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Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária (2007-2015

)

Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Especial dos Direitos Humanos

Convenção sobre os Direitos da Criança – ONU (1990). Plano Nacional (2006) – Resolução Conjunta CNAS e CONANDA Diretrizes Internacionais . Lei Orgânica de Assistência Social (1993). MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS: Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959).MARCO LEGAL A CRIANÇA E O ADOLESCENTE COMO SUJEITOS DE DIREITOS A evolução do direito é reveladora da maneira da sociedade pensar e se relacionar com a criança e o adolescente. Constituição Federal (1988) Estatuto da Criança e do Adolescente (1990).crianças privadas de cuidados parentais (2006) . Política Nacional de Assistência Social (2004).

) III .” LOAS. assegurada a convivência familiar e comunitária (.. à alimentação. . à profissionalização. à dignidade. da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente. ao respeito. à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade. ECA. “A assistência social rege-se pelos seguintes princípios: ( . vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade.)”. à liberdade e à convivência familiar e comunitária (. art. com absoluta prioridade...respeito à dignidade do cidadão.. 101... à saúde..MARCO LEGAL “É dever da família. 19. excepcionalmente. Art. à educação.)” CF. ART. art. bem como à convivência familiar e comunitária.. à cultura. 227 “Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família e. 4º.)” ECA. o direito à vida. ao lazer. “O abrigo constitui medida excepcional e provisória (. em família substituta.

373 crianças e adolescentes. vivência de rua.2% mantém vínculos familiares • 22.7% não mantinham vínculo constante e raramente recebiam visitas Tempo de permanência no Abrigo • 52. Vínculos Familiares • 86. • 10.6% permanência por mais de 02 anos.1% está relacionado à pobreza / carência material.LEVANTAMENTO DOS ABRIGOS DA REDE SAC Universo: 589 abrigos. exploração no trabalho ou mendicância Articulação com a Justiça: • 43. • 20% mais de 6 anos Motivo de ingresso no abrigo • 25 • 50.4% sem processo judicial.7% têm família • 58. atendendo 19. .7% em condição legal de adoção.

PLANO NACIONAL .TEMAS Temas que orientaram a discussão e elaboração dos objetivos e ações do PNCFC Valorização da Família: Políticas de Apoio Sócio-Familiar Reordenamento dos Abrigos e Implementação de Programas de Famílias Acolhedoras Adoção centrada no interesse da criança e do adolescente .

 Potencialização das famílias: promoção da reintegração familiar e. Inserção na comunidade e preservação de vínculos. Reparação. Longa permanência Despotencialização das famílias: “solução para educar adequadamente as crianças pobres”. Garantia de Direitos Resposta: apoio sócio-familiar e inclusão nas políticas públicas O abrigo como medida protetiva. adoção. de caráter excepcional.  Provisoriedade do atendimento. Cuidados massificados Isolamento e segregação Revitimização Violação de direitos Adoção como solução. Respeito a individualidade e à história do usuário.Plano Nacional e Mudança de Paradigmas Cultura da Institucionalização  Resposta às situações de vulnerabilidades e risco: institucionalização  O abrigo como o “Internato do Pobre” (Fonseca. 1995). Proteção e Defesa  Adoção como medida excepcional . excepcionalmente.

“Descobrir e valorizar as fortalezas e potencialidades ao invés de diagnosticar o que está errado em relação a um pretenso modelo de saúde e normalidade” (PNCFC). superação de padrões violadores. • Apoio à Família: acesso às políticas públicas e serviços de apoio. protagonismo da família. reconstrução das relações.Plano Nacional e Mudança de Paradigmas FAMÍLIA • Novo conceito de Família: Reconhecimento de que a função da família pode ser exercida nos mais diversos arranjos familiares. . • Trabalho Social com Famílias: valorização das potencialidades. para que ela possa desempenhar seu papel de proteção e cuidado dos filhos. • Contextualização da Criança e do Adolescente: vistos de forma indissociável do seu contexto sócio-familiar e comunitário.

