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Sobre Continências, Uniformes e outros Apanágios militares Por Heitor Freire de Abreu Outubro de 2004

Sobre Continências, Uniformes e outros Apanágios Militares...
“O alcance do homem deve ir além da sua mão”. Robert Browning

I. INTRODUÇÃO Recentemente, por dever de ofício e para manter-me coerente com o que acredito ser “a coisa certa a se fazer”, decidi, como comandante (Cmt) nomeado de uma OM, não prorrogar o tempo de serviço de um determinado militar. Evidentemente, foi uma decisão difícil e que não me proporcionou o menor prazer. Ao contrário, rendeu-me algumas noites de insônia. Pesou o fato de que este militar tinha família constituída e a minha decisão traria problemas sociais para ele. Não obstante às minhas tergiversações, mantive a minha decisão. Tal deliberação foi baseada na observação diária, nas informações do Cmt anterior e nas impressões de outros militares sobre o militar em questão e na análise do seu rendimento profissional em relação ao que a Instituição espera dele. Após refletir sobre o assunto e levar em consideração que uma das inúmeras atribuições do Cmt é manter elevado o nível de desempenho dos militares sob sua responsabilidade, ensinando, mostrando, servindo como exemplo, orientando, ministrando instruções, punindo e, eventualmente, licenciando das fileiras do Exército. Tenho absoluta certeza de que é isto que a Força espera de mim. Ao chamar o militar para notificar-lhe que não teria o seu tempo prorrogado, naturalmente, ele não gostou da notícia e julgou-se injustiçado. Procurei fazer ele entender que não se tratava de uma decisão de cunho pessoal, mas meramente profissional, cuja base encontrava-se no fato de o Cmt ser responsável, dentro da sua esfera de atribuições, em manter no Exército somente os melhores dentro do universo que tem ao seu dispor. Não que ele fosse uma pessoa ruim ou um profissional incompetente em sua área específica; mas o Exército exige de seus homens e mulheres determinados atributos que ele, infelizmente, não apresentava. Isso ocorre em qualquer empresa ou instituição sérias. Como julguei que o seu desempenho geral estava abaixo dos demais e dos parâmetros estipulados em legislação específica, era coerente e necessário que eu tomasse aquela atitude, nada agradável, porém imperativa em face das obrigações funcionais. O contrário, significaria a cômoda e a covarde omissão. Após mais de uma hora de conversa franca buscando o convencimento e deixando claro que se tratava de uma atitude puramente profissional, que visava o melhor uso dos recursos da Força, fui surpreendido por um comentário do militar, mais ou menos assim: “O senhor é muito rigoroso, seguindo os regulamentos em quase tudo, cobrando continências, uniformes e barba feita...”. Não foi a primeira vez que ouvi comentários desse teor a meu respeito ou sobre outros militares. De chofre, perguntei se alguma vez havia exigido dele ou de alguém algo que eu não fizesse e que não estivesse no regulamento. Ele respondeu que “não, e esse era o problema...”

2 II. DESENVOLVIMENTO a. Uma questão de ponto de vista?

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O fato narrado acima, a priori, pode parecer corriqueiro e sem a menor importância. Mas não é. Nota-se, com expressiva freqüência, que alguns militares têm deixado de cumprir obrigações simples, mas que sempre foram apanágios de qualquer Exército e julgam isso normal, simples deslizes... Prestar uma continência correta (observando os velhos e esquecidos atitude, gesto e duração), cumprimentar o superior numa reunião social ou numa formatura externa, apresentar-se com sua farda limpa, passada – com os distintivos de acordo com o RUE1 - e o seu calçado bem engraxado, chegar no horário determinado, ceder seu lugar para os mais antigos, falar de maneira discreta e sem chamar a atenção em público, não se mexer em forma, saber o efetivo sob o seu comando e as respectivas faltas ao apresentar uma tropa, dentre outras atitudes, não é uma questão de ponto de vista ou de enfoque. É, tão somente, uma obrigação militar, não ensejando interpretações ou digressões. O não-cumprimento de normas ou ordens simples, em muitos casos, torna-se uma dor de cabeça constante para os Cmt nos diversos níveis, exigindo intromissões e orientações diárias, ceifando tempo e energia que poderiam ser direcionados para outros assuntos. Este quadro, ao contrário do que muitos apregoam, não pode ser considerado de pouca importância ou, muito menos, desprezível. Preocupa e deve ser combatido com rigor. b. Conseqüências da permissividade, da leniência excessiva e da omissão A permissividade pode, no médio e no longo prazo, trazer no seu bojo comportamentos cada vez mais distanciados daquilo que sustenta uma força armada: a hierarquia e a disciplina. Sem elas, qualquer grupo militar, em qualquer parte do mundo, descaracteriza-se e torna-se, na melhor das hipóteses, uma força de guerrilha. A visão do militar sobre o “excesso de rigor” descrita na introdução deste artigo é, infelizmente, uma realidade não tão incomum nos dias de hoje. Qualquer atitude mais próxima dos regulamentos é vista como exigência extremada ou, até mesmo, como um comportamento “caxias”. Alguns militares não conseguem separar o comportamento profissional do privado e acabam, muitas vezes, levando o fato para o lado pessoal. Longe de ser uma característica específica dos militares, a dificuldade em separar o profissional do particular, historicamente, é um predicado marcante do brasileiro, conforme se verifica em “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda . Queiramos ou não, é um traço sociológico do brasileiro em geral. Além desta dificuldade em separar o público do privado, o
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Regulamento de Uniformes do Exército

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profissional do particular, ressalta-se que misturar em excesso sentimentos de camaradagem com a atividade profissional, seja militar ou não, é constante em nosso comportamento, gerando a promiscuidade e o ,infelizmente famoso, “jeitinho brasileiro”. No caso do estamento militar, esta atitude conduz à leniência excessiva, ao “apesar de ele não ser tão bom profissional, é grande amigo”, “não é muito competente, mas é gente boa”, “não sabe nada de tiro e de serviços internos, mas é um excelente operador de computador” e por aí vão, de forma exagerada, os argumentos para não se mandar embora, para não deixar de prorrogar o tempo de serviço, para não se punir, para não se exigir. Afinal, o brasileiro é amigo, cordial... Será mesmo? Antônio Cândido, ao prefaciar o clássico “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, acende outra luz sobre o assunto: “O “homem cordial” não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas manifestações externas, não necessariamente sinceras nem profundas, que se opõem aos ritualismos de polidez. O “homem cordial” é visceralmente inadequado às relações impessoais que decorrem da posição e da função do indivíduo, e não da sua marca pessoal e familiar, das afinidades nascidas na intimidade dos grupos primários.”2 Os grifos são nossos. d. Efeito colateral Contudo, esse comportamento excessivamente leniente e aparentemente conciliador, acaba tendo como efeito colateral o desestímulo daquele grupo que se dedica aos misteres profissionais com esmero, seguindo os regulamentos e esforçando-se para apresentar resultados eficientes e dentro dos parâmetros considerados adequados. São os militares que procuram equilibrar desempenho militar com desempenho profissional específico, vencendo paixões, tornando-se ao longo dos anos em profissionais completos. A pergunta que assombra esses militares é recorrente: “De que vale me esforçar para ser um bom militar se, ao final, não existirá diferenciação plausível?” É importante ressaltar que para o militar em geral, a “diferenciação plausível” reside em referências elogiosas para quem merece e punições para quem não cumpre suas missões; dispensas como recompensas para uns e desconto em férias para outros, indicações para medalhas, cursos e estágios para uns e para outros não, e assim sucessivamente. Ele não quer, necessariamente, ver o semelhante que apresenta um desempenho medíocre sendo injustiçado, mas apenas que ele receba a justa recompensa pelo seu trabalho e que o “não-trabalho” do primeiro reflita negativamente para aquele. Mas o que determina quem recebe uma distinção e quem não recebe? A resposta é óbvia e simples: o mérito. Esta palavra – MÉRITO – é resultante do somatório, dentre outros, da dedicação,
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HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1995. p. 17.

