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SAÚDE DO IDOSO ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÓMICAS DO ENVELHECIMENTO

Composição e Forma do Corpo
Estatura
• Redução de 1cm por década a partir dos 40 anos
Etiologias (causas): -Redução dos arcos dos pés; -Aumento da curvatura da coluna; -Alteração dos discos intervertebrais; -Não há alterações no tamanho dos ossos longos.

Aumento dos diâmetros da caixa torácica e do crânio Aumento da pavilhão auditivo

Aumento do Nariz

com adelgaçamento difuso. . -Redução do ¨turn-over celular¨(renovação celular):  no tempo para substituição do estrato córneo e portanto  no tempo de reepitelização.PELE -Atrofia em grau variável. com perda de elasticidade e do turgor (consistência da pele). EPIDERME -Redução da espessura por diminuição do nº de células. podendo ocorrer  do nº de camadas celulares do estrato espinhoso. secura e pregueamento (aspecto de papel de seda). -Células da camada basal com alterações do volume e forma e por vezes com disposição desordenada. -Tonalidade ligeiramente amarelada.

-Manchas senis: hiperpigmentadas. manchas vermelhas ou púrpuras. .Pequenos traumas causam equimoses.-Perda da função da barreira por redução dos lipídios do estrato córneo (aspecto de pele seca. castanhas. lisas e achatadas. opaca e descamativa). .

-Surgimento de rugas ( modificação de gorduras subcutâneas e a perda da elasticidade). -Redução do tecido subcutâneo: diminuição de fibroblastos e da vascularização. fluxo sanguíneo  e termorregulação prejudicada. -Redução de glândulas sudoríparas e sebáceas: pele seca e áspera. pele frouxa e pendente.DERME -Perda da elasticidade (elastina fica mais fina / ¨porosa¨). .  da sensibilidade. -Redução da espessura: atrofia. mais sujeita a infecções e mais sensível a mudanças de temperatura. da resistência e do turgor da pele. enrugamento. Consequências: redução da elasticidade.

-Inativação de células do bulbo capilar: queda de pêlos. . calvície. sobrancelhas e orelhas.PÊLOS -Redução geral em todo corpo. -Perda da pigmentação dos pêlos (¨cabelos brancos¨). exceto: narinas. -Os pêlos do corpo são os primeiros que diminuem e a seguir os pubianos e axilares. -Sexo feminino: surgimento de pêlos hiperandrogenismo(um conjunto de sinais e sintomas que resultam de um nível elevado de androgénios (hormonas masculinas) no sangue).

-O grau de crescimento das unhas diminui progressivamente e torna-se igual em ambos os sexos.UNHAS -Tornam-se frágeis com perda de brilho e surgimento de estriações longitudinais e descolamento. -Unhas dos pés com alterações de espessura e opacificação e/ou áreas de escurecimento da lâmina são frequentes por anormalidades ortopédicas que se agravam com a idade. .

-Sudorese é também prejudicada no idoso. -Prejuízo de manter a temperatura corporal.TEMPERATURA CORPORAL -Regulação Homeostática da temperatura corporal e habilidade de adaptar a diferentes ambientes térmicos deteriora com a idade avançada. ou seja. . -Aumento da temperatura em resposta a pirógenos (agente de produção é qualquer febre. substâncias que actuam sobre os centros de termorregulação de hipotálamo resultado num aumento da temperatura ( febre ) é alterada.

-Redução da água corporal total. -Perda de água intracelular. -Importância deste conhecimento na administração de drogas hidro e lipossolúveis. .ALTERAÇÕES HÍDRICAS -Redução dos reflexos de sede e fome.

ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS OSSOS E ARTICULAÇÕES .

ossificam-se e as articulações tornam-se menores devido a erosão das superfícies articulares.ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS. -As articulações sofrem alterações. força e agilidade. -Todos os músculos do organismo em especial os dos troncos e das extremidades atrofiam-se com o tempo. os ligamentos calcificam-se. . o que leva a uma deterioração do tónus muscular e a uma perda da potência. -O peso total dos músculos diminui para a metade entre 30 e70 anos (o envelhecimento muscular é o resultado da atrofia das fibras musculares e do aumento do tecido gordo no interior dos músculos. OSSOS E ARTICULAÇÕES -As alterações aparecem mais rapidamente.

o processo de reabsorção do cálcio sofre um desequilíbrio e o tecido ósseo torna-se mais poroso e frágil por uma desminerilização constante de massa e densidade óssea (este fenómeno ligado a senescência é denominado osteoporose. O  da reabsorção óssea dos maxilares e da mandíbula acentua-se com a queda dos dentes. modificando com o tempo a fisionomia do idoso. Reduz-se a distância entre o queixo e o nariz e os dentes migram para trás. também responsável pela perda de dentes).-Mesmo conservando sua aparência os ossos sofrem modificações. .

. também. que começa a partir dos 50 anos. e ocorre.A redução da altura também ocorre devido à diminuição dos espaços intervertebrais. Nas mulheres os seios tornam-se pendentes. a acentuação da curva natural da coluna vertebral denominada cifose (equilíbrio para o idoso). atrofiam-se e os mamilos ficam umbilicados..

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ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÓMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC .

. .Atrofia cerebral (com redução de 5% à 10% do peso cerebral). .SNC não dispõe de capacidade reparadora (neurónios não se podem reproduzir.Aumento dos sulcos em detrimentos dos giros. • Alterações anatómicas do SNC . . estáveis estruturalmente.Neurónios: células altamente diferenciadas e especializadas.Aumento do tamanho dos ventrículos cerebrais.ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC • Capacidade reparadora do SNC . não se remielinizam-se e os vasos sanguíneos cerebrais apresentam capacidade limitada para recuperação estrutural).

