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CENTRO UNIVERSITÁRIO CÂNDIDO RONDON – UNIRONDON FACULDADE CÂNDIDO RONDON - FCR CURSO DE DIREITO – 3º SEM.

NOTURNO

T. E. – CINEOSOFIA “A QUEDA! AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER.”

BLADO J. ABRANTES DA COSTA (FCR) CLAUDETE MIKUNI SENA (FCR) CLEYTON ISAAC MARTINS BARBOSA (FCR) CLODOMIR FRANCO DA GAMA (UNIRONDON) DANIELLA GONÇALVES FERREIRA (FCR) FABIANA COSTA (UNIRONDON) GUILHERME BORIM (FCR) JEAN CLAUDIO SOUZA DA CONCEIÇÃO (FCR) JOANIR APARECIDA GOMES DA SILVA (UNIRONDON) JOCINEY ARRUDA DA CRUZ (FCR) JULIANA CASTRO DE OLIVEIRA (UNIRONDON) JUSLIWEDER S. MORAES (FCR) LARISSA SURGEM POLVERINE (FCR) LUCAS DE MENEZES (FCR) MICHELLE VICENTE DE OLIVEIRA (UNIRONDON) PAULA ORMOND NUNES RONDON (UNIRONDON) SUELEM MÁXIMA (FCR) WALBER GOMES (UNIRONDON)

CUIABÁ/MT ABRIL/2012

BLADO J. ABRANTES DA COSTA (FCR) CLAUDETE MIKUNI SENA (FCR) CLEYTON ISAAC MARTINS BARBOSA (FCR) CLODOMIR FRANCO DA GAMA (UNIRONDON) DANIELLA GONÇALVES FERREIRA (FCR) FABIANA COSTA (UNIRONDON) GUILHERME BORIM (FCR) JEAN CLAUDIO SOUZA DA CONCEIÇÃO (FCR) JOANIR APARECIDA GOMES DA SILVA (UNIRONDON) JOCINEY ARRUDA DA CRUZ (FCR) JULIANA CASTRO DE OLIVEIRA (UNIRONDON) JUSLIWEDER S. MORAES (FCR) LARISSA SURGEM POLVERINE (FCR) LUCAS DE MENEZES (FCR) MICHELLE VICENTE DE OLIVEIRA (UNIRONDON) PAULA ORMOND NUNES RONDON (UNIRONDON) SUELEM MÁXIMA (FCR) WALBER GOMES (UNIRONDON)

T. E. – CINEOSOFIA “A QUEDA! AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER.”

Trabalho

solicitado

pela

Coordenação

de

Direito do Centro Universitário Cândido Rondon e da Faculdade Cândido Rondon, como prérequisito da interdisciplinaridade, conforme o Projeto Político Pedagógico.

CUIABÁ/MT ABRIL/2012

A QUEDA! AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER. 1 FICHA TÉCNICA Diretor: Oliver Hirschbiegel Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich Matthes, Juliane Köhler, Heino Ferch, Christian Berkel, Matthias Habich, Thomas Kretschmann, Michael Mendl, André Hennicke, Ulrich Noethen, Birgit Minichmayr. Produção: Bernd Eichinger Roteiro: Bernd Eichinger, baseado em livros de Joachim Fest, Traudl Junge e Melissa Müller Fotografia: Rainer Klausmann Trilha Sonora: Stephan Zacharias Duração: 155 min. Ano: 2004 País: Alemanha/ Itália Gênero: Drama Cor: Colorido Distribuidora: Europa Filmes Estúdio: Constantin Film Produktion

2. SINÓPSE
“Sinto como se tivesse que estar indignada com aquela criança, aquela ingênua garotinha, ou que eu não devesse perdoá-la por não reconhecer a natureza daquele monstro. Por não ter consciência no que ela estava se metendo. E, especialmente porque fui sem pensar. Porque eu não era uma Nazi fanática. Poderia ter dito em Berlim: "Não, não vou fazer. Eu não quero ir para o quartel general do Fuhrer. Mas não fiz isso. Eu estava curiosa demais. E também não me dei conta que o destino me levaria para algum lugar onde não queria estar. Mas, mesmo assim, é difícil perdoar a mim mesma” (testemunho de Traudl Junge, ex-secretária particular de Adolf Hitler, que se desenvolve no início do filme)

Após o testemunho de Traudl Junge, o filme inicia quando um grupo de secretárias é levado ao QG de Adolf Hitler no ano de 1942. Após apresentações de cada secretária, Hitler convida Traudl Junge para entrar a sua sala. Passo seguinte, Hitler dita para ela em um tom humanitário e depois a contrata para ser uma de suas secretárias particulares. Logo depois, o filme nos remete até o aniversário de Hitler, que completa 56 anos de idade. Junge é acordada pelo som da artilharia dos soviéticos. 3

Logo mais, os generais Burgdorf e Koller expõe ao Fuhrer que o Exército Vermelho está a apenas 12 km do centro de Berlim, quando este fica surpreso. Depois, Heinrich Himmler e seu ajudante Hermann Fegelein cogita para que Hitler saia da cidade, ao que declara "eu os vencerei em Berlim ou enfrentarei minha queda". Himmler deixa Berlim com a intenção de negociar a rendição com os Aliados sem o aval de Hitler. O Dr. Ernst Günther Schenck recebe ordens do Alto Comando para evacuar Berlim. Schenck pede a um dos generais da SS para ficar e cuidar dos feridos e famintos e este concorda. Schenck é encarregado de levar todos os suprimentos médicos que ele consiga para a Chancelaria. Assim, Schenck e seu aliado vão a um hospital para procurar suprimentos. Eles se aproximam próximo de um comandante onde estes os informa que todos já sairam do hospital, e para terem cuidado com as tropas russas na área. Dentro do hospital, Schenck encontra o porão cheio de pacientes idosos e enfermos. Após pegar todos os suprimentos disponíveis, Schenck e seu ajudante tentam, sem sucesso, impedir uma execução sumária de dois homens idosos pela Feldgendarmerie. Noutra parte da cidade, um grupo da Juventude Hitlerista continua uma batalha sem esperança contra os tanques soviéticos. Peter, um menino do grupo, recusa o pedido do pai para desertar e sair da cidade. No bunker, Hitler discute seu novo plano com seu arquiteto e amigo pessoal, Albert Speer. Speer implora por piedadade para o povo alemão, dizendo que o plano de Hitler vai levá-los para a Idade Média. Hitler responde dizendo que o povo alemão se mostrou fraco e não merece sobreviver. Speer confessa que ele desobedeceu algumas vezes suas ordens, porém ele recebe permissão para sair da cidade. Eva Braun faz uma festa para os habitantes do bunker na Chancelaria, porém a artilharia soviética termina com a festa. O general Helmuth Weidling é acusado de ordenar a retirada para o oeste e é chamado no bunker. Achando que vai ser executado, Weidling se explica para Burgdorf e Hans Krebs, apenas para descobrir que ele foi nomeado Comandante da Defesa da Área de Berlim, para sua insatisfação. Na sala de conferências do bunker, Hitler é informado sobre a desintegração das defesas de Berlim. Ele anuncia que o general da Waffen-SS Felix 4

