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II) PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO

Pagamento: cumprimento / adimplemento das obrigações - Direto / Indireto - principal modo de EXTINÇÃO das obrigações: Realização Voluntária da prestação devida + Satisfação do Interesse do credor*/** * Também do DEVEDOR: liberar-se do vínculo a que está adstrito (Direito / Dever) - não pagamento em TEMPO, LOCAL, FORMA devidos: sujeito aos efeitos da MORA
Ex: Responsabilidade sobre a guarda, a perda / deterioração da coisa (< antes da tradição. OB: entrega de coisa)

**Também de TERCEIROS (3ºs):
Ex.s: Dono de coisa dada em garantia à dívida alheia. Adquirente da coisa hipotecada. Fiador. Avalista.

+ Concordância do CREDOR: negando receber a PRESTAÇÃO ou fornecer a QUITAÇÃO (realiza, mas não tem prova)
Ex.s: Divergência entre quantum devido e ofertado. Quem deve receber prestação. Credor incapaz sem representante/ou em local ignorado.

1. PAGAMENTOS ESPECIAIS (não diretos) Alguns Indiretos = (1) Em Consignação: - efetuado mediante DEPÓSITO JUDICIAL ou BANCÁRIO - não diretamente ao credor Outros Especiais: - (2) Com Sub-Rogação - (3) Imputação de Pagamento - (4) Dação em Pagamento

2. PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO: DEPÓSITO, pelo devedor, da coisa devida, com o objetivo de liberar-se da obrigação, satisfazendo o legítimo interesse do mesmo (direito do devedor), apesar da falta de cooperação do credor. (art. 334) - Considera-se pagamento. - Extingue a obrigação. (de DAR) - Nos casos (direito material – CC/Leis) e formas (direito processual - CPC) legais.
Ex: não cabe se não houve recusa do credor em receber

DEPÓSITO: - JUDICIAL: ação de consignação em pagamento Modo de caracterização da mora do credor (accipiendi): também reconhecida em ação de cobrança contra devedor quando este argúi a exceptio non adimpleti contractus: caso prove que credor não cumpre sua parte na avença, desobrigando o pagamento do devedor (Direito Material (CC): dinheiro, bens móveis ou imóveis. Coisa certa ou incerta)

- EXTRAJUDICIAL: estabelecimento bancário oficial (pagamento em dinheiro)

3. OBJETO: Depósito Judicial:
Ex.s: Animais: para evitar encargo de guarda e alimentação. Imóvel: Simbólico (chaves) – como na Rescisão do contrato de locação - de prazo indeterminado. Lotes, quando compromissário não assinar em 30 dias escritura.

Restringe-se às Obrigações de Dar = por meio de Depósito (ENTREGA ou RESTITUIÇÃO) – inaplicável às Prestações de Fato - Coisa certa e individualizada (gênero, quantidade e qualidade) Art. 341: Imóvel (ou certa para entrega no lugar em que está): cita credor para vir ou mandar receber. - Coisa incerta e genérica (gênero e quantidade. Sem definir qualidade)

art. 342: Escolha do credor: citado sob pena de ser depositada a coisa que o devedor escolher.

4. FATOS QUE AUTORIZAM A CONSIGNAÇÃO Art. 335: Rol NÃO taxativo Fundamento: a) Mora do credor I. DÍVIDA PORTABLE: Pagamento em domicílio do credor - oferta real, efetiva (prova do autor) - recusa injustificada do credor (ônus de prova da existência de justa causa: - Ausência do Credor - Requisitos do Pagamento: - incapacidade do devedor ou do credor - não cumprimento integral da obrigação - não vencimento da dívida - iliquidez da dívida – indeterminação existência/incerteza objeto)

1. credor não poder receber pagamento ou dar quitação (impossibilidade subjetiva de receber. Equipara-se a 2 e 3 ) Ex.: credor não se prestar a fazer a ressalva (art. 321) em caso da perda do título representativo da dívida 2. ou, sem justa causa, recusar a receber o pagamento 3. ou, sem justa causa, recusar a dar quitação (meio liberatório do devedor) – recebendo o pagamento; na devida forma (2 e 3 : recusa injusta) II. DÍVIDA QUÉRABLE/QUESÍVEL: Pagamento fora domicílio credor (tem a INICIATIVA) – credor inerte, devedor consigna judicialmente ou extrajudicialmente (dinheiro)

- autor alega inércia: réu não foi, nem mandou buscar a prestação devida, no tempo, lugar e modo convencionados. - réu: ônus da prova da diligência do recebimento

