempo por conveniência do empregador. confirmando estar à disposição ou exercendo a atividade para o empregador. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. denominado como Acordo de Prorrogação. Se um trabalhador com mesmo cargo diurno ganha R$ 10. Por exemplo. equivalem-se.

00 220 R$ 4. Gratificação por tem de serviços e gorjeta integram a base de cálculo das horas extras (TST – Súmula 264 e Súmula 354).81 Nota:O limite de 2 (duas) horas pode ser rompido quando a empresa encontra-se em situação de emergência. calculando sobre o valor das comissões a elas referentes (TST .000. variando pela quantidade de hora ou dia da semana. 58 § 1º). mas a quantidade de horas extras realizadas.54 R$ 2. 59 § 1º determinou que a duração das horas extras fosse acrescida de no mínimo 50% nos dias normais e 100% nos domingos e feriados É comum encontrar nos acordos ou convenções coletivas percentuais diferenciados.00 220 A/B 50% de C (C + D) R$ 1. A fórmula para calcular tal adicional sobre as horas normais pode ser assim considerada: Salário Mensal Jornada Mensal Valor Salário Adicional 50% Valor a Pagar Hora Hora A B C D E R$ 1. Apresentando esse quadro. pelo acordo coletivo de trabalho. Mas de forma nenhuma deverá ultrapassar 12 (doze) horas total de trabalho diário. aquela que coloque em risco as atividades econômicas da empresa. para efeito de reflexos em verbas trabalhistas. ou seja. (TST Súmula 347). e pagará o adicional das horas extras no percentual de 25% (vinte e cinco por cento). podendo acarretar prejuízos manifestos. Assim a CLT art.000. As variações entre 5 (cinco) e 10 (dez) minutos diários não serão computadas como horas extras (CLT art. CLT art. pois num primeiro momento o excedente estaria apenas atingindo a atividade econômica do empregador.2 horas diárias Poderá ser substituído o acordo individual entre as partes. entendida como tal. . observará o número das horas efetivamente prestadas e sobre ele aplica-se o valor do salário-hora da época do pagamento daquelas verbas”. O empregado comissionado também recebe horas extras. o legislador constituinte tratou de criar mecanismo que pudesse dar vantagem também ao empregado. havendo previsão nesse acordo não há necessidade de termo de prorrogação entre as partes. Dentro desse aspecto. Horas Extras Habituais: “O cálculo do valor das horas extras habituais.27 R$ 6.Súmula 340). o empregador deverá comunicar o órgão do trabalho local competente (normalmente a DRT) num prazo de 10 (dez) dias. Observa-se que na apuração do cálculo das verbas trabalhistas não se considera o valor recebido a época do pagamento das horas extras. 61 §§ 1º e 2º.

procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho. Dessa forma o empregador pode romper a barreira das 8 (oito) horas diárias. vejamos: SINDICATO EMPREGADOR EMPREGADO É imprescindível dizer que tal acordo triangular é de natureza obrigatória (CLT art.Cancelamento das Horas Extras: A supressão. durante pelo menos um ano. Mais informação sobre Horas Extras. quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de medicina do trabalho.Súmula 291). pelo empregador. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos doze meses. 59 § 2º) sem o qual poderá a sistema de compensação ser anulado. do serviço suplementar prestado com habitualidade. (TST . estaduais e municipais. mas deverá proporcionar ao empregado redução noutro dia. Hora Compensatória ou Banco de Horas: O empregador pode adotar um procedimento de concentrar sua atividade num período da semana. VALIDADE: "Para ter validade. assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. A esse fenômeno dá-se o titulo de Horas de Compensação ou Acordo de Compensação. não necessariamente na mesma semana. EMENTA: BANCO DE HORAS. o banco de horas depende de prévio ajuste entre os sindicatos patronal e de empregados. multiplicada pelo valor da hora extra do dia da supressão. através de autorização em . com quem entrarão em entendimento para tal fim. quer por intermédio de autoridades sanitárias federais. assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho" ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho. mas não poderá ultrapassar a das 10 (dez) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais. para esse efeito. quer diretamente. Para que isso seja possível o empregador deverá participar de um acordo triangular. as quais. Importante! Nas atividades insalubres. Podendo compensar em qualquer época.

convenção ou acordo coletivo de trabalho (parágrafo 2. Procurou ainda o legislador (CLT art. do art. da CLT). aquelas praticadas após a oitava diária. Na ocorrência da rescisão contratual. no particular. como se lê abaixo: TST Nº 85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA : I. Também deverá ser saldado como horas extras. 59. não ajustado e seguido corretamente. Conclui-se. terá o empregador que pagar como extras as horas trabalhadas além das regulamentares do contrato de trabalho. acordo coletivo ou convenção coletiva. no decurso do período.º 1 de 22/03/02 EMENTA Nº 13 BANCO DE HORAS. NEGOCIAÇÃO COLETIVA. como extras. sendo válido a compensação que vigore por 1 ano O período anual será contado a partir do momento que o acordo for firmado entre as partes empresa e sindicato ou implantação do regime de compensão. relega ao inteiro arbítrio patronal referida compensação. 59. nos moldes requeridos pela empresa. somente pode ser efetivada por convenção ou acordo coletivo de trabalho. então. causando insegurança ao trabalhador. Não há na norma jurídica uma determinação do período de início de fim. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. A compensação de jornada de trabalho prevista no § 2º. da Consolidação das Leis do Trabalho.º. do art. sem a devida comprovação de sua implantação legal. torna inócuo o sistema de compensação de horas adotado pela empresa". COMPENSAÇÃO DE HORAS. portanto. inclusive. . Recurso Ordinário a que se dá provimento parcial. porém tem sido uma prática as empresas adotarem o exercício do ano letivo para o controle da compensação. as horas de compesação ou banco de horas que ultrapassarem o vencimento de 1 ano do acordo de compensação. 59 § 2º) limitar o período. O acordo. incidindo. Se pactuada mediante acordo individual.. havendo interesse do empregador. prestigiará aqueles presente no momento da celebração e recepcionaráos demais adimitidos. deverá ser firmado novo acordo. como reflexo nas verbas rescisórias. VALIDADE. Tendo-se por inexistente acordo tácito de compensação. Após esse período. mediante anuência. A simples existência do sistema. as horas realizadas no período de compensação ou banco de horas devem ser pagas como horas extras. O acordo de compensação. poderá ser descaracterizado e permitirá o empregado reclamar as horas extras. Secretaria da Relação do Trabalho Portarias SRT n. Recente jurisprudência cristalizou-se no sentido de que a compensação de horas é válida se pactuada individualmente (orieentação jurisprudencial nº 182 SDI/TST). que a compensação tácita. devidas. caso haja previsão na norma coletiva.

II. 15 minutos) ou no descanso semanal (domingo ou feriado) não descaracteriza o turno ininterrupto. podendo assim utilizar a jornada de 8 (oito) horas. impedindo assim que ele possa exercer alguma atividade pessoal sem descumprir sua função. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. sendo devido apenas o respectivo adicional. Esse tipo de hora tem previsão legal (CLT art. A doutrina tem esclarecido que a configuração se dá pelo fato do empregado ser tolhido do seu direito de ir e vir. Lembrando que não é considerado tempo de trabalho o intervalo para refeição. distância. tarde ou noite. é atribuído a essa forma de trabalho a chamada hora por turno. aguardando as ordens em sua residência. Hora Turno ou Revezamento: Constituição Federal art. em razão da Constituição Federal estabelecer os mesmos direitos e deveres ao homem e a mulher. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. se não dilatada a jornada máxima semanal. noutro à tarde e outro à noite ele fatalmente cumpre duração de turno e logo tem limite diário de 6 horas O empregador que adotar sistema fixo de turno e não de revezamento. ou seja. quanto àquelas destinadas à compensação. . Entende-se por sistema fixo aquele que o empregado não faz rodízio de trabalho entre manhã. O acordo individual para compensação de horas é válido. um dia trabalha pela manhã. Nesta hipótese. categoria do empregado. ou seja. IV. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. Independe do tipo da atividade da empresa ou da função do empregado. Assim. não estará vinculado ao turno de 6 (seis) horas. Nota: O intervalo na duração da jornada diária (ex. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. 7 inciso XIV e Instrução Normativa nº 64/2006 do MTE : quando o empregador tem sua atividade econômica estabelecida na forma de turnos. 244 § 2º) para a categoria dos ferroviários. ao longo do tempo. se este pode ter seu turno alterado. Nota: A compensação de horas é aplicável também à mulher. a empresa tem serviço manhã. tarde e noite e empregados trabalhando nesses períodos em sistema de rodízio. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. mas a jurisprudência. Horas Sobreaviso ou Prontidão: É aquela existente quando o empregado se mantém à disposição ou de prontidão a empresa. mas sim o fato principal do empregado estar à disposição do empregador aguardo suas ordens. caracteriza-se a hora sobreaviso independente do local de trabalho. III. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. consagrou às outras atividades. instrumento de trabalho.

