4Revista de evangelização cristã católica - periódico mensal - ano 3 - 2012

Uma publicação da Paróquia São João Batista do Brás - São Paulo - SP
Em nome da Verdade

do utrina | espir itualidade | tir a-dúvidas | prática | polêmica | história do cris tianis mo

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“Sei que procuram Jesus, que foi crucificado. Ele ressuscitou, como havia dito!” Mateus 28, 5-6

PÁSCOA DA
RESSURREIÇÃO!
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EDIÇÃO COMEMORATIVA COM OS

DOIS ANOS DE VOZ DA IGREJA!

Adoração ou tentativa de barganha com Deus? Servir a Deus ou ser servido por Deus? Ir à igreja buscar a Deus ou para ficar rico? A teologia da prosperidade é bíblica?

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

A teologia da prosperidade surgiu nos Estados Unidos, em meados de 1950/60. O Dr. Leonildo Silveira Campos, sociólogo e professor da Universidade Metodista (SP), define-a como a crença “que afirma ser legítimo ao crente buscar resultados, ter fortuna e enriquecer, obtendo o favorecimento divino para sua vida material”. O teólogo Paul Freston observa: “O princípio básico da teologia da prosperidade é a doação financeira, não como um ato de gratidão ou devolução a Deus pelos frutos da terra e do trabalho (contexto bíblico), mas como um investimento. Devemos dar a Deus para que ele nos devolva com lucro, em dobro”. Observando de perto a proposta da teologia da prosperidade, encontramos sérios motivos para preocupação. Essas promessas de felicidade terrena alcançam sucesso nos países onde a exclusão social é maior: isso possibilita a manipulação das mentes simples em nome da fé. A religião assume a lógica do consumo e do mercado, para a qual a dignidade do ser humano depende daquilo que ele tem, e não daquilo que ele é. Isso leva à ideia, equivocada e perigosa, de que ter mais dinheiro significa ser mais amado por Deus, que por sua vez é antibíblica e contrária à proposta e ao exemplo de vida de Jesus Cristo.

Vale a pena refletir sobre um fato ocorrido na vida de Madre Teresa de Calcutá. Conta-se que certo homem, ao vê-la cuidando das feridas de um doente, comentou que não teria coragem de fazer aquilo nem que fosse para ganhar um milhão de dólares. A resposta de Madre Teresa foi a seguinte: “Por um milhão de dólares eu também não faria. Faço por Amor”...

Só pela gratuidade do amor fraterno vale à pena buscar Deus. Só por amor faz sentido assumir a vida cristã, com todas as suas alegrias e também com os seus desafios e obstáculos, como diz o Senhor: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a cada dia sua própria cruz e me siga” (Lc 9,23). Nunca, jamais Jesus disse que seus seguidores teriam uma vida só de alegrias e prosperidade, livre dos problemas deste mundo. Nada, feito sem amor, tem valor para Deus: o sentimento que havia em Cristo era de intima compaixão com os necessitados. Jamais o de barganha, ofertar para receber riquezas como pagamento. E se os defensores da teologia da prosperidade alegam se basear nas Escrituras Sagradas, concluimos esta reflexão com afirmações da Bíblia:
“Guardai-vos escrupulosamente de toda avareza e cobiça, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.” (Jesus Cristo (Lc 12, 15 e Jo 16, 33) “...Os que têm a mente corrompida e são privados da verdade, que pensam que a piedade pode ser fonte de lucro.” Apóstolo Paulo (1Tm 6, 3-5) “Aprendi a contentar-me com o que tenho.” Paulo Apóstolo (Fl 4, 11) “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (...) Se quiseres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos Céus. Depois, vem e me segue’. E o jovem, ouvindo estas palavras, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.” Jesus Cristo (Mt 6, 24 / 19, 21-22)

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É fácil notar que a teologia da prosperidade transforma toda a sublime mensagem dos Evangelhos numa defesa da famigerada cultura do consumo exagerado, levando a uma fé individualista e egoísta, para a qual o mais importante é a felicidade pessoal, e o bem da coletividade é relegado a segundo ou terceiro plano. A lógica da teologia da prosperidade se fundamenta na promessa de sucesso material e financeiro para quem é “fiel” a Deus: ser fiel, nesse caso, é dar dinheiro. Ensina que o nível do sucesso depende do valor da contribuição financeira. É claramente uma proposta de troca entre o fiel e Deus: “Dou a Deus para que ele me devolva muito mais”. E como Deus não vem pessoalmente receber as doações... elas devem ser entregues àqueles que se colocam como representantes do Divino. Aí estão os tristes fatos de uma realidade que cresce a

