You are on page 1of 32

Luiz Carlos Mendes / Regina Célia Mendes Associação Orquidófila de Anápolis 2011

Um mundo encantado...
 Cultivar orquídeas é uma atividade

que encanta, traz prazer, conhecimentos e envolve, a cada dia, mais pessoas.
 Neste pequeno curso você vai

conhecer alguns aspectos básicos do cultivo de orquídeas e se preparar para dar os primeiros passos nesta arte.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

As mais evoluídas do Reino Vegetal
 As orquídeas constituem, com mais de 35

mil espécies registradas até o momento, uma das maiores e mais evoluídas famílias do Reino Vegetal. Pertencem a uma família de plantas subdivida em mais de 1.800 gêneros e cada gênero possui até cem espécies.

 Existem milhares de pessoas que admiram a beleza das orquídeas e as cultivam de forma amadora, como um hobby. Este é o nosso caso.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Associações e Exposições
 Um passo inicial importante para quem está

iniciando é a aproximação com outros orquidófilos, pessoas mais experientes e que podem ensinar as primeiras dicas. - presentes em muitas cidades brasileiras para a troca de experiência e conhecimentos.
 As entidades estão reunidas na Coordenadoria

 Os orquidófilos se encontram em associações

das Associações dos Orquidófilos do Brasil (CAOB) e, em nossa região, na Federação Orquidófila do Cerrado (FOCER).

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Associações e Exposições
 Um passo inicial importante para quem está

iniciando é a aproximação com outros orquidófilos, pessoas mais experientes e que podem ensinar as primeiras dicas. - presentes em muitas cidades brasileiras para a troca de experiência e conhecimentos.
 As entidades estão reunidas na Coordenadoria

 Os orquidófilos se encontram em associações

das Associações dos Orquidófilos do Brasil (CAOB).

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Coordenadoria das Associações dos Orquidófilos do Brasil
 A CAOB (Coordenadoria das Associações dos Orquidófilos

do Brasil) é o órgão de representação das entidades orquidófilas, que reúne atualmente 211 entidades profissionais, autônomas e amadoras de todo o País.

O objetivo é congregar as associações orquidófilas brasileiras e entidades afins, incentivando entre elas e seus associados o espírito de cooperação. Na prática, a CAOB fomenta e difunde a prática da orquidofilia, o estudo e a cultura das orquidáceas por meio de pesquisas, cursos, palestras, conferências, congressos e publicações.

A CAOB também organiza anualmente o calendário de exposições das associações afiliadas e ainda coordena e apóia essas exposições.
 Visite o site e saiba mais: www.caob.com.br

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Federação Orquidófila do Cerrado - FOCER
 A Federação Orquidófila do

Cerrado é o órgão de representação das entidades orquidófilas na região Centro Oeste.

 Visite o site e saiba mais:

www.focer.com.br
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Associações em Goiás
 Associação Goiana de Orquidófilos, em Goiânia  Associação Orquidófila de Anápolis  Associação Piracanjubense de Orquidófilos  Núcleo Orquidófilo de Iporá  Associação dos Orquidófilos de Jataí

Calendário de Exposições
    

Maio – Piracanjuba Junho - Catalão Agosto - Anápolis e Morrinhos Outubro - Goiânia e Iporá Novembro - Pires do Rio

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Estudando e aprendendo ...
Além da convivência proporcionada pelas associações, recomenda-se também as pessoas interessadas que freqüentem as exposições, adquiram livros e revistas sobre o assunto e façam pesquisas na internet, onde podem encontrar muitas informações e até mesmo adquirir plantas.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Adquirindo uma orquídea
 Ao adquirir uma orquídea o comprador deve

observar, além da beleza da flor, o seu estado geral, ou seja, se a planta está viçosa, sem manchas nas folhas e com bom enraizamento. Veja também as condições gerais do vaso e do substrato. ou doenças, como manchas e a presença de insetos, como lesmas, caracóis, tatuzinhos, nematóides, cochonilhas, fungos e bactérias. natureza.

 Evite evitar comprar plantas com sinais de pragas

 Não se recomenda a coleta de orquídeas na

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Nomes das orquídeas
 Peça ao vendedor para informar e

fornecer, em uma plaqueta, o nome da planta.

Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas, para que sejam os mesmos no mundo inteiro. É uma linguagem científica e universal, que facilita a comunicação entre os orquidófilos em todo o mundo.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Local de cultivo
 A situação ideal para o cultivo é que o

orquidófilo disponha de um espaço para construir uma estufa ou um viveiro de plantas, o que vai permitir uma maior controle das condições ambientais, tais como luminosidade e umidade.

