Sumário

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Editorial
A relevância da Historiografia para o pesquisador - Maria Regina

Titus Flavius Josephus
Junio Cesar Rodrigues Lima

Biografia de Públio Cornélio Tácito
Ygor Klain Belchior

Destaque

Suetônio teria sido um estudioso da retórica e
legislador, mas foi sobretudo um grande erudito, e sendo provável que tenha exercido a profissão de gramático. Por volta do triênio de 106-109 d.C., escreveu De viris ilustribus. Posteriormente, a obra a ser estudada - De vita Caesarum. Suetônio foi um dos secretários imperiais de Trajano e Adriano.
Busto de Júlio César Universidade de Notre Dame

NEA promove encontros sobre teorias e metodologias em História

Tito Lívio: sua biografia e obra
Ana Carolina Alonso

A biografia dos Césares através de Suetônio
Tiago França

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Eventos

Lato Sensu e II Congresso Internacional de Religião, Mito e Magia na Antiguidade

Conselho Editorial Prof. Dr. Fábio Lessa - UFRJ Prof. Dr. Alexandre Carneiro - UFF Profª. Drª. Claudia Beltrão – UNIRIO Prof. Doutorando Deivid Valério Gaia UNIPAMPA Expediente Coordenação e Direção Profª. Drª. Maria Regina Candido Coordenação de Publicações Prof. Ms. José Roberto Paiva Gomes Edição Prof Mestrando Carlos E. Campos Editoração Gráfica Profª Mestranda Tricia Carnevale Revisora Profª. Msª. Alessandra Serra Viegas Desde 1998 - Edições Trimestrais Indexado ao Sumarios.org

Em toda a sua vida, Tácito escreveu cinco obras (Vida de Agrícola, Germânia, Diálogo dos Oradores, Histórias e Anais) que foram compostas entre os anos de 98 a 115 d.C, durante o período que compreende os governos de Domiciniano, Nerva e Trajano.

O professor Alair Duarte orienta os cursistas na aplicação do método de Análise do Discurso ao texto do folheto O Centenário, de 1958.

Tácito. The book of history. A history of all nations from the earliest times to the present, with over 8,000 illustrations. Volume 7: The Roman empire. (1920). New York: Grolier Society. p. 2741.

Teve início, em 24/09/2011, a segunda etapa do projeto Encontros & Conexões: [re]descobrindo histórias, em Queimados no Rio de Janeiro. Nesta fase, os cursistas contaram com aulas ministradas por professores-pesquisadores do Núcleo de Estudos da Antiguidade (NEA/UERJ) sobre metodologias de pesquisa em História.

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de 2011 – Núcleo de Estudos da Antiguidade – UERJ

Profª. Drª. Maria Regina Candido O Núcleo de Estudos da Antiguidade como instituição que prioriza a relação ensino, pesquisa e extensão, desenvolve temáticas a partir de documentos de época. Temos como procedimento inicial fazer um levantamento historiográfico visando estabelecer a rede de autores que analisaram o tema delimitado para a pesquisa. Além do que foi apontado, outro procedimento autores necessário em nossas abordagens é o levantamento historiográfico visando estabelecer a rede de que analisaram o tema que foi delimitado para a pesquisa histórica. Nessa etapa de pesquisa torna-se fundamental conhecer o lugar de fala dos autores que servem de base de informação. Em síntese, devemos identificar o autor e o título do livro identificar a sua área de atuação, local de ensino, grupo de pesquisa ao qual pertence e a linha de pesquisa que integra na graduação e/ou pós-graduação assim como a instituição de ensino superior em que desenvolve a pesquisa e quais os saberes que interagem com a sua fala. Conhecer os autores que servem de base para o nosso debate historiográfico significa estabelecer uma relação dialógica e de reflexão com o saber produzido. No momento em que o pesquisador interage com a historiografia, ou seja, os diálogos e debates que auxiliam na construção da sua argumentação, o pesquisador está trazendo também a identificação das ideias e o lugar de fala do autor assim como a sua problemática. Cabe ao interlocutor identificar no livro as hipóteses que o autor defende. Isto é, quais as afirmações que ele defende ao longo de sua argumentação que, por vezes, estão explicitadas e, por outras, requer uma leitura apurada e atenciosa. Os autores definem como validar as suas hipóteses de trabalho. Os recursos usados para validar os seus argumentos podem ser tabelas, cifras, dados numéricos, assim como as inferências aos demais autores contemporâneos que defendem a mesma ideia ou aqueles com os quais as ideias, ele refuta. Outro dado valioso, não se esquecer de delimitar, ao mesmo tempo, os demais autores com que o protagonista está dialogando. Torna-se interessante também observar a operacionalização do texto, no caso, cotejar se o autor usa de dados estatísticos, imagens ou citação para validar a sua argumentação. Como exemplo podemos citar as publicações sobre a ação política da democracia, o seu processo de estabelecimento e de benefícios auferidos aos atenienses no V século são vastas. Grande parte das publicações sobre democracia ateniense interage com as questões levantadas por Moses I. Finley, ao deixar transparecer que o termo democracia foi uma invenção dos atenienses.
PHILÍA - ISSN 1519-6917