Publicado originalmente na primeira edição de Voz da Igreja (fevereiro/2010)

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eilões da fé”: assim são conhecidos os cultos, supostamente religiosos, em que se propõe a barganha com Deus, na pregação de princípios do tipo “quem der mais será mais abençoado”; esta é a base da doutrina da malfadada “teologia da prosperidade”: uma proposta de se servir a Deus não por amor ou devoção, mas com a intenção de ser recompensado. Segundo essa linha de pensamento, - que por incrível que pareça é defendida por indivíduos que se intitulam “cristãos”, - se você frequentar tal “igreja”, ouvir o que diz o “pastor”, pagar o dízimo e fizer muitas ofertas, será ricamente abençoado. Se tiver problemas conjugais, serão sanados. Se tiver algum desejo material, como um carro importado, uma viagem ou a reforma da casa, será realizado. Deus espera que você demonstre sua fidelidade fazendo generosas doações financeiras; em troca, todos os seus desejos e vaidades serão recompensados. Trocam o “seja feita a vossa Vontade” por “seja feita a minha vontade, assim na Terra como no Céu”...

cada dia em nosso país. Em alguns dos bairros mais pobres de São Paulo, a cada quarteirão encontramos três, quatro ou mais pequenos salões ou garagens alugadas e transformadas em “igrejas”, sob as mais variadas denominações. Reflita: se a intenção desses supostos líderes espirituais é “salvar almas para Cristo” (como gostam de afirmar), e se eles se consideram irmãos, porque então abrem novas “igrejas” ao lado de outras já existentes? Não seria mais simples e lógico incentivar a população a frequentar as comunidades já existentes? Óbvio que o objetivo destes verdadeiros empresários da fé não é espiritual. Cabe aos verdadeiros cristãos a tarefa de substituir a teologia da prosperidade pela Teologia do Amor e da Gratuidade, aquela ensinada por Nosso Senhor nos Evangelhos.

é o princípio da vida cristã, a vida no Espírito, e é a porta de acesso aos demais Sacramentos. Pelo Batismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus, incorporados à Igreja e tornados membros de Cristo. Perceba a importância deste maravilhoso Sacramento: quando recebemos o Batismo, passamos de criaturas de Deus para seus filhos amados! Algumas comunidades cristãs não entendem o Batismo das crianças, alegando que elas não podem ser batizadas porque ainda não podem fazer a escolha por si mesmas. Alguns chegam a dizer que essa prática teria sido “inventada” pela Igreja, e que não teria base bíblica. Vamos aprofundar a questão? É fácil constatar que a Bíblia indica o Batismo a todos, e isso inclui as crianças. Vejamos: “Disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos que Deus, nosso Senhor, chamar.” (Atos 2, 38, 39) - É óbvio que, entre os filhos de todos os membros das novas comunidades, a quem Pedro falava, haviam muitas crianças. Em especial as famílias dos judeus, naquela época, eram numerosas e contavam sempre com muitas crianças, até em cumprimento à Lei de Moisés. De acordo com a Bíblia, filhos são bençãos de Deus, “o fruto do ventre e o seu galardão.”

