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CURSO DE EXTENSÃO CABEAMENTO ESTRUTURADO

INSTRUTOR: Esdriel Pires esdrielpires@gmail.com

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Sumário
1 Introdução a redes de computadores........03 2 Computação centralizada.........................03 3 Rede distribuída.......................................04 4 Rede colaborativa.....................................04 5 O avanço das redes...................................04 5.1 LAN ....................................................04 5.2 MAN ..................................................04 5.3 WAN................................. .................05 6 Serviços de redes .....................................05 7 Topologias de Rede .................................05 8 Técnicas de comunicação ........................06 8.1 Sinais Analógicos e digitais .................06 9 Tipos de transmissão ...............................07 10 Modulação ............................................07 11 Multiplexação ........................................07 12 A tecnologia Ethernet ............................07 12.1 Ethernet (10 Mbps) ..........................07 12.2 Fast-Ethernet (100Mbps) .................08 12.3 Gigabit-Ethernet (1000 Mbps) .........08 12.4 A padronização 10 Gbpa..... .............09 13 Componentes de uma rede ....................09 13.1 Cabeamento ......................................09 13.2 Hardware ..........................................09 13.3 Software ...........................................09 14 Equipamento para redes e suas aplicações..............................................................09 14.1 Repetidores .......................................09 14.2 Hubs..................................................09 14.3 Switches ...........................................10 14.3.1 Switch nível 3 .............................10 14.3.2 Switch nível 4 ..............................11 14.4 Roteador .........................................11 14.5 Gateway .........................................11 15 Cabeamento estruturado ........................11 15.1 Sistema de cabeamento estruturado..11 15.2 Subsistemas de cabeamento estruturado...........................................................12 15.2.1 Subsistema Área de Trabalho......12 15.2.2 Subsistema Distribuição Horizontal..............................................................12 15.2.3 Subsistema Armário de Telecomunicações .......................................................13 15.2.4 Subsistema Distribuição Vertical..13 15.2.5 Subsistema Sala de Equipamentos.13 15.2.6 Subsistema Facilidade de Entrada.14 15.2.7 Subsistema Administração...........14 16 Mídias de transmissão:...........................15 16.1 Cabo coaxial .....................................15 16.2 Cabo Par trançado ............................16

16.2. 1Cabo UTP....................................17 16.2.2 Cabo STP..................... ...............18 16.2.3 Cabo FTP...................... ..............18 16.3 Fibras ópticas ...................................18 16.3.1 Estrutura da fibra óptica..............18 16.3.2 Tipos de fibra Óptica ..................19 16.3.3 Fibras Multímodo........................19 16.3.4 Fibras Monomodo .......................19 17 Fontes de luz......................................... 21 18 Interferências Eletromagnéticas.............22 18.1 Ruído.................................................22 18.2 Diafonia.............................................22 18.3 Eco....................................................22 18.4 Atenuação.........................................22 19 Redução dos efeitos das interferências eletromagnéticas.........................................22 20 Normatização.........................................23 20.1 ISO 11801 ........................................23 20.2 EIA/TIA 568 B.................................23 20.3 EIA/TIA 569 A.................................24 20.4 EIA/TIA 606 ....................................24 20.5 EIA/TIA 607.....................................25 20.6 NBR 14565 ........................................25 21 Componentes do sistema de cabeamento estruturado metálico ...................................25 21.1 Cabo metálico................................... 25 21.2 Conector RJ-45 macho......................26 21.3 Conector RJ-45 fêmea ......................26 21.4 Cabo de Manobra ......... ...................27 21.5 Painel de Conexão ................ ..........27 21.6 Blocos 110 e 610 .............................28 22 Componentes do sistema de cabeamento estruturado óptico ......................................28 22.1 Fibras ópticas ...................................28 22.2 Conectores ópticos ...........................28 22.3 Distribuidores ópticos ......................29 22.4 Cordões ópticos ................................29 23 Elementos para prover a infra-estrutura parao percurso horizontal .........................29 24 Cuidados nos lançamentos dos cabos....30 25 Alicate de crimpagem ...........................31 26 Cuidados necessários ao conectorizar um cabo: ...........................................................32 27 Instalação de cabos ópticos....................32 28 Cuidados com cabos ópticos .................32 29 Certificação em sistemas de rede ..........33 29.1 Mapeador de cabos ...........................33 29.2 Testador de cabos .............................33 30 Certificação em redes ópticas ...............34 Referências bibliográficas .........................35

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1 Introdução a redes de computadores
O que é uma rede de computadores? Rede é o compartilhamento de informações e serviços. Um trabalho em rede é possível quando pessoas ou grupos possuem informações ou recursos que desejam compartilhar. As redes de computadores oferecem as ferramentas de comunicações necessárias para possibilitar que um número muito grande de computadores possam ser interconectados entre si por um ou mais meios físicos de transmissão. Objetivo: A transferência de dados entre computadores. Estas são interligadas através de cabos (UTP, fibra óptica,cabo coaxial), ondas de rádio, sinal infra-vermelho, etc., Vantagens * Computadores distribuídos geograficamente trocam informações entre si; * Compartilhamento de recursos; * Duplicação e segurança dos dados; * Ambiente de trabalho flexível

Figura 01-exemplo de rede

Os modelos de computação e desenvolvimento de redes exigiram que novas tecnologias fossem criadas em ritmos emergenciais e de acordo com os requisitos dos seguintes modelos:

2 Computação centralizada
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Os computadores centralizados de grande porte, chamados mainframes, eram usados para armazenar e organizar dados. As pessoas inseriam os dados nos mainframes usando dispositivos “locais” chamados terminais. Um terminal consistia em um dispositivo de entrada, como um teclado com algum hardware de comunicação. Na computação centralizada, o mainframe fornece todo o armazenamento de dados e os recursos de processamento enquanto o terminal é apenas um dispositivo de entrada/saída. Quando as organizações começaram a necessitar que os mainframes compartilhassem informações e serviços com outros mainframes, as redes de computadores foram criadas.

3 Rede distribuída
Com o desenvolvimento do setor de informática, computadores pessoais menores foram criados, permitindo as pessoas controle total sobre seus próprios computadores. Este poder de computação pessoal resultou em uma nova estrutura de computação chamada rede distribuída. Em vez de centralizar todo o processamento dos computadores em um único mainframe, a rede distribuída utiliza vários computadores menores para obter os mesmos resultados de processamento e armazenamento de informações. Computadores separados trabalham em um subconjunto de tarefas sem depender de um único computador para processamento. Para concorrer com a rede centralizada a computação distribuída utiliza a rede de computadores para compartilhar a imensa quantidade de informações e serviços disponíveis em cada computador.

4 Rede colaborativa
Um modelo definitivo chamado rede colaborativa (também chamado processamento cooperativo) esta se tornando uma grande tendência. A rede colaborativa é um tipo sinérgico de rede distribuída, onde os computadores da rede compartilham realmente os recursos de processamento. Em vez de simplesmente comunicar dados entre computadores, a rede colaborativa utiliza dois ou mais computadores para realizar a mesma tarefa de processamento.

5 O avanço das redes
Atualmente, as redes de computadores incluem computadores e sistemas operacionais associados a todos os modelos de computação. Uma rede típica inclui mainframes, computadores pessoais e vários outros computadores e dispositivos de comunicação. As redes de computadores são normalmente classificados por tamanho, distância abrangida ou estrutura. Embora existam diversas classificações, as diferenças estão diminuindo rapidamente, os tipos de rede mostrados a seguir são os mais comumente usados.

5.1 LAN (local área network)
Uma LAN por definição é um ambiente de rede resultante de uma combinação de hardware, software e mídia de transmissão que conecta pontos em um raio que normalmente não ultrapassa 100 Mt. Normalmente em um prédio, sala, pavimento.

5.2 MAN (metropolitan área network)
As redes MAN são aquelas em que as distâncias máximas entre pontos conectados atualmente excedem a 10 Km, provendo conectividade regional. Normalmente o termo 4

MAN é utilizado para a interligação entre campus em áreas geográficas associadas a centros metropolitano. Uma topologia MAN envolve a utilização de alguns serviços oferecidos por empresas publicas ou privadas de telecomunicações. Os meios de transmissão normalmente utilizados nessa classe são fibra óptica e wireless (microondas terrestres ou satélites).

5.3 WAN (wide área network)
Uma WAN é uma rede que conecta redes de diferentes localidades com enormes distâncias entre si, provendo conectividade em âmbito nacional. Na pratica, no entanto, não é bem assim; uma WAN atinge maiores distâncias, provendo conectividade em âmbito internacional.