A análise crítica a essa questão perpassou as seguintes publicações, a saber: Chester Starr em The Birth of Athenian Democracy: the assembly in the fifth century B.C.(1990), Robert K. Sinclair, na Democracy and Participation in Athens (1991), Claude Mossé na Politique et Societe em Grece ancienne (1995), Josiah Ober em Demokratia: A conversation on Democracies Ancient and Modern (1996), Peter J. Rhodes em Athenian Democracy (2004), Kurt A. Raaflaub em Origens of Democracy in Ancient Greece (2007) e Dabdab Trabulsi em L’ Antique et le Contemporain: etudes de tradition classique et moderne (2009) entre outros. Ao analisar os argumentos invenção da dos pesquisadores citada da historiografia Moses I. angloFinley, americana e a francesa que interagiram com a questão da democracia por percebemos o quanto foi a sua contribuição para a abordagem do tema. O eminente pesquisador trouxe ao debate, no Seminário de História Antiga na Universidade de Cambridge (1976), algumas argumentações que resultaram no livro Studies of Rome Property, mas que mantém interrogações na atualidade que suscitam o retorno do debate. Entre as questões levantadas pelo pesquisador está à análise dos termos império, imperialismo e hegemonia para qualificar o processo de expansão dos atenienses pelo Mar Egeu no inicio do V a.C. O autor questiona o interesse dos historiadores em datar o momento que determina o processo de expansão do “império ateniense” e a presença da frota naval associada a tributação das aliadas como responsáveis pela manutenção da democracia em Atenas . Como podemos notar as questões de Moses I. Finley tornaram-se uma referência aos helenistas interessados em História Política e, como afirmam Kurt A. Raaflaub e Josiah Ober o debate sobre democracia está longe de terminar e de ser propriedade somente de especialistas clássicos, tornou-se matéria de interesse público, pois foi gerado na Antiguidade, passou pelo pensamento dos Iluministas e ainda mantém circulação de interesse e debates na sociedade contemporânea. Ω

Maria Regina Candido
Doutora em História Social pela UFRJ Coordenadora Geral do NEA/UERJ Professora Adjunta de História Antiga na UERJ Professora do PPGH/UERJ Professora Colaboradora do PPGHC/UFRJ

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Prof. Mestrando Junio Cesar Rodrigues Lima
Resumo: Flavius Josephus nasceu entre 37 e 38 d.C. Patrocinado por Vespasiano, Tito e Domiciano, escreveu quatro obras importantes para a apreensão das interações culturais entre o Império Romano e a sociedade judaica do século I. Palavras-Chave: Autobiografia, Discurso, Diálogo Interdisciplinar.

Patrocinado pelos imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano, Josefo escreveu quatro obras importantes para a apreensão das interações culturais existentes entre o Império Romano e a sociedade judaica do século I, sejam elas consideradas na região da Judéia ou em qualquer outra localidade do Império como resultado da diáspora judaica. Este artigo surge da compreensão de que o diálogo com outras áreas de conhecimento é fundamental para o desenvolvimento da pesquisa histórica, principalmente entre aqueles que se ocupam com o discurso de Flávio Josefo em “A Vida”, uma autobiografia escrita por volta de 99 d.C. Pelo fato de ser aristocrata judeu, sacerdote, descendente dos asmoneus, fariseu, líder diretamente envolvido na guerra, representante político-religioso de Jerusalém na Galiléia; por se tornar cidadão romano pertencente à aristocracia, mais precisamente a Casa dos Flávios, residir em Roma, ser beneficiado com terras na Judéia e isenção de tributos após a derrota dos judeus; por desencadear atitudes divergentes quanto a sua posição na guerra e, ainda assim, fazer questão de exaltar em seus escritos, com o patrocínio de Vespasiano, Tito e Domiciano, sua origem judaica; pelo fato de, em alguns momentos, apresentar-se favorável aos judeus e, em outros, minimizar a ação dos romanos, Flávio Josefo se apresenta como um dos sujeitos ambíguos do século I d.C. A ambigüidade de Josefo, evidente principalmente em sua autobiografia, impulsiona o historiador à busca de um dispositivo teórico e procedimento metodológico que o auxilie na interpretação do relato de sua trajetória de vida. Segundo Giovanni Levi (2006, p.168), a maioria das questões metodológicas da historiografia contemporânea diz respeito à biografia. Para Levi o gênero biográfico proporciona ao historiador um diálogo com a teoria literária, importando problemas, técnicas e procedimentos próprios da literatura. De forma mais indireta do que direta esse diálogo interdisciplinar coloca o historiador diante de obstáculos documentais como, por exemplo, o “dos atos e pensamentos da vida cotidiana, das dúvidas e incertezas, do caráter fragmentário e dinâmico da identidade e dos momentos contraditórios de sua constituição” (LEVI, 2006, p. 169). Como as exigências de historiadores e romancistas não são as mesmas, o diálogo entre história e teoria literária proporciona, segundo Levi, uma renovação da história narrativa, um interesse maior dos historiadores por novos tipos de fontes que forneçam indícios do cotidiano e um debate sobre a forma de se escrever história. Eni P. Orlandi também valoriza o diálogo interdisciplinar e parece disposta a dialogar com a história, concordando com Giovanni Levi quanto à importância de se conhecer o contexto social, econômico, político e cultural, denominado por ela de condições de produção do discurso. Orlandi nos permite remeter o relato autobiográfico de Josefo, por exemplo, a toda uma filiação de dizeres, a uma memória, a sua historicidade e