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da lealdade, da seriedade, do empenho, da eficiência e do COMPROMETIMENTO com a profissão. Ela deve ser o norte para que se destaque o bom militar e para que o militar menos competente, indisciplinado ou descomprometido veja que vale a pena se dedicar e se superar. Caso contrário, a tendência é que todos se tornem indisciplinados, incompetentes e descomprometidos na medida em que não há diferenciação e o caminho mais fácil e menos cansativo é a omissão que iguala, de maneira pérfida, todos os integrantes do grupo. e. O EXEMPLO, a grande ferramenta Voltando às continências, aos uniformes e a outros apanágios militares, já se pode depreender que é missão de todos cobrar dos militares mais modernos que externem e cultuem os mais básicos apanágios de qualquer profissional das armas: a postura militar e o comprometimento com a força a qual pertence. Andar bem fardado, prestar continências perfeitas, ser discreto nas suas atitudes dentro dos quartéis e em público, seguir as prescrições dos regulamentos básicos (R1, R2, R3 e R4, além do Estatuto dos Militares) não é favor e, muito menos, rigor em excesso, é OBRIGAÇÃO! No seu processo de aprendizado, o ser humano, desde criança, busca modelos. Durante a assimilação de novas idéias e conceitos, ele ainda não sabe o que é certo e o que é errado. Se o modelo apresentado no início de sua carreira for distorcido, a sua percepção de mundo e da Instituição será errônea e difícil de ser mudada. Nesse mister, o exemplo continua sendo a melhor, a mais antiga e a mais eficiente ferramenta - mesmo nesses tempos onde os valores militares tendem a sofrer transformações negativas sutis mas percucientes – para se manter uma tropa disciplinada e cumpridora de todas as missões. É o exemplo do Cmt, em qualquer nível, que inspira o subordinado cônscio e dedicado, e constrange o militar despido de disciplina consciente, proporcionando suporte para que o mais antigo cobre do subordinado que não cumpre suas obrigações, com tranqüilidade, justiça e coerência. Não se deve esquecer que dar o exemplo é custoso e nem sempre é possível evidenciá-lo nas 24h do dia. Algumas vezes falhamos. Contudo, o subordinado, observador crítico por natureza, sabe quando tem um superior que procura doar-se diariamente na busca do cumprimento da missão, mesmo que eventualmente venha a errar. Ele – o EXEMPLO - é uma espécie de punhalada nas idéias daqueles militares que se refugiam nas ditas “lideranças negativas”. Enfim, o exemplo é como uma cena de ação de um bom filme: prescinde de diálogo, explica-se por si só. f. “Quebrando as regras” Se por um lado é fundamental que o militar siga os regulamentos de sua força, por outro é necessária a flexibilidade ao lidar com as pessoas. É importante deixar claro que seguir os

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regulamentos não significa cega leitura e execução desses documentos. Se fosse assim, nenhum exército precisaria selecionar comandantes experientes para gerenciar suas OM. Bastaria nomear um bom leitor e constituir um “grupo de pressão” para que tudo fosse fielmente cumprido. Só que o mundo real não é assim. O que se quer é que as determinações constantes nos regulamentos sejam cumpridas dentro daquilo que se espera e atingindo os objetivos para os quais foram criadas. O poder discricionário do Cmt existe e serve para adaptar as letras dos regulamentos ao dia-a-dia e aos fatos novos que ocorrem, bem como pesar todos os vetores que se aplicam ao problema, sejam humanos, sejam materiais, antes de decidir. Contudo, certas execuções não dependem do poder discricionário do Cmt. A ordem-unida, o uso de uniformes e de distintivos de uso autorizado, os preceitos de hierarquia, o fiel cumprimento dos regulamentos e outros aspectos da vida castrense não estão abertos a interpretações. Eles simplesmente existem e devem ser cumpridos, em todos os níveis. Devem ser encarados como dogmas. Nenhum Cmt pode decidir que em determinada Organização Militar (OM) o rompimento da marcha será com o pé esquerdo, que a posição de descansar terá um tempo de execução a mais ou a menos, que determinado número do anexo I do RDE3 não tem valor em sua OM ou que a continência será prestada com a mão esquerda pela manhã e com as duas mãos à tarde. Isso não é inovação, não é tradição, não é quebra de paradigmas e não é personalidade do comandante. É pura e simples quebra de preceito regulamentar. E quais os problemas advindos disso? Inúmeros. O mais visível é que se trata de perigosa abertura para que o subordinado comece a refletir quais preceitos ele deve obedecer e quais ele não deve cumprir, haja vista que o seu “exemplo” – seu Cmt imediato – fere seguidamente regulamentos e ordens superiores sem sofrer maiores conseqüências. Provavelmente, vai chegar o dia em que ele não vai cumprir as ordens do Cmt baseado num sofisma primário: se o meu Cmt (modelo) não cumpre, qual o motivo para eu cumprir? Inicia-se um ciclo de descumprimento de ordens chegando até o crime de insubordinação. “Quebrar regras” de maneira constante é fonte segura para o desrespeito paulatino de regulamentos, apoiado no exemplo errado do mais antigo. Daí surge o pensamento: “Até onde eu posso moldar os regulamentos ao meu gosto?” Cada um terá uma resposta, refletindo numa disparidade de atos e, posteriormente e ao longo dos anos, na disparidade de idéias sobre valores caros a uma força armada forjados pela tradição e por suas glórias. É exatamente neste momento que se perde a tão valiosa “UNIDADE DE PENSAMENTO” de uma força militar. A partir deste ponto, somente ações muito firmes, de caráter altamente repressivo e com reflexos negativos arrebatadores sobre o moral da tropa, poderão resgatá-la.

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Regulamento Disciplinar do Exército.

