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Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

Introdução à Engenharia de Reservatórios I
Macaé RJ

Junho de 2011

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Introdução à Engenharia de Reservatórios I

Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

Sumário
Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas Mecanismos de produção Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

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Introdução à Engenharia de Reservatórios I

Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

Engenharia de reservatórios

Engenharia de reservatórios de petróleo

É a aplicação de princípios científicos a problemas que resultam do desenvolvimento e produção de jazidas de hidrocarbonetos, com o objetivo de maximizar a vazão de produção e/ou a recuperação final.

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Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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Objetivos da engenharia de reservatórios
Objetivos Estimativa das reservas de petróleo Desenvolvimento das reservas de petróleo Otimização da produção Conhecimentos necessários Propriedades dos fluidos Propriedades das rochas Fluxo de fluidos nos meios porosos Mecanismos de recuperação

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O petróleo

O petróleo (do latim petra = rocha e oleum = óleo) é uma mistura natural de hidrocarbonetos, que pode encontrar-se nos estados sólido, líquido ou gasoso, dependendo das condições de pressão e temperatura. Os hidrocarbonetos são moléculas formadas por carbono e hidrogênio, entre outros, classificados em series, das quais as mais importantes são: parafinas (alcanos, Cn H2n+2 ) olefinas (alcenos, Cn H2n ) aromáticos

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O petróleo

O petróleo está composto de um número extremamente grande de compostos químicos, principalmente hidrocarbonetos, e separá-los em componentes puros ou misturas de composição conhecida é praticamente impossível. Usualmente, na análise composicional do petróleo, seus componentes são divididos em grupos, de acordo com o numero de átomos de carbono nas suas moléculas. Dificilmente duas amostras de óleo são idênticas. O petróleo é normalmente separado em frações de acordo com a faixa de temperaturas de ebulição dos compostos.

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O petróleo
Frações típicas do petróleo

Fração Gás residual GLP Gasolina Querosene Gasóleo leve Gasóleo pesado Lubrificantes Resíduo

Temperatura de ebulição o C até 40 40 − 175 175 − 235 235 − 305 305 − 400 400 − 510 acima de 510

Composição C1 − C2 C3 − C4 C5 − C10 C11 − C12 C13 − C17 C18 − C25 C26 − C38 C38+

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O petróleo

Óleo: é a parte da mistura líquida de hidrocarbonetos que permanece no estado líquido quando é levada das condições do reservatório (P, T) para as condições de superfície. Gás natural: é o nome dado às misturas de hidrocarbonetos que, quando estão nas condições de superfície, se apresentam na forma gasosa. No reservatório estas misturas podem se apresentar tanto na forma gasosa como dissolvidas na fase líquida.

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Comportamento de fases de uma substância pura
Vaporização a pressão constante

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Comportamento de fases de uma substância pura
Diagrama Pressão - Temperatura T2 = T3 - Temperatura de ebulição / condensação

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Comportamento de fases de uma substância pura
Diagrama Pressão - Volume

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Comportamento de fases de uma substância pura
Superfície Pressão - Volume - Temperatura (Água)

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Comportamento de fases de uma mistura
Vaporização a pressão constante

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Comportamento de fases de uma mistura
Diagrama Pressão - Temperatura Temp. de ebulição T2 < Temp. de condensação T3

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Comportamento de fases de uma mistura
Diagrama Pressão - Volume

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Classificação dos reservatórios de petróleo
Diagrama de fases de uma mistura de hidrocarbonetos

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Reservatórios de óleo saturado e subsaturado

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Reservatórios de óleo saturado e subsaturado
Óleo de baixa contração: Se caracterizam por ter linhas de qualidade constante pouco espaçadas na proximidade da curva dos pontos de orvalho. Estão compostos, maiormente, por hidrocarbonetos pesados. Apresentam alta fração de líquido no separador. Em geral são de cor preta ou marrom escuro.

Óleo de alta contração: Se caracterizam por ter linhas de qualidade constante pouco espaçadas na proximidade da curva dos pontos de bolha. Apresentam alta concentração de hidrocarbonetos leves e voláteis, como metano, etano e propano. A fração de líquido obtido no separados é pequena e sua coloração é esverdeada ou entre marrom claro e laranja.
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Reservatórios de óleo saturado e subsaturado
Óleo de baixa contração

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Reservatórios de óleo saturado e subsaturado
Óleo de alta contração

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Reservatórios de gás seco

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Reservatórios de gás úmido

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Reservatórios de gás retrogrado

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Reservatórios de óleo com capa de gás
Capa de gás retrogrado

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Reservatórios de óleo com capa de gás
Capa de gás seco