significância, mostrando seus compromissos políticos e ideológicos. Uiran Silva afirma que, apesar de na Modernidade todo discurso biográfico se inserir dentro de um ramo disciplinar da história, das trajetórias de vida ser entendidas como parte integrante de uma concepção de história universal e ainda inseridas como ponto de vista subjetivo ou individual dentro do desenrolar da história da sociedade em que vive; na antiguidade helenística a descrição biográfica não era necessariamente considerada histórica. Segundo ele, uma das razões era a própria concepção de história que tinha como objetivo a apreensão dos acontecimentos vividos pelos homens e consistia em um processo de investigação da memória social, a partir de várias possibilidades de registros empíricos (SILVA, 2008, p.71). Discorrendo sobre as conferências de Momigliano, Silva entende que conceito de bios na Antiguidade não se aplicava as autobiografias. Para ele, as autobiografias estavam mais ligadas às cartas sobre si e àquilo que se poderia chamar de memórias ou reminiscências (hypomnemata), as descrições das próprias lembranças - “o que, por vezes, a crítica moderna associa à idéia de autobiografia são formas de registro pessoal, como as hypomnemata, ou as ephemérides, espécies de diários, que exprimiam como tema o mesmo que a autobiografia moderna: a prática de registro da própria vida do escritor” (SILVA, 2008, p.74-75). Considerando que “A Vida” de Flávio Josefo foi escrita e publicada como apêndice da segunda edição de “Antiguidades Judaicas”, alguns segmentos historiográficos têm dificuldades para conceber esta obra como uma [auto] biografia. Entretanto, Leonor Arfuch (2010, p.52), ao tratar da autobiografia, prefere adotar uma definição referencial de Lejeune, onde a mesma consiste no “relato retrospectivo em prosa que uma pessoa real faz de sua própria existência, acentuando sua vida individual, particularmente a história de sua personalidade”. A partir da compreensão de que a autobiografia de Flávio Josefo deve ser considerada como gênero discursivo e que todo discurso se trata de um objeto sócio-histórico e linguístico, o diálogo entre história, teoria literária e a linguística nos permitirá compreender o que a autobiografia de Josefo significa em sua materialidade considerando o processo de identificação, condições de produção, processo discursivo, ilusão referencial e objetividade; compreensão indispensável para a pesquisa histórica.
Documentação Textual JOSEPHUS, Flavius. The Life. Against Apion. Cambridge: Harvard University Press, 1954 (Loeb Classical Library vol. 1). Referências Bibliográficas ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico: dilemas da subjetividade contemporânea. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2010. LEVI, Giovanni. Usos da biografia. In: FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína. Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2006. ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise do discurso: procedimentos. Campinas: Fontes, 2003. princípios e

SILVA, Uiran Gebara da. A escrita biográfica na antiguidade: uma tradição incerta. In: Politeia: Hist. e Soc., Vitória da Conquista, v. 8, n. 1, p. 67-81, 2008.

Junio Cesar Rodrigues Lima
Mestrando em História Política pelo PPGH – UERJ. Professor de História. Pesquisador pelo Núcleo de Estudos da Antiguidade / NEA – UERJ.

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Prof. Mestrando Ygor Klain Belchior
Resumo: Este texto possui como objetivo realizar uma exposição da biografia de Públio Cornélio Tácito. Para tanto, iremos apresentar a sua trajetória de vida através do constante diálogo entre as informações que podemos extrair de sua produção intelectual e de pesquisadores modernos que escreveram sobre ele. Palavras-Chave: Tácito, biografia, e tradição taciteana. Sobre a vida e as obras do historiador Tácito, as incertezas começam pelo seu praenomen: Gaius ou Publius? Dúvida que é fomentada pela falta de consenso que encontramos nas fontes que foram recopiladas pela posteridade. Como exemplo, podemos citar as que referências realizadas pelo bispo Sidônio Apolinario, no século V d.C, que menciona duas vezes o nome do historiador latino Tácito com o prenome Gaius (Ep. IV, 14, 1 e 22, 2). Já, de maneira adversa a essa possibilidade, podemos encontrar o prenome Publius no códice Mediceus I, que data do século IX d.C, e que é um dos principais manuscritos utilizados nas traduções modernas dos primeiros livros da obra Anais. Além dessas dúvidas anteriores, também não podemos encontrar um consenso entre os pesquisadores sobre o seu local de nascimento e o de falecimento. No entanto, predomina entre os estudiosos e biógrafos do historiador latino a opinião de que seu nascimento se deu no sudeste da Gália Narbonense e seu falecimento em Roma. Somado a essas informações podemos precisar os anos em que viveu esse hábil político romano através de referências que podemos extrair de suas obras, e que nos indicavam dados sobre a sua vida pessoal e seu cursus honorum. Assim, através do estudo dessas informações, os pesquisadores modernos, como Ronald Mellor, preferiram adotar em seus estudos a perspectiva de que o nascimento do historiador se deu entre os anos de 55 ou 56 d.C e seu falecimento por volta de 117 d.C. Adotando essa cronologia podemos afirmar que, durante sua vida de aproximadamente sessenta e dois anos, Tácito atravessou o governo de diversos imperadores, já que que seu nascimento se deu nos primeiros anos do principado neroniano e seu falecimento sob o de Trajano, vivenciando, portanto, o período das guerras civis de 69 d.C, marcada pelos curtos governos de Galba, Oto e Vitélio, além do nascimento de nova dinastia, conhecida como Flávia, e que fora inaugurada por Vespasiano. Somado a isso, além desses principados anteriores, o historiador ainda presenciou os governos de Tito, Domiciano, Nerva e Trajano, usufruindo em todos esses governos uma posição de destaque dentro da hierarquia social e política. Conforme testado por Plínio, o Velho, em sua História Natural, 7, 76, Tácito nasceu de uma família proeminente, já que, nesta obra, podemos encontrar referências a um cavaleiro romano de nome Cornélio Tácito, um ascendente direto do historiador latino. Desta maneira, graças à posição privilegiada de sua família, adquiriu o status de equestre ao iniciar a sua carreira política. No entanto, além do bom nascimento, também podemos atentar para o fato de que sua ascensão política se torna mais verticalizada a partir do ano de 78 d.C, quando contrai núpcias com a filha do Cônsul Cneio Júlio Agrícola (Tácito, Agricola, 9). Após essa união, podemos observar que o historiador latino exerceu importantes cargos e magistraturas em praticamente todos os governos posteriores até o ano de seu falecimento, sob o principado de Trajano. Dentre as magistraturas e honrarias concebidas ao cursus honorum de Tácito podemos destacar, por exemplo, que sua carreira política começou durante o reinado de Vespasiano (69 – 79 d.C), atuando, provavelmente, como questor. Já, sob o governo de Tito, quando possuía cerca de vinte e cinco anos de idade, exerceu o tribunato (79 – 81 d.C). Além dessas importantes magistraturas, durante os anos de 81 a 96 d.C, e que correspondem ao governo de Domiciano, Tácito se torna um senador romano, demonstrando que se encontrava cada vez mais influente na capital do império romano. Além disso, também podemos citar uma das passagens de sua obra Anais em que o autor nos oferece a informação de que no ano de 88 d.C, durante a execução dos jogos seculares - Ludi Saeculares (Anais, XI, 11, 3), sob principado de Domiciano, ocupou o cargo de pretor, ao mesmo tempo em que exerceu a função de sacerdote quindecenviral, ao qual pertencia “o cuidado destas festas; e os pretores eram os que mui principalmente tinham a seu cargo a execução destas cerimônias” (Tácito, Anais, XI, 11, 3). Já, durante o ano de 97 d.C, Tácito, como consul suffectus (cônsul suplente), deu continuidade às funções de Virgínio Rufo, por ocasião de sua morte (Plínio, Epístolas, II, 1). No ano 100 d.C, sabe-se pelas cartas de Plínio, o Jovem, a seu amigo Vocônio Romano, que Tácito ganhou notoriedade nesta função, defendendo os africanos numa acusação contra o pró-cônsul Mário Prisco (Plínio, Epístolas, II, 1). Já, o último cargo conhecido de Tácito é o proconsulado da Ásia Menor de 112 a 113 d.C, que pode ser atestado pela inscrição de Mylasia, composta ainda sob o principado de Trajano. Sobre sua educação, supõe-se que tenha sido discípulo de Marco Fábio Quintiliano, o autor do tratado intitulado Institutio Oratoria (Educação Oratória), com quem aprendeu a arte da retórica, da oratória e desenvolveu sua eloquência, que pode ser atestada através da qualidade e da diversidade de gêneros que adota em suas obras. Em toda a sua vida, Tácito escreveu cinco obras (Vida de Agrícola, Germânia, Diálogo dos Oradores, Histórias e Anais) que foram compostas entre os anos de 98 a 115 d.C, durante o período que compreende os governos de Domiciniano, Nerva e Trajano. Todos estes escritos chegaram até nós de forma incompleta, contudo, dispomos ainda de uma parte importante de seu corpus documental e que possibilita uma boa leitura de todas as obras legadas por Tácito, que passaremos a apresentar. Finalizada no ano 98, a primeira obra composta por Tácito, intitulada como Vida de Agrícola (De Vita Iulii Agricolae), é uma biografia com um forte fundo etnográfico, composta por uma breve descrição da região da Bretanha e um relato sobre as conquistas romanas, que destacava a vida de seu sogro Júlio Agrícola, sendo inserida no gênero das Laudationes Funebres. Além dela, publicada no mesmo ano de 98 d.C, a Germânia (De Origine et Situm Germanorum) é possivelmente em parte fruto da experiência que o autor obteve quando procurador da Germânia Bélgica. Esta obra descreve a geografia, aspectos do cotidiano, instituições e cultura dos germânicos. O Diálogo dos Oradores (Dialogus de Oratoribus), obra de estilo ciceroniano, foi escrita provavelmente em 102 d.C e explora uma preocupação comum a outros autores do
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período imperial, debatendo as razões para o declínio da oratória. Embora não possamos saber ao certo sua autoria (ela foi atribuída a Tácito), esta obra relata um diálogo que o autor ouvira quando jovem, sob o governo de Vespasiano, acerca do declínio da eloquência. Publicada em 109, as Histórias (Historiae), obra inicialmente composta por doze volumes (conservaram-se apenas os cinco primeiros livros em apenas um único manuscrito medieval), nos apresenta a narrativa dos eventos que transcorrem desde o dia primeiro de Janeiro de 69 d.C – o dia em que as legiões de Moguntiacum recusaram a aliança com Galba - até o final do governo de Domiciano, no ano de 96 d.C. Esta produção é, portanto, uma das principais fontes históricas sobre o período das guerras civis de 69 d.C. Por último, os Anais (Annales), foram publicados em algum momento entre os anos de 115 e 120 d.C, são um conjunto de dezesseis livros (estima-se que talvez fossem dezoito). O conteúdo da obra corresponde ao final da vida do imperador Augusto e a ascensão de Tibério ao poder (19 de agosto do ano 14) até os anos finais do governo de Nero (no ano de 68 d.C). Esta obra, como a grande maioria da tradição textual antiga preservada, não foi conservada em sua totalidade – apenas dois terços foram preservados. Os livros que nos restam são: os livros I a IV, o início do V, o livro VI (incompleto) e os livros XI (sem o início) a XVI (sem o final).