Maior risco de hemorragias subdurais (acumulação de sangue nos espaços entre as meninges) em traumas encefálicos direto ou indiretos. • Alterações estruturais do SNC -Depósito de lipofucsina (lipocromo ou pigmento de desgaste) -Placas senis. Quanto mais lipofuscina presente. . Ela está presente em células que não se multiplicam e têm vida longa. •Alterações Morfofuncionais -Acúmulo de lipofucsina (é um pigmento depositado na célula que serve para detectar o tempo de vida celular. -Redução de neurónio. -Retração do corpo celular dos grandes neurónios. mais velha é a célula.Aspectos clínicos: atrofia cerebral e redução do volume encefálico.

catecolaminas.. receptores colinérgicos.. -Limiar para a dor aumenta e a sensibilidade dolorosa cutânea e visceral diminui. . -Perda de sensação vibratória • Alterações bioquímicas: -Redução de níveis de acetilcolamina. dopaminas (são neuro-transmissores)..•Sensibilidade -Alteram sensibilidade tátil e dolorosa.. -Declínio da função sináptica. serotonina.. ácido gama-aminobutírico.

Memória .

principalmente a transferência de novas informações para a memória secundária.•Memória: -Campo de controvérsia. -Esquecimento senescente benigno X fase inicial de Alzheimer. tornam-se mais difíceis. -O fluxo de informação é dificultado. -Alterações das conexões do hipocampo com as áreas de aprendizagem. -Aquisição e retenção de novas informações em indivíduos  60 anos. .

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Diagnóstico diferencial das queixas da memória -Quadros demenciais -Delirium -Quadros depressivos -Deficiência de Vitamina (B12.. ácido fólico e tiamina) -Desatenção -Esquecimento senil benigno ou fisiológico . Alterações Fisiológicas do sono -Alteração da qualidade e quantidade -Maior fragmentação -Latência prolongada -Redução do sono REM -Sono mais superficial .

Causas mais frequentes de insónia no idoso -Ambientais -Depressão -Delirium -Demências -Apnéia do sono -Dor crónica -Noctúria -Drogas -Distúrbios Dispépticos -Fecaloma -Distúrbios do ritmo ..

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA CARDIOVASCULARES .

sobretudo de câmara ventricular esquerda. Miocárdio -Depósito intracelular de lipofucsina. que podem ser semelhantes às alterações decorrentes de isquemia. -Elevada incidência de doenças cardiovasculares. -Aumento da resistência vascular periférica pode levar a moderada hipertrofia miocárdica . -Degeneração muscular. . com substituição de células miocárdicas por tecido fibroso. mas podem ser por doenças ou relacionadas ao estilo de vida. Aspectos Gerais -Nº de células miocárdicas não aumenta após desenvolvimento neonatal.ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA CARDIOVASCULARES . -Alterações bioquímicas e anatómicas com o envelhecimento. .

-Deposição do cálcio. descontinuidade e desorganização das fibras elásticas. calcificações. espessamento.. -Menos frequente: acúmulo de lípides. -Envelhecimento: degenerações. fibrose e degeneração colágena. Alterações vasculares Aorta -Arteriosclerose. Alterações valvulares -Tecido valvar é predominantemente colágeno. . Alterações da valva aórtica -Mais frequentes: calcificação. rigidez na parede aórtica. . . -Atrofia. -Redução de elasticidade. -Aumento de colágeno.

. Alterações de artérias coronárias -Arteriosclerose. -Redução do débito cardíaco em repouso e esforço. -Redução do aumento da frequência cardíaca. -Maior risco de hipotensão ortostática. -Perda de tecido elástico. -Aumento de colágeno. . -Depósitos de lípidos com espessamento de camada média.. -Calcificações. Alterações funcionais -Limitação da performance durante atividades físicas. -Tortuosidade dos vasos.

antidepressivos. -Associação a perda funcional.. álcool.. -Desnutrição... -Prevalência em torno de 6% nos idosos saudáveis e de 11% a 33% em pacientes com múltiplas doenças e/ou medicações.. -Descondicionamento físico. sedativos. Hipotensão ortostática Importância em geriatria -Causa frequente de tonteiras e quedas no idoso. -Desidratação. -Distúrbios hidroeletrolítico.. . levodopa. -Anemia.. fenotiazinas. vasodilatadores.). Etiologia -Medicamentos (hipotensores. redução da reabilitação e da qualidade de vida.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO .

exposição ocupacional. -Redução da potência motora e muscular. Aspectos Gerais -Frequente associação a patologias.ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO . -Estreitamento dos bronquíolos. constitucionais e raciais. . Principais alterações fisiológicas -Redução da elasticidade pulmonar. -Redução do peso pulmonar em cerca de 21%. doenças pulmonares. -Vários fatores associados agravam o processo de envelhecimento: tabagismo. . diferenças socioeconômicas. poluição ambiental. -Achatamento de sacos alveolares. -Enrijecimento da parede torácica.

doenças pulmonares associadas. doenças neuromusculares. com alterações posturais e inatividade física). -Rigidez do gradeado costal determina maior participação do diafragma e musculatura abdominal. -Atrofia muscular e redução da força muscular. Alterações estruturais musculares -Substituição adiposa do tecido muscular. -Redução da massa e potência muscular (sobretudo no idoso inativo ou imóvel). doenças cardiovasculares associadas. -Fatores de risco piora da função respiratória e risco de infecção: imobilidade. -Hipercifose (é o aumento da curvatura da região dorsal) torácica pode estar associada. -Redução da complacência e distensibilidade pulmonar (pior nos idosos acamados. .. . desnutrição ou obesidade. Alterações estruturais da parede torácica -Enrijecimento do gradeado costal.

-Pode haver redução do murmúrio vesicular (são os sons pulmonares normais). levando a aumento do volume residual e da pressão intratorácica.Importância de medidas de reabilitação: fisioterapia respiratória. redução do débito cardíaco. -Aumenta a cifose torácica. nutrição adequada . programas de atividades físicas e mobilização no leito. Alterações fisiológicas ao exame físico -Redução da expansão torácica. redução da capacidade ventilatório. . -Crepitações bibasais (palpitações) podem ser fisiológicas. . Atividades físicas -Redução da capacidade para atividades físicas: aumento do consumo de oxigénio. -Aumento de frequência respiratória (taquipnéia) é um grande sinal do idoso.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÓMICAS DO SISTEMA DIGESTIVO .

redução do paladar. ocupação. a reserva destes órgãos é tão grande que as reduções nos parâmetros fisiológicos não costumam resultar em deficiência real da função. lisa e ressecada.Felizmente. menos elástica e mais suceptível a lesões. Alterações fisiológicas da cavidade oral -Mucosa oral: atrófica (tênue).ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÓMICAS DO SISTEMA DIGESTIVO . oclusão dentária e composição dos dentes. . na secreção e capacidade de absorção. consumindo energia no processo). . . de fatores extrínsecos: hábitos. -Dentes: a perda dos dentes depende. além do envelhecimento. Envelhecimento do sistema digestivo . dieta.De maneira geral: redução da motilidade (é a habilidade de uma pessoa se mover espontâneamente ou ativamente. -Língua: redução das papilas filiformes.

-Carcinoma. monilíase oral. -Redução do paladar: pode reduzir a ingesão de alimentos e contribuir para perda de peso e desnutrição. engasgamentos frequentes. tumores) -Doenças endócrinas: DM. Disfagia orofaríngea -Sinais: regurgitação nasal de alimentos. -Sintomas mais severos com líquidos. Etiologias: -Carcinoma faríngeo -Doenças do SNC (Parkinson. AVC. . demências. Aspectos clínicos Cavidade Oral -Redução da massa muscular: pode comprometer a mastigação e deglutição. hipotiredoidismo -Laringectomia -Medicamentos -Alterações do esfíncter superior do esófago. -Estomatites..

-Redução da secreção da pepsina. . -Redução da secreção de ácido clorídrico (hipo ou acloridria). -Pode haver prejuízo e efeitos de drogas. que permanecem mais tempo no meio ácido.. provavelmente por redução de células parietais. Aspectos clínicos Alterações do estômago -Discreta a moderada redução do esvaziamento gástrico. pylori (75%). -Proliferação do epitélio ductal e formação de quistos. Alterações do pâncreas -Redução do peso. - prevalência de colonização pelo H. -Redução de secreção de lipase e bicarbonato.

Alterações do Intestino Delgado -Estudos escassos e controversos. -Diminui a degradação da insulina. Alterações do cólon -Atrofia da mucosa. -Anormalidades morfológicas das glândulas -Redução da distensibilidade (redução de colágeno e elastina). podendo resultar em testes de tolerância à glicose anormais. -Redução do nº de receptores da insulina na membrana celular de tecidos alvos. -Redução da altura das vilosidades da mucosa.Envelhecimento do pâncreas endócrino -Os níveis séricos de insulina aumentam com a idade. mas a sensibilidade a esta diminui. -Redução da velocidade de liberação da insulina. .

imobilidade.Alterações do reto e ânus -Espessamento e alterações estruturais do tecido colágeno. -Redução da elasticidade e sensibilidade retal. neuropatias (diabética. -Redução da força muscular e esfincter anal esterno.. etc.). -Intrínsecos: alterações fisiológicas -Extrínsecos: déficit cognitivo. . AVC. Aspectos clínicos: -Redução da capacidade de retenção fecal (risco de incontinência fecal) por fatores extrínsecos e intrínsecos. impactação fecal.. alcoólica.

Vesícula Biliar: -A incidência de doença biliar e cálculos aumenta com o avançar da idade. -Alteração do metabolismo de primeira passagem.Alterações hepáticas: -Redução do fluxo sanguíneo hepático. -A sensibilidade da vesícula diminui. Aspectos clínicos: -Alteração da metabolização de drogas. . -Depósitos de lipofucsina.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÓMICAS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO .

. Redução da excreção de drogas. -Redução da filtração glomerular. -Repercussões clínicas: -Torna o idoso mais suscetível à Insuficiência Renal aguda caso ocorra qualquer insulto nefrotóxico ou isquêmico. -Espessamento da membrana basal .ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO . com necessidades de ajustes posológicos: menores doses e intervalos maiores. Alterações renais: -Redução do peso renal (cerca de 30%). -Redução do nº de glomérulos. -Evitar drogas nefrotóxicas. -Esclerose dos vasos renais.

-Aspectos clínicos das alterações vesicais: -Maior risco de infecções urinárias (que aumentam também no sexo masculino). . -Mulheres: atrofia uretral : risco de algúria. hematúria microcóspica. ITU.. -No homem: aumento de próstata eleva riscos de infecção e incontinência. -Alterações vesicais: -Aumento do volume residual. Alterações ureterais: . -Redução da capacidade de armazenar urina. -Risco de incontinência urinária (existem várias etiologias associadas). -Aspectos uretrais: -Homens: compressão extrínseca pela próstata aumentada.Alterações da motilidade.

.. -Maior dificuldade em manter a ereção durante a relação. Alterações sexuais: Sexo masculino -Maior tempo para atingir ereção completa. déficits cognitivos. -Aspectos clínicos: -Arterosclerose é principal causa obstrutiva vascular no idoso.. -Maior necessidade de estimulação direta do pénis. -Perda rápida da ereção após a ejaculação. -Cirurgias pélvicas: sobretudo cirurgia radical de próstata. -Redução da frequência sexual. alcóolismo. -Depressão. drogas. -Redução da líbido. -Redução da elasticidade do tecido dos corpos cavernosos. -Retardamento da ejaculação. co-morbidades. distúrbios emocionais. . -Neuropatias periféricas: diabetes.

