Novo código florestal Luciana Rangel 1876/99.

Corresponde a uma união a vários projetos de lei sobre alteração do projeto de lei. Esse substitutivo foi aprovado em junho de 2010 e esta para ser votado no plenário da camara.

Caracaterização do bem ambiental e implicação . Declaração de Estocolmo. Havia uma bipolaridade no que se referia as necessidades do planeta. De um lado os ambientalistas da comunidade cientifica falando da finitude e se o desenvolvimento continuasse daquele jeito acabaria a manutenção da vida. Se os países já desenvolvidos tem esse padrão de riqueza em determinados padrões de acordo com esses poluentes. Conceito de sustentabilidade que foi levado para a declaração do rio de janeiro. O que se buscou nessa declaração de Estocolmo deixando claro que o meio-ambiente era direito da pessoa humana. Bens ambientais. Regime jurídico. É a partir daí que se consegue solucionar vários problemas. Todos conhecem o bem ambiental como a natureza jurídica meta ou transindividual. O bem individual esta submetido a 2 regimes jurídicos. 1º o metaindividual. 2º regime jurídico de direito público ou privado a dependem da relação de propriedade ou do domínio. Ex: igreja é metaindividual. Mas temos que ver a sua percepção público ou privado. O prédio do Damásio é tombado por um particular. Ele esta simultaneamente submetido ao regime metaindividual. Pode ser vendido, alugado, mas a qualidade não pode ser disposta como o proprietário queira, porque esta submetido a um bem metaindividual.

Conceito: macro-bem e micro-bens ambientais. a) macro-bem: é a caracterista do bem como meta individual. Tem sido visto pela doutrina como Unitário, autônomo, indivisível, indisponível, inalienável.

Na sua qualidade de micro-bem ambiental pode ser alienável, disponível. É possível vender um bem ambiental? Muitos professores se esquecem que ele é micro-bem. Ex: Jacaré é um macro-bem, para ele comercializar ele precisa de uma autorização ambiental. Ex2: água, art. 26 inc I da cf, as águas comuns sejam elas superficiais ou subterrâneas pertencem aos estados. A água não é possível ser alienada. É possível outorgar licença para a sua exploração. Por meio do DEAE autoriza a exploração para abastecimento por caminhão pipa. Simultaneamente a água é metaindividual (não pode dispor ad qualidade como queiram).

Quanto a contratação de natureza ambiental e de natureza econômica Em relação as florestas tem a lei de gestão de florestas públcias. Trata do direito que a união tem que é proprietária de uma floresta via contrato de concessão precedido de concessão direitos de uso econômico sobre determinada floresta. Isto é um excelente negócio. O poder público divide a área para desenvolver manejo sustentável, como por exemplo, cortar árvores.

É um ótimo negócio porque paralelamente haverá uma unidade de preservação total e todas as responsabilidades ficará com o concessionário.

Quanto a inserção de cláusulas contratuais em relação a proteção ambiental? Sim, pode com vistas a colocar obrigação ambiental ao locatário. Mas e se houver dano ambiental ao solo? A tutela do macro-bem é o MP. No micro-bem o bem ambiental solo é que estará no contrato de locação. O dano vai ocorrer e o MP não vai atrás do locador. Mas a via regressiva se torna fácil, porque se tem uma execução contra ele, depois aciona ao locatário.

É possível a inserção de clausula compromissória sobre bens ambientais?

Se esquecem da qualidade de micro-bem. É possível se celebrar um contrato de compra e venda e colocar uma cláusula de que é possível recuperar um passivo ambiental já existente. Se ele não cumprir com essa obrigação de recuperação o MP vai procurar o atual proprietário. Ela é de natureza propter REM. A via regressiva ficará mais fácil em relação ao real causador do dano. É possível a arbitrabilidade nesses casos? É sobre a perspectiva do microbem que posso submeter ao juízo arbitral pelo legitimado extraordinário. Quanto a tutela jurisdicional é possível um único dano ambiental ser passível de 2 ações? Sim é possível uma ação individual que tenha por objeto a obrigação de indenizar por danos patrimoniais ou extrapatrimonais. E uma acp visa o macro-bem que não haverá litispendência.