Essa duração de descanso pode se dar dentro do seu horário contratual (9:00 às 12:00 – pára 1 hora – 13:00 às 18:00).54 (+) 33. 9.. 1ª T. As horas de espera. RR 378. Exemplo: Salário Base R$ 1.66% ou 2/3 do valor normal. de tempo para se dedicar às suas ocupações.a te mesmo.Quando o empregado exercer efetivamente as horas de sobreaviso. João Orestes Dalazen. 66 a 72) Há essa hora atribuí-se o tempo utilizado pelo empregado para repouso ou alimentação. nesse exemplo 15 (quinze) horas de descanso. Assim. não tolhido o empregado em sua liberdade de locomoção... Exemplo: intervalo para o café manhã ou tarde. e. então. O entendimento se dá pela fato de não haver previsão legal e o empregado se encontrar à disposição do empregador. pois este existe quando o empregado permanece nas dependências do empregador aguardando ordens. . Ac. quando estes não decorrem da obrigatoriedade de permanência em sua residência para os respectivos atendimentos. Hora Descanso ou Intervalo: (CLT art.57. serão remuneradas com acréscimo de 33.000.Exemplo: Salário Base R$ 1. os intervalo concedidos pela empresa devem ser considerados como horário de trabalho normal.4.DSR Na CLT as previsões dos intervalos são determinadas. o empregador deverá remunerar a hora normal com o acréscimo de 33.825/97.1.00( / ) 220 hs (=) R$ 4.99). pela jornada de trabalho de outro dia (trabalha no dia 20/09/01 – das 09:00 às 18:00 horas e só volta no dia 21/09/01 às 9:00 horas) tempo. e caso não haja previsão em norma coletiva.33% (=) R$ 6.66% (=) R$ 7.05 Difere-se o sobreaviso do regime de prontidão. ao seu lazer (TST. vejamos: PERÍODO Até 4 horas De 4 a 6 horas Acima de 6 horas Entre um dia e o outro Entre uma semana e a outra DURAÇÃO DO INTERVALO 00:00 minutos 00:15 minutos 01:00 hora 11:00 horas 24:00 horas . Não caracteriza regime de sobreaviso o fato de o empregado ser chamado para prestar serviços de urgência.000.33% ou 1/3 do valor. é possível utilizar uma tabela para esses intervalos.54 (+) 66. ou ainda de uma jornada de trabalho de um dia. dispondo portando.00( / ) 220 hs (=) R$ 4.

