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INTRODUÇÃO
Objectivos do trabalho Para o transformador monofásico:     Ensaios económicos de um pequeno transformador monofásico. Determinação das correntes nominais em função da informação da chapa de características. Medida de resistências de enrolamentos. Obtenção dos valores percentuais da corrente em vazio e da tensão de curtocircuito nominal. Como determinar os parâmetros do circuito equivalente por fase referido ao primário com base nos dados obtidos nos ensaios.

Para o transformador trifásico:     Ensaios económicos e em carga de um transformador trifásico Δ/Δ. Determinação das correntes nominais em função da informação da chapa de características. Ensaio (com carga resistiva) para estudo das perdas e rendimento de um transformador trifásico. Efectuar cálculos que permitam materializar aspectos apresentados na teoria relativos ao comportamento dos transformadores trifásicos.

Transformador Monofásico: São transformadores que possuem apenas um conjunto de bobinas de alta e baixa tensão colocado sobre um núcleo. Transformador Trifásico: São transformadores que possuem três conjuntos de bobinas de alta e baixa tensão colocadas sobre um núcleo. O seu funcionamento e idêntico ao de um transformador monofásico uma vez que o trifásico e constituído por 3 monofásicos. Valores Nominais: São valores projectados e especificados pelo fabricante para funcionamento adequado do equipamento. Sempre que se for ligar um transformador devemos observar os seus valores nominais e compara-los com os valores que estamos a medir no voltímetro/amperímetro/wattímetro…

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Enrolamentos: Os transformadores tanto monofásicos como trifásicos têm 2 enrolamentos, o primário e o secundário, as ligações entre eles podem ser alteradas de acordo se queremos aumentar ou diminuir a tensão, mas a diferença entre a entrada e a saída não funciona como uma razão, ou seja, se a entrada se tem 220V não se pode ligar 250/400V etc., isto porque o transformador não está preparado para tal a diferença de tensão/corrente. Por outro lado, por exemplo num transformador de 220V/12V se quisermos obter 12V podemos ligar os 220V no lado determinado e esse enrolamento passa a ser o primário e então vamos obter os 12V no secundário, se quisermos obter os 220V podemos ligar o 12V no seu enrolamento passando esse a ser o primário e vamos obter 220V no secundário. Potencias: APARENTE (S): E a soma vectorial das potências activas e reactivas, e fornecida em VA. ATIVA (P): E a potencia que realmente e transformada em trabalho, e fornecida em W. REATIVA (Q): E a potência que não produz trabalho mecânico, porem e obrigatoriamente consumida por máquinas possuidoras de enrolamentos, e fornecida em Var.

Através deste triangulo rectângulo é possível calcular uma potencia em funcao das outras duas, é também possível calcular o cos (ϕ). Rendimento: O rendimento pode ser calculado de várias formas, sendo a mais usada , sendo Pu -> Potência útil e Pab -> Potência absorvida.

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PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
Transformadores Monofásicos      Material Disponível: 1 Transformador trifásico (TERCO); 2 Pinças amperimétricas Prova 11 2 Multímetros digitais Fluke 179 TRMS 1 Fluke 43B para observar formas de onda 1 Fonte regulável de tensão alternada

Começamos por fazer as seguintes ligações nos bornes do transformador: Bornes a considerar A1/A3 a1/a4 + a5/a8

Primário Secundário Ensaio em vazio

Esquema das ligações no transformador e instrumentos de medição:

Procedimento: Na coluna que tinha-mos previamente seleccionado colocamos em série as duas bobinas secundárias ligando a4 a a5, confirmamos que a fonte estava desligada e que o manípulo de regulação estava a zero. Para alimentar o transformador ligamos A1 e A3 a L1 e L2, alimentando assim monofasicamente o transformador. Ligamos os voltímetros, pinças amperimétricas e o wattímetro e de seguida ligamos a alimentação do transformador no primário (220V).
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Observamos e registamos a forma de onda de I10 e de seguida desligamos a fonte de alimentação. Alteramos as ligações do secundário para a4 ligado a a8 e colocamos o voltímetro do secundário ligado entre a1 e a5, ligamos a fonte e medimos a tensão no secundário, desligamos tudo e repusemos a ligação série no secundário, ligando a4 a a5. Ensaio em curto-circuito Esquema das ligações no transformador e instrumentos de medição:

Procedimento: Fechamos o secundário sobre si próprio, ligando a1 a a8, para que ficasse em cc (curto-circuito) e podermos então fazer todas as medições necessárias. Ligamos todos os instrumentos de medição e alimentamos o transformador usando agora os terminais L1 e N, desta vez tendo em atenção não a tensão mais sim a corrente que não podia ultrapassar o seu valor nominal de 5,25A, daí retiramos também o valor da tensão para o qual a corrente se aproximava do seu valor nominal.

