CERTIFICAÇÃO DOS NAVIO

CERTIFICAÇÃO
 CERTIFICAÇ A ̃ O é o ato de assegurar por escrito (o certificado) por um ó r gã o externo independente que tenha auditado o sistema de gerenciamento da organizaç a ̃ o e verificado que está de acordo com os requisitos especificados na Norma.

CERTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA DE NAVIOS
 No comércio internacional, as embarcações têm de estar de acordo com os regulamentos internacionais referentes à segurança e proteção ambiental estabelecidos pela IMO(Organização Marítima Internacional).  A implementação é responsabilidade de cada bandeira, que pode delegar todos ou parte dos seus poderes a sociedades classificadoras. Quanto maior o tamanho e complexidade dos navios, apenas sociedades de classificação possuem a competência técnica necessária para inspecioná-los onde quer que operem, com uma rede internacional extensa e reconhecida.

RELEMBRANDO O QUE SÃO SOCIEDADES CLASSIFICADORAS
 As sociedades classificadoras sāo pessoas jurídicas de direito privado, cuja principal finalidade é dar aos seguradores a medida da confiança que os mesmos podem depositar nas embarcações que seguram ou nas que fazem transporte das cargas que eles seguram.  As Sociedades Classificadoras tomaram posse da engenharia, da ciência e da estatística, para aprimorar e respaldar suas Regras Construtivas. Também como a atividade marítima tem se diversificado, elas tem ampliado seu escopo. Algumas delas como a DNV passaram a desenvolver padrões de qualidade para a indústria of fshore.

IACS
 Associação Internacional das Sociedades Classificadoras, órgão cujos membros são as principais sociedades classificadoras do mundo com a finalidade de uniformizar as regras construtivas.  As 10 maiores SCs da IACS são:  1 . American Bureau of Shipping(ABS) - USA  2. Bureau Veritas (BV)-França  3. China Classification Society (CCS) -China  4. Det Norske Veritas (DNV)- Noruega  5. Germanischer Lloyd (GL)- Alemanha  6. Korean Register (KR) - Corea  7. Lloyds Register (LR) - Inglaterra  8. Nippon Kaiji Kyokai (Class NK)- Japão  9. Registro Italiano Navale (RINA)- Itália  10. Russian Maritime Register of Shipping (RS) - Rússia

ONDE AS SOCIEDADES CLASSIFICADORAS ATUAM?
a) Fiscalizar a contrução dos navios; b) Determinar regras que se devem obedecer na construção do casco, das máquinas propulsoras e auxiliares; c) Apreciar as qualidades dos navios já construídos; d) Fazer inspeções períodicas nos navio a fim de garantir as qualidades Náuticas. e) Nas contruções dos Navios a sociedades pode acompanhar toda a construção. f) A SC vistoria os materiais usados e novos que chegam ao estaleiro( chapas,máquinas, seções). g) Vistoria todas partes estruturais, bem como trabalho de rebitagem, soldagem, fiação elétrica, máquinas principais e auxiliares, etc. h) A SC se faz presente nas provas de cais e de mar, provas de estabilidade, teste de inclinaçāo, provas de ferro, etc.

SOCIEDADE CLASSIFICADORA DA EMBARCAÇÃO
 Construido o navio, seu nome passa a fazer parte do registro da SC.Porém, durante a sua vida útil, para que o navio permaneça no registro ele está sujeito a vistorias periódicas, para que sejam verificados suas condições de navegabilidade, das máquinas, do casco e do aparelhamento.  A garantia da segurança da estrutura e máquinas e equipamentos assegurada pela Classificação é da maior importância para a tripulação, passageiros, companhias seguradoras, bancos, autoridades portuárias e comunidades costeiras onde existe tráfego de navios comerciais.

CERTIFICAÇÃO DOS NAVIOS
 De acordo com as Regras de Classificação, todos os materiais e componentes que contribuem para a segurança do navio, terão obrigatoriamente que ser certificados. As SCs aprovam navios, produtos, fabricantes e fornecedores de serviços, de acordo com as Regras de Classificação. Estes produtos, fabricantes e fornecedores de serviços, constam da publicação “Registo de Fabricantes, Fornecedores de Serviços e Produtos Aprovados”. A certificação pode ainda ser efetuada de acordo com a Legislação Nacional, Normas Internacionais ou especificações do cliente. A certificação de materiais e componentes constitui uma via responsável de assegurar a qualidade de um produto ou construção.

