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html ARTE EGÍPCIA Uma das principais civilizações da Antiguidade, da pré-história à conquista romana no ano 30 a.C., foi a mais longa de todas a civilizações, estendendo-se sem interrupções desde o ano 3.000 a.C. até o século IV d.C. Era uma civilização bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A religião invadiu toda a vida egípcia, determinando sua organização social e política, o papel de cada classe social e direcionando a produção artística do povo egípcio, que crendo na vida após a morte e que essa vida era muito mais importante do que a que viviam no presente, crença que ditou a norma de enterrar os corpos com seus melhores pertences, para assegurar o trânsito na eternidade. Crendo que os deuses poderiam interferir na história humana, erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. Com valores estáveis, com leis que perduraram cerca de 6.000 anos, o Faraó representando o homem junto aos deuses e os deuses junto aos homens, tendo o Faraó também a responsabilidade de manter o bem-estar da população e sendo considerado como um Deus. O pensamento, a cultura e a moral egípcios eram baseados no respeito pela ordem e equilíbrio. O país desenvolveu-se em torno do rio Nilo, é banhado e fertilizado quase em total isolamento de influências culturais exteriores, o intercâmbio cultural nunca foi considerado importante assim produziu um estilo artístico que quase não sofreu mudanças ao longo de sua história, estilo que se manifestava a serviço do estado, da religião, do Faraó (o Deus sobre a Terra). Ao desenvolver a arte os egípcios tinham como propósito relatar acontecimentos da época, as histórias dos faraós, deuses e plebe (este em menor escala), já que os povos não podiam ser representados ao lado de deuses e nem dentro dos templos. O tamanho das pessoas e objetos eram caracterizados de forma a demonstrar a importância, o poder, o nível social de quem ou o que estivesse sendo representado. Exageravam as proporções do corpo, dando a impressão de força e majestade. Na pintura, as mulheres eram representas na cor ocre e os homens representados na cor vermelho. A arte pretendia ser útil, não se falava em belo e sim em eficácia e eficiência, pretendiam captar não a imagem real, mas a essência do objeto, da pessoa ou animal representado. Durante as primeiras dinastias foram construídos importantes complexos funerários para os faraós em Abidos e Sakkara, os hieróglifos encontravam-se em

A esfinge era representada por um corpo de leão. cientista e pensador Imhotep construiu para o faraó Zoser (2737-2717 a.C. junto a estas três pirâmides esta a esfinge mais conhecida do Egito. durabilidade.seu primeiro nível de evolução e mostrava seu caráter de algo que já fazia parte da decoração. . sem demonstrar emoções. que era encontrada através de um verdadeiro labirinto. os próprios hieróglifos eram feitos em baixo-relevo. uma escrita mais simples. As esculturas egípcias eram caracterizadas pelo estilo hierático. mas a ação do tempo durante o longo dos séculos deu-lhe um aspecto enigmático e misterioso. Os egípcios desenvolveram três formas de escrita. a rigidez. quase sempre de frente. eram colocadas nas alamedas de entrada dos templos para afastar os maus espíritos. destinadas a substituir o faraó em trabalhos mais ingratos no além. com um obelisco que colocados a frente dos templos a fim de concentrar a luz solar sobre a múmia. As esculturas no Antigo Império eram feitas com o propósito de glorificar o faraó. quando feita nos muros dos templos ou preparar o espírito em seu caminho até a eternidade. Os escultores representavam os faraós e os deuses em posição serena. chamados Usciabtis. considerados a escrita sagrada. hierática. As características gerais da arquitetura egípcia são solidez. feita com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam 10 metros de largura. pretendiam incrustar na pedra a ilusão de imortalidade. que demonstrava força e uma cabeça humana. Na III dinastia os faraós iniciaram a construção de pirâmides. pintadas em azul ou verde geralmente com inscrições. As pinturas em baixos-relevos recobriam colunas e paredes. depois se desenhava na frente e nas laterais a figura ou objeto a ser representado. que substituíram as mastabas como tumbas reais. a porta frontal voltava-se para a estrela polar. dando um encanto especial às construções. onde fazem parte às pirâmides de Quéops. altares e dependências afins. sentimento de eternidade e aspecto misterioso e impenetrável. Tinham as figuras funerárias em miniatura.) uma pirâmide em degraus de pedra e um grupo de templos. que demonstrava sabedoria. deste mesmo período também surge o famoso conjunto das pirâmides de Gizé. os hieróglifos. As pirâmides tinham base quadrangular. importantes reis do Antigo Império. Primeiro talhava-se um bloco de pedra de forma retangular. para a nobreza e sacerdotes e demótica a escrita popular. formas cúbicas e a frontalidade. que encontrava-se na câmara funerária. Quéfren e Miquerinos. O arquiteto. quando feita nas tumbas. admiravelmente lapidadas. que representa o faraó Quéfren.