-Redução da frequência sexual. herança familiar e criação: grandes repercussões na sexualidade feminina. -Lufrificação artificial. . -Pode haver dor. Alterações sexuais: Sexo feminino -Redução da lubrificação vaginal. -Co-morbidades levam a maior limitação da sexualidade. -Atrofia vaginal e uretral. dependência e submissão marital. -Aspectos clínicos: -Reposição hormonal. desconforto e sangramento nas relações. -Redução da líbido.. -Aspectos psicológicos.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADAS À FARMACOLOGIA .

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADAS À FARMACOLOGIA
FARMACOCINÉTICA x FARMACODINÂMICA
• Farmacocinética - Absorção, distribuição, metabolismo e excreção das drogas; - Conjunto de alterações sofridas pelas drogas. • Farmacodinâmica

- Mecanismos implicados na ação das drogas.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS - Interferências na Absorção: . Redução da secreção de ácido gástrico (hipocloridria,

acloridria); .  esvaziamento gástrico  retarda a absorção e/ou aumenta degradação da droga pode determinar a inativação de algumas drogas; . Alteração da absorção decorrentes de administração concomitante de medicações. Ex.: antiácidos  cimetidina e derivados imidazólicos
-Alterações Intestinais: . Aceleração do trânsito intestinal (reduz absorção); . Lentificação d trânsito intestinal (aumento absorção); . Controvérsias: influências da redução das vilosidades intestinais, com redução da área da superfície da mucosa.

- Interferência na Absorção: . Redução da circulação êntero-hepática (sobretudo nas reduções do débito cardíaco),  de absorção dos medicamentos que precisam do metabolismo de primeira passagem no fígado; . Aterosclerose associada reduz mais ainda o fluxo sanguíneo. Alterações patológicas Interferências na Absorção: . Edema Intestinal. . Doenças Agudas (ex. infecções). . Gastrectomia, enterites, síndromes de má absorção: redução na absorção de ferro, ácido fólico, vitamina B12, corticosteróides, digoxia. Interferência na Distribuição: . Redução da massa muscular. . Aumento do tecido adiposo. . Redução do líquido corporal. . Redução da albumina sérica.

. Creatinina não é um bom marcador da função renal no idoso. Redução da função hepática (oxidação. metabolismo de primeira passagem). . . redução do peso renal). . .Interferência no Metabolismo .  fase I metabolismo: drogas que inibem ou induzem a atividade hepática. Redução da massa muscular. redução do fluxo plasmático. Redução da filtração glomerular em 35% à 50% (redução do nº de néfrons. Redução da função renal. . que reduz a produção de creatinina. Interferências na Excreção . Drogas lipossolúveis: maior reabsorção renal.

Principais Patologias que interferem na Farmacocinética: -Desnutrição -Insuficiência renal e hepática -Infecções -Uso de múltiplas drogas .

alteração de sensibilidade à ação enzimática.Interferências: -Maior sensibilidade do SNC à ação de drogas Benzodiazepínicas -Maior sensibilidade a anticoagulantes -Maior sensibilidade a várias drogas decorrentes de:  da hipotensão ortostática.  da intolerância a glicose. farmacocinéticas e farmacodinâmicas: redução da janela terapêutica do idoso. menor controle postural (alteração da barorregulação). dificuldade de termorregulação. -Devido às alterações fisiológicas. particularmente a celular. Dose terapêutica  Dose tóxica. resposta imunitária. .Farmacodinâmica . maior disfunção vesical e intestinal.

acarreta fragilidade do osso e consequente risco de fratura. • Acomete mais mulheres à partir do climatério. .PATOLOGIAS GERIATRICAS MAIS FREQUENTES OSTEOPOROSE • Considerada pela OMS (2001) como uma epidemia inaceitável sendo reconhecida como o segundo maior problema de saúde pública e maior causa de fraturas ósseas nos idosos. • Caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração de sua microarquitetura..

PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES OSTEOPOROSE • A prevenção da osteoporose inicia-se por bons e adequados hábitos alimentares desde a infância com alta ingestão em cálcio e com o avanço da idade o controle de excessivo consumo de proteínas. • Uma apresentação das necessidades nutricionais diárias fornecendo alimentos com maior quantidade de cálcio. . café. fumo e álcool. faz parte de uma. mantendo uma ingestão mínima diária deste mineral. das diversas intervenções em pacientes acometidos pela osteoporose.

• Entre as mais de 100 enfermidades que comprometem as articulações no idoso.PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES AFECÇÕES OSTEOARTICULARES • As Artrites são classificadas entre as 5 principais causas de deficiências de longa evolução. restrição e fadiga nos movimentos. . limitação funcional. • Caracterizam-se por quadro de dor com inflamação e rigidez articular. levando a quase 50% dos portadores a uma situação de incapacidade. a osteoartrite e a artrite reumatóide são as duas mais comuns. dificuldade de locomoção e deformidades.

PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES DOR • Vários estudos referem um aumento na prevalência de dores persistentes. fibromialgias relacionadas com o aumento da idade… • A falta de avaliação e diagnóstico apropriados. o uso indiscriminado de analgésico ou anti-inflamatórios como único método de controle da dor. . tem sido fatores agravantes desta situação com o aparecimento de efeitos secundários. musculo-esquelética neuropáticas.

aumenta a dependência do idoso. não tem comoconsequência processos dolorosos. A dor acarreta ao individuo sofrimento considerável. Se for muito intensa e frequente. entre os idosos. As queixas de dor.COMO LIDAR COM A DOR DO IDOSO O envelhecimento. A dor não é “normal” na terceira idade. por si só. são decorrentes das doenças. ela pode e deve ser aliviada. .

as células lesadas liberam essas substâncias.O QUE É DOR: A dor é uma sensação desagradável que possui aspectos físicos e emocionais e envolve o organismo todo. uma inflamação ou pancada. por substâncias que provocam dor. A sensação dolorosa deve-se à estimulação das terminações nervosas. Ao ocorrer um corte. .