 Assim, os governos nacionais delegam parte da sua autoridade para verificarmos a implementação de regulamentos nacionais e internacionais referentes à segurança marítima e proteção ambiental – tais como, as Convenções Internacionais para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS), Prevenção da Poluição Marinha (MARPOL), sobre Linhas de Carga e sobre Medidas de Tonelagem de Navios.  As principais SCs realizam estudos e emitem certificações compulsórias em nome do governo – incluindo avaliação do projeto, certificação de materiais e equipamentos e verificação das instalações. A avaliação das embarcações em termos das exigências legais pode ser concomitante à dos requisitos da classe.

VOCÊ SABE O SIGNIFICADO DE CONVENÇÕES INTERNACIONAIS?
 São instrumentos internacionais que visam regulamentar o transporte marítimo,tanto no que concerne à segurança marítima, à prevenção da poluição, à responsabilidade e indemnização pela poluição, às condições de vida e trabalho das tripulações dos navios, bem como a outros aspectos relacionados com o transporte marítimo.  Assim, os representantes dos países membros da IMO se reunem para estabelecer regras sobre determinados temas que necessitavam de um padrão internacional.  As principais convenções propostas e assinadas por diversos países, inclusive o Brasil são aquelas ditas no slide anterior.

APROFUNDANDO SEUS CONHECIMENTOS SOBRE CONVENÇÕES:
 O principal objetivo da Convenç a ̃ o SOLAS é especificar o padrã o mí n imo de seguranç a para a construç a ̃ o , equipamentos e operação dos navios.  Marpol 73/78 é a mais importante convenção ambiental marítima. Foi projetado para minimizar a poluição dos mares e tem como objetivo: preservar o ambiente marinho pela eliminação completa de poluição por óleo e outras substâncias prejudiciais, bem como, minimizar as consequências nefastas de descargas acidentais de tais substâncias.  A Covenção STCW (Standards of Training and Certification Watchkeeping Convention) estabelece padrões internacionais ao treinamento dos marítimos, emissão de certificados de qualificação para funções a bordo e ao serviço de quarto nos navios.

APROFUNDANDO SEUS CONHECIMENTOS SOBRE CLASSE DE EMBARCAÇÕES
 Uma classe de navios identifica embarcações construídas com os mesmos planos, embora possam apresentar variações de um navio para o outro.  O aparecimento da classe de navios, é uma conseqüência da evolução da industrial naval para padronizar a produção, isto permitiu a construção de sub-componentes que podem ser fabricados fora do estaleiro.  O processo foi iniciado durante a Segunda Guerra mundial , com a produção em massa de navios para guerra. A Classe Liberty, com mais de 2700 embarcações construída é um exemplo.

CLASSE LIBERT Y
 O navio cargueiro classe Liberty BRUCE THOMAS foi uma das 2.710 unidades da classe construídas por diversos estaleiros americanos em um programa emergencial durante a Segunda Guerra Mundial. Foi construído pelo estaleiro Southeastern Shipbuilding Corp, Savannah, Ga., EUA , sendo lançado como BEN A . RUFFIN, bandeira dos Estados Unidos, e foi operado pelo Departamento Americano de Guerra (U.S. War Department).  Apesar de serem navios construídos para fins emergenciais, os Liberty incorporaram várias inovações em seu projeto, que passaram a fazer parte dos projetos de quase todas as classes de navios mercantes do pós-guerra, tais como:

CLASSE LIBERT Y
1) Otimização do espaço para acomodação de cargas no convés, com a eliminação das "quebras" de espaços; 2) Conveses de aço, ao invés dos de madeira usados na classe Ocean; 3) Escadas de acesso direto aos porões de carga, não sendo necessário abrir os tampões do tween deck, para acessálos; 4) Desenvolvimento de seu leme, aumentando sua capacidade de manobra e diminuindo os custos de construção em 40% em relação aos navios da classe Ocean; 5) Superestrutura com sistemas de ventilação e aquecimento; 6) Instalação de ecobatímetros e modernos rádios de comunicação.

CLASSE LIBERT Y
7) Passadiço coberto e aquecido, ao contrário da grande maioria dos navios da época, que possuíam passadiços abertos ou nos tijupás, pois na mentalidade dos armadores da época o oficial de quarto e o marinheiro de serviço poderiam adormecer devido ao conforto de passadiços protegidos das condições climáticas. 8) Acomodações para a tripulação na superestrutura, diferente das outras classes, onde a maioria da tripulação ficava alojada nos castelos de proa e popa, sendo obrigada a atravessar o convés para as refeições e para render serviço, independentemente das condições do tempo e do mar; 9) Camarotes individuais para os oficiais providos de água corrente em pias, a guarnição era acomodada em camarotes para 4 marinheiros, o navio ainda possuía chuveiros, um verdadeiro luxo para a época. Tanto os oficiais, os suboficiais e as praças possuíam seus próprios refeitórios providos de refrigeradores

CLASSE LIBERT Y
10) Extrema facilidade de operação da praça de máquinas por parte dos maquinistas, que com o mínimo de treinamento podiam operá-las facilmente 11) Foi utilizado durante o período da 2ª Guerra transportando equipamentos militares e carga para as regiões de conflito.