Steiner vai chegar logo e levar o Exército Vermelho para fora da cidade. Entretanto, ele é informado que Steiner não conseguiu mobilizar homens o suficiente. Abatido, Hitler dispensa todos com a exceção de Joseph Goebbels, Martin Bormann e os Generais Wilhelm Keitel, Alfred Jodl, Krebs e Burgdorf. Hitler fica furioso e grita com todos na sala, sendo ouvido em por todos no lado de fora. Ele acusa a Wehrmacht de sabotá-lo desde o dia um. Ele grita que os soldados são todos covardes e traidores. Ele expressa arrependimento de não ter executado seus oficiais, como Joseph Stalin fez durante o Grande Expurgo. No final, entretanto, ele senta em sua cadeira e admite que a guerra está perdida. Expressa que prefere morrer do que abandonar Berlim. No front, Mohnke está lutando com suas tropas enquanto observa um grupo de civis voluntários correr para a morte no meio da rua. Ele pergunta a um de seus ajudantes sobre o relatório da situação. O oficial informa que os civis são membros da Volkssturm e estão sob comando direto de Goebbels. Aborrecido, Mohnke ordena que os membros da Volkssturm sejam retirados da rua, assumindo responsabilidade pela ação. Mohnke retorna para confrontar Goebbels sobre a Volkssturm. Goebbels está na sala de comunicações do bunker conversando com sua esposa Magda. Goebbels pede para ela trazer seus filhos para o bunker e para não trazer muitos brinquedos e pijamas, já que eles não são mais necessários. Mohnke fala para Goebbels que a Volkssturm são dispensáveis para os russos. Goebbels diz que sua crença na vitória final compensa sua falta de armas e experiência de combate. Mohnke diz que sem armas, suas mortes não tem sentido. Goebbels informa a Mohnke que ele não tem pena por eles, dizendo que "O povo alemão escolheu seu destino e agora suas pequenas gargantas estão sendo cortadas". O fisíco Ernst-Robert Grawitz retorna a seu apartamento e mata a família e ele mesmo com uma granada. Mais tarde, Hitler, Braun, Junge e Gerda Christian discutem vários meios de suicídio. Hitler propõe um tiro na boca. Hitler dá a Traudl e a Gerda uma cápsula de cianeto. Braun e Magda Goebbels escrevem cartas de despedida.

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As crianças soldados lutam nas ruas de Berlim, em vão. Peter testemunha a morte de seus companheiros e volta para casa com seus pais, para descobrir que eles foram mortos. Hitler se perde com a realidade. O operador de rádio recebe um telegrama de Hermann Göring. Bormann lê o telegrama para Hitler, no qual Göring pede permissão para assumir comando do Reich e pede resposta para as 22:00, horário que ele assumirá o comando na falta de resposta. Walther Hewel tenta justificar as ações de Göring, porém Bormann e Goebbels declaram as ações de Göring como traição. Hitler ordena que Göring seja preso e removido de seu posto. Hitler chama o Gal. Robert Ritter von Greim e sua amante Hanna Reitsch no bunker. Ele nomeia von Greim como Comandante da Luftwaffe, ordenando que ele a reconstrua. Durante o jantar, Hitler recebe um relatório informando que Himmler tentou negociar um acordo de rendição com os Aliados. Traído por um homem que ele confiava, Hitler novamente é tomado pela raiva. Ele ordena que Greim e Reitsch deixem Berlim, se encontrem com Dönitz, que Hitler está convencido ele que está reunindo tropas para um grande ataque junto com o Marechal Albert Kesselring, para garantir que Himmler seja morto. Hitler deseja falar com Fegelein sobre a traição de Himmler, porém Fegelein desertou e planeja sair do país. Ele é encontrado em seu apartamento pelas tropas da SS e é preso. Apesar dos pedidos de sua mulher para poupar a vida de seu cunhado, Hitler o declara traidor. Fegelein é executado. Weidling relata que os russos estão avançando por todos os lados. Não há soldados e suporte aéreo. Mohnke relata que o Exército Vermelho está a apenas 400 metros da Chancelaria do Reich e que as defesas podem segurar o avanço russo por mais um dia ou dois. Antes de sair, Hitler afirma a seus oficiais que o General Walther Wenck salvará a todos. Após sair da sala de conferência, Weidling pergunta aos outros se é realmente possível que Wenck ataque, ao que concordam que é impossível que Wenck tenha sucesso. No dia seguinte, Hitler dita um testamento pessoal para sua secretária antes de se casar com Braun. Hitler ordena que Goebbels saia de Berlim, porém ele ignora as ordens. Quando o ajudante de Hitler traz uma resposta de Keitel dizendo que Wenck entá cercado e não pode continuar o assalto em Berlim, Hitler 6

