11.

Economia Internacional
(Pinho e Vasconcellos, 2006, cap. 15)

Economia A1

Frederico G. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)

11.1. O estudo de economia internacional pode ser dividido entre duas grandes áreas que se relacionam entre si: (i) as teorias de comércio. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . Economia A1 Frederico G. As decisões de cada país se inter-relacionam. afentando mutuamento os envolvidos. (ii) e a macroeconomia aberta. Introdução Após estudar as relações econômicas dentro de um determinado país é preciso ainda estudar as relações entre países.

aumento do seu endividamento externo. reduziu-se o endividamento externo – enviou dinheiro ao exterior. Todas as transações internacionais de um país são disponibilizadas na estrutura do balanço de pagamentos (BP). Economia A1 Frederico G. Estrutura do BP Para dicutir o modelo macroeconômico de uma economia aberta é preciso primeiro definir a estrutura do balanço de pagamentos dos países.11. ou seja. ou seja. Se o salto de TC for positivo há poupança externa negativa. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . BP = Transações Correntes + Conta de Capitais + Erros e Omissões Transações Correntes (ou Conta Corrente) = Balança Comercial + Serviços e Rendas + Transferências Se o saldo de TC for negativo há poupança externa positiva.2.

Fundamentos do comércio internacional A pergunta inicial a ser respondida ao se estudar o comércio internacional é: quais os ganhos advindos do comércio? A primeira resposta foi fornecida por Adam Smith. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . uma vez que depois cada indivíduo pode trocar sua produção pelos demais bens que necessita. Com o comércio abre-se a possibilidade de que cada indivíduo (ou país) se especialize na produção de determinado bem. então não haveriam ganhos de eficiência com o comércio.3. isso leva a outra questão: é possível que todos os países participem do comércio exterior? Segundo Adam Smith a resposta seria não. Economia A1 Frederico G. Essa é a teoria das vantagens absolutas. Contudo. aumentando assim a eficiência. Se um determinado país produz tudo de forma mais eficiente que um outro.11.

pois a produção total seria maior. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . Ambos os países sairiam ganhando com o comércio. aquele que ele produz com maior eficiência. Economia A1 Frederico G. Segundo ele.11. o qual é produzido com uma eficiência ainda maior. O modelo Heckscher-Ohlin parte do mesmo argumento. com sua teoria das vantagens comparativas. demonstrando que o país deve ser especializar na produção do bem que necessita daquele tipo de fator de produção que cada país tem mais abundante: capital ou trabalho. haverá benefícios mútuos se o país B se especializar na produção de um determinado bem X. ao deixar de produzir esse bem X. mesmo que um país A produza tudo de forma mais eficiente que um outro país B. o país A pode produzir um outro bem Y.3. Fundamentos do comércio internacional A vantagem mútua do comércio entre países só foi demonstrada por David Ricardo. Isso porque.

enquanto o aumento da demanda pelo produto X cresce menos que proporcionalmente. de forma que haveria uma deterioração dos termos de troca. Dessa forma. Segundo eles. Essa foi a crítica feita pela teoria estruturalista iniciada na CEPAL. a elevação da renda mundial pode aumentar a demanda de um produto Y mais do que proporcionalmente ao aumento da renda. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . Diferentes produtos possuem elasticidades-renda diferentes. Fundamentos do comércio internacional O problema da teoria das vantagens comparativas é ser estática. o que prejudicaria os países menos desenvolvidos . Haveria então uma tendência crônica ao déficit comercial no países periféricos. não considerando a evolução da estrutura produtiva e da renda de cada país. O preço de Y aumentaria então mais do que o preço de X. Economia A1 Frederico G. os produtos manufaturados possuem elasticidade renda superior aos produtos primários.3. o que retardaria seu desenvolvimento.11.

devemos levar em conta que cada um deles possui uma moeda diferente. A demanda por moeda estrangeira decorre de: (i) demanda por importações. Taxa de câmbio Quando estudamos o comércio entre países. de forma que surge então o conceito de taxa de câmbio. ou preço da moeda estrangeira em moeda nacional.4. A determinação da taxa de câmbio pode ocorrer de duas formas: (i) Por determinação do governo (taxa de câmbio fixa). Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . (ii) expectativas.11. (ii) Ou por determinação via mercado (taxa de câmbio flutuante). definida como a medida de conversão da moeda nacional em moeda de outro país. Economia A1 Frederico G.

Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) .11. segundo sua oferta e demanda. Taxa de câmbio A oferta de moeda estrangeira decorre de: (i) demanda por exportações. (ii) entrada de capitais externos. Quando o preço da moeda estrangeira em termos da moeda doméstica sobe. Quando o preço da moeda estrangeira em termos da moeda doméstica cai. dizemos que houve uma desvalorização do câmbio.4. dizemos que houve uma valorização do câmbio. A taxa de câmbio flexivel é determinada via mercado. Economia A1 Frederico G.

Efeitos de uma desvalorização cambial  aumento das exportações e redução das importações. Economia A1 . e consequentemente. com o resultado da balança comercial. Controle da inflação. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) (ii) Flutuante  o nível de câmbio é determinado pelo mercado. Taxa de câmbio A taxa de câmbio. por outro lado.11.4. está intimamente relacionado aos preços dos produtos importados e exportados. Frederico G. Regimes de câmbio: (i) Fixo  banco central se compromote a comprar e vender divisas (dolares) pelo preço (câmbio) estipulado. Aumento da inflação. Efeitos de uma valorização cambial  queda das exportações e aumento das importações.

(iii) mobilidade de capitais. Taxa de câmbio A TRINDADE IMPOSSÍVEL A chamada trindade impossível é composta por (i) controle do câmbio. Economia A1 Frederico G. (ii) controle da taxa de juros.4. a menos que restrinja a mobilidade de capitais. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) .11. A trindade impossível indica que o governo não pode simultaneamente controlar o câmbio e a taxa de juros.

Política comercial Outra forma de influenciar a balança comercial de um país é através de políticas comerciais. (iii) subsídios às exportações.5.11. O objetivo dessas políticas é de elevar as exportações ou reduzir as importações. (ii) cotas de importação. favorecendo assim melhor resultado comercial. Economia A1 Frederico G. Jayme Jr (Cedeplar/UFMG) João Prates Romero (Cedeplar/UFMG) . que podem ser de três tipos: (i) tarifas de importação.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful