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PARAKLETOLOGIA A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO EBD 2012

Casa de Oração Para Todos os Povos Recanto das Emas Professor(a):______________________ ___

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Casa de Oração Para Todos os Povos EBD 2012
Coordenação
Coordenador : Pr Giberto V Lins Vice-Coordenador: Elizeu Vieira 8469-7018 9206-8165 8554-3229 9148-6913 8469-7018 8584-7951 3386-1266 8446-5199 8427-7985 9966-7167 9206-8165 9193-0246 9191-9865 8145-6370 8513-8953 8457-5167 9191-9865 8135-4178 3021-4342 9179-6752 9103-3673 8584-7951 8500-5687 8592-2021 8457-5167

Secretaria
Vanice Silva

Tesouraria
Daniel Ribeiro

Professores Classe Adultos
Pr Gilberto V Lins Pr André Bengally Pra Telma Oliveira Pra Francisca M Lins Ev Esmeraldo Almeida Ob Márcio Lagertão

Professores Classe Jovens
Presb Elizeu Vieira Ob Samuel Ribeiro Isaac Ferreira Carmeilton Souza

Professores Classe Pré e Adolescentes
Tayne Almeida Raíssa Meneses Isaac Ferreira Marcos Felipe

Professores Classe Crianças
Fátima Roriz Yanna Torres Kássia Ribeiro Fátima Bengaly Helienai Vieira Daniel Almeida Raíssa Meneses

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO – PARAKLETOLOGIA

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Leitura Bíblica: João 14.15-17; 16.5-16. Introdução: O estudo sobre a “Doutrina do Espírito Santo”, ministrado de forma sistemática é sem sombra de dúvidas importantíssimo, empolgante e reavivador. Espero que o Senhor nos conceda momentos de grande despertamento espiritual, um melhor entendimento sobre a pessoa do Espírito Santo, seus atributos e operações na vida da Igreja. Anseio que o Espírito Santo encontre em nós a disposição para vivermos profundas experiências com Ele e assim possa manifestar em nós o seu poder. Vivemos dias em que muito se fala sobre avivamento, renovação, e até mesmo sobre o Espírito Santo, mas por outro lado nunca se viu tanta “indigência espiritual”, manifestações fraudulentas, marketing religioso e tanta propaganda enganosa. É tempo mais que nunca de seguirmos o exemplo do profeta Habacuque registrado em seu livro 3:2 “Tenho ouvido, ó SENHOR, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia”. Com exceção das epístolas II e III João todos os livros do Novo Testamento contêm referências à promessa do derramamento do Espírito Santo. No entanto é reconhecida como a doutrina mais negligenciada. O formalismo e um medo indevido do fanatismo têm provocado uma reação contra a ênfase do Espírito Santo na experiência pessoal. Não pode haver cristianismo sem o Espírito Santo. Somente Ele pode fazer real o que a obra de Cristo possibilitou. Este estudo com certeza irá nos auxiliar a conhecermos melhor sobre o Espírito Santo e suas atuações. I – O QUE É PARAKLETOLOGIA Em Jo 14.16 encontramos que Jesus ao se referir ao Espírito Santo utilizou a expressão “outro consolador”. A palavra “outro”usada por Jesus no grego “allos” significa “outro do mesmo tipo” e a palavra “Consolador” no grego “parakletos (παρáκλητος)”, literalmente, “chamado para o lado de alguém”ou seja, para ajuda. Era usado em um tribunal para denotar o assistente legal, conselho para a defesa, defensor, advogado. Então, em geral, aquele que pleiteia a causa de outrem, intercessor, advogado e em sentido mais amplo, significa “ajudador, auxiliador, consolador”. Parakletologia, portanto deriva-se da palavra grega “parakletos” e pode ser definida como a ciência que estuda acerca do Espírito Santo. Esta por sua vez, divide-se, no estudo da Bíblia em dois períodos: O do Antigo Testamento e do Novo Testamento. II – PARALELO SOBRE O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO E NO NOVO TESTAMENTO: · No primeiro as atividades e as manifestações do Espírito Santo eram esporádicas, específicas e em tempos distintos. · No segundo, tem sua maior ênfase após o dia de pentecostes, quando suas atividades se concretizam direta e continuamente, através da Igreja. · No Antigo Testamento Ele se manifestava em circunstâncias especiais. · No Novo Testamento, veio para morar nos corações dos crentes e enche-los do seu poder. · No Antigo Testamento tinha-se um conhecimento limitado do Espírito Santo, pois, o viam como um poder impessoal vindo da parte de Deus. · Porém, no Novo Testamento essa idéia foi aclarada quando Ele manifestou de modo pessoal, racional e direto, ainda que invisível. O Espírito Santo no Antigo Testamento O Espírito Santo no Novo Testamento Atividade e manifestações esporádicas, específicas e em tempos distintos. Após o dia de pentecostes suas atividades se tornaram diretas e continuas através da Igreja.

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Manifestava em circunstâncias especiais. Veio para morar nos corações dos crentes e enche-los do seu poder. Tinha-se um conhecimento restrito, limitado sobre o Espírito Santo, pois, viamno como um poder impessoal vindo de Deus. O conhecimento foi aclarado pela sua manifestação de modo pessoal, racional, direto, ainda que invisível. Era dado por medida, e para fins específicos. É derramado abundantemente sobre todos os salvos que o buscam. III- A PALAVRA ESPÍRITO NAS LÍNGUAS ORIGINAIS No Antigo Testamento, a língua hebraica a traduz com “rûah”, que significa essencialmente, “respiração, ar, força, vento, brisa, espírito, ânimo, humor, Espírito”. No Novo Testamento, escrito na língua grega a palavra para espírito é “pneuma”, que denota primariamente “vento”; também “respiração”; então, especialmente “espírito”, que como o vento, é invisível, imaterial e poderoso. Tanto “rûah” como “pneuma” podem referir-se ao Espírito Santo, ao espírito humano, aos anjos e até mesmo aos espíritos imundos, daí a necessidade do cuidado redobrado ao analisarmos os textos em que elas se apresentam. Vejamos alguns exemplos de passagens Bíblicas empregando estas palavras com sentidos diferentes: Rûah Pneuma ► Gênesis 1:2 ► Mateus 12:45 ► Gênesis 6:3 ► Lucas 1:47 ► Gênesis 41:8 ► Lucas 4:14 ► Gênesis 45:27 ► Atos 16:16 ► Jó 4:15 ► Romanos 8:16 Tanto na interpretação de textos como na experiência do dia a dia cabe-nos observar o conselho do “Apóstolo do Amor” registrado em I Jo 4.I “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. IV - A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO 1 O Espírito Santo é Deus; At 5.3-4 A deidade do Espírito Santo está implícita na do Pai e do Filho. Ela é a mesma nas três pessoas. Não se separa, mas pertence à mesma essência divina do único Deus. 2 O Espírito Santo possui atributos divinos A- Eternidade: Hb 9.14. B- Imutabilidade: Ml 3.6; Hb1.11. Este atributo não exclusivo de uma pessoa da trindade, mas pertence as três. C- Onisciência: Provém da fusão de duas palavras latinas “omnes” que significa “tudo”e “scientia” que quer dizer ciência, ou conhecimento. O Espírito Santo, do mesmo modo que o Pai e o Filho, tem total conhecimento de todas as coisas, Sl 139.2-3; conhece todos os homens, I Rs 8.39; Jr 16.17. D- Onipotente: Lc 1.35; At 1. 8; Rm 15.19. E- Onipresença: O Espírito Santo penetra em todas as coisas e perscruta o nosso entendimento, pois, está presente em toda a parte. Ele não se divide em várias manifestações, porque sua presença é total em todos os lugares; Sl 139.7-10; Jr 23.23-24. 3 O Espírito Santo realiza trabalhos divinos A- Ele pairava por cima da face das águas e participou da glória da criação, Jó 26.13; Gn 1. 2,9,10; Cap. 2.7; II Pd 3.5; Sl 139.15.16. B- O Espírito Santo criou e sustenta o homem; Jó 33.4. Toda a pessoa, seja ou não, servo de Deus, é sustentada pelo poder criativo do Espírito Santo de Deus, Dn 5.23; At 17.28. A existência do homem é como o som da tecla do piano que dura tão somente enquanto o dedo do artista está sobre a mesma. C- O Espírito Santo levantou a Cristo da morte mediante a ressurreição e de igual modo será o agente na ressurreição dos salvos em todo o mundo, Rm 8:11.

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D- O Espírito Santo transforma em nova criatura, Jo 3.3-8. O Espírito Santo desenvolve uma relação pessoal com a criatura humana, nas esferas da mente, da vontade, e dos sentimentos, que por sua vez se ligam diretamente com a alma, onde Ele atua. Depois de convence-la, o espírito humano torna-se acessível ao Espírito Santo. Vejamos: · Na esfera da mente: O Espírito Santo opera com o objetivo de convencer intelectualmente, através das escrituras. · Na esfera do sentimento: O Espírito Santo opera nesta esfera levando o pecador a desejar possuir e sentir o que lhe é apresentado. · Na esfera da vontade: É aqui nesta esfera que o Espírito Santo promove a decisão do pecador, se ele estiver convencido da verdade divina em sua mente e em seu coração. V – O ESPÍRITO SANTO DE FORMA PESSOAL 1 O Espírito Santo exerce atributos de uma personalidade · Intelecto, Rm 8.27. · Vontade, I Co 12.11. · Sentimento, Ef 4.30, Tg 4.5. 2 O Espírito Santo exerce atividades pessoais · Revela, II Pd 1.21. · Ensina, Jo 14.26; ! Co 2.13. · Clama, Gl 4.6. · Intercede, Rm 8.26. · Fala, Ap 2.7; At 13.2. · Ordena, At 16.6-7. · Testifica, Jo 15.26. 3 O Espírito Santo é susceptível ao trato pessoal · Sofre oposição, At 7.51; I Ts 5.19. · Ele não deve ser entristecido, Ef 4.30. · Contra Ele não se deve proferir mentira, At 5.3. · Contra Ele não devemos blasfemar, Mt 12.32. VI – NOMES QUE IDENTIFICAM O ESPÍRITO SANTO 1 Espírito de Deus (I Co 3.16; I Jo 4.2). O Espírito Santo é o Executivo da Divindade, operando em todas as esferas, tanto física, como moral. Por intermédio do Espírito Santo, Deus criou e preserva o universo. Por meio do Espírito – “o dedo de Deus” Lc 11.20, Deus opera na esfera espiritual, convertendo os pecadores, santificando e sustentando os crentes. Os dois nomes “Espírito” e “Deus” indicam o que é e o que faz. O primeiro, indica a terceira pessoa da trindade, e o segundo revela sua deidade, Gn 1.2; I Co 2.11. O Espírito é chamado Deus, porque a divindade pertence às três pessoas da Trindade. Intitula-se Espírito de Deus, porque é enviado pelo Pai. Ele é a sua promessa, Jo 15.26; At 1.4. A importância deste nome é a identificação e a declaração de que o Espírito é Deus visto que procede do Pai. 2 Espírito de Cristo (Rm 8.9). É interessante saber que esta passagem fala de dois títulos: “Espírito de Deus” e “Espírito de Cristo”. No primeiro, Ele se identifica com a primeira pessoa da Trindade, o Pai, e no segundo, relaciona-se com a segunda pessoa, Cristo, nome de ofício divino e ministerial que significa “Ungido” ou “Messias”. A relação entre Cristo e o Espírito Santo revela-se nas obras efetuadas por Jesus, mas efetivadas pelo Espírito Santo na experiência humana. Não há nenhuma distinção especial entre os termos: “Espírito de Deus” e “Espírito de Cristo” e “Espírito Santo”, há somente um Espírito Santo, da mesma maneira como há um Pai e um Filho, ( I Co 12.11).

