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Células-tronco

Danilo Modesto Diogo Morais Hugo Gama Vitor Fontes

O que são células tronco?
• São células que ainda não possuem características que as diferenciam e, por isso, apresentam grande capacidade de transformação. Graças a esse poder de mutação, podem vir a formar diferentes tecidos do corpo humano.
EMBRIONÁRIAS

CÉLULASTRONCO

ADULTAS

Onde são encontradas?
• Embriões • Tecidos adultos

POSSIBILIDADES
• Tratamento de doenças (mal de Parkinson, diabetes, lesões na medula, alguns tipos de câncer e distúrbios do coração). • Conhecimento do mecanismo transdiferenciação/dediferenciacao • Reparação de tecidos lesados ( clonagem terapêutica)

já desenvolvidos.• Se as células-tronco podem ser retiradas de tecidos adultos. por que os cientistas também querem trabalhar com as embrionárias? .

pacientes que sofreram infarto do miocárdio.A IMPORTÂNCIA DE DISCUTIR O USO DE CTs EMBRIONÁRIAS PARA FINS TERAPÊUTICOS • Células tronco embrionárias possuem capacidade de auto-renovação e plasticidade. diabetes. na regeneração de tecido renal e hepático) • A nova era na medicina refere-se à regeneração tecidual baseando-se nos avanços dos estudos com as células-tronco. recuperação de pacientes que sofreram lesão na medula espinhal. Essa nova terapia promete revolucionar a medicina do futuro. na reconstituição óssea e dentária. • Perspectivas (doenças de Parkinson ou Alzheimer. .

O maior questionamento ético refere-se à necessidade de destruir os embriões humanos para trabalhar com as CTE. • Células tronco embrionárias X • Células tronco adultas • Celulas tronco x celulas progenitoras PLASTICIDADE. COMPATIBILIDADE. TELOMERASE .

. • As pesquisas são realizadas pelos médicos veterinários Carlos Alberto Palmeira Sarmento e Matheus Levi Tajra Feitosa junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular (INCTC) com colaboração do Hemocentro de Ribeirão Preto. A iniciativa. aliada fisioterapia pós-operatório. já apresenta resultados promissores: alguns dos animais que receberam injeções de células-tronco voltaram a apresentar movimentos.Exemplo das perspectivas • Duas teses em andamento na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP utilizam injeções de células-tronco em cães com lesões crônicas de coluna lombar e com restrições de movimento.

ou que estavam passando por tratamentos alternativos como acupuntura e fisioterapia sem apresentar melhora no quadro clínico. e que já realizaram cirurgia para corrigir a lesão. sem resultados satisfatórios. como perda severa de sensibilidade nas patas traseiras.• Os dois pesquisadores realizaram os testes em cães considerados “desenganados” pela medicina veterinária: com lesões crônicas de coluna há anos ou vários meses e que têm graves dificuldades motoras. .

Antes da intervenção. que não utilizava antes da cirurgia”.RESULTADOS Carlos Sarmento já realizou a cirurgia de aplicação de células-tronco em 3 cães ao longo do mês de abril. “Este cão se encontrava no número 4 da escala. • Matheus Feitosa já tem três cães selecionados. em 9 de dezembro de 2010. mas não conseguia suportar o próprio peso sozinho e andava arrastando as patas traseiras. pois mostrou os resultados mais satisfatórios até agora: tenta levantar as patas traseiras. informa Sarmento. pode ser dito que saiu de um escore 3 para um 5. sem nenhum apoio. “Sobre o Bond. Com 30 dias após a cirurgia. voltou a abanar o rabo (o que não fazia antes da aplicação com células-tronco). o lhasa apso Juquinha. ele passou a apoiar as duas patas sozinho e já consegue andar na esteira aquática sem nenhum apoio. Ele foi do grau 4 para o 8. Ele dá passos com o membro direito e começa a usar as articulações do membro esquerdo. descreve Feitosa. foi cão denominado de Bond. consegue apoiar as duas patas traseiras na esteira aquática e “anda” dentro d’água. A cirurgia de aplicação de células-tronco foi feita em um deles. . Os pesquisadores utilizaram uma escala comportamental para avaliar a locomoção dos animais (escala de Olby et al) que varia de 0 (nenhum movimento) a 14 (movimento normal). e chegou até o 10”. Um dos cães. o animal apresentava movimento de poucas articulações.