1. se credor não for receber, 2. nem mandar receber; a coisa no lugar, tempo e condição devidos

b) Circunstâncias inerentes à pessoa do credor que impedem o devedor de satisfazer a sua intenção de exonerar-se da obrigação III. 1. credor INCAPAZ de receber, * não basta a incapacidade para consignação: Ex.: ausência / inexistência momentânea / desconhecimento / recusa de recebimento sem justa causa de representante legal 2. ou (credor) DESCONHECIDO; Ex.s: Sucessão: morte credor originário. Transferência do Título ao portador. ter sido: - declarado AUSENTE: desaparece domicílio. sem notícia de paradeiro. nem representante ou procurador para administrar-lhe os bens. CASO RARO!!!! AUSÊNCIA DECRETADA POR SENTENÇA: NOMEAÇÃO DE CURADOR. - ou residir em LUGAR INCERTO ou de ACESSO PERIGOSO OU DIFÍCIL (Devedor não pode arriscar a vida para efetuar pagamento)

IV.

DÚVIDA (justifica) sobre quem deva legitimamente RECEBER O OBJETO do pagamento 2 credores interessados = consignação + citação de ambos: - comparecendo + de 1 = devedor tem obrigação EXTINTA, excluído do processo. Prestação devida ou não. Qual credor tem direito. - comparecendo 1 = levanta o depósito

- nenhum = conversão em arrecadação de bens de ausentes

V.

se pender LITÍGIO SOBRE O OBJETO DO PAGAMENTO: credor e 3º : consigná-lo para sentença judicial (não adiantar!! = pagará mal)

5. REQUISITO DE VALIDADE: força de pagamento = concorram todos os requisitos sem os quais não há pagamento (todos estes + 341, 342, 343)

- SUBJETIVOS: devedor capaz e ao verdadeiro credor, também capaz, ou seu representante (salvo se ratificado por este ou se reverter em seu proveito) Legitimidade ATIVA para ação: - devedor - e 3º interessado / não interessado em nome e à conta do devedor. (ex.s: procurador, gestor de negócios, preposto ou quem quer que pague em lugar do devedor, como se este mesmo fosse)
Ex.: depósito de ALUGUÉIS ou encargos de locação: Próprios locatários (qualquer deles, havendo mais de um). Seu cônjuge ou companheiro. Ocupante de habitação coletiva multifamiliar. Sublocatário. Fiador. E ainda o terceiro não interessado que se disponha a efetuar o depósito em nome e à conta do inquilino.

Legitimidade PASSIVA para ação (finalidade: liberatória do débito e declaratória do crédito): - credor capaz de exigir o pagamento - ou quem alegue possuir tal qualidade, - ou seu representante. (obrigação de receber e poder de exonerar o devedor) – DESCONHECIDA: citada edital. Curador Especial.
Ex.: dep. ALUGUÉIS ou enc. loc: Locador (qualquer deles, havendo mais de um). Sublocador. Espólio (no caso de morte do locador. Se desconhecidos herdeiros: eventuais “futuros” citados por edital). Massa (no caso de falência ou insolvência civil). - Dúvida quanto à titularidade do crédito: litisconsórcio passivo.

- OBJETIVOS: Integralidade do depósito - correção monetária: entre vencimento e efetivo depósito - juros de mora (acrescidos ao principal): devidos até a data do depósito; = ou pedido IMPROCENDENTE - entrega de coisa: juntamente com respectivos acessórios (frutos ou produtos) a que o credor tenha direito. Obs.: Discussão em torno do débito e do seu valor é cabível, na consignatória, como condição para julgamento da causa. DESNECESSIDADE DE DÉBITO LÍQUIDO E CERTO.

- MODO: O convencionado

- TEMPO: Fixado no contrato. Não antes, se convencionado. A qualquer tempo pelo devedor, se prazo a favor ou condição (que subordinava o débito) verificada. Mora Devedor - não impede ação (previne / emenda MORA - purga): se consequências não irreversíveis / se pagamento ainda útil ao credor - credor já demandado o devedor: não purga a mora – salvo: se previsão (despejo por falta de pagamento).

- LUGAR: O convencionado. Portável: Domicílio Credor; Quesível: Domicílio Devedor; Foro Especial do Contrato e de Eleição.