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Classificação dos reservatórios de petróleo

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Fluidos do reservatório
As jazidas de petróleo se encontram em áreas nas quais fatores geológicos permitiram a sua formação e confinamento. Devido a que os hidrocarbonetos, na forma de gás livre ou óleo com gás dissolvido, são, em geral, menos densos que a água, migraram para as partes mais elevadas, a partir das rochas geradoras, até encontrar barreiras impermeáveis. Assume-se que no começo, as rochas do reservatório estavam completamente saturadas com água. Conforme os hidrocarbonetos migraram, parte desta água foi deslocada, porém, uma certa quantidade sempre está presente, na forma de água conata, ou então, pelo contato com um aqüífero adjacente.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Sumário
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases ideais
Um gás ideal é um fluido hipotético que obedece às seguintes condições: O volume ocupado pelas moléculas é insignificante quando comparado ao volume total do fluido Não existem forças atrativas ou repulsivas entre as moléculas ou entre as moléculas e o recipiente que as contém As colisões entre moléculas são perfeitamente elásticas Os gases podem ser considerados ideais em condições de baixa pressão e/ou alta temperatura. As condições padrão são representativas da superfície e nestas condições pode se considerar que os gases se comportam como ideais.
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases ideais
Condições padrão (API - American Petroleum Institute): P0 = 14.7 psia = 1.033227 kgf /cm2 T0 = 60 o F = 15.6 o C Condições básicas (ANP - Agência Nacional do Petróleo): P0 = 1.033227 kgf /cm2 T0 = 20 o C

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases ideais - Equação de estado
Equação de estado do gás ideal: PV = nRT P é a pressão absoluta n é o número de moles n= massa m = massa molecular M
kgf m3 cm2 kg−mol K kgf cm2

ou [psia]

V é o volume m3 ou ft3

R é a constante universal dos gases 0.08478 10.73
psia lb−mol R ft3

ou

T é a temperatura absoluta [K] ou [R]
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases ideais - Densidade
A densidade de um gás está dada pela relação entre sua massa especifica e a massa especifica do ar, nas condições padrão. A massa especifica é a relação entre a massa de uma substância e o volume que ela ocupa. m ρ= V MP ρg´ s ideal = a RT ρ d= = ρAR
MP0 RT0 MAR P0 RT0

=

M M ≈ MAR 29

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases ideais
Exemplo Qual é o volume ocupado por um kg de gás metano na pressão atmosférica (1.033227 kgf /cm2 ) a 20 graus Celsius? A massa molecular do metano (CH4 ) é 16.042 kg/kg − mol, assim n= 1 kg = 0.06234 kg − mol. 16.042 kg/kg − mol

Na escala absoluta de temperaturas T = 20 + 273.15 = 293.15 K, então V= nRT 0.06234 × 0.08478 × 293.15 = ≈ 1.5 m3 . P 1.033227
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Equação de estado
Em condições de alta pressão e/ou baixa temperatura o comportamento dos gases apresenta um desvio com relação ao comportamento de gás ideal. Nestas circunstancias, seu comportamento é descrito pela equação de estado de gás real: PV = ZnRT Z é o fator de compressibilidade e representa a relação entre o volume que o gás realmente ocupa e o volume que ocuparia se fosse um gás ideal Vg´ s real a Z= Vg´ s ideal a

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais
O fator de compressibilidade Z pode ser determinado experimentalmente e depende do tipo de gás, assim como da temperatura e da pressão. Embora os valores de Z sejam diferentes para cada gás, é possível construir ábacos universais expressando o fator de compressibilidade como função das propriedades reduzidas, definidas como: P , Pc T . Tc

Pr =

Tr =

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais
Propriedades físicas de gases típicos de reservatórios de petróleo Substância Metano Etano Propano n-Butano i-Butano Nitrogênio Água Formula CH4 C2 H6 C3 H8 C4 H10 C4 H10 N2 H2 O Massa molecular 16.042 30.068 44.094 58.120 58.120 28.016 18.016 Pc
kgf cm2

Tc [K] 190.65 305.42 369.96 425.16 408.13 126.04 647.26

47.324 49.798 43.407 38.718 37.200 34.591 225.404

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais
Exemplo Qual é o volume ocupado por um kg de gás metano a 100 atmosferas e 20 graus Celsius?
A massa molecular do metano (CH4 ) é 16.042 kg/kg − mol, assim d= 16.042 kg/kg − mol = 0.553. 29 kg/kg − mol