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O Espírito Santo possui muitos nomes que descrevem seus diversos ministérios. Por que o Espírito Santo é chamado de Espírito de Cristo? A- Porque Ele foi enviado em nome de Cristo, Jo 14.26. B- Porque Ele é o Espírito enviado por Cristo, Jo 16.7. C- Porque Ele só habita na vida daqueles que crêem em Cristo, Jo 7.38-39. D- Porque é Cristo quem batiza com o Espírito Santo, Mt 3.11. E- O Espírito Santo é chamado de “Espírito de Cristo” porque sua missão especial é glorificar a Cristo, Jo 16.14. Ver Gn 8.14 ( A pomba é símbolo do Espírito Santo, a oliveira é símbolo de Cristo. O Ramo da oliveira indicava vida). F- O Cristo glorificado está presente na igreja e nos crentes pelo Espírito Santo, I Jo 4.13. G- Ele infunde a vida do Salvador na existência do pecador, através da regeneração, II Co 5.17. H- O Espírito Santo desenvolve na vida dos cristãos as características pessoais de Cristo, Gl 5.22; I Co 2.14-16. 3 Espírito do Senhor (At 8.39; II Co 3.17.18). O Espírito Santo quando se apresenta como o “Espírito do Senhor”, revela o senhorio do Deus Todo-Poderoso. A Palavra “Senhor”não se restringe a uma pessoa, mas às três da Trindade. Quando o Espírito do Senhor se manifesta na vida do Cristão, ou de modo geral na Igreja, significa que Ele quer exercitar seu senhorio. 4 Espírito Santo (Rm 1.4). Assim é chamado porque é Santo e santificar é sua obra principal, Rm 1.4. Necessitamos dum salvador por duas razões: Para fazer alguma coisa por nós, e para realizar algo em nós. Jesus fez o primeiro ao morrer por nós, e o pelo Espírito Santo ele habita em nós, transmitindo às nossas almas a sua vida divina. O Espírito Santo veio para reorganizar a natureza do homem e para opor-se a todas as tendências más. Este título é o mais conhecido e usado principalmente pela Igreja, desde a sua fundação. A Santidade é um estado eterno que pertence às três pessoas da Trindade. O Espírito Santo é o agente da santificação e por isso é chamado Santo. Esta palavra está implícita em sua natureza divina, e manifesta-se como uma qualidade sobre os que são santificados, I Ts 4.7,8. O profeta Isaías relata a visão do trono de Deus e ouve os serafins pronunciarem: Santo, Santo, Santo em alusão às três pessoas da Trindade, Is 6.3. João na Ilha de Patmos ouve o mesmo louvor, Ap 4.8. A missão do Espírito Santo não é só a de proclamar e revelar a santidade de Deus, mas, sim, a de santificar, como o seu próprio nome indica. Uma de suas atribuições é a de limpar e purificar com o Espírito de ardor e de Justiça, Is 4.4 ( Ver na versão R.A). O Espírito de santificação manifesta-se contra tudo o que é pecaminoso, sujo e abominável, e com o “Espírito de ardor” queima as escórias e faz juízo. A santidade de Deus é eterna e imutável. O Espírito é santo por si mesmo e produz a santificação, uma necessidade contínua do homem enquanto estiver sob o jugo do pecado. Por isso, o apóstolo Pedro escreve sobre este tema em I Pd 1.14-16. 5 Espírito da Graça (Zc 12.10; ; Hb 10.29) O Espírito da Graça, dá graça ao homem para que se arrependa, quando peleja com ele. Ele concede o poder para a santificação, perseverança e serviço. É Ele quem convence o mundo do pecado da justiça e do juízo, Jo 16.8-10, e manifesta a graça (favor imerecido, benevolência) ao pecador. O Espírito da Graça opõe-se ao espírito do pecado, manifestação virulenta que escraviza e desvia o homem de Deus. Resistir o chamado do Espírito da Graça significa insultar a Deus e desprezar a sua disposição de libertar e salvar o pecador; Hb 10.29.