+ CONSIGNAR: CONTRA CREDOR INCAPAZ OU ANTES DO VENCIMENTO DA DÍVIDA + OFERECER OBJETO QUE NÃO SEJA O DEVIDO

+ DESCUMPRIR CLÁUSULAS CONTRATUAIS (EX.: CREDOR, POR CONTRATO, DIREITO DE RECUSAR O PAGAMENTO ANTECIPADO)

6. LEVANTAMENTO: depois de realizado o depósito, enquanto o credor não declarar que o aceita (ou impugná-lo) RETRATAR-SE DA OFERTA, REQUERENDO O SEU LEVANTAMENTO. Despesas + Subsistência da Obrigação - credor (após contestar a lide ou aceitar o depósito*) AQUIESCER no levantamento: perderá a preferência e a garantia da coisa consignada, ficando desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído (risco desparecido no 1º depósito) = novo crédito ao devedor. credor aceita o depósito*: a dívida se extingue - consignação mesmo efeito do pagamento. Surge urna nova dívida, em substituição à anterior, configurando-se a hipótese de NOVAÇÃO, que tem como consequência a liberação dos fiadores e codevedores do débito anterior, que não tenham anuído. - ação julgada procedente (EXTINÇÃO DA OBRIGAÇÃO – exoneração de deveres solidários) e subsistente o depósito: o devedor já não poderá levantá-lo, embora o credor consinta (nova obrigação: por ex. doação), SENÃO DE ACORDO COM OS OUTROS DEVEDORES E FIADORES

7.DISPOSIÇÕES PROCESSUAIS: - EXTRAJUDICIAL: consignação de prestação devida em virtude de compromisso de compra e venda de lote urbano e de depósito em estabelecimento bancário aceito pelo credor (COMPROVA + DEMONSTRA RECUSA: s/ dep. s/ processo) - JUDICIAL: ação de natureza DECLARATÓRIA (não executiva inversa: obj líquido e certo). DEVEDOR: EXIGIR Depósito efetivado em 5 dias ANTES da ação. 1. Recusa/obstáculo efetivação pagamento OU 2. Dúvida sobre quem deva legitimamente receber. (ex.: Sistema Financeiro de Habitação - SFH) - PORTABLE: Foro de Local de Pagamento (Credor) ou de Eleição - QUESÍVEL: Foro de domicílio Deverdor - Ou FORO onde se encontra Coisa Certa objeto da prestação

(ALUGUEL diferente: FORO: eleição ou onde encontra-se o imóvel) SEM DEPÓSITO = SEM PROCESSO. EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO!!! CONTINUADA: deposita 5 dias antes vencimento como na primeira, mas já após ação ATÉ A PROLAÇÃO DA SENTENÇA = sem dar eficácia aos ainda não feitos (Inquilinato: até 1ª instância – após ainda recusa: nova demanda) RESPOSTA RÉU: 15 dias (inclusive aluguel - omisso) [= ordinário] - incompetência / suspeição / impedimento juiz (exceções rituais) - reconvenção / matérias processuais (objeções) - MÉRITO: - não recusa ou mora - justa a recusa - depósito fora do prazo / local - depósito não integral (indicar montante devido: 10 dias autor pode completá-lo SALVO se prestação cujo inadimplemento implique rescisão contrato) (não impede do réu levantá-lo liberando devedor – processo segue quanto a parcela controversa) Dúvida RAZOÁVEL (vide 2 acima) AÇÃO IMPROCEDENTE: retardamento culposo

III) PAGAMENTO COM SUBROGAÇÃO 1. CONCEITO: uma coisa (OBJETO) se substitui a outra OU uma pessoa (SUJEITO) a outra pessoa, TOMA LUGAR DE OUTRO DIVERSO.

SUBROGAÇÃO PESSOAL: credor (transfere o direito) titular do crédito = 3º (ação de IN REM VERSO* contra devedores) que CUMPRE A OBRIGAÇÃO ou que financia o pagamento (exceção ao modo geral EXTINGUIR a relação de modo

ABSOLUTO: todas as pessoas interessadas / todos acessórios, fianças, privilégios, hipotecas), no lugar do devedor *ressarce até concorrência da utilidade que devedor fruiu. - Cumprimento da prestação por 3º COM INTERESSE NA EXTINÇÃO da obrigação. Ex.: FIADOR (paga integralmente = subroga-se nos direitos do credor), avalista. - OB. INDIVISÍVEL + pluralidade de devedores: cada um pela dívida toda: quem paga sozinho subroga-se no dir. do credor em relação ao coobrigados = ação de regresso pelas quotas-parte. - IMÓVEL HIPOTECADO: adquirente (pleno direito em seu favor quando) paga ao credor saldo devedor para liberar imóvel do gravame

SUBROGAÇÃO REAL: coisa que toma lugar fica com mesmos ônus e atributos da primeira. Valor sai de um patrimônio e entra em outro. - SRG do vínculo da INALIENABILIDADE: substituição da coisa (passa a ser sujeita a essa restrição) gravada por testador/doador - comunhão parcial: bens adquiridos onerosamente durante casamento e mesmo os adquiridos a custa dos bens de um dos cônjuges (por subrogação no lugar dos alienados passam a ser) = de AMBOS.