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Transformadores Trifásicos Material Disponível:       1 Transformador trifásico a ligar como 220/127V (tensões compostas) 2 Pinças amperimétricas Prova 11 2 Multimetros digitais Fluke 179 TRMS 1 Analisador de potencia Fluke 43B para medir a potência total 1 Fonte regulável de tensão alternada TERCO 2 Cargas resistivas ligadas em paralelo Procedimento: Começamos por calcular valores nominais (U1nc / U20c / I1nl / I2nl) para nos assegurarmos que não púnhamos em risco o funcionamento do transformador. Efectuamos as seguintes ligações

Ensaio em vazio

Alimentamos o transformador com a tensão nominal no primário (220,5V), medimos as correntes em cada linha (I10A / I10B / I10C) com a pinça amperimétrica na escala 400mA e calculamos a média da corrente no primário, obtivemos do wattímetro a potência absorvida no primário (P10) e medimos a tensão composta em vazio do secundário (U20), desligamos tudo e calculamos o valor percentual de I10 face a I1n. Através da formula m=U1nc / U20c conseguimos calcular a razão de transformação.
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Ensaio em curto-circuito

Começamos por fazer curto-circuito no secundário, fechando-o sobre si mesmo. Fomos elevando gradualmente a tensão, observando as correntes do primário, até que se obtivesse aproximadamente as correntes nominais, usando a linha em que a corrente é mais alta que as outras. Ao alimentar o circuito com uma corrente perto da nominal, obtivemos uma tensão <<< que a tensão nominal, calculamos as correntes de cc no primário (I1ccA / I1ccB / I1ccC) com a pinça amperimétrica na escala de 30ª, determinamos a potência (P 1cc) e a média da corrente no primário, no final desligamos tudo e desfizemos o curto-circuito do secundário. Calculamos o valor percentual de U1cc face a U1n. Ensaio em carga

Antes de qualquer alimentação do circuito ligamos as duas cargas em paralelo, tendo o cuidado de assegurar o modo 230V trifásico para a carga, confirmado que todos os sectores da resistência estão a 0% antes do inicio do ensaio. Ligamos as cargas ao secundário do transformador. Montamos todos os equipamentos de medida (voltímetro, pinça amperimétrica e FLUKE 43B) tanto no primário como no secundário. Alimentamos o circuito aumentando gradualmente a tensão até ao valor nominal composto de 220V.

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Accionamos dois selectores de 25% numa das cargas e 10% + 15% + 20% + 25% + 25% na outra. Obtendo-se assim uma corrente do lado primário a volta dos 5,24ª (por linha). Registamos todos os valores medidos (V / A / W), alterando o FLUKE 43B para o secundário, podemos também lá retirar todos os dados (V / A / W). Uma vez registados todos os valores, desligamos toda a alimentação e medidos a resistência fornecida pelas duas cargas.

Valores Medidos
Transformadores Monofásicos Sn (monofásico) U1n I1n U20 / U2n I2n 666,7 VA 220V 3,03A 127V 5,25A

Ensaio em vazio U1n U20 I10 P0 220V 130V 196mA 26,8W

Extra – ensaio: para confirmar a existência de fluxo em todas as colunas e travessas:

UB1B2 Ub1b8 Uc1c8

95V 97,5V 34,3V

Valor registado entre a1 e a5, U’20=22,4mV Ensaio em cc U1cc I1cc Pcc I2cc 17,4V 2,98A 30,1W 5,21A