varia a sua intensidade e costuma ser mais bem tolerada.TIPOS DE DOR: A DOR AGUDA: Que aparece como resposta de defesa do organismo a uma agressão (pancada. . pois existe uma expectativa de que com a resolução do problema ela acabe. podendo ser constante ou intermitente. corte).

de controle difícil. e que acarretam grandes desgastes físicos. psicológicos e alterações sociais ao individuo.AS DORES CRÓNICAS. são aquelas com mais de seis meses de duração. .

mecânica ou química. O SNC possui células nervosas especializadas – nocireceptores que são receptores sensoriais localizados na pele. Elas respondem ao estímulo provocado pela lesões térmica. músculos e tecido conjuntivo.FISIOLOGIA DA DOR Resposta reflexiva. .

deslocando-os o longo das fibras nervosas aferentes. como a prostaglandinas que estimula os nocireceptores .FISIOLOGIA DA DOR A resposta consiste na libertação de mediadores químicos. . transportanto o impulso doloroso até a medula espinhal.

TIPOS DA DOR • Superficial • Viceral • Somática • Neroupática • Fantasma .

Para o acompanhamento de como a dor vai evoluindo. a pessoa (que acompanha) elabora uma escala. para que o idoso possa assinalar como está a sua dor naquele momento. .AVALIAÇÃO DA DOR Para que uma pessoa possa avaliar a dor no idoso deve partir do princípio de que o relato de dor é verdadeiro. só quem a sente é que a pode descrever.

A dor decorrente de um mesmo tipo de lesão pode ser expressa e tolerada de maneira muito diferente por duas pessoas. .A informação de dor transmite-se pelos nervos periféricos até chegar a medula e desta ao cérebro. só a pessoa que a sente é que a pode avaliar. Por isso a dor é uma experiência individual e subjetiva.

Pessoas muito ansiosas e com tendência a depressão toleram menos a dor e está trazlhes maior sofrimento. O cuidador deve saber quebrar esta cadeia ajuda a aliviar a dor. a ansiedade. a depressão e tensão muscular andam junta e formam um circulo vicioso. A dor. .

tende a ter a atenção na dor. . O individuo que fica só.O isolamento social e a falta de atividades produtivas podem fazer com que o quadro doloroso se agrave. O envolvimento do individuo em tarefas produtivas contribuem para afastar do pensamento a atenção na dor.

. A dor provoca distúrbios no sono e acarreta a depressão e a ansiedade.INTERFERÊNCIA DA DOR NA VIDA DO IDOSO A dor. principalmente a crónica. dificultando ou impedindo o caminhar. interfere na vida do indivíduo. A dor tira-lhes o prazer ou impossibilita as suas atividades sociais.

sentir-se útil são muito importantes para aumentar a tolerância à dor. alterações no apetite. . além de escaras.Provocam constipação intestinal. ocupar-se. A imobilidade física e os longos períodos de repouso na cama podem favorecer o aparecimento de problemas pulmonares e propiciar a formação de trombos. executar tarefas. na memória e incontinência. Lembre-se que. distrair-se.

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é importante pois é frequente a presença de dor em mais de um local. onde 0 é ausência de dor e 10 é a dor máxima suportável. . o horário e se o idoso estava ou não sob afeito de algum medicamento. a região do corpo que dói.É importante anotar o dia. Conhecer a localização. Uma outra escala bastante utilizada é a numérica. Construída com uma graduação que varia de 0 a 10.

Muitas dores podem ser agravadas na presença de fatores como determinada posição. nervosismo etc. exercício. . repouso e distração. Também podem ser aliviadas na presença de fatores como um ambiente tranquilo. Perguntas como “ o que piora?” ou “o que melhora?” as suas dores podem ajudar a preveni-las e aliviá-las.

e conhecê-los pode ajudar a prevenir complicações e auxiliar no tratamento. . podem apresentar efeitos colaterais.ALIVIO DA DOR COM MEDICAMENTOS Muitas dores são adequadamente controladas com analgésicos. No entanto.

AAS . Tenegesic). Dimorf. Tylenol.não narcóticos: tais como Aspirina.narcóticos: que são derivados da morfina (Tulex. .Analgésicos que atuam sobre o sistema nervoso: .

Estes analgésicos possuem efeito antiflamatório. e no tratamento da dor também são utilizados medicamentos antidepressivos e tranquilizantes.Nos analgésicos não-narcóticos os efeitos colaterais mais frequentes são a irritação gástrica. .. .Impedem a produção de substâncias que ocasionam dor. . e alteração na capacidade de coagulação sanguinea.

sonolência e depressão respiratória. . náuseas e vômitos.Os efeitos de irritação gástrica podem ser diminuídos tomando-se um protetor junto com as refeições.Uma dieta rica em fibras.. . . ajuda a controlar esse efeito.Os analgésicos derivados da morfina apresentam efeitos colaterais como obstipação intestinal.

Manter-se atento a sinais de sonolência excessiva e alterações da respiração podem prevenir complicações. .. .A dependência física e psicológica é possível de ocorrer na utilização dos mesmos. .Outro conceito importante é o de respeitar a dosagem prescrita.

Uma lista por horário. dos medicamentos.Nas pessoas idosas. com letra grande e legível é uma medida bastante simples. . as diversidades de doenças e sintomas apresentados faz com que se tornem grandes consumidores de medicamentos. Existe uma dificuldade de memorizar ou organizar corretamente os horários em que os medicamentos devem ser ingeridos. mas que presta grande ajuda.

contribuem para diminuição da dor. rezar. . executar uma tarefa etc. . também podem ajudar na tolerância à dor.As técnicas de distração como ler um livro. por manterem a mente ocupada.A utilização de técnicas de relaxamento pode favorecer a diminuição de stres físico e mental. . da contração muscular e proporcionar alívio da dor.ALIVIO DA DOR SEM A UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS. contar uma história. .Praticar respiração rítmica. entre outras. ouvir música suave. assistir a um filme.