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Batismo

POR QUE BATIZAMOS POR QUE ATIZAMOS RIANÇAS? AS CRIANÇAS?
(Sl 127, 3). E não só os filhos são bençãos, mas também os filhos dos filhos, que são chamados de “coroa dos velhos” (Pv 17, 6). O fato de não ter filhos era vergonha (Gn 30, 22-23) e desonra (Lc 1, 25) na tradição judaica veterotestamentária (Antigo Testamento). Portanto, podemos ter a mais absoluta certeza de que, quando a Bíblia fala que determinada pessoa, juntamente com toda a sua casa, foram batizados, aí estão incluídas crianças. E em outras passagens a Bíblia também mostra, claramente, que a Igreja sempre batizou crianças: no caso do centurião Cornélio, batizado “com toda a sua casa” (At 10); da negociante Lídia de Filipos (At 16); do carcereiro de Filipos (At 16, 31-33), de Crispo de Corinto (At 18, 8); da família de Estéfanas (1Cor 1, 16)... Famílias inteiras eram batizadas. Claro que nessas famílias haviam também crianças. Além disso, o Apóstolo Paulo ensina que o Batismo é, para o Cristão, assim como a circuncisão para os judeus (conf. Cl 2, 11-12). Não há margem para dúvidas: a circuncisão era praticada nos bebês; assim deve ser o Batismo para os cristãos. Na Nova e Eterna Aliança, o Batismo substitui a circuncisão da Antiga Aliança, como ritual de entrada para o Povo de Deus. Se o próprio Deus ordenou circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles a capacidade de escolher, por que recusar o Batismo às crianças de pais cristãos, somente porque eles ainda não podem escolher? E se cremos que o Batismo é um passo tão importante na vida espiritual, faria sentido esperar a fase adulta para abraçar a Graça Divina? Não é o próprio Senhor Jesus Cristo quem declara no Evangelho segundo Lucas: “Deixai vir a mim as criancinhas, e não as tenteis impedir; pois dos que são como elas é o Reino de Deus” (Lc 18,16). Leve seu filho ou neto para receber o Sacramento do Batismo, o mais cedo possível! Torne-o um filho amado de Deus e membro da Igreja do Senhor! Procure a secretaria da paróquia mais próxima...

Publicado originalmente em Voz da Igreja nº5 (2010)

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VOCÊ É UM DIZIMISTA?
Compreenda a importância desse gesto de amor!

O dízimo é um compromisso. Representa a nossa vontade de colaborar, de verdade, com o projeto divino de felicidade para todos. Os judeus davam 10% de tudo o que colhiam da terra com o seu trabalho: daí vem a palavra “dízimo”, que significa “décima parte”. Todos são convidados a oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganham, mas não somos obrigados. O importante é entender que o dízimo não é esmola. Deus merece a doação feita com alegria, e jamais nos priva da nossa liberdade. Além disso, o que é doado com alegria faz bem a quem recebe! Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. A Igreja não exige a doação de 10% do que ganhamos; porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja um percentual, isto é, uma porcentagem dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganha R$ 1.000,00 e oferecer R$ 10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria apenas uma oferta. E a experiência comprova: aqueles que, confiantes na Providência Divina, optaram pelo dízimo integral, não se arrependeram nem sentiram falta em seus orçamentos. Ao contrário, muitos dizimistas dão o testemunho de que depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comu-

A entrega do dízimo, normalmente, é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. Deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que recebemos os nossos ganhos. Já as ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe regularidade, como no dízimo. Você pode doar na hora do ofertório, durante as Missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de um compromisso fixo assumido com a sua comunidade, e sim de uma manifestação de amor, caridade e confiança. Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar a igreja limpa, bem equipada e tudo funcionando bem. Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar! Somos a família do Senhor, e a Igreja é a casa de todos nós. Contamos com o seu desejo de viver e ser comunidade: aceite o chamado do Pai Eterno e diga SIM ao compromisso de levar adiante os trabalhos evangelizadores da paróquia da qual você faz parte. Informe-se sobre como você pode se tornar um dizimista. Faça a sua parte!

“Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria.” (2Cor 9,7)-

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Publicado originalmente em Voz da Igreja nº3 (2010)

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dízimo é uma doação regular e proporcional aos rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É uma forma concreta de manifestar a sua fé em Deus e o seu amor ao próximo, pois é por meio dele que a Igreja realiza diversas obras de caridade e assistência aos menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes para todo cristão: a Fé, a Esperança e o Amor, que nos levam para mais perto de Deus.

nidade dessa maneira, passaram a se sentir mais abençoados do que antes, quando suas contribuições eram menores. Deus não desampara os que nele confiam. Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo esperando “ganhar em dobro”, como se pudéssemos negociar ou barganhar com Deus.

