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Jean Carlos

BERNARDES, Cyro; MARCONDES, Reinaldo Cavalheiro. Sociologia aplicada à administração. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.

como no fato do novo superintendente ser apresentado em uma cerimônia com os outros diretores e ocupantes de cargos de chefia na organização.• FATORES DO PODER FORMAL • O PRESTÍGIO NAS EMPRESAS • A diferença no tratar perante os outros colaboradores. enquanto o novo office boy é apresentado reservadamente pelo setor de RH (Recursos Humanos) aos outros colaboradores de escalão menos na empresa. a quantidade de gavetas da sua mesa. . como: o tamanho. • A simbologia imposta a esses membros quanto à sua atuação e vivencia dentro da organização. a decoração da sala. o tipo de telefone da sala do membro. a secretária do membro (que tende a ser mais bonita de acordo como o cargo do membro).

Até a maneira de se vestir dos membros e colaboradores da empresa. enquanto a faxineira pode. enquanto o membro entra e põe seu carro no estacionamento da empresa. ainda o colaborador deixar seu carro na rua. como: o clássico exemplo do colaborador ter que chegar na hora certa ou até antes do horário para bater o ponto e começar seu serviço. enquanto o membro. A restrições de comportamentos impostas ao membro (esse padrão um pouco menos favorável ao membro). como o membro não poder dizer por exemplo palavras de baixo escalão. enquanto o membro trava conversas intermináveis na sala do cafezinho com os outro membros. ou até o colaborador ter minutos contados (e descontados. como o terno e a gravata em relação à camisa esporte dos colaboradores (dependendo da organização). tomar um café. se excedidos) para ir ao banheiro.• A diferença nas cobranças e responsabilidades do membro perante os outros na organização. as vezes chega a hora que bem quiser ou. após os velhos “cinco minutinhos”. O SALÁRIO NAS EMPRESAS • Prestígio • • • .

quem ocupa a posição em questão possui um direito adquirido que constitui o poder. mas. Possuir parte do controle acionário da empresa naturalmente atribui ao executivo uma dose adicional de autoridade. • • • • . Tradição: Há ainda o poder baseado na situação. Propriedade: O proprietário inerentemente possui poder. Tal acesso poderá ser proveniente de relações familiares (o Supervisor Geral é cunhado). os manuais administrativos e as descrições de cargos contendo atribuições e detalhamento de autoridade e responsabilidade do executivo. Informal: O poder informal caracteriza-se pela facilidade de acesso. “sempre foi assim”. Informação/conhecimento: O domínio da informação sobre determinado assunto ou área de atuação pode aumentar o poder do executivo. tradicionalmente.• O PODER NAS EMPRESAS • Formal: Este poder baseia-se na autoridade conforme registrada por escrito. Os exemplos são as circulares de nomeação. Não há registro de que o executivo possui tal autoridade. amizades informais. Decisões sobre este assunto tenderão a girar em torno do executivo que possui as informações mais completas a respeito. laços históricos. ou por força da própria personalidade (facilidade em relacionar-se com as pessoas).

• • • • • • • UMA SELEÇÃO DE ALGUMAS PRATICAS PARA REDUZIR O PODER DOS COLABORADORES Tirar partido da correlação poder. mas apenas o ouça. perguntando sua opinião. Fazer crer que seus assessores apena “aconselham”.: Uma segunda forma de atuar do chefe está em não dar a perceber sua falta de conhecimentos profissionais. recomenda-se três colaboradores). Evitar delegações de tarefas que sejam ponto de convergências de informações. Contratar vários especialistas. OBS. mas sem dar a própria. deixando os aspectos técnicos para os colaboradores. Distribuir as atividades a fim de balancear o poder entre os subordinados. prestígio e salário. Tratar pessoalmente da fixação de diretrizes. sendo necessário para misso nunca discuta com o subordinado. Evitar a delegação de problemas cuja solução seja de longo prazo. Dar a impressão de conhecimento técnico elevado. Evitar que a única pessoa controle um canal de informações. Criar conflitos funcionais e colocar-se como juiz. embora um seja suficiente. • • • • • • . Coordenar o trabalho de mais de dois colaboradores (para que não ocorra desses dois se juntarem contra o chefe.

Resumidamente. . tanto para. motivo pelo qual melhor seria não precisar emprega-las. os que a utilizam quanto para a organização como um todo. eles serem tecnicamente mais competentes. que tornam desnecessário o coordenador possuir poder raciona-legal para tais técnicas se tornem viáveis. mas a prática tem mostrado a existência de medidas que as chefias podem utilizar. a fim de impedir que sejam dominadas pelos seus colaboradores.• As chefias podem ficar submetidas ao poder de seus colaboradores pelo motivo de. cada uma das 11 prescrições descritas para serem utilizadas pela chefias são ótimas. mas têm seu preço. As prescrições descritas têm um custo. a exemplo das formas de coordenar já examinadas no livro de (BERNARDES e MARCONDES) que não há supervisão direta. no geral. é preciso que os colaboradores sejam maduros e não desejosos de chefias paternalistas. o que somente é possível com mudanças culturais na cerne das organizações. b) existem técnicas administrativas.