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Aparelho Respiratório

Revisão Anatômica e Fisiológica
O sistema respiratório é composto dos tratos respiratórios superior e inferior. Em conjunto, os dois tratos são responsáveis pela ventilação (movimento do ar para dentro e para fora das vias aéreas). O trato superior, conhecido como vias aérea superior, aquece e filtra o ar inspirado, de modo que o trato respiratório inferior (os pulmões) pode realizar troca gasosa. A troca gasosa envolver a liberação de oxigênio para os tecidos através da corrente sanguínea e a expulsão dos gases residuais, como dióxido de carbono, durante a expiração.

Anatomia do Trato Respiratório Superior
As estruturas da via aéreas superior são compostas pelo nariz, seios paranasais e passagens nasais,

faringe, tonsilas e adenóides, laringe, e traquéia.

Anatomia do Trato Respiratório Inferior: Pulmão
O trato respiratório inferior consiste nos pulmões, que contêm as estruturas brônquicas e alveolares necessárias para a troca gasosa

Função do sistema respiratório
As células do corpo deveriam a energia de que precisam da oxidação de carboidratos, lipídios e proteínas. Da mesma maneira que ocorre com qualquer tipo de combustão, esse processo requer

oxigênio. Determinados tecidos vitais, como aqueles
do cérebro e do coração, não conseguem sobreviver

por muito tempo sem um suprimento constante de
oxigênio.

Entretanto, como resultado da oxidação nos tecidos corporais, o dióxido de carbono é produzido e deve ser removido das células para evitar o acúmulo de

produtos residuais ácidos. O sistema respiratório
realiza essa função ao facilitar os processos de sustentação de vida, como o trans porte de oxigênio, respiração e ventilação, e a troca gasosa.

Infecção das Vias Aéreas Superiores
As infecções das vias aéreas superiores são condições comuns que afetam ocasionalmente a

maioria das pessoas. Algumas infecções são aguadas,
com sintomas que duram vários dias; outras são

crônicas, com sintomas que duram um longo tempo ou
reincidem. Os pacientes com essas condições raramente precisam de hospitalização.

Renite
A renite é um grupo de distúrbios caracterizados por inflamação e irritação das mucosas do nariz.

Ela pode ser classificada como não alérgica ou
alérgica.

Fisiopatologia
A renite não-alérgica pode ser causada por diversos fatores:  inclusive os fatores ambientais, como as alterações na temperatura ou umidade; odores ou alimentos; Infecção;

idade;
doenças sistêmica; drogas (cocaína) ou medicamentos prescritos;  ou a presença de um corpo estranho.

Manifestações Clínicas Os sinais e sintomas da renite incluem a rinorréia (drenagem nasal excessiva, coriza), congestão nasal, secreção nasal (purulenta com a renite bacteriana), prurido nasal e espirros. A cefaléia pode acontecer, principalmente quando a sinusite está presente.

Renite Alérgica
Presume-se que a renite alérgica é a forma mais comum de alérgia respiratória que é mediada por uma reação inflamatória imediata.

Manifestações Clínicas
Os sinais e sintomas típicos da renite alérgica:

congestão nasal;
secreção nasal;

coriza intermitente;
 Prurido nasal;

 o prurido da garganta e palato mole é comum  tosse seca e rouquidão;  cefaléia;  dor sobre os seios paranasais. “Os sintomas dessa condição crônica dependem da exposição ambiental e da responsabilidade intrínseca do hospedeiro”

Renite viral (resfriado comum) O termo “resfriado comum” é frequentemente empregado quando nos referimos a uma infecção do trato respiratório superior que é autolimitada e provocada por um vírus.  Rinovírus
Vírus da influenza  Vírus parainfluenza  Coronavírus

 Manifestações

Clínicas

 Congestão nasal;  Coriza;  Espirros;  Secreção nasal;  Prurido nasal;

 lacrimejamento,;  Sensação de arranhadura ou dor na garganta  Febre baixa  Calafrios  Cefaléia  Dores musculares

Sinusite aguda
Infecção do seios paranasais. Com frequência,

ela se desenvolver em consequência de uma
infecção respiratória alta, como uma infecção

viral ou bacteriana não resolvida, ou de uma
exacerbação da rinite alérgica.