Para se falar da tutela jurídica -Espaços territoriais especialmente protegidos (ETEP) Os eteps edis milaré fez a divisão: 1. EM SENTIDO AMPLO a) Patrimônio nacional art. 225 §4º da cf. conjunto de grandes biomas (são grandes eco-sistemas que se interagem, que possuem características próprias). A cf escolheu 5 tipos de biomas que merecem regulamentação por lei complementar. 1. floresta Amazônia 2. pantanal. 3. mata atlântica 4. zona costeira 5. serra do mar. Há outros biomas só que não foram contemplados como patrimônio nacional.

b) Áreas de preservação permanente e pela reserva florestal legal, disciplinados pelo código florestal.

2. EM SENTIDO ESTRITO. a) Seriam as unidades de conservação típicas disciplinadas na lei do snuc 9985/00 típicas porque estão disciplinadas expressamente na lei do snuc. b) reserva da biosfera. Lei do snuc

é um modelo que para que exista essa modalidade é necessário uma aprovação das nações unidas, como o homem e a biosfera e com esse programa se consegue um financiamento. A maior é a da groelancia e a segunda é a da mata atlântica. c) unidade de conservação atípicas. Embora tenha característica de conservação não veio expressa na lei do snuc Ex: jardins zoológicos, hortos florestais, jardins botânicos. As resoluções conama dizem respeito sobre as appes. A lei 9605 há tipos penais. 11428 lei da mata atlântica. 7668 FUNÇÃO ECOLÓGICA de uma app É a caracterísitica mais importante. É o âmago. Quando se fala em compensação de app tem que se analisar a função ecológica se ela continua sendo cumprida.

As apps podem funcionar como corredor ecológico. Há algumas áreas que devem ser protegidas, mas só que ela esta isolada. Ex: passa um curso d’ água e isso funciona como um corredor de fluxo genético de flora e fauna. Uma das principais funções e promover a fragmentariedade. Efeito de borda: tenho uma área preservada só que tenho uma área fraca, de tal forma que a área preservada vai passar a diminuir. É necessário fazer a união dessas áreas MODALIDADES DE APPS. 1. chamada app de norma imperativa ou legal. Art. 2º do código florestal Em razão da simples disposição legal a área esta preservada. Se a lei fala que ao redor de todos os cursos da água serão app deve ser obedecida. Diferente da unidade da conservação que é expressa na lei de snuc é preciso um ato normativo específico do poder público. Até 10 metros de largura as 2 margens serão de 30 metros. Temos as de 50, 100, 200 e 500 metros.

2. apps administrativas.

Art. 3º da lei florestal. App podem ser criadas por decisão discricionária do poder público. Por um ato específico o poder público declara aquilo como poder público permanente.

Supressão de vegetação em app é possível? Quais são as hipóteses excepcionais? Art. 4º caput do código florestal e resolução 369 do CONAMA que estabelece tudo 1. intervenção de atividade pública. 2. atividade de interesse social. 3. intervenção de baixo impacto. O que os administrativas discutem a resolução conama resolve. Atividade de mineração é considerada de atividade pública. Atividade de baixo impacto. Obras de saneamento, obra de utilidade pública. Para a realização de ecoturismo, construção de vias acesso. Precisa de autorização do órgão competente.

TIPOS PENAIS 9605– Tríplice responsabilização. I Administrativa. Penal Civil App são indenizáveis? Tenho um sítio em monte alegre do sul, fiz uma piscina. Depois da minha construção descobri 6 nascentes. Quando fiz o calculo do raio a minha área é uma área de preservação permanente. O que faço? App não são indenizáveis. A app é considerada uma limitação administrativa a propriedade, de tal forma que a limitação administrativa não é indenizável. É um entendimento que prevalece nos tribunais. Não impede a discussão no caso concreto. Poderia fazer um TAC para tomar medidas de proteção a essas nascentes, mas mantém a sua construção para que seja facção, para que aquilo não fique abandonado. Fazer medidas compensatórias que já teriam natureza sancionatória. O que sem tem visto é pela não indenizibilidade.