6 Serviços de redes
São recursos que os computadores compartilham, sendo fornecidos pelas diversas combinações de hardware e software do computador. Dependendo da tarefa, os serviços de rede necessitam de dados, recursos da entrada/saída e potência de processamento para atingir suas metas. No setor de informática, é feita uma distinção entre os três seguintes tipos de solicitantes e fornecedores de serviços: * Servidores * Clientes * pontos Estas entidades são diferenciadas pelo que podem fazer em uma rede: * Os servidores só podem fornecer serviços; * Os clientes só podem solicitar serviços; * Os pontos podem executar as duas funções simultaneamente; As aplicações de computador necessitam de algumas combinações de dados, capacidade de processamento e recursos de entrada/saída para realizar as tarefas. Os serviços de rede possibilitam que os computadores compartilhem seus recursos utilizando aplicações especiais de rede. Os tipos mais comuns de sistemas operacionais de redes, prestam os seguintes serviços: * Serviços de arquivos; * Serviços de impressão; * Serviços de mensagem; * Serviços de aplicação; * Serviços de banco de dados; Os modelos de computação e desenvolvimento de redes exigiram que novas tecnologias fossem criadas em ritmos emergenciais e de acordo com os requisitos dos seguintes modelos:

7 Topologias de Rede
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Topologia é a forma pela qual uma rede se distribui quanto ao traçado do sistema de cabeamento ou outros canais de comunicação. Existem inúmeros modelos teóricos ou experimentais de topologia. Na prática, pode-se encontrar as topologias barra, estrela e anel no mercado. Ao definirmos qual será a topologia física a ser implementada praticamente estará definido qual será o tipo de cabeamento a ser utilizado e vice versa. Topologia em Barra: É a topologia mais comum, empregada pelo Ethernet. Também é denominada barramento ou “bus”. As estações são dispostas ao longo do cabo, todas ligadas em paralelo. Antes do envio de uma mensagem, a estação emissora verifica se o cabo está desocupado e só então envia a mensagem. Como todas as estações recebem todas as mensagens, elas comparam os endereços dos pacotes com o seu próprio endereço para verificar se a mensagem lhe pertence. Sua principal desvantagem é que qualquer falha no cabo prejudica toda a rede. O cabo empregado é o coaxial. Topologia em Anel: Nesta topologia, as estações são todas ligadas em série e as extremidades do barramento se unem formando um anel com todos os nodos operando ponto a ponto. Quando uma estação envia uma mensagem, as estações intermediárias a recebem, e a retransmitem até que a receptora a aceite. Esta topologia é empregada nas redes Token-Ring e FDDI. Hoje (1997) devido a larga utilização de cabos trançados e hubs, a topologia estrela é a mais empregada (95%). Em redes pequenas de até 5 micros, a topologia barra com cabos coaxiais ainda é empregada devido ao seu baixo custo. A Topologia Anel por fim praticamente inexiste no Brasil, sendo rara também no exterior, restrita as redes tokenring e FDDI. Topologia em Estrela: Nesta topologia existe um nó central que se conecta, através de um hub (concentrador de rede), às estações por ligações ponto a ponto. O nó central está envolvido em toda a comunicação da rede pois a comunicação entre as estações se faz através dele. Emprega o cabo trançado. Topologia em estrela estendida: Une estrelas individuais ao conectar os hubs ou switches. Topologia hierárquica: é semelhante a estrela estendida, porém ao invés de unir os hubs ou switches, o sistema é vinculado a um computador que controla o tráfego na topologia.

8 Técnicas de comunicação
As normas determinam também, as características de sinalização para a comunicação em rede. O propósito de um sistema de comunicação é a transmissão de uma informação de uma fonte (circuito transmissor) para um usuário (circuito receptor). O ruído limita o desempenho de um sistema de comunicação. Não fosse o ruído, não teríamos que nos preocupar com as distâncias entre dois pontos; não seriam necessários muitos filtros, não utilizaríamos repetidores; enfim, poderíamos transmitir mensagens eletronicamente pelos limites do universo, usando uma quantidade de potência infinitamente menor. O ruído do canal pode ser causado por distúrbios elétricos naturais (descargas atmosféricas) ou por distúrbios introduzidos pelo elemento humano, como, por exemplo, linha de transmissão de alta tensão, sistemas de ignição de automóveis, ou até mesmo por computadores nas proximidades do canal.

8.1 Sinais Analógicos e digitais
Uma informação pode ser em forma de sinal digital ou analógico, dependendo do 6

sistema e ser basicamente áudio, vídeo ou dados. Uma informação analógica produz mensagens ou sinais definidos como contínuos. Um sistema de comunicação analógico transfere informações entre uma fonte analógica e o usuário, sua forma de onda é uma função do tempo que tem uma escala continua de valores. Uma fonte de informação digital é aquela que produz um conjunto finito de caracteres ou símbolos possíveis, e caracterizado pela presença ou ausência de tensão. O sinal digital é denominado também sinal discreto.

9 Tipos de transmissão
As transmissões podem ser feitas de três maneiras, conforme citado abaixo;
• • •

Transmissão Simplex; Transmissão Half-duplex Transmissão Full-duplex

A transmissão símplex é caracterizada por transmitir o sinal em apenas uma direção. São as transmissões utilizadas nas Fibras Ópticas, Rádio, TV e Som. A Transmissão half-duplex é caracterizada por transmitir sinal em duas direções, mas não simultaneamente. É a atual forma de transmissão da tecnologia Ethernet e FastEthernet. A transmissão full-duplex é caracterizada por transmitir o sinal nas duas direções simultaneamente.

12 A tecnologia Ethernet 12.1 Ethernet (10 Mbps)
As placas de rede Ethernet são as mais utilizadas atualmente, sobretudo em redes pequenas e médias e provavelmente a única arquitetura de rede com a qual você irá trabalhar. Numa rede Ethernet quando uma estação precisar transmitir dados, ela irradiará o sinal para toda a rede. Todas as demais estações ouvirão a transmissão, mas apenas a placa de rede que tiver o endereço indicado no pacote de dados receberá os dados. As demais estações simplesmente ignorarão a transmissão. Exemplo do Funcionamento: Grupo de amigos que querem falar Enquanto um fala os outros ouvem Quando ninguém está a falar, outro pode começar Problema: Quando todos estiverem calados, dois podem começar a falar ao mesmo tempo (colisão!!!) Vantagens: Baixo custo Maior velocidade em pequenas redes

12.2 Fast-Ethernet (100 Mbps)
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O Fast Ethernet trabalha com velocidade de 100 Mbps, o qual pode ser considerando um Ethernet acelerado. Nessa tecnologia encontramos switches e hubs. O Fast Ethernet está padronizado e existem interfaces em fibra óptica e em cabos de par trançado (UTP). Com o rápido crescimento do número de usuários em todo o mundo as redes e também com aumento de aplicativos gráficos, multimídia e sistemas corporativos, a performance das redes locais com tecnologia Ethernet a 10Mbit/s já não era mais satisfatória. Então existia a necessidade de um outro padrão para atender as necessidades atuais, surgindo o padrão 100 BASE-T de Ethernet a 100Mbit/s que mantém as principais características do padrão Ethernet 10Mbit/s, tais como o formato do frame, a quantidade de dados que um frame pode carregar, e o mecanismo de controle de acesso ao meio “CSMA/CD”, diferenciando do padrão original apenas na velocidade de transmissão de pacotes, que no padrão 100BASE-T é 10 vezes maior que no original. A Fast Ethernet vem se tornando a tecnologia com melhor custo/beneficio e economicamente viável de rede de alta velocidade, por ter sido elaborada para integrar-se às redes Ethernet existentes, com mínima ruptura. Sem duvida a Fast Ethernet está se tornando uma das tecnologias mais utilizadas em todo mundo, porque a migração poderá ser feita gradualmente, de acordo com a necessidade de cada setor/usuário. É também a mais econômica, pois poderão ser aproveitadas todas as estruturas de cabeamento existentes na rede atual. Fast Ethernet ainda oferece outras vantagens: - É compatível com a Ethernet de 10 Mbps; - Oferece um preço relativamente baixo para 100 Mbps; - É uma tecnologia conhecida pelos usuários atuais da Ethernet, não exigindo, portanto, qualquer treinamento....

12.3 Gigabit-Ethernet (1000 Mbps)
A largura de banda, até então disponível em redes locais, era maior questão entre os administradores e usuários de redes. Os usuários de redes locais estavam satisfeitos com os segmentos ethernet compartilhados a 10 Mbps. Para aplicações simples, transferência de arquivos de textos e planilhas em redes, esta velocidade ainda é aceitável. Com aplicações mais sofisticadas, como transferência de áudio, vídeo e sistemas de intranet e internet, o desempenho caiam muito. Isto por causa do aumento de informações que causam gargalo na rede. Contudo com a utilização do fast-ethernet durante 1996, a situação começou a se tornar ainda mais seria para muitas empresas, que começaram a migrar para redes operando completamente a 100 Mbps. Ao mesmo tempo, usuários que requeriam alta s capacidades de armazenamento, processamento e velocidades em redes, passaram a operar em 1000 Mbps. Quando a velocidade de uma estação de trabalho aumenta em dez vezes e o hub de um determinado grupo de um determinado grupo de usuários aumenta da mesma forma, há um congestionamento generalizado e um gargalo sério nos servidores e Backbone da rede. Cinco meses após as especificações Fast-Ethernet terem sido formalmente anunciadas, formou-se um novo grupo de estudos com o propósito de pesquisar o próximo nível de velocidades de redes Ethernet, esse comitê, denominado IEEE 802.3z, foi aprovado em julho de 1996, com o objetivo de definir os novos padrões para Ethernet a 1000 Mbps, a então chamada Gigabit Ethernet. A industria recebeu muito bem esta proposta e começou a planejar o desenvolvimento e produção de equipamentos, mesmo antes de qualquer padrão ser estabelecido. As especificações iniciais da Gigabit Ethernet consideravam um único meio físico para este padrão, fibra óptica, entretanto, assim como para Fast-Ethernet, a Gigabit Ethernet 8

também pode ser transmitida em cabos metálicos.