quando verificado a existência de refeitório no local e a inexistência de horas extras na empresa. não integra a contagem da jornada de trabalho diária (CLT art. Há na Norma Regulamentadora 17 da Segurança e Saúde do Trabalhador a orientação de a cada 0:50 (cinqüenta) minutos conceder 0:10 (dez) minutos de intervalo. e determina que a cada 90 (noventa) minutos haja 0:10 (dez) minutos de intervalo. I . podendo chegar até 2 (duas) (CLT art. ou não servido por transporte público regular. datilógrafos e assemelhados.O tempo despendido pelo empregado.889/73 art. mas a jurisprudência tem consagrado o período gasto pelo empregado no percurso casa – trabalho – trabalho – casa – quando a empresa fornece transporte particular pela inexistência do transporte público ou local de difícil acesso. orienta que o descanso semanal deve ser. em condução fornecida pelo empregador. obrigatoriamente. devendo ser consentido através de acordo ou convenção coletiva. O trabalhador rural tem seu intervalo um pouco diferente do intervalo do empregado urbano. não deduzido de sua jornada de trabalho. A legislação. desde que haja ressalva de tal hipótese na CTPS do empregado ( Lei 5. não serão computados como tempo de serviço os intervalos entre etapas. Nota: Se o intervalo para descanso for suprimido. A legislação é clara. Nos serviços intermitentes. 71) podendo existir intervalo superior. por essa razão a lei determinada que tenham pequenos intervalos. o período trabalhado deverá ser remunerado como acréscimo de horas extras. que são executados em duas ou mais etapas diárias. Qualquer que seja o período de intervalo intrajornada de trabalho. Súmula 90 do TST: . até o local de trabalho de difícil acesso. O intervalo de 1 (uma) pode ser reduzido mediante autorização do Ministro do Trabalho. ainda.6º) Hora “In Itinere” ou Intinerário: Não há previsão na CLT para essa característica de hora. preferencialmente aos domingos da semana. Exemplo dessas funções são: digitador. Esse período então passa a integrar a jornada de trabalho. um domingo no mínimo. devendo ser considerado na remuneração mensal. e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho.Importante! Uma empresa pode permitir que o intervalo seja superior à 1:00 hora. (TST – Súmula – 90 – 324 . 71 §2º).325). ou no mês. Determinadas funções possuem características próprias de sua natureza e vincula-se a uma proteção maior de segurança e saúde no trabalho.

684/95. horário de trabalho contratual. O ônus da prova do direito às horas in itinere é do reclamante. ou . É imprescindível que os dados do empregador (nome. Manual: É o controle feito de forma transcrita pelo empregado diretamente num livro ou folha individual de presença apropriados para o registro. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. sempre visando o cumprimento da lei. bem como uma política clara e extensiva aos empregados e que condiz com as atividades da empresa Dessa forma temos algumas opções que podem ser adotadas. Ônus da prova. receber uma atenção especial. e cada qual requer um procedimento diferente e adoção de controle específico. período a que se refere o apontamento e espaço para assinatura). SBDI-1) FORMA DE CONTROLE Para o empregador é primordial adotar um sistema de controle do registro da jornada de trabalho praticada pelo empregado. Horas in itiniere. cargo.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere".Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. Ac.1.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. número de registro. III . IV . então. Cnéa Moreira. não só na existência mas também no treinamento do empregado que irá operacionalizar o sistema. conforme descrito no Verbete 90 da Súmula desta Corte (TST. V . E-RR 158. A ausência desse controle é um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas na justiça do trabalho. Deve o registro transcrito ser fiel ao fato.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". CNPJ e endereço) e do empregado (nome.II . o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. devendo. por se tratar de fato constitutivo em que se torna necessária a comprovação de local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte público regular.

sem a assinatura do obreiro. EMENTA: JORNADA SUPLEMENTAR. Nada impede de que o empregado registre todos os movimentos (entrada – saída para intervalo – retorno do intervalo – término da jornada) Importante! O empregador que possuir até 10 (dez) empregados. pois há entendimento de que sendo possível alterar os dados. Alguns tribunais tem exigido a assinatura. o empregado registrará o seu horário no sistema de marcação mecânica. porém não é aconselhável adotar esta opção. APÓS A IMPRESSÃO. DOS HORÁRIOS LANÇADOS: "É o registro de ponto que possibilita o conhecimento do horário empreendido pelo empregado. o que é impossível na prática. IMPOSSIBILIDADE DE CONFERÊNCIA. Os registros devem ser feitos obrigatoriamente no horário de entrada e saída. bem como a pré-assinalação do período de repouso ou alimentação. porque na prática o ônus para o empregador numa eventual reclamação trabalhista é alto. o registro é pessoal e a assinatura no apontamento mensal deve ser adotada. Eletrônico ou Digital: Atualmente o mais utilizado. A legislação selecionou duas funções (CLT art. por exemplo. 62 inciso I e II) que passaram a requerem forma diferenciada no seu tratamento. 74). A empresa que adotar registros manuais. podendo servir como crachá de identificação e no verso tarja magnética para registrar no relógio digital. contendo a hora de entrada e saída. Seja qual for o modelo adotado. mesmo no eletrônico. carecem de validade. sendo do empregador a responsabilidade pela manutenção desses documentos em consonância com as normas expedidas sobre matéria.seja. de tal sorte que se a assinatura não for lançada é nulo os registros na folho de apontamento. pré-assinalada. A fato é que se o empregador manter em quadro as funções de . SISTEMA INFORMATIZADO DE CONTROLE DE PONTO. fica dispensada do uso de quadro horário. AINDA MAIS SE DEMONSTRADO QUE ERAM PREENCHIDOS PELO EMPREGADOR. Mecânico: Sistema utilizado com relógio mecânico e cartão de ponto. Mencionar no corpo da folha ou cartão de ponto o horário de intervalo. EMENTA: CARTÃO DE PONTO. é direito do empregado ter o conhecimento do fechamento. não é obrigado a utilizar nenhum sistema de controle (CLT art. impressos através de sistema informatizado do controle de horário. Recurso ordinário a que se dá provimento. permitindo o pagamento dos salários e vantagens decorrentes da freqüência ao trabalho. seja pela impossibilidade de registrar ou da autoridade no trabalho. NÃO SE PODE ACOLHER COMO PROVA DA JORNADA CARTÕES EM QUE ESTÃO ASSINALADOS HORÁRIOS ABSOLUTAMENTE INVARIÁVEIS. mecânicos ou eletrônicos individualizados de controle de horário de trabalho. devendo ser reconhecida a jornada suplementar informada pelo autor". a justiça não tolera registro com hora fictícia. Deve ser preenchido os dados do empregador ou colar uma etiqueta sem rasuras. OBRIGATORIEDADE E EFEITOS. A impressão da folha de ponto no final do mês não pode fugir aos itens já citados acima. Relatórios de freqüência. empregado que registra ter entrado todos os dias às 8:00 horas.