FIGURA JURÍDICA ANÔMALA E AUTÔNOMA: EXCEÇÃO DE PAGAMENTO (alteração subjetiva: mudando credor) NÃO EXTINGUIR OBRIGAÇÃO = apenas em relação ao credor, que cede lugar ao 3º (relação lhe é transmitida: cobra a dívida com todos acessórios*) = nada muda para devedor!!!! *Acessórios: garantias REAIS ou FIDEJUSSÓRIAS VANTAGEM: - 3º: todos acessórios sem constituí-los de novo - credor: dívida paga - devedor: livre de ação/execução pendente/iminente ORIGEM: Instituto Romano – proteger 3º que salda débito alheio, evitando enriquecimento ilícito.

2. NATUREZA JURÍDICA: afinidade com CESSÃO DE CRÉDITO (formas de transmissão de crédito. “CESSÃO FICTA”. MAS DISTINTOS: CCd – circulação do crédito, assegurando sua disponibilidade como um elemento negociável do PATRIMÔNIO do CREDOR Aspecto ESPECULATIVO – fim de lucro – fundamental: feita em valor DIVERSO do CRÉDITO FEITA ANTES DA SATISFAÇÃO DO DÉBITO. SRg – proteger terceiro (3º) no seu interesse (e forçado na maioria das vezes) paga uma dívida que não é sua. Independe de haver intuito de lucro (especulação): exata PROPORÇÃO do valor do crédito. OCORRE PAGAMENTO. DISTINTOS: SRg X Novação Subjetiva (substituição do credor) = falta do animus novandi Nv – partes convencionam a substituição COM AQUIESCÊNCIA do NOVO titular SRg – vínculo prescinde dessa anuência – DECORRE DE LEI (mesmo se convencionada, inexiste integração prévia de TODAS vontades.

3. ESPÉCIES (quanto a fonte donde promane) LEGAL: (ART. 346 – enumeração taxativa) Decorre de LEI (INDEPENDE DE DECLARAÇÃO CREDOR/DEVEDOR) - MOTIVO (quando C/D desfavoráveis): interesse DIRETO de terceiro (3º) na satisfação do crédito. Ex.: codevedor solidário (FIADOR, AVALISTA) ter patrimônio penhorado = subrogado pleno direito no direito do credor (JUSTA)

PLENO DIREITO, automaticamente: a) CREDOR que paga dívida de DEVEDOR COMUM (ter mais de um credor: um executa – o outro paga para cobrar esse crédito

(INDEPENDE SE CRÉDITO PAGO É MAIOR OU MENOR DO QUE O QUE POSSUI O CREDOR*) e o seu (!) em momento mais oportuno)
Ex.s: 2ª hipoteca (subroga-se na 1ª: não tem de aguardar execução do primeiro) INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: Sublocatário que paga os aluguéis devidos por locatário: evitar caducidade da sublocação Credor pignoratício paga prestação em dívida do preço da coisa empenhada para impedir resolução da venda.

Interesse em: Pagar por não ter GARANTIA frente ao outro que tem PREFERÊNCIA ou Credor com garantia MAIS FRACA diante de outro preferencial *competidor mais forte ou prevenir perda - crédito pago inferior ao seu (sabendo do patrimônio escasso do devedor, capaz de saldar apenas uma dívida) - ou adiar execução possibilitando arrecadação que salde.

b) Adquirente do imóvel hipotecado que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro (3º) que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel. - Adquirente evita execução de hipoteca / coisa penhorada (credor
pignoratício ou caucionário) / imóvel em anticrese (credor anticrético) / credor hipotecário paga crédito com graduação prioritára (toma lugar do

credor): adquirente quando há mais de uma hipoteca: paga a primeira, adquirindo preferência (dificultar execução sobre imóvel) - (3º) relação contratual, execução judicial: vencedor de pleito indenizatório com direito (ou constrição) sobre imóvel de devedor: paga débito hipotecário para preservar e ter possibilidade de executar o direito.

c) Terceiro INTERESSADO que paga dívida pela qual ERA ou PODIA ser obrigado no TODO ou em PARTE. (avalista, fiador, coobrigado solidário, co-devedor de obrigação indivisível – apesar de não solidário) MAIS COMUM!! – não envolve não interessado! (#) (que paga dívida em
próprio nome. Tem direito a reembolso, mas é estranho a relação obrigacional não se sub-rogando nos direitos do credor)

Patrimônio afetado se dívida não paga. Subrogam-se AUTOMATICAMENTE nos direitos do credor. CONVENCIONAL: (ART. 347) - Deriva da VONTADE expressa (evitar dúvidas) DAS PARTES   Iniciativa ou declaração do Credor (s/ intervenção D – SEMPRE intervenção de 3º) Interesse ou declaração do Devedor (s/ concurso C – SEMPRE concurso de 3º)