 Manifestações clínicas
 Dor facial;

 Obstrução nasal;
 Fadiga;

 Secreção nasal purulenta;
 Febre;

 Cefaléia;

 Dor no ouvido;  Tosse;  Sensação de olfato diminuído;  Dor de garganta;  Edema palpebral;
OBS! A sinusite aguda, quando sem tratamento, pode levar a complicações graves e , ocasionalmente, com risco de vida, como meningite, infarto isquêmico

Sinusite Crônica
A sinusite crônica é uma inflamação dos seios paranasais que permite por mais de 3 semanas em adulto e 2 semanas em uma criança.

 Manifestação Clínicas  Ventilação prejudicadas;  Tosse;  Rouquidão crônica;  Cefaléia crônicas;  Dor facial OBS! Esses sintomas geralmente são mais pronunciados ao despertar pela manhã.

Faringite Aguda
A faringite aguda é uma inflamação ou

infecção na garganta, geralmente causando os
sintomas de uma dor de garganta.

Muitos casos de faringite aguda são devidos a
infecção viral.

Manifestações clinica
Membrana faríngea de cor vermelha

intensa;
Folículos linfóides edemaciados;

Febre;
Indisposição;

Dor de garganta;

Faringite crônica
A faringite crônica é uma inflamação persistente da

faringe. Ela é comum nos adultos que trabalham ou
vivem em ambientes empoeirados, usam sua voz em excesso, sofrem de tosse crônica e usam habitualmente álcool e tabaco.

Manifestações clínicas
O pacientes com faringite crônica queixam-se

de uma sensação constante de irritação ou
congestão na garganta, muco que se coleta na

garganta e pode ser expelido por tosse, bem
com dificuldade.

Trato respiratório inferior

Embolia Pulmonar
Obstrução de uma ou mais artérias pulmonares

por um trombo (ou trombos) que se origina
usualmente nas veias profundas das pernas, no

lado direito do coração ou, raramente, em um
membro superior, deslocando-se e sendo

transportados até a vasculatura pulmonar.

Fisiopatologia/etiologia
•Fatores pré disponentes:

•Imobilização prolongada
•Doenças pulmonar ou cardíaca prévia

•Lesão da parede vascular
•Distúrbios de coagulação, metabólico,

vasculares
•Idade avançada

Manifestações clinicas
• Dispnéia, dor pleurítica, taquipnéia;

• Dor torácica com apreensão e uma sensação
de morte iminente acontecer, quando a maior

parte da artéria pulmonar está obstruída.
• Cianose, taquiarritmias, síncope;

Avaliação Diagnóstica:
 Gasometria

Radiografia do tórax
 Angiografia pulmonar

Tratamento de emergência:  Oxigenoterapia;  Acesso venoso;  ECG, monitorado para insuficiência ventricular direita;  Morfina IV;  Angiografia pulmonar, gasometria...

Tratamento Controle subsequente:
Anticoagulação e trombólise

Heparina IV
Varfarina

Sulfato de protamina – neutraliza a heparina
em caso de samgramento

Complicações
Sangramento em consequência do tratamento. Insuficiência respiratória.

Avaliação de enfermagem
 Obter a história do cliente

 Examinar MMII
 Frequência respiratória

 Auscultar o coração

Diagnósticos de enfermagem  Padrão respiratório ineficaz relacionado ao aumento agudo no espaço morto alveolar e possível alterações

na mecânica pulmonar provenientes da embolia.
 Dor (pleurítica) decorrente da congestão, possível derrame pleural, possível infarto pulmonar.  Ansiedade devido à dispneia, dor e gravidade da condição

Intervenções de enfermagem
 Corrigindo o padrão respiratório;

 Melhorando a perfusão tecidual;
 Aliviar a dor;

 Diminuindo a ansiedade;

Doença pulmonar obstrutiva crônica

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
É um estado patológico caracterizado pela limitação do fluxo de ar e que não é plenamente reversível. É um termo mal definido que é aplicado a pacientes com bronquite crônica e enfisema pulmonar que,

com elevada frequência, coexistem no mesmo
paciente com predomínio clínico de uma ou de outra

DPOC Asma não é DPOC!!!
Asma Brônquica é a responsividade aumentada da traquéia e brônquios a vários estímulos, manifestada por estreitamento generalizado das vias aéreas, que modifica sua severidade espontaneamente ao tratamento.