As propriedades críticas do metano são Tc = 190.65 K e Pc = 47.324 kgf /cm2 , então Tr = 1.538 e Pr = 2.18. Do gráfico Z ≈ 0.83 e V= ZnRT 0.83 × 0.06234 × 0.08478 × 293.15 = ≈ 0.01245 m3 . P 103.3227
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Misturas
Fração molar é a fração de moles do componente i que fazem parte da mistura ni yi = nTotal Massa molecular aparente M = ∑ yi Mi = y1 M1 + y2 M2 + y3 M3 + · · ·
i

Propriedades pseudocríticas Ppc = ∑ yi Pci = y1 Pc1 + y2 Pc2 + y3 Pc3 + · · ·
i

Tpc = ∑ yi Tci = y1 Tc1 + y2 Tc2 + y3 Tc3 + · · ·
i
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais
Exemplo Calcular a massa molecular aparente e a temperatura pseudocrítica de uma mistura de gases com a seguinte composição:
Componente Metano Etano Propano yi 0.85 0.10 0.05

M = 0.85 × 16.042 + 0.1 × 30.068 + 0.05 × 44.094 = 18.847 Tpc = 0.85 × 190.65 + 0.1 × 305.42 + 0.05 × 369.96 = 211.09 K

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Propriedades pseudocríticas do gás natural
Correlações de Standing (1951) Gás natural seco
2 Ppc [psia] = 677 + 15dg − 37.5dg 2 Tpc [R] = 168 + 325dg − 12.5dg

Gás natural úmido
2 Ppc [psia] = 706 − 51.7dg − 11.1dg 2 Tpc [R] = 187 + 330dg − 71.5dg

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Propriedades pseudocríticas do gás natural

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Fator de compressibilidade do gás natural

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases - Compressibilidade isotérmica
Quando uma substancia é submetida a uma variação de pressão, a temperatura constante, experimenta uma mudança no seu volume. Esta mudança e proporcional ao volume original, a intensidade na mudança da pressão e a uma propriedade que depende do tipo de substancia, ∆V = V × ∆P × c Esta propriedade é chamada compressibilidade isotérmica e está definida como c= 1 ∂V V ∂P

T=constante

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases - Compressibilidade isotérmica
Em geral, os líquidos tem compressibilidade pequena e pode ser assumida como constante. Já no caso dos gases, a compressibilidade é significativa e não é constante, ou seja, depende das condições de pressão e temperatura.
Compressibilidade isotérmica do gás ideal

cg =

1 p

Compressibilidade isotérmica do gás real

cg =

1 1 ∂Z − p Z ∂P

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reias - Compressibilidade pseudo-reduzida

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Fator volume formação - Bg
O fator volume formação de um gás é a relação entre o volume que ocupa nas condições de reservatório e o volume que a mesma massa de gás ocupará nas condições padrão Bg = Para um gás real Bg =
ZnRT P nRT0 P0

Vreservatorio ´ Vpadrao ˜

=

P0 ZT T0 P

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Fator volume formação - Bg
Bg [bbl/SCF] E SCF/ft3

Pressão [psia]
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Viscosidade
A viscosidade de um fluido é uma medida da sua resistência a escoar. Sua unidade de medida é o centipoise (cp). No caso dos gases, esta resistência é pequena e varia com a pressão e a temperatura. Para determinar a viscosidade de um natural se empregam correlações experimentais. Primeiro se obtém a viscosidade, na temperatura do reservatório, a uma atmosfera e depois seu valor é corrigido para a pressão do reservatório. Correlação de Carr, Kobayashi & Burrows (1954) µ (P, T) = µ (P = 1 atm, T) × µ µ1

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Viscosidade a 1 atm

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Gases reais - Razão de viscosidades µ/µ1

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Sumário
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Densidade e Compressibilidade isotérmica - óleo

Densidade 60/60 d60/60 = Densidade API
o API

ρoleo ´ ρagua ´

=

141.5 − 131.5 d60/60

Compressibilidade isotérmica co = 1 ∂ Vo Vo ∂ P

T=constante

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Relação entre os volumes na superfície e no reservatório
Liberação do gás de uma mistura inicialmente líquida

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Relação entre os volumes na superfície e no reservatório
Liberação do gás de uma mistura inicialmente líquida

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Fator volume formação - Bo

O fator volume formação do óleo é a relação entre o volume da fase líquida (óleo com gás dissolvido), nas condições de reservatório, e o volume do que permanece como fase líquida nas condições padrão: Bo = Vo (P, T) Vo (P0 , T0 )

Até atingir a pressão de bolha o fator volume formação do óleo aumenta conforme a pressão diminui, devido à expansão do líquido. Abaixo da pressão de bolha o fator volume formação diminui junto com a pressão devido a permanente liberação do gás dissolvido.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Fator volume formação - Bo
Bo [bbl/STB]

