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28/05/12

REVISTA EQUIPE DE OBRA

Reparos de estruturas de concreto
Veja como realizar o corte da área com "bicheira", a recuperação da armadura, a limpeza e o preenchimento do local com argamassa ou graute especial
Reportagem: Thays Tateoka

Corrosões e bicheiras em estruturas de concreto são comuns devido a falhas de concretagem, quando a mistura não ficou homogênea, o adensamento deixou arestas ou, ao ser especificado, o traço do concreto não foi respeitado. Com o tempo, surgem fissuras, trincas e lascamentos na estrutura. A armadura, se exposta ao ambiente, poderá apresentar corrosão por causa de agentes presentes no ar. O procedimento de pequenos reparos superficiais, em concreto, de certa forma é simples, mas requer que se delimite uma área de corte, seja feita a limpeza das armaduras e seja aplicada uma argamassa polimérica ou graute compatível com a estrutura. O graute é utilizado, geralmente, para preenchimento de reparos mais profundos e pode ser aplicado em camadas com até 5 cm de espessura, sem adição de brita ou pedrisco. O produto sofre um processo microexpansivo após a aplicação, a fim de se travar nas paredes da área reparada. Já a argamassa polimérica é recomendada para preencher reparos com até 2 cm de espessura, para garantir sua sustentação e aderência à área reparada, antes da pega do material. É necessário também que a área de reparo tenha profundidade uniforme e paredes em ângulos retos (90°), para melhor ancoragem do material e evitar fissuração do graute ou da argamassa. Antes de comprar o graute ou argamassa é necessário, se possível, conhecer todas as características do reparo, tais como: os agentes causadores de corrosão presentes naquele ambiente, a resistência de compressão necessária ao material, o grau de impermeabilidade, o tempo de cura e se o produto será fluido ou moldável. Veremos a seguir todos os cuidados que garantem um bom resultado em pequenos reparos estruturais e a variedade de produtos existentes no mercado.
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Graute ou argamassa? Você poderá optar por qualquer um dos dois em pequenos reparos, ficando atento principalmente à profundidade do local. É possível encontrar no mercado produtos para diferentes situações, e não existe um padrão comparativo devido à falta de classificação e norma regulamentadora. É comum encontrar denominações como: uso geral, de reparo, altas temperaturas, para autonivelamento etc. De maneira geral, os reparos podem ser classificados em "estruturais" e "não estruturais". Os chamados grautes e as argamassas poliméricas oferecem a estabilidade e a capacidade de proteção das armaduras suficientes para reparos não estruturais. Poderá ainda escolher se o produto é fluido - para preenchimento horizontal ou em locais com grande quantidade de obstáculos que dificultem o adensamento - ou moldável - que permitem adensamento perfeito ou aplicação em superfícies verticais , dependendo da dificuldade de acesso ao local a ser aplicado. O importante, no reparo, é preencher totalmente a área. O acabamento com verniz ou hidrofugante é facultativo, pois a maioria dos produtos em oferta no mercado já levam em sua composição componente impermeabilizante. Mas caso opte por um produto sem hidrofugante, a impermeabilização pode ser feita depois que a superfície estiver curada. Passo 1

Marcação da área De lim ite a áre a com um ângulo re to, de pre fe rê ncia re tangular, com um a folga de 10 cm a 15 cm da áre a com biche ira ou com arm adura e x posta.

Passo 2

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Corte C orte a re gião de m arcada com disco de corte apropriado, tom ando o cuidado de e fe tuar o cruzam e nto dos corte s nos cantos do re paro a fim de asse gurar a profundidade . Isso garante m aior facilidade para a lim pe za do local. Durante o corte , tom e cuidado para não rom pe r a arm adura, se houve r.

Passo 3

Remoção do concreto deteriorado C om ponte iro e m arre ta ou rom pe dor e lé trico, apicoar e e lim inar todas as áre as de te rioradas, criando um a supe rfície re gular e lim pa.

Dica

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Para re paros com arm adura, re m ova todo o concre to e m volta da arm adura corroída de ix ando, e m se u contorno, um vão suficie nte que passe a sua m ão. Para continuar o re paro, a de te rioração da arm adura de ve rá e star ape nas supe rficial, pois se a pe rda for m uito grande se rá ne ce ssário consultar um e spe cialista para re alizar a substituição.

Passo 4

Limpeza da área de trabalho A supe rfície do concre to de ve e star ise nta de partículas soltas e da pre se nça de grax a e óle os. A áre a de ve e star rugosa para obte r boa ade rê ncia.

Atenção

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Lim pe a arm adura com lix a ou e scova de aço para e lim inar a fe rruge m . De pois, com um pince l aplique um a cam ada de um produto inibidor de corrosão (prim e r e póx i, rico e m zinco) e vitando m anchar o concre to. Im portante : ante s do próx im o passo é ne ce ssário obe de ce r o te m po de cura do produto e spe cificado pe lo fabricante .

Passo 5

Preparação da mistura e da área Um e de ça a áre a com a brox a e e m se guida pre pare a argam assa ou graute de acordo com a re com e ndação do fabricante .

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Passo 6

Recomposição do concreto Im e diatam e nte após a pre paração da m istura, aplique a argam assa na áre a do re paro m oldando com a colhe r de pe dre iro. Aplique por cam adas: com a argam assa, a e spe ssura é de 2 cm , e no caso do graute é possíve l criar cam adas de até 5 cm . O te m po de cura varia de acordo com o produto argam assa ou graute - de cada fabricante . Em m é dia, cada cam ada de argam assa de m ora se is h

Fonte : TC PO (Tabe las de C om posiçõe s de Pre ços para O rçam e ntos) O rçam e nto não inclui BDI (Be ne fícios e De spe sas Indire tas) C onside radas Le is Sociais:127,95% (AM; BA; C E; DF; MG; PA; PE; PR ; R S; SC ) e 129,34% (R J e SP) Apoio técnico: Sika

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