Notícia – objetividade

Oralidade e estórias para contar

Os aedos homéricos (Grécia présocrática); As crônicas de poder; As actas diurnas (Júlio César, 69 aC); Copiagem e iluminuras (Idade Média); Popularização do papel (Séc. X);

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Demódoco, o aedo cego (a vista tornou-se visão) canta para os senhores reunidos e para o seu desconhecido hóspede

Oralidade e estórias para contar

Oradores regulamentados (bufões, trovadores, autoridades repercutiam seus feitos); Trovadorismo e jograis (Jean Molinet, Leandro Gomes de Barros);

“Alguém do Rio de Janeiro/ Deu dinheiro e remeteu/Porém não sei o que houve/ Que cá não apareceu/O dinheiro e é sabido/ Que quis ficar escondido/ Nos cofres dos potentados/ Ignora-se esse meio/ Eu penso que ele achou feio/ Os bolsos dos flagelados”.

Importância do verso e da imagem.        . Littérature de calportage (França) Catchpennies (Inglaterra) Lições do cordel: . .  Dificuldade de adequar o discurso ao público pretendido.Diferente agenda da classe média e classes populares.Oralidade e estórias para contar Revolução Industrial Alfabetização das massas.

 .  .difusão do protestantismo (Martinho Lutero).The times (Londres) é primeiro a usar impressão a vapor.  .Os primeiros jornais Um século e meio após invenção dos tipos móveis.Melhores transportes e vias.  .  .  .difusão da alfabetização.  .Ambição burguesa de confrontar aristocracia.estruturação dos correios.

(Goethe.  Guerras e revoluções fomentam interesse pelas notícias.  Folhetins – histórias sentimentais. Alexandre Dumas).Ideias. XIX  Surgimento do jornalismo moderno  Surgem títulos. gravuras e formato. manchetes.  Opinião perde destaque.  . notícias e folhetins Séc.

 . Alexandre Dumas). (Goethe. manchetes. notícias e folhetins Séc.  Opinião perde destaque.  Folhetins – histórias sentimentais. gravuras e formato.Ideias.  Guerras e revoluções fomentam interesse pelas notícias. XIX  Surgimento do jornalismo moderno  Surgem títulos.

 Jornalismo intrometia-se na realidade. jornalismo investigativo.  Consolidação de empresas.  Investimento em tecnologia.  .  Assistencialismo.Jornalismo de ação William Randolph Hearst.  New York Times (separar fatos de opiniões).

1631). Censura. Holanda (apoio inglês). Jornalismo iluminista.Origens         Primeiros – Alemanha – primeira década de XVII. Enciclopedismo. . Século XVIII – publicistas – divulgadores de ideias e „portadores da verdade‟. La Gazette (Marselha. X poder absolutista dos monarcas.

se não fosse.15) . para toda a gente. 2001. para as moças. a aventura. A realidade deveria ser tão fascinante quanto a ficção e. (LAGE. p. “O paradigma para isso era a literatura novelesca: o sentimentalismo. para os jovens. era preciso fazê-la ser”. o exótico e o incomum.

O jornalismo de massa .

na Europa. primeiro diário francês 1777.Diário do Rio de Janeiro.História  The Daily Courant e a invenção da objetividade 11 de Maio de 1702 -The Daily Courant veio ao mundo para ser o primeiro diário de natureza política. em 1821. Diário Lisbonense .      . Journal de Paris.1784. Pensylvania Packet .1809. E no Brasil .

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A invenção da objetividade The Daily Courant (Elizabeth Mallet e Samuel Buckley). .  A INVENÇÃO COMERCIAL DA OBJETIVIDADE  Divisão entre    NEWS x COMMENTS Divisor de águas.

anúncios jurídicos e comerciais. com índices de serviços (cotações. .  Feitos por e para a elite.Até Séc XVIII Jornais eram boletins literários e ideológicos. roteiro de navios.   Buckley – O leitor é capaz de refletir por si.

Informação X opinião      Sendo assim. Jornalismo de opinião X jornalismo de informação Jornalismo francês X jornalismo inglês A priori. Depois. o jornalismo não produzia reportagens. . publicismo. o jornalismo se constitui com: ascensão da burguesia ao poder e abolição da censura prévia à publicação.

1898 – Nova York – 2 milhões de exemplares de jornais em circulação.início do século XX Se consolida o jornalismo de massa. . trens – comunicação supera distâncias. 1833 – The Sun – penny press.Fim do século XIX . Telegráfos. Era industrial – público urbano numero.

Morning Herald. The Sun – criação de novas práticas discursivas.Século XIX Século XIX em diante   Jornalismo desenvolve práticas discursivas que o singularizam – normas e valores próprios. Jornalismo americano – início da reportagem    . como a nota. Mais informativos e sensacionalistas. notícia e entrevista.

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 .  1861 – 70 mil jor/d.Times (Londres) – 1858 – 20 mil jor/hab  New York Tribune – 1870 – 18 mil jor/hab  Guerra Civil EUA (1861 a 1865)  New York Times  1857 – 40 mil jor/d.