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ATITUDE DO CMT (em qualquer nível) # FIRME # BUSCA CONSTANTE DA LIDERANÇA PELO EXEMPLO # LEAL E JUSTA

ALGUNS REFLEXOS AO LONGO DO TEMPO -punições aos que “quebram as regras” e elogios aos mais destacados; -moral alto e compromisso com a instituição; -orgulho em pertencer à força armada e espírito de corpo; -boa apresentação individual, aceitação natural dos preceitos hierárquicos e disciplina consciente. “Vale a pena ser dedicado”; -confiança no comandante; e -lealdade nas ações. -propagação da leniência e da permissividade nos escalões mais baixos. Excesso de faltas regulamentares; -vaidade, aparecimento de “grupos de influência”, deslealdade nas ações -tendência à redução da eficiência no cumprimento de missões, queda do moral e da motivação; -perda paulatina do compromisso com a instituição; -tendência ao grupo se locupletar; -perda da liderança do Cmt, descumprimento de ordens, insubordinação; e -pouca importância para a exteriorização de características essenciais aos militares (apresentação individual, cumprimento de horários e de prazos, atitudes militares corretas etc).

RESPOSTA MAIS PROVÁVEL EM COMBATE # UNIDADE DE PENSAMENTO # VITÓRIA

# LENIENTE # PERMISSIVA # INDECISA

# DIVERGÊNCIA DE PENSAMENTO # DERROTA

Quadro resumo III. CONCLUSÃO Não se quer, com este artigo, dizer que o Exército Brasileiro se encontra perto de algumas dessas situações. O que se pretende é, de forma clara e precisa, levar militares a refletirem que uma ação de comando diária e firme, orientando, chamando a atenção, explicando, inspirando, inclusive, punindo e, em última instância, mandando embora – precisamos aprender a “demitir” - da Instituição aqueles que não atingem os padrões mínimos clarificados pela extensa lista de regulamentos, de leis e, principalmente, de tradições, é uma excelente maneira de mantermos nossos militares coesos, crentes nos desígnios da Força e sabedores que seus méritos serão reconhecidos em qualquer tempo. Em síntese, é fundamental para qualquer força armada exigir de seus homens e mulheres o cumprimento dos preceitos regulamentares básicos. A sua aplicação igualitária em todo o Exército assegura a unidade de pensamento da Força. Se nossos subordinados não forem capazes de seguir regras simples, de manter a Instituição com um mínimo de unidade de procedimentos e de pensamentos, como esperar que, sob a terrível pressão do combate, sigam normas, regras e ordens mais complexas que envolverão, inclusive, a doação de suas vidas? Não há, nestas linhas, a idéia de formatação de comportamento, de bitolação de atitudes ou de pensamentos, tal qual alguns robôs mostrados por Isaac Azimov em seu livro “Eu, Robô”. Esta visão vai de encontro ao que se espera de exércitos modernos, com “soldados pensantes”, como dizia Marshall4, cujo centro da decisão será a intenção do comandante.

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MARSHALL, S.L.A. Homens ou Fogo?. Rio de Janeiro: Bibliex, 1959.

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Tampouco, apregoa-se o tratamento ríspido, impessoal e isento de sentimentos humanitários em relação ao subordinado. Esta, também, não é característica sociológica do latino em geral e do brasileiro em particular. Comportar-se assim, na maioria das vezes, seria interpretação teatral. Nosso povo não conduz as coisas, não resolve problemas ou, até mesmo, aplica justiça desta forma. A camaradagem, a ótica humana sobre o problema do semelhante, o entendimento das idiossincrasias do subordinado – educação, cultura, costumes, poder econômico, religiosidade e percepção de mundo - devem sempre ser levadas em conta ao se decidir. O que não pode ocorrer é que tais aspectos se tornem maiores que as normas, que a Instituição e os seus interesses. A melhor solução será sempre o equilíbrio entre os interesses pessoais e os da Instituição. Entretanto, isso nem sempre acontece. Nestes casos, desde que baseado nas legislações e na justiça, o interesse da Instituição deverá prevalecer. A decisão é difícil, há que se ter a necessária coragem moral para tomá-la, sem transferir a responsabilidade para outrem. Todavia, para que se atinja o esperado nível de comportamento em combate – missão precípua de qualquer força armada - é preciso muita disciplina e rigor em outras áreas do comportamento militar durante os tempos de paz. Não se pode imaginar um exército eficiente sem que seus combatentes sequer cumpram os horários! Atingir o quadro proposto só é possível por intermédio de cobranças diárias – POR TODOS OS INTEGRANTES DA FORÇA - dos pequenos detalhes que, no somatório, fazem da profissão militar algo único e que somente aqueles que têm a ventura de envergar seus uniformes com dedicação sabem o significado e o orgulho de ser SOLDADO.

HEITOR FREIRE DE ABREU - Cap5

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Capitão de Cavalaria. Em 2004, é Comandante do Esquadrão de Comando da 5a Brigada de Cavalaria Blindada. Contato: majheitor@gmail.com