Estas medidas promovem relaxamento muscular. melhoram a circulação sanguínea na região e aliviam a dor. incluindo calor. .. frio e massagens. é muito útil para o tratamento da dor.O uso de medidas físicas. .

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Os idosos frequentemente apresentam estados variados de doença crónica. terá como finalidade a prevenção e a cura de doenças e ao mesmo tempo o alivio de alguns sintomas. introduzida no organismo. . que exigem tratamento com medicamentos em longo prazo.O USO DOS MEDICAMENTOS – ATENÇÃO COM IDOSOS Medicamentos é toda substância que.

Idosos que são independentes necessitam apenas de orientações nas dosagens e horários. podendo resultar em quantidades erradas ou excesso de dosagem. . Idosos dependentes necessitam de um cuidador (pessoa que toma conta) para que administre o medicamento e verifique possíveis reações. Idosos parcialmente dependentes necessitam de intervenção para os lembrar e/ou ajudar no momento em que devem tomar o medicamento.Não são raros os erros que podem ocorrer na autoadministração.

PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES • • • • DOENÇA DE PARKINSON Considerada a segunda doença neurodegenerativa mais comum no envelhecimento (1997-American Academy of Neurology). queixo e mandíbula). acinesia ou bradicinesia (redução da quantidade e qualidade dos movimentos). Associado ao tratamento medicamentoso. precisam de estar assegurados os cuidados básicos de saúde para o melhor enfrentamento da condição de incapacidade como a manutenção da higiene e alimentação. rigidez muscular (membros. Numa fase mais avançada da doença as dificuldades vão tornando-se progressivas para a realização de funções simples relacionadas com as atividades da vida diária. Caracterizada por sintomas motores como: tremor (em pés. pescoço e tronco). mãos. . distúrbios de equilíbrio e marcha.

Nos indivíduos acima dos 75 anos esta incidência chega a 30/1000 hab. alcoolismo crônico. idade . . diabetes mellitus • É a terceira principal causa de morte entre as a patologias clínicas e a mais frequente causa de morbidade entre as doenças neurológicas depois da Síndrome de Alzheimer. • Entre os fatores de risco destacam-se os: .genéticos: hipertensão arterial.PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL • Consiste no comprometimento súbito da função cerebral causado por alterações no fluxo sanguíneo cerebral. tabagismo.genéticos e do modo de vida: obesidade. Aproximadamente 80% dos AVC são causados por um baixo fluxo sanguíneo cerebral (Isquemia) e outros 20% por hemorragias.

. que também pode evoluir para cegueira.PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES DIABETES MELLITOS • O Diabetes Tipo 2 ocorre frequentemente em pessoas com mais de 40 anos e. que pode evoluir para insuficiência renal.um problema renal. obesas. tabagismo. . ingestão excessiva de calorias.alteração da visão. exercícios e. medicamentos.alterações vasculares associadas a perda da sensibilidade e chegar a amputações de membros inferiores. . • Em geral. • Além do excesso de peso. em geral. estresse e antecedente familiar. às vezes. outros fatores aumentam o risco para a doença: sedentarismo. • A doença é crônica e muitas complicações estão associadas a ela: UM INDIVÍDUO DIABÉTICO PODE TER: . o controle do Diabetes Tipo 2 requer dieta.

.

1988) • Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. afasia. desorientação tempo-espacial. linguagem. sendo responsável por aproximadamente 65% de todos os casos de demência em adultos. alucinações . delírios paranóides. apraxia. atenção e alerta…) podem também declinar com o avanço da idade afetando entre 5% a 11% das pessoas acima de 65 anos e quase 50% daquelas com cerca de 80 anos com uma prevalência maior em mulheres (Advisory Panel on Alzheimer Disease.PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES DEFICIÊNCIAS COGNITIVAS • As funções cognitivas (memória. • Caracterizada principalmente pelo declínio da memória.

PATOLOGIAS GERIATRICA MAIS FREQUENTES OUTRAS • Deficiência visual/ cegueira • Deficiência auditiva • Alterações vocais .

• A necessidade por avaliação e intervenção nutricional é particularmente crucial neste grupo etário. em quem a incidência de doenças crônicas muito prevalente e uma infinidade de fatores sociais e econômicos aumentam a possibilidade de erro nutricional. no cuidado do idoso doente e frágil. . os aspectos de nutrição e hidratação são renegados a uma posição inferior no ranking das prioridades de avaliação e tratamento. • Infelizmente. • Necessidades energéticas diminuem com o envelhecimento como resultado de alterações do metabolismo basal e atividade física.NUTRIÇÃO E GERIATRIA • O envelhecimento está relacionado com alterações fisiológicas que afetam a necessidade de vários nutrientes.

• Atualmente. bem como colaborando para os sintomas clínicos de doenças crônicas. quanto as recomendações da ingestão diária de nutrientes. as novas recomendações são baseadas na quantidade de nutrientes necessárias para. ao invés de ser baseada na quantidade de nutrientes para prevenir a ocorrência de um estado de deficiência.NUTRIÇÃO E GERIATRIA • Estudos populacionais prévios sobre o estado nutricional de idosos demonstraram uma alta prevalência de desnutrição calórica. protéica e de micronutrientes. ou prevenir a ocorrência de uma doença crônica ou otimizar uma função fisiológica . freqüentemente refletindo.