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Aquele que trata com despeito ao Espírito da Graça afasta aquele que é o único que pode tocar ou comover o coração, e assim, separa a si mesmo da misericórdia de Deus, 6 Espírito de Adoção (Rm 8.15-16). Adoção é a aceitação voluntária e legal de uma criança como filho. Era freqüente entre os antigos hebreus, gregos e romanos, o adotar uma criança, que era entregue voluntariamente por uma família, e incorporada a outra. Fazia-se também a adoção de escravos , os quais, depois de um certo tempo eram aceitos com todos os direitos legais daquela família. No plano espiritual, éramos escravos e estávamos sob o jugo do “espírito de servidão”, Rm 8.15-16, mas quando a pessoa é salva, não somente lhe é dado o nome de filho de Deus, e adotado na família divina, como também recebe dentro da sua alma o conhecimento de que participa da natureza divina, Jo 1.12-13; I Jo 3.1. 7 Espírito da Promessa (Ef 1.13). O texto revela que ele é o Espírito da Promessa porque sua vinda cumpriu a determinação divina para o dia do Pentecostes e para o ministério de Cristo, anunciado por Jl 2.28; Ez 39.29; Ez 36.27 e reafirmado por Jesus como a “Promessa do Pai”, Lc 24.49; At 1.4. Uma das funções do Espírito da Promessa é selar e confirmar a promessa do Pai e do Filho, II Co 1.22. Ele se identifica como o “penhor da nossa herança” adquirida pelos méritos de Cristo, que se constitui em garantia da herança, no futuro. O Selo comprova a autenticidade da promessa que é o próprio Espírito Santo, Ef 4.30. 8 Espírito da verdade ( Jo 14.17; 15.26; 16.13). Quando Ele se manifesta como Espírito da Verdade, revela-se como a expressão exata do que o evangelho apresenta. Cristo declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”, Jo 14.6. Por isso o Espírito Santo testifica Dele. O propósito da encarnação foi revelar o Pai; a missão do Espírito Santo é revelar o Filho. Ele não oferece uma nova e diferente revelação, mas sim abre as mentes dos homens para viverem o mais profundo significado da vida e das palavras de Cristo. A igreja de Cristo é chamada da coluna e firmeza da verdade, I Tm 3.15, construída pelo Espírito Santo. 9 Espírito de Glória (I Pd 4.14) A palavra “Glória”na linguagem bíblica, tem o sentido de caráter. Não é simples resplendor, brilho, fama, celebridade, renome, reputação, típicos da majestade humana. O Espírito de Glória não se manifesta para tornar alguém famoso, brilhante ou célebre. Do ponto de vista divino, glória tem a ver com o que revelamos em nosso caráter cristão. Em relação ao Espírito Santo, a Bíblia o apresenta como o que não falaria de si mesmo, Jo16.13, mas de Cristo. Demonstraria a glória de Cristo, manifestada em bondade, perdão, amor, santidade e justiça. Para o viver cristão, o caráter de Cristo é o modelo ideal e é o Espírito de Glória quem revela tudo. É o Espírito Santo quem produz no crente um caráter parecido com o de Jesus Cristo, II Co 3.18. Sua glória é como o espelho que nos mostra o que somos. 10 Espírito da vida (Rm 8.2) O Espírito Santo é aquela pessoa da Divindade cujo ofício especial é a criação e preservação da vida natural e espiritual, Jó 33.4; Gn 1.2, 26. Toda a pessoa, seja ou não servo de Deus, é sustentada pelo poder criativo do Espírito Santo de Deus, Dn 5.23; At 17.28. A existência do homem é como o som harmônio que dura tão somente enquanto o dedo do artista está sobre a mesma, Rm 8.11. VII – O ESPÍRITO SANTO E A LIGUAGEM DOS SÍMBOLOS Os símbolos contribuem para o conhecimento da verdade. Falam da diversidade de operações do Espírito Santo, sem afetar a sua unicidade e a sua imutabilidade.De fato eles representam as características da natureza do Espírito Santo.

