You are on page 1of 10

EXCEÇÕES INSTRUMENTAIS

São defesas do réu veiculadas em um instrumento próprio distinto da contestação:
INCOMPETÊNCIA RELATIVA, SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO. São incidentes processuais que SUSPENDEM o curso do processo, EXCETO quando a alegação de impedimento ou suspeição for dirigida a perito, intérprete, membro do MP e servidor.
Art. 138, CPC: Aplicam-se também os motivos de impedimento e de suspeição: I - ao órgão do Ministério Público, quando não for parte, e, sendo parte, nos casos previstos nos ns. I a IV do art. 135; II - ao serventuário de justiça; III - ao perito; (Redação dada pela Lei nº 8.455, de 1992) IV - ao intérprete. § 1o A parte interessada deverá argüir o impedimento ou a suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que Ihe couber falar nos autos; o juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa, ouvindo o argüido no prazo de 5 (cinco) dias, facultando a prova quando necessária e julgando o pedido.

OBS: Incompetência relativa: excipiente é sempre o réu, e o excepto é sempre o autor. Por isso, quem julga o incidente é o próprio juiz da causa em decisão impugnável por agravo de instrumento.

auxiliar da justiça . PORQUE O AUTOR PODE SE VALER DELAS. intérprete . membro do MP. Se não reconhecer. em decisão impugnável por agravo de instrumento. quem vai julgar a CAUSA é o próprio STF. convocam-se ministros do STF. for dirigida a membro do MP.Nas alegações de impedimento e suspeição. . de modo que comprometa o quórum para a votação. o excipiente pode ser autor ou réu. perito ou serventuário da justiça. Se alega que um tribunal é totalmente suspeito ou impedido ou a maioria absoluta deste tribunal é suspeita ou impedida. o processo volta para o Tribunal e ele julga a causa. Se a arguição de susp/imp. Já o excepto será o órgão jurisdicional (juiz ou tribunal). Se arguição for dirigida a órgão jurisdicional. DAÍ ESSAS MODALIDADES DE RESPOSTA NÃO SÃO NECESSARIAMENTE RESPOSTA DO RÉU. que será aquela ao qual o juiz se vincula. quem vai julgar é SEMPRE um TRIBUNAL. Esta decisão será um acórdão impugnável por RE ou RESP. quem vai julgar é o juiz da causa. quem vai julgar a arguição é o STF (qualquer que seja o Tribunal do Brasil). Se a susp/imp for do STF. Se o STF reconhecer que o Tribunal é suspeito/impedido.

prazo da FP será de 15 dias. sob pena de preclusão. OBS: Com relação à suspeição o prazo de 15 dias só serve para as partes. podendo ser alegado a qualquer tempo enquanto o processo estiver em andamento. OBS: Importante observar que o prazo de 15 dias acaba sendo inócuo para fins de arguição de impedimento. . Portanto TODA incompetência absoluta é inicial. No caso da incompetência relativa esses 15 dias são sempre os primeiros após a citação. Já a suspeição e o impedimento pode surgir no curso do processo. O juiz pode se declarar suspeito a qualquer momento.. ele será em quádruplo. Mas se durante o processo surge o imp/susp. ocorre a prorrogação. SUSPEIÇÃO OU IMPEDIMENTO. pois não alegada pelo réu. OBS: Se a Fazenda Pública for ré e opor as exceções no prazo para apresentar defesa.OBS: Prazo para propor exceções instrumentais: 15 DIAS DA DATA DO FATO QUE GEROU INCOMPETÊNCIA. Não há nenhuma hipótese de surgir incompetência relativa no curso do processo. vez que é matéria de ordem pública.

ou seja. A decisão proferida aplica-se a processo futuros que repetir a situação. como elas suspendem o processo. . há coisa julgada? SIM. o réu ainda terá 5 dias para contestar. 5) Julgada procedente a exceção de suspeição e impedimento. se entrar com a exceção no 10º dia.§ Único.TEMAS DE APROFUNDAMENTO 1) O réu tem o direito de opor exceção de incompetência relativa em seu domicílio (art. CPC). Este ajuizou 400 exceções de suspeição. depois de julgá-la.305. Ex: Juízo – Em seu gabinete tem 400 causas em que o Município era parte. 4) O reconhecimento da suspeição e impedimento gera a nulidade dos atos decisórios. esta decisão é válida para outro processo. por exemplo. 2) No âmbito do processo civil o entendimento é que o advogado não precisa de poder especial para arguir suspeição. 3) É possível que o réu proponha as exceções antes de contestar.