Para controlar as condições ambientais utiliza-se o sombrite, que diminui a intensidade da luz. Nessas condições é possível também construir uma bancada para o manuseio das plantas.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Cultivo em apartamento
 Mas, mesmo não tendo as condições

ideais, saiba que as orquídeas podem também ser cultivadas em outros locais, como apartamentos, varandas, corredores e em árvores domésticas.
 O essencial é a iluminação. As plantas

devem ficar em um local com luz indireta, recebendo o sol pela manhã, em local arejado, mas protegidas do vento.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

A luminosidade
 A maioria das orquídeas são plantas epífitas,

isto é, tem raízes aéreas e vivem em árvores, onde geralmente não recebem luz direta: a luz solar é filtrada pelas folhas e galhos das árvores. sombrite, que é uma tela de proteção que filtra a luz, medida em porcentagem, geralmente de 50% a 70%, o que suficiente para proporcionar a luminosidade necessária. parasitas.

 No cultivo doméstico podemos usar o

 São plantas epífitas, mas não são plantas

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Temperatura
 A maioria das orquídeas toleram grandes

variações de temperatura, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 graus.
 Orquídeas como Phalaenopsis e Vanda

preferem temperaturas mais altas, enquanto que as Miltonias, Cymbidiums, e Paphilopedilum se dão melhor com temperaturas mais amenas.

Cuidado, não esqueça uma orquídea dentro do carro, no sol. Ela não vai resistir!
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Água e umidade
 As orquídeas, em sua maioria, toleram mais a

estiagem do que períodos de muita chuva ou regas constantes, por isso uma leve umidade será ideal para suas plantas. substrato estiver seco e os jatos suaves são ideais.

 Só devemos regar a orquídea quando o

 A água da chuva é a melhor que existe para a

sua planta, desde que não seja em excesso. Se puder, evite regar as plantas com água clorada. matar a planta!

 Tenha cuidado, pois o excesso de água pode

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Vasos e substratos
 As orquídeas são cultivadas em vasos de

barro ou de plástico e, em alguns casos, em árvores ou pedaços de madeira apropriados. Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes.
 Os vasos devem ser preenchidos com

substrato, entre os quais temos a fibra de coco, casca de pinus, carvão, musgo, sendo que algumas espécies se adaptam com britas.
 O xaxim, por estar em extinção, não é

encontrado para comercialização.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Podas e cortes
 Em orquídeas são aplicados apenas para

retirada de folhas mortas, secas ou com doenças, podas de hastes florais já secas, divisão da planta ou ainda para retirada de novos brotos (os chamados keikis).
uma tesoura de jardinagem pequena, sempre esterilizada com fogo a cada novo corte que der numa região da planta.

 A ferramenta de poda deve ser preferencialmente

 Para dividir uma planta, cada parte deverá ficar com,

no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, que devem apresentar pontas verdes, no verão ou inverno para que o corte possa ser feito em condições ideais.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Adubação
 Como tudo que é vivo, as orquídeas

também necessitam de nutrientes para nascer, crescer e reproduzir.

 Existem duas formas de absorção dos

nutrientes pelas plantas: através das folhas e através das raízes.
 Se existem dois tipos de absorção, logo

existem dois tipos de adubação, que são: foliar e radicular.

A fotossíntese também fornece energia

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Adubação
 Os adubos químicos – mais utilizados na

adubação foliar – são baseados na fórmula NPK - Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), que tem a seguinte função:
 Nitrogênio (N) - É o responsável pelo crescimento,

por entrar na formação das proteínas.
 Fósforo (F) - Estimula o crescimento das raízes, o

florescimento e ajuda na formação das sementes, apressando a maturação.
 Potássio (P) - Aumenta a resistência às doenças e

melhora a qualidade dos frutos, por ajudar na produção de amido e proteína.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Adubação
 A adubação química, que

utiliza a fórmula NPK, deve ser aplicada a cada 15 dias, na proporção de 1 colher (café) por litro de água, com o uso de uma pequena bomba.

Um dos adubos mais utilizados pelos orquidófilos é o Peter’s, na composição 20-20-20.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Adubação
 Os adubos orgânicos tem uso

controverso, pois alguns alegam que podem levar doenças às plantas, além de não se ter o controle de doses específico, mas podem ser usados, principalmente na forma radicular.
 Adubos orgânicos mais comuns
 

Torta de mamona Farinha de osso

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Adubação
 Uma boa opção de adubação orgânica

é Adubo Orgânico Bokashi balanceado com macro e micro nutrientes.
 Veja bem: não se deve adubar em demasia a

orquídea, pois muito adubo é prejudicial. A cada 15 dias faça uma pulverização foliar, isto é, diretamente nas folhas usando para isso uma pequena bomba e depois dessa aplicação, deixe de regar com água por 24 horas.