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São modos especiais para compreendermos as suas operações, representadas por coisas do mundo físico. 1 Pomba ( Jo 1.32-33 ). Na simbologia Bíblica esta ave identifica vida, paz, comunicação, expiação e poder. Possui assas fortes e largas. É graciosa, e, em sua maioria, mansa e sociável. Adapta-se facilmente à vida doméstica. Deus o Criador, sábio nas relações com suas criaturas, utiliza os recursos do conhecimento humano para falar sobre o mundo espiritual. Foi Ele quem primeiro usou a pomba como símbolo do seu Espírito, Jo 1.32-33. João Batista entendeu que o Espírito Santo manifestava-se em forma de uma pomba, pó isso, não teve dúvida do fato. Aquela visão foi real e constituiu-se em um sinal que o convencia de que Aquele era de fato, o Filho de Deus. Esta forma pela qual o Espírito Santo se apresentou no batismo em águas de Jesus, não estabelece dificuldade doutrinária. A Terceira pessoa da Trindade não precisa de forma corpórea, pois, é Espírito, Jo 4.14; II Co 3.17. Ele apenas se configurou aos olhos de João Batista para mostrar o Messias prometido por Deus. Vejamos algumas características da pomba que testificam as ações do Espírito Santo. A – Movimento. O Espírito Santo manifesta-se através da dinâmica de seus movimentos. Ele atua sobre o mundo da mesma forma como “movia sobre as águas”, Gn 1.2 que simbolizam a humanidade, e opera para convence-la do pecado, da justiça e do juízo, Jo 16.8-10. Ele se move no seio da igreja para dinamizar a vida dos crentes. A pomba é uma ave inquieta, seus movimentos falam de vida, força e ação. B – Vida. O Espírito Santo transmite e simboliza a vida, Rm 8.2,11; II Co3.6. O pecador está morto, mas o cristão é vivificado, Ef 2.1. No dilúvio, Noé e sua família entraram na arca para se salvarem das águas. Muitos dias depois, ele soltou um corvo, que ia e voltava, até não retornar mais. Depois enviou uma pomba que, não encontrando lugar para pousar, voltou. Ao regressar trouxe no bico uma folha de oliveira, Gn 8.6-12. Este episódio simboliza o papel do Espírito Santo no mundo. O corvo é carnívoro e vive muito bem onde há morte. A pomba é o símbolo da vida, da pureza e por isso retornou á arca. Jesus é a oliveira, Rm 11.17. C – Simplicidade Jesus disse: “Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”, Mt 10.16, Ele conhecia a natureza desta ave; por isso, comparava-a à simplicidade. Isto fala de pureza da mente, sem a malícia do mundo. Só um coração despido de presunção e de vaidade recebe o Espírito Santo. Simplicidade é o estado e a atitude de quem é simples, e possui a pureza de propósitos. A pomba possui estas características. O Espírito Santo inspira estas características de simplicidade nos cristãos para que vivam numa dimensão mais pura e acessível a Deus. D – Mansidão O salmista almejou no Sl 55.6-7 ter asas como de pomba para fugir para longe e pernoitar no deserto, onde há paz e mansidão. O espírito Santo é manso e habita em corações puros. Ele não reside onde existe tumulto e violência porque é terno e gracioso. Um dos frutos que o Espírito Santo Gera na vida do crente é a mansidão, Gl 5.22. E – Pureza Como aquela pomba que retornou a Noé porque não encontrou lugar entre os mortos do dilúvio, Gn 8.8-9, assim é o Espírito Santo, não pode habitar onde há impureza, F – Paz Já é tradicional a ilustração da paz, simbolizada pela pomba. Onde o Espírito Santo está existe quietude. Sua presença em nós produz a tranqüilidade do perdão dos pecados, como declara a Bíblia: “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm 5.1

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A unção do Espírito Santo na vida do crente o habilita tanto a ter paz, Gl 5.22, como também a promover a paz aos corações contritos, Lc 4.18-19. G – Sensibilidade A pomba é uma ave sensível, ela foge ao perceber o perigo. Da mesma forma quando pecamos o Espírito Santo se entristece. A pomba é uma ave que se amedronta facilmente. Se houver algum tipo de ameaça à sua vida ou ao seu ninho, ela o abandona imediatamente. Também se houver atitude irreverente à presença do Espírito Santo, ele se afasta, podendo se evadir, ou até mesmo ser extinto da vida do crente, I Ts 5.19. ( Ver Jz 16.20; I Sm 16.1, 14 ) Davi sabia que o Espírito Era sensível e não convivia com o pecado, Sl 51.11. 2 Fogo ( Mt 3.11; Lc 3.16; Is 4.4 ) O fogo ilustra a limpeza, a purificação, a intrepidez ardente, e o zelo produzido pela unção do Espírito Santo. O Espírito Santo é comparado ao fogo porque este aquece, ilumina, espalhase, purifica. O fogo representado pelo Espírito Santo tem o sentido de “poder que penetra e purifica” os mais duros dos metais. O ouro por exemplo, quando sai do crisol, expele toda a impureza e torna-se o mais valioso de todos os metais. No dia de pentecostes esse fogo manifestou-se sobre os discípulos sem destruí-los, antes purificou das impurezas. Lembremo-nos que no mesmo dia dois elementos da natureza, o vento (som como)e o fogo (línguas como), manifestaram-se como símbolos da obra do Espírito Santo, At 2.2-3. 3 Vento ( Ez 37.7-10; Jo 3.8; At 2.2) O vento simboliza a obra regeneradora do Espírito Santo e, é indicativo da sua misteriosa operação independente, penetrante, vivificante e purificante. O vento também produz refrigério. Como é bom ao andarmos sob o calor escaldante depararmos com o assoprar do vento, trazendo-nos o seu refrescor e dandonos ânimo para prosseguirmos em nossa caminhada. Assim também o Espírito Santo com a sua brisa de consolo, ânimo e coragem, nos conduz à vitória por Cristo Jesus Nosso Senhor. 4 Água ( Ez 36.25-27; 47.1-5; Jo3.5; 4.14; 7.38-39 ) O Espírito é a fonte da Água viva, a mais pura, e a melhor porque Ele é um verdadeiro rio da vida, inundando as nossas almas e limpando a poeira do pecado. O poder do Espírito opera no reino espiritual o que a água faz na ordem material. A água purifica, refresca, sacia a sede, e torna frutífero o estéril. Ela purifica o que está sujo e restaura a limpeza. 5 Selo ( Ef 1.13; II Co 1.22 ) Essa ilustração exprime os seguintes pensamentos: A – Possessão. A impressão dum selo dá a entender uma relação com o dono do selo, e, é um sinal seguro de algo que lhe pertence. Os crentes são propriedade de Deus, e sabe-se que o são pelo Espírito que neles habita. O seguinte costume era comum em Éfeso no tempo de Paulo. Um negociante ia ao porto e então a marcava com seu selo, um sinal de reconhecimento da possessão. B - A idéia de segurança . Também está incluída, Ef 1.13 vide Ap 7.3 O Espírito inspira um sentimento de segurança e certeza no coração do crente, Rm 8.16. Ele é o penhor ou primícias da nossa herança celestial, uma garantia da glória vindoura. 6 Azeite O azeite é talvez o símbolo mais comum e mais conhecido do Espírito Santo. Quando se usava o azeite no ritual do antigo Testamento, falava-se de utilidade, frutificação, beleza, vida, e transformação. Três verdades sublimes estão relacionadas com o azeite: A- Alegria Sl 23.5; Is 61.3; At 13.52. B- Consolo At 9.31; Jo 14.16; Lc 10.34. C- Alimento para as lâmpadas Mt 25.1-10. 7 Chuva (Tg 5.7)