12.4 A padronização 10 Gigabit-Ethernet
Um grupo intitulado HSSG ( Higuer Speed Study Group), foi criado para desenvolver e realizar estudos em protocolos com velocidades superiores a 1 Gbps. Estes estudos viabilizaram o desenvolvimento do protocolo 10 GE, aprovado pelo comitê 802.3 em junho de 2002. Sua principal aplicação esta voltada para aplicações com fibras ópticas, porém existe uma discussão sobre a implementação de 10GE em soluções com cabeamento metálico categoria 6.

13 Componentes de uma rede
Uma rede é um sistema composto de um arranjo de componentes, que são: cabeamento, hardware e software. Como todo sistema, para uma rede operar de modo eficiente, deve haver uma correta integração entre os diversos componentes envolvidos para sua implementação.

13.1 Cabeamento
O sistema de cabeamento de uma rede é a infra-estrutura necessária para a implementação da mesma, apesar de parecer simples este é um dos problemas mais difíceis de se resolver em comunicação de dados.

13.2 Hardware
O hardware de rede se refere aos equipamentos necessários para a implantação de uma rede de dados, os equipamentos principais são, estações de trabalho, servidores, impressoras etc.

13.3 Software
Programa ou conjunto de programas de uma rede, é o sistema operacional de rede, este conjunto é composto por um conjunto de programas instalados nos servidores e outra parte nas estações de trabalho.

14 Equipamento para redes e suas aplicações 14.1 Repetidores
São dispositivos que servem para aumentar a distância atingida entre dois pontos, mantendo a integridade da informação que passa por eles. Esses dispositivos são também denominados repetidores regenerativos e oferecem a capacidade de aumentar as distâncias dos segmentos de redes locais existentes. Não sendo dotados de inteligência, são apenas dispositivos que regeneram o sinal, protegendo-os contra atenuações e melhorando sua qualidade.

14.2 Hubs
Os hubs de rede local, também conhecidos como concentradores, são dispositivos que conectam vários segmentos de rede local, estações de trabalho ou servidores ao mesmo meio físico. Dessa forma, um hub pode conectar varias estações de trabalho e um servidor a um único segmento de rede local ou vários segmentos a um segmento único de LAN ou 9

portas de acesso WAN. A figura abaixo ilustra um exemplo de hub:

Figura 03- hub

A aplicação mais simples e comum do hub é a conexão de várias estações de trabalho dotadas de placas de rede compatíveis com o mesmo meio físico do hub. A quantidade de estações de trabalho que podem ser conectadas a um hub depende da sua quantidade de portas. Há no mercado vários tipos de hubs, com um número de portas que varia de 5 a 48 portas. No entanto, não é interessante conectar muitas estações de trabalho a um único hub e esse a um segmento simples, isso pode causar colisões excessivas na rede e prejuízo á transmissão de dados, por que o hub apesar de criar uma topologia física de rede, possui topologia lógica em barramento, o que significa que quando uma estação esta transmitindo para outra, todas as estações estão recebendo o sinal simultaneamente.

14.3 Switches
Devido a complexidade das redes corporativas atuais, sua administração e gerenciamento tornam-se imprescindíveis para manter o domínio sobre as colisões, pois elas significam desperdício de largura de banda. O método para ampliar limites da tecnologia Ethernet foi o desenvolvimento da tecnologia Switching. Um switch transfere pacotes Ethernet no nível da camada 2 do modelo OSI, Transmitindo dados entre segmentos interconectados de rede LAN Ethernet ou Fast Ethernet. A diferença básica entre um hub e um switch e o fato de que um hub se comporta como um repetidor, ou seja, a informação presente em uma porta qualquer desse dispositivo é repetida para todas as demais portas. Já o switch é um hub com endereçamento de portas. Cada porta tem um endereço correspondente único, assim uma informação endereçada a uma porta especifica estará presente apenas nesta porta, deixando as demais livres. A figura abaixo ilustra um exemplo de switch:

Figura 04- switch

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14.3.1 Switch nível 3
Trata-se de equipamentos que operam a exemplo dos roteadores, na camada 3 do modelo OSI, esta classe de switch realiza todas as tarefas de um roteador, podendo ser aplicado em qualquer lugar em uma LAN.

14.3.2 Switch nível 4
Desenvolvido recentemente, o switch nível 4 como o nome sugere, atua sobre as primeiras quatro camadas do modelo OSI, tem como recursos as mesmas propriedades no nível 3, porém agrega a capacidade de reservar largura de banda para o trafego de informações mais importantes

14.4 Roteador
Os roteadores são dispositivos que provêm a interconectividade entre LANs e entre LANs e WANs, suportam vários dispositivos de redes locais e podem empregar uma variedade de protocolos entre redes e esquemas de endereçamento, os roteadores são providos de inteligência para entender uma rede inteira, não apenas os dispositivos conectados em âmbito local e rotear informações baseadas em vários fatores, por meio do melhor caminho. Os roteadores trabalham nas camadas 1, 2 e 3 do modelo OSI.

14.5 Gateway
O gateway pode ser considerado um tipo especial de roteador. Seu principal objetivo á interligar, ou seja, promover a interação entre programas instalados em ambientes (plataformas, arquiteturas) totalmente diferentes, é o gateway que permite por exemplo que um aplicativo instalado no Windows acesse um determinado banco de dados no Novell. Se comparado aos roteadores, a principal diferença do gateway é a capacidade de atuação sobre todas as sete camadas do modelo OSI, enquanto o roteador atua apenas sobre as três primeiras.

15 Cabeamento estruturado 15.1 Sistema de cabeamento estruturado
Está cada vez mais evidente a necessidade de interligação entre as redes de computadores de diversos sistemas de comunicação e automação, tais como as redes de dados, de telefonia, os sistemas de segurança etc. Esta necessidade tem mudado a forma com que os ambientes de trabalho tem sido concebidos e isto tem dado lugar ao que conhecemos de sistema de cabeamento estruturado. Uma rede de comunicações tem como base a interligação de seus pontos formando uma malha física e lógica de comunicação, no entanto quando foram surgindo as redes de comunicações, inclusive com a integração das redes de voz e dados, a forma como as redes eram montadas nas organizações, pelo fato de não existir uma normatização, ocorria de forma incorreta, pois lançavam os cabos a partir dos equipamentos de rede e conectorizavam os pontos a partir da demanda, ou seja as redes eram criadas para atender uma demanda emergente do usuário, sem qualquer planejamento ou projeto, o que tornava o seu desempenho limitado. Outro problema encontrado no quanto a construção das redes de comunicação e que, muitos projetistas de rede dão grande importância a decisões como a marca do sistema operacional de rede que deverá ser usado ou o tipo de hardware de servidor a ser adquirido. No entanto, em muitas estações, a seleção do cabo é a principal etapa do 1

projeto da rede. Decisões finais sobre o software e hardware a serem usados no computador podem esperar, mas o tipo de cabo que a rede deverá ter representa a primeira providência que os arquitetos e a equipe de instalação deverão tomar. Em uma rede utilizando cabeamento estruturado é necessário que a mesma apresente características flexíveis, principalmente no que diz respeito às mudanças diversas que ocorrem freqüentemente com qualquer rede local e também suporte as inovações tecnológicas à que as redes locais estão sujeitas. Entende-se por rede interna estruturada aquela que é projetada de modo a prover uma infra-estrutura que permita evolução e flexibilidade para serviços de telecomunicações, sejam de voz, dados, imagens, sonorização, controle de iluminação, sensores de fumaça, controle de acesso, sistema de segurança, controles ambientais (ar-condicionado e ventilação). Deve-se considerar também a quantidade e complexidade destes sistemas, é imprescindível a implementação de um sistema que satisfaça às necessidades iniciais e futuras em telecomunicações e que garanta a possibilidade de reconfiguração ou mudanças imediatas, sem a necessidade de obras civis adicionais. Podemos dividir estas redes em três grandes grupos que possuem características e comportamentos distintos:
• • •

Rede de comunicação de voz Rede de comunicação de dados Rede Integrada

Como vantagem de um sistema de cabeamento estruturado implementado dentro das especificações e regulamentações temos:
• • • • • •

Otimização da infra-estrutura; Facilidade de expansão e alteração de layout; Facilidade de organização; Baixo custo de manutenção Garantia de performance; Longevidade do sistema; O cabeamento estruturado permite ainda uma série de aplicações tais como;

• • • • •

Aplicações de voz; Aplicações de dados; Video (CATV e CFTV) Sistemas de som Telemetria (Sensores de presença, sensores de fumaça e sensores de segurança)

15.2 Subsistemas de cabeamento estruturado
As normas de regulamentação definem os subsistemas de um projeto de cabeamento estruturado, e estes são divididos da seguinte forma;

15.2.1 Subsistema Área de Trabalho
A área de trabalho se estende do conector que finaliza o cabeamento horizontal até o equipamento da estação de trabalho. Este subsistema é constituído de componentes que realizam a conexão dos dispositivos de telecomunicações utilizados pelos usuários, microcomputadores, telefones, fax etc. Recomenda-se para este subsistema no minimo uma tomada de telecomunicações, e em posições opostas com o proposito de facilitar as alterações de layout dentro da mesma área. 1

Para redes metálicas, os componentes da área de trabalho são as tomadas de telecomunicações e seus respectivos suportes e o cabo de interligação entre a tomada e o equipamento, chamado de Patch Cord.