Pressão [psia]
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Razão de solubilidade - Rs

A razão de solubilidade, ou simplesmente solubilidade, é a relação entre o volume do gás dissolvido no óleo, medido nas condições padrão, e o volume do óleo que será obtido da mistura, também nas condições padrão: Rs = Vg´ s dissolvido (P0 , T0 ) a Voleo (P0 , T0 ) ´

A razão de solubilidade é constante acima da pressão de bolha. A partir desta condição, diminui com a pressão devido a que cade vez menos gás dissolvido se encontra pressente na mistura líquida.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Razão de solubilidade - Rs
Rs [SCF/STB]

Pressão [psia]
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Relação entre os volumes na superfície e no reservatório
Liberação do gás de uma mistura inicialmente líquida

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Relação entre os volumes na superfície e no reservatório
Exemplo Calcular o fator volume formação e a razão de solubilidade nos três estágios do processo apresentado na figura.
P = 246 atm, T = 71 o C Bo = 1.30 = 1.3, 1.00 Rs = 16.057 = 16.057 1.00

P = 176 atm, T = 71 o C Bo = 1.33 = 1.33, 1.00 Rs = 16.057 = 16.057 1.00

P = 84 atm, T = 71 o C Bo = 1.20 = 1.2, 1.00 Rs = 9.545 = 9.545 1.00

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Determinação das propriedades do óleo
As propriedades do óleo se determinam experimentalmente através de análises PVT (Pressão-Volume-Temperatura) ou pelo uso de correlações empíricas.

Liberação flash (Pb , co , Bo para P > Pb )

Liberação diferencial (Rs , Bo , Bg )

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Determinação das propriedades do óleo
Correlação Rs - Pb

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Relação entre os volumes na superfície e no reservatório

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Viscosidade do óleo
A viscosidade do óleo pode ser obtida através de correlações empíricas, como função da viscosidade do óleo morto (sem gás), de Rs , P e T.

Em geral, a viscosidade diminui se T aumenta, cresce com P, acima da pressão de bolha, e diminui com a liberação do gás

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Propriedades da água
Fator volume formação Bw = Razão de solubilidade Rsw = Vg´ s a
dissolvido na agua (P0 , ´

Vagua (P, T) ´ Vagua (P0 , T0 ) ´

T0 )

Vagua (P0 , T0 ) ´

A viscosidade, assim como Bw e Rsw , são obtidas de correlações empíricas, como função da salinidade, a temperatura e a pressão.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Sumário
Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas Mecanismos de produção Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

1

2

3

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Porosidade

Porosidade total ou absoluta φ= Porosidade efetiva φe = Volume dos poros interconectados Volume total Volume dos vazios (poros) Volume total

Segundo a origem
Primária: durante a deposição Secundária: após a deposição. Ex: fratura

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Porosidade

Fatores que afetam a porosidade: Distribuição do tamanho dos grãos Forma dos grãos Empacotamento Cimentação Determinação da porosidade: Direta: laboratório (saturação de líquidos ou expansão de gás) Indireta: perfis de poço

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Porosidade

A) Grãos homogêneos, alta porosidade B) Grãos heterogêneos, baixa porosidade C) Grãos homogêneos e porosos D) Grãos homogêneos cimentados E) Rocha dissolvida F) Rocha fraturada
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Porosidade
Arenitos

φ = 0.39
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φ = 0.05
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Compressibilidade efetiva da formação
Embora em menor medida, as rochas também são compressíveis e esta compressibilidade é fundamental no processo de produção. Ao ser retirado fluido do interior da rocha, a pressão cai e os poros têm os seus volumes reduzidos. Este efeito é medido através da compressibilidade efetiva da formação: cf = ou cf = ∆Vporoso Vporoso ∆P 1 ∆φ φ ∆P 1

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Saturação
A saturação é a relação entre o volume de um fluido e o volume poroso

Sfluido =

Volume do fluido Volume dos poros

Ao ser descoberto, um reservatório apresenta uma certa saturação de água, chamada água conata (Swi ). So + Sg + Sw = 1
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Lei de Darcy - Permeabilidade
Experimento de Henry Darcy (1856)

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Lei de Darcy - Permeabilidade
O experimento de Darcy mostrou que q = KA h1 − h2 L

onde q é a vazão, A é a área transversal, h é a altura da coluna nos manômetros, L o comprimento da amostra e K uma propriedade que depende do fluido e do meio. Posteriormente provou-se que q=A k ∆P µ L

sendo k uma propriedade que depende apenas do meio, chamada permeabilidade.
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Lei de Darcy - Permeabilidade