afirma que ele nunca vai se render. Ele também proíbe todos os seus oficiais de se renderem. Ao sair da sala de conferência, Hitler manda que Günsche queime seu corpo junto com o de sua esposa. Junge recebe de presente da Sra. Braun um de seus melhores casacos e faz ela prometer que vai sair do bunker. Hitler faz sua última refeição em silêncio com Constanze Manziarly e suas secretárias. Ele se despede de todos no bunker e vai para seu quarto com Braun. Apesar de Magda implorar para que ele mude de ideia, e como resposta Hitler indaga que "amanhã, milhões de pessoas me amaldiçoarão, porém o destino tomou seu curso". Hitler e Braun cometem suicídio no quarto. Seus corpos são carregados pelas escadas até a saída de emergência do bunker na superfície. Com gasolina eles são incinerados no jardim fora do bunker. Os oficiais fazem a última saudação nazista sobre as chamas. Krebs então lidera uma pequena delegação até as linhas russas para negociar termos de rendição com os Tenentes Generais soviéticos eis que dizem que aceitarão apenas uma rendição incondicional, porém Kerbs não tem autoridade para garantir os termos e volta para o bunker. Não conseguindo compreender um mundo sem o Nacional Socialismo, Joseph e Magda Goebbels envenenam seus seis filhos e deixam o bunker. Goebbls atira em sua esposa antes de atirar em si mesmo. As pessoas que ainda estão no bunker concordam que eles precisam quebrar o cerco soviético. Krebs e Burgdorf cometem suicídio e o resto começa a evacuar. A maioria dos sobreviventes do bunker tentam fugir porém são mortos pelos soviéticos. Weidling então transmite a todos os soldados e civis que o Führer está morto. Ele pede um cessar-fogo, já que qualquer hora de batalha a mais apenas adiará o inevitável. Quando Hewel e os outros oficiais tomam conhecimento de que Berlim se rendeu, eles se matam, como prometido. Jungue, através do caos que se apresentava pela queda da cidade, consegue passar pelas linhas russas, escapando de Berlim junto com o menino soldado Peter. O destino dos sobreviventes é mostrado ao fim do filme. O direito à vida, a dignidade da pessoa humana e a queda do nazismo. 7

O filme A Queda! dá margem para diversas interpretações sobre a personalidade de Hitler. Para alguns, o filme falha por não demonizar o suficiente o cruel ditador, já para outros, o fato de Hitler demonstrar afeto em alguns momentos não o tornaria mais humano. De qualquer forma, percebe-se que o personagem interpretado pelo ator Bruno Ganz de forma magistral é profundo, contraditório, assustador, como foi o próprio Adolf Hitler. Porém, falar das atrocidades de Hitler, estará se esgotando, em quase tudo, todos os princípios do Direito. Desta maneira, o presente trabalho irá dar um enfoque especial ao Princípio do Direito à Vida e da Dignidade da Pessoa Humana, princípios estes feridos de morte por Hitler. Num trecho do filme em que Hitler está conversando com alguns de seus oficiais, ele diz que “Os fortes só podem triunfar se os fracos forem exterminados” e que “O mundo não foi feito para os povos covardes”. Como se vê, Hitler tinha perfeita noção do significado dos direitos fundamentais ao dizer que eles estão acima dos direitos do Estado. Assim, sua concepção é completamente distorcida e discriminatória, já que somente os descendentes da “raça superior” deveriam ter o privilégio de gozar esses direitos. Os demais seres humanos poderiam ser exterminados, afinal o mundo não era para os fracos. Para Hitler, a dignidade não é um atributo do ser humano como um todo, mas dos seletos membros da raça ariana. O Holocausto, triste lembrança de nossa história, que resultou na morte de milhões de judeus e de outras minorias, é o resultado dessa concepção distorcida de dignidade da pessoa humana. E o Holocausto é uma lição que não pode ser esquecida para não ser jamais repetida Então, a origem do princípio da dignidade da pessoa humana com um ser racional (humano), nasceu com os genocídios da época do Estado totalitário afirmados acima, onde a pessoa era um ente que pertencia ao poder Estatal. 8