Diminuição do apetite. diminuição do gasto energético em repouso como conseqüência do declínio da massa muscular 2. diminuição da atividade física 3. idosos aparentam ter menos fome do que pessoas jovens e a saciedade ocorre mais rapidamente. Portanto uma redução de 30% na necessidade de energia será acompanhada por 30% na redução de ingestão de alimentos . • A ingestão energética total é determinada primeiramente pela necessidade de energia. Em resposta a um jejum.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS • O envelhecimento resulta em uma significante diminuição da necessidade de energia devido a: 1.

conseqüente. aumento percentual de idosos com subdiagnóstico de diabete ou glicemia de jejum alterada.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS: CARBOIDRATOS • O papel primário dos carboidratos (açucares e amido) é fornecer energia às células especialmente às que dependem quase que exclusivamente de glicose como os neurônios • A Recommended Dietary Allowance (RDA) de carboidratos para idosos é a mesma dos adultos jovens (130 g/dia) baseado na utilização média de glicose pelo cérebro • Há evidências de diminuição na tolerância à glicose da terceira idade levando a pequenos aumentos nos valores glicêmicos em jejum e em testes de tolerância à glicose e. .

. Retardam o esvaziamento gástrico tornando mais lento a digestão e absorção dos alimentos além de diminuir os níveis séricos de colesterol. pouco disponíveis como fonte de energia por serem pouco hidrolisados por enzimas do intestino humano • De acordo com suas propriedades físicas.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS: FIBRAS • As fibras são polissacarídeos não amiláceos. mucilagens e algumas hemiceluloses) insolúveis (celuloses e hemiceluloses) • A relação das fibras solúveis com o trato gastrointestinal está na sua habilidade de reter água e formar géis além de servir como substrato para fermentação de bactérias. compostos de origem vegetal. podem ser classificadas em: solúveis (pectina.

salivação e secreção gástrica. . a otimização do tempo de trânsito intestinal • O aumento no consumo de fibras proveniente de cereais. 2. frutas e vegetais em fases tardias da vida está associado à: 1. o aumento do bolo fecal e. normalização dos níveis sangüíneos de glicose 4. a ingestão de fibras deve ser de 20 a 35 g/dia para adultos e idosos . redução na incidência de evento cardiovasculares.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS: FIBRAS • Outras funções das fibras são a estimulação da mastigação. aumentam do tempo de esvaziamento gástrico resultando no aumento da saciedade e ajudando no controle de peso de pacientes • Segundo as recomendações da American Dietetic Association. normalmente. diminuição dos níveis colesterol 3.

• Seus principais componentes. • 0.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS: PROTEINAS • As proteínas são os maiores componentes estruturais do corpo.75g/kg/dia representa a necessidade média de proteína de alta qualidade para adultos e idosos (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição: 1g/Kg/dia) • O envelhecimento está associado com a diminuição do conteúdo de proteína corporal em aproximadamente 45% da terceira para a oitava década. hormônios e carreadores intracelulares entre outros. além de funcionarem como enzimas. são precursores de vitaminas. os aminoácidos. • Alguns autores acreditam que a sarcopenia associada ao envelhecimento pode ser revertida parcialmente através de exercícios de treinamento físico e suplementação de proteínas . ácidos nucléicos e outras importantes moléculas. especialmente dos compartimentos musculares (sarcopenia).

após uma refeição e durante o exercício.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS: LIPÍDIOS • Vários autores sugerem que uma capacidade reduzida para oxidar gordura talvez contribua para um acúmulo de gordura. então. promovendo. Contudo é amplamente admitido que uma prudente dieta com 30% ou menos do valor energético total na forma de gordura . • O envelhecimento não altera qualquer das necessidades específicas para qualquer dos lípides essenciais. • A regulação hormonal da lipólise pode ser afetada pelo processo do envelhecimento. um acúmulo da gordura total e central do corpo. • O envelhecimento está associado com uma redução da oxidação da gordura em repouso .

a ingestão hídrica diária deve ser 1 ml/Kcal ou 30 ml/Kg. Como uma regra geral. NECESSIDADES NUTRICIONAIS: MINERIAS E VITAMINAS • Vários estudos indicam que.NUTRIÇÃO E GERIATRIA NECESSIDADES NUTRICIONAIS: ÁGUA • Nos idosos o balanço hídrico é extremamente importante porque eles são propensos a desenvolver desidratação. para uma numerosa variedade de minerais e vitaminas. a ingestão é significativamente menor do que a recomendação diária permitida para uma grande fração de pessoas idosas de ambulatório. .

NUTRIÇÃO E GERIATRIA Mineral/ Vitamina Calcio Zinco Ferro Selênio 55μg/dia Declínio da função imune celular e a insuficiência cardíaca congestiva.2 g/dia 11 mg/dia para homens e 8mg/dia para mulheres Deficiência Osteoporose Baixa cicatrização. Cobre Cromo 900 μg/dia 35 μg/dia para homens e 25 μg/dia para mulheres . Rara Intolerância à glicose em pessoas idosas Recomendação de ingestão 1.0 e 1. anorexia.

e talvez cardiomiopatias. declínio da função imune. Beribéri. Níveis séricos elevados de homocisteína.5 mg/dia Deficiência Resistência à Insulina.7mg/dia.NUTRIÇÃO E GERIATRIA Mineral/ Vitamina Tiamina (B1) Recomendação de ingestão 0.1 a 1. Quadro inespecífico e raramente ocorre de forma isolada. neuropatias. Contribui no desenvolvimento de distúrbios da cognição. síndrome do túnel do carpo. demência e doença de Alzheimer Ribflavina (B2) 1. Piridoxina (B6) 2 mg/dia.8 a 1. associados à sua deficiência estão implicados como fator de risco para doença cardiovascular. .

• A deficiência de folato e vitamina B12 resulta num aumento da concentração de Homocisteína (fator de risco para doenças cardiovasculares e para o desenvolvimento de demência do tipo Alzheimer e demência vascular) . • A anemia megaloblástica resultante da deficiência de folato é indistingüível da causada pela deficiência de vitamina B12. Deficiência • Perda cognitiva ou depressão significativa.4μg/dia.NUTRIÇÃO E GERIATRIA Mineral/ Vitamina Ácido fólico e Vitamina B12 Recomendação de ingestão De folato é de 400 μg/dia enquanto a de vitamina B12 é de 2.

