Fabricação das estruturas

MÉTODOS DE FABRICAÇÃO DA ESTRUTURA

 Nos últimos anos tem havido rápidos avanços na tecnologia de fabricação de estruturas. A eficiência da produção altamente dependente da qualidade, quantidade e adequacidade das informações enviadas ao setor de produção.  Os maiores determinantes do método de construção do navio podem ser separados em: os recurso financeiro , organização da produção e Sistema de informações administrativas.

MÉTODOS DE FABRICAÇÃO E EDIFICAÇÃO DO NAVIO

 A estrutura do navio pode ser construída em blocos ou seções dependendo dos recursos do estaleiro.  Edificação é a montagem de todos os blocos do navio numa determinada área específica com a finalidade de completar a construção do navio.

Edificação por cavernas
 É a forma mais antiga e tradicional de edificação, e ainda é utilizada para pequenas embarcações. Consiste em montar uma quilha e fixar todas as cavernas, longarinas e escoas, no sentido longidudinal de proa para popa (ou vice-versa) e só depois colocar o chapeamento ou tabuado do casco.

Construção em bloco tipo Pirâmide
 PIRÂMIDE - posiciona-se um primeiro bloco do fundo do navio e a construção progride a partir deste bloco inicial, posicionando-se os blocos mais próximos da quilha e depois os mais altos.

Características do método de construção piramidal :
 1. O inicio da edificação situa-se em geral nas proximidades da Praça de Máquinas. Isto se deve ao fato da Praça de Máquinas exigir uma grande quantidade de trabalho a ser feito (instalação de equipamentos), deste modo iniciando-se o trabalho o mais cedo possível.  2. Este método edifica inicialmente o casco transversalmente, porém, o progresso do trabalho no sentido do comprimento é um tanto lento.

Construção em bloco tipo Ilhas
 ILHAS - existem dois ou mais pontos por onde se inicia a construção do navio. Após posicionados os blocos iniciais, eles progridem como no processo da piramide.

Características do método de construção por ilhas:
 1.Visando uma aceleração da produtividade, na direção longitudinal, pelo menos três núcleos de edificação são iniciados: Praça de Maquinas ou Meia-nau, Proa e Popa, com isto equilibrando a distribuição da força de trabalho na carreira ou no dique.  2. Como inconveniente deste processo existe a dificuldade de fechar a estrutura nos pontos de contatos das ilhas.

Construções em seções:
 A edificação em seções consiste no transporte de seções completas para a carreira ou dique, onde elas são soldadas entre si.

Características do método de construção por seções:
 1. O tempo de utilização da carreira ou dique é mínimo. Isto é importante visto que o local de edificação é um dos “gargalos” do sistema de construção.A utilização destes locais deve ser maximizada para recuperação dos custos envolvidos na construção do dique ou da carreira.  2. As seções já vêm com todas as instalações de bordo praticamente concluídas, faltando somente as conexões entre seções. A equipagem é efetuada nas oficinas. Assim grande parte do serviço ocorre em local abrigado contra o mau tempo ou excesso de calor.

Características do método de construção por seções:
 Este processo necessita de maior precisão na fabricação das peças, técnicas mais sofisticadas de soldagem, métodos para fazer as ligações dos equipamentos já instalados, maior capacidade nos sistemas de movimentação de carga, etc.

Edificação do navio
 O local da montagem do casco, seja dique, carreira ou dique flutuante, é um dos ativos mais importantes do estaleiro.
 Na carreira ou dique blocos que irão ser edificados são recebidos;
 A carreira e o dique devem possuir dimensões e fundações compatíveis com a estrutura a ser fabricada  Estes Dispõem de equipamentos de movimentação de carga pesados

Edificação em Carreira
 A construção em carreira, largamente empregada nos estaleiros de 1°, 2° geração, apresentam as seguintes características:

 1. Custo da carreira é baixo.
 2. A construção na carreira é mais trabalhosa devido a inclinação do piso, dificultando o posicionamento exato da estrutura.  3. Deve ser feita a operação de lançamento do casco.