É preferível adubar antes do sol nascer ou à noite, pois as plantas possuem estômatos, que se abrem à noite.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Pragas e doenças
 Pragas e doenças atacam as orquídeas por muitos

 

motivos e hoje existem diversas formas de controle e combate de pragas e doenças, naturais ou industrializadas. O controle adequado de luz, umidade e adubação correta do substrato favorecem o não aparecimento de doenças e pragas. A disposição dos vasos com distância mínima de 20 cm também é aconselhado, para que parasitas não migrem de uma planta para outra. A esterilização de tesouras e o próprio manuseio de plantas doentes deve ser feito com atenção, para que não se passe doenças para plantas sadias logo depois. Mudas, que são mais sensíveis às doenças, devem ficar separadas de plantas adultas. Não deixe uma planta doente perto de uma planta sadia.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Pragas e doenças
 Em geral, muita umidade pode trazer problemas crônicos para as raízes, causando seu apodrecimento.
 O acúmulo de água é também causa da perda e amarelamento das folhas, deixando-as com uma

coloração verde-garrafa.
 É também excesso de umidade que atrai fungos que podem matar uma planta adulta num curto espaço de tempo. Pragas também são comuns em

orquídeas, como os pulgões.
 O ataque de uma lesma ou caracol pode acabar com uma bela floração em poucas horas.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Pragas e doenças
 Além de danificar as flores, os pulgões podem transmitir certos tipos de vírus, notadamente o OFV (Orchid Fleck Virus).
 Outras pragas como lesmas, caracóis, nematóides e cochonilhas variadas comem as raízes ou atacam as folhas e flores.  No caso de lesmas e caracóis, recomenda-se a retirada manual através de armadilhas de miolo de pão embebido em cerveja ou mesmo cortes pequenos de chuchu.

 Para retirada completa das pragas, como lesmas e

caracóis, deve-se afundar o vaso da planta por uma ou duas horas em água.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Pragas e doenças
 Ao comprar uma planta, procure sempre conhecer sua procedência, para não levar para casa uma espécie contaminada por vírus, nematóides, caracóis e fungos, por exemplo.

 Se o problema dos pulgões e cochonilhas

persistir, tente o uso do fumo de rolo.
 Ferva 100g de fumo de rolo picado em 1,5 litro de água. Acrescente uma colher de chá de sabão de

coco em pó. Espere esfriar e borrife sobre as plantas infectadas. É importante ferver o fumo, pois pode ser portador de vírus.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Mitos
 As orquídeas são carnívoras
 Não são carnívoras , mas atraem os insetos

para a polinização.

 As orquídeas vêm dos trópicos
 Algumas orquídeas vêem dos climas

tropicais, mas crescem em todo os climas e em qualquer país, mesmo no Alaska.

 As orquídeas são caras

Não mais. Com a moderna jardinagem e o número crescente de cultivadores, os preços estão mais acessíveis.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Créditos
 Ilustrações  Carmen Sylvia Zocchio Fidalqo

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Cattleya walkeriana
Cattleya walkeriana foi descoberta por Gardner, em 1830, próximo ao rio São Francisco (MG). Seu nome foi dado em homenagem ao seu fiel assistente, Edward Walker, que o acompanhou em sua segunda viagem ao Brasil a serviço do Jardim Botânico do Ceilão.
A Cattleya walkeriana, hoje mundialmente conhecida e apreciada pelos belíssimos hibridos que tem produzido, é encontrada nas regiões mais diferentes do Brasil, seja crescendo sobre pedras, no Estado de Goiás, ou sobre árvores, nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais.

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Laelia purpurata
Lælia (em português: Lélia) é um pequeno gênero de orquídeas com vinte espécies. São endêmicas desde o México até a América do Sul. Este genêro é estreitamente relacionado com o gênero Catteya. A diferença principal entre as Læliæ e as Cattleyæ é que as Lélias têm oito polínias em cada flor, e as Catléias têm quatro.
Foto de Erik Huhn - © 2007

Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011

Oncidium

Oncidium é um gênero de orquídeas largamente distribuídas do México ao sul da América do Sul. Oncídio ou chuva-deouro são nomes populares dados a um grande grupo de espécies de orquídeas, pertencentes ao gênero Oncidium. A principal característica deste gênero é a presença de um calo situado na base do labelo da flor. O oncídio mais popular é o Oncidium varicosum, de flores quase que totalmente amarelas.
Luiz Carlos Mendes e Regina Célia Mendes - 2011