A permeabilidade se mede em Darcys. Uma rocha com k = 1 Darcy, com A = 1 cm2 e L = 1 cm, permite a passagem de 3 q = 1 cm , de um fluido com µ = 1 cp, quando a diferença entre as s pressões dos pontos a e b é de 1 atm.
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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Tensão interfacial
A tensão superficial é um efeito que ocorre na camada superficial de um líquido que leva a sua superfície a se comportar como uma membrana elástica (resistir tensão). É representada por σ e tem unidades de força por comprimento. As moléculas no interior são atraídas em todas as direções pelas moléculas vizinhas e a resultante das forças é praticamente nula. As moléculas da superfície do líquido, entretanto, sofrem atração maior para o interior.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Tensão interfacial - Pressão capilar

A pressão capilar é a diferença de pressão entre os dois lados de uma interface entre dois fluidos imiscíveis. Está relacionada com a tensão interfacial pela equação de Young-Laplace Pc = 2 σ r

onde r é o raio de curvatura da interface.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Molhabilidade - Ângulo de contato
O angulo de contato é o angulo que uma interface forma com um solido, medido no interior da fase mais densa. Se θ > 90 o fluido mais denso é o fluido molhante no sistema. Exemplo: Mércurio, óleo e água sobre uma superfície de vidro

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Ascenção capilar
Pc = 2 σ cos θ = γh r

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Drenagem

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Embebição

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Curva de pressão capilar

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Deslocamento imiscível
Deslocamento do óleo pela água

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Deslocamento imiscível
Deslocamento do óleo pelo gás

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Deslocamento imiscível
Deslocamento do óleo pelo gás

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Deslocamento imiscível
Deslocamento do óleo pela água

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Deslocamento imiscível
Deslocamento do óleo pela água

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Permeabilidade relativa
Permeabilidade efetiva e relativa Para meios porosos contendo dois ou mais fluidos no meio poroso, a capacidade de transmissão de cada um desses fluidos chama-se permeabilidade efetiva do meio poroso ao fluido considerado. Permeabilidade relativa: krf = kf , k

onde kf e k são a permeabilidade efetiva ao fluido f e a permeabilidade absoluta, respectivamente. Normalmente a permeabilidade se encontra no intervalo 0 − 1.

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Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas

Permeabilidade relativa

qo = A

kro k ∆P µo L

qw = A

krw k ∆P µw L

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Sumário
Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas Mecanismos de produção Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

1

2

3

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismos de produção primária
Os fluidos contidos na rocha reservatório devem possuir energia suficiente para vencer a resistência oferecida pelos canais porosos e escoar em direção aos poços produtores. Para que a produção aconteça, é necessário que outro material venha a preencher o espaço ocupado pelos fluidos produzidos. Em geral, esta substituição acontece pela descompressão dos fluidos ou pela invasão do meio poroso por outro fluido. Os mecanismos naturais ou primários que desencadeiam estes efeitos são: Mecanismo de gás em solução Mecanismo de capa de gás Mecanismo de Influxo de água Mecanismo combinado Segregação gravitacional
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismos de produção primária
Razão gás-óleo de produção GOR (Gas Oil Ratio): é a relação entre as vazões instantâneas de gás e de óleo, medidas nas condições padrão GOR = Qg Qo

Razão água-óleo de produção WOR (Water Oil Ratio): é a relação entre as vazões instantâneas de água e de óleo, medidas nas condições padrão WOR = Qw Qo

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismos de produção primária
Razão gás-óleo de produção GOR (Gas Oil Ratio): é a relação entre as vazões instantâneas de gás e de óleo, medidas nas condições padrão GOR = Qg Qo

Razão água-óleo de produção WOR (Water Oil Ratio): é a relação entre as vazões instantâneas de água e de óleo, medidas nas condições padrão WOR = Qw Qo

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismos de produção primária

Corte de água (Water Cut): é a relação entre as vazões instantâneas de água e total de líquidos, medidas nas condições padrão Water Cut = Qw Qw + Qo

Fator de recuperação : é a fração do volume original de hidrocarbonetos recuperada durante a vida produtiva de um reservatório Volume recuperado FR = Volume original

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismos de produção primária

Corte de água (Water Cut): é a relação entre as vazões instantâneas de água e total de líquidos, medidas nas condições padrão Water Cut = Qw Qw + Qo

Fator de recuperação : é a fração do volume original de hidrocarbonetos recuperada durante a vida produtiva de um reservatório Volume recuperado FR = Volume original