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 Inglaterra – informação factual.  A reportagem e a entrevista constituem duas das práticas jornalísticas centradas nos fatos inventadas pelos americanos.  .França X anglo-américa A informação era mais internacional nos jornais anglo-americanos. dado possuírem mais recursos que os diários franceses para manterem correspondentes em zonas remotas.  França – mescla com opiniões pessoais. Muitas facetas do relato jornalístico eram estranhas à concepção francesa de jornalismo. quando necessário.

Nos séculos seguintes  Paradigma da objetividade..  Regra de ouro na imprensa americana de 20 a 30. encobrindo a mediação..  . Oculta a presença do jornalista no material produzindo.

 New York Times (separar fatos de opiniões).  Assistencialismo.  Investimento em tecnologia.  Consolidação de empresas.  .  Jornalismo intrometia-se na realidade.Jornalismo de ação William Randolph Hearst. jornalismo investigativo.

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 Voz imparcial. 3. Pirâmide invertida. Impessoalidade  Anonimato  Restrição factual. Antes.Regras da objetividade 1. o principal. . 2. Tratamento isento das fontes  Doutrina do equilíbrio.

 Pelo todo – realidade fenomênica.Ineficácia objetiva Na redação – escolhas discursivas.  Parte – seleção arbitrária.  A notícia resulta de seleções e exclusões.  .

  Pós I Guerra – ação dos relações públicas e assessores de comunicação.  Jornalismo cultuou castelo de areia para evitar o curto circuito de sua autoridade sobre o mundo. (Michael Schudson – Discovering the News). .Crise da modernidade Fim da noção complementar entre história e utopia.

 Problema de validade. maior a responsabilidade do jornalista.Novo paradigma  Objetividade do texto dá lugar à objetividade da verificação. . Foco – método. não objeto. não de realidade.   Vigilância – sem álibi da objetividade.

. também sofreu intervenções italianas. mais tarde. informativo.. alemãs e espanholas e cujo maior impacto se deu pelo jornalismo norte-americano.No Brasil  Gêneros – opinativo.  . O jornalismo brasileiro baseia-se em um modelo português determinado por influências britânicas e francesas que.

 Jornal do Brasil – migração de redatores.Um pouco de história 1950 – Diário Carioca – introduziu no Brasil as técnicas de redação originalmente desenvolvidas nos Estados Unidos.  Segunda Guerra e Guerra fria – os telegramas rivalizavam com as notícias.  .  Surgimento das agências de notícias (France Press. United Press.A questão do copy desk e da profissionalização.  JB – nova estética gráfica. mudança de linha editorial. Associated Press.   [São Paulo: Revista Realidade . principalmente) – telegramas que os jornais transcreviam.

Joel Silveira Rubem Braga .

JB lidera revoluçâo gráfica .

Caderno B: primeiro suplemento cultural do jornalismo brasileiro .

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não estão na reportagem. os gêneros opinativos (coluna. se alimenta de produtos culturais que promovem a indústria da cultura. por conveniência. MELO (2006) ressalta que. comentário. que a resenha. dos italianos. que a caricatura. . distante da profundidade característica do jornalismo francês e norte-americano.Gêneros opinativos  Para o autor. crônica. carta) brasileiros se distanciaram dos norte-americanos. em vez de tradução gráfica do editorial. e que a carta do leitor mostra a sutileza de por na fala do cidadão comum as críticas que. as colunas se traduzem como núcleos de poder. no Brasil. editorial. caricatura. que a crônica se configurou como relato poético com sentido político. dos alemães e dos espanhóis quando assumiram uma feição eminentemente opinativa. que o editorial reproduz em sua estrutura o modelo do discurso aristotélico e funciona como conversação com os poderosos. interpreta o comportamento coletivo. ironiza o cotidiano e satiriza os personagens de acordo com o “estilo maroto da gozação nacional”. resenha.

Opinativo X informativo Melo destaca como formatos do gênero informativo a nota. notícia e a reportagem. . E destaca a prática da entrevista.

Nota .

Notícia .

Reportagem .

Reportagem .

Reportagem .

Reportagem .

lança 'Muchacha'. Saiu correndo do Butantã. O cartunista de 59 anos. que está completando quatro décadas de uma carreira elogiadíssima. coletânea de quadrinhos sobre os bastidores de uma série televisiva. "Putz. e adentrou a padaria às 15h20. No livro. por Armando Antenore Foto Gabriel Rinaldi Laerte de batom. Djalma. Eu o aguardava numa padaria da Vila Madalena.Entrevista          Revista Literatura Edição 157 . brincos e cabelos chanel. rapaz! Me esqueci de você!". aflito. Desejo de explorar o universo feminino Passava das 14h30 de uma quarta-feira e Laerte Coutinho ainda não chegara à entrevista. um dos personagens. se veste de mulher comportamento que o próprio ilustrador vem adotando desde 2009 como reflexo de uma crise pessoal e profissional. . constatou. resolvi lhe telefonar. elementos que agregou recentemente às roupas masculinas. Como não dava as caras. deveria aparecer 30 minutos antes. unhas pintadas. Exibia vistosos brincos de pérolas e um corte de cabelo chanel. onde mora num sobrado com dois gatos. com 40 anos de carreira e 59 de idade.Setembro 2010 Laerte: 'Tenho vergonha de quase tudo que desenhei' O cartunista Laerte. bairro notívago de São Paulo.

. Chaparro nega paradigma da distinção entre opinativo e informativo.

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