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Chuva nos fala de regar uma terra seca, é isto que o Espírito Santo faz no coração do homem, rega o endurecido coração e o torna mole para receber a graça salvadora de Cristo, Sl 68.9; 72.6; 107.35. Conclusão Amados, chegamos não ao término, mas a uma vírgula desta infindável e edificante matéria e espero que tenha enriquecido não só os seus conhecimentos acerca do Espírito Santo, mas também, que tenha aumentado consideravelmente a sua experiência com Ele. Que seu desejo em se tornar cada vez mais cheio do Espírito Santo se cumpra a cada dia, até a vinda de Cristo Jesus. Deixo aqui como advertência que sigamos o exemplo do profeta Ezequiel narrado no capítulo 47 do livro de mesmo nome, onde o profeta não se conteve em ficar apenas às margens do rio das “Águas Purificadoras”antes, entrou até não poder passar a vau e então teve que nadar. Não contente em estar apenas a margem do “Oceano do Espírito” com o conhecimento que você adquiriu sobre Ele. Vá mais longe. Mergulhe. Tome posse da unção e seja um poderoso instrumento nas mãos do Senhor. Viva na unção. Amém ! ! !

Referências Bibliográficas Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995. Revista Maturidade Cristã. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus. VINE, Willian. E. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2002. Pr João Diniz

Como ser um crente cheio do espírito santo!
Referência: Efésios 5.18-21

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INTRODUÇÃO • Paulo, nesta cessão prática, falou sobre a unidade e a pureza da igreja. Agora, vai falar sobre novos relacionamentos. No restante da carta, ele concentra-se em mais duas dimensões do viver cristão. . A primeira diz respeito aos relacionamentos práticos (lar e trabalho) e a segunda dimensão diz respeito ao inimigo que enfrentamos. Essas duas responsabilidades (o lar e o trabalho de um lado, e o combate espiritual do outro) são bem diferentes entre si. O marido e a esposa, os pais e os filhos, os senhores e os servos são seres humanos visíveis e tangíveis, ao passo que o diabo e suas hostes dispostos a trabalhar contra nós são seres demoníacos, invisíveis e intangíveis. Nossa fé deve estar à altura dessas duas dimensões. • Paulo introduz essas duas dimensões com um imperativo e quatro particípios: enchei-vos + falando + louvando + dando graças + submetendo. A IMPORTÂNCIA DA PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO 1. Seria impossível exagerar a importância que o Espírito Santo exerce em nossa vida: Paulo já falou que somos selados pelo Espírito (1:13-14) e que não devemos entristecer o Espírito (4:30). Agora nos ordena a sermos cheios do Espírito (5:18). 2. É o Espírito Santo que nos convence do pecado. É ele que opera em nós o novo nascimento. É ele quem nos ilumina o coração para entendermos as Escrituras. É ele quem nos consola e intercede por nós com gemidos inexprimíveis. É ele quem nos batiza no corpo de Cristo. É ele quem testifica com o nosso Espírito que somos filhos de Deus. É ele quem habita em nós. 3. Todavia, é possível ser nascido do Espírito, ser batizado com o Espírito, habitado pelo Espírito, selado pelo Espírito e estar ainda sem a plenitude do Espírito. Nós que já temos o Espírito, que somos batizados no Espírito, devemos agora, ser cheios do Espírito. I. DUAS ORDENS – UMA NEGATIVA, OUTRA POSITIVA • Embriaguez ou enchimento do Espírito? O apóstolo começa fazendo uma certa comparação entre a embriaguez e a plenitude do Espírito. 1. A SEMELHANÇA SUPERFICIAL • Uma pessoa que está bêbada, dizemos, está sob a influência do álcool; e certamente um cristão cheio do Espírito está sob a influência e sob o poder do Espírito Santo. • Em ambas as proposições, há uma mudança de comportamento: a personalidade da pessoa muda quando ela está bêbada. Ele se desinibe; não se importa com o que os outros pensam dela. Abandona-se aos efeitos da bebida! O crente cheio do Espírito se entrega ao controle do Espírito e sua vida fica livre e desinibida. 2. O CONTRASTE PROFUNDO • Na embriaguez o homem perde o controle de si mesmo; no enchimento do Espírito ele não perde, ele ganha o controle de si, pois o domínio próprio é fruto do Espírito. • O Dr. Martyn Lloyd-Jones, médico e pastor disse: “O vinho e o álcool, farmacologicamente falando não é um estimulante, é um depressivo. O álcool sempre está classificado na farmacologia entre os depressivos. O álcool é um ladrão de cérebros. A embriaguez deprimindo o cérebro tira do homem o autocontrole, a sabedoria, o entendimento, o julgamento, o equilíbrio e o poder para aquilatar. Ou seja, a embriaguez impede o homem de agir de maneira sensata. • O que o Espírito Santo faz é exatamente o oposto. Ele não pode ser colocado num manual de Farmacologia, mas ele é estimulante, anti-depressivo. Ele estimula a mente, o coração e a vontade.