• Medula óssea ( hematopoiética +estroma ) .

portanto.Células-tronco mesenquimais • Sistema cooperativo. • Possivelmente se diferenciam em tipos como células neurais ou hepatócitos. adipogênica e condrogênica in vitro. espera-se que elas se diferenciem em células das linhagens osteogênica. • Heterogeneas . • O sangue periférico e o de cordão umbilical também são fontes de CTM • As CTM são a fonte de tecido que envolve a medula óssea e.

Não imunogênicas. podendo ser teoricamente empregadas em transplantes alogênicos. Propagação em cultura 3. . Capacidade de isolamento destas células 2.• Medula óssea (células progenitoras mais comprometidas e CT não-comprometidas) • Multipotentes • Vantagens: 1.

em um processo conhecido como organogênese. • 3 processos envolvidos nessa diferenciação: • Interação célula-célula • Divisão celular • Regulação gênica .Diferenciação das MSCs • A diferenciação celular ocorre normalmente já no útero materno nos primeiros estágios da gravidez.

seus efeitos imunossupressores e sua expansão em cultura levaram ao aumento do interesse clínico relativo ao uso destas células. através de infusão intravenosa ou administração dirigida ao local de interesse em numerosas situações patológicas. • Cardiologia • Neurologia • Ortopedia • Dermatologia • Oncologia . a possibilidade de enxerto.• A grande capacidade de potencial de diferenciação das MSCs.

exercícios físicos e atividades que sejam prazerosas.Regeneração do sistema nervoso • A descoberta da neurogênese em regiões específicas do encéfalo adulto. como Parkinson. • Potencial muito amplo no que se refere à terapias para doenças neurodegenerativas. o hipocampo e o bulbo olfatório. • Neurogênese. . • Zona subventricular (ZSV). Alzheimer e lesões na medula espinal.

A= DIVISAO ASSIMETRICA PG.CT Neuroesferas Diferenciacao D. 3 Astrocitos Figura 2 CT=CELULAS TRONCO .O = Progenitor de oligodentrocitos PG.O PG. D. Neuronio 2.Oligodendrocitos.N 1 2 3 Neuroesfe ras Figura 1 1.N= progenitor de neuronios .A= Progenitor de astrocitos PG.A PG. A PG.

as células-tronco foram eleitas “Scientific Breakthrough of the Year” (avanço científico do ano) pela revista Science.A importância do uso das células tronco para a saúde pública Em 1999. foi demonstrado que células-tronco de tecidos adultos mantinham a capacidade de se diferenciar em outros tipos de tecidos. Naquele ano. .

6 100 25 .000 238.000 >53.000 >15.Céls tronco e Saúde Pública • Programa de transplante é insuficiente (5-10% dos pcts estadunidenses) • Céls tronco como fonte ilimitada de tecidos para transplante Patogenia Mortes/ano Custo (em bilhões de US$) Cardiopatas Derrame Alzheimer Parkinson >700.000 >160.6 53.

o INCA foi pioneiro em 2001 com a criação de um Banco de sangue de cordão – Meta de 10. INCA HIAB HEMORP Rede BrasilCord .Céls tronco e Saúde Pública • Em 1993 foi inaugurado o primeiro banco de sangue de cordão para uso público dos EUA • No Brasil.000 u – Atender à pop.

Céls tronco e Sáude Pública .

City University of New York (1994). por exemplo. as CTs devem ser vistas não só como um agente terapêutico. entre outros.Céls tronco e Saúde Pública PEREIRA. Esses conhecimentos de biologia básica poderão. V. mas como um modelo de pesquisa onde podemos estudar os mecanismos por trás da diferenciação celular. diz que: • “As novas terapias provavelmente substituirão as atuais mais caras e ineficientes (como. por sua vez. desenvolvimento embrionário e câncer. L. . levar a uma real melhora da qualidade de vida humana. mestrado em Ciências Biológicas pela UFRJ e doutorado em Ciências Biomédicas pelo Mount Sinai Graduate School.” Possui Bacharelado em Física pela PUC-RJ. Atualmente é Professora Titular e Chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da Universidade de São Paulo. um transplante de fígado ou coração). Além disto.

Entenda a atuação das céls tronco através de nanopartículas • As céls tronco FUNCIONAM! Como!? • Said Rabbani (USP) marcou céls tronco com nanopartículas supermagnéticas • Efeitos colaterais Antes Durante Depois .

