Elaboração de seqüências didáticas para ensino de E/LE: desenvolvimento e problematização.

Professor Me. Fabio Sampaio de Almeida (CEFET-RJ – APEERJ – PG/UFRJ)

1. Géneros del discurso y enseñanza de lenguas

¿QUÉ SON LOS GÉNEROS DEL DISCURSO?

concretos e únicos. e sobretudo. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas. mas cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados. e todos eles são marcados pela especificidade de uma esfera de comunicação.Según Bakhtin (2000): Todas as esferas da atividade humana. estão sempre relacionadas com a utilização da língua. pela seleção operada nos recursos da língua — recursos lexicais. sendo isso que denominamos gêneros do discurso. individual. (p. o que não contradiz a unidade nacional de uma língua. ou seja. fraseológicos e gramaticais —. mas também. que emanam dos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana. por sua construção composicional. 279) [grifo nuestro] . Estes três elementos (conteúdo temático. claro. estilo e construção composicional) fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado. A utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos). por mais variadas que sejam. Qualquer enunciado considerado isoladamente é. não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana.

estabilidad relativa y heterogeneidad.En resumen. las diversas esferas de actividad humana. lo social. los géneros del discurso se relacionan con:         la utilización de la lengua. contenido temático. estilo y construcción composicional. finalidades. condiciones específicas. . los modos de enunciación (escrito u oral).

¿QUÉ TIENEN QUE VER LOS GÉNEROS Y LA ENSEÑANZA DE LENGUAS? .

do diálogo. na medida em que as questões de uso da língua. é fundamental que os professores reconheçam a importância da relação entre língua e pedagogia crítica no atual contexto global educativo. da cultura. ao postular os significados como externos aos sujeitos. do poder. considerando as contribuições de Giroux (2004) “ao rastrear as relações entre língua. Para este educador. Isso implica superar uma visão de ensino de Língua Estrangeira Moderna apenas como meio para se atingir fins comunicativos que restringem as possibilidades de sua aprendizagem como experiência de identificação social e cultural. o ensino de Língua Estrangeira Moderna será norteado para um propósito maior de educação. e as questões da política e da pedagogia não se separam. texto e sociedade.Las Diretrizes Curriculares da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (2008) nos dicen: Nestas Diretrizes. as novas tecnologias e as estruturas de poder que lhes subjazem”. da comunicação. pedagógico e discursivo. .

Espera-se que o aluno compreenda que os significados são sociais e historicamente construídos e. (p. 52-53) [grifo nuestro] . passíveis de transformação na prática social.Propõe-se que a aula de Língua Estrangeira Moderna constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade linguística e cultural. portanto. que concebem a língua como discurso. de modo que se envolva discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. A proposta adotada nestas Diretrizes se baseia na corrente sociológica e nas teorias do Círculo de Bakhtin.

(p. 58) . bem como a ativação de procedimentos interpretativos alternativos no processo de construção de significados possíveis pelo leitor.O trabalho com a Língua Estrangeira Moderna fundamenta-se na diversidade de gêneros textuais e busca alargar a compreensão dos diversos usos da linguagem.

) os gêneros aparecem sempre nelas referenciados quando não propostos explicitamente como objetos de ensino. argumentação). Os objetivos dos currículos estão voltados à competências e capacidades de leitura e escrita e de fala/escuta. por meio de práticas situadas para a cidadania. nos dice que: (. indicados no elenco de atividades possíveis de desenvolver tais capacidades ou habilidades.. (p.. Todos os referenciais enfocam a linguagem e a língua em uso. al hablar de la historia de la didatización del concepto de género y su inclusión en las propuestas. programas y parámetros o referenciales para la enseñanza de lenguas. descrição.Roxane Rojo (2008). mas os gêneros – em lugar dos tipos de textos (narração. tão presentes em décadas anteriores – aparecem como os objetos capazes de desenvolvê-las. dissertação. 77) . o que por si só já convoca as noções de texto. gênero e discurso.

funcionando como uma força centrífuga (Bakhtin. ou seja. Mas. comentando três diferentes abordagens do conceito de gênero e de sua didatização – a da Escola de Sidney. 78) . O que mudou? (ROJO. mas o plurilinguismo. O autor argumenta que. que vai procurar trazer para a escola (lugar do uno – da força centrípeta) não mais o homogêneo. p. se se trata de desetabilizar práticas didáticas cristalizadas. 1934-35/1975). a de Genebra e a da nova retórica -. nos três enfoques. questiona a validade da opinião segundo a qual o ensino de gêneros seria apenas modismo. se não se trata de um modismo. é porque talvez estas já não mais sirvam às demandas sociais colocadas para a escola na atualidade. 2008.¿LOS GÊNEROS ESTÁN DE MODA? Bunzen (2004: 19). o heterogeneo. o conceito de gênero é sempre utilizado para desestabilizar práticas de ensino vistas como problemáticas ou tradicionais.

tres posibles cambios: . por lo menos.Reflexiona con tus compañeros/as e indica.

¿Y EL PROFESOR? A atividade do professor dirige-se não apenas aos alunos. Ela também busca seus meios de agir nas técnicas profissionais que se constituíram no decorrer da história da escola e do ofício de professor. o professor deve estabelecer e coordenar relações. na forma de compromisso. socialmente isolado e dissociado da história. Para agir. pelo contrário. 2004. a outros profissionais. ela é socialmente situada e constantemente mediada por objetos que constituem um sistema. Em outros termos. (Amigues. p. entre vários objetos constitutivos de sua atividade. mas também à instituição que o emprega. a atividade não é a de um indivíduo destituído de ferramentas. 41-42) [grifo nuestro] . aos pais.