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Transformadores Monofásicos Transformador Trifásico Δ/Δ U1nc 220A Ensaio em vazio U1nc=220,5V I10A=255,5mA I10B=112,8mA I10medio= I10= 217,8mA P10=37,0W U20c=130,8V I10/ I1n=217,8/5,25=0,41=4,1% Razão de transformação do transformador utilizado (m): M= U 1nc/U20c= 220,5/130,8 = 1,68V Ensaio em cc U1ccc= 19,06V I1ccA=5,22A I1ccB=4,78A I1ccmédio=5A P1cc=80,6W U1cc/ U1n= 19,1/220= 0,086= 8,6% Ensaio em carga Primário do transformador U1c I1lA I1lB I1lC P1 cosϕ1 Rab= 16,7 Ω 215,5V 5,24A 5,21A 5,20A 1,91KW 1 Rbc= 16,7 Ω Secundário do transformador U2c I2lA I2lB I2lC P2 cosϕ2 122,5V 8,03A 8,01A 7,99A 1,78KW 0,99 Rca= 16,7 Ω I1ccC=4,9A I10C=204,1mA U20c 2*63,5A U1nc 220A Sn 2000VA U20c 2*63,5A I1nl Máx: 5,25A Sn 2000VA I2nl Máx: 9,09A Frequência 50Hz

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Parte do Afonso: 1. Uma vez realizados os ensaios económicos, calcular os parâmetros do circuito equivalente simplificado do transformador referido ao primário.

1. MONOFASICO 1.1.a) Dados do Ensaio em vazio

U1n U20 I10 P0

220V 130V 196mA 26,8W

Extra – ensaio: para confirmar a existência de fluxo em todas as colunas e travessas:

UB1B2 Ub1b8 Uc1c8

95V 97,5V 34,3V

Valor registado entre a1 e a5, U’20=22,4mV

1.1.b) Princípio de funcionamento do transformador monofásico em vazio

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Figura 1: Circuito equivalente do transformador para o ensaio em vazio.

Com este ensaio podemos calcular:   A razão de transformação: Perdas no ferro: Para este modelo simplificado, no ensaio em vazio, a corrente percorrida nas impedâncias exteriores ao núcleo é nula, logo todas as perdas serão resultantes de perdas do núcleo, ou perdas no ferro ( Factor Potência:

 

(

=

e

:

    
Onde:

( ( ( ( ( (

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1.1.c) Cálculos para transformador monofásico em vazio
 Razão de Transformação deste transformador: 

          

1.2 ENSAIO EM Curto-Circuito 1.2.a) Dados do Ensaio em CC

U1cc I1cc Pcc I2cc

17,4V 2,98A 30,1W 5,21A

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1.2.b) Princípio de funcionamento do transformador monofásico em curto-circuito

Figura 2: Circuito equivalente do transformador para o ensaio em curto-circuito

Com este ensaio podemos calcular:  Tensão de curto-circuito nominal: Tensão de curto-circuito nominal é, portanto, a razão da tensão necessária para percorreram as correntes nominais no circuito em curto-circuito, e a tensão nominal.  e perdas nominais no cobre: Em geral, a impedância é muito maior que o que faz percorrer pelo ramo de uma corrente muito pequena. Se a desprezarmos, temos o que resulta:     √

1.2.c) Cálculos para transformador monofásico em vazio
    

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    

2.

TRIFASICO

- Ensaio em Vazio -

⁄ √

⁄ √

⁄ √

⁄ √

- Ensaio em Curto-Circuito -

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√ √

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1. Registou-se os valores da alimentação lidos nos aparelhos de medida: U = 2,73V I = 3,42A 2. Inverteu-se a polaridade das ligações. 3. Relativamente ao ponto 1, verificou-se a inversão dos ponteiros da bússola evidenciando uma alteração do fluxo magnético (inverteu o sentido).

PASSO B 1. Pousou-se a bússola junto ao zero da régua graduada. 2. Aproximou-se a bobina sem núcleo da bússola, deslizando-a ao longo da régua. 3. Quando a agulha começou a mover-se registou-se a distância de 27cm. 4. Afastou-se de novo a bobina e inseriu-se um núcleo na mesma. 5. Repetiu-se o ponto 2 mas desta vez com núcleo. 6. Ao verificar movimento na agulha registou-se a distância de 35cm. 7. A diferença observada deveu-se à intensificação do fluxo de campo magnético. Esta intensificação deveu-se à inserção do núcleo de ferro que por sua vez tem uma maior permeabilidade quando comparada com o ar. 8. Retirou-se o núcleo. PASSO C 1. Observou-se e registou-se os valores lidos nos aparelhos de media da alimentação da bobine sem núcleo (U = 3,06V / I = 3,42A). 2. Inseriu-se o núcleo na bobina. 3. Observou-se e registou-se os valores lidos nos aparelhos de media da alimentação da bobine: U= 3,06V I=3,41A

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4. Observou-se que as grandezas de alimentação não sofreram alterações significativas. 5. Retirou-se o núcleo.

