RELAÇÕES SINTÁTICAS

:
 A COORDENAÇÃO  A SUBORDINAÇÃO

Coordenação e Subordinação
Processo sintático que consiste na junção de duas ou mais unidades linguísticas com a mesma categoria e/ou função sintática.

COORDENAÇÃO

ORAÇÃO COORDENADA

Oração contida numa frase complexa que não mantém uma relação de subordinação sintática com a(s) oração(ões) com que se combina. Distingue-se das subordinadas por não poder ser anteposta.
Ex.: Todos sabiam, mas ninguém falou. * Mas ninguém falou, todos sabiam. [Frase agramatical] Todos sabiam, ninguém falou.

Coordenação e Subordinação
Coordenada copulativa Estabelece uma relação de adição com a(s) oração(ões) com que se combina.
Ex.: Estou cansado e vou descansar.

Coordenada adversativa

Transmite uma ideia de contraste, de oposição, relativamente à ideia expressa na frase ou oração com que se combina.
Ex.: Estou cansado, mas vou continuar.

Coordenada disjuntiva

Exprime um valor de alternativa face ao que é expresso pela oração com que se combina.
Ex.: Ou descanso ou não posso continuar.

Coordenação e Subordinação
Coordenada conclusiva Transmite uma ideia de conclusão decorrente da ideia expressa na frase ou oração com que se combina.

Ex.: Estou cansado, logo não posso continuar.

Coordenada explicativa

Apresenta uma justificação ou explicação relativa à frase ou oração com que se combina.

Ex.: A Maria está com febre, pois apanhou muito frio.

Nota: As orações coordenadas assindéticas (por oposição às orações
coordenadas sindéticas) não são introduzidas por conjunções: O João ficou em casa, eu fui às compras, a Teresa foi à escola.

Coordenação e Subordinação
Processo sintático que consiste na junção de duas ou mais unidades linguísticas numa relação de dependência hierárquica entre subordinante e oração subordinada. Palavra, constituinte ou frase de que depende uma oração subordinada.
Ex.: A minha irmã prometeu que me ia oferecer um CD. [Elemento subordinante: verbo] A possibilidade de chegares ainda hoje agrada-me. (Elemento subordinante: nome] Quando chegar a hora, eu digo-te. [Elemento subordinante: oração)

SUBORDINAÇÃO

SUBORDINANTE

Coordenação e Subordinação

Oração contida numa frase complexa que desempenha uma função sintática na frase em que se encontra, estando dependente de uma oração ou elemento subordinante. ORAÇÃO SUBORDINADA

Nota:

As orações subordinadas finitas ou não-finitas

denominam-se desta forma conforme apresentam o verbo numa forma finita ou não finita (infinitivo, gerúndio, particípio passado), respectivamente.

Coordenação e Subordinação
Oração subordinada substantiva Desempenha a função sintática de sujeito ou complemento de um verbo, nome ou adjetivo. Introduzida pelas conjunções subordinativas completivas que, se e para.
A Sofia disse que nada sabia sobre rios. O Luís pediu para sair. [não finita – infinitiva] Afirmou adorar a banda daquela noite. [não finita – infinitiva]

Completiva
Ex.:

Relativa

Introduzida por pronomes relativos sem antecedente, como : quem, o que, onde, quanto.

Ex.: Quem espera sempre alcança. Leio livros onde os encontro.
Esta noite, não tenho onde dormir. [não finita – infinitiva]

Coordenação e Subordinação
Oração subordinada adjetiva Desempenha uma função sintática própria de um adjetivo.

Relativa restritiva

Introduzida por um pronome relativo, tem a função de restringir a informação dada sobre o antecedente, ou seja, de identificar a parte do domínio denotado pelo antecedente.

Ex.: Os versos que ele escreveu são belíssimos.

Relativa explicativa

Introduzida por um pronome relativo, contribui com informação adicional sobre o antecedente.

Ex.: A literatura, que é imortal, encanta os leitores.

Coordenação e Subordinação
Oração subordinada adverbial Desempenha a função sintática de modificador da frase ou do grupo verbal. Exprime a razão, o motivo (a causa) do evento descrito na subordinante.
Ex.: Gostamos deste lugar porque é calmo. Gostamos deste lugar por ser calmo. [não finita – infinitiva] Encontrado este lugar, ficámos a adorá-lo. [não finita – participial] Entrando aqui, nunca mais se esquece. [não finita – gerundiva]

Causal

Contém o segundo elemento de uma comparação que se Comparativa estabelece em relação a uma situação apresentada na subordinante.
Ex.: Está tudo como eu queria. Aprecio mais ouvir música do que ver televisão. [não finita – infinitiva] Suas mãos abriam-se, como pedindo algo. [não finita – gerundiva]

Coordenação e Subordinação
Concessiva Transmite uma ideia de contraste relativamente ao que é apresentado na subordinante.

Ex.: Não conseguia sair, embora fosse essa a sua vontade. Apesar de ser essa a sua vontade, não conseguia sair. [não finita – infinitiva] Apesar de determinada, não conseguia sair. [não finita – participial]

Mesmo sendo essa a sua vontade, não conseguia sair. [não finita – gerundiva]

Condicional

Exprime a condição em que se verifica o facto expresso na subordinante.

Ex.: Se dormisses mais tempo, estarias melhor. A pensar assim, deve ter alguns problemas. [não finita – infinitiva] Dito isso, ninguém acreditará em ti. [não finita – participial] Afirmando isso, ninguém acreditará em ti. [não finita – gerundiva]

Coordenação e Subordinação
Consecutiva Exprime a consequência de um facto apresentado na subordinante.
Ex.: O dia estava tão frio que não saí de casa. Estava frio a ponto de a água do rio gelar. [não finita – infinitiva]

Final

Exprime a intenção (finalidade) da realização da situação descrita na subordinante.
Ex.: Escrevi a carta para que tudo ficasse esclarecido. Escrevi a carta para tudo ficar esclarecido. [não finita – infinitiva]

Temporal

Estabelece a referência temporal em relação à qual a subordinante é interpretada.

Ex.: Quando leres o livro, empresta-mo. Ao leres o livro, empresta-mo. [não finita – infinitiva] Uma vez lido o livro, já poderei ouvir música. [não finita – participial] Lendo este artigo, começo a fazer o trabalho. [não finita – gerundiva]

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