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Sociologia da Educação

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“Os sete saberes para a educação do futuro”
Edgar morin

2/3/13

Sociologia da Educação

2/3/13

mas que se 2/3/13 .Sociologia da Educação Foi-nos necessário entrecruzar as informações referentes à Pedagogia e à Sociologia. de forma a construir um saber que não se assenta apenas no vazio da teoria. disciplinas que se relacionam de uma forma dinâmica.

Sociologia da Educação A estrutura ideológica que Edgar Morin propõe para a Educação do futuro está assente nos princípios:      As cegueiras do conhecimento: O erro e a ilusão. O conhecimento pertinente. A identidade Terrena. 2/3/13 . A condição humana. Enfrentar as incertezas.

Enfrentar as incertezas. 2/3/13 . dado que para o presente trabalho o objectivo passava pelo aprofundamento de apenas 3 destes itens.Estrutura do trabalho Embora todos os capítulos presentes sejam de suma importância para a compreensão da obra de Morin. nomeadamente:   Ensinar a identidade Terrena. apenas os referenciamos.

mais espiritual.Contextualização As reflexões abordadas nos capítulos 4. 2/3/13 . Propõem uma reconexão com a sua verdadeira essência. e o corte com os paradigmas que destroem o mundo. Estes três saberes adicionam o elemento Homem e os seus limites oriundos da sua condição mortal. 5 e 6 remetem-nos para uma ordem de saberes mais humanista e atrevemo-nos.

diferente do utilizado pela humanidade até hoje. ou seja. 2/3/13 . Compreender a globalidade de que é composto o mundo exige um pensamento policêntrico.Ensinar a Identidade Terrena Edgar Morin apresenta-nos o cenário da humanidade em relação à consciência que se tem sobre mundo. tanto a nível global como das suas partes enquanto factores individuais. E é no desenvolvimento desta estrutura de pensamento que a educação do futuro tem um papel preponderante para a edificação da consciência e identidade terrestre.

Esta realidade apesar de global e unificadora é também individual e desintegradora dado as forças de unificação entrarem em choque com as forças de desintegração. contrariando assim a generalização de estilos de vida globalizantes. Isto sucede-se devido à resistência dos povos perante o novo. praticamente comum em toda a parte do globo.Ensinar a Identidade Terrena A Mundialização rompe com os antigos costumes e vivencias do povos e cria sistematicamente um novo modo de vida mundializado. 2/3/13 . levando a um conflito natural do processo de afirmação das partes. conduzindo-os a lutar pela sua individualidade e identidade cultural.

A qual tem o protagonismo de ser capaz de ensinar os erros do passado e projectar estratégias diferentes em contextos 2/3/13 semelhantes.Ensinar a Identidade Terrena Apesar do mundo ser um facto global existem mais antagonismos e desigualdades do que nunca. deixando descurado o lado afectivo. pois que o desenvolvimento nos trouxe uma realidade técnico-económica e materialista. moral e intelectual da humanidade. Devido aos perigos eminentes referidos. Edgar Morin defende que a única esperança para a humanidade do 3º milénio está na Educação. de forma a evitar a repetição das atitudes nocivas para .

tendo como base a consciência policêntrica. E.83) 2/3/13 ..2002.Ensinar a Identidade Terrena A educação do futuro tem como missão o trabalho do homem no sentido da simbiose e da harmonia. transformar a espécie humana em verdadeira humanidade (…)” (Morin. de forma a “(…) civilizar e solidarizar a Terra. pp.

através de actos benéficos para com este de forma a proteger e assegurar a viabilidade e sanidade das espécies que nele se encontram. 2/3/13 .Ideia-chave IDENTIDADE TERRENA É necessário ensinar que a Terra-pátria é o único planeta que temos e que é urgente prolongar a sua vida. Este saber relaciona-se em grande medida com a noção de sustentabilidade.

independentemente do âmbito a que pertença. No entanto. XX as civilizações acreditavam que o tempo era cíclico. onde tudo obedecia a uma ordem repetitiva. foi no séc.Enfrentar as incertezas  Até ao séc. 2/3/13 . XX que a Humanidade tomou consciência de que o futuro próximo ou longínquo. é sempre incerto e não há nada nem ninguém que possa predize-lo de forma objectiva.

2/3/13 . O futuro não é passível de científicidade.Enfrentar as incertezas  Devido à complexidade da Era Planetária é humanamente impossível defender que o progresso é um dado adquirido para o destino da Humanidade. este desde sempre cunhado como incerto. pelo menos ainda. como o próprio percurso da História indica os acontecimentos que medeiam o destino do Ser Humano não são passíveis de previsão.