É possível o uso a utilização de instrumentos econômicos para fomentar a restauração da app? 2 modalidades. 1. instrumentos de comando e controle Aqueles em que o estado solta um comando legal e controla as atividades a partir dos comandos colocados por lei. Ex: zoneamento ambiental é um controle. 2. instrumentos econômico. São aqueles listados na lei 6938 art. 9º. Inc XIII. Estariam todos os instrumentos para trazer tutela ambiental mas em contrapartida uma remuneração para aquele que faz isso. E uma característica disso é a voluntariedade. Ex: mercado de carbono, pagamento por serviços florestais.

Resposta: se a app é uma obrigação imposta pela lei com é que o poder público vai reapara? Isso tem sido discutido pela ciência ambiental para tentar permitir a recuperação de área permanente. Como interpretar lei estadual? Esse ponto quer chamar ao ponto de santa Catarina que promulgou uma lei estadual para diminuir as apps. Isso é constitucional? Fere o art. 24 inc VI? Os municipios que reduzem area no seu território urbanos podem fazer isso? No plano diretor que dizem que reduzem as áreas é interesse urbanístico ou interesse ambiental?

Obrigação de recompor a app mesmo que ele não foi o causador. Na perícia é possível constatar que o dano já tinha sido ocasionado. TJ/sp 13 de janeiro: aquele que perpetua o dano é responsável, torna a manutenção da degradação maior. Se trata de obrigação de natureza propter REM que segue o titular do direito real. Lembrar das cláusulas. Contratação de seguro ambiental. Instrumento empresarial: due diligence, que se avalia se compensa ou não comprar.. Princípio da razoabilidade.

Cristo redentor. Rio tiete, lago Paranoá. Há ainda a função ambiental a ser cumprida naquele local? Propriedade rural Proteção de cobertura vegetal mínima. Art. 1 §2 inc III. Limites hoje: temos 3 possibilidades. De cada imóvel rural 80% da sua área se o imóvel estive localizado na Amazônia legal em área de formação de floresta essa propriedade deve reservar 80%. Não importa que haja uma área muito preservada e outra desértica. Deve haver a integração entre elas. 35% de uma área também situada na Amazônia legal que é predominante de serrado. A reserva deve ser de 20%. A amazonia legal é um conceito geopolítico. Esses são os limites estabelecidos de reserva florestal legal. Quanto a aprovação da lozalizaçào? Deve ser aprovada pelo órgão competente que verifica a função do instituto. Ex: se tenho uma formação rochosa que é rasteira, será que o órgão ambiental vai autorizar? As vezes não porque é maior a área de proteção. Atividade de mineração é de interesse nacional, porque é da união. O proprietário tem o interesse privado, se o terceiro quiser explorar ele pode explorar. Não vai conseguir impedir a atividade. O novo código ambiental isso é tirado, mas quem vai fazer o controle ninguém sabe. Computo excepcional. A regra é que hoje não é possível fazer esse cálculo. Só que há situações em que o código florestal permite esse computo. O código atual diz que não permite, mas há situações que podem. Art.9 §6º Econômico: renda bruta tem que ser vinda 80% da família admitida a ajuda excepcional de terceiro. Critério espacial é a que tem 30 hectares. O novo código florestal é tratado difernete, pois 400 hectares pode ser considerado pequena. Formação de condomínio.

Várias propriedades que plantam cana não querem perdem 20% da terra. Regra é que hoje essa quarta propriedade tem que estar na mesma microbacia hidrográfica. O novo código possibilidade facilitar isso, comprar áreas em outro estado. Compensação art. 44 inc III Decreto federal que traz uma moratória para que as propriedades façam as adequações.

A pequena propriedade tem privilégios como: Espécies nativas e exóticas. O ideal é a nativas. Na pequena propriedade é possível computar nas 2. Gratuidade na averbação da reserva legal. Terrenos rurais que passam a compor a zona urbana. Amazônia legal. Não é apenas o estado do amazonas. Todos os imóveis rurais sejam separados de 35 a 80%. Fora da Amazônia legal é 20%.