15.2.2 Subsistema Distribuição Horizontal
É a parte do sistema de cabeamento de telecomunicações que se estende do conector localizado na área de trabalho até a conexão horizontal localizada na sala de telecomunicações, este subsistema interliga o subsistema área de trabalho ao subsistema sala de telecomunicações e é formado pelos seguintes componentes; cabos horizontais, caminhos horizontais (eletrodutos, bandejas, eletrocalhas) e pontos de consolidação. Deve-se atentar para os limites máximos de distâncias para o subsistema de cabeamento horizontal, que deve ser de 90 metros, mesmo quando o meio físico utilizado for fibra óptica.

15.2.3 Subsistema Armário de Telecomunicações
É a parte do sistema de cabeamento de telecomunicações que promove a conexão entre o cabeamento vertical e o cabeamento horizontal em cada pavimento. Faz parte deste subsistema os seguintes elementos; • Elementos ativos, tais como switches e hubs • Distribuidores ópticos • Guia de cabos • Patch Pannels Todos os andares de um edifício deve ter ao menos um armário de telecomunicações, mesmo que não tenhamos nenhum equipamento ou acessório dentro dele. É uma maneira de podermos ter acesso aos cabos para uma eventual manutenção ou mudança de layout. Cada armário de telecomunicações não deve atender áreas superiores a 1.000 metros quadrados de áreas de trabalho somadas.

15.2.4 Subsistema Distribuição Vertical (Backbone)
Este subsistema representa a rede vertical ou grupo alimentador do cabeamento do edificio. É o conjunto de cabos lançados verticalmente e interligando todos os andares do edificio aos pontos de administração. Estes pontos de administração estão localizados nos armarios de telecomunicações e na sala de equipamentos. Podemos definir dois tipos de cabeamento de backbone: o cabeamento backbone INTRA-BUILDING que provê a interligação entre salas de telecomunicações, salas de equipamentos e instalações de entrada e o cabeamento INTER-BUILDING, que provê a interligação entre salas de equipamentos de ambiente tipo campus. 1

15.2.5 Subsistema Sala de Equipamentos
É a parte do sistema de cabeamento de telecomunicações que promove a interface entre os serviços internos e externos do edificio. Fazem parte deste subsistema os seguintes elementos:
• • • •

Todos os elementos ativos principais de rede, tais como switches roteadores; Distribuidor óptico principalmente; Servidores corporativos da rede; Centrais PABX;

Características Técnicas: - Localização próxima ao centro geográfico do prédio e de utilização exclusiva; - Dimensões mínimas: 3,00 m x 4,00 m ou 12 m2; - Livre de infiltração de água; - Ambiente com porta e de acesso restrito; - Temperatura entre 18 e 24° C com umidade relativa entre 30% e 55%; - Uma boa iluminação com sistema elétrico independente; - Piso composto de material anti-estático; - Alimentação elétrica com circuitos dedicados direto do distribuidor principal com instalação de quadro de proteção no local; - Mínimo de 3 tomadas elétricas.

15.2.6 Subsistema Facilidade de Entrada
Facilidade de entrada é a parte do sistema de cabeamento de telecomunicações responsavel por abrigar e prover acesso das mídias externas ao edificio comercial. Fazem parte deste subsistema os seguintes elementos:
• • •

Modems e roteadores; Distribuidor geral do prédio; Conversores de mídia;

Todos os cabos externos que entram em nosso prédio ou cabos internos que saem do nosso prédio, devem passar por este subsistema de facilidade de entrada. Este subsistema oferece uma proteção contra incidentes que podem interferir com o funcionamento do sistema de telecomunicações. Devemos ainda atentar para a seguinte recomendação quanto a cabos externos inflamaveis, pois estes podem adentrar ao prédio em até 15 metros desde que os mesmos estejam dentro de dutos convenientemente aterrados.

15.2.7 Subsistema Administração
A administração de um sistema de cabeamento baseia-se em três premissas basicas: identificação, links e registros. O subsistema administração não é especificamente uma área física, porém ele é aplicado a todos os outros subsistemas normatizados. Na área de trabalho devemos identificar desde a área de trabalho, cada ponto, os cabos que interligam estes pontos e os caminhos. Insto é valido para a identificação no ármario de telecomunicações, que deverá receber os cabos vindos da área de trabalho com identificação identico a estes e os patch panel que recebem as conexões vindas da área de trabalho, tambem com a mesma identificação de pontos. 1

A norma não faz menção apenas a nescessidade de se identificar os patch cords. Isto não siginifica que não pode ser identificado, ficando a criterio do cliente identificar ou não. Além das identificações propriamente ditas a norma EIA/TIA 606 também propõe a utilização de cores para designinar qual serviço esta disponivel na tomada de telecomunicações. Trata-se de uma identificação visual e imediata. Veja a tabela abaixo: COR AZUL BRANCO CINZA MARROM LARANJA VERDE VERMELHO VIOLETA AMARELO TIPO DE TERMINAÇÃO Cabeamento horizontal Backbone primeiro nível Backbone segundo nível Backbone Interbuilding Ponto de demarcação Conexões de rede Sistema de telefonia Equipamento comum Alarmes, segurança

16 Mídias de transmissão:
Três tipos de mídias de transmissão são comumente usadas nos sistemas de cabeamento estruturado; • • • Cabo coaxial; Cabo de pares trançado; Cabo óptico;

16.1 Cabo coaxial
É um tipo de cabo condutor usado para transmitir sinais e são bem mais protegidos contra interferências magnéticas. A principal razão da sua utilização deve-se ao fato de poder reduzir os efeitos e sinais externos sobre os sinais a transmitir. O cabo coaxial é constituído por um fio de cobre condutor revestido por um material isolante e rodeado duma blindagem. Este meio permite transmissões até freqüências muito elevadas e isto para longas distâncias. Os cabos coaxiais geralmente são usados em múltiplas aplicações desde áudio ate ás linhas de transmissão de alta freqüência. A velocidade de transmissão é bastante elevada devido à tolerância aos ruídos graças à malha de proteção desses cabos. Os cabos coaxiais são usados em diferentes aplicações: Ligações áudio Ligações rede de computadores Normalmente utilizado em instalações que envolvem prédios nos quais a rede se estende na vertical. Usado em sistemas de distribuição de TV e TV à cabo. Vantagens: O Cabo Coaxial possui vantagens em relação aos outros condutores utilizados 1

tradicionalmente em linhas de transmissão por causa de sua blindagem adicional, que o protege contra o fenômeno da indução, causado por interferências elétricas ou magnéticas externas (imune a ruídos). Desvantagens: Mais caro que o par trançado. Figuras: Cabo e conector coaxial.

Figura 04- cabo coaxial

Figura 05- conector BNC

Figura 06- placa BNC

16.2 Cabo Par trançado
O par trançado é o meio de transmissão mais antigo e ainda mais usado para aplicações de comunicações. O cabeamento por par trançado (Twisted pair) é um tipo de fiação na qual dois condutores são enrolados ao redor dos outros para cancelar interferências magnéticas de fontes externas e interferências mútuas (crosstalk) entre cabos vizinhos. A taxa de giro (normalmente definida em termos de giros por metro) é parte da especificação de certo tipo de cabo. Quanto maior o número de giros, mais o ruído é cancelado. Quando se trata de um número muito grande de pontos a velocidade decresce muito. Todo o meio físico de transmissão sofre influências do meio externo acarretando em perdas de desempenho nas taxas de transmissão. Essas perdas podem ser atenuadas 1

limitando a distância entre os pontos a serem ligados. A vantagem principal na utilização do par de fios é seu baixo custo de instalação e manutenção, considerando o grande número de bases instaladas. Existem várias categorias de cabo par trançado, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio e sua capacidade de transmissão; Categoria 5: usado muito em redes ethernet. Pode ser usado para freqüências até 100MHz com uma taxa de 100Mbps. Categoria 5e: é uma melhoria da categoria 5. Pode ser usado para freqüências até 125MHz e transmite a uma velocidade de até 1Gbps. Categoria do cabo 6: pode ser usado em freqüências de até 250 MHz. Categoria 6A: Utilizado para freqüências de até 500 MHz, e transmite dados na ordem dos 10 Gbps Categoria 7: especificado para utilização até 600 MHz Categoria 7A: em aprovação, transmite na ordem de 1GHz. Existem três tipos de cabos par trançado: Par trançado sem blindagem (UTP-Unshielded Twisted Pair) Par trançado blindado (STP-Shielded Twisted Pair). Par trançado blindado (FTP).

