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saúde pública

1.1 Conceitos, Histórico
1.2 História Natural da
Doença

2009.1
Epidemiologia

 Do grego, Epedeméion (aquele que visita)

Epi (sobre)
Demós (povo)
Logos (palavra, discurso, estudo)

Etimologicamente “epidemiologia” significa:
“Ciência do que ocorre com o povo”

 A palavra epidemiologia surge no título de um
trabalho sobre a Peste na Espanha, na segunda
metade do século XVI
Aplica o método cientifico da maneira mais
abrangente possível a problemas de saúde da
comunidade, ou seja, estuda as associações
causais da morbidade/mortalidade, como por
exemplo: hábitos de fumar X câncer de pulmão

(ALMEIDA FILHO; ROUQUAYROL, 2006).
A Epidemiologia

 Se baseia “nas ciências sociais para
 compreensão da estrutura e da
 dinâmica sociais (...), na matemática para
noções estatísticas de probabilidade, inferência e
estimação (...) e nas ciências biológicas para o
conhecimento do substrato orgânico humano onde as
manifestações observadas encontrarão expressão
individual” (Opt. Cit)
Objetivos
da Epidemiologia

 Descrever a magnitude, a tendência e a
distribuição dos problemas de saúde em
populações humanas

 Descrever características dos casos,
formas clínicas, modo de transmissão,
grupos de maior risco, curso da doença,
etc..., quando da ocorrência de um
agravo desconhecido
Objetivos principais
da Epidemiologia:

-Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas
de saúde nas populações humanas;
-Proporcionar dados essenciais para o planejamento,
execução e avaliação das ações de prevenção, controle
e tratamento das doenças, bem como para estabelecer
prioridades;
-Identificar fatores etiológicos da gênese das
enfermidades
Diferenças entre Diagnóstico Clínico e Epidemiológico
(ou da comunidade)
Diagnóstico Clínico Diagnóstico
Epidemiológico
Tipo de Diagnóstico Individual Comunitário
Objetivo Curar a doença da Melhorar o nível de saúde
pessoa da comunidade
Informação História Clínica Dados sobre a população
necessária Exame Físico Doenças existentes
Exames Causas de morte
Complementares Serviços de saúde, etc

Plano de ação Tratamento Programas de saúde
Reabilitação prioritários

Avaliação Acompanhamento Mudança no estado de
clínico saúde da população
(melhora/cura)
História natural da doença
“as inter-relações do agente, do suscetível
e do meio ambiente que afetam o processo
global e seu desenvolvimento, desde as
primeiras forças que criam o estímulo
processo patológico no meio ambiente, ou
em qualquer outro lugar; passando pela
resposta do homem ao estímulo, até as
alterações que levam a um defeito,
invalidez, recuperação ou morte”
História natural da doença - Períodos

 Período
Pré-patogênico
(epidemiológico)

– Interação susceptível – ambiente

 Período Patogênico
– Pré-condições internas
PROCESSO SAÚDE-DOENÇA –

HISTÓRIA NATURAL DA
DOENÇA
TRÍADE EPIDEMIOLÓGICA
                                                                                                                                                                                                                
 REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA
DAS FASES OU PERÍODOS DA
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
(HND)
HISTÓRIA NATURAL DE UMA DOENÇA NO
HOMEM

Saúde

ótima

Saúde

sub-ótima
Doença
iro

ou
de

A incapacidad
ge
e

nt e declarada
sp

e Próximo
Ho

Interaçã da morte
o

Horizonte
clínico
Morte
Produção Etapa
Ambiente de Sub-
estímulos clínica

Período pré-patogênese Período de patogênese
FATORES DETERMINANTES DA
DOENÇA
 Endógenos: Fatores determinantes
que, no quadro geral da ecologia da
doença, são inerentes ao organismo
e estabelecem a receptividade do
indivíduo.
 Herança genética.
 Anatomia e fisiologia do organismo
humano.
 Estilo de vida.
 Exógenos: Fatores determinantes
que dizem respeito ao ambiente.
 Ambiente biológico: determinantes
biológicos.
 Ambiente físico: determinantes físico-
químicos.
 Ambiente social: determinantes sócio-
culturais.
FATORES DETERMINANTES
ENDÓGENOS

Genéticos:
• Âmbito da Genética Médica
FATORES DETERMINANTES
FÍSICOS E QUÍMICOS
 Naturais:
– Previsíveis: Aqueles cuja
ação, em boa parte, pode ser
de antemão prevista,
permitindo estimar as
possíveis conseqüências e,
desta forma, adotar medidas
que possibilitem reduzir seus
efeitos (a depender dos
conhecimentos atingidos
sobre o assunto).
 Atmosfera: Clima.
 Hidrosfera e litosfera:
Carência de elementos
essenciais ou presença de
agentes indesejados.
FATORES DETERMINANTES
FÍSICOS E QUÍMICOS
 Naturais:
– Imprevisíveis:
 Acidentes naturais.
 Desastres ou
calamidades naturais.
 Mortalidade
 Morbidade
(epidemias ou
doenças infecciosas)
 Desabilidades
psicológicas
FATORES DETERMINANTES
FÍSICOS E QUÍMICOS
 Artificiais:
– Acidentais: Acidentes ou
desastres antrópicos.
 Ambiente natural:
“Efeito estufa”, “buraco
na camada de ozônio”.
 Ambiente antrópico:
Impacto de tecnologias
sofisticadas que, fora de
controle, atingem o
próprio ambiente
antrópico (energia
nuclear, acidentes com
produtos químicos
perigosos).
FATORES DETERMINANTES
FÍSICOS E QUÍMICOS
 Artificiais:
 Poluição.
– Gases e partículas na
atmosfera,
substâncias químicas
no meio hídrico e
resíduos sólidos no
meio terrestre.
– Defensivos agrícolas,
medicamentos,
agentes tóxicos e
nocivos usados em
conflitos armados.
FATORES DETERMINANTES
SOCIAIS

 Categorias
gerais desses
determinantes:
– Comportamentais
 Psicossociais  Relacionados à
personalidade do indivíduo.
 Hábitos e estilos de vida: sexualidade,
étnicos (relacionados à cultura), adquiridos.
– Organizacionais
– Estruturais
 Ocupação
 Família
 Nível socioeconômico
SES/MG - Saúde alerta população para doenças da chuva
http://www.conass.org.br/?page=noticias_estados&codigo=4488
=0&mesAtual=01&anoAtual=2009

Perigo
Durante enchentes e alagamentos, a população fica mais exposta à
leptospirose, hepatite, diarréias e cólera, as chamadas doenças de
veiculação hídrica (transmissão através de água contaminada por
vírus, bactérias e outros agentes infecciosos). A leptospirose é
  transmitida através da água contaminada pela urina de ratos. O
maior perigo está na limpeza e desinfecção de casas, utensílios,
caixas d’água, móveis, já que a pele com cortes ou arranhões ou em
 
contato prolongado com a água facilita a penetração da bactéria
causadora da doença, que pode levar à morte.
Entre as hepatites (inflamação no fígado), a do tipo A, principalmente,
também ocorre em episódios de enchentes e alagamentos. É uma
doença virótica, de transmissão oral-fecal, que atinge as pessoas
através de alimentos, água e utensílios contaminados. As diarréias
podem ser causadas pela água contaminada por vírus, parasitas e/ou
bactérias. A água contaminada pelo vibrião colérico provoca cólera,
uma forma gravíssima de diarréia. Em Minas Gerais não há registro
de caso de cólera desde a década passada.