Experimento de Rabbani • Rastreou céls tronco marcadas por nanopartículas e injetadas num miocárdio de um suíno induzido ao infarto • A idéia principal: Verificar se o processo ocorre de forma semelhante em diferentes tipos de tecido Curingas Céls Tronco Sinalizadores .

Por detrás do penúltimo ato da ciência-espetáculo • “A superstição dos conhecimentos de última hora” (Gregório Maranón • Fenômeno do marketing científico = Projeto Genoma • Público leigo e sagazes capitalistas converteram-se • Crítica: Projeto Genoma não trouxe nenhuma solução imediata – Nenhum terapia revolucionária – Paralíticos voltarem a andar – Recuperar doenças incuráveis .

mas deve sempre respeitar. $$ VIDA . promover e nunca prejudicar a vida.Por detrás do último ato da ciênciaespetáculo • Utilização de céls tronco NÃO-embrionárias • Um novo tipo de cél tronco fez-se mais promissora: cél tronco embrionária • Maior plasticidade • A ciência é livre para pesquisar.

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Por detrás do último ato da ciênciaespetáculo Religioso Jurídico Científico .

Por detrás do último ato da ciênciaespetáculo • • • • • • • • Ponto de vista científico Teoria Kantiana Teoria Genética Teoria Embriológica Teoria Neurológica Teoria da Nidação Teoria Ecológica Teoria Fisiológica .

Por detrás do último ato da ciênciaespetáculo • Ponto religioso: – – – – – Catolicismo Budismo Islamismo Judaísmo Protestantismo .

5º da Lei da biossegurança – Ellen Gracie.Por detrás do último ato da ciênciaespetáculo • Ponto de vista jurídico – Em 29/maio/2008. do STF afirma não haver nada na Lei de Biossegurança que vá de encontro à Constituição: • Nascituro • Pessoa •Permite a utilização de Céls Tronco Embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas •Também prevê que os embriões sejam congelados há três anos ou mais •Veta a comercialização •Necessita da autorização do casal . 6/11 ministros votaram para a manutenção do Art.

cerca de R$ 13. Quanto ao futuro ‘breve’ o processamento das células não ultrapassará 800.Clonagem “Os custos de pesquisa e testagem estão sendo financiados pelo MS.000. Antônio Carlos Campos de Carvalho .00 reais” Dr.5 milhões.00-1.

Mamária para um óvulo anucleado Totipotente Pluripotente Multipotente Unipotente .Clonagem • Clonagem Natural Humana • Conceito: Mecanismo de propagação de uma espécie • Dolly – Conseguiu-se reprogramar uma cél somática já diferenciada numa célula totipotente – Tranferiu-se o núcleo de uma cél da gl.

Oócito Oócito .

Clonagem • O processo não é fácil: Dolly teve êxito depois de 276 tentativas • A tentativa em outros mamíferos também foi bem falha • Penta. a primeira bezerra brasileira clonada morreu com pouco mais de um mês • Ian Wilmut enfatiza que todos os animais clonados até hoje estão com problemas – – – – – – Placentas anormais Gigantismo Cardiopatias DPOC Leucopenia Miopatias .

Clonagem • Céls em estágios iniciais têm cerca de 10-20x mais eficiência em clonagens = USO DE CÉLS TRONCO EMBRIONÁRIAS! • Tantos problemas. para que clonar? .

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Clonagem Dra Mayana Zatz Possui: – Graduação em Ciencias Biologicas pela USP – Mestrado em Ciências Biológicas USP – Doutorado em Genética pela USP – Pós-doutorado em genética humana e médica pela Universidade da California UCLA – 315 trabalhos publicados – Convidada para editoria da revista Science .

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Ética: da Clonagem aos testes genéticos. ZATZ. . 2003. Veja. ZATZ. 2 ed. 2007. Agencia Fapesp.). BRASIL. p. M. Contra a clonagem Humana. Vanessa. Vade Mecum. : . Clonagem Terapêutica. 29 set.É a única esperança.33. In: Borem Almeida e Santos.Referências VIEIRA. p. É preciso salvar vidas. 2003. . (Org. ZATZ. M. 09-24. mas a favor da terapêutica. 24 . v. São Paulo: Lemos Cruz. . 2050 ed. . . M. Código Civil. mar/2008. Revista da Associação Paulista de Medicina. Biotecnologia de A a Z.