Sistemas de Informação em Saúde

Renata L. Peres

 Informação em Saúde:

Elemento estratégico para gestão
 Papel da Informação em Saúde:
 Decisão,

 Planejamento,
 Execução,  Avaliação.

“A produção da informação é orientada a permitir uma compreensão ampliada do processo saúde/doença.”

Conceito

 Dado:

Componente básico do processo de produção de informação, sobre o qual trabalhamos, juntando-os, contrapondo-os, para produzir informações que traduzem conhecimento.
 Características:

 Elemento quantitativo ou qualitativo, em forma bruta,

que por si só não conduz à compreensão de determinado fato ou situação.

 Informação é o produto da análise dos dados obtidos. de planejamento.  É um importante recurso para subsidiar o processo de tomada de decisão. relacionando os fatos por eles descritos e encontramos significado naquilo que se observa.Informação  Quando processamos os dados. relacionados dentro de um contexto. registrados. organizados. de execução e de avaliação das ações desencadeadas. obtemos então a informação. . classificados.

de nascidos vivos Resultados de exames Informaçã o Coeficiente de Mortalidade Infantil Diagnostico de uma doença Conhecime nto Mortalidade por diarreia no município de São Mateus Decisão Ação Realizar melhoria na rede de esgotos e água tratada da cidade . de mortes infantil No.Situação da Saúde Avaliação Dados No.

organizar. e inclusive recomendações para a ação. a divulgação.Conceito de SIS  Sistema de informação Mecanismo de coleta. processamento. além da análise (como prontuários. . análise e transmissão da informação necessária para se planejar. operar e avaliar os serviços de saúde. Considera-se que a transformação de um dado em informação exige. fichas de vacinação) .

 Produtos gerados por um Sistema de Informação de Saúde:  Como está a informação de saúde?  Que objetivos serão assumidos?  Com quais recursos?  Quais e quantas ações deverão ser realizadas?  Que resultados serão obtidos?  Quais os resultados em relação aos objetivos? .

SINASC. SINAN.  SI para monitoramento de programas específicas: SIAB  SI de gerenciamento: HOSPUB e GIL  Cadastros nacionais: IBGE  Sites como Sala de Situação em Saúde –MS ou banco de dados do MS (DATASUS) .  SI assistenciais (produção de serviços): SIH/SUS e SAI/SUS.SIS e Subsistemas O SIS é composto por vários subsistemas  SI Epidemiológicas: SIM.

 Documento padrão é a declaração de óbito (DO).  Fornece informações sobre o perfil de mortalidade.Sistema de Informação sobre Mortalidade SIM  Coleta dados sobre óbitos. .

SIM .

com cobertura e confiabilidade relativamente boa.  Possibilita a construção de indicadores que permitem uma aproximação da situação de saúde da população e do risco de morte.  É universal.Potencialidades e Limitações .  Permite a observação de diferenciais de mortalidade através da espacialização dos óbitos. .SIM  ASPECTOS POSITIVOS:  Contém dados sobre as características de todos os óbitos.

Potencialidades e Limitações .SIM  ASPECTOS NEGATIVOS:  Pouca agilidade no processamento dos dados. .  Preenchimento inadequado de diversos campos da DO.  Subregistro e Subnotificação.  Acentuado número de óbitos por causa mal definida.

 Taxa ou Coeficiente de Mortalidade Materna.SIM  Indicadores:  Taxa ou Coeficiente de Mortalidade Geral.  Taxa ou Coeficiente de Mortalidade por causas e/ou idades específicas.  Taxa ou Coeficiente de Mortalidade Infantil.  Mortalidade Proporcional por causa e/ou faixa etária. .

Disponibilidade e Informação do Banco de Dados .

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1996 A 2003 .Fonte de Dados  SIM – Qualidade!!! EVOLUÇÃO DO PERCENTUAL DE ÓBITOS POR CAUSAS MAL DEFINIDAS NAS REGIÕES BRASILEIRAS.

Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos SINASC  Coleta dados sobre nascimentos. .  Documento padrão é a declaração de nascido vivo (DNV).  Fornece informações sobre o perfil de nascimento.