16.2.1 Par trançado sem blindagem (UTP)
É composto por pares de fios sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. Não havendo blindagem física interna.

Figura 07 Dielétrico (ou isolante): material que não conduz corrente elétrica mobilidade baixíssima dos portadores de carga. Uma grande vantagem é a flexibilidade e espessura dos cabos. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. Isso aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil.

16.2.2 Par trançado blindado (STP)
Possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado que compõe o cabo, cujo objetivo é reduzir a diafonia. Um cabo STP geralmente possui 2 pares trançados blindados.

1

Figura 08

Vantagens: Alta taxa de sinalização Pouca distorção do sinal Desvantagens: A blindagem causa uma perda de sinal que torna necessário um espaçamento maior entre os pares de fio e a blindagem, o que causa um maior volume de blindagem e isolamento, aumentando consideravelmente o tamanho, o peso e o custo do cabo.

16.2.3 Par trançado blindado (FTP):
Cabo blindado bem mais resistente que o STP, usado em redes industriais.

Figura 09

16.3 Fibras ópticas
Desde o seu desenvolvimento as fibras ópticas representaram uma revolução na forma de transmitir informações. Atualmente estão envolvidas em diversos sistemas de comunicação de grande importância e uso. Em todo o mundo, os cabos de fibras ópticas vêm sendo utilizados para transmitir voz, televisão e sinais de dados por ondas de luz, por meio de fios finos e flexíveis constituídos de vidro e plástico. As vantagens em sua utilização, quando comparadas com os cabos metálicos, são fantásticas. Como resultado disso, têm sido investidas grandes somas de dinheiro para que os sistemas ópticos sejam colocados em operação. As fibras ópticas não são mais uma curiosidade de laboratórios de pesquisas, elas são agora uma importante tecnologia provada e aprovada, uma realidade reconhecida. As fibras ópticas representam nova era na tecnologia de comunicações. São também, uma mudança radical quando comparadas aos sistemas eletrônicos de comunicação. Agora não são mais elétrons movendo-se por fios metálicos para carregar os sinais de informações, e sim ondas de luz guiadas por fibras de vidro com o mesmo propósito, com uma largura de banda ou capacidade de informações milhares de vezes maior que circuitos metálicos. Contando com a vantagem das fibras ópticas, alguns projetistas acreditam que qualquer novo sistema de comunicação que não as utilizar, ou pelo menos considerar seu uso estará obsoleto antes mesmo de ser implantado. 1

16.3.1 Estrutura da fibra óptica
As fibras ópticas são constituídas basicamente de materiais dielétricos (isolantes) que, como já dissemos, permitem total imunidade a interferências eletromagnética; uma região cilíndrica composta de uma região central, denominada núcleo, por onde passa a luz; e uma região periférica denominada casca que envolve o núcleo. A fibra óptica é composta por um núcleo envolto por uma casca, ambos de vidro sólido com altos índices de pureza, porém com índices de refração diferentes. O índice de refração do núcleo (n1) é sempre maior que o índice de refração da casca (n2). Se o ângulo de incidência da luz em uma das extremidades da fibra for menor que um dado ângulo, chamado de ângulo crítico ocorrerá à reflexão total da luz no interior da fibra.

Figura 10- ilustração de uma fibra óptica

16.3.2 Tipos de fibra Óptica
Existem duas categorias de fibras ópticas: Multimodais e Mono modais. Essas categorias definem a forma como a luz se propaga no interior do núcleo.

16.3.3 Fibras Multímodo (MMF Multimode Fíber)
As fibras multímodo (MMF Multimode Fíber) foram as primeiras a serem comercializadas. Porque possuem o diâmetro do núcleo maior do que as fibras mono modais, de modo que a luz tenha vários modos de propagação, ou seja, a luz percorre o interior da fibra óptica por diversos caminhos. E também porque os conectores e transmissores ópticos utilizados com elas são mais baratos. As setas verde, azul e vermelha representam os três modos possíveis de propagação (neste exemplo), sendo que as setas verde e azul estão representando a propagação por reflexão. As dimensões são 62,5 ηm para o núcleo e 125 ηm para a casca. Dependendo da variação de índice de refração entre o núcleo e a casca, as fibras multimodais podem ser classificadas em: Índice Gradual e Índice Degrau.

1

Figura 11- Propagação da luz multimodal

16.3.4 Fibras Monomodo (SMF Single Mode Fiber)
As fibras monomodais são adequadas para aplicações que envolvam grandes distâncias, embora requeiram conectores de maior precisão e dispositivos de alto custo. Nas fibras mono modais, a luz possui apenas um modo de propagação, ou seja, a luz percorre interior do núcleo por apenas um caminho. As dimensões do núcleo variam entre 8 ηm a 10 ηm, e a casca em torno de 125 ηm. As fibras mono modais também se diferenciam pela variação do índice de refração do núcleo em relação à casca; classificam-se em Índice Degrau Standards, Dispersão Deslocada (Dispersion Shifed) ou Non-Zero Dispersion.

Figura 12-Propagação da luz em mono modal

As características destas fibras são muito superiores às multímodos, banda passante mais larga, o que aumenta a capacidade de transmissão. Apresenta perdas mais baixas, aumentando, com isto, a distância entre as transmissões sem o uso de repetidores de sinal. Os enlaces com fibras monomodo, geralmente, ultrapassam 50 km entre os repetidores. As fibras monomodo do tipo dispersão deslocada (dispersion shifted) têm concepção mais moderna que as anteriores e apresentam características com muitas vantagens, como baixíssimas perdas e largura de banda bastante larga. Entretanto, apresentam desvs * Evite lances com mais de duas curvas de 90º. * Os dutos deverão ser desenhados para acomodação de todos os tipos de cabos de telecomunicações. * Os dutos deverão ser dimensionados considerando que cada estação de trabalho é servida por até três equipamentos, portanto deverão ter capacidade para acomodação de três cabos, e é recomendável que o duto seja de no mínimo 1”. * O raio de uma curva deve ser no mínimo 6 vezes o diâmetro do duto. * Utilizar dutos particionados, caso a eletricidade seja um dos serviços compartilhados. Vantagens das fibras ópticas • Total imunidade a interferências eletromagnéticas

Os materiais que compõem as fibras ópticas possuem características dielétricas, o que faz com que sejam imunes a qualquer interferência eletromagnética, logo por mais ruidoso que seja o ambiente em que esteja instalada, o trafego de sinais será garantido. 2

Dimensões reduzidas

As fibras ópticas apresentam dimensões bastante reduzidas e, mesmo com todo os revestimentos necessários para a sua proteção, os cabos possuem dimensões bastante reduzidas, tanto em diâmetro como em peso. Para que possamos ter uma idéia, um cabo óptico pode ser 20 vezes menor que um cabo metálico com a mesma capacidade de transmissão. • • Segurança no trafego de informações Maiores distâncias de transmissão

As perdas na comunicação com as fibras ópticas são muito pequenas, e isso tem proporcionado lances com grande comprimento sem necessidade de repetidores. Dependendo do tipo e qualidade das fibras ópticas os lances podem alcançar distâncias de até 250 Km. • Maior capacidade de transmissão

A capacidade de transmissão está relacionada com a freqüência das portadoras que no caso das fibras ópticas podem chegar a centenas de T Hz. O surgimento das fibras ópticas proporcionou aumento espantoso de banda passante, e as aplicações que eram inconcebíveis antigamente tornaram-se possíveis.

17 Fontes de luz
Muitos dispositivos de conversão eletroóptico estão disponíveis no mercado para sistemas de comunicações por fibra óptica. No entanto até o presente momento apenas dois destes dispositivos são realmente aplicados para transmissão por fibras ópticas: o LED e o ILD. Os diodos ILD são similares aqueles utilizados em leitores de CD players e leitoras de código de barras, com exceção de que o espectro de transmissão é mais estreito e operam em infravermelho. Os LEDs são normalmente utilizados em sistemas menores e mais simples, como comunicação óptica em redes locais, os ILDs são utilizados em sistemas mais complexos, rápidos e de maior alcance.

