Adolescência e autonomia.

) Faculdade de se governar por si mesmo.. lidar e tomar decisões pessoais sobre como se deve viver diariamente.. de acordo com suas próprias regras e preferências (Ex. propriedade pela qual o homem pretende escolher as leis que regem a sua conduta. direito de se reger por leis próprias. escolher roupa.Autonomia Habilidade de controlar. liberdade ou independência moral/intelectual. decidir hora do banho e refeições. (Aurélio Buarque de Hollanda) .

a capacidade de viver independentemente na comunidade com alguma ou nenhuma ajuda de outros (ex. de quem ou do que tem liberdade ou autonomia. conseguir tomar banho sozinho. de quem se basta. isto é.(Aurélio Buarque de Hollanda) . de quem procura recorrer só aos seus próprios meios. Estado ou condição de quem ou do que é independente..).Independência Habilidade de executar funções relacionadas à vida diária. fazer compras.

e está diretamente relacionado ao direito à liberdade e a cultura humanista individualista.  A autonomia no agir humano torna-se um referencial ético e legal central na análise da moralidade e da legalidade das ações. e para a responsabilização dos sujeitos por suas escolhas. O conceito de autonomia aplicado ao indivíduo emerge na Modernidade.Autonomia  Ser autônomo significa possuir capacidade para agir intencionalmente. Agir de forma racional significa ser capaz de tirar conclusões sobre o que fazer a partir de um conjunto de informações (raciocínio prático). . de forma racional e livre de influências.

Capacidade cognitiva. 2) Estar livre de influência e coerção  Liberdade para agir de forma independente e livre de influências controladoras. avalizadas pela razão (Blackburn. determinada tarefa que satisfaça certa finalidade. 1997: 31-32) . intencionalmente.Autonomia: Condições Essenciais 1) Ter capacidade para e de fazer algo  Qualidade e/ou aptidão que a pessoa tem para realizar.  Poder agir segundo regras de condutas universalmente válidas e objetivas.

assumindo a responsabilidade por suas decisões (Kottow. pessoal e institucional de se garantir que todos possam estabelecer e manter projetos de vida próprio. 2002:137-207)  Obrigação moral. desde que suas decisões não causem prejuízo a direito análogo alheio e que não fira a sua própria dignidade humana. realizar suas escolhas com base nos seus valores e crenças.Respeito à autonomia  Dever de respeitar e garantir o direito da pessoa. (Beauchamp e Childress. 2000:44) .

O adolescente e a liberdade .

dominador  Superproteção  Permissivo.O confronto com os pais e a escola Estilos educacionais  Pouca atenção ao anseios dos adolescentes  Autoritário. indiferente  Democrático .

Adolescência e os lutos .

e enquanto a criança procura a solução dos conflitos nas suas compensações atuais (lúdicas ou reais). realmente realizar-se sem conflito. p. 1976.. ou até um plano para executá-las (PIAGET. a integração de um indivíduo na sociedade adulta não poderia. 252).. . a compensação mais geral que é a de uma vontade de reformas.. a essas compensações limitadas. o adolescente acrescenta.

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Exigências de liberdade do adolescente • liberdade nas saídas e horários •liberdade de defender uma ideologia •liberdade de viver um amor e um trabalho .

. fantástico e hostil (ERIKSON.É uma mente ideológica e. p. 242). 1971. de fato. é a visão ideológica de uma sociedade o que afeta mais claramente o adolescente ansioso por se afirmar perante seus iguais e que está preparado para se ver confirmado pelos rituais. credos e programas que definem ao mesmo tempo o que é mau.

. que o favorecerão ou dificultarão. (KNOBEL. de desprendimento.O problema da adolescência deve ser tomado como um processo universal de troca. 1970/1981). segundo as circunstâncias. mas que será influenciado por conotações externas peculiares de cada cultura.

(. Há que se pensar no jovem sedento não só de inovações. . 81).)” (1998.Imersos na atual sociedade contemporânea. mas também sedento de afetos. p. cuja educação deveria acompanhar suas principais peculiaridades.) o homem do futuro será um homem carente de emoções.... Torna-se pertinente a advertência de Vygotsky ao dizer que “(. vislumbra-se a figura do jovem que não pode ser isolado do seu contexto e das realidades que estruturam sua condição juvenil para ser dissecado conforme as necessidades dos estudiosos.. sedento de liberdade.