(hipóteses sem pressupostos da SRg legais)

- Avença entre Credor e Sub-rogado (a) / Ajuste entre Sub-rogado e Devedor (b) a) CREDOR recebe pagamento de TERCEIRO e expressamente (exterioriza sua vontade produzindo a sub-rogação) lhe transfere seus direitos [# TERCEIRO NÃO INTERESSADO – pois o interessado (juridicamente) é automático] - REQUISITOS - transferência EXPRESSA dos direitos pelo credor - efetuada ATÉ O MOMENTO EM QUE SE RECEBE a prestação (porque pagamento extingue obrigação – antes ou contemporaneamente àquele) - SEM ANUÊNCIA DEVEDOR! espécie de CESSÃO DE CRÉDITO (ambas transmissão de direito e crédito) mas são diferentes!! EFEITOS da CCd: definem-se pelos termos da convenção EFEITOS da SRg (instrumento LEGAL de proteção do terceiro - solvens): medidos em função do cumprimento OU pagamento CCd > transferir Crédito, Direito, Ação; Não extinção de débito; SEMPRE feita pelo Credor; Título oneroso: cedente responsável pela existência de crédito até transferência. (NÃO SE DÁ NA SR!!! LUISA: na SR existe alguma
relação com devedor e o subrogado, mesmo que sem anuência, que realiza ato que seria do devedor, extinguindo p/ c/ o credor. Enquanto na CC (cheque) não há relação alguma com devedor – que por isso deve ser informado -, o credor sai da relação (por algum motivo) e entra o cessionário)

SRg > exonerar Devedor perante Antigo Credor; EXTINGUE em relação ao Credor Primitivo; Efetiva-se até contra a vontade do Credor

- vigora o disposto quanto à CCd (notificação?): ACORDO accipiens e solvens = rigorosamente convencional (diferença: transferência se dá por EFEITO do PAGAMENTO)

c) TERCEIRA pessoa EMPRESTA ao Devedor a quantia precisa para solver a dívida – condição EXPRESSA de ficar o (pagador ou) “mutuante” SUB-ROGADO nos direitos do credor satisfeito. (INDEPENDE da vontade do Credor – já que satisfeito) - 3º empresta ou paga diretamente (dinheiro/ coisa fungível, se for objeto = cumprindo obrigação devedor) - Comum no SFH: Ex.: agente financeiro (CAIXA) empresta quantia para
pgto ao alienante, SUB-ROGADA nos direitos deste, ADQUIRENTE é o agente, pq pagou)

4. EFEITOS: (art.349)

Transfere ao novo TODOS direitos, ações, privilégios e granatias do primitivo contra devedor principal e fiadores. a) LIBERATÓRIO: exonerar devedor ante credor originário b) TRANSLATIVO: transmitir ao terceiro, que satisfez o credor orig., os direitos de crédito que este desfrutava (c/ acessórios, ônus e encargos – todas as exceções que sub-rogante teria de enfrentar > EFEITO AMPLO (Ex.s: Privilegiado se antigo era. Avalista que paga pode cobrar sobre forma de execução) LEGAL: subrogado só pode reclamar aquilo que houver DESEMBOLSADO (soma menor que o crédito não o pode exigir integralmente) CONVENCIONAL (podem as partes limitar os poderes do sub-rogado): predomina autonomia da vontade e CARÁTER ESPECULATIVO (igual CCd), pode estabelecer o CONTRÁRIO: sub-rogação total mesmo sem desembolso integral. SILÊNCIO: parcial = parcial / total = total.

5. SUB-ROGAÇÃO PARCIAL: Crédito dividido em duas partes: - NÃO PAGA: continua a pertecer ao credor primitivo Patrimônio devedor insuficiente para integralidade (art. 351): Credor Originário PREFERÊNCIA na cobrança da dívida restante, se bens não saldarem o q a um e a outro dever. (= francês, ninguém se subroga a outrem em prejuízo desse: nemo conttra se subrogasse censetur) (divergência doutrinária: Itália: concorrem proporcionalmente, salvo pacto em contrário – incentivar sub-rogação) - PAGA: que se transfere ao subrogado Pagamentos Parciais SUCESSIVOS: Vários sub-rogados que se sujeitar a regra da IGUALDADE dos credores na cobrança dos seus créditos. (independente de DATA, ORIGEM, MONTANTE) todavia: CREDOR PRIMITIVO terá PREFERÊNCIA sobre todos os subrogados, estes dividirão igualmente entre si o que sobejar, sobrar.

IV. IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO

1. CONCEITO: Aplicação do pagamento à EXTINÇÃO de uma ou mais dívidas (art. 352), quando pagamento insuficiente para saldar todas as dívidas (+ de 1) do MESMO DEVEDOR ao MESMO CREDOR: qual/quais delas será paga? Indicação / determinação da dívida a ser QUITADA, dois ou mais débitos de MESMA NATUREZA a só UM credor e efetua pagamento INSUFICIENTE para saldar todas elas. - pessoa tem faculdade de declarar e cumprir qual delas quer solver: ESCOLHA: se dívidas LÍQUIDAS e VENCIDAS SE CAPITAL + JUROS: primeiro (1º) pagamento de JUROS, só depois do PRINCIPAL Critérios legais se devedor não fizer escolha quando lhe permitida ou não tendo sido fixada pelo credor na quitação

Ex.: 50 + 100 + 200. 50 entregue: qualquer uma delas se credor consentir *** parcelamento da segunda (100-50= 50) ou da terceira (200 – 50 = 150) SEM CONSENTIMENTO: quitada a primeira (50-50=0): não imputação, pois DEVEDOR não podia indicar nenhuma dívida SEM consentimento do credor ***.

2. REQUISITOS a) PLURALIDADE DE DÉBITOS: requisito básico, integra conceito. Multiplicidade da dívida. Só há IMPUTAÇÃO em UMA (1) dívida: se desdobra, destacando JUROS (pagos 1º) (acessórios do débito principal) b) IDENTIDADE DE PARTES: vincular MESMO Devedor a um MESMO Credor. Pode haver pluralidade de pessoas no pólo ativo ou passivo: SOLIDARIEDADE ATIVA/ PASSIVA

c) IGUAL NATUREZA DAS DÍVIDAS: Ter por objeto coisas fungíveis de idêntica espécie e qualidade.
Ex.: A dinheiro / B entrega de bem = não há imputação, não pode pretender imputar valor pago ao bem devido.

- FUNGIBILIDADE: indiferente ao credor receber uma ou outra. MAS também HOMOGÊNEAS: fungíveis entre si.
Ex.: ambas dinheiro.

- LÍQUIDAS (+) e VENCIDAS (-): Líquida – obrigação CERTA quanto à sua EXISTÊNCIA e DETERMINADA quanto ao seu OBJETO. Devida de montante apurado. Vencida – se tornou EXIGÍVEL pelo advento do TERMO fixado. Exigência SUPÉRFLUA, se aplica a casos RAROS de prazo em benefício do credor !! (Se concordar credor, pode nos vicendos e ilíquidos) Regra Geral: estipulação em benefício do DEVEDOR: pode renunciá-lo e imputar dívida VINCENDA, se mesma natureza, mesmos ônus (vantagem, desconto com antecipação)

d) POSSIBILIDADE DE O PAGAMENTO RESGATAR MAIS DE UM DÉBITO:

- Importânica entregue seja suficiente pra RESGATAR mais de um (1) débito e NÃO TODOS. - Se apenas a MENOR, não imputa em outra; = constrangendo CREDOR a receber pagamento PARCIAL (proibição do 314): NÃO cogita-se imputação!! ***

3. ESPÉCIES DE IMPUTAÇÃO a) INDICAÇÃO DO DEVEDOR: DEVEDOR direito de declarar qual débito pretende satisfazer (352) Limites: - Natureza da dívida. - Sem consentimento pagar Capital havendo Juros Vencidos (354) Limitações: 1. DEVEDOR não imputar se dívida não vencida com PRAZO EM BENEFÍCIO DO CREDOR. (presunção em proveito de devedor (iuris tantum) pode renunciar e imputar vicenda. 2. DEVEDOR não imputar dívida de montante superior ao valor ofertado: SALVO SE ACORDO ENTRE PARTES *** (pgto parcial) 3. DEVEDOR não imputar CAPITAL quando JUROS VENCIDOS: SALVO se estipulaçao em contrário ou se credor passar QUITAÇÃO por conta do capital.