18 Interferências Eletromagnéticas (EMI)
Quando um cabo é submetido a um campo eletromagnético, correntes e tensões são induzidas em seus condutores e podem causar falhas na transmissão dos sinais que se propagam por eles, estas perturbações podem ter potência suficiente para degradar totalmente a qualidade do sinal transmitido. Entre as perturbações que o meio físico pode sofrer podemos destacar;

18.1 Ruído
Os ruídos são perturbações elétricas que ocorrem ao longo da transmissão. Temos dois tipos de ruídos a considerar: ruído térmico e ruído impulsivo. O primeiro é devido ao movimento dos elétrons e esta sempre presente nos meios de comunicação, sendo proporcional a temperatura e a banda passante. O segundo representa as perturbações esporádicas que ocorrem num canal de comunicações. São repentinas e podem ter causas diversas, como descargas atmosféricas, explosões solares, ignições de automóveis, linhas de transmissão elétrica, proximidade a motores elétricos etc. 2

18.2 Diafonia
Ocorre quando dois ou mais sinais distintos, em meios de transmissão próximos, começam a interferir entre si. Isso pode ocorrer entre sinais multiplexados em freqüências que possuem uma banda de guarda insuficiente, ou quando dois ou mais sinais são carregados em fios muito próximos dentro de um cabo. Em outras palavras a diafonia é a interferência de um par em outro em um cabo de pares trançados.

18.3 Eco
É a reflexão de parte do sinal transmitido devido às variações de impedância das linhas de transmissão. Para evita-los, utilizamos dispositivos chamados de supressores de eco. Porém quando realizamos transmissões digitais, estes dispositivos devem ser desligados, pois provocam retardo nos sinais que distorcem os mesmos.

18.4 Atenuação
A potência do sinal cai com a distância, em qualquer meio físico. A atenuação se dá devido a perdas de energia por calor e por radiação. Em ambos os casos quanto maiores as freqüências transmitidas, maiores as perdas. A distorção por atenuação é facilmente contornado em transmissão digital através de colocação de repetidores que podem regenerar totalmente o sinal original.

19 Redução dos efeitos das interferências eletromagnéticas
A redução dos efeitos das interferências eletromagnéticas em sistemas de cabeamento pode ser obtida pela aplicação de uma ou mais das seguintes técnicas:
• • • •

Balanceamento Filtragem Blindagem Aterramento

A técnica de balanceamento (que se obtém quando os condutores são trançados em pares) pode ser também usada para melhorar a resposta do cabo do ponto de vista de EMI. Assim para suprir ou reduzir os efeitos das interferências eletromagnéticas na transmissão de dados e voz, os cabos de pares são trançados e/ou envolvidos em uma blindagem. A filtragem obtém-se com uso de filtros adequados para eliminar interferências dentro de uma faixa especifica de freqüências. Esta técnica é bastante eficiente, porém usada em circuito eletrônico no hardware dos equipamentos ativos, não sendo adequados para o uso em cabos. O aterramento é uma técnica de fundamental importância que, com a blindagem e o balanceamento, reduz os efeitos das interferências eletromagnéticas em canais de transmissão de sinais. A blindagem eletromagnética é uma técnica empregada para reduzir ou prevenir o acoplamento de sinais indesejados em um dado sistema para que ele opere de forma adequada em seu ambiente do ponto de vista de interferência eletromagnética.

20 Normatização
A normatização surgiu como uma tentativa de livrar os usuários das redes 2

proprietárias e que cada um pudesse escolher o equipamento e o software mais adequado. O principal objetivo da normatização foi de termos uma arquitetura aberta e que tivesse ima excelente relação custo/beneficio. Uma rede instalada sobre estas normas deveria suportar as exigências de trafego por 10 anos, sem a necessidade de se refazer o cabeamento, para isto foram padronizados tipos de cabos, conectores, acessórios, equipamentos, distância, infra-estrutura, administração, testes, certificação, projetos etc. podemos citar os seguintes objetivos da normatização; * Interoperabilidade entre os diversos fabricantes * Compatibilidade, arquitetura aberta * Exigência de performance e desempenho de sistemas de cabeamento estruturado Apesar das normas americanas serem as mais utilizadas no Brasil, a norma ISO/IEC 11801 é a norma geral de cabeamento em edifícios comerciais no mundo. Recentemente foi publicada a norma Brasileira NBR 14565 versão 2006, que foi elaborada baseada na norma ISO. I

20.1 ISO 11801
A norma ISO/IEC, apresenta um padrão de cabeamento denominado “cabeamento genérico”. Este padrão aborda os mesmos tópicos do padrão EIA/TIA 568, incluindo um sistema de avaliação de categorias para os componentes metálicos. Por exemplo, na segunda edição do padrão ISSO/IEC 11801, o cabeamento categoria 6 é referido como “class E Cabling”, sendo que as especificações são as mesmas contidas no documento ANSI/TIA 568.

20.2 EIA/TIA 568 B
A norma original chamava-se ANSI/TIA/EIA 568. Atualmente chama-se ANSI/TIA/EIA 568 B devido a já ter sofrido duas revisões. A primeira em 1995, onde passou a chamar-se ANSI/TIA/EIA 568 A e a segunda em 2001, onde passou a ter o nome atual. É a norma que especifica um sistema de cabeamento de telecomunicações genérico para edifícios comerciais que deve suportar produtos diversos de diversos fornecedores. Também fornece informações que podem ser usadas para projeto de produtos de telecomunicações para instalações. O propósito desta norma é fornecer um padrão para o projeto e instalação de sistemas de cabeamento de telecomunicações que ofereça uma ótima relação custo/beneficio, seja na construção do empreendimento como nas mudanças que este receberá com o passar do tempo. A norma especifica os requisitos mínimos para um cabeamento de telecomunicações dentro de um edifício e também entre edifícios em um campus, e este cabeamento deve suportar um grande número de aplicações, tais como voz, dados, texto, vídeo, imagem, etc. Em locais com uma extensão desde 3.000 metros até 1.000.000 de metros quadrados de área, com uma população de até 50.000 usuários.

20.3 EIA/TIA 569 A
Também inicialmente conhecida como EIA/TIA 569, passou por uma revisão e passou a adotar o nome atual em 1998. Esta norma reconhece três conceitos fundamentais relacionado a edifícios e a telecomunicações. * Edifícios são dinâmicos, durante a vida dos edifícios, as mudanças de layout são regras e não exceções. 2

* Os sistemas de telecomunicações dos edifícios são dinâmicos, durante a vida dos edifícios, tanto os equipamentos como as mídias mudam drasticamente. * Telecomunicações são mais do que simplesmente voz e dados, existem sistemas de controle ambiental, alarmes, áudio, segurança etc. Que devem fazer parte do sistema de telecomunicações. O propósito desta norma é o de especificar práticas de projetos e construção de infraestrutura dentro e entre edifícios para o encaminhamento do cabeamento e para a criação de espaços que acomodem os acessórios de telecomunicações.

20.4 EIA/TIA 606
A administração do sistema de cabeamento de telecomunicações é fundamental para que possamos ter facilidades com as manutenções, as manobras e as mudanças de layout que o edifício e o próprio sistema de telecomunicações sofrerão. Esta norma é baseada em três fundamentos: * Identificação * Links * Registros Na área de trabalho devemos identificar cada ponto, os cabos que interligam estes pontos e os caminhos. Isto é valido para a identificação no armário de telecomunicações, que deverá receber os cabos vindos da área de trabalho com identificação idêntico a estes e os patch panel que recebem as conexões vindas da área de trabalho, também com a mesma identificação dos pontos. É importante que o código de identificação tenha informações significativas para a localização de posição, como andar, rack, sala técnica, etc. Todos os elementos do sistema de telecomunicações devem ser identificados. Os cabos, as terminações, os eletrodutos, as eletrocalhas, as caixas de passagem, os racks, os painéis de manobra etc. O único elemento do sistema de cabeamento de telecomunicações que não necessita obrigatoriamente ser identificado, são os cordões de manobra, por serem elementos moveis por excelência, porém isto não significa que não pode ser identificado, ficando a critério do cliente identificar ou não. Devem ser registradas estas identificações e estes Links, com o propósito de ter estes registros em mãos sempre que se fizer necessário promover uma mudança no ambiente ou fazer uma manutenção no sistema, assim poderemos seguir todo o cabeamento de telecomunicações, mesmo que não tenhamos participado de sua implementação. Além das identificações propriamente ditas a norma EIA/TIA 606 também propõe a utilização de cores para designar qual serviço está disponível na tomada de telecomunicações naquele momento. Trata-se de uma identificação visual e imediata, muito útil quando trabalhamos com redes multimídia. A tabela abaixo relaciona estes códigos de cores;

20.5 EIA/TIA 607
Apesar de não estarmos lidando com equipamentos ativos, uma norma de aterramento se faz necessária, pois diversas vezes estamos criando um caminho para a corrente elétrica se propagar entre um ativo e outro, quando instalamos cabos metálicos entre eles. Caso o aterramento não esteja corretamente instalado, poderemos ter correntes indesejadas circulando por estes cabos e por vezes a queima destes equipamentos, e em casos mais graves até danos físicos ao usuário. A norma EIA?TIA 607 define um padrão para o projeto de aterramento dentro e entre 2

os edifícios, estipulando como regra básica a necessidade de se ter um único potencial de terra para todos os aterramentos existentes, isto é, termos diversos aterramentos existentes no edifício interligados para evitar a diferença de potencial entre eles. Sabemos que só há condução de corrente elétrica dos potenciais altos para os potenciais baixos, portanto quando não existe diferença de potencial, não há corrente elétrica. A norma define os elementos componentes do sistema de aterramento e como devem ser instalados nos diversos ambientes que compõem o sistema de cabeamento de telecomunicações.