400 UI para pessoas de 51 a 70 anos e 600 UI para pessoas com mais de 70 anos de idade. Osteomalacia e um agravamento do risco de fratura em homens e mulheres idosas com osteopenia relacionada à idade Vitamina D . Escorbuto Vitamina A 900 μg/dia para Xeroftalmia e cegueira noturna homens e de 700 para mulheres.NUTRIÇÃO E GERIATRIA Mineral/ Vitamina Vitamina C Recomendação de ingestão 90 mg/dia para homens e 75mg/dia para mulheres Deficiência Não há evidências de que a deficiência de vitamina C tenha qualquer relevância clinica nas pessoas idosas saudáveis.

.NUTRIÇÃO E GERIATRIA Mineral/ Vitamina Recomendação de ingestão Deficiência Vitamina E Vitamina K 15 mg/dia Rara 120 μg para homens e Sangramento 90 para mulheres.

NUTRIÇÃO E GERIATRIA
AMINOÁCIDO Ác Aspártico
Ác Glutâmico Alanina Arginina

INDICAÇÃO Fadiga Crônica, hepatoprotetor
Regula atividade das células cerebrais Ajuda no metabolismo energético e da glicose

DOSE 100 a 300mg/dia
50 a 100mg/dia 100 a 300mg/dia

Reações de desintoxicação no 100 a 400mg/dia metabolismo hepático, melhora resposta do sistema imunológico e em distúrbios renais Processos de desintoxicação, eliminação de radicais livres, fluidificação do muco do trato respiratório 100 a 500mg/dia

Cisteína

NUTRIÇÃO E GERIATRIA
AMINOÁCIDO Cistina Fenilalanina INDICAÇÃO Cicatrização pós –cirúrgica. Distúrbios respiratórios Aumenta produção de neurotransmissores, no tratamento de depressão, e para melhorar a memória Hiperacidez gátrica Regular atividade de células cerebrais DOSE 25 a 100mg/dia 50 a 100mg/dia

Glicina Glutamina Histidina Isoleucina

20 a 200mg/dia 20 a 100mg/dia

Coadjuvante ao tratamento de 100 a 150mg/dia alergias e da artrite reumatóide Aumenta a síntese de hemoglobina, ajuda a estabilizar e regular glicemia 100 a 300mg/dia

NUTRIÇÃO E GERIATRIA
AMINOÁCIDO
Leucina

INDICAÇÃO
Aumenta a capacidade de cicatrização dos ossos, pele e tecido muscular Aumenta a imunidade em processos virais. Ajuda na absorção de cálcio. Hepatoprotetor. Estimula síntese de glutation. Hiperamoniemia e distúrbios hepáticos Estimula síntese de colágeno Estimula sistema imunológico Coadjuvante no tratamento de hipercolesterolemia e de doenças cardiovasculares

DOSE
100 a 300mg/dia

Lisina

100 a 400mg/dia

Metionina Ornitina Prolina Serina Taurina

200 a 1000mg/dia 100 a 300mg/dia 100 a 300mg/dia 100 a 300mg/dia 100 a 3g/dia

distúrbios do sono. 100 a 300mg/dia depressão e distúrbios no sono 3 a 6g/dia (depressão e sono) Melhora o metabolismo muscular e o balanço nitrogenado 100 a 300mg/dia Valina . depressão Síntese de colágeno e elastina DOSE 50 a 300mg/dia 100 a 300mg/dia Triptofano Tratamento de stress.NUTRIÇÃO E GERIATRIA AMINOÁCIDO Tirosina Treonina INDICAÇÃO Ansiedade.

• A suplementação oral é uma estratégia eficaz e viável. principalmente quando esta faixa etária apresenta problemas de desnutrição. os alimentos consumidos são de baixas calorias. sendo utilizada para proporcionar uma vigilância nutricional adequada. contribuindo para a deficiência nutricional e desnutrição. pois com a idade avançada. Além disso. .DESNUTRIÇÃO • A desnutrição em idosos é comum. o consumo alimentar diário diminui.

Ou por fatores que comprometam a ingestão. que está associada ao aumento da mortalidade e da susceptibilidade às infecções e a redução da qualidade de vida.DESNUTRIÇÃO • O mais importante distúrbio nutricional observado nos idosos é a desnutrição. 2. • A desnutrição é um transtorno corporal produzido por um desequilíbrio entre o aporte de nutrientes e as necessidades do indivíduo motivado por : 1. Uma dieta inadequada. absorção e utilização dos nutrientes decorrente de alguma afecção ou por necessidades nutricionais aumentadas .

em 1998. são alimentos que servem para complementar a dieta diária de uma pessoa saudável. a partir da alimentação. nos casos em que a ingestão desses nutrientes.DESNUTRIÇÃO • A intervenção nutricional em idoso tem como objetivo proporcionar todos os nutrientes necessários e as quantidades adequadas para manter um bom estado nutricional. que os suplementos. tanto vitamínicos quanto minerais. SUPLEMENTAÇÃO • O Ministério da Saúde (MS) definiu. seja insuficiente. .

no máximo. nem se constituir em componente exclusivo da dieta. • A oferta de suplementação oral em idosos. na porção diária indicada pelo fabricante. não podendo substituir os alimentos. principalmente quando ocorrem complicações advindas da desnutrição. cada nutriente deve conter um mínimo de 25% e.DESNUTRIÇÃO SUPLEMENTO • Nos suplementos. contribui para adequada vigilância nutricional e manutenção das recomendações diárias para os indivíduos nesta faixa etária . até 100% da “ingestão diária recomendada” (DRI).

SUGESTÕES DE FÓRMULAS ANTIANÉMICOS Ácido fólico Cobre elementar 1 a 20mg 1 a 5mg Cobre quelato Ferro elementar 1 a 5mg 100 a 300mg Ferro quelato Vitamina B12 30 a 60mg 50 a 1000mcg .