Atendidos requisitos credor não pode recusar pagamento > SOB PENA DE MORA ACCIPIENDI: autoriza Devedor a valer-se da AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO, para que impute na dívida indicada (se outra CAUSA para recusa não existir)

b) VONTADE DO CREDOR: Quando não o declara = direito CREDOR exercido na própria QUITAÇÃO* (353) Limites: oposição do devedor (perde quando ao receber quitação*, aceita IMPUTAÇÃO feita, salvo PROVANDO VIOLÊNCIA OU DOLO cometidos pelo credor) Aceita, s/ objeção, s/ dolo, s/ violência: VÁLIDA c) EM VIRTUDE DE LEI: se nenhuma = LEI DETERMINA QUAL (355)

- se Devedor não fizer, se QUITAÇÃO for omissa - se Devedor não fizer indicação. - se QUITAÇÃO for omissa. Credor NÃO POSTERIORMENTE!!!   Dívidas LÍQUIDAS e Vencidas em PRIMEIRO lugar (1º) Todas líquidas e vencidas = na MAIS ONEROSA (2º)

1. Capital e juros (354) = JUROS vencidos primeiro 2. Dívidas vencidas e não vencidas = VENCIDAS (1º) 3. Líquidas e Ilíquidas (355) = LÍQUIDAS, segundo ordem de vencimento 4. Todas Líquidas e vencidas = MAIS ONEROSA: I) a que rende JUROS (se outras não) II) a de JUROS mais ELEVADOS (se outras módicos) III) que contém GRAVAME Ex.: hipoteca ou outro direito real (se outras sem ônus) IV) cobrável pelo RITO EXECUTIVO (se outras ação ordinária) V) garantida por CLÁUSULA PENAL (se outras não prevém sanção) VI) quando SOLVENS é DEVEDOR PRINCIPAL (se outras mero coobrigado) Não PREVISÃO para todas líquidas, vencidas ao mesmo tempo e igualmente onerosas!! Aplicado critério COMERCIAL: Imputação EM PROPORÇÃO aos diferentes débitos: presumir-se-á feita por conta de todas as dívidas, rateadamente, mesmo com prejuízo do art 763 (= 314 CC/BR – não pgto parcial - crítica) [cód. Italiano]

VI.

DAÇÃO EM PAGAMENTO (Datio in solutum)

1. CONCEITO: acordo de vontades entre CREDOR e DEVEDOR por meio do qual, CREDOR concorda em receber do DEVEDOR, para exonerálo de dívida, PRESTAÇÃO DIVERSA DA QUE LHE É DEVIDA.(art. 356). Por ocasião do cumprimento da obrigação dá-se a Substituição do OBJETO PRINCIPAL (diferente, mas rever sub-rogação real).

Em regra: não obrigado a receber outra coisa, ainda que mais valiosa (313) aliud pro alio, invito creditore, solvi non potest SE ACEITAR: dação

- não ocorre se MESMA ESPÉCIE! - não se restringe a DINHEIRO por COISA - obrigação se EXTINGUE (Acordo Liberatório) mediante execução efetiva de uma PRESTAÇÃO de qualquer natureza DISTINTA da devida (356) (ampliação de 2002) >> se DISTINGUE DA NOVAÇÃO: obrigação originária se extingue não pela satisfação do credor (DAÇÃO), mas porque CREDOR assume NOVO CRÉDITO ao mudar a obrigação.

MODALIDADES: mediante ACORDO: - Dinheiro por BEM MÓVEL ou IMÓVEL (rem pro pecunia) - Coisa por OUTRA (rem pro re) - Coisa por PRESTAÇÃO de um FATO (rem pro facto) - Dinheiro por TÍTULO DE CRÉDITO - Coisa por OBRIGAÇÃO de FAZER, etc
Ex.: depósito (em conta bancária?), ordem de pagamento, entrega de cheque, se prestação era veículo, animal e se credor CONCORDA com forma de cumprimento.

PRESSUPÕE: - devedor tenha Jus disponendi da coisa, se não puder transferir a propriedade: EFEITO LIBERATÓRIO. - ACCIPIENS deve CONSENTIMENTO. ter aptidão para dar o NECESSÁRIO

- SE partes representadas por PROCURADOR: deve ter PODERES ESPECIAIS: seja para RECONHECER O DÉBITO e ALIENAR ou seja para ANUIR em receber uma coisa por outra (aliud pro alio). - se acordo EXTINTIVO: avençar depois de contraída obrigação OU após o seu vencimento.

2. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS: Por ser acordo liberatório a) EXISTÊNCIA de uma dívida (pressuposto básico), animus de extinguí-la. s/ = Liberalidade (animus donandi) b) CONCORDÂNCIA do credor (VERBAL ou ESCRITA, TÁCITA ou EXPRESSA). Acordo de vontades (TAMBÉM essencial e elemento intrínseco) c) DIVERSIDADE da prestação oferecida, em relação à Originária (elemento extrínseco) - admite que credor dê QUITAÇÃO PARCIAL ao receber COISA MENOS VALIOSA que a devida: explicitando débito REMANSCENTE. - admite-se sem dinheiro suficiente: parte DINHEIRO, parte em espécie. - NÃO se exige COINCIDÊNCIA entre VALOR da coisa recebida e o quantum da dívida, nem que as partes indiquem um valor: Pode CREDOR receber objeto de valor SUPERIOR ou INFERIOR ao montante da dívida em substituição, fornecendo quitação de um por outro. ESSÊNCIA da dação: entrega de coisa que NÃO seja a res debita em pagamento 3. NATUREZA JURÍDICA - Forma de Pagamento INDIRETO (não há no brasil novação objetiva) - essencialmente CONTRATO LIBERATÓRIO: diferente dos demais cujo efeito é gerar uma obrigação. MESMA ÍNDOLE DO PAGAMENTO (diferente porque prestação do que É DEVIDO. Dação: coisa diversa) - caráter negocial BILATERAL: credor NÃO É OBRIGADO a receber prestação diversa AINDA QUE MAIS VALIOSA (313). - de ALIENAÇÃO: devedor dá objeto da prestação para satisfazer pretensão do credor + SOLVER A DÍVIDA (plus) = ONEROSO e, em regra, REAL (aperfeiçoa com entrega de bem, com finalidade de extinguir dívida por adimplemento), SALVO quando substitutiva for de FAZER ou de NÃO FAZER.

- diferente da datio pro solvendo (dação em função de cumprimento) – cód. Pt – prestação diferente com finalidade de facilitar ao credor a satisfação de seu crédito, ainda que parcialmente. [coisa, cessão de crédito ou outro direito, nova dívida, prestação de serviços (ex: show, por devedor – cantor, músico – na casa de espetáculos do credor) ] Não prevista, pode convencionada na autonomia privada. NÃO ACARRETA EXTINÇÃO imediata da obrigação – APENAS FACILITA a satisfação do crédito (aliud pro alio). 4. DISPOSIÇÕES LEGAIS I) DETERMINADO O PREÇO da coisa dada, relações regular-se-ão pelas NORMAS do contrato de COMPRA E VENDA (nulidade / anulabilidade, vícios rebiditórios e à intrepretação). DAÇÃO não se converte em COMPRA E VENDA (C/V) mas apenas se regula pelas normas desta. DIVERGEM (C/V X Dç): a) C/V não cabe (em princípio) repetição do indébito, cabível na Dç quando ausente a causa debendi b) objetivo/finalidade da Dç é SOLUÇÃO DA DÍVIDA, desate da relação c) Dç pressuposto: ENTREGA, constituindo negócio jurídico real. - Sem determinar preço da coisa entregue em lugar de dinheiro: satisfação de crédito. Rem pro re assemelha-se à TROCA, mas também aplica COMPRA E VENDA: NULIDADE: - dação de todos bens do devedor sem reserva de PARTE ou Renda SUFICIENTE para sua SUBSISTÊNCIA (548). - a realizada no PERÍODO SUSPEITO de falência ainda que CREDOR PRIVILEGIADO. ANULABILIDADE: - feita por ASCENDENTE sem consentimento dos outros DESCENDENTES e do CÔNJUGE do alienante (496) - em FRAUDE CONTRA CREDORES (158) II) Transferência de TÍTULO DE CRÉDITO importará em CESSÃO (CCd)

- fato deve ser notificado ao CEDIDO (290) - solvens responsável pela existência (295) - destina-se a EXTINÇÃO imediata da obrigação: risco da cobrança por conta do CREDOR - se entrega for aceita PARA FACILITAR A COBRANÇA DE SEU CRÉDITO, a dívida se extinguirá À MEDIDA que os pagamentos dos títulos forem sendo feitos: DATIO PRO SOLVENDO

III)

Se CREDOR EVICTO da coisa, reestabelecer-se-á OBRIGAÇÃO PRIMITIVA, sem efeito QUITAÇÃO – RESSALVADOS OS DIREITOS DE TERCEIROS (princípio da confiança – eticidade: PROTEGE-SE OS DE BOA-FÉ) (3ºs) EX.: evicção ocorre depois da
liberação do imóvel no registro

- ocorre verdadeira C/V (mesmas regras) responde alienante pela EVICÇÃO. (princípio da garantia – contratos onerosos – teoria dos vícios redibitórios – estendendo-se porém aos defeitos do direito transmitido) (447) - se quem entregou NÃO era DONO, o que aceitou: EVICTO. Perde bem para legítimo dono. Reestabelece a Rel. Jur., inclusive a cláusula penal. (GARANTIAS reais e fidejussórias, como acessórias, seguem o destino da obrigação principal PERMANECEM) - na EVICÇÃO COMUM: Responde alienante ao adquirente pelas PERDAS E DANOS (450). DIVERSAMENTE NA DAÇÃO: (359) efeito, no interesse do credor é o reestabelecimento da obrigação primitiva, ficando sem efeito quitação dada.