) faraó da XI dinastia criou um novo estilo baseado nos conjuntos funerários do Antigo Império.As cerâmicas ricamente decoradas no período pré-dinástico foram substituídas por peças não decoradas. Formado por uma mastaba coroada por uma pirâmide e rodeado de pórticos em dois níveis. onde foi determinado que o tronco fosse representado sempre de frente e cabeça pernas e pés como sendo vistos de perfil. As pinturas decoravam os sarcófagos retangulares de madeira típicos deste período. no Médio Egito. que foram decoradas exclusivamente com pinturas. num lugar denominado Deir el Bahari. colorido a tinta lisa. onde também se destaca o templo de Luxor. sem claro-escuro e sem a indicação do relevo. ao invés de na capital (mantendo os costumes do Antigo Império). Também se destacam o templo da rainha Hatshepsut. era costume dos nobres serem enterrados em tumbas construídas em seus próprios centros de influência.). O local a ser trabalho recebia uma camada de gesso branco e depois tinta (uma espécie de cola produzida com cores minerais). O Novo Império começou com a XVIII dinastia (1570-1070 a. no sul ou como as de Beni Hassan e El Bersha. além da Lei da Frontalidade. As esculturas no Médio Império caracterizavam-se pelo realismo. como as tumbas de Asuán. (2134-1784 a. aqui aparece à técnica do granulado e o barro vidrado alcançou grande importância para a elaboração de amuletos e pequenas figuras. . para culto a Amon. ignorância da profundidade. riqueza e influência. Quase todos os faraós da época preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak. em Deir el Bahari. com desenhos lineares e grande minúcia de detalhes. As tumbas eram decoradas com relevos. de superfície polida e com grande variedade de formas e modelos. época de grande poder. construiu um templo no vale ligado por um longo caminho real a outro templo que se encontrava instalado na encosta da montanha. Mentuhotep II. os muros eram decorados com relevos do faraó em companhia dos deuses.C. as jóias eram feitas em metais preciosos com incrustação de pedras coloridas. com o propósito de servir para o uso cotidiano. desenvolvido pelo arquiteto Senemut e situado junto ao templo de Mentuhotep II. Nesta época também foram produzidos magníficos trabalhos de arte decorativa. são a ausência de três dimensões. que se converteu num dos mais impressionantes complexos religiosos da história. As principais características da pintura além de seu colorido e religiosidade. As jóias eram feitas de ouro e pedras semipreciosas e incorporavam formas e desenhos de animais e vegetais. No fim da VI dinastia o poder central havia diminuído e os governantes decidiram fazer as tumbas em suas próprias províncias ao invés de serem enterrados próximos a necrópoles dos faraós a quem serviam.C.

embora fizessem perdurar suas antigas tradições artísticas. flores de palmeira. O rei assírio Assurbanipal conquistou o Egito convertendo-o em província.C. denominada saíta.) libertou o país da dominação e criou a XXVI. deste período destacam-se trabalhos em bronze.) cujos restos são os mais conservados da atualidade. a escultura alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo cortesão. Nos tempos de Akhenaton ficou claramente evidenciado a religiosidade do faraó. que são divididos em três categorias. Foi durante o Novo Império que a arte decorativa.Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos.C.). um dos mais importantes faraós do Novo Império. As colunas também eram divididas. papiriforme. de grande suavidade e brandura na modelagem. estilo que alcançaria a maturidade nos tempos de Amenófis III. Ramsés III levantou um enorme templo funerário (1198-1167 a. A conquista do país por Alexandre Magno em 332 a.C. mastaba. que foi descoberta em 1922. onde se combinavam elegância e atenção aos detalhes mais delicados. palmiforme. como exemplo destacamos o enxoval funerário da tumba de Tutankhamen. Neste período os egípcios tiveram contato com os gregos e judeus. que se converteu num importante foco da cultura helenística e seus sucessores aparecem representados em relevo nos muros dos templos como se fossem autênticos faraós e num claro estilo egípcio e não clássico. que adorava Aton (Deus solar) e projetou uma nova linha artística que eliminou a imobilidade tradicional da arte egípcia. foi deste período que se destacou o busto da rainha Nefertiti (1365 a. Na época tardia. Os templos construídos durante o período ptolomaico (helênico) repetem os modelos arquitetônicos do Egito tradicional.C. túmulo destinado à gente do povo. a pintura e a escultura alcançou as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Durante a XIX dinastia na época de Ramsés II. e pelos romanos no ano 30 a. Os objetos de uso cotidiano foram desenhados e elaborados com grande destreza técnica. pirâmide. flor de lótus. até que Psamético I (664-610 a. com tendências a formas torneadas. conforme seu capitel. flores de papiro e lotiforme. Introdução . túmulo real destinado ao faraó. o último faraó da XX dinastia. túmulo para a nobreza e hipogeu. introduziu o Egito na esfera do mundo clássico. Alexandre fundador da cidade de Alexandria.C.

que não estava muito distante da política. Conclusão Conclui-se que arte egípcia foi dominada pela religiosidade. a magnitude das obras era somente para ascender aos céus. prezava a eficiência.Religiosidade e política. não exatamente o belo. povo dedicado a fé e obediência aos mais esclarecidos. pintava realmente o que sentia. Prezavam o bom gosto. . que mesmo após o domínio conseguiu manter sua arte. o Egito desenvolveu-se através dos tempos baseando se praticamente nesses preceitos. povo de opinião forte. Acreditavam que a vida presente era inferior e aguardava a morte com luxo. se levavam seus pertences ao túmulo e para que pudesse usufruir os benefícios na continuação do seu trabalho no céu. pintavam e esculpiam o que sentiam e não o que realmente via.

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