Católicos realmente adoram Maria como “deusa”? Qual o significado da devoção mariana? Tire suas dúvidas!
Foi ele quem sofreu as piores dores e deu sua própria vida em sacrifício pela nossa salvação. Jesus é nosso único Deus, Um com o Pai e o Santo Espírito, nosso único Salvador, e somente por ele recebemos a vida eterna. Jesus Cristo também é o único que intercede por nós junto ao Pai no sentido de nos resgatar do pecado e salvar as nossas almas. Enquanto cristãos, precisamos assumir que é Ele quem ocupa o centro da nossa fé. Esclarecidos esses pontos, nós também cremos que podemos e devemos interceder uns pelos outros, isto é, pedir uns pelos outros junto ao Cristo, como a Bíblia ensina. E Maria foi a primeira a fazer isso! Numa festa de casamento, lá em Caná, quando surgiu uma situação difícil (faltou vinho), o que ela fez? Pediu ao seu Filho e seu Senhor que ajudasse àqueles noivos. E ele a atendeu prontamente. Da mesma maneira, cremos que Maria pode pedir também por nós ao seu Filho amado, agora que está com Ele na eternidade, em perfeita Comunhão. Cremos que no Céu os santos de Deus estão mais vivos do que nós, aqui na Terra, pois alcançaram a vida plena à qual Jesus se referiu (Jo 10, 10). Maria foi a primeira cristã, o perfeito modelo de fé e de confiança em Jesus, testemunha fiel de tudo o que se passou na vida dele, desde antes do nascimento até a morte na Cruz. Já imaginou isso? De Jesus, Maria entende! Não, ela não foi nem é “uma mulher qualquer”, como ouvimos dizer por aí: não foi acidente nem sorte a Graça tremenda que aconteceu na sua vida! Não é todo dia que uma virgem recebe o aviso de um anjo, de que será simplesmente a mãe do Filho de Deus! Não é todo dia que uma mulher fica grávida por obra especialíssima, direta de Deus! Ora, não é “qualquer mulher” que gera, cria e educa alguém como Jesus Cristo, nosso Deus! É por isso que não é pecado chamar Maria de “Mãe de Deus”. Jesus sendo Deus, e Maria sendo sua mãe, quando a chamamos assim, honramos a memória de Maria e a Jesus glorificamos, reafirmando todas as vezes que Jesus Cristo é Deus. Assim como está escrito, somos destinados desde antes do nosso nascimento, e Maria foi especialmente escolhida e preparada para sua imensa missão, porque o Sopro de Deus pairou de maneira única sobre ela. A Vida que nela foi gerada era nada menos que a Vida do próprio Autor da Vida! Como podem alguns se negar a honrar Maria? Como podem se negar a lhe proclamar Bem-Aventurada e Cheia de Graça? Podemos imaginar os risos, as brincadeiras, as lágrimas, as preocupações que ela teve com seu Filho divino, o dia a dia ao lado do Senhor... Ninguém teve maior escola de cristianismo do que Maria! Se pararmos para pensar, nem mesmo os Apóstolos, que escreveram o Novo Testamento da Bíblia, sabiam mais de Jesus do que ela, pois eles tiveram apenas três anos para aprender com Cristo: Maria teve trinta e três! Se acreditamos na palavra e na santidade dos Apóstolos, como

MARIOLOGIA

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e cremos que Deus é Pai; se cremos que Jesus é o Cristo, o Ungido, o Filho de Deus, também precisamos respeitar, honrar e amar a mãe de Jesus, a Virgem Maria.

Se cremos que todos os que amaram verdadeiramente a Deus nesta vida estão no Céu, e que aqueles que seguiram Jesus e morreram acreditando nele estão ao seu lado, seria o cúmulo do absurdo supor que aquela que foi a mãe do Cristo aqui na terra não estivesse junto a Ele no Céu. Maria, cheia do Espírito Santo segundo a Bíblia Sagrada, declarou de si mesma: “De hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada!” (Lc 1, 48) Nosso Salvador não salvaria sua própria mãe? Nós, cristãos, cremos que recebemos, por Graça, o direito e o poder de pedir e interceder junto a Deus pelos nossos irmãos. Podemos pedir ao Pai em nome de Jesus, ou falar diretamente a Jesus e pedir que nos conceda suas bençãos. O próprio Senhor Jesus Cristo ensinou isso nos Evangelhos, e que Graça maravilhosa é esta! Não devemos deixar jamais de conversar com nosso Senhor, que, sendo Deus, se fez homem e fraco, por nós.