Objetivando um maior aproveitamento da carreira podem ser construídos dois navios em paralelo ou em linha.

Edificação em carreira

Edificação em dique seco
 A construção em diques foi empregada inicialmente para o reparo de embarcações. Atualmente é largamente utilizada na construção.de grandes embarcações e plataformas de petróleo e apresenta as seguintes características:  1. Custo envolvido é alto.  2. A construção em dique é facilitada, pois o terreno é plano.  3. A "operação de lançamento" resume-se a fazer a embarcação flutuar.

Para um maior aproveitamento do dique pode-se construir mais de uma embarcação simultaneamente, desde que as dimensões permitam.

Picadeiros
 Os picadeiros são peças de madeira, aço, ferro fundido, concreto ou combinação destes materiais, sobre os quais são apoiadas as embarcações durante a construção ou no reparo do mesmo em dique seco.

 Os picadeiros são utilizados para apoiar a quilha da embarcação, suportando a maior parte do seu peso.
 Podem ser denominados picadeiros laterais ou berços quando são aplicados a determinada distância da quilha, na direção dos bordos da embarcação, com o intuito de mantê-la equilibrada durante o período em que se encontrar docada.

Picadeiros
 A sua altura deve ser suficiente para os operários possam trabalhar sob o casco, porém não deve ser excessiva aumentando muito a sua estrutura e o seu custo. Alturas usuais são da ordem de 1,2 a l,5m.

Picadeiros

Dique seco do EAS
 A principal peça do estaleiro é o dique seco, onde os navios serão montados, surpreende por suas dimensões: 400 m de extensão, 73 m de largura e 13 m de profundidade.)

 O dique é servido por dois pórticos Goliaths de 1,5 mil t cada um, dois guindastes de 50 t e dois de 35 t.Esses equipamentos permitem a redução do prazo de edificação, possibilitando ao estaleiro a construção simultânea de duas embarcações e a montagem de navios do porte do VLCC que possui 380 m de comprimento e capacidade de movimentar 2,2 mil barris de petróleo. (Dados: revista “o empreiteiro”)

 O dique seco tem capacidade para receber até 3 milhões de m³ água, operação necessária para permitir a saída do navio já construído. Uma vez lançada a embarcação, a casa de bombas do dique esgota toda a água, que equivale a 150 piscinas olímpicas, e o estaleiro já pode dar início a um novo navio.  O Atlântico Sul possui dois cais: um de acabamento (Norte), com 730 m de extensão, equipado com dois guindastes de 35 t; e outro (Sul), com 680 m, que é utilizado para a construção e reparo de plataformas offshore.

Pré-equipagem
 A montagem de determinados equipamentos, que eram feitas exclusivamente na carreira ou no cais de acabamento nos estaleiros de 2a. geração, passou a ser feita nas oficinas do casco (antes da edificação). O sistema mudou os procedimentos de fabricação pois a montagem do bloco e a pré-equipagem são efetuadas simultaneamente.

Pré-equipagem
 A pré-equipagem de um painel do convés, com suas canalizações, dutos de ventilação e eletrodutos passando pela parte inferior do painel, pode ser feita confortavelmente com o painel no chão. Se estes mesmos acessórios forem instalados no casco já edificado todo o trabalho deverá ser executado em local mais difícil. Provavelmente serão necessários andaimes, a posição de trabalho será mais incomoda e o resultado será maior tempo de construção e maior custo.  Assim o propósito da pré-equipagem é minimizar a quantidade de homens-hora envolvidos na construção e também utilizar mais efetivamente os recursos do estaleiro. Quanto menores os tempos de utilização da carreira, do dique e do cais de acabamento por navio construído, mais eficientemente estará se utilizando o estaleiro.

Pré-equipagem
 Por outro lado a implantação do sistema de préequipagem dos blocos exige um projeto bem detalhado, uma excelente programação de aquisição, inspeção e recebimento de materiais e equipamentos. Finalmente um bom nível de coordenação das equipes de trabalho é indispensável.

Seqüência de Fabricação