DPOC
Epidemiologia:

Atualmente, a DPOC é a quinta causa
principal de morte nos Estados Unidos para

todas as idades e ambos os sexos; a quinta
para homens e a quarta para mulheres

Fisiopatologia
Na DPOC, a limitação do fluxo aéreo é progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas ou gases nocivos. A reposta inflamatória ocorre por toda a via aérea, parênquima e vasculatura pulmonar . Por causa da inflamação crônica e das tentativas do corpo para repará-las, ocorre o estreitamento nas pequenas vias aéreas periféricas. Com passar do tempo, esse processo de lesão-e-reparação provocar a formação de tecido cicatricial e o estreitamento da luz da via aéreas.

DPOC
Bronquite Crônica: doença das vias aéreas, é definida como a presença de tosse e produção de escarro por um mínimo de 3 meses em cada um de 2 anos consecutivos.

 Enfisema pulmonar: a troca gasosa
prejudicada (oxigênio, dióxido de carbono)

resulta da destruição das paredes dos alvéolos
hiperdistendido. O enfisema é um termo

patológico que descreve uma distensão
anormal dos espaços aéreos além dos

bronquíolos terminais, com destruição das
paredes dos alvéolos

Manifestações Clínicas • tosse crônica
• produção de escarro

• dispnéia e sibilância
• perda de peso

• tórax em barril

Tratamento:  Antibioticoterapia  Broncodilatadores (fenoterol)

 Corticosteróides
 Assistência ventilatório não invasiva  Intubação endotraqueal com ventilação invasiva para pacientes com instabilidade hemodinâmica  Evitar fumo

DPOC • Avaliação Diagnóstica: • Gasometria • Radiografia do tórax • Exame de alfa1 antitripsina

Complicações:
• Insuficiência respiratória

• Pneumonia
• Insuficiência cardíaca direita, arritmia

• Depressão
• Disfunção da musculatura esquelética

DPOC Avaliação de Enfermagem: • Determinar história de fumo, história de exposição,

história familiar positiva de doenças respiratória.
• Observar quantidade, coloração e consistência do escarro • Exame físico • Determina o nível de dispnéia • Determinar a saturação de O2 em repouso e com atividade

Diagnóstico de Enfermagem:
• Depuração ineficaz da via aéreas relacionada à broncoconstricção, produção aumentada de

secreção, tosse ineficaz, possível infecção
broncopulmonar.

• Padrão respiratório ineficaz relacionado á limitação
crônica do fluxo de ar. • Risco de infecção relacionado ao comprometimento da função respiratória e mecanismos de defesa.

•Troca gasosa comprometida relacionada à obstrução
pulmonar crônica, anormalidades de ventilaçãoperfusão devido à destruição da membrana alveolar. • Nutrição alterada, menor que os requisitos corporais, relacionada ao trabalho aumentado da respiração, deglutição de ar, efeitos dos medicamentos com

resultante debilidade dos músculos respiratórios e
esqueléticos.

• Intolerância à atividade relacionada ao comprometimento da função pulmonar, resultando em falta de ar e fadiga. • Comprometimento individual de como lidar com o estresse de viver com doença crônica, perda de independência.

DPOC •Intervenções de Enfermagem •Melhorando a depuração da via

•Melhorando o padrão respiratório
•Controlando a infecção •Melhorando a troca gasosa •Melhorando a nutrição •Aumentando a tolerância á atividade •Melhorando o padrão de sono

•Educação do paciente e manutenção da saúde
•Educação geral

•Evitar a exposição aos irritantes respiratórios
•Reduzir a secreções brônquicas

•Melhoria do fluxo aéreo
•Exercícios respiratórios

•Saúde geral