Publicado originalmente em Voz da Igreja nº3 (2010) - Imagem: “Anunciação”, Fra Angelico (1387-1455):, Museu São Marcos, Florença

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duvidar de Maria? Se ela tivesse escrito um Evangelho, este seria certamente o mais digno de crédito: porque ela esteve lá, junto, e continuou com os discípulos mesmo depois da crucificação. Aliás, no momento da crucificação, quando a maioria fugiu, quem continuou ao lado do Senhor? A própria... E não foi nesse momento que Jesus a declarou Mãe da Igreja, quando disse ao Apóstolo: “Eis aí a tua mãe.”? E os Apóstolos sem dúvida a ouviam. Muita coisa Maria deve ter lhes contado, detalhes sobre a vida do Senhor; senão, como eles poderiam saber, para escrever? Maria foi a melhor testemunha do que realmente aconteceu com Jesus. Ninguém viveu a experiência Jesus Cristo mais do que ela. Muitos títulos de honra a Igreja deu à Maria, e nos cabe procurar entendê-los corretamente. Infelizmente, aqui entramos nos exageros dos que parecem querer elevar a mãe de Deus mais alto que o próprio Deus. - Mais alto do que, com certeza, ela mesma deseja ser elevada. Estes são o oposto daqueles que a desrespeitam. Uns, na ânsia de anunciar as virtudes da mãe, acabam exagerando; outros, querendo defender o papel único do Filho de Deus, acabam desprezando o maravilhoso legado da amada Mãe da Igreja e de todos os cristãos: Maria, por ser mãe de Cristo, é mãe da Igreja e nossa mãe, além de nossa irmã e companheira de caminhada. A Igreja sabe o que é o Reino de Deus, quem é Jesus e quem é Maria, e nós precisamos aprender essas coisas. Devemos aprender a amar Maria com uma devoção pura e autêntica; conversar com Jesus e com o Pai, pedir sempre a Luz do Espírito Santo. Se vier o desejo de falar com nossa mãe do Céu, devemos fazê-lo, sabendo que falar com Jesus é falar com Deus, e que falar com Maria é falar com um ser humano especialíssimo que está no Céu com Deus. Nunca a Igreja ensinou que Maria é uma “deusa”, como acusam nossos irmãos “evangélicos”. O Catecismo deixa muito claro que é sempre o Deus Uno e Trino quem concede as bençãos. Maria e os santos pedem por nós, junto a Deus. Jesus concede porque é nosso Intercessor, e porque todo o poder lhe foi dado no Céu e na terra. Maria consegue orando, pedindo. Se tantas pessoas conseguem bençãos orando a Jesus, quanto mais ela, a Virgem Maria, que foi e continua sendo muito mais santa, mais unida a Jesus e mais pura e salva do que qualquer um de nós? Maria, depois de 33 anos convivendo com o Filho de Deus em pessoa, só poderia ser a cristã mais mergulhada no Mistério de Deus que já existiu. Nós levamos o Senhor na mente e no coração. Maria, fez isso também, e além disso o carregou no ventre! Pense: o sangue que fluía em Maria era o mesmo que fluía em Jesus! Maria cuidou dEle desde quando, por amor a nós, o Senhor quis fazer-se um bebê indefeso. Que grande absurdo é defender Jesus tentando diminuir Maria! Equilíbrio é tudo de que precisamos para honrar e venerar Maria do jeito certo. É verdade que alguns católicos se equivocam neste assunto. Quantas vezes vemos pessoas prostradas diante das imagens de Maria nas igrejas, louvando e pedindo bençãos, mas... Que pena, logo depois passam reto diante do Altar e do Santíssimo Sacramento, onde se encontra Jesus Cristo em Corpo, Alma e Divindade! Muitos gostam de repetir: “Tudo com Jesus, nada sem Maria!” – A frase é de uma infelicidade total. Cristo é Deus, Alfa e Ômega, Prin-

