Desafios enfrentados pela AUTOGESTÃO

Falta de Cultura empreendedora e expectativa imediatista
• Não possui a cultura do empreendedorismo muito menos uma prática de poupar e investir . • A frustração gerada pela incapacidade de responder a curto prazo às expectativas imediatas dos trabalhadores quanto aos resultados da cooperativa para sua melhoria de vida.

Inexperiência Gerencial, e pequena margem para erro
• Ausência de qualificação gerencial. Aqueles que assumem o papel de direção passam a exercer funções que não faziam no passado e estes gerentes/trabalhadores ou trabalhadores/empreendedores tem que aprender fazendo e não podem se permitir a muitos erros, pois isso pode ser fatal para a empresa. • A escolha da direção muitas vezes se faz apenas pelo carisma do indivíduo e não pela sua capacidade técnica.

Precariedade da educação/formação
• Precariedade da educação básica, pois as dificuldades começam com a baixa escolaridade, o que fragiliza qualquer início de um processo. • Pouca compreensão do processo cooperativista, principalmente sobre suas práticas;

A extensão da jornada de trabalho
• A necessidade de um maior envolvimento, exige uma dedicação que extrapola a jornada de trabalho. Em geral as pessoas relutam em assumir responsabilidades e riscos que o empreendimento exige. Querem só os benefícios.

Reduzir a Cultura da dependência
• Dificuldade em superar a cultura paternalista. Os trabalhadores esperam que façam tudo por eles. A cultura da dependência, seja do estado, sindicato, da incubadora, associação, dos centros culturais, das igrejas.

possibilidades trazidas pela autogestão
• Definição de papéis e funções diferentes de acordo com as exigências de cada posto de trabalho. • O objetivo da participação é identificar as diferenças nas capacidades e nos talentos, e definir uma forma de combiná-los positivamente e de forma produtiva, o que exige novos tipos de relacionamento e comportamento. • É a importância do individual dentro do coletivo. Um dos primeiros desafios seria desenvolver uma organização que estimule a criatividade individual no contexto de relações de trabalho cooperativista.

A democracia como valor econômico
• A dificuldade na definição de regras internas que orientam as ações do grupo cooperativo, soma-se aos inevitáveis conflitos da democratização da gestão e da contribuição dos ganhos acumulados coletivamente. A democracia não visa ampliar a participação somente para exercitar o direito à cidadania cooperativa, mas também para construí-la como socialização das informações, segurança e confiança nas lideranças, bem como instrumento de controle e transparência na distribuição dos valor agregado.