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Gás em solução

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Gás em solução
Reservatórios de hidrocarbonetos líquido, não-associados com grandes massas de água ou gás natural Fronteiras impermeáveis, sem possibilidade de interferência de agentes externos à zona de óleo Inicialmente, a produção acontece pela expansão do líquido, acima de pressão de bolha Uma vez que a pressão de bolha é atingida, o gás dissolvido aparece, primeiro como uma fase dispersa Acima de uma determinada saturação critica (aprox. 2%), o gás se torna móvel e escoa em direção aos poços produtores e/ou o topo do reservatório

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Gás em solução
A produção de fluidos provoca a redução da pressão, que por sua vez, além de provocar a vaporização do gás dissolvido, acarreta a expansão dos fluidos Dado que o gás é mais expansível que o líquido, é basicamente devido a sua expansão que ocorre o deslocamento do líquido para fora do meio poroso Conforme o gás é produzido junto com o óleo, a capacidade de expansão dos fluidos dentro do reservatório diminui, ou seja, sua energia natural também esta sendo “produzida” O aumento na saturação de gás diminui a permeabilidade relativa do óleo, dificultando seu deslocamento e produção O mecanismo é relativamente ineficiente, com recuperações finais da ordem de 20%
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Gás em solução
Histórico de produção

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Capa de gás

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Capa de gás
Nos reservatórios com condições de pressão e temperatura que permitem a presença de gás livre nas condições inciais, este gás, por ser mais leve, se acumula nas partes altas formando a capa de gás A extração de fluidos acarreta uma redução na pressão. Esta queda se transmite para a capa de gás, que se expande, penetrando gradativamente na zona de óleo. Como a compressibilidade do gás é muito maior que a do óleo, sua expansão ocorre sem que haja queda substancial na pressão. A zona de óleo e colocada em produção, enquanto a capa de gás é preservada, já que é a principal fonte de energia para a produção.

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Capa de gás
O tamanho da capa de gás tem importância fundamental no desempenho deste mecanismo. Quanto maior, maior será a atuação da capa e a pressão será mantida num nível elevado por tempos mais longos. Na região de óleo, o gás começa a ser liberado desde o inicio da produção, auxiliando na produção. Eventualmente, a interface entre a capa de gás e a zona de óleo atinge o intervalo canhoneado dos poços. Nesse momento são necessárias intervenções de re-completação para preservar o gás da capa. Esperam-se recuperações entre 20% e 30% do óleo original na formação.
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Capa de gás
Histórico de produção

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Influxo de água

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Influxo de água

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Influxo de água
Se o reservatório está em contato com um aqüífero de tamanho considerável, a expansão da água do aqüífero, provocada pela diminuição da pressão, ocasiona a invasão da zona de óleo, deslocando os fluidos em direção aos poços produtores. O fator de recuperação deste tipo de reservatório é da ordem de 30 a 40%, podendo chegar a 75% em casos onde a viscosidade do óleo for similar à da água e a produção se realize de forma lenta, otimizando a eficiência de deslocamento. Estes reservatórios se caracterizam pela manutenção prolongada da pressão. Por esta causa, a razão gás-óleo se matem próxima da razão de solubilidade original da mistura, e se produz, relativamente, pouco gás.
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Influxo de água

A razão água-óleo cresce continuamente, começando pelos poços mais baixos. Os poços são completados longe do contato óleo-água de forma a evitar a produção prematura de água. São comuns as intervenções para corrigir as razões água-óleo elevadas. A água desloca o óleo do reservatório até que a energia do aqüífero se esgota ou produz água acima de um limite economicamente viável.

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Influxo de água

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Influxo de água
Histórico de produção

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismo combinado

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismo combinado e segregação gravitacional

É freqüente que um reservatório produza sob o efeito dos três mecanismos citados anteriormente, principalmente do mecanismo de gás em solução. O efeito da gravidade é responsável pela separação dos fluidos de acordo com a sua densidade. Por exemplo, parte do gás que sai da solução migra para a parte amis alta, formando uma capa de gás secundaria. Um reservatório sob influxo de água se beneficia da segregação gravitacional, já que esta mantem a água abaixo do óleo, impedindo sua produção prematura.