William Adolphe Bouguereau “A Virgem e o Menino” (1888)

cipio e Fim de todas as coisas. Quem o tem, tem tudo. Para quem está nele, não existem condições. Maria, Mãe bendita, vive nEle, para sempre. Assim também, quando desejamos “a Paz de Cristo e o Amor de Maria”, por exemplo, devemos saber que o Amor que vem de Jesus e de Maria são o mesmo e um só: trata-se da expressão máxima e perfeita do Amor Divino na Terra, e que provém dEle, o Autor da Vida, o Deus do Amor. E foi a este mesmo Amor que Maria Santíssima se entregou, de corpo e alma; foi deste Amor que ela se fez serva, para se tornar “Nossa Senhora” para sempre. Se existem exageros ao se falar de Nossa Senhora, e isso leva alguns irmãos de outras comunidades cristãs a nos acusar de idolatria, devemos saber que, dentro da verdadeira Fé, nada nos desvia da verdadeira Comunhão dos santos e nem da companhia e proteção de nossa bem-aventurada e bem-amada Virgem Maria, Mãe de Deus e de todos nós; exemplo incomparável de santidade e nossa companheira de caminhada.
“Santa Maria, Mãe de Deus...” E Deus pode ter mãe? Em 22 de junho do ano 431, o Concílio de Éfeso definiu: “Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, a Virgem Maria é verdadeiramente mãe de Deus, pois deu à luz, segundo a carne, ao Verbo de Deus”. - Reconhecer Maria como “Mãe de Deus” é professar que Cristo, filho da Virgem segundo a geração humana, é Deus. Simples assim.

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Fonte/Ref.: OLIVEIRA, José Fernandes de, Maria do Jeito Certo. São Paulo: Paulinas, 2008

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MEDITAÇÕES SOBRE A VIA-SACRA
Pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o Monte Calvário, onde, por amor a nós, foi sacrificado na Cruz. Quando rezamos a Via Sacra, percorremos o caminho doloroso do Calvário, que Jesus enfrentou em silêncio, até a morte tenebrosa, por nossa salvação. Na Via Sacra, Cristo carregou as culpas das pessoas de todos os tempos e lugares. Mas Jesus ainda continua sendo torturado e crucificado por homens que se deixam guiar por suas paixões, pela ignorância, pela ganância desmedida, que se deixam seduzir por falsos profetas que adoram o dinheiro como único deus e ensinam que o Evangelho se resume a uma espécie de manual para alcançar prosperidade. Porém, se sobre os ombros do Senhor pesou a Cruz do sofrimento de toda a humanidade, ela também representa a nossa vitória final. Sua Cruz deve se refletir em nossas vidas e em todas as nossas obras, seja em nível pessoal ou profissional, sejamos nós ricos ou pobres. Os homens que prendem, amarram, escarnecem e espancam Jesus simbolizam todas as nações, classes e raças do mundo, quando não o ouvem. São a nossa imagem, quando não procuramos fazer a nossa parte como cristãos. A Vida Eterna, porém, não nos é imposta: se Cristo não é acolhido, não dá fruto em nós, nesse caso seu Sangue foi derramado inutilmente. Jesus tomou tudo a Si e em Si, pelo bem de todos. Nossa parte é acolhê-lo verdadeiramente, profundamente, em nossos corações e almas. É este o meio de morrermos com Ele para as dores e frustrações deste mundo e renascermos para uma eternidade de Amor e Luz.
Publicado originalmente em Voz da Igreja nº 13 (2011)

oisa triste é uma comunidade que cai na monotonia, que celebra seus momentos e datas mais importantes sem emoção, sem entrega verdadeira e sem entrar no espírito da celebração. Isso é válido para todos os momentos do Calendário Litúrgico, mais ainda na ocasião da Páscoa do Senhor, o momento máximo da Igreja. Do primeiro dia do mês de abril de 2012, Domingo de Ramos, até o dia 8, que é o Domingo da Páscoa do Senhor, toda a Igreja celebra a Semana Santa. É uma ocasião simplesmente maravilhosa para renovarmos a nossa espiritualidade e a nossa fé em Jesus Cristo! É uma semana que começa contemplativa, segue introspectiva e se encerra em festa! No Domingo da Páscoa e da Ressurreição do Senhor, após quarenta dias de contrição, interiorização e penitência, comemoramos enfim a grande Vitória sobre o pecado e a morte! Vencendo as forças das trevas, Jesus ressurge triunfal para nos garantir a vida eterna! Chegou o momento de celebrar a nossa alegria por sermos cristãos, por sermos católicos e por sermos feitos filhos de Deus! Vamos festejar, exultantes, a Vitória do Senhor, pois é também o nosso triunfo!