PASSO D – observações sem núcleo 1. Manteve-se a bobina 1 (b1) ligada à fonte de alimentação e a bobina 2 (b2) ligada ao Amperímetro de zero ao centro. 2. Colocou-se b1 fixo e em repouso fez-se uma série de ensaios (ver tabela 1) de forma a permitir avaliar o comportamento do sistema quanto ao sentido e magnitude de deslocação do ponteiro do Amperímetro. Com b1 em repouso Aproximar b2 de b1 Afastar b2 de b1 Pousar b2 sobre b1 Sem mover b1 e b2 desligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 ligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 diminuir a tensão de alimentação Sem mover b1 e b2 aumentar a tensão de alimentação. Obs: respeitando Umáx Sentido & Magnitude de Deslocação do Ponteiro do Amp. Desloca-se 0,1A no sentido positivo Desloca-se 0,1A no sentido negativo Não existe movimento do ponteiro Desloca-se 0,1A no sentido negativo Desloca-se 0,1A no sentido positivo Desloca-se 0,1A no sentido negativo

Desloca-se 0,1A no sentido positivo

PASSO E – observações com núcleo 1. Manteve-se a bobina 1 (b1) ligada à fonte de alimentação e a bobina 2 (b2) ligada ao Amperímetro de zero ao centro. Inseriu-se núcleos em ambas as bobinas. 2. Colocou-se b1 fixo e em repouso fez-se uma série de ensaios (ver tabela 2) de forma a permitir avaliar o comportamento do sistema quanto ao sentido e magnitude de deslocação do ponteiro do Amperímetro. Com b1 em repouso Sentido & Magnitude de Deslocação do Ponteiro do

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Aproximar b2 de b1 Afastar b2 de b1 Pousar b2 sobre b1 Sem mover b1 e b2 desligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 ligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 diminuir a tensão de alimentação Sem mover b1 e b2 aumentar a tensão de alimentação. Obs: respeitar Umáx!!!!! Amp. Desloca-se 0,6A no sentido positivo Desloca-se 0,6A no sentido negativo Não existe movimento do ponteiro Desloca-se 0,6A no sentido negativo Desloca-se 0,6A no sentido positivo Desloca-se 0,6A no sentido negativo

Desloca-se 0,6A no sentido positivo

PASSO F – Comparações entre o passo D e E ( com e sem núcleo) 1. Ao comparar-se o passo D e E observou-se que em ambos os cenários (com e sem núcleo) o comportamento foi semelhante, no entanto no caso do passo E, devido à existência de um núcleo de ferro a intensidade do fluxo do campo magnético é consideravelmente superior, registando-se uma diferença média de 0,5 A. Comparação no Sentido & Magnitude de Deslocação do Ponteiro do Amperímetro entre a bobina sem núcleo e a bobina com núcleo Desloca-se 0,1A no sentido Desloca-se 0,6A no sentido Aproximar b2 de b1 positivo positivo Desloca-se 0,1A no sentido Desloca-se 0,6A no sentido Afastar b2 de b1 negativo negativo Não existe movimento do Não existe movimento do Pousar b2 sobre b1 ponteiro ponteiro Sem mover b1 e b2 desligar Desloca-se 0,1A no sentido Desloca-se 0,6A no sentido a fonte no interruptor negativo negativo Sem mover b1 e b2 ligar a Desloca-se 0,1A no sentido Desloca-se 0,6A no sentido fonte no interruptor positivo positivo Sem mover b1 e b2 diminuir Desloca-se 0,1A no sentido Desloca-se 0,6A no sentido a tensão de alimentação negativo negativo Sem mover b1 e b2 aumentar a tensão de Desloca-se 0,1A no sentido Desloca-se 0,6A no sentido alimentação. Obs: respeitar positivo positivo Umáx!!!!! Com b1 em repouso

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2. Ensaio em Corrente Alternada (AC): a. Esquema e foto do ensaio em corrente alternada:

1 - Esquema da montagem

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5 - Foto da montagem

b. Material utilizado:          2 Bobinas L9 1 Fonte de alimentação de corrente alternada: TERCO 1 Pinça amperimétrica PROVA11 na escala de 30 A AC 1 Multímetro FLUKE a funcionar como voltímetro – medidas em AC 1 Amperímetro de zero ao centro na escala de 1 mA. 1 Núcleo ferro magnético de chapas empilhadas 1 Bússola 1 Régua (comprida para L9) Cabos de ligação