20.6 NBR 14565
A norma NBR 14565 foi baseada na norma ISSO/IEC 11801. Esta norma define dez elementos funcionais conforme relacionado abaixo: * Distribuidor de campus; * Backbone de campus; * Distribuidor de edifício; * Backbone de edifício; * Distribuidor de piso; * Cabeamento horizontal; * Ponto de consolidação; * Cabo de PC; * Tomada de telecomunicações multiusuário; * Tomada de telecomunicações

21 Componentes do sistema de cabeamento estruturado metálico
Os componentes metálicos estão presentes no sub-sistema cabeamento horizontal e no sub-sistema cabeamento backbone. Seus componentes principais são os cabos metálicos, os conectores RJ-45 macho/fêmea, os patch pannels e os patch cords, conforme serão descritos a seguir;

21.1 Cabo metálico
Conforme especificado anteriormente, são os cabos de pares trançados e podem ser UTP, STP e FTP quanto ao seu tipo de blindagem, e também estão divididos em categorias de acordo com sua formação e capacidade de transferência.

21.2 Conector RJ-45 macho
O conector RJ-45 macho é composto de policarbonato e contatos em estanho, níquel e ouro. No mercado são comercializados dois tipos de conectores para aplicações diferentes, conforme abaixo: * Conectores para fios flexíveis (multifilar)- utilizados para cabos de manobra; * Conectores para fios rígido (unifilar)- utilizados para conexões fixas em pontos de consolidação ou em espelhamento de portas de equipamentos ativos.

2

figura 13

Vantagens: simplicidade baixo custo do cabo e dos conectores facilidade de manutenção e de detecção de falhas fácil expansão Desvantagens: Susceptibilidade à interferência e ao ruído.

21.3 Conector RJ-45 fêmea
Os conectores RJ-45 fêmea possuem uma carcaça de poliolefina e contatos em estanho, níquel e banho de ouro. Estes conectores são do tipo IDC, que significa a forma como é feita a conectorização. Segundo a norma, esses conectores devem permitir 200 inserções pela parte traseira, o que significa seu ré-uso e 750 inserções na parte frontal, quando utilizado na conexão com cordão de manobra.

Figura 14

21.4 Cabo de Manobra (patch cord)
Também conhecido como patch cord, consiste de um cordão de cabo UTP categoria 5e ( enhanced ) composto de fios ultra-flexíveis (fios retorcidos) com plugs RJ45 nas extremidades. Sua função é interligar dois painéis de conexão ou um painel e um equipamento facilitando as manobras de manutenção ou de alterações de configuração. Seu tamanho varia de 2 a 5 metros para a área de trabalho e de 1 a 2 metros para os armários de telecomunicações. Segundo a norma, tais cordões devem ser confeccionado em fabrica, evitando que sejam confeccionados na obra, sem controle de qualidade.

2

Figura 15

21.5 Painel de Conexão (patch panel)
Patch Pannels são painéis de conexão utilizados para a manobra de interligação entre os pontos da rede e os equipamentos concentradores da rede. É constituído de um painel frontal, onde estão localizados os conectores RJ-45 fêmea e de uma parte traseira onde estão localizados os conectores que interligarão os cabos de par trançado que chegam dos pontos da rede. Os cabos denominados patch cables fazem a ligação entre o concentrador e o painel (Patch Pannel). O patch panel é um painel intermediário de distribuição de cabos que fica entre os pontos de conexão de equipamentos e o hub. Esse painel distribuidor concentra os cabos que vêm dos pontos de rede com ou sem equipamentos e do patch-panel saem os cabos para conexão ao switch. Quando colocamos uma nova estação (novo nó de rede) num ponto ainda não utilizado, basta conectarmos essa posição do patch-panel ao switch, sem a necessidade de passar um novo cabo do local da nova estação. Ou seja, os cabos são instalados em todos os pontos que possam ter estações e deixados no patch-panel, e poderão ser ligados ao switch quando necessário. A ligação dos blocos de distribuição citados aos hubs ou switches se dá através de patch cords. A utilização de Patch Pannels confere melhor organização, maior flexibilidade e conseqüentemente, facilita a manutenção. Exemplo de patch panel;

Figura 16

21.6 Blocos 110 e 610
Os blocos 110 e 610 são bastante utilizados na área de telefonia devido a sua alta concentração de pontos em menor espaço comparado ao patch panel. Estes blocos podem receber 50 a 400 pares de uma só vez. São muito utilizados para fazer espelhamento de posições de ramais no andar, através da conexão do cabo UTP de 25 pares.

2

Figura 17

22 Componentes do sistema de cabeamento estruturado óptico
A norma EIA/TIA 568 B3 descreve todos os componentes ópticos, presentes no sistema ópticos, que são eles: • • • • Cabos ópticos Hardware de conexão – distribuidores ópticos Conectores Patch cords ópticos

Segundo a norma o cabeamento óptico é passives de ser utilizado tanto no sub-sistema cabeamento horizontal como no sub-sistema cabeamento backbone.

22.1 Fibras ópticas
Conforme citado anteriormente, existem dois tipos monomodo e multímodo, sendo que a primeira tem maior capacidade de transmissão em ralação a segunda e o que as diferencia é o tamanho de seu núcleo.

22.2 Conectores ópticos
Existem diversos tipos de conectores ópticos disponíveis no mercado. No entanto, a norma reconhece apenas os conectores SC e SFF, a norma ainda estabelece um padrão de cor para os conectores, onde : multímodo bege e monomodo azul. Abaixo os exemplos de conector SC e SFF:

figura 19 Figura 18

22.3 Distribuidores ópticos (DIO)
Os distribuidores ópticos devem ser projetados para possibilitar a acomodação, 2

flexibilidade, gerenciamento e proteção as emendas ópticas, podem ser do tipo para serem acomodados em racks ou paredes.

Figura 20

22.4 Cordões ópticos
Os cordões ópticos são confeccionados somente em fabrica e podem ser de diversos tipos conforme o conector da ponta, podendo receber conectores iguais ou diferentes conhecidos como conectores híbridos. A metragem máxima dos cordões ópticos, segundo a norma de cabeamento estruturado, é de 5 metros.

Figura 21

23 Elementos para prover a infra-estrutura para o percurso horizontal
São utilizados para prover a infra-estrutura para instalação de meios de transmissão a partir da sala de telecomunicações até a tomada de telecomunicações da área de trabalho. A infra-estrutura pode ser composta de diversos componentes, incluindo esteiras suspensas, eletrodutos, malha de distribuição de piso, malha de distribuição de teto, pisos falsos e canaletas aparentes.

24 Cuidados nos lançamentos dos cabos
* O comprimento máximo do duto entre curvas ou caixas de passagem é de trinta metro altas. * Mantenha cada cabo de cobre o mais longe possível de fontes elétricas de ruídos, inclusive luzes fluorescentes, motores, relés de elevador, transmissores de rádio, transmissores de microondas para alarmes anti-roubo e qualquer outra coisa que consuma energia. * Utilize um percurso o mais reto possível ao instalar os cabos. * Em caso de teto falso, utilize prendedores de cabo (ganchos, presilhas) para impedir seu contato direto com teto. * Não instale fios UTP dentro do mesmo trecho de cabo de fios de telefone (voz). O sistema de voz causará interferência e diafonia, que adulteram o sistema de dados. * Da mesma forma, mantenha os fios que transportam dados e os que transportam vozes em diferentes blocos perfurados. 2

* Retire o mínimo possível da cobertura externa do cabo. Se você retirar a cobertura externa principalmente nas partes em que os fios entram em conduítes, os condutores poderão ficar próximos demais uns dos outros, gerando diafonia. * Preliminarmente à passagem dos cabos, deve ser feita uma numeração provisória com fita adesiva nas duas extremidades para identificação durante a montagem. * Durante o lançamento do cabo não deverá ser aplicada força de tração excessiva. Para um cabo UTP categoria 5e, o máximo esforço admissível deverá ser o que equivale ao peso de uma massa de 10 Kg. Um esforço excessivo poderá prejudicar o desempenho do cabo.