Referências Bibliográficas CARVALHO, José Liberato Freire de. Advertência. In: Annaes de Cornelio Tacito. Londres: impresso por D. Thompson, Great St. Helens, 1820. (Primeira tradução para o português) JOLY, Fábio Duarte. Tácito e a metáfora da escravidão. São Paulo: Edusp, 2004. MARQUES, Juliana Bastos. Tempo e temporalidade nas Histórias e nos Anais de Tácito. (Mestrado em História Econômica). São Paulo: USP. 2003. MELLOR, Ronald.The historians of Ancient Rome. Edited by Ronald Mellor. London: Routledge, 1998. SYME, Ronald. Tacitus. London: Oxford University Press, 1967. WOODMAN, A. J. The Cambridge Companion to Tacitus. Edited by A. J. Woodman. New York: Cambridge University Press, 2009.

Ygor Klain Belchior
Mestrando em História pela Universidade Federal de Ouro Preto e pesquisador do LEIR (www.leir.ufop.br). Atualmente desenvolve a dissertação intitulada "Tácito e a (des)ordem Imperial: um estudo sobre o principado de Nero", sob a orientação dos Profs. Fabio Faversani e Fábio Duarte Joly.

Teve início, em 24/09/2011, a segunda etapa do projeto Encontros & Conexões: [re]descobrindo histórias, em Queimados no Rio de Janeiro. Nesta fase, os cursistas contaram com aulas ministradas por professores-pesquisadores do Núcleo de Estudos da Antiguidade (NEA/UERJ) sobre metodologias de pesquisa em História. Assim, complementando as discussões acerca da História Local, introduzidas na primeira fase, os participantes poderão agregar sugestões de trabalho desses conteúdos, dentro de sala de aula. As aulas teóricas da segunda fase do projeto Encontros Conexões encerraram-se em 29/11/2011. A primeira aula, ministrada pelo professor José Roberto Paiva Gomes, que destacou algumas questões introdutórias quanto ao uso de imagens em sala de aula. Para a segunda aula os professores Luis Filipe Bantim e Carlos Eduardo Campos apresentaram a teoria da História Política e a vertente da Micro-História de Ginzburg. A programação da terceira aula preparada pelos professores Cristiano Bispo e Tricia Carnevale, remetia a metodologia de Análise Imagética de Martine Joly e à elaboração de um projeto de pesquisa. A quarta e penúltima aula ministrada pelas professoras Claudia Costa e Maria de Fátima do Rosário abordaram a História Oral. Abrilhantando o último encontro, os professores Alair Duarte e Junio César Rodrigues discorreram sobre metodologias de Análise do Discurso Maria Aparecida Baccega e Eni Orlandi.