PRESCRICIONES COLECTIVOS REGLAS DE OFÍCIO HERRAMIENTAS .

La perspectiva enunciativa Otros enunciados Yo Enunciado Tú Aquí (espacio) Ahora (tiempo) .¿CÓMO ESTUDIAR/ENSEÑAR LA LENGUA EN USO (DISCURSO)? 2.

Se organiza en formas socialmente distribuidas por las esferas de la actividad humana (los géneros del discurso). Es un eslabón en la cadena complejamente organizada de otros enunciados. EL ENUNCIADO:     Es la real unidad de la comunicación verbal.PARA BAKHTIN (2000). . Lo asume un YO y se dirige a un TÚ en un AQUI y un AHORA.

1982.) Cada enunciado separado es.‖ (BAJTIN. (. por supuesto. ―el uso de la lengua se lleva a cabo en forma de enunciados (orales y escritos) concretos y singulares. 248) . pero cada esfera del uso de la lengua elabora sus tipos relativamente estables de enunciados.. que pertenecen a los participantes de una u outra esfera de la praxis humana. individual.¿CÓMO IDENTIFICAR UN ENUNCIADO? Para Bakhtin (2000). p. a los que denominamos géneros discursivos..

Estatuto de interlocutores legítimos. . Soporte material.Desde la perspectiva enunciativa de Maingueneau (2002). Espacio y tiempo legítimos. los géneros discursivos poseen:      Finalidad reconocida. Organización textual.

Elaborando una ficha para analisis de géneros Tarea: A partir de los conceptos teóricos estudiados.3. elabora una ficha para analisis de géneros discursivos:  .

¿CÓMO TRABAJAR LOS GÉNEROS EN LAS CLASES? .

pela maioria dos alunos. (p. a finalidade de ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto. Noverraz y Schneuwly (2004): Uma “sequência didática” é um conjunto de atividades escolares organizadas. em torno de um gênero textual oral ou escrito. e sobre gêneros públicos e não privados. 97-98) . para dar acesso aos alunos a práticas de linguagem novas ou dificilmente domináveis. Secuencias didácticas: criterios de planificación y elaboración Según Dolz. evidentemente. O trabalho escolar será realizado. 97) Uma seqüência didática tem. (p. As seqüências didáticas servem.3. de maneira sistemática. sobre gêneros que o aluno não domina ou o faz de maneira insuficiente. assim. sobre aqueles dificilmente acessíveis. espontaneamente. precisamente. escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação. portanto. permitindo-lhe.

NOVERRAZ Y SCHNEUWLY. 2004. 98 . p.ESQUEMA DE LA SECUENCIA DIDÁCTICA Presentación de la situacción Producción inicial Módulo 1 Módulo 2 Módulo n Producción final Tomado de DOLZ.

Em boa medida. toma-se implicitamente posição contra uma certa concepção de linguagem e da semântica. 169-170) .4. Algunos conceptos más Segun Charaudeau y Maingueneau en su Dicionário de Análise do Discurso(2004): “A proliferação desse termo [discurso] é o sintoma de uma modificação no modo de conceber a linguagem. Falando de “discurso”. essa modificação resulta da influência de diversas correntes pragmáticas. que sublinharam um certo número de idéias-força:” (p.

Conceptos que nos ayudan a comprender el sentido de los enunciados: .

temas y/o figuras de un discurso en otro. Se refiere al proceso de incorporación de recorridos temáticos y/o figurativos. .Interdiscursividad   Un fenomeno inherente a todos los discursos. un diálogo no siempre visible entre los enunciados. o sea.

sea para reproducir el sentido incorporado.Intertextualidad:   Es un proceso de incorporación de un texto en otros. . sea para transformarlo. No todos los textos son intertextuales.

. la metáfora es un recurso de la imaginación poética (. no solamente el lenguaje. p. sino también el pensamiento y la acción‖ (LAKOFF y JOHNSON. impregna la vida cotidiana.Metáfora: ―Para la mayoría de la gente. 1995.) Nosotros hemos llegado a la conclusión de que la metáfora. por el contrario. 39) ..

Géneros del discurso midiático. Tipos textuales: descripción. publicitário. político etc. .Una propuesta basada en la competencia comunicativa segun Mainguenau (2002): COMPETENCIA COMUNICATIVA COMPETENCIA LINGUÍSTICA COMPETENCIA GENÉRICA COMPETENCIA ENCICLOPÉDICA Formas de la lengua: dimensión textual del discurso. ética. Ciencias. artes sexualidad etc. política. narración y argumentación. tecnologia. Articulación crítica de diversos saberes escolares o no. literário. Conocimento de las prácticas de los gêneros discursivos.

ideologias. modo subjuntivo (tiempos y aspectos). deixis temporal. clases nominales (el sustantivo. estilización.              marcadores discursivos (conectores). narratividade.Articulación entre lengua y discurso en estudio de textos descriptivos. imperativo y madato. formas nominales del verbo. modalidad. performatividad. semantica verbal. el adjetivo. el pronombre. los numerales). narrativos y argumentativos: Procesos discursivos A N D     elementos gramaticales en relieve      designación. tiempos de futuro. sistema de transitividad. deixis personal. polifonia (discurso relatado). oraciones complejas y compuestas. el presente de indicativo (tiempo y aspectos). . aspectulización. marcas de subjetividad. modalización. verbos en pretérito (tiempos y aspectos). nombtres y cualificadores). marcadores espaciales y temporales. interdiscursividad. el grupo nominal (la relación entre determinantes.       deixis espacial. formaciones discursivas.

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