Figura 21

* O raio de curvatura admissível de um cabo UTP categoria 5e deverá ser de, no mínimo, quatro vezes o seu diâmetro externo ou 30 mm

Incorreto
Figura 22

Incorreto

correto

- Os cabos não devem ser apertados. No caso de utilização de cintas plásticas ou barbantes parafinados para o enfaixamento dos cabos, não deve haver compressão excessiva que deforme a capa externa ou tranças internas. Pregos ou grampos não devem ser utilizados para fixação. A melhor alternativa para a montagem e acabamento do conjunto é a utilização de faixas ou fitas com velcro.

Incorreto

Incorreto

Correto 3

Figura 23

- Caso encontre alguma empresa que não disponha de paredes ou tetos com facilidade para instalação de conduítes ou teto falso, pode-se utilizar “Canais de superfície” que abrigam os cabos em dutos externos de metal.

25 Alicate de crimpagem

Figura 25 – alicate de crimpagem

O alicate de crimpagem é usado para prender as pontas do cabo UTP aos conectores RJ-45. Estes, por sua vez, são conectados à placa de rede do computador ou ao hub. Quando queremos montar um cabo para interligar dois computadores, não precisamos utilizar dispositivos como hubs, já que pode-se ligar uma máquina à outra diretamente. Neste caso, o cabo do tipo "crossover" (cruzado ou invertido) deve ser utilizado. Por outro lado, quando três ou mais computadores devem ser interligados, um equipamento como o hub se mostra ideal. Neste caso, é necessário criar um cabo para cada computador e conectá-los ao hub. No entanto, o cabo tipo crossover não serve a esse propósito, devendo ser utilizado o cabo do tipo "direto", também conhecido como "patch cable". Em resumo, para ligar computador a computador, usa-se cabo crossover. Para ligar computador a hub, usa-se cabo direto. A diferença entre eles é que o cabo crossover tem a disposição de seus fios de maneira diferente em uma ponta em relação à outra, enquanto que o cabo direto tem a disposição dos fios iguais em cada extremidade. OBS.: o cabo crossover também deve ser usado quando é necessário conectar um hub a outro.

26 Cuidados necessários ao conectorizar um cabo:
- É importante encaixar o conector RJ-45, tomando-se o cuidado de fazer com que cada fio entre no orifício correspondente. Para isso, segure o conector firmemente em uma mão e a ponta do cabo na outra. Insira os fios vagarosamente, certificando-se de que nenhum ficou pelo caminho. Se ao atingir o final do conector você notar que algum fio tem alguma diferença de tamanho ou está mais atrás em relação aos outros, refaça o procedimento. Os fios devem ter o mesmo tamanho e todos devem chegar ao final dos orifícios do conector. - É muito importante que o revestimento do cabo também entre no conector. Do contrário, será mais fácil ocorrer o rompimento dos fios. Não exagerar na força ao crimpar o conector. - Se você notar algum problema após crimpar o cabo, não será possível tirar o conector. A saída é cortar o cabo nesse ponto e repetir todos os passos. Abaixo a seqüência de pinagem dos cabos em um RJ-45 3

Norma EIA/TIA 568 A

Figura 26 Norma EIA/TIA 568 B

Figura 27

27 Instalação de cabos ópticos
Na instalação de cabos ópticos deve-se tomar cuidados maiores que na instalação de cabos UTP, pois existe um risco muito grande de provocar danos às fibras, pela fragilidade das mesmas. Abaixo, os principais cuidados para executar uma boa instalação e aumentar a vida útil dos cabos ópticos. Antes de qualquer instalação, faz-se necessário analisar a infra-estrutura existente, pois não há possibilidade de realizar uma boa instalação sem que a infra-estrutura seja adequada. Portanto, considerando-se que ela esteja em boas condições, os cuidados na instalação dos cabos ópticos a serem tomados em cada tipo de instalação, seja subterrâneo seja aéreo são:

28 Cuidados com cabos ópticos
Antes de iniciar o lançamento dos cabos ópticos, devemos atentar para os seguintes cuidados: * Os cabos ópticos devem ser tracionados em cabos-guia, camisas de puxamento e destorcedores, evitando-se o tracionamento excessivo. * Em nenhuma hipótese o cabo poderá ser submetido a torções e estrangulamentos, considerando-se sempre que o raio de curvatura mínimo durante a instalação é de 40 vezes o diâmetro do cabo. * Os cabos ópticos não devem ser estrangulados, torcidos, prensados ou pisados, com o risco de provocar alterações em suas características originais. * Não dê solavancos no cabo durante a instalação. * Utilizar caixa de puxamento no máximo a cada 30 metros ou após duas curvas de 90º. * Evite utilizar cabos ópticos de outras instalações. * Não utilizar produtos químicos como vaselina, sabão, detergentes, etc.., para facilitar o lançamento dos cabos ópticos no interior dos eletrodutos, pois esses produtos podem deteriorar a capa de proteção dos cabos, o ideal é que a estrutura esteja dimensionada adequadamente para não haver necessidade de utilizar produtos químicos ou então provocar tracionamento excessivo do cabo. 3

* Evite cabos ópticos lançados perto de fonte de calor pois a temperatura máxima de operação permitida é de 60º. * Evite instalar cabos ópticos na mesma infra-estrutura com cabos de energia, não há risco de interferência eletromagnética, contudo uma eventual manutenção dos cabos elétricos pode trazer danos. * Nos pontos de emendas, deverão ser deixados no mínimo 3 metros de cabo em cada extremidade para haver folga suficiente para as emenda ópticas.

29 Certificação em sistemas de rede
A instalação de uma rede local envolve várias etapas. Contudo, tão importante quanto a instalação de uma rede, são os testes de certificação que demonstram se a rede está ou não disponível para o uso. Essa certificação do cabeamento deve ser realizada antes da rede ser ativada, pois, após a ativação da rede, torna-se muito difícil localizar a causa de um eventual defeito que possa surgir. Além disso, existe o inconveniente de desativar toda a rede, ou pelo menos para uma eventual manutenção. Portanto, uma vez que o cabeamento se encontra certificado, a hipótese da causa de um eventual defeito na rede estar no cabeamento é bastante reduzida. A certificação de uma rede envolve uma serie de testes que avaliam os parâmetros do cabeamento. Na pratica esses parâmetros demonstram a qualidade geral do cabeamento de uma rede local. Para efetuar-se a certificação, no mercado existem equipamentos especializados em certificar e detectar falhas no cabeamento. Esses equipamentos podem testar diversos tipos de cabeamento, oferecendo varias funções para cada um. Um dos recursos interessantes desses equipamentos é armazenar e emitir relatórios de testes e dos parâmetros avaliados.Existem vários tipos de testadores de cabos, cada qual com uma função especifica, Descreveremos a seguir os principais tipos de testadores de cabos encontrados no mercado e sua funções.

29.1 Mapeador de cabos
Efetua o mapeamento da pinagem entre os condutores e indica falhas, como falha de contatos elétricos, pares trocados, etc. 29.2 Testador de cabos É o tipo de equipamento mais utilizado para a execução de testes em redes UTP, pois possui vários recursos e realiza testes exigidos pela TIA/EIA 568. Alem de armazenar os testes na memória e emitir relatórios. Ao testadores de cabo indicam se o cabeamento testado se encontram em condições de ser utilizado. Esses equipamentos são dotados de recursos que proporcionam condições para o equipamento realizar uma analise ao longo de toda a extensão do cabo UTP.

Figura 24- DSP-4000 da Fluke.

30 Certificação em redes ópticas
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Na certificação em redes ópticas devemos ter em mãos uma fonte luminosa sintonizada em 850 ou 1300 nanômetros para as fibras multímodo e em 1310 ou 1550 nanômetros para as fibras monomodo e um aparelho conhecido como Power Meter que também seja capaz de operar nestes comprimentos de ondas de luz. Assim seremos capazes de detectar algum eventual erro na instalação da fibra óptica ou algum dano que possa a vir atrapalhar o desempenho. Abaixo alguns dos motivos nas perdas que ocorrem nas conexões ópticas: * Mau alinhamento das fibras * Perdas nos conectores * Perdas nas emendas * Perdas no cabo óptico * Instalação de baixa qualidade

Referências bibliográficas

[1] STALLINGS, William Business Data comunications- 1990 Second edition Macmilian Publishing Company [2] DERFLER, Frank J. Jr. Guide to Linking LANs First Edition- 1993 Ziff-Davis Press [3] HENTSCHEL, Christian [et all] PC Magazine Guide to Connectivity 3

First edition- 1993 Ziff-Davis Press [4] Redes de computadores Das LANs, MANs e WANs às redes ATM 2º Edição Luiz Fernando Gomes Soares Guido Lemos Sergio Colcher Editora Elsevier [5] ANSI/EIA/TIA 568 B – Comercial Building Telecomunication Cabling Standard [6] EIA/TIA 569 - Comercial Building Standard for Telecomunication Pathways and Spaces

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