Aula da Professora Claudia Costa sobre História Oral.
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Profª. Mestranda Ana Carolina Alonso
Resumo: Este texto pretende realizar uma exposição da biografia de Tito Lívio. Destacamos a relevância de suas obras perante as críticas positivas de diversos contemporâneos. Palavras-Chave: Tito Lívio, biografia, política. SegundoPaul Harvey (HARVEY, 1998. p. 495) Tito Lívio nasceu em Pádua (Patavium) em 50 a.C e morreu em 17 d.C, teve uma formação tradicional romana com um currículo semelhante aquele de famílias mais abastadas. Apesar de sua declarada preferência pela constituição republicana, Lívio torna-se próximo de Augusto, de acordo com Júlio César Vitorino ele “participou da corte de Augusto, mas não incondicionalmente, mesmo reconhecendo os grandes Referências Bibliográficas HARVEY, Paul. Dicionário Oxford de Literatura Clássica: serviços prestados por Augusto a Roma e à Itália por suas vitórias...”. (VITORINO, 2007, p. 8) Nunca assumiu, até onde sabemos,nenhum cargo publico, dedicando-se em maior parte as letras. Um de seus principais trabalhos foi a chamada “Ab urbe condita” (História de Roma) que começou a ser escrita entre 27 e 25 a.C. e estava compreendida em 142 livros, no entanto, apenas uma parte chegou aos nossos dias, 107 se perderam. A obra tinha como objetivo contar a história de Roma da fundação até sua contemporaneidade. Para fundamentar seu texto ele usou de fontes variadas marcando seu texto pela narrativa histórica com inserção de discursos indiretos. Ao fazer uso desse estilo de narrativa, procurou utilizar elementos da tendência helenística denominada “historiografia dramática”. Optou por inserir discursos, direta ou indiretamente, na narrativa conferindo aos personagens características psicológicas. O discurso indireto é particularmente valorizado pelo autor por não gerar uma ruptura do tom narrativo. Da mesma forma, podemos notar na narrativa de Lívio a composição por episódios, seu texto é composto de frases breves e expressivas, marcadas, principalmente, pelo assíndeto. Sobre esse aspecto Vitorino cita que “Tito Lívio foi o grande historiador a apresentar através de um grande número de personagens as características distintas da romanidade na sua essência genuína e no seu desenvolvimento através dos séculos”. (VITORINO, 2007,12) O tom enfático e entusiasmado de Tito Lívio nos mostra um autor que estava tão próximo de sua sociedade que, muitas vezes, era incapaz de realizar criticas a mesma. No entanto, não seria sensato esperar isso de Tito Livio e, de qualquer forma, sua obra foi de importância inquestionável, não só na antiguidade como também na Renascença, (período no qual a antiguidade aparece como uma eficaz provedora de exemplos) sendo citado por nomes como Dante e Maquiavel e tendo sua obra traduzida para diversas línguas. Após a finalização de sua principal obra obteve reconhecimento e recebeu críticas positivas de diversos contemporâneose, apesar das polêmicas historiográficas que se referem a utilização de seu trabalho como um documento passível de análise histórica ou não, uma parte significativa da imagem que fazemos de Roma atualmente se deve aos seus escritos.

grega e latina. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
MARQUES, Programa Juliana de Bastos. Tradição em

e

renovação
Social

da
do

identidade romana em Tito Lívio e Tácito. Tese (Doutorado).
Pós-Graduação História Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), 2008 TITO LÍVIO. História de Roma desde a fundação da cidade. Livro I - A Monarquia. Tradução de Mônica Valéria Costa Vitorino. Belo Horizonte: Editora Crisálida. 2007. VITORINO, Júlio César. Prefácio. In: TITO LÍVIO. História de Roma desde a fundação da cidade. Livro I - A Monarquia. Tradução de Mônica Valéria Costa Vitorino. Belo Horizonte: Editora Crisálida. 2007. WALSH, P.G. Livy and Stoicism. American

Philological

Association. Vol. 79, Nº.4, 1958, pp. 355-375.

Ana Carolina Alonso
Mestranda em História Política pelo Programa de PósGraduação da UERJ e bolsista CAPES. Professora de História. Pesquisadora pelo Núcleo de Estudos da Antiguidade/UERJ.

