Análise da Instrução Normativa nº 134 da ANCINE - 18 de maio de 2017
Atenta à edição e publicação da IN nº 134, a APRO apresenta as principais mudanças desta nova norma que altera alguns dos dispositivos sobre produção publicitária contidos na IN nº 95. Sinteticamente, as principais mudanças referem-se aos seguintes pontos: PRINCIPAIS PONTOS DA IN 134, DE 18 DE MAIO DE 2017
1. PUBLICIDADE AUDIOVISUAL NA INTERNET DEVE SER REGISTRADA NA ANCINE E RECOLHER CONDECINE.
A principal inovação trazida pela recente normativa é a reinclusão da Internet enquanto segmento de mercado, para as finalidades administrativas de competência da Agência, em especial quanto ao registro, obtenção do CRT e à cobrança da CONDECINE. Para a referida cobrança,
os valores deverão seguir aqueles definidos na tabela de
OUTROS MERCADOS
, e será instituída obrigatoriamente para as obras veiculadas na Internet a partir do dia 18 de julho de 2017
.
Segmento de Mercado Audiovisual
– 
 Publicidade audiovisual na Internet: conjunto de atividades encadeadas, realizadas por um ou vários agentes econômicos, necessárias à veiculação de obras audiovisuais publicitárias na Internet.
É importante salientar que a ANCINE adotará uma fiscalização de cunho finalístico, o que implica em dizer que, independente de onde tenha sido publicada ou da origem do
upload 
, qualquer obra de cunho publicitário e que se utiliza de respectivo espaço publicitário remunerado (mídia) que tenha a finalidade de comunicar ou se relacionar com o mercado brasileiro deverá cumprir a exigência de recolhimento da referida contribuição, sob pena de incidência das penas administrativas previstas.
2. OBRAS PUBLICITÁRIAS ESTRANGEIRAS DEVEM RECOLHER CONDECINE PARA SEREM VEICULADAS
A IN 134 ainda traz a
obrigatoriedade de recolhimento da CONDECINE previamente à liberação do número de registro - CRT - para as OBRAS PUBLICITÁRIAS ESTRANGEIRAS
. A ANCINE estabelece um prazo interno de até 48 horas para verificação do pagamento, o que reflete numa
 
 necessidade de maior organização das Produtoras que nacionalizarão estas obras e organizarão suas veiculações. Esta disposição também
entra em vigor a partir do dia 18 de julho de 2017
.
 A Obra Audiovisual Publicitária Estrangeira somente poderá ser comunicada publicamente após emissão do Certificado de Registro de Título
– 
 CRT pela ANCINE.
3. DEFINIÇÃO DE OBRA PUBLICITÁRIA DESTINADA AO VAREJO
A definição é autoexplicativa:
Obra Audiovisual cuja principal finalidade é a oferta de produtos para venda direta ao consumidor final, com indicação expressa de preços ou condições de aquisição e de locais de venda determinados.
Os pontos a serem anotados são: 1. Finalidade de
oferta de produtos, com aparição inequívoca de preços ou condições de compra do produto por meio de
VENDA DIRETA
, ou seja, qualquer outra modulação (venda indireta ou intermediária, p. ex.) não se enquadra como Varejo. 2. A definição
não aborda
SERVIÇOS
, que ficam de fora desta espécie de obras publicitárias. 3. Para as obras publicitárias destinadas ao Varejo, mantêm-se as 50 versões. OBS.: Esta regra é válida a partir do
dia 18 de junho de 2017
. Ou seja, em menos de um mês. 4
.
 
NOVOS DOCUMENTOS E REQUISITOS PARA REGISTRO DE OBRA PUBLICITÁRIA FILMADA OU GRAVADA NO EXTERIOR -
Todas passam a vigorar a partir de
 18 de junho de 2017
4.1. NOVA DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA
A partir de 18 de junho de 2017
, serão exigidos os seguintes documentos para registro e comprovação de obra publicitária brasileira filmada no exterior:
cópia do contrato de produção, cópia da nota fiscal da produtora
ou, nos casos de comprovada dispensa de sua emissão, cópia de documento que ateste o efetivo recebimento dos valores relativos aos serviços de produção prestados pela empresa produtora
 , cópia(s) do(s) contrato(s) firmado(s) com o(s) diretor(es) da obra, cópia do contrato de cessão de direitos no caso de utilização de conteúdos audiovisuais produzidos por terceiros; declaração assinada por diretor e empresa produtora, conforme Anexo III desta Instrução Normativa.
 
 OBS.: Esta inclusão também se aplica às obras publicitárias gravadas no Brasil. 4.2. GUARDA EM ATÉ 5 ANOS DOS SEGUINTES DOCUMENTOS Para a devida comprovação, a ANCINE estipula a obrigatoriedade de guarda em 5 anos dos seguintes documentos, a contar a partir da data de pedido do registro da obra:
cópia da obra;
cópia de registro audiovisual ou fotográfico dos bastidores da realização da obra
 ; notas fiscais; documentos que atestem o efetivo recebimento dos valores relativos aos serviços de produção prestados pela empresa produtora; ficha técnica; cópia do contrato de  produção; cópia(s) do(s) contrato(s) firmado(s) com o(s) diretor(es) da obra; cópia dos contratos  firmados com artistas e técnicos utilizados na produção da obra, empregados nas funções especificadas no artigo 7º desta Instrução Normativa;
cópia dos cartões de embarque e das  faturas de hotel ou similares relativos ao transporte e hospedagem de diretor(es)
 , artistas e técnicos brasileiros utilizados na produção da obra;
cópia de documento de identidade do(s) diretor(es) e dos artistas e técnicos utilizados na produção da obra
 , empregados nas funções especificadas no artigo 7º desta Instrução Normativa; comprovante de execução de despesas no exterior na compra de mercadorias ou contratação de serviços no exterior relacionados à  produção da obra - ( Art. 18, inciso II, da IN 95 atualizado)
4.3. FUNÇÕES QUE DEVERÃO SER EXERCIDAS POR BRASILEIROS OU AQUI RESIDENTES EM MAIS DE 3 ANOS
No caso de Obra Audiovisual Publicitária Brasileira Filmada ou Gravada no Exterior, as seguintes  funções deverão ser desempenhadas exclusivamente por brasileiro ou estrangeiro residente no País há mais de 3 (três) anos:
diretor, diretor de arte, cenógrafo, produtor executivo, diretor de  fotografia, e operador de câmera.
 
O diretor, bem como os artistas e técnicos utilizados na produção da obra empregados nas  funções especificadas acima
 , deverão participar de todas as etapas das filmagens ou gravações da obra,
inclusive aquelas realizadas no Exterior 
 5
. A CO-DIREÇÃO DEVE SER EXERCIDA POR DIRETOR QUE TENHA 5 OBRAS PUBLICITÁRIAS NA ANCINE
 
A partir de 18 de junho de 2017, somente será considerada a co-direção para as obras publicitárias brasileiras quando, além dos requisitos atuais, o diretor brasileiro ou residente aqui
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