Ac. entendendo como tal àquele com poderes para admitir. viagens. RR 17. é necessário mencionar na CTPS (anotações gerais) que o mesmo encontra-se desobrigado da marcação de ponto com base na CLT art. aquelas que impossibilitam a fiscalização pela empresa. Algumas funções se aproximam desse caso (caminhoneiro. pressupondo esta que o empregado se coloque em posição de verdadeiro substituto do empregador ou “cujo exercício coloque em jogo – como diz Maria de La Cueva – a própria existência da empresa. demitir. etc. comprar. o que se apresenta como empregador. Não é o fato do empregado exercer atividade externa que o dispensa da marcação do ponto. 1ª T. Esse entendimento é controvertido e questionável pela exclusividade da relação econômica e não operacional. fica impedido de cumprir a marcação de ponto. ter subordinados. É o executivo que pela natureza de suas funções. mas ao fato que impede o empregado registrar o seu horário.). reuniões. 2.Atividade Externa: nesse caso devem ser entendidas as situações que não são combatíveis como fixação de horário. Ementa: Gerente – Horas Extras. Quando verificado que o empregado preenche as características da atividade externa ou gerente. motorista de praça. operacional. viajantes. seus interesses fundamentais. folha de controle. corretor de seguro externo. Não se vincula exclusivamente a função.3.988/90. Há casos do empregado prestar serviços fora do estabelecimento da empresa. Cnéa Moreira. Para que fique o gerente excepcionado dos preceitos relativos à duração do trabalho. 62. mas ter poderes de proprietário. nesses casos deve ser usado sistema de controle externo (ficha. Normalmente ter poderes de comando com procuração e na ausência do proprietário é a figura mais próxima frente a terceiros. evitando problemas trabalhista e fiscais. Importante! A doutrina ainda discute a relação entre a função e o salário. A impossibilidade pode ser de natureza geográfica. e a ordem essencial do desenvolvimento de sua atividade” (TST. percursos.686/91). preposto. onde a função para se beneficiar da dispensa da marcação deve representar 40% (quarenta por cento) acima da média salarial dos demais empregados. Nota: Nos demais casos. FALTAS e ATRASOS . o que seria mais praticável na relação do trabalho. A questão não é ser gerente. vender. mas da impossibilidade de controle da empresa. devendo ser a mesma realizada normalmente. não há fundamentação legal para liberar o empregado da marcação de ponto.). sua segurança. Gerente: A doutrina tem admitido como gerente aquele que tem cargo de gestão. etc. necessária a inequívoca demonstração de que exerça típicos encargos de gestão. período e assemelhados.