CLASSE LIBERT Y (NAVIO CARGUEIRO)

VOLTANDO A FALAR SOBRE CERTIFICAÇÃO
 Classificar a embarcaç a ̃ o segundo sua capacidade de prevenir ocorrê n cia de acidentes ou diminuir suas consequê n cias, segundo Normas de Engenharia, consolidadas nas Regras de Classificaç a ̃ o em vigor. De iní c io foi o intuíto foi preservar o patrimô n io, contudo há também necessidade de preservar pessoas e o meio ambiente.  A atividade que se liga com a classificaç a ̃ o é a aferiçäo da conformidade da embarcaçāo com as Regulamentaç o ̃ e s Nacionais e Internacionais.  Assim, as sociedades classificadoras emitem os Certificados de Classe e os Certificados Estatutá r ios  Cada SCs irá ter seu modo de classificar seus navios, e com isso sua maneira de construí-las.

EXEMPLO DE LIVRO DE CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE CLASSIFICADORA

CERTIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS/ NAVIPEÇAS
 O ú n ico meio de a classificadora garantir o funcionamento com seguranç a da embarcaç a ̃ o ou unidade flutuante é se certificando que os equipamentos instalados a bordo vã o desempenhar suas funç o ̃ e s dentro das normas de engenharia em vigor. Os materiais e equipamentos a serem instalados em embarcaç a ̃ o classificada sã o certificados de acordo com as Regras da Sociedade Classificadora.  A certificaç a ̃ o dos insumos é parte da garantia da qualidade do produto final, embarcaç a ̃ o ou unidade flutuante, e requisito para classificaç a ̃ o da mesma.  Nã o é certificaç a ̃ o ISO9000 (gestã o e processos) ou garantia de fabricante. É certificaç a ̃ o de engenharia.  Isto garante a Qualidade Total da unidade.

EXEMPLOS
 SOLAS, Cap II-1 , Parte C, Regra 26

EXEMPLOS

CERTIFICADO DE CLASSIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS :

DE ACORDO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA RBNA:
 Para emissã o dos certificados de classe, que podem ser:  A .1) para navios de construç a ̃ o nova – com aná l ise do projeto e acompanhamento da construç a ̃ o e inspeç a ̃ o em fabricantes de materiais e equipamentos – sã o os que recebem o sí m bolo  na notaç a ̃ o de classe;  A .2) para navios existentes – com aná l ise do projeto e inspeç o ̃ e s, testes de equipamentos e provas do navio – recebem o sí m bolo  se tiverem sido construí d os sob supervisã o de classificadora reconhecida pelo RBNA .  b) Para emissã o dos certificados estatutá r ios, em nome de paí s – com aná l ise do projeto e vistorias a bordo para aferir conformidade com regulamentos internacionais (convenç o ̃ e s e có d igos IMO) e nacionais (NORMAMs no Brasil).

DE ACORDO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA RBNA:
 c) Para emissã o de certificados de menç o ̃ e s adicionais à notaç a ̃ o de classe, que compreendem, entre outros: - automaç a ̃ o ; - combatente de incê n dio (“fire fighting”);  - recolhedor de ó l eo (“oil recovery”).  d) Para emissã o de certificados pertinentes a tipos de operaç o ̃ e s, que compreendem, entre outros:  - peaç a ̃ o de carga;  - plano e operaç a ̃ o de reboque.

DE ACORDO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA RBNA:
 e) Para homologaç a ̃ o de processos, como procedimentos de soldagens.  f) Para qualificaç a ̃ o de profissionais, como soldadores.  g) Para aprovaç a ̃ o de modelos e protó t ipos de equipamentos (“type approval”).  h) Para certificaç a ̃ o de equipamentos industriais.  i) Eventualmente, para fiscalizaç a ̃ o de cumprimento de especificaç o ̃ e s de contratos dos armadores, isto levado para a empresa do grupo “RBNA Consult”.

NOTA IMPORTANTE

LINKS IM[PORTANTES
 http://www.lisnautica.com/site2_files/catalogo/cat04 008.pdf  http://www.onip.org.br/wpcontent/uploads/docs/9ws/ ApresentacaoRBNA.pdf  http://www.icc.org.br/normas/N03Cap3. pdf  http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/090108_1 . h tm  https://www.dpc.mar.mil.br/sta/depto_traquav/hidrovia/API csn.pdf