Vitória, tu reinarás! Ó Cruz, tu nos salvarás!
Com o exercício da Via Sacra, recordamos as dores que nosso Redentor sofreu no caminho, do

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DOMINGO DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
Sábado de Aleluia
Antes da chegada da Páscoa, a Igreja celebra o Sábado de Aleluia. É chegada a noite da Luz! Luz que irrompe na escuridão, Luz que vence todas as mortes, Luz que ilumina os nossos caminhos. Na beleza de uma Igreja às escuras, de uma celebração que começa do lado de fora, com a benção do fogo e o acender do Sírio Pascal, cuja luz passa de vela em vela, nas mãos dos irmãos de fé. E afinal, depois de um longo período de recolhimento, a Igreja toda se ilumina! Chegou a hora da alegria! A hora de cantar “Aleluia!”, de nos sentirmos vivos e felizes, de entender que fomos feitos filhos e filhas de Deus, que a morte foi vencida para sempre, e que todo o sofrimento da cruz, juntamente com todas as nossas dificuldades, tiveram um propósito maior, e esse propósito agora se cumpriu plenamente! A homilia desta noite é sempre carregada de sentido especial, de verdade e de esperança. Diz que Jesus nos precede no Céu, que vai à nossa frente... E que nós temos que ser como as pessoas daquela primeira hora da manhã do dia seguinte, primeiro dia da semana, o Domingo da Páscoa. Deus é o Senhor do impossível. Afinal, podemos nos saciar na mais pura alegria, na Fonte da Salvação! Luz da Luz, iluminai nossos caminhos! É festa! O Senhor ressuscitou! Aleluia!

“Eis que faço novas todas as coisas”
Nascer do sol em Obidus, Portugal - Foto de Pe. Marcelo Monge

(Ap 21, 6)

No Antigo Testamento, Moisés, o primeiro grande profeta de Deus e um dos primeiros a reconhecer a Unicidade Divina (há um só Deus), liderou o povo hebreu, escravizado no Egito, no caminho para a liberdade. Deus manifestou seu Poder através de Moisés, o libertador, com Sinais e Maravilhas. E no processo de libertação do povo guiado por Deus através de Moisés, foi instituída a celebração da primeira Páscoa: todos os filhos de Israel imolaram um cordeiro, e com o seu sangue marcaram as portas de suas casas, para a salvação do povo de Deus. Desta maneira se instituiu a festa da Páscoa antiga, comemorada até hoje pelo povo judeu. “Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor; fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua” (Ex 12, 14). A instituição da Páscoa Cristã se deu na imolação de Cristo. Na primeira Páscoa, Deus libertou seu povo da escravidão dos homens e proclamou sua Aliança com ele. Na segunda e definitiva Páscoa, o próprio Filho de Deus fez-se o Cordeiro de Deus, e foi imolado para libertar a humanidade da escravidão do pecado e da morte. É o Sangue do Cordeiro de Deus que nos liberta para sempre, por sua Paixão, Morte e Ressurreição. “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado” (1Cor 5, 7). Jesus veio ao mundo para cumprir a Escritura, e por sua vontade foi crucificado exatamente no dia da preparação da festa da antiga Páscoa, para que, a partir de sua Morte e Ressurreição, fosse instituída a Nova e Eterna Aliança. É tempo de alegria e Graça! Feliz Páscoa!

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Publicado originalmente em Voz da Igreja nº 2 (2010)

COMO UMA COMUNIDADE EVANGÉLICA INTEIRA CONVERTEU-SE AO CATOLICISMO
Alex Jones: ex-pastor, hoje diácono católico

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex Jones e de sua comunidade evangélica.
Tudo começou quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave: “Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?”. Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a verdadeira Igreja, era necessário ler os padres da Igreja primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. Essa argumentação mexeu com a cabeça do pastor Jones: “Aquilo fazia sentido!”, disse ele, “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja. Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente pregação e louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue do Cristo presente!”... No começo do verão de 1998, o pastor Jones decidiu reativar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva em sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de cópia da Celebração Eucarística, todos os domingos. “Minha congregação achava ridículo”, recorda ele. “Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente”. Jones leu o livro “Cruzando o Tibete”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Batismo e a Eucaristia. Mais tarde, pôde conhecer este autor, no Seminário do Sagrado Coração, em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente. Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. E assim, ao estudo da Bíblia e da Patrística, somouse o do Catecismo, da Mariologia, da vida dos santos, do Purgatório, dos Sacramentos... “Comecei a deixar de lado a doutrina da sola scriptura (só a Bíblia), que representa a alma da fé protestante”, disse Jones. E parte do povo começou a abandonar a congregação. Conta a sobrinha de Jones: “A cada domingo eu voltava para casa e dizia: ‘este foi o último; não volto mais. Mas como confiava que meu tio era um homem de Deus, acabava voltando sempre”... Aos poucos, as coisas começaram a fazer sentido para ela também. No processo de mudar o culto da Maranata, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: “Para quê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correta: a Igreja Católica! Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica; todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu havia encontrado a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto”.