HISTÓRICO DO CÓDIGO FLORESTAL. Argumentação ruralista: os institutos sofreram tanta mudança que não tem haver mais com os institutos de antigamente. A Amazônia legal foi criada por uma lei de 1953 que tinha cunho econômico. Tivemos o decreto 23793/34 o código florestal revogado que instituiu a reserva, mas não especificou regras para o seu uso. Previu a proteção das apps sem explicitar as áreas de preservação mínima. Depois veio a lei que legitimou. A lei tinha o cunho precipuamente econômico e não ambiental. Era levar o desenvolvimento para essa área em um lugar que era considerado inóspito. As preocupações se deram em 1972 na convenção de stolcombo.

Se existia um código de pesca nessa época não era a tutela ambiental, mas sim fomentar a economia da época. Assim com o código de águas, lei de saneamento básico. Tem um de seus princípios marcados na sustentabilidade. Foi revogado essa lei em 1966. Atualmente o que define a Amazônia legal é a medida provisória. Em 1965 o código vigente definiu várias medições para as florestas existentes. De 20% e de 50%. Uma lei de 1986 alterou a lei permanente. Em 1991 obrigaçào de recomposição de reserva legal que foi revogado. Em 2000 mudou o conceito de app que tratava das florestas existentes para florestas e demais formas de vegetação para área coberta ou não. Se a propriedade rural exceder a 80% dessa área preservada na Amazônia legal. Se exceder 50% nas demais regiões do pais ou se exceder 25% na pequena propriedade. Se a minha app + a reserva florestal exceder tenho que fazer o computo. Se exceder mais de 50% posso fazer o computo para a propriedade não ser 100% de app. Isso veio com a MP 2001. Compensação fora do imóvel. Formação de condomínio. Instituição da servidão florestal. Seervidão flroestal. Instituto que pode ser criado para a instituição de condomínio. O que esse proprietário pode fazer? Ele pode vender, mas não precisa, ele pode instituir uma servidão a título oneroso ou gratuito. Temporário ou perpétuo. Ele vai cobrar a manutenção da reserva. Essa servidão pode ser representada em um título de reserva comercial, assim como crédito de carbono. Em 2006 um decreto que regula o código florestal. Promover a exploração de florestas por particulares. Gestão das florestas passam a ser dos estados. Depois o decreto 7029/2009

Modificações Essas modificações ainda que a Amazônia legal tivesse uma função econômica, fosse manutenção de reserva na energia na propriedade. Reserva de energia era de madeira, não tinha relação como meio ambiente. A transformação legislativa teve por objetivo readequar a função ambiental. O novo código tem a FUNÇÃO ambiental de preservar os recursos hídricos. A função de preservar é de manutenção do bem ambiental, intocabilidade. Intervenção antrópica indireta. Se a regra é que não há intervenção a regra do novo instituto é que haja a intervenção antropica porque houve a intervenção do homem.

Dimensões da apps Criação da largura mínima de 15 metros para menos de 5 metros de altura. A borda deve ser analisada da borda normal. Não acrescenta as épocas de cheia. O atual fala que é de 30 metros considerando o leito maior que é a época da cheia. O problema que com a nova lei é que as apps vão ficar submersas. No leito maior, na várzea não tem leitos mais. Resolução 303 do conama. Lago para psicultura. Topo de morro, montanha e serra sumiu no novo código florestal. Problema é a competência para legislar. a distancia não é o único critério, tem que ver a declividade, espessura e o terreno. Reserva florestal legal. Art. 16 e futuro 14. Modulo fiscal é definida por município. Pode variar de 10 a 120 hectáres. 1º quer excluir as pequenas propriedades. 50, 30 ou 150. Em SP é 30. Se tenho propriedade de 10 módulos fiscais 4 estão isentos. A área que exceder deve ser averbado. Novo código define a Amazônia legal mas esquece Goiás

-localização, decisão do proprietário, não mais se exige autorização. -possibilidade de redução pelos estados. Anistia Programa de regularização ambiental. Princípios que fundamentam a inconstitucionalidade. 1. princípio da proibição do retrocesso. Não há hierarquia entre os conflitos. Só vai se justificar quando o novo direito venha substituir aquilo que foi retirado. Isso que estamos falando é um direito metaindividual. Ele compõe o piso vital mínimo. É uma cláusula pétrea. Como é que vou retirar a salubridade ambiental? Há necessidade de se discutir a necessidade do mínimo existencial ecológico. Prevenção e precaução. A incerteza não pode ser argumento para que medidas sejam tomadas.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful