Hipertensão Arterial Sistêmica

Prof. Johnny Rógeres Dias de Oliveira
Farmacologista e Citologista Clínico johnnyrogeres@hotmail.com

Introdução

Regulação da Pressão Arterial
Sistema Renina Angiotensina Hipertensão Arterial Modelos de Hipertensão Arterial Tratamento Farmacológico da Hipertensão Arterial

Introdução
O aparelho circulatório funciona como um sistema viscoelástico com os vasos dispostos em vasos comunicantes

Lei de Poiseuille

Fluxo (Q) = (Pi - Po) r4

8nL

RPT

Diferença de Pressão

Viscosidade

Comprimento

RAIO

Regulação da Pressão Arterial .

TBx Vasodilatadores NO. BK. PGI 2 AII (RAT2) Ang-(1-7) b Angio I PA = DC x RPT Renina Angiotensinogênio (Figado) .Regulação da Pressão Arterial a2 + b Noradrenalina NTS Barorreceptores Vago + Aldosterona a2 CVM + SNS SNS a1 RPT b Retenção Na+ / Volume Fluxo Renal Angio II ECA Endotélio Vasoconstritores AII (RAT1) ET.

etc. MODULADORES LOCAIS Humoral Local CONTROLES Santos e Simões e Silva . óxido nítrico.Representação esquemática da interação entre os principais fatores envolvidos nos mecanismos de controle da pressão arterial. endotelinas. EFETORES Coração Vasos sanguíneos Rim Pressão arterial Neural Prostaglandinas.

Mecanorreceptores arteriais . momento a momento.Controle Neural Reflexo Pressorreceptor ou Barorreceptor Importante mecanismo de controle reflexo da PA.

Nervos vago e glossofaríngeo Diminuição atividade simpática X IX Aumento atividade vagal + + nTS _ X SNP + + RVLM + + nA + ↑ PA CVLM + + SNS IML .

Ativação dos barorreceptores reduz o tônus simpático para o coração e vasos sanguíneos. .O Reflexo Barorreceptor Aumento da atividade barorreceptora aumenta a atividade parasimpática para o coração.

Controle Neural
Adaptação dos pressoreceptores arteriais •Alterações para mais ou para menos da pressão arterial, desde que sustentadas, deslocam a faixa de funcionamento dos pressoreceptores para o novo nível de PA (hiper ou hipotensão), que passa a ser reconhecido como normal;

•Não priva os indivíduos hipertensos desse importante mecanismo de controle das variações momento a momento da PA. • Essa adaptação na hipertensão se acompanha de queda de sensibilidade dos pressorreceptores.

Controle Local
Fatores Derivados do Endotélio
Músculo Liso
ET . PGH2 TXA2 O–2 Ang II

vasoconstritores

Fluxo Sanguíneo
NO. PGI2 EDHF

vasodilatadores

Na hipertensão arterial o equilíbrio entre os fatores vasoconstritores e vasodilatadores é alterado com uma conseqüente atenuação dos efeitos vasodilatadores do endotélio.

Controle Local
Óxido nítrico
Desempenha papel importante na regulação do tônus vascular e da homeostasia.
Acetilcolina, catecolaminas, ATP, Ang II, shear stress
Célula endotelial

↑ Ca+2 L-arg NOs NO

↑ GMPc que ativa PKG
PKG - ativa canais de K+ induzindo hiperpolarização ou estimula a saída de Ca+2 do citoplasma da célula
Célula músculo liso

Relaxamento da musculatura lisa vascular - VASODILATAÇÃO

L-Name ICI-D8731 PD123177 .Controle Local Vasodilatação dependente do endotélio e da liberação de óxido nítrico em anéis de artérias coronárias de porcos (Porsti e cols.. 1994).

ET Mais potente vasoconstritor descrito até o momento. tanto em vasos de maior calibre quanto na microcirculação. Receptor endotelina Cell PLC Membrane Ga Gb IP3 DAG Ca2+ PKC contração .Controle Local Endotelina .

Controle Local Ca+2 Mitsuhashi e cols. Aumento de Ca+2 em células musculares lisas vasculares de ratos induzidos pela endotelina. 1989. . J Clin Invest.

Controle Humoral Sistema calicreína-cininas (vasodilatador) Peptídeos natriuréticos atriais (vasodilatador) Vasopressina (vasoconstritor) Catecolaminas (hiperatividade simpática na HA) Sistema renina-angiotensina .

Sistema Renina Angiotensina

Sistema Renina Angiotensina (SRA)

Angiotensinogênio Angiotensinogênio Angiotensina II II Angiotensina I I Aldosterona

ECA Renina

SRA circulante e local (ações autócrina, parácrina e endócrina).

Sistema Renina Angiotensina

SNC.Ang II AT1 G Saralasina Losartan Valsartan Irbesartan  vasos. órgãos reprodutores. pulmão 7 domínios transmembrana Córtex Adrenal Aldosterona Reabsorção néfron distal Rim Intestino SNC Sistema Nervoso Periférico Músculo Liso Vascular Coração Facilitação adrenérgica Reabsorção sódio e água Sede e apetite para o sal Descarga simpática Resistência periférica total Controle da Pressão Arterial Contratilidade Vasoconstrição Manutenção ou aumento do volume extra-celular Débito Cardíaco . coração. rins. adrenal. trato urinário.

vasos. pâncreas. . ovário. cérebro cérebro rim Coração vasos Modulador da diferenciação e reparo tecidual Modulador das ações da Ang II em AT1 Barorreflexo AVP Sem ação dipsogênica Natriurese Antidiurese Antiarrit. Medula adrenal. tecidos fetais e SNC Ang II PD-123177 PD 123319 7 domínios transmembrana A779 Ang-(1-7) AT2 G MAS/ AT(1-7) Tecidos fetais injúria tecidual rim. Vasodilat. Antiprol.

.

Hipertensão Arterial .

Hipertensão Arterial  Doença sistema multifatorial. cardiovascular relacionada e no a mudanças morfológicas e funcionais no controle autonômico em humanos e animais. .

Hipertensão Arterial  Frequentemente vem acompanhada de outros fatores de risco cardiovasculares:  Níveis elevados de colesterol  Lipoproteínas de alta densidade baixa  Diabetes  Hipertrofia ventricular esquerda  Obesidade .

Hipertensão Arterial Complicações Órgão-alvo Hipertensivas Ateroscleróticas Cérebro Coração Rins AVC Hemorrágico Hipertrofia.Renal Vasos Dissecção Aórtica Aneurisma Arterial . ICC Nefrosclerose AVC Isquêmico Doença Coronariana Ateromatose A.

Hipertensão Arterial Pressão Arterial e Risco Cardiovascular SBH. 2006 .

ARTERIAL PRIMÁRIA OU ser ESSENCIAL nenhuma etiologia consegue HIPERTENSÃO ARTERIAL SECUNDÁRIA a uma determinada condição basal. .Tipos de Hipertensão Arterial HIPERTENSÃO identificada.

 Anticoncepcionais orais (estrógeno pode promover retenção de sódio e expansão de volume e aumento do angiotensinogênio circulante).Hipertensão Arterial Secundária Induzida por drogas  Descongestionantes (hiperatividade do sistema simpático). .

Hipertensão Arterial Secundária  Cocaína:  liberação aumentada de catecolaminas com inibição de sua captação neuronal nas junções neuromusculares.  aumento do DC.  vasoespasmo preferencial coronárias e arteríolas. . em cerébro.

 depressão funcional dos barorreceptores.Hipertensão Arterial Secundária  Ciclosporina (imunossupressor em transplantes de órgãos):  aumento de resistência vascular renal.  aumento da liberação de substâncias vasoconstritoras e diminuição das vasodilatadoras. .

•redução da resposta natriurética à elevação da PA. fazer distinção entre hipertensão-causa ou efeito.Hipertensão Arterial Secundária Nefropatia Primária (Doença Renal Crônica) •queda da filtração glomerular. •estímulo inapropriado do SRRA. . às vezes. onde a hipertensão ocorre quase como regra. •tendência de retenção de sal e água. especialmente nos pacientes com insuficiência renal crônica avançada. É difícil.

Aumento da atividade do SRA-aldosterona. Retenção renal de sódio e água.Hipertensão Arterial Secundária Hipertensão renovascular Hipertensão secundária à estenose uni ou bilateral da artéria renal ou de seus ramos superior a 70%. 2. Variações hemodinâmicas renais: 1.  DC e RPT  PA .

células cromafins produtor de Norepinefrina –  RVP Epinefrina . DC e FC  PA .Hipertensão Arterial Secundária Feocromocitoma Tumor raro de catecolaminas.

Hipertensão Arterial Secundária Hiperaldosteronismo Primário Produção excessiva de aldosterona resultante de adenoma da supra-renal. Produção autonôma e excessiva de aldosterona  conteúdo total de sódio corporal e do volume intravascular  PA  DC e volemia .

Etiopatogenia da Hipertensão Arterial .

funcionando no sentido de manter em vez de reduzir os níveis pressóricos.Etiopatogenia da Hipertensão Arterial Sistema nervoso simpático 1. Alteração da resposta reflexa dos barorreceptores O limiar e a faixa de resposta do pressoreceptor deslocam para o nível de hipertensão. Hiperatividade simpática por facilitação do efluxo simpático Maior liberação de catecolaminas 2. .

Etiopatogenia da Hipertensão Arterial Mecanismos renais Reescalonamento na relação pressão natriurese Pior balanço hidrossalino Maior reabsorção de sódio e água  Maior renal resistência de vascular filtração  Menor taxa glomerular .

Ang II constringe mais a AE e eleva a PCG aumentando a FG em cada néfron para compensar a perda de filtração. . Constrição da arteríola aferente contra a transmissão da hipertensão sistêmica ao capilar glomerular (auto-regulação) Isquemia e posterior esclerose global do glomérulo com perda do néfron Ocorre adaptações nos néfrons restantes visando manter a função renal Essas adaptações levam à perda de mais néfrons. Isso causa agressão mecânica à parede capilar resultando em posterior esclerose.Círculo vicioso . por exemplo.a hipertensão lesa o rim como? Espessamento das paredes arteriolares renais (nefroesclerose).

Etiopatogenia da Hipertensão Arterial Sistema Renina Angiotensina Promovem retenção de sódio e água Angiotensina II Facilita liberação présináptica de noradrenalina .

Etiopatogenia da Hipertensão Arterial Sistema Vascular Vasoconstritores Vasodilatadores Disfunção endotelial .

•Aumento da distância média do capilar até a parte central dos miócitos. aumentando a distância de difusão do oxigênio e outros nutrientes para os miocitos.Etiopatogenia da Hipertensão Arterial Mecanismos Cardíacos •Hipertrofia concêntrica da parede ventricular esquerda ( pós-carga). Tanto as adaptações vasculares quanto as cardíacas atuam como amplificadores das alterações hemodinâmicas da hipertensão .

Classificação da Pressão Arterial (>18 anos) Classificação PAS (mmHg) PAD (mmHg) Ótima Normal Limítrofe Hipertensão Estágio I Hipertensão Estágio II Hipertensão Estágio III < 120 < 130 130-139 140-159 160-179 ≥ 180 < 80 < 85 85-89 90-99 100-109 ≥ 110 < 90 Hipertensão Sistólica isolada ≥ 140 O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o estágio do quadro hipertensivo. . Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes. a maior deve ser utilizada para classificação do estágio.

Modelos de Hipertensão Arterial .

Ratos espontaneamente hipertensos (SHR) RATOS ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS (SHR) Desenvolvidos por Okamoto e Aoki em 1963. Modelo útil para estudar as complicações da hipertensão em órgãos-alvos. . A patogênese da hipertensão parece envolver anormalidades no sistema nervoso central. rins e na regulação neurohumoral. estudar agentes farmacológicos e investigar os determinantes genéticos do aumento da pressão arterial.

Aumento de Pressão Arterial Sistólica e Diastólica em ratos SHR Van Gorp e cols. . Am J Physiol Heart Circ Physiol. 2000.

Diminuição de complacência e distensibilidade aórtica em ratos SHR Van Gorp e cols. 2000. Am J Physiol Heart Circ Physiol. .

Diminuição de débito cardíaco e resistência periférica total em ratos SHR (HT) quando comparados aos ratos Sprague-Dawley (NT) anestesiados no estado basal e após a oclusão bilateral da carótida. Am. J. Physiol.Potts e cols. . 1998.

Thomas e cols. Hypertension. 1997.Diminuição da FC em resposta a alterações da PA (menor sensibilidade barorreflexa) A B Curva de sensibilidade barorreflexa em ratos Wistar (A) e em ratos SHR (B) acordados. A mudança da FC em SHR foi aproximadamente 25% mais baixa que nos ratos wistar. .

. Apresentam aumento da pressão sanguínea com aumento de peso cardíaco e renal.Ratos DOCA .sal RATOS DOCA-SAL – hipertensão por mineralocorticóide (deoxicorticosterona) Ratos uninefrectomizados e tratados de com sal mineralocorticóide sobrecarga (deoxicorticosterona e NaCl a 1%).

Grobe e cols. Am J Physiol Heart Circ Physiol. .Os ratos DOCA-sal apresentaram aumento significante na pressão sanguínea sistólica e hipertrofia cardíaca quando comparados aos animais sham. 2006. A Ang-(1-7) infundida cronicamente não preveniu estes efeitos.

Grobe e cols. evidenciando menor complacência ventricular. 2006.Os ratos DOCA-sal apresentaram aumento significante na deposição de colágeno na parede ventricular esquerda. Am J Physiol Heart Circ Physiol. . A Ang-(1-7) infundida cronicamente preveniu este aumento.

Invest. . J. exercendo efeito vasodilatador tônico. 1992. Clin. promoveu hipertensão persistente associada a lesão renal.. Baylis e cols.Inibição da NO sintase O óxido nítrico (NO) desempenha importante papel na regulação da resistência vascular sistêmica. Administração oral crônica de L-NAME (inibidor da NO sintase).

músculos diafragma e esquelético.44 113. L-Name Controle Pressão arterial média (mmHg) Resistência periférica total (mmHg/ml/min/10og) Débito cardíaco (ml/min) 137 ± 6 * 5.1 Observou . .90 ± 0. importante redução do fluxo sanguíneo regional para o coração. fígado.3 ± 11.também.08 ± 0.58 * 87.4 ± 8.4 * 96 ± 2 2.Inibição da NO sintase Kassab e cols. (1998) demonstraram que a inibição crônica de NO com L-NAME promoveu importantes modificações na hemodinâmica sistêmica e regional de ratas acordadas. pulmões.

(1993). . são capazes de prevenir a instalação ou reverter a hipertensão e a lesão renal promovidos com o tratamento crônico com L-NAME (participação do SRA). (1993).Inibição da NO sintase Cunha e cols. Pollock e cols. observaram aumento da atividade simpática central e ausência de tônus vagal para o coração em modelo experimental de hipertensão induzido pela adminitração crônica de L-NAME (hiperatividade simpática). demonstraram que o tratamento crônico com inibidor de ECA ou antagonista de receptor AT1 da Ang II.

1 clipe: 1R1C .Hipertensão Renovascular Modelo de hipertensão baseado na redução do fluxo sanguíneo renal (HIPERTENSÃO DE GOLDBLATT). Constrição artéria renal Constrição artéria renal Rim íntegro Clipe de prata Hipertensão Goldblatt tipo 2 rins. 1 clipe: 2R1C Hipertensão Goldblatt tipo 1 rim.

.

Os níveis de renina são quase indetectáveis. Amplamente utilizados como modelo de hipertensão de renina alta e na avaliação de antagonistas de receptores angiotensinérgicos. . a hipertensão é caracterizada por um aumento na atividade da renina plasmática devido à diminuição da pressão de perfusão renal no rim clipado e aumento de Ang II circulante dentro de 2 a 4 semanas.Hipertensão Renovascular Em ratos com hipertensão de Goldblatt 2R1C. 2R1C A concentração de renina é 3 a 4 vezes maior que o normal.

Am J Physiol Renal Physiol .Hipertensão Renovascular Helle e cols. sham-operados e hipertensos 2 rins 1 clipe (2R1C) durante o desenvolvimento de hipertensão renovascular. 2006 Aumento da pressão sanguínea sistólica em ratos controle. .

onde o grau de constrição é definido por uma haste metálica. .Coartação da Aorta Redução de mais de 50% da luz da aorta por meio de fio de algodão entre as artérias renais. Esse modelo leva à hiperativação do SRA com aumento dos níveis pressóricos.

Coartação da Aorta Gironacci e cols. evidenciando que a hiperatividade do SRA promove elevação da pressão arterial neste modelo de hipertensão renovascular. . demonstraram níveis elevados de angiotensinas no plasma e em tecidos de ratos submetidos à coarctação da aorta.. 2007.

Hipertensão Neurogênica Descrito por Krieger em 1964. . Pode ser decorrente de lesões do SNC (NTS) ou decorrentes da deaferentação dos barorreceptores arteriais (DSA). Definida como um aumento permanente da pressão arterial resultante de uma alteração fundamentalmente neural (central ou periférica).

a regulação reflexa da PA e FC.Hipertensão Neurogênica A principal causa da elevação aguda da pressão arterial é a hiperatividade simpática. quando se quer excluir os . Um dos modelos mais utilizados para estudar barorreceptores.

Hipertensão Neurogênica .

PhysioZ. . Regulatory Integrative Comp.Hipertensão Neurogênica Ausência de mudanças reflexas na FC elicitadas por injeções de fenilefrina (A) e nitroprussiato de sódio (B) em ratos submetidos a desnervação sino-aóritca quando comparados a ratos intactos. Schreihofer e cols. 1994.

Modelos Transgênicos .

Exemplos de alguns modelos de adição e deleção de genes em animais experimentais para alterar fenótipos associados com doenças cardiovasculares Manipulação gênica Gene adicionado •Renina •Angiotensinogênio •Renina/angiotensinogênio •Peptídeo natriurético atrial Gene deletado (Knockout) •Óxido nítrico sintase endotelial Hipertensão Hipertensão Hipertensão Hipotensão Fenótipo Hipertensão e aumento variabilidade pressórica da Rev Bras Hipertensão 8. 2001. .

Jesup e cols. .Tg(mRen2) PAM = 200 ± 2 mmHg FC = 237 ± 4 bpm Lisinopril e losartan produziram significante diminuição da pressão arterial sistólica. Am J Physiol Heart Circ Physiol. Nenhum dos tratamentos tiveram efeito sobre a FC.Modelo Transgênico de Hipertensão Lew. 2006.

2007 ..Modelo Transgênico que superexpressa Ang-(1-7) L3292(A1-7) Aumento de débito cardíaco e redução de resistência periférica total Botelho-Santos e cols.

L3292 (A1-7) Botelho-Santos e cols. 2007 Vasodilatação em vários leitos vasculares ..

Hypertension. Os camundongos knockout para o receptor Mas da Ang-(17) apresentaram piora da função cardíaca in vivo.Camundongo knockout para o receptor Mas da Ang-(1-7) Mas-/- Mas+/+ Mas+/+ Mas-/- Santos e cols. 2006. .

g * 10 90 80 * * * mmHg..min.ml-1.ml-1.g * 70 60 50 40 30 20 10 5 0 0 rim adrenal VE pulmão cérebro baço mesentério Botelho-Santos e cols.min.Camundongo knockout para o receptor Mas da Ang-(1-7) 40 Débito Cardíaco Resistência Periférica Total mmHg.min. .100g 30 Wild-type Knockout 125 100 75 50 25 0 * ml/min 20 * 10 0 Resistência vascular regional 15 mmHg.ml-1. 2008.

Tratamento Farmacológico .

. Em 1987 – Tigerstedt. induzia resposta pressórica. injetado endovenosamente em coelhos. demonstrou que o extrato de rim. Até Segunda Guerra Mundial – dieta ou simpatectomia dorso-lombar (D8-L2).Tratamento Farmacológico Início década de 1940 –hipertensão leve a moderada não era considerada fator de risco (resposta obrigatória e essencial para garantir perfusão).

•19 a 31% eventos coronarianos (< 140/90 mmHg). •> 50% episódios de insuficiência cardíaca. •35 a 40% eventos cérebro-vasculares.Tratamento Farmacológico Meta-análise de 29 ensaios clínicos randomizados e controlados com placebo – Blood Pressure Lowering Treatment Trialists Collaboration (2000) – mostrou que diferentes regimes anti-hipertensivos. . •37 a 56% eventos coronarianos (<130/80 mmHg). reduziram: •20 a 25% a incidência de infarto de miocárdio.

BMJ. 1997. et al... Preservação da função renal Em diabéticos: Lewis e cols. Hannson... Em nefropatias: Peterson e cols. 1998 UKPDS.Benefícios de menores níveis pressóricos Estudos Prevenção de AVC Du e cols. 1998 . 317. L. Prevenção e redução da progressão de ICC Krumholz e cols. 1995. 1977 Singer. Lancet. 1995 Redução de mortalidade Em diabéticos: HOT Study. e cols.. 351..

não incluindo diabetes. sem DOA/DCCV) Grupo de risco C (DOA/DCCV e ou diabetes + outros fatores de risco) Pré-hipertensão (120-139 / 80-89) Modificação estilo de vida do Modificação estilo de vida do Modificação do estilo de vida e terapêutica medicamentosa Estágio 1 (140-159 / 90-99) Modificação do Modificação do Modificação do estilo de vida (até estilo de vida (até estilo de vida e 12 meses) 6 meses) terapêutica medicamentosa Modificação do Modificação do estilo de vida e estilo de vida e terapêutica terapêutica medicamentosa medicamentosa Modificação do estilo de vida e terapêutica medicamentosa Estágio 2 ( 160 /  100) DOA/DCCV: doença de órgãos-alvo / doença clínica cardiovascular Adaptado do VII Joint National Committee . sem DOA/DCCV) Grupo de risco B (> 1 fator de risco.Estratificação de risco cardiovascular e decisão de tratar a hipertensão Estágio pressão (mmHg) da Grupo de risco A arterial (nenhum fator de risco.

Drogas anti-hipertensivas atuais •Diuréticos •Bloqueadores beta e alfa-adrenérgicos •Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) •Antagonistas dos canais de cálcio •Antagonistas de receptor de angiotensina II (ARA II) Perspectivas •Inibidores de renina .

Fluxograma para o tratamento da HA Monoterapia Diurético Betabloqueador IECA Bloqueadores dos canais de cálcio ARA II Associação de anti-hipertensivo Classes distintas em baixas doses Resposta inadequada ou efeitos adversos Adicionar o segundo antihipertensivo Aumentar a dose da associação Adicionar o terceiro antihipertensivo Aumentar a dose Substituir a monoterapia Trocar a associação Resposta inadequada Adicionar outros anti-hipertensivos .

5-50mg 12.5-50mg 1. Clorana Higroton Natrilix 12. Diusix Burinax Dose 40-120mg 1-2 mg Ação (hs) 4-6 6 .5-2.Diuréticos Tiazídicos e Correlatos (mais usados) Hidroclorotiazida Clortalidona Indapamida Drenol.5mg 12-18 24-72 12-18 Diuréticos com ação na alça de Henle (usado em situações de hipertensão associada à insuficiência renal com baixa taxa de filtração glomerular e insuficiência cardíaca com retenção de volume) Nome comercial Furosemida Bumetamida Lasix.

porém quando associado.Diuréticos Diuréticos poupadores de potássio (baixa eficácia diurética. são úteis na prevenção e tratamento de hipopotassemia) Espironolactona Amiloride Triantereno Aldactone 25-100mg C/ tiazídico: Moduretic 50/5 C/ furosemida: Diurana 40/50 8-12 12 6 .

. com diminuição do volume extracelular.Diuréticos Mecanismo de ação •Efeitos diurético e natriurético. •Redução persistente da resistência vascular periférica após 4 a 6 semanas.

Interferem com a reabsorção de sódio e excreção de potássio e hidrogênio. Diuréticos poupadores de potássio: bloqueiam os receptores de aldosterona (espironolactona) e os canais de sódio epiteliais (amiloride) no túbulo distal.Diuréticos tiazídicos: Inibem a reabsorção de sódio no túbulo contorcido distal. . Diuréticos de alça (furosemida): inibem o cotransportador Na/K/2Cl bloqueando a reabsorção de cloro e sódio.

pacientes com doenças renais – diminuem a filtração glomerular. não possuindo atividade em clearance abaixo de 20ml/min. insuficiência hepática – induzem ao coma através do distúrbio metabólico.Diuréticos Tiazídicos Situações que exigem cautela de uso: associado a digitálicos . aumentando a glicemia. diabético – aumentam a resistência à insulina.induzem intoxicação digitálica através de distúrbio metabólico. .

Bloqueadores beta e alfa-adrenérgicos Medicamento Betabloqueadores Atenolol Bisoprolol Metoprolol Nadolol Pindolol Propanolol Carvedilol Alfabloqueadores Doxazosina Prazosina Terazosina Nome comercial Genérico Atenol Biconcor Selozok Cogard Visken Inderal Coreg Atenolol Cloridrato de propanolol - .

primeira escolha para o Uso associado ao aumento de insuficiência cardíaca congestiva. Mais usado em casos de hipertrofia prostática benigna.Bloqueadores Alfa-adrenérgicos Não são fármacos de tratamento da hipertensão. .

Bloqueadores beta-adrenérgicos Mecanismo anti-hipertensivo: Redução de DC. Redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares em grupos de pacientes com idade inferior a 60 anos e não apresentam desfechos favoráveis na redução de AVC. . Readaptação dos barorreceptores arteriais. Diminuição das catecolaminas na sinapses nervosa. Redução de secreção de renina.

.Bloqueadores beta-adrenérgicos Utilizados como terapêutica inicial em situações clínicas como: Hipertensos com taquicardia em repouso (fibrilação atrial) Portadores de insuficiência cardíaca Infarto agudo do miocárdio ou angina prévios.

Bloqueadores beta-adrenérgicos Podem causar reações adversas. Efeitos mais relacionado à dose . como: Elevação moderada nos níveis plasmáticos de glicose Diminuição da sensibilidade à insulina Redução do colesterol-HDL Hipertrigliceridemia. .

ou com doença pulmonar Diabéticos mal controlados. Portadores de quadros depressivos. .Bloqueadores beta-adrenérgicos Contra-indicação: Pacientes asmáticos obstrutiva crônica. Portadores de bloqueio átrio-ventricular. Bradicárdicos.

Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina X .

Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina Medicamento Enalapril Captopril Lisinopril Benazepril Fosinopril Perindopril Ramipril Trandolapril Quinapril Nome comercial Renitec Capoten Zestril Lotensin Monopril Coversyl Triatec Gopten Accupril Genérico Maleato de enalapril Captopril Lisinopril Cloredrato de benazepril Ramipril - .

AVE e emergência de novos casos de diabetes.541 pacientes de alto risco tratados com ramipril (IECA) 5 a 10 mg/dia apresentaram redução da mortalidade e morbidade cardiovasculares.Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina IM Angina instável CRVM 9. infarto do miocárdio. . assim como redução da PA (ensaio clínico HOPE).

acidente vásculoencefálico e mortalidade por todas as causas. .Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina Os resultados do HOPE aprovaram o ramipril como agente anti-hipertensivo apropriado na prevenção de novos casos de infarto do miocárdio. incluindo diabéticos. em pacientes de alto risco.

Diálise ou transplante Foram mais efetivos que outros agentes anti-hipertensivos em reduzir a proteinúria e retardar o declínio da função renal. 1993 ..Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina Níveis creatinina Captopril protegeu contra a deterioração na função renal em nefropatia diabética. principalmente em pacientes diabéticos. Lewis e cols.

Heringer-Walther e Hypertension.Infusão ICV de ramiprilato (inibidor de ECA) melhorou em 40% a sensibilidade da bradicardia barorreflexa em ratos SHR. cols. . Evidenciando importante papel dos IECA na melhora da resposta barorreflexa da FC em animais hipertensos. 2001.

Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina Efeitos colaterais dos inibidores da ECA Tosse seca Angioedema (elevam concentração de BK) Hiperpotassemia (em pacientes com insuficiência renal crônica) Redução da filtração glomerular com aumento dos níveis séricos de uréia e creatinina (em pacientes com hipertensão renovascular bilateral ou unilateral) Gravidez (complicações fetais) .

tripsina.Antagonistas de Receptor AT1 Angiotensinogênio Renina ↑ Bradicinina INIBIDORES DE ECA Angiotensina I Vias alternativas (quimases. catepsina) ECA Fragmentos inativos Angiotensina II ARA II Vasoconstrição ↑ proliferação celular ↑Matriz extracelular ↑fibrose AT1 AT2 Vasodilatação ↓ crescimento celular .

Antagonistas de Receptor AT1 (ARA II) Medicamento Losartana Irbesartana Candesartana Olmesartana Telmisartana Valsartana Nome comercial Cozaar Aprovel Atacand Benicar Micardis diovan Genérico Losartan potássico - .

59nM) N N N NH Olmesartana N O N COOH Telmisartana N N O Valsartana N N Cl OH (6) N N N NH (5) (1. Rep.0nM) N N N NH (0. .Número de grupos funcionais (vermelho) e atividade biológica (amarelo) *: IC50 de contração induzida por AII em aortas de coelhos OH COOH N N N N N N O N COOH (7) (0. 2003.08nM) N N N NH (5) (1.30nM) N N N NH (4) (19. Annu. 55:1-91.80nM) HOOC (5) (0. Sankyo Res Lab.09nM) Candesartana Irbesartana Losartana Koike H et al.

J Med Chem. 1996. 39: 323-338 .Olmesartana – Interação com receptor AT1 HO O N VI VI V V O N IV III IV Sítios de ligação N N N N Receptor AT1 (regiões 3-6 transmembrana) Olmesartana Yanagisawa et al.

Eur J Pharmacol. . 1995.285:181-188.Efeitos dos BRAs na contração da aorta de cobaias induzida por angiotensina II Mizuno M et al.

Antagonistas de Canal de Cálcio Medicamento Diidropiridínicos Amlodipina Nifedipina Felodipina Isradipina Lacidipina Nitrendipina Manidipina Lerdanidipina Não-diidropiridínicos Verapamil Diltiazen Nome comercial Norvasc Adalat Splendil Lomir Lacipil Caltren Manivast Zanidip Dilacoron Cardizen Genérico Besilato de amlodipina Nifedipina Nitrendipina Cloridrato de verapamil - .

tais como angina de peito e arritmias cardíacas.Antagonistas de Canal de Cálcio São eficazes em situações que acompanham a hipertensão arterial. Disponíveis para uso clínico em duas categorias: •diidropiridínicos que bloqueiam preferencialmente os canais de cálcio tipo L (envolvidos no controle da contratilidade miocárdica e da musculatura lisa vascular). •não-diidropiridínicos. .

antagonista de cálcio. diuréticos. antagonista de cálcio Fibrilação atrial Tosse induzida por IECA Diabetes tipo 1 com proteinúria Diabetes tipo 2 com proteinúria Insuficiência cardíaca Intolerância a outros anti-hipertensivos Infarto do miocárdio Doença vascular periférica AVC prévio Insuficiência renal com proteinúria . antagonista de cálcio IECA. betabloqueadores ARA II. diuréticos ARA II Betabloqueador. antagonista de cálcio ARA II IECA. diuréticos. acrescenta IECA se função do VE estiver comprometida Antagonista de cálcio Diuréticos + IECA IECA. antagonistas de cálcio Betabloqueador. antagonista de cálcio. betabloqueadores.Seleção do agente anti-hipertensivo Condição Sem comorbidades Hipertensão sistólica do idoso Angina Angina com diabetes ou disfunção do VE Escolha Diuréticos Diuréticos. betabloqueador e antagonista de cálcio Betabloqueador. betabloqueadores IECA. ARA II.

catepsina) ECA Fragmentos inativos Angiotensina II ARA II Vasoconstrição ↑ proliferação celular ↑Matriz extracelular ↑fibrose AT1 AT2 Vasodilatação ↓ crescimento celular .Inibidor de Renina Angiotensinogênio Renina ↑ Bradicinina INIBIDORES DE ECA Angiotensina I Vias alternativas (quimases. tripsina.

Houve também. .dia.Inibidor de Renina A inibição da renina por Aliskiren promoveu diminuição na concentrações plasmáticas de peptídeos angiotensinérgicos. diminuição da pressão arterial sistólica durante a infusão de aliskiren na dose de 25 e 50 mg/kg.

ncbi. n 1. n 5.SOHERJ. n 2. Volume 13. Volume 10. http://www. 2005. Journal of Cardiovascular Pharmacology. 2008.gov .nih. Voluem 46. 2001. n 4.Bibliografia Revista da Sociedade Brasileira de Hipertensão. The Essentials of High Blood Pressure. Hypertension Primer. 2007. Volume 8.nlm. 2006. Tópicos Especiais em Hipertensão Arterial. Revista Brasileira de Hipertensão. Revista Brasileira de Hipertensão. 2008.

OBRIGADO!!! .