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conteceu nos Estados Unidos. A “Igreja Cristã Maranata” ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, tal “igreja” não existe mais. No dia 4 de junho de 2006, domingo, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes dessa congregação decidiram (39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente uma comunidade católica apostólica romana. Alguns anos antes, o pastor Alex Jones, 58 anos, começou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. “Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do seu verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo da Patrística (primitivos Padres da Igreja). Aos poucos, a congregação foi deixando o culto “evangélico” e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo, a Eucaristia... Todos os nove passos foram adotados. Linda se desesperava: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo! Maria? De modo algum! (...) Nós seguíamos Jesus. Eu pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.

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Alex e Donna Jones

Ex-pastores protestantes casados que se convertem à Igreja Católica têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, que era pastor da “Igreja Carismática Episcopal”, também uniu-se à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, recebeu permissão de Roma para tornar-se padre; entrou no Seminário Maior do Sagrado Coração, onde estudou por três anos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing. O resultado da votação dos líderes da Congregação Maranata a favor da conversão à Igreja Católica foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: “Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que esta é a Igreja que Jesus Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!”...

A experiência de Alex Jones virou livro: “Um pregador pentecostal torna-se católico”

A situação da esposa
“Parecia algo temporário. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado”, diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex. “Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria”, completa ela. “Quando começou a abraçar essa fé, eu disse: ‘tem alguma coisa errada aqui’”... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: “Precisava de ‘munição’ para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os primeiros padres da Igreja, uma mudança começou acontecer no meu coração”... No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), encontrou-se com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranata, e a partir daí respondia às muitas perguntas que surgiam. Por quase dez anos, Walters encontrou-se com os Jones todas as terças-feiras, e ficavam juntos por quatro ou cinco horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: “Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...”. Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: “E então o Espírito Santo me falou ao coração: ‘Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo!’”. - Exatamente oito meses depois, numa bela tarde, Donna dirigiu-se ao seu marido e anunciou: “Eu sou católica!”. Depois disso, Alex Jones concluiu: “Este é definitivamente um trabalho do Espírito Santo! Quando me foi revelado que esta era a Sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo!”. Hoje, o ex-pastor Alex Jones é um respeitado e admirado diácono católico.
vozdaigreja.blogspot.com/2001/12/sou-catolico-depoimento-do-ex-pastor.html

Alex Jones, hoje diácono católico, devidamente paramentado

Publicado originalmente em Voz da Igreja nº 10 (2011)

Fonte/Ref.: JONES, Alex, No Price too High. San Francisco: Ignatius Press, 2006

Horários das Celebrações da Semana Santa na São João Batista do Brás:
Tríduo Pascal com a Presença de D. Edmar Peron Quinta-Feira Santa: 20h - Missa do Lava-Pés Sexta-Feira Santa: 7h às 14h - Vigília com as pastorais / 8h às 12h - Confissões / 15h - Celebração da Paixão do Senhor / 20h - Via-Sacra pelas ruas Sábado Santo: 7h - Laudes / 20h Vigília Pascal Domingo de Páscoa - Missas: 8h - 10h (presidida por D. Emar Peron) - 18h

Imperdível! Assista o depoimento de Alex Jones em vídeo:

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Jesus, eu confio em Vós!
“Ó, meu Senhor Jesus Ressuscitado, meu único Salvador e Redentor, que sendo Deus te fizeste homem, pobre, humilde e simples, e com tantas dores e angústias me resgataste da morte e de uma vida sem sentido; dou-te graças pela vida nova que me deste e pela oportunidade maravilhosa de ser uma nova pessoa em ti! Amém!”
vozdaigreja.blogspot.com

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