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3. O RESULTADO OPOSTO • O resultado da embriaguez é a dissolução (asotia). As pessoas que estão bêbadas entregam-se a ações desenfreadas, dissolutas e descontroladas. Perdem o pudor, perdem a vergonha, conspurcam a vida, envergonham o lar. Trazem desgraças, lágrimas, pobreza, separação e opróbrio sobre a família. Buscam uma fuga para os seus problemas no fundo de uma garrafa, mas o que encontram é apenas um substituto barato, falso, maldito e artificial para a verdadeira alegria. A embriaguez leva à ruína. Ilustração: a lenda do vinho feito da mistura do sangue do pavão, leão, macaco e porco. • Todavia, os resultados de estar cheio do Espírito são totalmente diferentes. Em vez de de nos aviltarmos, embrutecermos, o Espírito nos enobrece, nos enleva e eleva. Torna-nos mais humanos, mais parecidos com Jesus. O apóstolo agora, alista os quatro benefícios de se estar cheio do Espírito Santo. II. OS BENEFÍCIOS DO ENCHIMENTO DO ESPÍRITO SANTO 1. Comunhão – v. 19a - “falando entre vós com hinos e cânticos espirituais”• Este texto nos fala da comunhão cristã. O crente cheio do Espírito não vive resmungando, reclamando da sorte, criando intrigas, cheio de amargura, inveja e ressentimento, mas sua comunicação é só de enlevo espiritual para a vida do irmão. • O enchimento do Espírito é remédio de Deus para toda sorte de divisão na igreja. A falta de comunhão na igreja é carnalidade e infantilidade espiritual (1 Co 3:1-3). • O contexto aqui é a comunhão na adoração. No culto público, o crente cheio do Espírito Santo edifica o irmão, é bênção na vida do irmão. Salmo 95:1 “Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o rochedo da nossa salvação”. É um convite recíproco ao louvor! 2. Adoração – v. 19 – “entoando e louvando de coração ao Senhor”• Aqui, o cântico não é entre vós, mas sim, ao Senhor. Não é adoração fria, formal, apagada, morta, sem entusiasmo, sem vida. • O crente cheio do Espírito adora a Deus com entusiasmo. Usa toda a sua mente, emoção e vontade. Um culto vivo não é carnal nem morto. Não é barulho, misticismo nem emocionalismo. Não é experiencialismo, mas um culto em espírito e em verdade, um culto cristocêntrico, alegre, reverente, vivo. 3. Gratidão – v. 20 – “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai…” • O crente cheio do Espírito está cheio não de queixas, de murmuração, mas de gratidão. • Embora o texto diga que devemos dar graças sempre por tudo, é necessário interpretar corretamente este versículo. a) Não podemos dar graças por tudo como por exemplo, pelo mal moral. Uma noção estranha está conquistando popularidade em alguns círculos cristãos de que o grande segredo da liberdade e da vitória cristãs é o louvor incondicional: que o marido deve louvar a Deus pelo adultério da esposa; que a esposa deve louvar a Deus pela embriaguez do marido; que os pais devem louvar a Deus pelo filho que foi para as drogas e pela filha que se perdeu. b) Semelhante sugestão é uma insensatez e uma blasfêmia. Naturalmente, os filhos de Deus aprendem a não discutir com Deus nos momentos de sofrimento, mas sim, a confiar nele e, na verdade, dar-lhe graças pela sua amorosa providência mediante a qual ele pode fazer até mesmo o mal servir aos seus bons propósitos (Gn 50:20; Rm 8:28). c) Mas, isso, é louvar a Deus por ser Deus e não louvá-lo pelo mal. Fazer assim, seria reagir de modo insensível à dor das pessoas (ao passo que a Bíblia nos manda a chorar com os que choram). Fazer assim seria desculpar e até encorajar o mal (ao passo que a Bíblia nos manda odiá-lo e resistir o diabo). d) O mal é uma abominação para o Senhor e não podemos louvá-lo ou dar-lhe graças por aquilo que ele abomina. Logo, o tudo pelo qual devemos dar graças deve ser qualificado pelo seu contexto, a saber a nosso Deus e Pai, em nome do Senhor Jesus

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Cristo. Nossas ações de graças devem ser por tudo o que é consistente com a amorosa paternidade de Deus. 4. Submissão – v. 21 – “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” • Uma pessoa cheia do Espírito não pode ser altiva, arrogante, soberba. Os que são cheios do Espírito Santo têm o caráter de Cristo, são mansos e humildes de coração. • Em Cristo devemos ser submissos uns aos outros. Esse verso 21 é um versículo de transição, e forma a ponte entre as duas seções deste capítulo. Não devemos pensar que a submissão que Paulo recomenda às esposas, às crianças e aos servos seja outra palavra para inferioridade. Igualdade de valor não é identidade do papel. • Duas perguntas devem ser feitas: 1) De onde vem a autoridade? Como essa autoridade deve ser exercida? • 1) A autoridade vem de Deus – Por trás do marido, do pai, do patrão, devemos discernir o próprio Senhor que lhes deu a autoridade que têm. Portanto, se querem submeter a Cristo, submetam-se a eles. Mas a autoridade dos maridos, pais e patrões não é ilimitada nem as esposas, filhos e empregados devem prestar obediência incondicional. A autoridade só é legítima quando é exercida debaixo da autoridade de Deus e em conformidade com ela. Devemos obedecer a autoridade humana até o ponto em que não sejamos levados a desobedecer a autoridade de Deus. Se a obediência à autoridade humana envolve a desobediência a Deus, naquele ponto, a desobediência civil fica sendo o nosso dever cristão: “Antes importa obedecer a Deus que aos homens (At 5:29). • 2) Nunca deve ser exercida de modo egoísta, mas, sim, sempre em prol dos outros para cujo benefício foi outorgada – Quando Paulo descreve os deveres dos maridos, dos pais e dos senhores, em nenhum caso é a autoridade que os manda exercer. Pelo contrário, explícita ou implicitamente, adverte-os contra o uso impróprio da autoridade, proíbe-os de explorar a sua posição, e os conclama, ao invés disso, a lembrar-lhes das suas responsabilidades e dos direitos da outra parte. Assim sendo, os maridos devem amar, os pais não devem provocar a ira e os patrões devem tratar os servos com justiça. Jesus foi o supremo exemplo de como deve ser exercida a autoridade. Como Senhor ele serviu. • Um marido cheio do Espírito Santo ama a esposa como Cristo ama a igreja. Uma esposa cheia do Espírito se submete ao marido como a igreja a Cristo. Pais cheios do Espírito criam os filhos na admoestação do Senhor. Filhos cheios do Espírito obedecem seus pais. Patrões cheios do Espírito tratam seus empregados com dignidade. Empregados cheios do Espírito trabalham com empenho em favor dos seus patrões. III. O IMPERATIVO DO ENCHIMENTO DO ESPÍRITO SANTO • A forma exata do verso “Plerouste”é sugestiva por várias razões. 1. ESTÁ NO MODO IMPERATIVO • “Enchei-vos” não é uma proposta alternativa, uma opção, mas um mandamento de Deus. Ser cheio do Espírito é obrigatório, não opcional. Não ser cheio do Espírito Santo é pecado. Ilustração: O diácono na Igreja Batista do Sul dos EUA excluído da igreja por embriaguez. Billy Graham perguntou: algum diácono já foi excluído por não ser cheio do Espírito Santo? 2. ESTÁ NA FORMA PLURAL • Esta ordem está endereçada à totalidade da comunidade cristã. Ninguém dentre nós deve ficar bêbado; todos nós porém, devemos encher-nos do Espírito Santo. A plenitude do Espírito Santo não é um privilégio elitista, mas sim uma possibilidade para todo o povo de Deus. A promessa do derramamento do Espírito rompeu as barreiras social, da idade e do sexo. 3. ESTÁ NA VOZ PASSIVA

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• O sentido é: “Deixai o Espírito encher-vos”. Ninguém pode encher-se a si mesmo do Espírito. Nenhum homem pode soprar sobre o outro para que ele receba a plenitude do Espírito. • O sentido não é o quanto mais nós temos do Espírito, como se o Espírito fosse um líquido enchendo um vasilhame. Mas o quanto mais o Espírito tem de nós. O quanto ele controla a nossa vida. Ser cheio é não entristecê-lo, nem apagá-lo, mas submeter-se à sua autoridade, influência e poder. 4. ESTÁ NO TEMPO PRESENTE CONTÍNUO • No grego há dois tipos de imperativo: 1) Um aoristo – que descreve uma ação única. Exemplo: João 2:7 Jesus disse: “Enchei d’água as talhas”. O imperativo é aoristo, visto que as talhas deviam ser enchidas uma só vez. 2) Um presente contínuo – descreve uma ação contínua. Exemplo: Efésios 5:18 Quando Paulo nos diz: “Enchei-vos do Espírito” é imperativo presente, o que subentende que devemos continuar ficando cheios. • A plenitude do Espírito não é uma experiência de uma vez para sempre, que nunca podemos perder, mas sim, um privilégio que deve ser continuamente renovado pela submissão à vontade de Deus. Fomos selados de uma vez por todas, mas temos a necessidade do enchimento diariamente. CONCLUSÃO • Você é um crente cheio do Espírito Santo? Os sinais da plenitude do Espírito têm sido vistos em sua vida? • Você tem adorado a Deus, relacionado com seus irmãos, agradecido a Deus e se sujeitando uns aos outros e feito a obra de Deus com poder? • Ilustração: o moço de Eliseu que perdeu o machado no rio. Eliseu orou e o machado boiou. Muitos hoje estão tentando cortar as árvores com o cabo do machado. Precisamos mais dos recursos de Deus do que dos recursos do homem. A igreja primitiva quando ficou cheia do Espírito Santo tornou-se uma força invencível!

Rev. Hernandes Dias Lopes