(CLT art. podemos dividir faltas e atrasos em quatro grupos: Legais: são aquelas com amparo na lei ou convenção coletiva de trabalho. Porém a legislação criou autorizações que possibilitam ao empregado se ausentar. que faltas e atrasos do empregado são ausências no cumprimento do período do contrato de trabalho. Por esse prisma o Estado regulou as ausência do empregado. Ocorre que essas ausências se traduzem para o empregador em dificuldade na administração dos seus negócios. ascendente e descendente 02 dias consecutivos Casamento 03 dias consecutivos Nascimento filho 01 dia Doação voluntária de sangue 01 dia por ano Alistamento eleitoral 02 dias consecutivos Aborto não criminoso 02 semanas Exame vestibular – curso superior Todos os dias da prova Atestado de saúde Pelo período do atestado Serviço Militar Todos os dias necessários Comparecer a juízo Todos os dias necessários Não podemos deixar de citar que além de outras modalidades de ausências. o que na prática prejudica a produção do empregador . Assim. do ponto de vista contratual. não amparado por lei.Podemos admitir . Há ausências que podem ser suportadas pelo Empregador. para não sofrer descontos: MODALIDADE Período Falecimento cônjuge. Justificadas: mediante comprovante. evitando o abuso e o descontrole. mediante apresentação de comprovante. pois a realidade das empresas atuais e da mão-de-obra exata. mas liberado pelo empregador. há também variação na quantidade de dias. 473 e normas coletivas do sindicato) Abonadas: é faculdade do empregador não descontar o período ausente. sendo importante consultar a convenção coletiva de trabalho. . Injustificada: é a situação sem amparo legal e não liberada pelo empregador. nada obsta esta faculdade. não prevendo a ausência do empregado.

e comete o crime prevalecendo-se do cargo. passível de justa causa. de 1 (um) a 5 (cinco) anos. Lei 605/49. R$ 4. R$ 30. Atrasou 1 hora e ainda perde 1 domingo da semana que chegou atrasado. R$ 900.DSR (Domingo e Feriado) deverá cumprir integralmente sua jornada de trabalho na semana.00 por dia. O texto " deverá cumprir integralmente sua jornada de trabalho na semana" previsto no art. Exemplo 1: O empregado com salário base de R$ 900. comete mau procedimento. o mesmo deverá ser acrescido ao domingo. quando do descumprimento da obrigação. Parágrafo único. falta na empresa 1 (um) dia na primeira semana do mês sem justificativa. Se o agente é funcionário público. Exemplo 2: O empregado com salário base de R$ 900. podendo a empresa aplicar o desconto do DSR na proporção de 1/6 na semana. prejudicando sobremaneira a produção da empresa. CLT art. 58 § 1º).00 (/) 30 (=) R$ 30.10 por hora.Importante! A empresa é obrigada abonar até 10 (dez) minutos diários de atraso. e reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos. . criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena . Nota: Caso na semana de cálculo do desconto do dsr exista um feriado.reclusão.00 de desconto pela falta e dsr. Podendo a empresa descontar o DSR na proporção de 1/6 na semana. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita.00 (/) 220 . 482 alínea “b” e Código Penal Art. vigente. Esse tem sido o entendimento dos doutrinadores. com o fim de prejudicar direito. não deve ser interpretado com referência somente as faltas. 299 – “Omitir. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. declaração que dele devia constar. 6º da Lei 605/49. e multa.10 (x) 1 hora de atrasos e (+) 1 dia que representa o domingo = R$ 34.10 de desconto pelo atraso e dsr. O empregado para receber a remuneração do repouso semanal remunerado .00 por mês. R$ 900.00 por mês. se o documento é particular.(CLT art.00 (x) 2 = R$ 60. Nota: O empregado que apresentar comprovante falso. Faltou 1 dia e perdeu 1 domingo da semana que faltou. se o documento é público. atrasa 1 hora na empresa na primeira semana do mês e sem justificativa. mas também aos atrasos ou descumprimento da pontualidade que o empregado comete sistematicamente. e multa. em documento público ou particular. Entende-se como semana o período de Segunda-feira a Sábado. aumenta-se a pena de sexta parte”.jornada mensal (=) R$ 4.