Logo estudou-se que aquelas condutas ilícitas de agressão, morte, estavam além de estar ferindo a integridade física do homem, estava também ferindo a sua moral e esse princípio ficou mais fortalecido com a instituição do tribunal de Nuremberg (Alemanha), que instituiu três espécies de crime; crimes contra a paz; crimes de guerra, crimes contra a humanidade (genocídio). No julgamento dos generais de Adolf Hitler por estes crimes, o fato predominante no qual essas condutas ilícitas não estavam prescritas, pois tratava da chamada norma de origem. Dentro do discurso doutrinário a decisão encontra fundamento de vida (dignidade), um novo pensamento para o cenário mundial. A necessidade que o homem enfrenta para proteger sua dignidade é absolutamente um confronto diário, onde seus valores são postos em prova. A partir da queda do nazismo, a ordem jurídico-constitucional de diversos países tornou-se centrada na dignidade da pessoa humana, fazendo surgir, dentro da comunidade jurídica, uma verdadeira teoria jurídica dos direitos fundamentais. Assim, a dignidade da pessoa humana é uma qualidade inseparável de todo e qualquer ser humano; é característica que o define como tal. Concepção de que em razão, tão somente, de sua condição humana e independentemente de qualquer outra particularidade, o ser humano é titular de direitos que devem ser respeitados pelo Estado e por seus semelhantes. É, pois, um predicado tido como inerente a todos os seres humanos1 e configura-se como um valor próprio que o identifica. O resgate da dignidade como valor inerente à condição humana, com tratamento de garantia de direito ocorre com a Declaração de Direitos Humanos da ONU de 1948. O desfecho da Segunda Guerra Mundial e de momentos julgamento de Eichman em emblemáticos na história da humanidade como o

Jerusalém, inspirou Arendt a cunhar a expressão “banalidade do mal”, com a finalidade de explicar o comportamento dos algozes do período de guerra. Eles agiam indiferentes a qualquer juízo necessidade irrefutável, sobretudo, em ético, o que chama a atenção para a razão de sua decretação pelas nações

unidas, de impingir valores éticos aos ordenamentos jurídicos.

1

SARLET, 2002, p. 22

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A dignidade passa, então, a ser reivindicada como princípio e como cerne dos sistemas jurídicos. A Declaração Universal introduz, portanto, a concepção atual de direitos humanos e, pela primeira vez, ocorre a acolhida da dignidade da pessoa humana como centro orientativo dos direitos e fonte de inspiração de textos constitucionais posteriores: Art. 3º - Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência de devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. A primeira constituição brasileira a fazer menção expressa ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana é justamente a Constituição Federal de 1988. Em seu artigo 1º, inciso III estabelece a Lei Maior que a Dignidade da Pessoa Humana é fundamento da República. Assim, percebe-se que, em se tratando de um sustentáculo da República, os contornos da Dignidade Humana são maiores do que os dos demais direitos fundamentais. Muitos doutrinadores intitulam a dignidade humana como um verdadeiro superprincípio Nessa linha assinala Flávia Piovesan “Sustenta-se que é no princípio da dignidade humana que a ordem jurídica encontra o próprio sentido, sendo seu ponto de partida e seu ponto de chegada, para a hermenêutica constitucional contemporânea. Consagra-se, assim, a dignidade humana como verdadeiro superprincípio, a orientar tanto o Direito Internacional como o Direito Interno”.2 Concluindo, as atrocidades de Hitler foi além do que um ser humano possa suportar e aceitar. O filme em si não demonstrou, nem mesmo superficial, o seus crimes, pelo contrário, mostrou um lado mais humano daquele Fuhrer, se é que esse monstro possa ter. O direito à vida é violado quando se percebe pelos suicídios coletivos e pela eutanásia, especialmente, quando nos choca ver uma mãe tirar a vida dos próprios filhos indefesos.

2

PIOVESAN, 2011, p.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. 12ª Edição. Editora Saraiva. São Paulo. 2011 SARLET, Wolfgang Ingo. Dignidade da pessoa humana e direitos fundamentais na Constituição da República de 1988. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002, p. 22 WIKIPEDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Der_Untergang, consultado em 5.04.2012. _______, http://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_humanos, consultado em 7.04.2012

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