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Mecanismos de produção primária

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Sumário
Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas Mecanismos de produção Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

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2

3

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação secundária

Injeção de fluidos para manutenção da pressão: - Injeção de água - Injeção de gás

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação secundária
Injeção periférica

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação secundária
Injeção no topo

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação secundária
Injeção na base

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação secundária
Injeção em malha - arranjo de 5 pontos (five spot)

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Sumário
Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Propriedades dos gases Propriedades dos líquidos Propriedades das rochas Mecanismos de produção Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

1

2

3

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação avançada do petróleo - RAP
A recuperação avançada de petróleo (RAP) é todo processo empregado para incrementar a recuperação final de hidrocarbonetos, com exceção da injeção de água e gás, para manutenção da pressão Consiste na injeção de um agente estranho ao reservatório para modificar as propriedades do sistema fluido-rocha Processos com altos custos de investimento e operação:
Custos dos fluidos Custos dos equipamentos Potência de injeção/operação Segurança

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação avançada do petróleo - RAP
A recuperação avançada de petróleo (RAP) é todo processo empregado para incrementar a recuperação final de hidrocarbonetos, com exceção da injeção de água e gás, para manutenção da pressão Consiste na injeção de um agente estranho ao reservatório para modificar as propriedades do sistema fluido-rocha Processos com altos custos de investimento e operação:
Custos dos fluidos Custos dos equipamentos Potência de injeção/operação Segurança

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação avançada do petróleo - RAP
A recuperação avançada de petróleo (RAP) é todo processo empregado para incrementar a recuperação final de hidrocarbonetos, com exceção da injeção de água e gás, para manutenção da pressão Consiste na injeção de um agente estranho ao reservatório para modificar as propriedades do sistema fluido-rocha Processos com altos custos de investimento e operação:
Custos dos fluidos Custos dos equipamentos Potência de injeção/operação Segurança

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação avançada do petróleo - RAP

*Green e Willhite, Enhanced Oil recovery, SPE 1998
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Recuperação avançada do petróleo - RAP
É praticamente impossível extrair todo o óleo dos reservatórios. O óleo pode ser produzido usando a energia natural dos reservatórios por apenas alguns anos (recuperação primária). Após os procedimentos de injeção de água e/ou gás para deslocamento imiscível do óleo (recuperação secundária) até dois terços do óleo original permanecem no reservatório. É desejável manter as reservas num nível aceitável. As reservas se modificam pelo descobrimento de novos campos e reservatórios e pela redefinição do óleo economicamente recuperável, devida às mudanças na economia e na tecnologia de extração.

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Recuperação avançada do petróleo - RAP
É praticamente impossível extrair todo o óleo dos reservatórios. O óleo pode ser produzido usando a energia natural dos reservatórios por apenas alguns anos (recuperação primária). Após os procedimentos de injeção de água e/ou gás para deslocamento imiscível do óleo (recuperação secundária) até dois terços do óleo original permanecem no reservatório. É desejável manter as reservas num nível aceitável. As reservas se modificam pelo descobrimento de novos campos e reservatórios e pela redefinição do óleo economicamente recuperável, devida às mudanças na economia e na tecnologia de extração.

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Recuperação avançada do petróleo - RAP
É praticamente impossível extrair todo o óleo dos reservatórios. O óleo pode ser produzido usando a energia natural dos reservatórios por apenas alguns anos (recuperação primária). Após os procedimentos de injeção de água e/ou gás para deslocamento imiscível do óleo (recuperação secundária) até dois terços do óleo original permanecem no reservatório. É desejável manter as reservas num nível aceitável. As reservas se modificam pelo descobrimento de novos campos e reservatórios e pela redefinição do óleo economicamente recuperável, devida às mudanças na economia e na tecnologia de extração.

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Recuperação avançada do petróleo - RAP
É praticamente impossível extrair todo o óleo dos reservatórios. O óleo pode ser produzido usando a energia natural dos reservatórios por apenas alguns anos (recuperação primária). Após os procedimentos de injeção de água e/ou gás para deslocamento imiscível do óleo (recuperação secundária) até dois terços do óleo original permanecem no reservatório. É desejável manter as reservas num nível aceitável. As reservas se modificam pelo descobrimento de novos campos e reservatórios e pela redefinição do óleo economicamente recuperável, devida às mudanças na economia e na tecnologia de extração.

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Recuperação avançada do petróleo - RAP
É praticamente impossível extrair todo o óleo dos reservatórios. O óleo pode ser produzido usando a energia natural dos reservatórios por apenas alguns anos (recuperação primária). Após os procedimentos de injeção de água e/ou gás para deslocamento imiscível do óleo (recuperação secundária) até dois terços do óleo original permanecem no reservatório. É desejável manter as reservas num nível aceitável. As reservas se modificam pelo descobrimento de novos campos e reservatórios e pela redefinição do óleo economicamente recuperável, devida às mudanças na economia e na tecnologia de extração.