Enfrentar as incertezas  O mundo é o grande palco da metamorfose e esta é o motor do progresso. das criações. É neste âmbito que se dão as conquistas territoriais. 2/3/13 . pois que entre a destruição e a aquisição existe a informação ancestral que se perde para sempre. onde se aniquilam culturas para impor outras. Neste cenário depreende-se um desperdício de sabedoria e de cultura. mas também das destruições. das inovações.

principalmente em relação às incertezas do conhecimento. Mediante a condição humana.Enfrentar as incertezas  Os princípios da vida espelham-se na história da Humanidade e esta diz-nos que tudo é dual e que os opostos andam sempre de mãos dadas desenhando o progresso do mundo. é necessário compreender uma incerteza.  A realidade envolvente é única para cada percepção. É neste âmbito que entra a educação do futuro. sendo esta construída por cada um de nós. a qual terá sempre que lidar com a incerteza e não esquecendo a sede de controlo que o homem possui. 2/3/13 .

se reveste imediatamente de uma complexidade sem precedentes. verificações e convergência de índices” (Morin.Enfrentar as incertezas  O próprio conhecimento é muitas vezes fruto do acaso e “a consciência do carácter incerto do acto cognitivo constitui uma oportunidade para chegar a um conhecimento pertinente o qual necessita de exames. entrando num mar unidireccional de acções e reacções.92).  Morin defende que ecologia da acção é no fundo possuir a consciência suprema de que qualquer acção a partir do momento em que é libertada no mundo. E. 2002. pp.. 2/3/13 .

Morin defende que esta devia ser vista como um dos motores do avanço de todos os conhecimentos existentes. e é neste âmbito que o paradigma deve ser alterado. 2/3/13 .Ideia-chave ENFRENTAR AS INCERTEZAS  A ciência acostumou-se a monopolizar a certeza. A ciência não é uma produtora absoluta de certezas. Todos os conhecimentos são passíveis de mutação e segundo esta ideia é necessário alterar a forma como se lida com a incerteza.

e é neste ponto fulcral que a educação do futuro deverá ter um peso substancial.Ensinar a compreensão  Na Era da Mundialização a comunicação instantânea leva a todo o lado e a toda a hora. No entanto. informação de todos os âmbitos possíveis. não compreende em si a compreensão. de forma ininterrupta. apesar da comunicação se dar a uma escala nunca antes atingida antes na história e da informação ser cada vez mais objectiva e educacional. 2/3/13 .

pois que ao contemplar um âmbito ignora todos os outros. além de compreender o próximo.  A incompreensão é de facto o alimento de todas as injustiças e humilhações existentes na Terra. e é derivada de um pensamento uni focal.Ensinar a compreensão  Uma dada realidade só poderá ser verdadeiramente compreendida a partir do momento em que o indivíduo se compreende a si. com o próximo e com o mundo. racismos. preconceitos. estereótipos. É esta incompreensão que mancha todas as relações das mais simples às mais complexas. 2/3/13 . à qual nem os núcleos intelectuais conseguem escapar. A incompreensão de si mesmo leva a uma intolerância para consigo. tais como. etc.

” (Morin.Ensinar a compreensão  Desta forma seria necessário promover um pensamento polifocal de forma a espalharmos a globalidade do mundo nas percepções de cada um. da solidariedade intelectual e moral da humanidade. 2002. É ao livrar-se de possessões e fanatismos que estaremos a livrar-nos dos obstáculos à progressão de conhecimentos e a promover a compreensão a todos os níveis. ética e tolerância.109) 2/3/13 . “A única verdadeira mundialização que estaria ao serviço do género humano é a da compreensão.  Esta compreensão é a fonte da solidariedade.. pp. E. chave para as relações humanas do futuro.

necessitando de criar novas estruturas de pensamento.. de forma a compreender a incompreensão vigente e posteriormente ultrapassá-los.pp. 2002.  O paradigma das compreensões mútuas só será ultrapassado mediante “uma reforma planetária das mentalidades” (Morin.Ensinar a compreensão  Estas não poderão acontecer apenas com uma democracia aberta. E. objectivo este da educação do futuro. 2/3/13 . pois que esse não é o único critério.111).

A educação é um dos cenários onde a incompreensão existe. Incompatibilidade política. Incompatibilidade étnica.  Na educação temos exemplos de incompatibilidades disciplinares muitas vezes dentro do mesmo curso. (…) 2/3/13 .  É urgente Compreender. o objectivo máximo da comunicação humana é a compreensão e é neste ponto que Morin contrapõe. no entanto. pois que ela é espalhada por todo o lado:     Incompatibilidade teológica.Ideia-chave  O mundo está repleto de redes de comunicação e de informação.

Conclusão Os sete saberes apresentados por Morin devem ser entendidos como inspirações assertivas e fundamentadas para os educadores de todo o mundo. de forma a redefinir o conteúdo programático e a modalidade da educação. A obra de Edgar Morin leva-nos sobretudo a pensar a educação sob uma luz distinta. mais humanista e menos obcecada com a objectividade dos conhecimentos. 2/3/13 .

Para finalizar acreditamos que dada a aquisição de saberes tão essenciais. iniciar a aplicação destes conceitos nos mais variados contextos das nossas vidas. é da nossa obrigação como seres sapientes e informados. como os presentes na obra de Morin.Conclusão É útil referir que a não aplicação destes saberes é na actualidade uma das causas da falha do sistema global de que todos padecemos. 2/3/13 . estejamos conscientes disso ou não.