MOVIMENTOS SOCIAIS

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também conhecido pela sigla MST, é um movimento social brasileiro de inspiração marxista, cujo objetivo é a realização da reforma agrária no Brasil. Esse movimento atua de várias maneiras, como por exemplo: invasão de propriedades rurais, manifestações, etc.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra nasceu das lutas concretas que os trabalhadores rurais foram desenvolvendo de forma isolada, na região Sul, pela conquista da terra, no final da década de 70. A concentração da terra, a expulsão dos pobres da área rural e a modernização da agricultura persistiam, enquanto os êxodos para a cidade e a política de colonização entravam em aguda crise. Nesse contexto surgem várias lutas concretas que, aos poucos, se articulam. Dessa articulação se delineia e se estrutura o Movimento Sem Terra, tendo como matriz o acampamento da Encruzilhada Natalino, em Ronda Alta-RS, e o Movimento dos Agricultores Sem Terra do Oeste do Paraná (Mastro).

O MST visa três grandes objetivos: a terra, a reforma agrária e uma sociedade mais justa. Quer a expropriação das grandes áreas nas mãos de multinacionais, o fim dos latifúndios improdutivos, com a definição de uma área máxima de hectares para a propriedade rural. Entre outras propostas, o MST luta pela punição de assassinos de trabalhadores rurais e defende a cobrança do pagamento do Imposto Territorial Rural (ITR), com a destinação dos tributos à reforma agrária.

O MST se organiza em 24 estados brasileiros. Sua estrutura organizacional se baseia em uma verticalidade iniciada nos núcleos (compostos por 500 famílias) e seguindo pelas brigadas (grupo de até 500 famílias), direção regional, direção estadual e direção nacional. Existem vários setores no MST, como por exemplos: saúde, direitos humanos, gênero, educação, juventude, relações internacionais, etc. Esses setores desenvolvem alternativas às políticas governamentais convencionais, buscando sempre a perspectiva camponesa.

O movimento recebe apoio de organizações não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em estimular a reforma agrária e a distribuição de renda em países em desenvolvimento. Sua principal fonte de financiamento é a própria base de camponeses já assentados, que contribuem para a continuidade do movimento.

O MST procura organizar as famílias assentadas em formas de cooperação produtiva em vista de melhorar sua condição de vida. Entre centenas de exemplos que deram certo no Paraná e Santa Catarina, no Sul do Brasil, destaca-se a COOPEROESTE, Cooperativa Regional de Comercialização do Extremo Oeste LTDA, sediada em Santa Catarina.

A criação de cooperativas é estimulada, embora as famílias que hoje estão assentadas não sejam obrigadas a trabalhar em cooperativas. Dados coletados em diversas pesquisas demonstram que os agricultores organizados pelo movimento têm conseguido usufruir de melhor qualidade de vida que os agricultores não organizados.

A bandeira tornou-se símbolo do MST em 1987, durante o 4º Encontro Nacional. Ela está presente nos acampamentos e assentamentos, em todas as mobilizações e lutas, nas comemorações e festas, nas casas dos que tem paixão pelo Movimento.

COR VERMELHA: representa o sangue que corre nas veias e a disposição de lutar pela Reforma Agrária e pela transformação da sociedade. COR BRANCA: representa a paz pela e que somente será conquistada quando houver justiça social para todos COR VERDE: representa a esperança de vitória a cada latifúndio que conquistam COR PRETA: representa o luto e a homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras que morreram, lutando pela nova sociedade MAPA DO BRASIL: representa que o MST está organizado nacionalmente e que a luta pela Reforma Agrária deve chegar a todo o país TRABALHADOR E TRABALHADORA: representa a necessidade da luta ser feita por mulheres e homens, pelas famílias inteiras. FACÃO: representa as ferramentas de trabalho, de luta e de resistência