Característica da Bobina L9: UMÁX_AC = 6V IMÁX_AC = 1,4A c. Procedimentos:

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PASSO G 1. Sem nenhum dos núcleos colocados, alimentou-se b1 com a tensão aproximada do limite. 2. Ao ler os aparelhos de medição registou-se os seguintes valores: U= 5,9V I = 1,3A 3. Realizou-se uma nova medição com a mesma tensão mas desta vez com o núcleo colocado na bobina b1. 4. Registou-se de novo os valores de tensão e corrente fornecidos a b1: U = 5,9V I = 0,9A 5. Constatou-se uma diferença, a corrente na segunda medição é inferior. 6. Com a inserção do núcleo na bobina reparou-se que a corrente baixou, isto acontece porque a permeabilidade do núcleo magnético é maior que a do ar, isto é, as linhas do campo magnético passam mais facilmente através do centro da bobina. A corrente baixa porque o como a relutância é menor então o circuito não tem que consumir tanta corrente para obter a mesma tensão. 7. Ao aproximar-se a bússola verificou-se que o ponteiro da bobina treme e também produz um efeito sonoro, isto porque a bussola tenta acompanhar a alteração dos polos na bobina, o que é mecanicamente impossível nesta frequência (50Hz). 8. A troca de polaridade da bobina ocorria 100 vezes por segundo, isto é, num segundo obtém-se 50 polos norte e 50 polos sul.

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9. Não é possível o ponteiro da bussola acompanhar a mudança de polaridade devido à elevada frequência presente (aproximadamente 50Hz). 10. Ao retirar-se o núcleo a b1 e aproximar-se b1 de b2 verificou-se que aumenta a tensão em b2 e que depois chega-se a um ponto (quando as duas bobinas estão juntas) que o valor da tensão fixa (1,8V) e a corrente mantêm-se constante. 11. Ao repetir o passo anterior, mas desta vez com núcleo em b1, verifica-se que o resultado é o mesmo só que a tensão aumenta para 2,2V e a corrente diminui para 0,65A.

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Valores Medidos
1. Ensaio em Corrente Contínua (DC):  Valores de Alimentação usados: Sem núcleo Com Núcleo U (V) 2,73 3,06 I (A) 3,43 3,42  Distância a partir do qual a agulha da bússola começa a mexer-se (é afecta pelo campo magnético da bobine): Bobine sem núcleo Bobine com núcleo 27 Cm 35 Cm

Tabelas com resultados das várias experiências feitas nos passos D e E: a. Passo D – bobines sem núcleo:

Com b1 em repouso Aproximar b2 de b1 Afastar b2 de b1 Pousar b2 sobre b1 Sem mover b1 e b2 desligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 ligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 diminuir a tensão de alimentação Sem mover b1 e b2 aumentar a tensão de alimentação. Obs: respeitar Umáx!!!!!

Sentido & Magnitude de Deslocação do Ponteiro do Amp. Desloca-se 0,1A no sentido positivo Desloca-se 0,1A no sentido negativo Não existe movimento do ponteiro Desloca-se 0,1A no sentido negativo Desloca-se 0,1A no sentido positivo Desloca-se 0,1A no sentido negativo

Desloca-se 0,1A no sentido positivo

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b. Passo E – bobines com núcleo:

Com b1 em repouso Aproximar b2 de b1 Afastar b2 de b1 Pousar b2 sobre b1 Sem mover b1 e b2 desligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 ligar a fonte no interruptor Sem mover b1 e b2 diminuir a tensão de alimentação Sem mover b1 e b2 aumentar a tensão de alimentação. Obs: respeitar Umáx!!!!!

Sentido & Magnitude de Deslocação do Ponteiro do Amp. Desloca-se 0,6A no sentido positivo Desloca-se 0,6A no sentido negativo Não existe movimento do ponteiro Desloca-se 0,6A no sentido negativo Desloca-se 0,6A no sentido positivo Desloca-se 0,6A no sentido negativo

Desloca-se 0,6A no sentido positivo

2. Ensaio em Corrente Alternada (AC):  Valores de Alimentação usados: Sem núcleo Com Núcleo U (V) 5,9 1,3 I (A) 5,9 0,9

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