*REPARAR: . .ter a família como foco das ações. *GARANTIR DIREITOS: à convivência familiar e comunitária.Plano Nacional REORDENAMENTO DOS SERVIÇO DE ACOLHIMENTO FUNÇÕES DOS SERVIÇOS: * OFERECER AMBIENTE DE QUALIDADE:que favoreça o processo de desenvolvimento da criança/adolescente.auxiliar a criança/adolescente a reparar vivências de separação / violência e se apropriar de sua história. .potencializar a capacidade de manter/construir vínculos. à proteção integral. .

preservação e fortalecimento dos vínculos. trabalho com as famílias.). participação na vida comunitária. •Garantia da Excepcionalidade e Provisoriedade da Medida (critérios para o encaminhamento. . etc. •Foco no processo de reintegração familiar. •Serviços em articulação permanente com o Sistema de Garantia de Direitos. articulação com a rede.Plano Nacional REORDENAMENTO DOS SERVIÇO DE ACOLHIMENTO •Utilização da rede de serviços.

. *Com espaço e cuidados que propiciem exercício do lúdico. *Com espaço privado/individual (pertences pessoais. local para guardar objetos próprios. *Que preserve a história da criança/adolescente. * Que favoreça a convivência comunitária. *Que proporcione a convivência entre os dois sexos e diferentes idades. *Ambiente e relação com o cuidador: segurança e previsibilidade. a estimulação e o desenvolvimento.Plano Nacional REORDENAMENTO DOS ABRIGOS AMBIENTE DE QUALIDADE *Familiar sem substituir a família. etc). *Favorecedor do processo de desenvolvimento. *Que favoreça a integração à família e o processo de desligamento gradativo.

favorecendo. •Relação privilegiada com o cuidador. •Maior razão adulto/criança: estimulação e contato físico. inclusive. •A criança/adolescente participa do dia-a-dia da família. o vínculo afetivo e processo de reintegração.Plano Nacional IMPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE FAMÍLIAS ACOLHEDORAS •Atendimento humanizado e individualizado. •Reforça o papel da família de origem / contribui para a efetividade de sua função protetiva. são inseridos em suas relações comunitárias e sociais. em ambiente familiar. . •Ação enfocando tanto a criança/adolescente quanto sua família.

•Implementação de repúblicas para jovens egressos de abrigos. como transição do abrigo para a autonomia. . qualificação profissional. •Desligamento gradativo do abrigo.Plano Nacional ATENÇÃO A ADOLESCENTES ABRIGADOS E JOVENS EGRESSOS DE ABRIGOS • Potencialização da autonomia: construção do projeto de vida. fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

com deficiência.Plano Nacional e Mudança de Paradigmas ADOÇÃO • GARANTIA DE DIREITOS: Encontrar uma família para a criança ou adolescente privado da convivência familiar e comunitária. com transtorno mental. Restituir à criança e ao adolescente o status perdido de filho e filha. dentre outras. afrodescendentes. vivendo com HIV e grupos de irmãos. quando se esgotam as possibilidades de preservação dos vínculos com a familia de origem. . • Enfatiza-se a busca ativa de adotantes para crianças maiores e adolescentes. • EXCEPCIONALIDADE DA ADOÇÃO: Adoção como última alternativa.

casa-lar e família acolhedora para crianças e adolescentes. até junho. • Articulação entre SGD e SUAS.Fomento à discussão e implementação do Plano Nacional em âmbito municipal e estadual: o PNCFC será um dos três Eixos Temáticos que serão discutidos nas Conferências Municipais. .CONANDA Desafios para a implementação do Plano Nacional . . • Sensibilização / Capacitação dos atores do SGD.CONANDA e CNAS: Articulação intersetorial para a implementação das ações previstas no Plano Nacional. dos serviços de abrigo. Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. • Parametrização dos Serviços de Acolhimento: Aprovação dos Parâmetros.