R$ 900.00 (/) 30 (=) R$ 30. O empregado com salário base de R$ 900.00 por mês.00 (x) 3 = R$ 90. falta na empresa 1 (um) dia na primeira semana do mês sem justificativa e nesta semana existe um feriado.00 por dia. . R$ 30.00 de desconto pela falta e dsr. Faltou 1 dia e perdeu 1 domingo (+) 1 feriado da semana que faltou.Exemplo 3.

Levar a notificação imediatamente a um advogado trabalhista. 10) Acompanhar as novidades na área trabalhista através de uma consultoria jurídica ou do seu contador. 9) Não abusar das suspensões sem justo motivo que as ensejem e ter comprovados os casos de Justa Causa. visto que na maioria das vezes é uma resolução mais rápida e muitas vezes menos onerosa. já que a empresa deverá constituir advogado experiente para defendê-la. a fim de evitar que futuramente ele venha a reclamar os mesmos direitos na Justiça Trabalhista. 4. 3) Em caso de contratação de estagiários. Caso aconteça. Lembre-se: colaborador tratado com respeito fica agradecido e não vai à Justiça sem motivo. Reunir todos os comprovantes e recibos necessários que o advogado julgar pertinentes. 7) Pagar todas as verbas trabalhistas em rescisão contratual. Com alguns cuidados é possível evitar esses problemas. 8) Manter os registros. conversando ANTES com seu contador ou advogado. com todas as regras bem esclarecidas e. Havendo Reclamação. a empresa deve tomar as seguintes providências: 1. . Com esses cuidados é possível ter os colaboradores satisfeitos e evitar custos desnecessários para a empresa. de inss e de FGTS em boa guarda e organizados. 5) Não deixar de pagar as horas extras aos empregados. 5. não deixar de fazer o contrato com a entidade de ensino e não ultrapassar o limite de horas semanais. Pensar em testemunhas – caso haja – que possam servir para sua defesa. Sempre há um custo. documentos e comprovantes de pagamento de salários. fazê-los por escrito. um profissional autônomo ou mesmo um estagiário.. a empresa deve: 1) Registrar todos os seus empregados antes de iniciar no trabalho e fazer exame médico admissional. desde que o colaborador esteja assessorado por um advogado. principalmente com relação à proteção do trabalhador (equipamentos de proteção individual.Reclamações Trabalhistas: Como evitar e o que fazer quando acontecem Não é incomum uma empresa sofrer uma reclamação trabalhista por parte de algum colaborador. ou ter o acordo para uso do banco de horas. 3. Para que haja uma reclamação basta que o colaborador acredite que seus direitos não foram cumpridos. de férias. Mesmo tomando todos esses cuidados. 4) Em contratos com autônomos. Colaborador pode ser um empregado. Caberá a empresa provar que não infringiu a legislação. principalmente. A fim de evitar as reclamações. Estar aberto a um acordo demonstra maturidade da empresa. etc). ainda há a possibilidade de reclamação trabalhista. 2. 6) Tratar a todos os colaboradores indistintamente com cortesia e respeito.. fazer os recolhimentos devidos à previdência social. 2) Cumprir a legislação trabalhista à risca. Se a empresa sofrer ameaça do colaborador ir à Justiça – e houver direitos deste a receber – a empresa poderá até fazer um acordo antes da reclamação.. pois algumas decisões precisam ser tomadas de imediato.