impugnável por meio de agravo de instrumento. 6) Apresentada a reconvenção o autor será intimado para se defender em 15 dias. alega agrega pedido novo ao processo que já existe. 2) A reconvenção é demanda do réu contra o autor no mesmo processo em que o réu está sendo demandado. 5) A reconvenção é um INCIDENTE PROCESSUAL. . Ela NÃO GERA PROCESSO NOVO. uma não depende da outra. A intimação é feita na pessoa do advogado do autor. 3) Se o juiz indeferir a petição inicial da reconvenção ele não está extinguindo o processo. 7) O autor pode apresentar reconvenção à reconvenção. é uma DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.RECONVENÇÃO 1) Quem reconvém é o RECONVINTE e contra quem se reconvém é o RECONVINDO. mas elas são AUTÔNOMAS. 4) Reconvenção e ação principal haverão de ser julgadas NA MESMA SENTENÇA.

EX: MP ingressa com ACP contra uma empresa. Portanto. 9) POLO PASSIVO: Art.8) O autor pode ser revel (revel que já está nos autos. pois não há sentido em aplicar em fatos que o autor já se manifestou na PI. já se manifestando no autos por meio da apresentação da PI). pois o MP é substituto processual da coletividade. pois é autor da ação principal . não vai ter o efeito da revelia de prosseguir o processo sem intimação. § Único – Quando o autor é substituto processual. A empresa apresenta reconvenção requerendo a condenação do MP no pagamento de indenização por danos morais que ela sofreu – NÃO PODE. . a confissão ficta só poderá ser aplicada em relação a fatos novos. No mais. o réu só poderá reconvir se o pedido da reconvenção for dirigido ao substituído e o autor tenha legitimidade extraordinária passiva para poder responder esta demanda.315.

ou seja. o réu pode alegar o que ele quiser (a reconvenção pode ser condenatória. CPC. . uma circunstancial e uma substancial: A reconvenção deve ser formulada em peça distinta da contestação. pedido contraposto nas ações possessórias – art. Já o pedido contraposto só cabe em situações específicas e em todas elas o legislador faz limitação.922.em ambos os casos não cabe reconvenção. Ex: pedido contraposto é admitido nos Juizados e no procedimento sumário . já o pedido contraposto é formulado dentro da contestação A reconvenção é uma demanda que não tem restrição cognitiva.DISTINÇÃO ENTRE RECONVENÇÃO E PEDIDO CONTRAPOSTO 1) Ambos são espécies de um mesmo gênero (demanda formulada pelo réu contra o autor no mesmo processo) 2) Há duas diferenças. declaratória ou constitutiva).

3. STJ). ou seja. o instrumento a ser manejado é reconvenção).2 COMPETÊNCIA: A reconvenção pressupõe que o juiz tenha competência para ela.1 PRAZO: É o mesmo da defesa – 15 dias (Fazenda Pública o prazo é em quádruplo). OBS: O réu que queira reconvir e contestar. Ex: Ação Monitória (Súmula 292.ASPECTOS SOBRE A RECONVENÇÃO 1) Todo procedimento especial que se torna ordinário com a defesa permite reconvenção. só pode cumular pedido se o juiz for competente para julgar todos eles. Ex: reconvém no 10º dia. . se o pleito não for indenizatório. 2) NÃO SE ADMITE PEDIDO CONTRAPOSTO DE PEDIDO CONTRAPOSTO. É um exemplo de cumulação ulterior de pedidos. assim. sob pena de preclusão consumativa. 3) Requisitos da reconvenção: 3. tem que fazer ao mesmo tempo. Ações Possessórias (neste caso há possibilidade de reconvenção quando não couber pedido contraposto. não poderá contestar no 15º.

4 INTERESSE NA RECONVENÇÃO: Premissa: Não há interesse na reconvenção sempre que pleiteia algo que pode ser obtido com a simples contestação. de inexistência desta mesma relação jurídica? Não. o réu quer a inexistência. pois se o autor quer a existência. Portanto. A conexão para fins de reconvenção é muito mais simples do que a conexão para fins de modificação de competência. . pois basta ter algum vínculo. Ex: Não pode reconvir para alegar exceções substanciais – estas devem ser alegadas na defesa. 3. OBS: Imagine que o autor propõe ação declaratória de existência de relação jurídica. Pode o réu reconvir para pedir a declaração negativa. algum liame.3 CONEXÃO (art. basta o réu se defender. não cabe reconvenção em ação declaratória para pedir a declaração contrária.315): A reconvenção tem que ser conexa com a ação principal ou com os fundamentos da defesa.3.

basta contestar. desde que não seja a declaração contrária. .Súmula 258. OBS: O réu não pode reconvir para pedir a improcedência do pedido. STF: É admissível reconvenção em ação declaratória.