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Fluxo de informações Partos hospitalares 1ª via Secretaria de Saúde 2ª via Cartório 3ª via Unidade de Saúde .

Fluxo de informações Partos domiciliares 1ª via 1ª via Encaminhada a Secretaria de Saúde 2ª via Cartório 3ª via Unidade de Saúde .

Possibilita a construção de importantes indicadores (CMI e CMM). Serve de base para o planejamento.      . Permite a observação de RNs com risco de vida. Tem cobertura universal.SINASC POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES ASPECTOS POSITIVOS Contém informações sobre as características dos Nascidos Vivos. adoção de ações e específicas voltadas ao grupo materno-infantil. das mães. da gestação e do parto.

SINASC POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES  Pouca agilidade no processamento dos dados.  Preenchimento inadequado de diversos campos da DN.  Sub-registro e Subnotificação. .

.SINASC INDICADORES  Taxa de Fecundidade  Taxa de Natalidade  Mortalidade Infantil e Materna (denominador)  Proporção de Gravidez na Adolescência  Proporção de Recém-Nascidos com Baixo Peso  Proporção de Partos Cesáreos e/ou Domiciliares.

particularmente as que procedimentos realizados.  Tempo médio de permanência.Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS  Trabalha dados referentes as internações hospitalares. .  Processa dados sobre a causa da internação. informam sobre os  A partir desses dados é efetuado o pagamento aos hospitais conveniados ou contratados pelo SUS.  Quantidade de leitos por especialidade.

AIH .Fluxo da Autorização de Internação Hospitalar .

60 dias).  Sofre auditoria e críticas para pagamento .  Registros sistemático mensal (controle/avaliação).  Permite o monitoramento de agravos e vigilância epidemiológica.  Dados desagregados por indivíduo e hospitais (planejamento e gestão). .  Sistema nacional (disponível para a população).  Informações de morbidade das doenças crônicodegenerativas.Potencialidades e Limitações – SIH/SUS  ASPECTOS POSITIVOS:  Extrema Agilidade (45 .

 Informações seletivas (morbidade).  Sofre diversas alterações (política.rede do SUS (70-80%).  Suspeita de fraudes (reduz a confiabilidade).  Ainda é pouco explorado (subutilizado).  Informações “secundárias” mal preenchidas (qualidade).Potencialidades e Limitações – SIH/SUS  ASPECTOS NEGATIVOS:  Cobertura .  Não identifica todas as reinternações. dinâmica da assistência). .

gestão)  Oferta de leitos e clínicas disponíveis.  Evolução do paciente e tempo de internação.  Serviços e procedimentos realizados.  Meios diagnósticos e terapêuticos.  Valores pagos com a internação (faturamento dos     hospitais) EPIDEMILÓGICOS Frequências absoluta e relativa Coeficiente de internação ou mortalidade hospitalar Razão entre de internação e notificação de agravos .Indicadores  ASSISTENCIAIS  Perfil da rede hospitalar (natureza.

principalmente.SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO .SINAN  Tem como finalidade determinados agravos. pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória (Portaria GM/MS Nº 5 de 21 de fevereiro de 2006). . a vigilância epidemiológica de  É alimentado.

MS Ficha Individual envia (disquete) FII consolida Transmissão. idade.. sexo. nome do pt..UNIDADE DE SAÚDE Emite Ficha Individual de Notificação (FIN) Arquiva Envia SMS Dados gerais. evolução do Digita e envia (disquete) caso. métodos de de Investigação (FII) confirmação diagn. unidade notificadora. manifestações Investiga clínicas. raça. SES . data de nasc.

br/sinanweb .saude.www.gov.

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 Taxa ou Coeficiente de Prevalência. .SINAN INDICADORES  Taxa ou Coeficiente de Incidência.  Taxa ou Coeficiente de Letalidade.

 Não há boa vigilância sem Notificação!  Não há boa vigilância sem bons Sistemas de Informação!  Não há boa vigilância sem uma boa rede de Laboratórios! .

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