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Prof. Mestrando Tiago França
Resumo: Talvez um dos mais controversos autores da antiguidade pela forma de sua escrita, Suetônio é uma fonte de estudos fundamental para compreensão da vida de seus biografados e o período em que viveram. Será sobre essa figura que iremos tratar brevemente no texto que segue. Palavras-chave: Suetônio, biografia, Império Romano. Sobre Suetônio acredita-se ter nascido em Roma, provavelmente em 69d.C., e morreu provavelmente no ano de 141. Filho de Suetônio Leto tribuno da 13ª legião que lutou em Bedríaco, batalha onde Vitélio triunfou sobre Otão. Suetônio teria sido um estudioso da retórica e legislador, mas foi sobretudo um grande erudito, e sendo provável que tenha exercido a profissão de gramático. Por volta do triênio de 106-109 d.C., escreveu De viris ilustribus. Posteriormente, a obra a ser estudada - De vita Caesarum. Paul Harvey(1998) apresenta Suetônio como um atuante advogado nos tribunais de Roma. Amigo de Plínio, o Jovem - homem político influente na sociedade romana do século I e II d.C.. Foi exatamente esta figura tão ilustre que lhe abriu o caminho das letras, com o pedido de concessão do ius trium liberroum para o Imperador Trajano. Suetônio foi um dos secretários imperiais de Trajano e Adriano, o que lhe deu acesso aos arquivos imperiais, que foram utilizados por ele em seus estudos sobre a antiguidade, os quais se dedicou após deixar o cargo de secretário Imperial. Neste cargo de secretário, conheceu Septício Claro, prefeito do pretório de Adriano. Claro lhe apresentou uma série de pessoas importantes da sociedade romana, o que lhe favoreceu nos seus estudos. É provável que entre os anos 106-109 d.C. Suetônio tenha escrito uma de suas obras, o De viris ilustribus, dedicada aos homens de letras latinos. Esta obra encontra-se dividida nas seguintes seções: De poetis; De oratoribus; De historicis; De philosophis De grammaticis et rhetoribus . Cada seção tinha um proêmio sobre o genus literário cultivado pelos homens nela recordados. É graças a Suetônio que temos o conhecimento biográfico dos escritores latinos até quase todo o século I d.C. Sua obra mais conhecida, De vita Caesarum, compreende as biografias dos imperadores, desde o general Júlio César até o Imperador Domiciano. Esta obra chegou até nós mutilada do início, sem a dedicatória proeminal feita a Septício Claro. Encontra-se dividida em oito livros dedicados a cada imperador da Dinastia JúlioCláudia, um para os três imperadores do ano da anarquia (Galba, Otão e Vitélio) e um para os três imperadores da casa Flávia (Vespasiano, Tito e Domiciano). Dado que esta obra é dedicada a Septício Claro ainda no cargo de prefeito do pretório do reinado de Adriano e devido a algumas passagens que Suetônio utilizou como fonte dos documentos dos arquivos imperiais, deduz-se que De vita Caesarum foi composto entre 119 - 121, período em que foi secretário ( epistularum magister) de Adriano. As biografias dos doze governantes foi o último e mais decisivo esforço para deprimir a figura e a obra dos fundadores do regime imperial, no período em que o regime, por obra de Adriano, se encaminhava definitivamente para a autocracia. Nas biografias dos doze Césares, Suetônio segue o esquema habitual de acumular notícias, mais ou menos apetitosas, em volta de pontos fixos: a família, o nascimento, a subida ao trono, a atividade militar e legislativa, a educação literária, a vida moral e a morte. E sobre cada um destes pontos, acumulam-se, por um lado, as notícias favoráveis, e por outro as desfavoráveis. Sobre alguns imperadores que nas fontes são alvejados pelo ódio, faltam quase notícias favoráveis, ou recorre-se ao critério de dividir a vida do imperador em duas, por uma mudança repentina. Mas Suetônio, segundo Paratore (s/d), era suficientemente honesto para registrar todas as notícias favoráveis, quanto às fontes lhe ofereciam informações. A mentalidade erudita de Suetônio é acompanhada por uma curiosidade típica dos aspectos humanos da personagem, que talvez não seja apenas uma herança da biografia helenística, mas também uma contribuição da sua época na qual era comum o apego pela libelística escandalosa e à análise dos caracteres. Segundo esse modelo, Suetônio se apega às particularidades dos seus personagens. Embora grande parte da obra prenda-se em narrar as manias dos imperadores, as informações históricas são de valor indiscutível. Sobre isso nos fala Carlos Heitor Cony ao afirmar que:

“Suetônio resiste ao tempo. Suas doze biografias formam um dos inarredáveis alicerces de qualquer cultura humanística. No mundo ocidental –e enquanto houver mundo ocidental- Suetônio terá sua sobrevivência histórica e literária garantida, não tanto pelos próprios méritos, mas pelo volume das informações que nos legou sobre alguns dos homens mais importantes de uma era realmente importante aquela que dividiu o mundo em antes e depois.” (CONY, s/d:07)
Para o tradutor da versão em português da obra “As vidas dos doze Césares”, Sady Garibaldi, Suetônio é um

“Estudioso dos costumes de sua gente e de seu tempo, escreveu grande cópia de obras eruditas, em que passa em revista as principais personagens da época. Foi sobretudo um indiscreto devassador das intimidades da côrte romana, dando-nos uma visão íntima e sem cerimonias dos vícios dos Imperadores e das picuinhas que dividiam a nobreza” (GARIBALDI, s/d:13)
Todavia, segundo Paratore (s/d: 778) “Suetônio, também revela contudo, à sua maneira, a urgência ainda viva de resolver os problemas deixados em herança pelo atormentadíssimo primeiro século do império.” Complementa seu argumento afirmando que:

“as biografias suetonianas não sempre e apenas ferro-velho, amontoado indiscriminado de notícias. Delas também se pode deduzir umas atitude toleravelmente constante: o do intelectual romano que acabou por adotar a mentalidade do plebeu gozador da metrópole.” (PARATORE, s/d: 778)
Mesmo existindo críticas contra Suetônio, e seu método de escrita, vários autores utilizam-se de Suetônio para se estudar a história tanto do final da República, quanto do primeiro século do Império Romano. Demonstrando assim a sua real importância para o estudo do período que escreve. Referências Bibliográficas CIZEK, Eugen. Structures et idéologie dans “Les vies des douze Césars” de Suétone. Paris, ed. Academiei, 1977. HARVEY, Paul. Dicionário Oxford de literatura clássica: grega e latina. Rio de Janeiro, ed. Jorge Zahar, 1998. PARATORE, Ettore. História da literatura latina. Lisboa: Fundação Colouste Gulbenkian, s/d.

Tiago França
Mestrando em História, na linha de pesquisa Instituições e História das Ideias, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com a orientação da Prof. Drª. Renata Lopes Biazotto Venturini.

PHILÍA - ISSN 1519-6917

8 - Informativo de História Antiga – Out, Nov, Dez de 2011 – Núcleo de Estudos da Antiguidade – UERJ

Pesquisadores do Núcleo de Estudos da Antiguidade participam de Congresso Internacional em Morón
Durante o mês de outubro deste ano os pesquisadores do NEA/UERJ participaram da Terceras Jornadas sobre Historia de las Mujeres y Problemáticas de Género organizada pela Profª. Maria Cecília Colombani na Universidad de Morón Argentina. O evento foi relizado entre os dias 06 e 08 de outubro e tratou do tema Mujeres, Diosas y Heroinas. A conferência de abertura foi realizada pela Profª. Drª. Maria Regina Candido que falou sobre a participação das sacerdotisas no ritual das Anthestéres. A jornada também contou com a apresentação do Prof. Ms. Alair Figueiredo Duarte, Prof. Doutorando José Roberto de Paiva Gomes, Profª. Mestranda Ana Carolina Alonso, Prof. Mestrando Junio Cesar Rodrigues Lima e Marcos Davi Duarte da Cunha e da Profª. Maria de Fátima do Rosário, todos pesquisadores do Núcleo.

Lato Sensu em História Antiga E Medieval
Estão abertas as inscrições para o curso de especialização, turma 2012.

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De 13 de dezembro de 2011 a 02 de fevereiro de 2012
www.nea.ue rj.br/lato_Sensu/index.htm l

Informações:

R454

Catalogação na Fonte UERJ/Rede Sirius/CCS/A Philía: jornal informativo de história antiga. – vol.1, n.1 (1998) . – Rio de Janeiro: UERJ/NEA, 1998 – v. : Il. Trimestral. ISSN 1519-6917

Como citar o Philía:
POZZER, K. M. P. Banquetes, Recepções e Rituais na Mesopotâmia. Philía: Jornal Informativo de História Antiga, Rio de Janeiro, Ano XIII, n. 37, p. 5-6, jan./fev./mar. 2011. Obs.: o destaque é para o título do periódico, o subtítulo não é destacado.

1. História antiga – Peródicos. I. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Núcleo de Estudos da Antiguidade. CDU 931 (05) Normas para Publicação:

- 800 palavras ou 5000 caracteres com espaço; - Biografia resumida do autor; - Resumo (35 palavras ou 230 caracteres com espaço)
Confira o restante da programação no site do NEA: www.nea.uerj.br. -

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03 palavras-chaves; 02 Imagens com referência; 01 Foto do autor de rosto; Fonte: Tahoma 9, espaçamento entre linhas simples; 03 Referências bibliográficas
Programação sujeita à alterações.

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PHILÍA - ISSN 1519-6917

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