130-A). [editar] Jornada em turnos ininterruptos . Não é computada na jornada de trabalho o período de repouso e refeição (art. também. para a jornada semanal superior a 10 (dez) horas. Ademais. para a jornada semanal superior a 05 (cinco) horas. o horário representa os marcos de inicio e fim de um dia de trabalho. para a jornada semanal superior a 15 (quinze) horas. considerada como jornada o período em que o empregado está a disposição do empregador. até 15 (quinze) horas. até 20 (vinte) horas. A doutrina distingue jornada de trabalho e horário de trabalho." É. [editar] Regime de tempo parcial Considera-se jornada de trabalho em regime de tempo parcial aquela cuja jornada semanal não ultrapasse 25h00 (art. Portanto. até 22 (vinte e duas) horas. salvo disposição especial expressamente consignada. mas na jornada só se computa o efetivo tempo de trabalho. aguardando ou executando suas ordens. 4º Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador. salvo local de dificil acesso ou não servido por transporte público e o empregador fornecer a condução.58-A). até 10 (dez) horas. 10 (dez) dias. mesmo que em sua residência (conforme veremos a seguir). senão vejamos:       18 (dezoito) dias. O décimo terceiro salário desse regime é proporcional as horas trabalhadas e as vantagens percebidas pelo profissional. Aquela é o tempo em que o empregado esteja à diposição de seu empregador aguardando ou executando ordens. 71 §2º da CLT) e o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. para a jornada semanal igual ou inferior a 5 (cinco) horas. para a jornada semanal superior a 22 (vinte e duas) horas. 59 §4º). 12 (doze) dias. não pode ultrapassar 8 horas diárias (salvo exceção que veremos a diante): "Art. Este inclui o intervalo intrajornada para repouso e alimentação. considerando-se para efeito de pagamento a sua remuneração mais alta. em caso de mudança de horas prestadas por semana. para a jornada semanal superior a 20 (vinte horas). 58-A §1º).No Brasil. 7º XIII e a CLT art. 16 (dezesseis) dias. até 25 (vinte e cinco) horas. sendo vedada a prestação de horas extras (art. a jornada de trabalho é regulamentada pela Constituição Federal em seu art. 14 (quatorze) dias. 58. O salário pago aos empregados que trabalham em regime de tempo parcial deve ser proporcional ao salário do empregado que trabalho em regime de tempo integral (art. as férias a que tem direito o trabalhador nesse regime segue regra diferenciada de acordo com o que prevê a CLT(art. 08 (oito) dias.

por exemplo minerações. trabalha em constante revezamento. com enorme desgaste para sua saúde. mesmo que fora do local de trabalho. [editar] Horas in itinere Nos locais de dificil acesso. desde que previamente acordado por escrito com empregado ou mediante acordo coletivo (art. ou seja. [editar] Horas de sobreaviso É o período que o empregado. 58 da CLT. Este acréscimo de jornada deve ser remunerada em. no máximo 06h00 por dia (art. havendo saldo positivo de banco de horas não compensadas. um empregado que esteja a cada turno em horário diferente. a Constituição Federal limitou a jornada em. O que caracteriza o turno não é o trabalho contínuo em um dias. é exegese do artigo o não fornecimento de transporte público. no mínimo 50% sobre o salário no mês da rescisão. no mínimo 50% (art 7º XVI da CF)em relação ao horário normal. Ocorre nos casos onde o local de trabalho é afastado das cidades. estas horas devem ser pagas com o adicional de. onde o empregado trabalha algumas horas a mais e folga o período correspondente. e nem pode o empregado trabalhar mais que 10h00 diárias. podem as horas extras serem dispensadas do pagamento adicional se compensadas pelo período correspondente em outro dia. mas sim o constante revezamento de horário do empregado. Portanto. fornos de queima e forno de fundição. 59 da CLT). muito usado em empresas que tenham atividades que necessite de operações nas 24 horas do dia. Art. e desde que não ultrapasse o período de 1 ano. O banco de horas não pode ultrapassar a duração de uma semana de trabalho. No caso de rescisão do contrato de trabalho. Para estes casos. Não basta a precariedade do serviço público prestado. esta extensão da jornada é também chamada de horas extras.Turno ininterrupto de trabalho é aquele que o empregado. É o chamado banco de horas. durante determinado período. ou não servido por serviço público e o empregador fornecer a condução é considerada como jornada de trabalho. por . 7º XIV). como por exemplo caldeiras. alteração do horário com a interferência do sindicato da categoria do empregado. limpeza e manutenção de estradas. fica avisado previamente que a qualquer momento pode ser chamado para algum trabalho. [editar] Banco de horas Desde que firmado acordo coletivo de trabalho. salvo negociação coletiva. [editar] Extensão das 8 horas diárias A duração normal do trabalho pode ser acrescida de. Havendo saldo negativo a empresa não pode descontar as horas faltantes por falta de dispositivo legal. no máximo 02h00.

no mínimo 1/3 do período normal de trabalho. Não caracteriza-se horas de sobreaviso a utilizalção de celular da empresa. neste período deve ser de. A remuneração.exemplo como ocorre com os eletricistas. por não estar sujeito a condições de perigo. a exigência é o estado de alerta do empregado e a limitação do seu tempo. . Estas horas de sobreaviso não integram o adicional de periculosidade.