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Eficiência de recuperação

A eficiência de recuperação é a relação entre o volume de óleo recuperável (por um projeto de injeção) e o volume total de óleo no reservatório. Esta definida como o produto das eficiências de varrido horizontal, vertical e de deslocamento. ER = EA × Evv × ED

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Eficiência de varrido horizontal

A eficiência do varrido horizontal EA é a fração da área de uma malha de injeção invadida pela água. Depende, principalmente, da razão de mobilidades entre o fluido injetado e deslocado M=
krw µw kro µo

=

krw µo kro µw

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Eficiência de varrido horizontal

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Eficiência de varrido vertical

A eficiência de varrido vertical Evv é análoga à horizontal, numa determinada seção vertical.

Depende fortemente da variação da porosidade, da permeabilidade e de outras heterogeneidades.

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Eficiência de deslocamento

Fração da saturação de óleo original deslocada dos poros pelo fluido injetado. So − Sor ED = Soi 15 - 40% do volume dos poros após o varrido é óleo residual. A quantidade de óleo remanescente (aprisionado nos poros) depende da tensão interfacial água-óleo, da viscosidade da água e da velocidade de injeção

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Introdução à Engenharia de Reservatórios I

Introdução Propriedades dos fluidos e das rochas do reservatório Mecanismos de produção

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Classificação dos métodos de RAP
Os métodos de RAP podem ser classificados de acordo com o seu principal mecanismo de ação em: Métodos Miscíveis: deslocamento do óleo por um fluido miscível com ele, na ausência de interfases. O banco de fluido miscível é deslocado por outro fluido Métodos Térmicos: aumento da temperatura para reduzir a viscosidade do óleo, expandir e destilar o óleo e promover o deslocamento imiscível Métodos Químicos: injeção de fluidos que modificam as propriedades do sistema fluidos-rocha, favorecendo a recuperação. Outros
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Classificação dos métodos de RAP
Os métodos de RAP podem ser classificados de acordo com o seu principal mecanismo de ação em: Métodos Miscíveis: deslocamento do óleo por um fluido miscível com ele, na ausência de interfases. O banco de fluido miscível é deslocado por outro fluido Métodos Térmicos: aumento da temperatura para reduzir a viscosidade do óleo, expandir e destilar o óleo e promover o deslocamento imiscível Métodos Químicos: injeção de fluidos que modificam as propriedades do sistema fluidos-rocha, favorecendo a recuperação. Outros
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Classificação dos métodos de RAP
Os métodos de RAP podem ser classificados de acordo com o seu principal mecanismo de ação em: Métodos Miscíveis: deslocamento do óleo por um fluido miscível com ele, na ausência de interfases. O banco de fluido miscível é deslocado por outro fluido Métodos Térmicos: aumento da temperatura para reduzir a viscosidade do óleo, expandir e destilar o óleo e promover o deslocamento imiscível Métodos Químicos: injeção de fluidos que modificam as propriedades do sistema fluidos-rocha, favorecendo a recuperação. Outros
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Classificação dos métodos de RAP
Os métodos de RAP podem ser classificados de acordo com o seu principal mecanismo de ação em: Métodos Miscíveis: deslocamento do óleo por um fluido miscível com ele, na ausência de interfases. O banco de fluido miscível é deslocado por outro fluido Métodos Térmicos: aumento da temperatura para reduzir a viscosidade do óleo, expandir e destilar o óleo e promover o deslocamento imiscível Métodos Químicos: injeção de fluidos que modificam as propriedades do sistema fluidos-rocha, favorecendo a recuperação. Outros
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Classificação dos métodos de RAP
Os métodos de RAP podem ser classificados de acordo com o seu principal mecanismo de ação em: Métodos Miscíveis: deslocamento do óleo por um fluido miscível com ele, na ausência de interfases. O banco de fluido miscível é deslocado por outro fluido Métodos Térmicos: aumento da temperatura para reduzir a viscosidade do óleo, expandir e destilar o óleo e promover o deslocamento imiscível Métodos Químicos: injeção de fluidos que modificam as propriedades do sistema fluidos-rocha, favorecendo a recuperação. Outros
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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Método miscível - Injeção de gás carbônico

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Método térmico - Injeção de vapor

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Mecanismos de produção primária Métodos de recuperação secundária Métodos de recuperação avançada

Método térmico - Injeção de vapor cíclica

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Método químico - Injeção de polímero

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Outros métodos de recuperação avançada

Outros Métodos : métodos que não se encaixam facilmente em apenas uma das categorias anteriores. Exemplos: Injeção de vapor-solvente (térmico + químico) Aquecimento eletromagnético (térmico) Métodos micro biológicos (bloqueio dos poros menores) Gel bloqueador (bloqueio dos poros menores)

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